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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redes Sociais e Promoção da Saúde: Utilização do Facebook no Contexto da Doação de Sangue]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Facebook's relationship space has been redefining social participation and empowering the various social causes, including blood donation. This research analyzed the capacity of Facebook's mobilization and its potential for social interaction, identifying governance resources and a social practice, through the data obtained in the FanPage of the Public Blood Bank of the State of Ceará - Brazil. Netnographic study, of descriptive exploratory nature, considering all the information in the page and comments of followers, no period from July to 2017. The content analysis was used in the thematic modality, with statistical purposes in the descriptive evaluation. The reach of publications, social involvement with blood donation campaigns, popular participation in the improvement of information and marketing services in search of blood, point to Facebook as an effective resource for governance, equity, communication and social participation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Redes Sociais e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de: Utiliza&ccedil;&atilde;o do Facebook no Contexto da Doa&ccedil;&atilde;o de Sangue</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Social Networks and Health Promotion: Use of Facebook in the Context of Blood Donation</b></font></p>     <p><b>Jo&eacute;lia Rodrigues da Silva<sup>1</sup>, Christina C&eacute;sar Pra&ccedil;a Brasil<sup>2</sup>, Raimunda Magalh&atilde;es da Silva<sup>3</sup>, Aline Veras Moraes Brilhante<sup>4</sup>, Luciana Maria de Barros Carlos<sup>5</sup>, Indara Cavalcante Bezerra<sup>6 </sup>Jose Eurico de Vasconcelos Filho<sup>7</sup></b></p>     <p><a href="mailto:cpraca@unifor.br"></a><sup>1</sup> Professora da Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Cear&aacute;. Av. Luciano Carneiro, 869, Bl. 8, Apto. 101, Bairro F&aacute;tima, CEP: 60411-205. Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil</p>     <p><sup>2</sup> Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva da Universidade de Fortaleza - UNIFOR. Rua M&aacute;rio Alencar Araripe, 1346, Sapiranga, CEP: 60.833-163, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:cpraca@unifor.br">cpraca@unifor.br</a></p>     <p><sup>3</sup> Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva da Universidade de Fortaleza - UNIFOR. Rua Bento Albuquerque, 2300, ap. 1102, Coc&oacute;, CEP: 60.192-050, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:rmsilva@unifor.br">rmsilva@unifor.br</a></p>     <p><sup>4</sup> Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva da Universidade de Fortaleza - UNIFOR. Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz, CEP: 60811-905 Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:alineveras@unifor.br">alineveras@unifor.br</a></p>     <p><sup>5</sup> Diretora Geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Cear&aacute; - HEMOCE. Av. Jos&eacute; Bastos, 3390 - Rodolfo Te&oacute;filo, CEP: 60431-086 Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:luciana.carlos@hemoce.ce.gov.br">luciana.carlos@hemoce.ce.gov.br</a></p>     <p><sup>6</sup> P&oacute;s-Doutoranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva da Universidade de Fortaleza - UNIFOR. Rua Bento Albuquerque, 360, ap. 2302, Coc&oacute;, CEP. 60.192-060, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:indaracavalcante@yahoo.com.br">indaracavalcante@yahoo.com.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>7 </sup>Professor de Engenharia da Computa&ccedil;&atilde;o e do Mestrado Profissional em Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o em Enfermagem da Universidade de Fortaleza. Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz, CEP: 60811-905 Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <a href="mailto:euricovasconcelos@unifor.br">euricovasconcelos@unifor.