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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A governação em SI: o caso da gestão das convenções e acordos de saúde do Algarve]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work results from a research conducted in a public institution - the Regional Health Administration of Algarve (ARS Algarve) - on one of the areas it manages: conventions and agreements on Complementary Means of Diagnosis and Therapy. Without an information system that retains information, and some tacit knowledge held by its professionals, the operational management in this area lacks efficiency. This raises the need to develop an information system to cover this gap and serve to support the provision of useful information to users. Similar systems were studied, industry experts interviewed and surveys conducted in order to develop a final solution tailored to users' specific needs. This was the major concern of the project, focusing the study on the problems, needs and aspirations of those who deal with this area.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>A governa&ccedil;&atilde;o em SI: o caso da gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es e acordos de sa&uacute;de do Algarve</b></p>     <p><b>Governance in IS: the case of the management of conventions and health agreements of the Algarve</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jorge Lami <sup>1</sup>, Silvia Fernandes <sup>2</sup>, Eric Vaz <sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Algarve, Largo de S. Pedro N&ordm; 15, 8000-145, Faro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:Jorge.lami.leal@gmail.com">Jorge.lami.leal@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup> Faculdade de Economia, Universidade do Algarve, Campus Gambelas, 8005-139, Faro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:sfernan@ualg.pt">sfernan@ualg.pt</a></p>     <p><sup>3</sup> Universidade de Ryerson, 350 Victoria Street, Ontario M5B 2K3, Toronto, Canad&aacute;. E-mail: <a href="mailto:noronhavaz@gmail.com">noronhavaz@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente trabalho &eacute; produto da investiga&ccedil;&atilde;o realizada numa institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica - Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Algarve (ARS Algarve) - a uma das &aacute;reas que tutela: as conven&ccedil;&otilde;es e acordos de Meios Complementares de Diagn&oacute;stico e Terap&ecirc;utica. Sem um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que permita reter informa&ccedil;&atilde;o, e algum conhecimento t&aacute;cito detido pelos seus profissionais, a gest&atilde;o operacional desta &aacute;rea carece de efici&ecirc;ncia. Isto levanta a necessidade de desenvolver um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que cubra esta lacuna e sirva de suporte &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til ao utente. Foram estudados sistemas semelhantes, entrevistados especialistas do setor e realizados inqu&eacute;ritos a fim de desenvolver uma solu&ccedil;&atilde;o final ajustada &agrave;s necessidades concretas dos utilizadores. Esta foi a grande preocupa&ccedil;&atilde;o do projeto, focando o estudo nos problemas, necessidades e aspira&ccedil;&otilde;es daqueles que lidam com esta &aacute;rea.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: inova&ccedil;&atilde;o, empreendedorismo, gest&atilde;o do conhecimento, gest&atilde;o de projetos, conven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blicas.</p>     <p><b><i>&nbsp;</i></b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This work results from a research conducted in a public institution - the Regional Health Administration of Algarve (ARS Algarve) - on one of the areas it manages: conventions and agreements on Complementary Means of Diagnosis and Therapy. Without an information system that retains information, and some tacit knowledge held by its professionals, the operational management in this area lacks efficiency. This raises the need to develop an information system to cover this gap and serve to support the provision of useful information to users. Similar systems were studied, industry experts interviewed and surveys conducted in order to develop a final solution tailored to users&rsquo; specific needs. This was the major concern of the project, focusing the study on the problems, needs and aspirations of those who deal with this area.</p>     <p><b>Keywords</b>: innovation, entrepreneurship, knowledge management, project management, public health conventions.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. &nbsp;&nbsp; Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O intra-empreendedorismo e a aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea da sa&uacute;de, a que o primeiro autor se encontra profissionalmente ligado (Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Algarve- ARS Algarve), estiveram na base do presente estudo. No departamento onde desempenhou fun&ccedil;&otilde;es na data da elabora&ccedil;&atilde;o do estudo, onde &eacute; realizada a gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es e acordos de sa&uacute;de de Meios Complementares de Diagn&oacute;stico e Terap&ecirc;utica (MCDT), carecia de efici&ecirc;ncia. A op&ccedil;&atilde;o incidiu em estudar o problema e criar um sistema de informa&ccedil;&atilde;o (SI), inexistente na institui&ccedil;&atilde;o, projeto este bem acolhido pelos decisores da organiza&ccedil;&atilde;o. Os servi&ccedil;os de sa&uacute;de requerem uma grande transforma&ccedil;&atilde;o no sentido de se obter maior interoperabilidade, efici&ecirc;ncia e qualidade dos mesmos (Fernandes, 2010; Freixo &amp; Rocha, 2014). A necessidade de mudan&ccedil;a conjugada com a depend&ecirc;ncia das organiza&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos SI requerem uma criteriosa sele&ccedil;&atilde;o de metodologias. A falta de uma boa gest&atilde;o da mudan&ccedil;a &eacute; uma das principais causas do insucesso dos SI em sa&uacute;de (Teixeira &amp; Rocha, 2008).