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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mapeamento acústico de areias submersas para recuperação de praias do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acoustic mapping of submerged sands deposits for Rio de Janeiro beach nourishment, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Brazilian coast is affected by different oceanographic characteristics, mainly due to its large latitudinal extension. Additionally, the distribution of the Brazilian population is characterized by a high concentration in the coastal capitals. Consequently a large number of coastal engineering structures where constructed in these areas with impact over the sediment transport and consequently over the sediment budget. Natural processes as temporary alterations of longshore sediment transport have resulted in loss of beach sediments and the need of restoration as was the case of the Leblon Beach in Rio de Janeiro. Considering also the expected modification of climate and sea level rise the need of beach restoration will become an option to be considered. For this, the beach restoration through nourishment with sand extracted from the continental shelf is frequently the best option to consider. To find suitable sediments for dredging in the shelf, the use of geophysical methods for the mapping of the bottom and sub bottom environments represent an adequate tool. Therefore the objective of this study is the application of geophysical methods for the identification of geoacoustics patterns, following qualitative and quantitative analyzes, in order to identify suitable source areas of siliciclastic sands for the restauraration of urban beaches in Rio de Janeiro city. The mapping was done in the shelf in front of Itaipuaçu beach (Maricá, RJ). From geophysical data analysis, by quantitative and qualitative form, five geoacoustics patterns where identified which in turn where correlated with grain size parameters obtained through sieve analysis. The quantitative results showed well sorted suitable median grain size sand placers seaward of the closure depth, located between 19 and 30 meters, while reflection seismic data indicated an availability of enough material for the restoration of most of the urban ocean beaches of Rio de Janeiro.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Oceanografia Geológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[     	    <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 	    <p><b>Mapeamento ac&uacute;stico de areias submersas para recupera&ccedil;&atilde;o de praias do Rio de Janeiro, Brasil<a name="top0"></a><a href="#0">*</a></b></p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>Acoustic mapping of submerged sands deposits for Rio de Janeiro beach nourishment, Brazil</b></p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>N&atilde;nashaira Medeiros<sup>@, I</sup>, Marcelo Sperle Dias<sup>I</sup>, Artur Ayres Neto<sup>II</sup>, Dieter Muehe<sup>III</sup></b></p> 	    <p><sup>@</sup>Corresponding author</p> 			    <p><sup>I</sup>UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. e-mails: Siqueira - <a href="mailto:nanashairamedeiros@gmail.com">nanashairamedeiros@gmail.com</a>; Dias - <a href="mailto:marcelo.uerj@gmail.com">marcelo.uerj@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 			<sup>II</sup>UFF - Universidade Federal Fluminense, e-mail: Neto - <a href="mailto:aayres@id.uff.br">aayres@id.uff.br</a>    <br> 			<sup>III</sup>UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, e-mail: <a href="mailto:dieter.muehe@gmail.com">dieter.muehe@gmail.com</a></p> 			    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p>             <hr size="1" noshade>     <p><b>RESUMO</b></p> 			    <p>Devido &agrave; sua grande extens&atilde;o latitudinal, a costa brasileira &eacute; influenciada por diferentes regimes clim&aacute;ticos e oceanogr&aacute;ficos. Adicionalmente, a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; caracterizada por uma alta concentra&ccedil;&atilde;o nas capitais litor&acirc;neas. Todos esses fatores levam &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meras estruturas de engenharia que podem, de alguma forma, impactar o transporte de sedimento e, consequentemente, o balan&ccedil;o sedimentar de algumas praias. Uma das formas de recuperar esse balan&ccedil;o sedimentar &eacute; a alimenta&ccedil;&atilde;o artificial de praias, com sedimentos provenientes da plataforma continental com caracter&iacute;sticas semelhantes. Os m&eacute;todos geof&iacute;sicos ac&uacute;sticos permitem mapear de forma eficiente o fundo e o subfundo marinho para a busca de &aacute;reas fontes. O objetivo deste estudo &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es geoac&uacute;sticos, a partir de an&aacute;lises quantitativas e qualitativas dos tons de cinza observados nos registros sonogr&aacute;ficos, para a caracteriza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas fontes de areias silicicl&aacute;sticas compat&iacute;veis com sedimentos de praias em eros&atilde;o na cidade do Rio de Janeiro. O mapeamento foi realizado na plataforma continental interna do Rio de Janeiro, em &aacute;rea adjacente &agrave; praia de Itaipua&ccedil;u (Maric&aacute;, RJ). Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos registros sonogr&aacute;ficos, de forma qualitativa e quantitativa, foi poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o de 5 padr&otilde;es geoac&uacute;sticos distintos. Com a an&aacute;lise dos par&acirc;metros sedimentol&oacute;gicos e de distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica, foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es entre a granulometria e o selecionamento dos gr&atilde;os com o sinal ac&uacute;stico derivado do sonar. As an&aacute;lises evidenciaram dep&oacute;sitos, localizados entre 19 e 30 metros, mais profundos que a profundidade de fechamento, em condi&ccedil;&otilde;es ideais para a recomposi&ccedil;&atilde;o de praias do Rio de Janeiro. Dados complementares de s&iacute;smica rasa de alta resolu&ccedil;&atilde;o indicam que, assumindo caracter&iacute;sticas conservadoras, existe material suficiente para recuperar grande parte das praias urbanas do Rio de Janeiro caso venham a apresentar perda de areia, seja em decorr&ecirc;ncia de falta de aporte, seja em decorr&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar.