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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do clima de ondas da praia de Ponta Negra (RN, Brasil) através do uso do SMC-Brasil e sua contribuição à gestão costeira]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Wave Climate Assessment on the Ponta Negra Beach (RN, Brazil) using SMC-Brasil and its contribution to coastal management]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For effective planning and management of the coastline, from the implementation of engineering projects to contain erosion to the maintenance of the coastline, it is imperative to understand the hydrodynamic forces that influence coastal morphodynamics, especially wave climate. In Brazil instrumental data collection of waves on a large scale, systematically and in long and continuous time series is still challenging. Aiming fill this gap, some countries have developed methodologies which use numeric models, involve the reanalysis of previous data and perform downscaling in order to generate wave databases. One of these databases was proposed by the University of Cantabria, Spain and was used by SMC-Brasil, which aims to use the database, tools and methodology to improve the management of the Brazilian coast. This study used this database to analyze wave climate of coastal region of Ponta Negra beach located in Natal, northeast Brazil. Ponta Negra beach is important because of its fame for tourism and because it is a driving force behind the urban growth in this area. The wave climate was analyzed here as a basis of the beach erosion dynamics study in the region, as well as to develop a contribution to the management of public policy regarding seafront construction. Ponta Negra beach is a headland-bay beach located in the eastern sector of Rio Grande do Norte state. It is comprised of two sections: Ponta Negra beach itself and the beach along the Via Costeira, which extends to the North. The assessment of the role of wave climate at a point located at 20m depth in the continental shelf (latitude 5.8775°S / longitude 35.0301°W) by evaluating the SMC-Brasil wave database. The wave climate near the beach was determinate by the propagation of spectral wave cases associated with storms and normal conditions, at high and low tide. This representative point exhibited the following wave climate characteristics: predominance of waves from East-Southeast (ESE) and it represented more than 75% of the wave direction, followed by waves from the East (E=20%), Southeast (SE=3%) and East-Northeast (ENE=2%). The seasonal variation in wave direction is slight and the predominant direction is ESE in all seasons; however, in summer (the months of December, January and February), an increase in waves from the East can be observed. The significant wave height (Hs) is between 0.5m and 2.8m and the waves are below 1.6m in 75% of sea states. Waves with an Hs higher than 2.6m showed a probabilistic return period of approximately 10 years. For peak periods (Tp), the values range from 4s to 20s and the Tp is below 8s in 75% of sea states. Waves with a Tp higher than 18s showed a probabilistic return period of more than 10 years. The analysis of the joint distribution of Hs to Tp and Hs to Direction shows that at this point, the most frequent waves are those with an Hs between 1.3 and 1.7m, a Tp around 8s and from an 110° direction. Based on the results obtained from the propagation of spectral wave cases during storms and under normal conditions, it can be seen that one of the characteristics of Ponta Negra beach is a wave height gradient with lower values in the southern region and increasing values along the Via Costeira. This is due to the effects of diffraction and refraction seen mainly in the SE and ESE waves and to the effects of energy loss because of the bathymetry in the southern region of Ponta Negra beach is typically gentler than the bathymetry in the North, with dissipative characteristics. In the protected area near Morro do Careca the maximum Hs values were registered at 1.5m while in the northern region towards the Via Costeira waves up to 2.5m were seen to reach the coastline during storms. By comparing the results from high and low tide wave propagations, it was found that in low tide the waves with the highest significant wave height reached the coastline. Visual assessments of the beach also showed that under these conditions and due to the erosion processes taking place at the coastline and the loss of sediment at the backshore of various sections of Ponta Negra beach, the waves reach the urban structures on the shoreline and are leading to its deterioration. And so, it can be concluded that based on the knowledge of the wave climate in a region such as Ponta Negra beach and based on the database from SMC-Brasil it is possible to plan, manage and take action to protect the coastal area more effectively and sustainably. Currently, the majority of the projects undertaken in the coastal zone do not take studies of marine dynamics into consideration and thus they are inefficient and have caused huge social, environmental and economic long-term damage. Through the use of the tools provided by SMC-Brasil, it has been shown that it is possible to obtain data and put it to use in the planning and management of the coastline. Thus, the results of this study have major implications for coastal zone management, as contribution to improve planning and management of seafront infrastructure, in decisions about the use and occupation of land near the coastline. It is suggested that similar models are implemented in other locations as the basis for the actions of human intervention, in accordance with the principles of integrated and sustainable management of the coastal zone.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b> / ARTICLE</p>     <p><b><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do clima de ondas da praia de Ponta Negra (RN, Brasil)   atrav&eacute;s do uso do SMC-Brasil e sua contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; gest&atilde;o costeira</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></b></p>     <p><b>Wave Climate Assessment on the Ponta Negra Beach (RN, Brazil) using SMC-Brasil and its contribution to coastal management</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Laura Ribas de Almeida<sup>@, 1</sup>; Venerando Eust&aacute;quio Amaro<sup>2</sup>;   Ana Maria Teixeira Marcelino<sup>1</sup>; Ada Cristina Scudelari<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>@</sup> Corresponding author to whom correspondence should be addressed: &lt;<a href="mailto:lauraribas.a@gmail.com">lauraribas.a@gmail.com</a>&gt;<br/>     <sup>1</sup> Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Meio Ambiente (IDEMA), Av. Nascimento de Castro n&ordm; 2127, CEP 59056-450, Natal, RN, Brasil.<br/>     <sup>2</sup> Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Geologia. Campus Universit&aacute;rio CEP 59078-970, Natal, RN, Brasil.<br/>     <sup>3</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Engenharia Civil. Campus Universit&aacute;rio CEP 59078-970, Natal, RN, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade />     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o planejamento e gest&atilde;o efetivos da orla mar&iacute;tima, visando a implanta&ccedil;&atilde;o de obras de engenharia para conten&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o da linha de praia, &eacute; imprescind&iacute;vel o conhecimento dos for&ccedil;antes hidrodin&acirc;micos atuantes, destacando-se o clima de ondas. No Brasil h&aacute; uma car&ecirc;ncia de dados de ondas, que pode ser suprida atrav&eacute;s de bancos de dados gerados atrav&eacute;s de modelos num&eacute;ricos (dados de rean&aacute;lise e com <i>downscaling</i>), tal como o proposto pela Universidade de Cant&aacute;bria/Espanha, cuja base de dados de ondas foi disponibilizada para o Brasil atrav&eacute;s do SMC-Brasil, que visa a transfer&ecirc;ncia dessa base de dados, al&eacute;m de ferramentas e metodologia para uma melhor gest&atilde;o do litoral brasileiro. Este trabalho utilizou o SMC-Brasil para analisar o clima de ondas da regi&atilde;o costeira da praia de Ponta Negra localizada em Natal/RN, Nordeste do Brasil, que possui elevada import&acirc;ncia tur&iacute;stica, com amplo crescimento e ocupa&ccedil;&atilde;o urbana nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O ponto selecionado como representativo do regime de ondas incidentes, localizado a uma cota batim&eacute;trica de 20m, na latitude 5,8775&deg;S/longitude 35,0301&deg;W, apresenta as seguintes caracter&iacute;sticas de clima de ondas: predomin&acirc;ncia de ondas de leste-sudeste (ESE) em mais de 75% dos estados de mar, seguido de ondas de leste (E=20%), sudeste (SE=3%) e leste-nordeste (ENE=2%). Sazonalmente, a predomin&acirc;ncia de ondula&ccedil;&otilde;es provenientes de ESE ocorre em todas as esta&ccedil;&otilde;es do ano, por&eacute;m no ver&atilde;o (Dezembro a Fevereiro) nota-se o aumento na participa&ccedil;&atilde;o de ondas provenientes de E. A altura de onda significativa (Hs) varia entre 0,5m e 2,8m, com 75% dos estados de mar apresentando ondas inferiores a 1,6m. Ondas com Hs superior a 2,6m apresentam um per&iacute;odo de retorno probabil&iacute;stico de aproximadamente 10 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o aos per&iacute;odos de pico (Tp), os valores variam entre 4s e 20s, sendo que 75% dos estados de mar apresentam Tp inferior a 8s. Ondas com Tp superior a 18s apresentam um per&iacute;odo de retorno probabil&iacute;stico de mais de 10 anos. A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o conjunta de Hs-Tp e Hs-Dir mostra que no ponto selecionado as ondas mais frequentes s&atilde;o as com Hs entre 1,3 e 1,7m, Tp em torno de 8s, provenientes da dire&ccedil;&atilde;o em torno de 110&deg;. Na propaga&ccedil;&atilde;o dos casos espectrais verificou-se que a regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra (&aacute;rea do Morro do Careca) &eacute; protegida da ondula&ccedil;&atilde;o, alcan&ccedil;ada por valores m&aacute;ximos de Hs de cerca de 1,5m em eventos de tempestade. Isso ocorre tanto devido aos efeitos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o, mais evidentes nas ondula&ccedil;&otilde;es de ESE e SE, quanto tamb&eacute;m aos efeitos de perda de energia devido ao fundo marinho deste setor, que apresenta uma batimetria mais suave, sendo mais dissipativa. Deste modo, destaca-se o aumento &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o das ondas de sul para norte na praia de Ponta Negra, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Via Costeira, com ondas de at&eacute; 2,5m alcan&ccedil;ando a linha de costa em eventos de tempestade. Os resultados deste estudo t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es relevantes para a gest&atilde;o da zona costeira, como subs&iacute;dio &agrave; melhoria do planejamento e gest&atilde;o da orla, nas tomadas de decis&otilde;es sobre o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o dos terrenos pr&oacute;ximos &agrave; linha de costa. Sugere-se que modelos similares sejam aplicados em outros locais como base para as a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o humana, em concord&acirc;ncia com os princ&iacute;pios de gest&atilde;o integrada e sustent&aacute;vel da zona costeira.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> base de dados de ondas, zona costeira, Sistema de Modelagem Costeira do Brasil.