</p>     <p>Para sustentar um projeto desta natureza (Meynhardt &amp; Diefenbach, 2012), foi necess&aacute;rio investigar a gest&atilde;o de projetos e estudar outros SI para produzir um suporte adequado e ajustado &agrave;s necessidades dos utilizadores. N&atilde;o apenas as consideradas pelos investigadores, mas tamb&eacute;m as necessidades reais dos futuros utilizadores e daqueles que trabalham no seu dia-a-dia com SI de sa&uacute;de. Assim, tornou-se necess&aacute;rio auscultar e inquirir especialistas e operacionais da &aacute;rea. Desenvolver um produto deste tipo na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, com as atuais limita&ccedil;&otilde;es financeiras e de recursos humanos, implicou que o impacto financeiro fosse minimizado desde a elabora&ccedil;&atilde;o da proposta. Isso requereu constantes adapta&ccedil;&otilde;es na implementa&ccedil;&atilde;o, em especial na componente de programa&ccedil;&atilde;o do software e parametriza&ccedil;&atilde;o da base tecnol&oacute;gica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente artigo encontra-se estruturado em seis sec&ccedil;&otilde;es: a primeira introduz o tema. A segunda contextualiza o problema e apresenta os objetivos gerais do sistema proposto. A sec&ccedil;&atilde;o seguinte desenvolve a metodologia seguida, que incluiu entrevistas a especialistas e compara&ccedil;&atilde;o com outros sistemas. Os resultados obtidos s&atilde;o discutidos na quarta sec&ccedil;&atilde;o, indicando os principais aspetos a incorporar no desenho do sistema. A sec&ccedil;&atilde;o seguinte descreve a solu&ccedil;&atilde;o em termos de organiza&ccedil;&atilde;o funcional, desenvolvimento e desafios. Segue-se a conclus&atilde;o que enfatiza as principais vertentes de atua&ccedil;&atilde;o atuais e futuras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.&nbsp;&nbsp; Contextualiza&ccedil;&atilde;o do Problema</b></p>     <p>A regi&atilde;o do Algarve n&atilde;o disp&otilde;e de SI ou aplica&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica que permita gerir as conven&ccedil;&otilde;es e acordos de &acirc;mbito regional de: an&aacute;lises cl&iacute;nicas e patologia cl&iacute;nica, anatomia patol&oacute;gica, cardiologia, medicina nuclear, eletroencefalografia, endoscopia gastrenterol&oacute;gica, medicina f&iacute;sica e reabilita&ccedil;&atilde;o, otorrinolaringologia, pneumologia, imunoalergologia, urologia, neurofisiologia, radiologia, especialidades m&eacute;dico-cir&uacute;rgicas, psicologia e di&aacute;lise.</p>     <p>Ficam patentes as necessidades de aumentar a qualidade, a consist&ecirc;ncia e a disponibilidade da informa&ccedil;&atilde;o gerada nesta &aacute;rea, tanto para os quadros afetos &agrave; sua gest&atilde;o como para prestadores, prescritores e utentes, nomeadamente que tornasse mais f&aacute;cil a identifica&ccedil;&atilde;o dos exames convencionados, em que locais e entidades. Os tempos de resposta e a qualidade do servi&ccedil;o s&atilde;o fundamentais nos SI em sa&uacute;de (Laureano et al., 2014; Freixo &amp; Rocha, 2014).</p>     <p><b>2.1. Objetivos gerais </b></p>     <p>S&atilde;o objetivos gerais do presente projeto:</p>     <p>&middot; Gerir de uma forma eficiente as conven&ccedil;&otilde;es de MCDT.</p>     <p>&middot; Deter um reposit&oacute;rio de informa&ccedil;&atilde;o geral: contratos, servi&ccedil;os dispon&iacute;veis, licenciamentos, acordos, conven&ccedil;&otilde;es, hor&aacute;rios e moradas dos estabelecimentos.</p>     <p>&middot; Deter uma aplica&ccedil;&atilde;o que permita georreferenciar os recursos de sa&uacute;de convencionados e os principais recursos do SNS no Algarve.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot; Servir de meio facilitador da transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o para outras entidades (ARS Algarve, Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de, Entidade Reguladora da Sa&uacute;de, entidades convencionadas).</p>     <p>&middot; Aumentar a acessibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, nesta &aacute;rea das conven&ccedil;&otilde;es e acordos, nomeadamente a utentes e prescritores.</p>     <p>&middot; Promover o intra-empreendedorismo e a capacidade de internalizar o desenvolvimento de uma solu&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica, que em regra seria adquirida por concurso a entidades privadas.</p>     <p>Este projeto (SinC) pretende colmatar os problemas especificados e assim identificar, caracterizar, administrar e normalizar informa&ccedil;&atilde;o relevante de contratos, acordos e conven&ccedil;&otilde;es existentes na regi&atilde;o do Algarve. E permitir a sua publica&ccedil;&atilde;o online para que fique acess&iacute;vel a utentes, prescritores, prestadores e quadros afetos (Departamento de Contratualiza&ccedil;&atilde;o - Conven&ccedil;&otilde;es e Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica e Planeamento &ndash; Licenciamentos) e assim gerir de forma mais eficiente este processo complexo e multiparticipado.