<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-9895</journal-id>
<journal-title><![CDATA[RISTI - Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RISTI]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-9895</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[AISTI - Associação Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-98952014000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.4304/risti.13.83-98</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Previsão de tempos de internamento num hospital português: aplicação da metodologia CRISP-DM]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting inpatient length of stay in a Portuguese hospital: using the CRISP-DM methodology]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laureano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raul M. S.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caetano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortez]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa Escola de Gestão Business Research Unit]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Hospital das Forças Armadas  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,University of Minho ALGORITMI Research Centre Department of Information Systems]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Guimarães ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<numero>13</numero>
<fpage>83</fpage>
<lpage>98</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-98952014000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-98952014000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-98952014000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Com base nos dados disponíveis num hospital português relativos aos processos de internamento, ocorridos no período de 2000 a 2013, e seguindo a metodologia de data mining CRISP-DM, obteve-se um modelo de previsão dos tempos de internamento baseado no algoritmo random forest que apresentou uma elevada qualidade, e superior à obtida com outras técnicas de data mining, e que permitiu identificar os atributos clínicos do paciente como os mais importantes para a explicação dos tempos de internamento.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Using data collected from a Portuguese hospital, within the period 2000 to 2013, we adopted the CRISP-DM methodology to predict inpatient length of stay. The best method (random forest algorithm) achieved a high quality prediction. Such model allowed the identification of the most relevant input features, which are related with the patients' clinical attributes.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Data Mining]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tempo de internamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modelo de previsão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Regressão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[CRISP-DM]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Data Mining]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Length of Stay]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Prediction model]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Regression]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[CRISP-DM]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Previs&atilde;o de tempos de internamento num hospital portugu&ecirc;s: aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia CRISP-DM</b></p>     <p><b>Predicting inpatient length of stay in a Portuguese hospital using the CRISP-DM methodology</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Raul M. S. Laureano <sup>1</sup>, Nuno Caetano <sup>2</sup>, Paulo Cortez <sup>3</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Business Research Unit (UNIDE-IUL), Escola de Gest&atilde;o (IBS), Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa, Lisboa, Portugal (<a href="mailto:raul.laureano@iscte.pt">raul.laureano@iscte.pt</a>)</p>      <p><sup>2</sup> HFAR - Hospital das For&ccedil;as Armadas, Azinhaga Ulmeiros, 1620-060 Lisboa, Lisboa, Portugal (<a href="mailto:nuno.caetano@defesa.pt">nuno.caetano@defesa.pt</a>)</p>      <p><sup>3</sup> ALGORITMI Research Centre, Department of Information Systems, University of Minho, Campus de Azur&eacute;m, 4800-058 Guimar&atilde;es, Guimar&atilde;es, Portugal (<a href="mailto:pcortez@dsi.uminho.pt">pcortez@dsi.uminho.pt</a>)</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Com base nos dados dispon&iacute;veis num hospital portugu&ecirc;s relativos aos processos de internamento, ocorridos no per&iacute;odo de 2000 a 2013, e seguindo a metodologia de <i>data mining</i> CRISP-DM, obteve-se um modelo de previs&atilde;o dos tempos de internamento baseado no algoritmo <i>random forest</i> que apresentou uma elevada qualidade, e superior &agrave; obtida com outras t&eacute;cnicas de <i>data mining</i>, e que permitiu identificar os atributos cl&iacute;nicos do paciente como os mais importantes para a explica&ccedil;&atilde;o dos tempos de internamento.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: <i>Data Mining</i>; Tempo de internamento; Modelo de previs&atilde;o; Regress&atilde;o; CRISP-DM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Using data collected from a Portuguese hospital, within the period 2000 to 2013, we adopted the CRISP-DM methodology to predict inpatient length of stay. The best method (random forest algorithm) achieved a high quality prediction. Such model allowed the identification of the most relevant input features, which are related with the patients' clinical attributes.</p>      <p><b>Keywords</b>: Data Mining; Length of Stay; Prediction model; Regression; CRISP-DM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Os hospitais t&ecirc;m vindo a beneficiar dos avan&ccedil;os da tecnologia e, em particular, dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; sa&uacute;de (Lee <i>et al.</i>, 2011). No entanto, dado o enorme volume e complexidade da informa&ccedil;&atilde;o armazenada, torna-se dif&iacute;cil a an&aacute;lise e compreens&atilde;o dos dados e, consequentemente, a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til &agrave; tomada de decis&atilde;o.</p>      <p>No que diz respeito &agrave; gest&atilde;o hospitalar, os hospitais apresentam como objetivos reduzir o tempo de internamento, aumentar o n&uacute;mero de camas dispon&iacute;veis para novos internamentos e reduzir as listas de espera. Neste contexto, os hospitais t&ecirc;m necessidade de prever os tempos de perman&ecirc;ncia num servi&ccedil;o de internamento.</p>      <p>Dispondo os hospitais, desde h&aacute; cerca de vinte anos, de bases de dados com informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos seus milhares de pacientes (Tsumoto &amp; Hirano, 2010), porque n&atilde;o usarem de forma regular esse manancial de dados para a cria&ccedil;&atilde;o de modelos de apoio &agrave; decis&atilde;o. De facto, estudos mostram que os hospitais que conseguem controlar os tempos de internamento diminuem os custos por admiss&atilde;o e os custos di&aacute;rios do doente (Suthummanon &amp; Omachonu, 2004). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por sua vez, o crescente aumento de dados nas bases de dados organizacionais e a necessidade de t&eacute;cnicas apropriadas para a sua an&aacute;lise facilitou o emergir de novas t&eacute;cnicas de explora&ccedil;&atilde;o de dados (Ferreira <i>et al</i>., 2006). A &aacute;rea do <i>data mining</i> visa a extra&ccedil;&atilde;o de conhecimento &uacute;til a partir de dados em bruto (Fayyad <i>et al</i>., 1996). O uso de processos e t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> para e desenvolvimento de modelos de apoio &agrave; decis&atilde;o para a gest&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de internamento, suportados no sistema de informa&ccedil;&atilde;o de uma institui&ccedil;&atilde;o hospitalar, torna-se um fator cr&iacute;tico de sucesso. </p>      <p>Assim, os objetivos do estudo s&atilde;o: criar um modelo preditivo dos tempos de internamento de pacientes numa institui&ccedil;&atilde;o hospitalar (HFAR - Hospital das For&ccedil;as Armadas - Polo de Lisboa); e identificar os atributos, cl&iacute;nicos e sociodemogr&aacute;ficos dos pacientes, com maior influ&ecirc;ncia no tempo de internamento. Um modelo de previs&atilde;o de tempo de internamento (LOS, do ingl&ecirc;s <i>length of stay</i>), que &eacute; uma medida empregue em todo o mundo para medir o consumo dos recursos hospitalares e a monitoriza&ccedil;&atilde;o de desempenho (Castillo, 2012), permite evitar per&iacute;odos de internamento prolongados, melhorar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e gerir de forma mais eficiente os recursos hospitalares.