</p> <hr size="1" noshade />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>For effective planning and management of the coastline, from the implementation of engineering projects to contain erosion to the maintenance of the coastline, it is imperative to understand the hydrodynamic forces that influence coastal morphodynamics, especially wave climate. In Brazil instrumental data collection of waves on a large scale, systematically and in long and continuous time series is still challenging. Aiming fill this gap, some countries have developed methodologies which use numeric models, involve the reanalysis of previous data and perform downscaling in order to generate wave databases. One of these databases was proposed by the University of Cantabria, Spain and was used by SMC-Brasil, which aims to use the database, tools and methodology to improve the management of the Brazilian coast. This study used this database to analyze wave climate of coastal region of Ponta Negra beach located in Natal, northeast Brazil. Ponta Negra beach is important because of its fame for tourism and because it is a driving force behind the urban growth in this area. The wave climate was analyzed here as a basis of the beach erosion dynamics study in the region, as well as to develop a contribution to the management of public policy regarding seafront construction. Ponta Negra beach is a headland-bay beach located in the eastern sector of Rio Grande do Norte state. It is comprised of two sections: Ponta Negra beach itself and the beach along the Via Costeira, which extends to the North. The assessment of the role of wave climate at a point located at 20m depth in the continental shelf (latitude 5.8775&deg;S / longitude 35.0301&deg;W) by evaluating the SMC-Brasil wave database. The wave climate near the beach was determinate by the propagation of spectral wave cases associated with storms and normal conditions, at high and low tide. This representative point exhibited the following wave climate characteristics: predominance of waves from East-Southeast (ESE) and it represented more than 75% of the wave direction, followed by waves from the East (E=20%), Southeast (SE=3%) and East-Northeast (ENE=2%). The seasonal variation in wave direction is slight and the predominant direction is ESE in all seasons; however, in summer (the months of December, January and February), an increase in waves from the East can be observed. The significant wave height (Hs) is between 0.5m and 2.8m and the waves are below 1.6m in 75% of sea states. Waves with an Hs higher than 2.6m showed a probabilistic return period of approximately 10 years. For peak periods (Tp), the values range from 4s to 20s and the Tp is below 8s in 75% of sea states.  Waves with a Tp higher than 18s showed a probabilistic return period of more than 10 years. The analysis of the joint distribution of Hs to Tp and Hs to Direction shows that at this point, the most frequent waves are those with an Hs between 1.3 and 1.7m, a Tp around 8s and from an 110&deg; direction. Based on the results obtained from the propagation of spectral wave cases during storms and under normal conditions, it can be seen that one of the characteristics of Ponta Negra beach is a wave height gradient with lower values in the southern region and increasing values along the Via Costeira. This is due to the effects of diffraction and refraction seen mainly in the SE and ESE waves and to the effects of energy loss because of the bathymetry in the southern region of Ponta Negra beach is typically gentler than the bathymetry in the North, with dissipative characteristics. In the protected area near Morro do Careca the maximum Hs values were registered at 1.5m while in the northern region towards the Via Costeira waves up to 2.5m were seen to reach the coastline during storms. By comparing the results from high and low tide wave propagations, it was found that in low tide the waves with the highest significant wave height reached the coastline. Visual assessments of the beach also showed that under these conditions and due to the erosion processes taking place at the coastline and the loss of sediment at the backshore of various sections of Ponta Negra beach, the waves reach the urban structures on the shoreline and are leading to its deterioration. And so, it can be concluded that based on the knowledge of the wave climate in a region such as Ponta Negra beach and based on the database from SMC-Brasil it is possible to plan, manage and take action to protect the coastal area more effectively and sustainably. Currently, the majority of the projects undertaken in the coastal zone do not take studies of marine dynamics into consideration and thus they are inefficient and have caused huge social, environmental and economic long-term damage. Through the use of the tools provided by SMC-Brasil, it has been shown that it is possible to obtain data and put it to use in the planning and management of the coastline. Thus, the results of this study have major implications for coastal zone management, as contribution to improve planning and management of seafront infrastructure, in decisions about the use and occupation of land near the coastline. It is suggested that similar models are implemented in other locations as the basis for the actions of human intervention, in accordance with the principles of integrated and sustainable management of the coastal zone.</p>     <p><b>Keywords:</b> wave database, coastal  zone, Coastal Modeling System of Brazil.</p>  <hr size="1" noshade />     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>              <p>As ondas, juntamente com mar&eacute;s e ventos, tornam a zona costeira um setor altamente din&acirc;mico, intervindo de maneira significativa na mobiliza&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o e transporte de sedimentos, definindo as caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas das praias. As condi&ccedil;&otilde;es da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima s&atilde;o influenciadas por fatores clim&aacute;ticos com variabilidades em diferentes escalas temporais, por processos n&atilde;o-lineares que controlam os estados de mar    no decorrer de d&eacute;cadas, esta&ccedil;&otilde;es do ano e pelas flutua&ccedil;&otilde;es de curto prazo de condi&ccedil;&otilde;es de climas locais (Reguero <i>et al.</i>, 2012).</p>     <p>Portanto, nos estudos sobre a din&acirc;mica costeira s&atilde;o imprescind&iacute;veis os diagn&oacute;sticos das condi&ccedil;&otilde;es da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima em s&eacute;ries sistem&aacute;ticas e cont&iacute;nuas, sobretudo na caracteriza&ccedil;&atilde;o do clima de ondas que alcan&ccedil;a a linha de costa, que interagem com as fei&ccedil;&otilde;es naturais ou antr&oacute;picas instaladas nos diversos setores da    faixa costeira. A relev&acirc;ncia desses estudos em regi&otilde;es espec&iacute;ficas do litoral reside no estabelecimento de par&acirc;metros f&iacute;sicos precisos, que s&atilde;o subs&iacute;dios fundamentais aos estudos de engenharia costeira e oce&acirc;nica (Liu &amp; Losada, 2002). Tais par&acirc;metros s&atilde;o aplicados em projetos de mitiga&ccedil;&atilde;o de processos erosivos instalados em praias urbanas, na condu&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es seguras de navega&ccedil;&atilde;o, em projetos portu&aacute;rios e de plataformas petrol&iacute;feras, entre outras obras de engenharia; al&eacute;m de apoio &agrave; gest&atilde;o costeira uma vez que &eacute; comum a exist&ecirc;ncia de conflitos entre os aspectos de conserva&ccedil;&atilde;o/preserva&ccedil;&atilde;o ambiental e os interesses dos investidores privados e do poder p&uacute;blico local na apropria&ccedil;&atilde;o da zona costeira, por meio da privatiza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o adjacente &agrave; linha de costa e/ou da implanta&ccedil;&atilde;o de equipamentos urbanos p&uacute;blicos (Marcelino, 1999).</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es sobre o clima de ondas t&ecirc;m sido obtidas atrav&eacute;s de instrumentos como boias e sat&eacute;lites altim&eacute;tricos, por&eacute;m as boias geram medidas espacialmente pontuais e temporalmente reduzidas ou com interrup&ccedil;&otilde;es, enquanto os sat&eacute;lites apresentam s&eacute;ries de coleta de dados a partir do ano de 1992 e com resolu&ccedil;&atilde;o temporal irregular (Reguero <i>et al.</i>, 2012). Junta-se a isso o fato de que se enfrenta no Brasil uma escassez de bases de dados coletados <i>in situ</i>, representativos e de alta qualidade, que permitam a caracteriza&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel do clima de ondas nas diversas regi&otilde;es do extenso litoral brasileiro. A car&ecirc;ncia de s&eacute;ries longas de dados de ondas, temporalmente cont&iacute;nuas e espacialmente abrangentes, foi demonstrada em estudo sobre as altera&ccedil;&otilde;es na din&acirc;mica costeira e a influ&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na vulnerabilidade da costa, para elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de desenvolvimento econ&ocirc;mico e sustent&aacute;vel para a regi&atilde;o da Am&eacute;rica Latina e Caribe (CEPAL, 2011). Neste estudo foi necess&aacute;rio o desenvolvimento e uso de uma base de dados de rean&aacute;lise de ondas, com 60 anos de dura&ccedil;&atilde;o, para poder avaliar a vulnerabilidade e os riscos costeiros da Am&eacute;rica Latina e Caribe em longo prazo, pois a inexist&ecirc;ncia de dados de ondas nestes locais, incluindo o Brasil, impedia este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em fun&ccedil;&atilde;o desta defici&ecirc;ncia, quanto aos dados de ondas, h&aacute; um crescente interesse em modelos que possam gerar s&eacute;ries de longo prazo de par&acirc;metros de clima de ondas espacialmente homog&ecirc;neas, tal como a Base de Dados de Ondas de Rean&aacute;lise, <i>Wave Reanalyses Databases</i> - WRD (Reguero <i>et al.</i>, 2012). A WRD constitui uma solu&ccedil;&atilde;o para locais onde n&atilde;o existem dados de onda obtidos a partir de medi&ccedil;&otilde;es instrumentais (Weisse &amp; Von Storch, 2010). Diversos esfor&ccedil;os foram realizados para gerar bases de dados de ondas consistentes (p. ex., Sterl <i>et al.</i>, 1998; WasaGroup, 1998; Cox &amp; Swail, 2001; Graham &amp; Diaz, 2001; Uppala <i>et al.</i>, 2005; Caires &amp; Sterl, 2005a e 2005b; Pilar <i>et al.</i>, 2008; Dodet <i>et al.</i>, 2010), por&eacute;m as altera&ccedil;&otilde;es nas fontes de dados ao longo do tempo, os avan&ccedil;os nas t&eacute;cnicas de    an&aacute;lise de dados e a evolu&ccedil;&atilde;o dos modelos de ondas de vento conduziram a uma n&atilde;o homogeneidade entre os resultados de ondas dos diferentes modos de rean&aacute;lises, citados acima. Devido a esta varia&ccedil;&atilde;o, tanto no intervalo de tempo como na qualidade dos dados num&eacute;ricos dispon&iacute;veis sobre o clima de ondas, Reguero <i>et al.</i> (2012) apresentaram um novo modelo de WRD, denominado de <i>Global Ocean Waves</i> (GOW), com conjunto de dados atualizados de cobertura global, em s&eacute;rie temporal longa (desde 1948) e de alta resolu&ccedil;&atilde;o temporal (a cada hora), calibrados e validados com medi&ccedil;&otilde;es instrumentais de boias oce&acirc;nicas e por sat&eacute;lites altim&eacute;tricos. Esta base de dados &eacute; recomendada na avalia&ccedil;&atilde;o de ondas em &aacute;guas oce&acirc;nicas, tal como, a exemplo, em estudo sobre a varia&ccedil;&atilde;o interanual de ondas extremas no Oceano Atl&acirc;ntico Nordeste (Izaguirre <i>et al.</i>, 2012), na Am&eacute;rica Central e do Sul (Izaguirre <i>et al.</i>, 2013).</p>     <p>Apesar das bases de dados do tipo WRD apresentarem diversas vantagens, tais como uma boa cobertura espacial e o fornecimento de s&eacute;ries temporais cont&iacute;nuas de par&acirc;metros de ondas e dados clim&aacute;ticos em per&iacute;odos de tempo significativamente longos (p.ex. por mais de 40 anos), especialmente relevantes para os locais sem dados medidos instrumentalmente, h&aacute; restri&ccedil;&otilde;es quanto ao seu uso. Na base de dados WRD, as ondas s&atilde;o pobremente representadas em &aacute;reas de &aacute;guas rasas, porque a resolu&ccedil;&atilde;o espacial n&atilde;o &eacute; suficientemente detalhada e as transforma&ccedil;&otilde;es de onda, devido &agrave; intera&ccedil;&atilde;o com a morfologia do substrato marinho raso, normalmente n&atilde;o s&atilde;o modelados (Camus <i>et al.</i>, 2013). Para a solu&ccedil;&atilde;o deste problema &eacute; necess&aacute;rio uma modelagem destes processos de transforma&ccedil;&atilde;o das ondas, com base no aumento da resolu&ccedil;&atilde;o espacial, processo este conhecido como <i>downscaling</i> (Camus <i>et al.</i>, 2011b). Deste modo, os dados GOW foram submetidos a este procedimento, gerando a base de dados de ondas de rean&aacute;lise para 40 anos (de 1948 a 2008) para &aacute;guas intermedi&aacute;rias e rasas, denominada <i>Downscaled Ocean Waves</i> (DOW), com alta resolu&ccedil;&atilde;o espacial e devidamente validada (Camus <i>et al.</i>, 2013).</p>     <p>Esta base de dados DOW foi testada por Guanche <i>et al.</i> (2013) e utilizada na avalia&ccedil;&atilde;o de efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais nas zonas costeiras da Am&eacute;rica Latina e Caribe (CEPAL, 2011; Reguero <i>et al.