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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de Software Educativo: A Coordenação como Fator Crítico de Sucesso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In software development, coordination allows organizing the team by negotiating/assigning tasks to be performed by a certain order in order to meet the proposed objectives. Coordination is also responsible for managing conflicts associated with attitudes of competition, disorientation, problems of hierarchy and diffusion of responsibility. This work is based on the 4C model dimensions: Communication, Coordination, Cooperation and Collaboration. It is based on the analysis of the interactions between the multidisciplinary team members, that developed the educational resource Courseware Sere - "The Human Being and Natural Resources” concerning the "Coordination" dimension. The results achieved allowed us to detect limitations of Hybrid User Centered Development Methodology used for this courseware development as well as to implement tools to improve the coordination activities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Desenvolvimento de Software Educativo: A Coordena&ccedil;&atilde;o como Fator Cr&iacute;tico de Sucesso</b></p>     <p><b>Educational Software Development: Coordination as the Critical Success Factor</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Pedro Costa<sup>1</sup>, Lu&iacute;s Paulo Reis<sup>2</sup>, Maria Jo&atilde;o Loureiro<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Ludomedia e CIDTFF - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores DE/UA- Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal.E-mail: <a href="mailto:pcosta@ludomedia.pt">pcosta@ludomedia.pt</a></p>     <p><sup>2</sup> EEUM/DSI - Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Dep. Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o, LIACC – Laborat&oacute;rio de Intelig&ecirc;ncia Artificial e Ci&ecirc;ncia de Computadores, Guimar&atilde;es, Portugal. E-mail: <a href="mailto:lpreis@dsi.uminho.pt">lpreis@dsi.uminho.pt</a></p>     <p><sup>3</sup> CIDTFF - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores DE/UA- Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mjoao@ua.pt">mjoao@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No desenvolvimento de <i>software</i>, a coordena&ccedil;&atilde;o permite organizar a equipa, negociando/atribuindo tarefas para serem realizadas por determinada ordem, de forma a cumprir os objetivos propostos. A coordena&ccedil;&atilde;o tem ainda a responsabilidade de gerir conflitos associados a atitudes de competi&ccedil;&atilde;o, &agrave; desorienta&ccedil;&atilde;o, a problemas de hierarquia e &agrave; difus&atilde;o de responsabilidade. Este trabalho tem por base as dimens&otilde;es do modelo 4C: Comunica&ccedil;&atilde;o, Coordena&ccedil;&atilde;o, Colabora&ccedil;&atilde;o e Coopera&ccedil;&atilde;o. Baseia-se na an&aacute;lise das intera&ccedil;&otilde;es entre os elementos da equipa multidisciplinar que desenvolveu o recurso educativo o <i>Courseware</i> Ser<sub>e</sub> – “O Ser Humano e os Recursos Naturais” relativamente &agrave; dimens&atilde;o “Coordena&ccedil;&atilde;o”. Os resultados permitiram detetar limita&ccedil;&otilde;es da Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador usada para o desenvolvimento deste <i>courseware</i> bem como implementar ferramentas que permitem melhorar as atividades de coordena&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Modelo 4C; Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador; Courseware Sere; Coordena&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In software development, coordination allows organizing the team by negotiating/assigning tasks to be performed by a certain order in order to meet the proposed objectives. Coordination is also responsible for managing conflicts associated with attitudes of competition, disorientation, problems of hierarchy and diffusion of responsibility. This work is based on the 4C model dimensions: Communication, Coordination, Cooperation and Collaboration. It is based on the analysis of the interactions between the multidisciplinary team members, that developed the educational resource Courseware Sere - "The Human Being and Natural Resources” concerning the "Coordination" dimension. The results achieved allowed us to detect limitations of Hybrid User Centered Development Methodology used for this courseware development as well as to implement tools to improve the coordination activities.</p>     <p><b>Keywords</b>: 4C Model; Hybrid User Centered Development Methodology; Courseware Sere, Coordination.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Associado aos processos de desenvolvimento, t&ecirc;m sido aplicadas diferentes t&eacute;cnicas de gest&atilde;o de projetos reconhecendo que, a necessidade de estimar cronogramas e or&ccedil;amentos &eacute; muito importante, e que a coordena&ccedil;&atilde;o destes recursos se torna tanto mais cr&iacute;tica quanto maior for o projeto e a complexidade do mesmo. As abordagens te&oacute;ricas para avalia&ccedil;&atilde;o e a melhoria dos processos de desenvolvimento de <i>software</i>, tais como, o <i>Capability Maturity Modeling</i> e a ISO 15504 (2004), identificam pr&aacute;ticas de refer&ecirc;ncia para a gest&atilde;o da engenharia de <i>software</i> e quando as mesmas devem ser aplicadas, levando as organiza&ccedil;&otilde;es a compreender, a controlar e a melhorar os processos de desenvolvimento (Costa, Loureiro, &amp; Reis, 2014).</p>     <p>Em projetos em que o desenvolvimento de <i>software</i> &eacute; feito envolvendo equipas multidisciplinares, o seu sucesso depende do desempenho dos elementos da equipa, como sucede em qualquer projeto que envolva intera&ccedil;&atilde;o entre pessoas (Moe, Dings&oslash;yr, &amp; Dyb&aring;, 2010). As equipas que trabalham colaborativamente, aumentam a possibilidade de obterem melhores resultados do que se os seus elementos atuassem de forma individual, uma vez que: i) &eacute; poss&iacute;vel rentabilizar o mesmo trabalho com base no esfor&ccedil;o e compet&ecirc;ncias de cada elemento (Fuks et al., 2008) e ii) os elementos podem identificar antecipadamente inconsist&ecirc;ncias e falhas que decorrem durante o processo de desenvolvimento. &Eacute; nesta din&acirc;mica que as atividades de coordena&ccedil;&atilde;o se tornam essenciais ao sucesso de desenvolvimento de um <i>software</i> educativo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa equipa multidisciplinar recentemente