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<journal-title><![CDATA[RISTI - Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Metodologia para a deteção de artefactos luminosos em imagens de retinografia com aplicação em rastreio oftalmológico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Automatic diagnostic systems for retinal diseases based on image processing have continuously demonstrated its potential for clinical practice. However, their accuracy is often compromised by the inherent difficulty in detecting abnormal structures and aggravated by deficiencies in image acquisition. In screening scenarios, these deficiencies can lead to a significant amount of repeated images, implying costs and system’s inefficiency. In this paper we propose a methodology to automatically evaluate the quality of captured images allowing the operator to repeat the acquisition if appropriate. The proposed method identifies different types of artefacts based on color, shape and image intensity. Using a set of 61 images a sensitivity of 97% at a rate of 0.12 false positives in the central artifact detection and 73% sensitivity with 0.36 false positives on the detection of light flares, were obtained. These results can be considered positive given the poor quality and heterogeneity of the processed images.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Metodologia para a dete&ccedil;&atilde;o de artefactos luminosos em imagens de retinografia com aplica&ccedil;&atilde;o em rastreio oftalmol&oacute;gica</b></p>     <p><b>Methodology for image artifacts detection in retinal images with application in Ophthalmology Screening</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Andr&eacute; Damas Mora<sup>1,2</sup>, Jos&eacute; Manuel Fonseca<sup>1,2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Centro de Tecnologias e Sistemas - Uninova, Campus da FCT-UNL, 2829-517 Caparica, Portugal (<a href="mailto:atm@uninova.pt">atm@uninova.pt</a>, <a href="mailto:jmf@uninova.pt">jmf@uninova.pt</a>)</p>     <p><sup>2</sup> Departamento de Eng. Electrot&eacute;cnica, FCT-UNL, Campus da FCT-UNL, 2829-516 Caparica, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O diagn&oacute;stico autom&aacute;tico de doen&ccedil;as da retina baseado em processamento de imagem v&ecirc; frequentemente a sua precis&atilde;o comprometida pela dificuldade intr&iacute;nseca na dete&ccedil;&atilde;o de estruturas anormais e por defici&ecirc;ncias na aquisi&ccedil;&atilde;o de imagem. Em cen&aacute;rios de rastreio, estas defici&ecirc;ncias podem levar a que um n&uacute;mero significativo de imagens tenham de ser repetidas, implicando custos e inefici&ecirc;ncia do sistema. Neste artigo prop&otilde;e-se uma metodologia que avalia de forma autom&aacute;tica a qualidade das imagens captadas possibilitando ao operador repetir a aquisi&ccedil;&atilde;o caso se justifique. O m&eacute;todo proposto identifica diferentes tipos de artefactos com base na sua forma, cor e intensidade. Utilizando um conjunto de 61 imagens foi obtida uma sensibilidade de 97% com 0.12 falsos positivos por imagem na dete&ccedil;&atilde;o do artefacto central e 73% de sensibilidade com 0.36 de falsos positivos para os reflexos luminosos. Estes resultados podem considerar-se positivos tendo em conta a baixa qualidade e a heterogeneidade das imagens processadas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: classifica&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica; processamento de imagem; imagem da retina; reflexos luminosos; rastreio oftalmol&oacute;gico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Automatic diagnostic systems for retinal diseases based on image processing have continuously demonstrated its potential for clinical practice. However, their accuracy is often compromised by the inherent difficulty in detecting abnormal structures and aggravated by deficiencies in image acquisition. In screening scenarios, these deficiencies can lead to a significant amount of repeated images, implying costs and system’s inefficiency. In this paper we propose a methodology to automatically evaluate the quality of captured images allowing the operator to repeat the acquisition if appropriate. The proposed method identifies different types of artefacts based on color, shape and image intensity. Using a set of 61 images a sensitivity of 97% at a rate of 0.12 false positives in the central artifact detection and 73% sensitivity with 0.36 false positives on the detection of light flares, were obtained. These results can be considered positive given the poor quality and heterogeneity of the processed images.</p>     <p><b>Keywords:</b> Automatic classification; image processing; retinal images; light flares; ophthalmology screening.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.    Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial (United Nations, 2013) associado &agrave;s diversas patologias oculares relacionadas com a idade (Porte, 2012) leva a que a import&acirc;ncia destas doen&ccedil;as tenha vindo a aumentar constantemente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Uma vez que a vis&atilde;o &eacute; fundamental para uma boa qualidade de vida, a dete&ccedil;&atilde;o precoce de doen&ccedil;as oculares &eacute; de grande import&acirc;ncia especialmente porque muitas patologias s&atilde;o assintom&aacute;ticas at&eacute; atingirem um estado avan&ccedil;ado de desenvolvimento em que s&atilde;o muitas vezes irrevers&iacute;veis (Rogers, 2007). Para efectuar a dete&ccedil;&atilde;o precoce na generalidade da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio realizar ac&ccedil;&otilde;es de rastreio em que um grande n&uacute;mero de indiv&iacute;duos &eacute; observado sendo efetuada a capta&ccedil;&atilde;o de imagens de fundoscopia que s&atilde;o posteriormente avaliadas por especialistas.</p>     <p>No entanto, as imagens da retina captadas por c&acirc;maras de fundoscopia podem conter artefactos que podem implicar a sua inutiliza&ccedil;&atilde;o ou conduzir a diagn&oacute;sticos incorretos especialmente quando as patologias s&atilde;o detetadas por m&eacute;todos autom&aacute;ticos (Azemin et al., 2011; M. Niemeijer et al., 2007; Wilson et al., 2003). Os artefactos mais comuns s&atilde;o provocados por dedadas, p&oacute; e manchas causadas por tosse ou espirros do paciente (Hamilton et al., 1998). Estes artefactos s&atilde;o reconhec&iacute;veis como pontos de maior intensidade espalhados pela imagem (<a href="#f1">Figura 1</a>). A sujidade no interior do sistema &oacute;tico (que pode ser originada por a&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o tais como mudan&ccedil;a de l&acirc;mpadas) pode tamb&eacute;m causar imperfei&ccedil;&otilde;es significativas na imagem (Hamilton et al., 1998) criando um anel luminoso no centro da imagem da retina a que se d&aacute; o nome de <i>artefacto central</i>. A aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens da retina &eacute; efetuada com base em diversos processos de refra&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o da luz que transita entre o olho e o detector. A obstru&ccedil;&atilde;o ou desalinhamento deste processo complexo leva inevitavelmente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de uma imagem defeituosa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando existe desalinhamento, a imagem apresenta grandes zonas de alta intensidade luminosa com o surgimento de diversas cores (<a href="#f1">Figura 1.b</a>). A dist&acirc;ncia entre o olho e o sistema de aquisi&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m de grande import&acirc;ncia. Se a dist&acirc;ncia for superior ao desej&aacute;vel a imagem resultante ser&aacute; desfocada, enquanto que se a dist&acirc;ncia for demasiado pequena a imagem poder&aacute; apresentar reflexos indesejados que perturbar&atilde;o a sua qualidade (Hamilton et al., 1998).</p>     <p>Os artefactos mais comuns s&atilde;o os reflexos luminosos (<i>light flares</i>) que podem ser observados na <a href="#f1">Figura 1.b.</a> Como estes artefactos s&atilde;o causados pela reflex&atilde;o da luz ou pela sujidade ao longo do sistema &oacute;tico, podem variar em n&uacute;mero e intensidade (Burke, 1996). Apesar de poder parecer inofensiva, a ocorr&ecirc;ncia de artefactos nas imagens de fundoscopia pode ter um impacto significativo nos resultados dos sistemas de diagn&oacute;stico autom&aacute;tico (Davis et al., 2009; Mora et al., 2011; Pin&atilde;o et al., 2013; Yu et al., 2012) podendo as &aacute;reas da imagem com alta ou baixa luminosidade ser facilmente confundidas com patologias, aumentando assim o n&uacute;mero de falsos positivos.</p>     <p>A dete&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de artefactos luminosos em imagens da retina &eacute; um tema pouco explorado pela comunidade cient&iacute;fica. No entanto, o seu estudo &eacute; importante pois permitir&aacute; melhorar a efic&aacute;cia das campanhas de rastreio ao permitir a dete&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncias. Se efectuada no momento da aquisi&ccedil;&atilde;o da imagem, a dete&ccedil;&atilde;o de artefactos pode levar &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o imediata do exame evitando posteriores recolhas. Caso a detec&ccedil;&atilde;o seja aplicada ap&oacute;s a campanha de rastreio, ter&aacute; como principal utilidade evitar a utiliza&ccedil;&atilde;o da imagem nas zonas assinaladas como artefactos. A ocorr&ecirc;ncia de artefactos luminosos ocorre tamb&eacute;m noutros cen&aacute;rios de aplica&ccedil;&atilde;o onde j&aacute; foram testadas algumas t&eacute;cnicas para a sua dete&ccedil;&atilde;o. Alguns