</i>, 2013). Recentemente, esta base de dados DOW foi disponibilizada atrav&eacute;s do Sistema de Modelagem Costeira do Brasil (SMC-Brasil), para todo o litoral brasileiro (SMC-Brasil, 2014a).</p>     <p>O SMC-Brasil foi desenvolvido pelo Instituto de Hidr&aacute;ulica Ambiental da Cant&aacute;bria (IHCantabria / Universidad de Cantabria) e transferido ao Brasil atrav&eacute;s do estabelecimento de um projeto de colabora&ccedil;&atilde;o internacional entre Brasil e Espanha, intitulado &ldquo;<i>Transferencia de metodolog&iacute;as y herramientas de apoyo a la gesti&oacute;n del litoral brasile&ntilde;o</i>" (Oliveira, 2013). O SMC-Brasil &eacute; uma ferramenta que inclui, al&eacute;m das bases de dados de din&acirc;mica marinha, modelos num&eacute;ricos similares &agrave; vers&atilde;o espanhola do sistema (Gonz&aacute;lez <i>et al.</i>, 2007), como o Modelo de Morfodin&acirc;mica de Praias (MOPLA), que por sua vez consiste dos Modelos de Propaga&ccedil;&atilde;o de Onda (OLUCA) e Modelos de Correntes Geradas pela Arrebenta&ccedil;&atilde;o das Ondas em Praias (COPLA), assim como metodologias que permitem estudar os processos costeiros e quantificar as varia&ccedil;&otilde;es que sofre o litoral como consequ&ecirc;ncia de eventos naturais ou de atua&ccedil;&otilde;es humanas na costa. Estes modelos foram aplicados e calibrados em diversos estudos, podendo-se citar Liu &amp; Losada (2002), Gonz&aacute;lez <i>et al.</i> (2007), Medell&iacute;n <i>et al.</i> (2008), Restrepo <i>et al.</i> (2009), Tintor&eacute; <i>et al.</i>, (2009), Raabe <i>et al.</i> (2010), Mart&iacute;nez <i>et al.</i> (2011).</p>     <p>Um dos objetivos do projeto de colabora&ccedil;&atilde;o internacional, citado anteriormente, &eacute; o de fortalecer os &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o que lidam com planejamento e controle ambiental. Considerando que a orla mar&iacute;tima &eacute; o espa&ccedil;o para o qual convergem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de natureza patrimonial e ambiental, no Brasil foi institu&iacute;da a forma de gest&atilde;o compartilhada desse espa&ccedil;o terrestre e mar&iacute;timo com a implementa&ccedil;&atilde;o dos Planos de Gest&atilde;o Integrada da Orla Mar&iacute;tima (conhecido como Projeto Orla), uma a&ccedil;&atilde;o conjunta entre o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e o Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, no &acirc;mbito da Secretaria do Patrim&ocirc;nio da Uni&atilde;o (SPU/MP).</p>     <p>O Projeto Orla busca o ordenamento dos espa&ccedil;os litor&acirc;neos sob o dom&iacute;nio da Uni&atilde;o, promovendo a aproxima&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas ambiental e patrimonial, articuladas com as esferas de governo estadual, municipal e da sociedade. Conforme mencionam os textos do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente que subsidiam essa a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (MMA, 2006), o objetivo primeiro do projeto &eacute; compatibilizar as pol&iacute;ticas ambiental e patrimonial do Governo Federal no trato dos espa&ccedil;os litor&acirc;neos sob a propriedade ou guarda da Uni&atilde;o, inicialmente buscando uma nova abordagem ao uso e gest&atilde;o dos terrenos de marinha, como forma de consolidar uma orienta&ccedil;&atilde;o cooperativa e harm&ocirc;nica entre as a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas praticadas na orla mar&iacute;tima. Contudo, apesar de existirem iniciativas do poder p&uacute;blico em dotar as administra&ccedil;&otilde;es municipais de instrumentos de normatiza&ccedil;&atilde;o do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, tais normas n&atilde;o t&ecirc;m assegurado o enfrentamento adequado da tend&ecirc;ncia de ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada da costa. A sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas costeiras para constru&ccedil;&atilde;o de empreendimentos tem demonstrado, na maior parte dos casos, a irracionalidade dos investimentos do capital privado e p&uacute;blico. Geralmente s&atilde;o escolhidos locais de grande valor c&ecirc;nico, mas que geralmente s&atilde;o inst&aacute;veis fisicamente e quase sempre protegidas por legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Ainda n&atilde;o se configurou entre os investidores a consci&ecirc;ncia de que a paisagem e os recursos ambientais s&atilde;o bens de valor coletivo, que representam a base indispens&aacute;vel ao investimento de capital e que a sua manuten&ccedil;&atilde;o &eacute; a garantia para o investimento realizado (Marcelino, 1999).</p>     <p>Desta maneira, para fortalecer os &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o que lidam com planejamento e controle ambiental da orla mar&iacute;tima e colaborar com subs&iacute;dios aos gestores, visando um melhor ordenamento da orla mar&iacute;tima, o SMC-Brasil foi introduzido no pa&iacute;s, sendo a princ&iacute;pio tratado como tema de algumas disserta&ccedil;&otilde;es que tiveram o objetivo de testar a base de dados e os modelos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, como estudos de caso nos Estados de Santa Catarina (Almeida, 2013) e S&atilde;o Paulo (Luca, 2011). Em um segundo momento sua aplica&ccedil;&atilde;o pretendeu avaliar a funcionalidade operacional do SMC-Brasil junto a estes &oacute;rg&atilde;os, com sua aplica&ccedil;&atilde;o em estudos na praia de Ponta Negra em Natal / Rio Grande do Norte (RN) e na Praia de Pau Amarelo em Paulista / Pernambuco (PE). Tais estudos tiveram como objetivo exercitar o uso das ferramentas dispon&iacute;veis no SMC-Brasil, por meio do aporte de dados espec&iacute;ficos da din&acirc;mica marinha e da avalia&ccedil;&atilde;o dos seus efeitos sobre a linha de costa em &aacute;reas urbanas. A ideia principal do uso desta ferramenta pelos &oacute;rg&atilde;os ambientais &eacute; o de dar subs&iacute;dios para o planejamento territorial da zona costeira, com &ecirc;nfase na conserva&ccedil;&atilde;o tanto de &aacute;reas adensadas quanto &agrave;quelas com caracter&iacute;sticas de zonas rurais, mas que demonstrem tend&ecirc;ncias de expans&atilde;o urbana e/ou de implanta&ccedil;&atilde;o de estruturas de produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, em fun&ccedil;&atilde;o de potencialidades para explora&ccedil;&atilde;o de recursos naturais.</p>     <p>O presente trabalho apresenta parte dos resultados do estudo na praia de Ponta Negra em Natal (RN), sendo esta a primeira publica&ccedil;&atilde;o do uso do SMC-Brasil na regi&atilde;o. A praia de Ponta Negra, principal praia urbana da cidade de Natal, sofre h&aacute; d&eacute;cadas com intensos processos erosivos que comprometem seu valor socioecon&ocirc;mico, largamente baseado no turismo que tem como atrativo principal a paisagem e o uso da praia para lazer. Esta praia det&eacute;m um significado especial para a popula&ccedil;&atilde;o de Natal, fazendo parte de sua identidade e do imagin&aacute;rio coletivo e se destaca no contexto social da cidade, por representar forte refer&ecirc;ncia visual, a partir do monumento natural conhecido como Morro do Careca, hoje amea&ccedil;ado por constru&ccedil;&otilde;es que contornam a enseada. Atualmente, a enseada em que est&aacute; inserida a praia de Ponta Negra &eacute; caracterizada como &aacute;rea de empreendimentos hoteleiros e de apoio ao turismo de alta relev&acirc;ncia socioecon&ocirc;mica ao RN.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a praia de Ponta Negra foi objeto de acentuado processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o, representado pela amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de constru&ccedil;&otilde;es e consequente modifica&ccedil;&atilde;o da orla mar&iacute;tima sem que fossem considerados os aspectos da evolu&ccedil;&atilde;o costeira de din&acirc;mica natural. Essas a&ccedil;&otilde;es promoveram a desfigura&ccedil;&atilde;o dos setores de p&oacute;s-praia e das dunas vegetadas, com a ocupa&ccedil;&atilde;o da orla sem o adequado reconhecimento das caracter&iacute;sticas geol&oacute;gico-geomorfol&oacute;gicas da regi&atilde;o, sobretudo no quadro de intera&ccedil;&atilde;o com a din&acirc;mica dos processos costeiros entre o sistema praia-duna (Amaro <i>et al.</i>, 2014). A interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, com a urbaniza&ccedil;&atilde;o da Praia de Ponta Negra, cujo projeto incluiu a constru&ccedil;&atilde;o de um passeio p&uacute;blico, com quiosques e manuten&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos em suas adjac&ecirc;ncias, fez com que se instalasse um conflito entre a gest&atilde;o ambiental e territorial exercida pela prefeitura do munic&iacute;pio e os interesses dos quiosqueiros e demais usu&aacute;rios da praia. A implanta&ccedil;&atilde;o dessa obra atendeu aos interesses de empreendedores da &aacute;rea do turismo e a popula&ccedil;&atilde;o natalense, por&eacute;m a fragilidade ambiental da orla mar&iacute;tima, suscept&iacute;vel a qualquer interven&ccedil;&atilde;o que ocupe a linha de costa, provavelmente acentuou o processo erosivo.</p>     <p>Tendo em vista a precariedade de dados medidos in situ e do interesse do poder p&uacute;blico em atuar na praia de Ponta Negra, o objetivo deste estudo foi determinar o clima de ondas na regi&atilde;o da praia de Ponta Negra, tanto na zona exterior (&aacute;guas intermedi&aacute;rias) quanto pr&oacute;ximo &agrave; linha de costa, utilizando os dados de ondas e modelos de propaga&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis no SMC-Brasil, colaborando desta maneira para o entendimento da din&acirc;mica mari&not;nha da regi&atilde;o. Este estudo tamb&eacute;m visou gerar subs&iacute;&not;dios ao planejamento e &agrave; gest&atilde;o desse importante trecho da orla mar&iacute;tima de Natal, para que sejam apropriados pelos &oacute;rg&atilde;os gestores das pol&iacute;ticas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da orla mar&iacute;tima como, por exemplo, o Comit&ecirc; Gestor da Orla Mar&iacute;tima e a Prefeitura de Natal, al&eacute;m das demais institui&ccedil;&otilde;es que desenvolvem atividades na regi&atilde;o cos&not;teira, sobretudo nas revis&otilde;es e ajustes ao Plano Diretor da cidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Caracter&iacute;sticas da &aacute;rea de estudo</b></p>     <p><b>2.1. Localiza&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A praia de Ponta Negra est&aacute; localizada no setor oriental do litoral do estado do Rio Grande do Norte (RN), Nordeste do Brasil (lat. 5,52&deg; S; long. 35,10&deg; W), e se configura como a principal praia urbana da cidade do Natal, com cerca de 4km de extens&atilde;o (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). Na extremidade sul da praia de Ponta Negra localiza-se a duna vegetada conhecida como Morro do Careca, importante ponto de interesse tur&iacute;stico.</p>     
