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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ambiente Colaborativo para Avaliação de Cadeias de Abastecimento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper proposes a collaborative environment that allows the performance measurement of a supply chain (as well as its constituent links) in the current business environment, which is characterized by competitiveness, turbulence and globalization of the markets. The proposed indices are generic and their adaptation to different supply chains is straightforward. The cloud technologies are analyzed from the perspective of the assets that can promote them as a support for the proposed evaluation model. The analysis of the requirements of the proposed collaborative organizational model, results in a flexible data model (also presented). The usefulness of the concept is demonstrated with the development of a software prototype in the Amazon EC2 cloud infrastructure.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ambiente Colaborativo para Avalia&ccedil;&atilde;o de Cadeias de Abastecimento</b></p>     <p><b><b>Collaborative Environment for Supply Chain Assessment</b></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paula Prata <sup>1</sup>, Paulo Fazendeiro <sup>1</sup>, Carlos Augusto <sup>1</sup>, Susana Azevedo <sup>2</sup>, V. Cruz Machado <sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Instituto de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (IT), Dep. de Inform&aacute;tica, Universidade da Beira Interior 6200-001 Covilh&atilde;, Portugal E-mail: <a href="mailto:pprata@di.ubi.pt">pprata@di.ubi.pt</a>, <a href="mailto:pandre@di.ubi.pt">pandre@di.ubi.pt</a></p>     <p><sup>2</sup> UNIDEMI – Dep. de Economia e Gest&atilde;o, Universidade da Beira Interior 6200-209 Covilh&atilde;, Portugal E-mail: <a href="mailto:sazevedo@ubi.pt">sazevedo@ubi.pt</a></p>     <p><sup>3</sup> UNIDEMI- Dep. de Engenharia Mec&acirc;nica e Industrial, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal E-mail: <a href="mailto:vcm@fct.unl.pt">vcm@fct.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste trabalho &eacute; proposto um ambiente colaborativo que permite a medi&ccedil;&atilde;o do desempenho de uma cadeia de abastecimento (bem como o dos seus elos constituintes) no atual contexto empresarial caracterizado pela competitividade, turbul&ecirc;ncia e globaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados. Os &iacute;ndices propostos s&atilde;o gen&eacute;ricos e a sua adapta&ccedil;&atilde;o a diferentes cadeias de abastecimento &eacute; imediata. As tecnologias da <i>cloud</i> s&atilde;o analisadas segundo a perspetiva das mais-valias que as podem promover enquanto suporte para o modelo de avalia&ccedil;&atilde;o proposto. S&atilde;o ponderados os requisitos do modelo organizacional colaborativo proposto, resultando num modelo de dados flex&iacute;vel tamb&eacute;m apresentado. A utilidade do conceito &eacute; demonstrada com o desenvolvimento de um prot&oacute;tipo de aplica&ccedil;&atilde;o na infraestrutura de <i>cloud</i> EC2 da Amazon.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Gest&atilde;o de Cadeias de Abastecimento; <i>Cloud Computing</i>; Ambientes Colaborativos; Integra&ccedil;&atilde;o de Sistemas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper proposes a collaborative environment that allows the performance measurement of a supply chain (as well as its constituent links) in the current business environment, which is characterized by competitiveness, turbulence and globalization of the markets. The proposed indices are generic and their adaptation to different supply chains is straightforward. The cloud technologies are analyzed from the perspective of the assets that can promote them as a support for the proposed evaluation model. The analysis of the requirements of the proposed collaborative organizational model, results in a flexible data model (also presented). The usefulness of the concept is demonstrated with the development of a software prototype in the Amazon EC2 cloud infrastructure.</p>     <p><b>Keywords</b>: Supply Chain Management; Cloud Computing; Collaborative Environments; Systems Integration.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Uma cadeia de abastecimento, <i>supply chain</i> em ingl&ecirc;s (SC), pode ser entendida como uma organiza&ccedil;&atilde;o (de empresas) altamente colaborativa com uma din&acirc;mica de rede reconfigur&aacute;vel. Esta rede de empresas que liga v&aacute;rios agentes, desde o fornecedor at&eacute; ao consumidor final passando pela fabrica&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os, tem por objetivo gerir de forma eficaz os fluxos f&iacute;sicos, financeiros e informacionais para assim atingir os objetivos do neg&oacute;cio (Stevens, 1989). A competitividade de um dado produto ou servi&ccedil;o n&atilde;o &eacute; resultado de uma &uacute;nica unidade organizacional mas sim o efeito da coordena&ccedil;&atilde;o e otimiza&ccedil;&atilde;o das atividades ao longo de toda a cadeia de abastecimento a que essa unidade pertence. Isto &eacute;, a competi&ccedil;&atilde;o deixou de se verificar apenas entre empresas individuais e centra-se agora nas pr&oacute;prias cadeias de abastecimento.</p>     <p>Surge assim a gest&atilde;o da cadeia de abastecimento que consiste na coordena&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica dos v&aacute;rios elementos que a comp&otilde;em com o objetivo de melhorar o desempenho de cada empresa individual e da SC como um todo (Mentzer et al., 2001). &Eacute; de esperar que uma SC bem gerida consiga fornecer ao cliente o produto certo, com as especifica&ccedil;&otilde;es exigidas, no s&iacute;tio certo e dentro do prazo definido, ao menor custo poss&iacute;vel para todos os membros da SC (Lambert, Cooper &amp; Pagh, 1998). </p>     <p>Novos paradigmas de gest&atilde;o t&ecirc;m surgido com o objetivo de melhorar a competitividade das SCs atrav&eacute;s do aumento da qualidade dos produtos e da melhoria do servi&ccedil;o oferecido aos clientes (Espadinha-Cruz et al., 2011). Neste trabalho vai ser dado especial destaque aos paradigmas <i>Lean</i>, &Aacute;gil, Resiliente e Verde. Paralelamente a gest&atilde;o de conhecimento tem sido reconhecida como crucial para o crescimento e desenvolvimento das organiza&ccedil;&otilde;es (Xavier et al., 2012). Em particular a capacidade para integrar, construir e reconfigurar compet&ecirc;ncias internas e externas &eacute; essencial para lidar com ambientes em r&aacute;pida mudan&ccedil;a. A avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o dos diversos paradigmas &eacute; um requisito comum a cada um destes processos e como tal &eacute; tamb&eacute;m essencial &agrave; gest&atilde;o eficiente das SCs e consequentes ganhos de produtividade. Existem j&aacute; trabalhos sobre os quatro paradigmas aqui abordados (Azevedo, Carvalho, &amp; Cruz-Machado, 2012) mas apresentam uma abordagem mais de gest&atilde;o com implica&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel da medi&ccedil;&atilde;o de desempenho da cadeia, n&atilde;o explorando, quer o ambiente colaborativo, quer as potencialidades da <i>cloud</i>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O principal objetivo deste trabalho &eacute; propor um modelo colaborativo para acomodar de forma integrada todo o processo de avalia&ccedil;&atilde;o da SC. A <i>cloud</i> &eacute; aqui explorada como meio de operacionalizar e suportar o modelo proposto. Um contributo adicional adv&eacute;m da generaliza&ccedil;&atilde;o da metodologia para medir o comportamento &aacute;gil de uma SC (Azevedo et al., 2012) aos outros paradigmas e consequente elicia&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice comp&oacute;sito para cada paradigma considerado.