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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Adopção de Medidas Formais, Informais e Técnicas de Segurança da Informação e sua Relação com as Pressões do Ambiente Institucional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Organizations may adopt Information Security measures to protect information, but adoption may be influenced by external environment through regulations, contracts, agreements, and inspection, professional knowledge about international standards and technologies that are taken for granted, and imitation of successful constituents of environment. However, it is not known what pressures influence adoption of different types of Information Security measures. This paper aimed to identify which coercive, mimetic, and normative pressures influence adoption of formal, informal, and technical Information Security measures in Brazilian public universities, which have the challenge of disseminating knowledge while need to protect research information and private data. The research involved a survey with universities' Information Security managers and professionals, and research in documents. The results show adoption of technical and informal measures is influenced mainly by normative pressures while formal measures are adopted due to coercive pressures.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A Adop&ccedil;&atilde;o de Medidas Formais, Informais e T&eacute;cnicas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o e sua Rela&ccedil;&atilde;o com as Press&otilde;es do Ambiente Institucional</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The Adoption of Formal, Informal, and Technical Information Security Measures and their Relation with Institutional Environment Pressures</b></font></p>     <p><b>Antonio Eduardo de Albuquerque Junior <sup>1</sup>, Ernani Marques dos Santos <sup>2</sup>, Rodrigo C&eacute;sar Reis de Oliveira <sup>3</sup>, Adriano Santos Rocha Silva <sup>4</sup>, Laercio Moura de Almeida <sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz - IGM, R. Waldemar Falc&atilde;o 121, 40296-710, Salvador, Brasil. <a href="mailto:eduardo.albuquerque@fiocruz.br">eduardo.albuquerque@fiocruz.br</a></p>     <p><sup>2</sup> Universidade Federal da Bahia - NPGA, Av. Reitor Miguel Calmon, 40110-903, Salvador, Brasil. <a href="mailto:emarques@ufba.br">emarques@ufba.br</a></p>     <p><sup>3</sup> Universidade Federal de Alagoas - FEAC, Av. Lourival Melo Mota, 57072-900, Macei&oacute;, Brasil. <a href="mailto:rodrigo.oliveira@feac.ufal.br">rodrigo.oliveira@feac.ufal.br</a></p>     <p><sup>4</sup> Universidade Federal da Bahia - NPGA, Av. Reitor Miguel Calmon, 40110-903, Salvador, Brasil.</p>     <p><sup>5</sup> Prospecta Tecnologia de Informa&ccedil;&atilde;o, Av. Vasco da Gama 4615, 40230-731, Salvador, Brasil. <a href="mailto:laercio@prospectati.com">laercio@prospectati.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Para proteger suas informa&ccedil;&otilde;es, as organiza&ccedil;&otilde;es podem adoptar medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, mas a adop&ccedil;&atilde;o pode ser influenciada pelo seu ambiente externo atrav&eacute;s de regulamentos, contratos, acordos e fiscaliza&ccedil;&atilde;o, conhecimentos profissionais tidos como certos sobre tecnologias, normas e padr&otilde;es internacionais, e da imita&ccedil;&atilde;o de constituintes considerados bem-sucedidos. No entanto, n&atilde;o se sabe quais press&otilde;es influenciam a adop&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. Este trabalho teve o objectivo de identificar quais press&otilde;es coercitivas, mim&eacute;ticas e normativas influenciam a adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais, informais e t&eacute;cnicas de Seguran&ccedil;a da Inform&ccedil;&atilde;o em universidades p&uacute;blicas brasileiras, que t&ecirc;m o desafio de divulgar conhecimento enquanto precisam proteger informa&ccedil;&otilde;es de pesquisa e dados privados. A pesquisa envolveu um levantamento com gestores e profissionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o das universidades e pesquisa documental. Os resultados evidenciam que a adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas e informais &eacute; influenciada principalmente por press&otilde;es normativas enquanto medidas formais s&atilde;o adoptadas devido a press&otilde;es coercitivas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: universidades p&uacute;blicas; seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o; press&otilde;es; ambiente institucional.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Organizations may adopt Information Security measures to protect information, but adoption may be influenced by external environment through regulations, contracts, agreements, and inspection, professional knowledge about international standards and technologies that are taken for granted, and imitation of successful constituents of environment. However, it is not known what pressures influence adoption of different types of Information Security measures. This paper aimed to identify which coercive, mimetic, and normative pressures influence adoption of formal, informal, and technical Information Security measures in Brazilian public universities, which have the challenge of disseminating knowledge while need to protect research information and private data. The research involved a survey with universities' Information Security managers and professionals, and research in documents. The results show adoption of technical and informal measures is influenced mainly by normative pressures while formal measures are adopted due to coercive pressures.</p>     <p><b>Keywords</b>: public universities; information security; pressures; institutional environment.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</p>     <p>H&aacute; um consenso sobre a necessidade de proteger informa&ccedil;&otilde;es organizacionais, mas caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias levam a necessidades espec&iacute;ficas de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (S&ecirc;mola, 2014). Nesse contexto, as universidades precisam proteger informa&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas, cient&iacute;ficas e pessoais, que est&atilde;o expostas a riscos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o decorrentes de suas caracter&iacute;sticas e actividades e que podem sofrer incidentes com consequ&ecirc;ncias graves (Perkel, 2010). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que se tenha Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, diferentes medidas t&eacute;cnicas, formais e informais podem ser aplicadas (Dhillon, 1999), mas a literatura recomenda uma an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o de riscos para que medidas apropriadas &agrave;s necessidades e requisitos organizacionais sejam adoptadas (Fontes, 2006; S&ecirc;mola, 2014). O argumento para isso &eacute; que a simples adop&ccedil;&atilde;o de medidas previstas em padr&otilde;es e modelos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o garante a mitiga&ccedil;&atilde;o dos riscos (Dresner, 2011). Entretanto, a adop&ccedil;&atilde;o dessas medidas pode acontecer como uma resposta a press&otilde;es do ambiente no qual as organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o inseridas, o que pode resultar na adop&ccedil;&atilde;o de regulamentos internos, tecnologias, estruturas organizacionais, pol&iacute;ticas e programas que n&atilde;o atendem &agrave;s necessidades organizacionais (Albuquerque Junior &amp; Santos, 2015). Para compreender a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o como resposta a press&otilde;es ambientais, Bj&ouml;rck (2004) recomenda a Teoria Institucional, abordagem que enfatiza o comportamento organizacional como resultado de press&otilde;es do ambiente externo (Meyer &amp; Rowan, 1977; DiMaggio &amp; Powell, 1983).