</p>     <p>A obten&ccedil;&atilde;o da denomina&ccedil;&atilde;o e posi&ccedil;&atilde;o georreferenciada das entidades convencionadas &eacute; hoje poss&iacute;vel atrav&eacute;s do Portal da Sa&uacute;de<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, mas com informa&ccedil;&atilde;o muito reduzida e est&aacute;tica. Um objetivo deste projeto aplicado reside em fornecer ao utente informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e adequada, nomeadamente que exames e procedimentos est&atilde;o dispon&iacute;veis nas entidades convencionadas, ou numa determinada &aacute;rea geogr&aacute;fica, permitindo n&atilde;o s&oacute; conhecer genericamente onde est&atilde;o os convencionados, como limitar a sua pesquisa aos que disponibilizam os exames prescritos.</p>     <p>O projeto incidiu na investiga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios modelos (<i>benchmarking</i>) e na apresenta&ccedil;&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica (SI) que pudesse ser produzida internamente na ARS Algarve, racionalizando meios p&uacute;blicos e rentabilizando quadros qualificados. Este projeto &eacute; inovador na regi&atilde;o e no pa&iacute;s, suprindo necessidades atuais neste &acirc;mbito e ao mesmo tempo serve como exemplo de boas-pr&aacute;ticas de intra-empreendedorismo na Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, essencial ao desenvolvimento do servi&ccedil;o p&uacute;blico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.&nbsp;&nbsp; Enquadramento e Metodologia</b></p>     <p>A ARS Algarve aprovou a afeta&ccedil;&atilde;o dos recursos internos, nomeadamente na &aacute;rea de programa&ccedil;&atilde;o e engenharia de sistemas e comunica&ccedil;&atilde;o, necess&aacute;rios ao desenvolvimento da solu&ccedil;&atilde;o. Foram aplicados question&aacute;rios, numa adapta&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo Delphi, junto de diversos especialistas, dirigentes e profissionais de sa&uacute;de no sentido de validar algumas op&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e desenvolvimentos futuros a propor.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m usado o m&eacute;todo de estudo de caso, com a an&aacute;lise de documenta&ccedil;&atilde;o de outros SI em uso no SNS, e realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas explorat&oacute;rias a profissionais encarregues da gest&atilde;o de conven&ccedil;&otilde;es, nomeadamente para aferir as necessidades existentes. Seguiu-se um inqu&eacute;rito a utilizadores para estudar os principais problemas dos SI (<i>benchmarking</i>) assim como suas vantagens e valor acrescentado para a &aacute;rea em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi desenvolvida uma an&aacute;lise funcional, testada por um painel de especialistas e gestores de conven&ccedil;&otilde;es em sess&otilde;es de brainstorming, para validar e adequar a proposta &agrave;s necessidades reais. Na fase de prototipagem est&aacute; programada uma sess&atilde;o de <i>design thinking</i> com operacionais do setor das conven&ccedil;&otilde;es e futuros utilizadores da aplica&ccedil;&atilde;o, para testar a solu&ccedil;&atilde;o em desenvolvimento, nomeadamente em termos de ergonomia, e programar ajustes finais para obter um produto adequado &agrave;s suas expetativas de utiliza&ccedil;&atilde;o (Stewart &amp; Fortune, 1995).</p>     <p>Foi realizado um levantamento dos dados sobre conven&ccedil;&otilde;es, sendo codificados e incorporados numa base de dados para facilitar a fase de testes do produto e permitir a transfer&ecirc;ncia para a aplica&ccedil;&atilde;o, por via eletr&oacute;nica em vez de carregamento manual. Considerando que o desenvolvimento do projeto aplicado foi acolhido pela dire&ccedil;&atilde;o superior da organiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foi necess&aacute;rio realizar um estudo de mercado nem foi considerado relevante assumir uma preocupa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica (defini&ccedil;&atilde;o da amostra) pois o objetivo n&atilde;o seria estimar, mas testar o conceito e orientar a constru&ccedil;&atilde;o do SI.</p>     <p><b>3.1. Inqu&eacute;rito Delphi</b></p>     <p>Segundo Hasson et al. (2000), o m&eacute;todo Delphi &eacute; uma t&eacute;cnica de facilita&ccedil;&atilde;o de grupos, atrav&eacute;s de um processo de m&uacute;ltiplos est&aacute;gios iterativos, especialmente &uacute;til para transformar a opini&atilde;o geral num consenso de grupo. Esta t&eacute;cnica pode ser utilizada na investiga&ccedil;&atilde;o de projetos de SI (Keil et al., 1998) para identificar e categorizar as quest&otilde;es chave da solu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O m&eacute;todo Delphi foi adaptado a um inqu&eacute;rito online, onde especialistas da &aacute;rea da sa&uacute;de, convidados para esse efeito, foram sucessivamente categorizando op&ccedil;&otilde;es, re-submetidas at&eacute; &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da lista final que reunia consenso alargado. A op&ccedil;&atilde;o pela aplica&ccedil;&atilde;o deste m&eacute;todo residiu na possibilidade de testar alternativas e melhorar o esbo&ccedil;o inicial da arquitetura a utilizar e validar op&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento futuras, atrav&eacute;s da opini&atilde;o de um leque variado de profissionais da &aacute;rea. Foram convidados m&eacute;dicos, enfermeiros, operacionais e especialistas da gest&atilde;o de conven&ccedil;&otilde;es, dirigentes e quadros superiores de diversas institui&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>Foram realizados inqu&eacute;ritos a 16 profissionais, 75% dos quais em fun&ccedil;&otilde;es no setor p&uacute;blico (81% com forma&ccedil;&atilde;o superior). A m&eacute;dia de idades dos inquiridos &eacute; de 41 anos e 75% s&atilde;o do sexo feminino. Em termos de distribui&ccedil;&atilde;o por tipo de entidade, 25% desempenha fun&ccedil;&otilde;es num ACeS (Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de), 50% numa ARS e 25% numa entidade convencionada. Este inqu&eacute;rito permitiu testar e recolher informa&ccedil;&atilde;o sobre v&aacute;rias propostas, aplicando v&aacute;rias rondas at&eacute; obter as mais consensuais.