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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci470</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Processo sedimentar atual e distribuição da matéria orgânica em um complexo estuarino tropical, Recife, PE, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modern sedimentary processes and the distribution of organic matter in a tropical estuarine system, Recife, PE, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Divisão de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais Laboratório de Ecologia Isotópica]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-88722014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-88722014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-88722014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Em Portugal, o reconhecimento da importância estratégica da zona costeira, criou a necessidade de proceder à sua proteção e O presente estudo avalia as condições ambientais do complexo estuarino dos rios Capibaribe, Beberibe e Bacia do Pina, a partir de conhecimentos sobre a matéria orgânica sedimentar, associados a análises sedimentológicas tradicionais. Para isso, foram realizadas análises granulométricas e dos conteúdos de matéria orgânica total e carbonato biodetrítico de 50 amostras coletadas (nov-dez/2012), correlacionando-os aos condicionantes locais. Análises elementares e isotópicas da matéria orgânica contida nos sedimentos superficiais também foram feitas. Com base nos resultados obtidos, foram efetuadas análises de correlação, agrupamento e componentes principais. Os resultados revelaram predomínio de sedimentos siltosos, pobremente selecionados e com altos teores orgânicos (1,2 to 15,2%), por se tratar de um ambiente altamente eutrofizado. Os teores de carbonatos não obedecem a uma relação direta apenas com uma fração granulométrica específica, mas também com uma fonte disponível, e foram classificados como litoclásticos em sua maior parte. Independentemente das diferenças que possam existir na interpretação dos parâmetros indicadores da matéria orgânica sedimentar (-26,20 a -21,62‰PDB e -0,96 a 6,0 ‰Ar razões isotópicas do C e N, respectivamente), os dados atuais e a comparação com trabalhos anteriores permitem concluir que o sistema é um ambiente deposicional de baixa energia submetido à forte influência de fontes terrígenas, em especial antrópicas, com influência marinha na sedimentação em porções específicas do sistema. A área comporta-se como um retentor natural de sedimentos e caracteriza-se como um ambiente estuarino confinado, assoreado, densamente urbanizado e com aporte perene de sedimentos sílticos finos, de composição siliciclástica e argilas, com teores orgânicos altos. Essa conjunção de fatores produz um ambiente de sedimentação costeira de grande vulnerabilidade ambiental, indicado pela classificação como hipertrófico, o que se deve ao fato de todo sistema estuarino captar principalmente efluentes de esgoto doméstico e industrial sem tratamento, dentre outras fontes de poluição.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study evaluates the environmental conditions of the Capibaribe and Beberibe estuarine systems and Pina Basin, by mean of sedimentary organic matter characteristics associated with traditional sedimentary analysis. The employed parameters were the grain size, carbonate contents and the elemental and isotopic sedimentary organic matter analysis (C, N,&#948;¹³C, &#948;15N), correlating this proxies to local environmental conditions in 50 surface sediment samples. Correlation analysis,cluster and principal components were made based on the results. The analysis revealed a predominance of the silty sediments, poorly selected and with high organic contents (1.2 to 15.2%) because it is a highly eutrophic environment. The carbonate contents do not present a direct relationship only with a specific grain size fraction (sand), but also with an available marine source. The stable isotopic ratios ranged from -26.20 to -21.62 ‰PDB (&#948;¹³C) and -0.96 to 6.05 ‰Ar (&#948;15 N). The current data and the comparison with previous work indicate a low-energy depositional environment, submitted to the strong influence of terrigenous sources, anthropogenic, in particular with marine influence on sedimentation in specific portions of the system. The area acts as a natural trap of sediments and is characterized as a confined estuarine environment, subjected to a strong silting process, densely urbanized with perennial supply of fine silty siliciclastic and clayey sediments, with high organic contents. This combination of factors produces an environment of coastal sedimentation with high environmental vulnerability, indicated by the classification as hypertrophic. This is a direct result of the anthropic multiple uses of the estuarine system, mainly associated to domestic and industrial sewage in natura discharges to the area, among other sources of pollution.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sedimentação estuarina]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p>       <p><b>Processo sedimentar atual e distribui&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica em um     complexo estuarino tropical, Recife, PE, Brasil<a href="#0">*</a><a name="top0"></a></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Modern     sedimentary processes and the distribution of organic matter in a tropical     estuarine system, Recife, PE, Brazil</b></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tha&iacute;s de Santana Oliveira<sup>@,1</sup>,     Roberto Lima Barcellos<sup>1</sup>, Carlos Augusto Fran&ccedil;a Schettini<sup>1</sup>, Pl&iacute;nio Barbosa de Camargo<sup>2</sup></b></p> 	    <p><sup>@</sup>Corresponding author: &lt;<a href="mailto:thais1ufpe@gmail.com">thais1ufpe@gmail.com</a>&gt;</p> 	    <p><sup>1</sup>Departamento de Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) &ndash; Recife (PE), Brasil.    <br>     <sup>2</sup>Divis&atilde;o de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais, do Laborat&oacute;rio de Ecologia Isot&oacute;pica, do CENA, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) &ndash;  Piracicaba (SP), Brasil.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Em Portugal, o reconhecimento da     import&acirc;ncia estrat&eacute;gica da zona costeira, criou a necessidade de proceder &agrave; sua     prote&ccedil;&atilde;o e O presente estudo avalia as condi&ccedil;&otilde;es     ambientais do complexo estuarino dos rios Capibaribe, Beberibe e Bacia do Pina,     a partir de conhecimentos sobre a mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar, associados a     an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas tradicionais. Para isso, foram realizadas an&aacute;lises     granulom&eacute;tricas e dos conte&uacute;dos de mat&eacute;ria org&acirc;nica total e carbonato     biodetr&iacute;tico de 50 amostras coletadas (nov-dez/2012), correlacionando-os aos     condicionantes locais. An&aacute;lises elementares e isot&oacute;picas da mat&eacute;ria org&acirc;nica     contida nos sedimentos superficiais tamb&eacute;m foram feitas. Com base nos     resultados obtidos, foram efetuadas an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o, agrupamento e componentes     principais. Os resultados revelaram predom&iacute;nio de sedimentos siltosos,     pobremente selecionados e com altos teores org&acirc;nicos (1,2 to 15,2%), por se     tratar de um ambiente altamente eutrofizado. Os     teores de carbonatos n&atilde;o obedecem a uma rela&ccedil;&atilde;o direta apenas com uma fra&ccedil;&atilde;o     granulom&eacute;trica espec&iacute;fica, mas tamb&eacute;m com uma fonte dispon&iacute;vel, e foram     classificados como litocl&aacute;sticos em sua maior parte. Independentemente das     diferen&ccedil;as que possam existir na interpreta&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros indicadores da     mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar (-26,20 a -21,62&permil;PDB e -0,96 a     6,0 &permil;Ar raz&otilde;es isot&oacute;picas do C e N, respectivamente), os dados atuais e a     compara&ccedil;&atilde;o com trabalhos anteriores permitem concluir que o sistema &eacute; um ambiente deposicional de baixa energia submetido     &agrave; forte influ&ecirc;ncia de fontes terr&iacute;genas, em especial antr&oacute;picas, com     influ&ecirc;ncia marinha na sedimenta&ccedil;&atilde;o em por&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do sistema. A &aacute;rea     comporta-se como um retentor natural de sedimentos e caracteriza-se como um ambiente estuarino confinado, assoreado,     densamente urbanizado e com aporte perene de sedimentos s&iacute;lticos finos, de     composi&ccedil;&atilde;o silicicl&aacute;stica e argilas, com teores org&acirc;nicos altos. Essa conjun&ccedil;&atilde;o de fatores produz um ambiente de     sedimenta&ccedil;&atilde;o costeira de grande vulnerabilidade ambiental, indicado pela     classifica&ccedil;&atilde;o como hipertr&oacute;fico, o que se deve ao fato de todo sistema     estuarino captar principalmente efluentes de esgoto dom&eacute;stico e industrial sem     tratamento, dentre outras fontes de polui&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><b>Palavras-chave</b>: Sedimenta&ccedil;&atilde;o estuarina, mat&eacute;ria org&acirc;nica, polui&ccedil;&atilde;o.