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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perspetiva dos Diretores de Curso sobre a Escolha do Curso e Instituição dos Estudantes da Área de Engenharia em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Portuguese higher education national access system, allows every year, thousands of students to enter higher education degrees. These students are allocated according to their classifications and their application including preferences to the institution-course pairs. Despite official statistics provided by the Ministry of Science, Technology and Higher Education (MCTES) it is not always possible for course directors to get sufficient relevant indicators for good decision making in relation to the offering of their courses and respective dissemination strategy. This study evaluated the factors that directors consider that will influence students in their choice of a pair establishment-course as well as understand the different variables that are related to the same influence attribution. It was based on a survey on course directors and its content analysis. The results enable us to conclude that the directors are particularly interested by A3ES accreditations and internal competition, from courses in the department itself, college or institution of higher education. However, many of the directors don’t show great concern to identify and defend themselves from external competitors, although that, however, is essential to ensure having a course that attracts high quality students.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Perspetiva dos Diretores de Curso sobre a Escolha do Curso e Institui&ccedil;&atilde;o dos Estudantes da &Aacute;rea de Engenharia em Portugal</b></p>     <p><b><b>Directors’ Perspective on Course and Institution Selection of Portuguese Engineering Students</b></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Lu&iacute;s Paulo Reis<sup>1</sup>, David Barros<sup>2</sup>, Rosa Vasconcelos<sup>3</sup>, Ant&oacute;nio Pedro Costa<sup>4</sup>, Br&iacute;gida M&oacute;nica Faria<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> EEUM/DSI - Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Dep. Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o, LIACC – Lab. Intelig&ecirc;ncia Artificial e Ci&ecirc;ncia de Computadores e Centro ALGORITMI, Guimar&atilde;es, Portugal. Email <a href="mailto:lpreis@dsi.uminho.pt">lpreis@dsi.uminho.pt</a></p>     <p><sup>2</sup> EEUM/DSI - Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Departamento de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o, Guimar&atilde;es, Portugal Email <a href="mailto:davidandrebarros@gmail.com">davidandrebarros@gmail.com</a></p>     <p><sup>3</sup> EEUM/DET - Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Departamento de Engenharia T&ecirc;xtil, 2C2T - Centro de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia T&ecirc;xtil, Guimar&atilde;es, Portugal Email <a href="mailto:rosa@det.uminho.pt">rosa@det.uminho.pt</a></p>     <p><sup>4</sup> Ludomedia e CIDTFF - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Did&aacute;tica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores DE/UA- Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal Email <a href="mailto:pcosta@ludomedia.pt">pcosta@ludomedia.pt</a></p>     <p><sup>5</sup> ESTSP/IPP – Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de do Porto, Instituto Polit&eacute;cnico do Porto e LIACC – Laborat&oacute;rio de Intelig&ecirc;ncia Artificial e Ci&ecirc;ncia de Computadores, Porto, Portugal Email <a href="mailto:btf@estsp.ipp.pt">btf@estsp.ipp.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Em Portugal, o concurso nacional de acesso ao ensino superior, permite, todos os anos, a milhares de estudantes provenientes do ensino secund&aacute;rio ingressar no ensino superior. Estes estudantes s&atilde;o alocados de acordo com a sua nota de candidatura e as suas prefer&ecirc;ncias a um par estabelecimento-curso. Apesar das estat&iacute;sticas oficiais fornecidas pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), nem sempre &eacute; poss&iacute;vel os diretores de curso retirarem os indicadores relevantes para uma boa tomada de decis&atilde;o relativamente &agrave;s vagas que o seu curso deve oferecer e respetiva estrat&eacute;gia de divulga&ccedil;&atilde;o. Este trabalho procura analisar os fatores que os diretores de curso consideram que ir&atilde;o influenciar os estudantes na sua escolha por um par estabelecimento-curso assim como compreender as diferentes vari&aacute;veis que est&atilde;o relacionadas com essa mesma atribui&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncia. Usou-se um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio realizado a um conjunto de diretores de curso e respetiva an&aacute;lise de conte&uacute;do. Dos resultados conclui-se que os diretores de curso est&atilde;o particularmente interessados pelas acredita&ccedil;&otilde;es A3ES e pela concorr&ecirc;ncia interna, isto &eacute;, cursos pertencentes ao pr&oacute;prio departamento, faculdade ou institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior. No entanto, muitos dos diretores de curso n&atilde;o t&ecirc;m grande preocupa&ccedil;&atilde;o em identificar e se defenderem dos seus concorrentes externos, o que, no entanto, &eacute; essencial para garantir um curso que atraia estudantes de elevada qualidade.</p>     <p><b>Palavras Chave</b>: inqu&eacute;rito por entrevista; an&aacute;lise de conte&uacute;do; an&aacute;lise qualitativa; acesso ao ensino superior; universidade; curso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Portuguese higher education national access system, allows every year, thousands of students to enter higher education degrees. These students are allocated according to their classifications and their application including preferences to the institution-course pairs. Despite official statistics provided by the Ministry of Science, Technology and Higher Education (MCTES) it is not always possible for course directors to get sufficient relevant indicators for good decision making in relation to the offering of their courses and respective dissemination strategy. This study evaluated the factors that directors consider that will influence students in their choice of a pair establishment-course as well as understand the different variables that are related to the same influence attribution. It was based on a survey on course directors and its content analysis. The results enable us to conclude that the directors are particularly interested by A3ES accreditations and internal competition, from courses in the department itself, college or institution of higher education. However, many of the directors don’t show great concern to identify and defend themselves from external competitors, although that, however, is essential to ensure having a course that attracts high quality students.