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<journal-title><![CDATA[RISTI - Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema de Apoio à Decisão para o Transporte Não Urgente de Doentes em Veículo Partilhado]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decision Support System for Not Urgent Transportation of Patients in Shared Vehicle]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The non-emergency patient transport service in Portugal was targeted by legislative reforms aiming to reduce costs. This paper presents heuristic methods for grouping patients to be transported in the same vehicle. The computational results are presented and validate the developed algorithms. These algorithms can be easily integrated into a decision support system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Sistema de Apoio &agrave; Decis&atilde;o para o Transporte N&atilde;o Urgente de Doentes em Ve&iacute;culo Partilhado</b></p>     <p><b>Decision Support System for Not Urgent Transportation of Patients in Shared Vehicle</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Ant&oacute;nio Oliveira<sup>1</sup>, Jo&atilde;o Ferreira<sup>1</sup>, Manuel Figueiredo<sup>1</sup>, Luis Dias<sup>1</sup>, Guilherme Pereira<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o ALGORITMI, Escola de Engenharia – Universidade do Minho, Escola de Engenharia – Universidade do Minho, Campus Azur&eacute;m, 4800-058 Guimar&atilde;es, Portugal (<a href="mailto:Jose.Oliveira@algoritmi.uminho.pt">Jose.Oliveira@algoritmi.uminho.pt</a>,<a href="mailto:joao.aoferreira@gmail.com">joao.aoferreira@gmail.com</a>, <a href="mailto:Manuel.Figueiredo@algoritmi.uminho.pt">Manuel.Figueiredo@algoritmi.uminho.pt</a>,<a href="mailto:Luis.Dias@algoritmi.uminho.pt">Luis.Dias@algoritmi.uminho.ptLuis.Dias@algoritmi.uminho.pt</a>, <a href="mailto:Guilherme.Pereira@algoritmi.uminho.pt">Guilherme.Pereira@algoritmi.uminho.pt</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O transporte n&atilde;o urgente de doentes em Portugal foi alvo de reformula&ccedil;&atilde;o legislativa de modo a reduzir os custos que acarretava. Neste artigo apresentam-se m&eacute;todos heur&iacute;sticos para a forma&ccedil;&atilde;o de agrupamentos de doentes a serem transportados na mesma viatura. S&atilde;o apresentados resultados computacionais que validam os algoritmos desenvolvidos. Os algoritmos podem ser facilmente integrados num sistema de apoio &agrave; decis&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Algoritmo Gen&eacute;tico; Problema de Roteamento de Ve&iacute;culos; Transporte a Pedido; Problemas da Orienta&ccedil;&atilde;o de Equipas; Transporte N&atilde;o Urgente de Doentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The non-emergency patient transport service in Portugal was targeted by legislative reforms aiming to reduce costs. This paper presents heuristic methods for grouping patients to be transported in the same vehicle. The computational results are presented and validate the developed algorithms. These algorithms can be easily integrated into a decision support system.</p>     <p><b>Keywords</b>: Genetic Algorithm; Vehicle Routing Problem; Dial-a-Ride Problem; Team Orienteering Problem; Non-emergency Patient Transport Service.    <p>    <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.    Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em 2012, Portugal publicou em Di&aacute;rio da Republica (DRE) v&aacute;rios documentos sobre o transporte n&atilde;o urgente de doentes (TNUD). A motiva&ccedil;&atilde;o legislativa teve por base um imperativo previsto no Memorando de Entendimento assinado entre o Governo Portugu&ecirc;s e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional, o Banco Central Europeu e a Uni&atilde;o Europeia, que estabeleceu ser necess&aacute;rio efectivar com urg&ecirc;ncia a concretiza&ccedil;&atilde;o de medidas operacionais efetivas que reduzissem o custo de TNUD.</p>     <p>Em 2011, a Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte (ARSN, 2011) referiu a implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema inform&aacute;tico com o objectivo de optimizar a gest&atilde;o do TNUD. Pode ler-se no documento publicado que o sistema inform&aacute;tico “vai permitir um maior rigor ao n&iacute;vel da prescri&ccedil;&atilde;o e, simultaneamente, assegura a sua organiza&ccedil;&atilde;o de forma racional, promovendo o transporte m&uacute;ltiplo de utentes sempre que tal se justifique e seja poss&iacute;vel.” A ARSN esperava alcan&ccedil;ar uma redu&ccedil;&atilde;o dos custos de transportes na ordem dos 3.000.000€ referente a uma redu&ccedil;&atilde;o de 20% dos custos.</p>     <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (DRE, 2011) mandatou a um grupo de trabalho a responsabilidade de estudar, analisar e propor medidas no &acirc;mbito do TNUD. O grupo de trabalho apresentou um relat&oacute;rio com um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es, algumas das quais vieram a ser objeto de publica&ccedil;&atilde;o em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O regime de TNUD encontra-se definido pelas Portarias n.&ordm; 142-A/2012 (DRE, 2012a) e n.&ordm; 142-B/2012 (DRE, 2012b) e pelos Despachos n.&ordm; 7702-A/2012 (DRE, 2012e), e n.&ordm; 7702-C/2012 (DRE, 2012f). Foi necess&aacute;rio publicar legisla&ccedil;&atilde;o adicional de forma a rever alguns pontos particulares (DRE, 2012c; DRE, 2012d; DRE, 2012g; DRE 2012h). Adicionalmente, encontra-se legislado os valores de custo de transporte a ser suportado pelo Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), no caso dos utentes com insufici&ecirc;ncia econ&oacute;mica (DRE, 2012e; DRE, 2012f).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.   Enquadramento do Problema Real</b></p>     <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o apresenta-se o problema real, descrevendo quest&otilde;es importantes que resultam da leitura da legisla&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>2.1. Defini&ccedil;&atilde;o de Transporte N&atilde;o Urgente de Doentes</b></p>     <p>&Agrave; luz da legisla&ccedil;&atilde;o em vigor em 2014 em Portugal (DRE, 2012b), e no que diz respeito ao acesso &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), por parte dos utentes, considera-se TNUD o transporte associado &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma presta&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e cuja origem ou destino sejam os estabelecimentos e servi&ccedil;os que integram o SNS ou as entidades de natureza privada ou social com acordo, contrato ou conven&ccedil;&atilde;o para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de, nas seguintes condi&ccedil;&otilde;es: Consultas, internamento ou cirurgia de ambulat&oacute;rio; Tratamentos ou exames complementares de diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utica; Transporte do doente ap&oacute;s a alta de internamento, com pr&eacute;via prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica; Transporte do doente ap&oacute;s a alta de urg&ecirc;ncia, com pr&eacute;via prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica.