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<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão Costeira Integrada]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci409</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Carta de unidades geoambientais do município de Itanhaém, São Paulo, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Map of geoenvironmental units of Itanhaém County, São Paulo, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coastal areas, due to morphological characteristics, are potentially susceptible to environmental changes, especially those related to the growing process of territorial occupation resulting from urbanization. In Brazil historically the coast has a very important role in territorial shaping. The first settlements from Europe, strategically positioned along the coast, allowed occupation and domination of space, and were the sites of communication between the New and Old World. As time passed, such places underpinned the national construction, serving as continental input and output gateways. In a few decades the rapid growth and development of coastal cities boosted physical and environmental conflicts. From the 1950s on, in the state of São Paulo, Brazil, with the popularization of automobiles and the consolidation of the main routes of communication between the coast and the uplands of São Paulo - Anchieta Highway (1953), Immigrants’ Highway (1976) and the second lane of Immigrants’ Highway (2002) - there was an increase in the population flow, especially to Baixada Santista (an official metropolitan area on the coast of the São Paulo state originally centered around the port city of Santos). A consequent and considerable increase in the floating population was verified, mainly consisting of tourists and second home owners. Currently the Baixada Santista Metropolitan Region is booming economically. In continuous transformations the Coastal Zone has undergone numerous operating procedures, including those related to the increasing industrialization in Baixada Santista, the development of the Cubatão industrial complex, the expansion of the Port of Santos, the investments of Petrobras and the tourism. Second homes, also known as vacation or seasonal home, cause a new impact on coastal areas by encouraging urban sprawl and disrupting the social fabric of coastal cities, often causing conflicts between the local and floating population. Another case that stands out is the increased migrant flow, attracted by the prospects of economic growth. Due to the lack of labor qualification, much of this flow is often not absorbed and people become marginalized. As a result of this process areas unsuitable for occupation are taken, favoring slums. In this context, this study was aimed at developing the Map of Geoenvironmental Units of the coastal city of Itanhaém, Baixada Santista, São Paulo, Brazil. Initially the study developed an inventory of physical attributes related to morphometry and of socioeconomic data, such as information from municipal and land use. Therefore data were integrated for the definition of geoenvironmental units according to the adaptation of the proposed methodology, based on the systemic approach by Mateo Rodriguez (2004). Thus for the drafting of the Map of Geoenvironmental Units mappings were conducted, which allowed the environmental characterization of the city and provided the identification of capabilities and weaknesses of the units set. Furthermore the information collected and generated was aimed to promote an increased knowledge of this coastal area. Thus the mapping done for the city allowed the identification of areas of greatest susceptibility to environmental problems, and is an important subsidy for understanding the environmental dynamics in addition to being a tool for the planning of coastal areas.The city of Itanhaém (SP) has a remarkable topographic subdivision. Based on the morphometric analysis two key environmental systems were identified for the city of Itanhaém: the mountain range system, which covers the Atlantic Plateau, the escarpments of the Serra do Mar and isolated hills, and the coastal plain system. As these systems were defined, the functional categories were determined, corresponding to emitting units, transmitting units and units collecting the matter and energy present in the city. The geoenvironmental subunits were delimited drawing on these categories, and their individualization considered the peculiarities in relation to physical conditions, such as morphometrics and geomorphology, and socioeconomic conditions, such as the presence or absence of urbanization and type of use associated. As a result twelve geoenvironmental subunits were determined within the group of functional units: 1. Plateaus - left bank of Mambu river; 2. Plateaus - right bank of Mambu river; 3. Plateaus - tributaries of the Black and White rivers; 4. Escarpments of Serra do Mar; 5. Isolated hills; 6. Marine terraces - level I; 7. Marine terraces - level II; 8. Urbanized marine terraces; 9. Slope deposits; 10; Fluvial plains; 11. Fluvial-marine plains; and 12. Marine Plains. The drafting of the Charter of Geoenvironmental Units allowed determining the relationship between usability, i.e. the physical characteristics of each geoenvironmental unit, and socioeconomic function related to land use in the city of Itanhaém. The analysis of the Map enabled to find the areas with conflict between geoenvironmental functions and human interventions. Many situations were found incompatible, confirming that human action in the environment is not limited by physical attributes, given the imposition of activities on dynamically fragile areas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[legislação ambiental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 			    <p><b>Carta de unidades geoambientais do munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m, S&atilde;o Paulo, Brasil</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>Map of geoenvironmental units of Itanha&eacute;m County, S&atilde;o Paulo, Brazil</b></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>S. E. Sato <sup>@, I</sup>; C. M. L. Cunha<sup>II</sup></b></p> 			    <p><sup>@</sup>Corresponding author</p>         <p><sup>I</sup>Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e da Informa&ccedil;&atilde;o &ndash; ICHI, Universidade Federal do Rio Grande - FURG, Rio Grande, Brasil. Avenida It&aacute;lia, km 8, Carreiros. 96201-900 Rio Grande, RS, Brasil. e-mail: <a href="mailto:s.e.sato@furg.br">s.e.sato@furg.br</a>    <br>     <sup>II</sup>Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento &ndash; DEPLAN, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Rio Claro, Brasil. Avenida 24-A, 1515. 13506-900 Rio Claro, SP, Brasil. e-mail: <a href="mailto:cenira@rc.unesp.br">cenira@rc.unesp.br</a></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade> 			    <p><b>RESUMO</b></p> 	    <p>As &aacute;reas litor&acirc;neas, devido as suas caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas, s&atilde;o potencialmente suscept&iacute;veis as altera&ccedil;&otilde;es ambientais principalmente &agrave;quelas relacionadas ao crescente processo de ocupa&ccedil;&atilde;o territorial referente &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o. No Brasil, historicamente, o litoral assumiu um papel de suma import&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o territorial. Os primeiros aglomerados populacionais de origem europ&eacute;ia, estrategicamente posicionados ao longo da costa, proporcionaram a ocupa&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, sendo os mesmos, os pontos de comunica&ccedil;&atilde;o entre o Novo e o Velho Mundo, e que, com o passar dos tempos, alicer&ccedil;aram a constru&ccedil;&atilde;o nacional, servindo de entrada e sa&iacute;da do continente. Em poucas d&eacute;cadas o r&aacute;pido crescimento e desenvolvimento das cidades litor&acirc;neas impulsionaram os conflitos de ordem f&iacute;sica e socioambiental.    <br> 	A partir da d&eacute;cada de 1950, no estado de S&atilde;o Paulo, Brasil, com a populariza&ccedil;&atilde;o do autom&oacute;vel e consolida&ccedil;&atilde;o das principais vias de comunica&ccedil;&atilde;o entre o Planalto Paulista e o litoral, Rodovia Anchieta (1953), Rodovia dos Imigrantes (1976) e a segunda pista da Rodovia dos Imigrantes (2002) houve um crescimento no fluxo populacional, principalmente para as cidades da Baixada Santista, verificando-se um consequente e consider&aacute;vel incremento da popula&ccedil;&atilde;o flutuante, formada principalmente por turistas e propriet&aacute;rios de segundas resid&ecirc;ncias. Atualmente, a Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista encontra-se em plena expans&atilde;o econ&ocirc;mica, resultado da industrializa&ccedil;&atilde;o, da expans&atilde;o portu&aacute;ria, dos investimentos da Petrobras e do turismo.    <br> 	Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo a elabora&ccedil;&atilde;o da Carta de Unidades Geoambientais do munic&iacute;pio litor&acirc;neo de Itanha&eacute;m, Baixada Santista, S&atilde;o Paulo, Brasil. Inicialmente realizou-se um invent&aacute;rio dos atributos f&iacute;sicos, referentes &agrave; morfometria, e dos dados socioecon&ocirc;micos, como informa&ccedil;&otilde;es municipais e de uso da terra. Com isso buscou-se a integra&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es para a defini&ccedil;&atilde;o das unidades geoambientais, segundo a adapta&ccedil;&atilde;o da proposta metodol&oacute;gica, fundamentada na abordagem sist&ecirc;mica, de Mateo Rodriguez (2004). Assim, para a elabora&ccedil;&atilde;o da Carta de Unidades Geoambientais foram realizados mapeamentos que possibilitaram a caracteriza&ccedil;&atilde;o ambiental do munic&iacute;pio, proporcionando a identifica&ccedil;&atilde;o das capacidades e fragilidades das unidades definidas. Al&eacute;m disso, as informa&ccedil;&otilde;es coletadas e geradas tiveram o intuito de promover um incremento no conhecimento dessa &aacute;rea do litoral paulista. Desse modo o mapeamento realizado para o munic&iacute;pio possibilitou a identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de maior suscetibilidade a problemas ambientais, tornado-se um importante subs&iacute;dio para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica ambiental, e assim, um instrumento para o planejamento de &aacute;reas litor&acirc;neas.    <br> 	A elabora&ccedil;&atilde;o da carta de unidades geoambientais permitiu averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso, ou seja, as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas de cada unidade geoambiental, e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, referente ao uso da terra no munic&iacute;pio. Com base na an&aacute;lise da referida carta, constatou-se as &aacute;reas onde h&aacute; o conflito entre as fun&ccedil;&otilde;es geoambientais e as interven&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas. Muitas situa&ccedil;&otilde;es incompat&iacute;veis foram verificadas, confirmando que a a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica no meio n&atilde;o &eacute; limitada pelos atributos f&iacute;sicos, visto a imposi&ccedil;&atilde;o das atividades sobre &aacute;reas dinamicamente fr&aacute;geis.</p> 	    <p><b>Palavras-chave:</b> litoral, uso da terra, legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</p> 	<hr size="1" noshade> 	    <p><b>ABSTRACT</b></p> 			    <p>Coastal areas, due to morphological characteristics, are potentially susceptible to environmental changes, especially those related to the growing process of territorial occupation resulting from urbanization. In Brazil historically the coast has a very important role in territorial shaping. The first settlements from Europe, strategically positioned along the coast, allowed occupation and domination of space, and were the sites of communication between the New and Old World. As time passed, such places underpinned the national construction, serving as continental input and output gateways. In a few decades the rapid growth and development of coastal cities boosted physical and environmental conflicts. From the 1950s on, in the state of S&atilde;o Paulo, Brazil, with the popularization of automobiles and the consolidation of the main routes of communication between the coast and the uplands of S&atilde;o Paulo &ndash; Anchieta Highway (1953), Immigrants&rsquo; Highway (1976) and the second lane of Immigrants&rsquo; Highway (2002) &ndash; there was an increase in the population flow, especially to Baixada Santista (an official metropolitan area on the coast of the S&atilde;o Paulo state originally centered around the port city of Santos). A consequent and considerable increase in the floating population was verified, mainly consisting of tourists and second home owners. Currently the Baixada Santista Metropolitan Region is booming economically. In continuous transformations the Coastal Zone has undergone numerous operating procedures, including those related to the increasing industrialization in Baixada Santista, the development of the Cubat&atilde;o industrial complex, the expansion of the Port of Santos, the investments of Petrobras and the tourism. Second homes, also known as vacation or seasonal home, cause a new impact on coastal areas by encouraging urban sprawl and disrupting the social fabric of coastal cities, often causing conflicts between the local and floating population. Another case that stands out is the increased migrant flow, attracted by the prospects of economic growth. Due to the lack of labor qualification, much of this flow is often not absorbed and people become marginalized. As a result of this process areas unsuitable for occupation are taken, favoring slums. In this context, this study was aimed at developing the Map of Geoenvironmental Units of the coastal city of Itanha&eacute;m, Baixada Santista, S&atilde;o Paulo, Brazil. Initially the study developed an inventory of physical attributes related to morphometry and of socioeconomic data, such as information from municipal and land use. Therefore data were integrated for the definition of geoenvironmental units according to the adaptation of the proposed methodology, based on the systemic approach by Mateo Rodriguez (2004). Thus for the drafting of the Map of Geoenvironmental Units mappings were conducted, which allowed the environmental characterization of the city and provided the identification of capabilities and weaknesses of the units set. Furthermore the information collected and generated was aimed to promote an increased knowledge of this coastal area. Thus the mapping done for the city allowed the identification of areas of greatest susceptibility to environmental problems, and is an important subsidy for understanding the environmental dynamics in addition to being a tool for the planning of coastal areas.The city of Itanha&eacute;m (SP) has a remarkable topographic subdivision. Based on the morphometric analysis two key environmental systems were identified for the city of Itanha&eacute;m: the mountain range system, which covers the Atlantic Plateau, the escarpments of the Serra do Mar and isolated hills, and the coastal plain system. As these systems were defined, the functional categories were determined, corresponding to emitting units, transmitting units and units collecting the matter and energy present in the city. The geoenvironmental subunits were delimited drawing on these categories, and their individualization considered the peculiarities in relation to physical conditions, such as morphometrics and geomorphology, and socioeconomic conditions, such as the presence or absence of urbanization and type of use associated. As a result twelve geoenvironmental subunits were determined within the group of functional units: 1. Plateaus &ndash; left bank of Mambu river; 2. Plateaus &ndash; right bank of Mambu river; 3. Plateaus &ndash; tributaries of the Black and White rivers; 4. Escarpments of Serra do Mar; 5. Isolated hills; 6. Marine terraces &ndash; level I; 7. Marine terraces &ndash; level II; 8. Urbanized marine terraces; 9. Slope deposits; 10; Fluvial plains; 11. Fluvial-marine plains; and 12. Marine Plains.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 	The drafting of the Charter of Geoenvironmental Units allowed determining the relationship between usability, i.e. the physical characteristics of each geoenvironmental unit, and socioeconomic function related to land use in the city of Itanha&eacute;m. The analysis of the Map enabled to find the areas with conflict between geoenvironmental functions and human interventions. Many situations were found incompatible, confirming that human action in the environment is not limited by physical attributes, given the imposition of activities on dynamically fragile areas.</p> 			    <p><b>Keywords: </b>coast, land use, environmental law.</p> <hr size="1" noshade> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p> 	    <p>No Brasil, historicamente, o litoral assumiu um papel de suma import&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o territorial. O litoral &eacute; sede de importantes cidades, as quais ocupam espa&ccedil;os ainda pouco conhecidos, do ponto de vista da din&acirc;mica ambiental. Em poucas d&eacute;cadas o r&aacute;pido crescimento e desenvolvimento das cidades litor&acirc;neas impulsionaram os conflitos de ordem f&iacute;sica e socioambiental. Neste contexto &eacute; iminente a necessidade de minimizar os impactos antr&oacute;picos no meio e promover uma adequada interven&ccedil;&atilde;o no ambiente natural. Para isso, a compreens&atilde;o da estrutura&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e socioecon&ocirc;mica do espa&ccedil;o com base nos estudos da paisagem &eacute; fundamental.</p> 	    <p>A paisagem litor&acirc;nea &eacute; composta por um sistema integrado de unidades geoambientais, formadas a partir da intera&ccedil;&atilde;o entre os elementos naturais e elementos socioecon&ocirc;micos. Tais unidades em conjunto s&atilde;o respons&aacute;veis pela din&acirc;mica, funcionamento e manuten&ccedil;&atilde;o da paisagem. O conhecimento dessas unidades possibilita, deste modo, estabelecer a fun&ccedil;&atilde;o de cada unidade e, consequentemente, como as altera&ccedil;&otilde;es sobre estas unidades podem interferir na din&acirc;mica do espa&ccedil;o.</p> 	    <p>As unidades geoambientais s&atilde;o &aacute;reas delimitadas de acordo com caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas homog&ecirc;neas, as quais s&atilde;o associadas ao Uso da terra. A representa&ccedil;&atilde;o cartogr&aacute;fica dessas unidades possibilita identificar os processos ambientais presentes no munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP), assim como as atividades antr&oacute;picas, e, consequentemente a rela&ccedil;&atilde;o entre a din&acirc;mica ambiental e sua fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, tornado-se poss&iacute;vel assim determinar os conflitos oriundos dessa rela&ccedil;&atilde;o. A defini&ccedil;&atilde;o dessas unidades possibilita inferir sobre a din&acirc;mica incidente na paisagem. Para Mateo Rodriguez <i>et al.</i> (2004) a paisagem &eacute; caracterizada pelo arranjo sist&ecirc;mico das suas unidades, atribuindo &agrave; mesma sua integridade e unidade. Essa concep&ccedil;&atilde;o aplicada em &aacute;reas litor&acirc;neas, eminentemente din&acirc;micas, permite uma an&aacute;lise ambiental global, devido alicer&ccedil;ar-se no car&aacute;ter din&acirc;mico da an&aacute;lise.</p> 	    <p>Assim, no cont&iacute;nuo movimento de transforma&ccedil;&otilde;es, a zona costeira do estado de S&atilde;o Paulo vem sofrendo in&uacute;meros processos de explora&ccedil;&atilde;o, entre os quais, os relacionados ao incremento da industrializa&ccedil;&atilde;o na Baixada Santista, ao desenvolvimento do complexo industrial de Cubat&atilde;o, &agrave; expans&atilde;o do porto de Santos, aos investimentos da PETROBRAS e ao turismo.</p> 	    <p>A escolha de Itanha&eacute;m (SP) como universo de an&aacute;lise baseou-se nessas transforma&ccedil;&otilde;es, que direta ou indiretamente afetam o munic&iacute;pio. O processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o em Itanha&eacute;m iniciou-se nos anos de 1940, expandindo progressivamente.  