</p>     <p><b>3.2. Entrevistas </b></p>     <p>Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, de modo informal, que permitiram o enquadramento desta &aacute;rea das conven&ccedil;&otilde;es, aferir necessidades espec&iacute;ficas e percecionar atuais fragilidades e inefici&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m pontos fortes e expetativas, nomeadamente dos operacionais da gest&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; solu&ccedil;&atilde;o final a apresentar. As entrevistas foram realizadas a v&aacute;rios profissionais, nomeadamente nas &aacute;reas da economia da sa&uacute;de e da gest&atilde;o de conven&ccedil;&otilde;es, dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e engenharia de sistemas. Foi desenhado um gui&atilde;o para auxiliar as entrevistas, ainda que as respostas n&atilde;o tenham sido codificadas. O objetivo foi obter um enquadramento geral e algumas pistas sobre as aspira&ccedil;&otilde;es daqueles que foram envolvidos no projeto, para que a solu&ccedil;&atilde;o a desenvolver fosse ajustada &agrave;s necessidades.</p>     <p><b>3.3. Estudo de caso</b></p>     <p>Carmo &amp; Ferreira (1998) enquadram o estudo de caso como uma abordagem emp&iacute;rica que investiga um fen&oacute;meno em contexto real. O estudo de caso foi suportado por duas t&eacute;cnicas complementares: 1) a investiga&ccedil;&atilde;o de dois SI em uso, nomeadamente ao n&iacute;vel dos manuais e literatura espec&iacute;fica dispon&iacute;vel, seguindo-se um teste &agrave;s aplica&ccedil;&otilde;es; e 2) um question&aacute;rio online, essencialmente com o objetivo de gerar informa&ccedil;&atilde;o que orientasse o desenvolvimento da solu&ccedil;&atilde;o final.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram convidados a participar neste estudo de caso profissionais ligados &agrave;s entidades convencionadas do SIGIC (Sistema Integrado de Gest&atilde;o de Inscritos para Cirurgia) e utilizadores do SISO (Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de Oral), bem como de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como hospitais, outras regi&otilde;es de sa&uacute;de e servi&ccedil;os centrais que tutelam a &aacute;rea. Isto permitiu recolher informa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do conhecimento t&aacute;cito detido pelos inquiridos, resultante de sua experi&ecirc;ncia quotidiana. O inqu&eacute;rito online foi realizado atrav&eacute;s do Google Forms e os dados foram trabalhados em SPSS e Excel.</p>     <p>Em m&eacute;dia, os inquiridos trabalham com SI em sa&uacute;de h&aacute; 7 anos, 5 dos quais no sistema em estudo e trabalham na &aacute;rea da sa&uacute;de h&aacute; 11 anos, 10 dos quais na institui&ccedil;&atilde;o atual. Foram inquiridos profissionais que a n&iacute;vel local, regional e central utilizam aqueles dois SI, obtendo-se informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til e procurando evitar enviesamentos. O Departamento de Contratualiza&ccedil;&atilde;o (DC) trabalha com um conjunto de aplica&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas que desenvolve, descritos na tabela seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma vez que dois dos SI usados s&atilde;o na &aacute;rea da gest&atilde;o de conven&ccedil;&otilde;es (SIGLIC e SISO), a op&ccedil;&atilde;o recaiu no seu estudo mais aprofundado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.&nbsp;&nbsp; Discuss&atilde;o de Resultados</b></p>     <p>No contexto do estudo de caso (investiga&ccedil;&atilde;o de dois SI em uso), as quest&otilde;es foram categorizadas em fun&ccedil;&atilde;o de: (i) caracteriza&ccedil;&atilde;o geral do inquirido; (ii) adequa&ccedil;&atilde;o operacional do SI em estudo; (iii) comunica&ccedil;&atilde;o e atendimento; (iv) problemas frequentes; (v) integra&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o no SI em estudo; (vi) adequa&ccedil;&atilde;o e robustez; e (vii) desenvolvimentos. Segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o de alguns dos principais outputs, obtidos com o software estat&iacute;stico SPSS (<a href="#t2">Tabelas 2</a>, <a href="#t3">3</a> e <a href="#t4">4</a>). Na <a href="#t4">Tabela 4</a>, as m&eacute;dias devem ser interpretadas dentro da escala: &ldquo;Nada adequado&rdquo;=1; &ldquo;Pouco adequado&rdquo;=2; &ldquo;Adequado&rdquo;=3; e &ldquo;Muito adequado&rdquo;=4.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06t3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As m&eacute;dias da <a href="#t4">Tabela 4</a> permitem ordenar as caracter&iacute;sticas mais pontuadas pelos inquiridos em rela&ccedil;&atilde;o aos dois SI estudados (SIGLIC e SISO), em fun&ccedil;&atilde;o do seu n&iacute;vel de concord&acirc;ncia.</p>     <p>Este <i>benchmarking</i> permitiu conhecer melhor dois SI semelhantes ao sistema em quest&atilde;o (SinC), fornecendo importantes informa&ccedil;&otilde;es para o seu desenvolvimento, forma&ccedil;&atilde;o e subsequente apoio, colmatando falhas de conce&ccedil;&atilde;o n&atilde;o identificadas. No seguimento destes resultados, e tamb&eacute;m de reuni&otilde;es e sess&otilde;es de brainstorming no &acirc;mbito do projeto, os principais aspetos a incorporar no desenho do SinC s&atilde;o:</p>     <p>&middot; Permitir a comunica&ccedil;&atilde;o entre as diversas entidades, automatizando procedimentos que apoiem a gest&atilde;o dos processos a desenvolver, de forma a reduzir o tempo de trabalho, gerando efici&ecirc;ncias com impacto na redu&ccedil;&atilde;o do custo com pessoal podendo dedicar-se a outras tarefas.