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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Papel das Mulheres na Pesca Artesanal Marinha: Estudo de uma Comunidade Pesqueira no Município de Rio das Ostras, RJ, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Women Role of the Marine Artisanal Fishery: A Study of a Fishery Community of the City of Rio das Ostras, RJ, Brazil Fisheries, particularly artisanal, have been subject of growing interest in the scientific community. More recently, the interest about the role of fishermen, their perceptions and rationalities in relation to natural resources and ecosystem services have been integrated into the scientific agendas. In this context, the place and the role of women in fisheries and environmental preservation are relatively invisible. This study aims to contribute to this visibility at the level of marine artisanal fisheries in the small community of Rio das Ostras (Rio de Janeiro, Brazil). ). This study intends to know the artisanal fishermen community of Rio das Ostras, characterizing the division of local labour as much as to understand the perceptions that men and women of this community have on the relationship between women and small-scale fishing and how this context is valued and recognized. The research was conducted using qualitative methods, based on the Grounded Theory and the principles of Participatory Rapid Assessment. Primary data were collected through observation, interviews and participatory tools, and the sample was built using snowball and theoretical technics. The data were coded, categorized and triangulated. The analysis allows us to conclude that the role of women in the fishing community of Rio das Ostras, covers the implementation of multiple activities, based on sexual division of labor. Despite the extensive daily journey devoted to productive and reproductive work, such actions are recognized merely as a "help", although it significantly contributes to the family budget. This perspective undermines the visibility of women before the local community as well as the appreciation of their social role, as much as in the environmental preservation and sustainability as well as in the social and cultural changes in the local community.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p>     <p><b>O Papel das Mulheres na Pesca Artesanal Marinha: Estudo de uma Comunidade Pesqueira no Munic&iacute;pio de Rio das Ostras, RJ, Brasil</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>The Women Role of the Marine Artisanal Fishery: A Study of a Fishery Community of the City of Rio das Ostras, RJ, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mar&iacute;lia Fonseca<sup>@, 1</sup>; F&aacute;tima Alves<sup>2, 3</sup>; M&aacute;rcio Chagas Macedo<sup>4</sup>; Ulisses M. Azeiteiro<sup>5, 6</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author to whom correspondence should be addressed    <br>     <sup>1</sup>Universidade Aberta, Departamento de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Pal&aacute;cio da Ceia, Rua da Escola Polit&eacute;cnica, 141 &ndash; 147. 1269-001 Lisboa, Portugal. e-mail: &lt;<a href="mailto:mariliafonseca2013@gmail.com">mariliafonseca2013@gmail.com</a>&gt;.    <br>     <sup>2</sup>Universidade Aberta, Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais e de Gest&atilde;o, Pal&aacute;cio Ceia, Rua da Escola Polit&eacute;cnica, 141 &ndash; 147. 1269-001 Lisboa, Portugal; e-mail: &lt;<a href="mailto:fatimaa@uab.pt">fatimaa@uab.pt</a>&gt;    <br>     <sup>3</sup>Centro de Estudos das Migra&ccedil;&otilde;es e das Rela&ccedil;&otilde;es Interculturais, Universidade Aberta e Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra.    <br>     <sup>4</sup>Universidade Federal do Rio de Janeiro. Laborat&oacute;rio de Biologia e Tecnologia Pesqueira. R. Prof. Rodolpho Paulo Rocco, s/n., Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Bloco A, subsolo: e-mail: &lt;<a href="mailto:morcego84.2@gmail.com">morcego84.2@gmail.com</a>&gt;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>5</sup>Universidade Aberta, Departamento de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Pal&aacute;cio Ceia, Rua da Escola Polit&eacute;cnica, 141 &ndash; 147. 1269-001 Lisboa, Portugal. e-mail: &lt;<a href="mailto:ulisses@uab.pt">ulisses@uab.pt</a>&gt;    <br>     <sup>6</sup>Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As pescas, particularmente a artesanal, t&ecirc;m sido alvo de interesse crescente pela comunidade cient&iacute;fica. Mais recentemente, o interesse em torno da compreens&atilde;o do papel dos pescadores, suas percep&ccedil;&otilde;es e racionalidades na rela&ccedil;&atilde;o com os recursos naturais e servi&ccedil;os de ecossistema tem vindo a ser integrado nas agendas cient&iacute;ficas. Neste contexto, o lugar e o papel das mulheres na pesca e na preserva&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o relativamente invis&iacute;veis. Este trabalho procura contribuir para essa visibilidade no &acirc;mbito da atividade pesqueira artesanal marinha, tomando como campo de an&aacute;lise uma comunidade de Rio das Ostras (Rio de Janeiro, Brasil). Neste estudo procuramos conhecer a comunidade de pescadores artesanais de Rio de Ostras, caracterizar a divis&atilde;o do trabalho local, mas, sobretudo compreender as percep&ccedil;&otilde;es que homens e mulheres desta comunidade t&ecirc;m sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre essas e a pesca artesanal e como este v&iacute;nculo &eacute; reconhecido e valorizado. A pesquisa foi realizada utilizando m&eacute;todos de abordagem qualitativa, cujo referencial metodol&oacute;gico est&aacute; pautado na Teoria Fundamentada nos Dados e nos princ&iacute;pios do Diagn&oacute;stico R&aacute;pido Participativo. Coletaram-se os dados prim&aacute;rios por meio da observa&ccedil;&atilde;o, entrevistas e ferramentas participativas, em amostragens tipo bola de neve e te&oacute;rica. Os dados foram codificados, categorizados e triangulados. A an&aacute;lise nos permite concluir que, o papel delas na comunidade pesqueira de Rio das Ostras, abrange a efetua&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas atividades, motivadas pela divis&atilde;o sexual do trabalho. Apesar da extensa jornada di&aacute;ria dedicada aos trabalhos produtivo e reprodutivo, tal atua&ccedil;&atilde;o &eacute; reconhecida como &ldquo;ajuda&rdquo;, ainda que contribua significativamente para o or&ccedil;amento e gest&atilde;o familiar. Tal perspectiva enfraquece a visibilidade das mulheres perante a comunidade local, bem como a valoriza&ccedil;&atilde;o dos seus papeis sociais quer ao n&iacute;vel da preserva&ccedil;&atilde;o ambiental e sustentabilidade, quer na mudan&ccedil;a social e cultural local.</p>     <p><b>Palavras Chave:</b> Atividade pesqueira artesanal, G&ecirc;nero, Percep&ccedil;&otilde;es, Invisibilidade.</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Women Role of the Marine Artisanal Fishery: A Study of a Fishery Community of the City of Rio das Ostras, RJ, Brazil Fisheries, particularly artisanal, have been subject of growing interest in the scientific community. More recently, the interest about the role of fishermen, their perceptions and rationalities in relation to natural resources and ecosystem services have been integrated into the scientific agendas. In this context, the place and the role of women in fisheries and environmental preservation are relatively invisible. This study aims to contribute to this visibility at the level of marine artisanal fisheries in the small community of Rio das Ostras (Rio de Janeiro, Brazil). ). This study intends to know the artisanal fishermen community of Rio das Ostras, characterizing the division of local labour as much as to understand the perceptions that men and women of this community have on the relationship between women and small-scale fishing and how this context is valued and recognized. The research was conducted using qualitative methods, based on the Grounded Theory and the principles of Participatory Rapid Assessment. Primary data were collected through observation, interviews and participatory tools, and the sample was built using snowball and theoretical technics. The data were coded, categorized and triangulated. The analysis allows us to conclude that the role of women in the fishing community of Rio das Ostras, covers the implementation of multiple activities, based on sexual division of labor. Despite the extensive daily journey devoted to productive and reproductive work, such actions are recognized merely as a "help", although it significantly contributes to the family budget. This perspective undermines the visibility of women before the local community as well as the appreciation of their social role, as much as in the environmental preservation and sustainability as well as in the social and cultural changes in the local community.