<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-8872</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão Costeira Integrada]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RGCI]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-8872</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-88722016000200003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci591</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptações e percepção da população a eventos de ressaca do mar no litoral de Maricá, Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adaptation and perception of extreme storm events at Maricá's Coast, Rio de Janeiro, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lins-de-Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[Flavia Moraes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zeidan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Felipe]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rafael de França]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Departamento de Geografia Laboratório de Geografia Marinha]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>147</fpage>
<lpage>161</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-88722016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-88722016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-88722016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente artigo destaca a importância do estudo da percepção e das adaptações das pessoas e do poder público local frente ao impacto de eventos de ressaca do mar tendo como estudo de caso o litoral de Maricá, Rio de Janeiro. Este município situado a 60 km a leste da Baía de Guanabara é formado por duplos cordões litorâneos e lagunas à retaguarda. A orla estudada apresenta-se de modo geral muito exposta às fortes ondulações do quadrante sul. Três fortes ressacas desde a década 1990 causaram graves impactos em diversos segmentos deste litoral, com destaque para a uma ocorrida em maio de 2001 quando diversas construções foram destruídas, o que gerou elevado prejuízo financeiro. Considerando tais epsódios o presente trabalho buscou analisar as diferentes respostas adaptativas realizadas, assim como a percepção sobre os riscos de danos, causas e soluções relacionadas com esse fenômeno. Estudos prévios demonstraram que o grau do estrago sofrido variou de acordo com as principais características oceanográficas (relacionadas à refração das ondas), geomorfológicas (granulometria, morfodinâmica praial e presença de dunas vegetadas ou não) e urbanas (densidade de ocupação e posição das casas, em relação ao perfil praial). Danos muito intensos, com destruição total de casas, quiosques e da avenida beira-mar ocorreram, principalmente, na praia e Barra de Maricá. Os prejuízos foram estimados em 200.000 reais/km. Para caracterizar as principais adaptações, após a ressaca de maio de 2001, realizaram-se trabalhos de campo, entre 2002 e 2005, quando foram feitas observações in loco, registros fotográficos e localização, por meio de GPS, das medidas realizadas. Para avaliar a percepção, aplicaram-se 65 questionários, à população da orla de Maricá, nos anos de 2003, dois anos após a considerável ressaca, de maio de 2001, e no presente ano, ou seja, 14 depois. Os resultados do atual trabalho demonstraram que as respostas adaptativas foram feitas, exclusivamente pelos moradores, donos de casas de veraneio ou donos de quiosques, sem qualquer apoio do poder público local. Identificaram-se diversos tipos de obras, tais como muros de proteção, enrocamentos e aterros. As entrevistas revelaram que o perigo do mar, a agressividade das ondas e as ressacas são percebidos como o principal problema da praia de Maricá, pela maioria das pessoas entrevistadas. Além disso, tanto em 2003 como em 2015, grande parte dos entrevistados afirmou acreditar que suas propriedades encontrar-se-ão em risco, caso haja novas ocorrências. Quase todos citam as mudanças climáticas, a subida do nível do mar ou outros fatores naturais, como causas do problema. O sentimento de risco ocasionou ainda um processo de desvalorização imobiliária, principalmente nos dois anos seguintes à ressaca do ano de 2001. Tal processo não é mais apontado, atualmente, como um problema por grande parte, dos respondentes, embora alguns alertem que as casas na beira mar não conseguem ser vendidas facilmente. Os dados encontrados, associados à análise espacial da vulnerabilidade física do litoral e dos danos sofridos em eventos de tempestade, são considerados essenciais para o desenvolvimento do planejamento e gestão costeira integrada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper highlights the importance of researching people's perception of the impacts caused by extreme storms on beaches as well as their adaptation strategies to adjust to such events. The assessment of people's level of consciousness about the problem, as well as their responses to it, helps us understand their ability to adapt and recover from the stress suffered. Therefore, the adaptation degree and the concept of social resilience are considered essential aspects of coastal zone management. The present study focuses on the city of Maricá, which sits east of the Guanabara Bay, 60km (37 miles) from Rio de Janeiro City. The Maricá coastal zone is formed by double beach barriers and barrier-enclosed lagoons. The inner barrier was formed in the second to last Pleistocene marine transgression. The other barrier is associated with the Holocene transgression. The east-west coastline orientation exposes the beaches to high southern waves and strong winds associated with cold fronts. Maricá's urban growth began in the 1970s. Between 1990 and 2000, this city experienced one of the biggest urban growth in the state of Rio de Janeiro. Today, Maricá has 125,532 inhabitants, a 66% growth in comparison to 2000. Weekend getaways tourism is the major incentive for this expansion. These second homes are concentrated on beaches and around the lagoons. Nowadays, despite the demographic pressure, Maricá's coastline is becoming a strategic geographic area because of two events with economic impacts that are scheduled to take place in the near future. The first will be the construction of a port at Jaconé Beach, which included sea defenses structures. Second, a vacation resort is to be installed at the Environment Protected Area located at Barra de Maricá Beach. Three storm events occurred in 1995, 1996, and 2001. These events caused several impacts on Maricá beaches, damaging houses, avenues, and commercial kiosks located at the coast. The strongest storm in decades took place in 2001; the impacts on Maricá's shore were one of the most severe in the state of Rio de Janeiro. The results of Maricá coastline's vulnerability assessment found in previous studies showed that the degrees of wave exposure, beach fragility, and damages varied according to geomorphologic, oceanographic, and urban characteristics. These studies also evaluated the resulting financial losses and depressed housing prices. In this context, this paper aims to assess different forms of adaptation, as well as people's perceptions of storms impacts on Maricá coastline. Twenty-five people were interviewed in 2003 and others fourteen in 2015 at the beaches or proximities in Maricá. Twenty eight of which were local residents, owned vacation homes, twelve worked at commercial kiosks, and six were housekeepers. Fieldwork consisted of observation of damages as well as repair or protection strategies. The interviews showed that people consider the dangers of the sea as the major problem in Maricá's beaches. Other common urban coastal problems, such as sea pollution and conflicts over the use of resources were not mentioned at all. Moreover, results showed that adaptation actions were done privately. There were neither prevention measures nor public financial support. People worked to mend and protect their homes in distinct ways. Predominantly, they used coastal hard engineering solutions, like seawalls. These seawalls were built using a variety of materials, such as concrete, culverts, and riprap. Besides seawalls, some residents built an embankment, filling areas with sand. Residents also took responsibility for repairing the ocean drive avenue. They focused their efforts in front of the impacted area advancing over the beach berm. As noted, non-professionals carried out several adaptation strategies and actions without any planning at all. Hence, other solutions, such as moving the urban settlements back or the establishment of a protected area, were not even considered. With no guidance whatsoever, people felt insecure about the efficiency of the structures. The interviews also revealed that people's perceptions of the causes of storm impacts were strongly influenced by the climate change and sea level rising debates. This point of view can be perceived as a problem, because it indicates a disconnection from other causes that might be influencing the current process, such as local geographic characteristics. Moreover, the lack of advocacy is also tied to this perception since the locals tend to see these events as of exclusively natural causes. Therefore, they believe political measures will not solve the issue. Finally, the fieldwork campaigns contributed to identify the spatial positions of the adaptation actions that were made. In addition to this identification, spatial analysis of the physical vulnerability and damages suffered at storms resulted on the following findings. In heavily damaged areas, 50% built seawalls, 12% embankment, 17% only repaired the damages, and 2% carried out mixed actions. In moderately damaged areas, only 26% built seawalls and 27% embankment, while 47% only repaired the damages. Hence, when the damages suffered were heavy, the preferred option was for &#8220;hard&#8221; engineering solutions. The results indicate specific demands for appropriate coastal management. The local government needs to offer financial support and take responsibility for leading and guiding preventive as well as repairing actions. Moreover, educating locals to increase their knowledge about the problem is essential. Furthermore, in order to obtain a complete and integrated coastal vulnerability assessment, studies about adaptation strategies and people's perception should be incorporated to spatial analysis of the physical vulnerability. This is especially important on coastal cities such as Maricá that has become a strategic place for new economic activities, and where local beaches are going through an intense urban growth.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[praias]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[vulnerabilidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ressacas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[percepção]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gestão costeira integrada]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[coastal vulnerability]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[storms]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[perception]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[adaption]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[integrated coastal management]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p>     <p><b>Adapta&ccedil;&otilde;es e percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o a eventos de ressaca do mar no litoral de Maric&aacute;, Rio de Janeiro, Brasil</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Adaptation and perception of extreme storm events at Maric&aacute;&rsquo;s Coast, Rio de Janeiro, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Flavia Moraes Lins-de-Barros<sup>@, 1</sup>; Felipe Zeidan<sup>1</sup>; Rafael de Fran&ccedil;a Lima<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author to whom correspondence should be addressed: &lt;<a href="mailto:flaviamlb@gmail.com">flaviamlb@gmail.com</a>&gt;    <br>     <sup>1</sup>Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Geografia, Laborat&oacute;rio de Geografia Marinha</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo destaca a import&acirc;ncia do estudo da percep&ccedil;&atilde;o e das adapta&ccedil;&otilde;es das pessoas e do poder p&uacute;blico local frente ao impacto de eventos de ressaca do mar tendo como estudo de caso o litoral de Maric&aacute;, Rio de Janeiro. Este munic&iacute;pio situado a 60 km a leste da Ba&iacute;a de Guanabara &eacute; formado por duplos cord&otilde;es litor&acirc;neos e lagunas &agrave; retaguarda. A orla estudada apresenta-se de modo geral muito exposta &agrave;s fortes ondula&ccedil;&otilde;es do quadrante sul. Tr&ecirc;s fortes ressacas desde a d&eacute;cada 1990 causaram graves impactos em diversos segmentos deste litoral, com destaque para a uma ocorrida em maio de 2001 quando diversas constru&ccedil;&otilde;es foram destru&iacute;das, o que gerou elevado preju&iacute;zo financeiro. Considerando tais eps&oacute;dios o presente trabalho buscou analisar as diferentes respostas adaptativas realizadas, assim como a percep&ccedil;&atilde;o sobre os riscos de danos, causas e solu&ccedil;&otilde;es relacionadas com esse fen&ocirc;meno. Estudos pr&eacute;vios demonstraram que o grau do estrago sofrido variou de acordo com as principais caracter&iacute;sticas oceanogr&aacute;ficas (relacionadas &agrave; refra&ccedil;&atilde;o das ondas), geomorfol&oacute;gicas (granulometria, morfodin&acirc;mica praial e presen&ccedil;a de dunas vegetadas ou n&atilde;o) e urbanas (densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o e posi&ccedil;&atilde;o das casas, em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil praial). Danos muito intensos, com destrui&ccedil;&atilde;o total de casas, quiosques e da avenida beira-mar ocorreram, principalmente, na praia e Barra de Maric&aacute;. Os preju&iacute;zos foram estimados em 200.000 reais/km. Para caracterizar as principais adapta&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s a ressaca de maio de 2001, realizaram-se trabalhos de campo, entre 2002 e 2005, quando foram feitas observa&ccedil;&otilde;es in loco, registros fotogr&aacute;ficos e localiza&ccedil;&atilde;o, por meio de GPS, das medidas realizadas. Para avaliar a percep&ccedil;&atilde;o, aplicaram-se 65 question&aacute;rios, &agrave; popula&ccedil;&atilde;o da orla de Maric&aacute;, nos anos de 2003, dois anos ap&oacute;s a consider&aacute;vel ressaca, de maio de 2001, e no presente ano, ou seja, 14 depois. Os resultados do atual trabalho demonstraram que as respostas adaptativas foram feitas, exclusivamente pelos moradores, donos de casas de veraneio ou donos de quiosques, sem qualquer apoio do poder p&uacute;blico local. Identificaram-se diversos tipos de obras, tais como muros de prote&ccedil;&atilde;o, enrocamentos e aterros. As entrevistas revelaram que o perigo do mar, a agressividade das ondas e as ressacas s&atilde;o percebidos como o principal problema da praia de Maric&aacute;, pela maioria das pessoas entrevistadas. Al&eacute;m disso, tanto em 2003 como em 2015, grande parte dos entrevistados afirmou acreditar que suas propriedades encontrar-se-&atilde;o em risco, caso haja novas ocorr&ecirc;ncias. Quase todos citam as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a subida do n&iacute;vel do mar ou outros fatores naturais, como causas do problema. O sentimento de risco ocasionou ainda um processo de desvaloriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria, principalmente nos dois anos seguintes &agrave; ressaca do ano de 2001. Tal processo n&atilde;o &eacute; mais apontado, atualmente, como um problema por grande parte, dos respondentes, embora alguns alertem que as casas na beira mar n&atilde;o conseguem ser vendidas facilmente. Os dados encontrados, associados &agrave; an&aacute;lise espacial da vulnerabilidade f&iacute;sica do litoral e dos danos sofridos em eventos de tempestade, s&atilde;o considerados essenciais para o desenvolvimento do planejamento e gest&atilde;o costeira integrada.