trabalhos (Gu et al., 2009; Zhou & Lin, 2007) propuseram algoritmos que se baseiam na aquisi&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas imagens de modo a conhecer o modelo das distor&ccedil;&otilde;es provocadas para em seguida corrigir as altera&ccedil;&otilde;es enquanto outros prop&otilde;em algoritmos para corrigir as reflex&otilde;es atrav&eacute;s da informa&ccedil;&atilde;o circundante &agrave; reflex&atilde;o (Bertalmio et al., 2000; Sun et al., 2005). Contudo estes m&eacute;todos n&atilde;o s&atilde;o aplic&aacute;veis nas imagens de retina uma vez que apenas se disp&otilde;e de imagens isoladas e porque na grande maioria dos casos os reflexos provocam altera&ccedil;&otilde;es irrevers&iacute;veis na imagem n&atilde;o sendo poss&iacute;vel recuperar a informa&ccedil;&atilde;o mascarada pelo artefacto.</p>     <p>Neste artigo apresentamos um novo m&eacute;todo para a dete&ccedil;&atilde;o de artefactos em imagens da retina que pode ser utilizado para controlo autom&aacute;tico de qualidade na capta&ccedil;&atilde;o de imagens especialmente em situa&ccedil;&otilde;es de rastreio ou na sele&ccedil;&atilde;o das imagens para avalia&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de patologias de forma a evitar a an&aacute;lise de imagens com artefactos que podem produzir falsos positivos.</p>     <p>O artigo come&ccedil;ar&aacute; por apresentar as v&aacute;rias fases da metodologia, nomeadamente de preprocessamento de imagem e de detec&ccedil;&atilde;o de artefactos, para em seguida apresentar resultados da aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia a um conjunto de imagens recolhidas para um estudo ci&ecirc;ntifico que visou relacionar o tratamento de cataratas com a degenera&ccedil;&atilde;o macular relacionada com a idade (DMRI).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.   M&eacute;todos</b></p>     <p>Entre os diversos artefactos luminosos que podem surgir em imagens de fundos, os reflexos luminosos e o artefacto central s&atilde;o os mais comuns (Hamilton et al., 1998). Os reflexos luminosos s&atilde;o normalmente manchas arredondadas que podem variar em cor e tamanho. O chamado artefacto central &eacute; consequ&ecirc;ncia da acumula&ccedil;&atilde;o de sujidade no sistema &oacute;tico apresentando forma toroidal, sempre centrado na imagem (<i>donut shape</i>).</p>     <p>Apesar da diferente natureza destes dois tipos de artefactos, a metodologia de base proposta para a sua dete&ccedil;&atilde;o &eacute; baseada no mesmo algoritmo de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es (<i>template matching</i>), utilizando diferentes configura&ccedil;&otilde;es para cada um deles. Dado que o m&eacute;todo de dete&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica tem tend&ecirc;ncia para produzir uma sobre-segmenta&ccedil;&atilde;o da imagem foi criado um processo de p&oacute;s-classifica&ccedil;&atilde;o baseado em &aacute;rvores de decis&atilde;o para eliminar as zonas indevidamente segmentadas.</p>     <p>As sec&ccedil;&otilde;es seguintes apresentam detalhadamente a metodologia proposta desde o pr&eacute;-processamento da imagem at&eacute; &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o final dos artefactos detetados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1. Imagens utilizadas</b></p>     <p>As 61 imagens da retina centradas na zona macular utilizadas neste estudo foram obtidas a partir do trabalho efetuado por Simmon Brunner “ECAM – Monitoring Drusen and Geographic Atrophy after Cataract Surgery Study” (Brunner et al., 2013). Todas as imagens foram captadas no Departmento de Oftalmologia do Rudolfstiftung Hospital, Vienna, Austria usando um retin&oacute;grafo de 40&ordm; (Canon CR2-45NM, Veatch Ophthalmic Instruments) e digitalizadas com uma resolu&ccedil;&atilde;o de 1639x1116 pix&eacute;is. Os pacientes que participaram neste estudo sofriam de cataratas e de degenera&ccedil;&atilde;o macular relacionada com a idade (DMRI), apresentando uma idade m&eacute;dia de 80.5&plusmn;6 anos.</p>     <p>De forma a permitir avaliar a precis&atilde;o da dete&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de artefactos um perito analisou manualmente as 61 imagens tendo detectado 96 reflexos luminosos e 50 artefactos centrais. &Eacute; de notar que, uma vez que os pacientes que participaram neste estudo sofriam de cataratas (o que obviamente aumenta a opacidade e a distor&ccedil;&atilde;o de cor das imagens captadas), algumas das imagens apresentam uma qualidade bastante reduzida.