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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito de estruturas de contenção à erosão costeira sobre a linha de costa: Balneário Hermenegildo, Rio Grande do Sul, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of coastal erosion contention structures on the coastline: Hermenegildo Beach, Rio Grande do Sul, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hermenegildo beach, located in Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul state, in the extreme south of Brazil (fig.1), has been undergoing a significant problem of coastal erosion that started at the end of the 50’s and has gotten worse since the 90’s. It has damaged seashore properties whose owners have faced this situation by armoring their properties with containment structures against the erosion (fig.2). This study aimed at analyzing whether the containment structures along Hermenegildo beach have actually hold coastal erosion and what impact they have on the characteristics of this stretch of beach. In order to carry it out, a geodesic GPS in real time kinematic (RTK) mode was used to map the so-called reference lines: all the upper limit of the beach in the urbanized part (limit of slopes and containment structures on the beach) and the upper limit of the beach along the frontal dunes in the south and the north of the urban area (the basis of the frontal dunes) on a coastal stretch that is about 5 km long; the high waterline along the same stretch (fig.5); an interpolated line was done linking linear regression made with the GPS points from foredunes from north and south of the urbanized part (fig.6). Additionally, 22 topographic profiles which are transversal to the beach were mapped, in order to investigate the morphological differences of the slopes found in this study (fig.7). These data were supported by data collected by other tools, such as aerial images, mosaics of conventional photographs and the identification of containment structures, the use of a Geographic Information System (GIS) and by the literature review itself. Points marked by the GPS in sectors called North Dunes and South Dunes have shown that the upper limit of the beach with these dunes has a relatively straight conformation on the map, similar to what is expected from a natural environment in that place (where most beaches are quite straight or oblong, except for washout channels which generate little recesses). However, the Urbanized Shore sector has a very irregular upper limit on the beach due to different shapes of containment structures or even to their absence on this stretch. The analysis of the differences found between the upper limit of the beach in the urbanized part (structured zone) and the one close to the frontal dunes in the south and the north of the urban area showed that the central part of the urbanized shore - where there is the largest number of containment structures, such as rockfill, which are more resistant to coastal erosion - advances over the shoreline, by comparison with the adjacent areas, and comprises a containment area of 54,100m² in the period under analysis (fig.8). The longest distance between the Urbanized Shore sector and the interpolated dune line was 45.3 meters (fig.8, ‘M’). Therefore, this study concluded that the containment structures on the beach, even though they were built by dwellers that did not have specific knowledge about coastal engineering, have hold, at least partially, the horizontal migration of the shoreline towards the landside, although several houses have already been destroyed and replaced by beach areas over the past 50 years. It must be highlighted that the authors of this study do not stimulate this kind of construction in other urbanized coasts. However, there is evidence that the protection structures, such as rockfill, have been efficient in Hermenegildo since they held the erosive process in that place, at least in the period under investigation. On the other hand, fixing the horizontal mobility of the coastline leads to significant impacts on the beach environment, mainly in the morphology of the part that has been more affected by the structures. Impacts comprise the decrease in the beach width, no berms - a fact that diminishes the declivity on the beach face - and steep slopes on the upper limit of the beach (fig.9); thus, it gets harder to gain access to the beach. During the measurement, the waterline had a concavity in front of the central area (fig.8); it means that sediment has been removed from the areas close to the containment structures and that they interfere with the sediment balance in the horizontal plane besides generating vertical sediment deficit. Such concavity seems to be quite dynamic in terms of space and time; thus, a deeper analysis is needed. The short distance from the coast to the waterline (fig.8, ‘m’) was related to the projection of the containment structures and the concavity of the waterline. The beach area is very small, not only for the dissipation of the wave energy but also for the users’ leisure, i. e., the natural shore has been thoroughly suppressed, a situation that is not considered adequate to that place. In addition, since there is progressive advance of the sea over the projected area and progressive reduction between the swash zone and the containment structures in the urbanized area, it is not known how long these structures are going to keep protecting the urban area. Therefore, it is necessary to reflect on long-term management strategies along with effective environmental planning to account for future constructions. Regarding the material and methods employed in the study, it is worth mentioning that the GPS-RTK is a very efficient and precise tool which enables researchers to collect numerous data quickly. In fact, all positioning data - that referred to the GPS - used in this study could be collected on one day in situ. Even though errors may occur, they can be considerably mitigated.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 			    <p><b>Efeito de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o costeira sobre a linha de costa: Balne&aacute;rio Hermenegildo, Rio Grande do Sul, Brasil</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Effect of coastal erosion contention structures on the coastline: Hermenegildo Beach, Rio Grande do Sul, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>K. F. Koerner<sup>@, I</sup>; U. R. Oliveira<sup>II</sup>; G. Gon&ccedil;alves<sup>III</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author</p>     <p><sup>I</sup>FURG - Universidade Federal do Rio Grande, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Gerenciamento Costeiro. e-mail: <a href="mailto:karlkoerner@gmail.com">karlkoerner@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>FURG - Universidade Federal do Rio Grande, Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e da Informa&ccedil;&atilde;o. e-mail: <a href="mailto:ulisseslicke@yahoo.com.br">ulisseslicke@yahoo.com.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>FURG - Universidade Federal do Rio Grande, Centro de Ci&ecirc;ncias da Computa&ccedil;&atilde;o. e-mail: <a href="mailto:glaubergoncalves@gmail.com">glaubergoncalves@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade> 			    <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O balne&aacute;rio Hermenegildo est&aacute; localizado no extremo sul do Brasil, no munic&iacute;pio de Santa Vit&oacute;ria do Palmar. Esta praia vem sofrendo um significativo processo de eros&atilde;o costeira, danificando propriedades situadas &agrave; beira mar, fato que vem sendo combatido pelos pr&oacute;prios moradores atrav&eacute;s da coloca&ccedil;&atilde;o de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o. Este trabalho tem como objetivo analisar se essas estruturas de conten&ccedil;&atilde;o dispostas na orla do balne&aacute;rio Hermenegildo est&atilde;o realmente contendo a eros&atilde;o costeira e, al&eacute;m disso, qual seu impacto sobre as caracter&iacute;sticas da praia nesse trecho. Para isso, foi utilizado um GPS geod&eacute;sico em m&oacute;dulo de posicionamento relativo cinem&aacute;tico em tempo real (Real Time Kinematic &ndash; RTK) para mapear linhas de refer&ecirc;ncia: linhas de dunas na parte urbanizada e junto &agrave;s dunas frontais nas por&ccedil;&otilde;es sul e norte do balne&aacute;rio, linha d&rsquo;&aacute;gua ao longo do mesmo trecho e perfis topogr&aacute;ficos transversais &agrave; costa. Esses dados foram corroborados por outras ferramentas de an&aacute;lise, tais como imagens a&eacute;reas, mosaicos de fotografias convencionais e identifica&ccedil;&atilde;o das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (SIG), al&eacute;m da pr&oacute;pria revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. Ao analisar as diferen&ccedil;as encontradas entre a posi&ccedil;&atilde;o da linha da base das escarpas na parte urbanizada (zona estruturada) e a linha da base das dunas frontais adjacentes ao norte e ao sul do balne&aacute;rio, foi detectado que parte consider&aacute;vel da orla urbanizada est&aacute; sobre a p&oacute;s-praia, com uma &aacute;rea de conten&ccedil;&atilde;o calculada em 54.100m<sup>2</sup> no ano da medi&ccedil;&atilde;o. Especificamente a por&ccedil;&atilde;o central da orla urbanizada, onde existe maior concentra&ccedil;&atilde;o de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o mais resistentes &agrave; eros&atilde;o costeira (como enrocamentos), est&aacute; mais projetada sobre a face da praia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas adjacentes. Com isso, conclui-se que as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o no balne&aacute;rio, mesmo que colocadas pelos pr&oacute;prios moradores, muitas vezes sem um conhecimento adequado de obras de engenharia costeira, est&atilde;o contendo, pelo menos parcialmente, a migra&ccedil;&atilde;o horizontal da linha de costa em dire&ccedil;&atilde;o ao continente, embora muitas casas j&aacute; tenham sido destru&iacute;das nos &uacute;ltimos 50 anos e substitu&iacute;das por &aacute;reas de praia. Por outro lado, essa fixa&ccedil;&atilde;o da mobilidade horizontal da linha de costa acarreta impactos na morfologia praial na parte que est&aacute; mais impactada pelas estruturas, como diminui&ccedil;&atilde;o da largura da praia, aus&ecirc;ncia de bermas, o que diminui a declividade na face da praia, e presen&ccedil;a de escarpas &iacute;ngremes no limite superior, entre a praia e a &aacute;rea urbana. Durante a medi&ccedil;&atilde;o realizada, a linha d&rsquo;&aacute;gua apresentou uma concavidade em frente ao setor central, o que indica que ocorre uma retirada de sedimentos nas &aacute;reas junto &agrave;s estruturas de conten&ccedil;&atilde;o. Tal caracter&iacute;stica apresenta-se bastante din&acirc;mica espa&ccedil;o-temporalmente e necessita ser mais bem analisada. Com o progressivo avan&ccedil;o marinho sobre uma &aacute;rea urbana projetada sobre a praia, com progressiva diminui&ccedil;&atilde;o entre a linha de quebra de ondas e as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o e &aacute;rea urbanizada, torna-se apropriado refletir sobre estrat&eacute;gias de conten&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o para m&eacute;dio e longo prazo, com um efetivo planejamento territorial e ambiental.