</p> <hr size="1" noshade>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The present study evaluates the environmental     conditions of the Capibaribe and Beberibe estuarine systems and Pina Basin, by     mean of sedimentary organic matter characteristics associated with traditional     sedimentary analysis. The employed parameters were the grain size, carbonate     contents and the elemental and isotopic sedimentary organic matter analysis (C,     N,&#948;&sup1;&sup3;C,  &#948;<sup>15</sup>N), correlating this proxies to local environmental     conditions in 50 surface sediment samples. Correlation analysis,cluster and principal     components were made based on the results. The analysis revealed a predominance     of the silty sediments, poorly selected and with high organic contents (1.2 to     15.2%) because it is a highly eutrophic environment. The carbonate contents do     not present a direct relationship only with a specific grain size fraction     (sand), but also with an available marine source. The stable isotopic ratios     ranged from -26.20 to -21.62 &permil;PDB (&#948;&sup1;&sup3;C) and -0.96 to 6.05 &permil;Ar (&#948;<sup>15</sup> N).     The current data and the comparison with previous work indicate a low-energy     depositional environment, submitted to the strong influence of terrigenous     sources, anthropogenic, in particular with marine influence on sedimentation in     specific portions of the system. The area acts as a natural trap of sediments     and is characterized as a confined estuarine environment, subjected to a strong     silting process, densely urbanized with perennial supply of fine silty     siliciclastic and clayey sediments, with high organic contents. This     combination of factors produces an environment of coastal sedimentation with     high environmental vulnerability, indicated by the classification as     hypertrophic. This is a direct result of the anthropic multiple uses of the     estuarine system, mainly associated to domestic and industrial sewage in natura     discharges to the area, among other sources of pollution.</p>       <p><b>Keywords</b>: Estuarine sedimentation, organic matter, pollution.</p> <hr size="1" noshade>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1.     Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>Ambientes deposicionais s&atilde;o caracterizados     por estrutura, textura, restos biog&ecirc;nicos contidos, mineralogia e geometria     particulares, devido &agrave; especificidade dos processos qu&iacute;micos, f&iacute;sicos e     biol&oacute;gicos que operaram para ger&aacute;-los em seu ambiente deposicional (Boggs,     1995). O corpo sedimentar formado pode, ent&atilde;o, guardar em si registros da     hist&oacute;ria evolutiva desse ambiente e de seu comportamento din&acirc;mico atual,     fornecendo informa&ccedil;&otilde;es sobre a origem do material, os meios de transporte e as     caracter&iacute;sticas do ambiente de deposi&ccedil;&atilde;o, que geram subs&iacute;dios para a     compreens&atilde;o dos processos que nele est&atilde;o ocorrendo e suas rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas.     Dessa forma, caracter&iacute;sticas texturais e composicionais dos sedimentos podem     conduzir a uma melhor compreens&atilde;o das tend&ecirc;ncias naturais do ambiente estudado,     auxiliando, portanto, em an&aacute;lises ambientais.</p>       <p>Inserem-se nesse contexto     estudos sobre a distribui&ccedil;&atilde;o e as caracter&iacute;sticas da mat&eacute;ria org&acirc;nica nos     sedimentos. De acordo com Wetzel (1983), os principais componentes que     constituem os sedimentos s&atilde;o a mat&eacute;ria org&acirc;nica em v&aacute;rios estados de     decomposi&ccedil;&atilde;o, part&iacute;culas minerais, incluindo argilas, carbonatos e silicatos     n&atilde;o argilosos, e uma componente inorg&acirc;nica de origem biog&ecirc;nica, como certas     formas de carbonato. Os constituintes org&acirc;nicos s&atilde;o bastante sens&iacute;veis aos     diversos fatores que condicionam os processos de deposi&ccedil;&atilde;o, assumindo a mat&eacute;ria     org&acirc;nica, portanto, um car&aacute;ter esclarecedor quando combinada com algumas das     propriedades composicionais dos sedimentos (Bader, 1955).</p>       <p>Pettijohn (1975) afirma que     os par&acirc;metros granulom&eacute;tricos s&atilde;o bons instrumentos na interpreta&ccedil;&atilde;o da     hidrodin&acirc;mica dos fundos de &aacute;reas marinhas. O mesmo autor afirma, ainda, que a     acumula&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica em sedimentos &eacute; fortemente dependente da     quantidade em argila depositada devido ao processo de adsor&ccedil;&atilde;o. Trask (1939 <i>apud</i> Tyson, 1995) acrescenta, tamb&eacute;m,     que o conte&uacute;do org&acirc;nico de sedimentos das margens continentais geralmente     aumenta quando os gr&atilde;os que os constituem tornam-se mais finos. Isso ocorre     porque as argilas concentram, comumente, cerca de duas vezes mais mat&eacute;ria     org&acirc;nica que siltes, e cerca de quatro vezes mais mat&eacute;ria org&acirc;nica que as     areias muito finas. O conte&uacute;do org&acirc;nico, dessa forma, pode ser diretamente     correlacionado com a mediana, com o di&acirc;metro m&eacute;dio e, principalmente, com a     porcentagem de argila do sedimento. Entretanto, fatores naturais, tais como a     disponibilidade de nutrientes e/ou outros decorrentes da a&ccedil;&atilde;o humana, v&atilde;o     influenciar em um maior teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica em argilas.</p>       <p>O conhecimento da natureza da     mat&eacute;ria org&acirc;nica, al&eacute;m de permitir a avalia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de circula&ccedil;&atilde;o mais     efetiva e das tend&ecirc;ncias do meio quanto ao potencial redox, fornece par&acirc;metros     fundamentais para o estudo de ecossistemas bent&ocirc;nicos, pois &eacute; essencial para a     manuten&ccedil;&atilde;o destes. A sua natureza permite avaliar a maior ou menor     disponibilidade de uso pelos organismos de fundo. Quando &eacute; origin&aacute;ria do     continente, &eacute; mais refrat&aacute;ria &agrave; absor&ccedil;&atilde;o por organismos, havendo a necessidade     de atividade bacteriana para promover seu enriquecimento em nutrientes. Quando     sua proveni&ecirc;ncia, no entanto, adv&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria fitoplanct&ocirc;nica, h&aacute;     maior disponibilidade para o aproveitamento em n&iacute;veis tr&oacute;ficos superiores.     Assim, os compostos org&acirc;nicos possuem import&acirc;ncia vital nos processos naturais,     al&eacute;m de afetar, de forma direta e indireta, uma s&eacute;rie de processos geol&oacute;gicos,     tais como: compacta&ccedil;&atilde;o, cristaliza&ccedil;&atilde;o, diag&ecirc;nese, dissolu&ccedil;&atilde;o, flocula&ccedil;&atilde;o,     sedimenta&ccedil;&atilde;o, segrega&ccedil;&atilde;o mineral e suspens&atilde;o (Rashid, 1985).</p>       <p>Reconstru&ccedil;&otilde;es ambientais e     espa&ccedil;o-temporais da zona costeira utilizam os diversos par&acirc;metros oriundos do     estudo da mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar, como a raz&atilde;o isot&oacute;pica d<sup>13</sup>C e a     raz&atilde;o elementar C/N, para fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre a origem do material     org&acirc;nico preservado em ambientes costeiros (Lamb <i>et al.,</i> 2006). Tal fato permite avaliar condi&ccedil;&otilde;es ambientais de     &aacute;reas sedimentares, propiciando an&aacute;lises sobre as condi&ccedil;&otilde;es naturais da &aacute;rea e     infer&ecirc;ncias sobre a a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica nela.</p>       <p>Os ecossistemas estuarinos s&atilde;o     considerados ambientes eutr&oacute;ficos, devido &agrave; alta produtividade prim&aacute;ria,     conduzindo uma rela&ccedil;&atilde;o direta com os nutrientes fornecidos por v&aacute;rias fontes     naturais e antr&oacute;picas (Eschrique, 2003). Estudar a distribui&ccedil;&atilde;o sedimentar     dessas &aacute;reas, juntamente com a origem do material org&acirc;nico, possibilita a     compreens&atilde;o do processo de sedimenta&ccedil;&atilde;o atual e dos diferentes fatores que     interferem no processo, tanto no tempo quanto no espa&ccedil;o (Barcellos, 2005).</p>       <p>Na costa pernambucana, o     desenvolvimento das atividades econ&ocirc;micas ocorrido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,     acompanhado do turismo e da intensa especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria, tem causado     grandes danos ao meio estuarino, que vem sofrendo com as consequ&ecirc;ncias geradas     pelas descargas de esgotos urbanos, res&iacute;duos industriais e agroindustriais,     refletidas em uma regi&atilde;o altamente eutrofizada devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica (Coimbra <i>et al</i>., 1987; Silva-Cunha <i>et al</i>., 1990; Travassos <i>et al</i>., 1991; Maia, 1995; Feitosa <i>et al.,</i>1999; Nascimento <i>et al</i>., 2003; Passavante, 2003; Silva,     2003; Anjos, 2007; CPRH, 2008; Santos <i>et     al.</i>, 2009; Noriega, 2010; N&oacute;brega, 2011).</p>       <p>Sendo assim, o presente     estudo teve por objetivo principal avaliar as condi&ccedil;&otilde;es ambientais do complexo     estuarino dos rios Capibaribe, Beberibe e Bacia do Pina, a partir de estudos     sobre a mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar, associados a an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas     tradicionais, na forma de gerar subs&iacute;dios cient&iacute;ficos para a gest&atilde;o costeira da     &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. M</b></a><b>aterial e m&eacute;todos</b></p>     <p><b>2.1.