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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Governança das Tecnologias da Informação e ferramentas informáticas para auditoria]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Governan&ccedil;a das Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e ferramentas inform&aacute;ticas para auditoria</b></p>     <p><b>Information Technology governance and informatics tools for audit</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Raul Laureano <sup>1</sup>, &Aacute;lvaro Rocha <sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), UNIDE, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:raul.laureano@iscte.pt">raul.laureano@iscte.pt</a></p>     <p><sup>2</sup> Universidade de Coimbra, Departamento de Engenharia Inform&aacute;tica, P&oacute;lo II - Pinhal de Marrocos, 3030-290 Coimbra, Portugal.&nbsp;E-mail: <a href="mailto:amrocha@dei.uc.pt">amrocha@dei.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A governan&ccedil;a das Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o (TI) visa tornar em realidade as expectativas das organiza&ccedil;&otilde;es quando estas investem em tecnologias e sistemas de informa&ccedil;&atilde;o. De facto, as organiza&ccedil;&otilde;es desejam que as TI permitam criar valor e, assim, melhorar a sua competitividade. De outra forma, a governan&ccedil;a visa o alinhamento dos investimentos em TI com a miss&atilde;o, a estrat&eacute;gia, os valores e a cultura das organiza&ccedil;&otilde;es e, por isso, tem vindo a ser alvo de investiga&ccedil;&atilde;o, quer por parte de acad&eacute;micos, quer por profissionais.&nbsp;</p>     <p>&Eacute; este car&aacute;cter estrat&eacute;gico da governan&ccedil;a e a evid&ecirc;ncia de que processos e modelos de governan&ccedil;a, metodologias de gest&atilde;o de TI, ferramentas e m&eacute;tricas para avaliar os processos e as pol&iacute;ticas de governan&ccedil;a dependem, entre outros, do tipo de organiza&ccedil;&atilde;o, da dimens&atilde;o e sector de atividade, e da estrutura organizacional, que justificam o tema deste d&eacute;cimo quinto n&uacute;mero regular da RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este n&uacute;mero, dedicado ent&atilde;o &agrave; governan&ccedil;a das TI e &agrave;s ferramentas inform&aacute;ticas para auditoria, integra contribui&ccedil;&otilde;es originais e relevantes nas diferentes dimens&otilde;es e vertentes desta tem&aacute;tica. Estas resultaram da submiss&atilde;o a este n&uacute;mero de 29 trabalhos cient&iacute;ficos, provenientes de oito pa&iacute;ses de dois continentes, que passaram por um processo rigoroso de avalia&ccedil;&atilde;o. Cada artigo foi avaliado por, pelo menos, tr&ecirc;s membros do Conselho Cient&iacute;fico, sendo mais frequente cinco membros, tendo-se selecionado para publica&ccedil;&atilde;o sete artigos, correspondendo a uma taxa de aceita&ccedil;&atilde;o de 24%, valor mais elevado do que o habitual, mas que se justifica devido &agrave; qualidade dos artigos submetidos na &aacute;rea da governan&ccedil;a e &agrave;, ainda, pouca aposta dos investigadores ibero-americanos pela tem&aacute;tica das ferramentas inform&aacute;ticas para auditoria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estrutura</b></p>     <p>Para uma melhor leitura desta edi&ccedil;&atilde;o, como um todo, optou-se por apresentar as contribui&ccedil;&otilde;es atendendo ao seu car&aacute;cter: primeiro, os artigos de &acirc;mbito mais geral, e no final, os artigos de &acirc;mbito mais restrito, com foco em uma &aacute;rea espec&iacute;fica da governa&ccedil;&atilde;o ou no estudo de caso de uma organiza&ccedil;&atilde;o. Assim:</p>     <p>&bull; No primeiro artigo, <i>la co-creaci&oacute;n como estrategia para abordar la gobernanza de TI en una organizaci&oacute;n</i>, prop&otilde;e-se um m&eacute;todo baseado em cocria&ccedil;&atilde;o para executar a fase de identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades das partes interessadas num processo de governan&ccedil;a. Este m&eacute;todo ajuda a gerar debate sobre os objetivos estrat&eacute;gicos para as TI e pode produzir resultados inovadores no uso das TI, dependendo o sucesso, o aumento da competitividade, de uma adequada gest&atilde;o do processo;</p>     <p>&bull; No segundo artigo, <i>identifica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e recursos de gest&atilde;o do valor das TI no COBIT 5</i>, prop&otilde;e-se, igualmente, um modelo para a identifica&ccedil;&atilde;o de um conjunto de habilitadores de Gest&atilde;o do Valor das TI presentes no COBIT 5 e que