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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ambientes Colaborativos Virtuais: potencial das redes sociais. O caso das empresas do Algarve]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of present work is to analyse the potential of social networks in the performance of small and medium enterprises in Algarve region, having developed a questionnaire for this purpose. The empirical study reveals that the collected data (from 70 enterprises) have good psico-metric qualities. Then, a categorical principal component analysis was performed, which identified two main typologies of goals in using social networks: those for product-client interaction and search or knowledge; and those with potential for marketing. A supplementary analysis, hierarchical cluster analysis (using Ward's grouping method), identified three patterns of enterprises according to their level of social networks' involvement: cluster Social Tec Level 1; cluster Social Tec Level 2 and cluster Social Tec Level 3. These analyses validate a sustainable methodology for this kind of approach.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ambientes Colaborativos Virtuais: potencial das redes sociais. O caso das empresas do Algarve</b></p>     <p><b><b>Collaborative Virtual Environments: potential of social networks. The case of companies in the Algarve</b></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Belo <sup>1</sup>, Guilherme Castela <sup>2</sup>, S&iacute;lvia Fernandes <sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> SandoGago, Lda. Quarteira, Portugal E-mail: <a href="mailto:anagagobelo@gmail.com">anagagobelo@gmail.com</a>, <a href="mailto:gcastela@ualg.pt">gcastela@ualg.pt</a></p>     <p><sup>2,3</sup> Research Centre for Spatial and Organizational Dynamics, Faculty of Economics - University of Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro, Portugal E-mail: <a href="mailto:sfernan@ualg.pt">sfernan@ualg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente artigo &eacute; analisar o potencial das redes sociais no desempenho das pequenas e m&eacute;dias empresas da regi&atilde;o do Algarve, tendo sido efectuado um question&aacute;rio para o efeito. O estudo emp&iacute;rico realizado revela que os dados recolhidos (de 70 empresas) possuem boas qualidades psico-m&eacute;tricas. Procedeu-se a uma an&aacute;lise categ&oacute;rica de componentes principais, a qual identificou duas principais tipologias de objectivos nas redes sociais: redes sociais para interac&ccedil;&atilde;o produto-cliente e pesquisa ou conhecimento; e redes sociais com potencial para o marketing. Uma an&aacute;lise suplementar - an&aacute;lise hier&aacute;rquica de clusters (com recurso ao m&eacute;todo de agrupamento de <i>Ward</i>) - identificou tr&ecirc;s padr&otilde;es de empresas consoante o seu grau de envolvimento em redes sociais: cluster Social Tec Grau 1; cluster Social Tec Grau 2 e cluster Social Tec Grau 3. Estas an&aacute;lises permitem validar uma metodologia sustent&aacute;vel para este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: redes sociais; Internet; padr&otilde;es; desempenho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p> The aim of present work is to analyse the potential of social networks in the performance of small and medium enterprises in Algarve region, having developed a questionnaire for this purpose. The empirical study reveals that the collected data (from 70 enterprises) have good psico-metric qualities. Then, a categorical principal component analysis was performed, which identified two main typologies of goals in using social networks: those for product-client interaction and search or knowledge; and those with potential for marketing. A supplementary analysis, hierarchical cluster analysis (using Ward’s grouping method), identified three patterns of enterprises according to their level of social networks’ involvement: cluster Social Tec Level 1; cluster Social Tec Level 2 and cluster Social Tec Level 3. These analyses validate a sustainable methodology for this kind of approach.</p>     <p><b>Keywords</b><i>:</i> social networks; Internet; patterns; performance.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o da Internet, em especial o surgimento da web 2.0 (O'Reilly, 2005), abriu novas oportunidades e benef&iacute;cios para as empresas e para a popula&ccedil;&atilde;o em geral, dada a facilidade de comunica&ccedil;&atilde;o e a velocidade de difus&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o resultantes (Brand&atilde;o &amp; Marques, 2010). Uma das maiores oportunidades foi a abertura das novas aplica&ccedil;&otilde;es <i>online</i> de ambientes de rede (Tredinnick, 2006; Boyd &amp; Elisson, 2007; Constantinides <i>et al</i>., 2008). A Internet apresenta-se hoje como a plataforma de maior acesso, &agrave; qual actualmente milh&otilde;es de indiv&iacute;duos, em qualquer lugar ou momento, acedem diariamente (Tapscott &amp; Williams, 2007). Neste contexto, em constante muta&ccedil;&atilde;o, surgem todos os dias novos ambientes e funcionalidades (Evans, 2009) tais como as redes sociais - <i>Facebook</i>, <i>Youtube</i>, <i>LinkedIn</i>, <i>Twitter</i>, <i>Hi5</i>, <i>Bebo</i>, <i>MySpace</i> - em que cada vez mais utilizadores comunicam e partilham conte&uacute;dos (Pei <i>et al</i>., 2011; Boyd &amp; Ellison, 2007).</p>     <p>Actualmente muitos indiv&iacute;duos em Portugal, e no resto do mundo, passam algum tempo do seu dia nestes aplicativos, inclusive durante o hor&aacute;rio de trabalho. Nestas plataformas, os indiv&iacute;duos criam os seus perfis, comunicam, trocam fotos, filmes e conte&uacute;dos ou agrupam-se sobre um determinado interesse, criando comunidades. Participar nestas comunidades, influenciando-as em seu benef&iacute;cio ou comunicando com os seus clientes, &eacute; de todo o interesse para uma empresa. Tais indiv&iacute;duos, ligados em rede, participam activamente na inova&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o de riqueza e desenvolvimento social de uma forma nunca antes pensada (Qualman, 2009).