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<journal-title><![CDATA[RISTI - Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identificação de Práticas e Recursos de Gestão do Valor das TI no COBIT 5]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Enterprise Governance of Information Technology is a primary theme recognized by the academic and professional community. The need for value to the organization, whether strategic or financial, resulting from investments made in IT implies an appropriate IT Value Management. The difficulties or the little know-how in the implementation of practical Frameworks proposed by the professional community like Val IT 2.0 or COBIT 5 lead organizations opt for the development of their own models. This paper identifies a set of practices and resources of IT Value Management resulting from the integration of VAL IT 2.0 in COBIT 5. A research methodology based on a literature review, will support the design of a conceptual model for identifying a set of enablers of IT Value Management present in COBIT 5.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Identifica&ccedil;&atilde;o de Pr&aacute;ticas e Recursos de Gest&atilde;o do Valor das TI no COBIT 5</b></p>     <p><b>Identification of IT Value Management Practices and Resources in COBIT 5</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cristiano Pereira <sup>1</sup>, Carlos Ferreira <sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> STIC - Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193, Aveiro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:cristiano@ua.pt">cristiano@ua.pt</a></p>     <p><sup>2</sup> DEGEI/IEETA - Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193, Aveiro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:carlosf@ua.pt">carlosf@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Governan&ccedil;a Corporativa das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma tem&aacute;tica primordial reconhecida pela comunidade acad&eacute;mica e profissional. A necessidade de obter valor, seja financeiro ou estrat&eacute;gico para a organiza&ccedil;&atilde;o, resultante dos investimentos realizados em TI implica uma Gest&atilde;o do Valor das TI adequada. As dificuldades ou o pouco <i>know-how</i> das empresas na implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas propostas por <i>Frameworks</i> elaborados pela comunidade profissional, como o Val IT 2.0 ou o COBIT, 5 levam as organiza&ccedil;&otilde;es a optar pelo desenvolvimento de modelos pr&oacute;prios. Este artigo identifica um conjunto de pr&aacute;ticas e recursos de Gest&atilde;o do Valor das TI, resultantes da integra&ccedil;&atilde;o do VAL IT 2.0 no COBIT 5, usando uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o baseada numa revis&atilde;o da literatura, que suportar&aacute; o desenho de um modelo conceptual para identifica&ccedil;&atilde;o de um conjunto de habilitadores de Gest&atilde;o do Valor das TI presentes no COBIT 5.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Governan&ccedil;a das TI; Pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor, Habilitadores, COBIT 5; VAL IT 2.0;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Enterprise Governance of Information Technology is a primary theme recognized by the academic and professional community. The need for value to the organization, whether strategic or financial, resulting from investments made in IT implies an appropriate IT Value Management. The difficulties or the little know-how in the implementation of practical Frameworks proposed by the professional community like Val IT 2.0 or COBIT 5 lead organizations opt for the development of their own models. This paper identifies a set of practices and resources of IT Value Management resulting from the integration of VAL IT 2.0 in COBIT 5. A research methodology based on a literature review, will support the design of a conceptual model for identifying a set of enablers of IT Value Management present in COBIT 5.</p>     <p><b>Keywords</b>: IT Governance; Value Management Practices; Enablers; COBIT 5; Val IT 2.0.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es, sejam elas p&uacute;blicas ou privadas, v&ecirc;m-se deparando nos &uacute;ltimos anos com uma cada vez maior depend&ecirc;ncia das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o (TI), essenciais para a sua sustentabilidade e desenvolvimento, no suporte, opera&ccedil;&atilde;o e prospe&ccedil;&atilde;o do seu neg&oacute;cio. As TI s&atilde;o facilitadores de desenvolvimento e o seu potencial tem impacto na estrat&eacute;gia das empresas (Gomes &amp; Rom&atilde;o, 2012). Apesar das dificuldades econ&oacute;micas que se v&ecirc;m sentindo a n&iacute;vel global nos &uacute;ltimos anos, um estudo da consultora Gartner<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>&nbsp;(<i>Gartner Worldwide IT Spending Forecast</i>) projeta para 2015 um crescimento em gastos globais com as TI de 2,4%. O incremento dos investimentos em TI aumenta a preocupa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es em garantir os benef&iacute;cios esperados, pois s&atilde;o v&aacute;rios os estudos, que apontam para casos de insucesso com os investimentos realizados em TI (Wilkin et al., 2013). Este &eacute; um dos dilemas mais comuns com que as organiza&ccedil;&otilde;es e os seus respons&aacute;veis se v&ecirc;m confrontando, isto &eacute;, como &eacute; que se garante a realiza&ccedil;&atilde;o de valor dos elevados investimentos realizados em TI.</p>     <p>O valor n&atilde;o deve ser entendido apenas como um retorno financeiro, mas tamb&eacute;m como outros fatores estrat&eacute;gicos com impacto para o neg&oacute;cio. A cria&ccedil;&atilde;o de valor significa obten&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios com otimiza&ccedil;&atilde;o de custos dos recursos enquanto se otimiza os riscos (Moeller, 2013), aquilo que deve ser o objetivo das pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI. Organiza&ccedil;&otilde;es que adotam boas pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI v&ecirc;m facilitada a identifica&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o e obten&ccedil;&atilde;o de valor dos investimentos realizados em TI (Keyes-Pearce, 2005) (Maes et al., 2014). Keys-Pearce conclui ainda que a Governan&ccedil;a das TI tem uma influ&ecirc;ncia fundamental na Gest&atilde;o do Valor das TI, nomeadamente pode colocar a empresa numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para alavancar o valor das TI atrav&eacute;s do conhecimento que os gestores t&ecirc;m dos processos de neg&oacute;cio, das regras da organiza&ccedil;&atilde;o, da sua inten&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e do modo como as TI podem habilitar iniciativas estrat&eacute;gicas relevantes.