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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O professor de Matemática do ensino médio e as tecnologias de informação e comunicação nas escolas públicas estaduais de Goiás]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the final result of my master thesis "Information and communication technologies in the public schools of Goias. - what say high school mathematics teachers' and aims to analyze the use of ICT in the teaching process and mathematics learning in high school in the public schools of Goias. The methodology consisted at a qualitative approach and quantitative, utilizing bibliography review and fieldwork carried out in five schools located at the State Mesoregions. The results reveal a worrying situation in relation to the teaching process and mathematics learning through the inclusion of ICT in education, such as lack of physical infrastructure, educational policies as well planned and ongoing training of teachers to use ICT, end up drawing the map of non-inclusion of ICT in educational activities of teachers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O professor de Matem&aacute;tica do ensino m&eacute;dio e as tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o nas escolas p&uacute;blicas estaduais de Goi&aacute;s</b></p>     <p><b>Mathematics teacher high school in public schools of Goias and the information and communication technologies</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abadia de Lourdes da Cunha<sup>1</sup>, Maria Gon&ccedil;alves da Silva Barbalho<sup>2</sup>, Liberalina Teodoro de Rezende<sup>3</sup>, Rildo Mour&atilde;o Ferreira<sup>4.</sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>Docente da Secretaria de Estado de Educa&ccedil;&atilde;o de Goi&aacute;s. Discente do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente &ndash; UniEVANG&Eacute;LICA. An&aacute;polis-Goi&aacute;s-Brasil. E-mail: <a href="mailto:bacunha6@hotmail.com">bacunha6@hotmail.com</a></p>     <p><sup>2 </sup>Docente do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente &ndash; UniEVANG&Eacute;LICA- An&aacute;polis-Goi&aacute;s-Brasil. E-mail: <a href="mailto:mariabarbalho2505@gmail.com">mariabarbalho2505@gmail.com</a></p>     <p><sup>3 </sup>Docente da Universidade Estadual de Goi&aacute;s. Discente do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente &ndash; UniEVANG&Eacute;LICA. E-mail: <a href="mailto:libeteodoro@gmail.com">libeteodoro@gmail.com</a></p>     <p><sup>4 </sup>Docente do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente &ndash; UniEVANG&Eacute;LICA- An&aacute;polis-Goi&aacute;s-Brasil. E-mail: <a href="mailto:rildomourao@uol.com.br">rildomourao@uol.com.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo apresenta o resultado final da minha disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado &ldquo;As tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o nas escolas p&uacute;blicas estaduais em Goi&aacute;s &ndash; o que dizem os professores de Matem&aacute;tica do ensino m&eacute;dio&rdquo; e tem como objetivo analisar o uso das TIC no processo de ensino e aprendizagem de Matem&aacute;tica no ensino m&eacute;dio nas escolas p&uacute;blicas estaduais de Goi&aacute;s. A metodologia utilizada consistiu-se de uma abordagem de car&aacute;ter qualitativo e quantitativo com revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, trabalho de campo realizado em cinco col&eacute;gios localizados nas Mesorregi&otilde;es do Estado. Os resultados revelam um quadro preocupante no que se refere ao processo de ensino e de aprendizagem de Matem&aacute;tica atrav&eacute;s da inclus&atilde;o das TIC na educa&ccedil;&atilde;o, como a falta de estrutura f&iacute;sica, da forma&ccedil;&atilde;o continuada dos professores para o uso das TIC e de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas educacionais bem planejadas acabam por desenhar o mapa da n&atilde;o inclus&atilde;o das TIC nas a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas dos professores.</p>     <p><b>Palavras Chave </b>- Tecnologia; ensino e aprendizagem; forma&ccedil;&atilde;o de professor de Matem&aacute;tica e infraestrututa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article presents the final result of my master thesis &quot;Information and communication technologies in the public schools of Goias. - what say high school mathematics teachers&#39; and aims to analyze the use of ICT in the teaching process and mathematics learning in high school in the public schools of Goias. The methodology consisted at a qualitative approach and quantitative, utilizing bibliography review and fieldwork carried out in five schools located at the State Mesoregions. The results reveal a worrying situation in relation to the teaching process and mathematics learning through the inclusion of ICT in education, such as lack of&nbsp; physical infrastructure, educational policies as well planned and ongoing training of teachers to use ICT,&nbsp; end up drawing the map of non-inclusion of ICT in educational activities of teachers.</p>     <p><b>Keywords</b><i> - </i>Technology; teaching and learning; teacher training in Mathematics and infrastructure<i>.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aprendizagem dos conte&uacute;dos de Matem&aacute;tica tem sido h&aacute; muito tempo quest&otilde;es de discuss&atilde;o entre pesquisadores, gestores, professores, pais e sociedade em geral. Questiona-se o porqu&ecirc; das dificuldades dos alunos e buscam-se alternativas pedag&oacute;gicas para sanar a situa&ccedil;&atilde;o que hoje se encontra o processo de ensino e aprendizagem da Matem&aacute;tica.</p>     <p>Os dados sobre o ensino de Matem&aacute;tica no Brasil revelam resultados insatisfat&oacute;rios e dentre as causas apontadas por Vitti (1999) e Rodrigues (2001), destaca-se a rejei&ccedil;&atilde;o da disciplina pelos alunos em todas as classes sociais e em todos os n&iacute;veis de ensino.&nbsp; As principais causas dessa rejei&ccedil;&atilde;o, segundo Reis (2005), &eacute; a falta de motiva&ccedil;&atilde;o do professor para ensinar e a falta de motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos em aprender &ndash; devido &agrave; ideia pr&eacute;-concebida e aceita pelos alunos de que a Matem&aacute;tica &eacute; dif&iacute;cil &ndash; as experi&ecirc;ncias negativas que os alunos tiveram com essa mat&eacute;ria, a falta de rela&ccedil;&atilde;o entre a Matem&aacute;tica ensinada na escola e o cotidiano do aluno, a pr&aacute;tica do professor, pelas rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com os alunos, &agrave; forma como ensina, avaliar e tamb&eacute;m pelo rigor que a disciplina exige.</p>     <p>Mudan&ccedil;as no processo de ensino e aprendizagem de Matem&aacute;tica est&atilde;o sendo discutidas por pesquisadores ao longo dos &uacute;ltimos anos, n&atilde;o apenas no que se refere a conte&uacute;do, mas tamb&eacute;m no que se refere a objetivos e a metodologias. D&#39;Ambrosio (2002) considera que a Matem&aacute;tica &eacute; sem d&uacute;vida uma das mat&eacute;rias mais temidas pelos alunos, e que a utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias e da inform&aacute;tica nas aulas pode ser um excelente meio para a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, como tamb&eacute;m uma fonte metodol&oacute;gica para ajudar no processo de ensino e aprendizagem, al&eacute;m de auxiliar no desenvolvimento da autonomia dos alunos. Por&eacute;m, o autor salienta que as a&ccedil;&otilde;es devem ser planejadas. Deve-se pensar tamb&eacute;m nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de investimento para a forma&ccedil;&atilde;o continuada de professores, proporcionando aos docentes condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e did&aacute;tico-pedag&oacute;gica bem como na infraestrutura f&iacute;sica, com meios computacionais (hardware) e/ou de programas (software) adequados.</p>     <p>Pretende-se neste artigo verificar a inclus&atilde;o ou n&atilde;o inclus&atilde;o das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem de Matem&aacute;tica na rede p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o do Estado de Goi&aacute;s e como os professores de Matem&aacute;tica do ensino m&eacute;dio tem organizado sua pr&aacute;tica docente com o aux&iacute;lio dessas tecnologias nos anos de 2013 e 2014. Para tanto, foram selecionados 5 (cinco) col&eacute;gios, cada qual localizado em uma das Mesorregi&otilde;es goianas, situados nas cidades de Catal&atilde;o, de Goi&acirc;nia, de Jussara, de Luzi&acirc;nia e de Porangatu, conforme <a href ="/img/revistas/rist/spe4/spe4a02f1.jpg">Figura 1</a>.</p>     