<p><b>2.2. Aspectos Clim&aacute;ticos</b></p>     <p>Segundo Barros <i>et al.</i> (2013), na regi&atilde;o de Natal a temperatura di&aacute;ria m&eacute;dia do ar &eacute; de 24,4&deg;C, variando entre 21,8&deg; C e 30,2&deg; C, com ventos cont&iacute;nuos de baixa intensidade (m&eacute;dia de 4,4 m/s) que sopram de sudeste em 86% dos casos, qualificados como ventos al&iacute;sios de sudeste. A precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual &eacute; de 1.500 mm e apresenta grande oscila&ccedil;&atilde;o temporal, variando mensalmente de 17,5 mm a 204,5 mm, com altern&acirc;ncia de chuvas intensas no ver&atilde;o-outono e per&iacute;odos de estiagem no inverno-primavera. Sendo assim, o clima da regi&atilde;o de Natal, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica de K&ouml;ppen, &eacute; do tipo As definido como clima tropical chuvoso quente (Vianello &amp; Alves, 1991).</p>     <p>Para o litoral do RN h&aacute; dados sobre o n&iacute;vel do mar registrados para o Porto de Natal, onde se classifica o regime de mar&eacute; como de mesomar&eacute;s semidiurnas, com amplitudes m&eacute;dias de mar&eacute;s de siz&iacute;gia em torno de 2,2 m, enquanto que nas mar&eacute;s de quadratura a amplitude m&eacute;dia de 1,1m (Carta n&aacute;utica DHN/MB, n.&ordm; 810 - Proximidades do Porto de Natal; DHN, 2009). Estimativas das varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar em 60 anos (1948 at&eacute; 2008), provenientes da base de dados do SMC-Brasil, indicam que na regi&atilde;o em frente &agrave; praia de Ponta Negra a mar&eacute; astron&ocirc;mica apresenta muito mais import&acirc;ncia na varia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar (amplitude m&aacute;xima de 2,6 m) do que a mar&eacute; meteorol&oacute;gica (amplitude m&aacute;xima de 0,2 m).</p>     <p><b>2.3. Aspectos Geol&oacute;gico-Geomorfol&oacute;gicos</b></p>     <p>A praia de Ponta Negra localiza-se na faixa sedimentar denominada de Bacia Pernambuco-Para&iacute;ba, constitu&iacute;da por rochas sedimentares do Cret&aacute;ceo, recobertas por rochas do Grupo Barreiras e sedimentos Quatern&aacute;rios, como dunas, rochas praiais (beachrocks), terra&ccedil;os marinhos, terra&ccedil;os aluvionares e coberturas arenosas diversas. As principais fei&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas encontradas s&atilde;o as praias arenosas planas e estreitas, ladeadas por fal&eacute;sias ativas, tabuleiros costeiros, campos de dunas, linhas de recifes de arenitos praiais (beachrocks) e plan&iacute;cies fl&uacute;vio-estuarinas (Vital <i>et al.</i>, 2006). Ainda quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas, a praia de Ponta Negra est&aacute; inserida em ba&iacute;a do tipo enseada, ou forma em zeta, composta por dois trechos: a praia de Ponta Negra em si e a praia da Via Costeira, que se prolonga para norte. Portanto, a forma de praia em enseada tem aproximadamente 10 km de extens&atilde;o e vai desde o Morro do Careca, na por&ccedil;&atilde;o sul da praia de Ponta Negra, at&eacute; a Ponta de M&atilde;e Luisa, extremidade norte da Via Costeira (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>  		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f2.jpg"/></p> 		    
<p>&nbsp;</p>      <p>A plataforma continental no trecho em frente &agrave; Natal apresenta a quebra entre 50 e 100 m de profundidade, localizada a aproximadamente 25 km da costa. Os sedimentos que recobrem essa por&ccedil;&atilde;o da plataforma continental do RN s&atilde;o de origem terr&iacute;gena at&eacute; cerca de 20m e carbon&aacute;ticos a partir de ent&atilde;o, prosseguindo at&eacute; o talude continental (Vital <i>et al.</i>, 2005). O principal rio do litoral oriental do RN &eacute; o rio Potengi, que corta a cidade de Natal. Na zona costeira submersa e adjacente &agrave; &aacute;rea de estudo ocorrem algumas fei&ccedil;&otilde;es que podem influenciar na propaga&ccedil;&atilde;o das ondas e no sistema de correntes da regi&atilde;o, como a irregularidade na quebra da plataforma provocada pelo canion submerso do rio Potengi e o promont&oacute;rio subjacente ao Morro do Careca (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     <p><b>3.1. Dados Batim&eacute;tricos</b></p>     <p>Neste estudo utilizou-se a batimetria regional proveniente da base de dados do SMC-Brasil, baseada na digitaliza&ccedil;&atilde;o das cartas n&aacute;uticas da Marinha do Brasil. A batimetria de detalhe utilizada para caracterizar a regi&atilde;o da praia de Ponta Negra foi a realizada em Novembro de 2012 por Ferreira <i>et al.</i> (2014), que compreendeu o levantamento topobatim&eacute;trico da regi&atilde;o do p&oacute;s-praia at&eacute; uma profundidade de 7-10m na praia de Ponta Negra. Os Modelos Digitais de Eleva&ccedil;&atilde;o (MDE), integrados da topografia e da batimetria, foram gerados pela interpola&ccedil;&atilde;o com uso da t&eacute;cnica <i>Triangulated Irregular Network</i> (TIN) e os pontos foram conectados de acordo com a triangula&ccedil;&atilde;o de Delaunay, a qual usa o crit&eacute;rio da maximiza&ccedil;&atilde;o dos &acirc;ngulos m&iacute;nimos de cada tri&acirc;ngulo (Santos <i>et al.</i>, 2011, Amaro <i>et al.</i> 2013).</p>     <p>Para o setor da Via Costeira, que compreende a continua&ccedil;&atilde;o da enseada da praia de Ponta Negra, a batimetria geral foi melhorada atrav&eacute;s da digitaliza&ccedil;&atilde;o das is&oacute;batas da Carta N&aacute;utica no 810 (DHN, 2009) aprimorada atrav&eacute;s da digitaliza&ccedil;&atilde;o dos pontos e das is&oacute;batas da Carta N&aacute;utica n&ordm; 800 (DHN, 1972), adicionando desta maneira dados batim&eacute;tricos &agrave; zona adjacente &agrave; &aacute;rea de estudo.</p>     <p><b>3.2. Base de Dados de Ondas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A base de dados de ondas inclu&iacute;da no SMC-Brasil foi gerada em duas etapas, conforme as metodologias apresentadas por Reguero <i>et al.</i> (2012), Camus <i>et al.</i> (2011b) e Camus <i>et al.</i> (2013). A primeira etapa consiste na gera&ccedil;&atilde;o de dados de ondas na regi&atilde;o de &aacute;guas profundas, atrav&eacute;s de uma rean&aacute;lise global, com simula&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica das condi&ccedil;&otilde;es de ondas durante um per&iacute;odo longo sobre a superf&iacute;cie do oceano usando for&ccedil;antes globais, ou seja, a variabilidade de ventos globais e cobertura de gelo que atuam na gera&ccedil;&atilde;o de ondas em escala global. As malhas usadas para regi&atilde;o do Brasil tem resolu&ccedil;&atilde;o de 0,25&deg; e utilizaram como fonte batim&eacute;trica o <i>General Bathymetric Chart of the Oceans</i> (GEBCO). A simula&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica realizou-se com o modelo <i>Wave Watch III</i> (WWIII), vers&atilde;o 2.2 (Tolman, 2002) e foi for&ccedil;ado com a rean&aacute;lise atmosf&eacute;rica realiza da pelo <i>National Center for Environmental Prediction</i> (NCEP) e o <i>National Center for Atmospheric Research</i> (NCAR), que incluem a variabilidade de ventos globais e de cobertura de gelo, sobre uma batimetria, com resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 1,9&deg; e resolu&ccedil;&atilde;o temporal de 6 horas para o per&iacute;odo de 1948 a 2009. O resultado obtido consiste num conjunto de s&eacute;ries de estados de mar em cada um dos n&oacute;s das malhas, os pontos GOW. Tais dados foram calibrados utilizando medi&ccedil;&otilde;es de sat&eacute;lites com radares altim&eacute;tricos (Tom&aacute;s, 2008).</p>     <p>A segunda etapa trata da aproxima&ccedil;&atilde;o dos dados de ondas da regi&atilde;o costeira, atrav&eacute;s de um <i>downscaling</i> dos pontos GOW. Al&eacute;m do resultado dos pontos GOW, contou-se com os campos de vento da rean&aacute;lise global NCEP/NCAR a 10 metros de altura. A resolu&ccedil;&atilde;o espacial &eacute; de 1,9&deg; x 1,9&deg; e temporal de 6 horas para o per&iacute;odo de 1948-2009. No <i>downscaling</i> utilizaram-se malhas retangulares com resolu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 0,01&deg; x 0,008&deg; (o que corresponde a cerca de 1,11 km x 0,89 km) e tendo as informa&ccedil;&otilde;es batim&eacute;tricas aperfei&ccedil;oadas atrav&eacute;s da digitaliza&ccedil;&atilde;o das cartas n&aacute;uticas da Marinha do Brasil. Devido ao grande n&uacute;mero de casos a serem propagados, recorreu-se a t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas que permitem reduzi-los a um n&uacute;mero vi&aacute;vel a serem propagados sem que haja perda da variabilidade que as s&eacute;ries representam, poss&iacute;vel com o emprego do m&eacute;todo de An&aacute;lise das Componentes Principais e do algoritmo de M&aacute;xima Dissimilaridade (MaxDis) proposto por Camus <i>et al.</i> (2011a). Uma vez selecionados os casos representativos do universo global de casos a propagar, utilizando as t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas citadas, os mesmos foram propagados pelo modelo de terceira gera&ccedil;&atilde;o <i>Simulating Waves Nearshore</i> (SWAN), desenvolvido pela Delft University of Technology (Booij <i>et al.</i>, 1999), com posterior reconstru&ccedil;&atilde;o da base de dados mediante a t&eacute;cnica de interpola&ccedil;&atilde;o <i>Radial Basis Functions</i> (RBF) de Franke (1982). O resultado final &eacute; um conjunto de dados representativos de 60 anos de observa&ccedil;&otilde;es (de 1948 a 2008) em pontos denominados DOW disponibilizados em cada n&oacute; da malha, com par&acirc;metros de altura de onda significativa (Hs), per&iacute;odo m&eacute;dio (Tm), per&iacute;odo de pico (Tp) e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia das ondas (&theta;m). Tais dados foram devidamente validados, sendo que a fonte dos dados <i>in situ</i> e metodologia est&atilde;o descritas no Documento Tem&aacute;tico de Ondas (SMC-Brasil, 2014b).</p>     <p><b>3.3. Defini&ccedil;&atilde;o do Ponto da Base de Dados de Ondas</b></p>     <p>Na caracteriza&ccedil;&atilde;o do clima mar&iacute;timo da regi&atilde;o, diversos pontos DOW foram avaliados, tanto em &aacute;guas profundas (profundidades superiores a 1000m) quanto em &aacute;guas intermedi&aacute;rias (profundidades entre 13 e 20 m). Em fun&ccedil;&atilde;o das poss&iacute;veis interfer&ecirc;ncias que o talude continental pode ter sobre os espectros de ondas, principalmente aqueles com maiores comprimento de onda, o ideal seria a propaga&ccedil;&atilde;o dos casos desde antes da quebra da plataforma.</p>     <p>Assim, propaga&ccedil;&otilde;es foram efetuadas pelos autores deste artigo, atrav&eacute;s do modelo OLUCA-SP (descrito no pr&oacute;ximo t&oacute;pico), onde foram utilizados dados de ondas extremas, aquelas com probabilidade de retorno de 10 anos, que para a regi&atilde;o apresentaram valores de Hs=3 m e Tp=14 s. Estas propaga&ccedil;&otilde;es indicaram que, para estes casos, a fei&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica conhecida como c&acirc;nion do rio Potengi pode influenciar na propaga&ccedil;&atilde;o do clima de ondas, formando desde zonas de sombra at&eacute; zonas de concentra&ccedil;&atilde;o de ondula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A propaga&ccedil;&atilde;o a partir destes pontos DOW at&eacute; &agrave; linha de costa exige a utiliza&ccedil;&atilde;o de malhas muito amplas. Por&eacute;m, devido a limita&ccedil;&otilde;es do modelo de propaga&ccedil;&atilde;o, principalmente quanto &agrave; necessidade de malhas de alta resolu&ccedil;&atilde;o que sejam capazes de modelar os efeitos locais em ondas de comprimento mediano, a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo desde &aacute;guas profundas, para a regi&atilde;o adjacente a Natal (RN), n&atilde;o &eacute; indicada. Isso porque o modelo &eacute; adequado para estudos com &aacute;rea limitada a efeitos locais. Deste modo, ap&oacute;s an&aacute;lise dos resultados inicialmente obtidos e compara&ccedil;&atilde;o com informa&ccedil;&otilde;es pret&eacute;ritas de ondas (Hidroconsult, 1979; Tavares Junior, 1979), respeitando-se as limita&ccedil;&otilde;es impostas pela modelagem, foi necess&aacute;rio que se determinasse o ponto inicial de propaga&ccedil;&atilde;o desde &aacute;guas intermedi&aacute;rias at&eacute; a zona de estudo.</p>     <p>Sendo assim, alguns pontos DOW, localizados em &aacute;guas intermedi&aacute;rias (na cota batim&eacute;trica de 20 m), foram avaliados para verificar a poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia do c&acirc;nion submerso do rio Potengi e a determina&ccedil;&atilde;o do ponto DOW representativo do clima de ondas nesta cota batim&eacute;trica. A localiza&ccedil;&atilde;o dos pontos DOW avaliados, em rela&ccedil;&atilde;o ao posicionamento do c&acirc;nion submarino, pode ser observada na <a href="#f3">figura 3</a>. Na <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f4.jpg" target="_blank">figura 4</a> est&atilde;o apresentados, de maneira comparativa, os diferentes valores dos par&acirc;metros de onda espectral dos pontos avaliados, onde pode-se observar que as diferen&ccedil;as de Tp50% e Tp12 s&atilde;o as mais significativas, principalmente para ondula&ccedil;&otilde;es provenientes de ENE e E. Nesta figura, em uma an&aacute;lise visual, observa-se que o ponto P2 apresenta maior varia&ccedil;&atilde;o de dados em rela&ccedil;&atilde;o aos outros dois pontos avaliados sendo, aparentemente, o mais afetado pela presen&ccedil;a do c&acirc;nion submerso, pois se localiza justamente em frente e sofre assim efeitos de sombreamento.