<b>  </b></p>     <p><b>2.2. Pr&eacute;-processamento</b></p>     <p>O primeiro passo da metodologia proposta &eacute; o melhoramento do contraste entre os artefactos e o fundo da imagem. Foram analisados os espa&ccedil;os de cor RGB e HSV, verificando-se que o espa&ccedil;o HSV permite um melhor contraste para a detec&ccedil;&atilde;o de artefactos luminosos. Analisando os tr&ecirc;s canais RGB podemos constatar que o canal vermelho apresenta um contraste reduzido entre os artefactos e o fundo, enquanto que os canais verde e azul s&atilde;o semelhantes entre si apresentando ambos melhor contraste que o vermelho (com ligeira vantagem para o canal azul - <a href="#f2">Figura 2.a</a>). Entre os tr&ecirc;s canais HSV, apenas o canal de satura&ccedil;&atilde;o &eacute; &uacute;til para a detec&ccedil;&atilde;o de artefactos. Embora neste caso a imagem pare&ccedil;a demasiado clara podemos verificar a exist&ecirc;ncia de um bom contraste entre os artefactos e o fundo da imagem (<a href="#f2">Figura 2.b</a>). O canal de satura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o de cor HSV foi portanto o escolhido para a detec&ccedil;&atilde;o dos artefactos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Dete&ccedil;&atilde;o de Reflexos Luminosos</b></p>     <p>Para a dete&ccedil;&atilde;o dos reflexos luminosos &eacute; aplicada a t&eacute;cnica de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es sendo utilizado o canal da satura&ccedil;&atilde;o. Neste caso, a dete&ccedil;&atilde;o de reflexos ser&aacute; baseada na sua forma e tamanho.</p>     <p>A t&eacute;cnica de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es requer a exist&ecirc;ncia de uma imagem padr&atilde;o que se assemelhe &agrave; estrutura a procurar, sendo esta normalmente de dimens&atilde;o inferior &agrave; imagem onde ser&aacute; efectuada a pesquisa. A pesquisa &eacute; efetuada deslocando a imagem padr&atilde;o (<i>T(x,y)</i>) sobre a imagem original (<i>I(x,y)</i>) e em cada uma das localiza&ccedil;&otilde;es  comparar pixel a pixel as duas imagens, com vista &agrave; determina&ccedil;&atilde;o de um valor de similaridade. Neste trabalho foi utilizado como medida de similaridade o Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o Normalizado (<i>R<sub>cc_norm</sub></i> ) (1) que pelo facto de remover o valor m&eacute;dio da intensidade (2) da imagem original e da imagem padr&atilde;o e por normalizar o seu valor, apresenta uma boa toler&acirc;ncia a varia&ccedil;&otilde;es de ilumina&ccedil;&atilde;o e de contraste. O resultado da aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo &eacute; uma imagem como a apresentada na <a href="#f3">Figura 3.c</a>, onde as regi&otilde;es que mais se assemelham ao padr&atilde;o t&ecirc;m uma maior intensidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05e1.jpg">     
<p>sendo,</p> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05e2.jpg">     
<p> A escolha de uma imagem padr&atilde;o adequada revela-se portanto um passo crucial para o sucesso deste m&eacute;todo. Para imagem padr&atilde;o deve ser escolhida uma imagem com um bom contraste entre as estruturas a identificar e com uma dimens&atilde;o um pouco superior a um artefacto para ser poss&iacute;vel identificar a sua forma circular em torno de um fundo uniforme. Neste estudo foi testada a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma imagem padr&atilde;o criada artificialmente e uma imagem padr&atilde;o extra&iacute;da de uma das imagens do estudo. Verificou-se que usando a imagem real o m&eacute;todo apresentava uma melhor taxa de detec&ccedil;&atilde;o, sendo por isso a op&ccedil;&atilde;o escolhida. A imagem padr&atilde;o escolhida foi um reflexo bem contrastado e de contornos bem definidos de uma das imagens do estudo (<a href="#f3">Figura 3.a</a>). A imagem retirada &eacute; quadrada e inclui uma margem de pix&eacute;is de fundo em torno do reflexo.</p>     <p>O m&eacute;todo proposto usa apenas uma imagem padr&atilde;o uma vez que neste estudo as imagens foram todas adquiridas com o mesmo equipamento e apresentavam reflexos sempre com a mesma dimens&atilde;o. No entanto, noutros estudos poder&atilde;o ser inclu&iacute;das outras imagens padr&atilde;o adquiridas pelo equipamento em uso e ajustados os valores de limiar para detectar correctamente os novos artefactos.</p>     <p>Para identificar na imagem as regi&otilde;es candidatas a ser classificadas como reflexos, o resultado da compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es &eacute; normalizado entre 0 e 255 sendo ent&atilde;o aplicada uma binariza&ccedil;&atilde;o que assinala as regi&otilde;es com intensidade superior a um limiar pr&eacute;-definido (<a href="#f4">Figura 4.a</a>). O valor do limiar foi escolhido empiricamente variando o seu valor entre 0 e 255 e, uma vez que a taxa de verdadeiros negativos &eacute; desconhecida, foi analisada a curva <i>Free-response</i> <i>ROC</i> (FROC) (Chakraborty, 2000). Pelo gr&aacute;fico apresentado na <a href="#f4">Figura 4.b</a>, o valor de limiar que se encontra mais pr&oacute;ximo do canto superior esquerdo (sensibilidade m&aacute;xima e menor taxa de falsas dete&ccedil;&otilde;es) &eacute; o valor <i>t=194</i>, atingindo uma sensibilidade de 0.83 com um r&aacute;cio de 0.25 falsas dete&ccedil;&otilde;es por</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; de notar que &eacute; muito importante obter um correto compromisso entre sensibilidade e falsos positivos uma vez que os falsos positivos podem mascarar uma patologia e os falsos negativos podem confundir os sistemas de apoio ao diagn&oacute;stico que usem a imagem processada.