</p>     <p><b>Keywords:</b> interview survey; content analysis; qualitative analysis; access to higher education; university; course.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os anos ingressam nas universidades milhares de estudantes provenientes do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o que se traduz num evento de enorme impacto social. Estes estudantes s&atilde;o posteriormente alocados de acordo com a sua nota de candidatura e as suas prefer&ecirc;ncias no que toca ao par estabelecimento-curso. Os acessos ao ensino superior ir&atilde;o influenciar sobremaneira as tomadas de decis&atilde;o por parte da gest&atilde;o universit&aacute;ria/dire&ccedil;&atilde;o de curso, nomeadamente o n&uacute;mero de vagas a oferecer para cada curso, a estrat&eacute;gia de defini&ccedil;&atilde;o de cursos, o regime do curso, a tipologia do ciclo de estudos e a publicita&ccedil;&atilde;o do mesmo nos variados n&iacute;veis de &acirc;mbito geogr&aacute;fico. Apesar das estat&iacute;sticas oficiais fornecidas pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), nem sempre &eacute; poss&iacute;vel retirar os indicadores relevantes para uma boa tomada de decis&atilde;o, pelo que esse processo n&atilde;o dever&aacute; ser feito manualmente devido &agrave; sua complexidade e extens&atilde;o. Apesar de &uacute;teis, os dados oficiais s&atilde;o deveras insuficientes e n&atilde;o se coadunam com as necessidades das institui&ccedil;&otilde;es e sobretudo dos diretores e respons&aacute;veis dos diversos cursos em fundamentar os seus processos de tomada de decis&atilde;o. As institui&ccedil;&otilde;es que oferecem cursos de ensino superior possuem necessidades espec&iacute;ficas no que concerne &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o dos cursos, tais como aloca&ccedil;&atilde;o de recursos e cumprimento de enquadramentos legais.</p>     <p>Torna-se assim premente avaliar os fatores que ir&atilde;o influenciar os estudantes na sua escolha por um par estabelecimento-curso assim como compreender as diferentes vari&aacute;veis que est&atilde;o relacionadas com essa mesma atribui&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncia. Por outro lado, torna-se &uacute;til avaliar a influ&ecirc;ncia atribu&iacute;da aos diferentes m&eacute;todos de divulga&ccedil;&atilde;o sobre o par estabelecimento-curso bem como avaliar a influ&ecirc;ncia das diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o no qual a gest&atilde;o universit&aacute;ria se baseia aquando dos seus processos de tomada de decis&atilde;o (Barros, 2013).</p>     <p>Neste artigo apresenta-se a an&aacute;lise realizada &agrave;s entrevistas realizadas a seis diretores de curso de cursos na &aacute;rea da Engenharia em reputadas institui&ccedil;&otilde;es portuguesas. O resto do artigo &eacute; organizado como se segue. Na segunda sec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentadas a motiva&ccedil;&atilde;o e quest&otilde;es em investiga&ccedil;&atilde;o. Na terceira sec&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada a metodologia do estudo incluindo literatura relevante que a justifica. Na quarta sec&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do, usada para a an&aacute;lise das entrevistas (quinta sec&ccedil;&atilde;o). Na sexta sec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentadas as principais conclus&otilde;es do trabalho, assim como perspetivas de trabalho futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Motiva&ccedil;&atilde;o e Quest&otilde;es de Investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O ingresso num curso conducente a um grau acad&eacute;mico constitui um marco significativo na vida de qualquer estudante, bem como da sua fam&iacute;lia, pois &eacute; encarado como o culminar de um longo percurso escolar. Numa sociedade que valoriza o conhecimento, e do ponto de vista das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, os estudantes n&atilde;o s&atilde;o apenas clientes, mas tamb&eacute;m <i>stakeholders</i> que simultaneamente constituem um ativo que dever&aacute; ser rentabilizado. Dado que todos os anos novos estudantes ingressam no ensino superior, torna-se premente analisar novos dados e us&aacute;-los para adequar a oferta formativa, estando cientes de novas oportunidades bem como de amea&ccedil;as que possam surgir (Barros, 2013; Barros et al., 2014).</p>     <p>Todos os anos s&atilde;o disponibilizadas estat&iacute;sticas relevantes sobre o concurso nacional de acesso, mas tais estat&iacute;sticas carecem de individualiza&ccedil;&atilde;o, estando depois ao encargo da gest&atilde;o universit&aacute;ria/dire&ccedil;&atilde;o de curso uma an&aacute;lise mais profunda de modo a suportar os processos de tomada de decis&atilde;o. Tal processo &eacute; moroso pois h&aacute; uma falta de automa&ccedil;&atilde;o desta tipologia de an&aacute;lises, e no &acirc;mbito dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, afigura-se aqui uma janela de oportunidade de modo a retirar os melhores dividendos das novas tecnologias.</p>     <p>Neste &acirc;mbito, &eacute; crucial entender os fatores que exercem influ&ecirc;ncia nos estudantes aquando da sua escolha por um par estabelecimento-curso, assim como qual a influ&ecirc;ncia atribu&iacute;da por estes aos diferentes m&eacute;todos de divulga&ccedil;&atilde;o. Do mesmo modo, no que concerne a uma adequa&ccedil;&atilde;o da oferta formativa bem como de uma correta divulga&ccedil;&atilde;o, a gest&atilde;o universit&aacute;ria/ dire&ccedil;&atilde;o de curso necessita de se alinhar com as expetativas dos estudantes, para que atrav&eacute;s dessa compreens&atilde;o surja o conhecimento necess&aacute;rio para fundamentar os processos de tomada de decis&atilde;o. Atrav&eacute;s de um levantamento de fatores que exercem influ&ecirc;ncia na escolha por um par estabelecimento-curso, &eacute; poss&iacute;vel test&aacute;-los de forma a verificar a influ&ecirc;ncia atribu&iacute;da a cada um, numa perspetiva bipartida, isto &eacute;, atribui&ccedil;&otilde;es por parte de estudantes mas tamb&eacute;m por parte de diretores de cursos (ou ex-diretores), permitindo assim a sua compara&ccedil;&atilde;o entre estes dois agentes distintos presentes no sistema de ensino superior.</p>     <p>Com o crescimento cont&iacute;nuo e sustentado da tecnologia, muitas s&atilde;o as possibilidades que se afiguram para v&aacute;rios setores de atividade, entre os quais o setor da educa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o ensino superior. Uma melhoria na qualidade e celeridade dos processos de tomada de decis&atilde;o, ou na sustenta&ccedil;&atilde;o da mesma ser&atilde;o sem d&uacute;vida, algo de valor acrescentado para a gest&atilde;o universit&aacute;ria ou administrativa.