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> praias; vulnerabilidade, ressacas, percep&ccedil;&atilde;o; gest&atilde;o costeira integrada</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper highlights the importance of researching people&rsquo;s perception of the impacts caused by extreme storms on beaches as well as their adaptation strategies to adjust to such events. The assessment of people's level of consciousness about the problem, as well as their responses to it, helps us understand their ability to adapt and recover from the stress suffered. Therefore, the adaptation degree and the concept of social resilience are considered essential aspects of coastal zone management. The present study focuses on the city of Maric&aacute;, which sits east of the Guanabara Bay, 60km (37 miles) from Rio de Janeiro City. The Maric&aacute; coastal zone is formed by double beach barriers and barrier-enclosed lagoons. The inner barrier was formed in the second to last Pleistocene marine transgression. The other barrier is associated with the Holocene transgression. The east-west coastline orientation exposes the beaches to high southern waves and strong winds associated with cold fronts. Maric&aacute;&rsquo;s urban growth began in the 1970s. Between 1990 and 2000, this city experienced one of the biggest urban growth in the state of Rio de Janeiro. Today, Maric&aacute; has 125,532 inhabitants, a 66% growth in comparison to 2000. Weekend getaways tourism is the major incentive for this expansion. These second homes are concentrated on beaches and around the lagoons. Nowadays, despite the demographic pressure, Maric&aacute;&rsquo;s coastline is becoming a strategic geographic area because of two events with economic impacts that are scheduled to take place in the near future. The first will be the construction of a port at Jacon&eacute; Beach, which included sea defenses structures. Second, a vacation resort is to be installed at the Environment Protected Area located at Barra de Maric&aacute; Beach. Three storm events occurred in 1995, 1996, and 2001. These events caused several impacts on Maric&aacute; beaches, damaging houses, avenues, and commercial kiosks located at the coast. The strongest storm in decades took place in 2001; the impacts on Maric&aacute;&rsquo;s shore were one of the most severe in the state of Rio de Janeiro. The results of Maric&aacute; coastline&rsquo;s vulnerability assessment found in previous studies showed that the degrees of wave exposure, beach fragility, and damages varied according to geomorphologic, oceanographic, and urban characteristics. These studies also evaluated the resulting financial losses and depressed housing prices. In this context, this paper aims to assess different forms of adaptation, as well as people&rsquo;s perceptions of storms impacts on Maric&aacute; coastline. Twenty-five people were interviewed in 2003 and others fourteen in 2015 at the beaches or proximities in Maric&aacute;. Twenty eight of which were local residents, owned vacation homes, twelve worked at commercial kiosks, and six were housekeepers. Fieldwork consisted of observation of damages as well as repair or protection strategies. The interviews showed that people consider the dangers of the sea as the major problem in Maric&aacute;&rsquo;s beaches. Other common urban coastal problems, such as sea pollution and conflicts over the use of resources were not mentioned at all. Moreover, results showed that adaptation actions were done privately. There were neither prevention measures nor public financial support. People worked to mend and protect their homes in distinct ways. Predominantly, they used coastal hard engineering solutions, like seawalls. These seawalls were built using a variety of materials, such as concrete, culverts, and riprap. Besides seawalls, some residents built an embankment, filling areas with sand. Residents also took responsibility for repairing the ocean drive avenue. They focused their efforts in front of the impacted area advancing over the beach berm. As noted, non-professionals carried out several adaptation strategies and actions without any planning at all. Hence, other solutions, such as moving the urban settlements back or the establishment of a protected area, were not even considered. With no guidance whatsoever, people felt insecure about the efficiency of the structures. The interviews also revealed that people&rsquo;s perceptions of the causes of storm impacts were strongly influenced by the climate change and sea level rising debates. This point of view can be perceived as a problem, because it indicates a disconnection from other causes that might be influencing the current process, such as local geographic characteristics. Moreover, the lack of advocacy is also tied to this perception since the locals tend to see these events as of exclusively natural causes. Therefore, they believe political measures will not solve the issue. Finally, the fieldwork campaigns contributed to identify the spatial positions of the adaptation actions that were made. In addition to this identification, spatial analysis of the physical vulnerability and damages suffered at storms resulted on the following findings. In heavily damaged areas, 50% built seawalls, 12% embankment, 17% only repaired the damages, and 2% carried out mixed actions. In moderately damaged areas, only 26% built seawalls and 27% embankment, while 47% only repaired the damages. Hence, when the damages suffered were heavy, the preferred option was for &ldquo;hard&rdquo; engineering solutions. The results indicate specific demands for appropriate coastal management. The local government needs to offer financial support and take responsibility for leading and guiding preventive as well as repairing actions. Moreover, educating locals to increase their knowledge about the problem is essential. Furthermore, in order to obtain a complete and integrated coastal vulnerability assessment, studies about adaptation strategies and people&rsquo;s perception should be incorporated to spatial analysis of the physical vulnerability. This is especially important on coastal cities such as Maric&aacute; that has become a strategic place for new economic activities, and where local beaches are going through an intense urban growth.</p>     <p><b>Key-words:</b> coastal vulnerability; storms; perception; adaption; integrated coastal management</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A compreens&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o e das adapta&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o aos desastres naturais, assim como dos danos e preju&iacute;zos financeiros, tem sido considerada cada vez mais relevante para o desenvolvimento de adequados programas de gest&atilde;o e planejamento em &aacute;reas de risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas zonas costeiras, o conceito de Gest&atilde;o Costeira Integrada tamb&eacute;m vem incorporando as respostas e adapta&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o aos danos causados por ressacas do mar e inunda&ccedil;&otilde;es litor&acirc;neas (Vellinga & Klein, 1993; Klein <i>et al.</i> 1998; Adger, 2001; Klein, 2004, Dolan & Walker, 2004).</p>     <p>No munic&iacute;pio de Maric&aacute;, Rio de Janeiro, a popula&ccedil;&atilde;o que reside na orla ou possui propriedades nas praias realizou diferentes tipos de adapta&ccedil;&otilde;es para recupera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das benfeitorias ap&oacute;s eventos erosivos ocorridos no final da d&eacute;cada de 1990 e no ano de 2001. A percep&ccedil;&atilde;o dos danos e do risco resultou em um processo acelerado de desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis, principalmente nas praias mais fortemente danificadas. Por&eacute;m, os efeitos desses eventos n&atilde;o s&atilde;o uniformes ao longo do arco praial, o qual, devido a suas caracter&iacute;sticas locais espec&iacute;ficas (sejam estas f&iacute;sicas ou urbanas) apresenta segmentos distintos quanto ao grau de risco e &agrave; probabilidade de danos.</p>     <p>Neste contexto, o objetivo geral do presente estudo &eacute; compreender a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que reside ou trabalha na orla de Maric&aacute; aos eventos de ressaca do mar e caracterizar as medidas de adapta&ccedil;&atilde;o realizadas. A caracteriza&ccedil;&atilde;o das principais formas de adapta&ccedil;&atilde;o permitiu classificar os tipos de medidas mais frequentemente adotados pela popula&ccedil;&atilde;o, assim como pelo poder p&uacute;blico local. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; percep&ccedil;&atilde;o, o presente trabalho buscou avaliar o sentimento da popula&ccedil;&atilde;o da orla de Maric&aacute; quanto aos seguintes aspectos: a) o conhecimento da exposi&ccedil;&atilde;o das praias do munic&iacute;pio &agrave; ressacas do mar e os impactos potenciais; b) a causa dos danos gerados; c) as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para o problema; d) o sentimento de risco e; e) a valoriza&ccedil;&atilde;o ou desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis na orla.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da &Aacute;rea de Estudo</b></p>     <p><b>2.1 Localiza&ccedil;&atilde;o e Caracter&iacute;sticas Geomorfol&oacute;gicas</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Maric&aacute; se localiza a leste da Ba&iacute;a de Guanabara, entre os munic&iacute;pios de Niter&oacute;i e Saquarema. Maric&aacute; pertence ao chamado Compartimento Regi&atilde;o dos Lagos, cuja paisagem &eacute; marcada pela presen&ccedil;a de extensos arcos praiais associados a cord&otilde;es litor&acirc;neos (Muehe & Valentini, 1998). &Agrave; retaguarda dos cord&otilde;es litor&acirc;neos se desenvolveu um complexo lagunar, dando origem ao nome da regi&atilde;o. No litoral de Maric&aacute; encontram-se duplos cord&otilde;es arenosos dispostos paralelamente entre si e separados por uma depress&atilde;o estreita onde ocorrem pequenas lagunas. A &aacute;rea de estudo deste trabalho engloba todas as praias oce&acirc;nicas compreendidas entre a Pedra do Elefante e a Ponta Negra (<a href="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a03f1.jpg" target="_blank">figura 1</a>). Geomorfologicamente, trata-se na realidade de um &uacute;nico arco praial sem interrup&ccedil;&otilde;es por promont&oacute;rios rochosos, compreendendo uma faixa arenosa de aproximadamente 33 km. A praia de Jacon&eacute;, localizada a leste da Ponta Negra e, portanto, pertencente a outro arco praial, foi a &uacute;nica praia do munic&iacute;pio n&atilde;o contemplada na an&aacute;lise.</p>     
<p>Como se observa na <a href="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a03f1.jpg" target="_blank">figura 1</a>, o litoral do munic&iacute;pio apresenta orienta&ccedil;&atilde;o leste-oeste, ou seja, est&aacute; voltado para quadrante sul o que implica em elevada exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s ondula&ccedil;&otilde;es de alta energia. As ilhas Maric&aacute;s defronte &agrave; praia do Franc&ecirc;s na por&ccedil;&atilde;o central do arco praial faz um efeito de sombra neste local tornando este o &uacute;nico trecho da orla de Maric&aacute; menos exposto aos eventos ressaca.</p>     
<p>As praias apresentam grande varia&ccedil;&atilde;o de granulometria com presen&ccedil;a de areias muito grossas na extremidade oeste, chegando a conter seixos, com gradativa diminui&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Ponta Negra onde se encontram areias de granulometria m&eacute;dia (Muehe, 1979). Tal caracter&iacute;stica reflete-se na morfodin&acirc;mica praial, que se apresenta refletiva em Itaipua&ccedil;u, com ondas colapsantes e perfil praial &iacute;ngrime e relativamente curto e intermedi&aacute;ria com praias largas em todo o restante do arco praial.</p>     <p><b>2.2 Ocupa&ccedil;&atilde;o da orla de Maric&aacute;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da d&eacute;cada de 1970, com a constru&ccedil;&atilde;o da ponte Rio-Niter&oacute;i o acesso &agrave; chamada Regi&atilde;o dos Lagos, no litoral leste do Rio de Janeiro foi muito facilitado. As cidades de Maric&aacute; e Saquarema come&ccedil;am a ser procuradas para o turismo de veraneio. Neste per&iacute;odo, com o intuito de estabelecer um limite de prote&ccedil;&atilde;o da orla costeira, foi estabelecido pelo Plano Diretor do Munic&iacute;pio de Maric&aacute;, criado em 1977, uma faixa mar&iacute;tima de 50 metros a partir da linha m&eacute;dia da mar&eacute;, na qual n&atilde;o &eacute; permitido qualquer tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o. Este limite, por&eacute;m, n&atilde;o ultrapassa, no caso das praias deste litoral, a pr&oacute;pria faixa de areia, que pode apresentar mais de 100 metros no ver&atilde;o. No ano de 1984 o Plano de Desenvolvimento Urbano de Maric&aacute; cria uma zona <i>non-aedificandi</i> para todo o litoral do munic&iacute;pio mantendo, por&eacute;m, a mesma largura da faixa adotada no ano de 1977. A aus&ecirc;ncia, portanto, de um planejamento urbano com limites adequados resultou na ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada ao longo de praticamente todo o arco praial com constru&ccedil;&otilde;es localizadas pr&oacute;ximas &agrave; escarpa do p&oacute;spraia e at&eacute; mesmo avan&ccedil;ando sobre a pr&oacute;pria praia, no caso principalmente de quiosques. N&atilde;o se deve omitir, por&eacute;m, a cria&ccedil;&atilde;o da &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Ambiental de Maric&aacute; em 1984 pelo decreto n&ordm; 7320 (ver localiza&ccedil;&atilde;o da APA na <a href="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a03f1.jpg" target="_blank">figura 1</a>). O artigo 63&ordm; deste decreto considera toda esta &aacute;rea como non-aedificandi tendo como finalidades evitar a eros&atilde;o de terras, proteger s&iacute;tios de beleza e abrigar exemplares da fauna e flora amea&ccedil;ados de extin&ccedil;&atilde;o. O plano diretor setorial da APA foi aprovado no ano de 2010 (Lei n&ordm;. 2331/2010) e delimitando mais precisamente as zonas de conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o da vida silvestre (ZCVS e ZPVS) n&atilde;o &eacute; admitida a utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas para fins de implanta&ccedil;&atilde;o de projetos tur&iacute;stico-hoteleiros e de condom&iacute;nios, bem como de edifica&ccedil;&otilde;es.</p>     
