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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci492</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da estabilidade da Praia do Janga (Paulista, PE, Brasil) utilizando ferramenta computacional]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Oceanografia Laboratório de Oceanografia Geológica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Stability assessment of Janga Beach (Paulista, PE, Brazil) using computational tool This article aims to analyze the stability of the planform shape of the bays formed between the breakwaters located at Janga Beach (Paulista, Pernambuco, Brazil). On site, where erosion has intensified in the 90’s, were constructed a series of nine detached breakwaters in order to contain the process, creating a sequence of artificial bays. Thus, each bay was treated in two halves, in order to study the stability of each bay-shaped beach. Bay-shaped beaches are characterized by having a sandy shoreline bordered by rocky headlands or outcroppings of natural or artificial origin (such as breakwaters), which is modeled by processes of wave diffraction and refraction. The parabolic model allows, by means of an empirical equation determine the type of morphodynamic stability of the beaches. In order to allow the application of the parabolic model manually with the use of maps, aerial photographs, orthophotos or satellite images from which it is possible to establish the initial parameters of the model, were developed the software Mepbay. This software was used in the study area to analyze the stability of bay-shaped beaches formed by the sequence of breakwaters at Janga Beach. For this purpose, vertical images obtained free through GoogleEarth® software and its associated database were used. The selected images were applied to the model using the software and the results were compared to the results of applying empirical relationships developed to predict the response of the shoreline opposite the construction of breakwaters, based on the structure geometry and their distance from the coast. The results showed that Janga Beach can be classified as unstable for the most part, once that the shoreline configuration in several bays generated by wave diffraction of between the breakwaters has not yet reached the setting of the projection generated by the model parabolic in its entirety. Those where the beach is almost adjusted to the projection, we can say that is close to its static equilibrium. The application of the parabolic model by Mepbay software proved to be a tool for easy application and quick response that can be used to predict the adjustment of the coastline by building a coastal protection work. However, it does not do predictions about the final morphology in plan (tombolo or salience) that will develop from the diffraction suffered by the wave near the shadow of the protective zone. For this reason, an interesting alternative, which was adopted in this study is the combination of the software application using empirical relationships. The analyzes presented here, made visually, qualitative way and with few resources, we can conclude that Mepbay is potentially useful for quick studies related to the management of the shoreline.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b> / ARTICLE</p>      <p><b>An&aacute;lise da estabilidade da Praia do Janga (Paulista, PE, Brasil) utilizando ferramenta computacional</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>      <p><b>Stability assessment of Janga Beach (Paulista, PE, Brazil) using computational tool</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Elida Regina de Melo e Silva<sup>@, 1</sup>; Daniele Laura Bridi Mallmann<sup>1</sup>; Pedro de Souza Pereira<sup>1</sup></b></p>       <p><sup>@</sup>Corresponding author: <a href="mailto:emelogeo@gmail.com">emelogeo@gmail.com</a></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal de Pernambuco, LABOGEO - Laborat&oacute;rio de Oceanografia Geol&oacute;gica, Departamento de Oceanografia, Avenida Acad&eacute;mico H&eacute;lio Ramos s/n&#186; CEP: 50740-530, Pernambuco, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1" />     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo tem por objetivo a an&aacute;lise de estabilidade da forma em planta das ba&iacute;as formadas entre os quebra-mares da praia do Janga (Paulista, Pernambuco, Brasil). No local, onde a eros&atilde;o se intensificou ap&oacute;s os anos 90, foi constru&iacute;da uma s&eacute;rie de nove quebra-mares destacados no intuito de conter o processo, dando origem a uma sequ&ecirc;ncia de ba&iacute;as artificiais. Assim, cada ba&iacute;a foi tratada em duas metades, de modo a estudar a estabilidade de cada enseada. Praias de enseada se caracterizam por apresentar uma linha de costa arenosa bordejada por afloramentos ou promont&oacute;rios rochosos de origem natural ou artificial (como quebra-mares), a qual &eacute; modelada por processos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o de ondas. O modelo parab&oacute;lico permite, por meio de uma equa&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, que seja determinada a situa&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio morfodin&acirc;mico das praias de enseada. No intuito de permitir a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico de modo manual com o uso de mapas, fotografias a&eacute;reas