</p>     <p><b>Keywords:</b> Artisanal Fisheries, Gender, Perceptions, Invisibility</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>No Brasil, alguns acontecimentos fomentaram o cadastramento e o recrutamento dos homens &agrave; pesca ao longo da hist&oacute;ria, configurando-se como determinantes para a invisibilidade das mulheres no contexto da pesca artesanal nacional. Entre 1840 e 1930, o Minist&eacute;rio da Marinha esteve &agrave; frente de tudo que fosse relacionado com a atividade pesqueira no Brasil, inclusive com rela&ccedil;&atilde;o aos profissionais desse setor. Ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o das Capitanias dos Portos e Costas e Distritos de Pesca (1846) o cadastramento dos pescadores tinha, sobretudo, o objetivo de defesa de territ&oacute;rio. O programa da miss&atilde;o do cruzador Jos&eacute; Bonif&aacute;cio de organizar as Col&ocirc;nias de Pesca, realizada de 1919 a 1923, apresenta a necessidade de uma robusta defesa naval a baixo custo, sendo o desenvolvimento da ind&uacute;stria pesqueira uma estrat&eacute;gia para organiz&aacute;-la (Villar, 1945). De acordo com Goes (2008), at&eacute; 1930, ainda que convocados para a ind&uacute;stria pesqueira, os homens foram recrutados para reserva de guerra e, at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1950, somente os homens podiam se cadastrar como pescadores. Neste contexto, de 1919 a 1930, &ldquo;as mulheres n&atilde;o correspondiam ao perfil profissional apto para a constitui&ccedil;&atilde;o da reserva naval e, por sua vez, tamb&eacute;m se tornam incapazes de ir al&eacute;m da costa, em alto-mar, para realizar a pesca de car&aacute;ter industrial&rdquo; (Goes, 2008: 52).</p>     <p>H&aacute; evid&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o das mulheres na pesca desde o per&iacute;odo colonial. Entretanto, foi o cen&aacute;rio desenhado a partir de meados de 1980 at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1990 (com &ecirc;nfase nos grupos marginalizados da sociedade; valoriza&ccedil;&atilde;o das atividades produtivas de pequeno porte e realizadas no &acirc;mbito familiar) que proporcionou a emers&atilde;o da nomea&ccedil;&atilde;o &ldquo;mulher pescadora&rdquo; (Goes, 2008: 127) enquanto &ldquo;resultado das rela&ccedil;&otilde;es sociais em que as pessoas estabelecem trocas umas com as outras, bem como, se constitui em a&ccedil;&atilde;o social&rdquo; e est&aacute; associada aos &ldquo;costumes, pr&aacute;ticas e acontecimentos&rdquo; (Goes, 2008: 25).</p>     <p>Nesta pesquisa, optamos por considerar as defini&ccedil;&otilde;es estabelecidas pela Pol&iacute;tica Nacional de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da Aquicultura e da Pesca, estabelecida por meio da Lei n&deg; 11.959/2009 (DOU, 2009), onde pescador profissional &eacute; &ldquo;a pessoa f&iacute;sica, brasileira ou estrangeira residente no Pa&iacute;s que, licenciada pelo &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico competente, exerce a pesca com fins comerciais, atendidos os crit&eacute;rios estabelecidos em legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica&rdquo; (Art. 2&deg;). Destaca-se que ao adotarmos a atividade pesqueira artesanal, em conson&acirc;ncia com o que reza a lei em seu Artigo 4&deg;, inclu&iacute;mos outros aspectos da pesca (como conserva&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o), os trabalhos de confec&ccedil;&atilde;o e de reparos de apetrechos de pesca e tamb&eacute;m o processamento do produto da pesca artesanal. Por outro lado, verifica-se que a referida lei n&atilde;o inclui a express&atilde;o &ldquo;mulher pescadora&rdquo; ou faz distin&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero em seu conte&uacute;do. Assim, &eacute; exigido da mulher pescadora o mesmo reconhecimento e legitimidade em documentos, &agrave; semelhan&ccedil;a do que &eacute; existente para os pescadores homens (DOU, 2009; MPA, s/d a).</p>     <p>Estudos recentes sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre as mulheres e a atividade pesqueira realizados em comunidades de pesca artesanal em diversos estados brasileiros, como em Alagoas (Goes, 2008); Santa Catarina (Beck, 1991); Rio Grande do Norte (Maia & Neto, 2012; Woortmann, 1991); Par&aacute; (Anderson, 2007; Maneschy, 1995; Rocha, 2011); Bahia (Walter <i>et al.</i>, 2012) e comunidades pesqueiras litor&acirc;neas das regi&otilde;es Norte e Nordeste do Brasil. Maneschy <i>et al.</i> (2012) foram consultados com o intuito de melhor conhecer como essa rela&ccedil;&atilde;o entre a mulher e a atividade pesqueira se d&aacute; em outras localidades do pa&iacute;s.</p>     <p>Os estudos evidenciam que h&aacute; uma jornada dupla de trabalho executada pelas mulheres das comunidades pesqueiras, pois conciliam atividades reprodutivas e produtivas. No entanto, a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre o tema com foco nas mulheres da pesca &eacute; sinalizada por Motta-Mau&eacute;s (1999) e Fassarella (2008) como escassa e destaca-se a invisibilidade a que sistematicamente s&atilde;o relegadas. Este fato despertou a vontade e a necessidade de evidenciar o lugar que as mulheres ocupam, seus pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es nas atividades da pesca artesanal desta comunidade em Rio das Ostras, composta por 3 pescadoras e 55 pescadores artesanais inscritos no Registro Geral de Pesca, segundo os dados oficiais fornecidos pelo Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura em 14 de novembro de 2014 (MPA, s/d b).</p>     <p>Neste estudo, optamos por interpretar &ldquo;trabalho produtivo&rdquo; a partir do conceito utilizado por Karl Marx onde, sob o ponto de vista do capital, consiste em todo trabalho que produz algo e que &eacute; capaz de gerar um produto determinado e a mais-valia. Em outras palavras, &eacute; definido por uma rela&ccedil;&atilde;o social de trabalho, delineada historicamente por um modo de organiza&ccedil;&atilde;o social, onde tanto as rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o como a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades e os seus valores de uso s&atilde;o estabelecidos&rdquo; (Cotrim, 2009: 24). Dentre as atividades produtivas desempenhadas pelas mulheres em comunidades pesqueiras, destacam-se: a confec&ccedil;&atilde;o e reparo de redes de pesca, a captura, o beneficiamento e a comercializa&ccedil;&atilde;o do pescado (Motta-Mau&eacute;s, 1999; Fassarella, 2008; Goes, 2008; Maia & Neto, 2012; e Maneschy <i>et al.</i>, 2012).</p>     <p>J&aacute; as atividades reprodutivas caracterizam-se pelas tarefas dom&eacute;sticas que incluem o cuidado com o lar e com a fam&iacute;lia. De acordo com a U.N. Women (2015), o trabalho dom&eacute;stico e o de cuidado (n&atilde;o remunerados) contribuem, diretamente, tanto para o desenvolvimento econ&ocirc;mico como para o bem-estar humano, pois favorecem o desenvolvimento das pessoas no espa&ccedil;o produtivo. Assim como em outras comunidades pesqueiras artesanais do Brasil, observou-se em Rio das Ostras que as mulheres dedicam, diariamente, um significativo tempo na execu&ccedil;&atilde;o dessas tarefas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora tanto os homens como as mulheres participem nas atividades produtivas da pesca, o trabalho por elas desenvolvido ainda n&atilde;o &eacute; valorizado como tal. Ainda que a atividade das mulheres represente um incremento na renda familiar, o maior valor &eacute; atribu&iacute;do aos trabalhos executados pelos homens e, geralmente, os que s&atilde;o desempenhados pelas mulheres na atividade pesqueira s&atilde;o vistos apenas como ajuda ou at&eacute; mesmo obriga&ccedil;&atilde;o (Walter <i>et al.</i>, 2012; Goes, 2008).</p>     <p>Entre os argumentos mais populares para explicar esta desigual distribui&ccedil;&atilde;o do trabalho e das profiss&otilde;es est&atilde;o explica&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, sociol&oacute;gicas e culturais. Entretanto, Kergoat (2009: 67) esclarece que &ldquo;as condi&ccedil;&otilde;es em que vivem homens e mulheres n&atilde;o s&atilde;o produtos de um destino biol&oacute;gico, mas s&atilde;o antes de tudo constru&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;. Neste sentido, homens e mulheres formam &ldquo;dois grupos sociais engajados em uma rela&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica: as rela&ccedil;&otilde;es sociais de sexo&rdquo;. O conceito de g&ecirc;nero formulado por Joan Scott em 1990 foi adotado nesta pesquisa por defender uma vis&atilde;o mais ampla, que articula a natureza das inter-rela&ccedil;&otilde;es entre sujeito individual e organiza&ccedil;&atilde;o social. (Scott, 1995). Embora o conceito de g&ecirc;nero desenvlvido por Scott (1995: 86) tenha duas partes e diversas subpartes, &ldquo;o n&uacute;cleo essencial da defini&ccedil;&atilde;o baseia-se na conex&atilde;o integral entre duas proposi&ccedil;&otilde;es: o g&ecirc;nero &eacute; um elemento constitutivo das rela&ccedil;&otilde;es sociais, baseado nas diferen&ccedil;as percebidas entre os sexos, o g&ecirc;nero &eacute; uma forma primeira de significar as rela&ccedil;&otilde;es de poder&rdquo;.