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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Novos desafios em SI: A crescente importância dos processos ciber-físicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Business models and services have been challenged by new cyber-physical systems that combine physical and digital environments. These have led to rethink information systems (IS) and process architecture. Companies should organize their IS portfolio to design intelligent processes that respond quickly and creatively to new job and market challenges. An open, agile, active, context-permeable architecture will be very useful. By allowing well-designed services and interfaces, it will be possible to continuously match users' expectations and activities resulting in greater integration and customization.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Novos desafios em SI: A crescente import&acirc;ncia dos processos ciber-f&iacute;sicos</b></font></p>     <p><font size="3"><b>New challenges in IS: The increasing importance of cyber-physical processes</b></font></p>     <p><b>Silvia Fernandes<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Faculdade de Economia &amp; CIEO, Research Centre for Spatial and Organizational Dynamics, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro, Portugal. <a href="mailto:sfernan@ualg.pt">sfernan@ualg.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os modelos de neg&oacute;cio e servi&ccedil;os t&ecirc;m sido desafiados pelos novos sistemas ciber-f&iacute;sicos, que combinam ambiente f&iacute;sico com digital. Estes t&ecirc;m levado a repensar os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o (SI) e a arquitetura de processos. As empresas devem organizar o seu portef&oacute;lio de SI de modo a conceber processos inteligentes que respondam r&aacute;pida e criativamente aos novos desafios de trabalho e mercado. Uma arquitetura aberta, &aacute;gil, ativa e perme&aacute;vel ao contexto ser&aacute; muito &uacute;til. Se permitir servi&ccedil;os e interfaces bem concebidas, ser&aacute; poss&iacute;vel uma correspond&ecirc;ncia cont&iacute;nua com as expetativas dos utilizadores e atividades resultando maior integra&ccedil;&atilde;o e personaliza&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: sistemas ciber-f&iacute;sicos, portef&oacute;lio de SI, arquitetura de processos, arquitetura empresarial, ind&uacute;stria 4.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Business models and services have been challenged by new cyber-physical systems that combine physical and digital environments. These have led to rethink information systems (IS) and process architecture. Companies should organize their IS portfolio to design intelligent processes that respond quickly and creatively to new job and market challenges. An open, agile, active, context-permeable architecture will be very useful. By allowing well-designed services and interfaces, it will be possible to continuously match users' expectations and activities resulting in greater integration and customization.</p>     <p><b>Keywords:</b> ciber-physical systems, IS portfolio, process architecture, enterprise architecture, 4th industry. </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</p>     <p>A tecnologia tem feito tanta diferen&ccedil;a que a sua liga&ccedil;&atilde;o com o capital humano tem feito emergir da&iacute; um enorme potencial. As tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o (TI) constituem a plataforma para as empresas desenvolverem sistemas de informa&ccedil;&atilde;o (SI) capazes de lidar com novos requisitos de gest&atilde;o. Como por exemplo a habilidade crescente para explorar enormes volumes de dados em grandes bases de dados (<i>data warehouses</i>), usando ferramentas avan&ccedil;adas para relacionar dados (<i>data mining</i>), e para responder a necessidades mais variadas. Os desafios atuais incluem novos modos de apresentar ou entregar produtos/servi&ccedil;os, como os que combinam caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas com digitais. Estas tend&ecirc;ncias implicam mudan&ccedil;as nos modelos de neg&oacute;cio e interfaces de utilizador, levando a repensar a estrat&eacute;gia de neg&oacute;cio e inova&ccedil;&atilde;o. Assim, as empresas deveriam organizar os seus SI/TI de modo a desenvolver novas solu&ccedil;&otilde;es que melhorem a sua posi&ccedil;&atilde;o competitiva no mercado. </p>     <p>Da&iacute; que o presente trabalho pretenda discutir uma abordagem ao planeamento do portef&oacute;lio de SI. Este conceito refere-se ao conjunto de ferramentas e metodologias de SI/TI de suporte ao modelo de neg&oacute;cio e sua din&acirc;mica. Esta