</p> 	    <p><b>Palavras-chave:</b> GPS-RTK, Linhas de costa, Morfodin&acirc;mica costeira, Gerenciamento Costeiro, SIG</p>       		<hr size="1" noshade>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Hermenegildo beach, located in Santa Vit&oacute;ria do Palmar, Rio Grande do Sul state, in the extreme south of Brazil (fig.1), has been undergoing a significant problem of coastal erosion that started at the end of the 50&rsquo;s and has gotten worse since the 90&rsquo;s. It has damaged seashore properties whose owners have faced this situation by armoring their properties with containment structures against the erosion (fig.2). This study aimed at analyzing whether the containment structures along Hermenegildo beach have actually hold coastal erosion and what impact they have on the characteristics of this stretch of beach. In order to carry it out, a geodesic GPS in real time kinematic (RTK) mode was used to map the so-called reference lines: all the upper limit of the beach in the urbanized part (limit of slopes and containment structures on the beach) and the upper limit of the beach along the frontal dunes in the south and the north of the urban area (the basis of the frontal dunes) on a coastal stretch that is about 5 km long; the high waterline along the same stretch (fig.5); an interpolated line was done linking linear regression made with the GPS points from foredunes from north and south of the urbanized part (fig.6).  Additionally, 22 topographic profiles which are transversal to the beach were mapped, in order to investigate the morphological differences of the slopes found in this study (fig.7). These data were supported by data collected by other tools, such as aerial images, mosaics of conventional photographs and the identification of containment structures, the use of a Geographic Information System (GIS) and by the literature review itself. Points marked by the GPS in sectors called North Dunes and South Dunes have shown that the upper limit of the beach with these dunes has a relatively straight conformation on the map, similar to what is expected from a natural environment in that place (where most beaches are quite straight or oblong, except for washout channels which generate little recesses). However, the Urbanized Shore sector has a very irregular upper limit on the beach due to different shapes of containment structures or even to their absence on this stretch. The analysis of the differences found between the upper limit of the beach in the urbanized part (structured zone) and the one close to the frontal dunes in the south and the north of the urban area showed that the central part of the urbanized shore &ndash; where there is the largest number of containment structures, such as rockfill, which are more resistant to coastal erosion &ndash; advances over the shoreline, by comparison with the adjacent areas, and comprises a containment area of 54,100m<sup>2</sup> in the period under analysis (fig.8). The longest distance between the Urbanized Shore sector and the interpolated dune line was 45.3 meters (fig.8, &lsquo;M&rsquo;). Therefore, this study concluded that the containment structures on the beach, even though they were built by dwellers that did not have specific knowledge about coastal engineering, have hold, at least partially, the horizontal migration of the shoreline towards the landside, although several houses have already been destroyed and replaced by beach areas over the past 50 years. It must be highlighted that the authors of this study do not stimulate this kind of construction in other urbanized coasts. However, there is evidence that the protection structures, such as rockfill, have been efficient in Hermenegildo since they held the erosive process in that place, at least in the period under investigation. On the other hand, fixing the horizontal mobility of the coastline leads to significant impacts on the beach environment, mainly in the morphology of the part that has been more affected by the structures. Impacts comprise the decrease in the beach width, no berms &ndash; a fact that diminishes the declivity on the beach face &ndash; and steep slopes on the upper limit of the beach (fig.9); thus, it gets harder to gain access to the beach.  During the measurement, the waterline had a concavity in front of the central area (fig.8); it means that sediment has been removed from the areas close to the containment structures and that they interfere with the sediment balance in the horizontal plane besides generating vertical sediment deficit. Such concavity seems to be quite dynamic in terms of space and time; thus, a deeper analysis is needed. The short distance from the coast to the waterline (fig.8, &lsquo;m&rsquo;) was related to the projection of the containment structures and the concavity of the waterline. The beach area is very small, not only for the dissipation of the wave energy but also for the users&rsquo; leisure, i. e., the natural shore has been thoroughly suppressed, a situation that is not considered adequate to that place. In addition, since there is progressive advance of the sea over the projected area and progressive reduction between the swash zone and the containment structures in the urbanized area, it is not known how long these structures are going to keep protecting the urban area. Therefore, it is necessary to reflect on long-term management strategies along with effective environmental planning to account for future constructions. Regarding the material and methods employed in the study, it is worth mentioning that the GPS-RTK is a very efficient and precise tool which enables researchers to collect numerous data quickly. In fact, all positioning data &ndash; that referred to the GPS &ndash; used in this study could be collected on one day in situ. Even though errors may occur, they can be considerably mitigated.</p> 	    <p><b>Keywords:</b> GPS-RTK, Shorelines, Coastal morphodynamics, Coastal Zone Management, GIS.</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O problema da eros&atilde;o costeira pode ser caracterizado, sob o ponto de vista do planejamento e da gest&atilde;o, como um conflito de uso do espa&ccedil;o, nesse caso, de uma linha de costa m&oacute;vel. A configura&ccedil;&atilde;o desse conflito se d&aacute;, basicamente, atrav&eacute;s da oposi&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;antes ambientais e das tend&ecirc;ncias de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica desse espa&ccedil;o. De um lado, a natureza age movendo a linha de costa de modo que se adapte a for&ccedil;antes como tempestades, balan&ccedil;o de sedimentos e eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar; e, do outro, o ser humano age para fix&aacute;-la, no intuito de proteger o patrim&ocirc;nio constru&iacute;do e amea&ccedil;ado pela eros&atilde;o.</p>     <p>S&atilde;o diversas as abordagens utilizadas para lidar com o problema da eros&atilde;o costeira (NRC, 1990; Pilarczyk, 1990; USACE, 2008; Linham &#38; Nicholls, 2010). Essas abordagens podem seguir duas l&oacute;gicas diferentes: (i) interferir na din&acirc;mica marinha e costeira ou (ii) interferir na organiza&ccedil;&atilde;o humana, deixando a din&acirc;mica marinha agir naturalmente. Exemplos da primeira abordagem s&atilde;o proteger e estabilizar a linha de costa com m&eacute;todos r&iacute;gidos (blocos de concreto, muros de prote&ccedil;&atilde;o, espig&otilde;es e quebra-mares) ou recuperar a praia com m&eacute;todos flex&iacute;veis (engorda de praia). Na segunda abordagem, o ser humano recua as constru&ccedil;&otilde;es (adaptando-se &agrave; din&acirc;mica da costa) ou deixa como est&aacute; (abst&eacute;m-se de manejo planejado).</p>     <p>No entanto, para se decidir e tomar uma iniciativa sobre qual abordagem utilizar, gestores e engenheiros costeiros necessitam de uma quantifica&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o costeira no local de manejo, com s&eacute;ries de dados mensur&aacute;veis. Nesse quesito, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o de diversos m&eacute;todos, desde perfis praiais, utiliza&ccedil;&atilde;o de fotografias a&eacute;reas e imagens de sat&eacute;lite, at&eacute; m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o e monitoramento de varia&ccedil;&atilde;o de linhas de costa com o uso de GPS de alta precis&atilde;o e, mais recentemente, a realiza&ccedil;&atilde;o de mapeamentos a laser (LIDAR) altamente sofisticados com emprego de avi&otilde;es ou helic&oacute;pteros (Boak &#38; Turner, 2005). </p>     <p>No balne&aacute;rio Hermenegildo, a eros&atilde;o costeira como um problema est&aacute; presente desde o final da d&eacute;cada de 1950, quando ocorreu a primeira grande destrui&ccedil;&atilde;o de casas causada por uma tempestade marinha de alta energia (Koerner, 2009). Desde ent&atilde;o, os propriet&aacute;rios das casas &agrave; beira-mar v&ecirc;m construindo, de modo individual, isto &eacute;, sem um planejamento governamental ou a&ccedil;&atilde;o integrada, diversas formas de estruturas de prote&ccedil;&atilde;o e de diferentes materiais, como pneus, estacas e muros de madeira, e, a partir da d&eacute;cada de 1990, com estruturas mais refor&ccedil;adas, como enrocamentos e muros de concreto (Esteves <i>et al.</i>, 2000; Teixeira, 2007, Koerner, 2009). A l&oacute;gica consiste em que cada detentor de casa ou terreno &agrave; beira mar tente fixar a linha de costa, dentro das suas possibilidades financeiras e dentro dos seus limites de terreno voltados para o mar.