</p>     <p>Segundo o estudo “A utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet em Portugal 2010” (Taborda, 2010), cerca de 64,8% dos utilizadores de redes sociais em Portugal consideram importante que as empresas tenham um perfil nessas redes. A entrada das empresas nestes novos aplicativos muda completamente as “regras do jogo”. Muitos j&aacute; sugerem que &agrave; Economia do Conhecimento e &agrave; Economia Digital, sucede agora uma nova economia com o nome de <i>Socialnomics</i> (Qualman, 2009) ou “Economia das Rela&ccedil;&otilde;es” (Robison &amp; Ritchie, 2010), ou ainda “Economia da Integridade” (Bernasek, 2010). Essa nova Economia baseia-se em inter-relacionamentos tendo como alicerce a confian&ccedil;a e a integridade. Os recursos fundamentais na empresa, que em s&eacute;culos passados eram tang&iacute;veis, s&atilde;o agora substitu&iacute;dos por valores intang&iacute;veis como o conhecimento, a confian&ccedil;a e as rela&ccedil;&otilde;es entre indiv&iacute;duos. As empresas tentam adaptar-se a estas revolu&ccedil;&otilde;es e inova&ccedil;&otilde;es de forma a retirar valor acrescentado.</p>     <p>O despertar das empresas e organiza&ccedil;&otilde;es para estas ferramentas sociais &eacute; uma reac&ccedil;&atilde;o recente. Os estudos das redes sociais t&ecirc;m sido ampliados, recebendo cada vez mais aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica (Boyd &amp; Ellison, 2007). Estes s&iacute;tios web constituem presentemente um importante foco de pesquisa para trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas. Um dos exemplos que se pode dar &eacute; o aplicativo <i>Facebook</i>, que j&aacute; foi estudado por Dwyer <i>et al</i>. (2007); Acquisti &amp; Gross (2006); Lampe <i>et al</i>. (2007) e Stutzman (2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com este prop&oacute;sito, &eacute; fundamental o estudo das inter-rela&ccedil;&otilde;es entre empresa e redes sociais no &acirc;mbito do seu potencial, especialmente para as pequenas e m&eacute;dias empresas (PME). Nesse sentido, interessa caracterizar actualmente a sua participa&ccedil;&atilde;o nestes s&iacute;tios web inovadores, bem como analisar que actividades ficam mais potenciadas. Algumas empresas da regi&atilde;o do Algarve utilizam estas redes na actividade de marketing. Mas as empresas n&atilde;o devem ver as redes sociais apenas como uma moda ou uma estrat&eacute;gia de marketing <i>online</i> (Evans, 2009). Precisam olhar mais fundo e analisar estes novos ambientes com uma perspectiva inovadora, pois as redes sociais constituem um meio de comunica&ccedil;&atilde;o que abrange milh&otilde;es de potenciais clientes (Vasconcelos &amp; Campos, 2010; Tapscott &amp; Williams, 2007; Brand&atilde;o &amp; Marques, 2010; Constantinides <i>et al</i>., 2008). A adapta&ccedil;&atilde;o das empresas a estas novas realidades implica uma inova&ccedil;&atilde;o na sua estrat&eacute;gia e organiza&ccedil;&atilde;o (at&eacute; no design organizacional).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Estudos Comparados</b></p>     <p>As redes sociais introduziram mudan&ccedil;as fundamentais na forma de comportamento dos utilizadores. Algumas empresas mais inovadoras reconheceram essa mudan&ccedil;a e est&atilde;o a tirar partido de serem as primeiras a divulgar e promover as suas actividades nas redes sociais participando, criando comunidades e comercializando seus produtos <i>online</i> (Evans, 2009). Destas mudan&ccedil;as adv&ecirc;m grandes vantagens para as empresas, dado que a tecnologia &eacute; uma das principais ferramentas utilizadas pelas empresas para inovar. Diversos estudos emp&iacute;ricos comprovam as liga&ccedil;&otilde;es entre TI, inova&ccedil;&atilde;o e o sucesso competitivo das PME (Edquist &amp; Henrekson, 2006).</p>     <p>Estes ambientes t&ecirc;m a vantagem de permitir uma comunica&ccedil;&atilde;o a baixo custo, o que conduz a uma enorme ades&atilde;o, fazendo com que as redes rapidamente se expandam conectando utilizadores em todo o mundo (Hempel, 2009; Golder <i>et al</i>., 2007). O que mais leva os indiv&iacute;duos a agruparem-se nestas ferramentas sociais &eacute; o facto de partilharem interesses em comum (Shirky, 2010; Weber, 2009) sem contacto f&iacute;sico ou sem precisarem encontrar-se no mesmo espa&ccedil;o f&iacute;sico (Kardaras <i>et al.</i>, 2003).</p>     <p>Uma previs&atilde;o efectuada por Wilson (2009) indica que 50% dos utilizadores de Internet no Reino Unido visitar&atilde;o as redes sociais pelo menos uma vez por m&ecirc;s at&eacute; 2013, e trabalhadores de escrit&oacute;rio pelo menos 30 minutos por dia (Yap &amp; Robben, 2010). As PME n&atilde;o podem ignorar o tempo utilizado nas redes sociais e, como tal, devem ir ao encontro dessas comunidades. N&atilde;o podem ignorar que estas representam benef&iacute;cios no lan&ccedil;amento de produtos inovadores, entre outras oportunidades como: promo&ccedil;&otilde;es (Evans, 2009); pesquisa e suporte t&eacute;cnico (Wilson, 2009); confian&ccedil;a, coopera&ccedil;&atilde;o, lan&ccedil;amento de concursos, fideliza&ccedil;&atilde;o, pedidos de opini&atilde;o, novos neg&oacute;cios, informa&ccedil;&atilde;o relevante para o neg&oacute;cio, recrutamento (Pei <i>et al</i>., 2011); internacionaliza&ccedil;&atilde;o (Zhou <i>et al</i>., 2007) e cria&ccedil;&atilde;o/ distribui&ccedil;&atilde;o informal de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o para inova&ccedil;&atilde;o (Vasconcelos &amp; Campos, 2010). E ainda Arima (2010) valoriza os <i>media</i> sociais como uma oportunidade para as organiza&ccedil;&otilde;es constru&iacute;rem marcas, demonstrarem comportamentos de lideran&ccedil;a, expandirem recursos, alcan&ccedil;arem novas audi&ecirc;ncias e encontrarem novas fontes de ideias.