</b></a><b>Área de     estudo</b></p>     <p>O complexo estuarino dos rios Capibaribe,     Beberibe e Bacia do Pina (<a href="#f1">Figura 1</a>) est&aacute; localizado na zona urbana das cidades     do Recife e Olinda, sendo formado pelos seguintes corpos d&rsquo;&aacute;gua: canal     principal do Rio Capibaribe e seu bra&ccedil;o sul, o canal do Rio Beberibe, os rios Tejipi&oacute;/Jiqui&aacute; e os canais de mar&eacute; do Jord&atilde;o e do Pina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Capibaribe &eacute; o maior rio do complexo     estuarino e do estado de Pernambuco. Com 240 km de extens&atilde;o e vaz&atilde;o de 19 m<sup>3</sup>/s,     corta 42 munic&iacute;pios ao longo do seu curso. (Pernambuco, 2010). Os demais rios     que formam o complexo possuem uma extens&atilde;o menor do que 25 km e tamb&eacute;m fazem     parte da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. Todos recebem efluentes dom&eacute;sticos e     industriais, comprometendo a qualidade da &aacute;gua e seu estado tr&oacute;fico. O Rio     Beberibe &eacute; considerado um dos mais polu&iacute;dos de Pernambuco, visto que os     assentamentos prec&aacute;rios, instalados em encostas e em suas margens, contribuem     para a contamina&ccedil;&atilde;o de suas &aacute;guas. Em contrapartida, &eacute; o Capibaribe o 7&ordm; rio     considerado mais polu&iacute;do do Brasil (IBGE, 2012).</p>     <p>A Bacia do Pina est&aacute; situada na parte interna do Porto do Recife e     separada do Oceano Atl&acirc;ntico por meio de um dique artificial constru&iacute;do sobre     os recifes naturais. &Eacute; formada pela conflu&ecirc;ncia dos Rios Capibaribe (bra&ccedil;o     sul), Tejipi&oacute;/Jiqui&aacute;, Jord&atilde;o e Pina, sendo, por isso, considerada um sistema     estuarino. Atrav&eacute;s dos rios, a bacia recebe descargas de efluentes dom&eacute;sticos,     das galerias pluviais e de diversos tipos de ind&uacute;strias, com destaque para as     de produtos qu&iacute;micos e as que lidam com alimentos e bebidas (N&oacute;brega, 2011),     al&eacute;m de possuir constante tr&aacute;fego de embarca&ccedil;&otilde;es, por ser uma &aacute;rea portu&aacute;ria. &Eacute;     um ambiente din&acirc;mico e exerce um papel de grande import&acirc;ncia socioecon&ocirc;mica,     principalmente para a popula&ccedil;&atilde;o circunvizinha, de baixa-renda, onde coleta, diariamente, peixes, moluscos e crust&aacute;ceos (Feitosa, 1999).</p>     <p>A &aacute;rea de estudo possui clima do tipo As&rsquo;, denominado tropical     quente e &uacute;mido, com chuva de outono-inverno, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de     K&ouml;ppen, apresentando uma esta&ccedil;&atilde;o seca ou de estiagem, que se prolonga de     setembro a fevereiro, e uma esta&ccedil;&atilde;o chuvosa, de mar&ccedil;o a agosto. A temperatura     m&eacute;dia anual &eacute; de 25&deg;C, com uma m&eacute;dia pluviom&eacute;trica acima de 2.000 mm. E as     mar&eacute;s s&atilde;o do tipo semidiurna, com amplitude m&eacute;dia de siz&iacute;gia de 2,0m e de     quadratura com 0,7m.</p>       <p>Em experimento efetuado em pontos distintos do baixo estu&aacute;rio, em     condi&ccedil;&otilde;es de quadratura (19/03/2013), foram instalados 6 ADCPs (Perfiladores de  Corrente Ac&uacute;sticos     Doppler), que mediram velocidades de corrente mais intensas (0,50 m/s),     no canal principal do Rio Capibaribe, em frente ao Sport Clube do Recife.     Enquanto que, em condi&ccedil;&otilde;es de siz&iacute;gia (26/03/2013), chegaram a 0,80 m/s, na     Bacia de Santo Amaro, local pr&oacute;ximo de onde se encontra o pr&eacute;dio da Pol&iacute;cia     Federal (Carlos Schettini comunica&ccedil;&atilde;o pessoal).Essas correntes mais     intensas ocorreram na mar&eacute; de vazante,assim como as identificadas     por Monteiro <i>et al.</i> (2011).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Silva (2003) determinou a batimetria do Rio Capibaribe e encontrou     profundidades menores que 4 metros at&eacute; 9 metros. E Monteiro <i>et al</i>. (2011) exp&otilde;em que a eleva&ccedil;&atilde;o do     fundo da Bacia para o Estu&aacute;rio dificulta a entrada das mar&eacute;s de enchente,     causando uma mistura entre as &aacute;guas fluviais da bacia hidrogr&aacute;fica do     Capibaribe com as &aacute;guas marinhas.  A forma e a batimetria da bacia, al&eacute;m de contribu&iacute;rem     no seu padr&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o &uacute;teis na elimina&ccedil;&atilde;o de poluentes; o     estreitamento e a brusca mudan&ccedil;a da batimetria geram um efeito de jato que     contribui para a promo&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o na bacia e para o seu &uml;flushing&rdquo;     (Ara&uacute;jo; Pires, 1998). Devido     a essa circula&ccedil;&atilde;o, o estu&aacute;rio do Capibaribe &eacute; classificado como um estu&aacute;rio de     plan&iacute;cie, pouco profundo e parcialmente misturado (Monteiro <i>et al</i>., 2011).</p>       <p><b>2.2. Atividades de campo</b></a></p>       <p>Foram coletadas 50 amostras     de sedimentos na esta&ccedil;&atilde;o seca (nov-dez/2012).&nbsp; De cada amostra total coletada com aux&iacute;lio de um amostrador de fundo     tipo &ldquo;Van-Veen&rdquo;, uma por&ccedil;&atilde;o (cerca de 20 g) para a an&aacute;lise de C e N org&acirc;nicos     foi acondicionada em um saco pl&aacute;stico, etiquetada e congelada a bordo, com     objetivo de evitar atividade bacteriana posterior &agrave; coleta. Cerca de 250 g     foram acondicionados em outro saco pl&aacute;stico, tamb&eacute;m etiquetado, para a     realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises granulom&eacute;tricas, mat&eacute;ria org&acirc;nica total e de     carbonatos.</p>       <p><b>2.3.   Atividades de laborat&oacute;rio</b></p>     <p>No laborat&oacute;rio, as amostras     foram secadas em estufa a 50&deg;C para a realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises sedimentol&oacute;gicas:     granulometria e an&aacute;lises composicionais do sedimento, conte&uacute;do de carbonatos e     de mat&eacute;ria org&acirc;nica total determinados a partir da diferen&ccedil;a em peso seco,     antes e ap&oacute;s ataque com solu&ccedil;&atilde;o de HCl a 10% e de H<sub>2</sub>O<sub>2</sub> a     10%, respectivamente, de acordo com os m&eacute;todos descritos em Suguio (1973).</p>       <p>A     an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o elementar da mat&eacute;ria org&acirc;nica do C e N e das raz&otilde;es de     is&oacute;topos est&aacute;veis de carbono (d<sup>13</sup>C) e     nitrog&ecirc;nio (d<sup>15</sup>N) foi     realizada em 30 amostras ap&oacute;s um tratamento preliminar para a elimina&ccedil;&atilde;o do     CaCO<sub>3</sub> existente, conforme descrito em Hedges &amp; Stern (1984). A     composi&ccedil;&atilde;o isot&oacute;pica de carbono e nitrog&ecirc;nio foi determinada pela combust&atilde;o     autom&aacute;tica da amostra em um analisador elementar Carlo Erba (CHN-1110),     acoplado a um espectr&ocirc;metro de massa Finnigan Delta Plus do Laborat&oacute;rio de     Ecologia Isot&oacute;pica do CENA-ESALQ-USP (Piracicaba, SP). Esses dados, expressos     em % (C e N), s&atilde;o obtidos em conjunto com os valores das raz&otilde;es isot&oacute;picas de     carbono (d<sup>13</sup>C) e     nitrog&ecirc;nio (d<sup>15</sup>N). As     amostras foram queimadas em meio oxidante, e os gases produzidos foram     separados por cromatografia gasosa, purificados e carreados por um fluxo     cont&iacute;nuo de H&eacute;lio. Os valores das raz&otilde;es isot&oacute;picas de carbono (d<sup>13</sup>C) e     nitrog&ecirc;nio (d<sup>15</sup>N) (em     partes por mil) s&atilde;o referidos, respectivamente, ao PDB (Pee Dee Belemnite) e ao     Ar (ar atmosf&eacute;rico). Os valores das raz&otilde;es C/N, por sua vez, ser&atilde;o obtidos pela     simples divis&atilde;o entre os teores dos elementos de cada amostra analisada.</p>       <p><b>2.4. Tratamento     dos dados</b></p>       <p>Os dados sofreram tratamento     segundo os par&acirc;metros estat&iacute;sticos de Folk &amp; Ward (1957) e do diagrama     triangular de Shepard (1954) por meio do programa <i>Sysgran</i> (3.1) (Camargo, 2006), que permitiu a obten&ccedil;&atilde;o do di&acirc;metro     m&eacute;dio, grau de sele&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos teores de gr&acirc;nulos, areia, silte e argila.</p>       <p>Foi elaborada uma tabela     relacionando os dados de posicionamento, profundidade, conte&uacute;dos org&acirc;nicos e     sedimentologia das esta&ccedil;&otilde;es de coleta utilizando o <i>software</i> <i>Excel for Windows</i> (7.0). E os &iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o linear de     Pearson tamb&eacute;m foram obtidos com o citado programa. O mapa de     localiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo e os de distribui&ccedil;&atilde;o para a an&aacute;lise espacial dos     par&acirc;metros utilizados foram elaborados atrav&eacute;s do programa <i>Surfer for Windows</i> (11.0).</p>       <p>J&aacute; para     o tratamento conjunto dos dados, foi utilizado o <i>software Primer</i> <i>6</i>, para     efetuar a an&aacute;lise de agrupamento de Cluster e a an&aacute;lise dos componentes     principais (PCA), com os seguintes par&acirc;metros: areia (%), silte (%), argila     (%), teores elementares de C e NT (%), raz&otilde;es isot&oacute;picas de carbono ( &#948;<sup>13</sup>C) e     nitrog&ecirc;nio ( &#948;<sup>15</sup>N), MOT (%) e carbonatos (%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>3.     