</p>     <p>Apesar de os m&eacute;todos de conten&ccedil;&atilde;o utilizados pelos propriet&aacute;rios terem sido constru&iacute;dos sem projetos de engenharia espec&iacute;ficos para isso, ao observar o balne&aacute;rio Hermenegildo pela praia e &agrave; certa dist&acirc;ncia, vindo tanto pelo norte (da praia dos Concheiros) como pelo sul do balne&aacute;rio (deslocando-se a partir da Barra do Chu&iacute;), percebe-se que o referido balne&aacute;rio parece estar projetado em dire&ccedil;&atilde;o ao mar. Desse modo, foi questionado se isso ocorre devido &agrave; relativa fixa&ccedil;&atilde;o da linha de costa pelas estruturas constru&iacute;das para conter a eros&atilde;o. Com base nesse questionamento central, o presente estudo tem como objetivo analisar se as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o dispostas na orla do balne&aacute;rio Hermenegildo est&atilde;o realmente contendo a eros&atilde;o costeira e, al&eacute;m disso, qual seu impacto sobre as caracter&iacute;sticas da praia nesse trecho.</p>     <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>2. &Aacute;REA DE ESTUDO</b></p>     <p>O balne&aacute;rio Hermenegildo (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f1.jpg" target="_blank">Fig. 1</a>) faz parte do munic&iacute;pio de Santa Vit&oacute;ria do Palmar, no Estado do Rio Grande do Sul, extremo sul do Brasil. Est&aacute; situado aproximadamente a 33&deg; 40&rsquo;S e 53&deg; 15&rsquo;W, a 18 quil&ocirc;metros da sede do munic&iacute;pio e a apenas 12 quil&ocirc;metros da fronteira com o Uruguai. O principal acesso ao balne&aacute;rio se d&aacute; pela rodovia RS-833.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Plan&iacute;cie Costeira do Rio Grande do Sul (PCRS), onde se insere a &aacute;rea de estudo, possui 620 quil&ocirc;metros de extens&atilde;o e uma largura que varia de 15 a 100 quil&ocirc;metros. A PCRS compreende uma s&eacute;rie de quatro barreiras costeiras justapostas e formadas no Quatern&aacute;rio nos &uacute;ltimos 400 mil anos, sendo a barreira quatro a atual e mais recente, com aproximadamente 7 mil anos (Tomazelli &#38; Villwock, 2000). O balne&aacute;rio Hermenegildo se encontra inteiramente sobre o sistema deposicional Holoc&ecirc;nico (barreira IV). Tal sistema &eacute; o mais recente do g&ecirc;nero e, portanto, o que apresenta maior din&acirc;mica, pois ainda se encontra em forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Essa barreira holoc&ecirc;nica apresenta uma cont&iacute;nua linha de costa arenosa, dominada por ondas, sendo apenas interrompida por redes de drenagem (desembocaduras lagunares e canais sangradouros). Apesar da relativa homogeneidade, essa barreira apresenta duas &aacute;reas de proje&ccedil;&atilde;o da costa, onde ocorrem campos de dunas transgressivas, e duas &aacute;reas de reentr&acirc;ncia, onde predominam cord&otilde;es litor&acirc;neos (Dillenburg <i>et al.</i>, 2000) (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f1.jpg" target="_blank">Fig. 1</a>).</p>     
<p>Ao sul dessas duas proje&ccedil;&otilde;es da linha de costa da PCRS, foram identificadas as maiores intensidades das correntes de deriva litor&acirc;nea, com 2,7 milh&otilde;es m&sup3;/ano de sedimentos removidos na &aacute;rea entre o Balne&aacute;rio Hermenegildo e o farol do Albard&atilde;o e 2,9 milh&otilde;es m&sup3;/ano na regi&atilde;o entre o Balne&aacute;rio Mar Grosso e o farol da Solid&atilde;o (Lima <i>et al.</i>, 2001). Na praia do Hermenegildo, o &acirc;ngulo de orienta&ccedil;&atilde;o da linha de costa em rela&ccedil;&atilde;o ao norte &eacute; de 48&deg; (Pereira <i>et al.</i>, 2010), indicando que esta praia recebe, quase que frontalmente, as ondula&ccedil;&otilde;es de maior energia provenientes do quadrante sul (swell) (Romeu <i>et al.</i>, 2011), fazendo com que a deriva de sedimentos resultante seja para o norte. Essas ondas podem chegar acima de 6 metros de altura em &aacute;guas profundas pelo menos uma vez ao ano (Machado <i>et al.</i>, 2010).</p>     <p>Os setores ao sul das grandes proje&ccedil;&otilde;es correspondem &agrave;s &aacute;reas da plan&iacute;cie costeira do Rio Grande do Sul com  eros&atilde;o mais severa e evidente (Tomazelli <i>et al.</i>, 1998). Speranski &#38; Calliari (2006) sugerem que essa severa eros&atilde;o ocorra  devido &agrave; exist&ecirc;ncia de uma concentra&ccedil;&atilde;o da energia de ondas nas por&ccedil;&otilde;es ao sul destas duas  proje&ccedil;&otilde;es (praias do Hermenegildo e do Farol da Concei&ccedil;&atilde;o) devido aos processos de refra&ccedil;&atilde;o de ondas  causada pela batimetria do local, o que gera um foco de ondas sobre a praia. Embora esse trecho de costa apresente amplitude m&eacute;dia de  mar&eacute; de menos de 0,5 metros, o clima de ondas e ventos corrobora para que as mar&eacute;s meteorol&oacute;gicas variem at&eacute; 1,9m  acima da mar&eacute; astron&ocirc;mica (Parise <i>et al.</i>, 2009). As mar&eacute;s mais elevadas podem causar eros&atilde;o na faixa de praia,  principalmente ap&oacute;s a passagem de ciclones que mant&ecirc;m o n&iacute;vel do mar elevado por muitas horas (Calliari <i>et al.</i>, 1998;  Parise <i>et al.</i>, 2009).</p>     <p>Para Lima <i>et al.</i>, (2013), os quais apresentaram um modelo evolutivo para a regi&atilde;o da praia do Hermenegildo, atrav&eacute;s de an&aacute;lises estratigr&aacute;ficas e data&ccedil;&atilde;o de carbono<sup>14</sup>, a eros&atilde;o nesse segmento da costa est&aacute; associada a duas principais fases: A primeira fase, de 17,5ka at&eacute; 6,7ka, controlada pela subida do n&iacute;vel do mar entre o final do Pleistoceno e o in&iacute;cio do Holoceno; e uma segunda fase, de 6,7ka at&eacute; os dias atuais, j&aacute; no Holoceno, a qual &eacute; controlada pelo balan&ccedil;o sedimentar negativo. Esse balan&ccedil;o negativo da distribui&ccedil;&atilde;o de sedimentos &eacute; contribu&iacute;do por; (i) uma falta de fontes de sedimentos atual, porque ficam aprisionados nas lagoas costeiras do RS ou nos promont&oacute;rios da costa do Uruguai e; (ii) pela retirada de sedimentos pela deriva litor&acirc;nea, que ocorre principalmente ao sul das proje&ccedil;&otilde;es da linha de costa do RS, local em que a praia do Hermenegildo se encontra. Esses sedimentos removidos pela deriva litor&acirc;nea tendem a se acumular nas reentr&acirc;ncias da linha de costa localizadas mais ao norte, como, por exemplo, no balne&aacute;rio Cassino (Lima<i>et al.</i>, op. cit.).</p>     <p>Atualmente, &eacute; consenso na comunidade cient&iacute;fica que a praia do Hermenegildo est&aacute; em eros&atilde;o costeira.  Evid&ecirc;ncias s&atilde;o expostas desde perfis praiais diagnosticando perdas de volume da praia (Calliari <i>et al.</i>, 1998; Machado &#38;  Calliari, 2011), passando por evid&ecirc;ncias demonstradas com a varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa (Toldo Jr. <i>et al.</i>, 2005;  Esteves <i>et al.</i>, 2008) ou encontradas em imagens de sat&eacute;lite e fotos a&eacute;reas (Koerner, 2009; Albuquerque, 2013) e mesmo  indica&ccedil;&otilde;es apresentadas pela destrui&ccedil;&atilde;o de casas da orla do balne&aacute;rio (Esteves <i>et al.</i>, 1999b;  Esteves &#38; Santos, 2001; Esteves <i>et al.</i>, 2003). A praia do Hermenegildo tamb&eacute;m apresenta dunas escarpadas, metais pesados e  turfas aflorando na face praial (Calliari <i>et al.</i>, 1998; Dillenburg <i>et al.</i>, 2004a; Dillenburg <i>et al.</i>, 2004b).</p>     <p>Quanto &agrave;s taxas de eros&atilde;o anuais para o balne&aacute;rio Hermenegildo, diversos valores foram encontrados, dependendo do ano e per&iacute;odo de an&aacute;lise e da metodologia utilizada. Toldo Jr. <i>et al.</i>, (2005) tra&ccedil;aram uma linha de &aacute;gua de 1999 para o litoral do Rio Grande do Sul com um GPS cinem&aacute;tico. Esses autores compararam as linhas coletadas em seu trabalho com a linha apresentada em cartas n&aacute;uticas de 1975 e identificaram um recuo que excede 100 metros nas &aacute;reas mais cr&iacute;ticas. Baseado nesse estudo, os autores sugeriram uma taxa de recuo de 4m/ano para a praia do Hermenegildo. Tamb&eacute;m utilizando um GPS cinem&aacute;tico, ao comparar 6 linhas de costa obtidas entre 1999 e 2006, Esteves <i>et al.</i>, (2008) calcularam uma taxa de retra&ccedil;&atilde;o da linha de costa de 3,4m/ano. Ao comparar perfis de praia no mesmo ponto obtidos em 1991 e 1996, Tozzi (1999) encontrou pequena varia&ccedil;&atilde;o na posi&ccedil;&atilde;o da linha de praia, mas significativas mudan&ccedil;as no volume sedimentar suba&eacute;reo da ordem de 50m&sup3;/m com uma retra&ccedil;&atilde;o de 4 metros das dunas frontais, obtendo uma taxa de retra&ccedil;&atilde;o costeira de 0.5m/ano na praia do Hermenegildo. Com um maior per&iacute;odo de abrang&ecirc;ncia, Machado &#38; Calliari (2011), analisando diferen&ccedil;as entre perfis de praia levantados em julho de 2011 e mar&ccedil;o de 1996, obtidos no mesmo ponto, encontraram uma taxa de eros&atilde;o de 3,6 m/ano, com um recuo da linha de costa, ao n&iacute;vel do mar, de 55m, apresentando perda de volume da ordem de 130.46 m&sup3;/m de sedimentos. Ao comparar fotos a&eacute;reas e imagens de sat&eacute;lite com dados de RTK-GPS, Koerner (2009) estimou uma retra&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 1,22m/ano entre 1964 e 2009. Utilizando uma combina&ccedil;&atilde;o de metodologias envolvendo imagens de sat&eacute;lite, fotografias a&eacute;reas, dados de GPS-RTK e t&eacute;cnicas de geoprocessamento, Albuquerque (2013) encontrou uma taxa m&eacute;dia de 1,68m/ano de eros&atilde;o entre 1947 e 2012. Este autor tamb&eacute;m registrou os maiores picos de eros&atilde;o entre 1996 e 2000 (6,29m/ano) e entre 2005 e 2006 (5,25m/ano), que coincidem com eventos de <i>El Ni&ntilde;o</i> e anomalias na Temperatura da Superf&iacute;cie do Mar (TSM) ocorridas nestes mesmos per&iacute;odos.</p>     <p>O processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o do balne&aacute;rio Hermenegildo iniciou no final do s&eacute;culo XIX sobre uma &aacute;rea de extensas dunas existentes na regi&atilde;o, j&aacute; pr&oacute;ximo &agrave; linha de costa. Esse local foi escolhido por ser o primeiro acesso &agrave; praia ao sul da Lagoa Mangueira, cuja ocupa&ccedil;&atilde;o j&aacute; se iniciou com o motivo de recrea&ccedil;&atilde;o e veraneio. Inicialmente, o problema dos propriet&aacute;rios era o soterramento de suas casas pela areia durante o inverno (Vidal, 2008). O desenvolvimento do balne&aacute;rio s&oacute; foi intensificado na d&eacute;cada de 1970, em virtude da facilidade de acesso ap&oacute;s fixa&ccedil;&atilde;o das dunas no local (Esteves, <i>et al.</i>, 2000; Koerner, 2009). Desde ent&atilde;o, essa urbaniza&ccedil;&atilde;o vem ocorrendo de forma mais acelerada, com adensamento das constru&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas &agrave; linha de costa, sendo ainda o principal atrativo do local a faixa de praia durante o per&iacute;odo de veraneio (Esteves <i>et al.</i>, 2003). Fazendo uma an&aacute;lise hist&oacute;rica das fotos a&eacute;reas de 1947 e 1964 e da imagem de sat&eacute;lite de 2005, Koerner (2009) percebeu que a ocupa&ccedil;&atilde;o do balne&aacute;rio Hermenegildo j&aacute; se iniciou paralela &agrave; costa, mantendo esse padr&atilde;o at&eacute; os dias atuais. Com essas imagens, tamb&eacute;m foi diagnosticada a fixa&ccedil;&atilde;o e retirada das dunas, o que facilitou o crescimento urbano.</p>     <p>Devido ao processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o e ao processo erosivo descritos acima, atualmente, a orla do balne&aacute;rio Hermenegildo encontra-se bastante estruturada com variadas formas de prote&ccedil;&atilde;o costeira (Esteves <i>et al.</i>, 1999a; Teixeira, 2007; Koerner &#38; Oliveira, 2010). Essas estruturas podem conter desde pneus, entulhos, estacas e muros de madeira, a estruturas mais robustas, como enrocamentos, blocos e muros de concreto. A distribui&ccedil;&atilde;o de tais estruturas parece ser diferenciada ao longo da orla (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f2.jpg" target="_blank">Fig. 2</a>), predominando as estruturas mais robustas na parte central da orla do balne&aacute;rio (pr&oacute;ximo &agrave; Iemanj&aacute;). Estruturas mais simples, como estacas e muros de madeira, s&atilde;o maioria no trecho sul da orla do balne&aacute;rio, enquanto o trecho norte parece ser o mais preservado, onde predominam dunas frontais (Koerner &#38; Oliveira, 2010).</p>     