</p> 			    <p><b>Palavras-chave:</b> Oceanografia Geol&oacute;gica; Geof&iacute;sica; Sonar de Varredura Lateral; Engorda de Praia; Geomorfologia Costeira.</p>             <hr size="1" noshade> 			    <p><b>ABSTRACT</b></p> 			    <p>The Brazilian coast is affected by different oceanographic characteristics, mainly due to its large latitudinal extension. Additionally, the distribution of the Brazilian population is characterized by a high concentration in the coastal capitals. Consequently a large number of coastal engineering structures where constructed in these areas with impact over the sediment transport and consequently over the sediment budget. Natural processes as temporary alterations of longshore sediment transport have resulted in loss of beach sediments and the need of restoration as was the case of the Leblon Beach in Rio de Janeiro. Considering also the expected modification of climate and sea level rise the need of beach restoration will become an option to be considered. For this, the beach restoration through nourishment with sand extracted from the continental shelf is frequently the best option to consider. To find suitable sediments for dredging in the shelf, the use of geophysical methods for the mapping of the bottom and sub bottom environments represent an adequate tool. Therefore the objective of this study is the application of geophysical methods for the identification of geoacoustics patterns, following qualitative and quantitative analyzes, in order to identify suitable source areas of siliciclastic sands for the restauraration of  urban beaches in Rio de Janeiro city. The mapping was done in the shelf in front of Itaipua&ccedil;u beach (Maric&aacute;, RJ). From geophysical data analysis, by quantitative and qualitative form, five geoacoustics patterns where identified which in turn where correlated with grain size parameters obtained through sieve analysis. The quantitative results showed well sorted suitable median grain size sand placers seaward of the closure depth, located between 19 and 30 meters, while reflection seismic data indicated an availability of enough material for the restoration of most of the urban ocean beaches of Rio de Janeiro.</p> 			    <p><b>Keywords:</b> Geological Oceanography; Geophysics; Side Scan Sonar; Beach Nourishment; Coastal geomorphology.</p>             <hr size="1" noshade> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p> 			    <p>O litoral brasileiro tem cerca de 8.000 km de comprimento e, por sua vasta extens&atilde;o latitudinal, sofre influ&ecirc;ncias de diversos regimes clim&aacute;ticos. Adicionalmente, a distribui&ccedil;&atilde;o populacional de forma irregular ao longo do litoral gera uma alta concentra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nas grandes capitais, o que, consequentemente, traz para essas regi&otilde;es um grande n&uacute;mero de obras que impactam o balan&ccedil;o sedimentar litor&acirc;neo, como, por exemplo, quebra-mares, estabiliza&ccedil;&atilde;o de canais de mar&eacute;, acesso a terminais portu&aacute;rios etc. (Muehe, 2006; Neves &amp; Muehe, 2008). Por todos esses fatores, algumas praias s&atilde;o impactadas e sofrem um d&eacute;ficit no balan&ccedil;o sedimentar ao longo do tempo. Uma op&ccedil;&atilde;o para recupera&ccedil;&atilde;o da faixa de areia das praias &eacute; a &ldquo;engorda de praia&rdquo; com a deposi&ccedil;&atilde;o de sedimentos de &aacute;reas fontes com caracter&iacute;sticas semelhantes ao sedimento local.</p> 			    <p>Publica&ccedil;&otilde;es sobre a morfodin&acirc;mica de praias do Rio de Janeiro mostram que as praias de Ipanema, Leblon, Grumari, Reserva, Prainha e Barra apresentam ind&iacute;cios de eros&atilde;o e s&atilde;o compostas por areias silicicl&aacute;sticas com granulometria predominantemente de areia m&eacute;dia e baixas concentra&ccedil;&otilde;es de mat&eacute;ria org&acirc;nica e carbonatos (Sperle <i>et al.</i>, 1999; Kaji <i>et al.</i>, 2006). Dados do Grupo de Pesquisa em Oceanografia Geol&oacute;gica (GPOG) indicam que o trecho Ipanema &ndash; Leblon tenha sofrido uma perda nos &uacute;ltimos anos de 1 a 2 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos.</p> 			    <p>Os m&eacute;todos geof&iacute;sicos ac&uacute;sticos possibilitam, de forma bastante eficaz, a busca por &aacute;reas fontes atrav&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas geol&oacute;gicas e geot&eacute;cnicas da superf&iacute;cie e subsuperf&iacute;cie de ambientes submersos.</p> 			    <p>O objetivo deste estudo &eacute; apresentar a identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es geoac&uacute;sticos de forma eficiente, a partir de an&aacute;lises qualitativas e quantitativas dos tons de cinza dos registros sonogr&aacute;ficos, que caracterizem pacotes de &aacute;reas fontes de areias em condi&ccedil;&otilde;es ideais para recupera&ccedil;&atilde;o de praias em eros&atilde;o.</p> 			    <p>Para a alimenta&ccedil;&atilde;o artificial de praias, uma das etapas mais importantes &eacute; a escolha da &aacute;rea fonte das areias, ou seja, identificar uma regi&atilde;o com um volume adequado de sedimentos dispon&iacute;veis para a lavra. Segundo Dean (2002), mais de 95% dos sedimentos utilizados para a alimenta&ccedil;&atilde;o artificial de praias adv&ecirc;m de fontes de sedimentos marinhos. As &aacute;reas fontes devem estar localizadas relativamente pr&oacute;ximas do seu destino final para minimizar os custos de transporte.