</p>     <p>O que motiva os estudantes a escolher certo estabelecimento de ensino e determinado curso? Como procuram eles informar-se para essa escolha? Como &eacute; que as institui&ccedil;&otilde;es pretendem cativar os estudantes? Em que se baseiam as institui&ccedil;&otilde;es para adequar a sua oferta formativa? Qual a opini&atilde;o dos diretores de curso sobre estas mat&eacute;rias? Como melhorar os processos atuais de tomada de decis&atilde;o no &acirc;mbito da gest&atilde;o universit&aacute;ria? Ser&aacute; que todas as institui&ccedil;&otilde;es e seus respetivos decisores se focam no mesmo tipo de indicadores? Estas s&atilde;o apenas algumas das preocupa&ccedil;&otilde;es que motivam e justificam a escolha desta tem&aacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A automatiza&ccedil;&atilde;o de processos ocorreu e ainda ocorre para quase todos os setores de atividade, tais como com&eacute;rcio, agricultura e servi&ccedil;os, mas tamb&eacute;m para as mais variadas &aacute;reas, entre elas a educa&ccedil;&atilde;o. No caso particular dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; poss&iacute;vel potenciar o neg&oacute;cio da educa&ccedil;&atilde;o, melhorando a oferta de servi&ccedil;os e a qualidade dos recursos que se inserem na esfera das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior.</p>     <p>Procurou-se deste modo efetuar o levantamento de dados estat&iacute;sticos relevantes sobre o acesso ao Ensino Superior em Portugal e de fontes de informa&ccedil;&atilde;o e indicadores estat&iacute;sticos j&aacute; existentes e reconhecidos como relevantes para fundamentar a tomada de decis&atilde;o por parte das universidades. Baseado nesse levantamento procurou-se identificar as raz&otilde;es e motiva&ccedil;&otilde;es que os diretores de curso pensam que levam um estudante, de cursos da &aacute;rea de engenharias, a efetuar uma candidatura a certo par estabelecimento-curso. Neste contexto s&atilde;o de particular relev&acirc;ncia as opini&atilde;o dos docentes que exercem, ou exerceram fun&ccedil;&otilde;es diretivas, acerca do mesmo assunto. Estas opini&otilde;es foram recolhidas atrav&eacute;s de um conjunto de entrevistas e de um inqu&eacute;rito alargado realizado atrav&eacute;s da Internet e posteriormente comparadas com as opini&otilde;es dos estudantes (recolhidas tamb&eacute;m atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito alargado na Internet).</p>     <p>A quest&atilde;o principal de investiga&ccedil;&atilde;o principal estipulada para este estudo foi: “Quais os fatores que exercem influ&ecirc;ncia na escolha por um par estabelecimento-curso, para os estudantes de cursos da &aacute;rea de engenharia?”. Associada a esta quest&atilde;o foi analisada a opini&atilde;o dos diretores de curso sobre este assunto e o modo como a opini&atilde;o entre diretores de curso (ou docentes que j&aacute; exerceram este tipo de fun&ccedil;&otilde;es).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Op&ccedil;&atilde;o Metodol&oacute;gica</b></p>     <p>De modo a atingir os objetivos propostos, achou-se pertinente a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma abordagem metodol&oacute;gica que utilize as val&ecirc;ncias dos m&eacute;todos qualitativos e quantitativos, uma pr&aacute;tica comum e bastante em voga na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias sociais. No entender de Pope e Mays (1995), os dois m&eacute;todos n&atilde;o se excluem, apesar de diferirem na forma e na &ecirc;nfase, e a adi&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos qualitativos contribui para uma melhor compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos por via de um cunho racional e intuitivo bem como do estudo de rela&ccedil;&otilde;es de nexo causal.</p>     <p>Jick (1979) designa a combina&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos quantitativos e qualitativos de triangula&ccedil;&atilde;o, fazendo refer&ecirc;ncia a outros autores, como Campbell e Fiske que j&aacute; tinham avan&ccedil;ado com a denomina&ccedil;&atilde;o valida&ccedil;&atilde;o convergente ou multim&eacute;todo, como sendo de sentido semelhante. Por seu turno, Morse (1991), prop&otilde;e o uso da express&atilde;o triangula&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea para designar a utiliza&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de ambos m&eacute;todos. A utiliza&ccedil;&atilde;o destes m&eacute;todos de an&aacute;lise permite estabelecer as liga&ccedil;&otilde;es entre descobertas obtidas por diferentes fontes, tornando a pesquisa mais forte enquanto reduz as limita&ccedil;&otilde;es inerentes pelo uso exclusivo de apenas um m&eacute;todo. Trata-se assim de uma investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, que segundo Andrew Hill e Manuela Hill (2008) “&eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o em que se fazem observa&ccedil;&otilde;es para compreender melhor o fen&oacute;meno a estudar”.</p>     <p>No &acirc;mbito deste estudo definiu-se primariamente dois segmentos diferentes que se pretende investigar, s&atilde;o eles: 1) estudantes de licenciatura, mestrado ou mestrado integrado, de cursos pertencentes &agrave; &aacute;rea de engenharia; 2) diretores (ou ex-diretores) de cursos pertencentes &agrave; &aacute;rea de engenharias. De agora em diante, trataremos o primeiro unicamente por estudantes, e o segundo apenas por diretores, de modo a evitar um alongamento do texto bem como ajudar &agrave; compreens&atilde;o visual do documento. Neste artigo &eacute; analisada em maior detalhe a parte correspondente &agrave; an&aacute;lise qualitativa dos inqu&eacute;ritos e entrevistas realizadas a diretores (ou ex-diretores) de curso.</p>     <p>A elabora&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito requer muita pondera&ccedil;&atilde;o, e usou-se como linhas orientadoras o sugerido por Andrew Hill e Manuela Hill (2008) que afirmam ser preciso atentar no tipo de respostas mais adequado para cada pergunta bem como no tipo de escala associado &agrave;s respostas e os m&eacute;todos mais corretos para as analisar. De acordo com a mesma publica&ccedil;&atilde;o, torna-se essencial escolher entre os quatro tipos de respostas seguintes: 1) qualitativas descritas por palavras pelo respondente; 2) qualitativas escolhidas pelo respondente a partir de um conjunto de respostas alternativas fornecido pelo autor do question&aacute;rio; 3) respostas quantitativas apresentadas em n&uacute;meros pelo respondente; 4) respostas quantitativas escolhidas pelo respondente a partir de um conjunto de respostas alternativas fornecido pelo autor do question&aacute;rio.