At&eacute; os anos de 1962, de acordo com a interpreta&ccedil;&atilde;o de fotografias (74230 a 83425) escala 1:25.000, do respectivo ano, a &aacute;rea urbana do munic&iacute;pio ocupava apenas a orla e os seus limites em dire&ccedil;&atilde;o ao interior estendiam-se at&eacute; a rodovia. Destaca-se que j&aacute; havia arruamentos em meio &agrave; vegeta&ccedil;&atilde;o de plan&iacute;cie costeira (Souza et. al, 2008), sem ocupa&ccedil;&atilde;o, no interior do munic&iacute;pio. Em 2000, num per&iacute;odo de 38 anos, houve um crescimento urbano em torno de 150%. A expans&atilde;o urbana ultrapassou a rodovia dirigindo-se ao interior, desenvolvendo-se notadamente a leste do munic&iacute;pio. Em 2010, com base em imagens de sat&eacute;lite, observa-se o crescimento urbano mais acentuado a oeste do munic&iacute;pio. Estima-se que entre os anos de 2000 e 2010, o munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m cresceu em m&eacute;dia 10%. A popula&ccedil;&atilde;o de Itanha&eacute;m aumentou significativamente De acordo com o Censo Demogr&aacute;fico realizado pelo IBGE, em 2010 a popula&ccedil;&atilde;o total recenseada foi de 87.057 habitantes, dos quais 86.242 situados na zona urbana e 815 na zona rural. Em termos percentuais da popula&ccedil;&atilde;o isso corresponde a 99,06% urbana e 0,94% rural. A densidade demogr&aacute;fica apontada pelo censo foi de 145.2 hab./km&sup2; (IBGE, 2011). Em 2011, o munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m, segundo dados da Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados  (SEADE), possu&iacute;a uma popula&ccedil;&atilde;o fixa de 88.584 habitantes. A taxa geom&eacute;trica de crescimento anual da popula&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 2000-2010 foi de 1,94%, superior &agrave; taxa do Estado de S&atilde;o Paulo (1,09%) para o mesmo per&iacute;odo.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O munic&iacute;pio em apre&ccedil;o possui um zoneamento para o uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o da terra. A <i>Lei n<sup>o</sup> 1.082 de 22 de Janeiro de 1977</i> determina a divis&atilde;o do territ&oacute;rio de Itanha&eacute;m em zonas de uso e regulamenta o parcelamento, uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo do munic&iacute;pio. De acordo com o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado de Itanha&eacute;m de 2000, como um dos objetivos fixados para o desenvolvimento f&iacute;sico do munic&iacute;pio est&aacute; o estabelecimento de uma nova <i>Lei de Zoneamento, Uso e Ocupa&ccedil;&atilde;o para substituir a Lei n.1.082/77</i>, mas contemplando as diretrizes fixadas pela mesma.</p> 	    <p>Itanha&eacute;m apresenta desse modo, um conjunto de leis direcionadas ao ordenamento territorial. A preserva&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas ambientais da &aacute;rea &eacute; enfatizada, visto que s&atilde;o as mesmas a principal fonte de divisas municipais. Assim, medidas de planejamento tornam-se fundamentais para garantir tanto a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o fixa e flutuante, como a preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente natural, o qual &eacute; altamente suscept&iacute;vel as altera&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas.</p> 	    <p>Assim, a import&acirc;ncia dos estudos ambientais &eacute; ineg&aacute;vel. Dessa maneira, o presente trabalho visa colaborar com essa quest&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. &Aacute;REA DE ESTUDO</b></p> 	    <p>Itanha&eacute;m, munic&iacute;pio litor&acirc;neo do estado de S&atilde;o Paulo, localiza-se entre as coordenadas geogr&aacute;ficas de latitudes 23&ordm;55&rsquo; e 24&ordm;15&rsquo;Sul e longitudes 46&ordm;48&rsquo; e 46&ordm;54&rsquo; Oeste de Greenwich (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). Possui aproximadamente 600 km<sup>2</sup> de &aacute;rea territorial. Limita-se ao norte com os munic&iacute;pios de S&atilde;o Paulo e Juquitiba, a leste com os munic&iacute;pios de S&atilde;o Vicente e Mongagu&aacute;, a oeste com os munic&iacute;pios de Pedro de Toledo e Peru&iacute;be, e ao sul com o oceano Atl&acirc;ntico. Apresenta terrenos amplos e extremamente planos situados entre o oceano e as escarpas &iacute;ngremes da Serra do Mar, as quais declinam suavemente em dire&ccedil;&atilde;o ao interior do estado de S&atilde;o Paulo.</p> 	    
<p>A Serra do Mar &eacute; uma not&aacute;vel express&atilde;o topogr&aacute;fica do Sudeste brasileiro. Em S&atilde;o Paulo representa o rebordo do Planalto Paulistano, apresentando um conjunto de escarpas com diferentes denomina&ccedil;&otilde;es locais. A configura&ccedil;&atilde;o dessas escarpas, associadas aos eventos geol&oacute;gicos e tect&ocirc;nicos, remonta ao Terci&aacute;rio, mas este processo ainda encontra-se em evolu&ccedil;&atilde;o (De Martonne, 1943; Freitas 1951; Almeida, 1953; Ab&rsquo;Saber, 1955; Ab&rsquo;Saber, 1965 e Almeida &amp; Carneiro, 1998).</p> 	    <p>Nas bordas das escarpas festonadas da Serra do Mar, nas proximidades do oceano, ocorrem &aacute;reas deposicionais referentes &agrave;s plan&iacute;cies costeiras, que tamb&eacute;m integram a prov&iacute;ncia costeira paulista.</p> 	    <p>A origem das plan&iacute;cies costeiras do Brasil, de modo geral, relaciona-se &agrave;s oscila&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel marinho, resultado da eustasia e do tectonismo, assim como das oscila&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas do Quatern&aacute;rio (Ab&rsquo;Saber , 1965; Suguiu &amp; Martin , 1978; Suguio <i>et al.</i> 1985; Suguio, 2001).</p> 	    <p>A intera&ccedil;&atilde;o entre o clima e o relevo &eacute; de suma import&acirc;ncia para o entendimento da din&acirc;mica ambiental costeira, devido &agrave; atua&ccedil;&atilde;o da Serra do Mar como barreira orogr&aacute;fica aos ventos &uacute;midos vindos do oceano, contribuindo para caracteriza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos e clim&aacute;ticos no litoral paulista.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estado de S&atilde;o Paulo est&aacute; localizado numa faixa de transi&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica (tropical e subtropical) e sofre, assim, a influ&ecirc;ncia da massa de ar polar Atl&acirc;ntica e dos sistemas extratropicais, assim como dos ventos provindos dos sistemas tropicais.</p> 	    <p>No munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m, predominam altos &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos. Os dados pluviom&eacute;tricos (prefixo: E3-261, se&ccedil;&atilde;o: pluviometria acumulada m&eacute;dia mensal), mensais m&eacute;dios, do per&iacute;odo hist&oacute;rico de 1981 a 1999 (SIGRH, 2012), demonstraram o predom&iacute;nio de chuvas bem distribu&iacute;das durante todo o ano, com decl&iacute;nio nos meses de inverno (junho, julho e agosto) e consider&aacute;vel eleva&ccedil;&atilde;o nos meses de ver&atilde;o (janeiro, fevereiro e mar&ccedil;o). A m&eacute;dia anual para o munic&iacute;pio varia entre 1.500 a 2.000 mm.</p> 	    <p>Os solos predominantes na &aacute;rea de estudo correspondem, nas escarpas da Serra do Mar, devido &agrave;s elevadas declividades, a solos pouco espessos derivados da decomposi&ccedil;&atilde;o da litologia <i>in situ</i>, sendo classificados segundo o IAC (Oliveira <i>et al.</i> 1999) como Cambissolos H&aacute;plicos. Para a plan&iacute;cie costeira, dada &agrave;s caracter&iacute;sticas do relevo plano e das litologias sedimentares, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o do IAC (Oliveira <i>et al.</i> 1999), s&atilde;o encontrados predominantemente Espodossolos Ferroc&aacute;rbicos e Gleissolos S&aacute;licos, estes &uacute;ltimos nas proximidades da foz do rio Itanha&eacute;m, &aacute;rea sob influ&ecirc;ncia das mar&eacute;s.</p> 	    <p>Neste contexto f&iacute;sico-ambiental, as forma&ccedil;&otilde;es vegetacionais presentes no munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m, assim como em toda a zona costeira paulista, est&atilde;o diretamente associadas &agrave;s referidas condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e as caracter&iacute;sticas morfo-pedol&oacute;gicas presentes nesse espa&ccedil;o. De modo geral, segundo Souza (2008), as fisionomias de vegeta&ccedil;&atilde;o para o litoral paulista, associadas ao substrato geol&oacute;gico, correspondem, a partir da praia rumo &agrave; encosta, a: Vegeta&ccedil;&atilde;o de Praias, Vegeta&ccedil;&atilde;o de Dunas, Escrube, Vegeta&ccedil;&atilde;o de Entre-Cord&otilde;es, Floresta Baixa de Restinga, Brejo de Restinga, Floresta Alta de Restinga, Floresta Paludosa, Floresta de Transi&ccedil;&atilde;o Restinga-Encosta e Floresta Ombr&oacute;fila Densa. Historicamente, essas forma&ccedil;&otilde;es vegetais, e consequentemente animais, foram reduzidas pela a&ccedil;&atilde;o ant&oacute;pica. Segundo dados da ONG SOS Mata Atl&acirc;ntica, do total original da floresta, atualmente, restam apenas 11%. Esse fato evidencia a necessidade de estudos e preserva&ccedil;&atilde;o desse importante bioma brasileiro.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></p> 	    <p>O m&eacute;todo adotado nessa pesquisa fundamentou-se na integra&ccedil;&atilde;o dos dados f&iacute;sicos e socioecon&ocirc;micos, com base nos pressupostos da Teoria Geral dos Sistemas. A abordagem sist&ecirc;mica aplicada a Geografia torna poss&iacute;vel o estudo do espa&ccedil;o de modo integrado, por considerar a conex&atilde;o existente entre seus componentes antr&oacute;picos e seus componentes naturais formadores, como uma totalidade indissoci&aacute;vel.</p> 	    <p>Neste contexto, a paisagem representa uma complexa intera&ccedil;&atilde;o de elementos concretizada em determinada &aacute;rea, resultando na fisionomia desse espa&ccedil;o, que pode ser vista como um sistema, ou uma unidade real integrada (Troppmair, 2000).</p> 	    <p>Segundo Mateo Rodriguez (2004, p. 18) <i>“a ‘paisagem’ é definida como um conjunto inter-relacionado de formações naturais e antroponaturais...”</i>. Ainda segundo o autor, uma das caracter&iacute;sticas da paisagem, &eacute; <i>“o caráter sistêmico e complexo de sua formação que determina a integridade e sua unidade.”</i> (Mateo-Rodriguez <i>et al.</i> 2004:18).</p> 	    <p>Para Mateo-Rodriguez <i>et al.</i> (2004:15) a paisagem corresponde a um &ldquo;<i>sistema territorial composto por elementos naturais e antropog&ecirc;nicos condicionados socialmente, que modificam ou transformam as propriedades das paisagens naturais originais</i>&rdquo;.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desse modo, para uma adequada interven&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica na paisagem &eacute; necess&aacute;rio entender como essa paisagem est&aacute; organizada e quais s&atilde;o as fun&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das a cada unidade que constitui tal espa&ccedil;o.</p> 	    <p>A carta de unidades geoambientais (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06a1.jpg">Anexo 1</a>) visa apresentar as &aacute;reas delimitadas de acordo com suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas individualizadas na paisagem. Essa carta possibilita identificar os processos ambientais presentes na &aacute;rea de estudo, assim como as atividades antr&oacute;picas, e, consequentemente a rela&ccedil;&atilde;o entre a din&acirc;mica ambiental e Uso da terra. Dessa maneira torna-se poss&iacute;vel determinar as &aacute;reas onde h&aacute; o conflito entre as fun&ccedil;&otilde;es geoambientais e as interven&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas.</p> 	    