<p>No ano de 1996 foi conclu&iacute;da a constru&ccedil;&atilde;o da autoestrada Via-Lagos, resultando em novo impulso de crescimento urbano e tur&iacute;stico da Regi&atilde;o dos Lagos. De acordo com os dados do IBGE (2000), os cinco munic&iacute;pios que mais cresceram na d&eacute;cada de 1990 em todo o estado do Rio de Janeiro foram B&uacute;zios, Rio das Ostras, Iguaba Grande, Cabo Frio e Maric&aacute;, todos localizados nessa Regi&atilde;o. Esta tend&ecirc;ncia se manteve para o per&iacute;odo entre 2000 e 2010. No ano 2000 esta &aacute;rea contava com popula&ccedil;&atilde;o urbana de 421.033 habitantes enquanto no ano de 2010 este valor saltou para 729.709 habitantes, representando um aumento de 73 %. Maric&aacute; &eacute; a terceira maior cidade em popula&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o contando atualmente com 125.532 habitantes, um aumento de 66% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano 2000, quando a popula&ccedil;&atilde;o era de 76.737 habitantes.</p>     <p>Atualmente, al&eacute;m desta press&atilde;o demogr&aacute;fica, o litoral de Maric&aacute; tornou-se local de interesse para dois grandes empreendimentos. O primeiro &eacute; o empreendimento portu&aacute;rio Terminais Ponta Negra (TPN) previsto para implementa&ccedil;&atilde;o na praia de Jacon&eacute;, no limite com o Munic&iacute;pio de Saquarema. O outro &eacute; um complexo hoteleiro com previs&atilde;o para ser instalado na APA de Maric&aacute;.</p>     <p><b>2.3 Efeitos dos eventos de ressaca do mar no Litoral de Maric&aacute;</b></p>     <p>Tr&ecirc;s eventos de tempestade e ressaca do mar merecem destaque devido aos fortes impactos sobre as constru&ccedil;&otilde;es gerados na orla do munic&iacute;pio de Maric&aacute;. A praia de Itaipua&ccedil;u, principalmente no trecho oeste conhecido como Recanto de Itaipua&ccedil;u na extremidade oeste, sofreu danos consider&aacute;veis ap&oacute;s as ressacas de 1995 e 1996 como foi reportado pelo Jornal O Dia. Segundo as reportagens e relatos dos moradores mais antigos desta praia a Avenida Litor&acirc;nea e os muros de diversas casas foram completamente destru&iacute;dos. Esta Avenida at&eacute; o presente momento n&atilde;o foi reconstru&iacute;da. O terceiro evento ocorreu em maio de 2001 e foi considerado por Inocentinni (2001) o evento mais intenso dos &uacute;ltimos anos. No ano de 2010 o litoral do estado do Rio de Janeiro foi fortemente atingido por uma ressaca que chegou a afetar as praias de Maric&aacute;, mas n&atilde;o causou danos significativos. Tal ocorr&ecirc;ncia foi estudada por Bulh&otilde;es <i>et al.</i> (2014) atingindo mais violentamente o litoral acima de Cabo Frio.</p>     <p>Na pesquisa realizada no litoral de Maric&aacute;, nos tr&ecirc;s anos ap&oacute;s a tempestade de 2001, foi apresentada uma classifica&ccedil;&atilde;o e um mapeamento do grau de danos sofridos ap&oacute;s esta forte ressaca (Lins-de-Barros, 2005a, b). As praias que apresentaram os estragos mais fortes sobre as constru&ccedil;&otilde;es foram o canto oeste de Itaipua&ccedil;u, a praia da Barra de Maric&aacute; e Ponta Negra. Embora a orla de Maric&aacute; tenha sido atingida por novos eventos de ressaca do mar desde 2001 nenhum destes at&eacute; o presente momento provocou efeitos t&atilde;o significativos.</p>     <p>Um dos principais resultados apontados pela pesquisa foi a import&acirc;ncia da posi&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es na determina&ccedil;&atilde;o do grau de danos. A caracter&iacute;stica da cobertura vegetal, no topo do perfil, tamb&eacute;m foi um importante fator determinante do maior ou menor dano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Metodologia</b></p>     <p>O atual trabalho foi desenvolvido em duas etapas distintas. A primeira foi a realiza&ccedil;&atilde;o de invent&aacute;rio detalhado dos tipos de adapta&ccedil;&atilde;o feitas pelos propriet&aacute;rios de resid&ecirc;ncias e de quiosques &agrave; beira-mar ao longo de todo o arco praial ap&oacute;s as ressacas do final da d&eacute;cada de 1990 e de maio de 2001. A segunda consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o de entrevistas semi-estruturadas com objetivo de compreender a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e do poder p&uacute;blico local sobre as ressacas do mar e seus efeitos nas praias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adapta&ccedil;&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, portanto, dois importantes conceitos abordados no presente artigo, os quais, conforme j&aacute; abordado brevemente na introdu&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o considerados fundamentais para a gest&atilde;o de desastres naturais nas &aacute;reas costeiras. Neste sentido, concordamos com Tuan (2012) quando este afirma que a resposta humana aos azares naturais contribui para a psicologia ambiental e possui implica&ccedil;&otilde;es importantes para o planejamento. O autor alerta ainda que sem a autocompreens&atilde;o n&atilde;o podemos esperar por solu&ccedil;&otilde;es duradouras para o problema ambiental. Para Tuan (<i>op. cit.</i>), a percep&ccedil;&atilde;o &eacute; tanto a resposta dos sentidos aos est&iacute;mulos externos, como a atividade proposital de registrar certos fen&ocirc;menos enquanto outros s&atilde;o esquecidos ou bloqueados. Assim, a percep&ccedil;&atilde;o de uma popula&ccedil;&atilde;o aos riscos costeiros revela o valor dado por determinado metros grupo social ao sentimento de incerteza associado aos perigos do mar. A pesquisa sobre percep&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ter, portanto, a capacidade de extrair o que ficou registrado e o que foi bloqueado em diferentes graus, a fim de apontar um sentimento mais ou menos comum &agrave;quela popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O termo adapta&ccedil;&atilde;o, por sua vez, pode ser entendido como a resposta a um dist&uacute;rbio visando o retorno &agrave; condi&ccedil;&atilde;o inicial anterior a este dist&uacute;rbio, ou o ajuste, quando uma nova condi&ccedil;&atilde;o pode ser alcan&ccedil;ada. Em 1990 foi publicado pelo Painel Intergovernamental de Mudana&ccedil;as Clim&aacute;ticas - IPCC, um documento intitulado Estrat&eacute;gias para Adapta&ccedil;&atilde;o ao N&iacute;vel do Mar que aponta tr&ecirc;s tipos fundamentais de adapta&ccedil;&otilde;es: recuo, acomoda&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o (Dronkers et al, 1990). O primeiro caso n&atilde;o envolve qualquer esfor&ccedil;o, ou seja, a &aacute;rea em risco ou j&aacute; danificada &eacute; abandonada permitindo que o ecossistema costeiro avance em dire&ccedil;&atilde;o ao continente naturalmente. J&aacute; a acomoda&ccedil;&atilde;o refere-se aos casos em que a popula&ccedil;&atilde;o continua ocupando as &aacute;reas de risco sem proceder a interven&ccedil;&otilde;es no sentido de conter as inunda&ccedil;&otilde;es do mar. Neste caso, algumas medidas podem ser tomadas tais como a eleva&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es em palafitas, a constru&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&otilde;es emergenciais ou a convers&atilde;o de agricultura em fazendas pesqueiras. A prote&ccedil;&atilde;o, por sua vez, engloba estruturas r&iacute;gidas, com muros e diques, assim como solu&ccedil;&otilde;es &ldquo;leves&rdquo; como a coloca&ccedil;&atilde;o de areia nas praias ou o plantio de vegeta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Segundo Klein (2002) existem diferentes maneiras de distinguir as op&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o. Primeiro, dependendo do tempo, objetivo e motiva&ccedil;&atilde;o, a adapta&ccedil;&atilde;o pode ser reativa ou antecipat&oacute;ria. A reativa s&oacute; ocorre ap&oacute;s um primeiro evento provocar danos nas constru&ccedil;&otilde;es, enquanto que a antecipat&oacute;ria seria aquela que &eacute; realizada de forma preventiva, antes mesmo da orla ser atingida por eventos erosivos. Uma segunda distin&ccedil;&atilde;o pode ser feita em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o que pode estar relacionada a interesses privados ou p&uacute;blicos. Decis&otilde;es privadas podem incluir tanto propriet&aacute;rios individuais como companhias comerciais, enquanto os interesses p&uacute;blicos envolvem todas as escalas de jurisdi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para realiza&ccedil;&atilde;o da primeira etapa do presente trabalho efetuaram-se diversos trabalhos de campo nos dois anos seguintes &agrave; tempestade de 2001 em todo o arco praial de Maric&aacute; para observa&ccedil;&otilde;es <i>in loco</i> das medidas de adapta&ccedil;&atilde;o. As observa&ccedil;&otilde;es visuais foram complementadas por informa&ccedil;&otilde;es obtidas em entrevistas informais com os propriet&aacute;rios das casas ou quiosques sempre que estes estavam presentes no momento do trabalho de campo. Procedeu-se ao registro fotogr&aacute;fico dos diferentes tipos de adapta&ccedil;&otilde;es que foram localizados por meio de um GPS e classificados de acordo com o material utilizado e o seu objetivo (recupera&ccedil;&atilde;o ou preven&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>A segunda etapa foi desenvolvida a partir da aplica&ccedil;&atilde;o de entrevistas com a popula&ccedil;&atilde;o em dois momentos distintos: no ano de 2003, dois anos ap&oacute;s a forte ressaca ocorrida em maio de 2001, e no ano de 2015. A escolha das perguntas foi baseada no question&aacute;rio elaborado por Kates (1967) cujo trabalho apresenta objetivos semelhantes aos destudo. O formato final do question&aacute;rio s&oacute; foi obtido ap&oacute;s algumas experi&ecirc;ncias no campo, as quais permitiram identificar a melhor abordagem para alcan&ccedil;ar os objetivos. Vale ressaltar que, durante as entrevistas, o verdadeiro finalidade da pesquisa n&atilde;o era revelada, com o intuito de tentar minimizar a indu&ccedil;&atilde;o a uma determinada resposta. Assim, era explicado aos entrevistados, de maneira pouco precisa que a pesquisa visava estudar a orla de Maric&aacute;, sua urbaniza&ccedil;&atilde;o, problemas em geral, etc.</p>     <p>Foram efetuadas 19 perguntas seguindo um roteiro semi- estruturado, ou seja, que combina perguntas abertas e fechadas, onde o informante tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto (Boni & Quaresma, 2005). O pesquisador deve seguir um conjunto de quest&otilde;es previamente definidas, mas ele o faz em um contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. No come&ccedil;o da interlocu&ccedil;&atilde;o, a popula&ccedil;&atilde;o foi questionada sobre aspectos relativos ao seu perfil como morador ou usu&aacute;rio da praia, tais como o tipo de propriedade que possui na orla (veraneio ou resid&ecirc;ncia permanente) e o tempo que vive ou frequenta as praias de Maric&aacute;. Tais perguntas servem para tra&ccedil;ar um breve delineamento da popula&ccedil;&atilde;o inquirida e aproximar o entrevistado do entrevistador. Em seguida as perguntas abordaram a percep&ccedil;&atilde;o sobre mudan&ccedil;as nas praias, incluindo as altera&ccedil;&otilde;es no tamanho da faixa de areia. A terceira parte tratou especificamente da ocorr&ecirc;ncia de ressacas e da percep&ccedil;&atilde;o sobre como estas afetaram as praias e suas constru&ccedil;&otilde;es. Questionou-se esse grupo de indiv&iacute;duos sobre os danos sofridos em suas propriedades, os preju&iacute;zos decorrentes e se foram realizadas obras. Em seguida as perguntas buscaram conhecer a opini&atilde;o sobre as causas dos eventos de ressaca, sobre o sentimento de risco de danos em caso de novos eventos e a aprecia&ccedil;&atilde;o sobre poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es. Foi perguntado, ainda, se pretende ou n&atilde;o vender sua casa, terreno ou quiosque, visando com isso aprofundar a an&aacute;lise sobre como a sensa&ccedil;&atilde;o de risco influencia estas pessoas.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo question&aacute;rio em dois momentos teve como inten&ccedil;&atilde;o avaliar se houve mudan&ccedil;as significativas na percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o neste per&iacute;odo de 12 anos. Em 2003 foram entrevistadas 25 pessoas, sendo que todas trabalhavam, moravam ou possu&iacute;am propriedades na avenida beira-mar, ou seja, de frente para o mar. J&aacute; em 2015 entrevistaram-se 19 indiv&iacute;duos vivendo ou trabalhando na beira da praia e outros 21 que possuem propriedades localizadas nas imedia&ccedil;&otilde;es da orla. O universo de pesquisa &eacute; composto, portanto, por pessoas que t&ecirc;m uma situa&ccedil;&atilde;o social que as aproxima: a experi&ecirc;ncia de viver na praia e, ou t&ecirc;-la como uma refer&ecirc;ncia para sua vida na cidade de Maric&aacute;. O objetivo das entrevistas &eacute; avaliar a percep&ccedil;&atilde;o desses indiv&iacute;duos sobre o risco e os problemas decorrentes das ressacas. Em pesquisas baseadas em entrevistas abertas ou semiestruturadas, nas quais os respondentes t&ecirc;m possibilidade de desenvolverem suas id&eacute;ias, n&atilde;o h&aacute; o pressuposto da representatividade estat&iacute;stica (Becker, 1993). Com este procedimento metodol&oacute;gico busca-se mostrar como que a experi&ecirc;ncia comum ao universo entrevistado pode desenvolver uma vis&atilde;o de mundo compartilhada, podendo criar, em alguns momentos, a&ccedil;&otilde;es comuns e mesmo identidades sociais (Velho, 2013).