</p> 			    <p>As &aacute;reas fontes devem dispor de uma por&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel tanto em &aacute;rea quanto em volume. Geralmente, a extra&ccedil;&atilde;o ocorre em &aacute;reas de 1 km<sup>2</sup> a 10 km<sup>2</sup> e em profundidades na ordem de 2 a 10 metros (Dean, 2002). Por&eacute;m, h&aacute; de se observar as condi&ccedil;&otilde;es ambientais da regi&atilde;o de lavra para a decis&atilde;o do volume de material que ser&aacute; extra&iacute;do, para que n&atilde;o seja ocasionado um impacto negativo irrevers&iacute;vel e de alta magnitude na din&acirc;mica sedimentar na regi&atilde;o explorada.</p> 			    <p>Os sedimentos devem ser compat&iacute;veis com a &aacute;rea a ser recuperada, e, preferencialmente, a regi&atilde;o deve ser livre de afloramentos rochosos por quest&otilde;es operacionais. Prevendo o uso das areias para recupera&ccedil;&atilde;o de praias cujo uso seja tamb&eacute;m recreativo, o material de alimenta&ccedil;&atilde;o deve conter um m&iacute;nimo de gr&acirc;nulos e de argila e silte. O material para recomposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m deve ser limpo, livre de contaminantes (Dean, 2002).</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessa forma, foi realizada uma investiga&ccedil;&atilde;o em uma regi&atilde;o adjacente &agrave; praia de Itaipua&ccedil;u (Maric&aacute;, RJ) para a busca de &aacute;reas fontes de areias silicicl&aacute;sticas compat&iacute;veis com praias em eros&atilde;o no litoral da cidade do Rio de Janeiro. Cartas sedimentol&oacute;gicas do REVIZEE - Programa de Avalia&ccedil;&atilde;o do Potencial Sustent&aacute;vel de Recursos Vivos na Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva (Dias <i>et al.</i>, 2004) indicam que a regi&atilde;o possui uma cobertura de areias com textura adequada.</p> 			    <p>N&atilde;o s&atilde;o recomendadas atividades de minera&ccedil;&atilde;o em profundidades menores que a profundidade de fechamento, isto &eacute;, a profundidade a partir da qual a a&ccedil;&atilde;o das ondas sobre o fundo provoca modifica&ccedil;&otilde;es substanciais do perfil submarino decorrente da mobiliza&ccedil;&atilde;o dos sedimentos. Dados observados por Muehe (2004) indicam o valor de 10,7m como a profundidade de fechamento para a praia de Itaipua&ccedil;u. Um estudo realizado por Belligotti (2009) indicou profundidades de fechamento dos perfis de praia de Piratininga e Itacoatiara de 11,7m e 13,4m, respectivamente.</p> 	    <p>Dragagens realizadas mesmo em maiores profundidades podem alterar a din&acirc;mica sedimentar por meio da transforma&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de refra&ccedil;&atilde;o das ondas de uma regi&atilde;o, podendo causar, por exemplo, concentra&ccedil;&atilde;o de energia devido &agrave; converg&ecirc;ncia das ortogonais (Komar, 1998). Dessa forma, mesmo ao tomar como uma condi&ccedil;&atilde;o conservadora a dragagem em uma profundidade considerada teoricamente segura (maior que a profundidade de fechamento esperada para a regi&atilde;o), a modelagem de processos ondulat&oacute;rios faz-se necess&aacute;ria para a preserva&ccedil;&atilde;o morfodin&acirc;mica da regi&atilde;o que se pretende realizar a lavra.</p> 			    <p>A &aacute;rea de estudo foi escolhida com base no trabalho de Medeiros (2010), que indica uma &aacute;rea com potencial para servir como jazida de areias m&eacute;dias quartzosas. Ap&oacute;s o mapeamento por meio de m&eacute;todos geof&iacute;sicos de alta resolu&ccedil;&atilde;o ao longo da is&oacute;bata de 20m entre Niter&oacute;i e Maric&aacute;, verificou-se a exist&ecirc;ncia de setores adjacentes &agrave; Praia de Itaipua&ccedil;u que poderiam ser &aacute;reas fontes de sedimentos para a recomposi&ccedil;&atilde;o de praias urbanas do Rio de Janeiro, assim como de praias de outros munic&iacute;pios pr&oacute;ximos.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>2. METODOLOGIA</b></p> 			    <p>Para a identifica&ccedil;&atilde;o de areias silicicl&aacute;sticas compat&iacute;veis para a recupera&ccedil;&atilde;o de praias da &aacute;rea de estudo, foi realizado um mapeamento geof&iacute;sico por meio de sonografia de varredura lateral e ecobatimetria de uma regi&atilde;o adjacente &agrave; praia de Itaipua&ccedil;u (Maric&aacute;, RJ) entre as is&oacute;batas de 19 e 30m. Para a parametriza&ccedil;&atilde;o dos dados, foram coletadas 26 amostras de sedimento em 13 esta&ccedil;&otilde;es.</p> 			    <p>Uma campanha para coleta de dados geof&iacute;sicos foi realizada em outubro de 2011 com a utiliza&ccedil;&atilde;o de um Ecobat&iacute;metro de Alta Precis&atilde;o <i>Raytheon Digital</i> Modelo DE-719-CM na frequ&ecirc;ncia de 200 kHz e de um Sistema Digital de alta-resolu&ccedil;&atilde;o de Sonar de Varredura Lateral (<i>Side Scan Sonar</i> – SSS - Modelo 4100/560P) da Edge Tech. Esse sistema é composto por um transdutor/receptor rebocado (<i>Towfish</i> 272T) que emite feixes laterais de ondas ac&uacute;sticas na frequ&ecirc;ncia de 100 kHz. O posicionamento foi realizado por meio de um DGPS da <i>Hemisphere GPS LLC</i>, modelo <i>Crescents R-130</i> com resolu&ccedil;&atilde;o subm&eacute;trica.</p> 			    <p>O mapeamento foi executado por meio de quatro linhas geof&iacute;sicas paralelas &agrave; praia de Itaipua&ccedil;u e complementares &agrave; linha geof&iacute;sica obtida por Medeiros (2010), com cerca de nove quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, 400 m de varredura, com uma sobreposi&ccedil;&atilde;o de 25 m entre a cobertura dos canais, sendo poss&iacute;vel mapear uma &aacute;rea com cerca de 14 km<sup>2</sup>. Para o processamento dos dados, foram utilizados os <i>softwares Hypack, SonarWiz.MAP, Oasis Montaj v. 7.0 (Geosoft Inc.) e ArcGis 10</i>.</p> 			    <p>Ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o de um mosaico sonogr&aacute;fico, foram escolhidas 13 esta&ccedil;&otilde;es para a coleta de amostras de sedimento, em r&eacute;plica, para parametriza&ccedil;&atilde;o dos diferentes padr&otilde;es geoac&uacute;sticos (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>).