</p>     <p>Os diretores foram inquiridos para atribuir graus de influ&ecirc;ncia &agrave; listagem quer dos fatores que influenciam a escolha do par estabelecimento-curso, quer aos m&eacute;todos de divulga&ccedil;&atilde;o do par estabelecimento-curso, sempre na &oacute;tica do estudante, isto &eacute;, para permitir uma melhor compara&ccedil;&atilde;o pretende-se que os diretores exprimam aquilo que, na sua opini&atilde;o, mais ir&aacute; influenciar os estudantes. Foram tamb&eacute;m inquiridos sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de meios de divulga&ccedil;&atilde;o sobre o par estabelecimento-curso, e em caso afirmativo, para expressarem o &acirc;mbito geogr&aacute;fico dessa aposta na divulga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os diretores foram alvo de entrevistas semiestruturadas. Estas entrevistas foram efetuadas com a ajuda de um gui&atilde;o de entrevista, que consiste em nada mais do que uma linha de perguntas orientadoras, e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m da necessidade de aprofundar algumas perguntas presentes do question&aacute;rio – tentando obter respostas que de outra forma n&atilde;o seriam poss&iacute;veis obter por escrito - bem como enveredar por outras demandas de conhecimento que possam surgir com a oportunidade moment&acirc;nea.</p>     <p>O gui&atilde;o que foi criado para a entrevista semi-estruturada continha as seguintes quest&otilde;es que permitiram guiar estas entrevistas (Barros, 2013):</p> <ul>     <li>H&aacute; quanto tempo &eacute; diretor do seu curso atual?</li>     <li>Quantos anos de experi&ecirc;ncia acumula na totalidade das suas fun&ccedil;&otilde;es diretivas?</li>     <li>Qual o <i>numerus clausus</i> que o curso tem vindo a oferecer? Consegue preencher a totalidade das vagas?</li>     <li>J&aacute; contemplou alguma mudan&ccedil;a de nome ou do ciclo de estudos do curso?</li>     <li>J&aacute; contemplou algum ajustamento ao plano curricular?</li>     <li>Com a passagem ao regime de Bolonha notou algumas melhorias na procura pelos alunos ou na aceita&ccedil;&atilde;o do curso pelo mercado de trabalho?</li>     <li>Tem conhecimento de como os alunos ouviram falar do curso ou porque o escolheram?</li>     <li>Qual o maior ve&iacute;culo de promo&ccedil;&atilde;o dos cursos?</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Acha importante a promo&ccedil;&atilde;o de cursos que conseguem encher as suas vagas sem dificuldades?</li>     <li>Acha que as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o do curso t&ecirc;m impacto nos estudantes?</li>     <li>Tem conhecimento de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos?</li>     <li>Que tipo de decis&otilde;es precisa de tomar, seja no quotidiano ou anualmente, no seu cargo de diretor?</li>     <li>Que fontes de informa&ccedil;&atilde;o consulta para as tomadas de decis&atilde;o universit&aacute;rias?</li>     <li>Considera o estado social e econ&oacute;mico do pa&iacute;s relevante nas tomadas de decis&atilde;o?</li>     </ul>     <p>As entrevistas foram gravadas com o consentimento dos entrevistados, para a finalidade de transcri&ccedil;&atilde;o, e utilizou-se a aplica&ccedil;&atilde;o Smart Voice Recorder – dispon&iacute;vel na plataforma Google Play - para a tarefa de gravar a entrevista. Novamente, todos os m&eacute;todos tem as suas limita&ccedil;&otilde;es e este n&atilde;o foge &agrave; regra. Uma entrevista presencial pode estar condicionada pela predisposi&ccedil;&atilde;o do entrevistado, pela opini&atilde;o pessoal acerca do entrevistador, por ideias pr&eacute;-concebidas ou at&eacute; pela demanda por informa&ccedil;&atilde;o sens&iacute;vel ou de cariz privado.</p>     <p>Tal m&eacute;todo de recolha de dados, pressup&otilde;e o uso de t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de dados qualitativos, no caso concreto, an&aacute;lise de conte&uacute;do. A an&aacute;lise de conte&uacute;do &eacute; uma t&eacute;cnica aplicada em diversas &aacute;reas do conhecimento, tida como uma ferramenta bastante &uacute;til para atingir uma compreens&atilde;o de toda a classe de documentos, que vai muito al&eacute;m da simples leitura. Optou-se por se limitar o estudo ao conte&uacute;do manifesto dos documentos, isto &eacute;, dar &ecirc;nfase &agrave; infer&ecirc;ncia direta do que o autor quis dizer, de modo a enfatizar a objetividade.</p>     <p>Dada a unicidade de cada curso, decidiu-se apenas analisar as quest&otilde;es que figuravam do gui&atilde;o de entrevista semiestruturada que eram comuns para todos os entrevistados, e para a respetiva an&aacute;lise, o texto foi codificado de modo a esclarecer acerca das suas carater&iacute;sticas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. T&eacute;cnica de An&aacute;lise de Conte&uacute;do</b></p>     <p>Dada a recolha de dados qualitativos atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas como t&eacute;cnica de recolha de dados, pressup&otilde;e-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de dados qualitativas, como &eacute; o caso da t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Amado, Costa &amp; Cruso&eacute;, 2013; Bardin, 2013). Para Olabuenaga e Isp&iacute;zua (1989) an&aacute;lise de conte&uacute;do &eacute; uma t&eacute;cnica para ler e interpretar o conte&uacute;do de toda a classe dos documentos, que ao serem analisados adequadamente permitem obter o conhecimento de aspetos de outro modo inacess&iacute;veis. Moraes (1999) vai mais longe afirmando que esta t&eacute;cnica tem um significado especial na investiga&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais pois ajuda a reinterpretar mensagens e a atingir uma compreens&atilde;o de significado que vai muito al&eacute;m de uma simples leitura. Para o mesmo autor, a an&aacute;lise de conte&uacute;do &eacute; “uma ferramenta, um guia pr&aacute;tico para a a&ccedil;&atilde;o, sempre renovada em fun&ccedil;&atilde;o dos problemas cada vez mais diversificados que se prop&otilde;e a investigar”, al&eacute;m de que tem um campo de aplica&ccedil;&atilde;o muito vasto em virtude das v&aacute;rias &aacute;reas do conhecimento em que pode ser aplicada, bem como usufrui de uma diversa pan&oacute;plia de objetos de estudo. Atrav&eacute;s de uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo ao conte&uacute;do manifesto dos documentos, no qual se procura a infer&ecirc;ncia direta do que o autor quis dizer, pretende-se enfatizar a objetividade em detrimento de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do latente, mais propensa &agrave; subjetividade.