</p>     <p>Estudos pret&eacute;ritos sugerem que a divis&atilde;o sexual do trabalho prevalece na atividade pesqueira e determina, caracteriza e diferencia as atividades desempenhadas pelas mulheres das que s&atilde;o executadas pelos homens, bem como fazem o mesmo no que se refere &agrave;s suas suas responsabilidades. Para Beck (1991), ao usar a express&atilde;o &ldquo;pertence &agrave; mulher&rdquo; para as atividades realizadas pelas mulheres da comunidade no litoral de Santa Catarina &eacute; refor&ccedil;ada a oposi&ccedil;&atilde;o trabalho X n&atilde;o trabalho, indicando a divis&atilde;o sexual neste &acirc;mbito. Em comunidades das regi&otilde;es norte e nordeste do Brasil, &ldquo;o fato de terem de compatibilizar os v&aacute;rios encargos dom&eacute;sticos e a gera&ccedil;&atilde;o de renda, enfrentando o peso das concep&ccedil;&otilde;es relativas aos pap&eacute;is de g&ecirc;nero, concorrem para refor&ccedil;ar tanto o baixo valor monet&aacute;rio dos trabalhos &ldquo;femininos&rdquo; no setor pesqueiro, quanto sua pouca visibilidade&rdquo; (Maneschy <i>et al.</i>, 2012: 717).</p>     <p>No Distrito de Icoaraci, munic&iacute;pio de Bel&eacute;m (Par&aacute;), Anderson (2007) verificou que &ldquo;quando ocorre a participa&ccedil;&atilde;o da mulher em atividades produtivas, elas assumem o car&aacute;ter de complementares &agrave;s tarefas masculinas&rdquo;, cuja &ldquo;ajuda&rdquo; se d&aacute; tanto em ganho de dinheiro como em economia de gastos. Para a autora, as ocupa&ccedil;&otilde;es femininas aparecem como invis&iacute;veis, especialmente no setor pesqueiro, pois essa perspectiva &ldquo;se apoia nas reflex&otilde;es de g&ecirc;nero que concebem ao homem a responsabilidade de arcar com as despesas do grupo dom&eacute;stico&rdquo;.</p>     <p>Contudo, nem sempre esse papel de suporte &eacute; valorizado, o que acaba por contribuir para a reprodu&ccedil;&atilde;o do papel social da mulher como simples executora de a&ccedil;&otilde;es &ldquo;complementares&rdquo;, refor&ccedil;ando a manuten&ccedil;&atilde;o do modelo j&aacute; estabelecido (Maneschy, 2000; Fassarella, 2008; Garcia <i>et al.</i>, 2007; Goes, 2008; Hirata & Kergoat, 2007).</p>     <p>Diante deste contexto, em Rio das Ostras, qual seria o papel das mulheres e a sua relev&acirc;ncia em meio a uma atividade tradicionalmente reconhecida como masculina? Que atividades elas realizam? O seu papel &eacute; reconhecido e valorizado? At&eacute; que ponto a situa&ccedil;&atilde;o vivida em Rio das Ostras reflete a conjuntura constatada em outras localidades do Brasil? Para responder a essas perguntas, este estudo pretendeu lan&ccedil;ar e evidenciar uma vis&atilde;o sobre a comunidade de pesca artesanal de Rio das Ostras, enfocando a rela&ccedil;&atilde;o que existe entre as mulheres e suas diversas atua&ccedil;&otilde;es na atividade pesqueira, sob a perspectiva dos atores entrevistados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="/img/revistas/rgci/v16n2/16n2a10f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>     
<p><b>2. Metodologia</b></p>     <p><b>2.1. Eixos metodol&oacute;gicos</b></p>     <p>A abordagem qualitativa que orientou este estudo, dos pontos de vista te&oacute;rico e metodol&oacute;gico, foi realizada sob a &oacute;tica indutiva e a descri&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos observados e registrados pelo investigador foi acrescida da reflex&atilde;o condicionada pelo seu conhecimento e experi&ecirc;ncia (Neves, 1996; Charmaz, 2009; Sousa & Baptista, 2012). O trabalho de observa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e teoriza&ccedil;&atilde;o, assentou, de modo geral, na Grounded Theory, ou Teoria Fundamentada nos Dados (TFD), e no Diagn&oacute;stico R&aacute;pido Participativo (DRP).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A TFD, publicada em 1967 por Glaser e Strauss, convida o pesquisador a adotar estrat&eacute;gias do m&eacute;todo de forma flex&iacute;vel (Charmaz, 2009). Destaca-se que utilizamos o componente do m&eacute;todo que prev&ecirc; &ldquo;a realiza&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica ap&oacute;s o desenvolvimento de uma an&aacute;lise independente&rdquo; (Charmaz, 2009: 19). Por&eacute;m, consideramos que &eacute; imposs&iacute;vel levantar informa&ccedil;&otilde;es em campo sem que tenha conceitos pr&eacute;-estabelecidos, visto que &ldquo;todo ser humano carrega consigo suas experi&ecirc;ncias de vida e sua pr&oacute;pria interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade&rdquo; (Hopfer & Maciel-Lima, 2008: 20).</p>     <p>Neste sentido, adotamos estrat&eacute;gias que preconizam o levantamento de informa&ccedil;&otilde;es em campo e prev&ecirc;em, a partir dessas observa&ccedil;&otilde;es, o desenvolvimento de teorias, nos exigindo, logo &agrave; partida, um quadro te&oacute;rico mais flex&iacute;vel e aberto &agrave; diversidade e riqueza de informa&ccedil;&otilde;es que surgissem no campo (Hopfer & Maciel-Lima, 2008; Charmaz, 2009).</p>     <p>O DRP surgiu no final da d&eacute;cada de 80 e desenvolveuse muito ligado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o popular (Chambers, 1994). Consiste em um processo participativo de aprendizagem que valoriza a diversidade social de forma a reconhecer e caracterizar as configura&ccedil;&otilde;es possibilitadas pelas racionalidades leigas (Alves, 2010; Chambers, 1994; Chambers & Guijt, 1995; Verdejo, 2006). Cabe destacar que um dos princ&iacute;pios b&aacute;sicos do diagn&oacute;stico participativo foi utilizado: a triangula&ccedil;&atilde;o (Chambers & Guijt, 1995; Drumond, 2002; Verdejo, 2006).</p>     <p><b>2.2. Amostra</b></p>     <p>Para a amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica (Carmo & Ferreira, 2008) foi utilizado um crit&eacute;rio onde os entrevistados tivessem parte ou a totalidade da sua renda familiar proveniente da atividade pesqueira, visando representar a comunidade estudada. A amostra foi escolhida com o objetivo de desenvolvimento te&oacute;rico e n&atilde;o tendo como base a representatividade estat&iacute;stica. Os tipos de amostras adotados foram: amostragem em bola de neve e amostragem te&oacute;rica (Carmo & Ferreira, 2008; Dantas <i>et al.</i>, 2009).</p>     <p>Obtivemos um total de 44 abordagens realizadas e distribu&iacute;das de forma equilibrada entre homens e mulheres: 48% mulheres (21) e 52% homens (23). Al&eacute;m dos pescadores, entrevistaram-se tamb&eacute;m: carpinteiro naval, mec&acirc;nico naval e seu aprendiz, atravessador, redeiro, comerciante, ex-pescadores e ex-beneficiador, possibilitando ampliar o olhar de homens e de mulheres sobre a comunidade e contemplar diferentes perspectivas. Por meio de seus representantes, as seguintes institui&ccedil;&otilde;es foram abordadas: Secretaria Municipal do Ambiente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca &ndash; SEMAP (Coordena&ccedil;&atilde;o de Pesca e Aquicultura), Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (projeto &ldquo;Sa&uacute;de do Pescador&rdquo;) e Col&ocirc;nia de Pescadores Z-22.</p>     <p><b>2.3. Sele&ccedil;&atilde;o de temas</b></p>     <p>A fim de orientar as discuss&otilde;es e manter o foco nas quest&otilde;es que se pretendeu abordar, foi selecionado um conjunto de temas para ser utilizado durante a condu&ccedil;&atilde;o das entrevistas e as demais ferramentas participativas utilizadas no levantamento de dados prim&aacute;rios. Adotouse a oportunidade de flexibilizar o roteiro de acordo com a realidade percebida (Charmaz, 2009; Verdejo, 2006). A vers&atilde;o final do roteiro de temas est&aacute; organizada em dois t&oacute;picos: &ldquo;caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da comunidade pesqueira marinha de Rio das Ostras&rdquo; e &ldquo;g&ecirc;nero&rdquo;. O primeiro compreende os seguintes subt&oacute;picos: atores, artes e din&acirc;mica da pesca, entidades ligadas &agrave; pesca, conflitos e expectativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesca. J&aacute; o t&oacute;pico &ldquo;g&ecirc;nero&rdquo; &eacute; composto por: percep&ccedil;&atilde;o do homem face ao papel da mulher e a percep&ccedil;&atilde;o desta face ao seu pr&oacute;prio papel na atividade pesqueira local.</p>     <p><b>2.4. Dados Prim&aacute;rios</b></p>     <p>Os dados prim&aacute;rios foram coletados, principalmente, na Boca da Barra, bairro tradicionalmente ocupado por pescadores e suas fam&iacute;lias. O levantamento em campo foi executado em novembro de 2013, maio, agosto e setembro de 2014, somando dez dias de atividades junto aos comunit&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A coleta de dados foi realizada atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas, da observa&ccedil;&atilde;o e por meio da aplica&ccedil;&atilde;o de ferramentas participativas (Geilfus, 1997; Drumond, 2002; Faria & Neto, 2006; Verdejo, 2006; Hopfer & Maciel-Lima, 2008; Dantas <i>et al.</i>, 2009).</p>     <p>Na primeira abordagem, esclareceram-se os entrevistados sobre o papel do pesquisador, o procedimento, o objetivo e as limita&ccedil;&otilde;es do diagn&oacute;stico, adotando os pressupostos de que a apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade influi fortemente em todo o processo (Drumond, 2002; Kawulich, 2005; Verdejo, 2006).