</p> 			    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas foram realizadas no Laborat&oacute;rio de Oceanografia Geol&oacute;gica da UERJ e passaram pelos processos de secagem em estufa com temperatura m&eacute;dia de 40&#176;C; pesagem em balan&ccedil;a de alta precis&atilde;o; oxida&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica com Per&oacute;xido de Hidrog&ecirc;nio (H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>); elimina&ccedil;&atilde;o dos carbonatos com &Aacute;cido Clor&iacute;drico (HCl); e, finalmente, foram submetidas aos processos de an&aacute;lise granulom&eacute;trica propostos por Krumbein &amp; Pettijohn (1938), Loring &amp; Rantala (1992) e Ponzi (1995). Os dados foram tratados estatisticamente por meio do programa Gradistat e foram obtidos os par&acirc;metros estat&iacute;sticos de Folk &amp; Ward (1957). A textura foi classificada, de acordo com o diagrama complementar de Shepard, entre cascalho, areia e lama (Shepard, 1954; Schlee, 1973).</p> 	    <p>A interpreta&ccedil;&atilde;o dos registros sonogr&aacute;ficos ocorreu por meio de an&aacute;lises qualitativas, da observa&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es encontradas e tamb&eacute;m por meio de uma an&aacute;lise quantitativa, com o <i>software Histog</i>, ainda em desenvolvimento. O princ&iacute;pio do <i>Histog</i> é o estabelecimento de histogramas que representam a frequência dos 256 tons de cinza presentes em <i>pixels</i> de uma imagem de extens&atilde;o <b>.raw</b> no modo <i>grayscale</i>. Nessa escala, quanto mais pr&oacute;ximos do n&uacute;mero <b>0</b>, mais os tons se aproximam do preto, e quanto mais pr&oacute;ximos do n&uacute;mero <b>255</b>, mais os tons se aproximam do branco.</p> 			    <p>O objetivo do uso dessa ferramenta &eacute; obter, por meio da an&aacute;lise quantitativa da distribui&ccedil;&atilde;o e frequ&ecirc;ncia dos pixels da imagem sonogr&aacute;fica, uma classifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es geoac&uacute;sticos presentes nos registros sonogr&aacute;ficos e, assim, dispor de mais crit&eacute;rios para a interpreta&ccedil;&atilde;o. Foram analisadas com o <i>Histog 13</i> imagens (com tamanho de 200 x 200 pixels) que foram extra&iacute;das nas coordenadas onde foram realizadas as coletas das amostras de sedimento.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>3. RESULTADOS</b></p> 			    <p>Na an&aacute;lise do mapeamento realizado na regi&atilde;o adjacente &agrave; praia de Itaipua&ccedil;u, buscou-se identificar regi&otilde;es com as caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas adequadas para uma poss&iacute;vel recupera&ccedil;&atilde;o de praias em eros&atilde;o no Rio de Janeiro. Como as praias em quest&atilde;o s&atilde;o de uso recreativo, as areias que forem utilizadas na recupera&ccedil;&atilde;o devem ter caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas semelhantes. Dessa forma, buscou-se sedimentos com granulometria de areia m&eacute;dia, com baixos teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica e carbonatos.</p> 			    <p>Para uma avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa dos dados sonogr&aacute;ficos, s&atilde;o mostradas, na <a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12f2.jpg" target="_blank">figura 2</a>, as curvas de frequ&ecirc;ncia de tons de cinza de todas as imagens do registro sonogr&aacute;fico, com dimens&otilde;es de 100m x 100m, referentes aos locais onde foram coletadas 13 amostras de sedimento.</p> 			    
<p>A distribui&ccedil;&atilde;o dos tons de cinza &eacute; bastante vari&aacute;vel quando s&atilde;o comparados, conjuntamente, todos os 13 histogramas. Para a an&aacute;lise dessa distribui&ccedil;&atilde;o, foram calculados os seguintes par&acirc;metros estat&iacute;sticos dos histogramas: o maior N&uacute;mero de Ocorr&ecirc;ncia de um tom de cinza (No), Moda (Mo), M&eacute;dia (M), Mediana (Md), Desvio Padr&atilde;o (Dp), Assimetria (As), Coeficiente de Assimetria (Ca) e Curtose (C).</p> 			    <p>O N&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncia indica a homogeneidade das imagens. As que possuem os maiores n&uacute;meros de ocorr&ecirc;ncia de um tom de cinza s&atilde;o mais homog&ecirc;neas. A Moda &eacute; o valor do tom de cinza que det&eacute;m o maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias, indicando o valor mais representativo da imagem analisada.</p> 			    <p>A Mediana &eacute; a medida de tend&ecirc;ncia central da distribui&ccedil;&atilde;o dos tons de cinza, ou seja, o n&uacute;mero que separa a metade inferior da metade superior da amostra. A M&eacute;dia &eacute; o valor que aponta para onde mais se concentram os dados da distribui&ccedil;&atilde;o. A distribui&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia e da mediana foram muito similares.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Desvio Padr&atilde;o representa o quanto os valores dos dados se dispersam em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; M&eacute;dia. Dessa forma, observou-se que as imagens que apresentaram os valores do desvio padr&atilde;o mais altos s&atilde;o mais heterog&ecirc;neas que as outras.</p> 			    <p>A Assimetria &eacute; o grau de afastamento de uma distribui&ccedil;&atilde;o do seu eixo de simetria, podendo ser sim&eacute;trica, positiva ou negativa. Para seu c&aacute;lculo, s&atilde;o analisadas as rela&ccedil;&otilde;es entre os valores da moda, da m&eacute;dia e da mediana. Quando esses valores s&atilde;o iguais, a distribui&ccedil;&atilde;o pode ser considerada sim&eacute;trica. Quando a diferen&ccedil;a entre a M&eacute;dia e a Moda &eacute; maior que zero, a assimetria &eacute; classificada como positiva. Quando essa diferen&ccedil;a &eacute; menor que zero, a assimetria &eacute; negativa.</p> 			    <p>O coeficiente de assimetria considera se a assimetria &eacute; moderada, quando 0,15&#8804;&#124;As&#124;&lt;1, ou forte, quando &#124;As&#124; &#8805; 1, onde:</p> 			    <p>As = 3 (M &ndash; Md)</p> 			    <p>Dp</p> 			    <p>Devido &agrave; escala de tons de cinza utilizada, todas as distribui&ccedil;&otilde;es apresentaram assimetria negativa moderada. Os par&acirc;metros de assimetria e coeficiente de assimetria n&atilde;o evidenciaram uma direta rela&ccedil;&atilde;o de similaridade entre os padr&otilde;es sonogr&aacute;ficos.