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<article-id pub-id-type="doi">10.4304/risti.11.77-91</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento e avaliação de um interface com o utilizador para um sistema de escalonamento]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Polytechnic of Porto Institute of Engineering Knowledge Engineering and Decision Support Research Center]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper describes the development and evaluation process of a user interface for a scheduling system. It is intended to provide the user with a graphical and interactive way in order to define a scheduling problem as well as an interactive way to visualize and adapt a scheduling plan. The realization of these goals was achieved through a modular prototype whose development was based on a methodology focused on the usability evaluation: the star life cycle. In order to evaluate the usability prototype an evaluation session was made, allowing not only the ease of use evaluation, but also observing the different interaction forms provided by each participant.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de Escalonamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Interação Humano-Computador]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de interfaces com o utilizador]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Usability Evaluation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o de um interface com o utilizador para um sistema de escalonamento</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jesus Piairo, Ana Madureira, Jo&atilde;o Paulo Pereira, Ivo Pereira</b></p>     <p>GECAD - Knowledge Engineering and Decision Support Research Center, Institute of Engineering – Polytechnic of Porto (ISEP/IPP), Porto, Portugal E-mails: <a href="mailto:jesuspiairo@gmail.com">jesuspiairo@gmail.com</a>, <a href="mailto:amd@isep.ipp.pt">amd@isep.ipp.pt</a>,  <a href="mailto:jjp@isep.ipp.pt">jjp@isep.ipp.pt</a>, <a href="mailto:iaspe@isep.ipp.pt">iaspe@isep.ipp.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo descreve o processo de desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o de um interface com o utilizador para um sistema de escalonamento. Pretende-se disponibilizar ao utilizador, al&eacute;m de uma forma gr&aacute;fica e interativa de definir problemas de escalonamento, uma forma interativa de visualizar e adaptar um plano de escalonamento. A concretiza&ccedil;&atilde;o destes objetivos foi alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s de um prot&oacute;tipo modular desenvolvido com base numa metodologia centrada na avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade: Metodologia em Estrela. De modo a avaliar a usabilidade do prot&oacute;tipo, realizou-se uma sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o que permitiu n&atilde;o s&oacute; avaliar a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m observar as diferentes formas de intera&ccedil;&atilde;o proporcionada por cada participante.   </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Sistemas de Escalonamento, Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador, Desenvolvimento de interfaces com o utilizador, Avalia&ccedil;&atilde;o de Usabilidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This paper describes the development and evaluation process of a user interface for a scheduling system. It is intended to provide the user with a graphical and interactive way in order to define a scheduling problem as well as an interactive way to visualize and adapt a scheduling plan. The realization of these goals was achieved through a modular prototype whose development was based on a methodology focused on the usability evaluation: the star life cycle. In order to evaluate the usability prototype an evaluation session was made, allowing not only the ease of use evaluation, but also observing the different interaction forms provided by each participant.</p>     <p><b>Key-words</b>: Scheduling Systems, Human-Computer Interaction, User Interface Development, Usability Evaluation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O processo de escalonamento consiste na afeta&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es a recursos dispon&iacute;veis. Neste processo &eacute; necess&aacute;rio ter em conta um conjunto de restri&ccedil;&otilde;es como a disponibilidade de recursos, capacidade de produ&ccedil;&atilde;o e metas de produ&ccedil;&atilde;o a alcan&ccedil;ar (Pinedo, 2009). Um sistema de escalonamento contribui para a tomada de decis&atilde;o estrat&eacute;gica de uma organiza&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ando a sua competitividade.</p>     <p>O presente trabalho surge da necessidade de criar um interface com o utilizador para um sistema de escalonamento existente. Surgem assim dois objetivos a alcan&ccedil;ar: o primeiro objetivo &eacute; permitir, de uma forma gr&aacute;fica e interativa, a defini&ccedil;&atilde;o de um problema de escalonamento; o segundo objetivo &eacute; permitir visualizar e adaptar, de uma forma interativa, o plano de escalonamento.</p>     <p>Para atingir os objetivos foi necess&aacute;rio estudar e selecionar uma metodologia que permitisse o desenvolvimento de um interface centrado no utilizador. A metodologia eleita foi a Metodologia em Estrela (Hix e Hartson, 1993), uma vez que esta se centra na avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade.</p>     <p>Esta metodologia permitiu o desenvolvimento de um prot&oacute;tipo que foi submetido a uma sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o com o intuito de avaliar a sua usabilidade. Esta avalia&ccedil;&atilde;o representa a fase conclusiva do primeiro ciclo iterativo da Metodologia em Estrela.</p>     <p>Em termos de estrutura, ap&oacute;s a Introdu&ccedil;&atilde;o, este artigo apresenta a sec&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre humano e computador onde s&atilde;o apresentados os conceitos que sustentam este trabalho.</p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o seguinte, An&aacute;lise do Problema, s&atilde;o identificadas as an&aacute;lises que contribuem para a contextualiza&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o do problema e que permitem a constru&ccedil;&atilde;o do modelo de intera&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sec&ccedil;&atilde;o Prot&oacute;tipo &eacute; dedicada &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos m&oacute;dulos que fazem parte do prot&oacute;tipo desenvolvido. &Eacute; feita uma an&aacute;lise detalhada &agrave;s suas principais caracter&iacute;sticas e funcionalidades.</p>     <p>N&atilde;o menos importante, a sec&ccedil;&atilde;o Avalia&ccedil;&atilde;o de Usabilidade &eacute; dedicada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o do prot&oacute;tipo. &Eacute; apresentada a metodologia utilizada, forma como foi conduzida a sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o, os resultados obtidos e a interpreta&ccedil;&atilde;o dos mesmos.</p>     <p>Por fim, na sec&ccedil;&atilde;o Conclus&otilde;es e Trabalho Futuro &eacute; realizada a aprecia&ccedil;&atilde;o do trabalho desenvolvido e s&atilde;o apresentadas as perspetivas de trabalho futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Intera&ccedil;&atilde;o entre Humano e Computador</b></p>     <p>A intera&ccedil;&atilde;o entre um utilizador e um sistema computacional interativo define-se como o processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre estes dois elementos e que &eacute; gerido por um terceiro elemento preponderante: o interface (Piairo, 2012).</p>     <p>O interface assume-se como uma fronteira entre o humano e o computador. Permite representar o comportamento de um sistema computacional interativo e proporciona ao utilizador os meios necess&aacute;rios para controlar ou operar esse mesmo sistema (Meech, 1999).</p>     <p>A &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o que estuda o processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre humano e computador designa-se por Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador (HCI) (Hewett <i>et al.</i>, 1996). Enquanto &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o e contribui&ccedil;&atilde;o da HCI &eacute; proporcionar ao utilizador um meio adequado atrav&eacute;s do qual possa interagir com um sistema computacional interativo.</p>     <p>Neste contexto, a HCI identifica dois conceitos que devem ser considerados no desenvolvimento de um sistema computacional interativo: funcionalidade e usabilidade (Karray <i>et al.</i>, 2008). O primeiro conceito &eacute; definido como o conjunto de a&ccedil;&otilde;es ou servi&ccedil;os disponibilizados aos utilizadores. Relativamente ao conceito de usabilidade, este &eacute; definido como a efici&ecirc;ncia e adequabilidade na concretiza&ccedil;&atilde;o de determinados objetivos por determinados utilizadores (Karray <i>et al.</i>, 2008). A defini&ccedil;&atilde;o de usabilidade de um sistema computacional alterou-se ao longo tempo devido &agrave; melhor compreens&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o entre humano e computador e dos fen&oacute;menos que rodeiam esse processo de comunica&ccedil;&atilde;o. Uma das mais conhecidas defini&ccedil;&otilde;es de usabilidade foi apresentada por Nielsen (1993): “<i>a usabilidade apresenta m&uacute;ltiplos componentes e &eacute; tradicionalmente associada a cinco atributos: facilidade de aprendizagem, efici&ecirc;ncia, facilidade de memoriza&ccedil;&atilde;o, reduzida taxa de erros, e satisfa&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o”</i>. </p>     <p>Num sistema computacional interativo evidenciam-se dois componentes principais: o componente funcional, tamb&eacute;m designado por computacional, &eacute; respons&aacute;vel pela concretiza&ccedil;&atilde;o de tarefas; o componente comunicacional, mais conhecido como interface, &eacute; respons&aacute;vel pela gest&atilde;o do processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre o sistema e o utilizador (Hix e Hartson, 1993). Do ponto de vista do utilizador, o interface representa todo o sistema.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1.Desenvolvimento do interface</b></p>     <p>O processo de desenvolvimento de um interface &eacute; composto por duas partes: componente de intera&ccedil;&atilde;o e componente de software. O componente de intera&ccedil;&atilde;o define o comportamento do interface. O componente de software fornece os meios para implementar o c&oacute;digo que instancia o componente de intera&ccedil;&atilde;o (Hix e Hartson, 1993).