</p>     <p>Embora o algoritmo de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es tenha produzido uma boa segmenta&ccedil;&atilde;o dos candidatos a reflexo, gera um n&uacute;mero significativo de falsas dete&ccedil;&otilde;es requerendo uma p&oacute;s-valida&ccedil;&atilde;o dos resultados. Uma vez que o disco &oacute;tico, devido &agrave; sua luminosidade, &eacute; uma das regi&otilde;es mais prop&iacute;cias a ser confundida com um reflexo, qualquer candidato que se encontre nessa regi&atilde;o ser&aacute; descartado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Para efetuar a p&oacute;s-valida&ccedil;&atilde;o dos candidatos foi treinado um classificador baseado em &aacute;rvores de decis&atilde;o, que usou como entradas algumas caracter&iacute;sticas dos candidatos, nomeadamente a sua forma, cor e semelhan&ccedil;a com o padr&atilde;o, as quais ser&atilde;o descritas em seguida.</p>     <p>Num primeiro passo os candidatos a reflexo s&atilde;o copiados da imagem de satura&ccedil;&atilde;o para uma imagem com as mesmas dimens&otilde;es da imagem padr&atilde;o (<a href="#f5">Figura 5.a</a>) sendo registada a m&eacute;dia e o desvio padr&atilde;o do canal da satura&ccedil;&atilde;o e dos tr&ecirc;s canais RGB, assim como os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o normal (absoluto) e normalizado. Em seguida, &eacute; aplicada &agrave; imagem de satura&ccedil;&atilde;o uma binariza&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;todo de Otsu (Otsu, 1975) seguida de uma opera&ccedil;&atilde;o de fecho e outra de abertura (<a href="#f5">Figura 5.b</a>). Da imagem resultante &eacute; extra&iacute;da a simetria horizontal e vertical e o n&uacute;mero de pix&eacute;is a preto na zona central e perif&eacute;rica. Finalmente, &eacute; aplicado um filtro de Sobel para dete&ccedil;&atilde;o de contornos (<a href="#f5">Figura 5.c</a>) sobre a qual &eacute; aplicada novamente a t&eacute;cnica de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es com uma imagem padr&atilde;o de um contorno circular. Na <a href="#f5">Figura 5</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar que os candidatos verdadeiros (1,2) apresentam uma forma circular regular e os candidatos falsos (3,4) formas irregulares.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As carater&iacute;sticas extra&iacute;das da imagem foram aplicadas no treino e teste do classificador autom&aacute;tico (<a href="#f6">Figura 6.a</a>), usando respetivamente 30% e 70% dos casos em cada uma das fases. Na <a href="#f6">Figura 6.b</a> s&atilde;o apresentadas todas as caracter&iacute;sticas usadas no treino do classificador e a sua import&acirc;ncia de acordo com o software de gera&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores de decis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como esperado, os valores do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o foram considerados os mais importantes sendo usados como testes iniciais da &aacute;rvore de decis&atilde;o. A simetria foi tamb&eacute;m considerada como muito importante, obtendo uma classifica&ccedil;&atilde;o superior &agrave;s caracter&iacute;sticas relacionadas com a cor. Outras caracter&iacute;sticas de menor import&acirc;ncia foram a &aacute;rea central e o desvio padr&atilde;o dos canais azul e verde, sendo estes &uacute;ltimos usados para identificar falsos positivos em imagens a cores com fundos irregulares.</p>     <p>2.4. Dete&ccedil;&atilde;o do Artefacto Central</p>     <p>Tal como os reflexos luminosos, o artefacto central pode ter uma influ&ecirc;ncia negativa no desempenho de sistemas de diagn&oacute;stico autom&aacute;tico. Como tal, &eacute; importante a sua identifica&ccedil;&atilde;o de forma a que essa regi&atilde;o seja assinalada como danificada e/ou eventualmente alertar o operador para a necessidade de proceder &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do equipamento. O artefacto central surge sempre no centro da imagem apresentando uma cor esbranqui&ccedil;ada e uma forma toroidal distinta de qualquer outra estrutura retiniana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A metodologia adotada para a dete&ccedil;&atilde;o deste artefacto &eacute; muito similar &agrave; anterior, sendo tamb&eacute;m utilizada a t&eacute;cnica de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es com o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o normalizado. Uma vez que este artefacto surge sempre na zona central da imagem, a pesquisa foi restringida apenas a essa zona. A imagem padr&atilde;o utilizada no estudo foi igualmente retirada das imagens dispon&iacute;veis, n&atilde;o contendo patologias e apresentando um bom contraste com o fundo (<a href="#f3">Figura 3.b</a>).