</p>  		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f3"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f3.jpg"/></p> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Portanto, neste estudo de caracteriza&ccedil;&atilde;o do clima de ondas em &aacute;guas intermedi&aacute;rias para a regi&atilde;o da praia de Ponta Negra, diante da poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia do c&acirc;nion submerso do rio Potengi, decidiu-se por selecionar o ponto P1, que apresentou maiores valores de altura de onda significativa e de per&iacute;odos de pico, marcando assim o pior cen&aacute;rio de clima mar&iacute;timo para a regi&atilde;o. O ponto P1 aparentemente n&atilde;o &eacute; influenciado pelo c&acirc;nion submerso e est&aacute; localizado &agrave; uma profundidade de 20m, em frente &agrave; praia de Ponta Negra, na latitude 5.8775&deg; S e longitude 35.0301&deg; W como mostra a <a href="#f3">Figura 3</a>.</p>     <p><b>3.4. Propaga&ccedil;&atilde;o de Ondas</b></p>     <p>A partir dos dados obtidos no ponto DOW selecionado na posi&ccedil;&atilde;o P1, os espectros de ondas foram propagados utilizando o Modelo de Propaga&ccedil;&atilde;o de Ondas Espectral (OLUCA-SP), que faz parte do SMC-Brasil.</p>     <p>O modelo OLUCA-SP &eacute; um modelo de propaga&ccedil;&atilde;o de ondula&ccedil;&atilde;o espectral n&atilde;o dispersivo que resolve a equa&ccedil;&atilde;o de declive suave (<i>mild-slope</i>) e agrega,    tamb&eacute;m, modelos de propaga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o lineares, simula&ccedil;&atilde;o de camada limite turbulenta ou laminar, rugosidade do fundo, entre outros fatores, al&eacute;m de ser altamente capaz de simular todos os processos de transforma&ccedil;&atilde;o que sofrem as ondas em &aacute;guas rasas na frente da zona de interesse (Camus, 2009). Para a propaga&ccedil;&atilde;o das componentes de energia, a aproxima&ccedil;&atilde;o parab&oacute;lica inclui refra&ccedil;&atilde;o-difra&ccedil;&atilde;o com intera&ccedil;&atilde;o onda-corrente, atrav&eacute;s da formula&ccedil;&atilde;o proposta por Kirby (1986), mas n&atilde;o a intera&ccedil;&atilde;o onda-onda provocado pela reflex&atilde;o de ondas. Para a dissipa&ccedil;&atilde;o de energia devido &agrave; arrebenta&ccedil;&atilde;o das ondas foi utilizado o modelo de Battjes &amp; Jansen (1978) que calcula a taxa m&eacute;dia de dissipa&ccedil;&atilde;o de energia associada a um &ldquo;bore&rdquo; ou degrau em movimento.</p>     <p>Portanto, na caracteriza&ccedil;&atilde;o das ondas na praia de Ponta Negra, foram definidas propaga&ccedil;&otilde;es desde &aacute;guas intermedi&aacute;rias, na cota batim&eacute;trica de 20m no ponto P1, para casos relacionados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de tempestade (Hs12 e Tp12, valores em m&eacute;dia superados somente 12 horas ao ano) e medianas (Hs50% e Tp50%) para cada uma das 4 principais dire&ccedil;&otilde;es. Tais casos foram propagados a partir da distribui&ccedil;&atilde;o espectral de tipo <i>Texel Marsen Arsloe</i> (TMA, Bowns <i>et al.</i>, 1985). O espectro TMA &eacute; aplicado em &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave; costa onde as profundidades s&atilde;o relativamente pequenas e as ondas s&atilde;o afetadas pelo fundo, definido a partir de um espectro JONSWAP, e no qual se aplica a fun&ccedil;&atilde;o de dispers&atilde;o angular proposta por Borgman (1984). Cada espectro propagado &eacute; definido por cinco par&acirc;metros:</p>     <p>Hs: 	Altura de onda significativa<br/>   Tp: 	Per&iacute;odo de pico.<br/>   &theta;m:	Dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia.<br/>   &gamma;: &nbsp;&nbsp;&nbsp;Fator de alargamento do pico do espectro de onda.<br/>   &sigma;<sub>&theta;</sub>:	Par&acirc;metro de dispers&atilde;o angular do espectro de onda.</p>     <p>Os par&acirc;metros &gamma; e &sigma;<sub>&theta;</sub> de caracteriza&ccedil;&atilde;o da forma do espectro bidimensional somente dependem do per&iacute;odo de pico, onde foi definido que: se 4&lt;Tp&lt;10, &gamma;=3.3 e &sigma;<sub>&theta;</sub>=20; se Tp&gt;10, &gamma;=8 e &sigma;<sub>&theta;</sub>=15.</p>     <p>As malhas utilizadas em cada caso levaram em considera&ccedil;&atilde;o restri&ccedil;&otilde;es do modelo de propaga&ccedil;&atilde;o, tais como: a resolu&ccedil;&atilde;o espacial adequada &agrave; longitude de onda, que limita as dimens&otilde;es das malhas; a propaga&ccedil;&atilde;o principal das ondas restrita &agrave; dire&ccedil;&atilde;o X e o giro das ondas circunscrito &agrave; &plusmn;55&deg;; as instabilidades para ondas que viajam em dire&ccedil;&atilde;o aos contornos das malhas e se encontram com batimetria que n&atilde;o decresce. Isso ocorre porque a propaga&ccedil;&atilde;o nos contornos laterais da malha &eacute; realizada atrav&eacute;s de uma aproxima&ccedil;&atilde;o linear (Lei de Snell) (Luca, 2011). Por esse motivo, foram necess&aacute;rias malhas com contornos laterais afastados da zona de interesse. Assim, foram utilizadas tr&ecirc;s malhas, com resolu&ccedil;&otilde;es em &Delta;x e &Delta;y de cerca de 20m (<a href="#f5">Figura 5</a>). A malha A foi utilizada para a propaga&ccedil;&atilde;o de ondas proveniente de ENE; a malha B para propaga&ccedil;&atilde;o de ondas de E e ESE; a malha C empregada na propaga&ccedil;&atilde;o das ondas proveniente de SE. Destaca-se que cada caso foi propagado em situa&ccedil;&atilde;o de mar&eacute; baixa e de mar&eacute; alta (mar&eacute; baixa= 0 m e Mar&eacute; Alta=2,6 m, em rela&ccedil;&atilde;o ao N&iacute;vel de Redu&ccedil;&atilde;o da Carta N&aacute;utica Local), definindo diferen&ccedil;as de 2.6 m no n&iacute;vel do mar.</p>      <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f5"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f5.jpg" /> </p> 		    
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>4.1. Ondas em &Aacute;guas Intermedi&aacute;rias</b></p>     <p>Considerando-se os dados gerados da base de dados do SMC-Brasil no ponto 1 (entre os anos de 1948 e 2008), verifica-se que duas dire&ccedil;&otilde;es de ondas atuam predominantemente: aquelas provenientes de leste (E) e as de leste-sudeste (ESE), que juntas representam mais de 95% das ondas incidentes neste ponto. Por&eacute;m h&aacute; a presen&ccedil;a de ondula&ccedil;&otilde;es de leste-nordeste (ENE) e sudeste (SE), como indica a <a href="#t1">Tabela 1</a>. Na avalia&ccedil;&atilde;o das quatro principais dire&ccedil;&otilde;es (ENE, E, ESE e SE), que somadas representam 99,9% da ondula&ccedil;&atilde;o incidente em P1, se observa que para o par&acirc;metro indicador das maiores tempestades anuais (HS12= altura de onda significava superada somente 12 horas ao ano) os valores m&eacute;dios foram de aproximadamente 2,4 m (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Os per&iacute;odos de pico para as condi&ccedil;&otilde;es de tempestade (Tp12) variam consideravelmente entre as quatro principais dire&ccedil;&otilde;es, sendo que para ondas de tempestade provenientes de ENE, o per&iacute;odo de pico &eacute; de 18,2 s, enquanto que para as ondas de tempestade provenientes de SE o valor &eacute; de 8,5 s. Para as condi&ccedil;&otilde;es medianas, a altura de onda significativa (Hs50%= altura de onda significativa mediana) variou de 1,2 a 1,5 m e o per&iacute;odo de pico (Tp50%) variou de 6,5 a 9,0 s, dependendo da dire&ccedil;&atilde;o das ondas (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Contudo, a dire&ccedil;&atilde;o das ondas mais frequente nesta regi&atilde;o &eacute; de ESE, representando mais de 70% dos estados de mar em todos os pontos DOW avaliados na cota batim&eacute;trica de 20 m (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a> ).</p>  		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t1"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01t1.jpg" /> </p> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a> est&atilde;o representadas as rosetas direcionais das ondas, separadas por esta&ccedil;&otilde;es do ano, ou seja, ver&atilde;o (dezembro, janeiro e fevereiro); outono (mar&ccedil;o, abril e maio); inverno (junho, julho e agosto) e primavera (setembro, outubro e novembro). Nesta Figura &eacute; poss&iacute;vel verificar graficamente a domin&acirc;ncia das ondas provenientes de ESE em todas as esta&ccedil;&otilde;es do ano, por&eacute;m h&aacute; uma maior participa&ccedil;&atilde;o de ondas de leste no ver&atilde;o. As ondas com altura maior que 1,7m s&atilde;o mais frequentes no inverno e primavera.</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a> est&atilde;o apresentados os resultados de avalia&ccedil;&otilde;es dos par&acirc;metros altura de onda significativa (Hs) e per&iacute;odo de pico (Tp), caracterizadores do clima de onda do ponto P1.</p>     
<p>A altura de onda significativa (Hs) varia entre 0,5 m e 2,8 m, sendo que 75% dos estados de mar apresentam ondas inferiores a 1,6m. Utilizando a Distribui&ccedil;&atilde;o de Valores Extremos Generalizados (GEV; Fisher &amp; Tippett, 1928) pode-se verificar que para um per&iacute;odo de retorno de 10 anos a altura de onda significativa do ponto P1 &eacute; de 2,6 m.</p>     <p>O per&iacute;odo de pico (Tp) varia entre 4 s e 20 s, sendo que 75% dos estados de mar apresentam per&iacute;odos de pico inferiores a 8 s. A an&aacute;lise de extremos GEV nos indica que, para um per&iacute;odo de retorno de 10 anos, o per&iacute;odo de pico &eacute; de aproximadamente 18 s.</p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre a altura de onda significativa Hs com o per&iacute;odo de pico Tp e dire&ccedil;&atilde;o, verificada na distribui&ccedil;&atilde;o conjunta Hs-Tp e Hs-Dir, indicam que as ondas mais frequentes em P1 s&atilde;o de alturas de onda significativa entre 1,3 e 1,7 m, com per&iacute;odo de pico em torno de 8s e dire&ccedil;&atilde;o de ondas provenientes de 110&deg;.</p>     <p><b>4.2. Caracter&iacute;stica da Ondula&ccedil;&atilde;o na praia de Ponta Negra</b></p>     <p>A seguir ser&atilde;o apresentados os resultados da propaga&ccedil;&atilde;o dos casos, para cada uma das 4 principais dire&ccedil;&otilde;es, associados a eventos de tempestade (Hs12 e Tp12, <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a> ) e associados a condi&ccedil;&otilde;es medias de mar (Hs50% e Tp50%, <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> ), com os valores indicados na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>      
<p><b>Propaga&ccedil;&atilde;o das ondas associadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de tempestade</b></p>     <p>Na &aacute;rea de estudo se observa que para ondas provenientes de ENE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a> (a) a (d)) h&aacute; pouco efeito da refra&ccedil;&atilde;o, pois o trem de ondas chega praticamente paralelo &agrave;s linhas batim&eacute;tricas. Na regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra, devido a uma mudan&ccedil;a na orienta&ccedil;&atilde;o das linhas batim&eacute;tricas, os trens de onda provenientes de ENE sofrem o processo de refra&ccedil;&atilde;o, que tende a deixar a ondula&ccedil;&atilde;o com dire&ccedil;&atilde;o paralela &agrave; linhas batim&eacute;tricas.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas vezes a refra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; completa, ou seja, o trem de ondas n&atilde;o gira o suficiente para ficar paralelo &agrave; linha de costa, o que faz com que a onda chegue com certa obliquidade &agrave; linha de costa e gere correntes longitudinais. Na regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra, baseado numa an&aacute;lise visual, as ondas chegam &agrave; linha de costa com um suave &acirc;ngulo para o sul. Devido aos efeitos que as ondas sofrem ao sentir o fundo marinho, que tem como consequ&ecirc;ncia o empinamento das ondas e por fim sua arrebenta&ccedil;&atilde;o, &agrave; medida que se aproximam da linha de costa as ondas perdem energia e altura, comportamento este que acompanha as is&oacute;batas. Entretanto, esta ondula&ccedil;&atilde;o ocorreu somente em 1,8% dos casos de estado de mar entre os anos de 1948 e 2008.</p>     <p>Para ondula&ccedil;&atilde;o de tempestade proveniente de E (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a> (e) a (h), ocorrente em 19,8% dos estados de mar avaliados, pode-se observar o processo de refra&ccedil;&atilde;o na praia de Ponta Negra, principalmente na regi&atilde;o sul da praia, com diminui&ccedil;&atilde;o na altura de onda significativa pr&oacute;ximo &agrave; linha de costa. No gr&aacute;fico de vetores &eacute; poss&iacute;vel notar que a ondula&ccedil;&atilde;o proveniente desta dire&ccedil;&atilde;o chega praticamente perpendicular &agrave; linha de costa.</p>     