</p>     <p>Esta pesquisa teve o objectivo de identificar os factores do ambiente institucional que pressionam a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em universidades p&uacute;blicas brasileiras. A literatura mais recente que aborda o tema sob a perspectiva da Teoria Institucional enfatiza principalmente a conformidade com regulamentos e leis (Kam, Katerattanakul, Gogolin, &amp; Hong, 2013; Anthony, Appari, &amp; Johnson, 2014; Lopes &amp; S&aacute;-Soares, 2014; Alkalbani, Deng, Kam, &amp; Zhang, 2017; Hou, Gao, &amp; Nicholson, 2018) e a difus&atilde;o de estruturas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (Hsu, Lee, &amp; Straub, 2012; Williams, Hardy, &amp; Holgate, 2013). Diferentemente desses estudos, esta pesquisa busca relacionar a adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais, informais e t&eacute;cnicas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o a press&otilde;es institucionais mim&eacute;ticas, normativas ou coercitivas (DiMaggio &amp; Powell, 1983). Para isso, este estudo envolveu a identifica&ccedil;&atilde;o dos constituintes do ambiente institucional, das press&otilde;es que eles exercem e das medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o adoptadas em resposta a essas press&otilde;es. </p>     <p>2. Fundamenta&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</p>     <p>A Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma &aacute;rea de conhecimento que visa &agrave; protec&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o contra altera&ccedil;&otilde;es ou acessos indevidos e indisponibilidade para seus utilizadores (S&ecirc;mola, 2014), o que pede ac&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas, procedimentos, normas e orienta&ccedil;&otilde;es para esta finalidade (Fontes, 2006). Chamados de medidas (S&ecirc;mola, 2014) ou controlos (Lopes, 2012) de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, esses mecanismos podem impedir ou limitar a explora&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidades ou seu impacto, minimizando ou mesmo evitando os riscos relacionados (S&ecirc;mola, 2014).</p>     <p>Incidentes de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o podem ser t&eacute;cnicos, ambientais e sociais (Belasco &amp; Wan, 2006), e para combat&ecirc;-los ou mitig&aacute;-los, s&atilde;o recomendadas medidas t&eacute;cnicas, formais e informais (Dhillon, 1999) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). No entanto, cada organiza&ccedil;&atilde;o tem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias e, portanto, necessidades particulares de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (Dresner, 2011; S&ecirc;mola, 2014) e a simples adop&ccedil;&atilde;o de medidas padronizadas n&atilde;o garante a mitiga&ccedil;&atilde;o dos riscos aos quais as informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o expostas (Dresner, 2011), o que significa que devem ser adoptadas as medidas que atendem aos requisitos organizacionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>H&aacute; um entendimento de que as decis&otilde;es sobre a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o precisam atender a princ&iacute;pios, requisitos e riscos espec&iacute;ficos da organiza&ccedil;&atilde;o (S&ecirc;mola, 2014). No entanto, essas decis&otilde;es podem ser tomadas em resposta ao ambiente externo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, pois elementos do ambiente podem obrigar ou recomendar a adop&ccedil;&atilde;o de diferentes medidas que definem pap&eacute;is, responsabilidades, estrat&eacute;gias, processos, estruturas organizacionais, pol&iacute;ticas e tecnologias (Albuquerque Junior &amp; Santos, 2015), mas que podem n&atilde;o ser adequadas &agrave;s suas necessidades e requisitos. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para investigar a influ&ecirc;ncia do ambiente externo sobre a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; recomendada a Teoria Institucional (Bj&ouml;rck, 2004; Kam et al., 2013), abordada a seguir.</p>     <p>2.1. Teoria Institucional</p>     <p>Investiga&ccedil;&otilde;es sobre a influ&ecirc;ncia do ambiente externo na adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas, formais e informais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o precisam considerar as press&otilde;es que esse ambiente exerce sobre as organiza&ccedil;&otilde;es. Esse entendimento &eacute; consistente com a Teoria Institucional (Kam et al., 2013), que trata da cria&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o, adop&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de estruturas, esquemas, regras, normas e rotinas nas organiza&ccedil;&otilde;es e no ambiente e preconiza que as organiza&ccedil;&otilde;es e ambiente se influenciam mutuamente (Quinello, 2007). </p>     <p>Quinello (2007) destaca o desenvolvimento da Teoria Institucional em duas escolas: a Velha Escola Institucional, que tem o foco na organiza&ccedil;&atilde;o e na legitima&ccedil;&atilde;o do poder ou interesses das lideran&ccedil;as atrav&eacute;s de alian&ccedil;as, acordos e da influ&ecirc;ncia do ambiente externo; e a Nova Escola Institucional, cujo foco est&aacute; no campo organizacional e entende que as organiza&ccedil;&otilde;es buscam se legitimar para sobreviver no ambiente atrav&eacute;s da conformidade com regras institucionais. DiMaggio e Powell (1983) argumentam que ambas as escolas baseiam-se na rela&ccedil;&atilde;o entre organiza&ccedil;&atilde;o e ambiente, mas Busanelo (2010) enfatiza que, ap&oacute;s o trabalho de Meyer e Rowan (1977), houve uma prolifera&ccedil;&atilde;o de estudos da Nova Escola Institucional, que Powell e Bromley (2015) entendem ter se tornado dominante.</p>     <p>O campo organizacional, unidade de an&aacute;lise da Nova Escola Institucional, &eacute; um conjunto de organiza&ccedil;&otilde;es que constituem uma &aacute;rea reconhecida de vida institucional, entre fornecedores-chave, consumidores, ag&ecirc;ncias reguladoras e prestadores de servi&ccedil;os (DiMaggio &amp; Powell, 1983), e sua utiliza&ccedil;&atilde;o como unidade de an&aacute;lise permite considerar seus atores relevantes em um estudo cient&iacute;fico (Lopes, 2012). Em um campo organizacional, as regras, pr&aacute;ticas, procedimentos, pol&iacute;ticas e programas s&atilde;o disseminados e vistos como apropriados e eficientes, e s&atilde;o incorporados pelas organiza&ccedil;&otilde;es para se legitimarem e sobreviverem (Meyer &amp; Rowan, 1977), mas essa assimila&ccedil;&atilde;o as torna semelhantes, em um processo chamado isomorfismo institucional, que pode ser coercitivo, mim&eacute;tico e normativo (DiMaggio &amp; Powell, 1983), mecanismos esses descritos na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Sob essa perspectiva, regulamentos governamentais, padr&otilde;es e pr&aacute;ticas tidas como certas ou