constitu&iacute;da, numa fase inicial, existe a preocupa&ccedil;&atilde;o de distribuir “corretamente” as tarefas pelos elementos e se perceber se cada um &eacute; capaz de assumir a responsabilidade ou papel nas tarefas que lhe s&atilde;o conferidas ou designadas (Miguel, 2003). O mesmo autor afirma que quanto maior for a integra&ccedil;&atilde;o dos elementos da equipa, melhor ser&aacute; a partilha de informa&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o facilitadas as tomadas de decis&atilde;o, levando os elementos a sentirem-se mais comprometidos com o projeto. O n&iacute;vel de confian&ccedil;a entre os elementos da equipa permite que os processos de comunica&ccedil;&atilde;o sejam mais f&aacute;ceis e eficazes e reduza as atividades de coordena&ccedil;&atilde;o apresentadas na terceira sec&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador foi o primeiro processo analisado pelo modelo 4C. A MHDCU foi utilizada no desenvolvimento do recurso educativo <i>Courseware</i> Ser<sub>e</sub> – “O Ser Humano e os Recursos Naturais”. Trata-se de um processo de desenvolvimento simples, iterativo e incremental que tem como “alicerces” princ&iacute;pios do <i>Design</i> Centrado no Utilizador (DCU), especificados na <i>International Organization for Standardization</i> 9241-210 (ISO9241-210, 2010) – Ergonomics of Human-System Interaction (210: Human-centred design for interactive systems). Na sua base encontra-se a estrutura disciplinada de processos de desenvolvimento, bem como pr&aacute;ticas e valores dos m&eacute;todos &aacute;geis de desenvolvimento de <i>software</i>. O processo &eacute; constitu&iacute;do por 4 fases principais: planeamento, <i>design</i>, implementa&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o/opera&ccedil;&atilde;o. A prototipagem e a avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o realizadas de modo transversal a todo o processo (Costa, 2012a).</p>     <p>Seguidamente ser&aacute; descrito o modelo 4C dando enf&acirc;se &agrave; dimens&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o (segunda sec&ccedil;&atilde;o). Posteriormente, apresentamos o processo metodol&oacute;gico (terceira sec&ccedil;&atilde;o) e respetivo modelo de categorias da dimens&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o. Finalmente a an&aacute;lise interac&ccedil;&otilde;es da dimens&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o (quarta sec&ccedil;&atilde;o) e as conclus&otilde;es (quinta sec&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A Coordena&ccedil;&atilde;o no Modelo 4C</b></p>     <p>Malone e Crowston (1994) definem coordena&ccedil;&atilde;o como “managing dependencies between activities” sendo gerida por mecanismos de coordena&ccedil;&atilde;o. Os mecanismos podem ser ub&iacute;quos (encontrados em muitos processos) ou vari&aacute;veis (podem gerir muitos tipos de depend&ecirc;ncias). O trabalho cooperativo, de acordo com (Acuna, G&oacute;mez, &amp; Juristo, 2009), exige um esfor&ccedil;o suplementar de coordena&ccedil;&atilde;o da equipa multidisciplinar, de forma a evitar que os fatores do comportamento, que surgem atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o, tais como, conflitos, a coes&atilde;o, a coopera&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o, levem a falhas.</p>     <p> A coordena&ccedil;&atilde;o (ver <a href ="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f1.jpg">Figura 1</a>) organiza a equipa atribuindo tarefas para serem realizadas por determinada ordem, dentro de um determinado intervalo de tempo e cumprindo os objetivos inicialmente propostos (Raposo, Magalh&atilde;es, Ricarte, &amp; Fuks, 2001). A coordena&ccedil;&atilde;o envolve ainda a articula&ccedil;&atilde;o das diferentes tarefas, levando &agrave;s a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o trabalho cooperativo. As tarefas devem ser assumidas como um compromisso individual ou da equipa.</p>     
<p>Os elementos de perce&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fundamentais para a coordena&ccedil;&atilde;o da equipa. Com estes, &eacute; poss&iacute;vel conhecer em que fase est&aacute; o projeto e o que cada elemento est&aacute; executar em determinada fase. Os elementos de perce&ccedil;&atilde;o permitem transmitir ou provocar mudan&ccedil;as de forma a gerar um novo compromisso, controlando a qualidade do projeto com respeito aos objetivos previamente estabelecidos, evitando a duplica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os. Como sugere a teoria da mente coletiva (Weick &amp; Roberts, 1993), quando os membros da equipa mant&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o do papel de cada um atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o empenhada, maior ser&aacute; a garantia do bom desempenho da equipa (McChesney &amp; Gallagher, 2004).</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais para o coordenador verificar se existem conflitos de interesse que prejudiquem a equipa e para identificar a capacidade e experi&ecirc;ncia de cada elemento da equipa multidisciplinar.</p>     <p>A Coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das dimens&otilde;es do modelo 4C. O modelo 4C (<a href ="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f3.jpg">Figura 3</a>) foi uma adapta&ccedil;&atilde;o do modelo 3C de colabora&ccedil;&atilde;o (<a href ="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f2.jpg">Figura 2</a>) que, por sua vez, surgiu na d&eacute;cada de 90 e tem sido disseminado por diversos autores, tais como, Denise (1999), Borghoff &amp; Schlichter (2000), Blois &amp; Becker (2002) e essencialmente por Fuks e colaboradores (Fuks et al., 2005; Fuks et al., 2008; Pimentel et al., 2008). O modelo 3C tem sido usado para diferentes finalidades, tais como, classificar ferramentas colaborativas (Borghoff &amp; Schlichter, 2000), para an&aacute;lise de interfaces com utilizadores e para avalia&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es colaborativas (Neale, Carroll, &amp; Rosson, 2004).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> A comunica&ccedil;&atilde;o no modelo 3C de colabora&ccedil;&atilde;o compreende a troca de mensagens, bem como a negocia&ccedil;&atilde;o de compromissos. A coopera&ccedil;&atilde;o envolve o trabalho em conjunto dos elementos da equipa, atrav&eacute;s de um espa&ccedil;o partilhado. Na coordena&ccedil;&atilde;o, as pessoas, as tarefas e os recursos s&atilde;o geridos para lidar com conflitos de interesse e tornar a comunica&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o o mais eficiente poss&iacute;vel. De uma forma sintetizada, a necessidade de executar tarefas origina a negocia&ccedil;&atilde;o de compromissos atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o, sendo geridos pela coordena&ccedil;&atilde;o e realizados de forma cooperativa.</p>     <p> O modelo 4C difere do modelo 3C de colabora&ccedil;&atilde;o pelo facto de se considerar que os conceitos de colabora&ccedil;&atilde;o e  coopera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o distintos. A <a href ="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f3.jpg">fig. 3</a> bem como a descri&ccedil;&atilde;o de cada componente do modelo 4C &eacute; a vers&atilde;o j&aacute; com as altera&ccedil;&otilde;es propostas inclu&iacute;das.</p>     