</p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es com um n&iacute;vel de maturidade da Governan&ccedil;a das TI superior &agrave; m&eacute;dia t&ecirc;m, pelo menos, 20% mais retorno dos investimentos em TI do que uma organiza&ccedil;&atilde;o com um grau de maturidade da Governan&ccedil;a das TI inferior (Lunardi et al., 2014). Atualmente, uma boa Governan&ccedil;a das TI j&aacute; n&atilde;o &eacute; &ldquo;bom ter&rdquo; mas sim &ldquo;deve ter&rdquo; e pode contribuir significativamente para o retorno dos ativos num momento em que as empresas aumentam significativamente os investimentos em TI (Webb et al., 2006), (De Haes et al., 2013). Conhecedoras desta realidade, as organiza&ccedil;&otilde;es procuram solu&ccedil;&otilde;es para resolver a problem&aacute;tica descrita, seja atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o de <i>Frameworks</i> de Governan&ccedil;a das TI desenvolvidas e propostas pela comunidade profissional, ou em alternativa, optam por desenhar e implementar modelos pr&oacute;prios adaptados &agrave; sua realidade organizacional. Isto justifica-se, por um lado, pelo elevado n&iacute;vel de complexidade de implementa&ccedil;&atilde;o percecionado pelas empresas (Bartens et al., 2014) e por outro pela falta de conhecimento sobre as <i>Frameworks</i> (Zhang &amp; Fever, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo concetual, proposto neste artigo, ajuda a responder a estas dificuldades identificando, definindo e classificando um conjunto de habilitadores (<i>Enablers</i>) ou pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI presentes na <i>Framework</i> COBIT 5 - <i>Control Objectives for Information and Related Technology</i>. Contribui-se, assim, para simplificar a compreens&atilde;o das pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor presentes numa das <i>Frameworks</i> de Governan&ccedil;a Corporativa das TI (GCTI) mais reconhecidas pelas organiza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o deste artigo descreve a metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o adotada. Posteriormente, na sec&ccedil;&atilde;o 3, apresenta-se um breve estudo do trabalho relacionado com a tem&aacute;tica e que serve de suporte ao desenho e defini&ccedil;&atilde;o do modelo proposto na sec&ccedil;&atilde;o 4. Com base na an&aacute;lise dos resultados da revis&atilde;o da literatura realizada, identificam-se na sec&ccedil;&atilde;o 5 as principais pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI presentes no COBIT 5. Finalmente na sec&ccedil;&atilde;o 6, s&atilde;o apresentadas as conclus&otilde;es e trabalho futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Objetivos e Metodologia de Investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este trabalho tem como principal objetivo, desenvolver um modelo concetual que permita identificar e classificar um conjunto de pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI presentes no COBIT 5. A abordagem metodol&oacute;gica &eacute; baseada numa revis&atilde;o da literatura. De acordo com (Webster &amp; Watson, 2002) a revis&atilde;o da literatura em tem&aacute;ticas suficientemente exploradas, deve propor um modelo concetual que sintetize e contribua para o conhecimento existente. Considera-se que o grau de maturidade da investiga&ccedil;&atilde;o nesta tem&aacute;tica &eacute; o suficiente para seguir as orienta&ccedil;&otilde;es propostas por Watson e Webster.</p>     <p>A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta as etapas da metodologia que suportam este trabalho. Cada uma das fases do processo, baseado na <i>Framework</i> de Vom Brocke <i>et al</i>., (2009), contribuem para a investiga&ccedil;&atilde;o com os resultados destacados a cinza. A primeira fase do processo tem como objetivo enquadrar e definir o &acirc;mbito da revis&atilde;o da literatura. Para Vom Brocke <i>et al</i>., (2009) a revis&atilde;o da literatura deve ser precedida de uma descri&ccedil;&atilde;o suficientemente detalhada para possibilitar uma avalia&ccedil;&atilde;o do grau de profundidade aplicado e em simult&acirc;neo permitir a outros investigadores uma maior confian&ccedil;a na utiliza&ccedil;&atilde;o das conclus&otilde;es noutros trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o. Desta premissa resulta a descri&ccedil;&atilde;o, apresentada posteriormente, apoiada na taxonomia proposta por Cooper (1988). Esta fase fica conclu&iacute;da com um estudo do trabalho relacionado com a Governan&ccedil;a e Gest&atilde;o do Valor das TI apresentado na sec&ccedil;&atilde;o 3. Na fase II desenvolveu-se um modelo concetual (sec&ccedil;&atilde;o 4.) que mapeia os conceitos chave em estudo, e em simult&acirc;neo colocou a descoberto as lacunas existentes, abrindo assim oportunidade para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo. Na terceira etapa procedeu-se a um processo de procura de literatura com refer&ecirc;ncia a pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI, enquadr&aacute;veis no modelo concetual definido (sec&ccedil;&atilde;o 5). Ap&oacute;s uma recolha de literatura acerca do tema em investiga&ccedil;&atilde;o esta deve ser analisada e sintetizada. A &uacute;ltima etapa, Fase IV, do processo de revis&atilde;o da literatura consiste exatamente nessa an&aacute;lise e s&iacute;ntese dos resultados alcan&ccedil;ados (sec&ccedil;&atilde;o 6.).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste artigo a revis&atilde;o da literatura foca-se essencialmente em publica&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de &acirc;mbito profissional com o objetivo de identificar um conjunto de habilitadores do COBIT 5 relacionados com pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI numa perspetiva neutra ou independente. A pesquisa da literatura obedeceu a uma procura em diversas bases de dados de refer&ecirc;ncia (EBSCO, JSTOR, WILEY e ScienceDirect) para identificar publica&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas. Efetuaram-se pesquisas, em todo o texto da publica&ccedil;&atilde;o, com termos como &ldquo;<i>IT Value Management</i>&rdquo;, &ldquo;<i>IT</i> <i>Governance</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Enablers</i>&rdquo;, &ldquo;<i>COBIT 5</i>&rdquo;, &ldquo;<i>VAL IT</i>&rdquo; sem qualquer restri&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo temporal. Esta pesquisa foi refor&ccedil;ada com uma procura no &ldquo;Google Scholar&rdquo; considerando os mesmos termos. Ap&oacute;s esta pesquisa os dados recolhidos foram organizados de acordo com o modelo concetual apresentado na sec&ccedil;&atilde;o 4. Consideram-se os resultados obtidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o de particular interesse para acad&eacute;micos e profissionais que desenvolvem a sua atividade nesta &aacute;rea de conhecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Trabalho Relacionado</b></p>     <p>A Governan&ccedil;a das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um conceito que se tornou uma quest&atilde;o fundamental na &aacute;rea das TI. Devido ao foco do termo TI neste conceito, a sua discuss&atilde;o restringia-se &agrave; &aacute;rea de conhecimento das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; no entanto &oacute;bvio que o valor para a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; alcan&ccedil;ado apenas pelas TI, &eacute; necess&aacute;rio envolver o neg&oacute;cio (De Haes &amp; Van Grembergen, 2015). T&ecirc;m sido v&aacute;rios os autores que defendem esta abordagem (Thorp, 2003), (Weill &amp; Ross, 2009), (Peppard, 2010), similarmente o ITGI (<i>IT Governance Institute</i>), afirma explicitamente que a Governan&ccedil;a das TI &eacute; uma parte integral da Governan&ccedil;a Corporativa, orienta&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada do ponto de vista pr&aacute;tico, ao desenvolver o Val IT - <i>The Val IT Framework</i> (ITGI, 2008) para complementar o conjunto de boas pr&aacute;ticas de Governan&ccedil;a das TI apresentadas no COBIT 4.1.