</p>     <p>O estudo de Ingelbrecht <i>et al</i>. (2010), utilizando uma amostra de 4.000 consumidores em 10 mercados mundiais (incluindo Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Alemanha e China) remete para as redes sociais como o <i>Facebook</i> e o <i>LinkedIn</i>, a possibilidade de se afirmarem como ferramentas importantes de retalho e compras. O mesmo estudo indica que as empresas podem utilizar a colabora&ccedil;&atilde;o em massa como elo entre o valor de neg&oacute;cio e estas tecnologias. Por exemplo, podem examinar uma comunidade de destino de determinado produto e interagir de modo a formular novas maneiras de vender o produto, ou de inovar esse produto, acrescentando valor para a empresa. Ou seja, aproveitar a “intelig&ecirc;ncia colectiva” da comunidade para alcan&ccedil;ar efic&aacute;cia operacional (Levy, 1990).</p>     <p>Um estudo comentado por Falc&atilde;o (2010), da <i>IGMarketing</i>, conclui que as redes sociais s&atilde;o um conjunto de ferramentas que beneficiam a empresa numa rela&ccedil;&atilde;o proporcional ao seu investimento. Assim, &eacute; necess&aacute;rio saber como participar, investir tempo, criar conte&uacute;dos, incrementar a rede. Da&iacute; resultam compet&ecirc;ncias para a equipa e para a actividade individual dos trabalhadores. Algumas empresas est&atilde;o mesmo a eliminar as barreiras entre o <i>online</i> e o <i>offline</i>, contratando profissionais nestas &aacute;reas (E.life, 2010), de modo a migr&aacute;-las para as redes sociais, ficando o seu s&iacute;tio web (site) numa linha estrat&eacute;gica secund&aacute;ria.</p>     <p>O aspecto mais diferenciador desta inter-rela&ccedil;&atilde;o empresa e redes sociais &eacute; o compromisso (<i>engagement</i>) com a comunidade (Cross &amp; Thomas, 2010). Os benef&iacute;cios dessa representa&ccedil;&atilde;o ou participa&ccedil;&atilde;o nas redes sociais s&oacute; existem se as empresas apreenderem o poder do comportamento colectivo no seu desempenho (Bradley, 2011). &Eacute; importante encontrar o “momento social”, ou seja, a din&acirc;mica social que, utilizando as especificidades da Internet e de sua interactividade, potencia o valor econ&oacute;mico do modelo de neg&oacute;cio (Hummel &amp; Lechner, 2002).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Estudo Emp&iacute;rico</b></p>     <p><b>3.1. Introdu&ccedil;&atilde;o e Metodologia Aplicada</b></p>     <p>Come&ccedil;ou-se por uma observa&ccedil;&atilde;o do mundo real, atrav&eacute;s de um estudo pr&aacute;tico dos s&iacute;tios web de redes sociais e da representa&ccedil;&atilde;o de empresas nestes, bem como uma an&aacute;lise de como as empresas est&atilde;o sendo beneficiadas com tais rela&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, decorreu uma fase de compara&ccedil;&atilde;o de diversos v&iacute;deos, apresenta&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e grupos de discuss&atilde;o sobre o tema, seguindo-se uma fase de an&aacute;lise de estudos emp&iacute;ricos j&aacute; efectuados. Na concep&ccedil;&atilde;o do plano de investiga&ccedil;&atilde;o reflectiu-se em alguns objectivos que seriam mais pertinentes para as empresas. Seguiu-se uma selec&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de recolha de informa&ccedil;&atilde;o e de an&aacute;lise de dados. Na recolha de informa&ccedil;&atilde;o, optou-se por fazer uma recolha de dados com recurso ao preenchimento de um question&aacute;rio, visando obter resultados relevantes, ap&oacute;s a an&aacute;lise dos dados obtidos.</p>     <p>Os dados recolhidos foram depois tratados por meio de uma an&aacute;lise quantitativa. Como tal, utilizamos a t&eacute;cnica de An&aacute;lise Categ&oacute;rica de Componentes Principais (CATPCA). Numa primeira fase, a CATPCA foi utilizada para detectar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o nas vari&aacute;veis obtidas, transformadas em escalas &oacute;ptimas (Gifi, 1990; De Leeuw, 1990; Meulman, 1992; Nishisato, 1994). Numa segunda fase, foi utilizada a an&aacute;lise hier&aacute;rquica de Clusters (Romesburg, 1984) com recurso ao m&eacute;todo <i>Ward</i> como crit&eacute;rio de agrupamento para detectar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o nas empresas, tendo em aten&ccedil;&atilde;o as vari&aacute;veis real&ccedil;adas pela an&aacute;lise anterior (CATPCA). Existem outros estudos que j&aacute; conjugaram estes dois m&eacute;todos de an&aacute;lise, como por exemplo o de Sousa <i>et al.</i> (2003).</p>     <p><b>3.2. Amostra e Question&aacute;rio</b></p>     <p>Tendo em mente a valida&ccedil;&atilde;o da recolha de dados, foi dirigido um question&aacute;rio &agrave;s PME do Algarve (QPME). Este tem como objectivo caracterizar as tipologias de PME da regi&atilde;o do Algarve na sua rela&ccedil;&atilde;o com os ambientes de redes sociais. Utilizou-se para tal uma ferramenta especializada – <i>Surveymonkey</i> (<a href="http://www.surveymonkey.com" target="_blank">www.surveymonkey.com</a>) – que permite conceber um s&iacute;tio web onde o question&aacute;rio fica dispon&iacute;vel. O uso desta ferramenta <i>online</i> na investiga&ccedil;&atilde;o permite um acesso r&aacute;pido aos question&aacute;rios, facilitando uma maior rapidez de resposta.</p>     <p>Os dados foram recolhidos entre Outubro e Dezembro de 2010. Era dada aos participantes a oportunidade de reverem as respostas. Um e-mail de apresenta&ccedil;&atilde;o, com a introdu&ccedil;&atilde;o do <i>link </i>para o referido question&aacute;rio, foi enviado &agrave;s PME do Algarve. Alguns dos endere&ccedil;os de e-mail foram retirados das p&aacute;ginas amarelas, sendo um crit&eacute;rio utilizado verificar se a empresa era mesmo do Algarve. As respostas s&atilde;o dadas directamente no <i>Surveymonkey</i> e os dados obtidos s&atilde;o confidenciais, podendo apenas ser acedidos com <i>username</i> e <i>password</i>, sendo encriptados entre servidor e cliente (Minayo <i>et al</i>., 2007).