<p>As ondas de ESE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a> (i) a (l)), as mais frequentes da regi&atilde;o com 75,5% dos casos de estado de mar, apresentam efeitos de refra&ccedil;&atilde;o em contato com o fundo marinho, tendendo a colocarem-se perpendiculares &agrave;s is&oacute;batas. Por&eacute;m, a mudan&ccedil;a de dire&ccedil;&atilde;o dos trens de onda devido &agrave; refra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; suficiente para deix&aacute;-los paralelos &agrave;s linhas batim&eacute;tricas e os gr&aacute;ficos de vetores evidenciam que as ondas de tempestade provenientes desta dire&ccedil;&atilde;o chegam &agrave; linha de costa com obliquidade para norte. Na zona sul da praia pode-se observar que ocorre difra&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>A propaga&ccedil;&atilde;o do espectro de ondas proveniente de SE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a> (m) a (p)) mostra um importante efeito de difra&ccedil;&atilde;o decorrente do promont&oacute;rio onde est&aacute; o Morro do Careca, chegando &agrave; praia de Ponta Negra com menor altura de onda que a ondula&ccedil;&atilde;o que alcan&ccedil;a a Via Costeira. Para esta ondula&ccedil;&atilde;o pode-se observar uma importante obliquidade ao chegar &agrave; linha de costa, principalmente no norte da praia de Ponta Negra e Via Costeira, com &acirc;ngulo de aproximadamente 15o para norte. Assim, conclui-se que a regi&atilde;o mais ao sul da praia de Ponta Negra est&aacute; protegida de ondula&ccedil;&otilde;es desta dire&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Propaga&ccedil;&atilde;o das ondas associadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es medianas</p>     <p>Os espectros de ondas associados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es medianas apresentaram valores de altura de ondas significativas baixas (menores que 1,5m). Devido aos efeitos de refra&ccedil;&atilde;o, difra&ccedil;&atilde;o e arrebenta&ccedil;&atilde;o, semelhante ao observado nas ondula&ccedil;&otilde;es associadas a condi&ccedil;&otilde;es de tempestade, estas ondula&ccedil;&otilde;es v&atilde;o perdendo energia com a diminui&ccedil;&atilde;o da profundidade e chegam &agrave; linha de costa com valores ainda menores. Em todas as ondula&ccedil;&otilde;es pode-se observar que a regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra apresenta-se mais protegida. Na <a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> est&atilde;o apresentados os diagramas de propaga&ccedil;&atilde;o das ondas associados a condi&ccedil;&otilde;es medianas, provenientes das dire&ccedil;&otilde;es ENE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> (a) a (d)), E (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> (e) a (h)), ESE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> (i) a (l)) e SE (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a> (m) a (p)).</p>     
<p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o geral da ondula&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de estudo</b></p>     <p>A partir dos resultados obtidos com a propaga&ccedil;&atilde;o dos casos de ondas associadas a eventos de tempestade (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a>) e a condi&ccedil;&otilde;es medianas (<a href="/img/revistas/rgci/v15n2/15n2a01f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>), verifica-se que uma caracter&iacute;stica da praia de Ponta Negra &eacute; um gradiente de altura de onda, com menores valores na regi&atilde;o sul, aumentando em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Via Costeira. Os efeitos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o foram mais importantes para as ondula&ccedil;&otilde;es provenientes de ESE e SE, por&eacute;m esta caracter&iacute;stica de gradiente de altura de onda tamb&eacute;m &eacute; observada para ondula&ccedil;&otilde;es de ENE e E, principalmente devido aos efeitos de perda de energia das ondas em fun&ccedil;&atilde;o da arrebenta&ccedil;&atilde;o das ondas, pois a batimetria na regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra &eacute; tipicamente mais suave que a batimetria na regi&atilde;o mais ao norte, sendo, portanto, mais dissipativa. Na regi&atilde;o sul os valores m&aacute;ximos das ondas ficam em torno de 1,5m para eventos de tempestade e 1,0m para condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias. Estes valores aumentam para a regi&atilde;o mais ao norte, atingindo ondas de at&eacute; 2,5 m em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade de ENE.</p>     
<p>Comparando os resultados das propaga&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es de preamar e baixamar verifica-se que em preamar as ondula&ccedil;&otilde;es com maior altura de onda significativa atingem a linha de costa. O que se verifica em avalia&ccedil;&otilde;es visuais da praia &eacute; que nestas condi&ccedil;&otilde;es, devido ao processo de eros&atilde;o instalado na linha de costa e &agrave; perda de sedimentos no p&oacute;s-praia em diversos trechos da praia de Ponta Negra, estas ondas atualmente atingem a estrutura urbana do local, causando desestabiliza&ccedil;&atilde;o da mesma.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5 . Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A maioria das praias brasileiras sofre com problemas cr&ocirc;nicos de eros&atilde;o, que atualmente se configura como um dos principais desafios da gest&atilde;o costeira no pa&iacute;s. No planejamento e na gest&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; orla mar&iacute;tima, os fen&ocirc;menos naturais e demais quest&otilde;es ambientais devem ser consideradas de forma intr&iacute;nseca, levando a que os instrumentos gerados sejam elementos catalisadores e ordenadores de pol&iacute;ticas de decis&atilde;o para a &aacute;rea costeira de interesse (Moraes, 1994). Entretanto, no Brasil ainda existem grandes lacunas no entendimento do comportamento morfodin&acirc;mico das praias em escalas temporais de longo e curto prazo, resultado do baixo grau de interesse do poder p&uacute;blico com a coleta sistem&aacute;tica de dados <i>in situ</i> sobre todos os elementos envolvidos na din&acirc;mica da zona costeira.</p>     <p>A falta de dados em s&eacute;ries temporais cont&iacute;nuas, principalmente de clima de ondas, tem dificultado as an&aacute;lises dos aspectos morfodin&acirc;micos das praias nas diferentes escalas de tempo, reduzindo propostas adequadas para solu&ccedil;&otilde;es definitivas no Brasil. Atrav&eacute;s deste estudo confirmamos que o SMC-Brasil vem a contribuir para a solu&ccedil;&atilde;o deste problema, principalmente por ser um pacote de ferramentas e de base de dados livre, uma vez que disponibiliza uma base de dados de ondas gerada a partir da metodologia de rean&aacute;lise e <i>downscaling</i>, que integra dados meteoceanogr&aacute;ficos desde 1948 at&eacute; 2008, minimizando desta forma a defici&ecirc;ncia no Brasil de dados sistem&aacute;ticos e de longo prazo. Entretanto, vale salientar que h&aacute; a necessidade de valida&ccedil;&atilde;o local desta base de dados e dos resultados de propaga&ccedil;&otilde;es usando modelos num&eacute;ricos, atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o com dados <i>in situ</i>.</p>     <p>Considerando-se que os cen&aacute;rios futuros das mudan&ccedil;as geomorfol&oacute;gicas do litoral ser&atilde;o totalmente regulados pela a&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as motrizes naturais (ondas, mar&eacute;s, correntes e ventos) e antropog&ecirc;nicas, seria esperado maior comprometimento do poder p&uacute;blico com tais quest&otilde;es. Uma abordagem consistente e integrada para o desenvolvimento adequado da orla mar&iacute;tima, baseado em modelos conceituais sist&ecirc;micos, conhecimento apropriado dos dados do meio f&iacute;sico e a elabora&ccedil;&atilde;o de modelos preditivos de morfodin&acirc;mica das praias, &eacute; fundamental e desempenha o papel principal no planejamento e gest&atilde;o da orla mar&iacute;tima. As tomadas de decis&otilde;es devem basear-se em estudos espec&iacute;ficos, realizados por t&eacute;cnicos conhecedores da metodologia e dos modelos usados, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de modelagem e bases de dados, como as fornecidas pelo SMC-Brasil. Seu emprego adequado e criterioso &eacute; importante e deve ser repercutido em diversas escalas espaciais, sobretudo em setores onde a orla mar&iacute;tima seja considerada sob o risco de eros&atilde;o e/ou inunda&ccedil;&atilde;o, com perda do uso da zona costeira, de instala&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas ou ambientes de interesse ecol&oacute;gico, subsidiando assim as pol&iacute;ticas e as a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o costeira.</p>     <p>Contudo, o uso adequado de ferramentas do SMC-Brasil nos processos p&uacute;blicos de planejamento e gest&atilde;o costeiros consiste em um grande desafio para os setores governamentais respons&aacute;veis pela implementa&ccedil;&atilde;o dessas a&ccedil;&otilde;es, especialmente nos n&iacute;veis municipal e estadual, devido &agrave; dificuldade em absorver tais informa&ccedil;&otilde;es nos processos de licenciamento ambiental, planejamento e gest&atilde;o da orla mar&iacute;tima. O uso deste tipo de ferramenta deve ser incentivado, pois observa-se em outros pa&iacute;ses a aplica&ccedil;&atilde;o exitosa de ferramentas semelhantes ao SMC-Brasil, como suporte &agrave; gest&atilde;o costeira e como norteadoras de ocupa&ccedil;&otilde;es adequadas e vi&aacute;veis ambiental, social e economicamente. Tal trabalho vem contribuir com este tipo de vis&atilde;o, apresentando importantes resultados quanto ao clima de ondas da praia de Ponta Negra.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o desta base de dados para o clima de ondas, na regi&atilde;o pr&oacute;xima &agrave; praia de Ponta Negra, verificou-se que h&aacute; a possibilidade de que a descontinuidade no talude continental, conhecida como c&acirc;nion do rio Potengi, afete as ondas associadas a eventos extremos. Sugere-se que estudos futuros sejam desenvolvidos para avaliar a real influ&ecirc;ncia deste c&acirc;nion submerso na din&acirc;mica do clima de ondas na regi&atilde;o de Natal.</p>     <p>Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o de alguns pontos DOW localizados na cota batim&eacute;trica de 20m, foi selecionado o ponto P1 (latitude 5.8775o S e longitude 35.0301o W) como o mais representativo dos estados de mar na regi&atilde;o. Assim, para &aacute;guas intermedi&aacute;rias, as ondas s&atilde;o provenientes predominantemente das dire&ccedil;&otilde;es E e ESE, que juntas representam mais de 95% dos casos, com registro tamb&eacute;m de ondas de ENE e SE. Sazonalmente, a predomin&acirc;ncia de ondula&ccedil;&otilde;es provenientes de ESE foi observada em todas as esta&ccedil;&otilde;es do ano; por&eacute;m, no ver&atilde;o nota-se um aumento na participa&ccedil;&atilde;o de ondas origin&aacute;rias de E.</p>     <p>Os par&acirc;metros que caracterizam o espectro de onda do ponto P1 mostraram que para a regi&atilde;o os valores de Hs variam entre 0,5 m e 2,8 m, com 75% dos estados de mar apresentando ondas inferiores a 1,6 m. Ondas com Hs superior a 2,6 m apresentam um per&iacute;odo de retorno probabil&iacute;stico de aproximadamente 10 anos. Quanto aos per&iacute;odos de pico no ponto P1, os valores variam entre 4 s e 20 s, sendo que 75% dos estados de mar apresentam Tp inferior a 8 s. Ondas com Tp superior a 18 s apresentam um per&iacute;odo de retorno probabil&iacute;stico igualmente superior a 10 anos. A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o conjunta de Hs-Tp e Hs-Dir mostrou que em P1 as ondas mais frequentes s&atilde;o aquelas com Hs entre 1,3 e 1,7 m, Tp em torno de 8s, e provenientes da dire&ccedil;&atilde;o de 110&deg;.</p>     <p>Na propaga&ccedil;&atilde;o desses casos espectrais verificou-se que a regi&atilde;o sul da praia de Ponta Negra (&aacute;rea do Morro do Careca) &eacute; protegida da ondula&ccedil;&atilde;o, com valores m&aacute;ximos registrados para Hs de cerca de 1,5 m em eventos de tempestade. Isso ocorre tanto devido aos efeitos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o, mais evidentes nas ondula&ccedil;&otilde;es de ESE e SE, quanto tamb&eacute;m aos efeitos de perda de energia devido &agrave; presen&ccedil;a de um fundo marinho de declividade mais suave. Deste modo, destaca-se o aumento &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o das ondas de sul para norte na praia de Ponta Negra, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; praia da Via Costeira, com ondas de at&eacute; 2,5 m alcan&ccedil;ando a linha de costa em eventos de tempestade.