</p>     <p><b>3.1. Governan&ccedil;a das TI e Governan&ccedil;a Corporativa das TI</b></p>     <p>Numa tentativa de definir o conceito de Governan&ccedil;a das TI, Webb <i>et al</i>., (2006) conclu&iacute;ram que nenhuma das defini&ccedil;&otilde;es existentes na literatura reflete todos os elementos, indiciando que os diversos autores apresentam a sua vis&atilde;o particular.</p>     <p>N&atilde;o existe na literatura uma defini&ccedil;&atilde;o comum e consensual de Governan&ccedil;a das TI, o que seria muito &uacute;til. Podemos encontrar defini&ccedil;&otilde;es distintas em (ITGI, 2003) ou (Huang et al., 2010), para enumerar alguns exemplos (Balocco et al., 2013). Apesar de distintas, uma leitura cuidada destas defini&ccedil;&otilde;es permite identificar alguns pontos em comum, tais como: i) Alinhamento entre neg&oacute;cio e TI; ii) Estruturas de tomada de decis&atilde;o e responsabilidades relacionadas com as estrat&eacute;gias; iii) Alcan&ccedil;ar objetivos e valor definidos para a organiza&ccedil;&atilde;o dos investimentos realizados e iv) Mecanismos de medi&ccedil;&atilde;o e controlo.</p>     <p>Apoiados num vasto trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mico e na sua experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica de governan&ccedil;a em empresas a operarem nas mais diversas &aacute;reas de neg&oacute;cio, De Haes e Van Grembergen (2015), apresentam no livro <i>Enterprise Governance of Information Technology: Achieving Alignment and Value, Featuring COBIT 5</i> a seguinte defini&ccedil;&atilde;o de Governan&ccedil;a Corporativa das TI.</p>     <p>&nbsp;<i>&ldquo;Enterprise Governance of IT is an integral part of corporate governance exercised by the Board, overseeing the definition and implementation of processes, structures and relational mechanisms in the organization that enable both business and IT people to execute their responsibilities in support of business/IT alignment and the creation of business value from IT-enabled business investments.&rdquo;</i></p>     <p>Depreende-se desta defini&ccedil;&atilde;o que a GCTI vai al&eacute;m das responsabilidades espec&iacute;ficas das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o, expandindo-se aos aspetos de neg&oacute;cio relacionados com as TI necess&aacute;rios &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de valor para a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>3.2. Dom&iacute;nios da Governan&ccedil;a das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</p>     <p>De acordo com o ITGI, a Governan&ccedil;a das TI preocupa-se fundamentalmente com dois componentes: entrega de valor ao neg&oacute;cio por parte das TI e mitiga&ccedil;&atilde;o de riscos associados &agrave;s TI. Os componentes de Entrega de Valor e Gest&atilde;o de Risco s&atilde;o os resultados da Governan&ccedil;a das TI enquanto o Alinhamento Estrat&eacute;gico, a Gest&atilde;o de Recursos e Gest&atilde;o do Desempenho s&atilde;o catalisadores (<i>drivers</i>) para alcan&ccedil;ar os resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma Governan&ccedil;a das TI efetiva requer uma abordagem hol&iacute;stica que coordene simultaneamente aqueles aspetos, ou seja uma organiza&ccedil;&atilde;o precisa que as TI estejam alinhadas com o neg&oacute;cio, entreguem valor, avaliem o seu desempenho, tenham os seus recursos alocados apropriadamente e os riscos mitigados, conduzindo &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de cinco dom&iacute;nios de Governan&ccedil;a das TI: i) Alinhamento Estrat&eacute;gico; ii) Entrega de Valor; iii) Gest&atilde;o de Risco; iv) Gest&atilde;o de Recursos; v) Gest&atilde;o de Desempenho (ITGI, 2003).</p>     <p>Cada um dos dom&iacute;nios aborda diferentes aspetos que as organiza&ccedil;&otilde;es devem observar no seu processo de governan&ccedil;a das TI, possibilitando uma an&aacute;lise mais concreta do impacto, das decis&otilde;es tomadas, do seu desempenho e da sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>3.3. Mecanismos de Governan&ccedil;a das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Desenvolver um modelo de Governan&ccedil;a das TI &eacute; s&oacute; o primeiro passo; a sua implementa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na organiza&ccedil;&atilde;o, como uma solu&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel, &eacute; o pr&oacute;ximo desafio (De Haes &amp; Van Grembergen, 2015). De que modo podem as organiza&ccedil;&otilde;es implementar na pr&aacute;tica um modelo de GCTI &eacute; uma das principais quest&otilde;es colocadas pelos executivos e acad&eacute;micos. A defini&ccedil;&atilde;o de Governan&ccedil;a Corporativa das TI, apresentada na sec&ccedil;&atilde;o 3.1, defende, no que respeita &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica de um modelo correspondente, que uma organiza&ccedil;&atilde;o deve recorrer a um misto de mecanismos ou pr&aacute;ticas:</p> <ul>       <li>Estruturas &ndash; Organiza&ccedil;&atilde;o e atribui&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es de TI a pessoas ou departamentos espec&iacute;ficos, defini&ccedil;&atilde;o clara de pap&eacute;is e responsabilidades.</li>       <li>Processos &ndash; Tomada de decis&otilde;es estrat&eacute;gicas, planeamento estrat&eacute;gico de sistemas de TI, gest&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, ferramentas de defini&ccedil;&atilde;o de processos.</li>       <li>Mecanismos Relacionais &ndash; Suporte da rela&ccedil;&atilde;o que deve existir entre as TI e o neg&oacute;cio como o di&aacute;logo estrat&eacute;gico, troca de experi&ecirc;ncias, comunica&ccedil;&atilde;o e troca de conhecimento.</li>     </ul>     <p>A literatura identifica um conjunto diversificado de pr&aacute;ticas ou mecanismos de Governan&ccedil;a das TI no entanto, a decis&atilde;o de quais devem ser implementados tem que atender ao contexto e especificidades da organiza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o seu setor de atividade, dimens&atilde;o e cultura organizacional (De Haes &amp; Van Grembergen, 2015).</p>     <p>A validar a reciprocidade existente entre GCTI e as pr&aacute;ticas ou mecanismos de Gest&atilde;o do Valor das TI, Maes et al., (2012a) procuram responder &agrave; quest&atilde;o de como devem ser geridos os investimentos em TI para obter valor para a organiza&ccedil;&atilde;o. Posteriormente, Maes et al., (2012b), desenvolveram um modelo conceptual de Gest&atilde;o do Valor das TI, onde identificam e classificam um conjunto de pr&aacute;ticas em Estruturas, Processos e Mecanismos Relacionais, identificando tr&ecirc;s n&iacute;veis organizacionais em que podem ser aplicadas (n&iacute;vel investimento individual, n&iacute;vel de portf&oacute;lio de investimentos e n&iacute;vel corporativo).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3.4. <i>Frameworks</i> de Governan&ccedil;a das TI: Val IT 2.0 e COBIT 5</p>     <p>Com o objetivo de apresentar &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es solu&ccedil;&otilde;es concretas para apoiar as pr&aacute;ticas di&aacute;rias de GCTI, t&ecirc;m sido disponibilizadas diversas op&ccedil;&otilde;es, cada uma com as suas perspetivas acerca desta tem&aacute;tica. Duas das propostas mais divulgadas e reconhecidas pela comunidade profissional, s&atilde;o o Val IT 2.0 e o COBIT.