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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci486</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação dos Impactos ambientais e socioeconômicos da aquicultura na região estuarina-lagunar de Cananéia, São Paulo, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of environmental impacts and socio-economic aspects of aquaculture in the region estuarine-lagoon of Cananea, São Paulo, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this work is to introduce reflections on the environmental impacts of the aquaculture and analyze interventions in the estuary of Cananéia. The assessment of impacts was analyzed in existing aquaculture ventures and initiatives that did no continue in the estuarine lagoon area of the city of Cananéia, located on the southern coast of São Paulo State, approximately 270 km of the capital of this state. Part of the data to make the survey was obtained from field work to assess the crops, and through interviews conducted between the years 2009 and 2010, representatives of seven productive Oyster family communities, where each producer constituted a unit sample of environmental impact of technology. Other data were collected in the literature and on the basis of facts available. In addition, the cause-effect matrix was used, identifying the classification of the impacts generated by mariculture as High (S), Medium (M) and Low (B) depending on the analyses performed. The results were: Cultivation of mangrove oysters in trays - low impact; Cultivation of fish cobia - medium impact; Cultivation of exotic Oyster - low impact; Mussel cultivation of Costão - low impact; Pink shrimp cultivation - medium impact; Cultivation of exotic shrimp - medium impact Mariculture in Cananéia displays actual potential impacts classified as low to medium, from an environmental point of view, and far more positive than negative impacts on social economic of the municipality. However, there is a need to proceed with the planning process responsible conduct of mariculture, especially during the expansion process in the same municipality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p>    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o dos Impactos ambientais e socioecon&ocirc;micos     da aquicultura na regi&atilde;o estuarina-lagunar de Canan&eacute;ia, S&atilde;o Paulo, Brasil<a href="#0">*</a><a name="top0"></a></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Assessment of environmental impacts and socio-economic     aspects of aquaculture in the region estuarine-lagoon of Cananea, S&atilde;o Paulo,     Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Edison Barbieri<sup>@,1</sup>;     H&eacute;lcio Luiz de Almeida Marquez<sup>1</sup>; Marcos Buhrer Campolim<sup>2</sup>, Patr&iacute;cia Ishisaki Salvarani<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author: &lt;<a href="mailto:medisonbarbieri@yahoo.com">medisonbarbieri@yahoo.com</a>&gt;</p> <sup>1</sup>Instituto de Pesca-APTA-SAA/SP, Caixa Postal 157, Canan&eacute;ia, SP, 11990-000, Brasil.    <br> <sup>2</sup>Instituto Florestal &ndash; Secretaria do meio Ambiente &ndash; Governo do Estado de S&atilde;o Paulo.    <br> <sup>3</sup>Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio de Santiago - 3810-193 Aveiro, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>    <p><b>RESUMO</b></p>       <p>O objetivo deste artigo foi introduzir reflex&otilde;es sobre os impactos     ambientais da aquicultura e analisar interven&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o estuarinalagunar de     Canan&eacute;ia. A avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos foi analisada em empreendimentos de     aquicultura existentes e em iniciativas que n&atilde;o tiveram continuidade na regi&atilde;o     estuarina-lagunar do Munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia, localizado no litoral sul do estado     de S&atilde;o Paulo, cerca de 270 km da capital deste estado. Parte dos dados para     fazer o levantamento foi obtida a partir de sa&iacute;das a campo, para avaliar os     cultivos, e por meio de entrevistas, realizadas entre os anos de 2009 e 2010,     aos representantes de sete comunidades produtivas familiares de ostras, em que     cada produtor constituiu uma unidade amostral de impacto ambiental da     tecnologia. Os demais dados foram levantados na literatura e em bases de dados     dispon&iacute;veis. Al&eacute;m disso, utilizou-se a Matriz de causa-efeito, identificando a     classifica&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pela maricultura como Alto (S), M&eacute;dio (M) e     Baixo (B) em fun&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises efetuadas. Os resultados obtidos foram:     Cultivo de ostras do mangue em tabuleiros &ndash; impacto baixo; Cultivo de peixe     bejupir&aacute; &ndash; impacto m&eacute;dio; Cultivo de ostra ex&oacute;tica &ndash; impacto baixo; Cultivo de     mexilh&atilde;o do cost&atilde;o - impacto baixo; Cultivo de camar&atilde;o rosa &ndash; impacto m&eacute;dio;     Cultivo de camar&atilde;o ex&oacute;tico &ndash; impacto m&eacute;dio. A maricultura em Canan&eacute;ia apresenta     impactos reais e potenciais classificados como baixo a m&eacute;dio, do ponto de vista     ambiental, e, at&eacute; o momento, mais impactos positivos do que negativos     socioecon&ocirc;micos no munic&iacute;pio. Todavia, h&aacute; a necessidade de prosseguir com a     condu&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel do processo de ordenamento da maricultura, principalmente     durante seu processo de expans&atilde;o no munic&iacute;pio.</p>       <p><b>Palavras-chave</b>:</b> Impactos, aquicultura, Canan&eacute;ia, estu&aacute;rio.</p> <hr size="1" noshade>      <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The objective of this work is to introduce reflections     on the environmental impacts of the aquaculture and analyze interventions in     the estuary of Canan&eacute;ia. The assessment of impacts was analyzed in existing     aquaculture ventures and initiatives that did no continue in the estuarine     lagoon area of the city of Canan&eacute;ia, located on the southern coast of S&atilde;o Paulo     State, approximately 270 km of the capital of this state. Part of the data to     make the survey was obtained from field work to assess the crops, and through     interviews conducted between the years 2009 and 2010, representatives of seven     productive Oyster family communities, where each producer constituted a unit     sample of environmental impact of technology. Other data were collected in the     literature and on the basis of facts available. In addition, the cause-effect     matrix was used, identifying the classification of the impacts generated by     mariculture as High (S), Medium (M) and Low (B) depending on the analyses     performed. The results were: Cultivation of mangrove oysters in trays - low     impact; Cultivation of fish cobia - medium impact; Cultivation of exotic Oyster     &ndash; low impact; Mussel cultivation of Cost&atilde;o - low impact; Pink shrimp     cultivation - medium impact; Cultivation of exotic shrimp - medium impact     Mariculture in Canan&eacute;ia displays actual potential impactsclassified as low to medium, from an environmental point of view,     and far more positive than negative impacts on social economic of the     municipality. However, there is a need to proceed with the planning process     responsible conduct of mariculture, especially during the expansion process in     the same municipality.</p>       <p><b>Keywords:</b> Environmental impacts,     aquaculture, Canan&eacute;ia, estuary</i>.</p> <hr size="1" noshade>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>A maricultura &eacute; reconhecida mundialmente como uma     importante alternativa de gera&ccedil;&atilde;o de empregos, renda e alimento, que tem     contribu&iacute;do para a fixa&ccedil;&atilde;o de comunidades tradicionais em seus locais de     origem. O esgotamento dos estoques de recursos pesqueiros decorrente do     excessivo esfor&ccedil;o de pesca observado mundialmente durante o s&eacute;culo passado     exige que cada vez mais os governos elaborem para seus pa&iacute;ses pol&iacute;ticas de     desenvolvimento sustent&aacute;vel da maricultura, uma vez que essa atividade possui     um enorme potencial de contribui&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento social da zona     costeira. Particularmente, a malacocultura &eacute; considerada pela Organiza&ccedil;&atilde;o de     Agricultura e Alimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (FAO/ONU) uma atividade     ambientalmente sustent&aacute;vel. O fomento e a promo&ccedil;&atilde;o do cultivo de moluscos     promovem tamb&eacute;m a preserva&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais marinhos.     Essa atividade n&atilde;o s&oacute; prov&ecirc; uma colheita sustent&aacute;vel de alta qualidade e valor     do ambiente marinho, como tamb&eacute;m prov&ecirc; a fixa&ccedil;&atilde;o de comunidades tradicionais     costeiras em seus locais de origem, gera empregos e desenvolvimento social     local, ao mesmo tempo em que proporciona benef&iacute;cios tang&iacute;veis ao ambiente     marinho.</p>       <p>Segundo dados da FAO (2010), a maricultura mundial vem     apresentando uma r&aacute;pida expans&atilde;o, tendo passado de 16,7 milh&otilde;es de toneladas em     2004 para 20,1 milh&otilde;es em 2009, configurando um aumento de 20,4%, enquanto o     setor da pesca decresceu nesse per&iacute;odo, tendo passado de 83,8 para 79,9 milh&otilde;es     de toneladas. Em 2004, a maricultura contribu&iacute;a com 16,6% do total de pescados     produzidos no mundo, produ&ccedil;&atilde;o essa que passou para 20,1% em 2009. Em contraste     com o crescente decl&iacute;nio da pesca, a aquicultura &eacute; vista como alternativa para     manter a demanda mundial dos produtos aqu&aacute;ticos. Se mantido o desenvolvimento     atual, nos pr&oacute;ximos 15 anos, 32% da produ&ccedil;&atilde;o total mundial de pescados marinhos     ser&atilde;o provenientes da maricultura.</p>       <p>No     Brasil, a maricultura vem se expandindo progressivamente, principalmente a     partir da d&eacute;cada de 90, expans&atilde;o essa representada pelos moluscos bivalves nas     regi&otilde;es Sul e Sudeste e pelos camar&otilde;es marinhos nas regi&otilde;es Norte e Nordeste.</p>       <p>O     r&aacute;pido crescimento representou formas diversas de desenvolvimento, variando     desde sistemas familiares, com baixa necessidade de investimentos e utilizando     tecnologias rudimentares, a grandes empreendimentos, com     altos investimentos e sofistica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Tem, ainda, contribu&iacute;do     significativamente para a melhoria dos padr&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o costeira,     como tamb&eacute;m para a balan&ccedil;a comercial das regi&otilde;es produtoras (SEAP, 2004).</p>     <p>Segundo     o MMA (2010), o Brasil apresentou a produ&ccedil;&atilde;o de 78.405 t de produtos de     maricultura em 2007, dos quais 65.000 t s&atilde;o de camar&otilde;es e 13.405 t     representadas pelos moluscos. O valor total de produ&ccedil;&atilde;o de maricultura &eacute; de R$     376,8 milh&otilde;es, dos quais R$ 25,8 milh&otilde;es s&atilde;o representados pelos moluscos.