</p> 			    <p>A curtose indica o n&iacute;vel de achatamento da curva, ou seja, o grau de distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o a um par&acirc;metro, nesse caso, os tons de cinza. Quando C = 0,263, a curva de distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias &eacute; mesoc&uacute;rtica, quando C &gt; 0,263, a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; platic&uacute;rtica, e quando &eacute; C &lt; 0,263, a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; leptoc&uacute;rtica. Os valores da curtose variaram entre 6,02 e 25,68. Dessa forma, a distribui&ccedil;&atilde;o dos tons de cinza de todas as curvas pode ser considerada platic&uacute;rtica. Por&eacute;m, o grau de achatamento das curvas foi correlacionado &agrave; homogeneidade da distribui&ccedil;&atilde;o.</p> 			    <p>Sendo assim, as correla&ccedil;&otilde;es existentes a respeito da distribui&ccedil;&atilde;o dos tons de cinza entre uma imagem e outra foram evidenciadas pela distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de m&aacute;xima ocorr&ecirc;ncia dos tons de cinza, moda, m&eacute;dia, mediana, desvio padr&atilde;o e curtose.</p> 			    <p>Para a melhor observa&ccedil;&atilde;o das semelhan&ccedil;as entre os resultados estat&iacute;sticos derivados da distribui&ccedil;&atilde;o de tons de cinza das imagens, os valores dos par&acirc;metros foram enquadrados na mesma escala (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>                 <p>&nbsp;</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12f3.jpg"/> 			    
<p>&nbsp;</p> 			    <p>A semelhan&ccedil;a entre os valores observados na distribui&ccedil;&atilde;o de cada par&acirc;metro refletiu a concord&acirc;ncia entre as texturas das imagens. &Eacute; importante destacar que, nesse caso, a denomina&ccedil;&atilde;o &ldquo;textura&rdquo; &eacute; empregada para descrever as diferen&ccedil;as visuais do registro sonogr&aacute;fico, que &eacute; diferente de textura do sedimento. A textura da imagem do registro sonogr&aacute;fico pode representar n&atilde;o s&oacute; as caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas, como o relevo e a refletividade do fundo (<i>backscatter</i>).</p> 			    <p>A partir da an&aacute;lise dos dados geof&iacute;sicos, foi poss&iacute;vel a classifica&ccedil;&atilde;o de 5 padr&otilde;es de textura da imagem do registro sonogr&aacute;fico (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>). A delimita&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es foi feita de forma qualitativa, pela observa&ccedil;&atilde;o de diferentes padr&otilde;es de refletividade, e calibrada pela correla&ccedil;&atilde;o dos resultados dos histogramas. Posteriormente, cada um dos padr&otilde;es foi detalhado com os resultados das an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas. A compila&ccedil;&atilde;o dos dados &eacute; apresentada nas <a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t1.jpg" target="_blank">Tabelas 1 a 5</a>.</p> 			    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a></p> 			    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a></p> 			    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a></p> 			    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a></p> 			    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a></p> 			    
<p>&nbsp;</p>     <p>A batimetria da regi&atilde;o variou de 19 a 30m de profundidade. A diferen&ccedil;a de intensidade das cores do registro sonogr&aacute;fico foi comparada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; batimetria, mas n&atilde;o foi encontrada uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a maior profundidade e a menor intensidade do sinal, ou uma maior intensidade em local do registro com maior eleva&ccedil;&atilde;o, o que seria esperado. Os ind&iacute;cios s&atilde;o de que as diferen&ccedil;as de intensidade do registro sonogr&aacute;fico sejam derivadas das caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas, e n&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o batim&eacute;trica.</p> 			    <p>As amostras de sedimento apresentaram, como um todo, porcentagens muito baixas de mat&eacute;ria org&acirc;nica, entre 0,2% e 1,4% (exceto a amostra 3A, com 21,09%), e de carbonatos, entre 0,5% e 6,6% (exceto a amostra 6A, com 14,4%).</p> 			    <p>Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise granulom&eacute;trica, as amostras no geral se apresentaram como sim&eacute;tricas (com as exce&ccedil;&otilde;es 1B e 3A, com assimetria muito negativa, indicando a presen&ccedil;a de sedimentos grossos, e 4A, com assimetria muito positiva, indicando a presen&ccedil;a de finos &ndash; silte e argila). No que se refere &agrave; curtose das curvas de distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica, as amostras se dividiram em leptoc&uacute;rticas e mesoc&uacute;rticas. Sendo assim, pode-se interpretar que algumas &aacute;reas possuem homogeneidade um pouco maior em rela&ccedil;&atilde;o ao tamanho dos gr&atilde;os do que outras.</p> 			    <p>O padr&atilde;o A &eacute; caracterizado por registros sonogr&aacute;ficos de intensidade m&eacute;dia e pouco heterog&ecirc;nea. As amostras de sedimento coletadas na &aacute;rea indicam um sedimento com granulometria de areia m&eacute;dia. No setor oeste do padr&atilde;o, as amostras da esta&ccedil;&atilde;o #1 apresentaram textura de areia e o selecionamento variou de pobremente selecionado a moderadamente selecionado. J&aacute; no setor leste, as amostras da esta&ccedil;&atilde;o #13 apresentaram textura de areia levemente cascalhosa e sedimento moderadamente bem selecionado. Apesar de possuir uma granulometria ideal para a recupera&ccedil;&atilde;o de praias mencionadas, o padr&atilde;o n&atilde;o &eacute; o melhor setor indicado para este destino pela presen&ccedil;a de sedimento pobremente selecionado no setor oeste e pela textura de areia levemente cascalhosa encontrada nas duas amostras da esta&ccedil;&atilde;o #13 no setor leste (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p> 			    