</p>      <p>De facto, neste estudo foram selecionados os dados referentes a 26.462 epis&oacute;dios de internamento, associados &agrave; atividade dos diversos servi&ccedil;os de internamento e especialidades m&eacute;dicas, ocorridos entre outubro de 2000 e mar&ccedil;o de 2013. Foram selecionados, com a colabora&ccedil;&atilde;o de especialistas de sa&uacute;de, 29 atributos (inclu&iacute;do o atributo a prever) explicativos do n&uacute;mero de dias de internamento do utente, entre outros, os relacionados com o tipo de internamento, hora de entrada do paciente, e os de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos pacientes (e.g., sexo). Foram tamb&eacute;m testadas diversas t&eacute;cnicas de regress&atilde;o: m&eacute;todo simples da previs&atilde;o baseado na m&eacute;dia (AP), regress&atilde;o m&uacute;ltipla (MR), &aacute;rvores de decis&atilde;o (DT), redes neuronais artificiais (ANN), <i>random forest</i> (RF) e m&aacute;quinas de vetores de suporte (SVM). Os resultados obtidos foram interpretados tendo em considera&ccedil;&atilde;o os impactos em objetivos m&eacute;dicos e de gest&atilde;o.</p>      <p>O resto do artigo est&aacute; organizado da seguinte forma: na sec&ccedil;&atilde;o 2 apresenta-se uma exposi&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios casos de estudo relacionados; na sec&ccedil;&atilde;o 3 &eacute; descrito o problema e a metodologia CRISP-DM (<i>Cross-Industry Standard Process for Data Mining</i>) utilizada, indicando-se para cada fase os procedimentos efetuados; na sec&ccedil;&atilde;o 4 &eacute; efetuada a an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados; e na &uacute;ltima sec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentadas as conclus&otilde;es finais, real&ccedil;ando-se os contributos da investiga&ccedil;&atilde;o.</p>    <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.Trabalhos Relacionados com Previs&atilde;o de Tempos</b></p>      <p>Os sistemas inteligentes na medicina t&ecirc;m sido aplicados em diversas vertentes. Entre outras, na fase de diagn&oacute;stico, na identifica&ccedil;&atilde;o de melhores terapias para uma patologia e na investiga&ccedil;&atilde;o de novas formas de tratamento (por exemplo, Santos e Portela, 2011). No que diz respeito ao tempo de internamento, existem diversos estudos. Em geral, os modelos consideram as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas do paciente e, tamb&eacute;m, as caracter&iacute;sticas relacionadas com o pr&oacute;prio internamento como explicativas do tempo de internamento. Estes modelos s&atilde;o estimados, quer recorrendo a t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas mais tradicionais, em geral, regress&atilde;o log&iacute;stica e regress&atilde;o linear (por exemplo, Merom <i>et al</i>., 1998; Abelha <i>et al</i>., 2007; Liu <i>et al</i>., 2010; Pena <i>et al</i>., 2010; Freitas <i>et al</i>., 2012), quer recorrendo a t&eacute;cnicas mais associadas ao <i>data mining</i>, em geral, redes neuronais (por exemplo, Walczak <i>et al</i>., 1998), quer ainda a diversas t&eacute;cnicas e comparando-as (por exemplo, Liu <i>et al</i>., 2006; Tanuja <i>et al</i>., 2011; Sheikh-Nia, 2012). </p>      <p>Alguns autores optam por considerar o n&uacute;mero de dias de internamento como um atributo categorial, correspondendo a internamentos de curta, m&eacute;dia e longa dura&ccedil;&atilde;o (Azari <i>et al</i>., 2012). Noutra perspetiva, identificam-se estudos que t&ecirc;m por base uma amostra de pacientes de um &uacute;nico hospital com uma &uacute;nica especialidade ou de apenas uma especialidade dum hospital, como o de Tanuja <i>et al</i>. (2011), em que s&atilde;o analisados 401 epis&oacute;dios de um hospital de geriatria. No campo oposto, tamb&eacute;m se identificam estudos em que a amostra &eacute; composta por epis&oacute;dios de diferentes hospitais de um mesmo pa&iacute;s ou de diferentes pa&iacute;ses. Por exemplo, Zhan &amp; Miller (2003), que analisam 7,45 milh&otilde;es de internamentos de 994 hospitais norte-americanos no ano de 2000, ou Liu <i>et al</i>. (2010) que recolhem dados de 155.474 hospitaliza&ccedil;&otilde;es ocorridas entre 2002 e 2005 em 17 hospitais da Calif&oacute;rnia (Estados Unidos da Am&eacute;rica). </p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos atributos considerados como potencialmente explicativos do tempo de internamento estes variam de acordo com os objetivos do estudo. Em qualquer dos casos identificam-se em muitos estudos caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos pacientes, itens do seu estado fisiol&oacute;gico &agrave; admiss&atilde;o e outros atributos relacionados com o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e sua gravidade, atributos relacionados com o historial cl&iacute;nico do paciente e, tamb&eacute;m, com o pr&oacute;prio internamento e hospital. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.Problema e Metodologia</b></p>      <p>3.1. Problema</p>      <p>A previs&atilde;o de tempos de internamento &eacute; uma tarefa complexa, sendo que dever&aacute; ser efectuada pouco tempo ap&oacute;s a chegada do doente ao hospital. No contexto deste estudo, o problema &eacute; modelado via uma tarefa de regress&atilde;o, pretendendo-se analisar o desempenho de diversas t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> para prever o tempo de internamento de um hospital portugu&ecirc;s. Associado a este problema de regress&atilde;o surgem tr&ecirc;s quest&otilde;es: prepara&ccedil;&atilde;o dos dados, modela&ccedil;&atilde;o dos dados e avalia&ccedil;&atilde;o dos modelos.</p>      <p>3.2. Metodologia CRISP-DM</p>      <p>Atendendo aos objetivos e ao problema a metodologia que se revela mais adequada &eacute; a metodologia CRISP-DM, que &eacute; mais usual em problemas que envolvam <i>data mining</i>, tendo uma taxa de prefer&ecirc;ncia entre os profissionais de 42% (KDnuggets, 2007). A sele&ccedil;&atilde;o desta metodologia, em detrimento de outras como o SEMMA (<i>Sample</i>, <i>Explore</i>, <i>Modify</i>, <i>Model</i>, <i>Assess</i>) ou da PMML (<i>Predictive Model Markup Language</i>), reside no facto de esta ser mais completa e iniciar-se com o estudo do neg&oacute;cio, ou seja, o CRISP-DM &eacute; uma metodologia que se centra nas necessidades dos gestores e na resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas de gest&atilde;o. Esta metodologia contempla seis fases que s&atilde;o flex&iacute;veis (Clifton &amp; Thuraisingham, 2001), sendo que todas foram abordadas neste estudo exceto a &uacute;ltima (implementa&ccedil;&atilde;o).</p>      <p><i>Compreens&atilde;o do neg&oacute;cio</i></p>      <p>Em 2012 foi criado o Hospital das For&ccedil;as Armadas (HFAR) enquanto hospital militar &uacute;nico, tendo como miss&atilde;o a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de aos benefici&aacute;rios da ADM (Assist&ecirc;ncia &agrave; Doen&ccedil;a dos Militares), em coopera&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o com o SNS (Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de). Uma das dificuldades com que este hospital se depara reside em garantir camas suficientes para pacientes oriundos da consulta e do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, devido &agrave; fus&atilde;o dos hospitais militares de Lisboa.