verticais, ortofotocartas ou imagens de sat&eacute;lite a praias de enseadas, a partir das quais seja poss&iacute;vel o estabelecimento dos par&acirc;metros iniciais do modelo, foi desenvolvido o <i>software</i> Mepbay. Esse software foi utilizado na &aacute;rea de estudo para analisar a estabilidade das enseadas formadas junto &agrave;  sequ&ecirc;ncia de quebra-mares da Praia do Janga. Para tanto, foram utilizadas imagens verticais obtidas gratuitamente por meio do programa GoogleEarth&#174; e de seu banco de dados associado. As imagens selecionadas foram aplicadas ao modelo com o uso do <i>software</i>, e os resultados obtidos foram comparados aos resultados da aplica&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas desenvolvidas para estimar a resposta da linha de costa frente &agrave;  constru&ccedil;&atilde;o de quebra-mares, a partir da geometria da obra e da sua dist&acirc;ncia at&eacute; a costa. Os resultados demonstraram que a Praia do Janga pode ser classificada como inst&aacute;vel em sua maior parte, uma vez que a configura&ccedil;&atilde;o da linha de costa nas diversas ba&iacute;as geradas pela difra&ccedil;&atilde;o de ondas entre os quebra-mares ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a configura&ccedil;&atilde;o da proje&ccedil;&atilde;o gerada pelo modelo parab&oacute;lico em sua totalidade. Naquelas em que a praia j&aacute; est&aacute; quase ajustada &agrave;  proje&ccedil;&atilde;o, pode-se dizer que est&aacute; pr&oacute;xima do seu equil&iacute;brio est&aacute;tico. A aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico atrav&eacute;s do software Mepbay mostrou-se uma ferramenta de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o e r&aacute;pida resposta, que pode ser utilizada para predizer o ajuste da linha de costa mediante a constru&ccedil;&atilde;o de uma estrutura de prote&ccedil;&atilde;o costeira. No entanto, o aplicativo n&atilde;o realiza predi&ccedil;&otilde;es acerca da morfologia final em planta (t&ocirc;mbolo ou sali&ecirc;ncia) que se desenvolver&aacute; a partir da difra&ccedil;&atilde;o sofrida pela onda junto &agrave;  zona de sombra da estrutura de prote&ccedil;&atilde;o. Por essa raz&atilde;o, uma alternativa interessante e que foi adotada neste estudo &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do software com o uso de rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas. As an&aacute;lises aqui apresentadas, feitas de maneira visual, qualitativa e com poucos recursos, permitem concluir que o Mepbay &eacute; potencialmente &uacute;til para estudos r&aacute;pidos voltados ao manejo da linha de costa.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Enseada, quebra-mares, modelo parab&oacute;lico, sali&ecirc;ncia, t&ocirc;mbolo.</p> <hr noshade size="1" />      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Stability assessment of Janga Beach (Paulista, PE, Brazil) using computational tool This article aims to analyze the stability of the planform shape of the bays formed between the breakwaters located at Janga Beach (Paulista, Pernambuco, Brazil). On site, where erosion has intensified in the 90's, were constructed a series of nine detached breakwaters  in order to contain the process, creating a sequence of artificial bays. Thus, each bay was treated in two halves, in order to study the stability of each bay-shaped beach. Bay-shaped beaches are characterized by having a sandy shoreline bordered by rocky headlands or outcroppings of natural or artificial origin (such as breakwaters), which is modeled by processes of wave diffraction and refraction. The parabolic model allows, by means of an empirical equation determine the type of morphodynamic stability of the beaches. In order to allow the application of the parabolic model manually with the use of maps, aerial photographs, orthophotos or satellite images from which it is possible to establish the initial parameters of the model, were developed the software Mepbay. This software was used in the study area to analyze the stability of bay-shaped beaches formed by the sequence of breakwaters at Janga Beach. For this purpose, vertical images obtained free through GoogleEarth&#174; software and its associated database were used. The selected images were applied to the model using the software and the results were compared to the results of applying empirical relationships developed to predict the response of the shoreline opposite the construction of breakwaters, based on the structure geometry and their distance from the coast. The results showed that Janga Beach can be classified as unstable for the most part, once that the shoreline configuration in several bays generated by wave diffraction of between the breakwaters has not yet reached the setting of the projection generated by the model parabolic in its entirety. Those where the beach is almost adjusted to the projection, we can say that is close to its static equilibrium. The application of the parabolic model by Mepbay software proved to be a tool for easy application and quick response that can be used to predict the adjustment of the coastline by building a coastal protection work. However, it does not do predictions about the final morphology in plan (tombolo or salience) that will develop from the diffraction suffered by the wave near the shadow of the protective zone. For this reason, an interesting alternative, which was adopted in this study is the combination of the software application using empirical relationships. The analyzes presented here, made visually, qualitative way and with few resources, we can conclude that Mepbay is potentially useful for quick studies related to the management of the shoreline.