</p>     <p>Para a dete&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do artefacto central &eacute; analisado apenas o valor do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o normalizado tendo sido definido empiricamente um limiar de <i>t=0.475 </i>acima do qual este &eacute; aceite. Este limiar foi tamb&eacute;m escolhido atrav&eacute;s da curva FROC (<a href="#f7">Figura 7</a>) usando os mesmos crit&eacute;rios utilizados para os reflexos luminosos. Obteve-se assim uma sensibilidade de 0.88 e um r&aacute;cio de 0.2 falsas dete&ccedil;&otilde;es por imagem. Uma vez que a forma do artefacto central &eacute; bem definida e que a regi&atilde;o de pesquisa &eacute; de pequenas dimens&otilde;es, o n&uacute;mero de classifica&ccedil;&otilde;es incorretas revelou-se bastante baixo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.   Resultados</b></p>     <p>O m&eacute;todo proposto para a dete&ccedil;&atilde;o dos reflexos luminosos e do artefacto central foi implementado em linguagem C# usando a biblioteca de fun&ccedil;&otilde;es <i>OpenCV Image Processing Library</i>. Tal como previamente explicado, o disco &oacute;tico foi assinalado manualmente nas imagens sendo descartado qualquer artefacto detetado dentro desta &aacute;rea.</p>     <p> Na <a href="#f8">Figura 8</a> podem ser observados dois exemplos de dete&ccedil;&atilde;o de artefactos. Na <a href="#f8">Figura 8.a</a> podemos ver uma imagem de qualidade normal na qual est&atilde;o indicados os artefactos detetados. A <a href="#f8">Figura 8.b</a> mostra que, mesmo numa imagem com qualidade deficiente, &eacute; poss&iacute;vel detetar corretamente todos os artefactos nela presentes. Os dois algoritmos de dete&ccedil;&atilde;o de artefactos foram avaliados usando os conceitos de sensibilidade e de falsas dete&ccedil;&otilde;es em cada uma das imagens do conjunto de treino e do conjunto de teste (ver <a href="#t1">tabela 1</a>). Apesar do bom resultado obtido na detec&ccedil;&atilde;o de reflexos luminosos com uma sensibilidade de 0.83 e um valor de falsos positivos de apenas 0.25 por imagem, foram encontradas algumas limita&ccedil;&otilde;es relacionadas com a localiza&ccedil;&atilde;o dos reflexos luminosos. Foi constatado que o algoritmo de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es apresenta algumas dificuldades na detec&ccedil;&atilde;o de artefactos localizados na periferia das imagens o que se traduziu numa redu&ccedil;&atilde;o da sua efici&ecirc;ncia especialmente sobre as imagens do conjunto de teste. As imagens com opacidade significativa, causada por cataratas, dificultam o processamento reduzindo a taxa de sucesso dos algoritmos. &Eacute;, no entanto, de salientar que em nenhum caso se verificou qualquer confus&atilde;o entre artefactos e les&otilde;es ou estruturas da retina.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dete&ccedil;&atilde;o do artefacto central obteve uma sensibilidade de 0.97 com uma taxa de falsos positivos/imagem de 0.12. Os melhores resultados na dete&ccedil;&atilde;o do artefacto central devem-se ao facto deste ter uma posi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-determinada e de apresentar um formato muito caracter&iacute;stico. A compara&ccedil;&atilde;o de resultados com outros trabalhos n&atilde;o foi poss&iacute;vel por n&atilde;o terem sido encontrados at&eacute; &agrave; data trabalhos similares que permitam a sua compara&ccedil;&atilde;o. A utiliza&ccedil;&atilde;o de bancos de imagens da retina de refer&ecirc;ncia tais como o INSPIRE (Meindert Niemeijer et al., 2011), o STARE (Hoover et al., 2000) ou o DRIVE (Staal et al., 2004) foi tamb&eacute;m imposs&iacute;vel uma vez que as imagens que os comp&otilde;em foram previamente selecionadas de forma a n&atilde;o conterem imagens com artefactos. Embora possam ser encontrados na literatura alguns trabalhos referindo o problema dos artefactos nas imagens da retina, nenhum dos estudos conhecidos at&eacute; &agrave; data prop&otilde;e a sua dete&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica.</p>     <p>Para aplica&ccedil;&atilde;o desta metodologia a um cen&aacute;rio real prev&ecirc;-se que apenas seja necess&aacute;rio escolher novas imagens padr&atilde;o adquiridas pelo equipamento em uso e ajustar o valor do limiar de dete&ccedil;&atilde;o de artefactos por forma a detectar artefactos que sejam vis&iacute;veis e que possam ser confundidos com alguma patologia retineana.