</p>     <p>Assim os dados colhidos a partir das entrevistas n&atilde;o devem ser analisados estatisticamente, mas, assumindo-se que a fala de um indiv&iacute;duo sintetiza uma determinada experi&ecirc;ncia social comum; estas podem expressar um discurso recorrente &agrave;quelas pessoas. Atrav&eacute;s da sua compara&ccedil;&atilde;o, em diferentes praias do munic&iacute;pio, pretende- se ainda observar a influ&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o da diferencia&ccedil;&atilde;o espacial dos graus de risco e de danos ao longo do arco praial. Esta abordagem espacial da percep&ccedil;&atilde;o do risco baseia-se na no&ccedil;&atilde;o, defendida tamb&eacute;m por Torres (2000), de que os fen&ocirc;menos ambientais s&atilde;o muitas vezes espaciais de forma que os riscos ambientais n&atilde;o apenas s&atilde;o geralmente localiz&aacute;veis no espa&ccedil;o, como tamb&eacute;m variam ao longo da dimens&atilde;o espacial, isto &eacute;, s&atilde;o maiores em alguns lugares do que em outros. Finalmente, foi realizada em junho e 2015 uma entrevista com o atual assessor da secretaria de meio ambiente do munic&iacute;pio de Maric&aacute;, Sr. Thiago de Paula, com o intuito de conhecer a vis&atilde;o da gest&atilde;o local, assim como as a&ccedil;&otilde;es realizadas, relativas &agrave; problem&aacute;tica da exposi&ccedil;&atilde;o da orla de Maric&aacute; &agrave;s ressacas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.1 Percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>No ano de 2003, das 25 pessoas submetidas ao interrogat&oacute;rio, 13 eram moradores permanentes, 3 propriet&aacute;rios de casas de veraneio, 2 trabalhavam como caseiros e 7 eram funcion&aacute;rios de quiosques ou bares. Dentre as 40 pessoas entrevistadas em 2015, 30 eram moradores permanentes, 4 propriet&aacute;rios de casas de veraneio, 1 salva-vidas e 5 propriet&aacute;rios de quiosques ou bares na praia. No total foram realizadas 3 entrevistas no bairro de Itaipua&ccedil;u, 3 na Praia do Franc&ecirc;s, 18 no bairro de Barra de Maric&aacute;, 19 nas praias de Guaratiba e Cordeirinho e 17 no bairro de Ponta Negra. Os resultados da interpreta&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios est&atilde;o apresentados abaixo em cinco itens separados, de acordo com os objetivos propostos no presente trabalho.</p>     <p><b>a) O conhecimento da exposi&ccedil;&atilde;o das praias do munic&iacute;pio a ressacas do mar e seus impactos potenciais</b></p>     <p>As entrevistas mostraram que as varia&ccedil;&otilde;es sazonais do ambiente praial e a elevada ocorr&ecirc;ncia de fortes ressacas s&atilde;o aspectos notados pelas pessoas que residem, trabalham ou possuem casas na praia de Maric&aacute;. Mais da metade das que foram entrevistadas em 2003 afirmou que o maior problema dessa praia &eacute; o mar bravio e as frequentes ressacas.</p>     <p>Em 2015 o perigo do mar, as ressacas, o mar forte ou agitado foram apontados como o principal problema das praias do munic&iacute;pio de Maric&aacute; por quase metade dos entrevistados (18 pessoas). Esta sensibilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas e a eros&atilde;o tamb&eacute;m foi observada na praia de Ta&iacute;ba, no Cear&aacute;, Brasil, onde, segundo pesquisa efetuada por Modesto & Carmo (2014) a popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m considera o avan&ccedil;o do mar ou os problemas causados pela eros&atilde;o costeira como o maior problema desta praia. Esta percep&ccedil;&atilde;o &eacute; pertinente pois demonstra a import&acirc;ncia do mar no cotidiano destas pessoas que moram, trabalham ou frequentam as praias.Vale ressaltar que, tanto na praia de Ta&iacute;ba, como em Maric&aacute;, o banho de mar n&atilde;o &eacute; um aspecto considerado como vultoso atrativo da praia pela maioria das pessoas.</p>     <p>Neste sentido, em Maric&aacute; grande parte dos entrevistados cita a tranquilidade, seguran&ccedil;a, qualidade de vida e sossego como os principais motivos que os levaram a irem morar ou frequentar as praias deste munic&iacute;pio. Ainda em rela&ccedil;&atilde;o aos principais problemas das praias apontados pela popula&ccedil;&atilde;o, notam-se algumas diferen&ccedil;as espaciais na percep&ccedil;&atilde;o. Na praia do Franc&ecirc;s, onde a prote&ccedil;&atilde;o das Ilhas Maric&aacute;s minimiza a energia das ondas, este inconveniente tamb&eacute;m foi apontado, principalmente devido aos danos causados nos quiosques desta praia durante as maiores ressacas ocorridas. Nesta praia, por&eacute;m, o problema relativo ao mar era muitas vezes associado ao risco de afogamento. Na praia de Itaipua&ccedil;u e da Barra de Maric&aacute; at&eacute; Ponta Negra, a indica&ccedil;&atilde;o do mar e das ressacas como o maior problema estava quase sempre associado aos danos que as estascausaram e podem voltar a causar nas constru&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel afirmar, ainda, que a percep&ccedil;&atilde;o &eacute; espacialmente restrita visto que quase nenhum dos entrevistados tinha conhecimento da gravidade dos danos nas diferentes praias do munic&iacute;pio. Ou seja, ao serem perguntados sobre o local mais afetado citavam o local onde moravam ou trabalhavam e, eventualmente, citavam outra praia pr&oacute;xima. Tal aspecto pode ser justificado pela grande extens&atilde;o do arco praial dificultando o conhecimento mais global. Al&eacute;m disso, demonstra um aspecto comum relacionado &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que &eacute; a maior identidade com o espa&ccedil;o vivido.</p>     <p>Quanto &agrave; principal mudan&ccedil;a percebida na praia novamente a ressaca foi o aspecto mais citado pelos entrevistados no ano de 2003. A grande maioria dos entrevistados percebeu que a largura da praia se modificou desde que residem ou conhecem as praias de Maric&aacute;, notando tamb&eacute;m suas varia&ccedil;&otilde;es sazonais. Cinco entrevistados, sendo tr&ecirc;s destes moradores da praia da Barra de Maric&aacute; e Guaratiba e os outros dois moradores da praia de Itaipua&ccedil;u, acreditam que a largura da praia est&aacute; diminuindo gradativamente, sem reposi&ccedil;&atilde;o do estoque de sedimentos.</p>     <p>J&aacute; em 2015, quando questionados sobre a principal mudan&ccedil;a percebida na praia de Maric&aacute;, cinco entrevistados relataram ter notado diminui&ccedil;&atilde;o da faixa de areia ou avan&ccedil;o do mar em dire&ccedil;&atilde;o ao continente, enquanto outras tr&ecirc;s pessoas pensam que o mar se tornou mais calmo. Outras modifica&ccedil;&otilde;es, como o aumento da sujeira, maior viol&ecirc;ncia, crescimento urbano e aumento do n&uacute;mero de frequentadores tamb&eacute;m foram aspectos mencionados. Muitos afirmaram n&atilde;o ter notado nenhuma altera&ccedil;&atilde;o. Ao serem perguntados diretamente sobre mudan&ccedil;as na largura da praia, metade relatou ter percebido que a faixa de areia est&aacute; mais estreita do que h&aacute; alguns anos atr&aacute;s. Um dos entrevistados em Ponta Negra afirma que as dunas foram substitu&iacute;das por constru&ccedil;&otilde;es levando &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da largura da praia.</p>     <p>Esta percep&ccedil;&atilde;o de que a praia j&aacute; foi mais larga est&aacute; mais presente no trecho entre a Barra de Maric&aacute; e Ponta Negra do que entre Itaipua&ccedil;u e a praia do Franc&ecirc;s, onde apenas um dos seis entrevistados afirma ter notado diminui&ccedil;&atilde;o da largura da praia. Esta diferen&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o pode estar relacionada com diferen&ccedil;as geomorfol&oacute;gicas destas praias, uma vez que as praias entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra apresentam morfodin&acirc;mica intermedi&aacute;ria, enquanto que Itaipua&ccedil;u, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de granulometria grossa, &eacute; caracteriza por morfodin&acirc;mica refletiva. J&aacute; a praia do Franc&ecirc;s &eacute; mais protegida do que todo o restante do arco praial em fun&ccedil;&atilde;o da sombra das ilhas Maric&aacute;s, como j&aacute; mencionado, tornando esta praia menos din&acirc;mica do que as outras. Al&eacute;m disso, as praias compreendidas entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra foram mais impactadas pela forte ressaca de maio de 2001, o que pode ter influenciado esta vis&atilde;o de que a faixa de areia est&aacute; reduzindo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>b) A causa dos danos</b></p>     <p>Na praia de Itaipua&ccedil;u os entrevistados, tanto em 2003 como em 2015, relataram a ocorr&ecirc;ncia de diversas ressacas respons&aacute;veis pela destrui&ccedil;&atilde;o de ruas, muros e quiosques, destacando, aquelas ocorridas nos anos de 1995, 1996, 2001 e 2004. Alguns entrevistados afirmam que as ressacas ocorrem todos os anos. No segmento entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra quase todas as pessoas entrevistadas no ano de 2003 mencionaram apenas a ressaca ocorrida em maio 2001. De fato, os danos mais fortes j&aacute; observados, com destrui&ccedil;&atilde;o parcial ou total das constru&ccedil;&otilde;es, ocorreram nesta data. No entanto, as pessoas entrevistadas no ano de 2015 para este mesmo segmento da orla citaram, al&eacute;m desta ressaca de 2001, diversas outras, com destaque para aquelas ocorridas mais recentemente, tendo sido mencionados os anos de 2005 e 2010. Muitas pessoas n&atilde;o se lembravam do ano em que teria ocorrido a mais forte, demonstrando que, ap&oacute;s 14 anos deste evento de 2001, muitos n&atilde;o recordavam o ano que em que esta ocorreu; alguns eram moradores novos que n&atilde;o tiveram esta viv&ecirc;ncia, embora afirmem ter ouvido falar sobre uma forte ressaca no passado. Na praia do Franc&ecirc;s, onde os estragos foram pequenos ou ausentes, todos os entrevistados perceberam este menor impacto associando-o &agrave; prote&ccedil;&atilde;o fornecida pelas ilhas Maric&aacute;s. No entanto, nenhum deles, desta &uacute;ltima praia, aponta para a presen&ccedil;a das dunas ou para a posi&ccedil;&atilde;o das casas, mais afastadas da praia neste trecho do arco praial, como fatores essenciais para a diminui&ccedil;&atilde;o dos danos.</p>     <p>Nos dois anos em que as entrevistas foram aplicadas, grande parte desses participantes da pesquisa associa o problema das ressacas e dos danos ao aquecimento global, acreditando que este causa derretimento das calotas polares e, consequentemente, subida do n&iacute;vel do mar. A influ&ecirc;ncia da religi&atilde;o nas explica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m foi observada, como fica claro na fala de uma das entrevistadas em 2003 na praia de Itaipua&ccedil;u: <i>&ldquo;o que est&aacute; acontecendo est&aacute; escrito na B&iacute;blia, as &aacute;guas est&atilde;o retomando seu espa&ccedil;o&rdquo;</i>. Outras causas menos citadas foram a elevada exposi&ccedil;&atilde;o do litoral de Maric&aacute; &agrave;s fortes ondula&ccedil;&otilde;es, a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e o governo ruim. Em 2003, a proximidade das constru&ccedil;&otilde;es &agrave; praia tamb&eacute;m foi apontada como causa dos fortes danos por diversas pessoas, principalmente nas praias de Guaratiba e de Itaipua&ccedil;u. J&aacute; em 2015 praticamente todos os entrevistados culpam a pr&oacute;pria natureza e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas como respons&aacute;veis pelos danos causados pelas ressacas. Foram comuns respostas como &ldquo;o clima&rdquo;, &ldquo;a subida do n&iacute;vel do mar&rdquo;, &ldquo;o aquecimento global&rdquo;, &ldquo;fatores clim&aacute;ticos&rdquo;, &ldquo;a natureza&rdquo;. Somente um entrevistado citou o problema da invas&atilde;o irregular muito pr&oacute;ximo da orla e a destrui&ccedil;&atilde;o da restinga como respons&aacute;vel por este problema.</p>     <p><b>c) As poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para o problema</b></p>     <p>As solu&ccedil;&otilde;es apontadas pela popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionadas com a percep&ccedil;&atilde;o sobre as causas do problema. Neste sentido, por exemplo, as mesmas pessoas que apontaram como causa a proximidade das casas &agrave; praia, acreditam que uma das solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis seria a proibi&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana em toda a orla. No entanto, a maior parte dos entrevistados nos dois anos estudados aponta que obras realizadas pela prefeitura como obras de conten&ccedil;&atilde;o ou prote&ccedil;&atilde;o, a cria&ccedil;&atilde;o de um quebra-mar ou de um enrocamento ao longo da praia poderiam minimizar o impacto das ondas.</p>     <p>No ano de 2015, o quebra-mar foi citado por 13 entrevistados e a coloca&ccedil;&atilde;o de recifes artificiais no mar foi mencionado por 2 pessoas. Estas opini&otilde;es certamente t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o com projetos que v&ecirc;m sendo pensados pepelos gestores locais, como revelou a entrevista com o assessor da secretaria municipal. Apenas dois entrevistados citaram como poss&iacute;vel solu&ccedil;&atilde;o a retirada das casas que se localizam no perfil praial e o aumento da fiscaliza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s constru&ccedil;&otilde;es irregulares. Um dos entrevistados sugeriu o plantio de restinga. Assim, notase que a grande maioria tem opini&atilde;o favor&aacute;vel &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de obras &ldquo;duras&rdquo; pelo poder p&uacute;blico. Por outro lado, quase todos n&atilde;o acreditam na efic&aacute;cia das obras, como muros e aterros, que v&ecirc;m sendo efetuadas pelos moradores. No ano de 2015, das 12 pessoas que afirmaram ter executado obras, sete acreditavam que numa pr&oacute;xima ressaca a casa ou quiosque ser&atilde;o danificados novamente. Esta falta de confian&ccedil;a pode estar associada &agrave; aus&ecirc;ncia de estudos t&eacute;cnicos ou outro tipo de aux&iacute;lio profissional pr&eacute;vio &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o destas obras.</p>     <p><b>d) Sentimento de Risco</b></p>     <p>Quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do risco, os resultados das entrevistas revelaram que a grande maioria das pessoas acha que ocorrer&atilde;o novas ressacas. No ano de 2003, quase todas as pessoas entrevistadas nas praias de Itaipua&ccedil;u e entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra julgam que suas casas, a rua em frente ou os quiosques se encontram permanentemente em risco. Apenas na praia do Franc&ecirc;s a maioria dos entrevistados informou que n&atilde;o se sente em risco. Tal resultado condiz com o que foi encontrado por Lins-de-Barros (2005) quanto ao grau de risco, considerado baixo neste segmento do arco praial. Em 2015 apenas uma pessoa esperava que n&atilde;o voltariam a ocorrer fortes ressacas em Maric&aacute;. Ainda predomina, entre os moradores da Avenida Beira-Mar de Itaipua&ccedil;u e entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra, a sensa&ccedil;&atilde;o de risco de novos danos em caso de ressacas. Das 19 pessoas questionadas nas praias, sete acreditam que n&atilde;o ter&atilde;o suas casas ou quiosques danificados, enquanto os outros doze entrevistados afirmam que se sentem em risco em caso de novas ocorr&ecirc;ncias. Ainda assim, apenas tr&ecirc;s pessoas falaram que pretendem vender suas casas por causa dos fen&ocirc;menos referidos.</p>     <p>Notou-se ainda nas entrevistas que, geralmente, o trecho da praia mais pr&oacute;ximo da resid&ecirc;ncia ou local de trabalho do entrevistado era apontado como o mais deteriorado ou em situa&ccedil;&atilde;o de risco mais elevado. A grande maioria das pessoas entrevistadas na praia de Itaipua&ccedil;u n&atilde;o tinha conhecimento da gravidade dos estragos ocorridos nas praias entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra. Da mesma maneira quase nenhum dos entrevistados nestas &uacute;ltimas praias afirmou que ter conhecimento de danos na praia de Itaipua&ccedil;u.