</p>     <p><b>2.2. Prescri&ccedil;&atilde;o do Transporte</b></p>     <p>A prescri&ccedil;&atilde;o do transporte &eacute; da exclusiva compet&ecirc;ncia do m&eacute;dico assistente, que deve obrigatoriamente registar os seguintes elementos no sistema de apoio ao m&eacute;dico (SAM) ou sistema equivalente: A justifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, devidamente fundamentada, da necessidade de transporte; A verifica&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica; Nos casos em que haja necessidade de efetuar o transporte em ambul&acirc;ncia: i) A justifica&ccedil;&atilde;o da modalidade de transporte; ii) As condi&ccedil;&otilde;es em que o transporte deve ocorrer, nomeadamente se o doente necessita de ventila&ccedil;&atilde;o, oxig&eacute;nio, monitoriza&ccedil;&atilde;o, cadeira de rodas ou se trate de doente acamado ou isolado; A justifica&ccedil;&atilde;o da necessidade de acompanhante; A justifica&ccedil;&atilde;o da necessidade de acompanhamento de profissional de sa&uacute;de. Ap&oacute;s prescri&ccedil;&atilde;o do transporte pelo m&eacute;dico, os servi&ccedil;os administrativos da entidade requisitante validam a condi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica do doente e procedem &agrave; requisi&ccedil;&atilde;o do transporte.</p>     <p>A requisi&ccedil;&atilde;o do transporte obedece aos crit&eacute;rios de minimiza&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre o local de origem, que deve corresponder &agrave; morada a partir da qual o transporte &eacute; efetuado, e o local de destino, que deve ter em conta a localidade mais pr&oacute;xima do local de origem. O TNUD &eacute; realizado em ambul&acirc;ncia ou em ve&iacute;culo de transporte simples de doentes (VTSD), que &eacute; um ve&iacute;culo ligeiro de passageiros, com lota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 9 lugares, destinado ao TNUD, cuja situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica n&atilde;o imp&otilde;e a necessidade de cuidados de sa&uacute;de durante o transporte.</p>     <p>O transporte n&atilde;o urgente de doentes &eacute; realizado, sempre que poss&iacute;vel, em VTSD, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a necessidade de otimiza&ccedil;&atilde;o da capacidade do ve&iacute;culo &agrave; luz dos seguintes crit&eacute;rios: a) Agrupamento de utentes que independentemente da origem se inserem no mesmo percurso; b) Destinados a estabelecimento de sa&uacute;de preferencialmente no mesmo concelho e ou &aacute;rea geogr&aacute;fica; c) Utentes para o mesmo per&iacute;odo hor&aacute;rio de consulta ou tratamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O recurso a ambul&acirc;ncias de transporte individual deve ser justificado, de forma fundamentada, pelo m&eacute;dico assistente. Para efeitos da realiza&ccedil;&atilde;o do agrupamento de utentes admitem-se desvios ao percurso iguais ou inferiores a 10 km ou 30 minutos. Esclarece a Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de ( ACSS, 2014) que poder&aacute; acontecer um transporte em VTSD ser efetuado apenas com um doente em virtude de n&atilde;o se verificar a necessidade de transportar mais doentes no mesmo per&iacute;odo e trajeto, factos impeditivos do agrupamento de doentes.</p>     <p><b>2.3. Organiza&ccedil;&atilde;o do Transporte</b></p>     <p>Cabe &agrave; entidade requisitante a organiza&ccedil;&atilde;o do transporte e a sua valoriza&ccedil;&atilde;o de acordo com crit&eacute;rios de racionalidade econ&oacute;mica obedecendo ao princ&iacute;pio de agrupamento de doentes transportados em fun&ccedil;&atilde;o da otimiza&ccedil;&atilde;o do percurso, dos estabelecimentos de destino e dos hor&aacute;rios da presta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A requisi&ccedil;&atilde;o de transporte &eacute; efetuada por via inform&aacute;tica atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de gest&atilde;o integrada de transporte (AGIT), com base na informa&ccedil;&atilde;o inicial gerada no SAM. A requisi&ccedil;&atilde;o deve ser disponibilizada ao transportador atrav&eacute;s da AGIT, antes da realiza&ccedil;&atilde;o do transporte. A requisi&ccedil;&atilde;o deve ainda ser disponibilizada &agrave; entidade prestadora dos cuidados de sa&uacute;de, atrav&eacute;s da AGIT. Para garantir a integridade da informa&ccedil;&atilde;o, deve existir uma interliga&ccedil;&atilde;o entre as diferentes aplica&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas, nomeadamente entre o SAM e a AGIT. A AGIT deve possibilitar o acesso da entidade requisitante, do transportador, da entidade prestadora de servi&ccedil;o e da entidade supervisora.</p>     <p>O transporte deve ser programado e requisitado com a anteced&ecirc;ncia m&iacute;nima de 48 horas. Em situa&ccedil;&otilde;es pontuais e de natureza excecional, o prazo referido no n&uacute;mero anterior pode n&atilde;o ser observado desde que devidamente autorizado e exista acordo entre a entidade requisitante e a transportadora. A hora limite de aceita&ccedil;&atilde;o t&aacute;cita de aprova&ccedil;&atilde;o/autoriza&ccedil;&atilde;o de requisi&ccedil;&otilde;es do transporte di&aacute;ria, no sistema inform&aacute;tico, ocorre at&eacute; &agrave;s 15 horas e 30 minutos.</p>     <p>Os pedidos de transporte s&atilde;o agrupados tendo em conta os hor&aacute;rios das presta&ccedil;&otilde;es de cuidados &agrave;s quais os doentes se destinam, de acordo com:</p> <ul>     <li>a) Se o destino se situar, preferencialmente, dentro dos limites geogr&aacute;ficos do concelho de origem dos doentes ou num raio n&atilde;o superior a 10 km, estes s&atilde;o agrupados com intervalos, entre a presta&ccedil;&atilde;o do primeiro doente e a do &uacute;ltimo, de uma hora;</li>     <li>b) Caso o destino se situe fora do concelho de origem dos doentes, o intervalo entre a presta&ccedil;&atilde;o do primeiro doente e a do &uacute;ltimo pode ser de duas ou quatro horas, consoante o n&uacute;mero de quil&oacute;metros a percorrer seja, respetivamente, inferior ou superior ao n&uacute;mero de quil&oacute;metros a fixar por cada entidade respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o do transporte em fun&ccedil;&atilde;o das suas carater&iacute;sticas geogr&aacute;ficas, num intervalo de 100 km a 130 km.