<p>Para a sele&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios e respectivos col&eacute;gios, observou-se a distribui&ccedil;&atilde;o das Mesorregi&otilde;es do Estado de Goi&aacute;s, a representatividade do munic&iacute;pio junto a Seduce - Secretaria de Estado de Educa&ccedil;&atilde;o, Cultura e Esporte de Goi&aacute;s &ndash; e os Col&eacute;gios que contam com laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica e oferecem a 3&ordf; s&eacute;rie do ensino m&eacute;dio.&nbsp; A sele&ccedil;&atilde;o dos professores, do grupo gestor e dos alunos foi relaizada por meio de convite feito durante as visitas aos Col&eacute;gios.&nbsp; O representante do grupo gestor foi indicado pelo Diretor. Os professores de Matem&aacute;tica foram escolhidos entre o grupo de professores e os a turma da 3&ordf; s&eacute;rie foi indicada pelos professores de Matem&aacute;tica e pelo coordenador pedag&oacute;gico. A participa&ccedil;&atilde;o dos alunos foi volunt&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. O professor de Matem&aacute;tica, o processo de ensino e aprendizagem e as TIC.</b></p>     <p>Ser professor exige muito mais do que ter somente conhecimento sobre sua &aacute;rea espec&iacute;fica. &Eacute; preciso instigar, motivar o aluno a construir o conhecimento. O professor tem que ensinar o aluno a pensar, a descobrir. Mas para isso, ele tem que quebrar os velhos paradigmas da escola tradicional, deixando de ser somente um transmissor de informa&ccedil;&otilde;es. A educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria citada por Freire (2003), conhecida por conceber os alunos como meros telespectadores que deveriam absorver tudo conforme as concep&ccedil;&otilde;es de seus professores sem questionar, n&atilde;o &eacute; mais aceita.&nbsp;</p>     <p>Para Colette (2014) em qualquer tempo e especialmente na atualmente denominada &ldquo;sociedade do conhecimento&rdquo;, a educa&ccedil;&atilde;o deve corresponder &agrave; aprendizagem para a mudan&ccedil;a, o que significa dizer aprendizagem para o enfrentamento das mudan&ccedil;as aceleradas que o desenvolvimento tecnol&oacute;gico impulsiona na atualidade. O autor complementa trazendo a vis&atilde;o de Paulo Freire com trecho dos seus escritos &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o e Mudan&ccedil;a&rdquo; do ano de 1981, onde Freire diz que a educa&ccedil;&atilde;o para se enfrentar o processo de mudan&ccedil;a promove a forma&ccedil;&atilde;o da uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica, como instrumento maior para a efetiva&ccedil;&atilde;o de transforma&ccedil;&otilde;es significativas, tanto no plano individual quanto no plano global da sociedade.</p>     <p>Atualmente, verifica-se a necessidade de uma horizontalidade no processo de ensino e de aprendizagem, em que todos devem ser agentes desse processo.&nbsp; Segundo Freire (1999) o di&aacute;logo &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o horizontal. Nutre-se de amor, humildade, esperan&ccedil;a, f&eacute; e confian&ccedil;a.&nbsp; Nas palavras de Freire, percebe-se o v&iacute;nculo entre o di&aacute;logo e o fator afetivo que orientar&aacute; o valor essencial do di&aacute;logo em rela&ccedil;&atilde;o aos educandos que n&atilde;o se posicionar&atilde;o meramente como receptores, mas como indiv&iacute;duos participantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Andrade (2011) no mundo de hoje, as tecnologias s&atilde;o indispens&aacute;veis na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e dos adolescentes. Eles &lsquo;vivem&rsquo; tecnologias e quem n&atilde;o &lsquo;vive, &rsquo; sonha em viver. &Eacute; o mundo deles. Isto &eacute; fato. Como ignorar este &ldquo;potencial?&rdquo;. Na busca da quebra desse paradigma, n&atilde;o basta s&oacute; conscientizar a sociedade &eacute; preciso formar os educadores.</p>     <p>Em ambientes informatizados atribui-se grande &ecirc;nfase aos recursos usados no processo ensino e aprendizagem do ponto de vista construtivista, amparados pela concep&ccedil;&atilde;o de que o conhecimento &eacute; constru&iacute;do a partir de percep&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es do sujeito, constantemente mediadas por estruturas mentais j&aacute; constru&iacute;das ou em constru&ccedil;&atilde;o, em conson&acirc;ncia com o pr&oacute;prio processo de aprendizagem. Gravina (1998) afirmam que, na perspectiva construtivista, a aprendizagem da Matem&aacute;tica depende de a&ccedil;&otilde;es que caracterizam o fazer Matem&aacute;tica: experimentar, interpretar, visualizar, induzir, conjecturar, abstrair, generalizar e demonstrar. &Eacute; o aluno agindo, diferentemente de seu papel passivo frente a uma apresenta&ccedil;&atilde;o formal do conhecimento, baseada essencialmente na transmiss&atilde;o ordenada de fatos, geralmente na forma de defini&ccedil;&otilde;es e propriedades.</p>     <p>Para Assis (2009) existe atualmente uma diversidade de equipamentos e meios que propiciam inova&ccedil;&otilde;es para as diversas &aacute;reas do conhecimento. Para a Matem&aacute;tica existem in&uacute;meros softwares, dentre eles citamos o Geogebra, o Cabri-G&eacute;om&egrave;tre, o LOGO e o C&iacute;rculo Trigonom&eacute;trico, que auxiliam na editora&ccedil;&atilde;o de f&oacute;rmulas, nos desenhos gr&aacute;ficos, geom&eacute;tricos, entre outros.&nbsp; Tamb&eacute;m s&atilde;o utilizados m&eacute;todos audiovisuais atrav&eacute;s de fitas VHS ou CDs que s&atilde;o populares, com din&acirc;micas ou tra&ccedil;os do ramo geom&eacute;trico que fazem parte do dia a dia. As apresenta&ccedil;&otilde;es de filmes, entrevistas e document&aacute;rios apresentam um resultado bastante positivo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aten&ccedil;&atilde;o dos alunos.</p>     <p>Nesse sentido Guajardo (2001) diz que o professor de Matem&aacute;tica precisa entender que o recurso tecnol&oacute;gico como todas as ferramentas produzidas pelo ser humano pode ser usado para construir o progresso, combater iniquidade e dar maiores oportunidades &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es. Para utilizar as tecnologias &eacute; necess&aacute;rio ter consci&ecirc;ncia para que n&atilde;o se amplie a dist&acirc;ncia social do sistema educativo em termos de qualidade do ensino e de oportunidades aos estudantes. O professor precisa da legitimidade educacional na inclus&atilde;o do computador, da internet, de software em suas a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas, sendo essencial saber estabelecer links entre as TIC e o conhecimento matem&aacute;tico, possibilitando assim a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento. O dom&iacute;nio do t&eacute;cnico e do pedag&oacute;gico n&atilde;o deve acontecer de modo estanque, um separado do outro Valente (2005). Ou seja, n&atilde;o adianta dominar a tecnologia se n&atilde;o se tem a pedagogia de um professor e vice-versa.