<p>As unidades geoambientais foram delimitadas atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es obtidas com base na morfometria, no Uso da terra e vegeta&ccedil;&atilde;o realizadas, previamente, para o munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m - SP (SATO, 2012), na escala 1:50.000. Ser&atilde;o apresentados aspectos modais das respectivas cartas espaciais como ilustra&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>).</p> 	    
<p>Elaborou-se tamb&eacute;m uma carta de restri&ccedil;&otilde;es legais ao uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da terra <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06a2.jpg" target="_blank">Anexo 2</a>, referente &agrave; espacializa&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental vigente na base cartogr&aacute;fica do munic&iacute;pio. A mesma foi utilizada para averiguar, nas unidades geoambientais, os espa&ccedil;os que, segundo a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, apresentam caracter&iacute;sticas que comprometem sua ocupa&ccedil;&atilde;o. Foram consideradas as seguintes disposi&ccedil;&otilde;es legais:</p> 	    
<p>- &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente - Resolu&ccedil;&atilde;o <i>CONAMA n&deg; 303 (20/03/2003)</i>:</p> 			<ul> 			      <li>Faixa marginal ao longo de curso fluvial com largura m&iacute;nima de:<ul>            		    <li>trinta metros, para o curso d`&aacute;gua com menos de dez metros de largura;</li>                       </ul>               </li> 			      <li>Dunas:            	    <ul>            		      <li>unidade  geomorfol&oacute;gica de  constitui&ccedil;&atilde;o  predominante  arenosa,  com apar&ecirc;ncia de c&ocirc;moro ou colina, produzida pela a&ccedil;&atilde;o dos ventos, situada no litoral ou no interior do continente, podendo estar recoberta, ou n&atilde;o, por vegeta&ccedil;&atilde;o;                   </li>                     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>               </li> 		          <li>Restinga:            	    <ul>                       <li>dep&oacute;sito  arenoso  paralelo  a  linha  da  costa,  de  forma  geralmente alongada,  produzido por  processos de sedimenta&ccedil;&atilde;o,  onde se encontram diferentes comunidades  que  recebem influ&ecirc;ncia  marinha,  tamb&eacute;m consideradas  comunidades ed&aacute;ficas por dependerem mais da natureza do substrato do que do clima. A cobertura vegetal nas restingas ocorre como mosaico, e encontra-se em praias, cord&otilde;es arenosos, dunas e depress&otilde;es,  apresentando,  de acordo com o est&aacute;gio  sucessional,  estrato herb&aacute;ceo, arbustivos e arb&oacute;reo, este &uacute;ltimo mais interiorizado;                   </li>                     </ul>            	  </li> 			      <li>Mangue:               	  <ul>                   	    <li>ecossistema litor&acirc;neo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos &agrave; a&ccedil;&atilde;o das mar&eacute;s,  formado por vasas lodosas recentes ou arenosas,  &agrave;s quais se associa, predominantemente,  a  vegeta&ccedil;&atilde;o  natural  conhecida  como  mangue,  com influ&ecirc;ncia fl&uacute;vio-marinha,  t&iacute;pica  de  solos  limosos  de  regi&otilde;es  estuarinas  e  com  dispers&atilde;o descont&iacute;nua ao longo da costa brasileira, entre os estados do Amap&aacute; e Santa Catarina;                     </li>                       </ul>               </li> 			    </ul> 	    <p>- <i>Decreto n&ordm; 10.251, de 30 de agosto de 1977</i>:</p> 			<ul> 			      <li>Cria o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), incorporando uma s&eacute;rie de reservas Estaduais j&aacute; existentes. Foi alterado pelo Decreto Estadual n&deg; 13.313 de 06 de mar&ccedil;o de 1979, o qual acrescentou &aacute;reas do munic&iacute;pio de Ubatuba;               </li> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> 	    <p>- <i>Conselho de Defesa do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico, Arqueol&oacute;gico, Art&iacute;stico e Tur&iacute;stico - CONDEPHAAT - Resolu&ccedil;&atilde;o de Tombamento 40 de 06/06/1985</i>:</p> 			<ul> 			      <li>Tombamento da Serra do Mar e dos Morros Isolados: Artigo 1&deg; &ndash; Fica tombada a &aacute;rea da Serra do Mar e de Paranapiacaba no Estado de S&atilde;o Paulo, com seus Parques, Reservas e &Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental, al&eacute;m dos espor&otilde;es, morros isolados, ilhas e trechos de plan&iacute;cie litor&acirc;nea,[...]; <i>Artigo 5&deg;</i> &ndash; Ficam inclu&iacute;dos neste tombamento todos os morros isolados acima da cota de 40m, situados na plan&iacute;cie sedimentar, entre o limite de tombamento e a linha de costa, excluindo-se os que se encontram nas &aacute;reas litor&acirc;neas situados entre os rios Ma&ccedil;agua&ccedil;u (Folha Caraguatatuba) e o Rio Cambori (Folha Maresias), assim como os localizados entre o Canal de Bertioga (Folha Bertioga) e o Rio Mineiro (Folha Mongagu&aacute;);&rdquo;</li> 			    </ul> 	    <p>- Reserva Ind&iacute;gena Guarani:</p> 			<ul> 			      <li>Demarca&ccedil;&atilde;o da Reserva em 15 de Abril de 1987. CIMI-Conselho Indigenista Mission&aacute;rio;</li> 			    </ul> 	    <p>- &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental - <i>Lei de Cria&ccedil;&atilde;o da APA: Lei n&ordm; 13.136/01. PMSP</i>.</p> 			<ul> 			      <li>APA - Capivari &ndash; Monos;</li> 			    </ul> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- <i>Decreto Federal n&ordm; 750 de 10/02/1993</i> - Floresta de Restinga - integrante da Mata Atl&acirc;ntica:</p> 			<ul> 			      <li>Art. 3&deg; - Para os efeitos deste Decreto, considera-se Mata Atl&acirc;ntica as forma&ccedil;&otilde;es florestais e ecossistemas associados inseridos no dom&iacute;nio Mata Atl&acirc;ntica, com as respectivas delimita&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo Mapa de Vegeta&ccedil;&atilde;o do Brasil, IBGE 1988: Floresta Ombr&oacute;fila Densa Atl&acirc;ntica, Floresta Ombr&oacute;fila Mista, Floresta Ombr&oacute;fila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, rnanguezais, restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves Florestais do Nordeste;</li> 			    </ul> 	    <p>- <i>Lei n&deg;1.082 de 22 de janeiro de 1977, alterada pelas Leis 2520/2000 - 2573/2000 - 2971/2002 - 2975/2002 - 3000/2003 - 3252/2006</i>. Prefeitura da Est&acirc;ncia Balne&aacute;ria de Itanha&eacute;m:</p> 			<ul> 			      <li>Zona de transi&ccedil;&atilde;o ambiental uso predominantemente residencial, de densidade demogr&aacute;fica baixa;</li> 			    </ul> 	    <p>- <i>Lei n&deg;1.082 de 22 de janeiro de 1977, alterada pelas Leis 2520/2000 - 2573/2000 - 2971/2002 - 2975/2002 - 3000/2003 - 3252/2006</i>. Prefeitura da Est&acirc;ncia Balne&aacute;ria de Itanha&eacute;m:</p> 			<ul> 			      <li>Corredor de fauna e flora, &aacute;rea n&atilde;o lote&aacute;vel, com caracter&iacute;stica de zona de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental;</li> 			    </ul> 	    <p>- <i>Decreto n&ordm; 5.300 de 7 de dezembro de 2004, que regulamenta a Lei n&deg; 7. 661, de 16 de maio de 1988</i>, instituindo o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC.</p> 			<ul> 			      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Limite da orla mar&iacute;tima terrestre: cinquenta metros em &aacute;reas urbanizadas ou duzentos metros em &aacute;reas n&atilde;o urbanizadas, demarcados na dire&ccedil;&atilde;o do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como as caracterizadas por fei&ccedil;&otilde;es de praias, dunas, &aacute;reas de escarpas, fal&eacute;sias, cost&otilde;es rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estu&aacute;rios, canais ou bra&ccedil;os de mar, quando existentes, onde est&atilde;o situados os terrenos de marinha e seus acrescidos.</li> 			    </ul> 	    <p>O munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP), de acordo com os princ&iacute;pios da abordagem sist&ecirc;mica &eacute; uma paisagem composta por elementos naturais e elementos socioecon&ocirc;micos conectados e integrados. Formada por unidades onde h&aacute; a constante circula&ccedil;&atilde;o de energia e de mat&eacute;ria, esta paisagem funciona como um sistema ambiental n&atilde;o isolado e aberto, onde a atmosfera, a litosfera, a hidrosfera e a biosfera (onde se insere o homem) interagem, promovendo a incessante movimenta&ccedil;&atilde;o dos fluxos de energia e mat&eacute;ria. A partir dessa considera&ccedil;&atilde;o, pode-se afirmar que as unidades formadoras da paisagem necessitam cumprir determinadas fun&ccedil;&otilde;es para que a din&acirc;mica e a organiza&ccedil;&atilde;o espacial seja mantida. Considerando o car&aacute;ter funcional da paisagem, a ideia de circula&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria e energia permite delinear a estrutura do sistema paisagem com base nos elementos que a comp&otilde;em. As categorias funcionais correspondem a &aacute;reas emissoras, a &aacute;reas transmissoras e a &aacute;reas coletoras de mat&eacute;ria e energia (Mateo-Rodriguez et.al, 1995).