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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vulnerabilidade costeira e perda de ambientes devido à elevação do nível do mar no litoral sul do Rio Grande do Sul]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the current scenario of global climate change, in which some of the observed effects are: the mean sea level rise, and an increased frequency and intensity of extreme events, coastal regions around the world should in general become more vulnerable. In this context, the Rio Grande do Sul coastline, due to its intrinsic morphodynamic characteristics, such as, a low lying coastal gradient combined with a high degree of exposure to ocean dynamics, places several associated ecosystems, such as beach, dunes, marshes, fields, wetlands and washouts in a vulnerable position to changes in sea level. Model simulations of coastal response to sea level rise for the Rio Grande do Sul pointed out Cassino beach sector as being the most affected with the largest shoreline recession along the entire coast. Aiming for adequate planning of these areas under global climate change scenarios, and in order to determine the possible loss of habitats in case of a rise of mean sea level in the long term (2100), present day shoreline was digitalized at the foredune toe limit using in ArcGis, and coastal environments were initially classified using IDRISI program. In this environment, the percentages for each habitat loss were calculated for three possible coastline scenarios, designed for 2100. It was noticed that all environments would display some lost area, even at the best case scenario. In this scenario where the projected shoreline is located at 561m inland form the present day shoreline with 70% probability of being exceeded by 2100, more than half of the dune area would be lost, followed by a smaller fraction of fields. It can also be observed that in this scenario the urban area had the highest percentage loss. For the intermediate scenario where the projected shoreline is located at 695m inland from the present day shoreline with 50 % probability of being exceeded, dunes represent the largest loss in habitat, sharing space, with surrounding green fields and to a lesser extent, to forests. Yet for the worst case scenario where the projected shoreline is located at 1032m inland from the present day shoreline with10 % probability of being exceeded, there was a reversal in habitat loss with respect to the intermediate scenario. In this scenario, green fields and coastal dunes approached 50 % and 35 % loss in habitat, respectively, representing the largest impacted areas. It should be highlighted that the fresh water creeks, called washouts, in the best case scenario had its entire area lost. However, in the long term they probably should re-establish its course if topography allows. On the one hand, considering any of the simulated scenarios, as the shoreline retreats the salt marsh area would become closer to the foredune areas. On the other hand, even though not simulated here, there is also the possibility that with sea-level rise it could be inundated through the connecting channel to Patos Lagoon resulting in an increased habitat area. Coastal vulnerability was evaluated through the use of Coastal Vulnerability Index (CVI) for the present and future scenarios for 2100. Looking at coastal vulnerability in general, calculated CVI values for the study area were 14.4 and 51.03, designed for the present and for the year 2100, respectively. The results indicate that a region currently characterized as a moderately vulnerable, should become highly vulnerable in the future due to the rising of mean sea level as projected. This change would take place basically influenced by two of the index variables: shoreline erosion/accretion rates; and relative sea-level change, considered here as the controlling variables for coastal vulnerability under climate change in this area. Thus, the information obtained is critical to properly plan, land use and adaptation of this coastal region under the current scenario for global climate change, as well as enable future studies on habitat management.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças Climáticas Globais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b> / ARTICLE</p>     <p><b>Vulnerabilidade costeira e perda de ambientes devido &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar no litoral sul do Rio Grande do Sul</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Yana Friedrich Germani<sup>@,1</sup>; Salette Amaral de Figueiredo<sup>2</sup>; Lauro J&uacute;lio Calliari<sup>2</sup>; Carlos Roney Armanini Tagliani<sup>2</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author, to whom correspondence should be addressed.</p>     <p><sup>1</sup>Nav Oceanografia Ambiental Ltda. Rua Gild&aacute;sio Amado,55/ 50, CEP 22631-020, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. e-mail: &lt;<a href="mailto:yanafg@hotmail.com">yanafg@hotmail.com</a>&gt;<br /> <sup>2</sup>Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Laborat&oacute;rio de Oceanografia Geol&oacute;gica, Caixa Postal 474, CEP: 96201-900, Rio Grande, RS, Brasil. e-mails: Figueiredo &lt;<a href="mailto:saletteoc@gmail.com">saletteoc@gmail.com</a>&gt;; Calliari &lt;<a href="mailto:lcalliari@log.furg.br">lcalliari@log.furg.br</a>&gt;; Tagliani &lt;<a href="mailto:ctagliani@log.furg.br">ctagliani@log.furg.br</a>&gt;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1" />       <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, em que alguns dos efeitos observados s&atilde;o a eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, e o aumento na frequ&ecirc;ncia e intensidade de eventos extremos, regi&otilde;es costeiras de todo o mundo dever&atilde;o tornar-se, de forma geral mais vulner&aacute;veis. Neste contexto, a costa do Rio Grande do Sul, devido as suas caracter&iacute;sticas morfodin&acirc;micas intr&iacute;nsecas, tais como o alto grau de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;  din&acirc;mica oce&acirc;nica e baixa declividade, coloca os v&aacute;rios ecossistemas a ela associados, como praia, dunas, marismas, campos, banhados e sangradouros, numa posi&ccedil;&atilde;o mais vulner&aacute;vel &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar. Visando a um planejamento mais adequado destas &aacute;reas no cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, e a fim de determinar uma poss&iacute;vel perda de ambientes, no caso de uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar em longo prazo (cen&aacute;rio 2100), os ambientes costeiros foram inicialmente classificados atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do programa IDRISI, onde foram calculados os percentuais relativos de perda de cada um, para tr&ecirc;s poss&iacute;veis cen&aacute;rios de linha de costa, projetados para 2100. Com rela&ccedil;&atilde;o aos resultados obtidos nos c&aacute;lculos de perda ambiental, considerando as linhas de costa projetadas para 2100, percebemos que todos os ambientes teriam um percentual de  perdida, mesmo no melhor cen&aacute;rio considerado. Neste mesmo cen&aacute;rio onde a linha de costa projetada para 2100 encontra-se recuada 561m da posi&ccedil;&atilde;o atual e tem 70% de probabilidade de ser ultrapassada, observamos tamb&eacute;m, o maior percentual relativo de perda de  urbana. Para o cen&aacute;rio considerado como intermedi&aacute;rio, onde a linha de costa projetada encontra-se recuada 695 m da atual, e tem 50% de probabilidade de ser ultrapassada, dunas representam a maior parte da  ambiental perdida, por&eacute;m, dividem espa&ccedil;o com &aacute;reas de campos e em menor escala, &aacute;reas de matas. J&aacute;, para o pior cen&aacute;rio considerado, onde a linha de costa projetada encontra-se recuada 1032m da atual e com 10% de probabilidade de ser ultrapassada, houve uma invers&atilde;o na perda ambiental com rela&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio anterior. Neste cen&aacute;rio, campos litor&acirc;neos e dunas aproximaram-se de 50 % e 35 % de perda ambiental, respectivamente, representando as maiores&aacute;reasimpactadas. A vulnerabilidade costeira tamb&eacute;m foi avaliada atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do &iacute;ndice de Vulnerabilidade Costeira (IVC), para os cen&aacute;rios atual e futuro (projetado para 2100). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  vulnerabilidade costeira, de forma geral, os valores do IVC calculados para a regi&atilde;o foram de 14,4 (atual) e 51,03 (futuro), o que faria com que a mesma deixasse de ser caracterizada como uma regi&atilde;o moderadamente vulner&aacute;vel, e passasse a ser considerada como uma regi&atilde;o costeira de vulnerabilidade muito alta &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar. Dessa forma, as informa&ccedil;&otilde;es aqui obtidas s&atilde;o &uacute;teis para planejar adequadamente a ocupa&ccedil;&atilde;o, o uso e a adapta&ccedil;&atilde;o desta regi&atilde;o costeira, bem como, possibilitar estudos futuros acerca do manejo dos ambientes nela encontrados, face ao atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas Globais, &iacute;ndice de Vulnerabilidade Costeira (IVC), Rio Grande do Sul.</p> <hr noshade size="1" />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In the current scenario of global climate change, in which some of the observed effects are: the mean sea level rise, and an increased frequency and intensity of extreme events, coastal regions around the world should in general become more vulnerable. In this context, the Rio Grande do Sul coastline, due to its intrinsic morphodynamic characteristics, such as, a low lying coastal gradient combined with a high degree of exposure to ocean dynamics, places several associated ecosystems, such as beach, dunes, marshes, fields, wetlands and washouts in a vulnerable position to changes in sea level. Model simulations of coastal response to sea level rise for the Rio Grande do Sul pointed out Cassino beach sector as being the most affected with the largest shoreline recession along the entire coast. Aiming for adequate planning of these areas under global climate change scenarios, and in order to determine the possible loss of habitats in case of a rise of mean sea level in the long term (2100), present day shoreline was digitalized at the foredune toe limit using in ArcGis, and coastal environments were initially classified using IDRISI program. In this environment, the percentages for each habitat loss were calculated for three possible coastline scenarios, designed for 2100. It was noticed that all environments would display some lost area, even at the best case scenario. In this scenario where the projected shoreline is located at 561m inland form the present day shoreline with 70% probability of being exceeded by 2100, more than half of the dune area would be lost, followed by a smaller fraction of fields. It can also be observed that in this scenario the urban area had the highest percentage loss. For the intermediate scenario where the projected shoreline is located at 695m inland from the present day shoreline with 50 % probability of being exceeded, dunes represent the largest loss in habitat, sharing space, with surrounding green fields and to a lesser extent, to forests. Yet for the worst case scenario where the projected shoreline is located at 1032m inland from the present day shoreline with10 % probability of being exceeded, there was a reversal in habitat loss with respect to the intermediate scenario. In this scenario, green fields and coastal dunes approached 50 % and 35 % loss in habitat, respectively, representing the largest impacted areas. It should be highlighted that the fresh water creeks, called washouts, in the best case scenario had its entire area lost. However, in the long term they probably should re-establish its course if topography allows. On the one hand, considering any of the simulated scenarios, as the shoreline retreats the salt marsh area would become closer to the foredune areas. On the other hand, even though not simulated here, there is also the possibility that with sea-level rise it could be inundated through the connecting channel to Patos Lagoon resulting in an increased habitat area. Coastal vulnerability was evaluated through the use of Coastal Vulnerability Index (CVI) for the present and future scenarios for 2100. Looking at coastal vulnerability in general, calculated CVI values for the study area were 14.4 and 51.03, designed for the present and for the year 2100, respectively. The results indicate that a region currently characterized as a moderately vulnerable, should become highly vulnerable in the future due to the rising of mean sea level as projected. This change would take place basically influenced by two of the index variables: shoreline erosion/accretion rates; and relative sea-level change, considered here as the controlling variables for coastal vulnerability under climate change in this area. Thus, the information obtained is critical to properly plan, land use and adaptation of this coastal region under the current scenario for global climate change, as well as enable future studies on habitat management.</p>     <p><b>Keywords:</b> Global Climate Changes, Coastal Vulnerability Index (CVI), Rio Grande do Sul.</p>  <hr noshade size="1" />       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Atualmente vivemos em um per&iacute;odo marcado por mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, o qual vem sendo estudado com especial interesse pela comunidade cient&iacute;fica que se dedica &agrave;s ci&ecirc;ncias da natureza e da sociedade. Altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas s&atilde;o alguns dos efeitos j&aacute; vis&iacute;veis da grande modifica&ccedil;&atilde;o que o planeta est&aacute; sofrendo devido ao fen&oacute;meno do aquecimento global (Andrade & Lacerda, 2009; Bindoff <i>et al.</i>, 2007). Outros efeitos observados, s&atilde;o a acentua&ccedil;&atilde;o do efeito El Ni&ntilde;o, cat&aacute;strofes de grandes propor&ccedil;&otilde;es, desequil&iacute;brio das chuvas e grandes enchentes.</p>     <p>A zona costeira que se destaca pelos seus recursos naturais e diversidade ambiental, bem como pelo seu grande potencial para o desenvolvimento de atividades econ&oacute;micas m&uacute;ltiplas (Carter, 1990; Diehl <i>et al.</i>, 2010) poder&aacute; ter os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas agravados pela intensa antropiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os urbanos, trazendo situa&ccedil;&otilde;es que caracterizam vulnerabilidades e adapta&ccedil;&otilde;es para as popula&ccedil;&otilde;es e instala&ccedil;&otilde;es (IPCC, 2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados obtidos a partir de modelagem (Meehl <i>et al.