abordagem incentiva a aten&ccedil;&atilde;o para a gest&atilde;o adequada desse portef&oacute;lio, que deve assentar numa sele&ccedil;&atilde;o e alinhamento regulares com os objetivos de neg&oacute;cio. </p>     <p>2. Inova&ccedil;&atilde;o em Portugal</p>     <p>2.1. A economia Portuguesa</p>     <p>Em Portugal as empresas (maioritariamente de pequena e m&eacute;dia dimens&atilde;o) investem pouco em I&amp;D (investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento) devido &agrave; sua menor capacidade financeira e organizacional. Assim, os SI s&atilde;o um importante recurso para a sua performance de neg&oacute;cio. Sobre os setores mais inovadores da economia Portuguesa que, de acordo com Sarkar (2014) tendem a estar mais orientados aos SI, o inqu&eacute;rito comunit&aacute;rio &agrave; inova&ccedil;&atilde;o (CIS) fornece informa&ccedil;&atilde;o relevante. A Uni&atilde;o Europeia usa este instrumento para monitorizar o progresso da Europa em termos de inova&ccedil;&atilde;o, o qual &eacute; conduzido por institutos de estat&iacute;sticas nacionais. O CIS pretende recolher dados sobre inova&ccedil;&atilde;o (de produto, processo, marketing e organizacional) diretamente das empresas. E explora como as empresas interagem com o seu ambiente externo de modo a obterem informa&ccedil;&atilde;o para novos projetos ou desenvolvimento de existentes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um CIS recente (CIS2012) revela que os setores mais inovadores em Portugal s&atilde;o de tipo: <i>research-based</i> (computa&ccedil;&atilde;o, engenharia civil, I&amp;D) ou <i>knowledge-based</i> (seguros, sa&uacute;de) ou <i>service-based</i> (com&eacute;rcio). As fontes/agentes mais utilizadas pelo primeiro tipo s&atilde;o universidades, pelo segundo s&atilde;o fornecedores e pelo terceiro s&atilde;o as empresas do grupo. Os clientes s&atilde;o recursos importantes em todos os tipos de setores apontados, o que revela que as empresas Portuguesas geralmente usam informa&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es com os clientes para objetivos de inova&ccedil;&atilde;o. Estes resultados est&atilde;o de acordo com o enfoque crescente no conhecimento e nos servi&ccedil;os, para os quais o design de interfaces &eacute; um recurso interessante. Interfaces de utilizador flex&iacute;veis permitem expandir o portef&oacute;lio de SI e melhorar a inova&ccedil;&atilde;o e intelig&ecirc;ncia de neg&oacute;cio (BI) (S&aacute;nchez-Gonz&aacute;lez e Herrera, 2014).</p>     <p>O portef&oacute;lio de SI em que as empresas Portuguesas devem incidir, uma vez que a maioria tem pequena ou m&eacute;dia dimens&atilde;o e uma cultura de servi&ccedil;o, inclui ferramentas tais como CRM (gest&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com o cliente), ERP (sistemas integrados de gest&atilde;o), anal&iacute;tica de <i>Big data </i>e sistemas m&oacute;veis (Fernandes, 2013). Estas ferramentas, combinadas em plataformas bem planeadas, contribuem para conceber e testar novos produtos/servi&ccedil;os, melhorar os processos existentes e criar novos processos. Dado o enorme potencial os gestores deveriam, n&atilde;o s&oacute; estar familiarizados com essas tecnologias, mas tamb&eacute;m saber selecion&aacute;-las e alinh&aacute;-las com seus objetivos e envolvendo todos na organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>2.2. Tend&ecirc;ncias nos SI</p>     <p>Muitas empresas Portuguesas t&ecirc;m usado sistemas financeiros que processam automaticamente faturas e relat&oacute;rios a partir de folhas de dados (Fernandes, 2010). Contudo, face ao enorme volume de dados resultante de ter um website ou rede(s) social(is) associada(s), elas necessitam usar novas ferramentas para gest&atilde;o big-data (Borrero e Gualda, 2013; Ara&uacute;jo e Cota, 2016). Um ERP pode ajudar, porque permite a integra&ccedil;&atilde;o de diferentes fun&ccedil;&otilde;es de neg&oacute;cio e dados, informando o <i>tracking</i> de produto, as prefer&ecirc;ncias dos clientes, etc. Os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o resultam mais r&aacute;pidos e completos, contribuindo para um invent&aacute;rio consistente e uma resposta correta (Vasilev e Georgiev, 2003). </p>     <p>Os sistemas integrados permitem que a informa&ccedil;&atilde;o flua facilmente entre diferentes fun&ccedil;&otilde;es para desenvolver diferentes processos. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; ent&atilde;o armazenada num &uacute;nico grande reposit&oacute;rio (data warehouse), dispon&iacute;vel a todas as unidades de neg&oacute;cio em todos os n&iacute;veis de gest&atilde;o. Todos os participantes podem ter a informa&ccedil;&atilde;o de que necessitam em tempo real (Laudon e Laudon, 2004). Por outro lado, as ferramentas de CRM consistem em fun&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas para gerir a rela&ccedil;&atilde;o com os clientes e consolidar informa&ccedil;&atilde;o de diferentes fontes ou canais de comunica&ccedil;&atilde;o. As empresas podem usar essa informa&ccedil;&atilde;o para adquirirem novos clientes, melhorarem seus produtos/servi&ccedil;os, personalizarem-nos de acordo com prefer&ecirc;ncias dos clientes, etc. Estas interessantes ferramentas podem estar online atrav&eacute;s de infraestruturas nuvem (cloud) e advirem m&oacute;veis e sens&iacute;veis ao contexto atrav&eacute;s de redes wireless e sensores.</p>     <p>Estes recursos e a sua interoperabilidade constituem uma &aacute;rea chave a ser explorada pelas empresas em diversos setores (sa&uacute;de, turismo, banca, etc.). Porque a mesma permite inovar servi&ccedil;os, valorizar as prefer&ecirc;ncias dos clientes e fornecer r&aacute;pido conte&uacute;do personalizado.</p>     <p>2.3. Import&acirc;ncia da IoT</p>     <p>O potencial impressionante <i>clould-wireless</i> (da rede sem fios com a computa&ccedil;&atilde;o nuvem) requer uma abordagem flex&iacute;vel &agrave; arquitetura de processos nas empresas. O objetivo principal &eacute; gerir a ader&ecirc;ncia a novos modelos de neg&oacute;cio suportados por tecnologias como IoT (<i>Internet-of-things</i>), big-data e apps (aplicativos) m&oacute;veis. Isto &eacute; importante pois os futuros fundos estruturais de investimento da UE (Uni&atilde;o Europeia) assentam em desenvolver e corresponder estas for&ccedil;as &agrave;s necessidades de mercado (European Commission, 2016). </p>     <p>Uma rede de dispositivos inteligentes pode ser configurada para melhorar o funcionamento de qualquer neg&oacute;cio e seus servi&ccedil;os. Por exemplo, no turismo, pode proporcionar uma melhor assist&ecirc;ncia aos turistas atrav&eacute;s de apps m&oacute;veis que guiam a experi&ecirc;ncia de visitar um lugar, pela coordena&ccedil;&atilde;o inteligente dos objetos desse lugar. Isso contribui para melhorar a impress&atilde;o do turista e a qualidade da sua experi&ecirc;ncia. Essas orienta&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis podem incluir detalhes sobre atra&ccedil;&otilde;es locais, alojamento, restaurantes e assist&ecirc;ncia ao longo do resto da viagem.</p>     <p>Tamb&eacute;m o <i>empowerment </i>dos trabalhadores (ou dos clientes) &eacute; poss&iacute;vel com as plataformas m&oacute;veis, o que &eacute; relevante em atividades cr&iacute;ticas como na &aacute;rea da sa&uacute;de. Sensores interconectados, quer vestidos, quer embutidos no ambiente envolvente, tornam poss&iacute;vel a recolha de informa&ccedil;&atilde;o relevante (Hassanalieragh et al., 2015; Niewolny, 2013; Tyagi et al., 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Gest&atilde;o do portef&oacute;lio de SI</p>     <p>Existe um problema comum nas empresas, relacionado com o crescente volume de dados e de SI n&atilde;o integrados, afetando a performance da empresa. Uma raz&atilde;o &eacute; o facto de que o potencial de novas tecnologias (tais como <i>clouds</i>, websites, IoT, etc.) est&aacute; longe de ser totalmente explorado. Isto levanta a necessidade da gest&atilde;o de um portef&oacute;lio adequado de SI na organiza&ccedil;&atilde;o. Um objetivo disso &eacute; responder a necessidades de neg&oacute;cio de um modo inteligente e inovador (Robbins, 2006). </p>     <p>Tal como inicialmente referido, o presente trabalho incide em delinear uma abordagem ao portef&oacute;lio de SI. Este conceito refere-se ao conjunto de ferramentas e metodologias (ERP, <i>clouds</i>, <i>social media</i>, <i>wireless</i>, apps, etc.) de suporte ao modelo de neg&oacute;cio. Esta abordagem destaca a necessidade de uma gest&atilde;o adequada desse portef&oacute;lio, orientada para a sele&ccedil;&atilde;o e alinhamento regular com as perspetivas de neg&oacute;cio (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Devidamente planeado e alinhado, ao n&iacute;vel dos processos, um portef&oacute;lio de SI pode ser assim um catalisador (ou controlador) de valor para o modelo de neg&oacute;cio (Vanti et al., 2018). </p>     <p>3.1. Catalisador de valor: Como? </p>     <p>Em certas ind&uacute;strias os SI t&ecirc;m sido diferenciadores estrat&eacute;gicos por v&aacute;rios anos (Laudon e Laudon, 2004). Assim, o desenvolvimento de produtos e servi&ccedil;os deve considerar as oportunidades e limita&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas (papel catalisador). Um portef&oacute;lio de SI que sustenta conhecimento e intelig&ecirc;ncia para os processos chave &eacute; crucial para o sucesso do neg&oacute;cio (valor acrescentado).