</p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos recursos tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;veis, a institui&ccedil;&atilde;o hospitalar disp&otilde;e de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o para registo de informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica relevante, suportada numa base de dados relacional Oracle 10G, e privilegia as ferramentas <i>open source</i> (R, Rattle) para o tratamento dos dados. Por outro lado, o estudo teve um prazo de um ano para a sua concretiza&ccedil;&atilde;o (final de setembro de 2013) e teve que garantir a seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o dos dados dos pacientes. Definiu-se tamb&eacute;m que a solu&ccedil;&atilde;o para prever os tempos de perman&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os de internamento deveria permitir efetuar previs&otilde;es com uma margem de erro inferior a 20% e teria por base as t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> para problemas de regress&atilde;o, tendo-se adotado a biblioteca rminer para a ferramenta R que facilita o uso de algoritmos nas tarefas de regress&atilde;o (Cortez, 2010).</p>      <p><i>Compreens&atilde;o dos dados </i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os epis&oacute;dios de pedido de internamento t&ecirc;m a sua origem em epis&oacute;dios de consulta, de urg&ecirc;ncia ou de plano operat&oacute;rio anteriormente registado, gerando um epis&oacute;dio de pr&eacute;-internamento. Com a entrada do paciente &eacute; gerado um epis&oacute;dio associado a um servi&ccedil;o f&iacute;sico de internamento, m&eacute;dico e val&ecirc;ncia hospitalar, sendo que o internamento em causa pode ser considerado em regime de internamento ou de ambulat&oacute;rio. O paciente considera-se internado at&eacute; obten&ccedil;&atilde;o de alta m&eacute;dica e ap&oacute;s sa&iacute;da f&iacute;sica do servi&ccedil;o de internamento. O fluxo de trabalho existente no hospital encontra-se representado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise da estrutura da base de dados permitiu identificar o relacionamento entre as diversas tabelas associadas ao processo de internamento e constatar que os atributos disponibilizados j&aacute; se resumiam a um registo por paciente e por n&uacute;mero de processo de internamento, permitindo a sua transposi&ccedil;&atilde;o direta para o ficheiro de entrada &agrave;s t&eacute;cnicas de <i>data mining</i>. A manipula&ccedil;&atilde;o de dados efetuou-se via ferramenta SQL Navigator 6.4 e foi utilizada a ferramenta Microsoft Excel para visualiza&ccedil;&atilde;o e tratamento do conjunto inicial de dados. Constatou-se que os dados respeitavam ao per&iacute;odo de outubro de 2000 a mar&ccedil;o de 2013, contemplando 26.462 epis&oacute;dios de internamento associados &agrave;s diversas especialidades m&eacute;dicas.</p>      <p>Atendendo aos atributos dispon&iacute;veis na base de dados e aos identificados na literatura foram selecionados 28 atributos (<a href="#t1">Tabela 1</a>), que foram confirmados e validados por um painel de nove especialistas de diversas especialidades m&eacute;dicas do hospital, nomeadamente, cirurgia geral (2), cirurgia pl&aacute;stica, gastrenterologia, ginecologia, medicina interna (2), neurocirurgia, e pneumologia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise aos dados identificou que os atributos qualitativos representam a maioria dos atributos selecionados. Por outro lado, verificou-se a exist&ecirc;ncia de valores omissos em alguns dos atributos (por exemplo, o Diagn&oacute;stico Principal que apresenta 19.268 valores em falta) e que alguns atributos qualitativos apresentavam um elevado n&uacute;mero de categorias poss&iacute;veis, representando uma dispers&atilde;o muito elevada, podendo dificultar a utiliza&ccedil;&atilde;o destes mesmos atributos pelas t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> escolhidas aquando da modela&ccedil;&atilde;o (a t&iacute;tulo de exemplo, 11.195 datas de nascimento e 2.436 localidades diferentes). Tamb&eacute;m a visualiza&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica das distribui&ccedil;&otilde;es dos atributos permitiu identificar <i>outliers</i>, que nos casos em que correspondiam a erros foram eliminados (por exemplo, uma idade de 270 anos) e analisar o grau de assimetria das distribui&ccedil;&otilde;es. Foram igualmente analisadas as rela&ccedil;&otilde;es entre atributos tendo-se identificado apenas uma rela&ccedil;&atilde;o muito forte entre os atributos GDH e GCD, podendo evidenciar redund&acirc;ncia nos dados.</p>      <p><i>Prepara&ccedil;&atilde;o dos dados</i></p>      <p>Nesta an&aacute;lise foram eliminados dados incorretos (por exemplo, um n&uacute;mero de dias de internamento de 2.294 dias referente a um epis&oacute;dio de ambulat&oacute;rio) e registos relativos a 29 epis&oacute;dios de internamento associados ao c&oacute;digo de servi&ccedil;o 9 (servi&ccedil;o virtual para testes aplicacionais). Verificou-se tamb&eacute;m a correspond&ecirc;ncia entre os c&oacute;digos dos v&aacute;rios atributos e seus respetivos atributos descritivos, de modo a eliminar um grande n&uacute;mero de n&iacute;veis existentes (por exemplo, na Escolaridade os c&oacute;digos 10, 31, 99, 999 foram substitu&iacute;dos por "NA” (<i>Not Available</i>), pois n&atilde;o apresentavam descritivo associado, no Estado Civil o valor 9 e "A” foram substitu&iacute;dos por "NA”, pois apresentavam o descritivo "Desconhecido”). Nesta fase foram ainda exclu&iacute;dos 14 atributos (<a href="#t2">Tabela 2</a>) devido, essencialmente, &agrave; exist&ecirc;ncia de redund&acirc;ncia nos dados, de um grande n&uacute;mero de valores omissos, de um elevado n&uacute;mero de valores poss&iacute;veis ou de falta de relev&acirc;ncia te&oacute;rica e/ou pr&aacute;tica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os valores omissos foram substitu&iacute;dos nas 26.431 observa&ccedil;&otilde;es recorrendo &agrave; t&eacute;cnica <i>hot deck </i>(Brown &amp; Kros, 2003)<i>,</i> que consiste em procurar o exemplo mais semelhante (<i>1-neareast neighbor</i>) e substituir o valor omisso pelo valor encontrado no exemplo mais pr&oacute;ximo. No caso do Sexo optou-se pela exclus&atilde;o de 12 registos com o valor indefinido.</p>    <p>Foram ainda transformados alguns atributos. Para o n&uacute;mero de internamentos anteriores e para o n&uacute;mero de dias de internamento considerou-se o <i>LN (x+1)</i>, sendo esta transforma&ccedil;&atilde;o muito comum quando se tem uma distribui&ccedil;&atilde;o fortemente assim&eacute;trica positiva. Foram ainda criados valores transformados para o atributo Hora Internamento pois possu&iacute;a 746 n&iacute;veis. O seu formato foi alterado para "HH”, obtendo no m&aacute;ximo 24 n&iacute;veis poss&iacute;veis. Tamb&eacute;m o atributo Escolaridade foi recodificado para corresponder &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas usuais (Sem habilita&ccedil;&otilde;es, B&aacute;sico (1. Ciclo), B&aacute;sico (2. Ciclo), B&aacute;sico (3. Ciclo), Secund&aacute;rio e Superior) e foi criado o atributo Escal&atilde;o Et&aacute;rio (&lt;15 anos, 15 - 44 anos, 45 - 64 anos, 65 - 84 anos, e =85 anos). Os atributos Procedimento Principal e Diagn&oacute;stico Principal apresentavam demasiadas categorias que foram agrupadas para apresentarem menos n&iacute;veis (em ambos os atributos 15 categorias que correspondem a grupos naturais de procedimentos ou diagn&oacute;sticos). Por fim, um maior conhecimento da atividade hospitalar levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um novo atributo com relev&acirc;ncia para o objetivo proposto, o Dia da Semana do Internamento (Dia_Semana_Intern), que assume os valores de 1 (Segunda) a 7 (Domingo).