</i>, 2007; Marengo, 2006), em escalas que v&atilde;o de interanual at&eacute; decadal, e a longo prazo, constataram que a intensidade de tempestades tropicais e extratropicais aumentar&atilde;o, o que implica em mais impactos na costa do que apenas aos atribu&iacute;dos a eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, especialmente para sistemas costeiros tropicais e de m&eacute;dias latitudes. Assim sendo, a regi&atilde;o costeira do Estado do Rio Grande do Sul, por ser uma extensa plan&iacute;cie arenosa e de baixo gradiente topogr&aacute;fico, ficar&aacute; ainda mais vulner&aacute;vel a eventos erosivos com o aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, quando comparada a &aacute;reas mais &iacute;ngremes, especialmente durante eventos extremos.</p>     <p>Somente na d&eacute;cada de 90, o enfoque nas poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es da linha de costa e seus efeitos na eros&atilde;o costeira, devido a uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, despertaram maior aten&ccedil;&atilde;o dos cientistas, da m&iacute;dia e do p&uacute;blico em geral. Dentre os principais indicadores de tais eleva&ccedil;&otilde;es, destacam-se: o recuo da linha de costa, a eros&atilde;o costeira, o desaparecimento de ilhas, a destrui&ccedil;&atilde;o de ecossistemas costeiros e&aacute;reasurbanizadas, dentre outros. Assim, desde o avan&ccedil;o desses estudos, v&aacute;rias tentativas para prever este comportamento durante os pr&oacute;ximos s&eacute;culos t&ecirc;m surgido.</p>     <p>No que se refere &agrave;  m&eacute;dia das mudan&ccedil;as do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar feitas no Brasil, os dados sobre o comportamento atual do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar possuem disponibilidade limitada, o que, eleva a incerteza para os modelos de resposta costeira para o futuro aumento do n&iacute;vel do mar. No Brasil, poucos locais apresentam registros suficientes para permitir compara&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas (Mesquita, 2003). Apenas no ano de 2004 houve a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema Global de Observa&ccedil;&atilde;o do N&iacute;vel do Mar (GLOSS), coordenado pelo Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil (CHM). O principal objetivo do projeto &eacute; unir esfor&ccedil;os de institui&ccedil;&otilde;es brasileiras que dependem das observa&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar para seus monitoramentos e pesquisas.</p>      <p>Neste trabalho, destacaremos os impactos causados pela eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, ocasionada pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, para a regi&atilde;o costeira adjacente a desembocadura da Lagoa dos Patos. Assim considerando as caracter&iacute;sticas geol&oacute;gicas e morfodin&acirc;micas, principalmente o car&aacute;ter oce&acirc;nico aberto; a orienta&ccedil;&atilde;o Sudoeste-Nordeste da linha de costa, que a exp&otilde;e &agrave;s tempestades mais intensas provenientes do quadrante Sul-Sudeste; e o baixo gradiente topogr&aacute;fico da antepraia; a costa ga&uacute;cha -atualmente inserida numa faixa de alto risco a qualquer eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, ficar&aacute; nos cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais relatadas no Ipcc (2007) e Church <i>et al.</i> (2013), ainda mais vulner&aacute;vel &agrave;  eros&atilde;o.</p>     <p>Proje&ccedil;&otilde;es de eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar apresentadas no terceiro e quarto relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o no Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC, 2001; IPCC, 2007) mostram taxas similares de aumento do n&iacute;vel do mar, no entanto, este &uacute;ltimo depende de um n&uacute;mero de modelos clim&aacute;ticos de crescente complexidade e realismo, resultando em taxas mais confi&aacute;veis de aumento do n&iacute;vel do mar global que variam entre 0,18 m a 0,59 m em 2100. Com base nos resultados das proje&ccedil;&otilde;es de eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, foram desenvolvidos modelos capazes de prever a resposta costeira em diferentes situa&ccedil;&otilde;es de comportamento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar.</p>      <p>Historicamente, a Praia do Cassino vem sofrendo acre&ccedil;&atilde;o (L&eacute;lis & Calliari, 2004) devido, em parte, &agrave;  constru&ccedil;&atilde;o dos molhes da Barra do Rio Grande, a qual interferiu no balan&ccedil;o sedimentar da  ao obstruir o transporte de sedimentos para Nordeste, acarretando em um aumento localizado na largura da praia na regi&atilde;o do Cassino. Entretanto, Figueiredo (2013), ao simular cen&aacute;rios futuros de resposta costeira a eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar para a costa no Rio Grande do Sul, utilizando o STM (<i>Shoreline Translation Model</i>) de Cowell <i>et al.</i> (1992), constatou os maiores valores de recuo da linha de costa para o setor que inclui a Praia do Cassino alcan&ccedil;ando dist&acirc;ncias m&eacute;dias de recuo de at&eacute; 695m. A autora utiliza uma faixa de valores de eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar com valor m&iacute;nimo de 0,18 m, modal de 0,89 m e m&aacute;ximo de 1,1 m para o ano de 2100. Estes s&atilde;o valores combinados de proje&ccedil;&otilde;es de Rahmstorf (2007) e do Ipcc (2007). Devido ao fato de que a incerteza na pr&oacute;pria modelagem de clima &eacute; inerente a todas as previs&otilde;es e est&aacute; intimamente relacionada o grau de contribui&ccedil;&atilde;o antropog&eacute;nica e em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  din&acirc;mica do derretimento das placas de gelo (IPCC, 2007), os resultados da modelagem de resposta costeira sob condi&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; apresentado na forma de probabilidade de serem excedidas, <i>e.g.</i>, a linha de costa localizada a 695 m da linha de costa atual tem 50% de probabilidade de ser ultrapassada em 2100.</p>     <p>Neste trabalho, as proje&ccedil;&otilde;es de linha de costa obtidas por Figueiredo (2013) para o ano de 2100, s&atilde;o resultantes da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo proposto por Cowell <i>et al.</i> (2006), onde os impactos relacionados aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas incluem aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, altera&ccedil;&otilde;es no clima de ondas e dist&uacute;rbios no balan&ccedil;o de sedimentos ao longo da costa, podendo resultar em eros&atilde;o e recuo da mesma. O autor tamb&eacute;m considera que, &aacute;reas mais vulner&aacute;veis &agrave;  eros&atilde;o costeira podem ser identificadas em termos de dist&acirc;ncia continente adentro a partir da atual linha de dunas, &agrave;  medida que a linha de costa recua num determinado per&iacute;odo de tempo no futuro (estabelecido na modelagem). O recuo total em fun&ccedil;&atilde;o do tempo leva em considera&ccedil;&atilde;o os seguintes termos: tend&ecirc;ncia m&eacute;dia de recuo devido ao desequil&iacute;brio no suprimento de sedimentos litor&acirc;neos (no caso de balan&ccedil;o negativo), tend&ecirc;ncia m&eacute;dia de recuo devido &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel do mar, e aumento da eros&atilde;o devido &agrave;  ocorr&ecirc;ncia de tempestades (ver <a href="#e1">Eq. 1</a>). Assim, as previs&otilde;es de recuo da linha de costa podem ser utilizadas para estimar o volume de perda de areia e futuramente prever custos da realimenta&ccedil;&atilde;o artificial necess&aacute;ria para preservar praias e proteger os recursos imediatamente interiores a elas.