Resultados e discuss&atilde;o</b></p>       <p>No <a href="#a1">anexo 1</a><a name="topa1"></a> do material     suplementar, encontram-se as posi&ccedil;&otilde;es e os dados sedimentol&oacute;gicos das esta&ccedil;&otilde;es     de coleta (granulometria, classifica&ccedil;&atilde;o de Shepard (1954), par&acirc;metros     estat&iacute;sticos de Folk &amp; Ward (1957), valores de C e N elementares, raz&otilde;es     C/N e valores dos is&oacute;topos est&aacute;veis de carbono (&#948;<sup>13</sup>C) e     nitrog&ecirc;nio (&#948;<sup>15</sup>N), teores de carbonatos e mat&eacute;ria org&acirc;nica     total). E, na <a href="#t1">tabela 1</a>, as an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o relacionaram os conte&uacute;dos de     lama e os par&acirc;metros composicionais do sedimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04t1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A     an&aacute;lise espacial dos sedimentos no Sistema Estuarino dos rios Capibaribe,     Beberibe e Bacia do Pina revelou, com base em Shepard (1954), um predom&iacute;nio de     sedimentos siltosos (<a href="#f2">Figura 2</a>). E, segundo os par&acirc;metros estat&iacute;sticos de Folk     &amp; Ward (1957), os resultados obtidos foram heterog&ecirc;neos, apresentando     sedimentos que variaram de areia grossa a silte muito fino, por&eacute;m prevalecendo     sedimentos siltosos com di&acirc;metro m&eacute;dio entre 4,17 e 7,75&#966;. Do total coletado, 54% mostraram-se pobremente selecionados (1,00-1,99).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultado similar foi encontrado no Rio Capibaribe em setembro de 2011     (Oliveira <i>et al.,</i> 2013), assim como     na Bacia do Pina em 2009 (Marcondes, 2009). A autora justifica a     heterogeneidade dos sedimentos e o fato de serem pobremente selecionados pelo     efeito da mistura de diversas fontes fluviais e marinha, contrastando-se com o     estu&aacute;rio do Rio Jaboat&atilde;o, onde Barcellos <i>et     al</i>. (2012) encontraram, em sua maioria,     areias, em coletas realizadas no per&iacute;odo seco, apresentando sedimentos     pobremente selecionados.</p>       <p>A profundidade influenciou     para definir o tipo de sedimento, pois, apesar de todo o sistema ser     caracterizado pela presen&ccedil;a de sedimentos finos, as amostras coletadas nas     margens do sistema possuem altos teores de silte e argila, com exce&ccedil;&atilde;o da     esta&ccedil;&atilde;o 50 (areia argilosa). No entanto, as coletas realizadas no canal de     navega&ccedil;&atilde;o, em zonas mais profundas, n&atilde;o apresentaram um padr&atilde;o quanto &agrave;     classifica&ccedil;&atilde;o de Shepard (1954), apresentando sedimentos das 3 classes     granulom&eacute;tricas.</p>       <p>Os teores de carbonatos variaram entre 2,0 e 76,1% (<a href="#f3">Figura 3</a>),     por&eacute;m com a domin&acirc;ncia de sedimentos litocl&aacute;sticos (silicicl&aacute;sticos) em 92% das     amostras, que, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Larssoneur <i>et al.</i> (1982), s&atilde;o os sedimentos que possuem valores de carbonatos     menores que 30%. As maiores concentra&ccedil;&otilde;es decorrem de influ&ecirc;ncias locais     espec&iacute;ficas e s&atilde;o amostras compostas em geral por sedimentos arenosos     pobremente selecionados e com baixos conte&uacute;dos de lama. Predominam no canal portu&aacute;rio, em virtude da influ&ecirc;ncia marinha, e     pr&oacute;ximos &agrave;s &aacute;reas de atividade dos marisqueiros no Rio Jord&atilde;o e na Bacia do     Pina. Fato comprovado tamb&eacute;m por Marcondes (2009), na Bacia do Pina (22     e 40%) e em estudo sobre a plataforma continental interna adjacente ao Porto do     Recife, caracterizada por sedimentos como areias biog&ecirc;nicas mal selecionadas     (Andrade, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Alves <i>et al</i>. (2013) obtiveram valor m&eacute;dio     de 17,4% no estu&aacute;rio do Rio Jaboat&atilde;o em novembro de 2010,  enquanto     que no Rio Capibaribe observou-se varia&ccedil;&atilde;o de 2,5 a 48,7% em setembro de 2011     (Oliveira <i>et al.</i>, 2013). Para Aguiar     Neto <i>et al.</i> (2008), os teores de     carbonato de c&aacute;lcio n&atilde;o obedecem a uma rela&ccedil;&atilde;o direta apenas com uma fra&ccedil;&atilde;o     granulom&eacute;trica espec&iacute;fica, mas com uma fonte dispon&iacute;vel, como a ocorr&ecirc;ncia de     algas calc&aacute;rias e fragmentos de conchas.</p>       <p>Os percentuais de MOT variaram de 1,2 a 15,2% (<a href="#f4">Figura     4</a>), estando os valores acima de 5% (64% das amostras) associados a sedimentos     lamosos que, no geral, apresentaram uma camada fina de colora&ccedil;&atilde;o esverdeada na     superf&iacute;cie (algas/microfitobentos), indicativos da alta produtividade prim&aacute;ria     local. O menor (esta&ccedil;&atilde;o 26) e o maior (esta&ccedil;&atilde;o 24) teor de MOT est&atilde;o no Rio     Beberibe, sendo o mais baixo associado a uma &aacute;rea constantemente dragada. E os     altos teores em toda a &aacute;rea estudada se devem ao fato de se tratar de um     ambiente altamente eutrofizado devido aos grandes aportes de esgoto in natura     lan&ccedil;ados pela popula&ccedil;&atilde;o (&plusmn;1.000.000 hab.) nos cursos d&rsquo;&aacute;gua do complexo. Fontes     naturais de material advindas do Manguezal do Pina e dos aportes fluviais     terr&iacute;genos do Rio Capibaribe, o maior do litoral de Pernambuco, podem tamb&eacute;m     influenciar nesses altos conte&uacute;dos org&acirc;nicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f4.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Padr&atilde;o semelhante foi observado nos teores de mat&eacute;ria     org&acirc;nica encontrados por Marcondes (2009) na Bacia do Pina (at&eacute; 14%), por&eacute;m     Silva (2010), no Rio Pina e na &aacute;rea de conflu&ecirc;ncia entre os rios Capibaribe,     Tejipi&oacute;/Jiqui&aacute;, Pina e Jord&atilde;o, registrou valores entre 4 e 23%. Valores mais     altos tamb&eacute;m foram encontrados no complexo estuarino de Itamarac&aacute; (entre 7,5 e     22,9%) por Rocha (2000), e no estu&aacute;rio do Rio Timb&oacute; (entre 7,1% e 23,6%) por     Noronha <i>et al.</i> (2011).</p>       <p>Betemps &amp; Sanches Filho (2012) observaram tamb&eacute;m     uma rela&ccedil;&atilde;o entre altos teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica, bem como os teores de finos     com os n&iacute;veis de metais presentes em sedimentos. Macedo <i>et al.</i> (2007) afirmaram que o estu&aacute;rio do Rio Capibaribe     encontra-se altamente impactado por metais pesados (cromo, ferro, mangan&ecirc;s e     zinco), ao analisarem os teores em sedimentos superficiais.</p>       <p>Estudos da distribui&ccedil;&atilde;o dos teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica     revelaram que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o direta desse par&acirc;metro com a granulometria do     sedimento, com o grau de confinamento do ambiente e com sua profundidade.     Locais que apresentam uma profundidade baixa (pr&oacute;ximo &agrave;s margens, por exemplo)     possuem maior concentra&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica. Por&eacute;m, na presente pesquisa,     mesmo nas esta&ccedil;&otilde;es de coleta com maiores profundidades (6,5 e 8,0 m), e onde     predominam condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas mais intensas (canal portu&aacute;rio), os sedimentos     apresentaram teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica &gt; 5%.</p>       <p>Os teores de carbono org&acirc;nico variaram de 0,16 a 8,99%     (<a href="#f5">Figura 5</a>), com predom&iacute;nio de teores menores que 3%. Os valores mais altos est&atilde;o     associados a sedimentos finos e presen&ccedil;a de alto teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica, como     na esta&ccedil;&atilde;o 45. As correla&ccedil;&otilde;es apresentadas entre os teores de lama (silte e     argila) e MOT (r&sup2;=0,77) e entre a lama e o carbono (r2 =0,68) (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>) indicam     que o conte&uacute;do org&acirc;nico &eacute; diretamente correlacionado e fortemente dependente da     quantidade de finos depositados, devido ao processo de adsor&ccedil;&atilde;o. No entanto, os     mais baixos teores de org&acirc;nicos correspondem  a sedimentos arenosos, como as esta&ccedil;&otilde;es     localizadas na Bacia do Pina e no canal portu&aacute;rio, estando na esta&ccedil;&atilde;o 19 o     menor teor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na &aacute;rea estudada, os teores de carbono org&acirc;nico &gt; 4% est&atilde;o     associados a valores &gt; 10% de MOT e, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o (Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA 454/12), as dragagens desses     sedimentos com altos teores org&acirc;nicos podem causar  preju&iacute;zos ao ambiente n&atilde;o s&oacute; na &aacute;rea dragada, mas tamb&eacute;m na &aacute;rea de disposi&ccedil;&atilde;o     de tais sedimentos.</p>       <p>As concentra&ccedil;&otilde;es de nitrog&ecirc;nio total variaram     de 0,02 a 0,98% (<a href="#f6">Figura 6</a>), predominando teores entre 0,10 e 0,50%. Sua     distribui&ccedil;&atilde;o apresenta-se semelhante &agrave; do carbono org&acirc;nico, em que, no geral,     os teores &lt; 0,50% est&atilde;o na Bacia do Pina e em &aacute;reas onde predomina a     influ&ecirc;ncia marinha, como na esta&ccedil;&atilde;o 19, com o menor valor. Tamb&eacute;m apresentou     correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o presente par&acirc;metro e a lama com r&sup2; = 0,69,     refor&ccedil;ando a associa&ccedil;&atilde;o entre os sedimentos finos e os teores elementares da     mat&eacute;ria org&acirc;nica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f6.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ruiz-Fern&aacute;ndez <i>et al.