</p>     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o entre as propaga&ccedil;&otilde;es em preamar e baixamar foi poss&iacute;vel observar que em preamar as ondula&ccedil;&otilde;es com maior altura de onda atingem al&eacute;m do que seria a face da praia e do p&oacute;s praia. Tal a&ccedil;&atilde;o pode aumentar a vulnerabilidade das estruturas urbanas instaladas neste local, fato este demonstrado por Amaro <i>et al.</i> (2014). Assim, este estudo destacou a grande relev&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do clima de ondas na modelagem morfodin&acirc;mica da praia de Ponta Negra, ampliando a compreens&atilde;o do comportamento da praia em subs&iacute;dio aos gestores da orla mar&iacute;tima, como garantia do uso de t&eacute;cnicas adequadas na avalia&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios preditivos de larga escala para esta praia urbana. Os resultados obtidos neste estudo representaram uma colabora&ccedil;&atilde;o ao poder p&uacute;blico para consolidar e ampliar as a&ccedil;&otilde;es do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC (MMA, 1997) e em consequ&ecirc;ncia o Plano de Gerenciamento Costeiro do Rio Grande do Norte. Por&eacute;m, medidas de dados <i>in situ</i> s&atilde;o necess&aacute;rias para que estas an&aacute;lises sejam validadas e utilizadas de maneira adequada na gest&atilde;o da praia de Ponta Negra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conta-se, portanto, que os resultados apresentados neste trabalho ampliem as possibilidades de estudos inte&not;grados em parceria entre os &oacute;rg&atilde;os dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo, envolvidos na gest&atilde;o integrada da orla mar&iacute;tima, e as institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, focados nos processos erosivos e fen&ocirc;menos de inunda&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas costeiras. Mas o que se espera, primordialmente, &eacute; que tais estudos possam nortear o uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o adequada da orla mar&iacute;tima do RN.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>References</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L.R. (2013) - <i>Estudio de din&aacute;mica litoral y evoluci&oacute;n de la zona sur de la Playa de Pi&ccedil;arras (Santa Catarina/Brasil)</i>. 263p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidad de Cantabria, Santander, Espanha. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201500020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amaro, V.E.; Gomes, L.R.S.; Lima, F.G.F; Scudelari, A.C.; Neves, C.F.; Busman, D.V.; Santos, A.L.S. (2014) - Multitemporal Analysis of Coastal Erosion Based on Multisource Satellite Images, Ponta Negra Beach, Natal City, Northeastern Brazil. <i>Marine Geodesy</i> [Published online: 19 Jun 2014]. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/01490419.2014.904257" target="_blank">10.1080/01490419.2014.904257</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201500020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Amaro, V.E.; Lima, F.G.F.; Santos, M.S.T. (2013) - An Evaluation of Digital Elevation Models to Short-Term Monitoring of a High Energy Barrier Island, Northeast Brazil. <i>International Journal of Environmental, Ecological, Geological and Mining Engineering</i>, 7(4):317-324. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://waset.org/publications/14731" target="_blank">http://waset.org/publications/14731</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201500020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, J.D.; Furtado, M.L.S.; Costa, A.M.B.; Marinho, G.S.; Silva, F.M. (2013) - Sazonalidade do vento na cidade de Natal/RN. <i>Sociedade e Territ&oacute;rio</i> (ISSN: 2177-8396), 25(2):78-92, Universidade Federal de Rio Grande do Norte, Natal, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.periodicos.ufrn.br/sociedadeeterritorio/article/view/3580" target="_blank">http://www.periodicos.ufrn.br/sociedadeeterritorio/article/view/3580</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-8872201500020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Battjes, J.A.; Janssen, J.P.F.M. (1978) - Energy loss and set-up due to breaking of random waves. <i>Coastal Engineering</i>, 16:569-587. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/viewFile/3294/2962" target="_blank">http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/viewFile/3294/2962</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201500020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Booij, N.; Ris, R.C.; Holthuijsen, L. H.  (1999) - A third-generation wave model for coastal regions. Part I: model description and validation. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 104(C4):7649-7666. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/98JC02622" target="_blank">10.1029/98JC02622</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201500020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Borgman, L.E. (1984) - <i>Directional spectrum estimation for the Sxy gages</i>. 104p., Technical Report, Coastal Engineering Research Center, Vicksburg, MS, U.S.. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201500020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bowns, E.; Gunther, H.;  Rosenthal, W.; Vincent, C.L. (1985) - Similarity of the wind wave spectrum in finite depth water. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 90(C1):975-986. 1985. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/JC090iC01p00975" target="_blank">10.1029/JC090iC01p00975</a></p>     <p>Caires, S.; Sterl, A. (2005a) - 100-year return value estimates for ocean wind speed and significant wave height from the era-40 data. <i>Journal of Climate</i>, 18(7):1032&ndash;1048. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1175/JCLI-3312.1" target="_blank">10.1175/JCLI-3312.1</a></p>     <p>Caires, S.; Sterl, A. (2005b) - A new non-parametric method to correct model data: application to significant wave height from the ERA-40 reanalysis. <i>Journal of Atmospheric and Oceanic Technology</i>, 22(4):443&ndash;459. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1175/JTECH1707.1" target="_blank">10.1175/JTECH1707.1</a></p>     <!-- ref --><p>Camus, P. (2009) - <i>Metodolog&iacute;as para la definici&oacute;n del clima mar&iacute;timo en aguas profundas y someras: Aplicaciones en el corto, medio y largo plazo</i>. 270p., Tese de doutorado, Universidad de Cantabria, Santander, Espanha. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-8872201500020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Camus, P.; Mendez F.J.; Medina, R.; Cofi&ntilde;o, A.S., (2011a) - Analysis of clustering and selection algorithms for the study of multivariate wave climate. <i>Coastal Engineering</i>, 58(6):453-462. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2011.02.003" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2011.02.003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201500020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Camus, P.; Mendez, F.J.; Medina, R. (2011b) - A hybrid efficient method to downscale wave climate to coastal areas. <i>Coastal Engineering</i> 58(9):851&ndash;862. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2011.05.007" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2011.05.007</a></p>     <!-- ref --><p>Camus, P.; Mendez, F.J; Medina, R.; Tomas, A.; Izaguirre, C. (2013) -  High resolution downscaled ocean waves (DOW) reanalysis in coastal areas. <i>Coastal Engineering</i>, 72:56-68. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2012.09.002" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2012.09.002</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201500020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEPAL (2011) - <i>Efectos del cambio clim&aacute;tico en la costa de Am&eacute;rica Latina y el Caribe: Din&aacute;micas, tendencias y variabilidad clim&aacute;tica</i>. 263p., Organizaci&oacute;n de las Naciones Unidas (ONU),Comisi&oacute;n Econ&oacute;mica para Am&eacute;rica Latina y el Caribe (CEPAL), Santiago, Chile. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.cepal.org/publicaciones/xml/2/45542/W.447.pdf" target="_blank">http://www.cepal.org/publicaciones/xml/2/45542/W.447.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201500020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cox, A.; Swail, V. (2001) - A global wave hindcast over the period 1958&ndash;1997: validation and climate assessment. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 106(C2):2313&ndash;2329. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/2001JC000301" target="_blank">10.1029/2001JC000301</a></p>     <!-- ref --><p>DHN (1972) - <i>Carta n&aacute;utica n&deg; 800: da Ponta dos Tr&ecirc;s Irm&atilde;os ao Cabo Branco</i>. 4&ordm; Ed., Marinha do Brasil, Diretoria de Hidrografia e Navega&ccedil;&atilde;o (DHN), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201500020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DHN (2009) - <i>Carta n&aacute;utica n&deg; 810 - Proximidades do Porto de Natal</i>. Marinha do Brasil, Diretoria de Hidrografia e Navega&ccedil;&atilde;o (DHN), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-cartas-raster/raster_disponiveis.html" target="_blank">http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-cartas-raster/raster_disponiveis.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201500020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Dodet, G.; Bertin, X.; Taborda, R. (2010) - Wave climate variability in the north-east Atlantic ocean over the last six decades. <i>Ocean Modelling</i>, 31(3-4):120&ndash;131. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ocemod.2009.10.010" target="_blank">10.1016/j.ocemod.2009.10.010</a></p>     <p>Ferreira, A.T.S.; Amaro, V. E. ; Santos, M. S. T. (2014) - Geod&eacute;sia aplicada &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de dados topogr&aacute;ficos e batim&eacute;tricos na caracteriza&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies de praia&rdquo;. <i>Revista Brasileira de Cartografia</i> (ISSN: 1808-0936), 66(1):167-184, Sociedade Brasileira de Cartografia, Geod&eacute;sia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php/rbc/article/view/591" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php/rbc/article/view/591</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fisher, R.A.; Tippett, L.H.C. (1928) - Limiting forms of the frequency distribution of the largest or smallest member of a sample. <i>Mathematical Proceedings of the Cambridge Philosophical Society</i>, 24(2):180-190. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S0305004100015681" target="_blank">10.1017/S0305004100015681</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201500020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Franke, R. (1982) - Scattered data interpolation: test of some methods. <i>Mathematical of Computation</i> (ISSN 0894-0347), 38(157):181&ndash;200, American Mathematical Society, Providence, RI, U.S.A. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ams.org/journals/mcom/1982-38-157/S0025-5718-1982-0637296-4/" target="_blank">http://www.ams.org/journals/mcom/1982-38-157/S0025-5718-1982-0637296-4/</a></p>     <p>Gonz&aacute;lez, M.; Medina, R.; Gonzalez-Ondina, J.; Osorio, A.; M&eacute;ndez, F.J.; Garc&iacute;a, E. (2007) - An integrated coastal modeling system for analyzing beach processes and beach restoration projects, SMC. <i>Computers &amp; Geosciences</i>, 33(7):916&ndash;931. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.cageo.2006.12.005" target="_blank">10.1016/j.cageo.2006.12.005</a></p>     <p>Graham, N.; Diaz, H. (2001) - Evidence of intensification of north pacific winter cyclones since 1948. <i>Bulletin of the American Meteorology Society</i>, 82(9):1869&ndash;1893. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1175/1520-0477(2001)082<1869:EFIONP>2.3.CO;2" target="_blank">10.1175/1520-0477(2001)082<1869:EFIONP>2.3.CO;2</a></p>     <p>Guanche, Y.; Guanche, R.; Camus, P.; Mendez, F.J.; Medina, R. (2013) - A multivariate approach to estimate design loads for offshore wind turbines. <i>Wind Energy</i>, 16(7):1091&ndash;1106. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1002/we.1542" target="_blank">10.1002/we.1542</a></p>     <!-- ref --><p>Hidroconsult (1979) - C<i>onsultoria, Estudos e Projetos. Estudo do Comportamento hidr&aacute;ulico do estu&aacute;rio e litoral adjacente &agrave; foz do Rio Potengi, Natal - Estado do Rio Grande do Norte</i>. Relat&oacute;rios Finais, v.1-2. Hidroconsult, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201500020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Izaguirre, C.; Men&eacute;ndez, M.; Camus, P.; M&eacute;ndez, F.J.; M&iacute;nguez, R.; Losada, I.J. (2012)  - Exploring the interannual variability of extreme wave climate in the Northeast Atlantic Ocean. <i>Ocean Modelling</i>, 59-60:31&ndash;40. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ocemod.2012.09.007" target="_blank">10.1016/j.ocemod.2012.09.007</a></p>     <p>Izaguirre, C.; M&eacute;ndez, F.J.; Espejo, A.; Losada, I.J.; Reguero, B.J. (2013) - Extreme wave climate changes in Central-South America. <i>Climatic Change</i>, 119(2):277&ndash;290. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10584-013-0712-9" target="_blank">10.1007/s10584-013-0712-9</a></p>     <!-- ref --><p>Kirby, J.T. (1986) - Higher-order approximations in the parabolic equation method for water waves. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 91(C1):933-952.DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/JC091iC01p00933" target="_blank">10.1029/JC091iC01p00933</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-8872201500020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Liu, P.L.F.; Losada, I.J. (2002) - Wave propagation modeling in coastal engineering. <i>Journal Of Hydraulic Research</i>, 40(3):229-240. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/00221680209499939" target="_blank">10.1080/00221680209499939</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201500020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luca, C.B. (2011) - <i>Implementa&ccedil;&atilde;o de ferramentas num&eacute;ricas e bases de dados no SMC-Brasil e sua aplica&ccedil;&atilde;o no estudo piloto da praia de Massagua&ccedil;u-Brasil</i>. 213p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Cantabria, Santander, Espanha. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201500020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marcelino, A.M.T. (1999) - <i>O turismo e a transforma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e da paisagem litor&acirc;nea potiguar</i>. 152p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas, Letras e Artes. Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais, Natal (RN/Brasil). <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201500020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mart&iacute;nez, C.; Quezada, M.; Rubio, P. (2011) - Historical changes in the shoreline and littoral processes on a headland bay beach in central Chile. <i>Geomorphology</i>, 135(1&ndash;2):80&ndash;96. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.geomorph.2011.07.027" target="_blank">10.1016/j.geomorph.2011.07.027</a></p>     <p>Medell&iacute;n, G.; Medina, R.; Falqu&eacute;s, A.; Gonz&aacute;lez, M. (2008) - Coastline sand waves on a low-energy beach at &ldquo;El Puntal&rdquo; spit, Spain. <i>Marine Geology</i>, 250(3-4):143&ndash;156. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.margeo.2007.11.011" target="_blank">10.1016/j.margeo.2007.11.011</a>.</p>     <!-- ref --><p>MMA (1997) - <i>Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro II</i>. n.p., Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/pngc2.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/pngc2.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201500020000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>MMA (2006) - <i>Projeto orla: fundamentos para gest&atilde;o integrada</i>. &ndash;2&deg; ed., 74p., Ministe&#769;rio do Meio Ambiente (MMA) / Ministe&#769;rio do Planejamento, Orc&#807;amento e Gesta&#771;o, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 8577380297. 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(2013) - <i>Di&aacute;logos Brasil-Espanha: Sistema de Modelagem Costeira</i>. 72p., Instituto Ambiental Brasil Sustent&aacute;vel (IABS) / Ag&ecirc;ncia Espanhola de Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional para o Desenvolvimento (AECID) / Minist&eacute;rio do Planejamento (MP) / Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) / Editora IABS, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8564478152&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-8872201500020000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pilar, P.;  Soares, C.G.; Carretero, J.C. (2008) - 44-year wave hindcast for the north east Atlantic European coast. <i>Coastal Engineering</i>, 55 (11):861&ndash;871. 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(2012) - A Global Ocean Wave (GOW) calibrated reanalysis from 1948 onwards. <i>Coastal Engineering</i>, 65:38-55. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2012.03.003" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2012.03.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201500020000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Reguero, B.G.; M&eacute;ndez, F.J.; Losada, I.J. (2013) - Variability of multivariate wave climate in Latin America and the Caribbean. <i>Global and Planetary Change</i>, 100:70&ndash;84. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.gloplacha.2012.09.005" target="_blank">10.1016/j.gloplacha.2012.09.005</a></p>     <!-- ref --><p>Restrepo L., J. C.; Otero D., L.; L&oacute;pez I., S.A. (2009) - Clima de oleaje en el Pac&iacute;fico Sur de Colombia, delta del r&iacute;o Mira: comparaciones estad&iacute;sticas y aplicaci&oacute;n a procesos costeros. <i>Revista de la Academia Colombiana de Ciencias Exactas, F&iacute;sicas y Naturales</i> (ISSN 0370-3908), 33(128):357-375, Bogot&aacute;, D.C., Colombia. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.accefyn.org.co/revista/Vol_33/128/357-375.pdf" target="_blank">http://www.accefyn.org.co/revista/Vol_33/128/357-375.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201500020000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, M.S.T.; Amaro, V.E.; Souto, M.V.S. (2011) - Metodologia geod&eacute;sica para levantamento de linha de costa e modelagem digital de eleva&ccedil;&atilde;o de praias arenosas em estudos de precis&atilde;o de geomorfologia e din&acirc;mica costeira. <i>Revista Brasileira de Cartografia</i> (ISSN: 1808-0936), 63(5):663-681, Sociedade Brasileira de Cartografia, Geod&eacute;sia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php/rbc/article/view/415/402" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php/rbc/article/view/415/402</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-8872201500020000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMC-Brasil (2014a) - <i>Sistema de Modelagem Costeira do Brasil</i>. Web-page, Instituto de Hidr&aacute;ulica Ambiental, Universidad de Cantabria, Santander, Espanha. <a href="http://smcbrasil.ihcantabria.com" target="_blank">http://smcbrasil.ihcantabria.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-8872201500020000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SMC-Brasil (2014a) &ndash; <i>Documento tem&aacute;tico de Ondas</i>. 155p., Instituto de Hidr&aacute;ulica Ambiental, Universidad de Cantabria, Santander, Espanha. <a href="http://smcbrasil.ihcantabria.com/wp-content/uploads/2013/06/Documento_Tematico_de_Ondas.pdf" target="_blank">http://smcbrasil.ihcantabria.com/wp-content/uploads/2013/06/Documento_Tematico_de_Ondas.pdf</a>.</p>     <p>Sterl, A.; Komen, G.; Cotton, P. (1998) - Fifteen years of global wave hindcasts using winds from the European centre for medium-range weather forecast reanalysis: validating the reanalyzed winds and assessing the wave climate. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 103(C3):5477&ndash;5492. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/97JC03431" target="_blank">10.1029/97JC03431</a></p>     <p>Tavares Junior, W. (1979) - <i>Pesquisa de modelo matem&aacute;tico, para simula&ccedil;&atilde;o do espectro de energia unidimensional, de ondas de superf&iacute;cie geradas pelo vento (Natal, RN, 05&deg; 45&rsquo; 02&rdquo; E 035&deg; 11&rsquo; 01&rdquo;W)</i>. 137p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Instituto Oceanogr&aacute;fico, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p>     <!-- ref --><p>Tintor&eacute;, J.; Medina, R.; G&oacute;mez, L.; Orfila, A.; Vizoso, G. (2009) - Integrated and interdisciplinary scientific approach to coastal management. O<i>cean &amp; Coastal Management</i>, 52(10):493-505. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2009.08.002" target="_blank">10.1016/j.ocecoaman.2009.08.002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201500020000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tolman, H.L. (2002) - <i>User manual and system documentation of WAVEWATCH-III version 2.22</i>. 133p., NOAA/NWS/NCEP Technical Note, National Oceanic and Atmospheric Administration, National Weather Service,  Washington , DC, U.S.A. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn222/MMAB_222.pdf" target="_blank">http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn222/MMAB_222.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-8872201500020000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Tom&aacute;s, A.; M&eacute;ndez, F.J.; Losada, I.J. (2008) - A method for spatial calibration of wave hindcast data bases. <i>Continental Shelf Research</i>, 28(3):391&ndash;398. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.csr.2007.09.009" target="_blank">10.1016/j.csr.2007.09.009</a></p>     <p>Uppala, S.M.; Kallberg, P.W.; Simmons, A.J.; Andrae U.; Bechtold, V.C.; Fiorino, M.; Gibson, J.K.; Haseler, J., Hern&aacute;ndez, A., Kelly, G.A.; Li, X.; Onogi, K.; Saarinen, S.; Sokka, N.; Allan, R.P.; Andersson, E.; Arpe, K.; Balmaseda, M.A.; Beljaars, A.C.M.; Van De Berg, L.; Bidlot, J.; Bormann, N.; Caires, S.; Chevallier, F.; Dethof, A.; Dragosavac, M.; Fisher, M.; Fuentes, M.; Hagemann, S.; Holm, E.; Hoskins, B.J.; Isaksen, L.; Janssen, P.A.E.M.; Jenne, R.; Mcnally, A.P.; Mahfouf, J.F.; Morcrette, J.J.; Rayner, N.A.; Saunders, R.W.; Simon, P.; Sterl, A.; Trenberth, K.E.; Untch, A.; Vasiljevic, D.; Viterbo, P.; Woollen, J. (2005) - The era-40 reanalysis. <i>Quarterly Journal of the Royal Meteorological Society</i>, 131(612):2961&ndash;3012. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1256/qj.04.176" target="_blank">10.1256/qj.04.176</a></p>     <!-- ref --><p>Vianello, R.L.; Alves, A.R. (1991) - <i>Meteorologia b&aacute;sica e aplica&ccedil;&otilde;es</i>. 449p., Editora UFV, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, MG, Brasil. ISBN: 978-8572694322&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201500020000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vital, H.;  Silveira, I. M.; Amaro, V. E.;  Melo, F. T. L.; Souza, F. E. S.; Chaves, M. S.; Lima, Z. M. C.; Frazao, E. P.; Tabosa, W. F.; Ara&uacute;jo, A. B.; Souto, M. V. S. (2006) - Rio Grande do Norte. In. D. 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(2005) - Carta sedimentol&oacute;gica da plataforma continental brasileira &ndash; &Aacute;rea Guamar&eacute; a Macau (NE Brasil), utilizando integra&ccedil;&atilde;o de dados geol&oacute;gicos e sensoriamento remoto. <i>Revista Brasileira de Geof&iacute;sica</i>, 23(3):233-241. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-261X2005000300003" target="_blank">10.1590/S0102-261X2005000300003</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>WasaGroup (1998) - Changing waves and storms in the northeast Atlantic? <i>Bulletin of the American Meteorology Society</i>, 79:741&ndash;760. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1175/1520-0477(1998)079%3C0741:CWASIT%3E2.0.CO;2" target="_blank">10.1175/1520-0477(1998)079< 0741:CWASIT>2.0.CO;2</a></p>     <p>Weisse, R., Von Storch, H. (2010) - <i>Marine Climate and Climate Change &ndash; Storms, Wind Waves and Storm Surges</i>. 219p., Springer-Praxis Books in Environmental, Heidelberg, Alemanha. ISBN: 978-3540253167.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: 28 JUN 2014; Peer review: 11 AUG 2014; Revised: 8 OCT 2014; Accepted: 18 NOV 2014; Available on-line: 20 NOV 2014</p>       ]]></body><back>
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