eficientes e disseminados no campo organizacional pressionam as organiza&ccedil;&otilde;es a adoptarem medidas formais, informais e t&eacute;cnicas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o para se legitimarem (Albuquerque Junior &amp; Santos, 2015). </p>     <p>2.2. Modelo de Pesquisa</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abordagem institucional foi utilizada recentemente em trabalhos sobre o tema (Tejay &amp; Barton, 2013; Anthony et al., 2014; Lopes &amp; S&aacute;-Soares, 2014; Alkalbani, Deng &amp; Kam, 2015; Angst, Block, D'Arcy, &amp; Kelley, 2017; Alkalbani et al., 2017; Hou et al., 2018; Choi, Lee, &amp; Hwang, 2018), mas, se analisados em conjunto, esses trabalhos s&atilde;o inconclusivos quanto aos mecanismos institucionais que pressionam as organiza&ccedil;&otilde;es a adoptarem medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, pois apontam para press&otilde;es normativas e mim&eacute;ticas (Tejay &amp; Barton, 2013), coercitivas (AlKalbani et al., 2015; Hou et al., 2018), mim&eacute;ticas e coercitivas (Anthony et al., 2014; Alkalbani et al., 2017), e coercitivas e normativas (Kam et al., 2013; Lopes &amp; S&aacute;-Soares, 2014; Choi et al., 2018). Al&eacute;m disso, os trabalhos abordam principalmente medidas formais (Williams et al., 2013; Kam et al., 2013; Lopes &amp; S&aacute;-Soares, 2014; Anthony et al., 2014; Angst et al., 2017; Alkalbani et al., 2017; Hou et al., 2018; Choi et al., 2018), dando pouca aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas informais e t&eacute;cnicas. </p>     <p>Com base em diferentes trabalhos que aplicam a Teoria Institucional, Albuquerque Junior e Santos (2015) utilizaram sete indicadores relacionados ao ambiente institucional para realizar uma pesquisa com institutos de pesquisa: Leis, decretos, instru&ccedil;&otilde;es normativas, normas complementares, resolu&ccedil;&otilde;es publicadas pelo Governo; Conv&ecirc;nios ou contratos firmados com outras organiza&ccedil;&otilde;es parceiras ou de financiamento; Normas e padr&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o; Crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o de profissionais que exigem forma&ccedil;&atilde;o ou conhecimentos espec&iacute;ficos em Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o; Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos; Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas bem sucedidas como modelos; Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas bem sucedidas como modelos. </p>     <p>Albuquerque Junior e Santos (2015) identificaram tamb&eacute;m tr&ecirc;s grupos de constituintes do ambiente institucional: Governo, &Oacute;rg&atilde;os de Regula&ccedil;&atilde;o e Organiza&ccedil;&otilde;es de Financiamento; Profissionais de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o (TI) e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o; e Outras Organiza&ccedil;&otilde;es do Campo Organizacional. </p>     <p>Os indicadores identificados por Albuquerque Junior e Santos (2015) foram associados aos constituintes de forma a permitir investigar de qu&ecirc; decorre a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o: obriga&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o press&otilde;es coercitivas do governo e de organiza&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pela regula&ccedil;&atilde;o ou financiamento; profissionaliza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, que resulta em press&otilde;es normativas que incidem sobre as organiza&ccedil;&otilde;es para adotarem medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o; imita&ccedil;&atilde;o de medidas adoptadas por outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou acad&ecirc;micas consideradas bem sucedidas no ambiente institucional. </p>     <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta os constituintes do ambiente institucional associados aos indicadores de press&otilde;es coercitivas (PC01 e PC02), normativas (PN01, PN02 e PN03) e mim&eacute;ticas (PM01 e PM02) utilizados por Albuquerque Junior e Santos (2015) com base na literatura sobre Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o e Teoria Institucional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o utilizadas neste estudo foram identificadas na literatura (Belasco &amp; Wan, 2006; Juels, 2006; Thorpe, 2006; Panko, 2006; S&ecirc;mola, 2014) e agrupadas como t&eacute;cnicas, formais e informais, conforme proposto por Dhillon (1999) (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t4"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Decis&otilde;es sobre a adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais e informais, como pol&iacute;tica, plano director, planeamento e estrat&eacute;gias de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, devem ser tomadas nos mais altos n&iacute;veis decis&oacute;rios de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, como em um Comit&ecirc; criado para essa finalidade. J&aacute; quest&otilde;es relativas a implementa&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas devem ficar a cargo do Escrit&oacute;rio de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ou da equipa de tratamento de incidentes (S&ecirc;mola, 2014). Entretanto, subunidades organizacionais distintas sofrem diferentes influ&ecirc;ncias do ambiente institucional (Delmas &amp; Toffel, 2008) e a adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas, normalmente realizada por departamentos de actua&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, pode estar sujeita a press&otilde;es institucionais diferentes das que incidem sobre estruturas organizacionais respons&aacute;veis pela adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais e informais. Assim, tipos diferentes de medidas (formais, informais e t&eacute;cnicas) podem ser adoptadas como respostas a diferentes press&otilde;es institucionais (coercitivas, normativas e mim&eacute;ticas).</p>     <p>Para investigar se a adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais, informais e t&eacute;cnicas est&aacute; associada a press&otilde;es coercitivas, normativas e mim&eacute;ticas, foram estabelecidas rela&ccedil;&otilde;es hipot&eacute;ticas entre os constituintes do ambiente institucional e as categorias de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, permitindo a constru&ccedil;&atilde;o do modelo de pesquisa (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dessa forma, constituintes que t&ecirc;m algum poder sobre o campo organizacional podem obrigar a adop&ccedil;&atilde;o de medidas formais, informais e t&eacute;cnicas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o por meio de leis, regulamentos, contratos ou acordos. A troca de informa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias em redes de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ou a compreens&atilde;o desses profissionais quanto &agrave;s medidas necess&aacute;rias pode lev&aacute;-los a buscar a adop&ccedil;&atilde;o em suas organiza&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m. Por fim, outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou acad&ecirc;micas prestigiadas ou bem-sucedidas quanto &agrave; Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o podem ser imitadas, e as medidas adoptadas por elas podem ser copiadas pelas universidades (Hsu et al., 2012; Lopes, 2012; Kam et al., 2013; Lopes &amp; S&aacute;-Soares, 2014).