</p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta a evolu&ccedil;&atilde;o cronol&oacute;gica destas duas <i>Frameworks</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Val IT 2.0</i></p>     <p>Em 2006 o COBIT focava-se essencialmente em processos de TI, da responsabilidade das &aacute;reas de TI. Com o surgimento do Val IT o ITGI procurou dar mais enfase &agrave;s responsabilidades do neg&oacute;cio e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de valor, definindo um conjunto de processos de neg&oacute;cio relacionados com as TI. Em 2008, surgiu a vers&atilde;o 2.0 (<a href="#t1">Tabela 1</a>), definindo 22 processos de neg&oacute;cio relacionados com a Gest&atilde;o do Valor, habilitados por diversas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o e cujo desempenho &eacute; medido atrav&eacute;s de m&eacute;tricas e objetivos (ITGI, 2008).</p>     <p>Para uma organiza&ccedil;&atilde;o obter valor dos investimentos realizados em TI, com otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos e com um n&iacute;vel de risco aceit&aacute;vel, os princ&iacute;pios do Val IT devem ser aplicados em tr&ecirc;s dom&iacute;nios: Governan&ccedil;a do Valor (<i>VG - Value Governance</i>), Gest&atilde;o de Portfolios (<i>PM &ndash; Portfolio Management</i>) e Gest&atilde;o de Investimentos (<i>IM &ndash; Investment Management</i>).</p> <ul>       <li>Os processos no dom&iacute;nio IM focam-se apenas ao n&iacute;vel dos investimentos individuais em TI, procurando garantir o contributo destes investimentos individuais para o valor global de todo o portf&oacute;lio de investimentos. Neste dom&iacute;nio &eacute; fundamental a realiza&ccedil;&atilde;o de casos de neg&oacute;cio (<i>Business Cases</i>) detalhados para o sucesso na aprova&ccedil;&atilde;o do investimento (ITGI, 2008).</li>       <li>O objetivo do dom&iacute;nio da Gest&atilde;o de Portf&oacute;lio, no contexto do Val IT &eacute; garantir um valor &oacute;timo do portf&oacute;lio de investimentos em TI. Os processos e pr&aacute;ticas definidas neste dom&iacute;nio estabelecem e gerem os recursos alocados aos investimentos, avaliam, priorizam, aceitam ou rejeitam investimentos e monitorizam e reportam o desempenho do portf&oacute;lio de investimentos (ITGI, 2008).</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>O dom&iacute;nio da Governan&ccedil;a do Valor visa as estruturas e os processos que garantem que as pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor s&atilde;o assimiladas pela organiza&ccedil;&atilde;o. Define as caracter&iacute;sticas dos portf&oacute;lios para suportar novos investimentos que resultem em servi&ccedil;os de TI (ITGI, 2008).</li>     </ul>     <p><i>COBIT 5</i></p>     <p>O COBIT 5 &eacute; uma <i>Framework</i> de Governan&ccedil;a das TI desenvolvida pelo ISACA. A vers&atilde;o 5 foi publicada em 2012 (<a href="#t1">Tabela 1</a>) e tem como fundamento o conceito de Governan&ccedil;a Corporativa das TI (ISACA, 2012a). De acordo com o ISACA, o COBIT 5 fornece uma <i>Framework</i> compreensiva que auxilia as organiza&ccedil;&otilde;es a alcan&ccedil;ar os seus objetivos para a governan&ccedil;a e gest&atilde;o das TI, de uma forma hol&iacute;stica a toda organiza&ccedil;&atilde;o, isto &eacute; englobando as diversas &aacute;reas de neg&oacute;cio e as TI.</p>     <p>O COBIT 5 &eacute; suportado em cinco princ&iacute;pios fundamentais: i) Atender &agrave;s necessidades das partes interessadas; ii) Abranger toda a organiza&ccedil;&atilde;o; iii) Aplicar um modelo &uacute;nico integrado de governan&ccedil;a e gest&atilde;o das TI na organiza&ccedil;&atilde;o; iv) Permitir uma abordagem hol&iacute;stica; v) Distinguir a governan&ccedil;a da gest&atilde;o. O trabalho apresentado neste artigo, versa essencialmente os princ&iacute;pios, iii) e iv).</p>     <p>O princ&iacute;pio de aplica&ccedil;&atilde;o de um modelo &uacute;nico do COBIT 5 refere o alinhamento e integra&ccedil;&atilde;o do conhecimento disperso noutras <i>Frameworks</i> do ISACA (COBIT 4.1, Val IT 2.0 e RisK IT).</p>     <p>A governan&ccedil;a e gest&atilde;o eficiente e eficaz das TI requerem uma abordagem hol&iacute;stica que deve ter em conta os seus diversos componentes. Com base neste princ&iacute;pio o COBIT 5 define um conjunto de sete categorias de habilitadores (<a href="#f2">Figura 2</a>). Habilitadores s&atilde;o fatores que, individualmente ou em conjunto, influenciam se algo ir&aacute; funcionar, no caso a governan&ccedil;a e gest&atilde;o corporativa das TI (ISACA, 2012a).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A categoria de Princ&iacute;pios, Pol&iacute;ticas e Modelos s&atilde;o meios para explica&ccedil;&atilde;o do comportamento desejado com orienta&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para gest&atilde;o di&aacute;ria. Os Processos descrevem um conjunto de pr&aacute;ticas e atividades para atingir determinados objetivos e que produzem resultados para alcan&ccedil;ar tais objetivos. Entenda-se processos e atividades como elementos que cont&ecirc;m toda a informa&ccedil;&atilde;o sobre como, quando e quem faz fluir o trabalho (Castela, Dias, Zacarias, &amp; Tribolet, 2013). As Estruturas Organizacionais s&atilde;o as entidades de tomada de decis&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. Na categoria de Cultura, &Eacute;tica e Comportamento enquadram-se os fatores relacionados com as pessoas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Informa&ccedil;&atilde;o inclui as informa&ccedil;&otilde;es produzidas e utilizadas pela organiza&ccedil;&atilde;o; ao n&iacute;vel operacional a informa&ccedil;&atilde;o por si s&oacute; &eacute; muitas vezes o principal produto. Os Servi&ccedil;os, Infraestruturas e Aplica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os fatores que fornecem &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o a tecnologia e os servi&ccedil;os de TI. A categoria Pessoas, Habilidades e Compet&ecirc;ncias s&atilde;o recursos associados &agrave;s pessoas e s&atilde;o essenciais para que as atividades sejam bem-sucedidas e a tomada de decis&atilde;o seja adequada.</p>     <p>Estas &uacute;ltimas tr&ecirc;s categorias de habilitadores s&atilde;o recursos ou capacidades TI da organiza&ccedil;&atilde;o que devem ser geridos e governados, de uma forma sist&eacute;mica e integrada com os restantes habilitadores. Uma gest&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o efetiva destes recursos em conjunto com as restantes pr&aacute;ticas leva &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de valor das TI, isto &eacute;, cada habilitador necessita de informa&ccedil;&atilde;o dos restantes para se tornar efetivo. A t&iacute;tulo de exemplo, os processos necessitam de informa&ccedil;&atilde;o e as estruturas organizacionais de habilidades e comportamentos para serem adequadamente implementadas.</p>     <p>O modelo de refer&ecirc;ncia de processos do COBIT 5 define e descreve 5 processos de Governan&ccedil;a e 32 processos de Gest&atilde;o. Esta divis&atilde;o, em dois dom&iacute;nios principais, baseia-se na orienta&ccedil;&atilde;o da norma ISO 38500:2008 (ISO/IEC, 2008).</p>     <p>O COBIT 5 n&atilde;o tem na sua natureza um caracter prescritivo, antes deve ser entendido como um conjunto de recomenda&ccedil;&otilde;es de alto n&iacute;vel que dirige e controla os processos de GCTI, que requer a implementa&ccedil;&atilde;o conjunta de outras ferramentas de gest&atilde;o, como COSO (COSO, 2004), PMBOK (PMI, 2004), ou ITIL (OGC., 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.