</li>     </ul>     <p>A lei estabelece que na “<i>0timiza&ccedil;&atilde;o dos percursos</i>” deve ser aplicada a regra do desvio m&aacute;ximo, ou seja, podendo ser agrupados os doentes, para um percurso e ao longo do mesmo, para al&eacute;m das freguesias e concelhos, desde que n&atilde;o exista um desvio superior a 10 km ou 30 minutos, inerente a cada recolha de doentes para o transporte &uacute;nico em apre&ccedil;o, sendo observados os limites referidos na al&iacute;nea b) do par&aacute;grafo anterior.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.4. Encargos do Transporte</b></p>     <p>Os encargos resultantes do TNUD s&atilde;o da responsabilidade da entidade requisitante. Deste modo torna-se importante para a entidade requisitante a otimiza&ccedil;&atilde;o e racionaliza&ccedil;&atilde;o do processo de transporte n&atilde;o urgente de doentes. N&atilde;o se conhece o modo como a entidade requisitante deve fazer a otimiza&ccedil;&atilde;o dos TNUD, pelo que se considera este estudo ser oportuno e um contributo importante.</p>     <p><b>2.5. Revis&atilde;o de Literatura</b></p>     <p>Recentemente D&iacute;az-Parra et al. (2014) publicaram uma revis&atilde;o do estado da arte sobre o problema dos transportes que apresenta v&aacute;rias variantes de problemas, formula&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas e t&eacute;cnicas utilizadas na solu&ccedil;&atilde;o dos problemas.</p>     <p>A &aacute;rea da sa&uacute;de &eacute; f&eacute;rtil em problemas de gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m vindo a ser estudados ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Stiver et al. 1982, Begur, Miller e Weaver, 1997). O estudo deste tipo de problemas &eacute; crescente, e no mundo ocidental resulta do aumento da procura dos cuidados da sa&uacute;de e da necessidade de se manter os custos sociais o mais baixo poss&iacute;vel. O aumento da procura de cuidados de sa&uacute;de tem dois vetores que justificam o seu crescimento: a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso aos cuidados de sa&uacute;de nas sociedades desenvolvidas e o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O transporte na &aacute;rea da sa&uacute;de &eacute; um assunto estudado na literatura de otimiza&ccedil;&atilde;o de processos log&iacute;sticos desde h&aacute; muitos anos. T&ecirc;m sido aplicados com sucesso na &aacute;rea da sa&uacute;de os desenvolvimentos realizados na log&iacute;stica industrial, quer ao n&iacute;vel do transporte, quer da planifica&ccedil;&atilde;o, quer da informa&ccedil;&atilde;o. Hoje em dia, sistemas de informa&ccedil;&atilde;o d&atilde;o apoio &agrave; tomada da decis&atilde;o, permitindo obter ganhos de efic&aacute;cia e de efici&ecirc;ncia. Vaisblat e Albert (2013) efetuaram um estudo sobre o escalonamento de uma frota especial atendendo &agrave;s necessidades dos pacientes. Hains et al. (2011) abordaram a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a e da qualidade no TNUD.</p>     <p>Um dos problemas mais estudados na Gest&atilde;o Log&iacute;stica &eacute; o problema de roteamento de ve&iacute;culos (VRP – <i>Vehicle Routing Problem</i>), em que basicamente se pretende definir para um conjunto de viaturas as rotas de visita a locais bem definidos. Este problema apresenta um grande n&uacute;mero de variantes, que abordam situa&ccedil;&otilde;es particulares ou mais espec&iacute;ficas. Uma das variantes do VRP &eacute; o transporte de mercadorias (Berbeglia et al. 2010), em que se pode ter a situa&ccedil;&atilde;o de entrega e recolha de bens (PDP - <i>Pickup and Delivery Problems</i>). Em geral s&atilde;o uma classe dos problemas de roteamento de ve&iacute;culos em que os objetos (ou as pessoas) t&ecirc;m de ser transportados entre uma origem e um destino. Conforme apresenta Berbeglia et al. (2010), estes problemas podem ser classificados em tr&ecirc;s grupos quanto &agrave; origem e destino das mercadorias: o primeiro grupo &eacute; composto pelos problemas “muitas(origens)-para-muitos(destinos)”, em que qualquer v&eacute;rtice pode servir como uma fonte ou como um destino para qualquer mercadoria; no segundo temos a situa&ccedil;&atilde;o “uma(origem)-para-muitos(destinos)-para-um(destino) final”; e por fim no terceiro grupo temos a situa&ccedil;&atilde;o “uma(origem)-para-um(destino)”.</p>     <p>Os mesmos autores (Berbeglia et al. 2010) referem a natureza est&aacute;tica ou din&acirc;mica deste tipo de problemas. No caso est&aacute;tico, toda a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecida antecipadamente e n&atilde;o se altera durante a fase da constru&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o. No caso din&acirc;mico, a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel &eacute; atualizada (alterada) &agrave; medida que se constr&oacute;i ou se implementa parte da solu&ccedil;&atilde;o, por for&ccedil;a de novos pedidos dos utilizadores. Nestes problemas, a solu&ccedil;&atilde;o proposta ser&aacute; uma estrat&eacute;gia de solu&ccedil;&atilde;o que pode tamb&eacute;m ser alterada com o decorrer do tempo. Tipicamente situa&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas deste tipo ocorrem nos problemas de transporte a pedido de utentes com necessidades especiais, onde &eacute; enviado uma viatura ao local onde se encontram para serem transportados ao seu destino. A vertente din&acirc;mica deste problema resulta do facto de os pedidos de transporte surgirem por vezes no mesmo dia em que necessitam de ser realizados: este tipo de problema designa-se por DARP (<i>Dial-A-Ride Problem</i>).</p>     <p>Ainda n&atilde;o existem muitos estudos sobre PDP din&acirc;micos, em particular nas variante din&acirc;mica “uma(origem)-para-muitos(destinos)-para-um(destino) final”. Um dos problemas din&acirc;micos mais estudados designa-se por OlDARP (<i>On-line Dial-A-Ride Problem</i>) (Hauptmeier et al. 2000; Feuerstein e Stougie, 2001; Jaillet e Wagner, 2008). Este problema n&atilde;o apresenta as restri&ccedil;&otilde;es adicionais que delimitam o desconforto do utilizador, tais como a dura&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima da viagem e a dura&ccedil;&atilde;o da janela temporal, conforme aparece no DARP din&acirc;mico.