</p> 	    <p>A correla&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es foi norteada pelos princ&iacute;pios da an&aacute;lise sist&ecirc;mica de integra&ccedil;&atilde;o dos dados. Para determinar as &aacute;reas com caracter&iacute;sticas mais homog&ecirc;neas foram consideradas, desse modo, as condi&ccedil;&otilde;es ambientais f&iacute;sicas e as caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas associadas (Uso da terra, principalmente).</p> 	    <p>O principal crit&eacute;rio para a defini&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas funcionais da paisagem foi &agrave; diferen&ccedil;a apresentada pela &aacute;rea de estudo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de dois sistemas ambientais distintos, correspondentes &agrave;s escarpas da Serra do Mar (sistema serrano) e a plan&iacute;cie costeira (sistema plan&iacute;cie costeira) (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f3"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06f3.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Identificados esses sistemas, foram delimitadas as unidades geoambientais. Esta individualiza&ccedil;&atilde;o considerou as peculiaridades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, como a morfometria e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, como a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de urbaniza&ccedil;&atilde;o e o tipo de Uso da terra associado. As cores utilizadas para representar as unidades geoambientais seguiram o princ&iacute;pio da rosa crom&aacute;tica. Desse modo as categorias funcionais da paisagem, emissoras, transmissoras e coletoras receberam cores de acordo com o seu papel no desencadeamento de energia, quanto mais intensa a emiss&atilde;o de mat&eacute;ria e energia, mais escura a cor utilizada.</p> 	    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre os elementos naturais e elementos socioecon&ocirc;micos, baseou-se nos princ&iacute;pios te&oacute;ricos de Mateo-Rodriguez et.al (2004), e foi estabelecida atrav&eacute;s de crit&eacute;rios de compatibilidade entre o Uso da terra presente na unidade e as suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas. Nessa rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica &eacute; poss&iacute;vel verificar se: 1) o Uso da terra &eacute; compat&iacute;vel ou incompat&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, e se 2) esse uso &eacute; adequado ou inadequado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o ambiental vigente. Desse modo, cada unidade geoambiental &eacute; classificada de acordo com as seguintes categorias:</p> 			<ul> 			      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Compat&iacute;vel: corresponde ao Uso da terra que n&atilde;o afeta as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas da unidade;</li> 			      <li>Incompat&iacute;vel: quando o Uso da terra altera negativamente as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas da unidade f&iacute;sica;</li> 			      <li>Adequado: refere-se ao Uso da terra que n&atilde;o transgride a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental;</li> 			      <li>Inadequado: representa situa&ccedil;&otilde;es em que o Uso da terra transgride a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</li> 			    </ul> 	    <p>Com base nas informa&ccedil;&otilde;es entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica torna-se poss&iacute;vel estabelecer o estado geoecol&oacute;gico das unidades formadoras da paisagem em estudo. O estado geoecol&oacute;gico (Mateo-Rodriguez et.al, 2004) classifica-se em:</p> 			<ul> 			      <li>Otimizado: &eacute; quando a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica apresenta o Uso da terra compat&iacute;vel com as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e legalmente adequadas, ou seja, dentro da legisla&ccedil;&atilde;o;</li> 			      <li>Compensado: refere-se &agrave; categoria compat&iacute;vel, onde o Uso da terra n&atilde;o provoca um dano ambiental irrevers&iacute;vel;</li> 			      <li>Alterado: a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica &eacute; incompat&iacute;vel com as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas;</li> 			      <li>Esgotado: corresponde &agrave;s categorias de uso incompat&iacute;vel e legalmente inadequadas.</li> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> 	    <p>Deve-se ressaltar a import&acirc;ncia do papel da interfer&ecirc;ncia antr&oacute;pica nas unidades, visto o impacto por esta causado nas caracter&iacute;sticas naturais. Deste modo, a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso/fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica de uma unidade &eacute; dada pelo grau de compatibilidade entre o Uso da terra predominante e sua caracter&iacute;stica ambiental, como por exemplo, a declividade e/ou litologia, associada ainda a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica que permita ou n&atilde;o essa rela&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>O estado geoecol&oacute;gico assim exprime o grau de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental de cada unidade mapeada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atua&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica sobre a mesma, a partir da an&aacute;lise integrada das caracter&iacute;sticas naturais e socioecon&ocirc;micas.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4. AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</b></p> 	    <p>O munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP) apresenta uma not&aacute;vel compartimenta&ccedil;&atilde;o topogr&aacute;fica, referente ao Planalto Atl&acirc;ntico, as escarpas da Serra do Mar e morros isolados, e a plan&iacute;cie costeira. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise morfom&eacute;trica, esses compartimentos foram enquadrados em dois sistemas ambientais fundamentais: o sistema serrano, o qual abrangeria ent&atilde;o o Planalto Atl&acirc;ntico, as escarpas da Serra do Mar e morros isolados, e o sistema plan&iacute;cie costeira.</p> 	    <p>Definidos esses sistemas, determinaram-se as categorias funcionais, correspondentes &agrave;s unidades emissoras, as unidades transmissoras e as unidades coletoras de mat&eacute;ria e energia presentes no munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP). As subunidades geoambientais foram delimitadas com base nessas categorias, e sua individualiza&ccedil;&atilde;o considerou as peculiaridades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, como a morfometria e a geomorfologia, e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, como a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de urbaniza&ccedil;&atilde;o e o tipo de uso associado (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f4"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06f4.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A seguir ser&atilde;o apresentadas as categorias funcionais e as subunidades estabelecidas para o munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP). Ao final apresenta-se uma tabela que sintetiza essas informa&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p> 			<ul> 			      
<li>Unidades emissoras &ndash; sistema serrano: identificadas no Planalto Atl&acirc;ntico correspondem a um conjunto composto por tr&ecirc;s subunidades geoambientais: a subunidade planaltos - margem esquerda do rio Mambu, a subunidade planaltos - margem direita do rio Mambu e a subunidade planaltos &ndash; afluentes dos rios Preto e Branco. Essas  unidades distinguem-se entre si pelas diferen&ccedil;as de predom&iacute;nio das classes de energia do relevo, que correspondem a &aacute;reas com maior potencial para a deflagra&ccedil;&atilde;o de processos erosivos associados a altas cargas de energia. Setores mais altos do planalto apresentam altimetria acima de 700 metros e nos morros acima de 400 metros. De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM (2006) o embasamento &eacute; formado, de modo geral, por rochas milon&iacute;ticas, gnaisses bandados e ortognaisses.</li> 			    </ul> 	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; geomorfologia, predominam morros suavizados, alinhamentos estruturais NW-SE, vertentes c&ocirc;ncavas e convexas, presen&ccedil;a de sulcos erosivos, vo&ccedil;orocas e cicatrizes de escorregamento, al&eacute;m de vales em V. Ao norte do Planalto Atl&acirc;ntico, no limite com os munic&iacute;pios de S&atilde;o Paulo e Juquitiba foi institu&iacute;da por lei a &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental - APA Capivari - Monos com o objetivo de restringir e controlar o Uso da terra, que &eacute; permitido por lei desde que controlado. Essa APA corresponde a uma das &aacute;reas de mananciais da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo.</p> 	    <p>De modo geral, o Uso da terra restringe-se a pequenas propriedades rurais, mas nos limites com o munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, a press&atilde;o exercida pela expans&atilde;o urbana, principalmente relacionada &agrave;s ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares, &eacute; um problema eminente, mas que ainda n&atilde;o afeta a integridade das subunidades geoambientais pertencentes ao Planalto Atl&acirc;ntico. Dessa forma, tem-se:</p> 	    <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: compat&iacute;vel e adequada, nas &aacute;reas abrangidas pelas medidas legais de conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o e que s&atilde;o de dif&iacute;cil acesso; adequada, nas &aacute;reas que preservam a cobertura vegetal original; e compat&iacute;vel e inadequada, onde h&aacute; atividades agr&iacute;colas.