<p>&nbsp;</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Primeiramente, foi realizado um reconhecimento da &aacute;rea, visando o planejamento dos pontos de amostragem. As medi&ccedil;&otilde;es <i>in loco</i> foram efetuadas posteriormente, nos dias 10 e 11 de outubro de 2009, as quais consistiram basicamente no levantamento de coordenadas geod&eacute;sicas com alta precis&atilde;o na &aacute;rea de estudo. Foram medidas, ou mapeadas, as seguintes linhas de refer&ecirc;ncia: toda a linha limite das escarpas e estruturas de conten&ccedil;&atilde;o do balne&aacute;rio e da base das dunas frontais em uma extens&atilde;o de aproximadamente 5 km de costa; a linha da &aacute;gua de m&aacute;xima mar&eacute; (<i>High Water Line</i>) nesta mesma extens&atilde;o; 22 perfis topogr&aacute;ficos junto &agrave;s ruas do balne&aacute;rio que s&atilde;o perpendiculares &agrave; praia, para averiguar as diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas das escarpas encontradas em diferentes segmentos do balne&aacute;rio. Esses dados foram corroborados por outras ferramentas de an&aacute;lise, tais como imagens a&eacute;reas, mosaicos de fotografias convencionais e identifica&ccedil;&atilde;o das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da pr&oacute;pria revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica.</p> 			    <p><b>3.1. Aquisi&ccedil;&atilde;o, precis&atilde;o e plotagem dos dados</b></p>     <p>O m&eacute;todo de obten&ccedil;&atilde;o de dados utilizado foi o de posicionamento relativo cinem&aacute;tico em tempo real (<i>Real Time Kinematic &ndash; RTK</i>) de levantamento de dados pelo Sistema de Posicionamento por Sat&eacute;lites (GPS). Esse m&eacute;todo consiste em posicionar um receptor GPS em um ponto fixo de coordenadas conhecidas (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f3.jpg" target="_blank">Fig. 3A</a>) e outro receptor m&oacute;vel no ponto no qual se deseja determinar as suas coordenadas (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f3.jpg" target="_blank">Fig. 3B</a>), com um tempo de coleta e rastreio m&iacute;nimos.</p>     
<p>O receptor utilizado foi um GPS geod&eacute;sico marca SOUTH, modelo 82, capaz de receber as frequ&ecirc;ncias L1 e L2 com 5 canais paralelos e independentes para a recep&ccedil;&atilde;o dos sinais de sat&eacute;lite. Todos os pontos do caminhamento foram registrados pelo modo <i>stop-and-go</i>, que consiste em parar no ponto e salvar as suas coordenadas. A antena de esta&ccedil;&atilde;o base permaneceu fixa no ponto de coordenadas conhecidas de uma Refer&ecirc;ncia de N&iacute;vel (RN). Essa RN pertence &agrave; Rede de Nivelamento Brasileira, constru&iacute;da pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), identificada pela RN1969A, materializada por um marco de concreto (antigo monumento) localizado pr&oacute;ximo &agrave; est&aacute;tua de Iemanj&aacute; e da igreja cat&oacute;lica (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f3.jpg" target="_blank">Fig. 3A</a>), situada ao final da RS-833, no balne&aacute;rio Hermenegildo, cuja altitude ortom&eacute;trica &eacute; de 4,5557 m.</p>     
<p>Os dados obtidos foram organizados em uma tabela com cada ponto adquirido e as suas respectivas coordenadas X, Y baseadas no <i>datum</i> WGS84, zona 22 Sul, e projetadas em UTM (Universal Transversa de Mercator); e coordenadas de altitude Z (&lsquo;h&rsquo;) que correspondem &agrave; altitude do ponto amostrado em rela&ccedil;&atilde;o ao elips&oacute;ide WGS84. Essas coordenadas de altitude Z (geom&eacute;tricas &lsquo;h&rsquo;) foram, ent&atilde;o, convertidas para altitudes reais (ortom&eacute;tricas &lsquo;H&rsquo;) com rela&ccedil;&atilde;o ao modelo do ge&oacute;ide local. Essa convers&atilde;o foi realizada atrav&eacute;s de um modelo de ondula&ccedil;&atilde;o geoidal (&lsquo;N&rsquo;) conforme metodologia descrita em Corseuil &#38; Robaina (2003). Neste trabalho, o modelo foi calculado com base nos pontos das Refer&ecirc;ncias de N&iacute;vel RN1969A, RN1969B e RN1969N, sendo os dois primeiros localizados no balne&aacute;rio Hermenegildo, e o &uacute;ltimo, no munic&iacute;pio do Chu&iacute;.</p>     <p>Tendo a ondula&ccedil;&atilde;o geoidal (&lsquo;N&rsquo;) calculada, basta, ent&atilde;o, subtrair a ela o valor da altitude geom&eacute;trica (&lsquo;h&rsquo;) que se obt&eacute;m, ent&atilde;o, a altitude ortom&eacute;trica (&lsquo;H&rsquo;) real com a seguinte equa&ccedil;&atilde;o: H = h - N. Esses c&aacute;lculos do modelo geoidal e da equa&ccedil;&atilde;o da ondula&ccedil;&atilde;o geoidal foram realizados com <i>software</i> de programa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de rotinas computacionais (Corseuil &#38; Robaina, <i>op.cit.</i>).</p>     <p>Com o fim de fazer uma averigua&ccedil;&atilde;o do erro das coordenadas ortom&eacute;tricas calculadas e do modelo da ondula&ccedil;&atilde;o geoidal, foi usado um n&iacute;vel topogr&aacute;fico para fazer o levantamento dos pontos de controle. A precis&atilde;o esperada para os dados que foram coletados com uma taxa da dilui&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o pela distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos sat&eacute;lites (PDOP) menor do que 5 &eacute; de 3 a 5 cent&iacute;metros. Sabendo disso, quando os valores do PDOP em um ponto estavam sendo informados pela controladora como acima de 5, estes eram recusados. O c&aacute;lculo da precis&atilde;o das altitudes ortom&eacute;tricas calculadas a partir dos pontos levantados com o GPS foi realizado comparando estes pontos com os pontos obtidos com o n&iacute;vel, que indica os pontos ortom&eacute;tricos reais com maior precis&atilde;o. A <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a> mostra os perfis realizados pelo n&iacute;vel topogr&aacute;fico e pelo GPS tra&ccedil;ados em um mesmo trajeto, partindo da RN-1969A at&eacute; a RN-1969B, para identifica&ccedil;&atilde;o do erro amostral do RTK-GPS.</p>     
<p>O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o (r) entre esses dois perfis foi de 0,99, e a diferen&ccedil;a entre os valores quadr&aacute;ticos m&eacute;dios (RMS) dos diferentes perfis foi de 0,11488 metros.</p>     <p>Com os dados brutos j&aacute; processados, eles foram, ent&atilde;o, plotados e trabalhados sobre uma imagem de sat&eacute;lite Quickbird&trade; de 2005, utilizando o <i>software</i> ArcGIS 9.3.1&reg;. Para a representa&ccedil;&atilde;o final dos perfis transversais, como estes estavam em planos de coordenadas geod&eacute;sicas, as dist&acirc;ncias entre um ponto e outro foram medidas com a ferramenta <i>measure distance</i> do programa, e estas dist&acirc;ncias foram anexadas em um novo campo da tabela de atributos dos dados dos perfis. Para melhor entender a espacializa&ccedil;&atilde;o dos dados adquiridos, estes foram divididos em: linhas de refer&ecirc;ncia paralelas &agrave; costa e perfis perpendiculares &agrave; costa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2. Linhas de refer&ecirc;ncia paralelas &agrave; costa: linhas de dunas, linha de dunas interpolada e linha d&rsquo;&aacute;gua</b></p>     <p>As fei&ccedil;&otilde;es indicadoras da linha de dunas consideradas para este trabalho foram divididas em duas partes: Em frente &agrave; zona urbanizada (orla do balne&aacute;rio), h&aacute; &aacute;reas onde j&aacute; n&atilde;o existem dunas, e sim diversas formas de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o. Nessa parte, a linha foi tra&ccedil;ada praticamente no limite das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o com a praia. No restante (tamb&eacute;m chamada de linha de dunas neste trabalho), foi mapeada a base das dunas frontais.</p>     <p>Para analisar se o setor central do balne&aacute;rio est&aacute; mais projetado sobre o p&oacute;s-praia do que as periferias, foram medidos em campo, com o uso de um GPS de alta precis&atilde;o, tr&ecirc;s segmentos: (i) as <i>Dunas do SUL</i>, que s&atilde;o as dunas frontais ao sul do balne&aacute;rio (partindo da rua de acesso &agrave; praia mais meridional no balne&aacute;rio at&eacute; aproximadamente 1,5km para o sul); (ii) a <i>Orla Urbanizada</i>, que &eacute; a por&ccedil;&atilde;o frontal ao balne&aacute;rio (onde h&aacute; estruturas de conten&ccedil;&atilde;o e algumas dunas) e; (iii) as <i>Dunas do NORTE</i>, ou seja, as dunas frontais ao norte do balne&aacute;rio (da rua de acesso &agrave; praia mais setentrional do balne&aacute;rio at&eacute; cerca de 1,5 km para o norte) (<a href="#f5">Fig. 5</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f5"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f5.