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>onde, <i>R(t)</i> &eacute; o recuo total,</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e1a"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e1a.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>&eacute; o recuo m&eacute;dio devido ao desequil&iacute;brio do suprimento sedimentar,</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e1b"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e1b.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>&eacute; o recuo m&eacute;dio devido &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel do mar e <i>k(t)S<sub>D</sub></i> &eacute; a altera&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o sedimentar devido ao aumento da intensidade das tempestades.</p>      <p>Tamb&eacute;m, a fim de prever os impactos da eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, uma metodologia para identificar as&aacute;reasque podem ser mais vulner&aacute;veis a essa eleva&ccedil;&atilde;o no futuro foi desenvolvida (Gornitz, 1991). Esta t&eacute;cnica ser&aacute; descrita com detalhes na subse&ccedil;&atilde;o 3.2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Transgress&otilde;es e regress&otilde;es marinhas ocorreram anteriormente durante o Pleistoceno e Holoceno moldando a costa como a conhecemos hoje. Estimativas indicam que durante o Holoceno no Rio Grande do Sul, o n&iacute;vel m&eacute;dio do mar atingiu altitudes m&aacute;ximas entre 2 e 4 m acima do n&iacute;vel atual (Dillenburg <i>et al.</i>, 2000; Dillenburg <i>et al.</i>, 2005). Entretanto, os impactos de uma subida acelerada do n&iacute;vel do mar na presente configura&ccedil;&atilde;o costeira, ainda s&atilde;o em grande parte desconhecidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. &Aacute;rea de estudo</b></p>      <p>A costa do Rio Grande do Sul (RS), de orienta&ccedil;&atilde;o sudoeste-nordeste (<a href="#f1">Fig. 1</a>), possui caracter&iacute;sticas oce&acirc;nicas, devido &agrave;  a&ccedil;&atilde;o de ondas, correntes litor&acirc;neas e o vento, que s&atilde;o os principais fatores respons&aacute;veis por alterar a sua morfologia. A plataforma continental adjacente &eacute; larga, com 150 a 200 km de extens&atilde;o, apresentando profundidades m&aacute;ximas variando entre 100 e 140 m, e declividade suave da ordem de 0,5 a 1,5 m/km (Dillenburg <i>et al.</i>, 2000). Ao longo dos 640km do litoral do estado observam-se poucas descargas fl&uacute;vio-lagunares importantes (Figueiredo & Calliari, 2005), por&eacute;m, in&uacute;meros cursos de &aacute;gua doce, conhecidos como sangradouros, est&atilde;o presentes.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A regi&atilde;o &eacute; inclu&iacute;da no regime de micromar&eacute;s, onde as oscila&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m amplitude m&aacute;xima de 0,5 m. As maiores altera&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar percebidas nesse local devem-se &agrave;s chamadas mar&eacute;s meteorol&oacute;gicas ou de tempestades. J&aacute; as ondula&ccedil;&otilde;es que atingem a regi&atilde;o costeira da  de estudo t&ecirc;m duas dire&ccedil;&otilde;es predominantes: de leste-nordeste e de sudeste (Martinho <i>et al.</i>, 2009; Pianca <i>et al.</i>, 2010).</p>     <p>A a&ccedil;&atilde;o morfog&ecirc;nica na  estudada, relacionada com a atividade das correntes, &eacute; controlada basicamente pelas correntes litor&acirc;neas induzidas pelas ondas e ventos e, muito secundariamente, por correntes fluviais. Do mesmo modo, Fontoura (2013) descreve que o transporte longitudinal na regi&atilde;o &eacute; bidirecional, apresentando resultante positiva para nordeste.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Material e m&eacute;todos</b></p>      <p><b>3.1. An&aacute;lises de Perda Ambiental</b></p>     <p>O mapeamento das unidades ambientais presentes na  de estudo foi realizado em meio digital, atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada (Maxlike) dispon&iacute;vel no SIG Idrisi, utilizando imagens do sat&eacute;lite ALOS de 2010, com resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 10 metros. A linha de costa atual foi digitalizada no SIG ArcGis seguindo a base das dunas frontais. As seguintes unidades foram identificadas e mapeadas: marismas, dunas, sangradouros, banhados, campos litor&acirc;neos, matas e&aacute;reascom a infraestrutura urbana.</p>     <p>Figueiredo (2013) estimou atrav&eacute;s de modelagem o recuo da linha de costa na  de estudo para o ano de 2100 em condi&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Suas proje&ccedil;&otilde;es de linha de costa foram apresentadas na forma de distribui&ccedil;&atilde;o probabilidade, onde cada valor projetado para futura posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa em metros est&aacute; associado a uma probabilidade (de 0% a 100%) de ser ultrapassado num dado horizonte temporal, neste caso o ano 2100. A partir destas proje&ccedil;&otilde;es, foram selecionadas para este estudo tr&ecirc;s linhas de costa projetadas com as respectivas probabilidades de serem ultrapassadas em 2100: linha azul, com 70% de probabilidade de ser ultrapassada (1:1,44); linha laranja, 50% de probabilidade de ser ultrapassada (1:2); linha verde, 10% de probabilidade (1:10) (<a href="#f2">Fig. 2</a>). Para cada situa&ccedil;&atilde;o/posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa projetada foram calculadas as perdas ambientais (s e percentuais relativos) utilizando os m&eacute;todos <i>overlay</i> e <i>area</i> dispon&iacute;veis no programa Idrisi.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A Praia do Cassino, no munic&iacute;pio de Rio Grande, RS, encontra-se ao sul da desembocadura da Laguna dos Patos, a partir da qual se desenvolve uma extensa restinga (barreira arenosa) com 220 km de extens&atilde;o, limitada ao sul pelo Arroio Chu&iacute;. A  de estudo compreende um embaiamento sutil de aproximadamente 60km de extens&atilde;o (zona UTM 22S, entre 396383/6442021 e 364937/6382475), desde a raiz do Molhe Oeste at&eacute; a regi&atilde;o do Farol do Sarita (<a href="#f1">Fig. 1</a>). A regi&atilde;o possui caracter&iacute;sticas semelhantes, representando uma unidade geomorfol&oacute;gica da barreira arenosa holoc&eacute;nica (Tomazelli & Villwock, 2005) apresentando sistemas praiais dissipativos, campos de dunas, marismas e sangradouros associados, e suas praias s&atilde;o compostas de areia quartzosa de granulometria fina.</p>      <p><b>3.2. &Iacute;ndice de Vulnerabilidade Costeira &agrave;  Eleva&ccedil;&atilde;o do N&iacute;vel do Mar</b></p>     <p>Para descrever a vulnerabilidade a uma mudan&ccedil;a f&iacute;sica como o aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar na costa em estudo, foi utilizada uma metodologia desenvolvida por Gornitz (1991). Esta t&eacute;cnica utiliza diferentes intervalos de vulnerabilidade (muito baixa a muito alta), associando a cada um deles um valor (<a href="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Valendo-se de seis vari&aacute;veis (f&iacute;sicas e geol&oacute;gicas), e conhecendo seus valores referentes &agrave;   estudada, os valores dos intervalos de vulnerabilidade correspondentes a cada par&acirc;metro s&atilde;o incorporados a uma equa&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#e2">Eq. 2</a>). Esta produz um &iacute;ndice de vulnerabilidade costeira (IVC), onde: valores de IVC abaixo de 8,7 s&atilde;o inclu&iacute;dos na categoria de baixa vulnerabilidade; valores entre 8,7 - 15,6 s&atilde;o considerados de vulnerabilidade moderada; valores entre 15,6 e 20 indicam alta vulnerabilidade; valores de IVC acima de 20 s&atilde;o classificados como de vulnerabilidade muito alta. A partir dessa t&eacute;cnica, foi calculado o &iacute;ndice para a costa atual, bem como o projetado para o ano de 2100, e comparados os valores obtidos.