&nbsp;&nbsp; Modelo Conceptual</b></p>     <p>A se&ccedil;&atilde;o anterior mostra, por um lado, a associa&ccedil;&atilde;o entre Governan&ccedil;a e Gest&atilde;o do Valor das TI e por outro a dificuldade das organiza&ccedil;&otilde;es em implementar e compreender as <i>Frameworks</i> disponibilizadas para o efeito. O objetivo deste trabalho &eacute; identificar um conjunto de pr&aacute;ticas e recursos de Gest&atilde;o do Valor no contexto da GCTI, resultantes da integra&ccedil;&atilde;o do Val IT 2.0 no COBIT 5. Apresenta-se, assim, na <a href="#f3">Figura 3</a>, o modelo conceptual de integra&ccedil;&atilde;o do Val IT 2.0 com habilitadores do COBIT 5.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a03f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os tr&ecirc;s dom&iacute;nios: Governan&ccedil;a do Valor (VG), Gest&atilde;o de Portf&oacute;lio (PM) e Gest&atilde;o de Investimento (IM) onde o Val IT 2.0 aplica os seus princ&iacute;pios, no essencial refletem tr&ecirc;s n&iacute;veis organizacionais onde as pr&aacute;ticas e recursos identificadas neste estudo v&atilde;o operar. Pode fazer-se um paralelo destes dom&iacute;nios com os n&iacute;veis organizacionais definidos na <i>Framework</i> de Gest&atilde;o do Valor apresentadas por Maes et al., (2012b) que defendem uma aplica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor transversal a toda a organiza&ccedil;&atilde;o, afirmando que s&oacute; se consegue valor dos investimentos em TI quando cada investimento individual cria valor (IM), a organiza&ccedil;&atilde;o cria valor adicional se o conjunto de investimentos forem geridos em conjunto (PM) e finalmente que o valor criado nos dois n&iacute;veis anteriores apenas cria valor para a organiza&ccedil;&atilde;o se os investimentos forem realizados em linha com a vis&atilde;o, miss&atilde;o e estrat&eacute;gia de governan&ccedil;a das TI definida (VG).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seguindo esta linha de pensamento, aplicou-se no modelo um mapeamento entre os processos de Gest&atilde;o do Valor das TI definidos no Val IT 2.0 e as pr&aacute;ticas de processo do COBIT 5. Posteriormente identificaram-se as restantes pr&aacute;ticas e recursos associados &agrave;s atividades de Gest&atilde;o do Valor das TI dos processos identificados (<a href="#f2">Figura 2</a>). Cada uma das pr&aacute;ticas e recursos foram colocados no respetivo dom&iacute;nio organizacional (VG,PM,IM) permitindo entender, iniciar, priorizar, desenvolver, gerir e avaliar os investimentos em TI e os seus resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Resultados da Revis&atilde;o da Literatura</b></p>     <p>Esta sec&ccedil;&atilde;o discute os resultados da revis&atilde;o da literatura expostos na <a href="#t2">Tabela 2</a>. Do estudo realizado, foram encontradas um total de 38 pr&aacute;ticas e recursos de Gest&atilde;o do Valor no COBIT 5, categorizados em sete habilitadores e respetivo n&iacute;vel organizacional. Em termos de pr&aacute;ticas os Processos foram a categoria onde se identificaram mais itens; j&aacute; na categoria de Cultura, &Eacute;tica e Comportamento identificaram-se apenas tr&ecirc;s pr&aacute;ticas. Estes resultados v&ecirc;m confirmar os resultados de Maes et al., (2012b), que identifica as pr&aacute;ticas associadas a estruturas e a mecanismos relacionais em menor n&uacute;mero quando comparadas com processos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>5.1 Processos de Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>Com base no modelo de integra&ccedil;&atilde;o, constata-se da <a href="#t2">Tabela 2</a>, a exist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI associadas a oito processos do COBIT 5. Ao comparar a lista de processos obtidos neste trabalho, com a lista de processos mais importantes e efetivos do COBIT 5 identificados em Bartens et al., (2015) verifica-se a presen&ccedil;a de cinco dos oito processos (EDM01; EDM02; APO02; APO06 e BAI01), o que vem refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia que deve ser dada desde o primeiro momento &agrave; componente de Gest&atilde;o do Valor na implementa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do COBIT 5.</p>     <p>A <i>Framework</i> VAL IT 2.0 considera as componentes de Projetos, Programas e Portf&oacute;lio, essenciais para entrega de valor ao neg&oacute;cio. A presen&ccedil;a de pr&aacute;ticas de processo como a Gest&atilde;o de Programas e Projetos (BAI01) e Gest&atilde;o de Portf&oacute;lio (APO05) continua a refletir a relev&acirc;ncia destes componentes no COBIT 5.</p>     <p>&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s processos (APO05;APO07 e BAI01) verifica-se que os restantes processos s&atilde;o aplicados ao n&iacute;vel da Governan&ccedil;a do Valor (VG), o que vem refor&ccedil;ar a necessidade da organiza&ccedil;&atilde;o definir e garantir todas as estruturas e processos a uma adequada Gest&atilde;o do Valor, desde logo atrav&eacute;s do processo de defini&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do modelo de governan&ccedil;a e da estrutura de gest&atilde;o das TI (EDM01) e (APO01) respetivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.2 Estruturas Organizacionais na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>Como se verifica na <a href="#t2">Tabela 2</a>, as cinco estruturas organizacionais: Comit&eacute; de estrat&eacute;gia das TI, Gabinete de gest&atilde;o do valor, Gabinete de gest&atilde;o de projetos, Conselho de arquitetura e Conselho de auditoria e conformidade, aplicam-se no n&iacute;vel organizacional VG, isto &eacute; no n&iacute;vel hier&aacute;rquico de Governo (<i>Boards</i>). O que aponta para a necessidade do envolvimento dos <i>Boards</i>, na tomada de decis&atilde;o relacionados com as TI defendidas em (Ali &amp; Green, 2012), (De Haes &amp; Van Grembergen, 2015).</p>     <p>Em compara&ccedil;&atilde;o com o estudo de Maes et al., (2012b), este trabalho identifica uma estrutura de Gest&atilde;o do Valor designada por Conselho de auditoria e conformidade, respons&aacute;vel pela gest&atilde;o de risco e controlo dos investimentos. Para De Haes e Van Grembergen (2015) esta &eacute; uma Estrutura de Governan&ccedil;a das TI. Constata-se deste modo a liga&ccedil;&atilde;o entre estes dois conceitos, Gest&atilde;o de Valor e Governan&ccedil;a das TI.</p>     <p><b>5.3 Cultura, &Eacute;tica e Comportamento na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>As pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI, presentes na categoria de Cultura, &Eacute;tica e Comportamento da <a href="#t2">Tabela 2</a>, s&atilde;o: Comunica&ccedil;&atilde;o (aplica&ccedil;&atilde;o e regras); Incentivos e recompensas e Induzir o comportamento desejado. Como se depreende pela sua designa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pr&aacute;ticas que devem ser patrocinadas desde o primeiro momento pelos respons&aacute;veis da organiza&ccedil;&atilde;o, transmitindo pelo exemplo, uma cultura de participa&ccedil;&atilde;o e comprometimento com os comportamentos desejados. O que justifica a aplica&ccedil;&atilde;o destas no dom&iacute;nio organizacional de Governan&ccedil;a do Valor.</p>     <p>A pr&aacute;tica de Comunica&ccedil;&atilde;o deve ser efetiva por parte de cada um dos decisores do neg&oacute;cio onde seja transmitida a vis&atilde;o, miss&atilde;o e estrat&eacute;gia, eliminando ambiguidades nos objetivos e metas, tendo em vista o comprometimento de todos os colaboradores. A pr&aacute;tica de Incentivos e Recompensas &eacute; um dos fatores fundamentais da Governan&ccedil;a das TI, e por consequ&ecirc;ncia da obten&ccedil;&atilde;o de valor. A motiva&ccedil;&atilde;o dos colaboradores atrav&eacute;s de um conjunto de incentivos a disponibilizar aos colaboradores, e tantas vezes descurada, &eacute; defendida por Tu (2007) como essencial para aumentar o desempenho da Governan&ccedil;a das TI.