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p>     <p>Posteriormente, foi realizada uma regress&atilde;o linear com os pontos GPS que demarcam as linhas das dunas frontais ao sul e ao norte do balne&aacute;rio, de modo que se obteve uma linha que representa uma &ldquo;reta m&eacute;dia&rdquo; desses pontos. Essas linhas resultantes da regress&atilde;o linear dos pontos GPS foram interligadas por uma linha reta unindo os dois trechos onde ocorrem somente dunas frontais (<a href="#f6">Fig. 6</a>). Essa linha reta ser&aacute; chamada de &ldquo;Linha de dunas interpolada&rdquo;. Considerando que a costa do Rio Grande do Sul possui uma caracter&iacute;stica de se apresentar como uma linha aproximadamente retil&iacute;nea (em uma escala de at&eacute; poucas dezenas de quil&ocirc;metros), essa linha interpolada seria a posi&ccedil;&atilde;o esperada da linha de costa para a orla urbanizada. Em outras palavras, tal linha interpolada representaria a base das dunas frontais em frente ao balne&aacute;rio, caso n&atilde;o houvesse interfer&ecirc;ncia humana, e a fixa&ccedil;&atilde;o da costa com estruturas de conten&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f6"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f6.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo dessa <i>Linha de Dunas Interpolada</i> &eacute; perceber se existe uma diferen&ccedil;a entre a &ldquo;linha de dunas&rdquo; na <i>Orla Urbanizada</i> em frente ao balne&aacute;rio, onde praticamente j&aacute; n&atilde;o h&aacute; dunas, e sim v&aacute;rias formas de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o, e a Linha de Dunas em &aacute;reas com nenhuma ou muito pouca interfer&ecirc;ncia antr&oacute;pica, onde h&aacute; livre mobilidade do sedimento em resposta &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es dos processos costeiros.</p>     <p>J&aacute; a <i>Linha da &Aacute;gua</i> mapeada foi a linha indicativa da m&aacute;xima mar&eacute; alta (<i>High WaterLine</i>) (<a href="#f5">Fig. 5</a>). Essa linha &eacute; indicada pelo limite m&aacute;ximo do varrido da praia no dia. De todas as linhas de &aacute;gua, esta &eacute; a que possui menor varia&ccedil;&atilde;o durante o dia, pois &eacute; a marca deixada ali no pico de m&aacute;xima mar&eacute;. Mas, ainda assim, esta linha est&aacute; suscet&iacute;vel a grandes varia&ccedil;&otilde;es dentro de poucos dias, dependendo tanto da mar&eacute; astron&ocirc;mica como da mar&eacute; meteorol&oacute;gica. No dia em que essa linha foi mapeada, dia 10 de outubro de 2009, havia um intenso vento nordeste (46&deg;), de aproximadamente 9,5m/s, segundo esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica do Chu&iacute; (INMET), que talvez, por efeito de <i>Ekman</i> sobre a &aacute;gua do mar, pudesse estar baixando esta linha de modo que ficasse mais afastada da costa do que se estivesse apenas sob a a&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; astron&ocirc;mica. O m&aacute;ximo pico de mar&eacute; astron&ocirc;mica naquele dia foi de 0,7m &agrave;s 11h56min (fonte: Praticagem do Rio Grande).</p>     <p><b>3.3. Perfis topogr&aacute;ficos transversais &agrave; costa</b></p>     <p>Com o objetivo de averiguar se h&aacute; diferen&ccedil;as na morfologia das escarpas e da praia entre o setor central e as periferias da orla urbanizada (corroborando com a hip&oacute;tese de que a por&ccedil;&atilde;o central do balne&aacute;rio est&aacute; mais &agrave; frente do que a linha de dunas interpolada), foram tra&ccedil;ados 22 perfis topogr&aacute;ficos perpendiculares &agrave; costa em toda a orla urbanizada, medindo-se todas as ruas transversais do balne&aacute;rio que d&atilde;o acesso &agrave; praia (<a href="#f7">Fig. 7</a>). Destes, foram escolhidos 6 perfis, cujas diferen&ccedil;as foram mais representativas para discuss&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o: dois na parte central do balne&aacute;rio pr&oacute;ximo &agrave; est&aacute;tua de Iemanj&aacute;, dois em &aacute;reas a sul e a norte, mas ainda na por&ccedil;&atilde;o central (perif&eacute;ricos), e dois perfis nas extremidades da orla urbanizada (&uacute;ltimas ruas de acesso &agrave; praia, tanto ao norte como ao sul). Todos os perfis partiram da Avenida Cruzeiro do Sul, limite transversal da orla estabelecido neste trabalho, seguindo pela rua em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; praia, passando pela escarpa medindo o seu desn&iacute;vel, e seguindo pela praia at&eacute; a linha da &aacute;gua.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f7"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f7.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><b>4. RESULTADOS</b></p>     <p>As linhas de dunas nos setores denominados Dunas do Norte e Dunas do Sul se apresentaram com uma conforma&ccedil;&atilde;o relativamente retil&iacute;nea e pr&oacute;xima do que se espera de um ambiente natural de praias e dunas frontais para o local, onde predominam praias bastante retil&iacute;neas ou alongadas em planta, exceto pela presen&ccedil;a dos canais sangradouros, que geram pequenas reentr&acirc;ncias. J&aacute; o setor da Orla Urbanizada apresenta uma linha do limite superior da praia bastante irregular, devido &agrave;s v&aacute;rias formas de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o que comp&otilde;em este trecho, formando pequenas enseadas e promont&oacute;rios conforme alternam os terrenos desprovidos de estruturas ou com estruturas mais simples ou aqueles protegidos com estruturas como enrocamento e/ou muros de concreto (detalhe da <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">Fig. 8</a>).</p>     
<p>Comparando o posicionamento do limite superior da praia (linhas da base das escarpas e dunas) entre os diferentes setores, percebe-se que as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o est&atilde;o cumprindo seu papel de conter o avan&ccedil;o marinho no local. A por&ccedil;&atilde;o central da orla urbanizada do balne&aacute;rio Hermenegildo encontra-se, em 2009, numa posi&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima da linha da &aacute;gua do que as dunas frontais adjacentes, estando atualmente sobre a p&oacute;s-praia (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">Fig. 8</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Visualiza-se, a partir da <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">figura 8</a>, que existe uma &aacute;rea de avan&ccedil;o de toda a orla urbanizada sobre linha de dunas interpolada. Essa &aacute;rea de conten&ccedil;&atilde;o foi calculada para o ano de 2009 (per&iacute;odo da medi&ccedil;&atilde;o) em aproximadamente 54.100 m<sup>2</sup>. A maior dist&acirc;ncia entre a linha da orla urbanizada e a linha de dunas interpolada foi calculada em 45,3 metros (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">Fig. 8, &lsquo;M&rsquo;</a>). Dessa forma, percebe-se que, se as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existissem no local, provavelmente a linha das dunas na parte central estaria a 45 metros mais para o interior do continente do que est&aacute; atualmente. Em outras palavras, pode-se dizer que 54.100m<sup>2</sup> da orla que hoje est&aacute; urbanizada seriam &aacute;rea de praia.</p>     
<p>Tamb&eacute;m &eacute; interessante observar na <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">figura 8</a> que, mesmo estando na zona urbanizada, as desembocaduras dos canais sangradouros tendem a acompanhar a linha de dunas interpolada. Junto aos sangradouros, n&atilde;o existem estruturas de conten&ccedil;&atilde;o, permitindo, assim, o deslocamento horizontal da linha de costa em dire&ccedil;&atilde;o ao continente com maior mobilidade, fato que tamb&eacute;m ocorre nas &aacute;reas n&atilde;o urbanizadas ao norte e ao sul do balne&aacute;rio.</p>     
<p>Outro aspecto relevante &eacute; que, em frente ao setor central do balne&aacute;rio, a linha da &aacute;gua apresentou uma defla&ccedil;&atilde;o em forma c&ocirc;ncava em planta (<a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f8.jpg" target="_blank">Fig. 8, &lsquo;m&rsquo;</a>). A menor dist&acirc;ncia da costa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; linha d&rsquo;&aacute;gua do dia 10 de outubro foi de aproximados 12,5 metros neste local, relacionado &agrave; proje&ccedil;&atilde;o das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o e &agrave; concavidade da linha d&rsquo;&aacute;gua. Durante a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo, este setor da praia apresentou menor estoque sedimentar suba&eacute;reo do que nas periferias. Segundo observa&ccedil;&otilde;es e relatos dos moradores locais, tal concavidade &eacute; comum nos meses mais pr&oacute;ximos ao inverno, inclusive fazendo com que a praia emersa desapare&ccedil;a durante v&aacute;rios dias e que a posi&ccedil;&atilde;o desta concavidade possa variar sua posi&ccedil;&atilde;o, mas sempre se mantendo na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>A <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f9.jpg" target="_blank">figura 9</a> apresenta os resultados dos perfis topogr&aacute;ficos dos diferentes setores da Orla Urbanizada. &Eacute; importante esclarecer que nesta figura as escalas verticais dos gr&aacute;ficos est&atilde;o padronizadas em 6 metros de altitude, e as horizontais se alteram, sendo 80 metros, 150 metros e 200 metros de dist&acirc;ncia nos perfis centrais, perif&eacute;ricos (norte e sul) e extremos respectivamente, com o fim de facilitar a visualiza&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Observa-se na <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f9.jpg" target="_blank">figura 9</a> que existem escarpas bem marcadas nos perfis realizados na orla urbanizada (perfis centrais, norte e sul) e que os perfis dos extremos norte e sul n&atilde;o apresentam escarpa, com uma topografia variando suavemente.</p>     
<p>O topo da escarpa &eacute; de 4 metros para todos os perfis da orla urbanizada, e todas as escarpas se apresentaram bastante &iacute;ngremes com pendente quase vertical. Entretanto, esses perfis se diferenciam em alguns pontos: os perfis centrais apresentam uma praia plana, enquanto os perfis do norte e sul apresentam uma praia com uma declividade um pouco mais suave. Al&eacute;m disso, pode-se ver, na <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f9.jpg" target="_blank">figura 9</a>, que, nos perfis centrais, a base da escarpa (limite superior da praia) se encontra mais pr&oacute;xima da linha da &aacute;gua (ponto zero) do que nos outros perfis, com destaque para o perfil do centro sul. Tal aspecto pode estar associado &agrave; concavidade da linha d&rsquo;&aacute;gua no per&iacute;odo. A continua&ccedil;&atilde;o do processo erosivo e/ou migra&ccedil;&atilde;o da concavidade pode expandir as escarpas para outros segmentos do balne&aacute;rio.</p>     