</p>     <p>O roteiro de temas contribuiu para que a entrevista se configurasse como uma conversa orientada e para o planejamento pr&eacute;vio de perguntas &ldquo;abertas&rdquo; (Charmaz, 2009). As anota&ccedil;&otilde;es de campo foram efetuadas de forma a evitar a identifica&ccedil;&atilde;o dos participantes, considerando a responsabilidade &eacute;tica de preservar o anonimato daqueles que forneceram as informa&ccedil;&otilde;es (Kawulich, 2005). J&aacute; as ferramentas participativas foram aplicadas conforme as diretrizes de Chambers & Guijt (1995); Geilfus (1997); Drumond (2002); Verdejo (2006) e Faria & Neto (2006).</p>     <p><b>2.5. Ferramentas Participativas</b></p>     <p>As ferramentas participativas, t&eacute;cnicas facilitadoras do di&aacute;logo, s&atilde;o diagramas visuais com grande capacidade adaptativa, de boa aceita&ccedil;&atilde;o e que favorecem a interpreta&ccedil;&atilde;o coletiva da realidade, na medida em que criam um foco de aten&ccedil;&atilde;o e motivam a participa&ccedil;&atilde;o (Chambers & Guijt, 1995; Verdejo, 2006; Faria & Neto, 2006). A estrat&eacute;gia de estabelecer o di&aacute;logo a partir da utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas participativas contribuiu, de acordo com Chambers & Guijt (1995) e Verdejo (2006), para identificar aspectos espec&iacute;ficos de g&ecirc;nero, facilitar a colabora&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres, de letrados e iletrados, e reconhecer e valorizar os conhecimentos comunit&aacute;rios. Por esses motivos, optou-se por incluir a utiliza&ccedil;&atilde;o das ferramentas de diagn&oacute;stico participativo no levantamento de dados prim&aacute;rios, somando-a aos m&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o e de entrevista, previstos no referencial metodol&oacute;gico da TFD (Charmaz, 2009).</p>     <p>Durante os dez dias de levantamento de dados prim&aacute;rios foram 17 as aplica&ccedil;&otilde;es de ferramentas participativas. Cabe dizer que as aplica&ccedil;&otilde;es variaram entre uma e tr&ecirc;s horas de dura&ccedil;&atilde;o, contando com a participa&ccedil;&atilde;o de uma a quatro pessoas. Nesta pesquisa, nove ferramentas participativas foram selecionadas ordenadamente ao roteiro de temas, a saber (ver <i>Supporting Information I</i>): entrevista semiestruturada, calend&aacute;rio sazonal, matriz de atividades, matriz de pesca, rotina di&aacute;ria, matriz de uso do tempo, diagrama de percep&ccedil;&atilde;o, fluxograma de comercializa&ccedil;&atilde;o e partilha de renda (Geilfus, 1997; Drumond, 2002; Faria & Neto, 2006; Verdejo, 2006).</p>     <p><b>2.6. An&aacute;lise dos dados</b></p>     <p>Os dados foram analisados concomitantemente ao levantamento de informa&ccedil;&otilde;es, tendo sido implementadas as oito etapas para o Desenvolvimento da Teoria (Ara&uacute;jo & Estramiana, 2011; Hopfer & Maciel-Lima, 2008: 18), a saber:</p>     <p>i) Anotar as id&eacute;ias e impress&otilde;es durante o levantamento de dados e efetuar uma pr&eacute;-analise ap&oacute;s a coleta de cada dado;    <br>   ii) Realizar a revis&atilde;o da literatura em est&aacute;gios posteriores &agrave; coleta de dados em campo;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   iii) Codificar os dados para definir as vari&aacute;veis em categorias e suas propriedades;    <br>   iv) Criar categorias a partir de compara&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas entre similaridades e diferen&ccedil;as encontradas nos dados;    <br>   v) Delimitar a teoria emergente a partir das categorias principais;    <br>   vi) Buscar paralelos em outros estudos;    <br>   vii) Escrever sobre a teoria que emergiu a partir da sele&ccedil;&atilde;o das categorias; e    <br>   viii) Validar as id&eacute;ias da teoria.</p>     <p><b>2.7. Codifica&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A codifica&ccedil;&atilde;o consiste na primeira parte anal&iacute;tica da pesquisa por meio da TFD, pois exige uma parada para questionar de forma anal&iacute;tica os dados coletados (Charmaz, 2009). De acordo com Charmaz (2009: 69), &ldquo;codificar significa categorizar segmentos de dados com uma denomina&ccedil;&atilde;o concisa que, simultaneamente, resume e representa cada parte dos dados&rdquo;.</p>     <p>Considerada como &ldquo;fundamental para aumentar a validade e a veracidade dos dados&rdquo; (Hopfer & Maciel- Lima, 2008: 18), a codifica&ccedil;&atilde;o (inicial, focalizada e seletiva) foi feita at&eacute; &agrave; sua satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica (Ara&uacute;jo & Estramiana, 2011), considerando as premissas e orienta&ccedil;&otilde;es de Charmaz (2009) e Pinto (2012). Cabe esclarecer que a satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica ocorre quando &ldquo;a coleta de dados novos n&atilde;o mais desperta novos insights te&oacute;ricos, nem revela propriedades novas dessas categorias te&oacute;ricas centrais&rdquo; (Charmaz, 2009: 157), ou seja, quando h&aacute; a sensa&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;novas amostragens n&atilde;o sejam mais capazes de acrescentar propriedades &agrave;s categorias&rdquo; (Ara&uacute;jo & Estramiana, 2011: 384).</p>     <p>Especificamente em rela&ccedil;&atilde;o ao papel das mulheres e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da comunidade pesqueira de Rio das Ostras sobre esse papel, as categorias resultantes da categoriza&ccedil;&atilde;o inicial foram: &aacute;rea de estudo, papel das mulheres, representatividade, divis&atilde;o sexual do trabalho, trabalho produtivo, trabalho reprodutivo, multiplicidade de atividades, ajuda, invisibilidade/visibilidade, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e percep&ccedil;&atilde;o dos homens e das mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A codifica&ccedil;&atilde;o seletiva consistiu na tarefa de &ldquo;elaborar a categoria essencial, em torno da qual as outras categorias desenvolvidas possam ser agrupadas e pelas quais s&atilde;o integradas&rdquo; (Gasque, 2007 citado por Pinto, 2012: 6). A partir dessa categoria, foi formulada a teoria emergente (Hopfer & Maciel-Lima, 2008).</p>     <p><b>2.8. Teoria emergente</b></p>     <p>A categoria (ou fen&ocirc;meno) central explica as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as identificadas nas experi&ecirc;ncias e sintetiza a hist&oacute;ria constru&iacute;da a partir dos dados obtidos (Pinto, 2012). Em outras palavras, s&atilde;o elas que delimitam a teoria emergente, fundamentada nos dados (Hopfer & Maciel-Lima, 2008). Considerou-se a vida social como um processo e tamb&eacute;m, que a teoria emergente &eacute; provis&oacute;ria e restringida pelo tempo (Gasque, 2007; Charmaz, 2009).</p>     <p>Nesta pesquisa, adotou-se a multiplicidade de tarefas realizadas pelas mulheres como a categoria principal, pois, na perspectiva do pesquisador, &eacute; a partir dela que todas as demais puderam ser agrupadas, relacionadas e integradas (Hopfer & Maciel-Lima, 2008; Charmaz, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados</b></p>     <p>Conforme preconiza a metodologia qualitativa utilizada, os resultados foram alcan&ccedil;ados por meio do cruzamento das diversas informa&ccedil;&otilde;es levantadas com a aplica&ccedil;&atilde;o das ferramentas participativas at&eacute; &agrave; sua satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica reconhecida por meio da codifica&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, n&atilde;o &eacute; correto afirmar que determinada ferramenta produziu tal resultado, e sim o conjunto delas junto &agrave; an&aacute;lise dos relatos obtidos.</p>     <p><b>3.1. O papel das mulheres na atividade de pesca artesanal marinha de Rio das Ostras</b></p>     <p>H&aacute; 50 anos, em Rio das Ostras, as mulheres participavam da atividade de pesca artesanal pescando (com seus maridos), remendando redes (do pai, irm&atilde;o ou marido), limpando e salgando (escalando) o pescado, tarefas aprendidas atrav&eacute;s do conv&iacute;vio familiar que ditava qual o papel da mulher na fam&iacute;lia que exercia a atividade pesqueira. Enquanto os homens sa&iacute;am para pescar (espa&ccedil;o p&uacute;blico), as mulheres ficavam em terra (espa&ccedil;o privado) exercendo outros tipos de tarefas, incluindo as dom&eacute;sticas.</p>     <p>Ainda hoje, o papel das mulheres na comunidade de pesca de Rio das Ostras ocorre com essa mesma din&acirc;mica de aprendizado e de concilia&ccedil;&atilde;o das atividades produtivas e reprodutivas. Por&eacute;m, parte dessas mulheres busca exercer ocupa&ccedil;&otilde;es remuneradas que n&atilde;o estejam relacionadas com a pesca, viabilizando uma renda mais est&aacute;vel do que a resultante da atividade pesqueira e destinada a suprir as necessidades da fam&iacute;lia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As mulheres de Rio das Ostras que se mant&ecirc;m na atividade pesqueira atuam como catadoras de mexilh&atilde;o, na confec&ccedil;&atilde;o e conserto de redes de pesca, beneficiamento, comercializa&ccedil;&atilde;o e captura, onde participam das seguintes modalidades de pesca: rede de fundo, arrasto de portas e currico, sendo a primeira a considerada como a mais significativa pelos entrevistados. Ao utilizarem esses apetrechos de pesca, s&atilde;o capturados principalmente: pescada, goete, corvina, castanha, ca&ccedil;&atilde;o anjo, camar&atilde;o sete barbas, camar&atilde;o VG, cavala e bicuda. J&aacute; as atividades de carpintaria naval e mec&acirc;nica de motores a diesel, bem como a extra&ccedil;&atilde;o de ostras e as pescas realizadas com rede ca&iacute;da, linha e engodo n&atilde;o contam com a participa&ccedil;&atilde;o de mulheres da comunidade local.