</p>      <p><b>Keywords:</b> pocket beach, breakwaters, parabolic model, salient, tombolo.</p> <hr noshade size="1" />      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Praias de enseada se caracterizam por apresentar uma linha de costa arenosa bordejada por afloramentos ou promont&oacute;rios rochosos, a qual &eacute; modelada por processos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o de ondas, que as tornam curvil&iacute;neas e, em geral, assim&eacute;tricas. Embora sejam comuns praias naturais com tais caracter&iacute;sticas, in&uacute;meras t&ecirc;m sido criadas de forma artificial por meio de projetos de engenharia que incluem estruturas de prote&ccedil;&atilde;o costeira e portos (Klein <i>et al.</i>, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que tange &agrave;  estabilidade, as praias de enseada podem apresentar equil&iacute;brio est&aacute;tico, din&acirc;mico ou instabilidade (Silvester &#38; Hsu, 1993, 1997; Hsu <i>et al.</i>, 2000). No equil&iacute;brio est&aacute;tico, as ondas incidentes atingem simultaneamente toda a periferia da ba&iacute;a, de tal forma que a deriva litor&acirc;nea &eacute; praticamente inexistente. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o h&aacute; eros&atilde;o ou acres&ccedil;&atilde;o de longo-termo, apenas por ocasi&atilde;o de tempestades. Para ba&iacute;as em equil&iacute;brio din&acirc;mico, a manuten&ccedil;&atilde;o da linha de costa em uma mesma posi&ccedil;&atilde;o depende do equil&iacute;brio no balan&ccedil;o sedimentar, e a linha de costa pode mudar de posi&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de varia&ccedil;&otilde;es no suprimento de sedimentos. Finalmente, enseadas inst&aacute;veis s&atilde;o aquelas nas quais ocorre deslocamento da linha de costa, em geral, eros&atilde;o em um dos extremos e acres&ccedil;&atilde;o no outro. Tal deslocamento pode ser observado e medido por meio de levantamentos em campo ou a partir de fotografias a&eacute;reas multitemporais (Klein <i>et al.</i>, 2003; Silveira <i>et al.</i>, 2010).</p>     <p>In&uacute;meros modelos emp&iacute;ricos t&ecirc;m sido elaborados para representar a forma em planta das praias de enseada. Dentre esses modelos, o modelo parab&oacute;lico (Hsu &#38; Evans, 1989) incorpora como par&acirc;metros diretos a geometria da praia e dados sobre a din&acirc;mica da antepraia (por exemplo, o ponto de difra&ccedil;&atilde;o e a dire&ccedil;&atilde;o preferencial de incid&ecirc;ncia de ondas) (Hsu <i>et al.</i>, 2008), sendo bastante adequado para a an&aacute;lise da estabilidade. No intuito de facilitar a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico em praias de enseada, foi desenvolvido o <i>software</i> Mepbay (Klein <i>et al.</i>, 2003), que foi criado com a finalidade de definir qual a condi&ccedil;&atilde;o de uma determinada praia de enseada, em termos da estabilidade da sua linha de costa, e qual forma esta vir&aacute; a assumir se continuar exposta &agrave;  mesma din&acirc;mica. Desde ent&atilde;o, esse software tem se mostrado uma importante ferramenta para aux&iacute;lio de profissionais das &aacute;reas de Engenharia Costeira e Geoci&ecirc;ncias na an&aacute;lise morfol&oacute;gica das praias de enseada e suas altera&ccedil;&otilde;es (Klein <i>et al.</i>, 2003; Raabe <i>et al.</i>, 2010).</p>     <p>O presente artigo apresenta resultados da an&aacute;lise de estabilidade da forma em planta das ba&iacute;as formadas entre os quebra-mares da praia do Janga (munic&iacute;pio de Paulista, Pernambuco, Brasil), realizada atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico a imagens de sat&eacute;lite com uso do software Mepbay. Adicionalmente, s&atilde;o apresentadas an&aacute;lises geradas a partir da compara&ccedil;&atilde;o desses resultados com dados oriundos da aplica&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas para predizer o comportamento da linha de costa frente &agrave;  zona de sombra dos referidos quebra-mares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. &Aacute;rea de Estudo</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Paulista, no qual se localiza a Praia do Janga, dista cerca de 20km a nordeste de Recife, capital do estado, estando inserido na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife e sendo delimitado pelos rios Timb&oacute;, a norte, e Paratibe, a sul. A plan&iacute;cie costeira do munic&iacute;pio segue os padr&otilde;es da regi&atilde;o, com menos de 10km de largura e altitude m&eacute;dia de 4m, &eacute; formada por dep&oacute;sitos sedimentares e alinhada na dire&ccedil;&atilde;o NNE-SSO. Extensos alinhamentos de <i>beachrocks</i> constituem as fei&ccedil;&otilde;es mais consp&iacute;cuas da linha de costa (Neves &#38; Muehe, 1995). Os ecossistemas presentes na regi&atilde;o incluem manguezais, recifes de coral e restingas.</p>     <p>A regi&atilde;o apresenta temperatura m&eacute;dia anual em torno de 27&#176;C e pluviosidade aproximada de 2.000 mm/ano, distribu&iacute;dos de modo desigual entre per&iacute;odos secos e chuvosos. Predominam os ventos de SE. As ondas respondem ao regime dos ventos, predominando de SE. As mar&eacute;s registradas na regi&atilde;o s&atilde;o semi-diurnas, sendo classificadas em termos de amplitude como mesomar&eacute;s. A altura significativa de ondas varia de acordo com a localidade, apresentando valores entre 0,27/0,29m para o munic&iacute;pio de Paulista (FINEP/ UFPE, 2009).