</p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o 2 deste artigo &eacute; brevemente revista uma sele&ccedil;&atilde;o de paradigmas de gest&atilde;o das SCs. Na sec&ccedil;&atilde;o 3 s&atilde;o enunciados os aspetos que promovem as tecnologias de <i>cloud computing</i> como uma solu&ccedil;&atilde;o emergente de apoio a este modelo organizacional. A sec&ccedil;&atilde;o 4 prop&otilde;e um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o de comportamentos de uma SC. Na sec&ccedil;&atilde;o 5 &eacute; feita a an&aacute;lise dos requisitos do sistema de informa&ccedil;&atilde;o que permite concretizar o modelo colaborativo de avalia&ccedil;&atilde;o descrito e na sec&ccedil;&atilde;o 6 apresentamos o prot&oacute;tipo desenvolvido. Finalmente, a sec&ccedil;&atilde;o 7 apresenta a conclus&atilde;o e propostas para trabalho futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Paradigmas de gest&atilde;o das cadeias de abastecimento</b></p>     <p>Segundo Christopher (2005), a gest&atilde;o das cadeias de abastecimento &eacute; a gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es a montante e a jusante com os fornecedores e clientes criando valor ao cliente ao menor custo. Para Mentzer (2001) a cadeia de abastecimento &eacute; simplesmente um conjunto de empresas, tanto a montante (ou seja, a oferta), como a jusante (ou seja, a distribui&ccedil;&atilde;o) incluindo o consumidor final. Num ambiente competitivo em constante muta&ccedil;&atilde;o, em que o ciclo de vida dos produtos &eacute; cada vez mais curto, novos paradigmas de gest&atilde;o das cadeias de abastecimento t&ecirc;m surgido. Dentre estes destacamos pela sua pertin&ecirc;ncia os paradigmas <i>lean</i>, &aacute;gil, resiliente e verde. Estes paradigmas t&ecirc;m despertado o interesse da comunidade acad&eacute;mica, quer em termos individuais (Cumbo, Kline &amp; Bumgardner , 2006; EPA, 2000; Holt &amp; Ghobadian, 2009; Naylor, Naim, &amp; Berry, 1999; Zhu, Sarkis, &amp; Geng, 2005), quer no seu conjunto pelo facto de se apresentarem determinantes para o desempenho das empresas e respetivas cadeias de abastecimento (Azevedo, Carvalho, &amp; Cruz-Machado, 2012).</p>     <p>Uma SC <i>lean</i> &eacute; aquela que tenta desenhar os seus produtos de forma a minimizar os desperd&iacute;cios de recursos e maximizar o lucro. A abordagem de gest&atilde;o <i>lean</i>, desenvolvida por Taiichi Ohn na Toyota Motor Corporation, no Jap&atilde;o, &eacute; a base para o Sistema de Produ&ccedil;&atilde;o Toyota (TPS), assente em dois pilares principais: “Autonoma&ccedil;&atilde;o ou Jidoka” e “Just-in-Time” (JIT) de produ&ccedil;&atilde;o (Ohno, 1998). De acordo com Womack &amp; Jones (1991) a estrat&eacute;gia <i>lean</i> &eacute; uma abordagem que defende a utiliza&ccedil;&atilde;o de menos recursos (menos esfor&ccedil;o humano, menos equipamento, menos tempo e menos espa&ccedil;o) na produ&ccedil;&atilde;o de produtos que estejam mais pr&oacute;ximos das necessidades dos clientes. H&aacute; evid&ecirc;ncias de que a tend&ecirc;ncia de muitas empresas &eacute; procurar solu&ccedil;&otilde;es de baixo custo, por causa da press&atilde;o sobre as margens, podendo levar a serem mais <i>lean</i>, por&eacute;m tornam-se cadeias de abastecimento mais vulner&aacute;veis (Azevedo et al, 2008; Peck, 2005; Christopher &amp; Peck, 2004).</p>     <p>Uma SC &aacute;gil &eacute; aquela que &eacute; capaz de responder rapidamente a altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o previs&iacute;veis dos mercados, quer em termos de quantidade, quer de variedade (Agarwal, Shankar &amp; Tiwari, 2007; Christopher, 2008). Segundo (Angulo &amp; Mart&iacute;n, 2009) a agilidade &eacute; um requisito indispens&aacute;vel para garantir a sobreviv&ecirc;ncia das empresas e o sucesso das organiza&ccedil;&otilde;es num ambiente t&atilde;o turbulento, competitivo e globalizado como o atual.</p>     <p>Uma SC resiliente &eacute; aquela que &eacute; capaz de reagir a altera&ccedil;&otilde;es ou roturas abruptas e inesperadas. Em termos de gest&atilde;o de SCs, a resili&ecirc;ncia &eacute; definida como a capacidade de a SC ser capaz de se regenerar para o seu estado original ou para um novo estado mais favor&aacute;vel ap&oacute;s um dist&uacute;rbio (Christopher &amp; Peck, 2004). O objetivo da cadeia de abastecimento &eacute; de entregar o produto certo, na quantidade certa, na condi&ccedil;&atilde;o certa, no lugar certo, na hora certa, pelo custo certo. Uma vez que as necessidades dos clientes est&atilde;o em constante mudan&ccedil;a, as cadeias de abastecimento devem estar adapt&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as futuras e responder adequadamente &agrave;s exig&ecirc;ncias do mercado.</p>     <p>Finalmente, uma SC verde &eacute; uma SC que incorpora preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais nas suas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o visando a minimiza&ccedil;&atilde;o dos impactos no ambiente (Rao &amp; Holt, 2005). Ambientalmente sustent&aacute;vel a gest&atilde;o da cadeia de abastecimento verde surgiu como filosofia organizacional para alcan&ccedil;ar fins e objetivos corporativos na quota de mercado, reduzindo riscos e impactos ambientais, melhorando a efici&ecirc;ncia ecol&oacute;gica destas empresas e dos seus parceiros (Zhu, Sarkis &amp; Lai, 2008; Rao &amp; Holt, 2005). Shuwang (2005) considera que as cadeias de abastecimento verdes s&atilde;o um requisito do desenvolvimento sustent&aacute;vel e uma forma eficaz para as empresas enfrentarem os desafios da concorr&ecirc;ncia no mercado. De acordo com Srivastava (2007), uma gest&atilde;o verde de SCs pode reduzir o impacto ecol&oacute;gico da atividade industrial sem sacrificar a qualidade, o custo, a fiabilidade, o desempenho ou a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. <i>Cloud</i> e Gest&atilde;o de Cadeias de Abastecimento</b></p>     <p>Tendo em conta que atualmente os contextos econ&oacute;mico e empresariais se alteram muito rapidamente, o modelo de <i>cloud computing</i> aparece como a tecnologia adequada para permitir a partilha de informa&ccedil;&atilde;o entre todos os parceiros de uma SC. A computa&ccedil;&atilde;o em <i>cloud</i> consiste num novo modelo de neg&oacute;cio onde os consumidores podem ter acesso a hardware e software, atrav&eacute;s da internet, em que apenas pagam os recursos de que necessitam em cada instante e apenas quando os utilizam (Armbrust et al., 2010).