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Onde: <i>A</i>- geomorfologia; <i>B</i> - taxas de eros&atilde;o/acre&ccedil;&atilde;o da linha de costa (m.ano<sup>-1</sup>); <i>C</i> - declividade da costa (%); <i>D</i> - mudan&ccedil;as relativas do n&iacute;vel do mar (mm.ano<sup>-1</sup>); <i>E</i> - altura significativa de onda (m); e <i>F</i> - amplitude de mar&eacute; (m).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>      <p><b>4.1. Perda ambiental para 2100</b></p>     <p>Nas <a href="#t2">Tabelas 2</a>, <a href="#t3">3</a> e <a href="#t4">4</a> s&atilde;o apresentados os resultados dos c&aacute;lculos de perda ambiental devido &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, em km<sup>2</sup> e % relativo. Foi considerada como m&aacute;xima  perdida, apenas a contida entre a linha da base das dunas frontais e a linha de costa modelada com 10% de probabilidade de ser ultrapassada (recuada 1032m da atual linha de costa). Entretanto, para fins de classifica&ccedil;&atilde;o inicial dos ambientes, foi inclu&iacute;da toda a  da barreira arenosa holoc&eacute;nica (<a href="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10f3.jpg" target="_blank">Fig. 3</a>). Para um melhor entendimento, os resultados obtidos foram separados em tr&ecirc;s cen&aacute;rios.</p>      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>1) Melhor cen&aacute;rio</b></p>      <p>Este cen&aacute;rio utiliza a linha de costa modelada que recuou 561m da posi&ccedil;&atilde;o da atual linha de costa e tem 70% de chance de ser ultrapassada at&eacute; o ano 2100. Nesta situa&ccedil;&atilde;o, observa-se que mais da metade da  perdida &eacute; representada por dunas, seguida de uma fra&ccedil;&atilde;o menor, por&eacute;m significativa, de campos (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Comparando os tr&ecirc;s cen&aacute;rios (<a href="#t2">Tabelas 2</a>, <a href="#t3">3</a> e <a href="#t4">4</a>), percebe-se com este cen&aacute;rio o maior percentual de perda de  urbana, al&eacute;m da totalidade da  de sangradouros, j&aacute; que estes se limitam &agrave;  regi&atilde;o mais pr&oacute;xima &agrave;  costa.</p>     <p><b>2) Cen&aacute;rio intermedi&aacute;rio</b></p>      <p>Este cen&aacute;rio utiliza a linha de costa modelada que recuou 695m da posi&ccedil;&atilde;o da atual linha de costa e tem 50% de chance de ser ultrapassada at&eacute; o ano 2100. Na <a href="#t3">Tabela 3</a> observa-se que, do mesmo modo que no contexto anterior, as dunas ainda representam a maior parte de  ambiental perdida. Por&eacute;m, dividindo espa&ccedil;o com&aacute;reasde campos e, em menor escala, de matas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3) Pior cen&aacute;rio</b></p>      <p>Este cen&aacute;rio utiliza a linha de costa modelada que recuou 1032m da posi&ccedil;&atilde;o da atual linha de costa e tem 10% de chance de ser ultrapassada at&eacute; o ano 2100. Este cen&aacute;rio mostra uma invers&atilde;o no percentual dos ambientes perdidos (<a href="#t4">Tab. 4</a>). Pode-se observar que a  de campos foi a mais afetada com a m&aacute;xima incurs&atilde;o marinha considerada, chegando pr&oacute;ximo a 50% de perda. Com aproximadamente 35% de  perdida est&atilde;o as dunas, e apresentando pouco mais de 10%, as matas.</p>     <p>Os resultados aqui apresentados assumem um cen&aacute;rio de subida acelerada de n&iacute;vel do mar numa regi&atilde;o costeira de gradiente muito suave, com declividade da antepraia em torno de 0,08&deg; e dunas que n&atilde;o ultrapassam 3,5 m.</p>     <p>Entretanto, devemos ter em mente que a reorganiza&ccedil;&atilde;o morfodin&acirc;mica em larga escala temporal, de dezenas a centenas de anos se d&aacute; de forma lenta e que n&atilde;o ocorrer&aacute; uma inunda&ccedil;&atilde;o abrupta dos ambientes pela subida do n&iacute;vel do mar em longo prazo. Esta reorganiza&ccedil;&atilde;o dos ambientes est&aacute; relacionada com a translada&ccedil;&atilde;o da linha de costa em fun&ccedil;&atilde;o de trocas sedimentares transversais entre a regi&atilde;o emersa da barreira, incluindo dunas frontais e&aacute;reasposteriores e o limite inferior da antepraia como resultado da subida do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar (Bruun, 1988), al&eacute;m de trocas longitudinais que influenciam o balan&ccedil;o sedimentar costeiro no setor como um todo.</p>      <p>Por outro lado, mesmo que ambientes como o p&oacute;s-praia e campos de dunas migrem gradativamente continente adentro, regi&otilde;es mais interiorizadas e est&aacute;veis, como as marismas, campos litor&acirc;neos, banhados e at&eacute; &aacute;reas urbanizadas, ficar&atilde;o de qualquer forma mais pr&oacute;ximas da linha de costa e assim mais vulner&aacute;veis aos impactos de eventos extremos. Adicionalmente, teremos impactos sobre as diversas comunidades da fauna e flora da zona costeira.</p>     <p>No caso espec&iacute;fico dos sangradouros, mesmo no melhor cen&aacute;rio considerado havendo perda total de &aacute;rea, foi conclu&iacute;do que, em longo prazo eles restabeleceriam sua drenagem em dire&ccedil;&atilde;o ao mar. Isso pode ser comprovado atrav&eacute;s de observa&ccedil;&otilde;es do interior da barreira arenosa holoc&eacute;nica, onde ficaram evidentes interrup&ccedil;&otilde;es nos cord&otilde;es litor&acirc;neos que d&atilde;o origem aos canais. Este fato tamb&eacute;m foi observado por Hesp <i>et al.</i> (2007) pr&oacute;ximo &agrave;  Praia de Curumim, no litoral norte do RS, onde in&uacute;meros paleo-sangradouros corriam atrav&eacute;s da barreira holoc&eacute;nica em dire&ccedil;&atilde;o ao mar, estando frequentemente ligados aos canais atualmente ativos. Estes paleo-sangradouros provavelmente foram formados durante o Holoceno, quando o n&iacute;vel m&eacute;dio do mar na regi&atilde;o ca&iacute;a progressivamente, ap&oacute;s ter atingido um m&aacute;ximo de eleva&ccedil;&atilde;o por volta de 5100 anos atr&aacute;s (cerca de 1 - 3m acima do atual), atuando como um sistema organizado de drenagem (Martin <i>et al.</i>, 1979).</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  &uacute;nica ocorr&ecirc;ncia de marisma na  de estudo, restrita &agrave;s adjac&ecirc;ncias do Molhe Oeste, observou-se que em todos os cen&aacute;rios poss&iacute;veis h&aacute; alguma perda de  deste ambiente. Embora n&atilde;o represente grande signific&acirc;ncia, em termos de percentual perdido, a marisma &eacute; um dos ambientes de maior relev&acirc;ncia ecol&oacute;gica e sensibilidade ambiental da &aacute;rea, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  fauna e flora. Por ser uma regi&atilde;o est&aacute;vel, em termos morfodin&acirc;micos, diferentemente da regi&atilde;o de dunas, a princ&iacute;pio, este ambiente n&atilde;o se deslocaria continente adentro devido &agrave;  uma eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel do mar. Assim, conclu&iacute;mos que, as marismas ficar&atilde;o, em qualquer um dos tr&ecirc;s poss&iacute;veis cen&aacute;rios projetados, localizadas mais pr&oacute;ximas dos cord&otilde;es de dunas do que atualmente. Dessa forma, tornando-se mais vulner&aacute;veis aos impactos da transgress&atilde;o marinha. Conforme Huiskes (1990), um pequeno aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar seria suficiente para acarretar mudan&ccedil;as na zona&ccedil;&atilde;o desse ecossistema, at&eacute; sua total elimina&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por outro lado, foi considerado que, por haver conex&atilde;o entre o estu&aacute;rio da Lagoa dos Patos e a regi&atilde;o de marismas em quest&atilde;o, existe a possibilidade de que haja um aumento de  deste ambiente. Com a subida do n&iacute;vel do mar, o n&iacute;vel da lagoa tamb&eacute;m deve subir, influenciando no acr&eacute;scimo da  de marismas.