</p>     <p>Foram obtidos 70 casos de empresas algarvias, respondidos no prazo estipulado. Algumas empresas foram contactadas por meio de quatro institui&ccedil;&otilde;es que mant&ecirc;m contactos com as PME da regi&atilde;o (CRIA, NERA, CIEO e Direct&oacute;rio Empresarial Sulempresas.com). Depois de fechado o processo dos question&aacute;rios <i>online</i>, recolheram-se os dados para serem tratados. Tal tratamento come&ccedil;ou por ser feito pela pr&oacute;pria ferramenta <i>Surveymonkey</i>, sendo complementado numa discuss&atilde;o posterior pelas an&aacute;lises estat&iacute;sticas desenvolvidas no SPSS v.17. As vari&aacute;veis usadas nessas an&aacute;lises correspondem &agrave;s v&aacute;rias quest&otilde;es do QPME.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. An&aacute;lise de Padr&otilde;es</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objectivo desta an&aacute;lise &eacute; chegar a um diagn&oacute;stico das vari&aacute;veis mais relevantes na participa&ccedil;&atilde;o das empresas em estudo nas redes sociais. Para isso, utilizou-se a CATPCA - An&aacute;lise Categ&oacute;rica de Componentes Principais (Gifi, 1990; De Leeuw, 1990; Meulman, 1992; Nishisato, 1994) como t&eacute;cnica explorat&oacute;ria de interdepend&ecirc;ncia e de redu&ccedil;&atilde;o da dimensionalidade dos dados. O objectivo &eacute; detectar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o nas vari&aacute;veis. Esta an&aacute;lise, aplicada aos dados recolhidos, permitiu obter resultados bastante consistentes conforme mostra a <a href="#t1">Tabela 1</a>:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com o coeficiente <i>Alpha de Cronbach</i>, indicador do grau de consist&ecirc;ncia interna das observa&ccedil;&otilde;es, verifica-se que a amostra revela uma elevada consist&ecirc;ncia interna em duas dimens&otilde;es (num total de 94%). A literatura relacionada indica que a consist&ecirc;ncia interna &eacute; significativa se estiver acima de 70% (Gifi, 1990; De Leeuw, 1990; Meulman, 1992; Nishisato, 1994). Ainda se observa a vari&acirc;ncia explicada, que na 1&ordf; dimens&atilde;o &eacute; de 66,86% e na 2&ordf; dimens&atilde;o de 33,13% (estes valores obt&ecirc;m-se dividindo a vari&acirc;ncia obtida pela vari&acirc;ncia total).</p>     <p>A CATPCA revelou ainda as pondera&ccedil;&otilde;es que cada uma das vari&aacute;veis apresenta. A <a href="#f1">Figura 1</a> ilustra a estrutura bidimensional de distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis no espa&ccedil;o de refer&ecirc;ncia, na qual os vectores projectam as cargas das vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, quanto aos casos observados (empresas), a <a href="#f2">Figura 2</a> ilustra a estrutura bidimensional de distribui&ccedil;&atilde;o das empresas no mesmo espa&ccedil;o de refer&ecirc;ncia:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s vari&aacute;veis, a <a href="#t2">Tabela 2</a> descreve os respectivos valores de carga nas duas dimens&otilde;es (sendo as cargas um reflexo da import&acirc;ncia relativa das vari&aacute;veis). Os autores das refer&ecirc;ncias atr&aacute;s mencionadas defendem que o crit&eacute;rio de relev&acirc;ncia da vari&aacute;vel ocorre quando a sua carga est&aacute; acima de 0,5 em pelo menos uma das dimens&otilde;es. Assim, a <a href="#t2">Tabela 2</a> assinala a diferentes cores as cargas das vari&aacute;veis (mais relevantes) na 1&ordf; dimens&atilde;o e na 2&ordf; dimens&atilde;o respectivamente:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta tabela, outro aspecto a mencionar &eacute; que a maior parte das vari&aacute;veis tem valores positivos na 1&ordf; dimens&atilde;o, enquanto a 2&ordf; dimens&atilde;o revela um maior contraste entre as vari&aacute;veis pois umas s&atilde;o negativas e outras positivas, significando que h&aacute; poucas rela&ccedil;&otilde;es entre elas. Pode-se da&iacute; reunir mais fundamentos para as tipologias de redes sociais encontradas e para os padr&otilde;es de empresas no seu envolvimento com as mesmas. Na <a href="#t3">Tabela 3</a> pode observar-se que a avalia&ccedil;&atilde;o das principais vari&aacute;veis originou as seguintes tipologias de redes sociais:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo por base as <a href="#t2">Tabelas 2</a> e <a href="#t3">3</a>, verifica-se que a primeira dimens&atilde;o obtida ret&eacute;m mais informa&ccedil;&atilde;o pois capta a maior percentagem da vari&acirc;ncia (<a href="#t1">Tabela 1</a>). A segunda dimens&atilde;o ret&eacute;m menos informa&ccedil;&atilde;o e capta a vari&acirc;ncia residual (Gifi, 1990; Romesburg, 1984). O objectivo da an&aacute;lise utilizada &eacute; reduzir a dimensionalidade dos dados com a menor perda de informa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel. Ao extrairmos duas dimens&otilde;es perde-se informa&ccedil;&atilde;o, contudo a utiliza&ccedil;&atilde;o de todas as dimens&otilde;es complicaria a an&aacute;lise. Nesse sentido, a Dimens&atilde;o 1 (redes sociais para interac&ccedil;&atilde;o produto-cliente e pesquisa ou conhecimento) est&aacute; bem caracterizada na <a href="#t3">Tabela 3</a>, tendo em conta as vari&aacute;veis cujos valores de cargas s&atilde;o todos positivos (<a href="#t2">Tabela 2</a>). No entanto a Dimens&atilde;o 2, dado que o valor de carga da vari&aacute;vel relacionada com o marketing (VEACTMK) &eacute; negativo, designamo-la como redes sociais com “potencial” para marketing. Tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis desta dimens&atilde;o s&atilde;o fracas, como atr&aacute;s referido.       </p>     <p>Especialistas em <i>e-business</i> e <i>social media</i> defendem tais dimens&otilde;es mas sublinham que n&atilde;o h&aacute; trabalhos emp&iacute;ricos em Portugal que sustentem claramente a sua liga&ccedil;&atilde;o com os tipos de redes sociais e objectivos descritos (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Existem no entanto grupos de discuss&atilde;o, como por exemplo os grupos “Social network/media strategy” e “Social media Portugal” do LinkedIn, onde estes aspectos s&atilde;o debatidos. Contudo, limitam-se a opini&otilde;es de especialistas que habitualmente trabalham nestas &aacute;reas, revelando consider&aacute;vel experi&ecirc;ncia mas sem suporte emp&iacute;rico sustent&aacute;vel.</p>     <p>Segue-se, atrav&eacute;s da <a href="#f3">Figura 3</a>, a apresenta&ccedil;&atilde;o da estrutura conjunta de distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis e empresas, no espa&ccedil;o de refer&ecirc;ncia considerado de relev&acirc;ncia. Nesta estrutura bidimensional podem ser detectados tr&ecirc;s clusters de PME atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise hier&aacute;rquica de clusters com recurso ao m&eacute;todo de agrupamento <i>Ward</i> (Romesburg, 1984). Para que a <a href="#f3">Figura 3</a> n&atilde;o fique confusa, aparece nela apenas o Cluster 1 estando os restantes Clusters representados na <a href="#f4">Figura 4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n12/n12a06f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Comparando as <a href="#f3">Figuras 3</a> e <a href="#f4">4</a>, os tr&ecirc;s clusters de PME obtidos correspondem a padr&otilde;es de comportamento das mesmas consoante as vari&aacute;veis referentes &agrave;s actividades por elas praticadas nas redes sociais. &Eacute; de notar que os clusters est&atilde;o por sua vez divididos em sub-padr&otilde;es (o cluster 1 em 4 sub-padr&otilde;es; e os clusters 2 e 3 em 2 sub-padr&otilde;es respectivamente). As caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de tais sub-padr&otilde;es ser&atilde;o alvo de futura investiga&ccedil;&atilde;o. Com base nas vari&aacute;veis relevantes, e na import&acirc;ncia estat&iacute;stica dada pela CATPCA, os tr&ecirc;s clusters encontrados foram denominados segundo o grau de envolvimento das empresas nas redes sociais:</p>     <p>CLUSTER SOCIAL TEC GRAU 1 - formado por 37 empresas, que maioritariamente verificam oito caracter&iacute;sticas:</p> <ul>     <li>Aus&ecirc;ncia de presen&ccedil;a nas redes sociais Wiki, Facebook, Twitter, LinkedIn, Youtube (aus&ecirc;ncia total de presen&ccedil;a no Orkut);</li>     <li>Habitualmente n&atilde;o recorrem a redes sociais no melhor desempenho de suas actividades;</li>     <li>N&atilde;o implementaram uma estrat&eacute;gia integrada com redes sociais;</li>     <li>Exist&ecirc;ncia de uma opini&atilde;o favor&aacute;vel ao desempenho da empresa pela utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais;</li>     <li>Existe uma fraca actividade no que se refere ao marketing, lan&ccedil;amento de novos produtos, fideliza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de padr&otilde;es de comportamento;</li>     <li>Existe uma forte actividade no que se refere &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o com os clientes;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Aus&ecirc;ncia de um grupo de indiv&iacute;duos na empresa envolvidos na representa&ccedil;&atilde;o desta nas redes sociais;</li>     <li>Quando recorrem &agrave;s redes sociais, fazem-no apenas 1 vez por semana.</li>     </ul>     <p>CLUSTER SOCIAL TEC GRAU 2 - formado por 21 empresas, que maioritariamente verificam cinco caracter&iacute;sticas:</p> <ul>     <li>Uma presen&ccedil;a muito significativa no Facebook;</li>     <li>Habitualmente recorrem a redes sociais no melhor desempenho de suas actividades;</li>     <li>Existe uma forte actividade no que se refere ao lan&ccedil;amento de novos produtos e comunica&ccedil;&atilde;o com os clientes;</li>     <li>Verifica-se ainda uma total pr&aacute;tica da actividade de divulga&ccedil;&atilde;o nas redes sociais, bem como uma opini&atilde;o generalizada favor&aacute;vel ao desempenho das empresas pela utiliza&ccedil;&atilde;o destas redes;</li>     <li>Recorrem &agrave;s redes sociais todos os dias na pr&aacute;tica de suas actividades.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CLUSTER SOCIAL TEC GRAU 3 - formado por 12 empresas, que maioritariamente verificam seis caracter&iacute;sticas:</p> <ul>     <li>Aus&ecirc;ncia de presen&ccedil;a nas redes sociais Orkut e Wiki;</li>     <li>Uma presen&ccedil;a muito significativa no Twitter, LinkedIn, Youtube;</li>     <li>De modo geral j&aacute; implementaram estrat&eacute;gias integradas com as redes sociais;</li>     <li>Existe uma forte actividade no que se refere &agrave; fideliza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de padr&otilde;es de comportamento;</li>     <li>Exist&ecirc;ncia de um grupo de indiv&iacute;duos envolvidos na representa&ccedil;&atilde;o da empresa nas redes sociais;</li>     <li>Recurso &agrave;s redes sociais v&aacute;rias vezes por dia.</li>     </ul>     <p>&Eacute; de real&ccedil;ar que, tendo em conta a <a href="#f3">Figura 3</a>, as empresas do Cluster 1 parecem em geral verificar as caracter&iacute;sticas (vari&aacute;veis) da Dimens&atilde;o 1 de redes sociais (pois o dito Cluster e vari&aacute;veis est&atilde;o do lado direito da estrutura). Contudo, ao analisar as caracter&iacute;sticas dos clusters atr&aacute;s descritas, constata-se que as empresas do Cluster 1 n&atilde;o est&atilde;o em geral representadas nas redes sociais. Isto porque os quadrantes do lado direito daquela estrutura bidimensional apresentam negatividade nas vari&aacute;veis (‘N&atilde;o’).