</p>      <p><i>Modela&ccedil;&atilde;o</i></p>      <p>Foram testadas diferentes t&eacute;cnicas de regress&atilde;o, nomeadamente, AP, MR, DT, ANN, RF e SVM, que se encontram descritas pormenorizadamente em Hastie <i>et al</i>. (2008). Para analisar a validade do modelo a op&ccedil;&atilde;o recaiu inicialmente no m&eacute;todo de valida&ccedil;&atilde;o <i>holdout</i> que divide aleatoriamente os dados em dois conjuntos: conjunto de treino (para estimar os par&acirc;metros do modelo, 2/3 da amostra), e o conjunto de teste (para avaliar a precis&atilde;o do modelo, 1/3 da amostra). Complementou-se a an&aacute;lise com o m&eacute;todo de valida&ccedil;&atilde;o cruzada <i>k-fold</i> com funcionamento semelhante ao anterior, mas os dados s&atilde;o divididos aleatoriamente em k parti&ccedil;&otilde;es de igual tamanho e em cada execu&ccedil;&atilde;o &eacute; testado um determinado subconjunto, sendo que os restantes s&atilde;o utilizados para treino do modelo. Definiu- -se k=5, em que em cada rota&ccedil;&atilde;o &eacute; treinado um modelo, sendo que a estimativa global do modelo &eacute; dada pelo erro m&eacute;dio do teste das k rota&ccedil;&otilde;es. Por forma a obter- -se maior robustez dos resultados realizaram-se 20 execu&ccedil;&otilde;es de cada t&eacute;cnica nos dois m&eacute;todos de valida&ccedil;&atilde;o (<i>holdout</i> e 5-<i>fold</i>) e calcularam-se os intervalos de confian&ccedil;a para cada m&eacute;trica de qualidade, usada na fase da avalia&ccedil;&atilde;o dos modelos.</p>      <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o</i></b></p>      <p>Para avaliar os diversos modelos consideraram-se tr&ecirc;s m&eacute;tricas de regress&atilde;o: coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R<sup>2</sup>), erro m&eacute;dio absoluto (MAE) e raiz do erro quadr&aacute;tico m&eacute;dio (RMSE). De facto, em problemas de regress&atilde;o pretende-se escolher o modelo que estima valores mais pr&oacute;ximos dos dados, isto &eacute;, aquele que minimiza os erros (diferen&ccedil;a entre o valor real observado e o valor previsto pelo modelo). A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta as express&otilde;es que permitem calcular as tr&ecirc;s m&eacute;tricas selecionadas para os diferentes modelos de regress&atilde;o e suas caracter&iacute;sticas. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adicionalmente compararam-se os resultados dos diversos modelos atrav&eacute;s da curva <i>regression error characteristics</i> (REC). A curva REC mostra a taxa de acerto global no eixo das ordenadas, para diversos valores de toler&acirc;ncia de erro absoluto no eixo das abcissas, sendo a precis&atilde;o definida como a percentagem de pontos que se encaixam dentro da toler&acirc;ncia. </p>      <p>Desta forma, analisou-se o comportamento de cada modelo em ambiente de teste de dados e verificou-se se cumpriam os objetivos de neg&oacute;cio.</p>      <p><i>Implementa&ccedil;&atilde;o</i></b></p>      <p>Apesar de os modelos obtidos terem apresentado boa qualidade, a gest&atilde;o hospitalar optou por n&atilde;o proceder j&aacute; &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o dos mesmos por pretender desenvolver mais investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea. Por exemplo, pretende investigar uma modela&ccedil;&atilde;o via classes e uma modela&ccedil;&atilde;o especializada para alguns tipos de servi&ccedil;os (como a ortopedia). </p>      <p>Alguns autores consideram que se obt&ecirc;m modelos com maior capacidade preditiva se o problema de previs&atilde;o for um problema de classifica&ccedil;&atilde;o. Liu <i>et al</i>. (2006) consideram internamentos com duas dura&ccedil;&otilde;es, at&eacute; 10 dias e mais de 10 dias, Rufino <i>et al</i>. (2012) consideram tr&ecirc;s escal&otilde;es de dura&ccedil;&atilde;o, 0 a 7 dias, 7 a 14 dias e 15 a 30 dias, e outros autores definem as categorias da dura&ccedil;&atilde;o de acordo com a especialidade do hospital (Lowell &amp; Davis, 1994). Assim, h&aacute; a necessidade de avaliar a exist&ecirc;ncia de ganhos com a aplica&ccedil;&atilde;o de modela&ccedil;&otilde;es alternativas e comparar os resultados a obter com os agora obtidos (com um modelo global para o hospital considerando o tempo de internamento num&eacute;rico). </p>      <p>Um outro caminho pass&iacute;vel de ser seguido pela Dire&ccedil;&atilde;o do Hospital pode incluir o desenvolvimento de um sistema CRM (<i>Customer Relationship Management</i>) em que os modelos obtidos seriam incorporados no sistema, passando, neste caso, o utente a ser o centro dos processos do neg&oacute;cio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.An&aacute;lise e Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>      <p>A an&aacute;lise aos dados permite identificar o perfil do paciente deste hospital. Este &eacute; do sexo masculino (57,6%), com idade acima de 50 anos (metade tem 58 ou mais anos), &eacute; casado (63,4%) e possui escolaridade ao n&iacute;vel do 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (17,9%). Os internamentos ocorreram em maior n&uacute;mero em janeiro (10,4%) e respeitam principalmente aos servi&ccedil;os f&iacute;sicos de cirurgia (27,5%) e de especialidades (26,7%). Em m&eacute;dia est&atilde;o internados 7,14 dias (desvio-padr&atilde;o=23,8 dias) e metade dos pacientes est&aacute;, no m&aacute;ximo, internado 3 dias.</p>      <p>4.1. Modelo preditivo dos tempos de internamento</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o das diferentes t&eacute;cnicas com o m&eacute;todo <i>k-fold</i> (k=5) leva a concluir que o melhor modelo &eacute; o <i>random forest</i> (RF) com um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R<sup>2</sup>) m&eacute;dio de 0,813. De facto, os valores apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a> evidenciam que os melhores resultados referem-se aos tr&ecirc;s &uacute;ltimos modelos (ANN, RF e SVM), que apresentam maiores coeficientes de determina&ccedil;&atilde;o e menores valores nas outras duas m&eacute;tricas (MAE e RMSE). Tendo-se obtido um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o superior a 0,8 conclui-se que se gerou um bom modelo, com uma qualidade ao n&iacute;vel do muito bom.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; curva REC, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do modelo AP, todos os modelos apresentam uma capacidade de previs&atilde;o bastante boa, destacando-se o modelo RF, com uma curva bastante regular e superior &agrave; dos restantes modelos, sem propriamente pontos acentuados de mudan&ccedil;a de comportamento (<a href="#f2">Figura 2</a>). Por exemplo, se o valor de toler&acirc;ncia for de 0,5, a taxa de acerto para o modelo RF &eacute; de 0,854 (prev&ecirc;- -se acertadamente 85% dos casos). A qualidade do modelo RF &eacute; evidenciada no gr&aacute;fico de dispers&atilde;o <i>regression scatter characteristics</i> (RSC), que, para um dado valor da toler&acirc;ncia, representa no eixo das abcissas os valores observados e no eixo das ordenadas os valores previstos (<a href="#f3">Figura 3</a>). Constata-se que a maioria dos pontos se situa pr&oacute;ximo da diagonal, pelo que se tem um bom modelo de previs&atilde;o (os pontos dentro duma toler&acirc;ncia de 0,5 est&atilde;o representados no gr&aacute;fico pela cor preta). Assim, para uma toler&acirc;ncia de 0,5, o erro m&aacute;ximo &eacute; de 0,7 dias, para o extremo inferior da escala (0), e de aproximadamente 26 dias, no extremo superior da escala (4,2).