<p>&nbsp;</p> 			    <p><b>5. DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Esta pesquisa apresentou pelo menos dois resultados bastante interessantes: (i) uma evid&ecirc;ncia s&oacute;lida de que a praia do Hermenegildo est&aacute; em eros&atilde;o e, ao mesmo tempo, de que as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o - mesmo que realizadas de modo individual pelos moradores, muitas vezes sem conhecimento t&eacute;cnico adequado - v&ecirc;m contendo, pelo menos parcialmente, a eros&atilde;o da orla urbanizada e; (ii) que h&aacute; evid&ecirc;ncias de maior exposi&ccedil;&atilde;o do setor central aos eventos erosivos ao se apresentar mais projetado para o mar se comparado &agrave;s periferias, e que isso gera impactos na morfologia da praia, tendo em vista as diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas da praia e escarpa, al&eacute;m da defla&ccedil;&atilde;o da linha d&rsquo;&aacute;gua nesse setor.</p>     <p>Essas caracter&iacute;sticas podem ser corroboradas com a pesquisa de Koerner &#38; Oliveira (2010), que analisaram o comportamento e as altera&ccedil;&otilde;es ocorridas nas estruturas de conten&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 10 anos e notaram uma tend&ecirc;ncia de aumento do n&uacute;mero de casas com obras de conten&ccedil;&atilde;o, uma vez que o n&uacute;mero de casas com estruturas de prote&ccedil;&atilde;o aumentou, de 1999 a 2009, de 67 para 84 casas protegidas. Outro fato interessante &eacute; que, em uma an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o das estruturas de conten&ccedil;&atilde;o entre os setores, estes autores viram que, no setor central, 89% das casas est&atilde;o com alguma forma de prote&ccedil;&atilde;o, contra os 63% de casas protegidas no setor sul e apenas 29% no setor norte do balne&aacute;rio, com porcentagens crescentes em todos os segmentos do balne&aacute;rio. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m se percebeu o aumento da robustez das obras de prote&ccedil;&atilde;o das casas com o passar dos anos, com substitui&ccedil;&atilde;o de diversos tipos de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o pelo tipo enrocamento, a qual parece se mostrar eficiente, pois, al&eacute;m de combater o varrido das ondas, se adapta &agrave; altera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica do substrato arenoso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Koerner (2009), a ocupa&ccedil;&atilde;o mais antiga na parte central &eacute; respons&aacute;vel por uma maior densidade urbana neste setor do que nas periferias, onde os perfis s&atilde;o mais largos e as ruas paralelas &agrave; praia se afastam da linha de costa conforme a ocupa&ccedil;&atilde;o foi mais recente, dando ao balne&aacute;rio essa forma &ldquo;curiosa&rdquo; de seta apontando para o mar (observar ruas na <a href="/img/revistas/rgci/v13n4/13n4a05f1.jpg" target="_blank">Fig. 1</a>). Por ter uma ocupa&ccedil;&atilde;o mais antiga, os propriet&aacute;rios das casas desse setor v&ecirc;m protegendo-as h&aacute; mais tempo, o que faz com que esse trecho apresente estruturas mais robustas, como enrocamentos e muros de concreto e com maior densidade. Essa maior concentra&ccedil;&atilde;o de enrocamentos no setor central pode explicar o porqu&ecirc; de este setor estar mais avan&ccedil;ado sobre a p&oacute;s-praia do que as periferias, como aponta o presente estudo.</p>     
<p>Al&eacute;m disso, parece haver, nos &uacute;ltimos anos, uma esp&eacute;cie de rea&ccedil;&atilde;o em cadeia por parte dos propriet&aacute;rios. Inicialmente, apenas alguns propriet&aacute;rios colocavam estruturas refor&ccedil;adas para o prop&oacute;sito de conter a eros&atilde;o e proteger seu patrim&ocirc;nio. No entanto, observava-se que, mesmo com a conten&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o frontal, o mar poderia avan&ccedil;ar pela lateral, sobretudo pelo limite sul do terreno (Esteves <i>et al.</i>, 2003). Da mesma forma, quando um determinado propriet&aacute;rio protegia sua casa, via-se claramente que a casa do vizinho que n&atilde;o a protegia passava a ficar muito mais vulner&aacute;vel. Em abril de 1999, o maior evento erosivo registrado na hist&oacute;ria do balne&aacute;rio devastou sua orla. Segundo Esteves <i>et al.</i>, (1999b) e Esteves &#38; Santos (2001), 20% das casas que havia &agrave; beira-mar foram total ou parcialmente destru&iacute;das. &Eacute; importante ressaltar que, naquele momento, as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o eram menos robustas que as de hoje e apresentavam-se bastante descont&iacute;nuas. A partir deste evento, houve uma mobiliza&ccedil;&atilde;o dos moradores, buscando o Poder P&uacute;blico e universidades para tentativa de solu&ccedil;&atilde;o do problema. At&eacute; o presente momento, passados mais de 10 anos, n&atilde;o houve a&ccedil;&atilde;o efetiva do Estado sobre o problema (Koerner, 2012), mas sim um grande n&uacute;mero de estudos sobre a tem&aacute;tica e, efetivamente, um progressivo aumento da prote&ccedil;&atilde;o das propriedades, partindo de conten&ccedil;&otilde;es pontuais para a disposi&ccedil;&atilde;o destas como uma longa e cont&iacute;nua estrutura em boa parte da orla, cuja a&ccedil;&atilde;o partiu dos pr&oacute;prios moradores.</p>     <p>Esse conjunto de estruturas robustas e combinadas longitudinalmente est&aacute;, atualmente, fixando a linha de costa como se fosse um grande muro de prote&ccedil;&atilde;o (seawall). Da mesma forma, as interfer&ecirc;ncias na linha de costa est&atilde;o bastante semelhantes a essas obras de engenharia. Evid&ecirc;ncias de que muros de prote&ccedil;&atilde;o deixam a praia mais plana e estreita j&aacute; foram bastante documentadas na literatura (Dean, 1986; Kraus, 1988; Plant &#38; Griggs, 1992; Kraus &#38; McDougal, 1996). Entretanto, estes mesmos autores tamb&eacute;m averiguaram que, ao final de uma grande estrutura de prote&ccedil;&atilde;o isolada na praia, ocorre a potencializa&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o na praia adjacente. Por essa raz&atilde;o, os autores do presente estudo obtiveram dados das praias adjacentes em uma dist&acirc;ncia de 1,5km do final da orla urbanizada, de modo que os efeitos de eros&atilde;o causados pela prote&ccedil;&atilde;o (que ocorrem at&eacute; poucas dezenas de metros de dist&acirc;ncia da estrutura) fiquem dilu&iacute;dos na amostragem dos pontos.</p>     <p>Com este estudo n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar se a eros&atilde;o que ocorre em frente &agrave;s estruturas de conten&ccedil;&atilde;o &eacute; decorrente somente da eros&atilde;o natural, ou se esta &eacute; potencializada pelas pr&oacute;prias estruturas. Kraus &#38; McDougal (1996) indicam que ocorre uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do len&ccedil;ol fre&aacute;tico em frente aos muros de conten&ccedil;&atilde;o e que pode ou n&atilde;o ocorrer uma retirada de sedimentos que s&atilde;o levantados em suspens&atilde;o por causa do muro. Segundo os autores, o sedimento pode ser transportado transversalmente para a parte suba&eacute;rea, ou ent&atilde;o pode ser perdido do sistema sendo carregado por correntes longitudinais, dependendo do estado de equil&iacute;brio da praia. A presen&ccedil;a do embaiamento na linha d&rsquo;&aacute;gua parece apontar para esta quest&atilde;o. No entanto, &eacute; interessante, em um pr&oacute;ximo estudo, estender os perfis transversais at&eacute; a zona de arrebenta&ccedil;&atilde;o e fazer um experimento com trapea&ccedil;&atilde;o de sedimentos carregados na corrente longitudinal em eventos erosivos e de sobreeleva&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; e, sobretudo, a realiza&ccedil;&atilde;o de um cont&iacute;nuo monitoramento do caso.</p>     <p>Contudo, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a praia em frente &agrave; por&ccedil;&atilde;o central do balne&aacute;rio j&aacute; est&aacute; bastante alterada pelas estruturas de conten&ccedil;&atilde;o. Dentre as principais altera&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o: praia mais estreita, mais &uacute;mida, menor desenvolvimento da berma e aus&ecirc;ncia de dunas embrion&aacute;rias e dunas frontais. Tamb&eacute;m est&aacute; bastante claro que, durante per&iacute;odos de mar&eacute; alta, o mar atinge o limite superior da praia na por&ccedil;&atilde;o central com facilidade, o que s&oacute; ocorre nas &aacute;reas adjacentes ao balne&aacute;rio em per&iacute;odos de significativa sobreeleva&ccedil;&atilde;o da mar&eacute;.</p>     <p>Para o futuro pr&oacute;ximo, com as taxas de eros&atilde;o para o local podendo variar entre 0.5m/ano (Tozzi, 1999) a 4m/ano (Toldo Jr. <i>et al.</i>, 2005), podendo superar 6 m/ano em alguns per&iacute;odos (Albuquerque, 2013), &eacute; interessante pensar em alternativas de manejo de longo prazo para o balne&aacute;rio Hermenegildo, como, por exemplo, realizar um planejamento ambiental e ordenamento territorial considerando &aacute;reas mais afastadas da costa para o crescimento urbano (Koerner, 2012). No momento presente, casas defronte ao mar ainda v&ecirc;m sendo destru&iacute;das conforme ocorrem grandes eventos de tempestade e estruturas de prote&ccedil;&atilde;o colapsam. Tamb&eacute;m n&atilde;o se sabe ao certo como as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o do tipo enrocamento ir&atilde;o se comportar num ambiente de maior sali&ecirc;ncia da linha de costa do que a medida neste trabalho, qual seu comportamento com a presen&ccedil;a de grandes ondas quebrando a poucos metros das referidas estruturas e frente a eventos semelhantes ou at&eacute; de maior impacto no local do que o evento erosivo ocorrido em abril de 1999.</p>     <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>6. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Analisando as diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas e da posi&ccedil;&atilde;o da linha de dunas encontradas entre a orla urbanizada e as dunas frontais nas &aacute;reas adjacentes, conclui-se que, atualmente, parte consider&aacute;vel da orla urbanizada do balne&aacute;rio Hermenegildo se encontra sobre a faixa de praia. Isso ocorre pelo fato de que as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o do balne&aacute;rio Hermenegildo v&ecirc;m, mesmo que n&atilde;o totalmente, impedindo a migra&ccedil;&atilde;o horizontal da linha de costa em dire&ccedil;&atilde;o ao continente. Ou seja, essas estruturas est&atilde;o realmente fixando a linha de costa nesta &aacute;rea, embora muitas casas j&aacute; tenham sido destru&iacute;das nos &uacute;ltimos 50 anos e substitu&iacute;das por &aacute;rea de praia.