</p>     <p>De acordo com a defini&ccedil;&atilde;o do <i>National Institute of Standards and Technology</i> (Mell &amp; Grance, 2011) a computa&ccedil;&atilde;o em <i>cloud</i> tem 5 carater&iacute;sticas principais: (i) <i>on demand self-service</i>, o utilizador pode configurar e aceder a capacidades de computa&ccedil;&atilde;o sem necessidade de intera&ccedil;&atilde;o humana com o fornecedor do servi&ccedil;o; (ii) <i>broad network access</i>, os recursos est&atilde;o dispon&iacute;veis na rede atrav&eacute;s de mecanismos standard, como os protocolos da internet, que promovem o uso de plataformas cliente heterog&eacute;neas (<i>laptops</i>, <i>smartphones</i>, <i>tablets</i>, etc.); (iii) <i>resource pooling</i>, os recursos de computa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o agrupados para servir v&aacute;rios consumidores atrav&eacute;s de um modelo <i>multi-tenant</i> com diferentes recursos f&iacute;sicos e virtuais atribu&iacute;dos. Exemplos de recursos s&atilde;o armazenamento, processamento, mem&oacute;ria e largura de banda de rede; (iv) <i>rapid elasticity</i>, as capacidades de computa&ccedil;&atilde;o podem ser alocadas ou libertadas elasticamente, em alguns casos de forma autom&aacute;tica, para escalonar mais ou menos recursos de acordo com a maior ou menor procura; (v) <i>measured service</i>, os sistemas de <i>cloud</i> monitorizam, controlam e reportam automaticamente o uso dos recursos.      </p>     <p>De acordo com Kefer (2012) atrav&eacute;s da <i>cloud</i> as companhias de uma SC poder&atilde;o colaborar a uma escala global, com menos riscos e menos custos do que com sistemas de software tradicionais. Pequenas empresas n&atilde;o ter&atilde;o de fazer grandes investimentos em infraestruturas e recursos humanos de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o (TI). S&atilde;o identificadas tr&ecirc;s formas de a <i>cloud</i> melhorar as opera&ccedil;&otilde;es de uma SC: (i) uma aplica&ccedil;&atilde;o na <i>cloud</i> pode oferecer visibilidade de toda a SC em tempo real; (ii) transferir as aplica&ccedil;&otilde;es para a <i>cloud</i>, implica criar normas para a representa&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o entre todos os elementos da SC e definir regras de seguran&ccedil;a comuns; (iii) uma plataforma de <i>cloud</i> permite construir uma comunidade colaborativa.   </p>     <p>Sendo o sistema proposto neste trabalho fornecido na <i>cloud</i> segundo o modelo SaaS - Software como um Servi&ccedil;o (Armbrust et al., 2010), as empresas apenas ter&atilde;o de alugar um servi&ccedil;o de software, sem se preocuparem nem com a sua manuten&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica nem com problemas de escala do servi&ccedil;o. Al&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o de custos de desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante notar que a arquitetura <i>multi-tenant</i> da <i>cloud</i> permite tamb&eacute;m que diferentes SCs adiram &agrave; plataforma, partilhando funcionalidades ao mesmo tempo que det&ecirc;m o controlo sobre os seus dados e sobre os seus membros. Atrav&eacute;s da plataforma proposta cada empresa pode obter uma vis&atilde;o global da sua SC, e todos os elementos da SC poder&atilde;o colaborar para melhorar o desempenho e competitividade do seu neg&oacute;cio. As atuais tecnologias Web fornecem os meios para construir a plataforma enquanto o modelo de neg&oacute;cio da <i>cloud</i> fornece o modo de distribuir e reduzir os custos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Avalia&ccedil;&atilde;o do Comportamento de Cadeias de Abastecimento</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o de cada comportamento <i>lean</i>, &aacute;gil, resiliente e verde (ou outros que venham a ser propostos) &eacute; baseada na determina&ccedil;&atilde;o de um conjunto de pr&aacute;ticas relevantes para o comportamento em estudo. Por exemplo, uma pr&aacute;tica para o comportamento verde ser&aacute; qualquer a&ccedil;&atilde;o executada ao longo da cadeia que tenha como efeito eliminar ou reduzir algum tipo de impacto negativo no meio ambiente. Essas pr&aacute;ticas poder&atilde;o ser identificadas a partir da literatura, ou sugeridas por um conjunto de peritos na &aacute;rea do comportamento em estudo.</p>     <p>Esses peritos ser&atilde;o associados &agrave; SC e al&eacute;m de serem os respons&aacute;veis pela identifica&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas que determinam um certo comportamento, ser&atilde;o tamb&eacute;m respons&aacute;veis pela atribui&ccedil;&atilde;o de pesos relativos a cada uma dessas pr&aacute;ticas. Essa atribui&ccedil;&atilde;o de pesos relativos a cada pr&aacute;tica poder&aacute; ser feita, por exemplo, seguindo o m&eacute;todo Delphi (Linstone &amp; Turoff, 1975). Neste m&eacute;todo cada perito classifica por ordem de import&acirc;ncia as v&aacute;rias pr&aacute;ticas e ap&oacute;s cada ronda de inqu&eacute;ritos os resultados s&atilde;o compilados e tidos em considera&ccedil;&atilde;o para a ronda seguinte. Ap&oacute;s um n&uacute;mero de rondas pr&eacute;-definido &eacute; calculado o peso relativo de cada pr&aacute;tica.</p>     <p>Generalizando o &iacute;ndice proposto em (Azevedo et al., 2012) podemos quantificar o comportamento <i>X</i> de uma empresa se, para cada pr&aacute;tica associada a esse comportamento, for poss&iacute;vel aferir o n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o da empresa. Esse n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; medido usando uma escala de Likert (Likert, 1932) de 5 n&iacute;veis, em que o valor 1 significa “pr&aacute;tica n&atilde;o implementada” e 5 significa “pr&aacute;tica totalmente implementada”. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &iacute;ndice do comportamento <i>X</i> para uma empresa, <i>BX</i>, representa uma medida do grau de implementa&ccedil;&atilde;o nessa empresa, das v&aacute;rias pr&aacute;ticas identificadas como refletindo o comportamento <i>X</i>, isto &eacute;, como implementando a estrat&eacute;gia <i>X</i>. Associando o n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o de cada pr&aacute;tica &agrave; sua import&acirc;ncia relativa dada pelo peso da pr&aacute;tica previamente determinado o &iacute;ndice do comportamento <i>X</i> para uma dada empresa ser&aacute; dado pela equa&ccedil;&atilde;o 4.1.</p> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02e1.jpg">     