</p>     <p>&middot; Dispor de op&ccedil;&otilde;es para obter informa&ccedil;&atilde;o operacional, mas tamb&eacute;m <i>dashboards</i> que permitam monitorizar a situa&ccedil;&atilde;o atual das conven&ccedil;&otilde;es, sem necessidade de realizar consultas/relat&oacute;rios ad hoc.</p>     <p>&middot; Possibilidade de parametrizar relat&oacute;rios espec&iacute;ficos e dispor de alguns relat&oacute;rios padr&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades atuais, com as datas em que as conven&ccedil;&otilde;es expiram e avisos/alertas para facilitar a gest&atilde;o dos prazos.</p>     <p>&middot; Dispor da possibilidade de carregar documentos eletr&oacute;nicos como os pactos sociais, licen&ccedil;as de funcionamento e outros documentos de controlo, para evitar consumos de tempo em arquivo ou necessidade de gerar mais papel.</p>     <p>&middot; Mapa de contactos que facilite o acesso a informa&ccedil;&atilde;o resumo das entidades convencionadas e dos exames que convencionam.</p>     <p>&middot; Simplicidade nos menus e ergonomia de utiliza&ccedil;&atilde;o (acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o com o m&iacute;nimo de passos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot; Sistema fi&aacute;vel, sem requerer demasiados recursos e mem&oacute;ria do computador ou da rede.</p>     <p>&middot; Disponibilidade permanente do <i>helpdesk</i> com capacidade para desenvolver altera&ccedil;&otilde;es decorrentes de mudan&ccedil;as legislativas ou operacionais.</p>     <p>&middot; Estudar o desenvolvimento futuro da aplica&ccedil;&atilde;o para incluir suporte <i>wireless</i>, nomeadamente para uso em <i>tablets</i>.</p>     <p><b>4.1. Fatores de sucesso </b></p>     <p>Em suma, os principais fatores de sucesso do sistema resumem-se na <a href="#t5">Tabela 5</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O ambiente interno e externo n&atilde;o s&atilde;o est&aacute;veis ao longo do tempo, pelo que s&atilde;o de dif&iacute;cil previs&atilde;o. Os fatores da <a href="#t5">Tabela 5</a> foram considerados no desenvolvimento do projeto, em que uma incorreta avalia&ccedil;&atilde;o destes pode comprometer a solu&ccedil;&atilde;o a apresentar. Estes fatores foram tamb&eacute;m relevantes na elabora&ccedil;&atilde;o do plano de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A metodologia utilizada permitiu suportar um conjunto de decis&otilde;es org&acirc;nicas, nomeadamente no modelo de intera&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica abaixo explicitado e sobretudo na fase conceptual e de arquitectura, clarificando a defini&ccedil;&atilde;o de menus e outros elementos a incorporar no software. E o estudo de caso, ao analisar SI desenvolvidos para outras &aacute;reas, deu contributos importantes para este projeto, evitando erros de conce&ccedil;&atilde;o ou insist&ecirc;ncia em caracter&iacute;sticas que os potenciais utilizadores n&atilde;o consideram relevantes ou necess&aacute;rios. Isto encurta a curva de experi&ecirc;ncia (tentativa, erro, corre&ccedil;&atilde;o) da equipa de desenvolvimento nos aspetos mais t&eacute;cnicos no dom&iacute;nio das conven&ccedil;&otilde;es. As entrevistas e a aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo Delphi permitiram concentrar os outputs em necessidades de informa&ccedil;&atilde;o pertinentes e envolver os profissionais de v&aacute;rios n&iacute;veis (nacional, regional e local) e com v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es na divulga&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica do projeto, o que permitir&aacute; aumentar o grau de reconhecimento e aceita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.&nbsp;&nbsp; A Solu&ccedil;&atilde;o - SinC</b></p>     <p>Ap&oacute;s as sec&ccedil;&otilde;es anteriores, que permitiram conhecer melhor a organiza&ccedil;&atilde;o, enquadrar o problema e auscultar outros SI, apresenta-se a seguir o enquadramento espec&iacute;fico, conce&ccedil;&atilde;o e desenho da solu&ccedil;&atilde;o (SinC).</p>     <p>O SinC &eacute; uma proposta de solu&ccedil;&atilde;o integrada (<a href="#f1">Figura 1</a>), dividida em dois m&oacute;dulos com caracter&iacute;sticas distintas, quer em rela&ccedil;&atilde;o ao p&uacute;blico a que se dirige quer ao n&iacute;vel do problema a resolver: 1) gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es (GC); e 2) <i>website</i> para comunicar com os utentes em tempo real (AS360), que permite distribuir informa&ccedil;&atilde;o organizada e categorizada obtida no GC (nomeadamente georreferenciada) dos recursos de sa&uacute;de dispon&iacute;veis no Algarve, p&uacute;blicos e convencionados, para al&eacute;m da capacidade de receber inputs dos utilizadores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Inserindo-se no ambiente <i>web 2.0</i> (O&rsquo;Reilly &amp; Battelle, 2009), pretende-se centrar esta solu&ccedil;&atilde;o no utilizador, n&atilde;o apenas profissional (interno ou externo) mas sobretudo no utente que pode comunicar e interagir com a ARS Algarve por este meio. N&atilde;o apenas para obter a informa&ccedil;&atilde;o que necessita na &aacute;rea das conven&ccedil;&otilde;es e acordos, mas tamb&eacute;m para reclamar, expor, elogiar ou recomendar nas redes sociais as suas experi&ecirc;ncias com entidades convencionadas, participando no esfor&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o deste sistema.