</p>       <p>Paralelamente     ao crescimento da maricultura, aumenta a cada dia a consci&ecirc;ncia de que, para o     desenvolvimento respons&aacute;vel e sustent&aacute;vel dessa atividade, &eacute; necess&aacute;rio um     cuidadoso planejamento participativo quanto ao ordenamento dos cultivos e um     criterioso manejo destes, de forma a prevenir e reduzir os impactos ambientais     e socioecon&ocirc;micos resultantes da implanta&ccedil;&atilde;o comercial dessa atividade. As     regi&otilde;es litor&acirc;neas s&atilde;o, em geral, extremamente vulner&aacute;veis a a&ccedil;&otilde;es com pouco ou     nenhum planejamento, devido ao crescente aumento da popula&ccedil;&atilde;o residente, &agrave;     grande varia&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o flutuante e &agrave; ampla variedade de atividades     econ&ocirc;micas desenvolvidas nessas &aacute;reas, como as pesqueiras, as portu&aacute;rias e o     turismo. O desenvolvimento da maricultura nessas regi&otilde;es deve ser integrado     com as demais atividades nelas desenvolvidas, mitigando os conflitos dos usos     dos recursos naturais e, ainda, de acordo com Bardach (1997), deve assegurar o     uso racional dos recursos naturais,proteger e preservar a integridade funcional     dos ecossistemas costeiros, garantir que os benef&iacute;cios sociais e econ&ocirc;micos     originados nas diversas atividades sejam distribu&iacute;dos entre os usu&aacute;rios dos     recursos da forma mais igualit&aacute;ria poss&iacute;vel, encorajar os governos locais e os     produtores a participarem do planejamento e acompanhamento do desenvolvimento da     maricultura, promover a conscientiza&ccedil;&atilde;o e a aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas para os aspectos     ambientais, promover a coopera&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios nas a&ccedil;&otilde;es destinadas a reduzir a     produ&ccedil;&atilde;o de impactos ambientais, entre outros objetivos.</p>       <p>Segundo     Pillay (1992), considera-se impacto ambiental qualquer altera&ccedil;&atilde;o das     propriedades f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas do meio ambiente, causada por     qualquer forma de mat&eacute;ria ou energia resultante das atividades humanas que,     direta ou indiretamente, afetam a sa&uacute;de, a seguran&ccedil;a e o bem-estar da     popula&ccedil;&atilde;o; as atividades sociais e econ&ocirc;micas; a biota, as condi&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas     e      sanit&aacute;rias do meio ambiente e a qualidade dos recursos     ambientais. Essas altera&ccedil;&otilde;es precisam ser quantificadas, pois apresentam     varia&ccedil;&otilde;es relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas     (Tommasi, 1994). As diferentes modalidades de aquicultura podem gerar impactos     ambientais diversos, dependendo, principalmente, do sistema de cultivo     (sistemas fechados, semiabertos e abertos); da modalidade de aquicultura (&aacute;gua     doce ou marinha); das esp&eacute;cies utilizadas e especialmente da densidade e     quantidade de produ&ccedil;&atilde;o. Devido &agrave;s in&uacute;meras vari&aacute;veis que podem influenciar na     gera&ccedil;&atilde;o ou identifica&ccedil;&atilde;o de tais impactos, e por ser uma atividade     relativamente recente no Brasil, poucos estudos conclusivos foram publicados     sobre os poss&iacute;veis impactos ambientais causados pela aquicultura, especialmente     pela maricultura. Ainda assim, em qualquer forma de produ&ccedil;&atilde;o, o impacto ao meio     ambiente ocorre atrav&eacute;s de tr&ecirc;s processos: o consumo de recursos naturais, o     processo de transforma&ccedil;&atilde;o (processamento) e a gera&ccedil;&atilde;o de produtos finais     (res&iacute;duos).</p>     <p>Segundo     Pillay (1992), os principais impactos ambientais causados pela aquicultura     (englobando a piscicultura e a carcinicultura) s&atilde;o os conflitos com o uso dos     corpos d&rsquo;&aacute;gua, a sedimenta&ccedil;&atilde;o e obstru&ccedil;&atilde;o dos fluxos de &aacute;gua, a     hipernutrifica&ccedil;&atilde;o e eutrofiza&ccedil;&atilde;o, a descarga dos efluentes de viveiros e a     polui&ccedil;&atilde;o por res&iacute;duos qu&iacute;micos empregados nas diferentes fases do cultivo.</p>       <p>O     objetivo de se estudar os impactos ambientais &eacute;, principalmente, o de avaliar     as consequ&ecirc;ncias de algumas a&ccedil;&otilde;es, para que possa haver a manuten&ccedil;&atilde;o da     qualidade ambiental atrav&eacute;s da execu&ccedil;&atilde;o de certos projetos ou a&ccedil;&otilde;es, logo ap&oacute;s     a implementa&ccedil;&atilde;o dos cultivos ou ao longo de sua execu&ccedil;&atilde;o. No Brasil, a     Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental (AIA) envolve um conjunto de m&eacute;todos e t&eacute;cnicas     de gest&atilde;o ambiental reconhecidas, com a finalidade de identificar, predizer e     interpretar os efeitos e impactos sobre o meio ambiente decorrentes de a&ccedil;&otilde;es propostas     de desenvolvimento.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A &aacute;rea de estudo foi a regi&atilde;o estuarina lagunar de     Canan&eacute;ia (<a href="#f1">Figura 1</a>), a qual est&aacute; inserida na por&ccedil;&atilde;o central do Complexo     Estuarino Lagunar de Iguape, Canan&eacute;ia e Paranagu&aacute;, &aacute;rea considerada Patrim&ocirc;nio     da Humanidade pela UNESCO, em decorr&ecirc;ncia de sua import&acirc;ncia ambiental e     cultural, e que possui em grande parte de seu territ&oacute;rio unidades de     conserva&ccedil;&atilde;o federais, estaduais, municipais e particulares. Apresenta grande     concentra&ccedil;&atilde;o de manguezais e ocorrem coletores e pescadores profissionais e     pescadores amadores. Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta     metodol&oacute;gica para avalia&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida dos impactos da aquicultura sobre o ambiente     estuarino de Canan&eacute;ia, como forma de contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da atividade de     maricultura respons&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Material e m&eacute;todos</b></p>       <p>Foi realizada revis&atilde;o     bibliogr&aacute;fica sobre esp&eacute;cies cultivadas na regi&atilde;o e os impactos ocasionados     pela instala&ccedil;&atilde;o de empreendimentos de aquicultura, e foram definidos crit&eacute;rios     para an&aacute;lise dos impactos potenciais e existentes com base nas refer&ecirc;ncias     consultadas e, principalmente, em mais de 30 levantamentos em campo, para se     avaliar as caracter&iacute;sticas da qualidade da &aacute;gua no estu&aacute;rio, al&eacute;m das condi&ccedil;&otilde;es     ambientais e socioecon&ocirc;micas das comunidades que utilizavam cultivos como forma     de vida.</p>       <p>Parte dos dados para o     levantamento foram obtidos a partir de sa&iacute;das a campo, para se avaliar os     cultivos, e atrav&eacute;sde entrevistas semiestruturadas (Viertler, 2002) realizadas     entre os anos de 2009 e 2010, com os representantes de sete comunidades     produtivas familiares de ostras, em que cada produtor constituiu uma unidade     amostral. As quest&otilde;es abordadas foram relativas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es     socio-econ&ocirc;micas, de manejo para a produ&ccedil;&atilde;o, de recupera&ccedil;&atilde;o de estoques e da     qualidade ambiental dos cultivos. Com base nos levantamentos e nas an&aacute;lises     efetuadas, foi aplicada uma Matriz de causa - efeito elaborada por n&oacute;s,     identificando a classifica&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pela maricultura como Alto     (A), M&eacute;dio (M) e Baixo.</p>       <p><b>2.1. Classifica&ccedil;&atilde;o dos impactos ambientais gerados pela maricultura</b></p>       <p>A <a href="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a> resume os principais impactos causados no ambiente aqu&aacute;tico pela aquicultura, suas raz&otilde;es e causas. As matrizes de causa-efeito constituem uma     lista de a&ccedil;&otilde;es humanas e outros indicadores de impacto  </p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>ambiental,     que se relacionam em um fluxograma matricial. S&atilde;o muito &uacute;teis quando se trata     de identificar a origem de certos impactos, por&eacute;m t&ecirc;m limita&ccedil;&otilde;es para     estabelecer intera&ccedil;&otilde;es, definir impactos secund&aacute;rios ou terci&aacute;rios e realizar     considera&ccedil;&otilde;es temporais no tempo e no espa&ccedil;o (<a href="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03t2.jpg" target="_blank">tabela 2</a>).</p>       
<p>Eler     (2007) discute crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o de impactos ambientais     em aquicultura e indica a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental brasileira como crit&eacute;rio     norteador. Como proposta metodol&oacute;gica de classifica&ccedil;&atilde;o de impacto, este estudo     tem por base as propostas analisadas e a identifica&ccedil;&atilde;o e tipifica&ccedil;&atilde;o dos     potenciais impactos. Definiu-se uma matriz de an&aacute;lise com crit&eacute;rios gen&eacute;ricos     quanto &agrave; tipifica&ccedil;&atilde;o de impactos, por&eacute;m focados quanto &agrave; magnitude.</p>     <p>Os     crit&eacute;rios propostos neste estudo s&atilde;o:</p>       <p>a -     Legisla&ccedil;&atilde;o ambiental:</p>       <p>As     determina&ccedil;&otilde;es legais s&atilde;o aquelas que, tanto a n&iacute;vel federal como estadual e,     eventualmente, municipal, condicionam atendimentos t&eacute;cnicos para obten&ccedil;&atilde;o de     licen&ccedil;as ambientais. Classificado como: atende plenamente regulamenta&ccedil;&otilde;es     ambientais, atende parcialmente e n&atilde;o atende;</p>       <p>b -     Perturba&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente: Intensidade do impacto com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es     naturais existentes e aos potenciais fatores acumulativos de perturba&ccedil;&otilde;es j&aacute;     presentes. A condi&ccedil;&atilde;o de relev&acirc;ncia da qualidade dos ambientes naturais onde se     encontra o empreendimento, tais como a presen&ccedil;a de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o de     prote&ccedil;&atilde;o integral e uso sustent&aacute;vel, proximidades de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o     permanente, aqu&iacute;feros etc, &eacute; fator de destaque nesta an&aacute;lise. A exist&ecirc;ncia de     esp&eacute;cies nativas cultivadas apresenta car&aacute;ter positivo. Classificado como:     importante, regular e escasso;</p>       <p>c - Risco     de ocorr&ecirc;ncia de impactos: Entendido como a probabilidade de que os impactos     estejam presentes. Classificado como: muito prov&aacute;vel, prov&aacute;vel, pouco prov&aacute;vel;</p>       <p>d - &Aacute;rea     de extens&atilde;o ou regi&atilde;o envolvida: Trata-se da &aacute;rea territorial de influ&ecirc;ncia     potencial do empreendimento. Classificado como: regional, local e pontual;</p>       <p>e -     Dura&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo: Per&iacute;odo de dura&ccedil;&atilde;o dos impactos, que pode variar     desde o tempo em que o projeto estiver em instala&ccedil;&atilde;o, em atividade e at&eacute; ap&oacute;s     sua paralisa&ccedil;&atilde;o. Classificado como: permanente, m&eacute;dia e curta;</p>       <p>f -     Reversibilidade: Na finaliza&ccedil;&atilde;o do projeto, o local volta ou n&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es     ambientais iniciais. Classificado como: revers&iacute;vel e n&atilde;o requer ajuda humana,     revers&iacute;vel parcial, necessita de ajuda humana, e irrevers&iacute;vel, no caso de gerar     uma nova condi&ccedil;&atilde;o ambiental.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     <a href="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03t3.jpg" target="_blank">tabela 3</a> apresenta os crit&eacute;rios propostos de an&aacute;lise de impactos e sua     magnitude. Adotou-se a escala de 1-9, em decorr&ecirc;ncia da possibilidade de     detalhar a magnitude do crit&eacute;rio de impacto em inexistente (1-3), pouco     existente (4-6) ou existente (7-9).</p>       