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O espa&ccedil;o de relacionamento do<i> Facebook </i>vem redefinindo a participa&ccedil;&atilde;o social e empoderando a popula&ccedil;&atilde;o nas diversas causas sociais, incluindo a doa&ccedil;&atilde;o de sangue. Esta pesquisa analisou a capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o do <i>Facebook</i> e seu potencial de engajamento social, identificando os recursos de governan&ccedil;a e a pr&aacute;tica da equidade social, por meio dos dados obtidos na <i>FanPage</i> do centro de hematologia p&uacute;blico do Estado do Cear&aacute; - Brasil. Estudo netnogr&aacute;fico, de natureza explorat&oacute;ria descritiva, considerou todas as publica&ccedil;&otilde;es na p&aacute;gina e coment&aacute;rios dos seguidores, no per&iacute;odo de julho a dezembro de 2017. Utilizou-se an&aacute;lise de conte&uacute;do na modalidade tem&aacute;tica, com amparo na estat&iacute;stica descritiva. O alcance das publica&ccedil;&otilde;es, envolvimento social com as campanhas de doa&ccedil;&atilde;o de sangue, a participa&ccedil;&atilde;o popular nas sugest&otilde;es de aprimoramento dos servi&ccedil;os da institui&ccedil;&atilde;o e do <i>marketing</i> espont&acirc;neo na promo&ccedil;&atilde;o da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, apontam o <i>Facebook</i> como recurso eficaz de governan&ccedil;a, equidade, comunica&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Tecnologia de Informa&ccedil;&atilde;o; Rede social; Governan&ccedil;a; Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; Doa&ccedil;&atilde;o de sangue.<b></b></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Facebook's relationship space has been redefining social participation and empowering the various social causes, including blood donation. This research analyzed the capacity of Facebook's mobilization and its potential for social interaction, identifying governance resources and a social practice, through the data obtained in the FanPage of the Public Blood Bank of the State of Cear&aacute; - Brazil. Netnographic study, of descriptive exploratory nature, considering all the information in the page and comments of followers, no period from July to 2017. The content analysis was used in the thematic modality, with statistical purposes in the descriptive evaluation. The reach of publications, social involvement with blood donation campaigns, popular participation in the improvement of information and marketing services in search of blood, point to Facebook as an effective resource for governance, equity, communication and social participation.</p>     <p><b>Keywords:</b> Information Technology; Social network; Governance; Health promotion; Blood donation.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</p>     <p>A manuten&ccedil;&atilde;o da doa&ccedil;&atilde;o de sangue no Brasil &eacute; uma necessidade constante. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2010) recomenda que, pelo menos, 1% da popula&ccedil;&atilde;o seja doadora de sangue, enquanto o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de aponta que o ideal seria atingir 3%, por&eacute;m, o percentual de doadores de sangue foi de 1,73%, em 2014, e, em 2015, decresceu para 1,58% (BRASIL, 2014, 2017). No estado do Cear&aacute;, esse percentual correspondeu a 1,74% da popula&ccedil;&atilde;o local em 2015 (IBGE, 2017). </p>     <p>Considerando que a doa&ccedil;&atilde;o de sangue no Brasil est&aacute; fundamentada no voluntariado (ANVISA, 2005), as a&ccedil;&otilde;es de <i>marketing</i> social e a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos da Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC) ganham visibilidade nas estrat&eacute;gias por fornecerem recursos para a amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de doa&ccedil;&otilde;es e ferramentas de governan&ccedil;a (Barbosa &amp; Costa, 2014; Beerli-Pal&aacute;cio &amp; Martin-Santana, 2009; Ludwig &amp; Rodrigues, 2005).