</p>     <p>3. Metodologia</p>     <p>Este trabalho envolveu a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisa documental e um levantamento (<i>survey</i>) com gestores de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ou TI de universidades p&uacute;blicas brasileiras, organiza&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em um campo organizacional, conforme definido por DiMaggio e Powell (1983) e preconizado como unidade de an&aacute;lise da Teoria Institucional. Essas organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m obrigadas a publicar documentos que tratam de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, o que facilita o acesso aos dados. A pesquisa documental teve o objectivo de recolher dados para comparar com os dados oriundos do levantamento e envolveu a busca e an&aacute;lise de documentos que formalizam estruturas, processos, regulamentos internos, a Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o e o Plano Director de TI (PDTI) das universidades a fim de identificar evid&ecirc;ncias da adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. A busca pelos documentos foi realizada nos s&iacute;tios <i>web</i> das universidades que responderam ao levantamento e na ferramenta de buscas Google, utilizando neste caso os termos &ldquo;pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;psi&rdquo;, &ldquo;posic&rdquo;, &ldquo;sistema de gest&atilde;o de seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;sgsi&rdquo;, &ldquo;plano director de ti&rdquo; e &ldquo;pdti&rdquo; junto ao nome e sigla das universidades. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram recolhidos entre outubro de 2015 e janeiro de 2016. O levantamento utilizou um formul&aacute;rio electr&oacute;nico disponibilizado atrav&eacute;s do sistema FormSUS (<a href="http://formsus.datasus.gov.br" target="_blank">http://formsus.datasus.gov.br</a>) contendo 32 perguntas organizadas em duas partes: a) oito perguntas com o objectivo de recolher informa&ccedil;&otilde;es sobre respondente, tipo de governo (federal, estadual ou local), organiza&ccedil;&otilde;es que regulamentam as actividades, organiza&ccedil;&otilde;es tidas como bem sucedidas quanto &agrave; Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, padr&otilde;es e modelos que orientam a Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, as medidas adoptadas e a legisla&ccedil;&atilde;o que aborda Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o; e b) 24 perguntas referentes &agrave;s medidas t&eacute;cnicas, formais e informais (Dhillon, 1999). No formul&aacute;rio, os respondentes seleccionavam as press&otilde;es institucionais que influenciaram a adop&ccedil;&atilde;o de cada medida na universidade, podendo ser marcadas mais de uma op&ccedil;&atilde;o dentre as dispon&iacute;veis. Parte das perguntas permitiu a escolha de apenas uma op&ccedil;&atilde;o, enquanto outras permitiam a selec&ccedil;&atilde;o de mais op&ccedil;&otilde;es e o acr&eacute;scimo de informa&ccedil;&otilde;es em texto para identificar os &oacute;rg&atilde;os que regulamentam as actividades desenvolvidas na universidade, a legisla&ccedil;&atilde;o e os padr&otilde;es e modelos considerados na adop&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Do total de 113 universidades p&uacute;blicas brasileiras, foram seleccionadas para participar da pesquisa as 55 que tinham profissionais ou estruturas organizacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, conforme informa&ccedil;&otilde;es divulgadas na Internet. Os poss&iacute;veis respondentes e seus meios de contacto foram tamb&eacute;m identificados na Internet. O endere&ccedil;o electr&oacute;nico do formul&aacute;rio foi enviado por correio electr&oacute;nico, juntamente com esclarecimentos sobre a pesquisa, para os poss&iacute;veis participantes ou para os departamentos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ou de TI. Os dados do levantamento foram analizados de forma descritiva, enquanto a an&aacute;lise qualitativa do conte&uacute;do dos documentos foi fundamentada na teoria. </p>     <p>4. Apresenta&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise dos Dados</p>     <p>Dentre os poss&iacute;veis respondentes que receberam o convite, 27 (ou 49%) preencheram totalmente o formul&aacute;rio, sendo tr&ecirc;s de universidades estaduais e 24 de federais. Os respondentes s&atilde;o coordenadores de TI (17) e de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (2), ou desempenham actividades t&eacute;cnicas (8) relacionadas.</p>     <p>Na busca por documentos, foram identificadas 17 Pol&iacute;ticas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, 15 PDTIs, dois Sistemas de Gest&atilde;o de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (SGSI), oito normas e regulamentos, 152 acordos e conv&ecirc;nios com outras organiza&ccedil;&otilde;es, mas nenhum Plano de Continuidade do Neg&oacute;cio.</p>     <p>Diferentes leis brasileiras preveem a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas, e por desenvolverem actividades de ensino e pesquisa, universidades brasileiras est&atilde;o sujeitas a regulamentos e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de diferentes &oacute;rg&atilde;os, como Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o (MPOG), Sistema de Administra&ccedil;&atilde;o dos Recursos de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o (SISP), Controladoria Geral da Uni&atilde;o (CGU), Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) e governos e tribunais de contas estaduais. Os respondentes de 22 universidades federais confirmaram TCU e SISP como fontes de press&atilde;o para adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, enquanto o MPOG foi apontado por 20 e a CGU por 16 respondentes, enquanto as tr&ecirc;s universidades estaduais confirmaram a press&atilde;o dos governos e tribunais de contas estaduais. Como as universidades brasileiras recebem financiamento de pesquisas de organiza&ccedil;&otilde;es governamentais, como a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), elas t&ecirc;m suas actividades de pesquisa e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o regulamentadas por essas organiza&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m, que podem impor exig&ecirc;ncias quanto &agrave; seguran&ccedil;a de informa&ccedil;&otilde;es de pesquisa. Apesar disso, somente um respondente incluiu o CNPq, enquanto a CAPES foi apontada por 21 respondentes como fonte de press&atilde;o institucional. </p>     <p>Os respondentes informaram quais organiza&ccedil;&otilde;es consideram bem sucedidas quanto &agrave; Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, e os resultados mostram que h&aacute; mais organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do que universidades, destacando-se o TCU (apontado por todos os respondentes), o MPOG (26 respondentes), a CGU (25 respondentes), o Banco Central do Brasil (BACEN) (24 respostas), al&eacute;m da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) (19 respostas) e da Universidade de Campinas (UNICAMP) (19 respostas), sinalizando a incid&ecirc;ncia de press&otilde;es mim&eacute;ticas. </p>     <p>O modelo de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o mais utilizado &eacute; a norma ISO/IEC 27002, segundo 25 respondentes, enquanto o <i>Control Objectives for Information and Related Technology</i> (COBIT), voltado para Governan&ccedil;a de TI, &eacute; adoptado por 18 universidades. As normas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27005 foram apontadas por 15 e 10 respondentes, respectivamente. Esses resultados mostram que as universidades recebem press&otilde;es normativas de modelos bem conhecidos pelos profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Diferentes leis, decretos e regulamentos relacionados a Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o foram indicados nos formul&aacute;rios (<a href="#t5">Tabela 5</a>) e confirmadas em 13 Pol&iacute;ticas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o analisadas na pesquisa documental, o que evidencia press&otilde;es coercitivas sobre as universidades.