</i> (2002) notaram grande semelhan&ccedil;a     entre a distribui&ccedil;&atilde;o do carbono org&acirc;nico e do nitrog&ecirc;nio total ao estudar o     impactado estu&aacute;rio do Rio Culiacan, no M&eacute;xico, onde os teores dos citados     par&acirc;metros apresentaram correla&ccedil;&atilde;o significativa de r&sup2; = 0,92. Fato tamb&eacute;m     observado na presente pesquisa, em que a an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o entre o carbono     org&acirc;nico e o nitrog&ecirc;nio total teve como resultado r&sup2; = 0,98.</p>       <p>Santos et al. (2013)     encontraram valores mais baixos (0,00 a 0,33%) no estu&aacute;rio do Rio S&atilde;o Francisco     (SE/AL), considerando a oligotrofia do sistema. Assim como Barcellos &amp;     Furtado (2006) (0,00 a 0,25%) e Barcellos <i>et     al.</i> (2009) (0,03-0,26%), para o Canal de S&atilde;o Sebasti&atilde;o (SP) e o     Sistema Estuarino-Lagunar de Canan&eacute;ia-Iguape (SP), respectivamente. Enquanto     que Zocatelli <i>et al</i>. (2007), no estu&aacute;rio do Rio Jaguaribe</p>       <p>(CE),     observaram alta concentra&ccedil;&atilde;o (5,4%) em &aacute;rea de canal que drena extensa produ&ccedil;&atilde;o de carcinicultura.</p>       <p>Os valores da raz&atilde;o C/N variaram de 6,79 a     14,92 (<a href="#f7">Figura 7</a>), apresentando em geral uma origem mista de acordo com os     intervalos observados na literatura (Saito <i>et     al.,</i> 1989; Mahiques <i>et al</i>., 1999;     Barcellos, 2005). Dentre as amostras, 30% exibiram mat&eacute;ria org&acirc;nica de origem     marinha (C/N entre 4 e 10); 23% (C/N<sup>3</sup> 12) s&atilde;o de origem continental e 47% (C/N entre 10 e 12) possuem     uma mistura de material planct&ocirc;nico marinho e de plantas terrestres. O maior     valor encontra-se no Rio Beberibe (esta&ccedil;&atilde;o 24), onde foi registrado o maior     teor de MOT. Enquanto que o menor valor foi encontrado no Rio Pina (esta&ccedil;&atilde;o 6),     local com maior teor de areia entre as amostras coletadas. Os resultados     apresentados foram corroborados pela forte correla&ccedil;&atilde;o entre os teores de     carbono org&acirc;nico e nitrog&ecirc;nio (<a href="#t1">Tabela 1</a>), apontando fontes similares de     mat&eacute;ria org&acirc;nica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f7"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f7.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os conte&uacute;dos da raz&atilde;o     isot&oacute;pica &#948;&sup1;&sup3;C variaram de -26,20 a -21,62&permil;PDB (<a href="#f8">Figura 8</a>). A mat&eacute;ria     org&acirc;nica sedimentar, de acordo com os valores, indicou que dez esta&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m     origem marinha com teores mais enriquecidos (&gt; -24&permil;PDB) (Chester &amp;     Riley, 1978; Ruttemberg e Go&ntilde;i, 1997; Stein, 1991; Meyer, 1997; Lamb <i>et al</i>., 2006), fato que foi refor&ccedil;ado     pelos valores da raz&atilde;o C/N entre 6,8 a 9,2 em algumas das esta&ccedil;&otilde;es. As demais     amostras possuem origem continental (&lt; -24&permil;PDB).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f8"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f8.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Bouillon <i>et al.</i> (2002), estudando os sedimentos do estu&aacute;rio Andhra Pradesh,     na &Iacute;ndia, observaram valores entre -24,2 e -17,8&permil;PDB, onde os valores m&aacute;ximos     (-17,8 e -19,1&permil;PDB) foram encontrados no centro da ba&iacute;a. De acordo com os     autores, os valores mais baixos</p>       <p>(&lt;-21&permil;PDB)     est&atilde;o relacionados &agrave; pluma de um canal com grande quantidade de &#948;&sup1;&sup3;C de     origem continental ou associados ao esgoto.</p>       <p>Tamb&eacute;m na &Iacute;ndia, no estu&aacute;rio     Cochin, Gireeshkumar <i>et al</i>. (2013) obtiveram valores mais similares com o presente     sistema estuarino de -27,5 a -21,7&permil;PDB em sedimentos superficiais. Neste     &uacute;ltimo, foi observado um aumento gradual dos valores da raz&atilde;o isot&oacute;pica da     parte interna do estu&aacute;rio em dire&ccedil;&atilde;o ao exut&oacute;rio, os quais sugerem uma     contribui&ccedil;&atilde;o cada vez maior de mat&eacute;ria org&acirc;nica aut&oacute;ctone marinha. Fato tamb&eacute;m constatado na presente pesquisa e por Barcellos (2005) e     Barcellos <i>et al</i>. (2005) no sistema de     Canan&eacute;ia-Iguape (SP).</p>       <p>Os valores da raz&atilde;o isot&oacute;pica     &#948;<sup>15</sup>N variaram de - 0,96 a 6,05&permil;Ar, com predomin&acirc;ncia de     conte&uacute;dos entre 2,0 a 4,0&permil;Ar (<a href="#f9">Figura 9</a>). S&atilde;o valores situados na faixa     observada para fontes continentais. Conte&uacute;dos entre 4 e 6&permil;Ar encontram-se     situados dentro da faixa para fontes marinhas, correspondendo &agrave;s esta&ccedil;&otilde;es de     coleta pr&oacute;ximas &agrave; sa&iacute;da do canal portu&aacute;rio. Destaque para a esta&ccedil;&atilde;o 30, que     possui os maiores teores de &#948;<sup>15</sup>N e carbonato, corroborando     tal afirma&ccedil;&atilde;o. O presente par&acirc;metro apresentou correla&ccedil;&otilde;es pouco     significativas com os demais par&acirc;metros (vide <a href="#t1">Tabela 1</a>), o que pode indicar um     comportamento independente em rela&ccedil;&atilde;o aos pr&oacute;cessos sedimentares da mat&eacute;ria     org&acirc;nica, relacionado ao imbricado processo de ciclagem deste elemento.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f9"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f9.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Ogrinc <i>et al</i>. (2005)     conferiram assinatura de 1,8&permil;Ar para o esgoto dom&eacute;stico no Mar Adri&aacute;tico, fato     que tamb&eacute;m pode ocorrer no sistema estuarino estudado, devido ao grande aporte     de esgoto captado por suas &aacute;guas, com volume acima de 22.000 m<sup>3</sup>/ano     (Ericson <i>et al</i>., 2005), e estando apenas 42,9% dos domic&iacute;lios da     cidade do Recife ligados &agrave; rede geral de esgotamento sanit&aacute;rio (Secretaria de     Saneamento do Recife, 2008). No entanto, observa-se, no presente estudo, que os     valores de &#948;<sup>15</sup>N dos materiais de diferentes origens se sobrep&otilde;em,     fato que dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o da origem da mat&eacute;ria org&acirc;nica atrav&eacute;s desse     par&acirc;metro. Fukumoto (2003) afirma que tamb&eacute;m n&atilde;o foi poss&iacute;vel distinguir o     nitrog&ecirc;nio de origem antr&oacute;pica em amostras de sedimentos superficiais da Ba&iacute;a     de Santos (SP) atrav&eacute;s desse par&acirc;metro, mesmo sendo esta uma regi&atilde;o conhecida     pela influ&ecirc;ncia antr&oacute;pica.</p>       <p>A     faciologia dos sedimentos (<a href="#f11">Figura 11</a>), determinada atrav&eacute;s de informa&ccedil;&otilde;es     obtidas por meio de um corte transversal no dendograma gerado por meio da     an&aacute;lise de agrupamento (<a href="#f10">Figura 10</a>), permitiu o reconhecimento de tr&ecirc;s f&aacute;cies     diferenciadas, principalmente pelos teores de areia, silte e composi&ccedil;&otilde;es     elementares (C e N).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f10"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f10.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f11"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f11.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A f&aacute;cies I &eacute; caracterizada pelas amostras mais arenosas, com raz&atilde;o isot&oacute;pica de d<sup>13</sup>C e d<sup>15</sup>N apresentando     valores que indicam mat&eacute;ria org&acirc;nica de origem continental. &Eacute; composta por     quinze amostras que predominam na &aacute;rea de conflu&ecirc;ncia dos rios (bra&ccedil;o sul do     Capibaribe, Tejipi&oacute;, Jord&atilde;o e Pina) e na Bacia do Pina, associadas &agrave;s &aacute;reas de     maior hidrodin&acirc;mica do sistema.</p>       <p>A f&aacute;cies     II apresenta sedimentos siltosos e com altos teores de MOT e carbonato,     indicando locais com menor intensidade de correntes. &Eacute; composta pelas amostras     que n&atilde;o tiveram os teores elementares e as raz&otilde;es isot&oacute;picas analisados. As onze     amostras desse grupo dividem-se em sua maioria na Bacia do Pina e no Rio     Capibaribe, com um ponto no canal portu&aacute;rio e um no Rio Beberibe.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A f&aacute;cies     III possui 24 amostras que n&atilde;o apresentam um padr&atilde;o definido de distribui&ccedil;&atilde;o,     estando presentes em todo o sistema. Apresenta os maiores teores elementares e     valores intermedi&aacute;rios de MOT e carbonatos. As raz&otilde;es isot&oacute;picas possuem origem     continental e com os valores mais baixos quando comparados &agrave;s demais f&aacute;cies.</p>       <p>O     diagrama de ordena&ccedil;&atilde;o gerado pela PCA (<a href="#f12">Figura 12</a>) corrobora o resultado da     an&aacute;lise de agrupamento. A primeira componente principal (PC1) responde pelos     teores de areia, silte, C e NT com 49,0% da variabilidade total, e a segunda     componente principal (PC2) reflete os teores de  d<sup>13</sup>C e d<sup> 15</sup>N e     responde por 21, 8%, somando 70,8%, de forma a deter a maior parte da     informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica dos dados originais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f12"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v14n3/14n3a04f12.