</p>     <p>Governan&ccedil;a &eacute; a capacidade de criar, implementar e administrar estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas e institucionais que visam garantir efetividade nos processos gerenciais e alcance de metas coletivas (Paula, 2015). Compreender o comportamento das pessoas e de grupos sociais e como as rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o estabelecidas nos ambientes virtuais apresenta-se como uma necessidade premente. </p>     <p>No contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o focadas na capta&ccedil;&atilde;o e na fideliza&ccedil;&atilde;o de doadores &eacute; um aspecto a ser priorizado pelo <i>marketing </i>das institui&ccedil;&otilde;es (Ludwig &amp; Rodrigues, 2005), sendo estas contempladas por indicadores que apontam o cen&aacute;rio em que as a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o requeridas. Com efeito, as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o evoluem a uma velocidade estupenda, de tal modo que as organiza&ccedil;&otilde;es as utilizam e as incorporam em diversos aspectos da vida cotidiano (Mejia, Mun&#771;oz &amp; Feliu, 2018). </p>     <p>Nesse sentido, as redes sociais emergem como novos espa&ccedil;os de socializa&ccedil;&atilde;o que redefinem as formas de se relacionar e de empoderar a popula&ccedil;&atilde;o nas causas sociais (Lemos, 2012), criando oportunidades, ao permitir a comunicac&#807;a&#771;o de baixo custo e ao gerar benefi&#769;cios para as institui&ccedil;&otilde;es e para a populac&#807;a&#771;o, n&atilde;o s&oacute; pela facilidade de comunicac&#807;a&#771;o, como pela velocidade de difusa&#771;o da informac&#807;a&#771;o (Longaray et al., 2018).</p>     <p>Em 2016, a ag&ecirc;ncia <i>We Are Social</i> registrou 2,5 bilh&otilde;es de usu&aacute;rios de m&iacute;dia social, correspondendo a 31% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, evidenciando que a sociedade do mundo digital passa por mudan&ccedil;as de concep&ccedil;&atilde;o de poder, migrando do modelo vertical (exclusivo e individual) para o horizontal (inclusivo e coletivo), o que influencia o surgimento de estruturas econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e sociol&oacute;gicas fundamentadas em novos recursos de poder (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017). </p>     <p>O s&iacute;tio eletr&ocirc;nico <i>Facebook</i> destaca-se como a m&iacute;dia digital mais acessada no mundo, alcan&ccedil;ando mais de dois bilh&otilde;es de usu&aacute;rios ativos no segundo trimestre de 2017 (Statista, 2017). No Brasil, o <i>Facebook </i>&eacute; acessado por 80% dos brasileiros que possuem internet, representando mais de 89 milh&otilde;es de internautas conectados diariamente &agrave; rede social; o que aloca este pa&iacute;s no terceiro lugar do <i>ranking</i> mundial de acessos (Facebook Business, 2014). Esses n&uacute;meros fazem deste um espa&ccedil;o proeminente para um marketing social com excelente custo-benef&iacute;cio por meio de postagens org&acirc;nicas (publica&ccedil;&otilde;es gratuitas) e a estratifica&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico-alvo (Souza, 2012).</p>     <p>Em 2012, uma campanha de doa&ccedil;&atilde;o de sangue promovida pelo a equipe de futebol Esporte Clube Vit&oacute;ria, do estado da Bahia, Brasil, nas redes sociais e na arena, incrementou em 46% o n&uacute;mero de doa&ccedil;&otilde;es de sangue do centro de hematologia (hemocentro) p&uacute;blico Hemoba, superando a meta de 25% estipulada para a campanha. A a&ccedil;&atilde;o utilizou a linguagem das m&iacute;dias digitais, incluindo o <i>Facebook</i>, para gerar significado coletivo e envolver os adeptos ao futebol na causa. A campanha durou 45 dias e obteve alcance nacional, agregando valor social ao clube, com mais de 1 bilh&atilde;o de visualiza&ccedil;&otilde;es na <i>web</i> e mais de 15 milh&otilde;es de retorno em m&iacute;dia espont&acirc;nea, 935 minutos de veicula&ccedil;&atilde;o na TV, al&eacute;m de reconhecimento internacional (Arena, 2013; Marketing Best, 2012).</p>     <p>Diante desse cen&aacute;rio, emergiu o questionamento: quais as contribui&ccedil;&otilde;es do <i>Facebook</i> para a mobiliza&ccedil;&atilde;o e o engajamento social no contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue? A fim de responder esse questionamento, foi realizada uma pesquisa netnogr&aacute;fica na p&aacute;gina do <i>Facebook</i> do hemocentro p&uacute;blico de refer&ecirc;ncia do Estado do Cear&aacute;, Brasil, que utiliza diariamente o s&iacute;tio eletr&ocirc;nico para mobiliza&ccedil;&atilde;o social. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo justifica-se pelo fato do <i>Facebook </i>ser uma m&iacute;dia digital utilizada pelos hemocentros e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, oferecendo suporte &agrave;s causas sociais e instrumentalizando a governan&ccedil;a com dados sobre o comportamento e o perfil dos seguidores. Acredita-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o dessa ferramenta pode contribuir com a promo&ccedil;&atilde;o da doa&ccedil;&atilde;o de sangue como um ato volunt&aacute;rio e de cidadania, favorecendo a manuten&ccedil;&atilde;o dos estoques de sangue e a qualidade do sangue a ser transfundido. Ademais, espera-se colaborar com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e os movimentos voltados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de coletiva, incitando novos olhares na gest&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o e marketing na &aacute;rea da sa&uacute;de. </p>     <p>Este estudo objetivou analisar a capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o do <i>Facebook</i> e seu potencial de engajamento social, identificando os recursos de governan&ccedil;a e a pr&aacute;tica da equidade social, por meio dos dados obtidos na <i>FanPage</i> do hemocentro p&uacute;blico do Estado do Cear&aacute; - Brasil.</p>     <p>2. M&eacute;todo</p>     <p>O presente estudo, de natureza explorat&oacute;ria descritiva, utiliza abordagem qualitativa (Minayo, 2013), valendo-se do m&eacute;todo de observa&ccedil;&atilde;o netnogr&aacute;fico (Kozinets, 2014). Adotaram-se an&aacute;lises estat&iacute;sticas descritivas (Prodanov &amp; Freitas, 2014) para o tratamento dos dados quantitativos (Driessnack, Sousa &amp; Mendes, 2007), os quais se associam de forma complementar aos aspectos qualitativos.</p>     <p>A netnografia, adapta&ccedil;&atilde;o da etnografia, tem sido utilizada para a coleta e apreens&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Este m&eacute;todo constitui uma possibilidade de estudar tanto a cultura quanto as comunidades situadas ou constitu&iacute;das no ambiente <i>on line </i>(Kozinets, 2014), utilizando as comunica&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es nos espa&ccedil;os virtuais, segmento ou cultura como fontes de dados para alcan&ccedil;ar a compreens&atilde;o e a representa&ccedil;&atilde;o etnogr&aacute;fica de um fen&ocirc;meno cultural ou comunal. </p>     <p>Os dados foram obtidos a partir da <i>FanPage</i> do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Cear&aacute; - Hemoce, valendo-se da interpreta&ccedil;&atilde;o de indicadores sobre o envolvimento social com a doa&ccedil;&atilde;o de sangue (Hemoce, 2018). A institui&ccedil;&atilde;o foi selecionada por ser uma refer&ecirc;ncia nas &aacute;reas de hematologia e hemoterapia no estado, agregando valores voltados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p>O Hemoce &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica respons&aacute;vel pela assist&ecirc;ncia dos 184 munic&iacute;pios do Cear&aacute;, por meio de uma rede de unidades de atendimento presentes nos munic&iacute;pios de Fortaleza, Crato, Iguatu, Quixad&aacute;, Sobral e Juazeiro do Norte. Essa organiza&ccedil;&atilde;o permite 100% de cobertura da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, das unidades conveniadas ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) e dos hospitais privados situados fora de Fortaleza (Hemoce, 2018).</p>     <p>A m&iacute;dia digital escolhida para a coleta dos dados foi o <i>Facebook</i> por sua forte aceita&ccedil;&atilde;o social e por estar no topo das ferramentas mais utilizadas para comunica&ccedil;&atilde;o social no mundo (Statista, 2017). Para demonstrar o engajamento dos usu&aacute;rios do <i>Facebook </i>do referido hemocentro com a doa&ccedil;&atilde;o de sangue e assuntos correlatos, foram analisados os indicadores gerados pelo pr&oacute;prio <i>Facebook, </i>quais sejam: as publica&ccedil;&otilde;es do hemocentro em seu <i>feed</i> de not&iacute;cias e as avalia&ccedil;&otilde;es e os relatos dos curtidores/seguidores na p&aacute;gina. Constitu&iacute;ram-se planilhas para a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados, exportadas diretamente do <i>Facebook</i>. </p>     <p>Segundo a empresa Rock Content (Rock Content, 2017), especializada em <i>marketing</i> digital, as m&eacute;tricas do <i>Facebook </i>s&atilde;o alcan&ccedil;adas a partir do algoritmo <i>Edgerank,</i> o qual foi desenvolvido com o objetivo de definir o que ser&aacute; mostrado na linha do tempo da p&aacute;gina, considerando as informa&ccedil;&otilde;es mais relevantes e como a p&aacute;gina se comporta na rede. O algoritmo baseia-se no tipo de conte&uacute;do consumido pelo usu&aacute;rio e seus amigos, al&eacute;m de apoiar-se tamb&eacute;m em todas as atualiza&ccedil;&otilde;es de status, coment&aacute;rios, curtidas e compartilhamentos.