</p>     <p>Uma <i>datawarehouse</i> &eacute; a base de dados mais apropriada, porque normalmente cont&eacute;m dados de todas as fun&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o. A <a href="#f2">figura 2</a> ilustra o caso Kraft foods como exemplo disso (Kraft, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a05f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Muito se fala sobre ter uma datawarehouse (DW), datamining (DM) e data analytics (DA). Alguns autores, no entanto, sugerem que as expetativas associadas s&atilde;o mais altas do que aquilo que se retira efetivamente dessas ferramentas e t&eacute;cnicas. Embora a DA permita identificar vantagens competitivas, algumas destas n&atilde;o s&atilde;o exequ&iacute;veis devido &agrave;s grandes mudan&ccedil;as que envolvem (Laudon e Laudon, 2004; Ross et al., 2013). As empresas devem come&ccedil;ar por conhecer bem os dados e ferramentas que j&aacute; possuem, pois poucas tiram pleno partido das mesmas para responder a desafios do mercado. Isso requer uma pr&aacute;tica di&aacute;ria, assente numa cultura baseada nos dados, envolvendo toda a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es precisam tirar vantagem dos seus dados operacionais e tomar decis&otilde;es di&aacute;rias com base neles. E da&iacute;, conceder acesso a todos os n&iacute;veis da organiza&ccedil;&atilde;o em tempo real, definir procedimentos e rev&ecirc;-los numa base regular. Desse modo estar&atilde;o a decidir com base na evid&ecirc;ncia dos dados (Ross et al., 2013) e, se o fizerem, dar&atilde;o poder aos seus trabalhadores.</p>     <p>4. Import&acirc;ncia da arquitetura empresarial</p>     <p>Os analistas de SI s&atilde;o aqueles que mais lidam com a necessidade de haver di&aacute;logo com as entidades que requerem um suporte adequado de SI. Nesse sentido, usam modelos para representar a realidade que precisam avaliar, tal como um desenho estruturado ou arquitetura para rapidamente explorar uma solu&ccedil;&atilde;o (Ambler et al., 2005). Dada a velocidade de mudan&ccedil;a que os SI instilam nos processos de neg&oacute;cio, devem ser ent&atilde;o avaliados &agrave; luz da arquitetura de processos (Spewak e Hill, 1992), e mais amplamente da arquitetura empresarial. Isso consiste em definir e compreender os diferentes elementos que constituem a organiza&ccedil;&atilde;o, seu modelo de neg&oacute;cio e processos, bem como estes se relacionam dentro e fora dela (Sousa et al., 2006). A gest&atilde;o de portef&oacute;lio dos atuais SI/TI requer uma crescente necessidade de modelizar os fluxos de dados e processos, para melhor discernir sua sele&ccedil;&atilde;o e alinhamento com as perspetivas de neg&oacute;cio.</p>     <p>4.1. Arquitetura aberta</p>     <p>Existem v&aacute;rios modelos de arquitetura empresarial, cada um envolvendo uma abordagem ligeiramente diferente. Mas em cada modelo prevalece uma transi&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita do neg&oacute;cio para os SI, ou seja, dos objetivos e requisitos para as aplica&ccedil;&otilde;es e sistemas. Contudo, essa transi&ccedil;&atilde;o pode ser menos expl&iacute;cita devido a requisitos e m&eacute;todos abstratos do modelo de neg&oacute;cio ditados pelas ferramentas de TI. A conectividade m&oacute;vel e extensiva est&aacute; revelando que a fronteira entre a arquitetura empresarial (AE) e as aplica&ccedil;&otilde;es tende para uma &aacute;rea (em vez de uma linha). Assim, uma maior flexibilidade &eacute; essencial para obter resultados mais diferenciadores (Nolle, 2016). </p>     <p>De acordo com Palli e Behara (2014), sem uma AE aberta haver&aacute; problemas tais como: falta de flexibilidade das solu&ccedil;&otilde;es implantadas; inconsist&ecirc;ncias; redund&acirc;ncias; n&atilde;o ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias emergentes; falta de integra&ccedil;&atilde;o e inter-operacionalidade de aplica&ccedil;&otilde;es; etc.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Porque a AE tradicional &eacute; mais centrada na estrutura (<i>framework-centered</i>) do que orientada pelas ferramentas (<i>tool-driven</i>). A maior fatia da sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; centrada na tecnologia. Enquanto a AE aberta (NGEA) &eacute; centrada no neg&oacute;cio, e da&iacute; &eacute; global, &aacute;gil e cont&iacute;nua. </p>     <p>A abordagem da AE tradicional tende a mudar para a NGEA (ou arquitetura digital), a qual envolve capacidades de rede tais como: interagir com utilizadores e outros agentes atrav&eacute;s de <i>social media</i>; globaliza&ccedil;&atilde;o (empresa ‘sem fronteiras'); inova&ccedil;&atilde;o de