</p>     <p>Ao fazerem uso de express&otilde;es como &ldquo;trabalho de homem&rdquo; e &ldquo;trabalho de mulher&rdquo;, parte dos entrevistados revelou a influ&ecirc;ncia da divis&atilde;o sexual do trabalho, evidenciando a condi&ccedil;&atilde;o diferente de ser homem e de ser mulher no &acirc;mbito da comunidade pesqueira local.</p>     <p>Quanto &agrave;s atividades produtivas, as seguintes tarefas s&atilde;o executadas tanto por homens como por mulheres e, no caso dos casais, a partir da coopera&ccedil;&atilde;o entre ambos: catar mexilh&atilde;o; remendar, soltar e puxar as redes de emalhe; e lavar, limpar e comercializar os peixes. Os dados prim&aacute;rios levantados em Rio das Ostras revelaram que quando as mulheres exercem atividade pesqueira, executam as mesmas tarefas que os homens e a responsabilidade &eacute; igualmente compartilhada por ambos (ver <i>Supporting Information III</i>).</p>     <p>Por&eacute;m, as atividades efetuadas pelas mulheres em terra (beneficiamento, comercializa&ccedil;&atilde;o, reparo de rede ou uma atividade produtiva n&atilde;o relacionada &agrave; pesca) s&atilde;o executadas de forma intercalada com as que est&atilde;o relacionadas com a gest&atilde;o do lar, isentando o homem dessas preocupa&ccedil;&otilde;es rotineiras. Neste sentido, obteve-se, a partir do levantamento de dados prim&aacute;rios, que cabe exclusivamente &agrave;s mulheres a responsabilidade por realizar as tarefas relacionadas &agrave; atividade reprodutivas, sendo que h&aacute; pouca ou nenhuma colabora&ccedil;&atilde;o dos homens na execu&ccedil;&atilde;o dessas tarefas dom&eacute;sticas (ver <i>Supporting Information III</i>).</p>     <p>Ainda que as mulheres realizem uma dupla jornada de trabalho, conciliando atividades reprodutivas e produtivas, na perspectiva dos homens e das mulheres entrevistados, as atividades exercidas pelas mulheres da comunidade pesqueira artesanal de Rio das Ostras s&atilde;o consideradas como uma <i>ajuda</i>, uma <i>obriga&ccedil;&atilde;o</i> ou um <i>apoio</i> e n&atilde;o representam, pelo menos subjetivamente, o sustento da fam&iacute;lia.</p>     <p>Os maridos das pescadoras que atuam na captura declararam que reconhecem a import&acirc;ncia da parceria. Al&eacute;m de sentir orgulho, h&aacute; certa tristeza por suas esposas vivenciarem as dificuldades inerentes &agrave; atividade pesqueira. As mulheres entrevistadas (comerciantes, beneficiadoras, redeiras e pescadoras que atuam na captura) tamb&eacute;m alegaram que reconhecem a sua import&acirc;ncia para a pesca artesanal. Al&eacute;m disso, consideram-se <i>corajosas</i> e <i>guerreiras</i>, por darem conta de uma atividade considerada &aacute;rdua, sacrificante, perigosa e, sobretudo, masculina. J&aacute; as comerciantes reconhecem a import&acirc;ncia do seu papel, principalmente devido ao envolvimento na gest&atilde;o das peixarias, mas tamb&eacute;m n&atilde;o se sentem valorizadas pelos homens da comunidade.</p>     <p>Ao serem questionadas sobre como percebem o olhar dos homens da comunidade em rela&ccedil;&atilde;o ao papel que elas desempenham, mulheres entrevistadas responderam que isso varia de homem para homem, sendo que se sentem mais valorizadas pelos pescadores jovens, que manifestam um sentimento de cuidado, de respeito e de admira&ccedil;&atilde;o. Complementam relatando que, de modo geral, cr&ecirc;em que os homens sabem que as mulheres participam nas atividades e se mostram conscientes da import&acirc;ncia que t&ecirc;m para a pesca e para a gest&atilde;o do lar, mas, na pr&aacute;tica, n&atilde;o se sentem reconhecidas ou valorizadas pela comunidade (ver <i>Supporting Information IV</i>).</p>     <p>A invisibilidade sentida pelas mulheres da comunidade de pesca artesanal de Rio das Ostras tamb&eacute;m se manifesta no campo pol&iacute;tico e afirma-se tanto no &acirc;mbito da prefeitura municipal, por meio da coordena&ccedil;&atilde;o de pesca e aquicultura (SEMAP), como na representa&ccedil;&atilde;o de classe, pela Col&ocirc;nia de Pescadores Z-22. A coordena&ccedil;&atilde;o de pesca e aquicultura (SEMAP) n&atilde;o reconhece a exist&ecirc;ncia de pescadoras &ldquo;que v&atilde;o para o mar&rdquo;, mas, por outro lado, afirma considerar como pescadoras as que limpam peixes para pequenos pescadores. Ao ser indagado sobre futuros projetos para a pesca, o coordenador entrevistado n&atilde;o citou qualquer a&ccedil;&atilde;o voltada especificamente para as mulheres da comunidade a fim de benefici&aacute;las.</p>     <p>J&aacute; a Col&ocirc;nia de Pescadores Z-22, a entidade representativa da pesca, tem sua diretoria composta exclusivamente por homens e conta com pouca ou nenhuma participa&ccedil;&atilde;o das mulheres nas suas a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Em Rio das Ostras h&aacute; transmiss&atilde;o geracional dos conhecimentos relacionados com a pesca no ambiente familiar, onde as filhas aprendem com as suas m&atilde;es qual &eacute; o papel da mulher no &acirc;mbito da fam&iacute;lia que exerce atividade pesqueira artesanal, assim como identificado por Garcia <i>et al.</i> (2007) em Rio Grande (RS). Os autores afirmam que &ldquo;as pr&aacute;ticas artesanais s&atilde;o aprendidas no conv&iacute;vio familiar e no contato direto com a natureza e s&atilde;o utilizadas por pescadores e suas fam&iacute;lias para a subsist&ecirc;ncia&rdquo; (Garcia <i>et al.</i>, 2007: 97). Neste mesmo sentido, Ros&aacute;rio (2010: 13) enfatiza que &ldquo;o papel feminino &eacute; de extrema import&acirc;ncia no que se refere &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que &eacute; ela a educadora e socializadora maior nas sociedades pesqueiras&rdquo;.</p>     <p>H&aacute; procura e aceita&ccedil;&atilde;o em realizar atividades remuneradas em outras &aacute;reas profissionais por parte das mulheres que comp&otilde;em a comunidade pesqueira de Rio das Ostras. A atua&ccedil;&atilde;o delas em outros tipos de atividades produtivas, de forma a diversificar as fontes de renda da fam&iacute;lia, reflete uma tend&ecirc;ncia identificada na regi&atilde;o costeira do Par&aacute;, por Maneschy <i>et al.</i> (2012) e no litoral de Santa Catarina, por Beck (1991). Esses autores referem- se ao crescente engajamento das mulheres em atividades de outros setores, como ind&uacute;stria, turismo e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os gerais, contribuindo para uma redefini&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is de homens e de mulheres no que se refere ao processo de produ&ccedil;&atilde;o tradicional, que considera a fam&iacute;lia enquanto unidade de produ&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por outro lado, quando &eacute; a mulher que remenda a rede, beneficia o pescado ou sai para pescar junto do marido, n&atilde;o h&aacute; gastos com esses servi&ccedil;os e, portanto, gera uma economia no or&ccedil;amento familiar, cuja acumula&ccedil;&atilde;o de capital configura-se em uma caracter&iacute;stica da pesca artesanal (Maneschy, 1995).</p>     <p>Assim, como foi identificado em Rio das Ostras, uma s&eacute;rie de estudos realizados em comunidades pesqueiras brasileiras revela a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres nas atividades de confec&ccedil;&atilde;o e reparo de redes, beneficiamento, comercializa&ccedil;&atilde;o e captura de pescado. Neste sentido, destacam-se, entre outros: Fassarella (2008), Rio Grande (Rio Grande do Sul); Goes (2008), Bairros de Ipioca e do Trapiche da Barra, Macei&oacute; (Alagoas); Maia & Neto (2012), comunidade de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o (Areia Branca, Rio Grande do Norte) e Maneschy <i>et al.</i> (2012), comunidades pesqueiras litor&acirc;neas das regi&otilde;es Norte e Nordeste do Brasil.</p>     <p>A divis&atilde;o de tarefas entre homens e mulheres da comunidade pesqueira de Rio das Ostras, evidenciam a pouca ou nenhuma participa&ccedil;&atilde;o dos homens nas atividades reprodutivas, exceto as referentes ao cuidado dos seus familiares. Tal configura&ccedil;&atilde;o assemelha-se ao &ldquo;modelo de concilia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, onde, segundo Hirata & Kergoat (2007: 604), &ldquo;cabe quase que exclusivamente &agrave;s mulheres conciliar vida familiar e vida profissional&rdquo;. Dessa forma, a UN Women (2015) ressalta que essa carga de trabalho &eacute; distribu&iacute;da de forma desigual e acaba por sobrecarregar as mulheres.