</p>     <p>Especificamente, a linha de costa no setor central se encontra a quase 50 metros sobre a praia, &agrave; frente das dunas frontais adjacentes. Al&eacute;m disso, em frente a este mesmo setor, as estruturas de conten&ccedil;&atilde;o geraram uma concavidade da linha de &aacute;gua, em planta, e tamb&eacute;m foram detectadas diferen&ccedil;as na morfologia da praia, com praia mais plana e estreita e escarpas bastante &iacute;ngremes, se comparadas &agrave;s praias adjacentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cabe salientar que n&atilde;o &eacute; objetivo dos autores deste trabalho incentivar esse tipo de obra em outras orlas urbanizadas. Somente foi averiguado que as obras de prote&ccedil;&atilde;o do Balne&aacute;rio Hermenegildo, sobretudo as do tipo enrocamento, v&ecirc;m se mostrando eficientes ao conter localmente o processo erosivo, pelo menos no per&iacute;odo analisado. No mesmo per&iacute;odo, foram identificados significativos impactos para o ambiente praial, tendo menos &aacute;rea de praia tanto para dissipa&ccedil;&atilde;o de energia de ondas, como para a recrea&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios da praia, enfim, uma completa supress&atilde;o da orla natural, o que n&atilde;o se considera o mais adequado para o local. As estruturas podem gerar concavidades da linha de &aacute;gua, em planta, em frente ao setor central do balne&aacute;rio, interferindo no balan&ccedil;o sedimentar n&atilde;o s&oacute; no plano horizontal como tamb&eacute;m gera um d&eacute;ficit vertical de sedimentos. Adicionalmente, detectam-se maiores desn&iacute;veis topogr&aacute;ficos entre o limite superior da praia e a &aacute;rea urbana no setor central, onde h&aacute; mais estruturas de conten&ccedil;&atilde;o do que nas periferias, prejudicando o simples acesso &agrave; praia. Al&eacute;m disso, n&atilde;o se sabe at&eacute; que ponto essas estruturas ir&atilde;o cumprir seu objetivo espec&iacute;fico de prote&ccedil;&atilde;o das casas e fixa&ccedil;&atilde;o da linha de costa. Sendo assim, &eacute; apropriado refletir sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de manejo para longo prazo, como um efetivo ordenamento e planejamento ambiental para as futuras ocupa&ccedil;&otilde;es.</p> 	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos materiais e m&eacute;todos utilizados no presente estudo, ressalta-se que o equipamento GPS-RTK &eacute; uma ferramenta de muita efici&ecirc;ncia e precis&atilde;o e que permite uma obten&ccedil;&atilde;o de numerosos dados com uma extrema agilidade, tanto que todos os dados de posicionamento utilizados neste trabalho, referentes ao uso do GPS, puderam ser obtidos em apenas um dia em campo. Embora haja possibilidade de erro, este pode ser bastante minimizado. O ideal &eacute; que ocorra a obten&ccedil;&atilde;o de todos os dados em um &uacute;nico dia, de prefer&ecirc;ncia com c&eacute;u aberto e sem pr&eacute;dios e constru&ccedil;&otilde;es altas ao redor. Neste trabalho, foi tomado este cuidado, al&eacute;m de ter sido feita uma averigua&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o dos dados ao comparar um caminho realizado com o GPS-RTK e com um nivelamento, conforme foi apresentado na metodologia. Por fim, esse m&eacute;todo de compara&ccedil;&atilde;o de diversas linhas de refer&ecirc;ncia m&oacute;veis (dunas adjacentes e &aacute;gua) e fixa (orla urbanizada), bem como da interpola&ccedil;&atilde;o da linha de dunas, se mostrou bastante eficiente para os questionamentos realizados. Tal m&eacute;todo pode ser replicado para outras praias que apresentem caracter&iacute;sticas aproximadamente retil&iacute;neas e tamb&eacute;m pode ser utilizado novamente na praia do Hermenegildo como forma de monitoramento e acompanhamento da eros&atilde;o nesta praia.</p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p> 			    <p>Os autores do presente trabalho agradecem a Matheus de Oliveira, Paulo dos Santos Freitas, Luiz Rota e Daniesse S. Kasanoski pelo aux&iacute;lio e apoio nos trabalhos e na log&iacute;stica de campo, a Priscila Teixeira pela contribui&ccedil;&atilde;o com dados anteriores e aos professores Lauro Calliari e Jo&atilde;o Nicolodi pelas considera&ccedil;&otilde;es no andamento do trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Albuquerque, M.D.G. (2013) - <i>An&aacute;lise espa&ccedil;o-temporal das causas da variabilidade da linha de costa e eros&atilde;o na praia do Hermenegildo, RS</i>. 127p., Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://hdl.handle.net/10183/72241" target="_blank">http://hdl.handle.net/10183/72241</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-8872201300040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Boak, E.H.; Turner, I.L. (2005) - Shoreline De&#64257;nition and Detection: A Review. <i>Journal of Coastal Research </i>(ISSN: 0749-0208), 21(4):688&ndash;703, West Palm Beach, FL, USA. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www6.hawaii.gov/dlnr/occl/files/Shoreline/JCR-VOL21-4.pdf" target="_blank">http://www6.hawaii.gov/dlnr/occl/files/Shoreline/JCR-VOL21-4.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Calliari, L.J.; Tozzi, H.A.M.; Klein, A.H.F. (1998) - Beach morphology and coastline erosion associated with storm surges in southern Brazil - Rio Grande to Chu&iacute;, RS. <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0001-3765), 70(2):232-247. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/1998/1998b.pdf" target="_blank">http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/1998/1998b.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-8872201300040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Corseuil, C.W.; Robaina, A.D. (2003) - Determina&ccedil;&atilde;o altim&eacute;trica atrav&eacute;s de sistema de posicionamento global. <i>Ci&ecirc;ncia Rural</i>, 33(5):673-678. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782003000400014" target="_blank">10.1590/S0103-84782003000400014</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-8872201300040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dean, R.G. (1986) - Coastal armouring: effects, principles and mitigation. In: B.L. Edge (org.), <i>Coastal Engineering 1986 Procedings</i>, 3 vol., 2888p., ASCE, Charleston, SC, USA. ISBN: 978-0-87262-600-3 Dispon&iacute;vel em: <a href="http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/view/4136" target="_blank">http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/view/4136</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-8872201300040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Dillenburg, S.R.; Roy, P.S.; Cowell, P.J.; Tomazelli, L.J. (2000) - Influence of antecedent topography on coastal evolution as tested by the Shoreface Translation-Barrier Model (STM). <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 16(1):71&ndash;81. Royal palm Beach, FL, U.S.A.</p>     <!-- ref --><p>Dillenburg, S.R.; Tomazelli, L.J.; Barboza, E.G. (2004a) - Barrier evolution and placer formation at Bojuru southern Brazil. <i>Marine Geology</i>, 203(1-2):43-56. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0025-3227(03)00330-X" target="_blank">10.1016/S0025-3227(03)00330-X</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-8872201300040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dillenburg, S.R.; Esteves, L.S.; Tomazelli, L.J. (2004b) - A critical evaluation of coastal erosion in Rio Grande do Sul, Southern Brazil. <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</i>, 76(3):611-623. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0001-37652004000300014" target="_blank">10.1590/S0001-37652004000300014</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-8872201300040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Esteves, L.S.; Vanz, A.; Silva, A.R.P.; Pivel, M.A.G.; Erthal, S.; Barletta, R.C.; Vranjac, M.P.; Oliveira, U.R. (1999a) - Caracteriza&ccedil;&atilde;o das obras de prote&ccedil;&atilde;o costeira no balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS, Brasil. <i>VII Congresso da ABEQUA, Porto Seguro, BA, Brasil</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_heo001.pdf" target="_blank">http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_heo001.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-8872201300040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Esteves, L.S.; Vranjac, M.P.; Barletta, R.C.; Pivel, M.A.G.; Erthal, S.; Vanz, A.; Silva, A.R.P.; Oliveira, U.R. (1999b) &ndash; Impacto de um evento de alta energia nas obras de prote&ccedil;&atilde;o costeira no balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS, Brasil. <i>VII Congresso da ABEQUA, Porto Seguro, BA, Brasil</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_zco012.pdf" target="_blank">http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_zco012.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Esteves, L.S.; Pivel, M.A.G.; Silva, A.R.P.; Barletta, R.C.; Vranjac, M.P.; Oliveira, U.R.; Vanz, A. (2000) - Beachfront owners perception of beach erosion along  an armored shoreline in southern Brazil. <i>Pesquisas em Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 1518-2398), 27(2):97-109, Porto Alegre, RS, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-8872201300040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Esteves, L.S.; Oliveira, U.R.; Silva, A.R.P.; Vranjac, M.P.; Pivel, M.A.G.; Vanz, A.; Barletta, R.C. (2003) - Seasonal changes in beach profile inducing the response of beachfront owners in southern Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), Special Issue 35 (Proceedings of the Brazilian symposium on sandy beaches: morphodynamics, ecology, uses, hazards and management): 557&ndash;563, Itaja&iacute;, SC, Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Esteves, L.S.; Teixeira, P.; Williams, J. (2008) - Managing coastal erosion: from long-term coastal evolution to seasonal shoreline changes. <i>IAHS-AISH publication</i> (ISSN: 0144-7815), 325 (International Commission on Continental Erosion, Symposium, Christchurch, NZL, 2008): 516-523.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201300040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Esteves, L.S.; Santos, I.R. (2001) - Impacto econ&ocirc;mico da eros&atilde;o na praia do Hermenegildo (RS), Brasil. <i>Pesquisas em geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 1518-2398), 28(2):393-403. Porto Alegre, RS, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-8872201300040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Koerner, K.F. (2009) - <i>Varia&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal em m&eacute;dio e curto termo da orla do balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS</i>. 