</p>     <p>O DARP quer na vers&atilde;o est&aacute;tica ou din&acirc;mica tem recebido importantes contributos, como por exemplo a revis&atilde;o de Cordeau e Laporte (2007). O estudo com uma &uacute;nica rota para este problema foi realizado por Psaraftis (1988) onde os clientes solicitam um servi&ccedil;o a ser disponibilizado t&atilde;o cedo quanto poss&iacute;vel. Sempre que um novo pedido &eacute; introduzido, o sistema atualiza a inst&acirc;ncia e a partir da rota parcialmente realizada tenta acomodar o novo pedido na rota que falta concretizar. Por seu lado, Madsen et al. (1995) apresentaram um algoritmo para um caso real do DARP din&acirc;mico com m&uacute;ltiplos ve&iacute;culos que atendia at&eacute; 300 pedidos di&aacute;rios para o transporte de pessoas com necessidades especiais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.   O Modelo</b></p>     <p>O problema real que &eacute; estudado neste artigo diz respeito ao transporte n&atilde;o urgente de doentes de suas casas para o hospital e do hospital para suas casas. Atualmente em Portugal o servi&ccedil;o de transporte funciona na modalidade em que os doentes s&atilde;o recolhidos em suas casas para tratamento hospitalar e novamente transportados para suas casas. Configura-se a situa&ccedil;&atilde;o -“muitas(origens)-para-um(destino)-para-muitos(destinos)”. Est&aacute; inclusive previsto o pagamento do tempo de espera que a viatura faz junto ao hospital pelos doentes que transportou. A forma como se organiza o transporte n&atilde;o est&aacute; claramente estabelecida na legisla&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>3.1. Compara&ccedil;&atilde;o de Estrat&eacute;gias de Transporte</b></p>     <p>Considere-se o seguinte exemplo num&eacute;rico para ilustra&ccedil;&atilde;o do problema real, apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>, onde s&atilde;o apresentados 4 v&eacute;rtices (O, A, B e C), em que O representa a origem onde se encontra a viatura que para efeitos de simplifica&ccedil;&atilde;o considera-se ser tamb&eacute;m o hospital. Os v&eacute;rtices A, B e C representam a localiza&ccedil;&atilde;o das pessoas a serem transportadas para o hospital. A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta uma solu&ccedil;&atilde;o que utiliza 3 viaturas, significando o transporte mais c&oacute;modo, mais r&aacute;pido e mais flex&iacute;vel dos doentes. Qualquer outra situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; t&atilde;o c&oacute;moda para os utentes. Pode-se assumir que esta solu&ccedil;&atilde;o ir&aacute; representar o limite m&aacute;ximo a pagar pela unidade hospitalar.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerando a tabela de dist&acirc;ncias (euclidianas) representada na <a href="#f1">Figura 1</a>, a dist&acirc;ncia total percorrida pelas tr&ecirc;s viaturas (com origem e regresso a O) &eacute; 121,6 unidades ((14,1+21,2+25,5)*2). As 13 possibilidades de se fazer o transporte deste pequeno exemplo com diferentes n&uacute;meros de viaturas &eacute; mostrado na <a href="#t1">Tabela 1</a>, em que as cores representam diferentes viaturas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A solu&ccedil;&atilde;o 1 utiliza tr&ecirc;s viaturas, as solu&ccedil;&otilde;es 2 a 7 utilizam duas viaturas, e as restantes solu&ccedil;&otilde;es utilizam uma viatura. A solu&ccedil;&atilde;o 5 estabelece a rota O-C-A-O para uma viatura e a rota O-B-O para a outra viatura. A solu&ccedil;&atilde;o 1 &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o em que cada utente faz um transporte individual e por esse motivo cada utente viaja a menor dist&acirc;ncia poss&iacute;vel, conforme &eacute; ilustrado na <a href="#f1">Figura 1</a>. As colunas 1), 2) e 3) estabelecem o custo total do transporte, para os v&eacute;rtices A, B e C, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o, refletindo j&aacute; a viagem de casa do utente para o hospital e regresso a casa. No caso do transporte individual da solu&ccedil;&atilde;o 1, para cada utente &eacute; aplicado o custo de 0,51€ por km. Em concreto para o utente em A, o custo de transporte &eacute; 28,8 (=14,1*4*0,51). Nos casos de agrupament0, segundo a lei, o utente mais distante &eacute; designado de “primeiro doente” e &eacute; aplicado esta forma de c&aacute;lculo. Para os restantes utentes que s&atilde;o inclu&iacute;dos no mesmo transporte, &eacute; cobrado 20% do valor cobrado pelo “primeiro utente”. A coluna 4) apresenta a soma dos custos 1)…3). O menor valor da soma dos custos foi obtido na solu&ccedil;&atilde;o 8 e na solu&ccedil;&atilde;o 13. A coluna 5) apresenta a diferen&ccedil;a do custo de cada solu&ccedil;&atilde;o para a solu&ccedil;&atilde;o 1 que &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o mais confort&aacute;vel para os utentes. A coluna 5) pode ser usada como uma fun&ccedil;&atilde;o objetivo deste problema onde se pretende maximizar a poupan&ccedil;a dos custos de transporte relativamente &agrave; solu&ccedil;&atilde;o do transporte individual. Esta fun&ccedil;&atilde;o objetivo identifica a solu&ccedil;&atilde;o 8 e a solu&ccedil;&atilde;o 13 como sendo as melhores solu&ccedil;&otilde;es. A <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta a solu&ccedil;&atilde;o 8 e a solu&ccedil;&atilde;o 13. Nestas solu&ccedil;&otilde;es utiliza-se uma &uacute;nica viatura. Na solu&ccedil;&atilde;o 8 o utente transportado do v&eacute;rtice C &eacute; o &uacute;ltimo a ser recolhido, enquanto que na solu&ccedil;&atilde;o 13 o utente C &eacute; o primeiro a ser recolhido, e &agrave; luz da legisla&ccedil;&atilde;o configura-se como sendo o doente mais distante do hospital. No esp&iacute;rito da Lei, a solu&ccedil;&atilde;o 8 n&atilde;o pode ser considerada, porque pretende-se encontrar solu&ccedil;&otilde;es onde se minimiza para cada utente a dist&acirc;ncia percorrida at&eacute; ao hospital.