</p>     <p><b>e) A valoriza&ccedil;&atilde;o ou desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis na orla</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os danos sofridos pelas constru&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a ressaca ocorrida em maio de 2001 foram respons&aacute;veis por elvado preju&iacute;zo em fun&ccedil;&atilde;o das destrui&ccedil;&otilde;es, da realiza&ccedil;&atilde;o de obras, e ainda pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o das casas e terrenos. Nos casos extremos em que houve destrui&ccedil;&atilde;o total da constru&ccedil;&atilde;o (segmentos com dano muito forte) esta desvaloriza&ccedil;&atilde;o pode ser considerada de 100%. Por&eacute;m, de acordo com o grau de preju&iacute;zo sofrido e com a proximidade das &aacute;reas mais deterioradas, esta desvaloriza&ccedil;&atilde;o pode variar bastante.</p>     <p>Um aspecto frequentemente apontado pelos moradores em 2003, portanto 2 anos ap&oacute;s a ressaca de 2001, como intenso fator de desvaloriza&ccedil;&atilde;o das casas na orla, foi a destrui&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave;s casas, uma vez que a avenida Beira Mar foi totalmente arruinada em grandes trechos e nunca foi recuperada. No ano de 2003, 18 dos 20 entrevistados entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra alegaram que as casas sofreram desvaloriza&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, apenas a metade soube responder sobre o montante desta desvaloriza&ccedil;&atilde;o. Afirmaram, em sua maioria, que esta foi de 50% ou mais. Entrevistas nas imobili&aacute;rias revelaram igualmente que houve desvaloriza&ccedil;&atilde;o entre 30 e 70% dependendo da localiza&ccedil;&atilde;o e valor do im&oacute;vel.</p>     <p>Nos segmentos com danos forte ou muito forte, alguns propriet&aacute;rios e moradores afirmaram que as casas e terrenos localizados nas ruas mais internas vinham apresentando valoriza&ccedil;&atilde;o, visto que algumas pessoas passaram a dar prefer&ecirc;ncia a esta localiza&ccedil;&atilde;o em detrimento dos terrenos e casas da orla. Na praia de Itaipua&ccedil;u, onde a ressaca de 2001 n&atilde;o provocou estragos muito fortes, todos os moradores entrevistados afirmaram que n&atilde;o est&aacute; ocorrendo desvaloriza&ccedil;&atilde;o; pelo contr&aacute;rio, os terrenos e as casas da praia estariam valorizando devido ao intenso crescimento urbano. Nesta praia, as ressacas mais consider&aacute;veis, com destrui&ccedil;&atilde;o da Avenida Litor&acirc;nea e de diversos muros de casas, ocorreram h&aacute; cerca de vinte anos. Segundo a reportagem do Jornal O DIA, de setembro de 1996, nove im&oacute;veis foram abandonados depois de uma ressaca severa no extremo oeste desta praia e cotadas em R$ 25.000,00 passaram a custar apenas R$ 5.000,00.</p>     <p>Lins-de-Barros (2005a) e Lins-de-Barros et al (2003) apresentaram quantifica&ccedil;&atilde;o da desvaloriza&ccedil;&atilde;o ocorrida no trecho entre a Barra de Maric&aacute; e Ponta Negra logo ap&oacute;s a ressaca de 2001, alcan&ccedil;ando a cifra de 200.000,00 reais/km. Este valor, somado aos preju&iacute;zos indiretos pela realiza&ccedil;&atilde;o de obras, chega a 235.000,00 reais/km. O valor total do preju&iacute;zo, considerando as obras realizadas e a desvaloriza&ccedil;&atilde;o, foi de R$ 3.300.000,00. Deste total mais de 80% corresponde ao preju&iacute;zo causado pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o, o que demonstra a import&acirc;ncia deste processo.</p>     <p>No entanto, como apontado por Lins-de-Barros (2005b), esta desvaloriza&ccedil;&atilde;o foi, provavelmente, um problema mais presente nos dois primeiros anos ap&oacute;s a ressaca de 2001, quando ainda era poss&iacute;vel ver na praia alguns quiosques, casas e ruas destru&iacute;dos. Em 2003 alguns moradores j&aacute; afirmavam que as casas estavam voltando a se valorizar, visto que, segundo relatos, <i>&ldquo;as pessoas esquecem r&aacute;pido&rdquo;</i> e que <i>&ldquo;hoje, algu&eacute;m de fora n&atilde;o se lembra&rdquo;</i>. Passados 12 anos deste evento de 2001, as entrevistas confirmam que o sentimento de desvaloriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; mais t&atilde;o presente, uma vez que, com exce&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s moradores da praia de Cordeirinho e de um em Ponta Negra, todos os outros afirmam que est&aacute; ocorrendo valoriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis. No entanto, &eacute; interessante notar que estes quatro moradores vivem em Maric&aacute; h&aacute; mais de 10 anos e concordam com a valoriza&ccedil;&atilde;o que vem ocorrendo no munic&iacute;pio como um todo, mas alertam que <i>&ldquo;ningu&eacute;m quer comprar casa de frente ao mar, preferem s&oacute; perto&rdquo;</i> ou ainda que &ldquo;quem n&atilde;o conhece a praia ainda compra casas na beira-mar&rdquo;. Estas falas apontam para uma rela&ccedil;&atilde;o entre valor do im&oacute;vel &agrave; beira-mar e a percep&ccedil;&atilde;o do risco.</p>     <p>Este processo &eacute; discutido no modelo apresentado por McLaughlin <i>et al.</i>, 2002 (<a href="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a03f2.jpg" target="_blank">figura 2</a>), segundo o qual, o valor das propriedades se eleva gradualmente &agrave; medida que as propriedades se encontram mais pr&oacute;ximas da praia. O valor m&aacute;ximo, representado no modelo pelo n&uacute;mero 4, &eacute; atingido quando as casas encontram-se muito pr&oacute;ximas e possuem excelentes vistas para o mar. Por&eacute;m, na posi&ccedil;&atilde;o 5 do modelo, a percep&ccedil;&atilde;o do risco devido aos danos e marcas de eros&atilde;o causa uma queda no pre&ccedil;o das propriedades. A linha tracejada indica que o valor m&aacute;ximo das propriedades pode encontrar-se mais pr&oacute;ximo da costa quando existem obras costeiras. Tal processo tamb&eacute;m foi observado na praia de Ta&iacute;ba (Cear&aacute;, Brasil) por Modesto & Carmo (2014), onde, al&eacute;m da perda do valor paisag&iacute;stico devido aos preju&iacute;zos vis&iacute;veis, como a destrui&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e privado, a eros&atilde;o costeira tem sido respons&aacute;vel pela queda do valor dos im&oacute;veis e por gastos exorbitantes com a mitiga&ccedil;&atilde;o do avan&ccedil;o do mar.</p>     
<p>As entrevistas realizadas em Maric&aacute; apontaram para processo semelhante ao do modelo de McLaughlin et al. (2002) ap&oacute;s a ressaca de maio de 2001 mas atualmente, a grande diverg&ecirc;ncia nas respostas torna necess&aacute;rio o aprofundamento da pesquisa realizada por Linsde- Barros (2005a; 2005b), que incluiu dados dos valores de im&oacute;veis registrados na prefeitura e de imobili&aacute;rias.</p>     <p>Um aspecto muito interessante discutido por Pires <i>et al.</i> (2012) &eacute; a possibilidade de diminui&ccedil;&atilde;o do risco percebido como resultado da exposi&ccedil;&atilde;o continuada a situa&ccedil;&otilde;es de perigo.</p>     <p>Considerando que muitos dos entrevistados afirmam ter observado diversos eventos de ressaca do mar em Maric&aacute; e chegando alguns a afirmar que estas ocorrem todos os anos sendo, na opini&atilde;o destes, um aspecto natural, esta &eacute; uma hip&oacute;tese a ser considerada como explica&ccedil;&atilde;o do menor sentimento de desvaloriza&ccedil;&atilde;o percebido atualmente.</p>     <p><b>4.2 Formas de Adapta&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As observa&ccedil;&otilde;es realizadas em todo o arco praial durante os trabalhos de campo revelaram que o principal tipo de adapta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o foi a realiza&ccedil;&atilde;o de diversos tipos de obras pelos pr&oacute;prios moradores das casas ou pelos donos dos quiosques para conter a energia das ondas ou recuperar os danos sofridos. Trata-se, segundo as diferentes distin&ccedil;&otilde;es colocadas por Klein (2002), de uma adapta&ccedil;&atilde;o reativa, uma vez que ocorreu apenas ap&oacute;s um primeiro evento de ressaca, aut&ocirc;noma e baseada em interesses privados, uma vez que todas elas foram efetuadas pelos pr&oacute;prios moradores, sem qualquer tipo de orienta&ccedil;&atilde;o ou apoio governamental.</p>     <p>Al&eacute;m das obras em segmentos com danos muito fortes houve tamb&eacute;m o abandono de propriedades. Vale ressaltar que alguns destes segmentos severamente atingidos s&atilde;o ocupados predominantemente por casas de veraneio que, quando destru&iacute;das s&atilde;o mais facilmente abandonadas do que as casas de moradia permanente. Esta constata&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi observada em pesquisa sobre a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o face aos riscos costeiros na Ilha Comprida, no litoral sul de S&atilde;o Paulo (Modesto & Carmo, 2014).</p> As obras foram classificadas em dois principais tipos: obras de recupera&ccedil;&atilde;o e obras de prote&ccedil;&atilde;o (ver <i>Supporting Information VII</i>).     <p>Enquadram-se na primeira categoria aquelas obras que representam apenas uma recupera&ccedil;&atilde;o do que foi danificado (muro, escada, varanda, deque dos quiosques) sem a realiza&ccedil;&atilde;o de obras novas para prote&ccedil;&atilde;o futura.</p>     <p>O conjunto nomeado de obras de prote&ccedil;&atilde;o engloba quatro subtipos: os muros transversais, as obras de conten&ccedil;&atilde;o, os aterros e as obras mistas (ver <i>Supporting Information VII</i>). No primeiro, est&atilde;o inclu&iacute;dos muros de tijolos, muros de concreto, an&eacute;is de manilhas e enrocamentos. Foi considerada como conten&ccedil;&atilde;o a coloca&ccedil;&atilde;o de pneus, madeiras ou bambus para conter o deslizamento da escarpa da praia. No grupo dos aterros observaramse alguns constru&iacute;dos com areia da pr&oacute;pria praia e outros com barro e entulhos. Finalmente, as obras mistas s&atilde;o aquelas onde diversos materiais foram utilizados simultaneamente.</p>     <p>Nas fotos da Supporting Information VII &eacute; poss&iacute;vel observar que as obras foram realizadas na berma da praia, na frente das casas, isto &eacute;, avan&ccedil;ando em dire&ccedil;&atilde;o ao mar. Esta caracter&iacute;stica revela que n&atilde;o existiu uma tend&ecirc;ncia de recuo das constru&ccedil;&otilde;es, mas sim de seu avan&ccedil;o, o que significa um risco ainda mais elevado no caso de novas ressacas.</p>     <p>Na praia de Itaipua&ccedil;u, o &uacute;nico segmento que apresentou obras foi o que corresponde ao segmento com danos muito forte. No restante desta praia e na praia do Franc&ecirc;s a menor densidade urbana e a predomin&acirc;ncia de deteriora&ccedil;&otilde;es pouco intensas ou ausentes, resultaram na inexist&ecirc;ncia de obras de qualquer tipo.</p>     <p>Ao contr&aacute;rio, observa-se que entre a Barra de Maric&aacute; e a Ponta Negra houve uma enorme quantidade e variedade de obras. Neste trecho do litoral, aproximadamente em 42% de sua extens&atilde;o, verifica-se a presen&ccedil;a de obras. Predominam muros e conten&ccedil;&otilde;es, principalmente na praia de Guaratiba. A maior variedade de obras, com a presen&ccedil;a de diversas obras mistas, encontra-se na Barra de Maric&aacute;. Estas obras mistas s&atilde;o, geralmente, as de custo mais elevado, devido aos diversos tipos de materiais utilizados. A maior quantidade destas na praia da Barra de Maric&aacute; pode estar associada ao fato desta praia possuir maior quantidade de casas permanentes, ao contr&aacute;rio de Guaratiba e de Ponta Negra, que possuem, em sua maioria, casas de veraneio.</p>     <p>Um aspecto curioso, que merece ser destacado, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre a intensidade do dano sofrido e os tipos de obras constru&iacute;das pela popula&ccedil;&atilde;o, revelando uma percep&ccedil;&atilde;o diferenciada em rela&ccedil;&atilde;o ao risco, como mostra a <a href="#f3">figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a03f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se que quanto mais forte o dano sofrido maior &eacute; a tend&ecirc;ncia para se constru&iacute;rem obras mais "duras" ou r&iacute;gidas, enquanto que nos segmentos com danos moderados foi dada prefer&ecirc;ncia a obras de recupera&ccedil;&atilde;o e obras mais "leves" e menos agressivas, como os aterros.</p>     <p>Esteves <i>et al.</i> (1999), em trabalho semelhante desenvolvido no Balne&aacute;rio Hermenegildo, no Rio Grande do Sul, tamb&eacute;m aponta para o predom&iacute;nio de obras de prote&ccedil;&atilde;o como principal forma de adapta&ccedil;&atilde;o dos moradores &agrave; eros&atilde;o costeira, com destaque para a predomin&acirc;ncia de obras rigidas. Os autores ressaltam que as obras deveriam ter sido constru&iacute;das acima do local de alcance das ondas de tempestade, mas, ao contr&aacute;rio, assim como em Maric&aacute;, foram constru&iacute;das na faixa din&acirc;mica da praia, reduzindo a &aacute;rea de dissipa&ccedil;&atilde;o de energia das ondas e aumentando o risco em caso de novas ressacas. Da mesma maneira que em Maric&aacute;, os moradores do Balne&aacute;rio Hermenegildo efetuaram suas obras sem qualquer tipo de especifica&ccedil;&atilde;o ou acompanhamento t&eacute;cnico. Tal aspecto pode resultar em interfer&ecirc;ncias no balan&ccedil;o sedimentar no plano horizontal, como tamb&eacute;m pode gerar d&eacute;ficit vertical de sedimentos conforme &eacute; alertado por Koerner <i>et al.</i> (2013), tamb&eacute;m para o Balne&aacute;rio Hermenegildo.