<p>Nesta equa&ccedil;&atilde;o, <i>P<sub>xi</sub></i> representa o n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica <i>i</i> para o comportamento <i>X</i>, <i>W<sub>xi</sub></i> representa o peso da pr&aacute;tica <i>i</i> para o comportamento <i>X</i> e <i>n</i> &eacute; o n&uacute;mero total de pr&aacute;ticas. Finalmente, o &iacute;ndice comp&oacute;sito do comportamento <i>X</i> para uma dada SC (<i>X<sub>SC</sub></i>) &eacute; constru&iacute;do a partir dos &iacute;ndices das empresas que formam a SC. Considera-se que numa dada SC, empresas diferentes podem ter import&acirc;ncias relativas diferentes. Representando por <i>W<sub>Cj</sub></i> o peso relativo da empresa <i>j</i> dentro da <i>SC</i> considerada, o &iacute;ndice do comportamento <i>X</i> numa dada SC &eacute; dado pela equa&ccedil;&atilde;o 4.2,</p> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02e1.jpg">     
<p>onde <i>m</i> &eacute; o n&uacute;mero de empresas que integram a SC, <i>BX<sub>j</sub></i> &eacute; o &iacute;ndice do comportamento <i>X</i> para a empresa <i>j</i> e <i>W<sub>Cj</sub></i> &eacute; o peso relativo da empresa <i>j</i> na cadeia considerada. Uma vez que o &iacute;ndice de um comportamento <i>X</i> para uma empresa &eacute; definido por um valor entre 1 e 5, ent&atilde;o o valor para o &iacute;ndice de um comportamento para uma SC ser&aacute; tamb&eacute;m um valor entre 1 e 5. Um &iacute;ndice de valor 1 significa que a cadeia n&atilde;o implementa quaisquer pr&aacute;ticas do comportamento em estudo, e um &iacute;ndice de valor 5 significa que a cadeia implementa completamente todas as pr&aacute;ticas. &Eacute; de notar que, neste modelo, estamos a assumir que o peso de uma empresa numa SC &eacute; independente do comportamento que estamos a avaliar e que assumimos que os pesos das pr&aacute;ticas para um dado comportamento s&atilde;o comuns a todas as empresas da SC. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.   Requisitos do Modelo Colaborativo</b></p>     <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada a an&aacute;lise do sistema de informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rio para implementar uma plataforma de avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento de SCs. Ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o dos tipos de utilizadores e quais os seus &acirc;mbitos de atua&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o descritas as funcionalidades do sistema e &eacute; proposto um modelo conceptual de dados que permite implementar essas funcionalidades.</p>     <p>As boas pr&aacute;ticas no planeamento da arquitetura de informa&ccedil;&atilde;o empresarial (Serra et al., 2008) foram tidas em devida conta garantindo quer o alinhamento das entidades informacionais com os processos de neg&oacute;cio (atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o estruturada da informa&ccedil;&atilde;o de interesse para o modelo), quer o alinhamento das aplica&ccedil;&otilde;es com as entidades informacionais (evitando a cria&ccedil;&atilde;o de zonas de informa&ccedil;&atilde;o duplicada).</p>     <p>O sistema ter&aacute; quatro tipos de utilizadores. O administrador do sistema, o administrador de uma SC, a empresa e o perito. Um utilizador do tipo “administrador do sistema” &eacute; respons&aacute;vel por toda a plataforma e tem acesso total a toda a informa&ccedil;&atilde;o (pode ler, escrever, modificar e apagar). Um utilizador do tipo “administrador de SC” &eacute; respons&aacute;vel por uma dada SC e tem acesso total a toda a informa&ccedil;&atilde;o de todas as empresas que fazem parte dessa SC. Um utilizador do tipo “empresa” &eacute; respons&aacute;vel pela informa&ccedil;&atilde;o de uma dada empresa. Tem acesso total &agrave; informa&ccedil;&atilde;o da sua empresa e pode consultar a informa&ccedil;&atilde;o da SC a que essa empresa pertence. Um utilizador do tipo “perito” &eacute; respons&aacute;vel pela identifica&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas que determinam um certo comportamento e pela atribui&ccedil;&atilde;o dos seus pesos relativos. Est&aacute; associado a um determinado tipo de comportamento e tem acesso total &agrave;s pr&aacute;ticas desse comportamento.    </p>     <p><b>5.1. Funcionalidades</b></p>     <p>Para avaliar um determinado comportamento de uma SC, isto &eacute;, para calcular o &iacute;ndice de um comportamento, s&atilde;o necess&aacute;rios dois passos pr&eacute;vios: 1 – identificar as pr&aacute;ticas relevantes para esse &iacute;ndice; 2 – atribuir os pesos relativos a cada uma das pr&aacute;ticas. Na fase atual da constru&ccedil;&atilde;o da plataforma foi assumido que as pr&aacute;ticas s&atilde;o obtidas da literatura sendo o administrador do sistema o respons&aacute;vel pela sua introdu&ccedil;&atilde;o. O administrador da SC identifica quais as pr&aacute;ticas que, para a sua SC, implementam um dado &iacute;ndice e associa cada uma delas &agrave; SC e ao &iacute;ndice. Por omiss&atilde;o, o peso da pr&aacute;tica ser&aacute; 1/t (onde t representa o n&uacute;mero total de pr&aacute;ticas desse &iacute;ndice para essa SC). Tendo em conta esta op&ccedil;&atilde;o, nesta fase do trabalho, as funcionalidades dos utilizadores do tipo “perito” n&atilde;o ser&atilde;o consideradas. &Eacute; de notar que a extens&atilde;o do sistema para passar a responder aos passos 1 e 2 referidos acima n&atilde;o implica modifica&ccedil;&otilde;es no modelo de dados apresentado na sec&ccedil;&atilde;o 5.2. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O “administrador do sistema” ser&aacute; respons&aacute;vel pela gest&atilde;o das seguintes entidades: utilizadores, empresas, SCs, pr&aacute;ticas e &iacute;ndices. Para todas elas poder&aacute; inserir, modificar, apagar e consultar ocorr&ecirc;ncias. Ser&aacute; este administrador quem valida o registo dos utilizadores. Quando um utilizador do tipo “empresa” se regista, introduz qual a SC a que pertence. No entanto a rela&ccedil;&atilde;o de perten&ccedil;a da empresa a uma SC s&oacute; ser&aacute; efetivada quando posteriormente o administrador da SC a validar.</p>     <p>O “administrador da SC” ser&aacute; respons&aacute;vel pelas opera&ccedil;&otilde;es que dizem respeito &agrave; sua SC: validar se uma empresa pertence &agrave; SC; associar ou retirar &iacute;ndices &agrave; SC, associar pr&aacute;ticas a um &iacute;ndice da SC, calcular o valor dos &iacute;ndices da SC. Pode ainda aceder a todos os dados das companhias da SC.</p>     <p>O utilizador “empresa” &eacute; respons&aacute;vel pelas opera&ccedil;&otilde;es que dizem respeito &agrave; empresa: atualizar dados da entidade empresa; inserir n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas dos &iacute;ndices adotados; calcular os valores dos &iacute;ndices da empresa. O utilizador do tipo “empresa” pode ainda consultar os dados das empresas da SC a que pertence.