</p>     <p>Segundo Costa (1998), existem cerca de 70 esp&eacute;cies de plantas que habitam a regi&atilde;o de marismas no estu&aacute;rio inferior. Estas possuem caracter&iacute;sticas muito espec&iacute;ficas, com diferentes gradientes de toler&acirc;ncia &agrave;  inunda&ccedil;&atilde;o, desseca&ccedil;&atilde;o e salinidade. Assim, em qualquer uma das duas situa&ccedil;&otilde;es, seja de perda ou acr&eacute;scimo de &aacute;rea, elas sofreriam com o estresse &agrave; s mudan&ccedil;as da din&acirc;mica ambiental. Dessa forma, poderiam facilmente desaparecer, caso n&atilde;o forem capazes de se adaptar a essas altera&ccedil;&otilde;es ocasionadas pela eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar.</p>     <p>Por fim, o &uacute;ltimo ambiente a ser considerado neste estudo, tamb&eacute;m sujeito aos impactos da subida do n&iacute;vel do mar - o Urbano - &eacute; o que oferece maior preocupa&ccedil;&atilde;o &agrave;  popula&ccedil;&atilde;o que vive na regi&atilde;o costeira. Por afetar diretamente a seguran&ccedil;a da vida humana e seus bens materiais, o risco de uma inunda&ccedil;&atilde;o provocando perdas ou danos as suas propriedades mant&eacute;m as pessoas em estado de alerta. Embora a diferen&ccedil;a seja pouco expressiva em nossa  de estudo, o percentual representado pela  urbana &eacute; maior quanto mais pr&oacute;ximo &agrave;  costa. Isto representa uma tend&ecirc;ncia nas regi&otilde;es costeiras de todo o mundo, tornando os riscos de uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar ainda mais preocupantes. Foi considerado ainda, que a eleva&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do n&iacute;vel do mar, quando associada com tempestades costeiras e ressacas (mar&eacute;s meteorol&oacute;gicas), potencializar&aacute; ainda mais os impactos previstos para essa .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim sendo, para os futuros cen&aacute;rios projetados, certamente ser&atilde;o necess&aacute;rias estrat&eacute;gias de adapta&ccedil;&atilde;o, que podem incluir obras de prote&ccedil;&atilde;o costeira para conter o avan&ccedil;o marinho, e realoca&ccedil;&atilde;o, mas principalmente um melhor planejamento da ocupa&ccedil;&atilde;o em zonas costeiras vulner&aacute;veis aos impactos diretos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais.</p>     <p><b>4.2. Vulnerabilidade Costeira &agrave;  Eleva&ccedil;&atilde;o do N&iacute;vel do Mar: Cen&aacute;rios Atual e Futuro</b></p>     <p>Como forma de quantificar a vulnerabilidade da Praia do Cassino &agrave;  eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel do mar, foram inseridos os valores da regi&atilde;o, relativos a cada uma das vari&aacute;veis, f&iacute;sicas e geol&oacute;gicas, na tabela utilizada para o c&aacute;lculo do &iacute;ndice de Vulnerabilidade para a Costa Atl&acirc;ntica de Gornitz (1991). Foi obtido um valor de IVC de 14,4 (ver <a href="#e3">Equa&ccedil;&atilde;o 3</a>), classificando a praia como moderadamente vulner&aacute;vel a uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar na atualidade, conforme mostrado na <a href="#t5">Tabela 5</a>.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e3"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Ao observar a <a href="#t5">Tabela 5</a>, nota-se que, se consideradas constantes as vari&aacute;veis: geomorfologia, declividade da costa, altura significativa de onda e amplitude de mar&eacute;; e utilizando os par&acirc;metros das duas vari&aacute;veis restantes, para o cen&aacute;rio projetado (2100), a regi&atilde;o de estudo seria classificada como muito altamente vulner&aacute;vel a uma eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, com um IVC de 51,03 (ver <a href="#e4">Equa&ccedil;&atilde;o 4</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="e4"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10e4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Segundo Toldo Jr. <i>et al.</i> (2005), a retra&ccedil;&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras arenosas submetidas ao regime de micromar&eacute;s, caso da regi&atilde;o em estudo, resultam principalmente da din&acirc;mica entre a quantidade e tipo de suprimento sedimentar, energia f&iacute;sica de ondas e mudan&ccedil;as relativas do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar.</p>     <p>Neste sentido, a <a href="#t6">Tabela 6</a> apresenta os valores dos par&acirc;metros f&iacute;sicos e geol&oacute;gicos para classifica&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade ao aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, projetados para 2100 por Figueiredo (2013), enquanto a <a href="#e4">Equa&ccedil;&atilde;o 4</a> resulta no IVC calculado para o mesmo cen&aacute;rio futuro.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v15n1/15n1a10t6.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; s Taxas de Eros&atilde;o/Acre&ccedil;&atilde;o da Linha de Costa, estudos de Dillenburg <i>et al.</i> (2000); Martinho <i>et al.</i> (2009) conclu&iacute;ram que, o volume de sedimentos transportados ao longo da costa, bem como a energia de ondas, tende a aumentar conforme a costa torna-se convexa (proje&ccedil;&otilde;es) e diminuir conforme a costa torna-se c&ocirc;ncava (embaiamentos). A causa desse padr&atilde;o est&aacute; provavelmente relacionada aos processos de refra&ccedil;&atilde;o e dissipa&ccedil;&atilde;o, que as ondas de &aacute;guas profundas encontram ao se aproximarem da costa. Quando a costa &eacute; c&ocirc;ncava, a plataforma interna &eacute; larga e suave, esses processos ocorrem lentamente, e ao atingirem a costa, as ondas j&aacute; perderam grande parte da sua energia. Assim, a deposi&ccedil;&atilde;o &eacute; favorecida. Por outro lado, quando a costa &eacute; convexa, a plataforma interna &eacute; estreita e &iacute;ngreme, os processos de refra&ccedil;&atilde;o e dissipa&ccedil;&atilde;o ocorrem menos, e as ondas atingem a costa com alta energia. Portanto, o volume de sedimentos retirado destes locais &eacute; maior.</p>     <p>Somada &agrave;  din&acirc;mica natural, historicamente, a linha de costa adjacente a Praia do Cassino, vem sofrendo uma acre&ccedil;&atilde;o relevante. Parte desta acre&ccedil;&atilde;o se deve ao per&iacute;odo que sucede a constru&ccedil;&atilde;o dos molhes da Barra do Rio Grande, a qual interferiu no balan&ccedil;o sedimentar da &aacute;rea, ao bloquear o transporte de sedimentos para nordeste, intensificando a acre&ccedil;&atilde;o e acarretando um aumento localizado na largura da praia. Dessa forma, com uma acre&ccedil;&atilde;o da linha de costa atual de aproximadamente 3,2m/ano (L&eacute;lis & Calliari, 2004), a regi&atilde;o est&aacute; inserida num setor de barreira progradante. Por&eacute;m, considerando o cen&aacute;rio de eleva&ccedil;&atilde;o acelerada do n&iacute;vel do mar prevista para os pr&oacute;ximos anos, esta poder&aacute; se tornar retrogradante, com taxas de eros&atilde;o da linha de costa estimadas em 11,47 m/ano no pior cen&aacute;rio projetado (com 10% de probabilidade) para 2100 (Figueiredo, 2013).