</p>     <p>Segundo Bardin (2013) “tratar o material &eacute; codific&aacute;-lo. A codifica&ccedil;&atilde;o corresponde a uma transforma&ccedil;&atilde;o dos dados em bruto do texto, transforma&ccedil;&atilde;o esta que, por recorte, agrega&ccedil;&atilde;o e enumera&ccedil;&atilde;o, permite atingir uma representa&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do, ou da sua express&atilde;o, suscet&iacute;vel de esclarecer o analista acerca das caracter&iacute;sticas do texto”. Para efetuar esta an&aacute;lise, decidiu-se dividir a an&aacute;lise de conte&uacute;do em cinco aspetos distintos, tais como: 1) categoria – aonde se refere o tema tratado na entrevista; 2) subcategoria – aonde se tratam as quest&otilde;es que se englobam no tema; 3) unidade de registo – aonde se organizam os segmentos de conte&uacute;do a considerar como unidade base; 4) unidades de contexto – aonde s&atilde;o referidas as quest&otilde;es colocadas e as respostas obtidas; 5) enumera&ccedil;&atilde;o – contabiliza&ccedil;&atilde;o do registo. Neste &uacute;ltimo aspeto, muito subjetivo, foi considerada uma escala do tipo intensidade, pois pretendem-se obter fatos novos por parte dos entrevistados, e de modo a medir a sua frequ&ecirc;ncia utilizar-se-&aacute; uma escala de zero a cinco, em que o zero constituiu uma falta de ocorr&ecirc;ncia de novos fatos enquanto os restantes valores, crescem em fun&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de novos fatos.</p>     <p>Importa referir que dada a unicidade de cada curso bem como a pr&oacute;pria personalidade e o conhecimento de cada diretor, nem sempre tem nexo colocar as mesmas quest&otilde;es a diferentes entrevistados. A an&aacute;lise de conte&uacute;do tenta focar-se nas quest&otilde;es mais fulcrais, mas acima de tudo, nas quest&otilde;es que constituem uma base comum para todos os entrevistados (sempre que poss&iacute;vel). Alguns outros excertos considerados como relevantes ser&atilde;o analisados individualmente e a sua contextualiza&ccedil;&atilde;o estar&aacute; tamb&eacute;m assegurada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. An&aacute;lise de Dados</b></p>     <p>Esta se&ccedil;&atilde;o apresenta a an&aacute;lise efetuada &agrave;s entrevistas realizadas aos seis diretores. Para tal, conta-se com o aux&iacute;lio da t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Amado, Costa &amp; Cruso&eacute;, 2013; Bardin, 2013), que ir&aacute; englobar a maioria das perguntas que eram comuns a todos os entrevistados e incide sobre a infer&ecirc;ncia direta do que os entrevistados quiseram dizer. Todas as entrevistas foram realizadas presencialmente e tiveram a dura&ccedil;&atilde;o de 10 a 28 minutos.</p>     <p>De seguida apresenta-se uma matriz de an&aacute;lise para contextualizar a entrevista e a respetiva an&aacute;lise de conte&uacute;do sobre a entrevista realizada ao Professor 1 (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a08t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A matriz de an&aacute;lise e an&aacute;lise de conte&uacute;do permitem-nos verificar que a entrevista presencial foi realizada num curso de licenciatura num prestigiada Universidade e um curso com bastante ocupa&ccedil;&atilde;o e prest&iacute;gio, pois n&atilde;o tem dificuldade em preencher as suas vagas e parte como favorito aos olhos dos estudantes que t&ecirc;m como prefer&ecirc;ncia obter uma coloca&ccedil;&atilde;o neste curso. Foram colocadas perguntas que se enquadravam em duas principais categorias, gest&atilde;o universit&aacute;ria e an&aacute;lise dos acessos ao Ensino Superior, subdivididas nas subcategorias, ajustamento ao plano curricular, fundamentar tomada de decis&atilde;o, divulga&ccedil;&atilde;o do curso e concorr&ecirc;ncia. Dado o intuito das entrevistas realizadas consistir no levantamento de novos factos que nos permitam ter um melhor entendimento da tem&aacute;tica em estudo, pretende-se com a an&aacute;lise das respostas verificar a exist&ecirc;ncia desses novos factos. A enumera&ccedil;&atilde;o pretende ser a representa&ccedil;&atilde;o visual desse mesmo levantamento, sumariando o n&uacute;mero de novos factos que se podem retirar sobre as respostas dos entrevistados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pergunta – J&aacute; efetuou alguma altera&ccedil;&atilde;o ao plano curricular? – verifica-se uma pontua&ccedil;&atilde;o de 1, atribu&iacute;da pela enumera&ccedil;&atilde;o de uma altera&ccedil;&atilde;o ao plano curricular, no caso concreto, a introdu&ccedil;&atilde;o de uma nova unidade curricular que visa colmatar a perda do est&aacute;gio curricular (que era obrigat&oacute;rio quando o curso era lecionado no per&iacute;odo Pr&eacute;-Bolonha).</p>     <p>A pergunta – Aonde se baseia para a tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria? – obt&eacute;m tamb&eacute;m uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, em virtude da enumera&ccedil;&atilde;o de uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o para a tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria, no caso concreto, reuni&otilde;es no in&iacute;cio de cada semestre com os outros docentes do curso. Quando confrontada com a pergunta – Que esfor&ccedil;os faz para publicitar o curso? – cuja resposta obt&eacute;m uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, a entrevistada decidiu salientar que se fazem esfor&ccedil;os para perceber como os estudantes tiveram conhecimento do curso e que se chega &agrave; conclus&atilde;o que tiveram conhecimento do curso por interm&eacute;dio de outra pessoa. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pergunta – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – cuja resposta obt&eacute;m uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 3, a entrevistada n&atilde;o s&oacute; sugere que o curso n&atilde;o tem sofrido aliena&ccedil;&atilde;o de estudantes por parte de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es como tamb&eacute;m discorre sobre alguns dos motivos que influenciam o estudante a escolher este par estabelecimento-curso em detrimento de outros. Dos motivos enumerados constam o reconhecimento do curso, a m&eacute;dia de entrada, o maior n&uacute;mero de estudantes e o preenchimento das vagas oferecidas.</p>     <p>A matriz de an&aacute;lise e an&aacute;lise de conte&uacute;do seguintes (<a href="#t2">tabela 2</a>) demonstram-nos que a entrevista recaiu sobre o Professor 2, professor universit&aacute;rio e diretor de um reputado mestrado integrado. As especificidades deste curso consistem num curso bastante conceituado dentro da sua &aacute;rea de estudos e que n&atilde;o consegue alocar todos os candidatos devido &agrave; elevada procura.