</p>     <p>A praia do Janga localiza-se no munic&iacute;pio de Paulista, na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, estando situada entre as coordenadas 7&#176; 57' 8.64'' e 7&#176; 55' 50.88'' S e 34&#176; 48' 56.16'' W e 34&#176; 49' 22.08'' W, apresentando uma extens&atilde;o de 3,8km (<a href="#f1">Fig. 1</a>). A &aacute;rea possui um conjunto de nove quebra-mares, al&eacute;m de obras de conten&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o que incluem enrocamento, muros de conten&ccedil;&atilde;o e aterro hidr&aacute;ulico.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f1.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Os quebra-mares possuem comprimento var&aacute;vel de 120 a 320m, com &ecirc;nfase para o &uacute;ltimo, que, ap&oacute;s a conclus&atilde;o da obra, passou a ter 650m (CPRH/GERCO-PE, 2001). A dist&acirc;ncia m&eacute;dia entre os quebra-mares e a costa &eacute; de 150m.</p>     <p>O conjunto de obras de conten&ccedil;&atilde;o do processo erosivo foi constru&iacute;do a partir da demanda gerada pela transfer&ecirc;ncia de eros&atilde;o do munic&iacute;pio de Olinda, situado a sul. A eros&atilde;o atingiu a &aacute;rea a partir da d&eacute;cada de 80, ap&oacute;s a constru&ccedil;&atilde;o dos molhes do Rio Paratibe (tamb&eacute;m conhecido como Rio Doce), tendo evolu&iacute;do na d&eacute;cada de 90 para uma situa&ccedil;&atilde;o catastr&oacute;fica. A partir de ent&atilde;o, foram constru&iacute;dos os quebra-mares, cuja obra foi conclu&iacute;da no ano de 2001 (Costa, 2002).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Metodologia</b></p>      <p>A metodologia aplicada neste estudo foi dividida em tr&ecirc;s etapas: (i) sele&ccedil;&atilde;o das imagens; (ii) aplica&ccedil;&atilde;o do modelo; e (iii) an&aacute;lise da estabilidade das praias, conforme descrito a seguir.</p>     <p>i)	Aquisi&ccedil;&atilde;o das imagens</p>     <p>As imagens verticais utilizadas foram obtidas gratuitamente por meio do programa <i>GoogleEarth&reg;</i> e de seu banco de dados associado. Foi utilizado um recorte da imagem de sat&eacute;lite para cada ba&iacute;a formada por um conjunto de dois quebra-mares. Uma lacuna entre dois quebra-mares, localizada ao norte na &aacute;rea de estudo, entre os quebra-mares Q8 e Q9, n&atilde;o p&ocirc;de ser analisada, uma vez que sua linha de costa se encontra imobilizada pela presen&ccedil;a de um enrocamento, n&atilde;o permitindo a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo. As imagens utilizadas para aplica&ccedil;&atilde;o do modelo e verifica&ccedil;&atilde;o da resposta da costa datam, respectivamente, de 01/07/2003 e 12/01/2009.</p>     <p>(ii)	Aplica&ccedil;&atilde;o do modelo</p>     <p>O modelo parab&oacute;lico consiste num modelo emp&iacute;rico que permite determinar a situa&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio morfodin&acirc;mico das praias de enseada. Schiaffino <i>et al.</i> (2012) descrevem que, para o referido modelo (<a href="#f2">Fig. 2</a>), o sistema de coordenadas tem in&iacute;cio em (X0, Y0); (X1, Y1) &eacute; definido como ponto cuja tangente &agrave;  linha de costa &eacute; paralelo &agrave;  crista de onda. Cada ponto em (X,Y) pertence &agrave;  linha de costa definida por coordenadas polares (R,Î¸). Os coeficientes (C1, C2 e C3) dependem de &beta; (&acirc;ngulo formado entre as linhas de crista de onda predominantes e a linha de controle R&beta;, sendo esta a linha que une o ponto de controle localizado no promont&oacute;rio rochoso - onde se inicia o processo de difra&ccedil;&atilde;o de ondas - at&eacute; a extremidade final da praia). O modelo parab&oacute;lico foi desenvolvido por Hsu &#38; Evans (1989), sendo descrito pela seguinte equa&ccedil;&atilde;o (<a href="#e1">Eq. 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="e1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09e1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>O <i>software</i> Mepbay foi desenvolvido para permitir a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico de modo manual com o uso de mapas, fotografias a&eacute;reas verticais, orto-fotocartas ou imagens de sat&eacute;lite a praias de enseadas a partir das quais seja poss&iacute;vel o estabelecimento dos par&acirc;metros iniciais do modelo (&beta; e R&beta;). Os resultados dependem da resolu&ccedil;&atilde;o da imagem utilizada (Raabe <i>et al.</i>, 2010) e da habilidade do operador em estabelecer os pontos que determinam os dados de entrada.</p>     <p>Para a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico com uso do Mepbay, as imagens selecionadas foram carregadas no software, no qual foi feito o seu escalonamento. Tal procedimento &eacute; realizado atrav&eacute;s da associa&ccedil;&atilde;o manual de uma fei&ccedil;&atilde;o observada na imagem &agrave;  sua medida real conhecida em campo. Posteriormente, foram inseridos os pontos de controle.