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>4.2. Atributos explicativos do tempo de internamento</p>      <p>Para avaliar a import&acirc;ncia relativa de cada atributo explicativo no melhor modelo obtido e tamb&eacute;m para caracterizar a sua rela&ccedil;&atilde;o com o n&uacute;mero de dias de internamento recorreu-se a uma an&aacute;lise de sensibilidade (Cortez e Embrechts, 2013), em que graficamente se representam os valores observados para o atributo explicativo (eixo das abcissas) e os valores previstos pelo modelo para o tempo de internamento (eixo das ordenadas). Os tr&ecirc;s atributos que contribuem em mais de 10% para a capacidade explicativa do modelo gerado est&atilde;o relacionados com a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do paciente (<a href="#t5">Tabela 5</a>). O Tipo de Epis&oacute;dio de Internamento &eacute; o atributo que mais explica (30,6%), sendo seguido pelos atributos Servi&ccedil;o de Internamento (12,3%) e Especialidade M&eacute;dica (10,1%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07t5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como esperado um epis&oacute;dio de internamento em regime de ambulat&oacute;rio corresponde a um n&uacute;mero m&eacute;dio de dias de internamento baixo (0,1 dias, correspondendo a 0,1 na escala de transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica), quando comparado com um epis&oacute;dio em regime de internamento, em que o tempo m&eacute;dio de estadia no hospital &eacute; mais elevado (3,9 dias, correspondendo a 1,58 na escala transformada). </p>      <p>Relativamente ao servi&ccedil;o de internamento (<a href="#f4">Figura 4</a>) verifica-se um maior n&uacute;mero de dias de estadia no internamento do servi&ccedil;o de medicina com um valor estimado de 3,3 dias (1,45 na escala de transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica), seguindo-se o servi&ccedil;o de ortopedia com um valor estimado de 3 dias (1,39 na escala de transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica). Os servi&ccedil;os com menos dias de internamento est&atilde;o relacionados com cirurgias pl&aacute;sticas (menos de 2 dias). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; especialidade m&eacute;dica (<a href="#f5">Figura 5</a>) a medicina interna destaca-se como sendo a especialidade com bastante mais tempo de internamento (m&eacute;dia de 4,2 dias, correspondendo a 1,64 na escala de transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica), seguida pela especialidade de ortopedia (m&eacute;dia de 3,5 dias, correspondendo a 1,50 na escala transformada). Com bastante menos tempo de internamento identificam-se as especialidades de oftalmologia e otorrinolaringologia (m&eacute;dias inferiores a 2,7 dias).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/n13/n13a07f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados encontrados para os atributos mais importantes na explica&ccedil;&atilde;o do tempo de internamento confirmam os resultados encontrados em outros estudos. Por exemplo, os atributos Tipo de Epis&oacute;dio de Internamento (Castillo, 2012; Freitas <i>et al</i>., 2012), Servi&ccedil;o de Internamento (Castillo, 2012), Especialidade M&eacute;dica (Azari <i>et al</i>., 2012; Sheikh-Nia, 2012) e Procedimento Principal (Abelha <i>et al</i>., 2007; Castillo, 2012).</p>    <p>Por outro lado, tendo o Hospital das For&ccedil;as Armadas a fun&ccedil;&atilde;o de dar apoio m&eacute;dico aos militares no ativo, na reserva, ou na reforma, e aos seus familiares, bem como a doentes de outros subsistemas de sa&uacute;de (como, por exemplo, a ADSE) com os quais o hospital tem acordos, e sendo um hospital com val&ecirc;ncias iguais ou similares &agrave;s de outros hospitais (bloco operat&oacute;rio, urg&ecirc;ncia b&aacute;sica, servi&ccedil;os de internamento m&eacute;dico e cir&uacute;rgico, v&aacute;rias especialidades m&eacute;dicas, entre outras, gastrenterologia, cirurgia vascular, neurocirurgia, cirurgia pl&aacute;stica, oftalmologia e urologia), o perfil de doente n&atilde;o difere muito do de outros hospitais com caracter&iacute;sticas semelhantes. Este hospital apenas tem um acesso a consultas mais restrito do que em outros hospitais p&uacute;blicos. Assim, os resultados obtidos podem, de certa forma, ser utilizados por outros hospitais para uma melhor gest&atilde;o dos seus recursos.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>      <p>As t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> t&ecirc;m vindo a ser utilizadas com sucesso em diversas &aacute;reas de neg&oacute;cio. A sua utiliza&ccedil;&atilde;o no sector da sa&uacute;de para previs&atilde;o de tempos de internamento em hospitais, uma das atividades mais desafiantes para os gestores hospitalares, revelou, neste estudo, ser um sucesso. De facto, tendo por base uma grande amostra de epis&oacute;dios de internamentos, relativos a um hospital portugu&ecirc;s, foi poss&iacute;vel obter um modelo de apoio &agrave; decis&atilde;o, baseado no algoritmo <i>random forest</i>, com boa qualidade, ou seja, que garante erros m&eacute;dios de previs&atilde;o relativamente baixos. Este processo de descoberta de conhecimento foi guiado pela metodologia CRISP-DM e foram utilizadas ferramentas computacionais <i>open source</i>, nomeadamente a biblioteca rminer do ambiente R.</p>      <p>O modelo selecionado apresenta um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,81, valor bastante superior aos 0,5 ou 0,6 tidos como valores m&iacute;nimos aceit&aacute;veis em modelos de previs&atilde;o, e que pode prever corretamente em 85% dos casos. O modelo permitiu igualmente identificar os atributos cl&iacute;nicos, em detrimento dos atributos sociodemogr&aacute;ficos dos pacientes, como os mais importantes na previs&atilde;o dos tempos de internamento. Destacaram-se o Tipo de Epis&oacute;dio de Internamento, o Servi&ccedil;o de Internamento, e a Especialidade M&eacute;dica.</p>      <p>O modelo de previs&atilde;o obtido &eacute; um incentivo para as institui&ccedil;&otilde;es hospitalares apostarem numa melhoria da efici&ecirc;ncia dos seus processos internos e na extra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para apoiar a tomada de decis&atilde;o. S&oacute; com bons modelos, que permitam reduzir os tempos de internamento (evitando, por exemplo, tempos de internamento prolongados) e melhor gerir o plano operat&oacute;rio do Bloco Operat&oacute;rio Principal e, consequentemente, aumentar as camas dispon&iacute;veis para novos internamentos, se consegue reduzir as listas de espera (e melhor informar o doente quanto ao tempo de espera para uma cirurgia) e, assim, prestar melhores cuidados de sa&uacute;de aos cidad&atilde;os. Paralelamente consegue-se uma gest&atilde;o dos recursos mais eficaz e eficiente que se traduz numa redu&ccedil;&atilde;o dos custos hospitalares, ao permitir, por exemplo, uma melhor gest&atilde;o de recursos humanos dos servi&ccedil;os de internamento (algumas especialidades m&eacute;dicas evidenciam valores superiores de ocupa&ccedil;&atilde;o nos seus servi&ccedil;os), quer atrav&eacute;s de um melhor planeamento das f&eacute;rias, quer na planifica&ccedil;&atilde;o da contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de pessoal.</p>      <p>Por outro lado, a metodologia CRISP-DM permitiu aos respons&aacute;veis do hospital escalonar as diversas atividades para obten&ccedil;&atilde;o do resultado final e obrigou-os a pensar o neg&oacute;cio, o que por si s&oacute; &eacute; uma mais-valia da metodologia adotada. O decorrer do estudo, com o envolvimento de um painel de especialistas e de gestores do Hospital das For&ccedil;as Armadas, revelou que o quadro geral da gest&atilde;o hospitalar, em especial o relacionado com o processo de internamento, mostra a necessidade de um novo e atual processo de planeamento nesta &aacute;rea. </p>      <p>O modelo gerado pode vir a ser integrado num sistema de apoio &agrave; decis&atilde;o e constituir-se como um elemento de precioso aux&iacute;lio &agrave; &aacute;rea de neg&oacute;cio hospitalar, permitindo a otimiza&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de internamento. No futuro, outras t&eacute;cnicas de <i>data mining</i> poder&atilde;o ser utilizadas, explorando mais atributos explicativos, nomeadamente os ligados &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos pacientes, incluindo, entre outros, a classe social e o esquema de pagamento (exist&ecirc;ncia de seguro de sa&uacute;de ou a obten&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito &agrave; sa&uacute;de) e o n&uacute;mero de elementos do seu agregado familiar.