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a08t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A primeira pergunta – J&aacute; efetuou alguma altera&ccedil;&atilde;o ao plano curricular? – obteve uma pontua&ccedil;&atilde;o de 2, atribu&iacute;da devido &agrave; enumera&ccedil;&atilde;o de uma altera&ccedil;&atilde;o referente &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de uma unidade curricular que visava preparar os estudantes para o processo de disserta&ccedil;&atilde;o, bem como pela adi&ccedil;&atilde;o de que essas mudan&ccedil;as no plano curricular podem n&atilde;o visar exclusivamente a mudan&ccedil;a de unidades curriculares mas sim uma atualiza&ccedil;&atilde;o por parte dos docentes. Durante a realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista foi recolhida a informa&ccedil;&atilde;o que o curso em quest&atilde;o iria aumentar a oferta de vagas no ano letivo seguinte, pelo que se colocou a pergunta – Aonde se baseia para aumentar o <i>numerus clausus</i> do curso? A resposta a esta pergunta obteve uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 0 dado que n&atilde;o relevou nenhum facto novo que permitisse atingir um maior relevo na investiga&ccedil;&atilde;o desta tem&aacute;tica. No que toca &agrave; pergunta – Que esfor&ccedil;os faz para publicitar o curso? – s&atilde;o revelados esfor&ccedil;os que apontam para a presen&ccedil;a em a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o da faculdade e da universidade bem como visitas de estudo, pelo que a esta resposta atribui-se uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 2 em virtude da enumera&ccedil;&atilde;o de novos factos que contribuem para o desenvolvimento da tem&aacute;tica em estudo. A &uacute;ltima pergunta – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – suscitou v&aacute;rias respostas contendo novos factos em rela&ccedil;&atilde;o ao que se pretendia estudar, pelo que obteve uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 5. Entre estas respostas encontram-se a enumera&ccedil;&atilde;o de outras universidades concorrentes, como a Universidade do Minho, Universidade de Aveiro e o Instituto Polit&eacute;cnico do Porto, outros cursos concorrentes, como a licenciatura em ci&ecirc;ncias de computadores e ainda a exist&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia interna (dentro da mesma faculdade) de outros cursos tais como ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o, engenharia de informa&ccedil;&atilde;o e engenharia eletrotecnia.</p>     <p>A seguinte matriz de an&aacute;lise e de an&aacute;lise de conte&uacute;do (<a href="#t3">tabela 3</a>) permitem verificar que foi efetuada uma entrevista ao Professor 3, professor universit&aacute;rio e diretor de um mestrado integrado novo, em regime p&oacute;s-laboral. O curso em quest&atilde;o trata-se de um curso a funcionar num regime p&oacute;s-laboral, e que n&atilde;o consegue encher a totalidade das suas vagas, visto n&atilde;o usufruir de tanta procura como o mesmo curso mas no regime diurno.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a08t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira pergunta efetuada – Aonde se baseia para a tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria? – retorna uma resposta a que &eacute; atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, em virtude de explicitar a import&acirc;ncia dos &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o superiores, que transmitem regulamenta&ccedil;&atilde;o, normas e diretivas. A segunda pergunta – Que esfor&ccedil;os faz para publicitar o curso? – origina uma resposta a que &eacute; atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 4, j&aacute; que salienta a import&acirc;ncia da internet e do boca-a-boca al&eacute;m da enumera&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia das listas de contactos pessoais e contactos com outras pessoas ou institui&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m &eacute; mencionada a import&acirc;ncia dos atuais estudantes, que de um ano para o seguinte, publicitam o curso e acabam por angariar novos estudantes para este mestrado integrado. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &uacute;ltima pergunta – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – &eacute; referido como resposta a exist&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia por parte de outra institui&ccedil;&atilde;o pelo que a pontua&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da a esta quest&atilde;o &eacute; igual a 1.</p>     <p>A matriz de an&aacute;lise e an&aacute;lise de conte&uacute;do seguintes dizem respeito &agrave; entrevista efetuada ao Professor 4 e diretor de um mestrado (segundo ciclo) em fase de reformula&ccedil;&atilde;o devido a falta de alunos. O curso em quest&atilde;o reveste-se de unicidade pois trata-se de um curso atualmente em reformula&ccedil;&atilde;o e que j&aacute; n&atilde;o ofereceu vagas no ano letivo atual. O curso atravessa esta reformula&ccedil;&atilde;o em virtude da sua escassa procura por parte dos estudantes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a08t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando &eacute; perguntado ao entrevistador – J&aacute; efetuou alguma altera&ccedil;&atilde;o ao plano curricular? – este retribui enumerando algumas causas que propiciaram a altera&ccedil;&atilde;o que se encontra a decorrer, tais como a falta de identidade pr&oacute;pria por parte do curso bem como a exist&ecirc;ncia de muitas &aacute;reas de sobreposi&ccedil;&atilde;o com outros cursos do pr&oacute;prio departamento. Posto isto, &agrave; resposta a esta quest&atilde;o &eacute; atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 2, em virtude do levantamento de novos factos para ajudar &agrave; compreens&atilde;o da tem&aacute;tica. &Eacute; tamb&eacute;m perguntado – Que esfor&ccedil;os faz para publicitar o curso? – que contempla uma resposta a que lhe &eacute; conferida uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, em virtude da nomea&ccedil;&atilde;o de cria&ccedil;&atilde;o de materiais apelativos de suporte e divulga&ccedil;&atilde;o. A &uacute;ltima pergunta – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – foi precedida de uma resposta &agrave; qual foi atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, dada a falta de clareza em enumerar concorr&ecirc;ncia espec&iacute;fica, no entanto, &eacute; referida a exist&ecirc;ncia de outras ofertas nesta &aacute;rea pertencentes &agrave; esfera da Universidade do Porto.</p>     <p>A <a href="#t5">tabela 5</a> seguinte representa a matriz de an&aacute;lise e a an&aacute;lise de conte&uacute;do respeitantes &agrave; entrevista efetuada ao Professor 5, professor universit&aacute;rio e diretor de um mestrado integrado novo e numa &aacute;rea &uacute;nica mas que conseguiu encher as suas vagas com boa m&eacute;dia. O mestrado integrado sofreu recentemente altera&ccedil;&otilde;es que o levaram a alterar o seu ciclo de estudos de licenciatura para mestrado integrado, bem como o seu nome.