produto/servi&ccedil;o (inova&ccedil;&atilde;o aberta e virtual); colabora&ccedil;&atilde;o (empregados no processo de decis&atilde;o, trabalho m&oacute;vel); e flexibilidade (para escolher tecnologias, infraestrutura e aplica&ccedil;&otilde;es). Dessa maneira, as organiza&ccedil;&otilde;es adotam as &uacute;ltimas capacidades digitais como <i>social web</i>, <i>service-oriented architecture</i> (SOA), <i>big-data analytics</i>, <i>cloud computing</i>, virtualiza&ccedil;&atilde;o, IoT, etc. (Palli e Behara, 2014) - <a href="#f3">figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a05f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por sua vez, os resultados da AE devem integrar-se com o planeamento de neg&oacute;cio e o enfoque no modelo de neg&oacute;cio, definindo m&eacute;tricas de retorno. E a defini&ccedil;&atilde;o do retorno da AE n&atilde;o deveria estender-se por anos, mas sim devolver valor ao neg&oacute;cio em meses ou semanas. </p>     <p>Atualmente os SI tendem a ser cada vez mais ciber-f&iacute;sicos para corresponderem ao desafio da ‘transforma&ccedil;&atilde;o digital' das empresas e das economias. Tais sistemas h&iacute;bridos permitem descentralizar e monitorizar processos f&iacute;sicos entre os colaboradores da cadeia de fornecimento, independentemente do seu lugar e fun&ccedil;&atilde;o. Estes sistemas tornam-se IoT, comunicando e cooperando entre si e com os humanos em tempo real via wireless. Assim a perce&ccedil;&atilde;o (ou sensibilidade) ao contexto &eacute; mais uma vari&aacute;vel a contemplar. </p>     <p>4.2. O contexto nos processos ciber-f&iacute;sicos</p>     <p>A <a href="#f4">figura 4</a> ilustra a import&acirc;ncia da NGEA para uma correspond&ecirc;ncia de perce&ccedil;&atilde;o de contexto: a perce&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia do utilizador t&ecirc;m a ver com as expetativas do mesmo as quais a empresa e seus SI, se forem sens&iacute;veis ao contexto, capturam por input sensorial (sensores). Por isso, uma AE aberta deve considerar a abordagem do utilizador dirigir a rea&ccedil;&atilde;o dos sistemas empresariais (Schmidt, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a05f4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma grande variedade de sensores pode ser usada para captar informa&ccedil;&atilde;o contextual. Alguns exemplos de sensores usados s&atilde;o: GPS (para localiza&ccedil;&atilde;o, velocidade); luz e vis&atilde;o (para detetar objetos, atividades); microfones (para dados sobre ru&iacute;do, falas); girosc&oacute;pios (para movimento, orienta&ccedil;&atilde;o); sensores magn&eacute;ticos (para determinar orienta&ccedil;&atilde;o); sensores t&aacute;teis (para detetar intera&ccedil;&atilde;o com o utilizador); sensores de temperatura (para avaliar ambientes); etc. (Schmidt, 2013). </p>     <p>Outros sensores servem para detetar o contexto fisiol&oacute;gico do utilizador, como por exemplo para captar respostas da pele. As suas medi&ccedil;&otilde;es podem ser usadas para avaliar rea&ccedil;&otilde;es da pele (por exemplo surpresa, etc.). Estes tipos de sensores dispon&iacute;veis podem ser usados para alimentar os SI empresariais com informa&ccedil;&otilde;es de contexto.</p>     <p>Esta variedade de tecnologias (cloud, wireless, sensores, etc.) permite assim criar sistemas que podem atuar consoante diferentes contextos. Se forem bem delineados, eles corresponder&atilde;o melhor &agrave;s expetativas dos utilizadores no seu contexto. &Eacute; tamb&eacute;m essencial que os utilizadores compreendam o comportamento vari&aacute;vel das aplica&ccedil;&otilde;es e saibam como us&aacute;-las nas situa&ccedil;&otilde;es em que se encontram.</p>     <p>4.3. Caso na ind&uacute;stria 4</p>     <p>Uma das grandes raz&otilde;es do progresso dos sistemas ciber-f&iacute;sicos &eacute; a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas em expans&atilde;o como a realidade aumentada e a ind&uacute;stria 4. A procura por produtos/servi&ccedil;os personalizados cresceu significativamente nos &uacute;ltimos anos, o que exigiu profundas altera&ccedil;&otilde;es nos processos de produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria tradicional. De forma a passarem a existir linhas de produ&ccedil;&atilde;o din&acirc;micas e flex&iacute;veis, tais sistemas permitem estabelecer linhas capazes de produzir produtos personalizados em larga escala. A adapta&ccedil;&atilde;o dos formatos de produ&ccedil;&atilde;o foi um desafio para os produtores, cujos custos elevados e solu&ccedil;&otilde;es limitadas tornaram-se um problema que v&aacute;rios estudos tentaram resolver.