<p>A     partir da somat&oacute;ria dos crit&eacute;rios, foi estabelecida sua inser&ccedil;&atilde;o em escala de an&aacute;lise.     Essa escala foi proposta com base no enquadramento m&aacute;ximo dos fatores positivos     e negativos, sendo determinado um gradiente de enquadramento dos impactos     negativos em qualidade de alto, m&eacute;dio e baixo.</p>       <p><b>Classifica&ccedil;&atilde;o de impactos: Impacto total = L+P+O+E+D+R</b></p>       <p><b>Impacto Negativo (-): Alto &gt; 37 M&eacute;dio 36&gt;19 Baixo &lt; 18</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>3. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>       <p>Normalmente, os projetos implantados com a finalidade     de satisfazer algumas necessidades humanas resultam em uma estrutura bem     definida de fen&ocirc;menos, que pode ser mais bem compreendida com o aux&iacute;lio do     fluxograma da <a href="#f2">figura 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns projetos causam perturba&ccedil;&otilde;es ambientais somente na fase de implanta&ccedil;&atilde;o     (Barbieri e Cavalheiro, 1998). A maioria, no entanto, uma vez em funcionamento,     causa dist&uacute;rbios permanentes (Buschmann, 2001). Outros causam dist&uacute;rbios graves     desde sua implanta&ccedil;&atilde;o at&eacute; o funcionamento (Buschmann, 2001). Normalmente, os     efeitos ambientais que acompanham tais projetos n&atilde;o s&atilde;o lineares, mas refletem-se     em cadeias complexas de inera&ccedil;&otilde;es de retroalimenta&ccedil;&atilde;o entre causas e efeitos.     Assim sendo, o &oacute;rg&atilde;o competente, ao autorizar um empreendimento, deveria levar     em conta o fluxograma da <a href="#f3">figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O que deve ser real&ccedil;ado nesse fluxograma &eacute; que, ap&oacute;s o impacto, teremos as     medidas mitigat&oacute;rias e as pol&iacute;ticas ambientais ao n&iacute;vel municipal e/ou regional     e, por fim, a gest&atilde;o feita com todos os setores envolvidos, de forma aberta e     participativa.</p>       <p>Os     principais impactos observados em empreendimentos de aquicultura que foram     levados em considera&ccedil;&atilde;o para este estudo foram:</p>       <p><b>3.1. Impactos de cultivos n&atilde;o arra&ccedil;oados (Moluscos     Bivalves)</b></p>       <p>O     cultivo de organismos filtradores, como os moluscos, ainda que n&atilde;o implique em     administra&ccedil;&atilde;o externa de alimento, pode concentrar elementos excretados nas     imedia&ccedil;&otilde;es dos locais     de cultivo. Entretanto, &eacute; necess&aacute;rio salientar que o impacto causado por essas     excre&ccedil;&otilde;es &eacute; pelo menos 15 vezes menor do que o causado por organismos que     requerem um aporte ex&oacute;geno de alimento (FAO 2004), como no caso dos camar&otilde;es e     peixes, apesar de que esse impacto pode ser maior ou menor, dependendo     principalmente das condi&ccedil;&otilde;es ambientais dos locais onde os empreendimentos     est&atilde;o instalados. Os res&iacute;duos s&oacute;lidos gerados pelo cultivo de moluscos     filtradores s&atilde;o compostos de fezes e pseudofezes do animal, sendo as     pseudofezes nada mais do que a por&ccedil;&atilde;o de alimento filtrado que &eacute; rejeitado     junto com muco antes de ser ingerido, ap&oacute;s uma sele&ccedil;&atilde;o do sistema filtrador do     animal em busca de part&iacute;culas de maior teor org&acirc;nico. Juntos, fezes e     pseudofezes s&atilde;o tamb&eacute;m chamadas de biodep&oacute;sitos.</p>       <p>É importante frisar que, diferentemente de outras     formas de aquicultura que utilizam rações, nenhum alimento consumido por     moluscos bivalves é adicionado ao ambiente. Eles se alimentam exclusivamente     de partículas que ocorrem naturalmente na coluna da água. Ao mesmo tempo em que     grande parte do alimento e dos nutrientes consumidos pelos moluscos retorna ao     ambiente como biodepósitos, em um processo conhecido como biodeposição, uma     porção significante destes é incorporada aos tecidos do animal, permitindo seu     crescimento e sua reprodução. O que não é assimilado é biodepositado no     sedimento e passa a servir de alimento para animais detritívoros, incluindo     muitos dos vermes e crustáceos, que, por sua vez, servem de alimento para     peixes e aves. (Suplicy, 2006).</p>     <p>A    biodeposi&ccedil;&atilde;o e a diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de sedimenta&ccedil;&atilde;o podem variar dependendo da     modalidade de cultivo, das diferen&ccedil;as entre as din&acirc;micas hidrogr&aacute;ficas e das     condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas dos lugares em que s&atilde;o instalados os cultivos (Beveridge,     1996). Trabalhos realizados por Jaramillo <i>et al.</i>(2000) confirmam que os     biodep&oacute;sitos podem ocasionar diminui&ccedil;&atilde;o da abund&acirc;ncia da macrofauna bent&ocirc;nica     sob os locais de cultivo estruturas comumente utilizadas nos cultivos de     moluscos. Durante o processo de sedimenta&ccedil;&atilde;o, as part&iacute;culas podem ser     consumidas por peixes e crust&aacute;ceos silvestres, decompostas, assim, em     part&iacute;culasmais finas. A atividade microbiana permite que os diferentes     nutrientes se solubilizem. A quantidade e a velocidade da decomposi&ccedil;&atilde;o e     solubiliza&ccedil;&atilde;o dependem de fatores como a velocidade e intensidade das     correntes, a temperatura da &aacute;gua e as. propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas das     part&iacute;culas entre outros. Al&eacute;m disso, em locais com dep&oacute;sito de mat&eacute;ria     org&acirc;nica, s&atilde;o gerados nutrientes dissolvidos para a coluna da &aacute;gua.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     aumento de mat&eacute;ria org&acirc;nica sob os sistemas de cultivos tamb&eacute;m pode ser     incrementado pelo manejo da remo&ccedil;&atilde;o do &ldquo;fouling&rdquo; (organismos incrustantes nos     animais e nas estruturas de cultivo), como cracas, asc&iacute;dias, algas, an&ecirc;monas     etc. A acumula&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica depende de v&aacute;rios fatores, dentre eles a     esp&eacute;cie cultivada, a qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o, o tipo de manejo, as correntes e     a profundidade. O substrato sob os cultivos tem maiores concentra&ccedil;&otilde;es de     carbono, nitrog&ecirc;nio e f&oacute;sforo do que em sedimentos naturais (Enell &amp; Lof,     1985). Adicionalmente, pode ainda ocorrer o desprendimento e a ca&iacute;da ao fundo     dos organismos cultivados, aumentando a carga org&acirc;nica nesse ambiente. A     mat&eacute;ria org&acirc;nica acumulada estimula a produ&ccedil;&atilde;o bacteriana, modificando a     composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, a estrutura e as fun&ccedil;&otilde;es dos sedimentos. Alguns efeitos do     aumento da carga da mat&eacute;ria org&acirc;nica e dos nutrientes nos sedimentos s&atilde;o: a     diminui&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es do oxig&ecirc;nio e o aumento da demanda biol&oacute;gica de     oxig&ecirc;nio (os sedimentos aumentam sua condi&ccedil;&atilde;o anaer&oacute;bica e redutora),     produzindo altera&ccedil;&otilde;es nos ciclos normais de nutrientes e aumentando o ingresso     de nitrog&ecirc;nio e f&oacute;sforo, desde os sedimentos at&eacute; a coluna d&rsquo;&aacute;gua, e aumentando,     ainda, a produ&ccedil;&atilde;o de metano e &aacute;cido sulf&iacute;drico nas zonas marinhas (Holmer &amp;     Kristensen, 1992), al&eacute;m do aumento de lip&iacute;dios (Henderson <i>et al</i>., 1997).     Nos ecossistemas marinhos, foram detectadas mudan&ccedil;as na abund&acirc;ncia e     diversidade de esp&eacute;cies macro bent&ocirc;nicas; entretanto, nem em todos os locais     estudados os efeitos foram significativos (Grant <i>et al.,</i>1995). Sob os     sistemas de cultivos de moluscos, foram registrados o incremento da abund&acirc;ncia     de poliquetos oportunistas, mudan&ccedil;as na rede tr&oacute;fica e diminui&ccedil;&atilde;o da     diversidade como consequ&ecirc;ncia do aumento da mat&eacute;ria org&acirc;nica (Jambrina, 2000).</p>       <p>Os     efeitos ecol&oacute;gicos sobre a macrofauna bent&ocirc;nica parecem ser limitados, apesar     de ter sido observada, na Espanha, uma redu&ccedil;&atilde;o da diversidade faun&iacute;stica no     fundo do mar, sob regi&otilde;es de cultivo intensivo de mexilh&otilde;es. Todavia, essa     diversidade rapidamente volta ao <i>status</i>original (1 a 2 anos) uma vez     que cessem os cultivos no local (Gonzalez <i>et al.,</i>1991). A abund&acirc;ncia de     predadores bent&ocirc;nicos aumenta significativamente nos locais de cultivo,     provavelmente devido ao aumento da quantidade de moluscos que se desprendem do     sistema de produ&ccedil;&atilde;o (Lopez &amp; Buschmann, 1991).</p>       <p>J&aacute;     o cultivo de algas macr&oacute;fitas torna-se menos impactante em virtude da aus&ecirc;ncia     de excre&ccedil;&otilde;es. Pelo contr&aacute;rio, experimentos de laborat&oacute;rio com <i>Kappaphycus     alvarezii</i>mostraram que essa esp&eacute;cie pode retirar quantidades significativas     de compostos nitrogenados do meio aqu&aacute;tico, melhorando sua qualidade (Hayashi,     2007) em condi&ccedil;&otilde;es de eutrofiza&ccedil;&atilde;o pronunciada. Esse fato pode servir como     recomenda&ccedil;&atilde;o para o cultivo de algas macr&oacute;fitas em ambientes sujeitos &agrave;     polui&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, como alternativa ao cultivo de moluscos filtradores. J&aacute; os     cultivos desprotegidos de redes atraem diversas formas de herb&iacute;voros, tendo-se     observado na regi&atilde;o de Ubatuba (SP) um vis&iacute;vel aumento na popula&ccedil;&atilde;o de     tartarugas no entorno dos cultivos experimentais, em busca de alimento.</p>       <p><b>3.2. Impactos de cultivos arra&ccedil;oados</b></p>       <p>De     acordo com Sipa&uacute;ba-Tavares <i>et al</i>. (1999a), o cultivo de peixes enriquece     com material org&acirc;nico e inorg&acirc;nico a coluna de &aacute;gua, atrav&eacute;s da excre&ccedil;&atilde;o, do     alimento n&atilde;o ingerido, descama&ccedil;&atilde;o, mucos, vitaminas e agentes terap&ecirc;uticos que     podem tamb&eacute;m ter implica&ccedil;&atilde;o e poss&iacute;veis efeitos sobre a qualidade da &aacute;gua.</p>       <p>Os     dejetos da piscicultura e da carcinocultura marinha produzem efeitos tanto na     coluna da &aacute;gua como no fundo das instala&ccedil;&otilde;es do cultivo (Barbieri, 2010;     Barbieri &amp; Doi, 2012). Na piscicultura, basicamente, um quarto do     nitrog&ecirc;nio da ra&ccedil;&atilde;o consumida &eacute; incorporado pelos peixes (Damato &amp;     Barbieri, 2011). Os restantes tr&ecirc;s quartos s&atilde;o liberados no mar, na sua maior     parte como compostos dissolvidos (principalmente am&ocirc;nia) (Wu <i>et al.,</i>1993).     