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t5"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m da medida informal &ldquo;Programas de treinamento de profissionais de TI&rdquo;, quatro medidas t&eacute;cnicas comp&otilde;em a lista das que s&atilde;o adoptadas por todas as universidades: &ldquo;Segrega&ccedil;&atilde;o de redes de computadores&rdquo;, &ldquo;Redund&acirc;ncia de pe&ccedil;as de equipamentos&rdquo;, &ldquo;Preven&ccedil;&atilde;o contra c&oacute;digos maliciosos&rdquo; e &ldquo;Protec&ccedil;&atilde;o ambiental&rdquo;. A mais adoptada entre as formais &eacute; &ldquo;Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (23 respondentes). A <a href="#t6">Tabela 6</a> mostra as medidas e quantas universidades as adoptam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t6"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a03t6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar de os dados mostrarem que 27 universidades adoptam &ldquo;Programas de treinamento de profissionais de TI&rdquo;, a pesquisa documental n&atilde;o identificou evid&ecirc;ncias nos 15 PDTIs analisados, nem de &ldquo;Programas de treinamento de utilizadores de TI&rdquo;, adoptado por 16 universidades. Os dados mostram que, embora tenha havido capacita&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios, houve poucas &ldquo;Campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; (10 universidades) e &ldquo;Campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o de regulamentos e da Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (oito universidades).</p>     <p>Dentre as medidas formais, a &ldquo;Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; a mais comum, adoptada por 23 universidades. Como quatro universidades n&atilde;o t&ecirc;m esse documento, outras medidas podem ser adoptadas sem seguir princ&iacute;pios e diretrizes organizacionais. Foram localizadas apenas 17 Pol&iacute;ticas para an&aacute;lise, possivelmente porque n&atilde;o foram divulgadas em seis universidades, o que pode contribuir para o descumprimento de suas diretrizes devido ao seu desconhecimento interno.</p>     <p>O &ldquo;Comit&ecirc; de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; a segunda medida formal mais adoptada, segundo 19 respondentes, mas sua formaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; documentada em 12 universidades. Por ser respons&aacute;vel por elaborar e revisar a Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (S&ecirc;mola, 2014), e considerando que 23 universidades formalizaram Pol&iacute;ticas e 19 t&ecirc;m Comit&ecirc;s institu&iacute;dos, infere-se que as Pol&iacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o elaboradas nem revisadas por Comit&ecirc;s em quatro universidades.</p>     <p>Entre as medidas formais menos adoptadas est&aacute; &ldquo;Processo de An&aacute;lise e Avalia&ccedil;&atilde;o de Riscos&rdquo; (adoptada por seis universidades), imprescind&iacute;vel para identificar requisitos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (S&ecirc;mola, 2014) e cujo facto de n&atilde;o ser adoptada implica em perda da capacidade de identificar informa&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis e as medidas necess&aacute;rias para proteg&ecirc;-las.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A adop&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi mais associada a regulamentos do Governo, evidenciado pelo indicador &ldquo;PC01 - Leis, decretos, Instru&ccedil;&otilde;es Normativas, Normas Complementares e resolu&ccedil;&otilde;es publicadas pelo Governo&rdquo; (21 respondentes), assim como &ldquo;Comit&ecirc; de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (19 respondentes) e &ldquo;Regulamentos internos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (16 universidades), sendo que quatro universidades adoptam regulamentos internos sem ter uma Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o como base, o que pode resultar em rejei&ccedil;&atilde;o por parte dos utilizadores.</p>     <p>A Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o deve orientar a elabora&ccedil;&atilde;o de processos e procedimentos internos (S&ecirc;mola, 2014). A adop&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Processos e Procedimentos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; nas universidades foi associada por 15 respondentes a &ldquo;PN03 - Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos&rdquo;, o que aponta que s&atilde;o adoptadas destacadamente devido a press&otilde;es normativas, mas os documentos n&atilde;o foram localizados. Duas universidades t&ecirc;m processos e procedimentos internos, mas n&atilde;o t&ecirc;m uma Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A adop&ccedil;&atilde;o da medida formal &ldquo;Equipa de tratamento de incidentes&rdquo; foi associada por 15 respondentes ao indicador &ldquo;PM01 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas bem-sucedidas como modelos&rdquo;, evidenciando que sua exist&ecirc;ncia decorre do mimetismo institucional, sendo, portanto, uma imita&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. J&aacute; a medida formal &ldquo;Escrit&oacute;rio de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi adoptada devido ao indicador &ldquo;PN01 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de normas e padr&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o como modelo&rdquo; (11 respondentes), o que evidencia uma associa&ccedil;&atilde;o com press&otilde;es normativas. Da mesma forma, as poucas universidades que adoptam a medida formal &ldquo;Processo de An&aacute;lise e Avalia&ccedil;&atilde;o de Riscos&rdquo; o fazem devido a padr&otilde;es normativos internacionais.</p>     <p>As medidas formais &ldquo;Classifica&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es&rdquo; e &ldquo;Sistema de Gest&atilde;o de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; foram mais associadas a press&otilde;es coercitivas do ambiente institucional: a primeira foi associada por sete e a segunda por nove respondentes ao indicador &ldquo;PC01 - Leis, decretos, Instru&ccedil;&otilde;es Normativas, Normas Complementares e resolu&ccedil;&otilde;es publicados pelo Governo&rdquo;. </p>     <p>A &ldquo;Revis&atilde;o da Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; permite que o documento seja actualizado devido a mudan&ccedil;as nos requisitos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o (S&ecirc;mola, 2014). Nove respondentes associaram esta medida formal ao indicador &ldquo;PN01 - Normas e padr&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, o que a relaciona a press&otilde;es normativas. Todas as 17 Pol&iacute;ticas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o analisadas previam revis&otilde;es, mas somente dez respondentes informaram que s&atilde;o realizadas e apenas duas universidades publicaram vers&otilde;es revisadas.