<p>O padr&atilde;o B &eacute; caracterizado por registros sonogr&aacute;ficos de textura heterog&ecirc;nea e intensidade muito alta. As amostras de sedimento coletadas neste padr&atilde;o possuem granulometria de areia grossa, textura de areia levemente cascalhosa e sedimento moderadamente selecionado em duas amostras, e moderadamente bem selecionado na outra amostra. Esse padr&atilde;o n&atilde;o &eacute; recomendado para a recupera&ccedil;&atilde;o das praias indicadas em raz&atilde;o dos resultados dos tr&ecirc;s par&acirc;metros e das caracter&iacute;sticas originais das praias a regenerar (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t2.jpg">Tabela 2</a>).</p> 			    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>O padr&atilde;o C caracteriza-se pelo registro sonogr&aacute;fico de textura homog&ecirc;nea e intensidade m&eacute;dia. Foram coletadas amostras de 4 esta&ccedil;&otilde;es nesse padr&atilde;o. Os resultados das an&aacute;lises granulom&eacute;tricas indicam que a granulometria &eacute; de areia m&eacute;dia, em geral, de textura de areia a areia levemente cascalhosa e sedimento pobremente selecionado a moderadamente bem selecionado. A esta&ccedil;&atilde;o #4 apresentou dois resultados muito diferentes. A amostra 4A tem granulometria grossa, textura de areia cascalhosa e sedimento pobremente selecionado. J&aacute; a amostra 4B apresentou areia m&eacute;dia, com textura areia e sedimento bem selecionado. O padr&atilde;o C poderia ser uma regi&atilde;o recomendada para lavra pela homogeneidade do registro sonogr&aacute;fico de intensidade m&eacute;dia. Por&eacute;m, as amostras de textura de areia levemente cascalhosa e a presen&ccedil;a de sedimentos pobremente selecionados sugerem que a regi&atilde;o n&atilde;o &eacute; t&atilde;o adequada para recupera&ccedil;&atilde;o de praias (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>).</p> 			    
<p>O padr&atilde;o D possui registro sonogr&aacute;fico heterog&ecirc;neo de alta intensidade. As amostras coletadas s&atilde;o de sedimentos moderadamente bem selecionados a bem selecionados, por&eacute;m s&atilde;o de areia m&eacute;dia a grossa com textura de sedimentos de areia levemente cascalhosa. Apenas as informa&ccedil;&otilde;es geof&iacute;sicas j&aacute; sugerem heterogeneidade e textura n&atilde;o indicadas para a recupera&ccedil;&atilde;o de praias em eros&atilde;o. Os par&acirc;metros sedimentol&oacute;gicos confirmaram esse ind&iacute;cio (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a>).</p> 			    
<p>J&aacute; o padr&atilde;o E &eacute; caracterizado por registro sonogr&aacute;fico homog&ecirc;neo de baixa intensidade. As amostras de sedimento indicam que a assinatura desse sinal est&aacute; relacionada a sedimentos compostos por areias m&eacute;dias de textura areia em 5 das 8 amostras coletadas na regi&atilde;o. As outras tr&ecirc;s s&atilde;o amostras de textura areia levemente cascalhosa. Al&eacute;m disso, o sedimento das amostras coletadas nesse padr&atilde;o &eacute; bem selecionado a moderadamente bem selecionado. Essa regi&atilde;o, consideradas as caracter&iacute;sticas das praias a regenerar, apresenta as condi&ccedil;&otilde;es ideais para a lavra de areias quartzosas para recupera&ccedil;&atilde;o dessas praias em eros&atilde;o (<a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a>).</p> 	    
<p>Como pode ser visto na <a href="/img/revistas/rgci/v14n1/14n1a12f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>, parte da &aacute;rea mapeada corresponde &agrave; regi&atilde;o onde ser&aacute; constru&iacute;do o Emiss&aacute;rio Submarino do Complexo Petroqu&iacute;mico do Estado do Rio de Janeiro &ndash; COMPERJ. Um dos impactos previstos no Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento &eacute; a restri&ccedil;&atilde;o de atividades de explora&ccedil;&atilde;o mineral ao longo do tra&ccedil;ado do emiss&aacute;rio (Petrobras, 2010). Sendo assim, mesmo considerando uma &aacute;rea de exclus&atilde;o com laterais equidistantes de 500m do emiss&aacute;rio, a maior &aacute;rea correspondente ao padr&atilde;o E se mant&eacute;m livre.</p> 			    
<p>O padr&atilde;o E possui uma &aacute;rea de 3.625.474m&sup2;. Registros s&iacute;smicos, realizados com perfilador de subfundo, da por&ccedil;&atilde;o mais rasa da &aacute;rea de estudo (Medeiros, 2010), indicam que o pacote sedimentar aparenta ser homog&ecirc;neo por pelo menos 10m de profundidade, livre de afloramentos rochosos. Considerando a lavra da &aacute;rea do padr&atilde;o E, com 1 metro de profundidade, seria poss&iacute;vel a extra&ccedil;&atilde;o de 3.6 x 10<sup>6</sup>m<sup>3</sup> de areias silicicl&aacute;sticas. Com 2 metros de profundidade, o volume chega a, aproximadamente, 7.3x10<sup>6</sup>m<sup>3</sup>. Esse volume seria mais do que o suficiente para recompor, por exemplo, o trecho Ipanema-Leblon.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>4. CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 			    <p>O uso da an&aacute;lise quantitativa do registro sonogr&aacute;fico otimiza o levantamento geof&iacute;sico de uma regi&atilde;o por v&aacute;rios aspectos. A interpreta&ccedil;&atilde;o do mosaico sonogr&aacute;fico pode ser realizada de forma mais precisa e menos subjetiva. Por ser um m&eacute;todo indireto de coleta de dados, n&atilde;o dispensa a parametriza&ccedil;&atilde;o do registro sonogr&aacute;fico com amostras de sedimento. Permite que a parametriza&ccedil;&atilde;o seja mais eficaz, j&aacute; que as esta&ccedil;&otilde;es podem ser selecionadas em diferentes padr&otilde;es pelo aspecto qualitativo e quantitativo. Os <i>softwares</i> que hoje s&atilde;o capazes de fornecer uma classifica&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica do registro sonogr&aacute;fico implicam em um custo que n&atilde;o acompanha o grau de efici&ecirc;ncia da classifica&ccedil;&atilde;o.