</p>     <p>A concilia&ccedil;&atilde;o de atividades produtivas e reprodutivas por parte das mulheres da comunidade pesqueira de Rio das Ostras tamb&eacute;m se alinha com a realidade nacional conforme evidenciado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios &ndash; PNAD, realizada em 2014. Entre os seus resultados, a pesquisa identificou que 88% das mulheres ocupadas (16 anos de idade ou mais) realizavam afazeres dom&eacute;sticos, enquanto que a porcentagem para os homens foi de 46% (IBGE, 2014). Ao cruzar as informa&ccedil;&otilde;es sobre o uso do tempo das mulheres da comunidade pesqueira de Rio das Ostras, com os dados do IBGE (2014) e de Bruschini (2006) ressalta que, em todos os casos, a jornada semanal dedicada &agrave;s atividades reprodutivas pelas mulheres que capturam pescado em Rio das Ostras supera as m&eacute;dias da popula&ccedil;&atilde;o total brasileira, tanto dos homens, como das mulheres. Tais informa&ccedil;&otilde;es evidenciam uma sobrecarga de trabalho gerada pela dupla jornada consumada pelas mulheres brasileiras e, em intensidade, por aquelas que vivem em Rio das Ostras, que pescam com rede de emalhe, rede de fundo, currico e/ou catam mexilh&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o a essa &uacute;ltima atividade, Maia & Neto (2012) identificaram que as catadoras de marisco da comunidade de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, em Areia Branca (Rio Grande do Norte), dedicam aproximadamente seis horas e meia por dia, &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de atividades reprodutivas, e dez horas e meia &agrave;s atividades produtivas. J&aacute; em Rio das Ostras, s&atilde;o dedicadas 15 horas di&aacute;rias para catar mexilh&atilde;o e quatro horas e meia &agrave;s atividades reprodutivas. Tal evidencia a sobrecarga resultante da dupla jornada efetuada pelas mulheres de ambas as localidades. (ver <i>Supporting Information II</i>).</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas tarefas no &acirc;mbito das atividades produtivas e reprodutivas por parte das mulheres de comunidades pesqueiras artesanais foi detectada em outras localidades brasileiras, como, por exemplo, no litoral de Santa Catarina, Beck (1991); comunidade de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o (Areia Branca, Rio Grande do Norte), Maia & Neto (2012); comunidade Segredinho (Copanema, Par&aacute;), Rocha (2011); Distrito de Icoaraci (Bel&eacute;m, Par&aacute;), Anderson (2007) e em munic&iacute;pios da Bahia (Walter <i>et al.</i>, 2012).</p>     <p>As entrevistas realizadas, tanto com homens, como com mulheres da comunidade pesqueira de Rio das Ostras sinalizaram uma percep&ccedil;&atilde;o de que as tarefas (produtivas ou reprodutivas) executadas pelas mulheres configuram-se como uma <i>ajuda</i>, uma <i>obriga&ccedil;&atilde;o</i> ou um <i>apoio</i>. Tal configura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se manifesta na comunidade de Segredinho (Copanema, Par&aacute;), onde &ldquo;as mulheres pescam e s&atilde;o respons&aacute;veis diretas por todo processo, constroem os instrumentos, separam e pegam as iscas, organizam seus petrechos e v&atilde;o efetivar a pesca sem dividir essas atividades com os homens&rdquo; (Leit&atilde;o, 2013: 65). Nesta comunidade, &ldquo;&eacute; percept&iacute;vel o envolvimento e a execu&ccedil;&atilde;o da pesca pelas mulheres sem, contudo, possuir um car&aacute;ter complementar&rdquo; (Rocha, 2011: 65).</p>     <p>Por&eacute;m, de forma semelhante &agrave; comunidade pesqueira de Rio das Ostras, em Ipioca (Macei&oacute;, Alagoas) &ldquo;as mulheres s&atilde;o consideradas como ajudantes de seus maridos&rdquo; (Goes, 2008: 105). Neste mesmo sentido, os relatos das tr&ecirc;s gera&ccedil;&otilde;es de duas fam&iacute;lias de pescadores artesanais de Rio Grande (Rio Grande do Sul) que foram entrevistadas durante o estudo de Garcia <i>et al.</i> (2007: 112) apontaram &ldquo;que o papel da mulher na atividade pesqueira, na maioria das vezes, &eacute; de ajudar o homem (marido ou pai)&rdquo;, papel esse que &eacute; aprendido desde a inf&acirc;ncia. Entende-se que o fato de haver uma reprodu&ccedil;&atilde;o transgeracional do papel a ser exercido pelas mulheres na comunidade pesqueira, onde as mesmas s&atilde;o vistas e se reconhecem enquanto &ldquo;auxiliares&rdquo; dos homens pescadores, acaba por contribuir para a perspectiva de que &ldquo;a atividade da mulher &ldquo;em terra&rdquo; est&aacute; subjugada &agrave; atividade da pesca &ldquo;no mar&rdquo;, eminentemente masculina&rdquo; (Garcia <i>et al.</i>, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, nem sempre esse papel de suporte &eacute; valorizado, o que acaba por contribuir para a reprodu&ccedil;&atilde;o do papel social da mulher como simples executora de atividades &ldquo;complementares&rdquo;, refor&ccedil;ando a manuten&ccedil;&atilde;o do modelo j&aacute; estabelecido (Maneschy, 2000; Fassarella, 2008; Garcia <i>et al.</i>, 2007; Goes, 2008; Hirata & Kergoat, 2007). Ao reconhecerem o seu trabalho como uma ajuda, elas reproduzem o n&atilde;o reconhecimento do trabalho feminino na pesca (Silva, 2012), ainda que este seja t&atilde;o importante quanto o dos homens (Maneschy, 2000).</p>     <p>Para Beck (1991), ao usar a express&atilde;o &ldquo;pertence &agrave; mulher&rdquo; para as atividades executadas pelas mulheres da comunidade no litoral de Santa Catarina, &eacute; refor&ccedil;ada a oposi&ccedil;&atilde;o trabalho X n&atilde;o trabalho, indicando a divis&atilde;o sexual do trabalho. De acordo com Hirata & Kergoat (2007: 600), &ldquo;a divis&atilde;o sexual do trabalho &eacute; a forma de divis&atilde;o do trabalho social decorrente das rela&ccedil;&otilde;es sociais entre os sexos; mais do que isso, &eacute; um fator priorit&aacute;rio para a sobreviv&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o social entre os sexos&rdquo;. Como caracter&iacute;sticas, &eacute; ressaltada &ldquo;a designa&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria dos homens &agrave; esfera produtiva e das mulheres &agrave; esfera reprodutiva e, simultaneamente, a apropria&ccedil;&atilde;o pelos homens das fun&ccedil;&otilde;es com maior valor social adicionado (pol&iacute;ticos, religiosos, militares etc.)&rdquo; (Hirata & Kergoat, 2007: 599).</p>     <p>Kergoat (2009) refere-se a dois princ&iacute;pios vinculados &agrave; divis&atilde;o sexual do trabalho, v&aacute;lidos para todas as sociedades: o de separa&ccedil;&atilde;o, onde h&aacute; trabalhos de homens e trabalhos de mulheres; e o hier&aacute;rquico, ou seja, quando um trabalho de homem &eacute; mais valorizado do que um trabalho de mulher. Esses princ&iacute;pios foram constados em v&aacute;rias comunidades pesqueiras, inclusive na de Rio das Ostras.</p>     <p>O fato das mulheres da comunidade de pesca artesanal de Rio das Ostras relatarem que n&atilde;o se sentem reconhecidas ou valorizadas sinaliza a invisibilidade que as mesmas vivenciam. Segundo Beck (1991: 10), &ldquo;o fato da pesca ser definida como uma atividade masculina contribui para tornar a mulher invis&iacute;vel, n&atilde;o s&oacute; na pesca como na comunidade pesqueira&rdquo;. O fato de estarem pouco, ou at&eacute; mesmo nada, engajadas nas quest&otilde;es pol&iacute;ticas locais relacionadas &agrave; pesca artesanal, tamb&eacute;m evidencia a invisibilidade dessas mulheres. De forma semelhante, Leit&atilde;o (2013: 108) identificou que a dificuldade de participa&ccedil;&atilde;o em movimentos sociais da pesca artesanal vivenciada pelas mulheres de comunidades de pesca artesanal dos estados do Par&aacute;, Santa Catarina, Pernambuco, Cear&aacute; e Para&iacute;ba emerge como outra forma de marginaliza&ccedil;&atilde;o, pois &ldquo;esta invisibilidade da mulher no plano profissional na pesca artesanal contribui tamb&eacute;m para um certo protagonismo masculino no interior dos movimentos sociais da categoria&rdquo;. Neste mesmo sentido, Goes (2008) ressalta que a atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres em &oacute;rg&atilde;os de representatividade podem ser consideradas uma forma de superar o n&atilde;o reconhecimento e tamb&eacute;m, de conquistar, reconhecer, legitimar e assegurar os seus direitos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>As mulheres da comunidade pesqueira de Rio das Ostras organizam o seu tempo conciliando a realiza&ccedil;&atilde;o de diversas tarefas, realidade que espelha um estado da sociedade em uma perspectiva ampliada. Neste sentido, o estudo revelou que a jornada di&aacute;ria das mulheres da comunidade pesqueira local, ao realizarem trabalhos produtivos e reprodutivos, &eacute; bastante intensa. A inser&ccedil;&atilde;o das mulheres no mercado de trabalho, na pesca ou em outras atividades, ocorre devido &agrave; necessidade de contribuir para o or&ccedil;amento familiar, ainda que as suas atividades sejam consideradas menos significativas e lucrativas do que as realizadas por homens.