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.   Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Neste artigo &eacute; apresentada uma metodologia para a dete&ccedil;&atilde;o de artefactos baseada nas suas caracter&iacute;sticas de cor e forma. O objetivo principal deste estudo &eacute; excluir de estudos posteriores ou alertar automaticamente para a necessidade de repeti&ccedil;&atilde;o da capta&ccedil;&atilde;o sempre que as imagens apresentem problemas significativos. &Eacute; assim poss&iacute;vel por um lado aumentar a efici&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es de rastreio ao baixar o n&uacute;mero de pacientes que t&ecirc;m de voltar a sujeitar-se a exames e por outro lado melhorar a performance dos sistemas de an&aacute;lise autom&aacute;tica de patologias ao evitar que imagens ou zonas das imagens contendo artefactos sejam processadas.</p>     <p>A metodologia proposta utiliza t&eacute;cnicas de compara&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es para pesquisar potenciais candidatos a artefactos na imagem da retina. Dado que esta t&eacute;cnica tem tend&ecirc;ncia para detetar um n&uacute;mero excessivo de candidatos foi tamb&eacute;m implementado um processo de valida&ccedil;&atilde;o baseado em &aacute;rvores de decis&atilde;o que permite excluir falsos candidatos. A metodologia proposta apresenta uma baixa complexidade computacional permitindo a sua integra&ccedil;&atilde;o num sistema de dete&ccedil;&atilde;o de patologias sem um impacto significativo.</p>     <p>A sensibilidade e a taxa de falsos positivos obtidos pelo sistema (0.97/0.12 para o artefacto central e 0.73/0.36 para a dete&ccedil;&atilde;o do artefacto central) mostram que a metodologia proposta permite obter resultados muito aceit&aacute;veis mesmo na presen&ccedil;a de imagens de reduzida qualidade provenientes de pacientes afetados por cataratas.</p>     <p>Os pr&oacute;ximos passos deste trabalho passar&atilde;o pelo teste da metodologia proposta com um conjunto de imagens mais alargado e pela sua introdu&ccedil;&atilde;o num sistema de rastreio oftalmol&oacute;gico com dete&ccedil;&atilde;o de artefactos em tempo real.</p>     <p>Tendo como base a revis&atilde;o de literatura efetuada podemos afirmar que a metodologia proposta neste trabalho &eacute; inovadora e prometedora para a dete&ccedil;&atilde;o de artefactos em imagens da retina. A introdu&ccedil;&atilde;o deste tipo de algoritmos poder&aacute;, no futuro pr&oacute;ximo, aumentar a efici&ecirc;ncia dos sistemas de rastreio e diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as oculares o que vir&aacute; certamente contribuir para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o em geral e em especial da sua faixa s&eacute;nior.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Azemin, M. Z. C., Kumar, D. K., Wong, T. Y., Kawasaki, R., Mitchell, P., & Wang, J. J. (2011). Robust methodology for fractal analysis of the retinal vasculature. IEEE Transactions on Medical Imaging, 30(2), 243–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-9895201400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bertalmio, M., Sapiro, G., Caselles, V., & Ballester, C. (2000). Image inpainting. In Proceedings of the 27th annual conference on Computer graphics and interactive techniques - SIGGRAPH ’00 (pp. 417–424). New York, New York, USA: ACM Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-9895201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brunner, S., Mora, A., Fonseca, J., Weber, T., Falkner-Radler, C. I., Oeser, R., & Binder, S. (2013). Monitoring of drusen and geographic atrophy area size after cataract surgery using the MD3RI tool for computer-aided contour drawing. Ophthalmologica, 229(2), 86–93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-9895201400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burke, M. W. (1996). Image acquisition (p. 917). Chapman & Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-9895201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chakraborty, D. P. (2000). The FROC, AFROC and DROC Variants of the ROC Analysis. In R. L. Van Metter, J. Beutel, & H. L. Kundel (Eds.), Handbook of Medical Imaging, Volume 1. Physics and Psychophysics (pp. 771–796). 