</p> 	    <p>- Estado geoecol&oacute;gico do Planalto Atl&acirc;ntico: compensado, visto que o Uso da terra n&atilde;o provoca dano ambiental irrevers&iacute;vel.</p> 			<ul> 			      <li>Unidades transmissoras &ndash; sistema serrano: formado pelas subunidades escarpas da Serra do Mar e morros isolados. A altimetria oscila entre 500 a 600 metros. Predominam grupo de rochas granito gn&aacute;issica migmat&iacute;ticas (CPRM, 2006).</li> 			    </ul> 	    <p>A geomorfologia &eacute; representada pelas vertentes c&ocirc;ncavas e convexas, e pela presen&ccedil;a de vertentes retil&iacute;neas e irregulares, que coincidem com as &aacute;reas mais &iacute;ngremes. Estas &aacute;reas apresentam maior suscetibilidade aos processos denudacionais, principalmente aos relacionados a movimentos de massa, comprovados pelas cicatrizes de escorregamento identificadas no mapeamento geomorfol&oacute;gico. Outros fatores tamb&eacute;m contribuem para esse processo, como o Como a classe de solos, predominantemente Cambissolos H&aacute;plicos, que &eacute; pouco espesso e os altos &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos entre 1.500 e 2.000 mm anuais. A ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica nessas &aacute;reas n&atilde;o &eacute; permitida, visto que s&atilde;o tombadas e protegidas pela legisla&ccedil;&atilde;o, favorecendo a preserva&ccedil;&atilde;o dessas unidades.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro fator que tamb&eacute;m contribui para a preserva&ccedil;&atilde;o &eacute; a dificuldade de acesso &agrave;s escarpas da Serra do Mar e aos morros isolados situados no interior do munic&iacute;pio. No caso dos morros isolados envolvidos pela &aacute;rea urbana, como o Itagua&ccedil;u, o Taquanduva, o Paranambuco e o Belas Artes, foram detectadas altera&ccedil;&otilde;es em suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas devido ao uso antr&oacute;pico, como a retirada de parte da vegeta&ccedil;&atilde;o original e a constru&ccedil;&atilde;o de vias de acesso, interferindo na din&acirc;mica ambiental. O caso do morro do Itagua&ccedil;u, localizado no centro da cidade, &eacute; um exemplo de morro isolado ocupado desde o s&eacute;culo XVIII, com a fun&ccedil;&atilde;o de mirante, devido &agrave;s investidas estrangeiras inimigas de Portugal na &eacute;poca colonial. Nesse mesmo per&iacute;odo foi constru&iacute;da a Igreja e Convento da Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o. Atualmente &eacute; um ponto de interesse hist&oacute;rico e tur&iacute;stico da cidade. Essas caracter&iacute;sticas das unidades levam a seguinte classifica&ccedil;&atilde;o:</p> 	    <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica - escarpas da Serra do Mar: compat&iacute;vel e adequada, visto que s&atilde;o &aacute;reas protegidas pela legisla&ccedil;&atilde;o ambiental e tamb&eacute;m pela dificuldade de acesso; para a unidade geoambiental morros isolados, duas situa&ccedil;&otilde;es foram encontradas: compat&iacute;vel e adequada, pois o uso est&aacute; de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o e com a capacidade f&iacute;sica da unidade, e incompat&iacute;vel e inadequada, nos morros situados dentro da &aacute;rea urbana: morro do Itagua&ccedil;u, morro da Taquanduva, morro do Paranambuco e morro das Belas Artes, onde h&aacute; conflitos relacionados ao tipo de uso e a infra&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>- Estado geoecol&oacute;gico para as unidades escarpas da Serra do Mar e para a unidade morros isolados, n&atilde;o urbanizados: otimizado. Para os morros isolados localizados na zona urbana o estado geoecol&oacute;gico: alterado.</p> 			<ul> 			      <li>Unidade coletora &ndash; sistema serrano: a &aacute;rea coletora apresenta a fun&ccedil;&atilde;o de receber e reunir os fluxos de mat&eacute;ria e energia.  No setor serrano esta &aacute;rea corresponde a subunidade de dep&oacute;sitos de encosta. Nesse setor a altimetria varia entre 13 a 20 metros.</li> 			    </ul> 	    <p>Subunidade de <b>dep&oacute;sitos de encosta</b>: corresponde a &aacute;reas de col&uacute;vio com declives entre 5 a 20%. &Eacute; formada pelos detritos originados na Serra do Mar e nos morros isolados, transportados ao longo das unidades transmissoras do setor serrano. Possuem energia potencial variando entre m&eacute;dia a medianamente forte. &Eacute; uma unidade suscept&iacute;vel a denuda&ccedil;&atilde;o, visto as caracter&iacute;sticas dos sedimentos componentes, e pela drenagem oriunda das escarpas e morros que incidem sobre esta. Nos locais onde predomina a vegeta&ccedil;&atilde;o de plan&iacute;cie costeira (SOUZA et.al, 2007), os sedimentos e os cursos fluviais encontram-se estabilizados. Mas foram identificadas atividades agr&iacute;colas (bananicultura) incompat&iacute;veis com as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas dessa &aacute;rea, em alguns setores do vale do rio Branco, que dinamizam os processos erosivos nesses locais. Assim, tem-se:</p> 	    <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: classificada como incompat&iacute;vel, nas &aacute;reas com atividades agr&iacute;colas; e como compat&iacute;vel e adequada nas &aacute;reas com aus&ecirc;ncia de uso.</p> 	    <p>- Estado geoecol&oacute;gico: otimizado, para as &aacute;reas preservadas; e alterado, nas &aacute;reas ocupadas pelas atividades agr&iacute;colas.</p> 	<ul> 	      <li>Unidades transmissoras &ndash; sistema plan&iacute;cie costeira: A plan&iacute;cie costeira est&aacute; situada em n&iacute;vel altim&eacute;trico inferior ao setor serrano, entre 0 a 13 metros acima do n&iacute;vel do mar. De modo geral, apresenta rupturas topogr&aacute;ficas distribu&iacute;das por toda a sua extens&atilde;o. &Eacute; formada, sobretudo por sedimentos fluviais e marinhos, estes &uacute;ltimos acumulados nos per&iacute;odos de transgress&atilde;o marinha que ocorreram durante o Quatern&aacute;rio; a classe de solo corresponde aos Espodossolos Ferroc&aacute;rbicos. Apresenta caracter&iacute;sticas internas pr&oacute;prias que condicionam a sua din&acirc;mica. Apesar de ser aparentemente uma &aacute;rea coletora de energia e mat&eacute;ria, diferencia&ccedil;&otilde;es no relevo identificadas, sobretudo no mapeamento geomorfol&oacute;gico, demonstraram que a plan&iacute;cie abarca al&eacute;m das &aacute;reas coletoras, tamb&eacute;m &aacute;reas transmissoras. Essas &aacute;reas transmissoras correspondem aos terra&ccedil;os. Foram subdivididas em tr&ecirc;s subunidades: terra&ccedil;os marinhos &ndash; n&iacute;vel I, terra&ccedil;os marinhos &ndash; n&iacute;vel II e terra&ccedil;os marinhos urbanizados.</li>			 			<ol> 			      <li>Subunidade terra&ccedil;os marinhos &ndash; n&iacute;vel I: correspondem a dep&oacute;sitos marinhos antigos, originados nos per&iacute;odos transgressivos. A presen&ccedil;a da cobertura vegetal, correspondente a vegeta&ccedil;&atilde;o de plan&iacute;cie costeira (Souza et. al, 2007), promove a estabiliza&ccedil;&atilde;o dos sedimentos. Desse modo, o translado de mat&eacute;ria e energia sobre os terra&ccedil;os marinhos ocorre de forma lenta e gradual, diminuindo a probabilidade de processos denudativos de grandes dimens&otilde;es. Possui atividades agr&iacute;colas esparsas, localizadas principalmente na margem esquerda dos rios Branco e Preto. A legisla&ccedil;&atilde;o permite esses usos, desde que regulamentados, mas em muitos casos essas atividades avan&ccedil;am sobre as &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente &ndash; APP&rsquo;s, referentes &agrave; margem fluvial. Isso interfere nas rela&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas da paisagem, pois pode acarretar em processos erosivos nas margens, e consequentemente aumentar a quantidade de sedimentos nos rios, interferindo no balan&ccedil;o sedimentar das praias. Outro problema ambiental da &aacute;rea refere-se &agrave; possibilidade de que a expans&atilde;o urbana avance sobre essa unidade. Assim tem-se:</li>                    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: compat&iacute;vel e adequada nas &aacute;reas com predom&iacute;nio de vegeta&ccedil;&atilde;o de plan&iacute;cie costeira (SOUZA et.al, 2007); e incompat&iacute;vel e inadequada nas &aacute;reas com atividades agr&iacute;colas sobre APP&rsquo;s.</p>                   <p>- Estado geoecol&oacute;gico: otimizado para os locais onde a vegeta&ccedil;&atilde;o natural encontra-se preservada; e alterado para as &aacute;reas agr&iacute;colas sobre APP&rsquo;s.</p></li> 			      <li>Subunidade terra&ccedil;os marinhos dissecados &ndash; n&iacute;vel II: localiza-se a S-SW do munic&iacute;pio. Caracteriza-se por ser composta por dunas e dunas terraplanadas. Essas fei&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas s&atilde;o consideradas pela legisla&ccedil;&atilde;o como &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente &ndash; APP&rsquo;s, visto que s&atilde;o &aacute;reas inst&aacute;veis, pouco coesas, mas que estabilizam a linha de costa, protegem o len&ccedil;ol fre&aacute;tico, e s&atilde;o habitats da fauna e flora. S&atilde;o &aacute;reas onde h&aacute; o predom&iacute;nio da vegeta&ccedil;&atilde;o natural, mas que sofrem com a ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, principalmente nas &aacute;reas lim&iacute;trofes com a expans&atilde;o urbana. Essa situa&ccedil;&atilde;o gera a seguinte classifica&ccedil;&atilde;o:</li>                   <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: compat&iacute;vel e adequada nas &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o natural; e incompat&iacute;vel e inadequada no limite com a zona urbana e em &aacute;reas onde ocorreu a expans&atilde;o urbana.</p>                   <p>- Estado geoecol&oacute;gico: otimizado para as &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o natural e aus&ecirc;ncia de ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica; e alterado nos limites com a &aacute;rea urbana.