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para se verificar se a solu&ccedil;&atilde;o 13 &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o que cumpre as restri&ccedil;&otilde;es sobre os desvios permitidos pela lei, referidos na Sec&ccedil;&atilde;o 2.2, calcula-se o aumento da viagem para o utente C, dado que os utentes A e B n&atilde;o t&ecirc;m aumento de dist&acirc;ncia face &agrave; solu&ccedil;&atilde;o de transporte individual. O percurso C-B-A-O tem uma dist&acirc;ncia 35,3 (=14,1+7,1+14,1) enquanto o percurso C-O tem uma dist&acirc;ncia 25,5. Verifica-se um aumento de 9,8 que &eacute; inferior ao limite de 10 imposto pela lei, o que valida a solu&ccedil;&atilde;o. Considera-se nesta exemplifica&ccedil;&atilde;o que em termos de velocidade &eacute; efetuada 60km/h o que significa o mesmo valor das unidades da dist&acirc;ncia percorrida. Por&eacute;m, se a viatura se deslocar a uma velocidade m&eacute;dia inferior a 19,6 km/h demoraria mais de 30 minutos, partindo de C, a efetuar o desvio para recolher os utentes B e A, o que tornaria a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o admiss&iacute;vel. A solu&ccedil;&atilde;o 8 &eacute; n&atilde;o admiss&iacute;vel devido &agrave; n&atilde;o verifica&ccedil;&atilde;o do desvio m&aacute;ximo permitido para o doente A, sen&atilde;o vejamos: o trajeto de A-O igual a 14,1 passaria para 46,7 A-B-C-O.</p>     <p>Existem ainda restri&ccedil;&otilde;es adicionais relativamente aos tempos de espera que os utentes A, B e C ter&atilde;o acrescidos pelo facto de esperarem pelo &uacute;ltimo utente a ser consultado; e relativamente ao tempo de in&iacute;cio das consultas de cada um dos utentes. A conce&ccedil;&atilde;o de um algoritmo construtivo para o agrupamento de doentes para a realiza&ccedil;&atilde;o de TNUD m&uacute;ltiplo tem de ser incorporado num sistema de informa&ccedil;&atilde;o capaz de obter informa&ccedil;&atilde;o registada no AGIT de modo a verificar todas as restri&ccedil;&otilde;es impostas pela lei.</p>     <p>O esp&iacute;rito do legislador visava o agrupamento para rotas alongadas, que ao inv&eacute;s n&atilde;o permite a elabora&ccedil;&atilde;o de rotas mais arredondadas. A <a href="#f3">Figura 3</a> ilustra duas rotas, em que a rota arredondada mesmo tendo um comprimento menor, n&atilde;o &eacute; aceite devido ao n&atilde;o cumprimento do desvio m&aacute;ximo permitido.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. O Modelo TOP</b></p>     <p>O Problema de Orienta&ccedil;&atilde;o de Equipas (TOP - Team Orienteering Problem) &eacute; um problema de encaminhamento de viaturas do &acirc;mbito do VRP. Este problema &eacute; relativamente recente e tem recebido uma significativa aten&ccedil;&atilde;o por parte da comunidade cient&iacute;fica (Vansteenwegen, Souffriau, Oudheusden, 2011; Archetti, Speranza e Vigo, 2013) , quer apresentando metodologia de solu&ccedil;&atilde;o exata (Archetti, Bianchessi e Speranza, 2013), quer metodologia de solu&ccedil;&atilde;o aproximada (Hu e Lim, 2014). Vansteenwegen e a sua equipa mant&ecirc;m um reposit&oacute;rio de inst&acirc;ncias p&uacute;blicas (The Orienteering Problem: Test Instances, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A principal diferen&ccedil;a entre o TOP e o VRP est&aacute; relacionada com o facto de no TOP nem todos os v&eacute;rtices do grafo (clientes) ter&atilde;o de ser visitados, tal como acontece no VRP. No TOP poder&atilde;o n&atilde;o ser atendidos alguns dos clientes. Em vez de se usar o modelo baseado no problema VRP decidiu-se modelar pelo formato do TOP. O que ir&aacute; acontecer &eacute; que dada uma lista de doentes n&atilde;o urgentes para os quais foi solicitado transporte e dada uma frota de viaturas dispon&iacute;vel com lota&ccedil;&atilde;o de oito lugares, faz-se a atribui&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de transporte de modo a maximizar a ocupa&ccedil;&atilde;o da viatura e minimizar a dist&acirc;ncia percorrida. Os doentes que n&atilde;o podem ser integrados nas rotas destas viaturas ser&atilde;o transportados em ambul&acirc;ncias especialmente requisitadas para este servi&ccedil;o.</p>     <p>Guti&eacute;rrez-Jarpa et al. (2009) estudaram o problema com entregas fixas e recolhas opcionais, tornando este problema uma situa&ccedil;&atilde;o mista de VRP para a entrega e TOP para a recolha. Os autores estudaram o caso particular de uma &uacute;nica viatura e apresentaram um novo m&eacute;todo <i>branch</i>-<i>and</i>-<i>cut</i> que permite resolver inst&acirc;ncias maiores. Apesar do grande interesse pr&aacute;tico que esta modela&ccedil;&atilde;o tem para a log&iacute;stica inversa, os autores referem terem encontrado somente o trabalho de Gribkovskaia et al. (2008), que tamb&eacute;m s&oacute; considera uma &uacute;nica viatura. A nova formula&ccedil;&atilde;o proposta permitiu solucionar inst&acirc;ncias ainda em aberto e por outro lado reduziu significativamente o tempo de solu&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;todo consegue resolver inst&acirc;ncias at&eacute; 90 v&eacute;rtices. Os autores referem a necessidade de se estender a investiga&ccedil;&atilde;o aos casos com m&uacute;ltiplos ve&iacute;culos e o desenvolvimento de heur&iacute;sticas para a solu&ccedil;&atilde;o de inst&acirc;ncias de grandes dimens&atilde;o.</p>     <p>Dado que o agrupamento de doentes &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o fortemente restringida, &eacute; nossa op&ccedil;&atilde;o modelar o problema real apresentado pelo SNS como uma resolu&ccedil;&atilde;o de um problema TOP, para o conjunto de viaturas dispon&iacute;veis. Os v&eacute;rtices n&atilde;o inclu&iacute;dos nas rotas do problema TOP ser&atilde;o os utentes que far&atilde;o o trajeto em transporte individual.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.   Metodologia Desenvolvida</b></p>     <p><b>4.1. O Algoritmo Construtivo</b></p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel definir-se um m&eacute;todo para a constru&ccedil;&atilde;o das rotas do tipo algoritmo de inser&ccedil;&atilde;o de menor custo, com vista &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de rotas v&aacute;lidas. A <a href="#f4">Figura 4</a> ilustra um algoritmo construtivo para a gera&ccedil;&atilde;o de rotas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considere-se o exemplo num&eacute;rico da <a href="#t2">Tabela 2</a> com oito utentes, em que o v&eacute;rtice O representa o hospital. Por simplicidade considera-se que as viaturas est&atilde;o localizadas em O (dep&oacute;sito)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo o Algoritmo Construtivo, o v&eacute;rtice mais distante do dep&oacute;sito &eacute; o v&eacute;rtice 1. A dist&acirc;ncia da rota O-1-O &eacute; 65,6. O limite m&aacute;ximo permitido &eacute; uma rota de 75,6 (=65,6+10). O pr&oacute;ximo v&eacute;rtice a ser testado &eacute; o v&eacute;rtice 2, que verifica a condi&ccedil;&atilde;o de dist&acirc;ncia. A rota parcial O-1-2-O tem comprimento 65,7. O pr&oacute;ximo v&eacute;rtice a ser testado &eacute; o v&eacute;rtice 3. A inclus&atilde;o &eacute; v&aacute;lida e a rota O-1-2-3-O tem cumprimento 69,2. O pr&oacute;ximo v&eacute;rtice a ser testado &eacute; o v&eacute;rtice 4 mas a rota O-1-2-3-4-O tem dist&acirc;ncia 99,1 o que n&atilde;o &eacute; admiss&iacute;vel. Nenhum dos restantes v&eacute;rtices pode ser adicionado, e a rota &eacute; fechada.