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar dos componentes serem desenvolvidos em diferentes dom&iacute;nios (o componente de intera&ccedil;&atilde;o ocorre no dom&iacute;nio comportamental enquanto o componente de software ocorre no dom&iacute;nio da constru&ccedil;&atilde;o), ambos s&atilde;o necess&aacute;rios e igualmente importantes na defini&ccedil;&atilde;o do grau de usabilidade do sistema.</p>     <p>A fim de desenvolver o componente de intera&ccedil;&atilde;o foi necess&aacute;rio adotar uma metodologia para tal. A metodologia selecionada designa-se por Metodologia em Estrela (Hix e Hartson, 1993). Esta metodologia permite o desenvolvimento de interfaces centrados no utilizador uma vez que se centra na avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua ao longo de todo o processo de desenvolvimento. Como consequ&ecirc;ncia, os resultados de cada atividade s&atilde;o avaliados antes de se iniciar a atividade seguinte.</p>     <p>A designa&ccedil;&atilde;o Metodologia em Estrela deve-se &agrave; sua forma em estrela. As pontas da estrela n&atilde;o est&atilde;o ordenadas ou ligadas segundo uma sequ&ecirc;ncia. O que significa que o processo de desenvolvimento, na teoria, pode ser iniciado em qualquer ponto da estrela (Hix e Hartson, 1993). No centro da estrela encontra-se o processo de avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta metodologia inclui as seguintes atividades: An&aacute;lise do sistema, das tarefas, de funcionalidades, do utilizador; Especifica&ccedil;&atilde;o dos requisitos de usabilidade; <i>Design</i> e representa&ccedil;&atilde;o do <i>design</i>; Prototipagem r&aacute;pida; e Avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade. &Eacute; necess&aacute;rio referir que as cinco fases contidas na &aacute;rea de interesse s&atilde;o as fases necess&aacute;rias para a cria&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de um prot&oacute;tipo de um interface para um sistema de escalonamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. An&aacute;lise do problema</b></p>     <p>A fase de An&aacute;lise representa o ponto de partida do processo de desenvolvimento do interface. Foram realizadas as seguintes an&aacute;lises: outros sistemas de escalonamento, sistema de escalonamento existente, utilizador, tarefas e funcionalidades. A informa&ccedil;&atilde;o resultante da fase de an&aacute;lise &eacute; posteriormente “vertida” num modelo de intera&ccedil;&atilde;o durante a fase de <i>Design</i> e representa&ccedil;&atilde;o do mesmo.</p>     <p>O estudo e an&aacute;lise dos sistemas de escalonamento <i>JD Edwards EnterpriseOne Production Scheduling</i> (Oracle, 2007), <i>Sistrade Scheduling</i> (Sistrade, 2009) e <i>Lekin</i> (Pinedo <i>et al.</i>, 2002) tiveram como objetivos: a identifica&ccedil;&atilde;o dos objetos empregues na intera&ccedil;&atilde;o e das funcionalidades valorizadas pelos utilizadores; e a compreens&atilde;o das formas de intera&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o das formas de representa&ccedil;&atilde;o disponibilizadas por cada um dos sistemas. Nestes sistemas, o plano de escalonamento &eacute; representado atrav&eacute;s de um diagrama de <i>Gantt</i>, onde os ret&acirc;ngulos representam tarefas. As diferentes colora&ccedil;&otilde;es e comprimentos permitem dotar cada um dos ret&acirc;ngulos com diferentes significados (diferentes tarefas com diferentes tempos de processamento, por exemplo). Ao n&iacute;vel da intera&ccedil;&atilde;o a principal funcionalidade disponibilizada &eacute; o <i>drag and drop</i> de tarefas, funcionalidade que permite movimenta&ccedil;&otilde;es horizontais (antecipa&ccedil;&atilde;o ou atraso do inicio de tarefa) e movimenta&ccedil;&otilde;es verticais (migra&ccedil;&atilde;o de tarefas entre m&aacute;quinas paralelas). &Eacute; dado um especial enf&acirc;se &agrave; representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica dos resultados (planos de escalonamento) por parte destes sistemas. Ou seja, existe um maior investimento na visualiza&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com os resultados em detrimento da defini&ccedil;&atilde;o dos dados de entrada. Em termos pr&aacute;ticos isto pode significar em algumas situa&ccedil;&otilde;es um maior consumo de tempo na defini&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento em compara&ccedil;&atilde;o com a an&aacute;lise do plano de escalonamento resultante.</p>     <p>Este trabalho procura equilibrar o investimento em termos de visualiza&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o entre a entrada de dados (problema de escalonamento) e os resultados (plano de escalonamento).</p>     <p>As an&aacute;lises do sistema de escalonamento existente, dos potenciais utilizadores, das tarefas a realizar e das funcionalidades a disponibilizar tiveram como objetivo compreender e contextualizar o problema identificado. Este conjunto de an&aacute;lises permitiu especificar os requisitos de usabilidade. No entanto, &eacute; necess&aacute;rio referir que a especifica&ccedil;&atilde;o dos requisitos de usabilidade n&atilde;o est&aacute; confinada &agrave; fase de an&aacute;lise, ou seja, alguns requisitos foram identificados ou alterados em fases posteriores. A informa&ccedil;&atilde;o recolhida e elaborada ao longo de toda a fase de An&aacute;lise permitiu construir o modelo de intera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O modelo de intera&ccedil;&atilde;o, elaborado na fase de <i>Design</i> e representa&ccedil;&atilde;o do <i>design</i>, identifica os objetos com os quais os utilizadores ir&atilde;o interagir. Foram identificados os seguintes objetos de intera&ccedil;&atilde;o: opera&ccedil;&otilde;es, tarefas e preced&ecirc;ncias.