</p>     <p>O avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico permitiu explorar solu&ccedil;&otilde;es vi&aacute;veis mais simples e eficazes. Isto consegue-se atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o com a engenharia de controlo nos processos de produ&ccedil;&atilde;o, assentando em IoT e sistemas ciber-f&iacute;sicos (<a href="#f5">figura 5</a>). No caso estudado por Rami&atilde;o (2017), prop&otilde;e-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma arquitetura modular para gerir e controlar descentralizadamente os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o com tecnologia <i>plug&amp;produce</i>. Por serem sistemas que integram o mundo f&iacute;sico com aplica&ccedil;&otilde;es computacionais, permitindo criar m&oacute;dulos (grupos de aplica&ccedil;&otilde;es) com capacidade de funcionamento aut&oacute;nomo e distribu&iacute;do, h&aacute; a necessidade para isso de middleware para sincroniza&ccedil;&atilde;o (como por exemplo o CiberSens). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a05f5.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de dispositivos IoT e sistemas multiagentes permitem um controlo din&acirc;mico e flex&iacute;vel de linhas de montagem mantendo um custo relativamente baixo. A arquitetura proposta por Rami&atilde;o (2017) responde afirmativamente &agrave; quest&atilde;o de ser poss&iacute;vel desenhar um m&oacute;dulo de produ&ccedil;&atilde;o a um custo reduzido, capaz de abstrair um componente de produ&ccedil;&atilde;o e oferecer uma solu&ccedil;&atilde;o de controlo flex&iacute;vel. As caracter&iacute;sticas dessa arquitetura - como modularidade, capacidade de <i>plug&amp;produce</i>, e sistema descentralizado e hier&aacute;rquico - permitem que um sistema possa ser reorganizado de acordo com as necessidades de produ&ccedil;&atilde;o. Isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de uma arquitetura ciber-f&iacute;sica de produ&ccedil;&atilde;o modular onde cada bloco do sistema (m&oacute;dulo) pode ser realocado ou substitu&iacute;do de acordo com as necessidades correntes. Mais uma vez o recurso pr&eacute;vio &agrave; arquitetura aberta de processos ser&aacute; uma mais-valia neste tipo de projetos.</p>     <p>Os sistemas tradicionais de controlo industrial normalmente t&ecirc;m um pre&ccedil;o mais elevado e as caracter&iacute;sticas dos sistemas centralizados, dificultando muito a produ&ccedil;&atilde;o de produtos altamente personaliz&aacute;veis. </p>     <p><b>5. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A natureza dos processos de neg&oacute;cio est&aacute; a mudar, devido frequentemente &agrave; velocidade de mudan&ccedil;a das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o. Isso tem trazido muitos desafios &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es e sociedade. Tais desafios culminam em dois principais vetores (<i>drivers</i>): mobilidade e conectividade. Estes levam &agrave; necessidade de um modelo de trabalho (arquitetura) para planear e facilitar o alinhamento com as perspetivas de neg&oacute;cio e sistemas existentes. </p>     <p>Uma arquitetura de processos aberta da empresa e do seu plano, f&aacute;cil de compreender e comunicar, pode ajudar a identificar a estrutura consistente com a miss&atilde;o da empresa, objetivos e produtos/servi&ccedil;os pretendidos. &Eacute; especialmente desenvolvida com base em objetos como: processos (funcionais e transversais, internos e externos); recursos (funcionais e transversais, internos e externos); contexto e outputs (internos e externos). </p>     <p>Contudo, devido &agrave; heterogeneidade daqueles objetos e dos dados que os caracterizam, dois dos aspetos mais prementes hoje s&atilde;o a sua integra&ccedil;&atilde;o e conectividade. V&aacute;rias ferramentas da chamada transforma&ccedil;&atilde;o digital (IoT, sistemas ciber-f&iacute;sicos e m&oacute;veis) podem contribuir para alcan&ccedil;ar elevados n&iacute;veis de flexibilidade e personaliza&ccedil;&atilde;o com as capacidades da cadeia de valor. E podem assim ajudar na cria&ccedil;&atilde;o de novas fontes de inova&ccedil;&atilde;o e retorno por suportarem a produ&ccedil;&atilde;o inteligente de produtos/servi&ccedil;os. </p>     <p>Dado o seu enorme potencial, que pode levar &agrave; reconfigura&ccedil;&atilde;o dos modelos de trabalho e neg&oacute;cio, os gestores devem estar familiarizados com tais ferramentas. E tamb&eacute;m estar envolvidos com sua sele&ccedil;&atilde;o, ado&ccedil;&atilde;o e alinhamento desde o in&iacute;cio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ambler, S., Nalbone, J., &amp; Vizdos, M. (2005). <i>The Enterprise Unified Process: Extending the Rational Unified