<p>O modelo 4C est&aacute; assente em tr&ecirc;s pilares, que se descrevem sucintamente:</p>     <p>-    Comunica&ccedil;&atilde;o: partilha de informa&ccedil;&atilde;o e partilha de pontos de vista sobre o processo de desenvolvimento, essencialmente sobre as solu&ccedil;&otilde;es de projeto (prot&oacute;tipos programados, documentos e prot&oacute;tipos em imagem). Nos compromissos, os elementos da equipa combinam as tarefas a executar, dependendo o sucesso na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas definidas da sua autodisciplina. Os compromissos podem ser definidos a uma escala temporal, em que o elemento define uma data ou per&iacute;odo para realiza&ccedil;&atilde;o de determinada tarefa, ou n&atilde;o. A comunica&ccedil;&atilde;o funciona como o contributo espont&acirc;neo emitido por um ou v&aacute;rios elementos da equipa multidisciplinar (emissores), sendo o seu impacto refletido pelos restantes elementos (recetores) atrav&eacute;s das interpreta&ccedil;&otilde;es/perce&ccedil;&otilde;es e (re)a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>-    Colabora&ccedil;&atilde;o e Coopera&ccedil;&atilde;o: tarefas que a equipa multidisciplinar desenvolve em conjunto (colaborativamente) ou individualmente (cooperativamente) mas com um objetivo comum, atrav&eacute;s de um espa&ccedil;o partilhado. Na colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; normal que se contribua ou solicite feedback sobre as solu&ccedil;&otilde;es de projeto apresentadas (prot&oacute;tipos ou documentos), estando este na maioria das vezes associado &agrave; discuss&atilde;o (atrav&eacute;s de sugest&otilde;es, da concord&acirc;ncia/discord&acirc;ncia e da formula&ccedil;&atilde;o de perguntas) de solu&ccedil;&otilde;es de projeto. A concord&acirc;ncia pode ser total ou parcial com ressalvas. A discord&acirc;ncia pode ser complementada com um argumento ou apresentada uma proposta alternativa. A clarifica&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator essencial da colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o, permitindo o esclarecimento ou explica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es pouco claras ou problemas. A persist&ecirc;ncia dos elementos da equipa multidisciplinar &eacute; demonstrada na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas, nas sugest&otilde;es e nas novas solu&ccedil;&otilde;es de projeto.</p>     <p>-    Coordena&ccedil;&atilde;o: a coordena&ccedil;&atilde;o organiza a equipa, negociando/atribuindo tarefas para serem realizadas por determinada ordem, de forma a cumprir os objetivos propostos. A coordena&ccedil;&atilde;o tem ainda a responsabilidade de gerir conflitos associados a atitudes de competi&ccedil;&atilde;o, &agrave; desorienta&ccedil;&atilde;o, a problemas de hierarquia e &agrave; difus&atilde;o de responsabilidade. Compete-lhe preparar a equipa multidisciplinar para o trabalho colaborativo e cooperativo, atrav&eacute;s da prepara&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es (pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o), na execu&ccedil;&atilde;o de tarefas (insist&ecirc;ncia) e gerindo as interdepend&ecirc;ncias, tendo em conta que a execu&ccedil;&atilde;o de uma tarefa afeta outras tarefas e todo o processo de desenvolvimento. Uma carater&iacute;stica de interdepend&ecirc;ncia &eacute; a reciprocidade, que significa que os elementos da equipa s&atilde;o mutuamente interdependentes (Molleman, Nauta, &amp; Jehn, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Processo Metodol&oacute;gico</b></p>     <p>In&uacute;meras vezes e por diferentes motivos (geogr&aacute;ficos, de agenda, entre outros) as tarefas que constituem o desenvolvimento de <i>software</i> educativo poder&atilde;o necessitar de ocorrer &agrave; dist&acirc;ncia. Surgem assim novos desafios aos processos de desenvolvimento de <i>software</i>, que necessitam de ferramentas que permitam a intera&ccedil;&atilde;o entre os elementos da equipa multidisciplinar. A utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>software</i> colaborativo, normalmente designado como <i>groupware</i>, tem sido explorado dado integrar diferentes ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o, de coordena&ccedil;&atilde;o e de colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De suporte a estas atividades foi utilizado como <i>software</i> colaborativo (<i>groupware</i>) a plataforma <i>Learning Management System</i> (LMS) moodle (<i>moodle</i> &eacute; um <i>software</i> livre, de apoio &agrave; aprendizagem, que funciona num ambiente virtual). Apesar de esta plataforma n&atilde;o ter sido desenvolvida especificamente para a gest&atilde;o de projetos de desenvolvimento de <i>software</i> educativo, a mesma foi essencial para a intera&ccedil;&atilde;o entre os elementos da equipa multidisciplinar, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de vers&otilde;es de software, debate de ideias, entre outros (Costa et al., 2010c). A sele&ccedil;&atilde;o desta plataforma em detrimento de outra deveu-se &agrave; familiaridade e conhecimentos que o Gestor de Projeto detinha sobre a mesma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a finalidade de propor melhorias &agrave; Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador (Costa, Loureiro, &amp; Reis, 2009; 2010a; 2010b; Costa, 2012b; Costa; &amp; Costa, 2013), prop&ocirc;s-se identificar os pontos fortes e as fragilidades da mesma, atrav&eacute;s de an&aacute;lise das intera&ccedil;&otilde;es que decorreram entre os elementos da equipa multidisciplinar durante a conce&ccedil;&atilde;o do <i>Courseware</i> Ser<sub>e</sub> – O Ser Humano e os Recursos Naturais (Costa, 2012b; S&aacute; et al., 2010; S&aacute;, Guerra, &amp; Costa, 2012) Apesar de terem sido utilizadas diferentes ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o (<i>e-mails</i>, <i>chats</i>, entre outras), a nossa an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o recaiu sobre os 292 posts inseridos nos f&oacute;runs.