</p>     <p>A concretiza&ccedil;&atilde;o da fase de <i>Design</i> &eacute; o ponto de partida para o desenvolvimento de um prot&oacute;tipo do interface. O desenvolvimento de um prot&oacute;tipo permitir&aacute; avaliar todo o trabalho de an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Prot&oacute;tipo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sistema recebe como entrada de dados um problema de escalonamento atrav&eacute;s do interface com o utilizador e processa essa informa&ccedil;&atilde;o com a finalidade de obter um plano de escalonamento como resultado. Este resultado &eacute; disponibilizado graficamente ao utilizador atrav&eacute;s de um diagrama de <i>Gantt</i> com o qual o utilizador pode interagir.</p>     <p>A <a href="#f3">Figura 3</a> ilustra a vis&atilde;o global do sistema. O m&oacute;dulo Editor de Tarefas e o m&oacute;dulo Editor de Problemas de Escalonamento s&atilde;o respons&aacute;veis pela defini&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento (entrada de dados) enquanto o m&oacute;dulo de Visualiza&ccedil;&atilde;o de Resultados &eacute; respons&aacute;vel pela representa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com o plano de escalonamento (sa&iacute;da de resultados).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1.    Editor de Tarefas</b></p>     <p>O Editor de Tarefas (Piairo, 2012) (Piairo <i>et al.</i>, 2013) permite, de uma forma gr&aacute;fica e interativa, definir ou editar uma sequ&ecirc;ncia de opera&ccedil;&otilde;es. Esta sequ&ecirc;ncia define a ordem pela qual as opera&ccedil;&otilde;es devem ser processadas (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma opera&ccedil;&atilde;o pode ter como precedente uma outra opera&ccedil;&atilde;o ou um conjunto de opera&ccedil;&otilde;es. Cada uma das opera&ccedil;&otilde;es possui tr&ecirc;s atributos: descri&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina onde &eacute; processada e tempo de processamento.</p>     <p>O utilizador pode inserir, remover, selecionar, mover e redimensionar opera&ccedil;&otilde;es e preced&ecirc;ncias. Ao utilizador s&atilde;o disponibilizadas as seguintes funcionalidades: cortar, copiar e colar, <i>undo e redo</i>, <i>zoom in</i> e <i>zoom out</i>, e <i>auto-layout</i>. Esta &uacute;ltima funcionalidade destaca-se pela sua utilidade, uma vez que permite a estrutura&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica das opera&ccedil;&otilde;es de acordo com os seus respetivos n&iacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De modo a assegurar a correta defini&ccedil;&atilde;o de uma tarefa, foi desenvolvido um mecanismo de valida&ccedil;&atilde;o em tempo real. O mecanismo permite que qualquer altera&ccedil;&atilde;o promovida pelo utilizador na sequ&ecirc;ncia de opera&ccedil;&otilde;es seja validada instantaneamente. No caso de insucesso numa valida&ccedil;&atilde;o, a colora&ccedil;&atilde;o do objeto que provocou a falha &eacute; alterada e &eacute; disponibilizada uma mensagem <i>tooltip</i> para que o utilizador possa identificar e compreender a causa do insucesso. S&atilde;o realizadas as seguintes valida&ccedil;&otilde;es: <b>opera&ccedil;&otilde;es isoladas</b> – uma tarefa com mais do que uma opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve conter opera&ccedil;&otilde;es isoladas (opera&ccedil;&atilde;o sem qualquer rela&ccedil;&atilde;o de preced&ecirc;ncia com outra qualquer c&eacute;lula); <b>preced&ecirc;ncias</b> – uma preced&ecirc;ncia deve estar associada a uma opera&ccedil;&atilde;o de origem e a uma opera&ccedil;&atilde;o de destino e entre uma opera&ccedil;&atilde;o de origem e uma opera&ccedil;&atilde;o de destino deve existir apenas uma preced&ecirc;ncia (repeti&ccedil;&atilde;o de preced&ecirc;ncias); <b>atributos da opera&ccedil;&atilde;o</b> – todos os atributos da opera&ccedil;&atilde;o devem ser devidamente definidos (descri&ccedil;&atilde;o, tempo de processamento e identifica&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina); <b>opera&ccedil;&otilde;es finais</b> – uma tarefa apenas deve conter uma opera&ccedil;&atilde;o final; <b>ciclos</b> – numa tarefa n&atilde;o &eacute; permitida a exist&ecirc;ncia de ciclos (conjunto de opera&ccedil;&otilde;es que formam um rede fechada); <b>descri&ccedil;&atilde;o da tarefa</b> – deve ser definida uma descri&ccedil;&atilde;o para a tarefa.</p>     <p><b>4.2.   Editor de Problemas de Escalonamento</b></p>     <p>O Editor de Problemas de Escalonamento (Piairo, 2012) (Piairo <i>et al.</i>, 2013) permite, de uma forma gr&aacute;fica e interativa, definir ou editar um problema de escalonamento. Um problema de escalonamento corresponde a um conjunto de tarefas a serem realizadas num determinado per&iacute;odo de tempo (<a href="#f5">Figura 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O utilizador pode selecionar, inserir, remover, mover e redimensionar as tarefas. Cada uma das tarefas &eacute; caraterizada por quatro atributos: data de lan&ccedil;amento, data de entrega, prioridade e quantidade. S&atilde;o disponibilizadas as funcionalidades: cortar, copiar e colar, <i>undo</i> e <i>redo</i>, <i>zoom in</i> e <i>zoom out</i>.