resultam da integra&ccedil;&atilde;o da framework VAL IT 2.0 na framework COBIT 5. Com a ado&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas propostas as organiza&ccedil;&otilde;es conseguem criar valor dos investimentos realizados em TI;</p>     <p>&bull; No terceiro artigo, <i>constru&ccedil;&atilde;o de sistemas integrados de gest&atilde;o para micro e pequenas empresas</i>, reconhecendo-se as especificidades das empresas de menor dimens&atilde;o e o seu elevado contributo para a economia do pa&iacute;s, apresenta-se uma Macro Arquitetura para a constru&ccedil;&atilde;o de Sistema Integrado de Gest&atilde;o, que inclui um conjunto de servi&ccedil;os integrados numa &uacute;nica plataforma, em regime de servi&ccedil;os externos (disponibilizada em regime de Software as a Service), orientado para esta tipologia de empresa e que contribua para que estas ven&ccedil;am os seus principais desafios;</p>     <p>&bull; No quarto artigo, <i>propuesta de marco de mejora continua de gobierno TI en entidades financieras</i>, prop&otilde;e-se um marco de melhoria continua da governa&ccedil;&atilde;o corporativa e de TI para as institui&ccedil;&otilde;es financeiras, em que a governan&ccedil;a de TI &eacute; parte integrante da governa&ccedil;&atilde;o corporativa. A estrutura de governo corporativo proposta garante o real alinhamento do neg&oacute;cio com as TI e fomenta o seguimento e uso de metodologias flex&iacute;veis;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull; No quinto artigo, <i>a governa&ccedil;&atilde;o em SI: o caso da gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es e acordos de sa&uacute;de do Algarve</i>, desenvolve-se um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que incremente a efici&ecirc;ncia da gest&atilde;o operacional dos Meios Complementares de Diagn&oacute;stico e Terap&ecirc;utica (MCDT) por parte da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Algarve. Este sistema permite que os utentes e profissionais de sa&uacute;de obtenham informa&ccedil;&atilde;o sobre as entidades convencionadas dos MCDT e onde as mesmas est&atilde;o dispon&iacute;veis no Algarve;</p>     <p>&bull; No sexto artigo, <i>Selecci&oacute;n de salvaguardas en gesti&oacute;n del riesgo en sistemas de la informaci&oacute;n: un enfoque borroso</i>, s&atilde;o analisados os problemas de sele&ccedil;&atilde;o de salvaguardas na gest&atilde;o do risco em sistemas de informa&ccedil;&atilde;o (SI) desde duas perspetivas. Na primeira, unicamente s&atilde;o consideradas salvaguardas que diminuem a probabilidade de transmiss&atilde;o de falhas na rede de ativos. Na segunda, disp&otilde;e-se tanto de salvaguardas preventivas como paliativas, como ainda de salvaguardas que diminuem a probabilidade de transmiss&atilde;o de falhas, e selecionam-se as salvaguardas que minimizam o risco do sistema sem exceder o or&ccedil;amento dispon&iacute;vel;</p>     <p>&bull; Por fim, no &uacute;ltimo artigo, <i>motiva&ccedil;&otilde;es dos auditores para o uso das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o na sua profiss&atilde;o: aplica&ccedil;&atilde;o aos Revisores Oficiais de Contas</i>, evidencia-se a import&acirc;ncia que as TI t&ecirc;m como suporte &agrave; profiss&atilde;o de Revisor Oficial de Contas e conclui-se que as motiva&ccedil;&otilde;es dos profissionais para a utiliza&ccedil;&atilde;o das ferramentas inform&aacute;ticas dependem do seu perfil socioprofissional e condicionam a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas mais complexas como, por exemplo, a dete&ccedil;&atilde;o de fraude, e consequentemente, influenciam a efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia do trabalho de auditor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Apresentada a estrutura deste n&uacute;mero, termina-se esta introdu&ccedil;&atilde;o expressando o nosso agradecimento a todos os autores que submeteram o seu trabalho cient&iacute;fico a este d&eacute;cimo quinto n&uacute;mero regular da RISTI e a todos os membros do Conselho Cient&iacute;fico que, com rigor cient&iacute;fico, realizarem as revis&otilde;es dos artigos submetidos e cujos coment&aacute;rios e sugest&otilde;es permitiram melhorar os setes artigos selecionados para publica&ccedil;&atilde;o. Um agradecimento especial &agrave; AISTI, propriet&aacute;ria e promotora da RISTI, e &agrave; SciELO - Scientific Electronic Library Online, pela sua cont&iacute;nua aposta e empenho em tornar a RISTI uma refer&ecirc;ncia neste competitivo mercado das revistas cient&iacute;ficas.</p>      ]]></body>
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