</p>     <p><b>5.2. Modelo Conceptual de Dados</b></p>     <p>O modelo conceptual de dados foi constru&iacute;do partindo de cinco tipos de entidades principais representadas a cheio no diagrama da <a href="#f1">Figura 1</a>: empresa (<i>company</i>), utilizador (<i>user</i>), cadeia de abastecimento (<i>SC</i>), &iacute;ndice (<i>index</i>) e pr&aacute;tica (<i>practice</i>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Entre as entidades empresa e utilizador existe uma associa&ccedil;&atilde;o que dar&aacute; origem &agrave; entidade <i>company_user</i> com o significado seguinte: uma empresa tem um ou v&aacute;rios utilizadores, um utilizador corresponde a zero ou uma empresa. Um utilizador n&atilde;o est&aacute; associado a uma empresa no caso de ser administrador, administrador de uma SC ou perito.</p>     <p>Entre as entidades empresa e SC existe uma associa&ccedil;&atilde;o com atributos que origina a entidade <i>company_sc</i>. Uma SC possui v&aacute;rias empresas e uma empresa pode pertencer a v&aacute;rias SCs. Por exemplo uma empresa t&ecirc;xtil que produz tecidos para assentos de autom&oacute;veis, pode pertencer simultaneamente a uma SC t&ecirc;xtil e a uma SC autom&oacute;vel. Cada ocorr&ecirc;ncia da entidade <i>company_sc</i> conter&aacute;, al&eacute;m dos identificadores da empresa e da SC, o peso relativo (<i>weight_company</i>) e a posi&ccedil;&atilde;o da empresa nessa SC (<i>sc_position</i>). A posi&ccedil;&atilde;o da empresa na SC representa se a empresa &eacute; uma empresa focal, um fornecedor de 1&ordm; n&iacute;vel, um fornecedor de 2&ordm; n&iacute;vel, um distribuidor, etc.</p>     <p>Entre as entidades SC e utilizador existe uma associa&ccedil;&atilde;o que &eacute; representada colocando o identificador da SC na tabela da entidade utilizador como chave estrangeira. Uma SC tem v&aacute;rios utilizadores e um utilizador pertence a uma &uacute;nica SC. Os utilizadores do tipo empresa ser&atilde;o associados a uma SC que ser&aacute; uma de entre as v&aacute;rias a que a sua empresa est&aacute; associada. Note-se que um utilizador do tipo empresa est&aacute; associado a uma empresa. Na entidade empresa est&atilde;o os dados da empresa a que pertence e na entidade utilizador est&atilde;o os seus dados do utilizador. Isto significa que se uma empresa estiver associada a duas ou mais SCs, ter&aacute; de ter pelo menos um utilizador por cada SC a que esteja associada. Se um utilizador &eacute; um perito, a sua SC ser&aacute; a que corresponde &agrave; sua &aacute;rea de conhecimento. Se um utilizador &eacute; um administrador de SC, a sua SC ser&aacute; aquela que administra. Se um utilizador &eacute; um administrador do sistema ent&atilde;o est&aacute; associado a uma SC global que virtualmente representa o acesso a todas as SCs.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre a entidade SC e a entidade &iacute;ndice existe uma associa&ccedil;&atilde;o com atributos que d&aacute; origem &agrave; entidade <i>sc_index</i>. Para uma SC podem ser calculados v&aacute;rios &iacute;ndices e um &iacute;ndice pode estar associado a v&aacute;rias SCs. A entidade <i>sc_index</i> al&eacute;m dos identificadores das entidades SC e &iacute;ndice vai possuir os atributos <i>index_value</i> e <i>index_date</i> que representam o valor calculado para um dado &iacute;ndice de uma SC e a data em que o &iacute;ndice foi calculado.</p>     <p>Entre as entidades &iacute;ndice e <i>company_sc</i> existe uma associa&ccedil;&atilde;o com atributos que representa o valor do &iacute;ndice para uma dada empresa numa dada SC e que &eacute; designada por <i>index_company_sc</i>. Um &iacute;ndice pode estar associado a v&aacute;rias ocorr&ecirc;ncias de <i>company_sc</i> e uma ocorr&ecirc;ncia da entidade <i>company_sc</i> pode estar associada a v&aacute;rios &iacute;ndices. Cada ocorr&ecirc;ncia da entidade <i>index_company_sc</i> conter&aacute;, al&eacute;m dos identificadores das entidades &iacute;ndice e <i>company_sc</i>, os atributos <i>index_value</i> e <i>index_date</i> que representam o valor calculado para um dado &iacute;ndice de uma empresa quando associada a uma dada SC e a data em que foi calculado. </p>     <p>Entre as entidades SC, &iacute;ndice e pr&aacute;tica existe uma associa&ccedil;&atilde;o tern&aacute;ria com atributos que d&aacute; origem &agrave; entidade <i>sc_index_practice</i> e que representa para uma dada SC e um dado &iacute;ndice quais as pr&aacute;ticas que s&atilde;o relevantes. Essa associa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de conter os identificadores das tr&ecirc;s entidades que interrelaciona, cont&eacute;m tamb&eacute;m o atributo <i>weight_practice</i> que representa o valor do peso relativo de cada pr&aacute;tica para aquele &iacute;ndice, naquela SC.</p>     <p>Entre as entidades empresa e <i>sc_index_practice</i> vai existir uma associa&ccedil;&atilde;o com atributos que d&aacute; origem &agrave; entidade <i>company_sc_index_practice_impl</i> e que representa a implementa&ccedil;&atilde;o feita por uma empresa de uma dada pr&aacute;tica para uma dada SC e um dado &iacute;ndice. O atributo <i>imp_level</i> representa o valor da implementa&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. A Aplica&ccedil;&atilde;o BAC4SC</b></p>     <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentado o prot&oacute;tipo desenvolvido para estudo do comportamento do modelo colaborativo. A aplica&ccedil;&atilde;o &eacute; designada por (BAC4SC - Behaviour Assessment on the Cloud for Supply Chain) e encontra-se publicada na <i>cloud</i> em <a href="http://54.229.2.15/" target="_blank">http://54.229.2.15/</a>. No prot&oacute;tipo &eacute; poss&iacute;vel selecionar as pr&aacute;ticas relevantes para um dado &iacute;ndice, atribuir o n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas numa dada empresa e calcular os &iacute;ndices das empresas e das SCs.</p>     <p>Em fase de implementa&ccedil;&atilde;o est&aacute; a funcionalidade de identifica&ccedil;&atilde;o pelos peritos das pr&aacute;ticas relevantes para um dado comportamento, assim como a atribui&ccedil;&atilde;o do peso relativo de cada pr&aacute;tica de uma forma colaborativa pelos representantes das v&aacute;rias empresas de uma dada SC.</p>     <p>De seguida s&atilde;o descritas as tecnologias usadas, a arquitetura da aplica&ccedil;&atilde;o e apresentadas algumas das p&aacute;ginas web para ilustrar a interface constru&iacute;da. &Eacute; descrita a infraestrutura de <i>cloud</i> usada para publicar a aplica&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o explicadas as op&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a implementadas.