</p>     <p>O utilizador pode selecionar, inserir, remover, mover e redimensionar as tarefas. Cada uma das tarefas &eacute; caraterizada por quatro atributos: data de lan&ccedil;amento, data de entrega, prioridade e quantidade. S&atilde;o disponibilizadas as funcionalidades: cortar, copiar e colar, <i>undo</i> e <i>redo</i>, <i>zoom in</i> e <i>zoom out</i>.</p>     <p>O utilizador pode aplicar dois tipos de movimentos &agrave;s tarefas: movimentos horizontais e movimentos verticais. Relativamente aos primeiros, quando o utilizador move horizontalmente uma tarefa, a sua data de lan&ccedil;amento e de entrega s&atilde;o alteradas, enquanto a sua dura&ccedil;&atilde;o se mant&eacute;m inalterada. No caso em que o utilizador opte por redimensionar a tarefa (apenas o redimensionamento horizontal &eacute; permitido), uma das datas, lan&ccedil;amento ou entrega, &eacute; alterada, assim como a dura&ccedil;&atilde;o da tarefa. Relativamente aos movimentos verticais, o utilizador pode trocar de posi&ccedil;&atilde;o uma ou v&aacute;rias opera&ccedil;&otilde;es em simult&acirc;neo. Existem algumas a&ccedil;&otilde;es que alteram a posi&ccedil;&atilde;o das tarefas: remover uma tarefa - o espa&ccedil;o da opera&ccedil;&atilde;o removida &eacute; ocupado por uma outra tarefa de modo a n&atilde;o existirem espa&ccedil;os livres; inserir uma tarefa – uma nova tarefa &eacute; sempre inserida imediatamente abaixo da &uacute;ltima tarefa.</p>     <p>O valor m&aacute;ximo da escala temporal pode ser alterado pelo utilizador, o que provoca uma adapta&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica das dimens&otilde;es dos objetos &agrave; nova escala.</p>     <p>Tal como acontece no m&oacute;dulo anterior, para o m&oacute;dulo Editor de Problemas de Escalonamento foi tamb&eacute;m desenvolvido um mecanismo de valida&ccedil;&otilde;es em tempo real para orientar o utilizador ao longo do processo de defini&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento. S&atilde;o realizadas as seguintes valida&ccedil;&otilde;es: <b>gama operat&oacute;ria</b> – uma tarefa deve ter associada uma gama operat&oacute;ria; <b>estado da gama operat&oacute;ria</b> – a gama operat&oacute;ria associada &agrave; tarefa pode ter sido validada com sucesso ou insucesso; <b>atributos da tarefa</b> – todos os atributos das tarefas devem ser devidamente definidos (data de lan&ccedil;amento, data de entrega, prioridade e quantidade); <b>valor m&aacute;ximo da escala temporal</b> - deve ser um n&uacute;mero inteiro maior que zero; <b>descri&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento</b> – deve ser definida uma descri&ccedil;&atilde;o para o problema de escalonamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.3.   Editor de Visualiza&ccedil;&atilde;o de Resultados</b></p>     <p>O Editor de Visualiza&ccedil;&atilde;o de Resultados (Piairo, 2012) permite a visualiza&ccedil;&atilde;o do plano de escalonamento e intera&ccedil;&atilde;o entre o utilizador e as opera&ccedil;&otilde;es das tarefas constituintes do plano de escalonamento (<a href="#f6">Figura 6</a>). Esta intera&ccedil;&atilde;o permite o ajustamento do plano &agrave;s necessidades do utilizador e/ou cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios alternativos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es promovidas pelo utilizador podem ser classificadas como movimentos horizontais e movimentos verticais. Os movimentos horizontais consistem na altera&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de uma opera&ccedil;&atilde;o dentro da mesma m&aacute;quina. Isto permite antecipar ou retardar o in&iacute;cio do processamento de uma determinada opera&ccedil;&atilde;o. Para estes movimentos s&atilde;o realizadas duas valida&ccedil;&otilde;es: sobreposi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&otilde;es – n&atilde;o s&atilde;o permitidas sobreposi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&otilde;es na mesma m&aacute;quina; opera&ccedil;&otilde;es antecessoras – a data de in&iacute;cio de uma opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser inferior &agrave; data de conclus&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o antecessora. Relativamente ao movimento vertical, este implica a migra&ccedil;&atilde;o de uma determinada opera&ccedil;&atilde;o para uma m&aacute;quina diferente da inicial. Esta possibilidade assume interesse no caso de m&aacute;quinas paralelas ou de avarias. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade</b></p>     <p>Esta sec&ccedil;&atilde;o descreve a metodologia utilizada na avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade do prot&oacute;tipo desenvolvido e apresenta os resultados obtidos durante a sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o assim como a respetiva an&aacute;lise.</p>     <p><b>5.1.    