Process</i>. New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999227&pid=S1646-9895201800050000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, V., &amp; Cota, M. (2016). Software como um servi&ccedil;o: Uma vis&atilde;o hol&iacute;stica. <i>RISTI -</i> <i>Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (19), 145-157. Doi: 10.17013/risti.19.145-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999229&pid=S1646-9895201800050000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borrero, J., &amp; Gualda, E. (2013). Crawling big data in a new frontier for socioeconomic research: Testing with social tagging. <i>Journal of Spatial and Organizational Dynamics</i>, 1(1), 3-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999231&pid=S1646-9895201800050000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>European Commission (2016). <i>Smart regions conference</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ec.europa.eu/regional_policy/en/conferences/smart-regions/" target="_blank">http://ec.europa.eu/regional_policy/en/conferences/smart-regions/</a> (acedido em 23 de Outubro de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999233&pid=S1646-9895201800050000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, S. (2010). Critical information as a success factor in organizations: Objective and methodological approach. <i>Spatial and Organizational Dynamics Discussion Papers</i>, 2, 69-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999235&pid=S1646-9895201800050000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fernandes, S. (2013). Aligning technology with business: A continuous effort. <i>Spatial and Organizational Dynamics Discussion Papers</i>, 12, 26-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999237&pid=S1646-9895201800050000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hassanalieragh, M., Page, A., Soyata, T., Sharma, G., Aktas, M., Mateos, G., Kantarci, B., &amp; Andreescu, S. (2015). Health monitoring and management using internet-of-things (IoT) sensing with cloud-based processing: Opportunities and challenges. Paper presented at the <i>IEEE International Conference on Services Computing</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999239&pid=S1646-9895201800050000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> New York, USA.</p>     <!-- ref --><p>Kraft (2002). <i>Information systems portfolio management</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.kraftfoodsgroup.com/home/index.aspx" target="_blank">http://www.kraftfoodsgroup.com/home/index.aspx</a> (acedido em 12 de Junho de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999241&pid=S1646-9895201800050000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laudon, C., &amp; Laudon, J. (2004). <i>Management Information Systems: Managing the Digital Firm</i>. Boston: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999243&pid=S1646-9895201800050000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Niewolny, D. (2013). <i>How the internet of things is revolutionizing healthcare</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://cache.freescale.com/files/corporate/doc/white_paper/IOTREVHEALCARWP.pdf" target="_blank">https://cache.freescale.com/files/corporate/doc/white_paper/IOTREVHEALCARWP.pdf</a> (acedido em 21 de Outubro de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999245&pid=S1646-9895201800050000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nolle, T. (2016). <i>Enterprise architecture model helps to maximize mobile empowerment</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://searchsoa.techtarget.com/tip/Enterprise-architecture-model-helps-to-maximize-mobile-empowerment?utm_medium=EM&asrc=EM_NLN_65809390&utm_campaign=20161007_Enterprise%20architecture%20holds%20the%20secret%20to%20mobile_fchurchville&utm_source=NLN&track=NL-1806&ad=910397&src=910397" target="_blank">http://searchsoa.techtarget.com/tip/Enterprise-architecture-model-helps-to-maximize-mobile-empowerment?utm_medium=EM&amp;asrc=EM_NLN_65809390&amp;utm_campaign=20161007_Enterprise%20architecture%20holds%20the%20secret%20to%20mobile_fchurchville&amp;utm_source=NLN&amp;track=NL-1806&amp;ad=910397&amp;src=910397</a> (acedido em 21 de Outubro de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999247&pid=S1646-9895201800050000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Palli, P., &amp; Behara, G. (2014). <i>Enterprise architecture: A practitioner view</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://blog.opengroup.org/2014/09/17/enterprise-architecture-a-practitioner-view/" target="_blank">https://blog.opengroup.org/2014/09/17/enterprise-architecture-a-practitioner-view/</a> (acedido em 11 de Setembro