</p> 			    <p>Com este estudo, foi poss&iacute;vel verificar que setores da &aacute;rea de estudo possuem as caracter&iacute;sticas necess&aacute;rias para servirem como jazidas de areias silicicl&aacute;sticas para a recomposi&ccedil;&atilde;o de praias do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro sujeitas &agrave; eros&atilde;o. Assim, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados geof&iacute;sicos, de forma qualitativa e quantitativa, foi poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o de 5 padr&otilde;es geoac&uacute;sticos distintos. Com a an&aacute;lise dos par&acirc;metros sedimentol&oacute;gicos e de distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica, foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es entre a textura, a granulometria e o selecionamento dos gr&atilde;os com o sinal ac&uacute;stico derivado do sonar. Sendo assim, buscou-se padr&otilde;es de sedimentos bem selecionados, com granulometria de areia m&eacute;dia e textura areia, como pacote sedimentar ideal para a recupera&ccedil;&atilde;o das praias, a fim de propor sedimentos que mantenham as caracter&iacute;sticas morfodin&acirc;micas das praias a serem recompostas.</p> 			    <p>Os padr&otilde;es B e D apresentaram uma maior intensidade do sinal ac&uacute;stico e uma heterogeneidade da imagem do registro sonogr&aacute;fico. Como esperado, amostras coletadas nesses padr&otilde;es indicam a presen&ccedil;a de areias grossas e textura de areia levemente cascalhosa. Os padr&otilde;es A e C apresentaram uma intensidade mediana do registro sonogr&aacute;fico. A maioria das amostras coletadas sob esse padr&atilde;o apresentaram granulometria de areia m&eacute;dia, textura de areia levemente cascalhosa e sedimentos de pobremente selecionados a moderadamente bem selecionados.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O padr&atilde;o E apresentou caracter&iacute;sticas muito pr&oacute;ximas &agrave;s buscadas no objetivo deste estudo. O sinal ac&uacute;stico apresentou uma intensidade baixa e uma homogeneidade na imagem do registro sonogr&aacute;fico. A parametriza&ccedil;&atilde;o pelas amostras indicou que esse sinal pode ser relacionado &agrave; presen&ccedil;a de sedimentos bem selecionados a moderadamente bem selecionados, de granulometria areia m&eacute;dia e textura areia, na sua maioria. Recomenda-se que este m&eacute;todo seja aplicado em regi&otilde;es com caracter&iacute;sticas similares para a busca de &aacute;reas fontes. Adicionalmente, fazem-se necess&aacute;rios estudos com mais m&eacute;todos geof&iacute;sicos para a cubagem de jazidas, amostragens de sedimentos, coletas de testemunhos para parametriza&ccedil;&atilde;o e estudos comparativos entre os sedimentos das &aacute;reas fontes e as &aacute;reas a serem recuperadas, como proposto por Oliveira e Muehe (2013).</p> 			    <p>Recomenda-se, ainda, que, junto a este m&eacute;todo, sejam realizados estudos a respeito dos poss&iacute;veis impactos ambientais sobre as comunidades bent&ocirc;nicas por todos os aspectos que possam afet&aacute;-las. Devem ser previstos estudos sobre a din&acirc;mica sedimentar e caracteriza&ccedil;&atilde;o bent&ocirc;nica tanto das &aacute;reas fontes de sedimento quanto das &aacute;reas a serem recuperadas. Dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel evitar a lavra sobre comunidades mais sens&iacute;veis e amea&ccedil;adas, e tamb&eacute;m verificar se grupos presentes nas &aacute;reas fontes podem representar algum risco a esp&eacute;cies pertencentes &agrave;s &aacute;reas a serem recuperadas.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p> 	    <p>Este trabalho resultou de recursos obtidos por meio de Bolsa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da CAPES advinda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e de financiamentos da FAPERJ e do CNPq. Expressamos, tamb&eacute;m, os nossos agradecimentos &agrave; equipe do Laborat&oacute;rio de Oceanografia Geol&oacute;gica da UERJ.</p> 			    <p>O <i>software Histog</i> est&aacute; ainda em desenvolvimento pelo ge&oacute;logo Claudio Gino Gallea, da empresa Tethys Geof&iacute;sica Ambiental, com a colabora&ccedil;&atilde;o do Prof. Dr. Arthur Ayres Neto, docente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geologia e Geof&iacute;sica Marinha da Universidade Federal Fluminense.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> 			    <!-- ref --><p>Belligotti, F.M. (2009) - <i>Avalia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica da profundidade de converg&ecirc;ncia (profundidade de Fechamento) de perfis de tr&ecirc;s praias de energia moderada a alta no litoral do Rio de Janeiro</i>. 130p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Geografia, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. <i>Unpublished</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-8872201400010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dean, R.G. (2002) - <i>Beach Nourishment: theory and practice</i>. 399 p., World Scientific Publishing, Singapura..ISBN: 978-9810215484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-8872201400010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>Dias G.T.M.; El Robrini M.; Freire G.S.F.; Figueiredo Jr., A.G. (2004) - <i>Cartas de Sedimento de Fundo. &Aacute;reas da Oceanografia Geol&oacute;gica (Sul, Central, Nordeste e Norte)</i>. Programa de Avalia&ccedil;&atilde;o do Potencial Sustent&aacute;vel dos Recursos Vivos na Zona Econ&ocirc;mica Exclusiva &ndash; REVIZEE, MMA, CD-ROM de Cartas Sedimentol&oacute;gicas, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.</p> 			    <!