Metodologia</b></p>     <p>Com o intuito de avaliar a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o do interface desenvolvido foi preparado um gui&atilde;o baseado em (Pereira, 2004). N&atilde;o menos importante, pretendia-se tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o de um documento com os coment&aacute;rios e sugest&otilde;es de melhoria recolhidos durante a sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O gui&atilde;o teve um papel orientador dos participantes durante a sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o e &eacute; composto por quatro elementos: introdu&ccedil;&atilde;o, question&aacute;rio inicial, teste de efici&ecirc;ncia e question&aacute;rio final. A introdu&ccedil;&atilde;o procura contextualizar os participantes de modo a que possam compreender o prop&oacute;sito do sistema e da sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o, das tarefas a executar durante a sess&atilde;o, e o tipo de perguntas apresentadas; o question&aacute;rio inicial, preenchido antes da realiza&ccedil;&atilde;o do teste de efici&ecirc;ncia, procurar tra&ccedil;ar o perfil dos participantes e avaliar a sua atitude perante sistemas de escalonamento; o teste de efici&ecirc;ncia &eacute; caracterizado por um conjunto de tarefas refer&ecirc;ncia que os participantes devem realizar com o objetivo de definir um problema de escalonamento espec&iacute;fico, permitindo deste modo a observa&ccedil;&atilde;o de diferentes formas de intera&ccedil;&atilde;o; o question&aacute;rio final, preenchido ap&oacute;s o teste de efici&ecirc;ncia procura obter a opini&atilde;o dos participantes relativamente aos aspetos espec&iacute;ficos da intera&ccedil;&atilde;o e &agrave;s funcionalidades disponibilizadas. Adicionalmente s&atilde;o solicitados aos participantes coment&aacute;rios e sugest&otilde;es de melhoria.</p>     <p>Na sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o estiveram presentes 10 participantes. Todos os participantes possuem experi&ecirc;ncia em sistemas de escalonamento, experi&ecirc;ncia adquirida em contexto profissional e/ou acad&eacute;mico. A defini&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero necess&aacute;rios de participantes para a sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o baseou-se em (Virzi, 1992). Segundo este, uma sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o com apenas 5 participantes permite identificar cerca de 80% dos problemas de usabilidade. No caso de estarem pelo menos 10 participantes na sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel identificar 90% dos problemas de usabilidade.      </p>     <p><b>5.2.   Sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio com a rece&ccedil;&atilde;o dos participantes e entrega do gui&atilde;o da sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o. De seguida foi realizada uma introdu&ccedil;&atilde;o ao interface com o utilizador a ser avaliado e aos objetivos da sess&atilde;o. Ap&oacute;s a contextualiza&ccedil;&atilde;o dos participantes o question&aacute;rio inicial foi preenchido.</p>     <p>O passo que se seguiu foi o teste de efici&ecirc;ncia. Neste teste, era solicitado aos participantes a defini&ccedil;&atilde;o de um problema de escalonamento baseado em (Madureira, 2003). O problema de escalonamento &eacute; composto por 7 tarefas com diferentes data de lan&ccedil;amento e entrega, prioridades e quantidades. Para cada tarefa, os participantes deveriam definir e associar uma sequ&ecirc;ncia de opera&ccedil;&otilde;es (gama operat&oacute;ria). Era necess&aacute;rio a defini&ccedil;&atilde;o de 5 tarefas com 8 a 11 opera&ccedil;&otilde;es, cujos atributos tamb&eacute;m deveriam ser definidos pelos participantes.</p>     <p>Para cada participante foi registado o tempo gasto na correta defini&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento.</p>     <p>Por fim, e ap&oacute;s o teste de efici&ecirc;ncia, os participantes preencheram o question&aacute;rio final, onde eram questionados sobre os diversos aspetos de intera&ccedil;&atilde;o e funcionalidades disponibilizadas pelo interface avaliado.</p>     <p><b>5.3.   Resultados</b></p>     <p>Segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos atrav&eacute;s do question&aacute;rio inicial e final e a respetiva interpreta&ccedil;&atilde;o desses resultados.</p>     <p>As respostas obtidas nos question&aacute;rios foram classificadas segundo uma escala de valores inteiros entre -3 (valor m&iacute;nimo) e +3 (valor m&aacute;ximo). O valor m&eacute;dio zero &eacute; um valor neutro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No question&aacute;rio inicial, com o intuito de avaliar a sua atitude relativamente a um sistema de escalonamento, os participantes foram questionados sobre a facilidade de uso e utilidade de um sistema de escalonamento na realiza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s tarefas: programa&ccedil;&atilde;o e controlo da produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o de tarefas e afeta&ccedil;&atilde;o de recursos (<a href="#f7">Figura 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A tarefa “afeta&ccedil;&atilde;o de recursos” obteve a maior classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, sendo por isso a tarefa onde um sistema de escalonamento pode ser especialmente &uacute;til. Por outro lado, os participantes reconhecem a complexidade das tarefas, classificando a mesma tarefa como sendo das mais dif&iacute;ceis de realizar.