</p>      <p>Para o adequado estudo do comportamento de uma praia de enseada atrav&eacute;s da metodologia aqui aplicada, &eacute; necess&aacute;rio saber, ainda, a localiza&ccedil;&atilde;o do promont&oacute;rio rochoso (natural ou artificial), o final da praia e a dire&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia predominante das ondas (<a href="#f3">Fig. 3</a>). &Eacute; atrav&eacute;s da indica&ccedil;&atilde;o desses pontos que o Mepbay calcula a posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa te&oacute;rica atrav&eacute;s do modelo parab&oacute;lico de Hsu &#38; Evans (1989) e a projeta sobre a imagem base.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f3.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Definidos os pontos de controle, o modelo foi aplicado, resultando na gera&ccedil;&atilde;o de linhas te&oacute;ricas calculadas pelo programa sobre a imagem, a partir das quais &eacute; poss&iacute;vel inferir sobre o tipo de equil&iacute;brio em que a praia se encontra. Cabe observar que, para a aplica&ccedil;&atilde;o da equa&ccedil;&atilde;o parab&oacute;lica &agrave;s ba&iacute;as, foi necess&aacute;ria a divis&atilde;o da ba&iacute;a em duas partes, criando duas enseadas, visto que o modelo foi desenvolvido para praias com essa configura&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>(iii)	 an&aacute;lise da estabilidade das praias</p>      <p>A an&aacute;lise da estabilidade da praia do Janga foi feita atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o da linha de costa te&oacute;rica calculada pelo programa Mepbay e a linha de costa mais atual obtida nas imagens do GoogleEarth, possibilitando a discuss&atilde;o sobre o tipo de equil&iacute;brio em que a enseada se encontra. Foram, ainda, utilizados relat&oacute;rios e monografias (Imambaks <i>et al.</i>, 2011; Marinho, 2012) como material de apoio para embasar a an&aacute;lise.</p>     <p>Para fins de discuss&atilde;o, s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>, conforme Imambaks <i>et al.</i> (2011), os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas baseadas nos modelos desenvolvidos por Ahrens &#38; Cox (1990) e Bosboom &#38; Stive (2011) para aplicar &agrave;  geometria dos quebra-mares do Janga e predizer o comportamento da linha de costa junto &agrave;  zona de sombra da obra. A interpreta&ccedil;&atilde;o permite inferir sobre a morfologia final da costa, se uma sali&ecirc;ncia ocorrer&aacute;, se esta ser&aacute; pouco ou bem desenvolvida, se ocorrer&aacute; um t&ocirc;mbolo peri&oacute;dico (apenas na mar&eacute; baixa) ou um t&ocirc;mbolo permanente. Os modelos emp&iacute;ricos ser&atilde;o referidos como (AC90) para Ahrens &#38; Cox (1990) e (BS11) para Bosboom &#38; Stive (2011).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>      <p>Os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico atrav&eacute;s do software Mepbay s&atilde;o apresentados a seguir, com uma breve interpreta&ccedil;&atilde;o para cada uma das ba&iacute;as analisadas. As pranchas mostram as proje&ccedil;&otilde;es feitas pelo modelo (com base em imagens datadas de 2003) e observadas em imagens mais recentes (2009).</p>     <p><b><i>BA&Iacute;A 1</i></b></p>     <p>Para o segmento de linha de costa da praia do Janga que sofre influ&ecirc;ncia do primeiro quebra-mar (Q1) (<a href="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f4.jpg" target="_blank">Fig. 4</a>), a tend&ecirc;ncia projetada pelo modelo parab&oacute;lico utilizando a imagem de 2003 indica eros&atilde;o na extremidade sul da &aacute;rea sob influ&ecirc;ncia do quebra-mar e ac&uacute;mulo de sedimentos localizado imediatamente &agrave;  zona de sombra (zona abrigada da a&ccedil;&atilde;o direta de ondas) da obra. De acordo com os resultados das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas (Imambaks <i>et al.</i>, 2011), h&aacute; tend&ecirc;ncia para a forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncia (AC90) ou sali&ecirc;ncia pouco desenvolvida (BS11) junto &agrave;  zona de sombra do quebra-mar. A an&aacute;lise da imagem de 2009 do mesmo segmento revela que houve eros&atilde;o na extremidade sul, indicada pela presen&ccedil;a de um enrocamento e deposi&ccedil;&atilde;o de sedimentos configurando um t&ocirc;mbolo peri&oacute;dico, isto &eacute;, um t&ocirc;mbolo que somente &eacute; vis&iacute;vel durante a baixamar na &aacute;rea de sombra formada por Q1. A proje&ccedil;&atilde;o do <i>software</i> sobre a eros&atilde;o no segmento foi confirmada. Entretanto, de acordo com observa&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel dizer que houve um ac&uacute;mulo de sedimentos maior que o previsto pela aplica&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, cuja previs&atilde;o seria de sali&ecirc;ncia pouco desenvolvida (BS11) ou sali&ecirc;ncia (AC90), indicando que no processo de sedimenta&ccedil;&atilde;o h&aacute; outros fatores interferindo na configura&ccedil;&atilde;o em planta da zona de sombra do quebra-mar que n&atilde;o s&atilde;o avaliadas pela metodologia utilizada (isto &eacute;, da geometria da obra). A previs&atilde;o para a fei&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica da zona de sombra se ajustou &agrave;quela prevista, no entanto, o processo erosivo do centro da ba&iacute;a estimado pelo Mepbay excede o observado. Desta forma, pode-se dizer que este trecho da linha de costa se encontra em equil&iacute;brio din&acirc;mico, ainda se ajustando ao seu estado final de equil&iacute;brio.