</p>     <p><b>5.4 Princ&iacute;pios, Politicas e Modelos na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>Uma organiza&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m de estruturas de tomada de decis&atilde;o adequadas, deve formular pol&iacute;ticas de TI apropriadas para garantir o alinhamento entre as diversas unidades de neg&oacute;cio (Bowen et al., 2007). Identificaram-se nesta categoria cinco pr&aacute;ticas (<a href="#t2">Tabela 2</a>): Princ&iacute;pios de governo da organiza&ccedil;&atilde;o; Modelo de tomada de decis&otilde;es e n&iacute;vel de autoridade; Pol&iacute;ticas e objetivos de continuidade do neg&oacute;cio; Princ&iacute;pios para aloca&ccedil;&atilde;o de recursos e capacidades e Pol&iacute;ticas de recursos humanos.</p>     <p>Os princ&iacute;pios de governo da organiza&ccedil;&atilde;o devem ser transversais ao neg&oacute;cio e &agrave;s TI. A norma ISO/IEC (2008) para Governan&ccedil;a das TI e os Princ&iacute;pios de Governo das Organiza&ccedil;&otilde;es da OECD (2004), s&atilde;o exemplos de pr&aacute;ticas ou recursos a considerar. Organiza&ccedil;&otilde;es que pretendam melhorar o seu desempenho nas diversas &aacute;reas de neg&oacute;cio, nomeadamente em TI devem apresentar e definir um conjunto de princ&iacute;pios e pol&iacute;ticas de gest&atilde;o de recursos humanos adequados (Beulen, 2008).</p>     <p><b>5.5 Pessoas, Habilidades e Compet&ecirc;ncias na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta categoria foram identificados sete recursos relacionados com as pessoas. Essencialmente s&atilde;o identificadas compet&ecirc;ncias e habilidades em &aacute;reas espec&iacute;ficas de conhecimento que a organiza&ccedil;&atilde;o deve possuir, para realizar as atividades associadas &agrave; Gest&atilde;o do Valor das TI. Verifica-se da an&aacute;lise &agrave; <a href="#t2">Tabela 2</a> a exist&ecirc;ncia de duas &aacute;reas de conhecimento que n&atilde;o est&atilde;o diretamente relacionadas com as TI: Conhecimentos de gest&atilde;o financeira e Conhecimentos de contrata&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de RH, mas que o COBIT 5, considera necess&aacute;rias. Um instrumento &uacute;til para identificar e definir as compet&ecirc;ncias &eacute; a <i>Framework</i> (SFIA, 2011).</p>     <p><b>5.6 Servi&ccedil;os, Infraestruturas e Aplica&ccedil;&otilde;es na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>A entrega de servi&ccedil;os de TI &eacute; da exclusiva responsabilidade do departamento de TI; mesmo que determinado servi&ccedil;o seja contratado a terceiros, a decis&atilde;o deve ser tomada entre a organiza&ccedil;&atilde;o e as TI. Os recursos identificados na <a href="#t2">Tabela 2</a> permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o e tomada de decis&atilde;o acerca da presta&ccedil;&atilde;o de determinado servi&ccedil;o (interna ou externa) fundamental para uma adequada Gest&atilde;o do Valor das TI. Os modelos de Jurison (1995) e Zelt et al., (2014) s&atilde;o exemplos para auxiliar nesta decis&atilde;o.</p>     <p><b>5.7 Informa&ccedil;&atilde;o na Gest&atilde;o do Valor das TI</b></p>     <p>O reconhecimento de que a Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um ativo ou recurso que gera benef&iacute;cios &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es (ISACA, 2013) justifica a quantidade de recursos encontrados na categoria de Informa&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Cada um dos recursos de Informa&ccedil;&atilde;o identificados neste estudo serve de apoio &agrave;s restantes pr&aacute;ticas, em particular como entradas para os processos ou como dados a utilizar nas pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Destaca-se o recurso Caso de Neg&oacute;cio, essencial para a organiza&ccedil;&atilde;o selecionar e gerir o programa de investimentos durante a sua execu&ccedil;&atilde;o (ITGI, 2008) (Maes, et al., 2014). A import&acirc;ncia deste recurso na Gest&atilde;o do Valor das TI &eacute; comprovada no realce que &eacute; dado pelo VAL IT 2.0 que o considera um componente chave para a gest&atilde;o dos investimentos em TI.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6.&nbsp;&nbsp; Contribui&ccedil;&otilde;es e Trabalho Futuro</b></p>     <p>Com este estudo refor&ccedil;a-se a ideia de que as organiza&ccedil;&otilde;es apenas conseguem criar valor dos investimentos realizados em TI, atrav&eacute;s de pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI. Mesmo tendo consci&ecirc;ncia desta situa&ccedil;&atilde;o, muitas das organiza&ccedil;&otilde;es continuam a debater-se com dificuldades na sua implementa&ccedil;&atilde;o, pelo que este estudo procura identificar e clarificar quais as principais pr&aacute;ticas e recursos de Gest&atilde;o do Valor, resultantes da integra&ccedil;&atilde;o de duas das <i>Frameworks</i> mais reconhecidas no dom&iacute;nio da Governan&ccedil;a Corporativa das TI, o Val IT 2.0 e o COBIT 5.</p>     <p>Apesar do esfor&ccedil;o que vem sendo desenvolvido pela comunidade acad&eacute;mica, na identifica&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de Gest&atilde;o do Valor das TI, os resultados apresentados s&atilde;o mais abrangentes, isto &eacute;, n&atilde;o se focam particularmente em nenhuma norma ou <i>Framework</i> em concreto, o que em certa medida dificulta a compreens&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o por parte da comunidade profissional, dos resultados apresentados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo contribui, em certa medida, para que a comunidade profissional, no seu processo de implementa&ccedil;&atilde;o de uma <i>Framework</i> de Governan&ccedil;a Corporativa das TI, como o COBIT 5, consiga identificar mais facilmente os aspetos relacionados com a Gest&atilde;o do Valor das TI elencados por esta e focar o seu esfor&ccedil;o de implementa&ccedil;&atilde;o nesta componente, se for essa a sua estrat&eacute;gia.</p>     <p>Como ponto de partida para um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o futuro, seria interessante a realiza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de estudos de caso explorat&oacute;rios, para validar a aplicabilidade do modelo e das pr&aacute;ticas identificadas, junto de organiza&ccedil;&otilde;es que tenham implementado ou estejam em fase de implementa&ccedil;&atilde;o do COBIT 5, com o objetivo de validar na pr&aacute;tica o modelo apresentado, e em simult&acirc;neo validar o n&iacute;vel de complexidade dos diferentes habilitadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>7.&nbsp;&nbsp; Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Ali, S., &amp; Green, P. (2012). Effective information technology (IT) governance mechanisms: An IT outsourcing perspective. <i>Information Systems Frontiers</i>, <i>14</i>(2), 179&ndash;193. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10796-009-9183-y" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10796-009-9183-y</a></p>     <p>Balocco, R., Ciappini, A., &amp; Rangone, A. (2013). ICT Governance: A Reference Framework. <i>Information Systems Management</i>, <i>30</i>(2), 150&ndash;167. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10580530.2013.773808" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10580530.2013.773808</a> ICT</p>     <p>Bartens, Y., De Haes, S., Eggert, L., Heilig, L., Maes, K., Schulte, F., &amp; Vo&szlig;, S. (2014). A visualization approach for reducing the perceived complexity of COBIT 5. In <i>Lecture Notes in Computer Science</i> (Vol. 8463, pp. 403&ndash;407). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-06701-8_34" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-06701-8_34</a></p>     <p>Bartens, Y., Haes, S. de, Lamoen, Y., Schulte, F., &amp; Voss, S. (2015). On the Way to a Minimum Baseline in IT Governance&#8239;: Using Expert Views for Selective Implementation of COBIT 5. In <i>48th Hawaii International Conference on System Sciences On System Sciences</i> (pp. 4554&ndash;4563). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2015.543" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2015.543</a></p>     <p>Beulen, E. (2008). The enabling role of information technology in the global war for talent: Accenture&rsquo;s industrialized approach. <i>Information Technology for Development</i>, <i>14</i>(3), 213&ndash;224. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1002/itdj.20103" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/itdj.20103</a></p>     <p>Bowen, P. L., Cheung, M. Y. D., &amp; Rohde, F. H. (2007). Enhancing IT governance practices: A model and case study of an organization&rsquo;s efforts. <i>International Journal of Accounting Information Systems</i>, <i>8</i>(3), 191&ndash;221. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.accinf.2007.07.002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.accinf.2007.07.002</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Castela, N., Dias, P., Zacarias, M., &amp; Tribolet, J. (2013). Atualiza&ccedil;&atilde;o Colaborativa do Modelo de Processos de Neg&oacute;cio. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (12), 33&ndash;47. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4304/risti.12.33-47" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4304/risti.12.33-47</a></p>     <p>Cooper, H. M. (1988). Organizing knowledge syntheses: A taxonomy of literature reviews. <i>Knowledge in Society</i>, <i>1</i>(1), 104&ndash;126. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/BF03177550" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/BF03177550</a></p>     <!-- ref --><p>COSO. (2004). <i>Enterprise Risk Management - Integrated Framework: Executive Summary</i>. Harborside, NJ: AICPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-9895201500020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Haes, S., &amp; Van Grembergen, W. (2015). <i>Enterprise Governance of Information Technology - Achieving Alignment and Value, Featuring COBIT 5</i>. (Springer, Ed.) (2nd ed.). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-14547-1" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-14547-1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-9895201500020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>De Haes, S., Van Grembergen, W., &amp; Debreceny, R. S. (2013). COBIT 5 and Enterprise Governance of Information Technology: Building Blocks and Research Opportunities. <i>Journal of Information Systems</i>, <i>27</i>(1), 307&ndash;324. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.2308/isys-50422" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2308/isys-50422</a></p>     <p>Devece, C. (2013). The value of business managers&rsquo; &ldquo;Information Technology&rdquo; competence. <i>The Service Industries Journal</i>, <i>33</i>(7-8), 720&ndash;733. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/02642069.2013.740463" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/02642069.2013.740463</a></p>     <p>Gomes, J., &amp; Rom&atilde;o, M. (2012). Sele&ccedil;&atilde;o de uma abordagem de gest&atilde;o de investimentos em Sistemas e Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (10), 35&ndash;50. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4304/risti.10.35-50" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4304/risti.10.35-50</a></p>     <p>Grajek, S. (2015). <i>Top 10 IT Issues 2015: Inflection Point</i>. <i>Educause Review</i>.</p>     <p>Huang, R., Zmud, R. W., &amp; Price, R. L. (2010). Influencing the effectiveness of IT governance practices through steering committees and communication policies. <i>European Journal of Information Systems</i>, <i>19</i>(3), 288&ndash;302. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1057/ejis.2010.16" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1057/ejis.2010.16</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ISACA. (2012a). <i>A Business Framework for the Governance and Management of Enterprise IT</i>.</p>     <p>ISACA. (2012b). <i>COBIT 5: Enabling Processes</i>.</p>     <p>ISACA. (2013). <i>COBIT 5: Enabling Information</i>.</p>     <p>ISO/IEC. (2008). ISO/IEC 38500: Corporate Governance of Information Technology.</p>     <!-- ref --><p>ITGI. (2003). <i>Board Briefing on IT Governance</i> (2nd ed.). IT Governance Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-9895201500020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ITGI. (2008). <i>Enterprise Value: Governance of IT Investiments, The Val IT Framework 2.0</i>. IT Governance Institute.</p>     <p>Jurison, J. (1995). The role of risk and return in information technology outsourcing decisions. <i>Journal of Information Technology</i>, <i>10</i>(4), 239&ndash;247. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1057/jit.1995.27" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1057/jit.1995.27</a></p>     <!-- ref --><p>Keyes-Pearce, S. V. (2005). <i>IT Value Management in Leading Firms: The Fit Between Theory and Practice</i>. University of Sydney.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-9895201500020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kumar, R., Ajjan, H., &amp; Niu, Y. (2008). Information Technology Portfolio Management. <i>Information Resources Management Journal</i>, <i>21</i>(3), 64&ndash;87. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4018/irmj.2008070104" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4018/irmj.2008070104</a></p>     <p>Lunardi, G. L., Becker, J. L., Ma&ccedil;ada, A. C. G., &amp; Dolci, P. C. (2014). The impact of adopting IT governance on financial performance: An empirical analysis among Brazilian firms. <i>International Journal of Accounting Information Systems</i>, <i>15</i>(1), 66&ndash;81. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.accinf.2013.02.001" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.accinf.2013.02.001</a></p>     <p>Maes, K., De Bruyn, P., Oorts, G., &amp; Huysmans, P. (2014). On the need for evolvability assessment in value management. In <i>47th Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 4406&ndash;4415). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.543" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.543</a></p>     <p>Maes, K., De Haes, S., &amp; Van Grembergen, W. (2012a). IT Value Management as a Vehicle to Unleash the Business Value from IT Enabled Investments: A Literature Study. <i>International Journal of IT/Business Alignment and Governance</i>, <i>3</i>(1), 47&ndash;62. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4018/jitbag.2012010103" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4018/jitbag.2012010103</a></p>     <p>Maes, K., De Haes, S., &amp; Van Grembergen, W. (2012b). The Identification and Definition of Value Management Practices Used To Deploy IS Investiments. In <i>Mediterranean Conference on Information Systems</i>.