</p>     <p>Relativamente ao principal prop&oacute;sito de um sistema de escalonamento, entre a maximiza&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos, a redu&ccedil;&atilde;o dos tempos mortos e a otimiza&ccedil;&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o, os participantes atribu&iacute;ram a maior classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia &agrave; primeira e &uacute;ltima finalidade (<a href="#f8">Figura 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao longo do teste de efici&ecirc;ncia o tempo despendido por cada participante na defini&ccedil;&atilde;o do problema de escalonamento foi registado (<a href="#f9">Figura 9</a>). Em termos m&eacute;dios foram necess&aacute;rios cerca de 33 minutos para os participantes definirem corretamente o problema de escalonamento. O tempo m&aacute;ximo foi cerca de 41 minutos enquanto o tempo m&iacute;nimo foi cerca de 24 minutos de 33 minutos. Como esperado, os participantes com maior experi&ecirc;ncia neste tipo de sistema, os especialistas/peritos, registaram os menores tempos de conclus&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No question&aacute;rio final, era solicitado aos participantes a sua opini&atilde;o relativamente a um conjunto de aspetos de intera&ccedil;&atilde;o do interface disponibilizado para avalia&ccedil;&atilde;o. Em termos de prefer&ecirc;ncia por um dos dispositivos de intera&ccedil;&atilde;o, rato e teclado, foi com naturalidade que se verificou que a prefer&ecirc;ncia dos participantes recaiu sobre o rato (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f11">Figura 11</a> ilustra a classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia obtida dos v&aacute;rio aspetos de intera&ccedil;&atilde;o do Editor de Problemas de Escalonamento. Embora todos os aspetos tivessem obtido classifica&ccedil;&otilde;es positivas, a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es Cortar, Copiar e Colar, assim como a defini&ccedil;&atilde;o do valor m&aacute;ximo da escala temporal destacam-se por terem obtido a classifica&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima. A identifica&ccedil;&atilde;o de erros atrav&eacute;s da colora&ccedil;&atilde;o dos contornos dos objetos e a altera&ccedil;&atilde;o das datas de lan&ccedil;amento e entrega via manipula&ccedil;&atilde;o com o rato s&atilde;o os aspetos a melhorar.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f12">Figura 12</a> ilustra a classifica&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios aspetos de intera&ccedil;&atilde;o do m&oacute;dulo Editor de Tarefas. As funcionalidades Cortar, Copiar e Colar, e <i>Auto-Layout</i> obtiveram a classifica&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, sendo por isso as mais f&aacute;ceis de usar. Os restantes aspetos tamb&eacute;m obtiveram classifica&ccedil;&otilde;es positivas, apesar de inferiores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em termos globais, os participantes avaliaram positivamente o interface nos seus v&aacute;rios aspetos: estrutura geral, funcionalidades disponibilizadas, articula&ccedil;&atilde;o entre m&oacute;dulos e facilidade de uso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao analisar a <a href="#f13">Figura 13</a>, pode-se observar que os participantes classificaram o interface como sendo suficiente, adequado e familiar relativamente &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de problemas de escalonamento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"> <img src="/img/revistas/rist/n11/n11a07f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios aspetos interativos do interface, os participantes foram capazes de apresentar coment&aacute;rios e sugest&otilde;es de melhoria Aqui ficam alguns exemplos:</p> <ul>     <li>Armazenamento autom&aacute;tico das altera&ccedil;&otilde;es realizadas nos atributos das opera&ccedil;&otilde;es e tarefas;</li>     <li>Sele&ccedil;&atilde;o de todo o conte&uacute;do de um campo. Isto permite evitar o duplo clique na sele&ccedil;&atilde;o de valores;</li>     <li>Sele&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de uma opera&ccedil;&atilde;o ao ser inserida.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Conclus&otilde;es e Trabalho Futuro</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos definidos para este trabalho traduziu-se no desenvolvimento de um interface centrado no utilizador para um sistema de escalonamento. Representa o primeiro ciclo iterativo da Metodologia em Estrela.</p>     <p>Este trabalho apresenta duas grandes contribui&ccedil;&otilde;es. A primeira passa pela defini&ccedil;&atilde;o de um problema de escalonamento de uma forma gr&aacute;fica e interativa atrav&eacute;s dos m&oacute;dulos Editor de Problemas de Escalonamento e Editor de Tarefas. O mecanismo de valida&ccedil;&atilde;o em tempo real permite orientar o utilizador ao longo do processo de defini&ccedil;&atilde;o identificando visualmente erros e eventuais falhas ocorridas. A segunda contribui&ccedil;&atilde;o baseia-se na visualiza&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com os planos de escalonamento. A interatividade proporcionada ao utilizador permite a adapta&ccedil;&atilde;o dos planos de escalonamento e a cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios alternativos.