</p>     <p>&Eacute; necess&aacute;rio desenvolver capacidades que possibilite ao professor manusear os aparatos tecnol&oacute;gicos, para que ele possa se comunicar e interagir no mundo virtual. O letramento digital passa a ser um pr&eacute;-requisito fundamental, uma necessidade educacional e de sobreviv&ecirc;ncia para a inclus&atilde;o digital e nesse contexto a escola tem um papel fundamental, pois tem como miss&atilde;o formar cidad&atilde;os para a sociedade, para vida. A escola precisa preparar o aluno, para que ele possa utilizar de maneira significativa os recursos tecnol&oacute;gicos, fazendo emergir a autonomia, a coopera&ccedil;&atilde;o e a curiosidade, participando ativamente da constru&ccedil;&atilde;o do &ldquo;aprender a aprender&rdquo;, indo ao encontro da necessidade de ensinar aprendendo ou aprender ensinando.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A constru&ccedil;&atilde;o do objeto de pesquisa, o perfil do professor e as categorias de an&aacute;lise</b></p>     <p>A abordagem metodol&oacute;gica adotada na pesquisa fundamentou-se na an&aacute;lise qualitativa e quantitativa a partir da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, trabalho de campo, com question&aacute;rios semi-estruturados aplicados aos gestores dos col&eacute;gios (5), aos professores de Matem&aacute;tica(11) e aos alunos da 3&ordf; s&eacute;rie do enino m&eacute;dio (89)&nbsp; e&nbsp; entrevista aplicada aos mesmos professores. Totalizando 105 pessoas entrevistadas.</p>     <p>Para Reis (2014) a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma abordagem metodol&oacute;gica que utilize as val&ecirc;ncias dos m&eacute;todos qualitativos e quantitativos, &eacute; uma pr&aacute;tica comum e bastante em voga na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias sociais. Faz refer&ecirc;ncias a outros autores como Pope e Mays, onde afirmam que os dois m&eacute;todos n&atilde;o se excluem, apesar de diferirem na forma e na &ecirc;nfase, e a adi&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos qualitativos contribui para uma melhor compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos por via de um cunho racional e intuitivo bem como do estudo de rela&ccedil;&otilde;es de nexo causal.</p>     <p>A pesquisa obedeceu quatro etapas:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- inicialmente, foi realizada a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica no qual foram consultados artigos cient&iacute;ficos, publicados em anais de congressos, em revistas cient&iacute;ficas com classifica&ccedil;&atilde;o Qualis, disserta&ccedil;&otilde;es e teses, dentre outras fontes que retratassem o tema em estudo. Posteriormente, foi definido o recorte espacial, temporal e os atores envolvidos na pesquisa. A defini&ccedil;&atilde;o do &quot;campo de observa&ccedil;&atilde;o&quot; al&eacute;m do local (recorte espacial) e circunst&acirc;ncias (recorte temporal), a delimita&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o a ser estudada &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para uma boa leitura dos fatos (GIL, 2010; RUDIO, 1985; entre outros);</p>     <p>- elabora&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios e da entrevista - foram elaborados e utilizados como instrumentos da pesquisa tr&ecirc;s question&aacute;rios, que foram aplicados ao grupo gestor, aos professores e alunos. O question&aacute;rio aplicado ao gestor teve como objetivo conhecer a estrutura f&iacute;sica, de pessoal e pedag&oacute;gica da escola, bem como os recursos tecnol&oacute;gicos, Internet dispon&iacute;veis e utilizados pelos professores com os alunos, e o trabalho desenvolvido pelo Grupo Gestor do Col&eacute;gio para a melhoria do ensino e aprendizagem. O question&aacute;rio aplicado ao professor teve como objetivo identificar a forma&ccedil;&atilde;o dos professores de Matem&aacute;tica do Ensino M&eacute;dio Estadual de Goi&aacute;s, bem como os recursos tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;veis e utilizados pelos professores com os alunos. O question&aacute;rio aplicado aos alunos teve o prop&oacute;sito de identificar o perfil dos alunos, a partir dos dados socioecon&ocirc;micos e culturais, bem como informa&ccedil;&otilde;es sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias e Internet na escola, especialmente nas aulas de Matem&aacute;tica. As entrevistas foram realizadas como os professores e teve objetivo de obter maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre o processo de ensino e de aprendizagem, sobre a forma&ccedil;&atilde;o continuada, sobre as atividades acad&ecirc;micas dos professores de Matem&aacute;tica do Ensino M&eacute;dio Estadual de Goi&aacute;s, bem como dos recursos tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;veis e utilizados pelos professores com os alunos;</p>     <p>&nbsp;- trabalho de campo realizado nos cinco col&eacute;gios selecionados para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa foi feito por meio de visitas nos col&eacute;gios com objetivo de realizar entrevistas, aplicar os question&aacute;rios aos gestores, professores e alunos.&nbsp; Tamb&eacute;m foram tiradas fotografias para registrar a situa&ccedil;&atilde;o das escolas no momento da visita.</p>     <p>&nbsp;- tratamento dos dados coletados que foram transformados em categorias de an&aacute;lises. Ludke (1986) salientam que para a constru&ccedil;&atilde;o das categorias de an&aacute;lise, as unidades de significado podem ser combinadas para formar conceitos mais abrangentes ou ideias muito amplas, ou podem ser subdivididas em componentes menores para facilitar a composi&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados. As subcategorias est&atilde;o devidamente inseridas dentro das categorias pr&eacute;-existentes, conforme os objetivos da pesquisa. Assim, tendo como refer&ecirc;ncia os autores acima citados, optamos por dividir as subcategorias dentro das categorias pr&eacute;-existentes, a saber: 1) Forma&ccedil;&atilde;o dos professores; 2) Processo ensino e aprendizagem: Dificuldade na aprendizagem, desempenho dos alunos e rela&ccedil;&atilde;o professor aluno na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento; 3) Inclus&atilde;o das TIC nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas: Contatos com as TIC, planejamento das atividades acad&ecirc;micas, projeto pol&iacute;tico pedag&oacute;gico e curr&iacute;culo; 4) Estruturas dos Col&eacute;gios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s TIC: Pessoal, equipamentos tecnol&oacute;gicos e a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas desenvolvidas no col&eacute;gio e 5) Perfil socioecon&ocirc;mico e cultural dos alunos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s TIC: Situa&ccedil;&atilde;o familiar do aluno, vida financeira, situa&ccedil;&atilde;o escolar e lazer preferido e contato com as TIC.</p>     <p><b>3.1 Perfil do professor</b></p>     <p>Dos 11 professores pesquisados, seis s&atilde;o do sexo masculino cinco do sexo feminino. 64 % deles est&atilde;o na faixa et&aacute;ria de 41 a 50 anos e 36% est&atilde;o entre 30 a 41 anos. Sobre o fator experi&ecirc;ncia como professor de Matem&aacute;tica, 72% dos professores t&ecirc;m de 11 a 25 anos, dois professores tem de 06 a 10 anos e um com mais de 25 anos.