</p>     <p><b>5.1. Organiza&ccedil;&atilde;o funcional</b></p>     <p>Prop&otilde;em-se dois n&iacute;veis complementares para o desenvolvimento da solu&ccedil;&atilde;o: n&iacute;vel de projeto e n&iacute;vel operacional. A equipa de projeto &eacute; incumbida de desenvolver o produto, aplicar o plano de comunica&ccedil;&atilde;o e avaliar a implementa&ccedil;&atilde;o operacional, emitindo as recomenda&ccedil;&otilde;es e desenvolvendo os ajustes necess&aacute;rios. Esta equipa ser&aacute; extinta 6 meses ap&oacute;s a entrada em funcionamento pleno do SI, ainda que os especialistas de inform&aacute;tica se mantenham como equipa de manuten&ccedil;&atilde;o e apoio sob a responsabilidade funcional do N&uacute;cleo de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o da ARS Algarve.</p>     <p>A equipa operacional das conven&ccedil;&otilde;es de MCDT, integrada no Departamento de Contratualiza&ccedil;&atilde;o, exerce as fun&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e administrativas da gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es. Constitui um elemento essencial ao desenvolvimento do SI e foi envolvida desde a fase de investiga&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o. Na elabora&ccedil;&atilde;o do projeto, a mesma foi constantemente envolvida, inquirida, inclu&iacute;da nos testes de conceito e na prototipagem, porque ser&aacute; esta que diariamente utilizar&aacute; o SinC.</p>     <p><b>5.2. Conce&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da solu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de desenvolveu uma VPN<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> encriptada - a Rede de Informa&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (RIS) - que permite garantir a seguran&ccedil;a e controlo de acessos, a confidencialidade dos dados de sa&uacute;de, entre outros aspetos. Esta rede n&atilde;o permite o acesso geral, pelo que a aplica&ccedil;&atilde;o SinC &eacute; desenvolvida com a Intranet. Esta foi a solu&ccedil;&atilde;o mais adequada para dar resposta &agrave;s necessidades de acesso, integra&ccedil;&atilde;o e partilha da informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente devido &agrave; necessidade de liga&ccedil;&atilde;o externa fornecendo a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao <i>website</i> AS360 e permitindo que as entidades convencionadas se liguem &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o (sem necessidade de possuir um IP<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> fixo).</p>     <p><b>5.2.1. Ciclo de vida do produto e desafios</b></p>     <p>Planear elementos que permitam evitar o decl&iacute;nio do produto &eacute; algo que deve ser incorporado no desenvolvimento. A introdu&ccedil;&atilde;o de melhorias e novas ferramentas (C&oacute;digo QR e Apps) permite manter a maturidade e adequa&ccedil;&atilde;o do produto com resposta sustentada para os problemas identificados. O controlo sobre o desenvolvimento, realizado por meios pr&oacute;prios e salvaguardando a propriedade e acesso ao c&oacute;digo do programa, &eacute; relevante para atualizar o SI sempre que necess&aacute;rio.</p>     <p>As linguagens de programa&ccedil;&atilde;o utilizadas est&atilde;o relacionadas com dois vetores: (i) necessidades t&eacute;cnicas face aos objetivos do produto final; e (ii) compet&ecirc;ncia dos recursos humanos envolvidos na programa&ccedil;&atilde;o. Tais linguagens s&atilde;o HTML<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> (para a constru&ccedil;&atilde;o do site, por permitir a interpreta&ccedil;&atilde;o generalizada dos navegadores de internet); Javascript (linguagem de programa&ccedil;&atilde;o que aumenta a interatividade, usabilidade e n&iacute;vel de pormenores visuais das p&aacute;ginas); e PHP<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> (pela rapidez de processamento, manuten&ccedil;&atilde;o simples e exequ&iacute;vel em qualquer plataforma).</p>     <p>O sistema de gest&atilde;o de bases de dados utilizado foi o MySQL, por ser de utiliza&ccedil;&atilde;o livre, interagir com PHP e pela rapidez com que realiza pesquisas nos dados. Para garantir maior seguran&ccedil;a operacional, ser&aacute; utilizado o protocolo HTTPS<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> que, atrav&eacute;s da encripta&ccedil;&atilde;o da conex&atilde;o de dados, incrementa a seguran&ccedil;a das comunica&ccedil;&otilde;es entre clientes e servidor. A componente de referencia&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do <i>website</i> utiliza o <i>Google Maps</i> como fornecedor e gestor de localiza&ccedil;&otilde;es. A op&ccedil;&atilde;o prende-se com a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o, estabilidade da liga&ccedil;&atilde;o e por n&atilde;o ter custos para o n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias que ser&atilde;o utilizadas.</p>     <p>Conforme a <a href="#f2">Figura 2</a>, os utilizadores da ARS Algarve t&ecirc;m acesso ao GC e ao AS360 por via da RIS, onde est&aacute; instalado o servidor que aloja o SinC. Os utilizadores externos, entidades convencionadas e popula&ccedil;&atilde;o em geral, fazem o seu acesso via liga&ccedil;&atilde;o protegida ao servidor (atrav&eacute;s da internet).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/rist/n15/n15a06f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na fase de prototipagem, ser&atilde;o convidados a participar elementos que lidam com aplica&ccedil;&otilde;es de outras &aacute;reas, para obter um design adequado e arquitetura robusta. Depois dessa fase a programa&ccedil;&atilde;o &eacute; finalizada e o produto &eacute; colocado online.