Esse n&uacute;mero &eacute; diferente no que diz respeito ao f&oacute;sforo, do qual apenas um     quinto &eacute; retido pelos animais, sendo o resto evacuado, principalmente, como     mat&eacute;ria particulada. O melhoramento nutricional &eacute; uma forma de alterar esses     n&uacute;meros de uma maneira ambientalmente mais aceit&aacute;vel. O alimento n&atilde;o consumido     e desperdi&ccedil;ado para o ambiente representa uma propor&ccedil;&atilde;o pouco conhecida,     geralmente avaliada em aproximadamente 15-20% do total distribu&iacute;do (Bergheim     &amp; Brinker, 2003).</p>       <p>S&oacute;lidos     em suspens&atilde;o s&atilde;o veiculados pelas part&iacute;culas alimentares n&atilde;o ingeridas pelos     peixes, podendo representar at&eacute; 9% nos alimentos granulados (Kaushik, 1990), e     pelos dejetos de origem fecal (alimentos n&atilde;o digeridos ou parcialmente     digeridos). As part&iacute;culas s&oacute;lidas em suspens&atilde;o, geralmente imput&aacute;veis ao     alimento, podem representar 50% do total da polui&ccedil;&atilde;o na aquicultura (Bergheim <i>et     al.,</i>1991). De uma maneira geral, as prote&iacute;nas alimentares s&atilde;o bem     digeridas pelos peixes (digestibilidade superior a 80%). Esse fato est&aacute;     relacionado com o desenvolvimento precoce nos tele&oacute;steos do equipamento     enzim&aacute;tico necess&aacute;rio &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica (Kaushik, 1992). No entanto, a     qualidade da mat&eacute;ria-prima utilizada (composi&ccedil;&atilde;o em amino&aacute;cidos essenciais,     fatores antinutricionais, granulometria etc.) condiciona a sua utiliza&ccedil;&atilde;o     digestiva (Kupka-Hansen <i>et al.,</i> 1991;     Kaushik, 1992).</p>       <p>A     digestibilidade da gordura (animal e vegetal) &eacute; tamb&eacute;m geralmente elevada nos     peixes (valores superiores a 90 %). Pelo contr&aacute;rio, a digestibilidade da fra&ccedil;&atilde;o     gluc&iacute;dica apresenta uma grande variabilidade nas diferentes esp&eacute;cies de peixes     (Singh &amp; Nose, 1967; Guillaume, 1986; Cowey, 1988). A fraca atividade     amil&aacute;sica intestinal e a indigestibilidade da celulose em muitas esp&eacute;cies de     peixes originam um aumento dos dejetos fecais quando se utiliza mat&eacute;ria-prima     de origem vegetal em teores elevados (Kaushik, 1992).</p>       <p>No     passado, muitos dos problemas verificados na alimenta&ccedil;&atilde;o dos peixes estavam     relacionados a uma fraca qualidade f&iacute;sica dos alimentos, imput&aacute;vel, por sua     vez, a oscila&ccedil;&otilde;es da qualidade das farinhas e &oacute;leos de peixe utilizados e a     processos de fabrica&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas de alimenta&ccedil;&atilde;o inadequadas. O fato de a     transfer&ecirc;ncia de nutrientes da dieta para os peixes ser feita atrav&eacute;s do meio     aqu&aacute;tico acarreta problemas diferentes das pr&aacute;ticas tradicionais de alimenta&ccedil;&atilde;o     animal. Alimentos desintegrados e n&atilde;o ingeridos poluem a &aacute;gua, causam estresse     devido a deple&ccedil;&otilde;es em oxig&ecirc;nio, influenciando o teor em mat&eacute;ria org&acirc;nica que     afeta o crescimento e estado sanit&aacute;rio dos peixes (Cho, 1990). A perda de     alimento devido a uma m&aacute; gest&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o (quantidade, frequ&ecirc;ncia e n&uacute;mero     de refei&ccedil;&otilde;es inadequado) &eacute; um fator que influencia significativamente o     aumento dos dejetos pisc&iacute;colas (Lumb, 1989).</p>       <p>Os     peixes s&atilde;o animais que excretam os metabolitos resultantes do catabolismo prot&eacute;ico     essencialmente sob a forma de amon&iacute;aco (70-90%), ao contr&aacute;rio dos animais     terrestres, que o fazem sob a forma de ur&eacute;ia ou &aacute;cido &uacute;rico (Barbieri, 2009;     Barbieri &amp; Bondioli, 2013). Essa particularidade e o seu modo de vida     aqu&aacute;tico permitem aos peixes desembara&ccedil;arem-se eficazmente dos produtos do     metabolismo azotado com uma utiliza&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na para fins energ&eacute;ticos mais     ou menos eficientes. A maior percentagem de dejetos azotados sol&uacute;veis &eacute;     excretada pelas br&acirc;nquias.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas     zonas costeiras, a identifica&ccedil;&atilde;o dos efeitos da presen&ccedil;a de cultivos marinhos     sobre a produtividade e a composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies n&atilde;o &eacute; t&atilde;o clara, pela maior     velocidade de difus&atilde;o dos nutrientes (Beveridge, 1996; Barbieri, 2007).     Entretanto, Wallin &amp; Hakanson (1991) encontraram correla&ccedil;&otilde;es entre a     produ&ccedil;&atilde;o de nutrientes por sistemas de cultivo e a concentra&ccedil;&atilde;o de clorofila na     &aacute;gua. Em zonas com poucas correntes e troca de &aacute;gua, foi demonstrado que a     produtividade de macro algas e a composi&ccedil;&atilde;o de algas ep&iacute;fitas, bem como a     estrutura da comunidade de peixes, podem ser afetadas pela presen&ccedil;a de cultivos     (R&ouml;nnberg <i>et al.,</i> 1992). Al&eacute;m disso,     foi observado que, em outras regi&otilde;es, houve um aumento do n&uacute;mero de peixes     (Carss, 1990) e das popula&ccedil;&otilde;es de aves nos entornos dos sistemas de cultivo, em     busca de alimento.</p>       <p>As     zonas impactadas, no geral, s&atilde;o bem definidas, circunscritas entre 20 e 50 m do     cultivo. Por&eacute;m, em algumas ocasi&otilde;es, os efeitos podem alcan&ccedil;ar dist&acirc;ncias bem     maiores. Wu <i>et al.</i>(1993) registraram uma diminui&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o do     oxig&ecirc;nio dissolvido em dist&acirc;ncias de at&eacute; 1 km de tanques-redes de maricultura,     entretanto n&atilde;o conseguiu correlacionar essas mudan&ccedil;as com os s&oacute;lidos em     suspens&atilde;o ou com os n&iacute;veis de clorofila presentes na &aacute;gua. Essas altera&ccedil;&otilde;es     ocasionariam, por sua vez, efeitos na presen&ccedil;a e abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies que     constituem as comunidades marinhas. O enriquecimento do fundo marinho com     mat&eacute;ria org&acirc;nica tamb&eacute;m pode afetar a abund&acirc;ncia da meiofauna (nemat&oacute;deos e     cop&eacute;podes) (Sandulli &amp; Giudici, 1989).</p>       <p>Mais     recentemente, vem causando preocupa&ccedil;&atilde;o o uso de antibi&oacute;ticos em alimentos     destinados &agrave; aquicultura, porque a transfer&ecirc;ncia da resist&ecirc;ncia a antibi&oacute;ticos     da bact&eacute;ria associada ao animal para pat&oacute;genos humanos tende a aumentar. Embora     o tratamento com antibi&oacute;ticos seja, talvez, a maneira mais r&aacute;pida de responder     a uma doen&ccedil;a bacteriana na aquicultura, ele tamb&eacute;m pode ser contraproducente,     porque os antibi&oacute;ticos tamb&eacute;m podem causar um aumento na virul&ecirc;ncia dos     pat&oacute;genos. Outros estudos correlacionaram     a abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies de fitoplancton t&oacute;xicos com a presen&ccedil;a de cultivos     (Carlsson <i>et al.,</i>1990). Por sua vez, Goudey <i>et al.</i>(2001)     relatam que o manejo inadequado de peixes e camar&otilde;es cultivados em espa&ccedil;os     confinados, como tanques-rede, pode causar flora&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies n&atilde;o t&oacute;xicas de     microalgas, que podem vir a ser prejudiciais aos cultivos devido &agrave; competi&ccedil;&atilde;o     pelo oxig&ecirc;nio durante a noite.</p>     <p>Estudos     t&ecirc;m correlacionado a abund&acirc;ncia de pat&oacute;genos provocada pela manuten&ccedil;&atilde;o em     condi&ccedil;&otilde;es de monocultivos, em altas densidades e em lugares determinados, por     um tempo prolongado (Gowen &amp; Bradbury, 1987). Essa probabilidade gerou     preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o risco de contamina&ccedil;&atilde;o de organismos silvestres, entretanto     n&atilde;o existem evid&ecirc;ncias do efeito de pat&oacute;genos de organismos aut&oacute;ctones em     cultivo sobre outras popula&ccedil;&otilde;es naturais.</p>       <p>Quanto &agrave;s esp&eacute;cies arra&ccedil;oadas, &eacute; importante notar que     a preocupa&ccedil;&atilde;o ambiental j&aacute; foi bem estabelecida no Norte da Europa e que as     pesquisas referentes ao impacto da maricultura acompanharam, principalmente, o     desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o de salm&atilde;o. Foram alcan&ccedil;ados resultados     importantes, como a melhoria das ra&ccedil;&otilde;es para peixes, conduzindo a uma redu&ccedil;&atilde;o     dos desperd&iacute;cios, introdu&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos mais eficientes e menos     remanescentes, redu&ccedil;&atilde;o da quantidade de antibi&oacute;ticos utilizada, mantendo     simultaneamente uma produ&ccedil;&atilde;o elevada, m&eacute;todos naturais de controle de parasitas     etc. No caso da piscicultura marinha, algumas medidas mitigat&oacute;rias s&atilde;o de suma     import&acirc;ncia, como, por exemplo, a sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com profundidade e com     circula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua adequadas, bem como o rod&iacute;zio de &aacute;reas ap&oacute;s cada ciclo de     produ&ccedil;&atilde;o para evitar o ac&uacute;mulo de mat&eacute;ria org&acirc;nica no sedimento. Outros fatores     importantes s&atilde;o os corretos espa&ccedil;amentos entre as estruturas de cultivo e entre     os empreendimentos, bem como a correta administra&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;&atilde;o, evitando-se     sobras, al&eacute;m de monitorar frequentemente a quantidade de mat&eacute;ria org&acirc;nica     acumulada sob os cultivos.</p>       <p><b>3.3. Impacto sobre a vegeta&ccedil;&atilde;o marinha</b></p>       <p>De uma maneira geral, n&atilde;o se encontram, na literatura,     registros acerca de impactos importantes da maricultura sobre a vegeta&ccedil;&atilde;o     marinha. A press&atilde;o exercida pela extra&ccedil;&atilde;o indiscriminada de sementes de     mexilh&otilde;es nos cost&otilde;es rochosos afeta esse ecossistema como um todo e pode     prejudicar o recrutamento de esp&eacute;cies de algas t&iacute;picasdesses habitats, como <i>Sargassum,     Ulva, Porphyra</i>entre&nbsp; outras.     Cultivos de macr&oacute;fitas, como <i>Kappaphycus alvarezii</i>, podem,     eventualmente, incrementar o n&uacute;mero de animais herb&iacute;voros no entorno dos     cultivos que, na impossibilidade de se alimentar das algas em cultivo, podem se     voltar para a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Mas essa hip&oacute;tese n&atilde;o &eacute; comprovada     cientificamente e, por enquanto, assume apenas car&aacute;ter especulativo.</p>       <p><b>3.4. Impacto da libera&ccedil;&atilde;o de organismos no ambiente</b></p>       <p>A introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas ou al&oacute;ctones com a     finalidade de produ&ccedil;&atilde;o pode implicar no ingresso de pat&oacute;genos e est&aacute;dios     microsc&oacute;picos de esp&eacute;cies invasoras (Clugston, 1990; Barbieri &amp; Melo,     2006), que poderiam se associar &agrave; flora e &agrave; fauna locais, com efeitos     desconhecidos sobre estas (Caughley &amp; Gunn, 1996). J&aacute; a libera&ccedil;&atilde;o de     organismos aut&oacute;ctones configura pouco impacto ao meio ambiente, j&aacute; que s&atilde;o     esp&eacute;cies origin&aacute;rias do estu&aacute;rio.