</p>     <p><b>3.2 Perfil dos gestores</b></p>     <p>Foram pesquisados cinco profissionais, quatro s&atilde;o do sexo feminino e um do masculino. Um com idade menor do que 30 anos; dois entre 31 a 40 anos e dois com idade entre 41 a 50 anos. Todos possuem gradua&ccedil;&atilde;o; 60% especializa&ccedil;&atilde;o, 20% mestrado. Um dos pesquisados exerce a fun&ccedil;&atilde;o de secret&aacute;rio geral, um de professor, um coordenador pedag&oacute;gico, um vice-diretor e um diretor. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de trabalho na educa&ccedil;&atilde;o: 20% com menos de dez anos, 40% entre 11 a 20 anos e os outros 40% possuem mais de 20 anos na educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>3.3 Perfil dos alunos</b></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos 89 alunos pesquisados, todos s&atilde;o do turno matutino, 48 s&atilde;o do sexo feminino e 41 do sexo masculino, 27 est&atilde;o na faixa et&aacute;ria dos 16 anos, 49 est&atilde;o na faixa et&aacute;ria de 17 a 18 anos, 11 entre 19 a 24 anos e dois est&atilde;o acima de 24 anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.4 Categorias de an&aacute;lise</b></p>     <p><i>3.4.1 Forma&ccedil;&atilde;o dos professores</i></p>     <p>As respostas dos entrevistados revelam um ponto bastante positivo, que os professores possuem forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e especializa&ccedil;&atilde;o. Quest&atilde;o 03: composta pelos itens gradua&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o para as TIC. Observou-se que 100% dos professores possuem Licenciatura em Matem&aacute;tica, 91% deles com especializa&ccedil;&atilde;o e 56% possuem cursos na &aacute;rea das TIC. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es 19 &ldquo;A Seduc oferece forma&ccedil;&atilde;o continuada para o uso das NTIC?&rdquo; e quest&atilde;o 20 &ldquo;Os professores desse col&eacute;gio participam de cursos de forma&ccedil;&atilde;o continuada para o uso das NTIC?&rdquo; 80% dos gestores disseram que a Seduce oferece esses cursos e quando perguntados se os professores participam desses cursos 40% disseram que sim, 40% disseram que n&atilde;o e 20% n&atilde;o responderam esse item. Quest&atilde;o 5 - Em sua opini&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio promover momentos de estudos te&oacute;ricos e de orienta&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para o uso das NTIC em sala de aula? O que acha da ideia de apresentar aos seus alunos alguns conte&uacute;dos curriculares de Matem&aacute;tica, aplicando uma atividade previamente planejada fazendo uso das NTIC como material did&aacute;tico? As respostas obtidas mostram a preocupa&ccedil;&atilde;o dos professores sobre a forma&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que 100% deles disseram que sim. De acordo com um dos professores &eacute; nos momentos te&oacute;ricos que se consegue elaborar melhor o planejamento. Segundo ele, saber planejar &eacute; muito importante, e essas discuss&otilde;es com outros professores da &aacute;rea e de &aacute;reas afins enriquecem e muito o trabalho. O professor ainda argumenta que esses momentos te&oacute;ricos de forma&ccedil;&atilde;o e de troca s&atilde;o os que podem nos capacitar para trabalhar novas experi&ecirc;ncias, e a inclus&atilde;o das tecnologias &eacute; uma delas.</p>     <p>Nos relatos dos professores observa-se que todos sentem a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o continuada. E quando essa forma&ccedil;&atilde;o refere-se ao uso das TIC nas atividades acad&ecirc;micas escolares, torna-se mais urgente consider&aacute;-la como a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, pois os professores t&ecirc;m dificuldades tanto estruturais como de forma&ccedil;&atilde;o para essa a&ccedil;&atilde;o. Percebe-se que h&aacute; uma equidade entre os professores que possuem forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea das TIC e os que n&atilde;o t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o. Outro fator relevante e que precisa ser revisto &eacute; a n&atilde;o continuidade dos programas desenvolvidos pelos NTEs, conforme observaram dois professores &ldquo;Temos somente um curso b&aacute;sico (do NTE) para o uso das tecnologias. Precisamos de forma&ccedil;&atilde;o completa. At&eacute; come&ccedil;amos um curso pelo NTE, mas n&atilde;o teve continuidade, precisamos de a&ccedil;&otilde;es que finalizem, de propostas que sejam bem planejadas e que tenham inicio, meio e fim&quot;.</p>     <p>Candau (1997) apresenta tr&ecirc;s aspectos fundamentais para o processo de forma&ccedil;&atilde;o continuada de professores: a escola, como l&oacute;cus privilegiado de forma&ccedil;&atilde;o; a valoriza&ccedil;&atilde;o do saber docente; e o ciclo de vida dos professores. Isto significa dizer que a forma&ccedil;&atilde;o continuada precisa: primeiro, partir das necessidades reais do cotidiano escolar do professor; depois, valorizar o saber docente, ou seja, o saber curricular e/ou disciplinar, mais o saber da experi&ecirc;ncia; por fim, valorizar e resgatar o saber docente constru&iacute;do na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica (teoria + pr&aacute;tica).</p>     <p><i>3.4.2. Processo ensino e aprendizagem</i></p>     <p>Essa categoria foi dividida em outras tr&ecirc;s subcategorias. A primeira com foco na dificuldade de aprendizagem, que busca respaldo na entrevista com os professores na quest&atilde;o 01 - &ldquo;Na sua concep&ccedil;&atilde;o quais os principais fatores que dificultam a aprendizagem do aluno?&rdquo; As respostas apontam uma s&eacute;rie de fatores que deixaram os professores bastante preocupados. A &ldquo;falta de compromisso, interesse e foco&rdquo; com (73%), &ldquo;falta de conhecimento sobre conte&uacute;dos b&aacute;sicos de Matem&aacute;tica&rdquo; (63,64%). Os itens: &ldquo;falta de disciplina dos alunos&rdquo; e as quest&otilde;es relacionadas ao &ldquo;curr&iacute;culo extenso&rdquo;, que dificulta a retomada de conte&uacute;dos b&aacute;sicos que os alunos desconhecem, relacionados ao &ldquo;Sistema de ensino deficit&aacute;rio&rdquo; e as &ldquo;exig&ecirc;ncias do Sistema de ensino&rdquo; acabam por engessar o professor, representam (45,45%). Outro fator preocupante &eacute; a &ldquo;falta da fam&iacute;lia na escola&rdquo; (36,36%) que tem liga&ccedil;&atilde;o direta com os &ldquo;fatores sociais, com problemas estruturais, financeiros e drogas&rdquo; (9,09%). Questiona-se tamb&eacute;m o &ldquo;ensino de Matem&aacute;tica sem significado, fora do contexto do aluno&rdquo;, com 9,09%.&nbsp; Os professores chamam a aten&ccedil;&atilde;o sobre os problemas sociais, falta de estrutura do sistema de ensino e a falta do envolvimento da fam&iacute;lia na vida dos seus filhos, dentro e fora da escola.</p>     <p>A segunda subcategoria refere-se &agrave;s quest&otilde;es 21, 22, 24 e 25 do question&aacute;rio do professor que apresentam a dimens&atilde;o sobre o desempenho dos alunos. E as quest&otilde;es aplicadas aos alunos de 17 a 19 anos. Na an&aacute;lise da quest&atilde;o 21 &ldquo;O interesse dos alunos nas aulas expositivas de Matem&aacute;tica utilizando livros/apostilas e lousa &eacute; considerado pelo professor: bom ou satisfat&oacute;rio constatamos que (91%) dos entrevistados consideram satisfat&oacute;rio enquanto que 9% diz que n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;rio. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o 22 &ldquo;O interesse dos alunos nas aulas de Matem&aacute;tica utilizando as NTIC demonstra ser:&rdquo; Seis professores responderam que consideram satisfat&oacute;rio, um professor respondeu n&atilde;o ser satisfat&oacute;rio enquanto que quatro professores responderam que n&atilde;o utilizam as NTIC nas suas aulas. A quest&atilde;o 24 &ldquo;A aprendizagem dos alunos &eacute; melhor quando&rdquo;? Um dos professores respondeu que os alunos apresenta o mesmo interesse das aulas expositivas (utilizando livros, apostila e lousa) nas aulas em que &nbsp;utiliza as NTIC. 64% dos pesquisados disseram que a aprendizagem &eacute; melhor quando utilizam as NTIC e dois disseram que a aprendizagem &eacute; melhor nas aulas expositivas utilizando livros, apostila e lousa. A quest&atilde;o 25 &ldquo;Na sala de aula quando utilizam a internet (sem bloqueio) o que os alunos mais acessam:&rdquo; 72% dos professores disseram que s&atilde;o as redes sociais e tr&ecirc;s deles afirmaram n&atilde;o utilizar a internet nas aulas.</p>     <p>Quest&atilde;o 17 &ldquo;Em sua opini&atilde;o as atividades desenvolvidas pelo professor no laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica utilizando as novas tecnologias/internet contribui para o seu aprendizado?&rdquo; e quest&atilde;o 18 &ldquo;Em sua opini&atilde;o as atividades desenvolvidas pelo professor, utilizando algum recurso tecnol&oacute;gico contribuem para o seu aprendizado?&rdquo;. No que se refere ao uso do laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica os alunos ficaram divididos entre dizer o que eles pensavam ser melhor ou sobre a realidade da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do laborat&oacute;rio. No entanto, 92,13% acreditam que as atividades com recursos tecnol&oacute;gicos contribuem para o processo ensino e aprendizagem.&nbsp; Quest&atilde;o 19 &ldquo;Qual o tipo de aula que voc&ecirc; mais gosta e que aprende a mat&eacute;ria com mais facilidade?&rdquo; 57,30 % dos alunos responderam que &eacute; com aulas expositivas quanto o professor utiliza a apostila e livro did&aacute;tico, (42,30%) responderam que s&atilde;o nas aulas que o professor utiliza software e v&iacute;deos. Verificou-se durante aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios que os alunos tinham d&uacute;vidas de como responder as quest&otilde;es porque n&atilde;o conseguiam imaginar como seriam as aulas com a utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC. Pode-se observar tamb&eacute;m pelas manifesta&ccedil;&otilde;es dos pesquisados que eles sentem a necessidade da inclus&atilde;o das NTIC para deixar os conte&uacute;dos&nbsp; mais f&aacute;ceis de serem assimilados.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o professor aluno na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento &eacute; a terceira subcategoria, relacionada &agrave; quest&atilde;o 02 da entrevista. &ldquo;O que pode facilitar na rela&ccedil;&atilde;o do professor de Matem&aacute;tica com seus alunos para que aconte&ccedil;a a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento de forma eficaz?&rdquo;.&nbsp; Nos relatos fica evidente a necessidade de uma rela&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel (com respeito, confian&ccedil;a, etc.) entre alunos e professores para que se tenha uma boa conviv&ecirc;ncia, o que facilitaria muito no processo de ensino e de aprendizagem. H&aacute; a necessidade de o professor ter melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho para entender/ conhecer melhor a realidade dos alunos dentro e fora da escola, como tamb&eacute;m a necessidade de uma maior conviv&ecirc;ncia com os colegas de trabalho. Outro fator que merece destaque &eacute; a import&acirc;nciua de se fazer um bom planejamento, e para isso, o professor deve conhecer o p&uacute;blico com o qual ir&aacute; trabalhar, deve incluir os alunos no processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Segue uma resposta do professor que mostra a import&acirc;ncia do di&aacute;logo, da boa rela&ccedil;&atilde;o e do envolvimento do professor com seus alunos. &ldquo;A boa conviv&ecirc;ncia depende dos dois lados, do professor e do aluno. Para ter uma aproxima&ccedil;&atilde;o e para que essa facilite no aprendizado, &eacute; necess&aacute;rio abertura do aluno e um bom preparo do professor. Levando para o lado das tecnologias, sabemos que ela n&atilde;o &eacute; solu&ccedil;&atilde;o para a educa&ccedil;&atilde;o, mas pode ser um mecanismo para unir professor e alunos, e causar efeito no ensino, pois nosso aluno est&aacute; muito familiarizado com o computador, com a internet, com o celular. Ent&atilde;o precisamos aprender a usar de forma a dar significado aos conte&uacute;dos para os alunos&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Tacca (2006), o di&aacute;logo &eacute; um momento de troca de intimidades que n&atilde;o admite autoritarismo, neglig&ecirc;ncia ou protecionismo; sendo uma ocasi&atilde;o em que se viva a intersubjetividade na responsabilidade m&uacute;tua. O processo educativo se comp&otilde;e de forma que tanto alunos como professores devem estabelecer dentro de sala de aula um relacionamento que envolva compromisso e responsabilidade a fim de se almejar uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a m&uacute;tua. Para Lib&acirc;neo (1991) a compreens&atilde;o por parte do professor a cerca das condi&ccedil;&otilde;es dos alunos se faz fator fundamental para o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es sociais entre ambos os sujeitos envolvidos. O sucesso na aprendizagem tem como fator essencial o estabelecimento de um di&aacute;logo que para que aconte&ccedil;a a intera&ccedil;&atilde;o entre o professor e seus alunos, com o objetivo a compreens&atilde;o do outro em sentidos socioecon&ocirc;micos e culturais.</p>     <p><i>3.4.3. Inclus&atilde;o das TIC nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas.</i></p>     <p>Sober o contato dos professores com as TIC. Quest&atilde;o 5 &ldquo;Tem computador&rdquo; e quest&atilde;o 6 &ldquo;Acessam a internet&rdquo; todos os professores responderam que sim para os dois questionamentos.&nbsp; As resposta dadas &agrave; quest&atilde;o 7 &ldquo;N&iacute;vel de conhecimento com a internet&rdquo; demonstra que 45,45% &nbsp;dos entrevistados possuem n&iacute;vel b&aacute;sico, 18,18% possuem &nbsp;n&iacute;vel m&eacute;dio, 9,09% s&atilde;o especialistas e 27,27% &nbsp;possuem n&iacute;vel avan&ccedil;ado. Quest&atilde;o 8 &ldquo;Tem acesso e utiliza software de Matem&aacute;tica?&rdquo; todos afirmaram que t&ecirc;m acesso e utilizam software de Matem&aacute;tica em resid&ecirc;ncias e aproximadamente 73% afirmaram que n&atilde;o utilizam no trabalho. Quest&atilde;o 9 &ldquo;Sobre as NTIC, como se sente&rdquo; cerca de 64% respodneram que se sentem &nbsp;despreparados para utilizar as NTIC e necessitam de orienta&ccedil;&atilde;o dos profissionais especializados enquanto que 36% afirmaram estarem &nbsp;preparados para utilizar as NTIC na sala de aula.</p>     <p>O planejamento das atividades acad&ecirc;micas. A subcategoria planejamento das atividades est&atilde;o nas quest&otilde;es de 10 a 14 e na 23 do question&aacute;rio aplicado ao professor e na quest&atilde;o 15 do question&aacute;rio aplicado ao grupo gestor. Quest&atilde;o 10 &ldquo;&Eacute; &uacute;til para as suas atividades profissionais e pessoais saber usar o computador?&rdquo; 100% dos professores afirmaram que sim. Quest&atilde;o 11 &ldquo;Voc&ecirc; usa o computador preferencialmente para que?&rdquo; todos afirmaram que o utiliza, preferencialmente, como recurso did&aacute;tico e como fonte de informa&ccedil;&atilde;o. Quest&atilde;o 12 &ldquo;Voc&ecirc; planeja suas aulas a partir dos recursos tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;veis na sua escola?&rdquo; 45,45% dizem que sim, o mesmo percentual afirmou que n&atilde;o e um entrevistado afirmou que planeja o uso de aplicativos para demonstrar e exemplificar os conte&uacute;dos. Quest&atilde;o 13 &ldquo;Que percentual de aulas mensais s&atilde;o planejadas com a utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC?&rdquo; 82% dos entrevistados responderam que planejam&nbsp; at&eacute; 5% das aulas anuais com a utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC, 9% responderam que planejam &nbsp;6% a 10% das aulas utilizando as NTIC e um dos entrevistados planeja de &nbsp;29% a 35% das aulas com a utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC. Quest&atilde;o 14 &ldquo;Quais recursos tecnol&oacute;gicos utiliza nas aulas?&rdquo; oito professores indicaram p&aacute;ginas da web para pesquisa. Um professor, al&eacute;m das p&aacute;ginas da web, utiliza software e blogs, dois utilizam software, n&atilde;o especificando quais. A quest&atilde;o 23 &ldquo;Quais atividades voc&ecirc; prepara para os alunos com o uso do computador?&rdquo; Tr&ecirc;s professores n&atilde;o utilizam e oito indicam as p&aacute;ginas da web para pesquisa, desses apenas um utiliza software e blogs, dois utilizam apenas software. Os professores n&atilde;o especificaram quais os softwares e blogs que utilizam.</p>     <p>A quest&atilde;o 15 do question&aacute;rio do gestor &ldquo;O planejamento das atividades docentes &eacute; realizado?&rdquo; todos responderam que &eacute; realizado tanto individualmente como de forma coletiva.</p>     <p>A quest&atilde;o 3 do question&aacute;rio dos professores &ldquo;A utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC na Educa&ccedil;&atilde;o como ferramentas de ensino vem se mostrando cada vez mais presente na educa&ccedil;&atilde;o de um modo em geral. Voc&ecirc; desenvolve atividades com seus alunos utilizando as NTIC nas suas aulas? Se sim, pode nos dizer quais?&rdquo; A resposta de dois professores sintetiza bem a realidade. &ldquo;Usamos muito pouco, cerca de 5% das nossas aulas, e isso no m&aacute;ximo, pois existem muitos entraves para podermos trabalhar com essas ferramentas. Falta estrutura f&iacute;sica (equipamentos e capacidade da internet), estrutura de pessoal (h&aacute; dois anos, desde o ano de 2012, n&atilde;o h&aacute; os dinamizadores, pessoal essencial na execu&ccedil;&atilde;o das nossas atividades) e a nossa forma&ccedil;&atilde;o enquanto professores &eacute; bem b&aacute;sica, estamos desestimulados, com tantas dificuldades acabamos trabalhando o tradicional que n&atilde;o tem surtido muito efeito na aprendizagem&rdquo;. &ldquo;Sabemos que para se trabalhar com software, com internet, com as tecnologias, precisamos de todo um planejamento, precisamos tra&ccedil;ar bem os objetivos, porque sen&atilde;o s&oacute; mudamos de aparato, de ferramenta, do quadro negro, para o computador, sem mudar a metodologia. Tenho conhecimento, me sinto preparado, com uma boa forma&ccedil;&atilde;o, mais por outros fatores n&atilde;o temos utilizado quase nada. Falta-nos estrutura f&iacute;sica e de pessoal&rdquo;.</p>     <p>Sobre o Projeto pol&iacute;tico pedag&oacute;gico e o curr&iacute;culo. As quest&otilde;es 18 e 19 do question&aacute;rio do professor e quest&atilde;o 16 do question&aacute;rio do gestor abordam o tema &ldquo;Projeto Pol&iacute;tico Pedag&oacute;gico&rdquo;. Quest&atilde;o 18 &ldquo; O plano de ensino que voc&ecirc; elabora no in&iacute;cio do ano letivo contempla o uso das NTIC?&rdquo; Sete professores disseram que n&atilde;o, e quatro que sim. Quest&atilde;o 19 &ldquo;O Projeto Pedag&oacute;gico da sua escola contempla o uso das NTIC na educa&ccedil;&atilde;o?&rdquo; Oito dos professores entrevistados disseram que sim, tr&ecirc;s respodenram que n&atilde;o e tr&ecirc;s responderam que o projeto pol&iacute;tico pedag&oacute;gico do col&eacute;gio n&atilde;o contempla a inclus&atilde;o das NTIC na educa&ccedil;&atilde;o. A quest&atilde;o 16 do grupo gestor - &ldquo;O Projeto Pedag&oacute;gico &eacute; discutido periodicamente pelos pares do Col&eacute;gio?&rdquo; 80% dos gestores responderam que sim, enquanto que 20% que responderam que n&atilde;o.</p>     <p>Percebe-se que todos os professores t&ecirc;m computadores e acesso &agrave; internet e que o n&iacute;vel de conhecimento com a internet da maioria &eacute; b&aacute;sico.&nbsp; Observa-se que n&atilde;o est&atilde;o preparados para utilizar as NTIC e necessitam de orienta&ccedil;&atilde;o dos profissionais especializados. 73% dos professores n&atilde;o utilizam nenhum software de Matem&aacute;tica em suas aulas e aproximadamente 82% ministram at&eacute; 5% das aulas anuais planejadas com a utiliza&ccedil;&atilde;o das NTIC. E quando s&atilde;o questionados sobre quais recursos e atividades envolvendo as NTIC prepara para seus alunos, a grande maioria diz utilizar as p&aacute;ginas da web para pesquisa.</p>     <p>Vale ressaltar que alguns fatores s&atilde;o essenciais para a inclus&atilde;o das novas tecnologias em sala de aula: que a escola tenha os recursos, que os educadores saibam e queiram utiliz&aacute;-los e os investimentos pelos &oacute;rg&atilde;os governamentais, nas estruturas f&iacute;sicas e nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o. O objetivo do professor ao utilizar a tecnologia como mecanismo metodol&oacute;gico no processo de ensino &eacute; obter um melhor desempenho dos alunos, isto &eacute;, que os auxilie. Segundo Cachuput (2005), para que essas tecnologias contribuam para a aprendizagem do aluno &eacute; necess&aacute;rio criar ambientes especialmente destinados &agrave; aprendizagem mediada pelo seu uso, em que os alunos possam construir e (re) construir seus conhecimentos de forma cooperativa e interativa, n&atilde;o deixando de lado os estilos individuais.</p>     <p><i>3.4.4. Estruturas dos Col&eacute;gios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s TIC.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estrututa de Pessoal. O total de alunos matriculados no ano de 2014 nos col&eacute;gios era 4.446, todos os col&eacute;gios ofereciam o ensino m&eacute;dio e apenas quatro, o ensino fundamental. O n&uacute;mero de professores era de 235 e contavam com 133 turmas com aulas.</p>     <p>Sobre os equipamentos tecnol&oacute;gicos existentes nos col&eacute;gios. &ldquo;Quais as tecnologias que o Col&eacute;gio possui para as atividades dos professores com os alunos?&rdquo; Todos possuem v&iacute;deo cassete, retroprojetor, datashow, som, computadores e notebook, um ainda possui filmadora e outro possui lousa digital. Essa &uacute;ltima ainda n&atilde;o foi utilizada, continua lacrada pelo fato de o grupo de professores n&atilde;o saberem como utiliz&aacute;-la. Quest&atilde;o 13 &ldquo;O Col&eacute;gio tem laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica?&rdquo; 100% disseram que sim. Quest&atilde;o 14 &ldquo;O Col&eacute;gio possui profissional, t&eacute;cnico especializado em NTIC para suporte no laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica?&rdquo; quatro entrevistados responderam que n&atilde;o possuem. Um dos entrevistados disse que s&oacute; tem assist&ecirc;ncia do t&eacute;cnico da Secretaria. Na &eacute;poca da visita, dois Col&eacute;gios estavam com apoio no laborat&oacute;rio de um t&eacute;cnico em inform&aacute;tica que cumpria pena alternativa, e conseguia aos poucos colocar alguns computadores funcionando precariamente.</p>     <p>Quest&atilde;o 15 &ldquo;Possui computadores dispon&iacute;veis na escola?&rdquo; Todos os entrevistados responderam ter acesso a&nbsp; computadores na administra&ccedil;&atilde;o, na sala dos professores e nos laborat&oacute;rios. No entanto, salientaram que os computadores dos laborat&oacute;rios em sua grande maioria n&atilde;o funcionam, s&atilde;o ultrapassados e n&atilde;o possuem programa apropriado para baixar softwares.&nbsp; Quest&atilde;o 16 &ldquo;Voc&ecirc; considera que os recursos inform&aacute;ticos da sua escola s&atilde;o suficientes para utiliza&ccedil;&atilde;o na a&ccedil;&atilde;o docente?