de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999249&pid=S1646-9895201800050000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rami&atilde;o, A. (2017). <i>Sistema ciber-f&iacute;sico de produ&ccedil;&atilde;o modular usando Raspberry Pi</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Robbins, S. (2006). <i>Organizational Behavior</i>. Canada: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999252&pid=S1646-9895201800050000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ross, J., Beath, C., &amp; Quaadgras, A. (2013). <i>You may not need big data after all</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://hbr.org/2013/12/you-may-not-need-big-data-after-all" target="_blank">https://hbr.org/2013/12/you-may-not-need-big-data-after-all</a> (acedido em 11 de Setembro de 2017).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999254&pid=S1646-9895201800050000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;nchez-Gonz&aacute;lez, G., &amp; Herrera, L. (2014). Effects of customer cooperation on knowledge generation activities and innovation results of firms. <i>Business Research Quarterly</i>, 17(4), 292-302. Doi: 10.1016/j.brq.2013.11.002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999256&pid=S1646-9895201800050000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarkar, S. (2014). <i>Entrepreneurship and Innovation</i>. Portugal: Escolar Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999258&pid=S1646-9895201800050000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Schmidt (2013). <i>Context-aware computing</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.interaction-design.org/literature/book/the-encyclopedia-of-human-computer-interaction-2nd-ed/context-aware-computing-context-awareness-context-aware-user-interfaces-and-implicit-interaction" target="_blank">https://www.interaction-design.org/literature/book/the-encyclopedia-of-human-computer-interaction-2nd-ed/context-aware-computing-context-awareness-context-aware-user-interfaces-and-implicit-interaction</a> (acedido em em 23 de Outubro de 2017). </p>     <!-- ref --><p>Sousa, P., Caetano, A., Vasconcelos, A., Pereira, C., &amp; Tribolet, J. (2006). Enterprise architecture modeling with the unified modeling language, In P. Ritten (Ed.), <i>Enterprise modelling and computing with UML</i>. Hershey: IRM Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999261&pid=S1646-9895201800050000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spewak, S., &amp; Hill, S. (1992). <i>Enterprise Architecture Planning: Developing a Blueprint for Data, Applications and Technology</i>. New Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999263&pid=S1646-9895201800050000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tyagi, S., Agarwal, A., &amp; Maheshwari, P. (2016). A conceptual framework for IoT-based healthcare system using cloud computing. Paper presented at the <i>International Conference on Cloud System and Big Data Engineering</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999265&pid=S1646-9895201800050000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Noida, India. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vanti, A., Solana-Gonz&aacute;lez, P., &amp; Seibert, R. (2018). Gobernanza corporativa y gobernanza corporativa de TI utilizando Analytic Hierarchy Process en la creaci&oacute;n de valor. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (27), 86-108. Doi: 10.17013/risti.27.86-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999267&pid=S1646-9895201800050000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vasilev, J., &amp; Georgiev, G. (2003). Tendencies in the development of ERP systems. Paper presented at the <i>International Conference on Computer Systems and Technologies</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999269&pid=S1646-9895201800050000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Sofia, Bulgaria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>Este artigo &eacute; financiado pelo fundo nacional da FCT - Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia atrav&eacute;s do projeto UID/SOC/04020/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido/Submission: 28/09/2018    <br>   Aceita&ccedil;&atilde;o/Acceptance: 19/11/2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Ambler]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Nalbone]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Vizdos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
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<source><![CDATA[The Enterprise Unified Process: Extending the Rational Unified Process]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
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