</p>     <p>O desenvolvimento e aplica&ccedil;&atilde;o do projeto teve variados desafios, que resultaram das limita&ccedil;&otilde;es de recursos humanos dispon&iacute;veis e da necessidade de priorizar desenvolvimentos em SI cl&iacute;nicos, nomeadamente rastreios oncol&oacute;gicos e de cobran&ccedil;a de taxas moderadoras em postos de praia. Ocorreram ainda altera&ccedil;&otilde;es estruturais, como a mudan&ccedil;a de instala&ccedil;&otilde;es da sede da ARS Algarve, que retirou durante v&aacute;rios meses os colaboradores da &aacute;rea de SI para o suporte das migra&ccedil;&otilde;es, mudan&ccedil;as de servidores e restante plataforma inform&aacute;tica, para al&eacute;m das configura&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias em mais de uma centena de postos de trabalho. Existiram tamb&eacute;m condicionantes que decorrem dos processos de contratualiza&ccedil;&atilde;o com hospitais e cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios no in&iacute;cio do ano, retirando colaboradores essenciais &agrave; gest&atilde;o deste projeto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>6.&nbsp;&nbsp; Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Com o SI proposto &eacute; esperada a consolida&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o sobre acordos e conven&ccedil;&otilde;es, assim como a simplifica&ccedil;&atilde;o e disponibilidade de acesso, considerando que se encontra atualmente dispersa em suporte papel. Em suporte eletr&oacute;nico permite codificar conhecimento &uacute;til e automatizar algumas fun&ccedil;&otilde;es, nomeadamente ao n&iacute;vel do controlo e gest&atilde;o de processos das conven&ccedil;&otilde;es. &Eacute; criada a oportunidade de aproximar os convencionados e os utentes, promovendo a participa&ccedil;&atilde;o mais ativa destes &uacute;ltimos na obten&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o desejada. Promove tamb&eacute;m uma participa&ccedil;&atilde;o mais ativa dos profissionais de sa&uacute;de e de apoio ao utente, na obten&ccedil;&atilde;o e presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o aos seus p&uacute;blicos-alvo.</p>     <p>O maior desafio na implementa&ccedil;&atilde;o do sistema proposto, desenvolvido com utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva de recursos pr&oacute;prios de uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica neste per&iacute;odo de limita&ccedil;&atilde;o de recursos (ANAO, 2009), prende-se com imprevistos que possam ocorrer noutras &aacute;reas e requeiram a desafeta&ccedil;&atilde;o de recursos deste projeto. Ao n&iacute;vel operacional ocorreram altera&ccedil;&otilde;es nas prioridades dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em desenvolvimento, o que se traduziu numa limita&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis para a equipa deste projeto.</p>     <p>A solu&ccedil;&atilde;o encontrada apresenta duas vertentes distintas, uma dirigida &agrave; gest&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es (GC) e outra para a divulga&ccedil;&atilde;o georreferenciada das entidades de sa&uacute;de convencionadas e respetivos exames (AS360):</p>     <p>&middot; GC: &eacute; esperado um tempo de adapta&ccedil;&atilde;o curto, uma vez que os operacionais foram envolvidos desde a arquitetura do sistema, contribuindo para que fosse adequado &agrave;s suas necessidades e expetativas (ergonomia de utiliza&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o interna). O maior esfor&ccedil;o antecipado reside na divulga&ccedil;&atilde;o junto das entidades convencionadas. No entanto, considerando que a entidade promotora &eacute; reguladora regional, n&atilde;o s&atilde;o esperados problemas na introdu&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o do sistema;</p>     <p>&middot; AS360: esta componente &eacute; dirigida &agrave; faixa de utilizadores com conhecimentos e acesso &agrave; internet. &Eacute; de notar que uma parte da popula&ccedil;&atilde;o (mais idosa ou menos escolarizada), a quem s&atilde;o prescritos exames a realizar em entidades convencionadas, n&atilde;o tem acesso direto &agrave; internet. Assim, o contacto telef&oacute;nico com os profissionais de sa&uacute;de e assistentes t&eacute;cnicos ser&aacute; substancialmente melhorado. Como qualquer tecnologia, ser&aacute; necess&aacute;rio ganhar a confian&ccedil;a dos profissionais dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e garantir que a aplica&ccedil;&atilde;o esteja sempre funcional e atualizada.</p>     <p>Este projeto foi dimensionado para dar resposta a dois problemas: (i) gerir as conven&ccedil;&otilde;es de MCDT de forma eficiente e (ii) permitir que os utentes e profissionais de sa&uacute;de obtenham informa&ccedil;&atilde;o sobre estas conven&ccedil;&otilde;es e onde as mesmas est&atilde;o dispon&iacute;veis no Algarve. No entanto, outros elementos poder&atilde;o ser alvo de desenvolvimento futuro tais como:</p>     <p>&middot; Impress&atilde;o das entidades que realizam os exames ou as consultas, na pr&oacute;pria prescri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&middot; Melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o da ARS Algarve com <i>banners</i> de informa&ccedil;&atilde;o sobre rastreios (utentes) e outros eventos de sa&uacute;de (profissionais), entre outras informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis (informa&ccedil;&atilde;o sazonal sobre disponibilidade de equipas de sa&uacute;de durante o per&iacute;odo balnear e localiza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos mais pr&oacute;ximos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot; Sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos equipamentos e instala&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do Algarve, com informa&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea de sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>     <p>&middot; Apps para acesso ao GC e ao AS360 por iOS e Android.