</p>     <p><b>4.3 Poder P&uacute;blico Local</b></p>     <p>Como j&aacute; mencionado, as adapta&ccedil;&otilde;es realizadas pela popula&ccedil;&atilde;o em toda a orla de Maric&aacute; n&atilde;o tiveram qualquer tipo de apoio ou suporte por parte do poder p&uacute;blico local. Nem mesmo a Avenida Beira Mar, danificada no ano de 2001, foi reconstitu&iacute;da. Em junho de 2015 foi realizada entrevista com o assessor da secretaria de meio-ambiente do munic&iacute;pio, Thiago de Paula. Segundo este, a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; a de que as ressacas s&atilde;o um evento natural extraordin&aacute;rio que, embora j&aacute; tenha destru&iacute;do constru&ccedil;&otilde;es na orla, n&atilde;o s&atilde;o amea&ccedil;as significativas. Em sua opini&atilde;o, as constru&ccedil;&otilde;es est&atilde;o localizadas atr&aacute;s da berma de tempestade, o que diminui o risco de ocorr&ecirc;ncia de danos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea, o entrevistado aponta que o munic&iacute;pio investiu na constru&ccedil;&atilde;o da Ponte da Barra de Maric&aacute;, inaugurada em 2014, que permite a abertura, quando necess&aacute;rio, do canal de mar&eacute; que liga a laguna de Maric&aacute; ao mar. Ao ser perguntado se foi verificada alguma altera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; largura das praias de Maric&aacute; nos &uacute;ltimos anos, Thiago afirmou que, considerando os estudos na regi&atilde;o, a longo prazo n&atilde;o h&aacute;, nas praias de Maric&aacute;, significativos processos de ganho ou perda de sedimentos. Para ele, os processos de redu&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o da zona da praia s&atilde;o din&acirc;micos, diminuindo nas ressacas e recompondo-se no per&iacute;odo subsequente. Faz apenas uma ressalva para Barra de Maric&aacute;, onde, segundo ele, em momentos de ressaca h&aacute; a transposi&ccedil;&atilde;o do cord&atilde;o litor&acirc;neo pelas ondas do mar, que depositam sedimentos na Lagoa, mas que provavelmente retornam nos momentos em que h&aacute; a abertura da Barra. Sobre a desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis associada &agrave; eros&atilde;o costeira foi afirmando que esta n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o levantada pela popula&ccedil;&atilde;o como um problema. Finalmente, o assessor apontou uma s&eacute;rie de medidas que o poder p&uacute;blico pode tomar em rela&ccedil;&atilde;o ao problema da eros&atilde;o costeira. Em primeiro lugar alega que deveria ser feito um diagn&oacute;stico dos processos hidrodin&acirc;micos e sedimentares na orla de Maric&aacute;, para embasar o zoneamento da orla. Se constada a perda de sedimentos, o que pode significar um recuo da linha da costa, cita quatro diferentes medidas que poderiam ser tomadas. A primeira seria utilizar sedimentos do mar territorial para engordamento da praia. A segunda seria a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas de arrecifes artificiais para disciplinar os processos de deriva litor&acirc;nea e a energia que chega &agrave;s praias. A terceira medida citada seria a abertura de canais para que sedimentos da lagoa pudessem chegar &agrave; zona da praia. Finalmente, destaca como quarta alternativa a cria&ccedil;&atilde;o de uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o municipal na orla de Maric&aacute;, que inclui o sistema lagunar e suas margens, as praias at&eacute; o limite da berma de tempestade, as ilhas Maric&aacute; e, na &aacute;rea oce&acirc;nica, 12 milhas n&aacute;uticas a contar da linha de base. Esta unidade seria financiada pelas empresas Rota3 Gasoduto, Comperj (emiss&aacute;rio submarino), Terminal Portu&aacute;rio de Ponta Negra, e empreendimento tur&iacute;stico da Restinga de Maric&aacute;, todas localizados na Zona Costeira de Maric&aacute;. A Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o, na opini&atilde;o do entrevistado, seria o instrumento de gest&atilde;o mais adequado para a orla de Maric&aacute;.</p>     <p><b>4.4. Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A partir da an&aacute;lise dos question&aacute;rios e dos levantamentos dos tipos de adapta&ccedil;&otilde;es realizadas merece aten&ccedil;&atilde;o primeiramente a import&acirc;ncia dada pelos propriet&aacute;rios locais ao fen&ocirc;meno da ressaca do mar. O perigo do mar &eacute; apontado pela maioria dos entrevistados como o principal problema da orla do munic&iacute;pio, vindo antes de quest&otilde;es urbanas comuns nas zonas costeiras, como a polui&ccedil;&atilde;o do mar e das praias, conflitos de uso e viol&ecirc;ncia. Outra constata&ccedil;&atilde;o importante &eacute; a aus&ecirc;ncia de medidas de recupera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o por parte do poder p&uacute;blico. Todas as obras realizadas foram feitas pelos propriet&aacute;rios ou donos de quiosques sem qualquer tipo de apoio da prefeitura. A maior parte das obras de prote&ccedil;&atilde;o efetuou-se na frente das constru&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes, ou seja, posicionando-se mais pr&oacute;ximo da berma da praia ou mesmo em cima desta.</p>     <p>Esta medida torna-se uma contradi&ccedil;&atilde;o, uma vez que, como foi apontado em trabalhos anteriores (Lins-de- Barros, 2005a; 2005b), a proximidade das constru&ccedil;&otilde;es ao perfil ativo da praia foi uma das principais causas dos fortes danos observados. Este resultado &eacute; divergente da afirma&ccedil;&atilde;o do assessor da secretaria de meioambiente do munic&iacute;pio de que as constru&ccedil;&otilde;es est&atilde;o localizadas atr&aacute;s da berma de tempestade. Al&eacute;m disso, os propriet&aacute;rios demonstraram inseguran&ccedil;a sobre a efici&ecirc;ncia das obras que eles mesmos realizaram, revelando a falta de orienta&ccedil;&atilde;o recebida. O resultado foi uma miscel&acirc;nea de medidas adaptativas tomadas de maneira individual e sem planejamento. Destaca-se, tamb&eacute;m, a forte influ&ecirc;ncia dos discursos atuais sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e subida do n&iacute;vel do mar na tentativa de explica&ccedil;&atilde;o da problem&aacute;tica por parte da popula&ccedil;&atilde;o. Pires et.al. (2012) em pesquisa sobre a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o na Costa de Caparica, Portugal, tamb&eacute;m apontam para o fraco conhecimento sobre as causas da eros&atilde;o costeira neste litoral, uma vez que a maioria dos entrevistados atribui a responsabilidade ao mar e, quando citam aspectos urbanos ou sociais, o fazem sem a devida complexidade e compreens&atilde;o. Ao atribu&iacute;rem as causas a fen&ocirc;menos naturais apenas, como a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica ou subida do n&iacute;vel do mar, a popula&ccedil;&atilde;o afasta de si e tamb&eacute;m do governo qualquer tipo de responsabilidade. Tal no&ccedil;&atilde;o, observada em Maric&aacute;, tanto em 2003 como em 2015, pode levar a um distanciamento da popula&ccedil;&atilde;o da realidade vivida por ela, tendo como consequ&ecirc;ncia o desinteresse na participa&ccedil;&atilde;o da governan&ccedil;a local. O assessor da secretaria entrevistado tamb&eacute;m minimiza as causas relativas aos fatores humanos, afirmando n&atilde;o existir interfer&ecirc;ncia da urbaniza&ccedil;&atilde;o na din&acirc;mica praial. A consequ&ecirc;ncia desta vis&atilde;o &eacute; a banaliza&ccedil;&atilde;o dos efeitos negativos das ressacas, ou seja, muitos entrevistados declararam que n&atilde;o h&aacute; nada a ser feito para solucionar o problema, uma vez que este faz parte da natureza do local.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de adapta&ccedil;&otilde;es efetuadas, ficou evidente a influ&ecirc;ncia da id&eacute;ia de batalha do homem com o mar, predominante no discurso sobre eros&atilde;o costeira desde o s&eacute;culo XIX com forte influ&ecirc;ncia da engenharia. A popula&ccedil;&atilde;o, em sua maioria, optou por provid&ecirc;ncias que visam impedir o avan&ccedil;o do mar com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma barreira, geralmente a partir de obras &ldquo;duras&rdquo;. Solu&ccedil;&otilde;es adaptativas, como o recuo da urbaniza&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o de faixas de prote&ccedil;&atilde;o, praticamente n&atilde;o foram mencionadas pela popula&ccedil;&atilde;o. J&aacute; o assessor da secretaria de meio-ambiente aponta quatro diferentes possibilidades para solucionar o problema, que incluiem obras leves, no caso do engordamento de praias, obras duras, como a coloca&ccedil;&atilde;o de arrecifes artificiais, obras de interfer&ecirc;ncia na hidrodin&acirc;mica do sistema praia-laguna, como a abertura de canais de mar&eacute; e ainda medidas de prote&ccedil;&atilde;o com a cria&ccedil;&atilde;o de uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ressalta-se que o assessor n&atilde;o considera, atualmente, a quest&atilde;o da eros&atilde;o costeira e danos subsequentes como prioridade, afirmando que n&atilde;o existe tend&ecirc;ncia de recuo da linha de costa e que os eventos de danos s&atilde;o espor&aacute;dicos. Nas entrevistas com a popula&ccedil;&atilde;o, praticamente todas as solu&ccedil;&otilde;es citadas se referem &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico, tendo sido mencionadas algumas das op&ccedil;&otilde;es apontadas pelo assessor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A orla do munic&iacute;pio de Maric&aacute;, de modo geral, &eacute; considerada como de elevada vulnerabilidade f&iacute;sica &agrave; eros&atilde;o costeira, em fun&ccedil;&atilde;o da forte exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s ondula&ccedil;&otilde;es do quadrante sul e de suas caracter&iacute;sticas geomorfol&oacute;gicas (Lins-de-Barros 2005a). Na d&eacute;cada de 1990, eventos de ressaca causaram fortes danos noticiados em jornais locais. No ano de 2001, ocorreram as maiores consequ&ecirc;ncias em termos de danos e preju&iacute;zos ap&oacute;s uma ressaca excepcionalmente forte. A praia parece ter recuperado, n&atilde;o configurando, portanto, tend&ecirc;ncia clara de eros&atilde;o costeira, conforme aponta Muehe (2011). Mesmo assim, diversas medidas adaptativas foram tomadas, de forma particular, pelos moradores ou propriet&aacute;rios de quiosques e casas de veraneio. Estas provid&ecirc;ncias, tomadas sem a devida orienta&ccedil;&atilde;o, parecem n&atilde;o ter aumentado de forma eficiente o sentimento de seguran&ccedil;a, uma vez que os resultados das entrevistas realizadas no presente estudo revelam que a popula&ccedil;&atilde;o que vive na orla de Maric&aacute; ainda se sente em risco em caso de novas ressacas, acreditando que suas propriedades poder&atilde;o sofrer novos danos. No entanto, a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pretende se mudar da orla de Maric&aacute; e, de modo geral, acredita que est&aacute; ocorrendo valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria no munic&iacute;pio. Esta percep&ccedil;&atilde;o parece demonstrar que o problema &eacute; visto como algo pontual que ocorre eventualmente. A rela&ccedil;&atilde;o entre a problem&aacute;tica e a ocupa&ccedil;&atilde;o inadequada da faixa din&acirc;mica da praia praticamente n&atilde;o foi apontada, embora tenha sido considerada uma das principais causas dos fortes danos por Lins-de-Barros (2005a).</p>     <p>Desde o ano de 2001 outras ressacas atingiram o litoral e causaram pequenos danos relatados pelos entrevistados. Embora eventos de maior magnitude possuam baixa frequ&ecirc;ncia, eles alertam para a possibilidade de novos danos e preju&iacute;zos. Diante desse cen&aacute;rio, e considerando o acelerado crescimento urbano do munic&iacute;pio de Maric&aacute;, assim como a previs&atilde;o de instala&ccedil;&atilde;o de grandes empreendimentos na orla deste, algumas considera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o apontadas:</p> <ul>       <li>A fraca presen&ccedil;a do poder p&uacute;blico no sentido de orientar, fiscalizar e acompanhar as medidas de adapta&ccedil;&atilde;o realizadas pelos moradores/propriet&aacute;rios teve como consequ&ecirc;ncia o adensamento urbano de forma desordenada, com ocupa&ccedil;&atilde;o na berma da praia em diversos trechos da orla, aumentando assim o risco em caso de novos eventos de ressaca. Assim, considera- se fundamental a ado&ccedil;&atilde;o de faixa de prote&ccedil;&atilde;o que impe&ccedil;a a constru&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncias, quiosques ou obras de prote&ccedil;&atilde;o na faixa din&acirc;mica da praia;</li>       <li>A vulnerabilidade deste litoral &agrave;s ressacas deve ser considerada nos licenciamentos ambientais de qualquer empreendimento a ser instalado na orla;</li>       <li>&Eacute; importante o aprofundamento de pesquisas sobre os efeitos de ressacas do mar nas praias de Maric&aacute; e tend&ecirc;ncias de evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa;</li>     </ul>     <p>O estabelecimento de maior di&aacute;logo entre poder p&uacute;blico, popula&ccedil;&atilde;o e especialistas contribuiria para a melhor compreens&atilde;o da problem&aacute;tica, orientando assim de forma mais adequada futuras a&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adger, W.N. (2001) - Scales of Governance and Environmental Justice for Adaptation and Mitigation of Climate Change. <i>Journal of International Development</i>, 13(7):921-931. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1002/jid.833" target="_blank">10.1002/jid.833</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418925&pid=S1646-8872201600020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Becker, Howard S. (1993) - <i>M&eacute;todos de Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais</i>. 178p, Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo, Brasil, ISBN: 8527102226&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418926&pid=S1646-8872201600020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boni, V.; Quaresma, S.J. (2005) - Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ci&ecirc;ncias Sociais. In: <i>Revista Eletr&ocirc;nica dos P&oacute;s-Graduandos em Sociologia Pol&iacute;tica da UFSC</i> (ISSN 1806-5023), 2(3):68-80. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese/article/viewFile/18027/16976" target="_blank">https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese/article/viewFile/18027/16976</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418927&pid=S1646-8872201600020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bulh&otilde;es, E.M.R.; Fernandez, G.B.; Oliveira Filho, S.R.; Pereira, T.G.; Rocha, T.B. (2014) - Impactos costeiros induzidos por ondas de tempestade entre o Cabo Frio e o Cabo B&uacute;zios, Rio de Janeiro, Brasil. <i>Quaternary and Environmental Geosciences</i>, 5(2):155-165. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/abequa/article/viewFile/36460/23638" target="_blank">http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/abequa/article/viewFile/36460/23638</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418928&pid=S1646-8872201600020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Carter, R.(1988) - <i>Coastal Environments &ndash; An Introduction to the Physical, Ecological and Cultural Systems of Coastlines</i>. 617 p. Ed. Academic Press, San Diego, California, U.S.A. ISBN: 0121618560</p>     <!-- ref --><p>Capel, H. (1985) - <i>La f&iacute;sica sagrada: creencias religiosas y teor&iacute;as cient&iacute;ficas en los or&iacute;genes de la geomorfologia espa&ntilde;ola, siglos XVII-XVIII</i>. 223p. Ediciones del Serbal, Barcelona, Espanha ISBN: 8476280068.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418930&pid=S1646-8872201600020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Corbin, A. (1989) - <i>O territ&oacute;rio do Vazio. A praia e o imagin&aacute;rio ocidental</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o Paulo Neves. 385p., Companhia das Letras, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 2080812181&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418932&pid=S1646-8872201600020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Clark J.R. (1996). - <i>Coastal Zone Management Handbook</i>. 693p. Ed. CRC Press, New York, U.S.A. ISBN: 1566700922&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418933&pid=S1646-8872201600020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dolan, A. H.; Walker, I. J. (2006) - Understanding vulnerability of coastal communities to climate change related risks. <i>Journal of Coastal Research</i>, (ISSN 0749-0208), SI39(3):1316-1323, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.cerf-jcr.org/images/stories/276_dolan.pdf" target="_blank">http://www.cerf-jcr.org/images/stories/276_dolan.