</p>     <p>Os f&oacute;runs permitiram que as intera&ccedil;&otilde;es ficassem organizadas e dispon&iacute;veis para serem revisitadas, podendo ter levado os elementos da equipa a usar esta ferramenta em detrimento de outras. Al&eacute;m disso, a utiliza&ccedil;&atilde;o dos f&oacute;runs permitiu a disponibiliza&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es de projeto e perceber o fluxo de <i>posts</i> submetidos pelos diferentes elementos da equipa multidisciplinar, evidenciando-se uma excelente ferramenta para as atividades de Coordena&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Seguidamente apresenta-se parte da an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva bem como an&aacute;lise de conte&uacute;do da dimens&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o (Costa et al., 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. An&aacute;lise da Dimens&atilde;o Coordena&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><i>An&aacute;lise Estat&iacute;stica Descritiva</i></p>     <p>Por forma ajudar a compreens&atilde;o da an&aacute;lise efetuada &agrave; dimens&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o, considera-se ser importante perceber o grau de envolvimento dos elementos da equipa multidisciplinar, de forma a poder analisar e discutir os resultados em torno de evid&ecirc;ncias, quantificando assim os <i>posts</i> submetidos e, fundament&aacute;-las, embora com algumas ressalvas decorrentes do referido envolvimento. Duim, Anderssin &amp; Sinnema (2007) designam como <i>Free Riders</i> os elementos de uma equipa multidisciplinar desmotivados/pouco participativos no processo de desenvolvimento. Os mesmos autores afirmam que a falta de interesse ou a falta de compet&ecirc;ncias sociais s&atilde;o dois dos fatores que caracterizam estes elementos. Por outro lado, a falta de interesse, a que se referem n&atilde;o se coaduna com um dos valores dos m&eacute;todos &aacute;geis: a responsabiliza&ccedil;&atilde;o e a autodisciplina, carater&iacute;sticas que os elementos de uma equipa multidisciplinar devem ter (Sommerville, 2007).</p>     <p>A <a href="#f4">figura 4</a> apresenta a autoria dos 292 posts submetidos pelos elementos da equipa multidisciplinar, ao longo do processo de desenvolvimento do <i>Courseware</i> Ser<sub>e</sub>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 292 <i>posts</i> submetidos, 53,1% (150 <i>posts</i>) s&atilde;o da autoria do Gestor de Projeto. Os <i>Designers</i>-Ilustradores (A e B) bem como os Programadores (A e B) envolveram-se minimamente ou n&atilde;o se envolveram (no caso do Designer-Ilustrador B), na discuss&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es de projeto atrav&eacute;s dos f&oacute;runs disponibilizados no <i>moodle </i>(3,4% o que equivale a 10 <i>posts</i>). A falta de interesse foi um dos fatores que, no decorrer do desenvolvimento do <i>Courseware</i> Ser<sub>e</sub>, levaram &agrave; pouca intera&ccedil;&atilde;o por parte do Programador A e do Designer-Ilustrador B, elementos que acabaram por ser substitu&iacute;dos no projeto. A pouca participa&ccedil;&atilde;o na discuss&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es de projeto, por parte dos <i>designers</i> e dos programadores, pode prender-se tamb&eacute;m com o facto de terem uma disponibilidade restrita para o projeto, como acima indicado.</p>     <p>Associado &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o surge o papel do Gestor de Projeto. Das solu&ccedil;&otilde;es de projeto submetidas, 77,5% dos posts (100 posts) foram da autoria do Gestor de Projeto (<a href="#f5">figura 5a</a>)). Esta percentagem, evidencia uma vez mais, uma maior envolv&ecirc;ncia por parte do Gestor de Projeto, apesar da exist&ecirc;ncia de dois Designers-Ilustradores, elementos da equipa multidisciplinar respons&aacute;veis pelo desenvolvimento t&eacute;cnico dos prot&oacute;tipos em imagem. Uma vez que estes elementos pouco interagiram nos f&oacute;runs, essa responsabilidade recaiu no Gestor do Projeto (<a href="#f5">figura 5b</a>)).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que respeita &agrave; submiss&atilde;o de documentos (gui&otilde;es e outros textos), existiu uma maior envolv&ecirc;ncia por parte dos dois investigadores e dos dois peritos da equipa multidisciplinar. Da <a href="#f5">figura 5a</a>) conclui-se que estes quatro elementos submeteram 22,5% dos documentos (29 posts) e que o Gestor do Projeto disponibilizou 31,8% (41 posts) dos documentos (<a href="#f5">figura 5b</a>)).</p>     <p>O papel ou responsabilidade do Gestor de Projeto n&atilde;o passou apenas por garantir a execu&ccedil;&atilde;o das tarefas, alocando recursos por um determinado per&iacute;odo de tempo. Como acima referido, o Gestor de Projeto foi o elemento mais interventivo e din&acirc;mico. Atendendo &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o dos elementos da equipa relativamente &agrave; disponibilidade para o desenvolvimento do <i>Courseware</i> Sere, o facto do Gestor de Projeto ser o &uacute;nico elemento a tempo inteiro no projeto, pode justificar a sua maior envolv&ecirc;ncia.</p>     <p><i>An&aacute;lise de Conte&uacute;do</i></p>     <p>A dimens&atilde;o “Coordena&ccedil;&atilde;o” no modelo proposto abrange a execu&ccedil;&atilde;o de <b>tarefas</b> (&uacute;nica categoria desta dimens&atilde;o) e est&aacute; orientada para o trabalho realizado pelo Gestor de Projeto ou elementos que assumam este papel (<a href="#t1">tabela 1</a>). Segundo Ribeiro (2007), as tarefas numa fase inicial envolvem, normalmente, a defini&ccedil;&atilde;o de requisitos e a carateriza&ccedil;&atilde;o do <i>software</i>, ou seja, definem o &acirc;mbito do trabalho a desenvolver em termos de dimens&atilde;o e da complexidade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dimens&atilde;o “Coordena&ccedil;&atilde;o” compreende a <b>pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o</b> (18 refer&ecirc;ncias) de a&ccedil;&otilde;es de forma a “orientar” a colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o. A <b>pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o,</b> &agrave; semelhan&ccedil;a do que &eacute; descrito no m&eacute;todo &aacute;gil <i>Extreme Programming</i>, como planeamento incremental (Beck, 2000), facilita a apresenta&ccedil;&atilde;o de forma c&eacute;lere de um plano global, que evolui durante o ciclo de vida do projeto, sendo flex&iacute;vel, e alterando com a implementa&ccedil;&atilde;o de funcionalidades, respondendo a mudan&ccedil;as.