</p>     <p>Os resultados mostram que as medidas formais s&atilde;o adoptadas principalmente devido a press&otilde;es coercitivas, mas tamb&eacute;m a press&otilde;es normativas e mim&eacute;ticas. Das dez medidas formais, cinco s&atilde;o adoptadas em resposta a press&otilde;es coercitivas (&ldquo;PC01 - Leis, decretos, Instru&ccedil;&otilde;es Normativas, Normas Complementares e resolu&ccedil;&otilde;es publicadas pelo Governo&rdquo;) provenientes do Governo e de &oacute;rg&atilde;os que regulam e financiam as actividades das universidades.</p>     <p>Quatro medidas formais foram relacionadas a press&otilde;es normativas, sendo tr&ecirc;s ao indicador &ldquo;PN01 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de normas e padr&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o como modelo&rdquo; e um a &ldquo;PN03 - Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos&rdquo;, o que mostra a relev&acirc;ncia das normas e padr&otilde;es internacionais e do compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos entre profissionais, que s&atilde;o press&otilde;es normativas para adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Dentre as medidas t&eacute;cnicas, a adop&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Redund&acirc;ncia de dados&rdquo; e &ldquo;Preven&ccedil;&atilde;o contra c&oacute;digos maliciosos&rdquo; acontece com base em experi&ecirc;ncias de outras universidades (&ldquo;PM02 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas bem-sucedidas como modelos&rdquo;), segundo 23 e 26 respondentes, respectivamente, o que sugere que s&atilde;o implantadas tecnologias utilizadas por outras universidades, evidenciando o mimetismo institucional.</p>     <p>As medidas t&eacute;cnicas &ldquo;Segrega&ccedil;&atilde;o de redes de computadores&rdquo; e a &ldquo;Redund&acirc;ncia de pe&ccedil;as de equipamentos&rdquo; foram associadas pela maioria dos respondentes ao indicador &ldquo;PN02 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o de pessoal que exigem forma&ccedil;&atilde;o ou conhecimentos espec&iacute;ficos em Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A primeira foi associada por todos os 27 respondentes e a segunda por 23. Estas medidas s&atilde;o adoptadas, portanto, em resposta a press&otilde;es normativas, pois est&atilde;o associadas aos conhecimentos e forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, o que pode ser explicado pela exig&ecirc;ncia de conhecimentos espec&iacute;ficos de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As demais medidas t&eacute;cnicas foram todas associadas ao indicador &ldquo;PN03 - Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos&rdquo;: &ldquo;Protec&ccedil;&atilde;o ambiental&rdquo;, por 25 respondentes; &ldquo;Transmiss&atilde;o e armazenamento seguros de dados&rdquo;, por 19 respondentes; &ldquo;Controlo de acesso l&oacute;gico&rdquo;, por 18 pessoas; &ldquo;Redund&acirc;ncia de equipamentos&rdquo;, por 17 pessoas; &ldquo;Autentica&ccedil;&atilde;o forte&rdquo;, associado por 15 pessoas; e &ldquo;Controlo de acesso f&iacute;sico&rdquo;, associada por 11 pessoas. A adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas est&aacute; mais relacionada a press&otilde;es normativas, sendo que este indicador foi associado a cinco medidas, e &ldquo;PN02 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o de pessoal que exigem forma&ccedil;&atilde;o ou conhecimentos espec&iacute;ficos em Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; a duas medidas, o que destaca a actua&ccedil;&atilde;o dos profissionais em suas redes de relacionamentos e a import&ecirc;nia de conhecimentos espec&iacute;ficos pr&eacute;vios como press&otilde;es para a adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentre as medidas informais, a mais adoptada &eacute; &ldquo;Programas de treinamento de profissionais de TI&rdquo;, sendo que 26 universidades a adoptam devido &agrave;s press&otilde;es normativas &ldquo;PN01 - Normas e padr&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;PN03 - Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos&rdquo;, o que leva a inferir que a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de TI resulta da troca de conhecimentos e da influ&ecirc;ncia de normas e padr&otilde;es de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. A medida informal &ldquo;Programas de treinamento de utilizadores de TI&rdquo; tamb&eacute;m &eacute; adoptada principalmente devido a press&otilde;es normativas, mas foi associada por 16 respondentes apenas ao indicador &ldquo;PN03 - Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e troca de conhecimentos&rdquo;. Esses treinamentos para utilizadores podem ser realizados, portanto, devido ao facto de que os profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o os entendem como necess&aacute;rios. A adop&ccedil;&atilde;o da medida informal &ldquo;Campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o de regulamentos e da Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi tamb&eacute;m resultado das mesmas press&otilde;es normativas, segundo oito respondentes. </p>     <p>Por fim, dez respondentes associaram a medida informal &ldquo;Campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; aos indicadores &ldquo;PM01 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas bem-sucedidas como modelos&rdquo; e &ldquo;PM02 - Utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de outras organiza&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas bem sucedidas como modelos&rdquo;, ambos de press&otilde;es mim&eacute;ticas, o que evidencia a imita&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es consideradas bem sucedidas no ambiente. Assim, medidas informais foram adoptadas principalmente em resposta a press&otilde;es normativas, mas tamb&eacute;m devido &agrave; imita&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias bem-sucedidas, enquanto a ado&ccedil;&atilde;o de medidas formais est&aacute; mais relacionada a press&otilde;es coercitivas, e as t&eacute;cnicas a press&otilde;es normativas.