&rdquo; Quatro professores disseram que n&atilde;o e sete disseram que sim. No entanto, as a&ccedil;&otilde;es eram para preparar as &nbsp;aulas, preencher os documentos exigidos pela Secretaria, n&atilde;o para trabalhar diretamente com os alunos. Quest&atilde;o 17 &ldquo;A falta de computadores tem se revelado uma dificuldade em sua a&ccedil;&atilde;o docente?&rdquo; Cinco docentes disseram que t&ecirc;m computadores interligados a internet, com softwares espec&iacute;ficos, mas n&atilde;o os utilizam nas atividades com os alunos, seis dizem n&atilde;o faltar computadores, mas que esses n&atilde;o s&atilde;o interligados a internet e n&atilde;o tem como instalar software.</p>     <p>No relato dos professores percebe-se que todos sabem da necessidade de oferecer novas formas de apresentar os conte&uacute;dos de Matem&aacute;tica para seus alunos, at&eacute; j&aacute; o fazem, buscam dentro de suas limita&ccedil;&otilde;es diversificarem suas aulas, por&eacute;m sem o uso das TIC.</p>     <p>A&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas desenvolvidas no col&eacute;gio. Quando perguntados sobre as a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas desenvolvidas no Col&eacute;gio com projetos coletivos interdisciplinares, todos os entrevistados responderam que executam a&ccedil;&otilde;es interdisciplinares por meio dos projetos &ldquo;C&iacute;rculo do Di&aacute;logo&rdquo;, &ldquo;Feira das Na&ccedil;&otilde;es&rdquo;, &ldquo;Mais Educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;Jovem do Futuro&rdquo;, &ldquo;Dia da Matem&aacute;tica&rdquo; e &ldquo;Dia do Meio Ambiente&rdquo;. E n&atilde;o existem projetos coletivos no Col&eacute;gio que trabalham com o uso das NTIC. Segundo 80% dos entrevistados, a Seduc oferece forma&ccedil;&atilde;o continuada para o uso das NTIC aos professores. &nbsp;Em rela&ccedil;&atilde;o aos professores dos Col&eacute;gios pesquisados, 40% deles participam dessa forma&ccedil;&atilde;o, 40% n&atilde;o participam e 20% n&atilde;o responderam esse item.</p>     <p><i>3.4.5. Perfil socioecon&ocirc;mico e cultural dos alunos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s TIC</i></p>     <p>A amostra dos 89 alunos pesquisados que responderam ao question&aacute;rio composto de 20 quest&otilde;es nos proporcionou um rico material sobre a real situa&ccedil;&atilde;o dos alunos das escolas p&uacute;blicas brasileiras, onde foi verificado o sexo, a faixa et&aacute;ria, qunatitativo de pessoas que moram na mesma casa que o aluno, renda familiar, vida escolar, inflaestrutura do Col&eacute;gio e utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC.</p>     <p>As quest&otilde;es de 03 a 06 abordam sobre a vida em fam&iacute;lia e a situa&ccedil;&atilde;o financeira dos entrevistados. J&aacute; sobre a vida escolar e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o que utilizam para se manterem informados est&atilde;o presentes nas quest&otilde;es de 07 a 09. A quest&atilde;o 10 &eacute; sobre o lazer preferido. Quest&atilde;o 03 &ldquo;Quantas pessoas moram na mesma casa que voc&ecirc;?&rdquo; e quest&atilde;o 04 &ldquo;Quantas pessoas contribuem para a obten&ccedil;&atilde;o da renda de sua fam&iacute;lia?&rdquo; Nove fam&iacute;lias t&ecirc;m de tr&ecirc;s a quatro pessoas trabalhando para obten&ccedil;&atilde;o da renda familiar, em 24 fam&iacute;lias somente uma pessoa trabalha para obten&ccedil;&atilde;o da renda familiar e em 56 fam&iacute;lias, duas pessoas trabalham para a obten&ccedil;&atilde;o da renda familiar. A Quest&atilde;o 05 &ldquo;A renda mensal de sua fam&iacute;lia &eacute;:&rdquo; 46,07% recebem de dois a tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos. 33,71% recebem at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo, 13,48% de 4 a 5 sal&aacute;rios e somente 2,25% das fam&iacute;lias recebem de seis a sete sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Quest&atilde;o 06 &ldquo;Qual a sua participa&ccedil;&atilde;o na vida econ&ocirc;mica de sua fam&iacute;lia?&rdquo; 96,63% dependem financeiramente dos pais e/ou respons&aacute;veis.&nbsp; Quest&atilde;o 07 &ldquo;Em sua vida escolar, voc&ecirc; teve alguma reprova&ccedil;&atilde;o?&rdquo; 13 alunos j&aacute; foram reprovados duas vezes, 13 alunos reprovados uma vez e aproximadamente 87% nunca foram reprovados. Quest&atilde;o 08 &ldquo;Das disciplinas com maior afinidade?&rdquo; Biologia (32 alunos), Matem&aacute;tica (23 alunos) e L&iacute;ngua Portuguesa (22 alunos). Quest&atilde;o 09 &ldquo;Qual o meio de comunica&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; mais utiliza para se manter informado?&rdquo; 82% dos alunos utilizam a internet, 4% r&aacute;dio e 16% a televis&atilde;o. Quest&atilde;o 10 &ldquo;Qual &eacute; o seu tipo de lazer predileto?&rdquo; 37% responderam que &eacute; se conectar &agrave; Internet, 33% &eacute; encontrar os amigos e ir &agrave; festa com 24%.</p>     <p>Sobre o contato com as TIC. &ldquo;Utiliza computador?&rdquo; 93,26% utilizam computador, desses, 73% utilizam o computador de suas resid&ecirc;ncias. E &ldquo;Navega na Internet?&rdquo; Dos 89 alunos somente um respondeu n&atilde;o acessar a internet frequentemente, os demais navegam frequentemente. Sobre os &ldquo;Aparatos tecnol&oacute;gicos utilizados para navegarem&rdquo;, 81% dos alunos acessam a internet pelo seu pr&oacute;prio aparelho celular, computador e notebook. &ldquo;Mudan&ccedil;as que ocorreram depois que passou a navegar na internet&rdquo;. 66,29% dos alunos responderam que a principal mudan&ccedil;a foi conhecer pessoas e fazer amizades, (24,72%) responderam para ficaram mais bem qualificados para o mercado de trabalho.&nbsp; &ldquo;Navega a internet para:&rdquo; acessar as redes sociais (71%) dos alunos, seguido de 27% que acessam para ler as not&iacute;cias e para pesquisas escolares no site da Google. A grande maioria dos alunos pesquisados possui uma renda familiar de at&eacute; 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, acessa a internet e t&ecirc;m facilidade com esse acesso.</p>     <p>Segundos dados do IBGE (2013) quando o crit&eacute;rio &eacute; o uso da internet, a pir&acirc;mide social brasileira tem se tornado cada vez menos desigual. Em 2011, a popula&ccedil;&atilde;o com renda per capita de at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo passou a representar 38% dos internautas do Pa&iacute;s, em 2005 esse grupo representava apenas 32% de internautas. O crescimento mais r&aacute;pido ocorreu entre pessoas de 15 a 19 anos, &nbsp;cuja renda domiciliar per capita &eacute; inferior a um quarto do sal&aacute;rio m&iacute;nimo. Em 2005, apenas 3,8% dessa popula&ccedil;&atilde;o havia usado a internet nos tr&ecirc;s meses anteriores &agrave; pesquisa. Em 2011, esse &iacute;ndice saltou para 21,4%, um n&uacute;mero cinco vezes maior do que o da pesquisa anterior.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os dados obtidos na pesquisa revelaram que os professores de Matem&aacute;tica do ensino m&eacute;dio possuem uma boa forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e cursos de especializa&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m a maioria n&atilde;o possui forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a inclus&atilde;o das TIC nas atividades docentes. Verificou-se que os professores querem e sentem necessidade dessa forma&ccedil;&atilde;o continuada e que est&atilde;o reivindicando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, projetos e infraestrutura necess&aacute;ria como computadores e internet com qualidade.