</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; s Mudan&ccedil;as Relativas do N&iacute;vel do Mar, a regi&atilde;o de estudo possui uma taxa atual de 2mm/ano de mudan&ccedil;a relativa do n&iacute;vel do mar. Observa-se que o n&iacute;vel atual sobe lentamente, colocando a regi&atilde;o costeira em um cen&aacute;rio de baixa vulnerabilidade. No entanto, quando consideradas as taxas para 2100 (1,1m/90 anos), percebemos que a vulnerabilidade &eacute; considerada muito alta, quando o n&iacute;vel do mar atinge taxas de aproximadamente 12 mm/ano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s do exposto, percebe-se que, alterando os valores de somente duas vari&aacute;veis, a Praia do Cassino deixaria de ser caracterizada como uma regi&atilde;o moderadamente vulner&aacute;vel, atualmente, e passaria a ser considerada como uma praia de vulnerabilidade muito alta &agrave; s eleva&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar, apresentando um IVC futuro de 51,03.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A regi&atilde;o costeira do Estado do Rio Grande do Sul, na qual a Praia do Cassino est&aacute; inserida, possui caracter&iacute;sticas geomorfol&oacute;gicas herdadas que, de forma geral, a torna bastante vulner&aacute;vel &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar. Considerando o atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, &eacute; de extrema import&acirc;ncia o estudo detalhado da  citada. Este se deu no presente estudo de forma qualitativa e quantitativa, de modo a determinar a vulnerabilidade costeira da regi&atilde;o em quest&atilde;o, frente ao aspecto acima mencionado, com base nos resultados obtidos por Figueiredo (2013).</p>     <p>Neste contexto, como principais conclus&otilde;es do trabalho efetuado destacam-se as seguintes:</p> <ul>     <li>Conforme os c&aacute;lculos de perda de &aacute;rea, considerando as prov&aacute;veis futuras linhas de costa projetadas para 2100, todos os ambientes da regi&atilde;o de estudo apresentaram um percentual perdido de ambientes costeiros emersos, mesmo no melhor cen&aacute;rio considerado;</li>     <li>Campos litor&acirc;neos e dunas representaram os maiores percentuais absolutos de perda ambiental quando considerado o pior cen&aacute;rio projetado (linha de costa modelada com 10% de probabilidade de ser ultrapassada em 2100);</li>     <li>Sangradouros tiveram a totalidade de sua  perdida, mesmo no melhor cen&aacute;rio projetado (linha de costa modelada com 70% de probabilidade de ser ultrapassada em 2100);</li>     <li>Os valores obtidos nos c&aacute;lculos de IVC indicam que, a Praia do Cassino &eacute; classificada atualmente como moderadamente vulner&aacute;vel &agrave; s eleva&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar, enquanto que nas situa&ccedil;&otilde;es projetadas para 2100 (Figueiredo, 2013), a  de estudo seria caracterizada como muito altamente vulner&aacute;vel &agrave;  subida do n&iacute;vel do mar.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados obtidos na pesquisa s&atilde;o considerados extremamente &uacute;teis para a realiza&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o de estudo, como obras de conten&ccedil;&atilde;o ao avan&ccedil;o marinho, bem como de um manejo minucioso dos ambientes nela encontrados, no cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. Assim, ser&aacute; poss&iacute;vel planejar adequadamente o uso, a ocupa&ccedil;&atilde;o e a adapta&ccedil;&atilde;o desta regi&atilde;o costeira, valendo-se, sobretudo, das individualidades de cada setor da costa do Rio Grande do Sul.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Agradecemos aos revisores deste artigo; &agrave;  Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES); a Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo (ANP), a qual subsidiou o trabalho original, base para este artigo; e a todas as pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que contribu&iacute;ram para as Experi&ecirc;ncias e aprendizado em gest&atilde;o costeira.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>References</b></p>      <!-- ref --><p>Andrade, E.S.M.; Lacerda, G.B.M. (2009) - <i>Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e An&aacute;lise de Risco da Ind&uacute;stria de Petr&oacute;leo no Litoral Brasileiro</i>. 122p., Fundaci&oacute;n Mapfre, Madrid, Espanha. ISBN: 978-8498441642. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.mapfre.com/documentacion/publico/118n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1053958" target="_blank">http://www.mapfre.com/documentacion/publico/118n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1053958</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201500010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Bindoff, N.L.; Willebrand, J.; Artale, V.; Cazenave, A.; Gregory, J.; Gulev, S.; Hanawa, K.; Le Qu&eacute;r&eacute;, C.; Levitus, S.; Nojiri, Y.; Shum, C.K.; Talley, L.D.; Unnikrishnan, A. (2007) - Observations: Oceanic Climate Change and Sea Level. In: Solomon, S.; Qin, D.; Manning, M.; Chen, Z.; Marquis, M.; Averyt, K.B.; Tignor, M.; Miller, H.L. (org.), <i>Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change</i>, pp.385-432, Cambridge University Press, Cambridge, U.K. / New York, NY, U.S.A. ISBN: 978-0521705967. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/wg1/ar4-wg1-chapter5.pdf" target="_blank">http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/wg1/ar4-wg1-chapter5.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201500010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bruun, P. (1988) - The Bruun Rule of erosion by sea-level rise - a discussion on large-scale two-dimensional and 3-dimensional usages. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 4(4):627-648, Coastal Education & Research Foundation, Charlottesville, VA, U.S.A. Article Stable URL: <a href="http://www.jstor.org/stable/4297466" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/4297466</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201500010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carter, R.W.G. (1990) - <i>Coastal Environments: An Introduction to the Physical, Ecological and Cultural systems of coastlines</i>. 617p., Academic Press, San Diego, CA, U.S.A. ISBN: 978-0121618568.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201500010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Calliari, L.J.; Klein, A.H.F. (1993) - Caracter&iacute;sticas morfodin&acirc;micas e sedimentol&oacute;gicas das praias oce&acirc;nicas entre Cassino e Chu&iacute;, RS. <i>Pesquisas</i> (ISSN: 0100-5375), 20(1):48-56, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/1993/1993a.pdf" target="_blank">http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/1993/1993a.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201500010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Church, J.A.; White, N.J. (2006) - A 20th century acceleration in global sea-level rise. <i>Geophysical Research Letters</i>, 33(1):1-4. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/2005GL024826" target="_blank">10.1029/2005GL024826</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-8872201500010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Church, J.A.; Clark, P.U.; Cazenave, A.; Gregory, J.M.; Jevrejeva, S.; Levermann, A.; Merrifield, M.A.; Milne, G.A.; Nerem, R.S.; Nunn, P.D.; Payne, A.J.; Pfeffer, W.T.; Stammer, D.; Unnikrishnan, A.S. (2013) - Sea Level Change. In: Stocker, T.F.; Qin, D.; Plattner, G.