</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>BA&Iacute;A 2</i></b></p>     <p>Na imagem de 2003, observou-se que a proje&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico para a configura&ccedil;&atilde;o da linha de costa apresentada diante da difra&ccedil;&atilde;o de onda que ocorre nos quebra-mares Q1 e Q2 (<a href="#f5">Fig. 5</a>) &eacute; de meia-lua, com eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a e acres&ccedil;&atilde;o nas laterais. Os resultados obtidos atrav&eacute;s das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas apontam para a forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncia (AC90) ou sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (BS11) para o quebra-mar 1 e t&ocirc;mbolo (AC90) ou sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (BS11) para o quebra-mar 2. As imagens de 2009 permitem observar a forma&ccedil;&atilde;o de um t&ocirc;mbolo peri&oacute;dico para o Q1 e de um t&ocirc;mbolo para Q2. A an&aacute;lise comparativa entre a proje&ccedil;&atilde;o gerada pelo modelo e a configura&ccedil;&atilde;o em planta observada na imagem de 2009 foram confirmadas, com exce&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a. Diante do cen&aacute;rio observado pode-se dizer que esta praia se encontra em equil&iacute;brio din&acirc;mico, tendendo a erodir o fundo da ba&iacute;a at&eacute; chegar ao equil&iacute;brio previsto.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b><i>BA&Iacute;A 3</i></b></p>     <p>Com base nas informa&ccedil;&otilde;es da imagem de 2003, a ba&iacute;a projetada pelo Mepbay como resultado da difra&ccedil;&atilde;o causada pelo conjunto de quebra-mares Q2 e Q3 (<a href="#f6">Fig. 6</a>) indica uma tend&ecirc;ncia erosiva no centro da ba&iacute;a e progradante nas extremidades. Tal proje&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com a an&aacute;lise sem&acirc;ntica da imagem mais recente, que mostra acres&ccedil;&atilde;o na extremidade sul com forma&ccedil;&atilde;o de t&ocirc;mbolo e uma modesta acres&ccedil;&atilde;o na extremidade norte, al&eacute;m de eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a. Entretanto, como a sali&ecirc;ncia observada na zona de sombra de Q3 ainda n&atilde;o atingiu totalmente a configura&ccedil;&atilde;o prevista pela aplica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, que apontam para o desenvolvimento de uma sali&ecirc;ncia ou sali&ecirc;ncia bem desenvolvida, e o contorno da ba&iacute;a tamb&eacute;m n&atilde;o alcan&ccedil;ou desenho indicado pelo modelo, pode-se dizer que a praia  se encontra em instabilidade.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f6.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>BA&Iacute;A 4</i></b></p>     <p>O contorno da ba&iacute;a projetado pelo modelo parab&oacute;lico para o trecho entre os quebra-mares Q3 e Q4 (<a href="#f7">Fig. 7</a>) indica eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a e acres&ccedil;&atilde;o nas laterais. A imagem mais recente mostra a acres&ccedil;&atilde;o nas laterais, confirmando parcialmente a proje&ccedil;&atilde;o gerada pelo modelo parab&oacute;lico, j&aacute; que n&atilde;o ocorreu eros&atilde;o no setor indicado. No local, pode-se observar inclusive vegeta&ccedil;&atilde;o incipiente na p&oacute;s-praia. As previs&otilde;es baseadas nas rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas indicam que, na &aacute;rea de sombra de Q3, poder&aacute; se formar uma sali&ecirc;ncia (AC90) ou uma sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (BS11), e na zona de sombra de Q4, um t&ocirc;mbolo (AC90) ou uma sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (BS11). As proje&ccedil;&otilde;es n&atilde;o coincidem com o observado na imagem de 2009, e a linha de costa se encontra &agrave;  retroterra em rela&ccedil;&atilde;o ao previsto, configurando instabilidade.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f7"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f7.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b><i>BA&Iacute;A 5</i></b></p>     <p>A proje&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico baseado na imagem de 2003 indica tend&ecirc;ncia erosiva no centro da ba&iacute;a e progradante nas laterais. Utilizando a imagem de 2009 entre os quebra-mares Q4 e Q5 (<a href="#f8">Fig. 8</a>), observou-se que a proje&ccedil;&atilde;o do modelo foi confirmada pela forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncias na zona de sombra dos quebra-mares 4 e 5. Tais observa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o de acordo, ainda, com as predi&ccedil;&otilde;es feitas a partir da geometria dos quebra-mares, as quais indicam, para ambos os quebra-mares, a forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncias bem desenvolvidas (AC90) ou t&ocirc;mbolos (BS11). Esta ba&iacute;a foi classificada como inst&aacute;vel, porque a configura&ccedil;&atilde;o em planta das extremidades ainda n&atilde;o atingiu a conforma&ccedil;&atilde;o projetada pelo Mepbay, indicando que o processo erosivo do centro da ba&iacute;a pode ter continuidade at&eacute; atingir o limite indicado na proje&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f8"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f8.