</p>     <p>&middot; C&oacute;digo QR nas prescri&ccedil;&otilde;es para acesso &agrave; p&aacute;gina dos locais de presta&ccedil;&atilde;o das entidades convencionadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>ANAO (2009). Innovation in the Public Sector: Enabling Better Performance, Driving New Directions. Report, Australian National Audit Office.</p>     <!-- ref --><p>Carmo, H. &amp; Ferreira, M. (1998). <i>Metodologia da Investiga&ccedil;&atilde;o: Guia para a auto-aprendizagem</i>. Lisboa: Universidade Aberta, ISBN: 972-674-231-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-9895201500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, S. (2010). Diagn&oacute;stico do SI do INEM: Fragilidades e Mudan&ccedil;as em Curso. In Rocha, &Aacute;. (Ed.), <i>Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Universidade Fernando Pessoa, 63-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-9895201500020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Freixo, J., &amp; Rocha, &Aacute;. (2014). Arquitetura de Informa&ccedil;&atilde;o de Suporte &agrave; Gest&atilde;o da Qualidade em Unidades Hospitalares. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (<i>14)</i>, 1&ndash;15. doi: <a href="http://doi.org/10.17013/risti.14.1-15" target="_blank">http://doi.org/10.17013/risti.14.1-15</a></p>     <!-- ref --><p>Hasson, F., Keeney, S. &amp; McKenna, H. (2000). Research guidelines for the Delphi survey technique, <i>Journal of Advanced Nursing</i>, 32(4), 1008-1015. doi: <a href="http://doi.org/10.1046/j.1365-2648.2000.t01-1-0156" target="_blank">http://doi.org/10.1046/j.1365-2648.2000.t01-1-0156</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-9895201500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Keil, M., Cule, P., Lyytinen, K. &amp; Schmidt, R. (1998). A framework for identifying software project risks, <i>Communications of the ACM</i>, 41(11), 76&ndash;83. doi: <a href="http://doi.org/10.1145/287831.287843" target="_blank">http://doi.org/10.1145/287831.287843</a></p>     <!-- ref --><p>Laureano, R., Caetano, N. &amp; Cortez, P. (2014). Previs&atilde;o de tempos de internamento num hospital portugu&ecirc;s: Aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia CRISP-DM. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, 13, 83-98. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4304/risti.13.83-98" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4304/risti.13.83-98</a> &nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-9895201500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Meynhardt, T. &amp; Diefenbach, F. (2012). What Drives Entrepreneurial Orientation in the Public Sector? Evidence from Germany&rsquo;s Federal Labor Agency, <i>Journal of Public Administration Research and Theory</i>, 22(4), 761-792. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1093/jopart/mus013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1093/jopart/mus013</a></p>     <p>O&rsquo;Reilly, T. &amp; Battelle, J. (2009). Web Squared: Web 2.0 Five Years On, Special Report. Dispon&iacute;vel em <a href="http://assets.en.oreilly.com" target="_blank">http://assets.en.oreilly.com</a> (acedido em 14 de Julho de 2014).</p>     <!-- ref --><p>Stewart, R. &amp; Fortune, J. (1995). Application of systems thinking to the identification, avoidance and prevention of risk, <i>International Journal of Project Management</i>, 13(5), 279-286. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0263-7863(95)00024-K" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/0263-7863(95)00024-K</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-9895201500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Teixeira, P. &amp; Rocha, &Aacute;. (2008). Gest&atilde;o da mudan&ccedil;a de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em unidades de sa&uacute;de: Proposta de investiga&ccedil;&atilde;o. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, 1, 78-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-9895201500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido / Recibido: 2/2/2015</p>     <p>Aceitação /Aceptación: 9/6/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <div><b>NOTAS</b>         <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> <a href="http://www.portaldasaude.pt/portal/servicos/prestadoresv2/pesquisa" target="_blank">http://www.portaldasaude.pt/portal/servicos/prestadoresv2/pesquisa</a>.</p>         <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> <i>Virtual Private Network</i>.</p>         <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> <i>Internet Protocol</i>.</p>         <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <i>HyperText Markup Language</i>.</p>         <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> <i>HyperText PreProcessor</i>.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> <i>HyperText Transfer Protocol Secure</i>.</p> </div>      ]]></body><back>
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<year>1998</year>
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