</p>       <p><b>3.5. Impacto sobre &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o e de ber&ccedil;&aacute;rio     de organismos marinhos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os     estu&aacute;rios s&atilde;o regi&otilde;es de importante interesse ambiental e de elevada     diversidade de esp&eacute;cies, rico em termos de produtividade prim&aacute;ria e ber&ccedil;&aacute;rio     para v&aacute;rios organismos marinhos (Odum 1987). Por esse motivo, s&atilde;o ecossistemas     que merecem aten&ccedil;&atilde;o especial quando utilizados para fins de maricultura, assim     como qualquer outra atividade antr&oacute;pica.</p>       <p>A     maricultura em larga escala em &aacute;guas estuarinas pode causar importantes     altera&ccedil;&otilde;es no ecossistema, modificando, assim, os grupos tr&oacute;ficos existentes     (Mignani <i>et al.,</i> 2013). Isso acontece     devido &agrave; perda da qualidade da &aacute;gua, &agrave; elevada taxa de sedimenta&ccedil;&atilde;o e aos altos     teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica no sedimento, alterando a comunidade biol&oacute;gica,     reduzindo a diversidade de organismos bent&ocirc;nicos e, possivelmente, a da     macrofauna (Barbieri <i>et al.,</i> 2014).</p>       <p>Apesar de o cultivo de moluscos ser uma atividade de     baixo impacto, se conduzido de forma desordenada, pode vir a causar     deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental.</p>       <p><b>3.6. Impacto sobre a popula&ccedil;&atilde;o de aves marinhas</b></p>       <p>Em seus estudos, Carss (1990) observou um aumento das     popula&ccedil;&otilde;es de aves nos entornos dos sistemas de cultivo. A presen&ccedil;a dos     tabuleiros de ostreicultura pode propiciar a aglomera&ccedil;&atilde;o de peixes em seu     entorno, consequentemente atraindo as aves em procura de alimento. Evidentemente,     essa n&atilde;o &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o equilibrada no ponto de vista ambiental, pois interfere     no mecanismo de regula&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de aves pela restri&ccedil;&atilde;o alimentar.</p>       <p><b>3.7. Impactos visuais</b></p>       <p>O impacto visual sobre uma paisagem &eacute; geralmente     irrevers&iacute;vel, e, quando &eacute; poss&iacute;vel, sua recupera&ccedil;&atilde;o, os custos e os     investimentos necess&aacute;rios n&atilde;o condizem com a realidade socioecon&ocirc;mica de sua     popula&ccedil;&atilde;o (Duffield &amp; Walker, 1984). Com a degrada&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica, muitos     turistas podem procurar outros locais de lazer. Esse impacto pode ser mitigado     por meio da limita&ccedil;&atilde;o do tamanho das &aacute;reas aqu&iacute;colas e da     padroniza&ccedil;&atilde;o de cor e material das estruturas de suporte.</p>     <p><b>3.8. Impactos na pesca comercial e esportiva</b></p>       <p>Os impactos mais comumente causados pela aquicultura     para as atividades de pesca comercial e esportiva se referem a problemas     socioecon&ocirc;micos referentes &agrave; eventual limita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas para atividades     pesqueiras e acidentes causados pelo tr&aacute;fego de embarca&ccedil;&otilde;es junto a cultivos     (Barbieri &amp; D&oacute;i, 2012).</p>       <p><b>3.9. Impactos sobre as popula&ccedil;&otilde;es tradicionais</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em     rela&ccedil;&atilde;o a informa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas referentes &agrave; maricultura, existem poucos     dados, ainda que se saiba de sua import&acirc;ncia socioecon&ocirc;mica (Manzoni, 2005).     Por&eacute;m, com base nas entrevistas com os produtores, pode-se observar que a     maioria dos que entraram na atividade incrementou seus cultivos ao longo do     tempo, demonstrando um impacto positivo na gera&ccedil;&atilde;o de renda e diminui&ccedil;&atilde;o da     pobreza. A implanta&ccedil;&atilde;o de cultivos em &aacute;reas onde existem popula&ccedil;&otilde;es     tradicionais por empreendedores da iniciativa privada, muitas vezes, ocasiona     problemas de ordem de restri&ccedil;&atilde;o a acessos de &aacute;reas comumente utilizadas     tradicionalmente para atividades de pesca e coleta. A carcinocultura &eacute; um     exemplo de atividade que, tanto no Nordeste do Brasil como em diversos pa&iacute;ses,     gera conflitos de ordem de uso do territ&oacute;rio.</p>       <p>Por     outro lado, os cultivos contribu&iacute;ram para a fixa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es tradicionais     em seus locais de origem, al&eacute;m de terem modificado substancialmente a maneira     como estas popula&ccedil;&otilde;es encaram a necessidade de preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente,     pois a ideia de cultivar no mar imp&otilde;e a necessidade de manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade     da &aacute;gua (Manzoni, 2005).</p>       <p>Dependentes de uma &aacute;gua marinha livre de polui&ccedil;&atilde;o para     produzir moluscos de qualidade, os maricultores passam, tamb&eacute;m, a exercer o     papel de sentinelas na preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente marinho e est&atilde;o sempre     atentos &agrave; libera&ccedil;&atilde;o irregular de esgotos dom&eacute;sticos e a outras formas de     polui&ccedil;&atilde;o nas proximidades de suas &aacute;reas de cultivo. Em muitos pa&iacute;ses, como nos     EUA, na Nova Zel&acirc;ndia, no Chile, na Irlanda e no Canad&aacute;, as organiza&ccedil;&otilde;es de     maricultores est&atilde;o elaborando seus C&oacute;digos de Conduta Respons&aacute;vel contendo Boas     Pr&aacute;ticas de Manejo (BPM), de forma a garantir que o setor se desenvolva com     responsabilidade ambiental. Al&eacute;m da preserva&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es naturais     essenciais ao desenvolvimento da atividade, essa iniciativa visa, tamb&eacute;m, &agrave;     conquista de um crescente mercado internacional que cada vez mais procura     consumir produtos produzidos com responsabilidade ambiental (Suplicy, 2006).</p>       <p><b>3.10. Impactos antr&oacute;picos que colocam em risco atividades     de aquicultura</b></p>       <p>Poss&iacute;veis     contamina&ccedil;&otilde;es de moluscos bivalves s&atilde;o impactos relevantes tanto no aspecto     social quanto econ&ocirc;mico, devendo os cultivos estar em concord&acirc;ncia com o     Programa Nacional de Sanidade de Animais Aqu&aacute;ticos. Dentre as principais     doen&ccedil;as bacterianas e virais causadas pelo consumo de moluscos infectados,     est&atilde;o: febre tifoide e paratifoide, hepatite infecciosa, gastroenterites,     infec&ccedil;&atilde;o bacteriana, desinteria bacilar, toxinfec&ccedil;&atilde;o alimentar, podendo, em     alguns casos, causar at&eacute; &oacute;bito. Como forma de prevenir doen&ccedil;as na produ&ccedil;&atilde;o,     mostra-se importante a vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria constante, o saneamento do ambiente     (principalmente a qualidade da &aacute;gua), e promover a capacita&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos visando     a esse controle. Diminuindo a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as e garantindo a sanidade dos     organismos, tem-se a garantia de uma melhor produtividade e qualidade do     produto.</p>       <p>Dentre     todos os fatores antr&oacute;picos que colocam em risco a aquicultura, o principal &eacute; a     polui&ccedil;&atilde;o. A literatura mostra que a eutrofiza&ccedil;&atilde;o decorrente de esgotos     dom&eacute;sticos causa um desequil&iacute;brio localizado nas &aacute;reas de despejo, favorecendo     o florescimento de esp&eacute;cies oportunistas, de ciclo de vida r&aacute;pido, em     detrimento das esp&eacute;cies de ciclo mais longo. No entanto, s&atilde;o os poluentes     industriais que causam dano de maior monta, especialmente os pesticidas, metais     pesados e derivados de petr&oacute;leo. Isso tem sido demonstrado em v&aacute;rios estudos     (Oliveira &amp; Berchez, 1978; Berchez &amp; Oliveira, 1991). Uma consequ&ecirc;ncia     dram&aacute;tica do lan&ccedil;amento de poluentes industriais na zona costeira e, sobretudo,     em ba&iacute;as e enseadas, onde a circula&ccedil;&atilde;o &eacute; mais restrita, tem inviabilizado as     zonas de nosso litoral que s&atilde;o mais prop&iacute;cias para a maricultura (Oliveira,     1997). Assim, torna-se imprescind&iacute;vel que os locais de cultivo sejam     permanentemente monitorados com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e     biol&oacute;gicas da &aacute;gua, visando a assegurar que o produto oferecido ao consumidor     tenha sempre uma qualidade excelente, principalmente no caso de organismos     filtradores.</p>       <p>O     cultivo de moluscos em &aacute;reas certificadas como livres de contamina&ccedil;&atilde;o produz     alimentos saud&aacute;veis, seguros e nutritivos. Al&eacute;m disso, o cultivo de animais     filtradores melhora a qualidade da &aacute;gua atrav&eacute;s da remo&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria     particulada em suspens&atilde;o na coluna d&rsquo;&aacute;gua e auxilia na redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o     de nutrientes para n&iacute;veis desej&aacute;veis. Atrav&eacute;s desse processo, ocorre a redu&ccedil;&atilde;o     das quantidades de mat&eacute;ria org&acirc;nica, nutrientes, silte, bact&eacute;rias e v&iacute;rus,     aumentando a transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua e a penetra&ccedil;&atilde;o da luz solar, que, por sua     vez, estimula a atividade fotossint&eacute;tica de micro e macroalgas, al&eacute;m de outras     formas de vegeta&ccedil;&atilde;o subaqu&aacute;tica. A a&ccedil;&atilde;o filtradora dos moluscos pode auxiliar     no controle e na preven&ccedil;&atilde;o do florescimento de algas t&oacute;xicas atrav&eacute;s da remo&ccedil;&atilde;o     dessas c&eacute;lulas antes que elas atinjam n&iacute;veis prejudiciais ao ambiente (Suplicy,     2006).</p>       <p>O     cultivo de moluscos em &aacute;reas certificadas como livres de contamina&ccedil;&atilde;o produz     alimentos saud&aacute;veis, seguros e nutritivos. Al&eacute;m disso, o cultivo de animais     filtradores melhora a qualidade da &aacute;gua atrav&eacute;s da remo&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria     particulada em suspens&atilde;o na coluna d&rsquo;&aacute;gua e auxilia na redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o     de nutrientes para n&iacute;veis desej&aacute;veis. Atrav&eacute;s desse processo, ocorre a redu&ccedil;&atilde;o     das quantidades de mat&eacute;ria org&acirc;nica, nutrientes, silte, bact&eacute;rias e v&iacute;rus,     aumentando a transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua e a penetra&ccedil;&atilde;o da luz solar, que, por sua     vez, estimula a atividade fotossint&eacute;tica de micro e macroalgas, al&eacute;m de outras     formas de vegeta&ccedil;&atilde;o subaqu&aacute;tica. A a&ccedil;&atilde;o filtradora dos moluscos pode auxiliar     no controle e na preven&ccedil;&atilde;o do florescimento de algas t&oacute;xicas atrav&eacute;s da remo&ccedil;&atilde;o     dessas c&eacute;lulas antes que elas atinjam n&iacute;veis prejudiciais ao ambiente (Suplicy,     2006).