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418934&pid=S1646-8872201600020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dronkers, J.; Gilbert, J.T.E.; Butler, L.W.; Carey, J.J.; Campbell, J.; James, E.; McKenzie, C.; Misdorp, R.; Quin, N.; Ries, K.L.; Schroder, P.C.; Spradley, J.R.; Titus, J.G..; Vallianos, L.; von Dadelszen. J. (1990) - <i>Strategies for Adaption to Sea Level Rise</i>. Report of the IPCC Coastal Zone Management Subgroup: Intergovernmental Panel on Climate Change. Geneva: Intergovernmental Panel on Climate Change. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://papers.risingsea.net/federal_reports/IPCC-1990-adaption-to-sea-levelrise.pdf" target="_blank">http://papers.risingsea.net/federal_reports/IPCC-1990-adaption-to-sea-levelrise.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418935&pid=S1646-8872201600020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ekman, M. (2009) - <i>The Changing Level of the Baltic Sea during 300 Years: A Clue to Understanding the Earth</i>. 155p., Summer Institute for Historical Geophysics, &Aring;land Islands. ISBN 978- 9529252411. Dispon&iacute;vel on-line em: <a href="http://www.historicalgeophysics.ax/The%20Changing%20Level%20of%20the%20Baltic%20Sea.pdf" target="_blank">http://www.historicalgeophysics.ax/The Changing Level of the Baltic Sea.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418936&pid=S1646-8872201600020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Esteves, L.S.; Vanz, A.; Silva, A.R.P.; Pivel, M.A.G.; Erthal, S.; Barletta, R.C.; Vranjac, M.P.; Oliveira, U.R. (1999) - Caracteriza&ccedil;&atilde;o das obras de prote&ccedil;&atilde;o costeira no balne&aacute;rio do Hermenegildo, RS, Brasil. <i>VII Congresso da ABEQUA</i>, Porto Seguro, BA, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_heo001.pdf" target="_blank">http://www.abequa.org.br/trabalhos/viiabequa_heo001.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418937&pid=S1646-8872201600020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (2000) - Sinopse Preliminar do Censo Demogr&aacute;fico. <i>XI Recenseamento Geral do Brasil</i>. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">www.ibge.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418938&pid=S1646-8872201600020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ireland, S. (1989) - The Holocene Sedimentary History of the Coastal Lagoons of Rio de Janeiro State, Brazil. In: Michael Tooley & Ian Shennan (org.), <i>Sea-Level Changes</i>. pp.25-66, Institute of Britsh Geographers (Special Publications Series).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418940&pid=S1646-8872201600020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kate, R.W. (1967) - The perception of storm hazard on the shores of megalopolis. <i>Environmental, Perception and Behavior</i>. pp.60- 74, University of Chicago, Department of Geography, Research Paper n&ordm;109, American Geographical Society, Chicago, U.S.A. Dispon&iacute;vel on line em <a href="http://rwkates.org/pdfs/a1967.03.pdf" target="_blank">http://rwkates.org/pdfs/a1967.03.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418942&pid=S1646-8872201600020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Komar, P. (1976) - <i>Beach Process and Sedimentation</i>. 428p., Prentice- Hall, INC. Englewood Cliffs, New Jersey, U.S.A., ISBN 978-0130725950.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418943&pid=S1646-8872201600020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Klein, R.J.; Smit, M.J.; Hasse, G.; Hulsbergen, C. (1998) - Resiliense and Vulnerability: Coastal Dynamics or Duth Dikes? <i>The Geographical Journal</i>, 164(3):259-268. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2307/3060615" target="_blank">10.2307/3060615</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418945&pid=S1646-8872201600020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klein, R.J.T. (2002) - <i>Coastal Vulnerability, Resilience and Adaptation to climate: an interdisciplinary perspective</i>. 40p., PhD Thesis, Christian-Albrechts-Universit&auml;t, Kiel, Germany. <i>Unpublished</i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418946&pid=S1646-8872201600020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Koerner, K.F.; Oliveira, U.R.Gon&ccedil;alves, G. (2013) - Efeito de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o costeira sobre a linha de costa: Balne&aacute;rio Hermenegildo, Rio Grande do Sul, Brasil. <i>Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 13(4):457-471. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5894/rgci405" target="_blank">10.5894/rgci405</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418947&pid=S1646-8872201600020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamego, A.R. (1945) - <i>Ciclo Evolutivo das Lagunas Fluminenses</i>. 48p., Minist&eacute;rio da Agricultura, Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral, Divis&atilde;o de Geologia e Mineralogia, Rio de Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418948&pid=S1646-8872201600020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lins-de-Barros, F.M. (2009) - Gest&atilde;o Costeira e vulnerabilidade: conceitos, abordagens e avan&ccedil;os. <i>Candel&aacute;ria - Revista do Instituto de Humanidades</i> (ISSN: 1807-4170), 10:55-70, Universidade C&acirc;ndido Mendes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418950&pid=S1646-8872201600020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lins-de-Barros, F.M. (2005a) - <i>Risco e Vulnerabilidade &agrave; Eros&atilde;o Costeira no Munic&iacute;pio de Maric&aacute;</i>. 147p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia (PPGG / UFRJ), Rio de Janeiro. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://objdig.ufrj.br/16/teses/648563.pdf" target="_blank">http://objdig.ufrj.br/16/teses/648563.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418952&pid=S1646-8872201600020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lins-de-Barros, F.M. (2005b) &Aacute;reas cr&iacute;ticas e de risco potencial &agrave; eros&atilde;o costeira no Munic&iacute;pio de Maric&aacute;, Rio de Janeiro. Resumo Expandido. <i>Anais do X Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira do Quatern&aacute;rio &ndash; ABEQUA</i>. Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira do Quatern&aacute;rio &ndash; ABEQUA. Guarapari, ES, Brasil, CD-Rom.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lins-de-Barros, F.; Muehe, D.; Roso R.H. (2003) Eros&atilde;o e Danos na Orla Costeira do Munic&iacute;pio de Maric&aacute;, Rio de Janeiro. <i>II Congresso de Planejamento e Gest&atilde;o das Zonas Costieras dos Pa&iacute;ses de Express&atilde;o Portuguesa</i>, Recife, Pernambuco, Brasil, CD-Rom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418954&pid=S1646-8872201600020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Modesto, F.; Carmo, R.L. (2012) - Riscos ambientais, percep&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o em zonas costeiras: o caso de Ilha Comprida. <i>Revista Espinha&ccedil;o</i> (ISSN: 2317-0611), 3(1):24-42, Diamantina, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.cantacantos.com.br/revista/index.php/espinhaco/article/view/309" target="_blank">http://www.cantacantos.com.br/revista/index.php/espinhaco/article/view/309</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418956&pid=S1646-8872201600020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martin L.; Suguio K (1989) - Excursion route along the Brazilian coast between Santos (State of S&atilde;o Paulo) and Campos (State of Rio de Janeiro). International symposium on global changes in South America during the Quaternary. S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418957&pid=S1646-8872201600020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McLaughlin, S.; McKenna, J.; Cooper, J.A.G. (2002) - Socio- Economic Data in coastal Vulnerability Indices: Constraints and Opportunities. <i>Journal of Coastal Research</i>, (ISSN 0749-0208), Special Issue,36:487-497, Florida, USA. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.cerf-jcr.org/index.php/international-coastal-symposium/ics-2002n-ireland/276-socio-economic-data-in-coastal-vulnerability-indices-constraints-and-opportunities-mclaughlin-mckenna-a-cooper-pp-487-497" target="_blank">http://www.cerf-jcr.org/index.php/international-coastal-symposium/ics-2002n-ireland/276-socio-economic-data-in-coastal-vulnerability-indices-constraints-and-opportunities-mclaughlin-mckenna-a-cooper-pp-487-497</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418959&pid=S1646-8872201600020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McFadden, L. (2007) - Vulnerability analysis: a useful concept for coastal managemet. In: McFadden, Nicholls, R.J., Penning- Rowsell, E. (eds.), <i>Managing Coastal Vulnerability</i>, Elselvier, Oxford, UK. ISBN: 978-0080447032&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418960&pid=S1646-8872201600020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mitchell, J.K. (1974) - <i>Community Response to Coastal Erosion: Individual and Collective adjustments to Hazard on the Atlantic Shore</i>. 209p., Department of Geography. The University of Chicago, Chicago. ISBN:155-5036213430&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418961&pid=S1646-8872201600020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2011) - Eros&atilde;o Costeira - Tend&ecirc;ncia ou Eventos Extremos? O Litoral entre Rio de Janeiro e Cabo Frio, Brasil. <i>Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 11(3):315-235. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5894/rgci282" target="_blank">10.5894/rgci282</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418962&pid=S1646-8872201600020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2006) - Apresenta&ccedil;&atilde;o. In: Muehe, D. (org.), <i>Eros&atilde;o e Prograda&ccedil;&atilde;o no Litoral Brasileiro</i>, Bras&iacute;lia: MMA ISBN: 8577380289&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418963&pid=S1646-8872201600020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2001) - Crit&eacute;rios Morfodin&acirc;micos para o Estabelecimento de limites da Orla Costeira para fins de Gerenciamento. <i>Revista Brasileira de Geomorfologia</i>, 2(1):35-44. Porto Alegre, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.ugb.org.br/home/artigos/SEPARATAS_RBG_Ano_2001/Revista2_Artigo03_2001.pdf" target="_blank">http://www.ugb.org.br/home/artigos/SEPARATAS_RBG_Ano_2001/Revista2_Artigo03_2001.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418964&pid=S1646-8872201600020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (1994) - Geomorfologia Costeira. In: A.T. Guerra & S. Baptista (Org), <i>Geomorfologia: uma atualiza&ccedil;&atilde;o de bases e conceitos</i>, pp.253-308, Bertrand Brasil, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8528603261&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418965&pid=S1646-8872201600020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D.; Valentni, E. (1998) - <i>O Litoral do Estado do Rio de Janeiro: uma caracteriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sico-ambiental</i>, 99p., Ed. FEMAR, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, ISBN: 8585966092&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418966&pid=S1646-8872201600020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe D.; Corr&ecirc;a, CHT (1989) - Din&acirc;mica de praia e transporte de sedimentos ao longo da restinga da Massambaba. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 10(3):387-392, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418967&pid=S1646-8872201600020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Muehe D (1979) - Sedimentology and topography of a high energy coastal environment between Rio de Janeiro and Cabo Frio - Brazil. <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</i>, 51(3):473- 481, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418969&pid=S1646-8872201600020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pires, I.; Craveiro, J.; Antunes, O. (2012) - Artificializa&ccedil;&atilde;o do solo e Vulnerabilidade Humana em duas zonas sujeitas a processos de eros&atilde;o costeira: casos de estudo da Costa da Caparica e Espinho (Portugal). <i>Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 12(3):277-290. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5894/rgci405" target="_blank">10.5894/rgci405</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418971&pid=S1646-8872201600020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ricketts, P. J. (1986) - National policy and management responses to the hazard of coastal erosion in Britain and the United States. Applied Geography, 6:197-221. Elsevier,New Yourk, USA DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0143-6228(86)90002-0" target="_blank">10.1016/0143-6228(86)90002-0</a></p>     <!-- ref --><p>Torres, H.G. (2000) - A demografia do risco ambiental. In: H. Torres & H. Costa (org.), <i>Popula&ccedil;&atilde;o e Meio Ambiente: Debates e Desafios</i>, pp.53-72, Editora Senac, S&atilde;o Paulo, Brasil, ISBN: 8573591048&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418973&pid=S1646-8872201600020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tuan, Yi-Fu (2012) - <i>Topofilia - um estudo da percep&ccedil;&atilde;o, atitudes e valores do meio ambiente</i>. 342p., Eduel, Londrina, Paran&aacute;, Brasil, ISBN: 8572166270&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418974&pid=S1646-8872201600020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vellinga, P; Klein, R. (1993) - Climate Change, Sea Level Rise and Integrated Coastal Zone Management: An IPCC Approach. <i>Ocean & Coastal Management</i>, 21(1-3):245-268. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0964-5691(93)90029-X" target="_blank">10.1016/0964-5691(93)90029-X</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418975&pid=S1646-8872201600020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Velho, G. (2003) - Um antrop&oacute;logo na cidade. 260p., Editora Zahar, Rio de Janeiro, Brasil. ISBN: 978-8537810286&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1418976&pid=S1646-8872201600020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Decreto-Lei n&ordm;5300 de 8 de dezembro de 2004. Regulamenta a Lei no 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC, disp&otilde;e sobre regras de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira e estabelece crit&eacute;rios de gest&atilde;o da orla mar&iacute;tima.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission:9 MAR 2015; Peer review: 12 APR 2015; Revised: 20 AUG 2015; Accepted: 12 OCT 2015; Available on-line: 26 OCT 2015</p>     <p><b>Anexo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This article contains supporting information online at <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-591_Lins-de-Barros_Supporting-Information.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-591_Lins-de-Barros_Supporting-Information.pdf</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Adger]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scales of Governance and Environmental Justice for Adaptation and Mitigation of Climate Change]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of International Development]]></source>