</p>     <p><b>6.1. Implementa&ccedil;&atilde;o do Prot&oacute;tipo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O prot&oacute;tipo consiste numa aplica&ccedil;&atilde;o web em que a interface do lado do cliente foi desenvolvida em XHTML 1.0 e CSS 2.1. A componente da l&oacute;gica de acesso aos dados do lado do servidor foi desenvolvida em PHP 5.4.7 usando a extens&atilde;o PHP Data Objects (PDO)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. A extens&atilde;o PDO fornece uma camada de abstra&ccedil;&atilde;o standard para interagir com qualquer sistema de base de dados. A base de dados foi implementada em MySQL 5.5.27, o servidor web usado foi o Apache 2.4.3 e a aplica&ccedil;&atilde;o foi publicada na infraestrutura de <i>cloud</i> Amazon Elastic Compute Cloud (EC2) podendo ser acedida por um qualquer Browser. A EC2 foi escolhida pelas condi&ccedil;&otilde;es para desenvolvimento <i>freeware</i> que permite. Na <i>cloud</i> foi usada uma inst&acirc;ncia do sistema operativo (SO) Ubuntu server 12.04.2.LTS de 64 bits e criado um grupo de seguran&ccedil;a que funcionando como uma firewall permite controlar o tr&aacute;fego de acesso &agrave; inst&acirc;ncia do SO. Em particular o grupo de seguran&ccedil;a criado permite o acesso aos portos 22 para SSH, 80 para HTTP e 443 para HTTPS. Os componentes da aplica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o esquematizados na <a href="#f2">Figura 2</a>. As p&aacute;ginas da aplica&ccedil;&atilde;o foram desenhadas com o objetivo de cada tipo de utilizador poder ter a sua interface personalizada. De forma din&acirc;mica cada SC ter&aacute; componentes pr&oacute;prios quer em termos de imagem quer de conte&uacute;do, assim como cada empresa. Na <a href="#f3">Figura 3</a> apresenta-se a p&aacute;gina principal da aplica&ccedil;&atilde;o onde um utilizador poder&aacute; fazer o seu registo e ap&oacute;s valida&ccedil;&atilde;o pelo administrador do sistema poder&aacute; fazer o <i>login</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f4">Figura 4</a> &eacute; mostrada uma das p&aacute;ginas da &aacute;rea de administra&ccedil;&atilde;o da SC autom&oacute;vel onde s&atilde;o selecionadas as pr&aacute;ticas relevantes para o comportamento verde. Na <a href="#f5">Figura 5</a> &eacute; apresentada a p&aacute;gina que permite &agrave; empresa <i>CompAutoX</i> reportar os seus n&iacute;veis de implementa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas verdes<i>.</i></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a02f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>6.2. A Infraestrutura de Cloud Amazon EC2</b></p>     <p>A Amazon EC2 fornece <i>templates</i> denominados Amazon Machine Images (AMIs) que cont&ecirc;m configura&ccedil;&otilde;es de software incluindo o sistema operativo e eventualmente outras aplica&ccedil;&otilde;es. &Eacute; poss&iacute;vel criar diferentes tipos de inst&acirc;ncias a partir de uma AMI, variando o espa&ccedil;o de mem&oacute;ria e a capacidade de processamento a que queremos aceder. Quando &eacute; criada uma inst&acirc;ncia EC2, &eacute; fornecido um par de chaves de encripta&ccedil;&atilde;o PEM (Privacy Enhanced Mail) que tem de ser usado para executar as liga&ccedil;&otilde;es com essa inst&acirc;ncia. Para publicar a aplica&ccedil;&atilde;o na <i>cloud</i> usamos um sistema Windows acedendo por SSH atrav&eacute;s da ferramenta PuTTY. Foi por isso necess&aacute;rio converter as chaves PEM para o formato PPK (PuTTY Private Key). A aplica&ccedil;&atilde;o foi testada usando uma micro inst&acirc;ncia de acesso gratuito, com 613 MB de mem&oacute;ria e 2 ECUs. Uma ECU (EC2 Compute Unit) tem aproximadamente a capacidade de processamento de um CPU a 1.0-1.2 GHz.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>6.3. Seguran&ccedil;a</b></p>     <p>A encripta&ccedil;&atilde;o da password dos utilizadores de forma a proteger as credenciais de acesso de ataques <i>Brute Force</i> e <i>Rainbow Tables</i> (Selvakumar &amp; Ganadhas, 2009) e a prote&ccedil;&atilde;o contra ataques de <i>SQL Injection</i> (Tajpour, A.  &amp; Shooshtari, 2010) foram dois dos aspetos de seguran&ccedil;a devidamente acautelados neste prot&oacute;tipo. Na vers&atilde;o final da aplica&ccedil;&atilde;o a seguran&ccedil;a na comunica&ccedil;&atilde;o entre o cliente e o servidor ir&aacute; ser garantida atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do protocolo HTTPS (Rescorla, 2000).</p>     <p>Na prote&ccedil;&atilde;o das <i>passwords</i>, para cada utilizador que se regista &eacute; guardada uma vari&aacute;vel aleat&oacute;ria comumente designada por <i>salt</i>. A <i>password</i> ap&oacute;s ser concatenada com a vari&aacute;vel <i>salt</i> &eacute; encriptada com uma fun&ccedil;&atilde;o de hash<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, <i>sha256</i>. Ap&oacute;s repetir o processo 216 vezes o valor resultante &eacute; guardado na base de dados. Quando &eacute; feito um <i>login</i>, o valor do <i>salt</i> &eacute; lido da base de dados e com a password que o utilizador introduz &eacute; repetido o processo de encripta&ccedil;&atilde;o. O valor gerado &eacute; comparado com o que foi guardado no processo de registo.  </p>     <p>A prote&ccedil;&atilde;o contra ataques de <i>SQL injection</i>, isto &eacute;, da possibilidade de, atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o do <i>input</i> dos comandos enviados para a aplica&ccedil;&atilde;o, serem enviados &agrave; base de dados <i>queries</i> diferentes dos previstos, foi feita atrav&eacute;s das <i>prepared statements</i><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> do PHP PDO [23]. Aqui as instru&ccedil;&otilde;es SQL s&atilde;o constru&iacute;das a partir de <i>templates</i> pr&eacute;-definidos e em vez de se colocarem diretamente os nomes das vari&aacute;veis dentro da <i>string</i> do <i>query</i>, estas s&atilde;o passadas como par&acirc;metros, definidos atrav&eacute;s de <i>placeholders</i>, que ser&atilde;o substitu&iacute;dos quando o <i>query</i> for pr&eacute;-processado. Assim n&atilde;o h&aacute; vari&aacute;veis passadas como <i>strings</i> que possam ser substitu&iacute;das por <i>queries</i> maliciosos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>7. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Tendo em conta os novos paradigmas de gest&atilde;o da SC e a atual din&acirc;mica empresarial, &eacute; importante que os decisores das cadeias de abastecimento estejam cientes (em tempo &uacute;til) do n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o das principais pr&aacute;ticas associadas a cada paradigma. Neste trabalho &eacute; proposta uma metodologia que permite a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho de uma cadeia de abastecimento, e dos seus elos constituintes, num contexto global. Os &iacute;ndices propostos s&atilde;o gen&eacute;ricos e a sua adapta&ccedil;&atilde;o a diferentes cadeias de abastecimento &eacute; imediata. A <i>cloud</i> surge aqui como suporte facilitador para o modelo colaborativo de avalia&ccedil;&atilde;o proposto.