</p>       <p>a)     An&aacute;lise dos impactos existentes e potenciais das iniciativas de aquicultura no     munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia</b></p>       <p>Na     regi&atilde;o estuarina lagunar e marinha costeira do munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia,     atualmente, s&atilde;o cultivadas em escala comercial uma esp&eacute;cie de molusco, a ostra     do mangue (<i>Crassostrea brasiliana e C. rhizophorae),</i>em sistemas de     engorda em tabuleiros, e uma esp&eacute;cie de peixe, o bijupir&aacute; (<i>Rachycentron     canadum</i>), em tanque-rede de pequena dimens&atilde;o. J&aacute; existiram iniciativas de     cultivo com o mexilh&atilde;o do cost&atilde;o (<i>Perna perna</i>) em sistema de long-lines     junto &agrave; comunidade de pescadores e pesquisa com reprodu&ccedil;&atilde;o e projetos pilotos     para engorda em pequenos tanquesredes com o camar&atilde;o rosa (<i>Farfantepenaeus     paulensis e F. brasilienses</i>), e ainda cultivo comercial em tabuleiros com a     ostra ex&oacute;tica (<i>Crassostrea gigas</i>) e cultivo em tanques escavados com o     camar&atilde;o ex&oacute;tico (<i>Penaeus vanammei).</i></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     Instituto de Pesca da Secretaria da Agricultura do estado de S&atilde;o Paulo     desenvolveu pesquisas com reprodu&ccedil;&atilde;o dos peixes robalo (<i>Centropomus sp</i>)     e tainha (<i>Mugil platanus)</i>e cultivos experimentais com o mexilh&atilde;o do     mangue (<i>Mytella falcata</i>). Tais pesquisas n&atilde;o foram analisadas por este     trabalho.</p>       <p>Por     meio do enquadramento na classifica&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pela maricultura     (<a href="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a03t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>), os impactos proporcionados pelas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas dos     cultivos na regi&atilde;o estuarina-lagunar de Canan&eacute;ia obtiveram as seguintes     classifica&ccedil;&otilde;es:</p>       
<p>Impacto Negativo (-): Alto &gt; 37 M&eacute;dio 36&gt;19     Baixo &lt; 18</b></p>       <p>- Cultivos de ostras do mangue em tabuleiros &ndash; em andamento:</p>       <p>Impacto     total = (L4+P3+O3+E2+D1+R1) = 14 &ndash; Impacto Baixo;</p>       <p>- Cultivo de pexe bijupir&aacute; &ndash; em andamento:</p>       <p>Impacto     total = (L7+P4+O3+E3+D3+R3) = 23 &ndash; Impacto M&eacute;dio;</p>       <p>- Cultivo de ostra ex&oacute;tica &ndash; inativo</p>       <p>Impacto     total = (L9+P3+O2+E3+D1+R2) = 17 &ndash; Impacto Baixo;</p>       <p>- Cultivo de mexilh&atilde;o do cost&atilde;o &ndash; inativo</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Impacto     total = (L7+P3+O3+E2+D1+R1) = 17 &ndash; Impacto Baixo;</p>       <p>- Cultivo de camar&atilde;o rosa &ndash; inativo</p>       <p>Impacto     total = (L9+P6+O5+E3+D3+R2) = 28 &ndash; Impacto M&eacute;dio;</p>       <p>- Cultivo de camar&atilde;o ex&oacute;tico &ndash; inativo</p>       <p>Impacto     total = (L6+P6+O7+E2+D4+R3) = 28 &ndash; Impacto M&eacute;dio.</p>       <p>No     caso da malacocultura, os principais impactos observados s&atilde;o os que ocorrem     sobre a qualidade da &aacute;gua no entorno dos cultivos e as altera&ccedil;&otilde;es nas caracter&iacute;sticas     dos sedimentos causadas pelos biodep&oacute;sitos. A influ&ecirc;ncia negativa dos     biodep&oacute;sitos sobre a qualidade da &aacute;gua e do fundo pode ser mitigada por uma     correta distribui&ccedil;&atilde;o dos cultivos, respeitando-se espa&ccedil;amentos m&iacute;nimos entre as     estruturas de cultivo. Esse espa&ccedil;amento garantir&aacute; aos produtores a manuten&ccedil;&atilde;o     de n&iacute;veis elevados de produ&ccedil;&atilde;o, reduzindo o tempo de cultivo e,     consequentemente, aumentando a produtividade. N&atilde;o s&atilde;o bem conhecidos os     mecanismos que determinam a capacidade de suporte de um determinado ecossistema     para fins de cultivo de moluscos. Assim, a preven&ccedil;&atilde;o &eacute; a melhor forma de     mitiga&ccedil;&atilde;o da superpopula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de permitir a necess&aacute;ria dilui&ccedil;&atilde;o dos     biodep&oacute;sitos. No caso espec&iacute;fico dos cultivos de ostras praticados em Canan&eacute;ia,     esse impacto parece ser m&iacute;nimo, j&aacute; que, al&eacute;m das pequenas dimens&otilde;es e porte das     estruturas de cultivo, a &aacute;rea de dilui&ccedil;&atilde;o entre os empreendimentos &eacute; muito     vasta. O pr&oacute;prio ambiente estuarino n&atilde;o permite a expans&atilde;o dos empreendimentos     devido &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas. Outra caracter&iacute;stica que &eacute; adotada instintivamente     pelos produtores da regi&atilde;o &eacute; a altern&acirc;ncia de &aacute;reas, ou seja, os tabuleiros     periodicamente mudam de lugar devido &agrave; movimenta&ccedil;&atilde;o natural dos &ldquo;baixios&rdquo;,     permitindo a recupera&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas impactadas pelos cultivos. Sendo assim, a     pontua&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da no cultivo de ostras foi 14 (impacto baixo).</p>       <p>O     cultivo de ostras do mangue pelo sistema de engorda em tabuleiros na regi&atilde;o de     Canan&eacute;ia &eacute; desenvolvido de forma artesanal e em pequena escala, al&eacute;m de     envolver em sua quase totalidade os moradores das pr&oacute;prias comunidades. Esse     fato permite a estes o desenvolvimento de uma atividade de voca&ccedil;&atilde;o natural,     estimulando a fixa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es no litoral e impedindo a migra&ccedil;&atilde;o para     outras cidades em busca de emprego. Al&eacute;m disso, a ostreicultura contribui para     o fortalecimento das comunidades tradicionais, valorizando a cultura cai&ccedil;ara e     aumentando a autoestima da popula&ccedil;&atilde;o (Maldonado, 2002). Outros benef&iacute;cios     socioecon&ocirc;micos do cultivo de moluscos nessa regi&atilde;o s&atilde;o: a diversifica&ccedil;&atilde;o de     atividades voltadas ao setor pesqueiro, a preserva&ccedil;&atilde;o de ambientes aqu&aacute;ticos, o     aumento de op&ccedil;&otilde;es ao turismo atrav&eacute;s do turismo gastron&ocirc;mico e o est&iacute;mulo ao     desenvolvimento de servi&ccedil;os de apoio &agrave; atividade (redes, cordas etc) (Campolim     &amp; Machado, 1997). At&eacute; 2005, a Cooperostra (Cooperativa dos Produtores de Ostras     de Canan&eacute;ia) congregava 47 produtores, mas o n&uacute;mero total de produtores no     munic&iacute;pio situava-se entre 70 e 80, estes que, embora n&atilde;o vivam exclusivamente     da produ&ccedil;&atilde;o de ostras, tiveram com essa atividade uma significativa melhora na     sua qualidade de vida (Garcia, 2005). Entretanto, hoje a Coorpeostra conta com     apenas 17 associados, com administra&ccedil;&atilde;o centralizada e pouco participativa.</p>       <p>Economicamente,     para o munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia, a maricultura gera impacto positivo. Os     produtores, apesar de na maioria das vezes n&atilde;o terem essa atividade como &uacute;nica     fonte de renda, aumentam seus rendimentos, melhorando, assim, sua qualidade de     vida, principalmente nas ocasi&otilde;es do defeso de esp&eacute;cies tradicionalmente     pescadas.</p>       <p>Modalidades     que requerem a extra&ccedil;&atilde;o parcial de s&ecirc;mentes em ambiente natural para o in&iacute;cio     da atividade, como &eacute; o caso da mitilicultura e da ostreicultura praticada na     regi&atilde;o, podem vir a reduzir e degradar os estoques naturais. Todavia,     atualmente, existem t&eacute;cnicas de capta&ccedil;&atilde;o artificial de sementes, tanto de     ostras como de mexilh&otilde;es. Para a mitilicultura, a extra&ccedil;&atilde;o de sementes est&aacute;     regulamentada por normativa legal (IN IBAMA n&ordm; 105/2006), que estabelece     per&iacute;odos de defeso e tamanho m&iacute;nimo de captura, bem como quantidades m&aacute;ximas     de extra&ccedil;&atilde;o por empreendimento. Junto &agrave; comunidade de pescadores do Pontal de     Leste &ndash; Ilha do Cardoso, foram instalados cultivos experimentais de mexilh&atilde;o em     sistemas de long-lines, os quais apresentaram condi&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias de     crescimento dos animais. Em decorr&ecirc;ncia de dificuldades de organiza&ccedil;&atilde;o social     para a gest&atilde;o dos long-lines, esta iniciativa n&atilde;o teve continuidade.</p>       <p>O     Instituto de Pesca &ndash; SAA desenvolveu pesquisas sobre t&eacute;cnicas de cultivo do     mexilh&atilde;o do mangue, por&eacute;m n&atilde;o houve o fomento dessa iniciativa.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     camar&atilde;o rosa teve estudos de reprodu&ccedil;&atilde;o desenvolvidos pelo Instituto de Pesca     - SAA. Em iniciativa de pesquisa com reprodu&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de camar&atilde;o rosa,     houve repasse de t&eacute;cnicas de manejo para engorda em pequenos tanques-redes com     a finalidade de produ&ccedil;&atilde;o para iscas vivas para algumas localidades de Canan&eacute;ia.     O cultivo de camar&otilde;es em tanques-rede tamb&eacute;m n&atilde;o apresenta riscos, pois as     esp&eacute;cies em cultivo s&atilde;o as mesmas que s&atilde;o naturalmente capturadas no estu&aacute;rio     de forma artesanal.</p>       <p>No     caso espec&iacute;fico do munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia, as restri&ccedil;&otilde;es impostas pela     legisla&ccedil;&atilde;o ambiental praticamente inviabilizam a introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies     ex&oacute;ticas na regi&atilde;o. Duas iniciativas de produ&ccedil;&atilde;o com finalidade comercial, uma     com a ostra (<i>Crassostrea gigas</i>) e outra com o camar&atilde;o (<i>Penaeus     vanammei</i>), este em sistema de tanques escavados, foram impossibilitadas por     serem esp&eacute;cies ex&oacute;ticas cultivadas em &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental.</p>       <p>A     maricultura no munic&iacute;pio de Canan&eacute;ia afeta a vegeta&ccedil;&atilde;o quando realizada em     tanques escavados, os quais necessitam da supress&atilde;o dessa vegeta&ccedil;&atilde;o. Os     cultivos realizados em sistemas de tanques-redes, tabuleiros e longlines pouco     afetam a vegeta&ccedil;&atilde;o, principalmente pelo fato de que, no estu&aacute;rio, as condi&ccedil;&otilde;es     ambientais n&atilde;o favorecem o surgimento de grandes bancos de algas.</p>       <p>O estu&aacute;rio de Canan&eacute;ia abriga uma enorme diversidade     de aves, principalmente aves migrat&oacute;rias e amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o que utilizam     os baixios do estu&aacute;rio como ponto de parada para descanso e alimenta&ccedil;&atilde;o. A     disposi&ccedil;&atilde;o atual dos cultivos na regi&atilde;o n&atilde;o causa impacto significativo nas     popula&ccedil;&otilde;es de aves, por&eacute;m a ocupa&ccedil;&atilde;o indiscriminada dos baixios poderia     impactar &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o e descanso dessas aves. Assim, torna-se     importante o ordenamento dos cultivos e a demarca&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas aqu&iacute;colas no     sentido de permitir o compartilhamento dos recursos com as popula&ccedil;&otilde;es de outras     esp&eacute;cies.