</p>     <p>A pesquisa considerou seis meses de coleta de dados, 1 de julho a 31 de dezembro de 2017, extra&iacute;dos da p&aacute;gina ‘Hemoce (Oficial)' e utilizou os seguintes instrumentos: planilha estat&iacute;stica de m&eacute;tricas do <i>Facebook</i>; planilha demonstrativa de comportamento dos curtidores/seguidores; e relatos de curtidores/seguidores. O primeiro instrumento coletou dados quantitativos sobre as publica&ccedil;&otilde;es - n&uacute;mero de alcance, curtidas, compartilhamentos e visualiza&ccedil;&otilde;es. A partir do segundo instrumento, obtiveram-se dados relativos &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es no <i>feed </i>de not&iacute;cias da <i>FanPage</i> e o terceiro instrumento possibilitou a coleta de dados relacionados &agrave;s diversas formas de comunica&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios na p&aacute;gina<i> </i>como falas, gestos ou atitudes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva foi utilizada na organiza&ccedil;&atilde;o, sintetiza&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o dos dados coletados (Reis, 2018) a partir dos instrumentos ‘planilha estat&iacute;stica de m&eacute;tricas do <i>Facebook'</i> e ‘planilha demonstrativa de comportamento dos curtidores/seguidores', resultando na elabora&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;ficos e tabelas, o que ofereceu suporte aos dados qualitativos.</p>     <p>Os dados coletados a partir do instrumento ‘relatos de curtidores/seguidores' foram analisados com base na an&aacute;lise de conte&uacute;do na modalidade tem&aacute;tica, seguindo-se as etapas de pr&eacute;-an&aacute;lise, explora&ccedil;&atilde;o do material, tratamento dos resultados e interpreta&ccedil;&atilde;o. Nesse percurso, identificaram-se aspectos relacionados &agrave; governan&ccedil;a e ao engajamento social. Esse m&eacute;todo possibilitou a interpreta&ccedil;&atilde;o do comportamento dos curtidores/seguidores e a avalia&ccedil;&atilde;o da performance das publica&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; causa da doa&ccedil;&atilde;o de sangue (Minayo, 2013).</p>     <p>Na pr&eacute;-an&aacute;lise, realizou-se uma leitura em profundidade dos dados e relatos da <i>FanPage </i>para familiariza&ccedil;&atilde;o com as ideias e comportamentos do p&uacute;blico-alvo. Em seguida, o material foi explorado, permitindo a identifica&ccedil;&atilde;o de seis t&oacute;picos: divulga&ccedil;&atilde;o de locais e hor&aacute;rios de coletas; divulga&ccedil;&atilde;o de campanhas; informa&ccedil;&otilde;es sobre a doa&ccedil;&atilde;o; chamada para doa&ccedil;&atilde;o de sangue; depoimentos e participa&ccedil;&atilde;o de doadores; e eventos institucionais. Esses t&oacute;picos convergem para duas tem&aacute;ticas mais amplas que emergiram a partir do tratamento e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados - &ldquo;A governan&ccedil;a do <i>Facebook</i> e o seu papel no Hemoce&rdquo; e &ldquo;O papel dos curtidores/seguidores no exerc&iacute;cio da equidade para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de&rdquo; - alinhando-se ao objetivo e &agrave; quest&atilde;o norteadora deste estudo.</p>     <p>Os depoimentos postados na sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o da <i>FanPage </i>do Hemoce contabilizaram 955 participa&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo mencionado. Para preservar as identidades, adotaram-se as letras &ldquo;CS&rdquo; (curtidor/seguidor), associadas a n&uacute;meros. Assim, CS1 significa &ldquo;curtidor/seguidor 1&rdquo;. Ressalta-se que 13 depoimentos s&atilde;o apresentados nos resultados para ilustrar as tem&aacute;ticas do estudo, alguns dos quais est&atilde;o escritos fora das normas cultas da l&iacute;ngua portuguesa, visto que foram transcritos como se apresentam na <i>FanPage</i>, respeitando-se a linguagem adotada nas redes sociais.