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o do algoritmo produz a solu&ccedil;&atilde;o representada na <a href="#f5">Figura 5</a>. A solu&ccedil;&atilde;o utiliza cinco viaturas, das quais tr&ecirc;s transportam um &uacute;nico utente. Foi poss&iacute;vel agrupar tr&ecirc;s utentes numa viatura e agrupar dois utentes noutra viatura.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um algoritmo construtivo elabora solu&ccedil;&otilde;es rapidamente. Por&eacute;m a qualidade das solu&ccedil;&otilde;es pode ser muito baixa em termos de fun&ccedil;&atilde;o objetivo. De modo a melhorar a qualidade das solu&ccedil;&otilde;es pode ser usado um m&eacute;todo de pesquisa local ou meta-heur&iacute;stica como por exemplo um algoritmo gen&eacute;tico.</p>     <p><b>4.2. O Algoritmo Gen&eacute;tico</b></p>     <p>O algoritmo gen&eacute;tico (GA) &eacute; uma heur&iacute;stica de pesquisa que imita o processo da evolu&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies. Este m&eacute;todo utiliza t&eacute;cnicas inspiradas na natureza, tais como muta&ccedil;&atilde;o, cruzamento, heran&ccedil;a e sele&ccedil;&atilde;o, para gerar solu&ccedil;&otilde;es para problemas de otimiza&ccedil;&atilde;o. O sucesso de um GA depende do tipo e da complexidade do problema ao qual ele &eacute; aplicado, embora, no nosso entender, seja o m&eacute;todo mais apto a ser aplicado em problemas onde se tem pouco conhecimento espec&iacute;fico do problema. Gavalas et al. (2014) apresentam uma revis&atilde;o sobre modelos e abordagens de solu&ccedil;&atilde;o (GA inlu&iacute;dos) a um conjunto de problemas de roteamento.</p>     <p>4.2.1. O Cromossoma</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na ferramenta desenvolvida e apresentada neste trabalho, ao aplicar os conceitos de um algoritmo gen&eacute;tico para modelar um TOP dedicado ao problema TNUD, assumiu-se que: h&aacute; um conjunto de <i>n</i> pontos de recolha que devem ser visitados, no m&aacute;ximo, uma vez e por um &uacute;nico ve&iacute;culo; cada ponto de recolha &eacute; representado por um v&eacute;rtice num grafo; A frota de <i>m</i> ve&iacute;culos est&aacute; dispon&iacute;vel num dep&oacute;sito; o dep&oacute;sito &eacute; representado por um v&eacute;rtice num grafo.</p>     <p>Num GA os cromossomas ou indiv&iacute;duos s&atilde;o representados como cadeias de carateres que codificam solu&ccedil;&otilde;es candidatas para um problema de otimiza&ccedil;&atilde;o, que v&atilde;o evoluindo para melhores solu&ccedil;&otilde;es. No TOP, um cromossoma pode ser composto por <i>n</i> genes, ou seja, um gene para cada v&eacute;rtice. Decidimos definir um cromossoma formado por <i>n</i> genes, em que cada gene define a prioridade do v&eacute;rtice para ser seleccionado para ser visitado. Esta estrutura foi adaptada do modelo de Chaves Aleat&oacute;rias (Random Keys) apresentado por Mor&aacute;n-Mirabal et al. (2014).</p>     <p>4.2.2. Os Genes</p>     <p>Um cromossoma codifica uma solu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel, que no caso do TOP corresponde a um conjunto de <i>m</i> rotas v&aacute;lidas; cada gene representa um ponto de recolha e est&aacute; associado ao v&eacute;rtice respectivo do grafo; um gene tem associado um alelo que corresponde &agrave; prioridade do ponto de recolha em ser visitado.</p>     <p>O gene <i>i</i> do cromossoma corresponde ao v&eacute;rtice <i>i</i> no grafo. O alelo (valor ou informa&ccedil;&atilde;o contida no gene) identifica a prioridade do v&eacute;rtice. Nos nossos algoritmos, em vez da utiliza&ccedil;&atilde;o de valores convencionais no intervalo [0, 1[ para os alelos dos genes (Mor&aacute;n-Mirabal et al., 2014), usamos valores inteiros no intervalo [0, <i>n</i>[. No estabelecimento dos valores iniciais dos genes, a dist&acirc;ncia do v&eacute;rtice ao dep&oacute;sito &eacute; utilizada como fator de prioridade, uma vez que v&eacute;rtices mais distantes geram maior desvio permitido para agrupar mais v&eacute;rtices.</p>     <p>4.2.3. Descodificador do Cromossoma</p>     <p>Para se obter uma solu&ccedil;&atilde;o do problema a partir de um cromossoma &eacute; necess&aacute;rio interpretar o vetor de chaves aleat&oacute;rias, e tal &eacute; feito utilizando um descodificador do cromossoma. No nosso estudo, a associa&ccedil;&atilde;o de um cromossoma a uma solu&ccedil;&atilde;o para o TOP &eacute; feita pelo algoritmo construtivo apresentado, que constr&oacute;i a solu&ccedil;&atilde;o pela leitura dos alelos presentes nos genes do cromossoma. Os valores dos alelos servir&atilde;o para ordenar os v&eacute;rtices na lista <i>Laux</i> do Algoritmo Construtivo apresentado na <a href="#f4">Figura 4</a>.</p>     <p>4.2.4. Avalia&ccedil;&atilde;o das Solu&ccedil;&otilde;es</p>     <p>A concep&ccedil;&atilde;o de um GA requer uma representa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica do dom&iacute;nio das solu&ccedil;&otilde;es, bem como uma fun&ccedil;&atilde;o de aptid&atilde;o para avaliar a qualidade das solu&ccedil;&otilde;es produzidas. No que diz respeito ao TNUD, a fun&ccedil;&atilde;o de aptid&atilde;o do algoritmo gen&eacute;tico desenvolvido corresponde &agrave; poupan&ccedil;a que &eacute; poss&iacute;vel obter pelo agrupamento de doentes face &agrave; solu&ccedil;&atilde;o de transporte individual.