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O PC1 &eacute; composto por elementos     relacionados &agrave; composi&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica e org&acirc;nica dos sedimentos, indicando     que sedimentos siltosos est&atilde;o relacionados com os teores org&acirc;nicos, regulando     suas concentra&ccedil;&otilde;es no sedimento. Os     vetores de C e NT mostram-se fortemente correlacionados entre si, corroborando     com as an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o linear (vide <a href="#t1">Tabela 1</a>). Enquanto que a vari&aacute;vel     areia, negativamente carregada, est&aacute; disposta no eixo oposto ao vetor do     percentual de silte, mais uma vez afirmando que as caracter&iacute;sticas granulom&eacute;tricas     dos sedimentos influenciam a adsor&ccedil;&atilde;o e a acumula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos org&acirc;nicos.</p>       <p>O grupo de sedimentos mais arenosos e com baixos teores org&acirc;nicos     est&aacute; localizado pr&oacute;ximo ao vetor da vari&aacute;vel areia e corresponde &agrave; f&aacute;cies I     (<a href="#f11">Figura 11</a>). Outro grupo, composto por sedimentos siltosos e com os mais altos     teores de C e NT, localizado pr&oacute;ximo a esses vetores, equivale ao grupo que     constitui a f&aacute;cies III.</p>     <p>O PC2 &eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a da distribui&ccedil;&atilde;o inversa entre     as raz&otilde;es isot&oacute;picas d<sup>13</sup>C (carregamento negativo) e d<sup>15</sup>N     (carregamento positivo), indicativo de fontes distintas de mat&eacute;ria org&acirc;nica.     Para esse componente, h&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o de um terceiro grupo, formado por amostras     que n&atilde;o tiveram os teores elementares e as raz&otilde;es isot&oacute;picas analisados e que     est&aacute; localizado pr&oacute;ximo aos vetores de carbonato, MOT, silte e argila;     indicando presen&ccedil;a de sedimentos finos e altos teores de MOT e carbonato. Esses     sedimentos s&atilde;o an&aacute;logos aos que comp&otilde;em a f&aacute;cies II.</p>       <p>Os     resultados obtidos indicam que a calha do Rio Capibaribe, em toda a sua     extens&atilde;o estudada (alto a baixo estu&aacute;rio), apresenta, em sua maior parte, &aacute;reas     que se caracterizam como de deposi&ccedil;&atilde;o de sedimentos finos e devido a baixos     fluxos de energia, havendo a presen&ccedil;a de teores org&acirc;nicos de m&eacute;dios a altos, de     origem continental. Possui profundidades entre 0 e 4 metros, mas podendo chegar     a mais de 6 metros em poucos pontos ao longo do canal; esses s&atilde;o locais onde h&aacute;     um fluxo mais intenso de correntes e deposi&ccedil;&atilde;o de areias finas.</p>       <p>Na     regi&atilde;o da conflu&ecirc;ncia dos rios (bra&ccedil;o sul do Capibaribe, Tejipi&oacute;, Jord&atilde;o e     Pina), h&aacute; altern&acirc;ncia de fluxos vindos de v&aacute;rios sentidos. A constri&ccedil;&atilde;o do     canal aumenta a energia hidrodin&acirc;mica do local, resultando na presen&ccedil;a de     sedimentos heterog&ecirc;neos e de granulometria mais grossa, com teores org&acirc;nicos de     baixos a m&eacute;dios, de origem marinha, continental e mista. O processo sedimentar     de eros&atilde;o apresenta alto potencial na baixa-mar, indicando que no local deve     haver um importante fluxo de sedimentos no sentido continente-mar (Ara&uacute;jo <i>et al.,</i> 2011), numa &aacute;rea que possui     profundidades m&aacute;ximas de 3 metros; mais baixas do que o canal principal do Rio     Capibaribe.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Bacia     do Pina &eacute; a &aacute;rea de maior heterogeneidade relativa aos processos sedimentares     do sistema estuarino, apresentando profundidades baixas em quase toda sua     extens&atilde;o, semelhantes &agrave; da &aacute;rea de conflu&ecirc;ncia dos rios adjacente. A sua por&ccedil;&atilde;o     central caracteriza-se por zona de franca deposi&ccedil;&atilde;o de sedimentos     areno-s&iacute;lticos (Coroa dos Passarinhos), constituindo, inclusive, uma fei&ccedil;&atilde;o     positiva de relevo na baixa-mar, com marcada altern&acirc;ncia do fluxo da influ&ecirc;ncia     das mar&eacute;s e aumento da energia na preamar; seus sedimentos s&atilde;o heterog&ecirc;neos e     possuem granulometria mais grossa, com baixos teores org&acirc;nicos de origem     tendendo a marinha. Em suas margens, onde est&atilde;o localizados os canais     principais de circula&ccedil;&atilde;o, apesar do ligeiro aumento de profundidade e presen&ccedil;a     de sedimentos pel&iacute;ticos, ocorrem, no entanto, baixos teores elementares, o que     configuraria o local como de passagem de sedimentos (<i>by pass</i>).</p>       <p>O trecho     estudado do Rio Beberibe tamb&eacute;m apresenta baixas profundidades e as mesmas     caracter&iacute;sticas das &aacute;reas onde predominam processos deposicionais dos     sedimentos. As amostras dessa por&ccedil;&atilde;o do sistema apresentam altos teores de MOT     e elementares, e sua origem &eacute; continental.</p>       <p>Assinalando     grande particularidade em rela&ccedil;&atilde;o ao restante do sistema estuarino, o canal     portu&aacute;rio possui profundidades de 8 a 14 metros. &Eacute; uma &aacute;rea de fluxo     hidrodin&acirc;mico intenso tamb&eacute;m devido ao estreitamento do canal, tornando-se &aacute;rea     de passagem de sedimentos com constante movimenta&ccedil;&atilde;o junto ao fundo, composto     por sedimentos de granulometria fina com teores m&eacute;dios de C e NT elementares e     mat&eacute;ria org&acirc;nica de origem marinha, indicados, tamb&eacute;m, pelos conte&uacute;dos mais     altos de carbonatos do sistema.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>4.     Conclus&otilde;es</b></p>       <p><b>+</b> Os sedimentos pel&iacute;ticos constituem a maioria dos sedimentos     modernos que adentram o sistema. A principal fonte de finos &eacute; o rio de maior     porte do sistema, o Rio Capibaribe, seguido dos demais rios (Tejipi&oacute;, Jord&atilde;o,     Pina e Beberibe). Os     sedimentos da parte terminal do sistema estuarino refletem o dom&iacute;nio da a&ccedil;&atilde;o     marinha, correspondendo a uma zona de energia mais elevada.</p>       <p><b>+</b> Os     sedimentos das margens e das &aacute;reas planas de baixa profundidade com dom&iacute;nio de     sedimentos finos (siltes e argilas) evidenciam a influ&ecirc;ncia de baixa a moderada     energia, devendo as correntes possuir, nesses locais, velocidades relativamente     pouco elevadas. No entanto, ao longo do eixo central da Bacia do Pina, do canal     portu&aacute;rio e em pontos de maior profundidade no Rio Capibaribe, os sedimentos     s&atilde;o de granulometria mais grossa, o que denota exist&ecirc;ncia de energia m&eacute;dia a     elevada, fazendo supor a exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es de correntes (fluviais e de     mar&eacute;) com intensidade apreci&aacute;vel.</p>       <p><b>+</b> Os     teores elementares e isot&oacute;picos da mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar observados podem     ser considerados como compat&iacute;veis com os valores encontrados na literatura para     outros sistemas estuarinos tropicais e subtropicais do Brasil e do globo.</p>       <p><b>+</b> Independentemente     das diferen&ccedil;as na interpreta&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros indicadores da origem da mat&eacute;ria     org&acirc;nica sedimentar, a natureza dos componentes indica que h&aacute; um predom&iacute;nio     continental na &aacute;rea.</p>       <p><b>+</b> Os dados     atuais e a compara&ccedil;&atilde;o com os dados de trabalhos anteriores permitem concluir     que o sistema &eacute; um ambiente deposicional de     baixa energia submetido &agrave; forte influ&ecirc;ncia de fontes terr&iacute;genas, em especial     antr&oacute;picas, indicado pelos altos teores org&acirc;nicos, praticamente em sua     totalidade, sendo, por isso, classificado como hipertr&oacute;fico; com influ&ecirc;ncia     marinha em por&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do sistema.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>+</b> A &aacute;rea     comporta-se como um retentor natural de sedimentos. Caracteriza-se como um     ambiente estuarino confinado, assoreado, densamente urbanizado e com aporte     perene de sedimentos finos, de composi&ccedil;&atilde;o silicicl&aacute;stica e com teores org&acirc;nicos     altos. Essa conjun&ccedil;&atilde;o de fatores produz um ambiente de sedimenta&ccedil;&atilde;o costeira de     grande vulnerabilidade ambiental, indicado pelo &iacute;ndice tr&oacute;fico, o que se deve     ao fato de todo sistema estuarino captar principalmente efluentes de esgoto     dom&eacute;stico e industrial sem tratamento, dentre outras fontes de polui&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><b>+</b> Por fim,     a partir dos dados apresentados e das caracter&iacute;sticas do sistema estuarino como     um todo, diante dos altos teores org&acirc;nicos e de lamas observados, &eacute; temer&aacute;rio     para a gest&atilde;o ambiental da &aacute;rea o processo de dragagem que vem sendo executado     no estu&aacute;rio do Rio Capibaribe desde o in&iacute;cio de 2013. As dragagens certamente     v&ecirc;m redisponibilizando todo esse material org&acirc;nico depositado, al&eacute;m de     elementos met&aacute;licos e demais poluentes e contaminantes que tamb&eacute;m est&atilde;o     adsorvidos aos altos conte&uacute;dos de argilas do sistema. O mesmo &eacute; v&aacute;lido no caso     do estu&aacute;rio do Beberibe, cujas condi&ccedil;&otilde;es ambientais, mais degradadas que o     Capibaribe, tornam cr&iacute;tico qualquer processo que cause a remobiliza&ccedil;&atilde;o e ressuspens&atilde;o     de seus sedimentos de fundo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os     autores externam seus agradecimentos &agrave; FACEPE     (Projeto: &ldquo;MuGloEst&rdquo;:APQ0079-1.08/11) pelo apoio &agrave; pesquisa.       <p>          <p><b>Refer&ecirc;ncias     bibliogr&aacute;ficas</b>     </h1>       <p>Aguiar     Neto, A.B.; Gomes, D.F.; Freire, G.S.S. (2008) &ndash; N&iacute;veis e origem do carbonato     de c&aacute;lcio em sedimentos dos manguezais de Icapu&iacute; &ndash; CE, Nordeste do Brasil. <i>Revista de Geologia</i> (ISSN: 0103-2410),     21(2):135-146, Fortaleza, CE, Brasil.</p>       <p>Alves,     T.M.F.; Barcellos, R.L.; Flores Montes, M.J. (2013) &ndash; Distribui&ccedil;&atilde;o do carbonato     biodetr&iacute;tico (CaCO3) e da mat&eacute;ria org&acirc;nica total (MOT) nos sedimentos     estuarinos do Rio Jaboat&atilde;o (Pernambuco, Brasil). <i>XIV Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos do Quatern&aacute;rio</i> (ABEQUA), Natal, RN, Brasil. (Publicado em CD-ROM).</p>       <p>Ara&uacute;jo,     A.M.; Mineiro, A.L.B.; Cantalice, J.R.B. (2011) &ndash; Estimativa do potencial de     sedimenta&ccedil;&atilde;o e eros&atilde;o: caso Manguezal do Pina, Recife (PE). <i>Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental</i> (ISSN: 1809-4457),     16(2):133-140, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bader,     R.G. (1955) &ndash; Carbon and Nitrogen Relations in Surface and Subsurface     Sediments. <i>Geochimical &amp;   Cosmochimical Acta</i>, 7(5/6):205-211. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0016-7037(55)90032-6" target="_blank">10.1016/0016-7037(55)90032-6</a>.</p>       <p>Barcellos,     R.L. (2005) &ndash; <i>Distribui&ccedil;&atilde;o da material     org&acirc;nica sedimentar atual do sistema estuarino-lagunar de Canan&eacute;ia-Iguape, S&atilde;o     Paulo</i>. 185p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutorado, Universidade de S&atilde;o Paulo, SP,     Brasil. <i>N&atilde;o publicado.</i></p>       <p>Barcellos,     R.L.; Berbel, G.B.; Braga, E de S.; Furtado, V.V. (2005) &ndash; Distribui&ccedil;&atilde;o e     caracter&iacute;sticas do f&oacute;sforo sedimentar no sistema estuarino-lagunar de     Canan&eacute;ia-Iguape, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Geochimica Brasiliensis</i> (ISSN: 0102-9800), 19(1):022-036, Rio de Janeiro,     RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.geobrasiliensis.org.br/ojs/index.php/geobrasiliensis/article/view/220" target="_blank">http://www.geobrasiliensis.org.br/ojs/index.php/geobrasiliensis/article/view/220</a></p>       <p>Barcellos,     R.L.; Furtado, V.V. (2006) &ndash; Organic Matter Contents and Modern Sedimentation at S&atilde;o Sebasti&atilde;o     Channel, S&atilde;o Paulo State, South-Eastern Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), SI39:1073-1077. Article Stable URL: <a href="http://www.jstor.org/stable/25741746" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/25741746</a></p>       <p>Barcellos,     R.L.; Camargo, P.B.;     Galv&atilde;o, A.; Weber, R.R. (2009) &ndash; Sedimentary organic matter in cores of Canan&eacute;ia-Iguape     lagoonal-estuarine system, S&atilde;o Paulo State, Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0258), SI(56):1335-1339. <a href="http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1335.1339_R.Barcellos_ICS2009.pdf" target="_blank">http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1335.1339_R.Barcellos_ICS2009.pdf</a></p>       <p>Barcellos, R.L.; Alves,T.M.F.; Flores Montes, M.J.; Camargo, P.B.; Pitanga, M.E. (2012) &ndash;     Processo sedimentar atual e comportamento sazonal da mat&eacute;ria org&acirc;nica no     sistema estuarino do Rio Jaboat&atilde;o, Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, Estado de     Pernambuco. <i>V Congresso Brasileiro de     Oceanografia</i> (CBO). Rio de Janeiro, RJ, Brasil. (Publicado em CD-ROM).</p>       <p>Betemps,     G.R.; Sanches Filho, P.J. (2012) &ndash; Estudo sazonal de metais pesados no     sedimento do Saco do Laranjal &ndash; Pelotas &ndash; RS. <i>Journal of the Brazilian Society of Ecotoxicology</i> (ISSN:     1809-8401), 7(2):79-84, Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia, Universidade do     Vale do Itaja&iacute;, Itaja&iacute;, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://siaiweb06.univali.br/seer/index.php/eec/article/view/4024/2342" target="_blank">http://siaiweb06.univali.br/seer/index.php/eec/article/   view/4024/2342</a></p>       <p>Boggs,     S. (1995) &ndash; <i>Principles of Sedimentology     and Stratigraphy</i>. 765p., Prentice Hall, Upper Saddle River, NJ, U.S.A.     ISBN: 0023117923.</p>       <p>Bouillon,     S.; Raman, A.V.; Dauby, P.; Dehairs, F. (2002) &ndash; Carbon and Nitrogen stable     isotope ratios of subtidal benthic invertebrates in an estuarine mangrove ecosystem (Andhra Pradesh, India). Estuarine, <i>Coastal Shelf Science</i>, 54(5):901-913. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1006/ecss.2001.0864" target="_blank">10.1006/ecss.2001.0864</a>.</p>       <p>Camargo,     M.G. (2006) &ndash; Sysgran: Um sistema de c&oacute;digo aberto para an&aacute;lises     granulom&eacute;tricas do sedimento. <i>Revista     Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 36(2):371-378, S&atilde;o Paulo, SP,     Brasil.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Chester,     R.; Riley, J.P. (1978) &ndash; <i>Chemical     Oceanography</i>. Vol. 7, 508p., Academic Press, London, U.K. ISBN:     0-12-588607-1.</p>       <p>CONAMA     (2012) &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 454, de 1&ordm; de     novembro de 2012. Disp&otilde;e sobre diretrizes gerais e os procedimentos     referenciais para o gerenciamento do material a ser dragado em &aacute;guas sob     jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional</i>. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Publicado no D.O.U., de 08/11/2012, Se&ccedil;&atilde;o 1, p&aacute;g. 66. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=693" target="_blank">http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=693</a></p>       <p>CPRH     (2008) &ndash; <i>Relat&oacute;rio de monitoramento de     bacias hidrogr&aacute;ficas do Estado de Pernambuco</i>. 96p., Ag&ecirc;ncia Estadual de     Meio Ambiente e Recursos Hi&#769;dricos (CPRH), Recife, PE, Brasil. Dispon&iacute;vel   on-line em <a href="http://www.cprh.pe.gov.br/ARQUIVOS_ANEXO/B_Introdu%C3%A7%C3%A3o08.pdf" target="_blank">http://www.cprh.pe.gov.br/ARQUIVOS_ANEXO/B_Introdu%C3%A7%C3%A3o08.pdf</a></p>       <p>Ericson,     N.R.S.; Pinheiro, J.H.M.; Costa, V.P.P.A.; Cunha, Cibele P.A.; Ferreira Filho,     O.L. (2005) &ndash; Proposi&ccedil;&otilde;es para o sistema de esgotamento sanit&aacute;rio da cidade de     Toritama &ndash; Pernambuco. 19p., <i>XXIII     Congresso Brasileiro de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental</i>, Associa&ccedil;&atilde;o     Brasileira de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.   Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes23/II-185.pdf" target="_blank">http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes23/II-185.pdf</a></p>       <p>Eschrique,     S.A.; Abreu, M.W.M.; Alves, M.A.M.S.; Santos,     M.L.S. (2003) &ndash; Estudos preliminares sobre os fatores que controlam     a concentra&ccedil;&atilde;o dos nutrientes (silicato e fosfato), no estu&aacute;rio da praia do     Bispo - Mosqueiro/PA. <i>IX Congresso     Brasileiro de Geoqu&iacute;mica. Livro de Resumos Expandidos</i>, p.492-495, Bel&eacute;m,   PA, Brasil.</p>       <p>Feitosa,     F.A.N., Nascimento, F.C.R., Costa, K.M.P. (1999) &ndash; Distribui&ccedil;&atilde;o espacial e     temporal da biomassa fitoplanct&ocirc;nica relacionada com par&acirc;metros hidrol&oacute;gicos na     Bacia do Pina, Recife-PE. <i>Trabalhos     Oceanogr&aacute;ficos da Universidade Federal de Pernambuco</i> (ISSN: 1679-3013),     27(2):1-13, Recife, PE, Brasil.</p>       <p>Folk,     R.L; Ward. W.C. (1957) &ndash; Brazos River Bar: a study in the significance of grain     size parameters. <i>Journal of Sedimentary   Petrology</i>, 27(1):3-26. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1306/74D70646-2B21-11D7-8648000102C1865D" target="_blank">10.1306/74D70646-2B21-11D7-8648000102C1865D</a></p>       <p>Gireeshkumar,     T.R.; Deepulal, P.M.; Chandramohanakumar, N. (2013) &ndash; Distribution and sources     of sedimentary organic matter in a tropical estuary, south west coast of India     (Cochin estuary): A     baseline study. <i>Marine Pollution Bulletin</i>,   66(1&ndash;2): 239-245. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.marpolbul.2012.10.002" target=_blank>10.1016/j.marpolbul.2012.10.002</a></p>       <p>Hedges,     J.I.; Stern, J.H. (1984) &ndash; Carbon and nitrogen determinations in carbonate     containing solids. <i>Limnology and     Oceanography</i>, 29(3):657-663. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.4319/lo.1984.29.3.0657">10.4319/lo.1984.29.3.0657</a>.</p>     <p>Lamb,     A.L.; Graham. P.W. &amp; Leng. M.J. (2006) &ndash; A review of coastal palaeoclimate     and relative sea-level reconstructions using  d13C and     C/N ratios in organic matter. <i>Earth-Science   Reviews</i>, 75(1-4):29-57. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.earscirev.2005.10.003" target="_blank">10.1016/j.earscirev.2005.10.003</a>.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Larssoneur,     C.; Bouysse, P. &amp; Aufret, J.P. (1982) &ndash; The surpeficial sediments of the     English Channel and its western approaches. <i>Sedimentology</i>,   29(6):851-864. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1365-3091.1982.tb00088.x" target="_blank">10.1111/j.1365-3091.1982.tb00088.x</a>.</p>       <p>Macedo,     S.J.; Philippini da Silva, H.K.; Brayner, F.M.M.; Duarte, M.M.M.B. &amp;     BARBOSA, A.M.F. (2007) &ndash; Heavy metal concentrations in sediments of the     Capibaribe river estuary in the Metropolitan Region of Recife,     Pernambuco-Brazil. <i>WIT Transactions on   Ecology and the Environment</i>, 102:3. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2495/SDP070341" target="_blank">10.2495/SDP070341</a>.</p>       <p>Mahiques,     M.M.; Mishima, Y.; Rodrigues, M. (1999) &ndash; Characteristics Of The Sedimentary     Organic Matter On The Inner And Middle Continental Shelf Between Guanabara Bay     And S&atilde;o Francisco do Sul, Southeastern Brazilian Margin. <i>Continental Shelf Research</i>, 19(6):775-798. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0278-4343(98)00105-8" target="_blank">10.1016/S0278-4343(98)00105-8</a>.</p>       <p>Marcondes,     A.C.J. (2009) &ndash; <i>Sedimentologia e     morfologia da Bacia do Pina. Recife-PE</i>. 89p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p>       <p>Meyers,     P.A. (1997) &ndash; Organic Geochemical Proxies of Paleoceanography, Paleolminologic     and Paleoclimatic Processes. <i>Organic   Geochemistry</i>, 27(5-6):213-250. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0146-6380(97)00049-1" target=_blank>10.1016/S0146-6380(97)00049-1</a></p>       <p>Monteiro,     L.H.U.; Silva, G.S.; Lima, L.L.L.; Coutinho, P.N. (2011) &ndash; Estudos     hidrodin&acirc;micos e hidroqu&iacute;micos do estu&aacute;rio do Rio Capibaribe e Bacia do Pina,     Recife- PE. <i>X Simp&oacute;sio Brasileiro de   Oceanografia</i>, n/p (5p.), Santos. S&atilde;o Paulo, Brasil. Available on-line at <a href="http://vsbo.io.usp.br/trabs/025.pdf" target="_blank">http://vsbo.io.usp.br/trabs/025.pdf</a></p>       <p>Nascimento,     F.C.R.; Muniz, K.; Feitosa, F.A.N.; Ara&uacute;jo, J.P.; Silva, R.M.S.; Silva, G.S.;     Flores Montes, M.J. (2003) &ndash; Disponibilidade nutricional da Bacia do Pina e rio     Tejipi&oacute; (Recife- PE- Brasil) em rela&ccedil;&atilde;o aos nutrientes e biomassa prim&aacute;ria     (setembro/2000). <i>Tropical Oceanography</i> (ISSN: 1679-3013), 31(2):149-169, Recife, PE, Brasil.</p>       <!-- ref --><p>N&oacute;brega,     A.S.C. (2011) - <i>Fontes de contamina&ccedil;&atilde;o no     estu&aacute;rio do Rio Capibaribe, Pernambuco</i>. 48 p., Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o,     Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201400030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>       <p>Noronha,     T.J.M. de; Silva, H.K.P.; Duarte, M.M.M.B. (2011) &ndash; Avalia&ccedil;&atilde;o das Concentra&ccedil;&otilde;es     de Metais Pesados em Sedimentos do Estu&aacute;rio do Rio Timb&oacute;, Pernambuco - Brasil. <i>Arquivos de Ci&ecirc;ncias do Mar</i> (ISSN: 0374-5686),     44(2):70-82, Fortaleza, CE, Brasil.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ogrinc,     N.; Fontolan, G.; Faganeli, J.; Covelli, S. (2005) &ndash; Carbon and nitrogen     isotope compositions of organic matter in coastal marine sediments (the Gulf of   Trieste, N Adriatic Sea): indicators of sources and preservation. <i>Marine Chemistry</i>, 95(3-4):163-181. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.marchem.2004.09.003" target=_blank>10.1016/j.marchem.2004.09.003</a></p>       <p>Oliveira,     I.M.V.; Barcellos, R.L.; Flores Montes, M.J.; Camargo, P.B.; Pitanga, M.E.     (2013) &ndash; Processo sedimentar sazonal e origem da mat&eacute;ria org&acirc;nica no sistema     estuarino do Rio Capibaribe, Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, Estado de     Pernambuco. <i>XIV Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o     Brasileira de Estudos do Quatern&aacute;rio</i> (ABEQUA), Natal, RN, Brasil. </p>       <p>Passavante,     J.Z.O. (2003) &ndash; Produ&ccedil;&atilde;o fitoplanct&ocirc;nica do estu&aacute;rio do Rio Capibaribe (Recife,     Pernambuco, Brasil). <i>X Congresso     Nordestino de Ecologia</i>, Recife, Pernambuco, Brasil. (Publicado em CD-ROM).</p>       <p>Pettijohn,     F.J. (1975) &ndash; <i>Sedimentary Rocks</i>.     628p., Harper &amp; Row, 3. ed., New York, NY, U.S.A. ISBN: 0060451912.</p>       <p>Rashid,     M.A. (1985) &ndash; <i>Geochemistry of Marine     Humic Compounds</i>. 300p., Springer-Verlag, New York, NY, U.S.A. ISBN:     978-1-4615-7100-1.</p>       <!-- ref --><p>Ruiz-Fern&aacute;ndez,     A.C.; Hilaire-Marcel, C.; Ghaleb, B. &amp;&nbsp; Soto-Jim&eacute;nez, M. (2002) Recent sedimentary history of anthropogenic     impacts on the Culiacan River Estuary, NW Mexico: geochemical evidence from     organic matter and nutrients. <i>Environmental   Pollution</i>, 118(3):365-377. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0269-7491(01)00287-1" target=_blank>10.1016/S0269-7491(01)00287-1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201400030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saito,     Y.; Nishimura, A.; Matsumoto, E. (1989) - Transgressive sand sheet covering the     shelf and upper slope of Sendai, Northeast Japan. <i>Marine Geology</i>, 89(3-4):245-258. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0269-7491(01)00287-1" target="_blank">10.1016/0025-3227(89)90078-9</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-8872201400030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Santos,     E.S.; Jennerjahn, T.; Medeiros, P.R.P.; Souza, W.F.L. de; Knoppers, B.A. (2013)     &ndash; Origem da mat&eacute;ria org&acirc;nica sedimentar no delta-estuarino do Rio S&atilde;o     Francisco, AL/SE - Brasil. <i>Geochimica   Brasiliensis</i>, 27(1):37-48. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5327/Z0102-9800201300010004" target="_blank">10.5327/Z0102-9800201300010004</a>.</p>       <p>Santos,     T.G.; Bezerra-Junior, J.L.; Costa, K.M.P.; Feitosa, F.A.N. (2009) &ndash; Din&acirc;mica da     biomassa fitoplanct&ocirc;nica e vari&aacute;veis ambientais em um estu&aacute;rio tropical (Bacia     do Pina, Recife, PE). <i>Revista Brasileira     de Engenharia de Pesca</i> (ISSN: 1980-587X), 4(1):95-109, S&atilde;o Luis, MA,     Brasil.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Shepard,   F.P. (1954) &ndash; Nomenclature based on sand-silt-clay ratios. <i>Journal Sedimentary Petrology</i>, 24:151-158. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1306/D4269774-2B26-11D7-8648000102C1865D" target="_blank">10.1306/D4269774-2B26-11D7-8648000102C1865D</a>.</p>       <p>Silva,     H.K.P. da. (2010) &ndash; <i>Avalia&ccedil;&atilde;o das     concentra&ccedil;&otilde;es de metais-tra&ccedil;o e suas intera&ccedil;&otilde;es nos sedimentos e biota do     Parque dos Manguezais, Regi&atilde;o Metropolitana do Recife (RMR), Pernambuco, Brasil</i>.     132p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutorado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife,     PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p>       <p>Stein,     R. (1991) &ndash; Accumulation of Organic Carbon in Marine Sediments. Results from     the Deep Sea Drilling Project/ Ocean Drilling Program. <i>In:</i> Bhattacharji. S; Friedman, G. M.; Neugebauer, H. J. &amp;     Seilacher, A. (Eds.), <i>Lecture Notes in     Earth Sciences</i>, pp.152-185, Springer-Verlag, Berlin Heidelberg, New York.     ISBN: 3540538135.</p>       <p>Suguio,     K. (1973) &ndash; <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sedimentologia</i>.     317p., E. Blucher, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.</p>       <p>Travassos,     P.E.P.F.; Macedo, S.J.; Koening, M.L. (1991/93) &ndash; Aspectos hidrol&oacute;gicos do     estu&aacute;rio do rio Capibaribe (Recife- PE- Brasil). <i>Trabalhos Oceanogr&aacute;ficos</i> (ISSN: 1679-3013), 2:9-38, Recife, PE,     Brasil.</p>       <p>Tyson,     R.V. (1995) &ndash; <i>Sedimentary Organic Matter:     Organic facies and palynofacies</i>. 615p., Chapman &amp; Hall, London, U.K.     ISBN: 978-94-010-4318-2.</p>       <p>Wetzel,     R.G. (1983) &ndash; <i>Limnology</i>. 860 p.,     Saunders College Publishing, Philadelphia, PA, U S A.</p>     <p>Zocatelli,     R.; Bernardes,     M.C.; Pereira, U.J. ;<a href="http://lattes.cnpq.br/8743558276498679" target="_blank"> <a href="http://lattes.cnpq.br/9481839351821903" target="_blank"></a>Marins, R.; Lacerda, L.D.;     Dias, F.J.S.&nbsp; (2007) &ndash; Distribui&ccedil;&atilde;o e     caracteriza&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica no gradiente estuarino do Rio Jaguaribe, CE,     Brasil. <i>XII COLACMAR</i>. Florian&oacute;polis,   SC, Brasil. Available on-line at <a href="http://www.institutomilenioestuarios.com.br/pdfs/Paticipacao_Eventos/2_Resumos/12_Zocatelli.pdf" target="_blank">http://www.institutomilenioestuarios.com.br/pdfs/Paticipacao_Eventos/2_Resumos/12_Zocatelli.pdf</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: 31 DEC 2013; Peer review: 8 FEB 2014; Revised: 3 MAY 2014; Accepted: 24 JUN 2014; Available on-line: 16 SET 2014</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><a href="#topa1">1</a><a name="a1"></a><b>Anexos:</b></p>       <p>Os Anexos do artigo &ldquo;Processo sedimentar atual e distribui&ccedil;&atilde;o da             mat&eacute;ria org&acirc;nica em um complexo estuarino tropical, Recife, PE, Brasil Oliveira <i>et al.</i> (2014), est&atilde;o dispon&iacute;veis             como Informa&ccedil;&atilde;o Suplementar em <a href="http://www.aprh.pt/rgci/rgci470-Oliveira_SuplMat.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/rgci470-Oliveira_SuplMat.pdf</a></p>      ]]></body><back>
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