</p>     <p>Quando as mulheres da comunidade executam atividades produtivas, estas s&atilde;o entendidas como ajuda aos respectivos maridos, embora a responsabilidade pela atividade seja compartilhada de forma igualit&aacute;ria. Do outro modo, quando os homens realizam alguma tarefa nas atividades reprodutivas, tal &eacute; considerado como ajuda a suas esposas, sendo elas as respons&aacute;veis pela pelas tarefas dom&eacute;sticas e de cuidado com a fam&iacute;lia. Dessa forma, percebe-se que h&aacute; uma clara divis&atilde;o sexual do trabalho, onde as &ldquo;obriga&ccedil;&otilde;es&rdquo; e pap&eacute;is de cada um encontram-se social e culturalmente determinados.</p>     <p>A narrativa de homens e mulheres entrevistados em campo geralmente conduziu &agrave; perspectiva de que as mulheres, ao desempenharem seus pap&eacute;is na esfera produtiva e/ou reprodutiva, constituem um importante pilar da unidade familiar. Por&eacute;m, a essa situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; atribu&iacute;da uma vis&iacute;vel valoriza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>H&aacute; algumas quest&otilde;es que merecem ser aprofundadas e configuram-se enquanto fatos que evidenciam e/ou contribuem para a invisibilidade das mulheres na comunidade. Ao abrir um campo promissor para futuras pesquisas, destacam-se: o distanciamento entre as mulheres e as quest&otilde;es pol&iacute;ticas relacionadas com a classe pesqueira, as suas demandas espec&iacute;ficas (projetos e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas), at&eacute; que ponto elas influenciam positivamente no or&ccedil;amento familiar, dentre outros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alves, F. (2010) - <i>A doen&ccedil;a mental nem sempre &eacute; doen&ccedil;a: racionalidades leigas sobre sofrimento mental</i>. 296p., Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, Porto, Portugal. ISBN 9789723611335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420356&pid=S1646-8872201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Anderson, K.K.S. (2007) - <i>Lugar de mulher &eacute; em casa?: Cotidiano, espa&ccedil;o e tempo entre mulheres de fam&iacute;lias de pescadores</i>. 130p., disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m, PA, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420358&pid=S1646-8872201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, B.F.B.; Estramiana, J. L. A. (2011) - A&ccedil;&atilde;o e estrutura social em Grounded Theory: Reflex&otilde;es sobre uma psicologia social sociol&oacute;gica. <i>Revista Interamericana de Psicologia</i>, (ISSN 0034- 9690), 45(3):381-394, Chicago, Illinois, EUA. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://journals.fcla.edu/ijp/article/viewFile/76378/pdf" target="_blank">http://journals.fcla.edu/ijp/article/viewFile/76378/pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420360&pid=S1646-8872201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, A.M. (1991) - Pertence &agrave; Mulher: Mulher e Trabalho em Comunidades Pesqueiras de Santa Catarina. <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Humanas</i> (ISSN: 2178-4582), 7(10):8-24, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/issue/view/1827/showToc" target="_blank">https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/issue/view/1827/showToc</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420362&pid=S1646-8872201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bruschini C. (2006) - Trabalho dom&eacute;stico: Inatividade econ&ocirc;mica ou trabalho n&atilde;o-remunerado? <i>Revista Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o</i>, 23(2):331-353. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-30982006000200009" target="_blank">10.1590/S0102-30982006000200009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420363&pid=S1646-8872201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carmo, H.; Ferreira, M. M. (2008) - <i>Metodologia da Investiga&ccedil;&atilde;o: guia para autoaprendizagem</i>. 2a ed., 375 p., Universidade Aberta, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9726745129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420364&pid=S1646-8872201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chambers, R. (1994) - The origins and practice of participatory rural appraisal. <i>World Development</i>, 22(7):953-969. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0305-750X(94)90141-4" target="_blank">10.1016/0305-750X(94)90141-4</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420366&pid=S1646-8872201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chambers, R.; Guijt, I. (1995) - PRA (Participatory Rural Appraisal)- Five Years Later: where are we now? <i>Forests, Trees and People Newsletter</i> (ISSN: 1101-4733), 26/27:4-13, Su&eacute;cia. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://opendocs.ids.ac.uk/opendocs/bitstream/handle/123456789/277/rc174.pdf?sequence=3" target="_blank">http://opendocs.ids.ac.uk/opendocs/bitstream/handle/123456789/277/rc174.pdf?sequence=3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420368&pid=S1646-8872201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Charmaz, K. (2009) - <i>A constru&ccedil;&atilde;o da teoria fundamentada: guia pr&aacute;tico para an&aacute;lise qualitativa</i>. 272p., Artmed Editora S.A., Porto Alegre, Brasil. ISBN: 978-0761973539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420369&pid=S1646-8872201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cotrim, V. (2012) -<i> Trabalho Produtivo em Karl Max: velhas e novas quest&otilde;es</i>. 300p. Editora Alameda, S&atilde;o Paulo, Brasil. ISBN 9788579394.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420371&pid=S1646-8872201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dantas, C.C.; Leite, J.L.; Lima, S.B.S.; Stipp, M.A.C. (2009) - Grounded Theory: conceptual and operational aspects: a method possible to be applied in nursing research. <i>Revista Latino Americana de Enfermagem</i>, 17(4):573-579. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692009000400021" target="_blank">10.1590/S0104-11692009000400021</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420373&pid=S1646-8872201600020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DOU (2009) - Lei N. 11.959 de 29 de Junho de 2009: lei da aquicultura e pesca. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, se&ccedil;&atilde;o 1, p&aacute;gina 1, Bras&iacute;lia, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Lei/L11959.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Lei/L11959.htm</a></p>     <!-- ref --><p>Drumond, M.A. (2002) - <i>Participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria no manejo de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o: manual de t&eacute;cnicas e ferramentas</i>. 81p., Instituto Terra Brasilis de Desenvolvimento S&oacute;cio- Ambiental, Belo Horizonte, BH, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/pdf/PlanosdeManejo/ParticipacaoComunitarianoManejodeUnidadesdeConservacaoManualdeTecnicaseFerramentas.pdf" target="_blank">http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/pdf/PlanosdeManejo/ParticipacaoComunitarianoManejodeUnidadesdeConservacaoManualdeTecnicaseFerramentas.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420376&pid=S1646-8872201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Faria, A.A. da C.; Neto, P.S.F. (2006) - <i>Ferramentas de di&aacute;logo &ndash; qualificando o uso das t&eacute;cnicas do DRP: diagn&oacute;stico rural</i>. 83p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente/ IEB, Bras&iacute;lia, Brasil. ISBN: 8577380521.</p>     <!-- ref --><p>Fassarella, S. S. (2008) - O trabalho feminino no contexto da pesca artesanal: percep&ccedil;&otilde;es a partir do olhar feminino. <i>Revista SER Social</i> (ISSN: 2178-8987), 10(23):171-194, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://periodicos.unb.br/index.php/SER_Social/article/view/26/26" target="_blank">http://periodicos.unb.br/index.php/SER_Social/article/view/26/26</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420379&pid=S1646-8872201600020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garcia, N.M.; Yunes, M.A.M.; Chaves, P.F.; Santos, L.O. (2007) - Educando Meninos e Meninas: Transmiss&atilde;o Geracional da Pesca Artesanal no Ambiente Familiar. <i>Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o</i> (ISSN: 1414-6975), 25(2):93-112, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psie/n25/v25a06.pdf" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psie/n25/v25a06.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420380&pid=S1646-8872201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gasque, K.C.G.D. (2007) - Teoria Fundamentada: nova perspectiva &agrave; pesquisa explorat&oacute;ria. In: Mueller, S. P. Machado (org.), <i>M&eacute;todos para a pesquisa em Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o</i>, pp.83-118, Thesaurus Editora de Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 8570626541. Dispon&iacute;vel on line em <a href="http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/9610/3/CAPITULO_TeoriaFundamentadaNova.pdf" target="_blank">http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/9610/3/CAPITULO_TeoriaFundamentadaNova.