</p>               </li> 			      <li>Subunidade terra&ccedil;os marinhos urbanizados: estabelecida a partir do car&aacute;ter transformador promovido pela urbaniza&ccedil;&atilde;o na paisagem natural, esta unidade encontra-se sobre terrenos com baixa declividade (entre 2 a 5%). Caracteriza-se geomorfologicamente por estar sobre dois n&iacute;veis de terra&ccedil;os marinhos - ATM I e ATM II (n&iacute;vel mais elevado), diferenciados pela varia&ccedil;&atilde;o altim&eacute;trica, e por incorporar tamb&eacute;m dunas e cord&otilde;es litor&acirc;neos, encobertos pela urbaniza&ccedil;&atilde;o. Esta unidade apresenta as mesmas fragilidades ambientais que as demais unidades de terra&ccedil;o, mas seu agravante &eacute; a presen&ccedil;a da urbaniza&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea urbana alterou as caracter&iacute;sticas naturais, interferindo na din&acirc;mica ambiental original, impondo, desse modo, outra organiza&ccedil;&atilde;o ao meio. As edifica&ccedil;&otilde;es e arruamentos provocaram a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo, fato agravante para uma &aacute;rea que apresenta declives quase nulos, pr&oacute;ximo do n&iacute;vel de base. Como a pluviosidade &eacute; bem distribu&iacute;da durante todo o ano, o len&ccedil;ol fre&aacute;tico sempre est&aacute; abastecido e pr&oacute;ximo da superf&iacute;cie. Em epis&oacute;dios de grandes chuvas, os alagamentos s&atilde;o constantes, visto que, com a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo, as &aacute;guas n&atilde;o se infiltram, acumulando-se e atingindo a cidade ou dirigindo-se concentrada pelos canais em dire&ccedil;&atilde;o as unidades coletoras. A cobertura vegetal foi retirada, restando alguns resqu&iacute;cios entremeados na &aacute;rea urbana. Diante dessas caracter&iacute;sticas, tem-se:</li>                   <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: incompat&iacute;vel e inadequada.</p>                   <p>- Estado geoecol&oacute;gico: esgotado, visto que a urbaniza&ccedil;&atilde;o alterou de maneira irrevers&iacute;vel as caracter&iacute;sticas ambientais originais.</p>                     </ul>              <ul> 	  			    <li>Unidades coletoras &ndash; sistema plan&iacute;cie costeira: a &aacute;rea coletora corresponde a setores cuja fun&ccedil;&atilde;o &eacute; receber e reunir os fluxos de mat&eacute;ria e energia.  Esta &aacute;rea foi dividida em tr&ecirc;s subunidades: subunidade de dep&oacute;sitos de encosta, subunidade de plan&iacute;cie fluvial, subunidade de plan&iacute;cie fl&uacute;vio-marinha e subunidade de plan&iacute;cie marinha, a seguir apresentadas:                </li>         ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>                 <ol>                     <li>Subunidade de plan&iacute;cie fluvial: corresponde as plan&iacute;cies e terra&ccedil;os fluviais. A energia potencial varia de acordo com a for&ccedil;a do trabalho exercido pelo sistema fluvial. &Eacute; importante ressaltar o papel dos cursos fluviais no processo de transporte de mat&eacute;ria e energia.                      <p>Se no caso das escarpas e morros a declividade e a for&ccedil;a da gravidade eram as principais respons&aacute;veis pelo translado de mat&eacute;ria e energia, na plan&iacute;cie os cursos fluviais s&atilde;o os principais respons&aacute;veis. &Eacute; na plan&iacute;cie que os cursos fluviais provindos das escarpas e morros, confluem formando os grandes rios do munic&iacute;pio, determinando a intensa din&acirc;mica fluvial na &aacute;rea, permitindo a conex&atilde;o entre as partes superiores e inferiores das bacias hidrogr&aacute;ficas. Nas conflu&ecirc;ncias de drenagem o potencial erosivo &eacute; elevado. Os sedimentos dessa unidade correspondem a areias, cascalhos e sedimentos finos. Nas &aacute;reas de terra&ccedil;o fluvial, foram identificados meandros abandonados, fato que corrobora com a ideia de intensa din&acirc;mica erosiva. Nas &aacute;reas de plan&iacute;cie s&atilde;o inerentes a inunda&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica e a eros&atilde;o marginal.</p>                     <p>Visto a import&acirc;ncia dos cursos fluviais, a faixa marginal ao longo destes, &eacute; protegida por lei, sendo a mesma uma &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente &ndash; APP. Os problemas que atingem essa unidade s&atilde;o a ocupa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de plan&iacute;cie e de terra&ccedil;o pelas atividades agr&iacute;colas e pela expans&atilde;o urbana. Nas demais &aacute;reas, a vegeta&ccedil;&atilde;o de plan&iacute;cie costeira (Souza et. al, 2007) atua na manuten&ccedil;&atilde;o dos processos ambientais. Dessa forma, essa unidade caracteriza-se por:</p>                     <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: compat&iacute;vel e adequada nas &aacute;reas cobertas pela vegeta&ccedil;&atilde;o natural; e incompat&iacute;vel e inadequada nas &aacute;reas de acumula&ccedil;&atilde;o fluvial com a presen&ccedil;a de atividades agr&iacute;colas e da urbaniza&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>- Estado geoecol&oacute;gico da unidade de acumula&ccedil;&atilde;o fluvial: otimizado para as &aacute;reas sem ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica; e alterado nas &aacute;reas com uso agr&iacute;cola e urbano.</p></li>                     <li>Subunidade de plan&iacute;cie fl&uacute;vio-marinha: localizada em &aacute;rea de baixa declividade (2 a 5%) e pr&oacute;xima &agrave; linha de costa, a din&acirc;mica dessa unidade est&aacute; vinculada ao sistema fluvial e as oscila&ccedil;&otilde;es marinhas, tornando essa &aacute;rea sujeita as inunda&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas, controladas pelo regime das mar&eacute;s. Os sedimentos s&atilde;o finos relacionados a areias finas e argilas e o solo caracter&iacute;stico desse sistema &eacute; o Gleissolo S&aacute;lico, um solo hidrom&oacute;rfico, rico em mat&eacute;ria org&acirc;nica. Nesta unidade desenvolve-se um importante ecossistema costeiro, o manguezal. Os manguezais atuam ainda na estabiliza&ccedil;&atilde;o da linha de costa, devido ao controle da eros&atilde;o desempenhado pelas ra&iacute;zes do mangue; reten&ccedil;&atilde;o de sedimentos terrestres e tamb&eacute;m s&atilde;o considerados como filtro biol&oacute;gico evitando o assoreamento e a contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas costeiras. Devido a sua import&acirc;ncia para a manuten&ccedil;&atilde;o do sistema costeiro &eacute; legalmente definida como uma &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente &ndash; APP. Mas embora seja um importante elemento para a din&acirc;mica ambiental, esse ecossistema encontra-se pressionado pela expans&atilde;o urbana e pela rodovia. Nas proximidades do rio Itanha&eacute;m, parte da cidade encontra-se sobre &aacute;reas de mangue. Suas condi&ccedil;&otilde;es originais s&atilde;o mantidas apenas nas &aacute;reas mais afastadas da &aacute;rea urbana. Assim, tem-se:    <p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica: classificada como compat&iacute;vel e adequada nas &aacute;reas afastadas da &aacute;rea urbana; e incompat&iacute;vel e inadequada nos limites com a &aacute;rea urbana e com a rodovia.</p>                     <p>- Estado geoecol&oacute;gico correspondente: classificado como otimizado nas &aacute;reas sem contato com a urbaniza&ccedil;&atilde;o e alterado, nos limites com a &aacute;rea urbana e com a rodovia.</p>                 </li>                     <li>Subunidade praia: formada por areias marinhas litor&acirc;neas, apresenta pouca coes&atilde;o dos sedimentos, que s&atilde;o constantemente remobilizados pela a&ccedil;&atilde;o dos ventos e pelas ondas. &Eacute; explorada intensamente por ser uma &aacute;rea de lazer sazonal e recebe a energia e mat&eacute;ria do sistema ambiental no qual se insere. A energia e mat&eacute;ria acumuladas nessa unidade s&atilde;o transferidas para o oceano, e nesse ciclo cont&iacute;nuo, a din&acirc;mica da paisagem de Itanha&eacute;m (SP) se estabelece.                      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica foi avaliada como incompat&iacute;vel, devido o uso intensivo pelas atividades tur&iacute;sticas.</p>                   <p>- Estado geoecol&oacute;gico: considerado alterado, para as &aacute;reas onde a urbaniza&ccedil;&atilde;o est&aacute; afastada e/ou separada da unidade pela vegeta&ccedil;&atilde;o; e esgotado em locais onde a proximidade da urbaniza&ccedil;&atilde;o interfere diretamente na din&acirc;mica ambiental.</p>                   <p>&nbsp;</p>     </li>    </ol> 	 	    <p><b>5. CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p> 	    <p>Aproximadamente 80% da &aacute;rea do munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP) est&atilde;o sobre o predom&iacute;nio das zonas de prote&ccedil;&atilde;o e de conserva&ccedil;&atilde;o, visto que s&atilde;o &aacute;reas resguardadas pela legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Dessa maneira, considera-se que a exist&ecirc;ncia da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental propicia a preserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas ambientais de suma import&acirc;ncia para a din&acirc;mica ambiental. Mas ressalta-se que as altera&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas s&atilde;o o principal elemento de interven&ccedil;&atilde;o na din&acirc;mica da paisagem, visto a capacidade do Uso da terra modificar profundamente as caracter&iacute;sticas naturais do meio. A urbaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma atividade antr&oacute;pica irrevers&iacute;vel, que descaracteriza o ambiente natural, sendo imposs&iacute;vel restaurar as condi&ccedil;&otilde;es iniciais, e, desse modo, desencadeando altera&ccedil;&otilde;es no sistema ambiental. A incompatibilidade entre o Uso da terra e as caracter&iacute;sticas do meio resulta, em muitos casos, do desconhecimento e desconsidera&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica inerente a estas &aacute;reas.