</p>     <p>5. Conclus&otilde;es</p>     <p>Esta pesquisa mostrou que as universidades p&uacute;blicas brasileiras est&atilde;o sujeitas a press&otilde;es normativas, coercitivas e mim&eacute;ticas de diferentes constituintes do campo organizacional, como grupos de profissionais de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&otilde;es que regulamentam e fiscalizam suas actividades e organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou acad&ecirc;micas bem-sucedidas quanto &agrave; Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Os dados evidenciam que a adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o acontece devido principalmente a press&otilde;es normativas, sendo que a participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de TI e Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o em redes de trocas de informa&ccedil;&otilde;es foi o indicador mais seleccionado, que influencia destacadamente a adop&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas. J&aacute; as normas e padr&otilde;es de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o tiveram influ&ecirc;ncia relevante sobre a adop&ccedil;&atilde;o de medidas informais, sendo que as medidas formais foram mais associadas a press&otilde;es coercitivas. </p>     <p>O trabalho mostrou tamb&eacute;m que as medidas t&eacute;cnicas s&atilde;o as mais difundidas, sendo que algumas delas foram adoptadas por todas as universidades, tendo sido mais associadas a press&otilde;es normativas, com destaque para a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre profissionais e a contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais com conhecimentos espec&iacute;ficos em Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o. Entre as informais, os &ldquo;Programas de treinamento de profissionais de TI&rdquo; tamb&eacute;m foram adoptadas por todas as universidades e foram associadas &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais com conhecimentos espec&iacute;ficos e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o deles em redes de profissionais. Entre as medidas formais, as mais adoptadas s&atilde;o a &ldquo;Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; e o &ldquo;Comit&ecirc; de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; em resposta a press&otilde;es coercitivas de organiza&ccedil;&otilde;es que regulamentam a actua&ccedil;&atilde;o das universidades. </p>     <p>Os resultados deixam claro que as informa&ccedil;&otilde;es das universidades n&atilde;o est&atilde;o classificadas, o que pode levar a um tratamento inadequado e exposi&ccedil;&atilde;o a riscos. Outro resultado relevante &eacute; o facto de poucas universidades realizarem an&aacute;lises e avalia&ccedil;&otilde;es de riscos, o que pode resultar na adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;rias, insuficientes ou inapropriadas, expondo informa&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis ou protegendo excessivamente informa&ccedil;&otilde;es que necessitam de medidas menos rigorosas. Esses resultados e o facto de as medidas formais serem adoptadas devido a press&otilde;es coercitivas levam a questionar se a adop&ccedil;&atilde;o visa &agrave; efici&ecirc;ncia da Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o ou &agrave; legitimidade das universidades no ambiente, tendo em vista que a conformidade com requisitos do ambiente externo &eacute; tida como meio para obter legitimidade e ter acesso a recursos. </p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o do estudo est&aacute; na quantidade de universidades que participou da pesquisa, o que inviabilizou a realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises estat&iacute;sticas mais profundas e limitou as conclus&otilde;es. Procurou-se minimizar essa limita&ccedil;&atilde;o cruzando os dados do levantamento e os da pesquisa documental, mas a pequena quantidade de documentos disponibilizados pelas universidades tamb&eacute;m se mostrou uma limita&ccedil;&atilde;o. Organiza&ccedil;&otilde;es do mercado de TI n&atilde;o aparecem como constituintes do campo organizacional nesta pesquisa, o que restringe os resultados e &eacute; tamb&eacute;m uma limita&ccedil;&atilde;o. A partir desse contexto, h&aacute; uma necessidade de investigar a adop&ccedil;&atilde;o de medidas observando um escopo maior de constituintes do campo organizacional e questionar a finalidade ou motiva&ccedil;&atilde;o da adop&ccedil;&atilde;o de medidas de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o: se a efici&ecirc;ncia ou legitimidade no campo organizacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Albuquerque Junior, A. E., &amp; Santos, E. M. (2015). Adoption of Information Security measures in public research institutes. <i>Journal of Information Systems and Technology Management</i>, 12(2), 289-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998874&pid=S1646-9895201800050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Al-Kalbani, A, Deng, H., &amp; Kam, B. (2015). Organisational security culture and information security compliance for e-government development: the moderating effect of social pressure. In: <i>Proceedings of the 19th Pacific Asia Conference on Information Systems, Singapore</i>, 5-9 July 2015, pp. 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998876&pid=S1646-9895201800050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Al-kalbani, A., Deng, H., Kam, B., &amp; Zhang, X. (2017). Information Security compliance in organizations: an institutional perspective. <i>Data and Information Management</i>, 1(2), 104-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998878&pid=S1646-9895201800050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Angst, C. M., Block, E. S., D'Arcy, J., &amp; Kelley, K. (2017). When do IT security investments matter? Accounting for the influence of institutional factors in the context of healthcare data breaches. <i>MIS Quarterly</i>, 41(3), 893-916.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998880&pid=S1646-9895201800050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Anthony, D. L., Appari, A., &amp; Johnson, M. E. (2014). Institutionalizing HIPAA compliance: organizations and competing logics in U.S. health care. <i>Journal of Health and Social Behavior</i>, 55(1), 108-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998882&pid=S1646-9895201800050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Belasco, K., &amp; Wan, S.-P. (2006). Online retail banking: security concerns, breaches, and controls. In Bidgoli, H. (Org.). <i>Handbook of Information Security: threats, vulnerabilities, prevention, detection, and management</i> (v.1, pp. 37-48). New Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998884&pid=S1646-9895201800050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bj&ouml;rck, F. J. (2004). Institutional Theory: A new perspective for research into IS/IT security in organisations. In <i>Proceedings of Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 37). Big Island, HI, USA: IEEE.</p>     <!-- ref --><p>Bj&ouml;rck, F. J. (2005). <i>Discovering Information Security management</i>. Tese de Doutoramento, Stockholm University, Estocolmo,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998887&pid=S1646-9895201800050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Su&eacute;cia.</p>     <p>Busanelo, E. C. (2010). Um estudo epistemol&oacute;gico da Teoria Neo-Institucional. In <i>Anais do Encontro de Estudos Organizacionais da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Administra&ccedil;&atilde;o</i>,( pp. 6). Florian&oacute;polis, SC, Brasil: ANPAD.</p>     <!-- ref --><p>Choi, M., Lee, J., &amp; Hwang, K. (2018). Information Systems Security (ISS) of e-government for sustainability: a dual path model of ISS influenced by institutional isomorphism. <i>Sustainability</i>, 10(5<i>), 1555.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998890&pid=S1646-9895201800050000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Delmas, M. A., &amp; Toffel, M. W. (2008). Organizational responses to environmental demands: opening the black box. <i>Strategic Management Journal</i>, 29(10), 1027-1055.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998892&pid=S1646-9895201800050000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dhillon, G. (1999). Managing and controlling computer misuse. <i>Information Management &amp; Computer Security</i>, 7(4), 171-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998894&pid=S1646-9895201800050000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dhillon, G., &amp; Moores, S. (2001). Computer crimes: theorizing about the enemy within. <i>Computers &amp; Security</i>, 20(8), 715-723.