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rist/spe2/spe2a08t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Confrontado com a primeira pergunta – J&aacute; efetuou alguma altera&ccedil;&atilde;o ao plano curricular? – o entrevistado enumera a mudan&ccedil;a de nome do curso, de modo a ser mais chamativo e refletir melhor os conte&uacute;dos do curso al&eacute;m da mudan&ccedil;a do ciclo de estudos, pelo que granjeia uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 2, em virtude da enumera&ccedil;&atilde;o de novos factos. Foi tamb&eacute;m perguntado – Aonde se baseia para a tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria? – cuja resposta foi bastante esclarecedora merecendo uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 5. Foram enumeradas fontes de informa&ccedil;&atilde;o tais como a an&aacute;lise dos acessos dos anos anteriores, as opini&otilde;es dos alunos, opini&otilde;es dos ex-alunos, opini&atilde;o do mercado e opini&otilde;es de v&aacute;rios n&iacute;veis da universidade. Em rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;todos de divulga&ccedil;&atilde;o do curso, foi perguntado – Que esfor&ccedil;os faz para publicitar o curso? – e obteve-se uma resposta classificada com uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 2, em virtude da enumera&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o do curso em programas televisivos e ainda uma iniciativa, o tsi2market, um evento que re&uacute;ne os estudantes, a dire&ccedil;&atilde;o de curso e as empresas de modo a permitir tomar o pulso ao mercado. Por &uacute;ltimo, inquirindo acerca da exist&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia, como atesta a pergunta – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – obteve-se uma resposta classificada com uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 5, dado que foi levantada a exist&ecirc;ncia de uma concorr&ecirc;ncia interna e externa.</p>     <p>Encontram-se representadas seguidamente a matriz de an&aacute;lise e an&aacute;lise de conte&uacute;do respeitantes &agrave; entrevista efetuada ao Professor 6, professor universit&aacute;rio e ex-diretor de uma reputada licenciatura em &aacute;rea pouco t&iacute;pica, entrevista essa que foi realizada pessoalmente. Contextualizando a situa&ccedil;&atilde;o profissional do docente entrevistado, verifica-se que atualmente n&atilde;o exerce fun&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da dire&ccedil;&atilde;o de curso, no entanto j&aacute; as exerceu no passado, com vasta experi&ecirc;ncia, contabilizando ainda dire&ccedil;&otilde;es de cursos em edi&ccedil;&otilde;es em Timor e Mo&ccedil;ambique.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Primeiramente opta-se por efetuar a pergunta – Aonde se baseia para a tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria? – que nos traz uma resposta classificada com uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 1, dado que foi levantado um novo facto, tal como o conhecimento da rede informal. No que concerne &agrave; pergunta – Que esfor&ccedil;os faz para divulgar o curso? – verifica-se a enumera&ccedil;&atilde;o de publicidade em f&oacute;runs estudantes e revistas, a cria&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de brochuras ou panfletos desdobr&aacute;veis (que antes da sua banaliza&ccedil;&atilde;o eram percebidos como transmissores de uma imagem moderna), a utiliza&ccedil;&atilde;o da internet como sendo uma evolu&ccedil;&atilde;o do passa a palavra e ainda a constata&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o das jornadas, organizadas pelos estudantes mas com a ajuda do departamento. Por tudo isto, &agrave; resposta foi atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 4. Por &uacute;ltimo, quando confrontado com a quest&atilde;o – Tem no&ccedil;&atilde;o de outros cursos ou institui&ccedil;&otilde;es que possam alienar alunos? – o entrevistado apenas refere a exist&ecirc;ncia de dois tipos de concorr&ecirc;ncia, concorr&ecirc;ncia interna e concorr&ecirc;ncia externa, pelo que se atribui uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 0. Atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas e a sua respetiva materializa&ccedil;&atilde;o que conduziu &agrave;s anteriores matrizes de an&aacute;lise e an&aacute;lises de conte&uacute;do, foi poss&iacute;vel recolher um leque alargado de respostas, que seriam &agrave; partida inating&iacute;veis usando exclusivamente os inqu&eacute;ritos efetuados como m&eacute;todo de recolha de dados</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Conclus&otilde;es e Trabalho Futuro</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos acessos ao ensino superior &eacute; um processo n&atilde;o s&oacute; complexo mas tamb&eacute;m extenso e muito trabalhoso. Por tais raz&otilde;es, torna-se impratic&aacute;vel a sua execu&ccedil;&atilde;o por processos exclusivamente manuais. Torna-se tamb&eacute;m indubit&aacute;vel, pela an&aacute;lise do documento, que os processos de tomada de decis&atilde;o por parte da gest&atilde;o universit&aacute;ria est&atilde;o devidamente avalizados e obedecem a v&aacute;rios condicionamentos legais.</p>     <p>A import&acirc;ncia de fundamentar a tomada de decis&atilde;o no &acirc;mbito da gest&atilde;o universit&aacute;ria &eacute; enorme e est&aacute; nas m&atilde;os dos diretores de curso e dire&ccedil;&otilde;es das Universidades. Como tal afigura-se como essencial que estes estejam munidos de referenciais e informa&ccedil;&atilde;o fidedigna. Tal veio-se a verificar e n&atilde;o s&oacute; os diretores est&atilde;o cientes do enquadramento legal a que devem obedecer, como t&ecirc;m conhecimento de bastantes fontes de informa&ccedil;&atilde;o nas quais podem basear os seus processos de tomada de decis&atilde;o. Por outro lado, os diretores de curso tamb&eacute;m devem ter presentes as expetativas dos estudantes – que s&atilde;o n&atilde;o s&oacute; clientes mas tamb&eacute;m <i>stakeholders</i> das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior – de modo a adequar e divulgar apropriadamente a oferta formativa na qual se inserem.</p>     <p>Analisando mais concretamente as entrevistas realizadas aos diretores, ou ex-diretores de cursos pertencentes &agrave; &aacute;rea de engenharia, que est&atilde;o na origem da an&aacute;lise presente no artigo, foi poss&iacute;vel, at&eacute; pela conviv&ecirc;ncia presencial, verificar a import&acirc;ncia conferida pelos entrevistados aos enquadramentos legais, nomeadamente as acredita&ccedil;&otilde;es pela A3ES. Outro aspeto bastante ressaltado, &eacute; a concorr&ecirc;ncia interna, isto &eacute;, cursos pertencentes ao pr&oacute;prio departamento, faculdade ou &agrave; pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior, que conseguem alienar alunos. Por estas raz&otilde;es, alguns entrevistados est&atilde;o na origem, ou ent&atilde;o acompanharam de perto, um processo de reformula&ccedil;&atilde;o dos cursos em quest&atilde;o, de modo a garantir a sua sustentabilidade e melhorar a imagem percebida dos cursos, quer pelos atuais estudantes, mas principalmente com o escopo fixado no longo prazo, isto &eacute;, os futuros estudantes.