</p>      <p>Ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o importa testar o modelo desenvolvido com dados de outro hospital portugu&ecirc;s (por exemplo, com dados do antigo Hospital Militar Principal) para verificar se este continua v&aacute;lido. De referir que existe alguma evid&ecirc;ncia de que o tempo m&eacute;dio de internamento varia consideravelmente de pa&iacute;s para pa&iacute;s e at&eacute; dentro do mesmo pa&iacute;s de hospital para hospital. Por exemplo, Tiessen <i>et al</i>. (2013) comparam os tempos de internamento de dois hospitais japoneses, pa&iacute;s com mais tempo de internamento na OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico), com os tempos de dois hospitais canadianos, pa&iacute;s com tempo m&eacute;dio de internamento pr&oacute;ximo da m&eacute;dia da OCDE, e apontam que as diferen&ccedil;as se devem n&atilde;o a fatores cl&iacute;nicos dos pacientes, mas sim a fatores relacionados com normas profissionais ou culturais, esquemas de pagamento diferenciados e acesso a cuidados de sa&uacute;de de longo prazo. Dentro do mesmo pa&iacute;s a grande variabilidade nos tempos de internamento entre hospitais deve-se &agrave;s caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e/ou cl&iacute;nicas dos seus pacientes e/ou ao pr&oacute;prio ambiente hospitalar onde o paciente &eacute; tratado.</p>    <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>      <!-- ref --><p>Abelha, F., Maia, P., Landeiro, N., Neves, A. &amp; Barros, H. (2007). Determinants of outcome in patients admitted to a surgical intensive care unit. Arquivos de Medicina, 21(5/6), 135-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-9895201400020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Azari, A., Janeja, V. P. &amp; Mohseni, A. (2012). Predicting hospital length of stay (PHLOS): A multi-tiered data mining approach. 2012 IEEE 12th International Conference on Data Mining Workshops, 17-24.</p>      <!-- ref --><p>Brown, M. L. &amp; Kros, J. F. (2003). Data mining and the impact of missing data. Industrial Management &amp; Data Systems, 103(8), 611-621&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-9895201400020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castillo, M. G. (2012). Modelling Patient Length of Stay in Public Hospitals in Mexico. Doctoral Thesis, School of Management Southampton: University of Southampton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-9895201400020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Clifton, C., &amp; Thuraisingham, B. (2001). Emerging standards for data mining. Computer Standards &amp; Interfaces, 23(3), 187-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-9895201400020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cortez, P. (2010). Data mining with neural networks and support vector machines using the R/rminer tool. In P. Perner (Ed.), Advances in Data Mining - Applications and Theoretical Aspects, 10th Industrial Conference on Data Mining (ICDM 2010), LNAI 6171, 572-583. </p>      <!-- ref --><p>Cortez, P., &amp; Embrechts, M. (2013). Using sensitivity analysis and visualization techniques to open black box data mining models. Information Sciences, 225, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-9895201400020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Fayyad, U., Piatetsky-Shapiro, G., &amp; Smyth, P. (1996). The KDD process for extracting useful knowledge from volumes of data. Communications of the ACM, 39(11), 27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-9895201400020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ferreira, C., Fernandes, H., Alves, V., &amp; Santos, M. Y. (2006). O data mining na compreens&atilde;o do fen&oacute;meno da dor: uma proposta de aplica&ccedil;&atilde;o. Confer&ecirc;ncia Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o, 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-9895201400020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Freitas, A., Silva-Costa, T., Lopes, F., Garcia-Lema, I., Teixeira-Pinto, A., Bradzil, P. &amp; Costa-Pereira, A. (2012). Factors influencing hospital high length of stay outliers. BMC Health Services Research, 12(265), 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-9895201400020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Han, J., &amp; Kamber, M. (2001). Data Mining: Concepts and Techniques. Morgan Kaufmann Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-9895201400020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Hastie, T., Tibshirani, R. &amp; Friedman, J. (2008). The Elements of Statistical Learning: Data Mining, Inference, and Prediction, 2nd Edition, NY: Springer-Verlag.</p>      <!-- ref --><p>Kalra, A. D., Fisher, R. S., &amp; Axelrod, P. (2010). Decreased length of stay and cumulative hospitalized days despite increased patient admissions and readmissions in an area of urban poverty. Journal of General Internal Medicine, 25(9), 930-935&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-9895201400020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>KDnuggets (2007). KDnuggets Polls: Data Mining Methodology (Aug 2007). <a href="http://www.kdnuggets.com" target="blank">www.kdnuggets.com</a> [acedido em 28 de mar&ccedil;o de 2013].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-9895201400020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Lee, T.-T., Liu, C.-Y., Kuo, Y.-H., Mills, M. E., Fong, J.-G., &amp; Hung, C. (2011). Application of data mining to the identification of critical factors in patient falls using a web-based reporting system. International Journal of Medical Informatics, 80(2), 141-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-9895201400020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Liu, P., Lei, L., Yin, J., Zhang, W., Naijun, W. &amp; El-Darzi, E. (2006). Healthcare data mining: Prediction inpatient length of stay. 3rd International IEEE Conference Intelligent Systems, 832-837.</p>      <!-- ref --><p>Liu, V., Kipnis, P., Gould, M. K. &amp; Escobar, G. (2010). Length of stay predictions: improvements through the use of automated laboratory and comorbidity variables. Medical Care, 48(8), 739-744.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-9895201400020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lowell, W. E. &amp; Davis G. E. (1994). Predicting length of stay for psychiatric diagnosis-related groups using neural networks. Journal of the American Medical Informatics Association, 1(6), 459-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-9895201400020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Merom, D., Shohat, T., Harari, O., Meir, G., &amp; Green, M. S. (1998). Factors associated with inappropriate hospitalization days in internal medicine wards in Israel: a cross-national survey. International Journal for Quality in Health Care, 10(2), 155-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-9895201400020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Oliveira, A. B., Dias, O. M., Mello, M. M., Ara&uacute;jo, S., Dragosavac, D., Nucci, A. &amp; Falc&atilde;o, A. L. (2010). Fatores associados &agrave; maior mortalidade e tempo de interna&ccedil;&atilde;o prolongado em uma unidade de terapia intensiva de adultos. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 22(3), 250-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-9895201400020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pena, F. M., Soares, J. S., Peixoto, R. S., J&uacute;nior, H. R., Paiva, B. T., Moraes, F. V., Engel, P. C., Gomes, N. C. &amp; Pena, G. S. (2010). An&aacute;lise de um modelo de risco pr&eacute;-operat&oacute;rio espec&iacute;fico para cirurgia valvar e a rela&ccedil;&atilde;o com o tempo de interna&ccedil;&atilde;o em unidade de terapia intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 22(4), 339-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-9895201400020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rufino, G. P., Gurgel, M. G., Pontes, T. d. &amp; Freire, E. (2012). Avalia&ccedil;&atilde;o de fatores determinantes do tempo de interna&ccedil;&atilde;o em cl&iacute;nica m&eacute;dica. Revista Brasileira Cl&iacute;nica M&eacute;dica, 10(4), 291-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-9895201400020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Santos, M., &amp; Portela, F. (2011). Enabling ubiquitous data mining in intensive care: features selection and data pre-processing. ICEIS 2011 - 13th International Conference on Enterprise Information Systems, 261-266.</p>      <!-- ref --><p>Sheikh-Nia, S. (2012). An Investigation of Standard and Ensemble Based Classification Techniques for the Prediction of Hospitalization Duration. Tese de Mestrado. University of Guelph, Guelph.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-9895201400020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Suthummanon, S., &amp; Omachonu, V. K. (2004). DRG-based cost minimization models: Applications in a hospital environment. In R. I. Field (Ed.), Health Care Regulation in America: Complexity, Confrontation, and Compromise, 3, 197-205.</p>      <!-- ref --><p>Tanuja. S., Acharya, U. D. &amp; Shailesh, K. R. (2011). Comparison of different data mining techniques to predict hospital length of stay. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Sciences, 7(7).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-9895201400020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Tiessen, J., Kambara, H., Sakai, T., Kato, K., Yamauchi, K. &amp; McMillan, C. (2013). What causes international variations in length of stay: A comparative analysis for two impatient conditions in Japanese and Canadian hospitals. Health Services Management Research, 26(2-3), 86-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-9895201400020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Tsumoto, S., &amp; Hirano, S. (2010). Risk mining in medicine: Application of data mining to medical risk management. Fundamenta Informaticae, 98(1), 107-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-9895201400020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Walczak, S., Scorpio, R. J. &amp; Pofahl, W. E. (1998) Predicting hospital length of stay with neural networks. Eleventh International FLAIRS Conference, 333-337.</p>      <!-- ref --><p>Zan, C. &amp; Miller, M. R. (2003). Excess length of stay, charges, and mortality attributable to medical injuries during hospitalization.JAMA, 290(14), 1868-1874.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-9895201400020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 10/04/2014</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 03/06/2014</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abelha]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Landeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Determinants of outcome in patients admitted to a surgical intensive care unit]]></article-title>
<source><![CDATA[Arquivos de Medicina]]></source>
<year>2007</year>
<volume>21</volume>
<numero>5/6</numero>
<issue>5/6</issue>
<page-range>135-143</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Azari]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Janeja]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mohseni]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Predicting hospital length of stay (PHLOS): A multi-tiered data mining approach]]></source>
<year>2012</year>
<page-range>17-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kros]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Data mining and the impact of missing data]]></article-title>
<source><![CDATA[Industrial Management & Data Systems]]></source>
<year>2003</year>
<volume>103</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>611-621</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modelling Patient Length of Stay in Public Hospitals in Mexico]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-name><![CDATA[University of Southampton]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clifton]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thuraisingham]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Emerging standards for data mining]]></article-title>
<source><![CDATA[Computer Standards & Interfaces]]></source>
<year>2001</year>
<volume>23</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>187-193</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Data mining with neural networks and support vector machines using the R/rminer tool]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Perner]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Advances in Data Mining - Applications and Theoretical Aspects]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>572-583</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Embrechts]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Using sensitivity analysis and visualization techniques to open black box data mining models]]></article-title>
<source><![CDATA[Information Sciences]]></source>
<year>2013</year>
<volume>225</volume>
<page-range>1-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fayyad]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piatetsky-Shapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smyth]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The KDD process for extracting useful knowledge from volumes of data]]></article-title>
<source><![CDATA[Communications of the ACM]]></source>
<year>1996</year>
<volume>39</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>27-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O data mining na compreensão do fenómeno da dor: uma proposta de aplicação]]></article-title>
<source><![CDATA[Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>1-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.,]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva-Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia-Lema]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira-Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bradzil]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors influencing hospital high length of stay outliers]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Health Services Research]]></source>
<year>2012</year>
<volume>12</volume>
<numero>265</numero>
<issue>265</issue>
<page-range>1-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Han]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamber]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Data Mining: Concepts and Techniques]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-name><![CDATA[Morgan Kaufmann Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hastie]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tibshirani]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Elements of Statistical Learning: Data Mining, Inference, and Prediction]]></source>
<year>2008</year>
<edition>2</edition>
<publisher-name><![CDATA[Springer-Verlag]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kalra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fisher]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Axelrod]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decreased length of stay and cumulative hospitalized days despite increased patient admissions and readmissions in an area of urban poverty]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of General Internal Medicine]]></source>
<year>2010</year>
<volume>25</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>930-935</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>KDnuggets</collab>