<year>2001</year>
<volume>13</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>921-931</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[Howard S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais]]></source>
<year>1993</year>
<edition>Editora Hucitec</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boni]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quaresma]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC]]></source>
<year>2005</year>
<volume>2</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>68-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bulhões]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.M.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impactos costeiros induzidos por ondas de tempestade entre o Cabo Frio e o Cabo Búzios, Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Quaternary and Environmental Geosciences]]></source>
<year>2014</year>
<volume>5</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>155-165</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carter]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coastal Environments: An Introduction to the Physical, Ecological and Cultural Systems of Coastlines]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[San Diego^eCalifornia California]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Capel]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La física sagrada: creencias religiosas y teorías científicas en los orígenes de la geomorfologia española, siglos XVII-XVIII]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ediciones del Serbal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corbin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O território do Vazio: A praia e o imaginário ocidental]]></source>
<year>1989</year>
<edition>Companhia das Letras</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo^eSP SP]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coastal Zone Management Handbook]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. CRC Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding vulnerability of coastal communities to climate change related risks]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2006</year>
<volume>SI39</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>1316-1323</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dronkers]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.T.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Butler]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carey]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[James]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKenzie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Misdorp]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quin]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ries]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schroder]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spradley]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Titus]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vallianos]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[von Dadelszen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strategies for Adaption to Sea Level Rise]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Intergovernmental Panel on Climate Change]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ekman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Changing Level of the Baltic Sea during 300 Years: A Clue to Understanding the Earth]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[Summer Institute for Historical Geophysics]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Esteves]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vanz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pivel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erthal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barletta]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vranjac]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização das obras de proteção costeira no balneário do Hermenegildo, RS, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1999</year>
<conf-name><![CDATA[VII Congresso da ABEQUA]]></conf-name>
<conf-loc>Porto Seguro BA</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sinopse Preliminar do Censo Demográfico]]></article-title>
<source><![CDATA[XI Recenseamento Geral do Brasil]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ireland]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Holocene Sedimentary History of the Coastal Lagoons of Rio de Janeiro State, Brazil]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Tooley]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shennan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sea-Level Changes]]></source>
<year>1989</year>
<page-range>25-66</page-range><publisher-name><![CDATA[Institute of Britsh Geographers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kate]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The perception of storm hazard on the shores of megalopolis]]></article-title>
<source><![CDATA[Environmental, Perception and Behavior]]></source>
<year>1967</year>
<page-range>60-74</page-range><publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Chicago, Department of GeographyAmerican Geographical Society]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Komar]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Beach Process and Sedimentation]]></source>
<year>1976</year>
<publisher-loc><![CDATA[Englewood Cliffs^eNew Jersey New Jersey]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice- Hall, INC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smit]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hasse]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hulsbergen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resiliense and Vulnerability: Coastal Dynamics or Duth Dikes?]]></article-title>
<source><![CDATA[The Geographical Journal]]></source>
<year>1998</year>
<volume>164</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>259-268</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.J.T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coastal Vulnerability, Resilience and Adaptation to climate: an interdisciplinary perspective]]></source>
<year>2002</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koerner]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito de estruturas de contenção à erosão costeira sobre a linha de costa: Balneário Hermenegildo, Rio Grande do Sul, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gestão Costeira Integrada]]></source>
<year>2013</year>
<volume>13</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>457-471</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lamego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ciclo Evolutivo das Lagunas Fluminenses]]></source>
<year>1945</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Agricultura, Departamento Nacional de Produção Mineral, Divisão de Geologia e Mineralogia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lins-de-Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão Costeira e vulnerabilidade: conceitos, abordagens e avanços]]></article-title>
<source><![CDATA[Candelária - Revista do Instituto de Humanidades]]></source>
<year>2009</year>
<volume>10</volume>
<page-range>55-70</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Cândido Mendes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lins-de-Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Risco e Vulnerabilidade à Erosão Costeira no Município de Maricá]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lins-de-Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Áreas críticas e de risco potencial à erosão costeira no Município de Maricá, Rio de Janeiro: Resumo Expandido]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais do]]></source>
<year>2005</year>
<conf-name><![CDATA[X Congresso da Associação Brasileira do Quaternário - ABEQUA]]></conf-name>
<conf-loc>Guarapari ES</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lins-de-Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roso]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Erosão e Danos na Orla Costeira do Município de Maricá, Rio de Janeiro]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2003</year>
<conf-name><![CDATA[II Congresso de Planejamento e Gestão das Zonas Costieras dos Países de Expressão Portuguesa]]></conf-name>
<conf-loc>Recife Pernambuco</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Modesto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Riscos ambientais, percepção e adaptação em zonas costeiras: o caso de Ilha Comprida]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Espinhaço]]></source>
<year>2012</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>24-42</page-range><publisher-loc><![CDATA[Diamantina ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Suguio]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Excursion route along the Brazilian coast between Santos (State of São Paulo) and Campos (State of Rio de Janeiro)]]></source>
<year>1989</year>
<conf-name><![CDATA[ International symposium on global changes in South America during the Quaternary]]></conf-name>
<conf-loc>São Paulo SP</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLaughlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKenna]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.A.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Socio- Economic Data in coastal Vulnerability Indices: Constraints and Opportunities]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2002</year>
<volume>36</volume>
<page-range>487-497</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McFadden]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vulnerability analysis: a useful concept for coastal managemet]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[McFadden]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nicholls]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Penning- Rowsell]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Managing Coastal Vulnerability]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Elselvier]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Community Response to Coastal Erosion: Individual and Collective adjustments to Hazard on the Atlantic Shore]]></source>
<year>1974</year>
<publisher-name><![CDATA[Department of Geography. The University of Chicago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Erosão Costeira: Tendência ou Eventos Extremos? O Litoral entre Rio de Janeiro e Cabo Frio, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gestão Costeira Integrada]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>315-235</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Apresentação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Erosão e Progradação no Litoral Brasileiro]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Critérios Morfodinâmicos para o Estabelecimento de limites da Orla Costeira para fins de Gerenciamento]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geomorfologia]]></source>
<year>2001</year>
<volume>2</volume><volume>Porto Alegre</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geomorfologia Costeira]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baptista]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>253-308</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bertrand Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valentni]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Litoral do Estado do Rio de Janeiro: uma caracterização físico-ambiental]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro^eRJ RJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. FEMAR]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[CHT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmica de praia e transporte de sedimentos ao longo da restinga da Massambaba]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geociências]]></source>
<year>1989</year>
<volume>10</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>387-392</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sedimentology and topography of a high energy coastal environment between Rio de Janeiro and Cabo Frio - Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais da Academia Brasileira de Ciências]]></source>
<year>1979</year>
<volume>51</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>473- 481</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pires]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Craveiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artificialização do solo e Vulnerabilidade Humana em duas zonas sujeitas a processos de erosão costeira: casos de estudo da Costa da Caparica e Espinho (Portugal)]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Integrated Coastal Zone Management / Revista da Gestão Costeira Integrada]]></source>
<year>2012</year>
<volume>12</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>277-290</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricketts]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[National policy and management responses to the hazard of coastal erosion in Britain and the United States]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Geography]]></source>
<year>1986</year>
<volume>6</volume>
<page-range>197-221</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Elsevier]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A demografia do risco ambiental]]></article-title>
<source><![CDATA[População e Meio Ambiente: Debates e Desafios]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>53-72</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Senac]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tuan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Yi-Fu]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londrina^eParaná Paraná]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Eduel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vellinga]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Climate Change, Sea Level Rise and Integrated Coastal Zone Management: An IPCC Approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Ocean & Coastal Management]]></source>
<year>1993</year>
<volume>21</volume>
<numero>1-3</numero>
<issue>1-3</issue>
<page-range>245-268</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Velho]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Um antropólogo na cidade]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