</p>     <p>A computa&ccedil;&atilde;o em <i>cloud</i> introduz um novo modelo de neg&oacute;cio, onde os consumidores podem ter acesso a hardware e software atrav&eacute;s da Internet, pagando de acordo com os recursos usados, como fazemos com os servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Da perspetiva da SC a computa&ccedil;&atilde;o em <i>cloud</i> transformou o modo como as redes empresariais globais interagem, proporcionando um modelo flex&iacute;vel e colaborativo. O estabelecimento de um ambiente dedicado de neg&oacute;cios virtual em uma infraestrutura comum oferece uma interface controlada - simplificando n&atilde;o s&oacute; a distribui&ccedil;&atilde;o para toda a SC do modelo de avalia&ccedil;&atilde;o proposto, mas tamb&eacute;m a sua valida&ccedil;&atilde;o e posterior an&aacute;lise de dados hist&oacute;ricos.</p>     <p>Neste sentido o prot&oacute;tipo de aplica&ccedil;&atilde;o desenvolvido demonstra a utilidade do conceito e prepara o caminho para colocar em produ&ccedil;&atilde;o o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o. O modelo de dados foi desenhado com o intuito de acomodar n&atilde;o apenas as opera&ccedil;&otilde;es de aferi&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas e c&aacute;lculo dos &iacute;ndices associados &agrave;s empresas e &agrave; SC como um todo, mas tamb&eacute;m um conjunto de funcionalidades complementares que ser&atilde;o desenvolvidas para o sistema em produ&ccedil;&atilde;o. Dentre estas, real&ccedil;amos as seguintes tarefas: (i) identifica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e respetivos pesos atrav&eacute;s de um sistema de vota&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel para os peritos; (ii) ajuste cooperativo da pol&iacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o da SC por parte dos diversos atores, permitindo a inclus&atilde;o r&aacute;pida e flex&iacute;vel de novos conhecimentos e compet&ecirc;ncias; (iii) an&aacute;lise do hist&oacute;rico das avalia&ccedil;&otilde;es permitindo o conhecimento em tempo real da evolu&ccedil;&atilde;o do comportamento da cadeia e tamb&eacute;m suportar o processo de tomada de decis&atilde;o no que concerne &agrave; escolha dos pr&oacute;prios elementos da SC. O sistema de produ&ccedil;&atilde;o, assim melhorado, far&aacute; uso de tecnologias mais recentes que as empregues no prot&oacute;tipo, e.g. HTML5 e CSS3, permitindo o acesso &agrave; plataforma a partir de dispositivos m&oacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Agarwal, A., Shankar, R. &amp; Tiwari, M. (2007). Modeling agility of supply chain.  <i>Industrial Marketing Management</i>, 36(4), 443-457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-9895201300020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Angulo, P., &amp; Mart&iacute;n J. (2009). Aplicaci&oacute;n de Sistemas Inteligentes en la Creaci&oacute;n de Organizaciones Virtuales Din&aacute;micas para la Prevencion del Maltrato Infantil. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, n&ordm;4, 69-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-9895201300020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Armbrust, M., Fox, A., Griffith, R., Joseph, A., D., Katz, R., Konwinski, A., Lee, G., Patterson, D., Rabkin, A., Stoica, I. &amp; Zaharia, M. (2010). A view of cloud computing. <i>Communications of the ACM</i>, 53 (4), 50-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-9895201300020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo S. G., Machado V. H. , Barroso A. P. &amp; Cruz Machado V. (2008). Supply Chain Vulnerability: Environment Changes and Dependencies. <i>International Journal of Logistics and Transport</i>, 2, 41 - 45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-9895201300020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, S., Carvalho, H. &amp; Cruz-Machado, V. (2012). Proposal of a conceptual model to analyse the influence of LARG practices on manufacturing supply chain performance. <i>Journal of Modern Accounting &amp; Auditing</i>, 8 (2), 174-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-9895201300020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, S. Prata, P., Fazendeiro, P. &amp; Cruz-Machado, V. (2012). Assessment of supply chain agility in a cloud computing-based framework. Scalable Computing: Practice and Experience.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-9895201300020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christopher, M. (2008). The Agile Supply Chain: Competing in Volatile Markets. <i>Industrial Marketing Management</i>, Elsevier, 29(1), 37-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-9895201300020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christopher, M. (2005). Logistics and Supply Chain Management: Creating Value-Adding Networks. London: Prentice Hall: Financial Times.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-9895201300020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christopher, M. &amp; Peck, H. (2004). Building the resilient supply chain. <i>International Journal of Logistics Management</i>, 15(2), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-9895201300020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cumbo, D., Kline. D., &amp; Bumgardner, M. M. (2006). Benchmarking performance measurement and lean manufacturing in the rough mill. <i>Forest Products Journal</i>, 56(6), 25-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-9895201300020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Environmental Protection Agency [EPA]. (2000). The lean and green supply chain: A practical guide for materials managers and supply chain managers to reduce costs and improve environmental performance. Retrieved October 8, 2009 from  <a href="http://www.epa.gov/oppt/library/pubs/archive/acct-archive/pubs/lean.pdf" target="_blank">http://www.epa.gov/oppt/library/pubs/archive/acct-archive/pubs/lean.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-9895201300020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Espadinha-Cruz, P., Grilo, A. Puga-Leal, R. &amp; Cruz-Machado, V. (2011). A model for evaluating Lean, Agile, Resilient and Green practices interoperability in supply chains.<i> IEEE International Conference on </i><i>Industrial Engineering and Engineering Management (IEEM), </i>1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-9895201300020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kefer, G. (2012). Three Ways Cloud Computing Can Improve Supply Chain Operations for the Chemical Industry. <i>IHS Chemical Week</i>, February 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-9895201300020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holt, D., &amp; Ghobadian, A. (2009). An empirical study of green supply chain management practices amongst UK manufacturers. <i>Journal of Manufacturing Technology Management</i>, 20(7), 933-956.