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998896&pid=S1646-9895201800050000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DiMaggio, P. J., &amp; Powell, W. W. (1983). The iron cage revisited: institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. <i>American Sociological Review</i>, 48(2), 147-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998898&pid=S1646-9895201800050000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dresner, D. G. (2011). <i>A study of standards and the mitigation of risk in Information Systems</i>. Tese de Doutoramento, The University of Manchester, Manchester,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998900&pid=S1646-9895201800050000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Reino Unido.</p>     <!-- ref --><p>Fontes, E. L. G. (2006). <i>Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o: o usu&aacute;rio faz a diferen&ccedil;a</i>. S&atilde;o Paulo: Saraiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998902&pid=S1646-9895201800050000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hou, Y., Gao, P., &amp; Nicholson, B. (2018). Understanding organisational responses to regulative pressures in information security management: the case of a Chinese hospital. <i>Technological Forecasting and Social Change</i>, 126, 64-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998904&pid=S1646-9895201800050000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hsu, C. W., Lee, J.-N., &amp; Straub, D. W. (2012). Institutional influences on Information Systems Security innovations. <i>Information Systems Research</i>, 23(3), 918-939.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998906&pid=S1646-9895201800050000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Juels, A. (2006). Encryption basics. In Bidgoli, H. (Org.). <i>Handbook of Information Security: threats, vulnerabilities, prevention, detection, and management</i> (v.2, pp. 469-478). Nova Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998908&pid=S1646-9895201800050000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kam, H.-J., Katerattanakul, P., Gogolin, G., &amp; Hong, S. (2013). Information Security Police compliance in higher education: a neo-institutional perspective. In <i>Proceedings of Pacific Asia Conference on Information Systems </i>(pp.17), Jeju Island, Coreia do Sul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998910&pid=S1646-9895201800050000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, I. M. (2012). <i>Adop&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas de Seguran&ccedil;a de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o na Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica local em Portugal</i>. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho, Braga,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998912&pid=S1646-9895201800050000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lopes, I. M., &amp; S&aacute;-Soares, F. (2014). Institutionalization of Information Systems Security Policies adoption: factors and guidelines. <i>International Journal on Computer Science and Information Systems</i>, 9(2), 82-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998914&pid=S1646-9895201800050000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luesebrink, M. (2011). <i>The institutionalization of Information Security Governance structures in academic institutions: a case study</i>. Tese de Doutoramento, Florida State University, Tallahassee,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998916&pid=S1646-9895201800050000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> FL, Estados Unidos da Am&eacute;rica.</p>     <!-- ref --><p>Meyer, J. W., &amp; Rowan, B. (1977). Institutionalized Organizations: Formal Structure as Myth and Ceremony. <i>The American Journal of Sociology</i>, 83(2), 340-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998918&pid=S1646-9895201800050000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Panko, R. R. (2006). Digital signatures and electronic signatures. In Bidgoli, H. (Org.). <i>Handbook of Information Security: threats, vulnerabilities, prevention, detection, and management</i> (v.3, pp. 562-570). Nova Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998920&pid=S1646-9895201800050000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Perkel, J. (2010). Cybersecurity: how safe are your data? <i>Nature</i>, 464, 1260-1261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998922&pid=S1646-9895201800050000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Powell, W. W., &amp; Bromley, P. (2015). New Institutionalism in the analysis of complex organizations. In Wright, J. D. (Org.). <i>International encyclopedia of the social &amp; behavioral sciences</i> (Vol. 2, 2&ordf; ed., pp. 764-769). Amsterd&atilde;o: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998924&pid=S1646-9895201800050000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Quinello, R. (2007). <i>A Teoria Institucional aplicada &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o: entenda como o mundo invis&iacute;vel impacta na gest&atilde;o dos neg&oacute;cios</i>. S&atilde;o Paulo: Novatec Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998926&pid=S1646-9895201800050000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&ecirc;mola, M. (2014). <i>Gest&atilde;o da Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o: uma vis&atilde;o executiva</i> (2a ed.). Rio de Janeiro: Campus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998928&pid=S1646-9895201800050000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tejay, G. P. S., &amp; Barton, K. A. (2013). Information System Security commitment: a pilot study of external influences on senior management. In <i>Proceedings of Hawaii International Conference on System Sciences </i>(pp. 46), Manoa, HI, Estados Unidos da Am&eacute;rica.</p>     <!-- ref --><p>Thorpe, S. W. (2006). Extranets: applications, development, security, and privacy. In Bidgoli, H. (Org.). <i>Handbook of Information Security: threats, vulnerabilities, prevention, detection, and management</i> (v.1, pp. 215-225). Nova Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998931&pid=S1646-9895201800050000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Williams, S. P., Hardy, C. A., &amp; Holgate, J. A. (2013). Information Security Governance practices in critical infrastructure organizations: a socio-technical and institutional logic perspective. <i>Electronic Markets</i>, 23(4), 341-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998933&pid=S1646-9895201800050000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido/Submission: 22/09/2018    <br>   Aceita&ccedil;&atilde;o/Acceptance: 16/11/2018</p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Albuquerque Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adoption of Information Security measures in public research institutes]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Information Systems and Technology Management]]></source>
<year>2015</year>
<volume>12</volume>
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