</p> 	    <p>A elabora&ccedil;&atilde;o da carta de unidades geoambientais permitiu averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso, ou seja, as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas de cada unidade geoambiental, e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, referente ao Uso da terra no munic&iacute;pio. Com base na an&aacute;lise da referida carta, constatou-se as &aacute;reas onde h&aacute; o conflito entre as fun&ccedil;&otilde;es geoambientais e as interven&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas. Muitas situa&ccedil;&otilde;es incompat&iacute;veis foram verificadas, confirmando que a a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica no meio n&atilde;o &eacute; limitada pelos atributos f&iacute;sicos, visto a imposi&ccedil;&atilde;o das atividades sobre &aacute;reas dinamicamente fr&aacute;geis.</p> 	    <p>A capacidade de suporte da paisagem foi alterada de maneira irrevers&iacute;vel, notadamente pela urbaniza&ccedil;&atilde;o. Esse processo descaracterizou as &aacute;reas naturais e imp&ocirc;s outro sistema din&acirc;mico para essa &aacute;rea.</p> 	    <p>O padr&atilde;o de retirada da vegeta&ccedil;&atilde;o natural, a substitui&ccedil;&atilde;o de paralelep&iacute;pedos por asfalto, a retiliniza&ccedil;&atilde;o e canaliza&ccedil;&atilde;o da drenagem, o avan&ccedil;o da &aacute;rea urbana sobre as praias e sobre a floresta de restinga e expans&atilde;o das &aacute;reas perif&eacute;ricas, entre outras caracter&iacute;sticas, s&atilde;o padr&otilde;es de interven&ccedil;&otilde;es de natureza humana amplamente verificadas em Itanha&eacute;m (SP).</p> 	    <p>A partir da an&aacute;lise dos dados, extra&iacute;dos da carta de unidades geoambientais, a rela&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de uso e a fun&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica na &aacute;rea urbana munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m (SP) foi considerada como incompat&iacute;vel com os atributos f&iacute;sicos da &aacute;rea, e inadequada, por infringir a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. O estado geoecol&oacute;gico foi classificado como esgotado, visto que a urbaniza&ccedil;&atilde;o alterou de maneira irrevers&iacute;vel as caracter&iacute;sticas ambientais originais, modificando a din&acirc;mica original.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desse modo, constata-se que a a&ccedil;&atilde;o humana nem sempre &eacute; limitada pelos atributos naturais. A legisla&ccedil;&atilde;o que &eacute; respons&aacute;vel pelo disciplinamento do Uso da terra, deveria considerar a din&acirc;mica dos elementos f&iacute;sicos como limitadores a a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, visto que as leis t&ecirc;m um importante papel como disciplinadora da interven&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica.</p> 	    <p>Neste contexto, os estudos sobre o meio f&iacute;sico s&atilde;o de suma import&acirc;ncia, visto que s&atilde;o o alicerce para a elabora&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o e cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. A carta de unidades geoambientais demonstrou ser um instrumento de planejamento eficaz, pois torna poss&iacute;vel o cruzamento de informa&ccedil;&otilde;es do ambiente f&iacute;sico com dados socioecon&ocirc;micos de modo integrado.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> 	    <p>Ab&rsquo;Saber, A.N. (1955) - Contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; Geomorfologia do litoral paulista. <i>Revista Brasileira de Geografia</i> (ISSN: 0034-723X), 17(1):03-48. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Rio de Janeiro, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201955%20v17_n1.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201955%20v17_n1.pdf</a>.</p> 	    <p>Ab&rsquo;Saber, A.N. (1965) - A evolu&ccedil;&atilde;o geomorfol&oacute;gica. In: A. Azevedo (org.), <i>A Baixada Santista: Aspectos Geogr&aacute;ficos</i>. Vol.1. As bases f&iacute;sicas. p.49-66, EDUSP, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9000000665002.</p> 	    <!-- ref --><p>Almeida, F.F M. de. (1953) - Considera&ccedil;&otilde;es sobre a geomorfog&ecirc;nese da Serra do Cubat&atilde;o. <i>Boletim Paulista de Geografia</i> (ISSN: 0006-60791), (15):03-17, Associa&ccedil;&atilde;o dos Ge&oacute;grafos Brasileiros, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-8872201300030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Almeida, F.F.M.; Carneiro, C.D.R. (1998) - Origem e evolu&ccedil;&atilde;o da Serra do Mar. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 28(2):135-150, Sociedade Brasileira de Geologia, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://rbg.sbgeo.org.br/index.php/rbg/article/view/617/310" target="_blank">http://rbg.sbgeo.org.br/index.php/rbg/article/view/617/310</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-8872201300030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>CPRM. (2006) - <i>Mapa Geol&oacute;gico do Estado de S&atilde;o Paulo</i>. CPRM &ndash; Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), Minist&eacute;rio de Minas e Energia, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>De Martonne, E. de. (1943) - Problemas morfol&oacute;gicos do Brasil Tropical Atl&acirc;ntico. <i>Revista Brasileira de Geografia</i> (ISSN: 0034-723X), 5(4):523-550, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS - RJ/RBG/RBG 1943 v5_n4.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201943%20v5_n4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-8872201300030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, R.O. de. (1951) - Relevos polic&iacute;clicos na tect&ocirc;nica do Escudo Brasileiro. <i>Boletim Paulista de Geografia</i> (ISSN: 0006-60791), (7):03-19, Associa&ccedil;&atilde;o de Ge&oacute;grafos Brasileiros, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-8872201300030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>IAC (1999) - <i>Mapa Pedol&oacute;gico do Estado de S&atilde;o Paulo</i>. Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas (IAC), Campinas, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/mapa.pdf" target="_blank">http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/mapa.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-8872201300030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBGE (2011) - Sinopse do Censo Demogr&aacute;fico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN - 978-8524041877. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/sinopse.pdf" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/sinopse.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-8872201300030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mateo-Rodriguez, J.M.; Silva, E.V. da; Cavalcanti, A.P.B. (2004) - <i>Geoecologia das Paisagens: Uma vis&atilde;o geossist&ecirc;mica da an&aacute;lise ambiental</i>. 222p., Editora UFC, Fortaleza, Brasil. ISBN: 9788572821481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-8872201300030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Sato, S.E. (2008) - <i>Zoneamento Geoambiental do munic&iacute;pio de Mongagu&aacute; &ndash; Baixada Santista (SP)</i>. 167p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho &ndash; UNESP, Rio Claro, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137004P0/2008/sato_se_me_rcla.pdf" target="_blank">http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137004P0/2008/sato_se_me_rcla.pdf</a>.</p> 	    <p>Sato, S.E. (2012) -  <i>Zoneamento Geoambiental do munic&iacute;pio de Itanha&eacute;m &ndash; Baixada Santista (SP)</i>. 109p., Tese de Doutorado. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho &ndash; UNESP, Rio Claro, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137004P0/2012/sato_se_dr_rcla.pdf" target="_blank">http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137004P0/2012/sato_se_dr_rcla.pdf</a>.</p> 	    <p>Souza, C.R. de G.; Hiruma, S.T.; Sallun, A.E.M.; Ribeiro, R.R.; Sobrinho, J.M.A. (2008) -<i> “Restinga”: Conceitos e Empregos do Termo no Brasil e Implicações na Legislação Ambiental</i>. 104p., Instituto Geol&oacute;gico, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 978-8587235046. Dispon&iacute;vel em: <br /><a href="http://www.igeologico.sp.gov.br/downloads/livros/restinga.zip" target="_blank">http://www.igeologico.sp.gov.br/downloads/livros/restinga.zip</a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Suguio, K. (2001) - <i>Geologia do Quatern&aacute;rio e Mudan&ccedil;as Ambientais. Passado + Presente = Futuro?</i> 366p., Editora Paulo&rsquo;s , S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9788579750007.</p> 	    <!-- ref --><p>Suguio, K.; Martin, L. (1978) - <i>Forma&ccedil;&otilde;es Quatern&aacute;rias marinhas do litoral paulista e sul fluminense</i>. 55p., International Symposium on Coastal Evolution in the Quaternary, Brazilian National Working Group for the IGCP Project 61, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-8872201300030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Suguio, K.; Martin, L.; Bittencourt, C.S.P.; Dominguez, J.M.L.; Flexor, J.M .; Azevedo, A.E.G. de. (1985) - Flutua&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel relativo do mar durante o Quatern&aacute;rio Superior ao longo do litoral brasileiro e suas implica&ccedil;&otilde;es na sedimenta&ccedil;&atilde;o costeira. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 15(4):273-286, Sociedade Brasileira de Geologia, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-8872201300030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Troppmair, H. (2000) - Geossistemas: enfoque de integra&ccedil;&atilde;o. <i>Revista de estudos ambientais</i> (ISSN: 1983-1501), 2(2-3):34-40, Blumenau, SC, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-8872201300030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: 16 April 2013; Evaluation: 18 May 2013; Reception of revised manuscript: 7 June 2013; Accepted: 13 June 2013; Available on-line: 14 June 2013</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>ANEXOS</b></p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06a1.jpg">Anexo 1</a></p> 	    
<p><a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a06a2.jpg">Anexo 2</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	     ]]></body><back>
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