-- ref --><p>Folk, R.L.; Ward, W.C. (1957) - Brazos river bar: a study in the significance of grain size parameters. <i>Journal of Sedimentary Petrology</i>, 27(1):3-26. Available at <a href="http://www.er.uqam.ca/nobel/aqqua1/articles/Folk_Ward_27(1)-3.pdf" target="_blank">http://www.er.uqam.ca/nobel/aqqua1/articles/Folk_Ward_27(1)-3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-8872201400010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kaji, A.; Lopes, I.T.P.; Rech, M.; Sperle, M. (2006) - Estudo da Din&acirc;mica Sedimentar da Praia da Macumba, RJ. <i>Simp&oacute;sio Brasileiro de Oceanografia - Anais</i>, IO-USP, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-8872201400010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <!-- ref --><p>Komar, P.D. (1998) - <i>Beach Processes and Sedimentation</i>. 2nd ed., 544p., Prentice Hall, Englewood Cliffs, NJ, U.S.A. ISBN: 9780137549382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-8872201400010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <!-- ref --><p>Krumbein, W.C.; Pettijohn, F. J. (1938) - <i>Manual of sedimentary petrography</i>. 549p., AppletonCentury-Crofts, New York, U.S.A. ISBN: 0918985781.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-8872201400010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Loring, D.H.; Rantala, R.T.T. (1992) - Manual for the geochemical analyses of marine sediments and suspended particulate matter. <i>Earth-Science Reviews</i>, 32(4):235-283. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0012-8252(92)90001-A" target="_blank">10.1016/0012-8252(92)90001-A</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201400010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Medeiros, N.S. (2010) - <i>Mapeamento de jazidas de areias quartzosas na plataforma continental interna do Rio de Janeiro: estudo de caso no trecho Fortaleza de Santa Cruz &ndash; Itaipua&ccedil;u</i>. 78 p., Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> 			    <!-- ref --><p>Muehe, D. 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Available at: <a href="http://146.155.48.139/gestioncostera/pdf/Internacional/Proyecto ORLA Brasil/volume3.pdf" target="_blank">http://146.155.48.139/gestioncostera/pdf/Internacional/Proyecto%20ORLA%20Brasil/volume3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-8872201400010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2006) - <i>Eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o no litoral brasileiro</i>. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. <a href="http://www.mma.gov.br/publicacoes/gestao-territorial/category/80-gestao-costeira-g-erosao-e-progradacao" target="_blank">http://www.mma.gov.br/publicacoes/gestao-territorial/category/80-gestao-costeira-g-erosao-e-progradacao</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201400010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Neves, C.; Muehe, D. (2008) - Vulnerabilidade, impactos e adapta&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;as do clima: a zona costeira. In: Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (org.), <i>Parcerias Estrat&eacute;gicas</i> (ISSN: 1413-9375), pp.27: 73-108, Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISSN: 1413-9375. Available at: <a href="http://www.cgee.org.br/parcerias/p27.php" target="_blank">http://www.cgee.org.br/parcerias/p27.php</a></p> 			    <p>Oliveira, F.J.; Muehe, D. (2013) - Identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de sedimentos compat&iacute;veis na plataforma continental interna para recupera&ccedil;&atilde;o de praias entre as cidades de Niter&oacute;i e Maca&eacute; &ndash; Rio de Janeiro. <i>Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada / Journal of Integrated Coastal Zone Management</i>, 13(1):89-99. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5894/rgci362" target="_blank">10.5894/rgci362</a></p> 			    <p>Petrobras (2010) - <i>Implanta&ccedil;&atilde;o do Emiss&aacute;rio Terrestre e Submarino do Complexo Petroqu&iacute;mico do Estado do Rio de Janeiro &ndash; COMPERJ</i>. Relat&oacute;rio de Impacto Ambiental, INEA, Rio de Janeiro, Brasil. Available at: <a href="http://www.inea.rj.gov.br/fma/download_" target="_blank">http://www.inea.rj.gov.br/fma/download_</a></p> 			    <!-- ref --><p>Ponzi, V.R.A. (1995) - <i>M&eacute;todo de an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas de amostras marinhas: Representa&ccedil;&atilde;o de resultados atrav&eacute;s de gr&aacute;ficos e mapas. Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Geologia e Geof&iacute;sica Marinha. LAGEMAR/UFF</i>, 51p., Niter&oacute;i, Brasil. <i>Unpublished</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201400010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <!-- ref --><p>Schlee, J. (1973) -<i>Atlantic Continental Shelf and Slope of the United States sediment texture of the northeastern part</i>. 64p., U.S. Geological Survey Professional Paper, 529-L, Washington, USA. Available at: <a href="http://pubs.usgs.gov/pp/0529l/report.pdf" target="_blank">http://pubs.usgs.gov/pp/0529l/report.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201400010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shepard, F.P. (1954) - Nomenclature based on sand-silt-clay ratios. <i>Journal Sedimentary Petrology</i>, 24(3):151-158. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1306/D4269774-2B26-11D7-8648000102C1865D" target="_blank">10.1306/D4269774-2B26-11D7-8648000102C1865D</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201400010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sperle, M.; Ara&uacute;jo, l.; Martins, C. (1999) - Din&acirc;mica Sedimentar em Praias Arenosas Holoc&ecirc;nicas: Uma Proposta Metodol&oacute;gica.  ABEQUA - <i>Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos do Quatern&aacute;rio</i>, 1(7), Porto Seguro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201400010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p>&nbsp;</p>                 <p><a name="0"></a><a href="#top0">*</a>Submission: 13 July 2013; Evaluation: 21 August 2013; Reception of revised manuscript: 22 December 2013; Accepted: 12 February 2014; Available on-line: 17 February  2014</p>  	     ]]></body><back>
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