</p>     <p>Uma     vez que todas as &aacute;reas de cultivo demarcadas no munic&iacute;pio situam-se em unidades     de conserva&ccedil;&atilde;o da categoria de uso sustent&aacute;vel definidas como &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o     Ambiental e Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel     (Barbieri, 2013), as restri&ccedil;&otilde;es &agrave; expans&atilde;o da maricultura para cultivos     arra&ccedil;oados s&atilde;o muitas e dever&atilde;o levar em considera&ccedil;&atilde;o cuidadosos estudos de     monitoramento do ambiente de cultivo.</p>       <p>O     desenvolvimento da maricultura deve seguir as orienta&ccedil;&otilde;es do C&oacute;digo de Conduta     para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Respons&aacute;vel da Malacocultura Brasileira,     atendendo &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; instala&ccedil;&atilde;o e ao posicionamento das     &aacute;reas aqu&iacute;colas, &agrave; destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos; ao impacto visual; ao odor; ao     controle de incrusta&ccedil;&otilde;es de organismos competidores no sistema de cultivo; ao     uso de embarca&ccedil;&otilde;es, ve&iacute;culos e estruturas/equipamentos de cultivo;     ao padr&atilde;o de equipamentos e constru&ccedil;&atilde;o; ao uso e armazenamento de subst&acirc;ncias     qu&iacute;micas combust&iacute;veis e lubrificantes; &agrave; seguran&ccedil;a na navega&ccedil;&atilde;o; &agrave; pr&aacute;tica de     cultivo e ao manejo e &agrave; coleta de sementes do ambiente marinho. Muitas outras     medidas mitigat&oacute;rias est&atilde;o previstas nas legisla&ccedil;&otilde;es, em planos e pol&iacute;ticas de     desenvolvimento, como exemplo pode-se citar o Programa Nacional de Sanidade de     Animais Aqu&aacute;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>4. Conclus&atilde;o</b></p>       <p>A     maricultura em Canan&eacute;ia apresenta impactos reais e potenciais classificados     como de baixo a m&eacute;dio do ponto de vista ambiental, e at&eacute; o momento existem mais     impactos positivos do que negativos na socioeconomia do munic&iacute;pio. Todavia, h&aacute;     necessidade de prosseguir com a condu&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel do processo de ordenamento     da maricultura, principalmente durante seu processo de expans&atilde;o no munic&iacute;pio ou     mesmo na regi&atilde;o.</p>       <p>Os     principais conflitos sociais e econ&ocirc;micos que podem ser causados pela     maricultura no munic&iacute;pio referem-se &agrave; disputa pelo espa&ccedil;o, uma vez que as &aacute;reas     prop&iacute;cias para a atividade podem tamb&eacute;m ser utilizadas para navega&ccedil;&atilde;o, pesca,     lazer e recrea&ccedil;&atilde;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para     uma perfeita avalia&ccedil;&atilde;o do impacto ambiental proporcionado pela implanta&ccedil;&atilde;o de     parques aqu&iacute;colas na regi&atilde;o de Canan&eacute;ia, far-se-&aacute; necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de     pesquisa intensiva com par&acirc;metros f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos que possam     fundamentar pr&aacute;ticas de manejo menos impactantes considerando o ecossistema     como um todo, pois uma vis&atilde;o compartimentada poder&aacute; levar facilmente a erros     graves, a partir dos quais todo o ecossistema poder&aacute; ser comprometido.</p>       <p>A     escolha dos locais de implanta&ccedil;&atilde;o dos cultivos apresenta-se como principal     medida preventiva para evitar os riscos ambientais, sendo necess&aacute;rio propiciar     uma correta instala&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas que re&uacute;nam condi&ccedil;&otilde;es adequadas para a dilui&ccedil;&atilde;o     dos efluentes e sua dispers&atilde;o, visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da magnitude do impacto.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>         <!-- ref --><p>Barbieri, E.; Melo, G.A.S. (2006) - Biodiversidade: ocorr&ecirc;ncia da esp&eacute;cie ex&oacute;tica Litopenaeus     Vannamei (Boone, 1931) no complexo estuarino-lagunar de Canan&eacute;ia-Iguape- Ilha     Comprida. <i>O Mundo da Sa&uacute;de</i> (ISSN: 0104-7809), 30(4):654-659, S&atilde;o Paulo,     SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/41/17_Biodiversidade.pdf" target="_blank">http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/41/17_Biodiversidade.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201400030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Barbieri, E.     (2010) - Acute toxicity of ammonia in white shrimp (Litopenaeus schmitti) (Burkenroad,     1936, Crustacea) at different salinity levels. <i>Aquaculture,</i>306(1-4):329&ndash;333.     DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.aquaculture.2010.06.009" target="_blank">10.1016/j.aquaculture.2010.06.009</a>.</p>       <!-- ref --><p>Barbieri, E.;     Cavalheiro, F. (1999) - Impactos nos microclimas da Ilha Comprida decorrentes da     retirada da vegeta&ccedil;&atilde;o. <i>Boletim Paulista de Geografia</i>(ISSN: 0006-6079)     76:67-84, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201400030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Barbieri, E.;     Bondioli, A.C.V. (2013) - Acute toxicity of ammonia in Pacu fish (Piaractus     mesopotamicus, Holmberg, 1887) at different temperatures levels. <i>Aquaculture     Research,</i>Early View (Online Version published before inclusion in an     issue). DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/are.12203" target="_blank">10.1111/are.12203</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-8872201400030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barbieri, E.;     Doi, S.A. (2012) - Acute toxicity of ammonia on juvenile Cobia (Rachycentron     canadum, Linnaeus, 1766) according to the salinity.<i>Aquaculture     International,</i>20(2):373-382. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10499-011-9467-3" target="_blank">10.1007/s10499-011-9467-3</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201400030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Barbieri, E. (2013) - <i>Biodiversidade: da teoria</i>à <i>pr&aacute;tica.</i>172p.,     Editora Livre Express&atilde;o, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN: 978-85-7984-232-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201400030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beveridge, M.C.M. (1996) - <i>Cage Aquaculture</i>. 2nd edition, 346p.,     Fishing News Book, Cambridge, MA, U.S.A. ISBN: 0852382359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201400030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Bergheim, A.;     Brinker, A. (2003) - Effluent treatment for flow through systems and European     environmental regulations. <i>Aquacultural Engineering, </i>27(1): 61-77. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0144-8609(02)00041-9" target="_blank">10.1016/S0144-8609(02)00041-9</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201400030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Berchez, F.A.S.;     Oliveira, E.C. (1992) - Temporal changes in the benthic marine flora of the     Ba&iacute;a de Santos, SP, Brazil, over the last four decades. <i>In</i>:     Cordeiro-Marino, C.; Azevedo, M.T.P.; Sant&rsquo;anna, C.L.; Tomita, N.Y.; Plastino,     E.M. (eds), <i>Algae and Environment: A General Approach,</i> pp.120-131,     Sociedade Brasileira de Ficologia, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.</p>       <!-- ref --><p>Bergheim, A.;     Aabel, J.B.; Seymour, E.A.(1991) - Past and present approaches to aquaculture     waste management in Norwegian net pen culture operations. <i>In</i>: <i>International     Symposium on Nutritional Strategies in Management of Aquaculture Waste</i>, pp.     88-95, Guelph, Ontario, Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201400030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Buschmann, A.H     (2001) - <i>Impacto ambiental de la acuicultura el estado de la investigacion     en Chile y el mundo: un an&aacute;lisis bibliogr&aacute;fico de los avances y restricciones     para una producci&oacute;n sustentable en los sistemas acu&aacute;ticos</i>. 67p., Terram     Publicaciones, Santiago, Chile. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cetmar.org/DOCUMENTACION/dyp/ImpactoChileacuicultura.pdf" target="_blank">http://www.cetmar.org/DOCUMENTACION/dyp/ImpactoChileacuicultura.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201400030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campolim, M. B.;     Machado, I.C. (1997) - Proposta de ordenamento da explora&ccedil;&atilde;o comercial da ostra     do mangue Crassostrea brasiliana na regi&atilde;o estuarino-lagunar de Canan&eacute;ia-SP. <i>Semin&aacute;rio     Ci&ecirc;ncia e Desenvolvimento Sustentado</i>, pp. 275-287, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-8872201400030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Carrs, D.N.     (1990) - Concentrations of wild and escaped fishes immediately adjacent to fish     farm cages. <i>Aquaculture, </i>90(1):29-40. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0044-8486(90)90280-Z" target="_blank">10.1016/0044-8486(90)90280-Z</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-8872201400030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Carlsson, P.;     Graneli, E.; Olsson, P. (1990) &ndash; Grazer elimination through poisoning: one of     the mechanisms behind Chysochromulina polypis bloom. <i>In:</i> E. Graneli, B.     Sundstrom, E. Edler &amp; D. Andersson (eds.), <i>Toxic Marine Phytoplankton,</i>pp.     116-122, Elsevier Press, New York, NY, USA. ISBN: 044401523X.</p>       <!-- ref --><p>Caughley, G.;     Gunn, A. (1996) - <i>Conservation Biology in Theory and Practice</i>. 459p,     Blackwell Science, Cambridge, UK. ISBN: 0865424314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201400030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Cho, C.Y.;     Kaushik, S. (1990) - Nutritional energetics in fish: energy and protein     utilization in rainbow trout (<i>Salmo gairdneri</i>). <i>World Review of     Nutrition &amp; Dietetics </i>(ISSN 0084-2230 ), 61:132-172, Karger, Basel,     Suisse.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201400030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Clugston, J.P.     (1990) - Exotic animals and plants in aquaculture. <i>Reviews in Aquatic     Sciences </i>(ISSN: 0891-4117), 2(3-4):481-489, CRC Press, Boca Raton, FL,     U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201400030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Cowey, C. B.     (1988) - The nutrition of fish: the developing scene. <i>Nutrition Research     Reviews</i> (ISSN: 0954-4224), 1:255-280, Abeerdeen City, Aberdeen, UK.     