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>As redes sociais s&atilde;o, actualmente, objecto de muita discuss&atilde;o dada a ades&atilde;o em massa de indiv&iacute;duos e empresas. O presente estudo, incidindo nas PME, pretendeu reunir duas abordagens: investigar se as PME do Algarve j&aacute; utilizam essas redes no melhor desempenho de suas actividades, e analisar as caracter&iacute;sticas e potencial dessa actua&ccedil;&atilde;o. Para tal foi dirigido um question&aacute;rio &agrave;s PME da regi&atilde;o do Algarve. O estudo emp&iacute;rico elaborado constatou que estas utilizam as redes sociais para diversas actividades. Atrav&eacute;s de uma An&aacute;lise Categ&oacute;rica de Componentes Principais, o estudo identificou duas dimens&otilde;es ou tipologias de redes sociais: redes para interac&ccedil;&atilde;o produto-cliente e pesquisa ou conhecimento; e redes sociais com potencial para marketing. Na primeira dimens&atilde;o, as redes sociais que mais foram selecionadas pelas PME s&atilde;o: o Facebook, rede mais orientada &agrave; interac&ccedil;&atilde;o com clientes, novos produtos a clientes e desempenho (mais social); e o Twitter e Youtube, redes mais orientadas &agrave; pesquisa, comunica&ccedil;&atilde;o e conhecimento (mais profissionais). Na segunda dimens&atilde;o, o destaque foi para as redes Orkut, Wikis e LinkedIn, mais orientadas ao marketing e divulga&ccedil;&atilde;o. No entanto, as associa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fracas nesta segunda dimens&atilde;o.</p>     <p>Por sua vez, o envolvimento das empresas algarvias nas redes sociais n&atilde;o &eacute; uniforme. Na amostra de PME estudada encontramos tr&ecirc;s padr&otilde;es atrav&eacute;s da An&aacute;lise Hier&aacute;rquica de Clusters (com recurso ao m&eacute;todo <i>Ward</i> como crit&eacute;rio de agrupamento), denominados de: Cluster Social Tec Grau 1; Cluster Social Tec Grau 2; Cluster Social Tec Grau 3. No primeiro cluster as empresas t&ecirc;m menor envolvimento com as redes sociais do que nos outros clusters. No entanto, o caso de uma empresa que se encontre no segundo cluster n&atilde;o significa que est&aacute; “atrasada” na sua actua&ccedil;&atilde;o nas redes sociais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s do terceiro cluster. Significa sim que existe um padr&atilde;o de envolvimento diferente, pois os clusters 2 e 3 t&ecirc;m ambos empresas com presen&ccedil;as significativas nas redes sociais. Por&eacute;m, as empresas do terceiro cluster s&atilde;o as que medem resultados dessa presen&ccedil;a e j&aacute; t&ecirc;m uma estrat&eacute;gia integrada, recorrendo v&aacute;rias vezes ao dia &agrave;s redes sociais.</p>     <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es deste trabalho &eacute; que a pr&oacute;pria literatura nesta &aacute;rea &eacute; limitada, n&atilde;o existindo em Portugal trabalhos emp&iacute;ricos que sustentem claramente as dimens&otilde;es obtidas na sua liga&ccedil;&atilde;o com as tipologias de redes sociais e objectivos descritos. Existem sim grupos de discuss&atilde;o onde estes aspectos s&atilde;o debatidos por profissionais que habitualmente trabalham nestas &aacute;reas. Outra limita&ccedil;&atilde;o tem a ver com a dimens&atilde;o da amostra de empresas recolhida. A an&aacute;lise dos resultados obtidos permite indicar algumas recomenda&ccedil;&otilde;es para pesquisas futuras. Uma ideia seria estudar o contributo das plataformas sociais, como o LinkedIn, no recrutamento dos indiv&iacute;duos. Em &aacute;reas transdisciplinares, as redes sociais podem motivar os trabalhadores no sentido de pesquisar novas ideias de melhoria dos seus trabalhos ou propor novos procedimentos nas institui&ccedil;&otilde;es onde trabalham. Na &aacute;rea da governa&ccedil;&atilde;o (governance), sugere-se um estudo sobre o potencial das redes sociais no sentido de: maior comunica&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel de cidad&atilde;os; fortalecer la&ccedil;os sociais; lutar contra a pobreza; procura de emprego; e cria&ccedil;&atilde;o de sistemas de aux&iacute;lio m&uacute;tuo (Frey, 2000; Shirky, 2010). Seria ainda &uacute;til um estudo para analisar que pol&iacute;ticas podem auxiliar as PME em Portugal a implementar os seus neg&oacute;cios tendo em vista a quantidade de utilizadores presentes nas redes sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Acquisti, A. &amp; Gross, R. (2006). Imagined Communities: Awareness, Information Sharing, and Privacy on the Facebook. Acedido em: 03/02/2011.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.heinz.cmu.edu/~acquisti/papers/acquisti-gross-facebook-privacy-PET-final.pdf" target="_blank">http://www.heinz.cmu.edu/~acquisti/papers/acquisti-gross-facebook-privacy-PET-final.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-9895201300020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arima, K. (2010). Dicas sobre o Uso de Redes Sociais na Empresa. Acedido em: 02/04/2011. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://info.abril.com.br/noticias/corporate/gartner/dicas-sobre-uso-de-redes-sociais-na-empresa-28062010-13.shl" target="_blank">http://info.abril.com.br/noticias/corporate/gartner/dicas-sobre-uso-de-redes-sociais-na-empresa-28062010-13.shl</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-9895201300020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernasek, A. (2010). <i>The Economics of Integrity</i>. Editora Harperstudio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-9895201300020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boyd, D. &amp; Ellison, N. (2007). Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. <i>Journal of Computer-Mediated  Communication</i>, <i>13</i>(1), article 11. Acedido em: 20/02/2011. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html" target="_blank">http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-9895201300020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bradley, A. (2011). Employing social media for business impact: Key collective behavior patterns. Acedido em 12/03/2011.  Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.gartner.com/DisplayDocument?ref=clientFriendlyUrl&amp;id=1538316" target="_blank">http://www.gartner.com/DisplayDocument?ref=clientFriendlyUrl&amp;id=1538316</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-9895201300020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brand&atilde;o, R. &amp; Marques, B. (2010). The impact of web 2.0 in the informal learning of the Portuguese SME. AIP-CE, CEPCEP,  Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-9895201300020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Constantinides, E., Lorenzo, C. &amp; G&oacute;mes-Borja, M. (2008). Social media: A new frontier for retailers?,  <i>European Retail Research</i>, 22, 1-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-9895201300020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cross, R. &amp; Thomas, R. (2010). <i>Conduzir o desempenho atrav&eacute;s das redes sociais</i>. Editora Vida Econ&oacute;mica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-9895201300020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Leeuw, J. (1990). Multivariate analysis with optimal scaling, in Gupta, S. e Sethuraman, J. (Eds.) <i>Progress in Multivariate Analysis</i>.  Calcutta: Indian Statistical Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-9895201300020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dwyer, C., Hiltz, C. &amp; Passerini, K. (2007). Trust and privacy concern within social networking sites: A comparison of Facebook and MySpace.  America’s Conference on Information Systems (AMCIS), USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-9895201300020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Edquist, H. &amp; Henrekson, M. (2006). Technological breakthroughs and productivity growth. Acedido em: 22/02/2011.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ifn.se/Wfiles/wp/wp665.pdf" target="_blank">http://www.ifn.se/Wfiles/wp/wp665.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-9895201300020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>E.life (2010). O Futuro das redes sociais: Fim das barreiras offline. Acedido em: 07/03/2011.  Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=74536" target="_blank">http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=74536</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-9895201300020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, D. (2009). <i>Marketing de media social, uma hora por dia</i>. Editora AltaBooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-9895201300020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Falc&atilde;o, H. (2010). Social technology. Acedido em 15/02/2011. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://pt.scribd.com/collections/2545330/Social-Technology-Tecnologia-Social" target="_blank">http://pt.scribd.com/collections/2545330/Social-Technology-Tecnologia-Social</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-9895201300020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frey, K.(2000). Governan&ccedil;a electr&oacute;nica: Experi&ecirc;ncias de cidades europeias e algumas li&ccedil;&otilde;es para  pa&iacute;ses em desenvolvimento. Acedido em 20/03/2011. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.ip.pbh.gov.br/ANO3_N1_PDF/ip0301frey.pdf" target="_blank">http://www.ip.pbh.gov.br/ANO3_N1_PDF/ip0301frey.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-9895201300020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gifi, A. (1990). <i>Nonlinear mul</i><i>tivariate analysis</i>. New York: J. Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-9895201300020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Golder, S., Wilkinson, D &amp; Huberman, B. (2007). Rhythms of social interaction: Messaging within a massive on-line network. Proceedings of  the 3rd International Conference on Communities and Technologies. London, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-9895201300020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hempel, J. (2009) How facebook is taking over our lives. Acedido em 16/03/2011. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.ip.pbh.gov.br/ANO3_N1_PDF/ip0301frey.pdf" target="_blank">http://money.cnn.com/2009/02/16/technology/hempel_facebook.fortune/index.htm</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-9895201300020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hummel, J. &amp; Lechner, U. (2002). Social profile of virtual communities. Proceeding of the 35th Hawaii International Conference on Systems  Sciences. Hawaii.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-9895201300020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ingelbrecht, N., Patrick, C. &amp; Foong, K. (2010). User survey analysis: Consumer marketing using social network analysis. Acedido em:  20/03/2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gartner.com/resId=1381514" target="_blank">http://www.gartner.com/resId=1381514</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-9895201300020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kardaras, D, Karakostas, B &amp; Papathanassiou, E. (2003). The potential of virtual communities in the insurance industry in the UK and  Greece, <i>International Journal of Information Management</i>, <i>23</i>(1), 41-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-9895201300020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lampe, C., Ellison, N. &amp; Steinfeld, C. (2007). Profile elements as signals in an on-line social network. Conference on human factors in  computing systems. San Jose, CA, USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-9895201300020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Levy, P. (1990). <i>Les technologies de l’intelligence</i>. Paris: Editora la D&eacute;couverte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-9895201300020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meulman, J. (1992) The integration of multidimensional scaling and multivariate analysis with optimal transformations of the variables,  <i>Psychometrika</i>, 57, 539-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-9895201300020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Minayo, M., Suely F. &amp; Gomes, R. (2007). <i>Pesquisa social, teoria, m&eacute;todo e criatividade</i>. Brasil: Petr&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-9895201300020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nishisato, S. (1994). <i>Elements of dual scaling: An introduction to practical data analysis</i>. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates,  Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-9895201300020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>O’Reilly, T. (2005). What is web 2.0: Design patterns and business models for the next generation of software. Acedido em: 09/04/2011.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.elisanet.fi/aariset/Multimedia/Web2.0/What%20Is%20Web%202.doc" target="_blank">http://www.elisanet.fi/aariset/Multimedia/Web2.0/What%20Is%20Web%202.doc</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-9895201300020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pei, M., Ramayah, T. &amp; Suki, N. (2011). Factors enhancing employed job seekers intentions to use social networking sites as a job search  tool, <i>International Journal of Technology and Human Interaction</i>, <i>7</i>(2), 38-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-9895201300020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Qualman, E. (2009). <i>Socialnomics - Como os media sociais est&atilde;o a mudar o mundo como vivemos e como fazemos neg&oacute;cios</i>.  Editorial Presen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-9895201300020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Robison, L. &amp; Ritchie, B. (2010). <i>Relationship economics: The social capital paradigm and its application to business,  politics </i><i>and other transactions</i>. Editora Gower.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-9895201300020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Romesburg, H. (1984). <i>Cluster analysis for researchers</i>. USA: Lifetime Learning Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-9895201300020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shirky, C. (2010). <i>Eles v&ecirc;m a&iacute; - O poder de organizar sem organiza&ccedil;&otilde;es</i>. Actual Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-9895201300020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sousa, L., Galante, H. e Figueiredo, D. (2003). Qualidade de vida e bem-estar dos idosos: um estudo explorat&oacute;rio na  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, <i>Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>37</i>(3), 364-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-9895201300020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stutzman, F. (2006). Student life on the facebook. Acedido em 20/02/2011. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://ibiblio.org/fred/facebook/stutzman_fbook.pdf" target="_blank">http://ibiblio.org/fred/facebook/stutzman_fbook.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-9895201300020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Taborda, M. (2010). A utiliza&ccedil;&atilde;o da internet em Portugal 2010. LINI - Lisbon Internet and Networks International Research  Programme. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-9895201300020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tapscott, D. &amp; Williams, A. (2007). <i>Wikinomics, a nova economia de multid&otilde;es inteligentes</i>. Editora Quidnovi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-9895201300020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tredinnick, L. (2006). Web 2.0 and business: A pointer to the intranets of the future, <i>Business Information Review</i>, <i>23</i>(4),  228-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-9895201300020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vasconcelos, V. &amp; Campos, P. (2010). Distributed informal information systems for innovation: An empirical study of the role of social  networks, in Varaj&atilde;o, J. et al. (Eds.), <i>Enterprise Information Systems</i>. Part II CCIS 110, Springer-Verlag, 208-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-9895201300020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weber, L. (2009). <i>Marketing to the social web: How digital customer communities build your business</i>. New Jersey: John  Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-9895201300020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wilson, J. (2009). Social networking: The business case, <i>Engineering and Technology</i>, <i>4</i>(10), 54-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-9895201300020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yap, R &amp; Robben, J. (2010). A model for leveraging social learning technologies in corporate environments. Proceeding of the 7th  International Conference on Networked Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-9895201300020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zhou, L., Wu, W. &amp; Luo, X. (2007). Internationalization and the performance of born-global SMEs: The mediating role of social  networks, <i>Journal of International Business Studies</i>, 38, 673–690.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-9895201300020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 12/09/2013</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 10/12/2013</p>      ]]></body><back>
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