-K.; Tignor, M.; Allen, S.K.; Boschung, J.; Nauels, A.; Xia, Y.; Bex, V.; Midgley, P.M. (org.), <i>Climate Change 2013: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change</i>, pp.1137-1216. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom, New York, NY, USA. ISBN: 978-1107057991. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar5/wg1/WG1AR5_Chapter13_FINAL.pdf" target="_blank">http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar5/wg1/WG1AR5_Chapter13_FINAL.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201500010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, C.S.B (1998) - Plantas de marismas e terras alag&aacute;veis. In: Seeliger, U.; Odebrecht, C.; Castello, J.P. (org.), <i>Os Ecossistemas Costeiro e Marinho do Extremo Sul do Brasil</i>, pp.25-29, Editora Ecoscientia, Rio Grande, RS, Brasil. ISBN: 85-87167014. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www2.furg.br/instituto/io/ecoveco/ecomidia/livros/Os%20Ecossistemas%20Costeiro%20e%20Marinho%20do%20Extremo%20Sul%20do%20Brasil.pdf" target="_blank">http://www2.furg.br/instituto/io/ecoveco/ecomidia/livros/Os Ecossistemas Costeiro e Marinho do Extremo Sul do Brasil.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201500010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cowell, P.J.; Roy, P.S.; Jones, R.A. (1992) - Shoreface translation model: computer simulation of coastal-sand-body response to sea level rise. Mathematics and Computers in Simulation, 33(5-6):603-608. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0378-4754(92)90158-D" target="_blank">10.1016/0378-4754(92)90158-D</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201500010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cowell, P.J.; Thom, B.G.; Jones, R.A.; Everts,C.H.; Simanovic, D. (2006). Management of Uncertainty in Predicting Climate-change Impacts on Beaches. <i>Journal of Coastal Research</i> 22(1):232-245. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2112/05A-0018.1" target="_blank">10.2112/05A-0018.1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201500010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diehl, F.P.; Spinola, J.L.; De Azevedo, N.T. (2010) - Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais e os impactos f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos na zona costeira: Uma proposta de classifica&ccedil;&atilde;o. In: Dantas, M.B.; S&eacute;guin, E.; Ahmed, F. (org.), <i>O Direito Ambiental na atualidade</i>, pp.127-134,Lumen Juris Ltda., Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN: 9788537507087. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9162" target="_blank">http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9162</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201500010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dillenburg, S.R.; Roy, P.S.; Cowell, P.J.; Tomazelli, L.J. (2000) - Influence of antecedent topography on coastal evolution as tested by the shoreface translation-barrier model (STM). <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 16(1): 71-81, Coastal Education & Research Foundation, Charlottesville, VA, U.S.A. Article Stable URL: <a href="http://www.jstor.org/stable/4300012" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/4300012</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201500010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dillenburg, S.R.; Tomazelli, L.J.; Martins, L.R.; Barbosa, <i>e.g.</i> (2005) - Modifica&ccedil;&otilde;es de longo per&iacute;odo da linha de costa das barreiras costeiras do Rio Grande do Sul. <i>Gravel</i> (ISSN: 1678-5975), 3(1):9-14, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_02.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_02.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201500010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiredo, S.A. (2013) - Modelling climate change effects in southern Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i>, SI (65):1933-1938. DOI: 10.2112/SI65-327.1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201500010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiredo, S.A.; Calliari, L.J. (2005) - Sangradouros: Distribui&ccedil;&atilde;o espacial, varia&ccedil;&atilde;o sazonal, padr&otilde;es morfol&oacute;gicos e implica&ccedil;&otilde;es no gerenciamento costeiro. <i>Gravel</i> (ISSN: 1678-5975), 3(1):47-57, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_06.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_06.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201500010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiredo, S.A. (2011) - <i>External forcing and internal controls on coastal response to climate change at Rio Grande do Sul, southern Brazil</i>. 164p., Tese de Doutorado, Universidade de Sidnei, Sidnei, Austr&aacute;lia. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2011/2011b.pdf" target="_blank">http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2011/2011b.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201500010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fontoura, J.A.S.; Almeida L. E.; Calliari, L. J.; Cavalcanti, A. M.; M&agrave;¶ller, O. Jr., Romeu, M.A.R. and Christ&oacute;faro, B.R. (2013) - Coastal Hydrodynamics and Longshore Transport of Sand on Cassino Beach and on Mar Grosso Beach, Southern Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i>, (4):855-869. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2112/JCOASTRES-D-11-00236.1" target="_blank">10.2112/JCOASTRES-D-11-00236.1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201500010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gornitz, V. (1991) - Global sea level hazards from future sea level rise. <i>Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology (Global and Planetary Change Section)</i>, 89(1):379-398. Elsevier Science Publishers B.V., Amsterdam, The Netherlands. 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(2006). <i>Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas Globais e Efeitos sobre a Biodiversidade - Caracteriza&ccedil;&atilde;o do clima atual e defini&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas para o territ&oacute;rio Brasileiro ao longo do S&eacute;culo XXI.</i> Subprojeto do Programa de Conserva&ccedil;&atilde;o e Utiliza&ccedil;&atilde;o Sustent&aacute;vel da Diversidade Biol&oacute;gica Brasileira (PROBIO). 212 p., Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 85-77380386. 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E.; Almeida, L.E.S.B.; Nicolodi, J.L.; Martins, L.R. (2005) - Retra&ccedil;&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o da zona costeira do estado do Rio Grande do Sul. <i>Gravel</i> (ISSN: 1678-5975), 3(1): 31-38. Instituto de Geoci&ecirc;ncias, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_04.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/gravel/3/Gravel_3_04.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201500010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tomazelli, L.J.; Villwock, J.A. (2005) â€“ Mapeamento geol&oacute;gico de plan&iacute;cies costeiras: o exemplo da costa do Rio Grande do Sul. <i>Gravel</i> (ISSN: 1678-5975),3(1):109-115. Instituto de Geoci&ecirc;ncias, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. 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