Dispon&iacute;vel em: <a href="http://journals.cambridge.org/download.php?file=%2FNRR%2FNRR1_01%2FS0954422488000186a.pdf&amp;code=4f732404108cd5a2ef0a6e06d5ccf9fa" target="_blank">http://journals.cambridge.org/download.php?file=%2FNRR%2FNRR1_01%2FS0954422488000186a.pdf&amp;code=4f732404108cd5a2ef0a6e06d5ccf9fa</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201400030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Damato, M.; Barbieri, E. (2011) . Determina&ccedil;&atilde;o da toxicidade aguda de cloreto de am&ocirc;nia     para uma esp&eacute;cie de peixe (Hyphessobrycon callistus) indicadora regional. <i>O     Mundo da Sa&uacute;de </i>(ISSN: 0104-7809), 35(1):42-49, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-8872201400030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Duffield B.S., Walker S.E. (1984) - The Assessment of Tourism Impact. <i>In:</i> Clark, B.D.,     Gilad, A., Bisset, R., Tomlinson, P. - <i>Perspective on Environmental Impact     Assessment, </i>210p. DOI <a href="http://dx.doi.org/10.1007/978-94-009-6381-8" target="_blank">10.1007/978-94-009-6381-8</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-8872201400030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Enell, M.; Lof, J. (1985) - Changes in sediment phosphorus, iron and manganese dynamics caused     by fish farming Impact. <i>In</i>: Gulderbrandsen, T.R.; Samin, S., <i>11th     Nordic Symposion on Sediments</i>, pp.80-89, Estocolmo, Su&eacute;cia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201400030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Espinoza, G.     (2001) - Fundamentos de Evaluaci&oacute;n de Impacto Ambiental. Banco Interamericano     de desarrollo &ndash; BID Centro de Estudios para el Desarrollo &ndash; CED. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://webdelprofesor.ula.ve/nucleotrujillo/materano/Ambiental/3.pdf" target="_blank">http://     webdelprofesor.ula.ve/nucleotrujillo/materano/Ambiental/3.pdf</a></p>       <!-- ref --><p>Gonz&aacute;lez, M. L.;     L&oacute;pez, D.A.; P&eacute;rez, M.C.; Sanhueza, S.E. (1991) - Efecto de variaciones em las     condiciones ambientales, em el aporte de mat&eacute;ria org&aacute;nica por fecas em     invertebrados marinos. <i>In</i>: Oltremari-Arregui, J. (eds.), <i>Gesti&oacute;n em     Recursos Naturales. Un Enfoque Integrado para el Desarrollo,</i>pp. 248-265,     Valdivia, Chile.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-8872201400030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Goudey, C.A.;     Loverich, G.; Kite-Powell, H.; Costa-Pierce, B.A. (2001) - Mitigating the     environmental effects of mariculture through single-point moorings (SPMs) and     drifting cages. <i>Journal of Marine Science</i>, 58(2):497&ndash;503. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1006/jmsc.2000.1033" target="_blank">10.1006/jmsc.2000.1033</a>.</p>       <!-- ref --><p>Gowen, R.;     Bradbury, N. (1987) - The ecological impact of salmonid farming in coastal     waters: a review. <i>Oceanography and Marine Biology. An Annual Review</i>(ISSN:     0078-3218), 25:563-575, CRC Press, Boca Raton, FL, USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-8872201400030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Grant, J.;     Hatcher, A.; Scott, D.B.; Pocklington, P.; Schafer, C.T. e Winters, G.V. (1995)     - A multidisciplinary approach to evaluating impacts of shellfish aquaculture     on benthic communities. <i>Estuaries</i>, 18(1):124-144. DOI <a href="http://dx.doi.org/10.2307/1352288" target="_blank">10.2307/1352288</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-8872201400030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Guillaume, J.     (1986) - Choix des mati&egrave;res premi&egrave;res et fabrication des aliments destin&eacute;s aux     crevettes d&rsquo;&eacute;levage. <i>In</i>: L&eacute;ger, C.L. (ed.), <i>La Nutrition des     Crustac&eacute;s et des insectes,</i>pp. 179-190, Colloque CNERNA, Paris, Fran&ccedil;a.     Dispon&iacute;vel em: <a href="http://archimer.ifremer.fr/doc/1987/acte-1408.pdf" target="_blank">http://archimer.ifremer.fr/doc/1987/acte-1408.pdf</a>.</p>       <!-- ref --><p>Hayashi, L.(2007)     - <i>Cultivo de Kappaphycus alvarezii no litoral de Ubatuba, Estado de S&atilde;o     Paulo, Brasil</i>. 110p., Tese de doutoramento, Instituto de Bioci&ecirc;ncias,     Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-8872201400030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Henderson, R. J.;  Forrest, D.A.M.; Black, K.D.;     Park, M.T. (1997) - The lipid composition of sea loch sediments underlying     salmon cages. <i>Aquaculture,</i>158(1):69-83. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0044-8486(97)00207-X" target="_blank">10.1016/S0044-8486(97)00207-X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1646-8872201400030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Holmer, M.;     Kristensen, E. (1992) - Impact of marine fish cage farming on metabolism and     sulfate reduction of underlying sediments. <i>Marine Ecology Progress Series </i>(Print     ISSN: 0171-8630; Online ISSN: 1616-1599), 80:191-201, Oldendorf/Luhe, Germany.     Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.int-res.com/articles/meps/80/m080p191.pdf" target="_blank">http://www.int-res.com/articles/meps/80/m080p191.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-8872201400030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jaramillo, E.;     Beltr&aacute;n, C.; Bravo, A. (1992) - Musselbiodeposition in na estuary in southern     Chile. <i>Marine Ecology Progress Series </i>(ISSN: 1616-1599), 82:85-94,     Oldendorf/Luhe, Germany. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.int-res.com/articles/meps/82/m082p085.pdf" target="_blank">http://www.int-res.com/articles/meps/82/m082p085.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-8872201400030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Jambrina, L. M.     C. (2000) - <i>Aproxima&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica ao diagn&oacute;stico de &aacute;reas litor&acirc;neas com     aptid&atilde;o para maricultura: aplica&ccedil;&otilde;es no Estado de S&atilde;o Paulo</i>. 340p., Tese de     doutoramento, Instituto Oceanogr&aacute;fico, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo,     Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1646-8872201400030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Kaushik, S. J.     (1992) - Recent trends in the development of high-energy diets for salmonids.     In: <i>Proceedings of the Second International Feed Production Conference</i> (p.     361-372). Presented at 2. 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(2013) - Coliform density in     oyster culture waters and its relationship with environmental factors. <i>Pesquisa     Agropecu&aacute;ria Brasileira</i> (ISSN: 0100-204X), 48:833-840, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-8872201400030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Oliveira Filho,     E.C.; Berchez, F.A.S. (1978) - Algas bent&ocirc;nicas da Ba&iacute;a de Santos: altera&ccedil;&otilde;es     da flora no per&iacute;odo de 1957-1978. <i>Boletim de Bot&acirc;nica da Universidade de S&atilde;o     Paulo</i> (ISSN: 2316-9052), 6:49-59, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://www.revistas.usp.br/bolbot/article/view/57699/60754" target="_blank">http://www.revistas.usp.br/bolbot/article/view/57699/60754</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-8872201400030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Oliveira Filho,     E.C. (1977) - <i>Algas marinhas bent&ocirc;nicas do Brasil</i>. 407p., Tese de Livre     doc&ecirc;ncia, Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, S&atilde;o     Paulo, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/41/tde-14032013-171424/pt-br.php?" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/41/tde-14032013-171424/pt-br.php?</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1646-8872201400030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Pillay, T.V.R.     (1992) - <i>Aquaculture and the environment</i>. 189p., Fishing News Books,     Blakwell Scientific Publications Ltd., New York, USA. ISBN: 0470218495&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1646-8872201400030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>R&ouml;nnberg, O.;     Adjers, K.; Ruokolathi, C.; Bondestam, M.(1992) - Efects of fish farming on     growth, epiphytes and nutrient content of Fucusvesiculosus L. in the Aland     archipelago, northern Baltic Sea. <i>Aquatic Botany</i>, 42(2):109-120. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0304-3770(92)90002-Z" target="_blank">10.1016/0304-3770(92)90002-Z</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1646-8872201400030000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Sandulli, R.;     Giudici, M.N. (1989) - Effects of organic enrichment on meiofauna: a laboratory     study. <i>Marine Pollution Bulletin</i>, 20(5):223-227. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0025-326X(89)90435-9" target="_blank">10.1016/0025-326X(89)90435-9</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1646-8872201400030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>SEAP (2004) - <i>Programa     Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o SEAP/PR</i>. 38p.,     Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1646-8872201400030000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>Sipa&uacute;ba-Tavares,     L. 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(2005) - Cultivo de moluscos: Uma atividade que produz in&uacute;meros impactos     ambientais positivos. Panorama da Aq&uuml;icultura (ISSN 1519-1141), 9(5):27 &ndash;31,     Rio de Janeiro, Brasil.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tommasi,     L.R.(1994) - <i>Estudo de Impacto ambiental</i>. 355p., CETESB, Terragraph     Artes e Inform&aacute;tica, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1646-8872201400030000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Viertler, R. B.     (2002) - M&eacute;todos antropol&oacute;gicos como ferramenta para estudos em etnobiologia e     etnoecologia. <i>In:</i>M. C. de M. Amorozo, C. M. Lin &amp; S. M. P. da Silva     (eds.), <i>M&eacute;todos de Coleta e An&aacute;lise de Dados em Etnobiologia, Etnoecologia e     Disciplinas Correlatas,</i>pp.11-29, Universidade Estadual Paulista, Rio     Claro, SP, Brasil. ISBN: 9788590243212&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S1646-8872201400030000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wallin, M.; Hakanson, L. (1991) - Nutrient loading models for estimating the environmental     effects of marine fish farm. <i>In:</i> Maekinen, T. (Ed.), <i>Marine     Aquaculture and the Environment</i>, pp. 39-55, Nord 1991:22, Nordic Council of     Ministers, Copenhagen, Denmark ISBN: 951-47-5076-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S1646-8872201400030000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wu, R.S.S.; Lan,     K.S. Mackay, D.W.; Lau, T.C.; Yan, V. (1993) - Impact of marine fish farming on     water quality and bottom sediment: a case study in the sub-tropical     environment. <i>Marine Environmental Research</i>, 38(2): 115-145. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0141-1136(94)90004-3" target="_blank">10.1016/0141-1136(94)90004-3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S1646-8872201400030000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: 10 January 2014; Peer review: 8 FEB 2013; Revised: 17 FEB 2014; Accepted: 4 APR 2014; Available on-line: 23 MAY 2014</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Barbieri]]></surname>
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<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.A.S.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Biodiversidade: ocorrência da espécie exótica Litopenaeus Vannamei (Boone, 1931) no complexo estuarino-lagunar de Cananéia-Iguape- Ilha Comprida]]></article-title>
<source><![CDATA[O Mundo da Saúde]]></source>
<year>2006</year>
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