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-9895201300020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lambert, D. M., Cooper, M. C. &amp; Pagh, J. D. (1998). Supply Chain Management: Implementation Issues and Research Opportunities. <i>The International Journal of Logistics Management</i>, 9(2), 1-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-9895201300020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Likert, R. (1932). A Technique for the Measurement of Attitudes. <i>Archives of Psychology,</i> Vol. 140, 1-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-9895201300020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Linstone, H. &amp; Turoff, M. (eds) (1975). <i>The Delphi Method: Techniques and applications.</i> Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-9895201300020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mell, P. &amp; Grance, T. (2011). The NIST Definition of Cloud Computing. <i>NIST - National Institute of Standards and Technology</i>, September 2011, 7 pages.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-9895201300020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mentzer, J. T., Keebler, J. S., Nix, N. W., Smith, C. D. &amp; Zacharia, Z. G. (2001). Defining supply chain management. <i>Journal of Business Logistics</i>, 22(2), 1-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-9895201300020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Naylor, B., Naim, M., &amp; Berry, D. (1999). Leagility: Integrating the lean and agile manufacturing paradigms in the total supply chain. <i>International Journal of Production Economics</i>, 62(10), 107-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-9895201300020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ohno, T. (1988). Toyota Production System. <i>International Journal of Operations</i>, Vol. 4, Productivity Press, 3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-9895201300020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peck, H. (2005). Drivers of supply chain vulnerability: an integrated framework. <i>International Journal of Physical Distribution &amp; Logistics Management</i>, Vol. 35, 210-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-9895201300020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rao, P. &amp; Holt, D. (2005). Do green supply chains lead to competitiveness and economic performance? <i>International Journal of Operations &amp; Production Management</i>, 25(9), 898-916.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-9895201300020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rescorla, E. (2000). HTTP over TLS. <i>RFC 2818</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-9895201300020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Selvakumar, A. A. L. &amp; Ganadhas, C. S. (2009). The Evaluation Report of SHA-256 Crypt Analysis Hash Function. <i>International Conference on </i><i>Communication Software and Networks, ICCSN '09,</i> 588 – 592.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-9895201300020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serra, N., Gon&ccedil;alves, A., Serra, J., &amp; Sousa P. (2008). Planeamento Estrat&eacute;gico no contexto de Arquitectura Empresarial. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, n&ordm;2, 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-9895201300020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shuwang, W., Zhang L., Zhifeng, L., Guangfu, L., &amp; Zhang, H. C. (2005). Study on the Performance Assessment of Green Supply Chain. <i>IEEE International Conference on Systems,</i> Man and Cybernetics 2005, 942 – 947.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-9895201300020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Srivastava, S. K. (2007). Green supply-chain management: A state-of-the-art literature review. International Journal of Management Reviews, Wiley Online Library, 9(1), 53-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-9895201300020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stevens, G. (1989). Integrating the supply chain.<i> International Journal of Purchasing, Distribution and Materials Management</i>, 19(8), 3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-9895201300020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajpour, A.  &amp; Shooshtari, M. J. (2010). Evaluation of SQL Injection Detection and Prevention Techniques. 2<sup>nd</sup> Int’l Conference on Computational Intelligence, Communication Systems and Networks (CICSyN), 216-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-9895201300020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Womack, J. P., Jones, D. T. &amp; Roos, D. (1991). The Machine That Changed the World: The Story of Lean Production. Harper Perennial, 323 pages.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-9895201300020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Xavier, L., Oliveira, M. &amp; Teixeira E. (2012). Teorias utilizadas nas investiga&ccedil;&otilde;es sobre gest&atilde;o do conhecimento. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, n&ordm;10, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-9895201300020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zhu, Q., Sarkis, J., &amp; Geng, Y. (2005). Green supply chain management in China: Pressures, practices and performance. <i>International Journal of Operations and Production Management</i>, 25, 449-468.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-9895201300020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zhu Q., Sarkis J. &amp; Lai K. (2008).  Confirmation of a measurement model for green supply chain management practices implementation. <i>International Journal of Production Economics</i>, Vol. 111, 261-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-9895201300020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido / Recibido: 10/10/2013</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 12/12/2013</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimento</b></p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT), projeto PEst-OE/EEI/LA0008/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> PHP Data Objects, <a href="http://php.net/manual/en/book.pdo.php" target="_blank">http://php.net/manual/en/book.pdo.php</a></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Secure Hash Standard (SHS) FIPS PUB 180-4, (2012). <a href="http://csrc.nist.gov/publications/fips/fips180-4/fips-180-4.pdf" target="_blank">http://csrc.nist.gov/publications/fips/fips180-4/fips-180-4.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Prepared Statements, <a href="http://php.net/manual/en/pdo.prepared-statements.php" target="_blank">http://php.net/manual/en/pdo.prepared-statements.php</a></p>     ]]></body>
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