</p>     <p>4.2.5. Implementa&ccedil;&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma aplica&ccedil;&atilde;o de software JAVA foi desenvolvida para implementar o algoritmo gen&eacute;tico com duas variantes ao n&iacute;vel do algoritmo construtivo, e designou-se por GATOP-1 GATOP-2. A aplica&ccedil;&atilde;o tem uma simples, mas funcional, Interface Gr&aacute;fica do Utilizador (GUI - Graphical User Interface), com um conjunto de op&ccedil;&otilde;es que permite que os par&acirc;metros do GA possam ser ajustados e ajudar a obter melhores resultados num problema ou inst&acirc;ncia espec&iacute;fica do TOP. H&aacute; tamb&eacute;m um elemento de visualiza&ccedil;&atilde;o (Solution Viewer), que ilustra o exemplo carregado e apresenta as rotas da melhor solu&ccedil;&atilde;o encontrada at&eacute; ao momento, que s&atilde;o atualizadas em tempo real. Na <a href="#f6">Figura 6</a> apresenta-se o “Solution Viewer”, onde os c&iacute;rculos correspondem aos v&eacute;rtices no TOP e um <i>screenshot</i> da aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O algoritmo construtivo do GATOP-2 tem uma abordagem “mais paralela” na constru&ccedil;&atilde;o de rotas. As rotas v&atilde;o sendo abertas e adicionados novos v&eacute;rtices de um modo simult&acirc;neo. O fecho das rotas ocorre no final do algoritmo construtivo. No caso do GATOP-1 uma rota &eacute; fechada antes da abertura da rota seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.   Resultados Computacionais</b></p>     <p>Realizaram-se uma s&eacute;rie de testes computacionais com o intuito de avaliar a performance dos algoritmos apresentados, comprando os resultados obtidos entre eles e tamb&eacute;m com os valores do estado da arte. Para os testes utilizaram-se 24 inst&acirc;ncias p&uacute;blicas de teste para o TOP, selecionadas aleatoriamente de entre as 320 inst&acirc;ncias publicadas por Chao et al. (1996).</p>     <p>Os resultados obtidos nos testes com os dois algoritmos foram comparados com os melhores resultados encontrados na literatura relativa ao TOP. Os testes foram realizados com recurso a um computador <i>laptop</i> com processador Intel Pentium Core2Duo P8700 2.53 GHz 64-bit com 4 GB de mem&oacute;ria RAM. Foram efetuadas dez execu&ccedil;&otilde;es com cada um dos algoritmos em cada inst&acirc;ncia. Os resultados alcan&ccedil;ados constam na <a href="#t3">Tabela 3</a>, onde o valor na coluna (Avg) corresponde ao valor m&eacute;dio para cada inst&acirc;ncia ap&oacute;s as dez execu&ccedil;&otilde;es do algoritmo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores em (fmin) e (fmax) s&atilde;o respectivamente os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos obtidos para cada inst&acirc;ncia. Na coluna (BEST SCORE) constam os valores m&aacute;ximos atuais para cada inst&acirc;ncia e que constam na literatura. &Eacute; de destacar a superior consist&ecirc;ncia do GATOP-2 face ao GATOP-1, pois existe em m&eacute;dia uma menor diferen&ccedil;a entre os valores (fmax) e (fmin). Em termos de exactid&atilde;o, de novo o GATOP-2 mostrou-se superior ao obter uma diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 0.9% em rela&ccedil;&atilde;o aos melhores valores conhecidos para cada inst&acirc;ncia (BEST SCORE). O algoritmo GATOP-2 conseguiu igualar os melhores resultados em 7 das 24 inst&acirc;ncias, enquanto que o GATOP-1 conseguiu igualar os melhores resultados apenas em 3 inst&acirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6.   Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Ao longo deste artigo foram apresentadas duas ferramentas de software denominadas GATOP 1 e GATOP 2, as quais permitem resolver o problema de orienta&ccedil;&atilde;o de equipas (TOP - Team Orienteering Problem) aplicado ao TNUD atrav&eacute;s de algoritmos gen&eacute;ticos. Os dois algoritmos gen&eacute;ticos foram testados e analisados num conjunto de 24 inst&acirc;ncias p&uacute;blicas, tendo-se conclu&iacute;do que o desempenho m&eacute;dio do GATOP-2 &eacute; claramente melhor do que o de GATOP-1 quando comparados aos melhores valores conhecidos as mesmas inst&acirc;ncias.</p>     <p>No geral, as ferramentas desenvolvidas s&atilde;o intuitivas e de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o, e permitem resolver com sucesso o TOP. As ferramentas s&atilde;o facilmente integr&aacute;veis num sistema de apoio &agrave; decis&atilde;o para a organiza&ccedil;&atilde;o do transporte n&atilde;o urgente de doentes. Como trabalho futuro pretendemos continuar o estudo do TOP e das suas variantes que consideram janelas temporais para os utentes em fun&ccedil;&atilde;o da hora limite a que devem recolhidos para serem transportados at&eacute; ao seu destino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimento</b></p>     <p>Os autores expressam o seu agradecimento aos quatro revisores an&oacute;nimos que, com os seus coment&aacute;rios, permitiram melhorar consideravelmente este artigo.</p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pelo projeto GATOP - Genetic Algorithms for Team Orienteering Problem (Ref PTDC/EME-GIN/ 120761/2010), financiado por fundos nacionais pela FCT / MCTES e co-financiado pelo European Social Development Fund (FEDER) atrav&eacute;s do COMPETE Programa Operacional Fatores de Competitividade (POFC) Ref FCOMP-01-0124-FEDER-020609.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>ACSS (2014). Acess&iacute;vel em <a href="http://www.acss.min-saude.pt/" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/</a></p>     <!-- ref --><p>Archetti, C., Bianchessi, N., & Speranza, M. G. (2013). Optimal solutions for routing problems with profits. Discrete Applied Mathematics, 161(4), 547-557.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-9895201400020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Archetti, C., Speranza, M. G., & Vigo, D. (2013). Vehicle routing problems with profits. Tech. Report WPDEM2013/3, University of Brescia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-9895201400020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ARSN (2011). <a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte" target="_blank">http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte</a></p>     <!-- ref --><p>Begur, S. V., Miller, D. M., & Weaver, J. R. (1997). An integrated spatial DSS for scheduling and routing home-health-care nurses. Interfaces, 27(4), 35-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-9895201400020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berbeglia, G., Cordeau, J. F., & Laporte, G. (2010). Dynamic pickup and delivery problems. European Journal of Operational Research, 202(1), 8-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-9895201400020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chao, I. M., Golden, B. and Wasil, E. A. (1996) Theory and Methodology - The Team Orienteering Problem. European J. of Op. Research,88, 464-474.