1000 20th Street, Bellingham, WA 98227-0010 USA: SPIE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-9895201400020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davis, H., Russell, S., Barriga, E., Abramoff, M., & Soliz, P. (2009). Vision-based, real-time retinal image quality assessment. In 2009 22nd IEEE International Symposium on Computer-Based Medical Systems (pp. 1–6). IEEE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-9895201400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gu, J., Ramamoorthi, R., Belhumeur, P., & Nayar, S. (2009). Removing image artifacts due to dirty camera lenses and thin occluders. ACM Transactions on Graphics, 28(5), 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-9895201400020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hamilton, A. M. P., Gregson, R., & Fish, G. E. (1998). Text atlas of the retina (p. 417). Butterworth-Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-9895201400020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoover, A., Kouznetsova, V., & Goldbaum, M. (2000). Locating blood vessels in retinal images by piecewise threshold probing of a matched filter response. IEEE Trans Med Imaging, 19(3), 203–210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-9895201400020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mora, A. D., Vieira, P. M., Manivannan, A., & Fonseca, J. M. (2011). Automated drusen detection in retinal images using analytical modelling algorithms. Biomedical Engineering Online, 10, 59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-9895201400020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Niemeijer, M., van Ginneken, B., Russell, S. R., Suttorp-Schulten, M. S., & Abramoff, M. D. (2007). Automated detection and differentiation of drusen, exudates, and cotton-wool spots in digital color fundus photographs for diabetic retinopathy diagnosis. Invest Ophthalmol Vis Sci, 48(5), 2260–2267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-9895201400020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Niemeijer, M., Xu, X., Dumitrescu, A. V, Gupta, P., van Ginneken, B., Folk, J. C., & Abramoff, M. D. (2011). Automated measurement of the arteriolar-to-venular width ratio in digital color fundus photographs. IEEE Transactions on Medical Imaging, 30(11), 1941–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-9895201400020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Otsu, N. (1975). A threshold selection method from gray-level histograms. Automatica, 11, 285–296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-9895201400020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pin&atilde;o, J., Oliveira, C. M., Mora, A., & Dias, J. (2013). Detection of Anatomic Structures in Retinal Images. In J. M. R. S. Tavares & R. M. N. Jorge (Eds.), Topics in Medical Image Processing and Computational Vision (p. 300). Springer Science+Business Media Dordrecht.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-9895201400020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Porte, C. (2012). Pathogenesis and Management of Age-Related Macular Degeneration. Scottish Universities Medical Journal, 1(2), 141–153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-9895201400020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rogers, A. H. (2007). Retina (p. 288). Elsevier Health Sciences.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-9895201400020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Staal, J., Abr&agrave;moff, M. D., Niemeijer, M., Viergever, M. A., & van Ginneken, B. (2004). Ridge-based vessel segmentation in color images of the retina. IEEE Transactions on Medical Imaging, 23(4), 501–509.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-9895201400020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sun, J., Yuan, L., Jia, J., & Shum, H.-Y. (2005). Image completion with structure propagation. ACM Transactions on Graphics, 24(3), 861.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-9895201400020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>United Nations. (2013). World Population Ageing 2013 (No. ST/ESA/SER.A/348).</p>     <!-- ref --><p>Wilson, M. P., Yang, S., Mitra, S., Raman, B., Nemeth, S. C., & Soliz, P. (2003). Full automation of morphological segmentation of retinal images: a comparison with human-based analysis. In M. Sonka & J. M. Fitzpatrick (Eds.), SPIE 5032, Medical Imaging 2003: Image Processing (pp. 27–37).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-9895201400020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Yu, H., Agurto, C., Barriga, S., Nemeth, S. C., Soliz, P., & Zamora, G. (2012). Automated image quality evaluation of retinal fundus photographs in diabetic retinopathy screening. In 2012 IEEE Southwest Symposium on Image Analysis and Interpretation (pp. 125–128). IEEE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-9895201400020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zhou, C., & Lin, S. (2007). Removal of Image Artifacts Due to Sensor Dust. In 2007 IEEE Conference on Computer Vision and Pattern Recognition (pp. 1–8). IEEE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-9895201400020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 09/04/2014</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 05/06/2014</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
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