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420381&pid=S1646-8872201600020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Geilfus F. (1997) - <i>80 Herramientas para el Desarrollo Participativo: diagn&oacute;stico, planificaci&oacute;n, monitoreo, evaluaci&oacute;n</i>. 208p., Instituto Interamericano de Cooperaci&oacute;n para la Agricultura, San Jos&eacute;, Costa Rica. ISBN: 9992377275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420383&pid=S1646-8872201600020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goes, L.O. (2008) - <i>Os usos da nomea&ccedil;&atilde;o mulher pescadora no cotidiano de homens e mulheres que atuam na pesca artesanal</i>. 220p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife , PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420385&pid=S1646-8872201600020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->Hirata, H.; Kergoat, D. (2007) - Novas configura&ccedil;&otilde;es da divis&atilde;o sexual do trabalho. <i>Cadernos de Pesquisa</i>, 37(132):595-609. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742007000300005" target="_blank">10.1590/S0100-15742007000300005</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420386&pid=S1646-8872201600020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hopfer, K.G.; Maciel-Lima, S.M. (2008) - Grounded Theory: avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do m&eacute;todo nos estudos organizacionais. <i>Revista FAE</i> (ISSN: 1516-1234), 11(2):15-24, Curitiba, PR, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.fae.edu/publicacoes/fae_v11_2/02_Katia%20e%20Sandra.pdf" target="_blank">http://www.fae.edu/publicacoes/fae_v11_2/02_Katia%20e%20Sandra.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420388&pid=S1646-8872201600020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBGE (2014) - <i>S&iacute;ntese de Indicadores Sociais: uma an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira</i>. 212p.,Estudos e Pesquisas, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8524043369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420389&pid=S1646-8872201600020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kawulich, B.B. (2005) - La observaci&oacute;n participante como m&eacute;todo de recolecci&oacute;n de datos, Forum: Qualitative Social Research (ISSN: 1438-5627), 6(2):1-32, Berlim, Alemanha. Dispon&iacute;vel online em <a href="http://www.trabajosocialmazatlan.com/multimedia/files/InvestigacionPosgrado/Observaci%C3%B3n.pdf" target="_blank">http://www.trabajosocialmazatlan.com/multimedia/files/InvestigacionPosgrado/Observaci%C3%B3n.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420391&pid=S1646-8872201600020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kergoat, D. 2009. Divis&atilde;o sexual do trabalho e rela&ccedil;&otilde;es sociais de sexo. In: Hirata, H., Laborie, F., Le Doar&eacute;, H., Senotier, D. (orgs.), <i>Dicion&aacute;rio Cr&iacute;tico do Feminismo</i>,.pp.67-76, Editora UNESP. S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 978-8571399877. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://polignu.org/sites/polignu.org/files/mulheres/data_curta/adivisaosexualdotrabalho_0.pdf" target="_blank">http://polignu.org/sites/polignu.org/files/mulheres/data_curta/adivisaosexualdotrabalho_0.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420392&pid=S1646-8872201600020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Leit&atilde;o, M.R.F.A. (2013) &ndash; G&ecirc;nero, pesca e cidadania. Amaz&ocirc;nica <i>Revista de Antropologia</i> (ISSN: 2176-0675), 5(1):100-115, Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://periodicos.ufpa.br/index.php/amazonica/article/view/1307" target="_blank">http://periodicos.ufpa.br/index.php/amazonica/article/view/1307</a></p>     <!-- ref --><p>Maia I.S.; Neto J.T.O. (2012) - Estudo de viabilidade econ&ocirc;mica e gest&atilde;o democr&aacute;tica de empreendimentos populares: o caso das marisqueiras do semi&aacute;rido potiguar. <i>Viv&ecirc;ncia: Revista de Antropologia</i>, (ISSN: 2238-6009), 1(40):67-80, Natal, RN, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/3384" target="_blank">http://www.periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/3384</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420394&pid=S1646-8872201600020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maneschy, M.C. (1995) - A mulher est&aacute; se afastando da pesca?: continuidade e mudan&ccedil;a no papel da mulher na manuten&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica entre fam&iacute;lias de pescadores no litoral do Par&aacute;. <i>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi &ndash; s&eacute;rie Antropologia</i>, (ISSN: 0522-7291), 11(2):145-166, Bel&eacute;m, PA, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Maneschy, M.C. (2000) - Da casa ao mar: pap&eacute;is das mulheres na constru&ccedil;&atilde;o da pesca respons&aacute;vel. <i>Revista Proposta</i> (ISSN: 1982- 8950), 84:82-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420396&pid=S1646-8872201600020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maneschy, M.C.; Siqueira, D.; Alvares, M.L.M. (2012) - Pescadoras: subordina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero e empoderamento. <i>Revista de Estudos Feministas</i>, 20(3):713-737. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2012000300007" target="_blank">10.1590/S0104-026X2012000300007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420398&pid=S1646-8872201600020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MPA (s/d a) - <i>100 perguntas sobre a pesca e aquicultura no Brasil</i>. Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.panoramaacuicola.com/noticias/2012/06/07/mpa_publica_100_perguntas_e_respostas_sobre_a_pesca_e_aquicultura_no_brasil.html" target="_blank">http://www.panoramaacuicola.com/noticias/2012/06/07/mpa_publica_100_perguntas_e_respostas_sobre_a_pesca_e_aquicultura_no_brasil.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420399&pid=S1646-8872201600020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MPA (s/d b) - <i>Registro Geral da Atividade Pesqueira</i>. Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://sinpesq.mpa.gov.br/rgp/" target="_blank">http://sinpesq.mpa.gov.br/rgp/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420400&pid=S1646-8872201600020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Motta-Mau&eacute;s, M.A. (1999) - Pesca de homem/peixe de mulher (?): Repensando g&ecirc;nero na literatura acad&ecirc;mica sobre comunidades pesqueiras no Brasil. <i>Etnogr&aacute;fica</i> (ISSN: 0873-6561), 3(2):377- 399, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_03/N2/Vol_iii_N2_377-400_.pdf" target="_blank">http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_03/N2/Vol_iii_N2_377-400_.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420401&pid=S1646-8872201600020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Neves, J.L. (1996) - Pesquisa qualitativa: caracter&iacute;sticas, usos e possibilidades. <i>Revista de Gest&atilde;o</i> (ISSN: 2187-7736), 1(3):1-5, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://www.regeusp.com.br/modulos/buscar.asp" target="_blank">http://www.regeusp.com.br/modulos/buscar.asp</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420403&pid=S1646-8872201600020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto, C. M. (2012) - A Teoria Fundamentada Como M&eacute;todo De Pesquisa Para Ambientes Virtuais De Aprendizagem. <i>Caminhos em Lingu&iacute;stica Aplicada</i> (ISSN: 2176-8625), 7(2):78-96, Taubat&eacute;, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/caminhoslinguistica/article/viewFile/1445/1208" target="_blank">http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/caminhoslinguistica/article/viewFile/1445/1208</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420404&pid=S1646-8872201600020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rocha, N.S.A. (2011) - <i>A Pesca Feminina Na Comunidade Segredinho: Munic&iacute;pio De Capanema</i>. 119 p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m, PA, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420405&pid=S1646-8872201600020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ros&aacute;rio J.J. (2010) - Cultura, Educa&ccedil;&atilde;o e Sustentabilidade: Pr&aacute;ticas da vida da Mulher Trabalhadora da Mar&eacute;. <i>Revista Espa&ccedil;o Livre</i> (ISSN: 2316-3011), 5(10):05-17, Goi&acirc;nia, GO, Brasil. Dispon&iacute;vel on-line em <a href="http://redelp.net/revistas/index.php/rel/issue/view/14" target="_blank">http://redelp.net/revistas/index.php/rel/issue/view/14</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1420407&pid=S1646-8872201600020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Scott, J.W. (1995) - G&ecirc;nero: uma categoria &uacute;til de an&aacute;lise hist&oacute;rica. <i>Revista Educa&ccedil;&atilde;o & Realidade</i> (ISSN: 0100-3143). 20(2):71-99, Porto Alegre, RS, Brasil. 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