</p>     <p>Maes, K., Van Grembergen, W., &amp; De Haes, S. (2014). Identifying Multiple Dimensions of a Business Case&#8239;: A Systematic Literature Review. <i>The Electronic Journal Information Systems Evaluation</i>, <i>17</i>(1), 47&ndash;59.</p>     <p>Marzullo, F. P., &amp; Moreira de Souza, J. (2009). New Directions for IT Governance in the Brazilian Government. <i>International Journal of Electronic Government Research</i>, <i>5</i>(4), 57&ndash;69. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4018/jegr.2009070205" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4018/jegr.2009070205</a></p>     <p>Moeller, R. R. (2013). <i>Executive&rsquo;s Guide to IT Governance</i>. Hoboken, NJ, USA: John Wiley &amp; Sons, Inc.</p>     <p>Morisse, M., Horlach, B., Kappenberg, W., Petrikina, J., Robel, F., &amp; Steffens, F. (2014). Trust in Network Organizations -- A Literature Review on Emergent and Evolving Behavior in Network Organizations. In <i>2014 47th Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 4578&ndash;4587). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.561" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.561</a></p>     <p>OECD. (2004). <i>OECD Principles of Corporate Governance 2004</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OGC. (2011). <i>ITIL: Service strategy</i>.</p>     <p>Peppard, J. (2010). Unlocking the Performance of the Chief Information Officer (CIO). <i>California Management Review</i>, <i>52</i>(4), 73&ndash;99.</p>     <p>Peppard, J., Lambert, R., &amp; Edwards, C. (2000). Whose job is it anyway? organizational information competencies for value creation. <i>Information Systems Journal</i>, <i>10</i>(4), 291&ndash;322. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1046/j.1365-2575.2000.00089.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1046/j.1365-2575.2000.00089.x</a></p>     <p>Peppard, J., &amp; Ward, J. (2004). Beyond strategic information systems: Towards an IS capability. <i>Journal of Strategic Information Systems</i>, <i>13</i>(2), 167&ndash;194. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jsis.2004.02.002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jsis.2004.02.002</a></p>     <p>PMI. (2004). <i>A Guide to the Project Management Body of Knowledge</i> (3rd ed.).</p>     <p>Sambamurthy, V., &amp; Zmud, R. W. (1999). Arrangements for information technology governance: A theory of multiple contingencies. <i>MIS Quarterly: Management Information Systems</i>, <i>23</i>(2), 261&ndash;290. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.2307/249754" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2307/249754</a></p>     <!-- ref --><p>SFIA. (2011). Skills Framework for the Information Age.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-9895201500020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thorp, J. (2003). <i>The Information Paradox, Realizing the Bussiness Benefits of Information Technology</i>. McGraw-Hill Ryerson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-9895201500020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tu, W. (2007). Identifying incentive factors in IT governance: An exploratory study. In <i>2007 International Conference on Convergence Information Technology, ICCIT 2007</i> (pp. 1425&ndash;1432). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/ICCIT.2007.4420455" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/ICCIT.2007.4420455</a></p>     <!-- ref --><p>Van Grembergen, W., &amp; De Haes, S. (2008). <i>Implementing Information Technology Governance Models, Practices, and Cases</i>. <i>New York</i>. IGI Publishing. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4018/978-1-59904-924-3" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4018/978-1-59904-924-3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-9895201500020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vom Brocke, J., Simons, A., Niehaves, B., Riemer, K., Plattfaut, R., &amp; Cleven, A. (2009). Reconstructing the Giant: On the Importance of Rigour in Documenting the Literature Search Process. In <i>17th European Conference on Information Systems</i> (pp. 2206&ndash;2217).</p>     <!-- ref --><p>Ward, J., &amp; Daniel, E. (2006). <i>Benefits Management: Delivering Value from IS &amp; IT Investments</i>. John Wiley &amp; Sons, Ltd. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1201/b15680-10" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1201/b15680-10</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-9895201500020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Webb, P., Pollard, C., &amp; Ridley, G. (2006). Attempting to define IT governance: Wisdom or folly? In <i>39th Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 1&ndash;10). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2006.68" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2006.68</a></p>     <!-- ref --><p>Webster, J., &amp; Watson, R. T. (2002). Analyzing the Past to Prepare for the Future: Writing a Literature Review. <i>MIS Quarterly</i>, <i>26</i>(2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-9895201500020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weill, P., &amp; Ross, W. J. (2009). <i>IT Savvy: What Top Executives Must Know to Go from Pain to Gain</i>. Harvard Business Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-9895201500020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wilkin, C., Campbell, J., Moore, S., &amp; Van Grembergen, W. (2013). Co-Creating Value from IT in a Contracted Public Sector Service Environment: Perspectives on COBIT and Val IT. <i>Journal of Information Systems</i>, <i>27</i>(1), 283&ndash;306. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.2308/isys-50355" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2308/isys-50355</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wilkin, C. L., &amp; Riddett, J. L. (2008). Issues for IT governance in a large not-for-profit organization: A case study. In <i>Proceedings - 2008 International MCETECH Conference on e-Technologies, MCETECH 2008</i> (pp. 193&ndash;202). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/MCETECH.2008.24" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/MCETECH.2008.24</a></p>     <p>Zelt, S., Neff, A. A., Wulf, J., Uebernickel, F., &amp; Brenner, W. (2014). Towards an Application Life-Cycle Approach for Selective Outsourcing. In <i>2014 47th Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 4446&ndash;4455). doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.547" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1109/HICSS.2014.547</a></p>     <p>Zhang, S., &amp; Fever, H. Le. (2013). An Examination of the Practicability of COBIT Framework and the Proposal of a COBIT-BSC Model. <i>Journal of Economics, Business and Management</i>, <i>1</i>(4), 391&ndash;395. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.7763/JOEBM.2013.V1.84" target="_blank">http://dx.doi.org/10.7763/JOEBM.2013.V1.84</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 1/4/2015</p>     <p>Aceitação /Aceptación: 8/6/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> <a href="http://www.gartner.com/technology/research/it-spending-forecast/" target="_blank">http://www.gartner.com/technology/research/it-spending-forecast/</a> consultado em Fevereiro de 2014.</p>      ]]></body><back>
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