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>BA&Iacute;A 6</i></b></p>     <p>Para a ba&iacute;a formada entre os quebra-mares 5 e 6 (<a href="#f9">Fig. 9</a>), a partir da imagem base de 2003, o modelo parab&oacute;lico projetou uma configura&ccedil;&atilde;o indicativa de eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a com acres&ccedil;&atilde;o nas extremidades. A observa&ccedil;&atilde;o da imagem de sat&eacute;lite datada de 2009 confirmou as previs&otilde;es feitas a partir das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, as quais indicam o ac&uacute;mulo de sedimentos na zona de sombra dos quebra-mares com a consequente forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (AC90) e sali&ecirc;ncia pouco desenvolvida (BS11), em Q5 e Q6, respectivamente. Sob o ponto de vista da estabilidade praial, a ba&iacute;a foi classificada como inst&aacute;vel, devido a o desenho da forma em planta n&atilde;o ter alcan&ccedil;ado a configura&ccedil;&atilde;o indicada na proje&ccedil;&atilde;o do modelo.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f9"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f9.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b><i>BA&Iacute;A 7</i></b></p>     <p>A proje&ccedil;&atilde;o baseada na imagem de 2003, entre os quebra-mares Q6 e Q7 (<a href="#f10">Fig. 10</a>), resultou em um arco mais fechado, indicando eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a e acres&ccedil;&atilde;o nas laterais, sendo mais acentuada a norte. Por sua vez, os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas apontam para a forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncia (AC90) ou sali&ecirc;ncia bem desenvolvida (BS11) nas zonas de sombra de Q6 e Q7. A imagem de 2009 mostra que, salvo o aumento da sali&ecirc;ncia na zona de sombra de Q6 e uma pequena acres&ccedil;&atilde;o no centro da ba&iacute;a, n&atilde;o houve grande altera&ccedil;&atilde;o na configura&ccedil;&atilde;o em planta da linha de costa. Cabe ressaltar que, nesta &aacute;rea, parte da ponte de acesso ao quebra-mar, utilizada na &eacute;poca da constru&ccedil;&atilde;o da obra, foi mantida, o que modifica os efeitos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea abrigada. Como a configura&ccedil;&atilde;o em planta projetada n&atilde;o foi alcan&ccedil;ada e h&aacute; ac&uacute;mulo de sedimento junto aos quebra-mares, indicando uma poss&iacute;vel reformula&ccedil;&atilde;o do desenho dessas fei&ccedil;&otilde;es em planta, a ba&iacute;a foi classificada como inst&aacute;vel.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f10"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f10.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>BA&Iacute;A 8</i></b></p>     <p>As predi&ccedil;&otilde;es realizadas por Imambaks <i>et al.</i> (2011), atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, indicam a forma&ccedil;&atilde;o de sali&ecirc;ncia ou sali&ecirc;ncia bem desenvolvida na zona de sombra de Q7 e t&ocirc;mbolo (AC90) ou t&ocirc;mbolo peri&oacute;dico (BS11) na zona de sombra de Q8. Analisando a imagem de 2009, observou-se que as proje&ccedil;&otilde;es do modelo parab&oacute;lico e as predi&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas previstas para o quebra-mar 8 ocorreram, entretanto n&atilde;o houve modifica&ccedil;&otilde;es not&aacute;veis no contorno da linha de costa na &aacute;rea de influ&ecirc;ncia do quebra-mar 7. Outro fato observado foi que o contorno da linha de costa de toda a ba&iacute;a n&atilde;o se ajustou &agrave;  proje&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico, e a linha de costa est&aacute; &agrave;  retroterra da linha estimada. Por esse motivo, a ba&iacute;a foi classificada como inst&aacute;vel (<a href="#f11">Fig. 11</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f11"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a09f11.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Diante dos resultados acima, podemos classificar a praia do Janga como inst&aacute;vel em sua maior por&ccedil;&atilde;o, pois a configura&ccedil;&atilde;o da linha de costa nas diversas ba&iacute;as, gerada pela difra&ccedil;&atilde;o de ondas entre os quebra-mares, ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a configura&ccedil;&atilde;o da proje&ccedil;&atilde;o gerada pelo modelo parab&oacute;lico desenvolvido por Hsu &#38; Evens (1989) em sua totalidade. Naquelas em que a praia j&aacute; est&aacute; quase ajustada &agrave;  proje&ccedil;&atilde;o, pode-se dizer que est&aacute; pr&oacute;xima do seu equil&iacute;brio est&aacute;tico (Klein <i>et al.</i>, 2003). Embora as tend&ecirc;ncias indicadas pela aplica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas &agrave;  geometria dos quebra-mares (Imambaks <i>et al.</i>, 2011), as tend&ecirc;ncias projetadas pelo Mepbay e as observadas nas imagens de sat&eacute;lite estejam, na sua maior parte, de acordo, cabe ressaltar que existe uma gama de par&acirc;metros que definem a forma em planta de uma ba&iacute;a e que n&atilde;o foram aqui abordados, motivo pelo qual os resultados devem ser tomados com crit&eacute;rio. Benedet <i>et al.