</p>     <p>Num meio t&atilde;o vol&aacute;til, mas ao mesmo tempo t&atilde;o regulado, a figura do diretor de curso acaba por assumir um papel de relevo na tomada de decis&atilde;o universit&aacute;ria, apesar de existirem outros &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o pertencentes &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Curiosamente, a informa&ccedil;&atilde;o fornecida por esses mesmos &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o - materializados em relat&oacute;rios, -constava da listagem de fontes de informa&ccedil;&atilde;o para fundamentar as tomadas de decis&atilde;o, &agrave; qual o segmento dos diretores acedeu a atribuir uma classifica&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; sua influ&ecirc;ncia. Nessa mesma classifica&ccedil;&atilde;o, esta fonte de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o obteve um lugar de destaque, sendo suplantada, por exemplo, pela fonte de informa&ccedil;&atilde;o denominada por an&aacute;lise pr&oacute;pria.</p>     <p>Por todos estes motivos, as conclus&otilde;es deste estudo julgam-se essenciais, e, embora os novos factos levantados n&atilde;o representem a totalidade de informa&ccedil;&atilde;o valiosa que seria poss&iacute;vel recolher, s&atilde;o, n&atilde;o obstante, uma componente importante e que merece maior pondera&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise, pelo que a sua materializa&ccedil;&atilde;o num sistema de informa&ccedil;&atilde;o apresenta-se como totalmente plaus&iacute;vel.</p>     <p>Trabalho futuro estar&aacute; relacionado com o cruzamento da informa&ccedil;&atilde;o deste estudo qualitativo com os resultados de um estudo de car&aacute;ter qualitativo realizados a inqu&eacute;ritos realizados a diretores de curso e estudantes (Barros et al., 2014). O trabalho futuro est&aacute; tamb&eacute;m relacionado com a realiza&ccedil;&atilde;o de um conjunto mais vasto de entrevistas a diretores de curso e &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o de Departamentos, Faculdades/Escolas e Universidades e ao cruzamento desses dados com dados de origem quantitativa relativos a prefer&ecirc;ncias dos estudantes quanto ao acesso ao ensino superior. Estes dados foram j&aacute; recolhidos, atrav&eacute;s de uma aplica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica constru&iacute;da para o efeito e que permitiu a recolha autom&aacute;tica de dados nas p&aacute;ginas web da Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Ensino Superior em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>7. Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Amado, J., Costa, A. P. &amp; Cruso&eacute;, N. (2013). A T&eacute;cnica de An&aacute;lise de Conte&uacute;do,” in <i>Manual de Investiga&ccedil;&atilde;o Qualitativa</i>, 1<sup>a</sup> ed., J. Amado, Ed. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, p. 427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-9895201400030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2013). An&aacute;lise de Conte&uacute;do. Edi&ccedil;&otilde;es 70. Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-9895201400030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, D. A. (2013). Fatores influenciadores da Escolha do Par Estabelecimento-Curso para os Estudantes de Cursos da &Aacute;rea de Engenharia, Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Servi&ccedil;os de Informa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-9895201400030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, D. A., Reis, L. P., Vasconcelos, R., Costa, A. P. &amp; Faria, B. M. (2014). Inqu&eacute;rito aos Diretores sobre a Escolha do Curso e Institui&ccedil;&atilde;o dos Estudantes da &Aacute;rea de Engenharia, CIAIQ 2014, 3&ordm; Congresso Iberoamericano de Investiga&ccedil;&atilde;o Qualitativa, Universidade da Extremadura, Badajoz, Espanha, 14-16 Julho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-9895201400030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, D. A., Reis, L. P., Vasconcelos, R., Faria, B. M. &amp; Costa, A. P. (2014). An&aacute;lise sobre a Escolha do Curso e Institui&ccedil;&atilde;o dos Estudantes da &Aacute;rea de Engenharia, CISTI 2014, 9&ordf; Confer&ecirc;ncia Ib&eacute;rica em Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o, Barcelona, Espanha, 18-21 de Junho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-9895201400030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, A., Hill, M. (2008). Investiga&ccedil;&atilde;o por inqu&eacute;rito, Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-9895201400030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jick, T. (1979). Mixing qualitative and quantitative methods: triangulation in action, Administrative Science Quarterly, vol. 24, no. 4, pp. 602-611.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-9895201400030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pope, C., Mays, N. (1995). Reaching the parts other methods cannot reach: an introduction to qualitative methods in health and health service research, British Medical Journal, n&ordm;311, pp. 42-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-9895201400030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moraes, R. (1999). An&aacute;lise de conte&uacute;do, Revista Educa&ccedil;&atilde;o, Porto Alegre, v.22, n.37, pp.7-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-9895201400030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morse, J. (1991). Approaches to qualitative-quantitative methodological triangulation, Nursing Research, 40(1), pp. 120-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-9895201400030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olabuenaga, J., Isp&iacute;zua, M. (1989). La descodific&aacute;cion de la vida cotidiana: m&eacute;todos de investigacion cualitativa, Bilbao, Universidad de deusto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-9895201400030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 11/3/2014</p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o / Aceptaci&oacute;n: 16/8/2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pelo Projecto QoLis - Quality of Life Platform, N&ordm;2013/34034 QREN SI I&amp;DT, (NUP, NORTE-07-0202-FEDER-034&Uacute;34). Os autores agradecem ainda aos projetos estrat&eacute;gicos: LIACC (PEst-OE/EEI/UI0027/2014), Centro ALGORITMI (PEst-C/EEI/UI0319/2014) e 2C2T (PEst-C/CTM/UI0264/2014). Os autores desejam ainda agradecer &agrave; Universidade do Minho e ao Departamento de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o pelas excelentes condi&ccedil;&otilde;es oferecidas para a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</p>      ]]></body><back>
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