</p>     <p>Ao longo do processo de desenvolvimento do <i>courseware</i>, a <b>pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o </b>permitiu, como sugerem (McChesney &amp; Gallagher, 2004), que a equipa tivesse conhecimento do que cada elemento estava/ia executar, potenciando o seu bom desempenho, tal como &eacute; evidenciado nas seguintes refer&ecirc;ncias.</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Ecr&atilde;s</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, segunda-feira, 9 de junho de 2008, 11:47</p>     <p>Programador-A, Designer-Ilustrador A e Designer-Ilustrador B, coloquei na pasta de Material em Formato Vetorial, a vers&atilde;o 6.2.</p>     <p>(…) Designer-Ilustrador B est&aacute; a fazer o MovieClip. (…) Designer-Ilustrador A est&aacute; a fazer as ilustra&ccedil;&otilde;es para as anima&ccedil;&otilde;es da FASE 2. (…) Designer-Ilustrador A as melhorias/altera&ccedil;&otilde;es que ainda faltam nos ecr&atilde;s devem ser enviadas o quanto antes, para o Programador A efetuar as altera&ccedil;&otilde;es. (…)”</p>     <p>A <b>pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o</b> tamb&eacute;m teve como prop&oacute;sito identificar objetivos e distribuir tarefas para serem realizadas pelos elementos da equipa multidisciplinar, como evidenciam as seguintes refer&ecirc;ncias:</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Ecr&atilde;s</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, segunda-feira, 9 de junho de 2008, 11:47</p>     <p>(…)Programador-A, &eacute; necess&aacute;rio come&ccedil;ar a animar, por exemplo o ecr&atilde; da escolha das personagens, o ecr&atilde; da escolhas das fases, o ecr&atilde; da entrada... (…) Investigador em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias, era importante que os textos desta legenda ficassem mais pequenos.</p> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02i1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> (…) Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e Tecnologia Educativa e Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias n&atilde;o se esque&ccedil;am dos textos. (…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Ilustra&ccedil;&otilde;es para anima&ccedil;&otilde;es da Fase II - Cen&aacute;rio 1</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, quinta-feira, 10 de julho de 2008, 12:30</p>     <p>(…) Ilustrador-Designer A conv&eacute;m ler os textos que a Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e Tecnologia Educativa fez para a descri&ccedil;&atilde;o das anima&ccedil;&otilde;es (ver o <i>wiki</i> que se encontra no espa&ccedil;o da FASE 2). (…) Perito em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias, seria importante que verificasse a altera&ccedil;&atilde;o dos textos da Fase 2 (ver textos).(…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Pegada Ecol&oacute;gica</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, ter&ccedil;a-feira, 13 de janeiro de 2009, 16:02</p>     <p>(…) Investigador em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e Tecnologia Educativa e o Investigador em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias: Adaptar a tabela seguinte de forma que se possa representar por Planetas:</p>     <p>(…) Fazer os textos de introdu&ccedil;&atilde;o e conclus&atilde;o da Pegada Ecol&oacute;gica;</p>     <p>(…) O Gui&atilde;o de Explora&ccedil;&atilde;o Did&aacute;tica - Professor dever&aacute; ser alterado pela Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e Tecnologia Educativa e a Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e ser enviado para a Perita em Tecnologia Educativa e Perito em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias.</p>     <p>(…) Perita em Tecnologia Educativa e Perito em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias: Verificar novamente as quest&otilde;es da Pegada Ecol&oacute;gica, mencionando neste espa&ccedil;o quais as quest&otilde;es em que o utilizador poder&aacute; escolher como resposta, mais do que uma op&ccedil;&atilde;o.(…)”</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas tarefas n&atilde;o foram atribu&iacute;das diretamente a um ou mais elementos da equipa multidisciplinar. Nestas, era importante o envolvimento da maioria ou de todos elementos da equipa, numa articula&ccedil;&atilde;o concertada e criativa, promovendo assim o trabalho colaborativo. As seguintes refer&ecirc;ncias s&atilde;o exemplos deste tipo de situa&ccedil;&otilde;es:</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Ecr&atilde;s Fase II</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, quarta-feira, 21 de maio de 2008, 11:11</p>     <p>(…) &Eacute; necess&aacute;rio preparar os textos de apoio/ajuda para o Ecr&atilde; 1 desta FASE, em que o aluno/professor ir&aacute; perceber o que se pretende nesta FASE.(…) Relativamente &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos 6 (seis) cen&aacute;rios, ser&aacute; necess&aacute;rio tamb&eacute;m, preparar os textos de apoio o quanto antes.(…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Ilustra&ccedil;&otilde;es para anima&ccedil;&otilde;es da Fase II - Cen&aacute;rio 1</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, quinta-feira, 10 de julho de 2008, 12:30</p>     <p>(…) Est&aacute; em anexo a vers&atilde;o 2 do Ecr&atilde; 1 (Am&eacute;rica Norte) para que seja aprovada pela equipa de projeto.(…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Dossiers de Explora&ccedil;&atilde;o Did&aacute;tica - FASE 1</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, quarta-feira, 28 de janeiro de 2009, 17:32</p>     <p>(…) Pedia que tentassem ler este gui&atilde;o antes da pr&oacute;xima reuni&atilde;o de forma que a mesma seja mais produtiva poss&iacute;vel. (…)”</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No desenvolvimento do <i>courseware</i>, n&atilde;o foi dada muita relev&acirc;ncia ao fator tempo. Partiu-se do pressuposto que os elementos da equipa multidisciplinar eram autodisciplinados e executariam as tarefas da forma mais c&eacute;lere poss&iacute;vel. Contudo, quando tal n&atilde;o sucedida, essencialmente o Gestor de Projeto, submetia <i>posts</i> de <b>insist&ecirc;ncia</b> (28 refer&ecirc;ncias), que foram tamb&eacute;m codificados na categoria coordena&ccedil;&atilde;o, apelando &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas.</p>     <p>A subcategoria <b>interdepend&ecirc;ncia</b> (48 refer&ecirc;ncias) na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas foi uma atividade essencialmente gerida pelo Gestor de Projeto, real&ccedil;ando assim, uma vez mais, a reduzida altern&acirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o no decorrer do processo de desenvolvimento (ver <a href="#t2">tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma carater&iacute;stica da interdepend&ecirc;ncia &eacute; a reciprocidade, o que significa que os elementos da equipa s&atilde;o mutuamente interdependentes (Molleman et al., 2004). A subcategoria interdepend&ecirc;ncia foi dividida em dois indicadores: <b>interdepend&ecirc;ncia direcionada</b> e <b>interdepend&ecirc;ncia geral</b>. Na interdepend&ecirc;ncia direcionada, os <i>posts</i> eram submetidos ao conhecimento de todos os elementos mas, no seu conte&uacute;do, continha palavras/frases que os direcionavam apenas para determinado(s) elemento(s) da equipa multidisciplinar, como exemplificado a seguir.</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Manchas Florestais</p>     <p><b>Enviado:</b> Perito em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias, domingo, 18 de janeiro de 2009, 22:06</p>     <p>(…) Pe&ccedil;o <b>&agrave; Investigadora em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias e Tecnologia Educativa</b>  para consultar um docente do Depart. de Biologia da UA ou UP para confirmar as designa&ccedil;&otilde;es das v&aacute;rias florestas.(…)”</p>     <p>Tendo em conta o acima ilustrado, pode associar-se a <b>interdepend&ecirc;ncia direcionada</b> &agrave; divis&atilde;o ou atribui&ccedil;&atilde;o de tarefas e, por conseguinte &agrave; pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o e ao trabalho cooperativo, ou seja, a execu&ccedil;&atilde;o de tarefas de modo individual em que o seu resultado ser&aacute; a base de trabalho de outro elemento (podendo ser o elemento anterior), ocorrendo itera&ccedil;&otilde;es at&eacute; ao incremento na solu&ccedil;&atilde;o global.</p>     <p>Na <b>interdepend&ecirc;ncia geral</b>, um ou v&aacute;rios elementos aguardam por <i>feedback</i> dos outros elementos da equipa multidisciplinar para avan&ccedil;ar com a execu&ccedil;&atilde;o de determinada tarefa. Esta interdepend&ecirc;ncia geral tamb&eacute;m pode ter lugar quando um dos elementos necessita de <i>feedback</i> de parte ou de todos os elementos da equipa multidisciplinar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>“<b>Assunto:</b> Re: Ecr&atilde;s Fase II</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, domingo, 25 de maio de 2008, 18:15</p>     <p>Interfaces_Fase2_vers2.pdf</p>     <p>Boa tarde, &eacute; necess&aacute;rio que deixem ficar as Vossas opini&otilde;es relativamente aos Ecr&atilde;s da Fase 2.(…)”</p>     <p>As mensagens de <b>insist&ecirc;ncia</b> (28 refer&ecirc;ncias) podem ser uma repeti&ccedil;&atilde;o de uma mensagem de pr&eacute;-articula&ccedil;&atilde;o ou interdepend&ecirc;ncia que &eacute; submetida/enviada por aus&ecirc;ncia de <i>feedback </i>dos destinat&aacute;rios. Na refer&ecirc;ncia seguinte, o Gestor de Projeto insistiu no <i>feedback </i>dos elementos da equipa multidisciplinar, de forma a que Designer-Ilustrador B pudesse continuar a ilustra&ccedil;&atilde;o dos cen&aacute;rios (exemplo de interdepend&ecirc;ncia). O primeiro <i>post, </i>enviado a 2 de junho de 2008, &eacute; exatamente igual ao que se apresenta nesta refer&ecirc;ncia (segundo <i>post</i>), enviado a 23 de junho de 2008.</p>     <p><b>“Assunto: </b>Re: Ecr&atilde;s Fase II</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, segunda-feira, 23 de junho de 2008, 02:20</p>     <p>Boa noite, deixo ficar esta mensagem tendo em vista recolher a Vossa opini&atilde;o sobre a forma como ir&atilde;o surgir as anima&ccedil;&otilde;es da Fase II. Passo a descrever as imagens abaixo apresentadas.</p> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a02i2.jpg">     
<p>Quando o utilizador escolhe no Planisf&eacute;rio &Aacute;frica, surge o 1&ordm; ecr&atilde;, que passar&aacute; em 3 segundos para o 2&ordm; ecr&atilde;. Sendo assim:</p>     <p>O tipo de ilustra&ccedil;&atilde;o adequa-se ao que &eacute; pretendido?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Era necess&aacute;rio saber isto o quanto antes, para o Designer-Ilustrador B poder ilustrar os 5 cen&aacute;rios que faltam. (…)”</p>     <p>A maioria das mensagens de <b>insist&ecirc;ncia</b> foi enviada quando um ou v&aacute;rios elementos n&atilde;o contribu&iacute;ram para resolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o ou problema. As refer&ecirc;ncias seguintes evidenciam mensagens de <b>insist&ecirc;ncia </b>cujo enfoque se rendia com a valida&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de projeto, mais especificamente no que respeita ao manual de utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>courseware</i>:</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Introdu&ccedil;&atilde;o e Manual de Utilizador</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, sexta-feira, 16 de janeiro de 2009, 16:22</p>     <p>Introd_MUtilizador_vers2.5_.doc</p>     <p>(…) Pedia que voltassem a rever o documento que segue em anexo.(…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Introdu&ccedil;&atilde;o e Manual de Utilizador</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, domingo, 25 de janeiro de 2009, 23:57</p>     <p>ManualUtilizador_vers3_.doc</p>     <p>Pedia que verificassem o Manual do Utilizador de forma a poder terminar pagina&ccedil;&atilde;o do mesmo.(…)”</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>“<b>Assunto:</b> Re: Introdu&ccedil;&atilde;o e Manual de Utilizador</p>     <p><b>Enviado:</b> Gestor de Projeto, quinta-feira, 29 de janeiro de 2009, 10:54</p>     <p>ManualUtilizador_vers3.2_.doc</p>     <p>Bom dia, pedia a todos que verificassem o Manual do Utilizador. (…)”</p>     <p>Pode ocorrer aus&ecirc;ncia de <i>feedback,</i> por partes dos elementos da equipa, por diferentes motivos: n&atilde;o se identificam como respons&aacute;veis pela realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa; falta de disponibilidade por estarem a realizar outras tarefas; ou considerarem que o seu contributo n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio.</p>     <p>O excesso de <i>posts</i> com atribui&ccedil;&atilde;o de tarefas, a altera&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de projeto, entre outros, pode levar ao surgimento de <b>conflitos</b>. Esta subcategoria definida dentro da categoria tarefas, est&aacute; dividida em quatro indicadores: competi&ccedil;&atilde;o, desorienta&ccedil;&atilde;o, problemas de hierarquia e a difus&atilde;o da responsabilidade (Acuna et al., 2009). Nos 292 <i>posts</i> analisados, apenas extra&iacute;mos dois estratos que evidenciam situa&ccedil;&otilde;es de conflito: desorienta&ccedil;&atilde;o (1&ordf; refer&ecirc;ncia) e difus&atilde;o da responsabilidade (2&ordf; refer&ecirc;ncia) respetivamente.</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Ecr&atilde;s Fase II</p>     <p><b>Enviado:</b> Designer-Ilustrador A, ter&ccedil;a-feira, 3 de junho de 2008, 03:05</p>     <p>(…) vou desenhar pandas, ursos, floresta, tipos a cortar &aacute;rvores?(…) isso n&atilde;o ficou esclarecido...est&aacute; muito em fase embrion&aacute;ria. (…) as anima&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem ser feitas assim. eu n&atilde;o consigo...(…) Mas n&atilde;o sei mais concretamente o que hei-de desenhar para compor uma anima&ccedil;&atilde;o para cada um dos cen&aacute;rios...(…)”</p>     <p>“<b>Assunto:</b> Re: Pegada Ecol&oacute;gica</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Enviado:</b> Perito em Did&aacute;tica das Ci&ecirc;ncias, sexta-feira, 23 de janeiro de 2009, 16:28</p>     <p>(…) Quanto &agrave; valida&ccedil;&atilde;o de peritos (das &aacute;reas "cient&iacute;ficas" mais focadas no courseware) face &agrave; falta de tempo, proponho j&aacute; o compromisso de, depois, com uma vers&atilde;o completa, pedir (e pagar, o que penso que ser&aacute; a LudoMedia) a 2 peritos (um deles eu tenho j&aacute; uma ideia face &agrave; qualidade do que faz a este n&iacute;vel) a revis&atilde;o e na 2&ordf;edi&ccedil;&atilde;o incluir na ficha t&eacute;cnica (ver como se fez nos gui&otilde;es did&aacute;ticos do PFEEC do 1&ordm; CEB) o nome destes dois revisores cient&iacute;ficos. (…) Bem, isto n&atilde;o &eacute; discut&iacute;vel, nem calendariz&aacute;vel. (…)”</p>     <p>Considera-se que a aus&ecirc;ncia de conflitos do tipo problemas de hierarquia e competi&ccedil;&atilde;o pode ser positiva. Contudo, pode tamb&eacute;m ser um indicador de pouco envolvimento na discuss&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de projeto, n&atilde;o contribuindo ou marcando posi&ccedil;&otilde;es que levem ao surgimento de conflitos. Um conflito provocado e controlado pode ser um fator impulsionador para que elementos com reduzida participa&ccedil;&atilde;o se envolvam mais no projeto. Por outro lado, os conflitos quando descontrolados e mal geridos podem levar ao t&eacute;rmino de um projeto (Acuna et al., 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A coordena&ccedil;&atilde;o do projeto tem que estar sensibilizada para diferentes situa&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, os autores Duim, Anderssin &amp; Sinnema (Duim, Andersson, &amp; Sinnema, 2007) designam como Free Riders os elementos de uma equipa multidisciplinar desmotivados/pouco participativos no processo de desenvolvimento. Os mesmos autores afirmam que a falta de interesse ou a falta de compet&ecirc;ncias sociais s&atilde;o dois dos fatores que caraterizam estes elementos. Por outro lado, a falta de interesse, a que se referem n&atilde;o se coaduna com um dos valores dos m&eacute;todos &aacute;geis: a responsabiliza&ccedil;&atilde;o e a autodisciplina, carater&iacute;sticas que os elementos de uma equipa multidisciplinar devem ter (Sommerville, 2007).</p>     <p>A falha de compromissos e o pouco envolvimento, conduziu a que durante o processo de desenvolvimento o Designer-Ilustrador A e o Programador A fossem dispensados/substitu&iacute;dos do projeto. O Designer-Ilustrador B deu continuidade ao projeto, acumulando os pap&eacute;is e responsabilidades do Designer-Ilustrador A. Este processo foi facilitado pelo facto deste colaborador j&aacute; ser um elemento da equipa multidisciplinar. O Programador B foi contratado para substituir o Programador A, tendo sido necess&aacute;rio algum tempo para que se integrasse na equipa multidisciplinar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Acuna, S. T., G&oacute;mez, M., &amp; Juristo, N. (2009). How do personality, team processes and task characteristics relate to job satisfaction and software quality? Information and Software Technology, 51, 627–639.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-9895201400030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, K. (2000). Extreme Programming Explained: Embrace Change. The XP Series. Addison-Wesley. Retrieved from <a href="http://books.google.com/books?id=G8EL4H4vf7UC&amp;dq=extreme+programming+explained+embrace+change&amp;printsec=frontcover&amp;source=bn&amp;hl=pt-PT&amp;ei=d24BS8mnHMa04QbhidWBDA&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=4&amp;ved=0CBcQ6AEwAw#v=onepage&amp;q=&amp;f=false" target="_blank">http://books.google.com/books?id=G8EL4H4vf7UC&amp;dq=extreme+programming+explained+embrace+change&amp;printsec=frontcover&amp;source=bn&amp;hl=pt-PT&amp;ei=d24BS8mnHMa04QbhidWBDA&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=4&amp;ved=0CBcQ6AEwAw#v=onepage&amp;q=&amp;f=false</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-9895201400030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blois, A. P. T. B., &amp; Becker, K. (2002). A Component-Based Architecture to Support Collaborative Application Design. Proceedings of the 8th International Workshop on Groupware: Design, Implementation and Use. La Serena, Chile: Springer-Verlag London, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-9895201400030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borghoff, U. M., &amp; Schlichter, J. H. (2000). Computer-Supported Cooperative Work - Introduction to Distributed Applications (p. 509). Springer. Retrieved from <a href="http://books.google.pt/books?id=-G76znYAqqEC&amp;pg=PA485&amp;lpg=PA485&amp;dq=borghoff+and+schlichter+-+computer-supported+cooperative+work&amp;source=bl&amp;ots=3Y0fJ7Djdl&amp;sig=CEjqA451ZdoIlq172ocS_rNfZ-w&amp;hl=pt-PT&amp;ei=2xwnTYr0HMSZhQfwpdyWBQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CB8Q6AEwAA#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">http://books.google.pt/books?id=-G76znYAqqEC&amp;pg=PA485&amp;lpg=PA485&amp;dq=borghoff+and+schlichter+-+computer-supported+cooperative+work&amp;source=bl&amp;ots=3Y0fJ7Djdl&amp;sig=CEjqA451ZdoIlq172ocS_rNfZ-w&amp;hl=pt-PT&amp;ei=2xwnTYr0HMSZhQfwpdyWBQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CB8Q6AEwAA#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-9895201400030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, A. P. (2012a). Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador. Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o e Arte. Universidade de Aveiro, Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-9895201400030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. P. (2012b). Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador. Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-9895201400030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. P., Loureiro, M. J., &amp; Reis, L. P. (2009). Development Methodologies for Educational Software: the practical case of Courseware Sere. In E. and D. International Association of Technology (Ed.), International Conference on Education and New Learning Technologies (EDULEARN09). (pp. 5816–5825). Barcelona, Espanha: International Association of Technology, Education and Development (IATED).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-9895201400030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. P., Loureiro, M. J., &amp; Reis, L. P. (2010a). Metodologia H&iacute;brida de Desenvolvimento Centrado no Utilizador aplicada ao Software Educativo Ant&oacute;nio. 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Santiago de Compostela, Espanha: Associa&ccedil;&atilde;o Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-9895201400030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. P., Loureiro, M. J., &amp; Reis, L. P. (2014). A Import&acirc;ncia da “Coordena&ccedil;&atilde;o” no Desenvolvimento de Software Educativo. In A. P. Costa, L. P. Reis, F. N. de Souza, &amp; R. Luengo (Eds.), 3o Congresso Ibero-Americano em Investiga&ccedil;&atilde;o Qualitativa (CIAIQ2014). 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Computing Surveys, 26(1), 87–119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-9895201400030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Denise, L. (1999). Collaboration vs. C-Three (Cooperation, Coordination, and Communication). Innovating, 7(3). Retrieved from <a href="http://www.practitionerresources.org/cache/documents/646/64621.pdf" target="_blank">http://www.practitionerresources.org/cache/documents/646/64621.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-9895201400030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duim, L. van der, Andersson, J., &amp; Sinnema, M. (2007). Good Practices for Educational Software Engineering Projects. Proceedings of the 29th International Conference on Software Engineering. Minneapolis, USA: IEEE Computer Society.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-9895201400030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ellis, C., Gibbs, S., &amp; Rein, G. (1991). Groupware: Some Issues and Experiences. Communications of the ACM, 34(1), 38–58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-9895201400030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fuks, H., Raposo, A., Gerosa, M. A., Pimentel, M., Filippo, D., &amp; Lucena, C. (2008). Inter- and intra-relationships between communication coordination and cooperation in the scope of the 3C Collaboration Model. 2008 12th International Conference on Computer Supported Cooperative Work in Design, 148–153. doi:10.1109/CSCWD.2008.4536971&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-9895201400030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ISO15504. (2004). Information technology - Process assessment. Part 1 - Concepts and Vocabulary.</p>     <p>ISO9241-210. (2010). Ergonomics of Human-System Interaction (210: Human-centred design for interactive systems). Geneva: International Standards Organisation.</p>     <!-- ref --><p>McChesney, I. R., &amp; Gallagher, S. (2004). Communication and co-ordination practices in software engineering projects. 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A teamwork model for understanding an agile team: A case study of a Scrum project. Information and Software Technology, 52, 480–491.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-9895201400030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Molleman, E., Nauta, A., &amp; Jehn, K. A. (2004). Person-job ?t applied to teamwork: a multi-level approach. Small Group Research, 35, 515–539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-9895201400030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neale, D. C., Carroll, J. M., &amp; Rosson, M. B. (2004). Evaluating computer-supported cooperative work: models and frameworks. (A. C. M. Press, Ed.)ACM Conference on Computer Supported Cooperative Work . New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-9895201400030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pimentel, M., Fuks, H., &amp; Lucena, C. J. P. (2008). Um Processo de Desenvolvimento de Sistemas Colaborativos baseado no Modelo 3C?: RUP-3C-Groupware, 35–47.</p>     <!-- ref --><p>Raposo, A. B., Magalh&atilde;es, L. P., Ricarte, I. L. M., &amp; Fuks, H. (2001). Coordination of collaborative activities: A framework for the definition of tasks interdependencies. In 7th International Workshop on Groupware (CRIWG 2001) (pp. 170–179). 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Development of digital educational resources for education for sustainable development: the Courseware Sere. In B. Lazar (Ed.), XIV IOSTE - International Organization for Science and Technology Education. Bled: Eslov&eacute;nia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-9895201400030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;, P., Guerra, C., Martins, I. P., Loureiro, M. J., Costa, A. P., &amp; Reis, L. P. (2010). Desenvolvimento de Recursos Did&aacute;cticos Informatizados no &Acirc;mbito da Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. O Exemplo do Courseware Sere. Revista Eureka Sobre Ense&ntilde;anza Y Divulgaci&oacute;n de Las Ciencias, 7, 330–345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-9895201400030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sommerville. (2007). Software Engineering (8 Eda., p. 840). Boston: Addison Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-9895201400030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weick, K. E., &amp; Roberts, K. H. (1993). Collective mind in organisations: heedful interrelating on ?ight decks. Administrative Science Quarterly, 38, 357–381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-9895201400030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 11/3/2014</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 16/8/2014</p>      ]]></body><back>
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