</i> (2005) mencionam como alguns desses par&acirc;metros a orienta&ccedil;&atilde;o da praia, a configura&ccedil;&atilde;o batim&eacute;trica e o suprimento sedimentar. Ademais, vale ressaltar que tanto o modelo parab&oacute;lico quanto os modelos de AC90 e BS11 n&atilde;o indicam o tempo necess&aacute;rio para que a praia atinja o seu equil&iacute;brio ou a forma&ccedil;&atilde;o das sali&ecirc;ncias e dos t&ocirc;mbolos, respectivamente. Tal limita&ccedil;&atilde;o sugere a inclus&atilde;o em estudos futuros de uma an&aacute;lise multitemporal com mais imagens que permitam estabelecer uma tend&ecirc;ncia e comparar essa tend&ecirc;ncia &agrave;s predi&ccedil;&otilde;es dos modelos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>       <p>A constru&ccedil;&atilde;o de estruturas r&iacute;gidas como alternativa de prote&ccedil;&atilde;o costeira deve ser realizada com cautela, sempre acompanhada de estudos que mostrem o seu impacto sobre a din&acirc;mica costeira. A aplica&ccedil;&atilde;o do modelo parab&oacute;lico atrav&eacute;s do software MepBay mostrou-se uma ferramenta de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o e r&aacute;pida resposta, que pode ser utilizada para predizer o ajuste da linha de costa mediante a constru&ccedil;&atilde;o de uma estrutura, como no caso dos quebra-mares. No entanto, o aplicativo n&atilde;o realiza predi&ccedil;&otilde;es acerca da morfologia final em planta (t&ocirc;mbolo ou sali&ecirc;ncia), que se desenvolver&aacute; a partir da difra&ccedil;&atilde;o sofrida pela onda junto &agrave;  zona de sombra da estrutura de prote&ccedil;&atilde;o. Por essa raz&atilde;o, uma alternativa interessante e que foi adotada neste estudo &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do software com o uso de rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, como as de Ahrens &#38; Cox (1990) e Bosboom &#38; Styve (2011).</p>     <p>O modelo foi aplicado &agrave;s ba&iacute;as formadas pelo campo de quebra-mares da praia do Janga para estimar o seu est&aacute;gio de equil&iacute;brio, e sua aplica&ccedil;&atilde;o permite concluir que as ba&iacute;as analisadas, em sua maior parte, ainda n&atilde;o alcan&ccedil;aram seu equil&iacute;brio est&aacute;tico, indicando que o processo erosivo no centro das ba&iacute;as dever&aacute; permanecer at&eacute; que esse processo alcance o limite projetado pelo Mepbay. O sedimento oriundo da eros&atilde;o no centro da ba&iacute;a possivelmente migrar&aacute; para as extremidades, complementando a configura&ccedil;&atilde;o projetada pelo software. No caso das ba&iacute;as inst&aacute;veis, &eacute; necess&aacute;rio que haja suprimento sedimentar superior &agrave;  retirada, para que a praia alcance a conforma&ccedil;&atilde;o prevista.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ferramenta permite a aplica&ccedil;&atilde;o da equa&ccedil;&atilde;o parab&oacute;lica para prever a curvatura de praias de enseada como resposta da linha de costa &agrave;  exist&ecirc;ncia de dois pontos de controle decorrentes da presen&ccedil;a de obras costeiras como quebra-mares. Outro fato importante a ser destacado &eacute; a possibilidade de uma an&aacute;lise consistente dos efeitos promovidos por modifica&ccedil;&atilde;o da configura&ccedil;&atilde;o em planta da ba&iacute;a mediante altera&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o dos pontos de difra&ccedil;&atilde;o das ondas. Tais aplica&ccedil;&otilde;es permitem concluir que o Mepbay &eacute; potencialmente &uacute;til para estudos r&aacute;pidos voltados ao manejo da linha de costa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>      <!-- ref --><p>Ahrens, J.P.; Cox, J. (1990) - Design and Performance of Reef Breakwaters.<i> Journal of Coastal Research</i> (ISSN 0749-0208) SI7:61-75, Fort Lauderdale, FL, U.S.A. Article Stable URL: <a href="http://www.jstor.org/stable/25735389" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/25735389</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-8872201500010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Benedet, L.; Klein, A.H.F.; Hsu, J.R.C. (2005) - Practical insights and applicability of empirical bay shape equations. <i>Coastal Engineering 2004</i>, 2:2181-2193. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1142/9789812701916_0175" target="_blank">10.1142/9789812701916_0175</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-8872201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bosboom, J.; Stive , M.J. (2011) - <i>Coastal Dynamics I, Lecture notes - version 0.4 2013</i>. 573p., Delft Academic Press, Delft, Netherlands. ISBN: 978-9065622860.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-8872201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, J.E.R. (2002) - <i>Morfodin&acirc;mica praial do munic&iacute;pio de Paulista-PE</i>. 40p., Monografia de Especializa&ccedil;&atilde;o em Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201500010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>CPRH/GERCO-PE (2001) - <i>Obras de Prote&ccedil;&atilde;o do Litoral de Paulista: Hist&oacute;rico do Processo</i>. 150p. Relat&oacute;rio t&eacute;cnico, Volume &uacute;nico, Ag&ecirc;ncia Estadual de Recursos H&iacute;dricos(CPRH) / Gerenciamento Costeiro Recife(GERCO), Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-8872201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>FINEP/UFPE (2009) - <i>Monitoramento Ambiental Integrado/Pernambuco - MAI/PE</i>. 485p., Relat&oacute;rio Final, 3 Volumes, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) / Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p>      <!-- ref --><p>Hsu, J.R.C.; Benedet, L.; Klein, A.H.F.; Raabe, A.L.A.; Tsai, C.P.; HSU, T.W. 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(1997) - <i>Coastal Stabilization - Advanced Series on Ocean Engineering vol.14</i>. 578 p., World Scientific, Singapore. ISBN: 9810231377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201500010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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