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-9895201400020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cordeau, J. F., & Laporte, G. (2007). The dial-a-ride problem: models and algorithms. Annals of Operations Research, 153(1), 29-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-9895201400020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>D&iacute;az-Parra, O., Ruiz-Vanoye, J. A., Bern&aacute;be Loranca, B., Fuentes-Penna, A., & Barrera-C&aacute;mara, R. A. (2014). A Survey of Transportation Problems. Journal of Applied Mathematics, vol. 2014, Article ID 848129, 17 pages, 2014. doi:10.1155/2014/848129&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-9895201400020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DRE (2011). Despacho n.&ordm; 16843/2011, Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 239 — 15 de Dezembro de 2011, 48767-48768</p>     <p>DRE (2012a). Portaria n.&ordm; 142-A/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 94 — 15 de maio de 2012, 2532-(2)-2532-(3).</p>     <p>DRE (2012b). Portaria n.&ordm; 142-B/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 94 — 15 de maio de 2012, 2532-(3)-2532-(6)</p>     <p>DRE (2012c). Declara&ccedil;&atilde;o de Retifica&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 27-A/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 107 — 1 de junho de 2012, 2928-(2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DRE (2012d). Portaria n&ordm;178-B/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 107 — 1 de junho de 2012, 2928-(2).</p>     <p>DRE (2012e). Despacho n.&ordm; 7702-A/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 108 — 4 de junho de 2012, 20410-(2).</p>     <p>DRE (2012f). Despacho n.&ordm; 7702-C/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 108 — 4 de junho de 2012, 20410-(3)-20410-(6).</p>     <p>DRE (2012g). Despacho n&ordm; 8705/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 125 — 29 de junho de 2012, 22880- 22881.</p>     <p>DRE (2012h). Declara&ccedil;&atilde;o de Retifica&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 36/2012. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie — N.&ordm; 135 — 13 de julho de 2012, 3657- 3664</p>     <!-- ref --><p>Feuerstein, E., & Stougie, L. (2001). On-line single-server dial-a-ride problems. Theoretical Computer Science, 268(1), 91-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-9895201400020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gavalas, D., Konstantopoulos, C., Mastakas, K., & Pantziou, G. (2014). A survey on algorithmic approaches for solving tourist trip design problems. Journal of Heuristics, 20(3), 291-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-9895201400020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gribkovskaia, I., Laporte, G., & Shyshou, A. (2008). The single vehicle routing problem with deliveries and selective pickups. Computers & Operations Research, 35(9), 2908-2924.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-9895201400020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guti&eacute;rrez-Jarpa, G., Marianov, V., & Obreque, C. (2009). A single vehicle routing problem with fixed delivery and optional collections. IIE Transactions, 41(12), 1067-1079.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-9895201400020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hains, I. M., Marks, A., Georgiou, A., & Westbrook, J. I. (2011). Non-emergency patient transport: what are the quality and safety issues? A systematic review. International Journal for Quality in Health Care, 23(1), 68-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-9895201400020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hauptmeier, D., Krumke, S. O., & Rambau, J. (2000). The online dial-a-ride problem under reasonable load (pp. 125-136). Springer Berlin Heidelberg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-9895201400020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hu, Q., & Lim, A. (2014). An iterative three-component heuristic for the team orienteering problem with time windows. European Journal of Operational Research, 232(2), 276-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-9895201400020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jaillet, P., & Wagner, M. R. (2008). Online vehicle routing problems: A survey. In The Vehicle Routing Problem: Latest Advances and New Challenges (pp. 221-237). Springer US.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-9895201400020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Madsen, O. B., Ravn, H. F., & Rygaard, J. M. (1995). A heuristic algorithm for a dial-a-ride problem with time windows, multiple capacities, and multiple objectives. Annals of operations Research, 60(1), 193-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-9895201400020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mor&aacute;n-Mirabal, L. F., Gonz&aacute;lez-Velarde, J. L., & Resende, M. G. C. (2014). Randomized heuristics for the family traveling salesperson problem. International Transactions in Operational Research, 21(1), 41-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-9895201400020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Psaraftis, H. N. (1988). Dynamic vehicle routing problems. Vehicle routing: Methods and studies, 16, 223-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-9895201400020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stiver, H. G., Trosky, S. K., Cote, D. D., & Oruck, J. L. (1982). Self-administration of intravenous antibiotics: an efficient, cost-effective home care program. Canadian Medical Association Journal, 127(3), 207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-9895201400020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>The Orienteering Problem: Test Instances. <a href="http://www.mech.kuleuven.be/en/cib/op" target="_blank">http://www.mech.kuleuven.be/en/cib/op</a>  (29 maio 2014, &uacute;ltimo acesso)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vaisblat, A., & Albert, D. (2013). Medical non-emergency patient centered scheduling solution. New Magenta Papers, 40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-9895201400020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vansteenwegen, P., Souffriau, W., & Oudheusden, D. V. (2011). The orienteering problem: A survey. European Journal of Operational Research, 209(1), 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-9895201400020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 12/04/2014</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 06/06/2014</p>      ]]></body><back>
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