</p>     <p>Sobre as dificuldades na aprendizagem dos conte&uacute;dos de Matem&aacute;tica pelos alunos, os docentes apontam a falta de compromisso, interesse, foco dos alunos e a falta de conhecimento de conte&uacute;dos b&aacute;sicos de Matem&aacute;tica necess&aacute;rios para o entendimento dos conte&uacute;dos do ensino m&eacute;dio. Os professores afirmam ainda a import&acirc;ncia de um bom relacionamento com os alunos, reconhecem a import&acirc;ncia da inclus&atilde;o de novas formas de ensinar, de conduzir o conhecimento, fazendo com que o aluno seja parte efetiva no mesmo.</p>     <p>Os dados analisados apontam a exist&ecirc;ncia de outras TIC nos Col&eacute;gios e a exist&ecirc;ncia de laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica que, no entanto, n&atilde;o funcionam. Os equipamentos s&atilde;o sucateados e n&atilde;o possuem assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica. Al&eacute;m disso, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel contar mais com os dinamizadores, que eram parceiros dos professores na utiliza&ccedil;&atilde;o dos laborat&oacute;rios, do computador e na instala&ccedil;&atilde;o de softwares. Enfim o professor se v&ecirc; sem possibilidades de inser&ccedil;&atilde;o dessas tecnologias em suas aulas. Vale ressaltar que apesar das dificuldades, h&aacute; professores que ainda preparam um m&iacute;nimo de aula com o uso das p&aacute;ginas da web para pesquisa na tentativa de &nbsp;que os alunos participem de alguma forma das atividades propostas pelos professores.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados aponta que a grande maioria dos alunos com idade entre de 16 a 18 anos de idade e com fam&iacute;lias (80%) que recebem at&eacute; tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos possuem um aparato tecnol&oacute;gico e vivem conectados com a internet, sendo as redes sociais os sites que mais acessam. Cabe ao sistema de ensino, a escola e ao professor buscar mecanismos para utilizar dessa facilidade e do interesse do aluno a favor da aprendizagem, j&aacute; que a falta de interesse do aluno pelas aulas e &nbsp;pela escola est&aacute; cada vez pior.</p>     <p>Sobre as TIC no processo de ensino e aprendizagem acredita-se que ela pode ser um dos caminhos que levam a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento na atualidade, uma vez que os jovens e &nbsp;as crian&ccedil;as est&atilde;o cada vez mais inseridos nessa onda tecnol&oacute;gica. No entanto, a inser&ccedil;&atilde;o das TIC nas a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas n&atilde;o resolver&aacute; os problemas enfrentados pela educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Andrade, E. A.O, Silva, T. V. (2011). Os professores de Matem&aacute;tica e as TIC na educa&ccedil;&atilde;o tecnologia, m&iacute;dias e educa&ccedil;&atilde;o. V Col&oacute;quio Internacional &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o e Contemporaneidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cachapuz, A. et al. A Necess&aacute;ria Renova&ccedil;&atilde;o do Ensino das Ci&ecirc;ncias. S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976635&pid=S1646-9895201500030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> recebida por e-mail (iranete.lima@imag.fr) em 20 out. 2003.</p>     <!-- ref --><p>Candau, V. M. F. (1997). Forma&ccedil;&atilde;o continuada de professores: tend&ecirc;ncias atuais. In: CANDAU, V. M. (Org.). Magist&eacute;rio: constru&ccedil;&atilde;o cotidiana. Petr&oacute;polis: Vozes, pp. 51-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976637&pid=S1646-9895201500030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colette, M. M., &amp; Silva, M. H. C. D. (2014). Novos Cen&aacute;rios de Aprendizagem, Inova&ccedil;&atilde;o e Sustentabilidade: Uma Pesquisa-A&ccedil;&atilde;o na Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias e Tecnologia. RISTI-Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o, (SPE2), pp. 55-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976639&pid=S1646-9895201500030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>D&#39;Ambr&oacute;sio, U. (2002). Educa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica: da teoria &agrave; pr&aacute;tica. Livro da S&eacute;rie Perspectivas em Educa&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica da SBEM.</p>     <!-- ref --><p>Freire, P. (2003). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976642&pid=S1646-9895201500030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, P. (1999). Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976644&pid=S1646-9895201500030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Guajardo, H. (2001). La formaci&oacute;n del profesor de matem&aacute;tica: um desafio complejo. VI reunion de did&aacute;tica de la matem&aacute;tica del cono sur. Argentina.</p>     <p>Gil, A. C. (2010). M&eacute;todos e T&eacute;cnicas de Pesquisa Social. S&atilde;o Paulo: Atlas, 2010. _. Como elaborar projetos de pesquisa, 4.</p>     <!-- ref --><p>Lib&acirc;neo, J. C. (1991). Did&aacute;tica. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976648&pid=S1646-9895201500030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>L&uuml;dke, M., &amp; Andr&eacute;, M. E. (1986). Pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o: abordagens qualitativas. Editora Pedag&oacute;gica e Universit&aacute;ria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976650&pid=S1646-9895201500030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Reis, L. R. (2014). Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; matem&aacute;tica: causas e formas de interven&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ucb.br/sites/100/103/tcc/12005/leonardorodriguesdosreis.pdf" target="_blank">http://www.ucb.br/sites/100/103/tcc/12005/leonardorodriguesdosreis.pdf</a>. Acesso em: 10 fev. 2015.</p>     <!-- ref --><p>Reis, L. P., Barros, D., Vasconcelos, R., Costa, A. P., &amp; Faria, B. M. (2005). Perspetiva dos Diretores de Curso sobre a Escolha do Curso e Institui&ccedil;&atilde;o dos Estudantes da &Aacute;rea de Engenharia em Portugal. RISTI-Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o, (SPE2), pp. 99-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976653&pid=S1646-9895201500030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rodrigues, R. N. (2001). Rela&ccedil;&otilde;es com o saber: um estudo sobre o sentido da matem&aacute;tica em uma escola p&uacute;blica (Doctoral dissertation, Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado)&ndash;PUC, S&atilde;o Paulo).</p>     <!-- ref --><p>Rudio, F. V. (1985). Introdu&ccedil;&atilde;o ao projeto de pesquisa cient&iacute;fica. Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976656&pid=S1646-9895201500030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Santarosa, L. M. A., &amp; Gravina, M. (1998). aprendizagem da matem&aacute;tica em ambientes informatizados. In IV Congresso RIBIE. Bras&iacute;lia.</p>     <!-- ref --><p>Tacca, M. C. V. R. (2006). Rela&ccedil;&otilde;es sociais na escola e desenvolvimento da subjetividade. MI Maluf et al., Aprendizagem: tramas do conhecimento, do saber e da subjetividade. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976659&pid=S1646-9895201500030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Valente, J. A. (2005). O salto para o futuro. Cadernos da TV-escola. Sede MEC, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=976661&pid=S1646-9895201500030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vitti, C. M. (1999). Matem&aacute;tica com prazer, a partir da hist&oacute;ria e da geometria. 2&ordf; Ed. Piracicaba &ndash; S&atilde;o Paulo. Editora UNIMEP, 103.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido / Recibido: 12/03/2015</p>     <p>Aceitação /Aceptación: 18/09/2015</p>      ]]></body><back>
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