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o de usabilidade do prot&oacute;tipo permitiu avaliar a facilidade de intera&ccedil;&atilde;o proporcionado pelo mesmo aos participantes. A cria&ccedil;&atilde;o de um gui&atilde;o revelou-se importante e necess&aacute;ria na organiza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o. Em termos de aprecia&ccedil;&atilde;o global, conclui-se que os participantes avaliam positivamente o prot&oacute;tipo nos seus v&aacute;rios aspetos interativos: estrutura geral, articula&ccedil;&atilde;o entre m&oacute;dulos, facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o e utilidade das funcionalidades disponibilizadas. Isto reflete a avalia&ccedil;&atilde;o positiva da forma gr&aacute;fica e interativa na defini&ccedil;&atilde;o de um problema de escalonamento.</p>     <p>As perspetivas de trabalho futuro baseiam-se na implementa&ccedil;&atilde;o das melhorias identificadas na sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o, na otimiza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o entre m&oacute;dulos e no refinamento do mecanismo de valida&ccedil;&atilde;o em tempo real.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Hewett, T., Baecker, R., Card, S., Carey, T., Gasen, J., Mantei, M., Perlman, G., Strong, G. e Verplank, W. (1996). ACM SIGCHI Curricula for Human-Computer Interaction.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-9895201300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hix, D., Hartson, H. R. (1993). Developing User Interfaces: Ensuring Usability Through Product &amp; Process. John Wiley &amp; Sons, inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-9895201300010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Karray, F., Alemzadeh, M., Saleh, J. A., Arab, M. N. (2008). Human-Computer Interaction: Overview on State Art. <i>International Journal on Smart Sensing and Intelligence</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-9895201300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meech, J. F. (1999). Contextualizing User Interfaces for Complex Systems. PhD's Thesis, Birmingham University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-9895201300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nielsen, J. (1993). Usability Engineering. AP Professional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-9895201300010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oracle (2007). JD Edwards EnterpriseOne Production Scheduling. <i><a href="http://www.oracle.com/us/media1/e1-scm-ds-production-scheduling-065817.pdf" target="_blank">http://www.oracle.com/us/media1/e1-scm-ds-production-scheduling-065817.pdf</a></i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-9895201300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Madureira, A. M. (2003). Aplica&ccedil;&atilde;o de Meta-Heur&iacute;sticas ao Problema de Escalonamento em Ambiente Din&acirc;mico de Produ&ccedil;&atilde;o Discreta. Tese Doutoramento, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-9895201300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, J. P. (2004). Intera&ccedil;&atilde;o Caligr&aacute;fica Amb&iacute;gua em Sistemas Computacionais de Modela&ccedil;&atilde;o. Tese Doutoramento, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-9895201300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Piairo, J. E. F. (2012). Desenvolvimento de Interface Inteligente para Suporte &agrave; gest&atilde;o e Controlo de Produ&ccedil;&atilde;o. Tese de Mestrado, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-9895201300010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Piairo, J., Madureira, A., Pereira, J. P., Pereira, I. (2013). A User-centered Interface for Scheduling Problem Definition. Advances in Information Systems and Technologies, Advances in Intelligent Systems and Computing, volume 206, pp. 661-671, Springer Berlin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-9895201300010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinedo, M. (2009). Planning and Scheduling in Manufacturing and Services. Springer-Verlag, New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-9895201300010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinedo, M., Chao, X., Leung, J., Feldman, A., Sadathorn , N., Kreipl, S., Singer, M., Vazacopoulos, A. e Yang, Y. (2002) LEKIN – Flexible Job-Shop Scheduling System. <i><a href="http://community.stern.nyu.edu/om/software/lekin/" target="_blank">http://community.stern.nyu.edu/om/software/lekin/</a></i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-9895201300010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sistrade (2009). Sistrade Scheduling. <i><a href="http://www.sistrade.pt/pt/Doc_PDF/Sistrade_ERP_Scheduling.pdf" target="_blank">http://www.sistrade.pt/pt/Doc_PDF/Sistrade_ERP_Scheduling.pdf</a></i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-9895201300010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Virzi, R. A. (1992). Refining the Test Phase of Usability Evaluation: How Many Subjects Is Enough? Human Factors Vol.34 N&ordm;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-9895201300010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 19/04/2013</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 11/06/2013</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Este trabalho &eacute; financiado por Fundos FEDER atrav&eacute;s do Programa Operacional Fatores de Competitividade – COMPETE e por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT – Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia no &acirc;mbito dos projetos FCOMP-01-0124-FEDER-PEst-OE/EEI/UI0760/2011 e PTDC/EME-GIN/109956/2009</p>      ]]></body><back>
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