<source><![CDATA[KDnuggets Polls: Data Mining Methodology]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.-T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liu]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.-Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.-H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mills]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fong]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.-G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hung]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Application of data mining to the identification of critical factors in patient falls using a web-based reporting system]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Medical Informatics]]></source>
<year>2011</year>
<volume>80</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>141-150</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Liu]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lei]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhang]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Naijun]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[El-Darzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Healthcare data mining: Prediction inpatient length of stay]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>832-837</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Liu]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kipnis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gould]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Escobar]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Length of stay predictions: improvements through the use of automated laboratory and comorbidity variables]]></article-title>
<source><![CDATA[Medical Care]]></source>
<year>2010</year>
<volume>48</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>739-744</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lowell]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E. & Davis G. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting length of stay for psychiatric diagnosis-related groups using neural networks]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Medical Informatics Association]]></source>
<year>1994</year>
<volume>1</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>459-466</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Merom]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shohat]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harari]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meir]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors associated with inappropriate hospitalization days in internal medicine wards in Israel: a cross-national survey]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal for Quality in Health Care]]></source>
<year>1998</year>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>155-162</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.,]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mello]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dragosavac]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nucci]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados à maior mortalidade e tempo de internação prolongado em uma unidade de terapia intensiva de adultos]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]></source>
<year>2010</year>
<volume>22</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>250-256</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pena]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peixoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engel]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pena]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de um modelo de risco pré-operatório específico para cirurgia valvar e a relação com o tempo de internação em unidade de terapia intensiva]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]></source>
<year>2010</year>
<volume>22</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>339-345</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rufino]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gurgel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pontes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. d.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de fatores determinantes do tempo de internação em clínica médica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira Clínica Médica]]></source>
<year>2012</year>
<volume>10</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>291-297</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Portela]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Enabling ubiquitous data mining in intensive care: features selection and data pre-processing]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>261-266</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sheikh-Nia]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[An Investigation of Standard and Ensemble Based Classification Techniques for the Prediction of Hospitalization Duration]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-name><![CDATA[Guelph]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Suthummanon]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Omachonu]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[DRG-based cost minimization models: Applications in a hospital environment]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Field]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health Care Regulation in America: Complexity, Confrontation, and Compromise]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>197-205</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tanuja]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Acharya]]></surname>
<given-names><![CDATA[U. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shailesh]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of different data mining techniques to predict hospital length of stay]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pharmaceutical and Biomedical Sciences]]></source>
<year>2011</year>
<volume>7</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tiessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kambara]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sakai]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kato]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What causes international variations in length of stay: A comparative analysis for two impatient conditions in Japanese and Canadian hospitals]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Services Management Research]]></source>
<year>2013</year>
<volume>26</volume>
<numero>2-3</numero>
<issue>2-3</issue>
<page-range>86-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tsumoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirano]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk mining in medicine: Application of data mining to medical risk management]]></article-title>
<source><![CDATA[Fundamenta Informaticae]]></source>
<year>2010</year>
<volume>98</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>107-121</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Walczak]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scorpio]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pofahl]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Predicting hospital length of stay with neural networks]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>333-337</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zan]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. & Miller, M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Excess length of stay, charges, and mortality attributable to medical injuries during hospitalization]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>2003</year>
<volume>290</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>1868-1874</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