60p., Monografia de Conclus&atilde;o de Curso. Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-8872201300040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Koerner, K.F.; Oliveira, U.R. (2010) - Impacto de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o sobre a orla do balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS. Anais do Congresso Brasileiro de Oceanografia - CBO&rsquo;2010, Rio Grande, RS, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Koerner, K.F. (2012) - <i>Alternativas de manejo para o problema da eros&atilde;o costeira no balne&aacute;rio do Hermenegildo, Rio Grande do Sul</i>. 156p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.labgerco.furg.br/ppgc/file/dissertacoes/karl.pdf" target="_blank">http://www.labgerco.furg.br/ppgc/file/dissertacoes/karl.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201300040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kraus, N.C. (1988) - The effects of seawalls on the beach: An extended literature review. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), SI 4:1-28, Charlottesville, VI, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-8872201300040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kraus, N.C.; McDougal, W.G. (1996) - The effects of seawalls on the beach: Part I, an updated literature review. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 12(3):691-701, Fort Lauderdale, FL, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201300040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lima, L.G.; Dillenburg, S.R.; Medeanic, S.; Barboza, E.G.; Rosa, M.L.C.C.; Tomazelli, L.J.; Dehnhardt, B.A.; Caron, F. (2013) - Sea-level rise and sediment budget controlling the evolution of a transgressive barrier in southern Brazil. <i>Journal of South American Earth Sciences</i>, 42: 27&ndash;38. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jsames.2012.07.002" target="_blank">10.1016/j.jsames.2012.07.002</a></p>     <!-- ref --><p>Lima, S.F., Almeida, L.E.S.B.; Toldo Jr., E. (2001) - Estimativa da capacidade do transporte longitudinal de sedimentos a partir de dados de ondas para a costa do Rio Grande do Sul. <i>Pesquisas em Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 1518-2398), 28(2):99-107. Porto Alegre, RS, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201300040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Linham, M.M.; Nicholls, R.J. (2010) - <i>Technologies for climate change adaptation &ndash; Coastal erosion and Flooding</i>. 150p., UNEP Ris&oslash; Centre on Energy, Climate and Sustainable Development. Roskilde, Dinamarca. ISBN: 978-87-550-3855-4. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://tech-action.org/Guidebooks/TNA_Guidebook_AdaptationCoastalErosionFlooding.pdf" target="_blank">http://tech-action.org/Guidebooks/TNA_Guidebook_AdaptationCoastalErosionFlooding.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Machado, A.A.; Calliari, L.J.; Melo, E.; Klein, A.H.F. (2010) - Historical assesment of extreme coastal sea state conditions in southern Brazil and their relation to erosion episodes. <i>Pan-American Journal of Aquatic Sciences</i> (ISSN: 1809-9009), 5(2):277-286. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.panamjas.org/pdf_artigos/PANAMJAS_5(2)_277-286.pdf" target="_blank">http://www.panamjas.org/pdf_artigos/PANAMJAS_5(2)_277-286.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-8872201300040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, A.A.; Calliari, L.J. (2011) - Mudan&ccedil;as na zona costeira do Rio Grande do Sul: situa&ccedil;&atilde;o atual e perspectivas. <i>Relat&oacute;rio final do II Workshop Brasileiro de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas em Zonas Costeiras</i>, 107p., Salvador, BA, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mudancasclimaticas.zonascosteiras.furg.br/workshop/images/II_Workshop_Relatorio_Final.pdf" target="_blank">http://www.mudancasclimaticas.zonascosteiras.furg.br/workshop/images/II_Workshop_Relatorio_Final.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201300040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>NRC - National Research Council (1990) - <i>Managing Coastal Erosion</i>. 198p., The National Academies Press, Washington, DC, EUA. ISBN: 0-309-04143-0. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=1446" target="_blank">http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=1446</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201300040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parise, C.K.; Calliari, L.J.; Krusche, N. (2009) - Extreme storm surges in the south of Brazil: atmospheric conditions and shore erosion. <i>Brazilian Journal of Oceanography</i>, 57(3):175-188. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jsames.2012.07.002" target="_blank">10.1590/S1679-87592009000300002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201300040000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira, P.S.; Calliari, L.J.; Barletta, R.C. (2010) - Heterogeneity and homogeneity of Southern Brazilian beaches: A morphodynamic and statistical approach. <i>Continental Shelf Research</i>, 30(3-4):270-280. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.csr.2009.11.007" target="_blank">10.1016/j.csr.2009.11.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201300040000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pilarczyk, K.W. (1990) - <i>Coastal protection: proceedings of the Short Course on Coastal Protection, Delft University of Technology</i>, 500p., A.A. Balkema, Rotterdam, Holanda. ISBN: 90-6191-127-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201300040000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Plant, N.G.; Griggs, G.B. (1992) - Interactions between nearshore processes and beach morphology near a seawall. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 8(1):183-200, Fort Lauderdale, FL, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201300040000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Romeu, M.A.R.; Fontoura, J.A.S.; Melo Filho, E.; Machado, V.B. (2011) - Estimativa dos cen&aacute;rios caracter&iacute;sticos de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima para a regi&atilde;o oce&acirc;nica do RS utilizando dados de rean&aacute;lise do modelo WW3. <i>Vetor</i> (ISSN: 0102-7352), 21(1):91-109. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.seer.furg.br/vetor/article/view/2568" target="_blank">http://www.seer.furg.br/vetor/article/view/2568</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201300040000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Speranski, N.; Calliari, L.J. (2006) - Padr&otilde;es de refra&ccedil;&atilde;o de ondas para a costa do Rio Grande do Sul e sua rela&ccedil;&atilde;o com a eros&atilde;o costeira. In: D. Muehe (org.), <i>Eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o do litoral brasileiro</i>, pp.446-454, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente: PGGM-Programa de Geologia e Geof&iacute;sica Marinha, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 85-7738-028-9. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_arquivos/rs_erosao.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_arquivos/rs_erosao.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201300040000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Teixeira, P.S. (2007) - <i>Subs&iacute;dios para o Gerenciamento Costeiro por eros&atilde;o na fal&eacute;sia do Balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS, Brasil</i>. 107p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.oceanfisquigeo.furg.br/index.php/dissertacoes/46-2007/188-priscila-da-silva-teixeira.html" target="_blank">http://www.oceanfisquigeo.furg.br/index.php/dissertacoes/46-2007/188-priscila-da-silva-teixeira.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201300040000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Toldo Jr., E.; Almeida, L.E.S.B.; Nicolodi, J.L.; Martins, L.R. (2005) - Retra&ccedil;&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o da zona costeira do estado do Rio Grande do Sul. <i>Gravel</i> (ISSN: 1678-5975) 3(1):31-38. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorio.furg.br:8080/xmlui/bitstream/handle/1/2120/RetraçãoeProgradaçãodaZonaCosteiradoEstadodoRioGrandedoSul.pdf?sequence=1" target="_blank">http://repositorio.furg.br:8080/xmlui/bitstream/handle/1/2120/Retra&ccedil;&atilde;o e Prograda&ccedil;&atilde;o da Zona Costeira do Estado do Rio Grande do Sul.pdf?sequence=1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201300040000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tomazelli, L.J.; Villwock, J.A.; Dillenburg, S.R.; Bachi, F.A.; Dehnhardt, B.A. (1998) - Significance of present-day coastal erosion and marine transgression, Rio Grande do Sul, Southern Brazil. <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0001-3765), 70(2):221-229, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201300040000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tomazelli, L.J.; Villwock, J.A. (2000) - O Cenoz&oacute;ico no Rio Grande do Sul: Geologia da Plan&iacute;cie Costeira. In: M. Holtz, &#38; L.F.D. Ros, (org.) - <i>Geologia do Rio Grande do Sul</i>, 375-406, CIGO &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do Gondwana, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Tozzi, H.A.M. (1999) - <i>Influ&ecirc;ncia das Tempestades Extratropicais sobre o estoque suba&eacute;reo das praias entre Rio Grande e Chu&iacute;, RS</i>. 115p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201300040000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>USACE - United States Army Corps of Engineers. (2008) - Shore Protection Projects. In: USACE, <i>Coastal Engineering Manual</i> (EM 1110-2-1100, Parte V, Cap.3), CERC Coastal Engineering Research Center, Washington, DC, USA. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://140.194.76.129/publications/eng-manuals/EM_1110-2-1100_vol/PartV/PartV.htm" target="_blank">http://140.194.76.129/publications/eng-manuals/EM_1110-2-1100_vol/PartV/PartV.htm</a></p>     <p>Vidal, F.D.C. (2008) - <i>Vamos ao Hermenegildo?</i> 116p., Editora e Gr&aacute;fica Universit&aacute;ria PREC &ndash; UFPel, Pelotas, RS, Brasil. ISBN: 9788571923898.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: 27 March 2013; Evaluation: 8 May 2013; Reception of revised manuscript: 18 September 2013; Accepted: 25 November 2013; Available on-line: 3 December 2013</p>      ]]></body><back>
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