</p>     <p>A literatura sobre o papel das m&iacute;dias sociais no contexto da comunica&ccedil;&atilde;o respaldou a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, uma vez que estas representam um canal efetivo de percep&ccedil;&atilde;o do valor intang&iacute;vel das institui&ccedil;&otilde;es no mercado, por meio de seus ativos intang&iacute;veis (Bueno, 2015). Nesse sentido, quanto maior for a percep&ccedil;&atilde;o de valor do ativo intang&iacute;vel, maior ser&aacute; a express&atilde;o social de marcas, ideias e neg&oacute;cios, o que &eacute; fundamental compreender no contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, onde a mobiliza&ccedil;&atilde;o social &eacute; uma necessidade.</p>     <p>3. Resultados</p>     <p>Diante da an&aacute;lise das m&eacute;tricas de intera&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico-alvo com a doa&ccedil;&atilde;o de sangue e de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho da p&aacute;gina, observou-se que o <i>Facebook </i>do Hemoce oferece recursos de governan&ccedil;a relevantes, incluindo a identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades e desejos dos usu&aacute;rios, seu n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m, a promo&ccedil;&atilde;o de mobiliza&ccedil;&otilde;es em favor da causa. Assim, as duas tem&aacute;ticas identificadas ser&atilde;o apresentadas em associa&ccedil;&atilde;o aos dados quantitativos.</p>     <p><b>3.1 A governan&ccedil;a do <i>Facebook</i> e o seu papel no Hemoce</b></p>     <p>O Hemoce realizou em 2015 mais de 130 mil transfus&otilde;es sangu&iacute;neas e coletou 110.354 bolsas de sangue, sendo 68,17% das transfus&otilde;es na regional de Fortaleza, onde houve a coleta de 56% das bolsas de sangue, sendo o munic&iacute;pio o maior captador e consumidor de insumos hemoter&aacute;picos do Estado (Hemoce, 2017).</p>     <p>Criada em 6 de abril de 2011, a p&aacute;gina do Hemoce nomeada ‘Hemoce (Oficial)' registrava em 20 de janeiro de 2018, 83.088 seguidores e 83.703 curtidores, alcan&ccedil;ando a segunda coloca&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s no <i>ranking</i> das <i>FanPages </i>do segmento da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, perdendo apenas para a Funda&ccedil;&atilde;o Pr&oacute;-Sangue, na cidade de S&atilde;o Paulo21. Segundo o <i>Facebook Business</i>, seguidores s&atilde;o pessoas que curtem uma p&aacute;gina do <i>Facebook </i>e que, a partir de ent&atilde;o, passam a receber as postagens da p&aacute;gina em seu <i>feed </i>de not&iacute;cias. Um seguidor pode optar por n&atilde;o receber as postagens e desativar essa fun&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, ele passa a ser considerado somente curtidor da p&aacute;gina e este n&uacute;mero passa a ser computado como ‘curtidas' (Facebook, 2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A m&eacute;dia di&aacute;ria de postagens na p&aacute;gina do Hemoce &eacute; de quatro publica&ccedil;&otilde;es, seguindo padr&otilde;es de hor&aacute;rios e de conte&uacute;do. Os <i>banners </i>ou <i>posts</i>, publicidades postadas no <i>feed </i>de not&iacute;cias, s&atilde;o publicados em hor&aacute;rios pr&oacute;ximos &agrave;s 8h, 12h, 16h e 19h30, com varia&ccedil;&otilde;es discretas de hor&aacute;rios e n&uacute;mero de postagens. Nos hor&aacute;rios 8h e 19h30 s&atilde;o divulgados os locais de coleta de sangue, no dia corrente e no dia posterior, respectivamente. &Agrave;s segundas, quartas e sextas-feiras, s&atilde;o postados depoimentos de doadores, que relatam sua experi&ecirc;ncia e prop&oacute;sitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doa&ccedil;&atilde;o de sangue (Hemoce, 2018).</p>     <p><i>Posts</i> como ‘Voc&ecirc; Sabia?' e ‘O Hemoce responde' visam suprir d&uacute;vidas dos doadores e estimular a intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico, al&eacute;m de promover a educa&ccedil;&atilde;o social dos curtidores/seguidores21 conforme os questionamentos a seguir: </p>     <p>Tenho problema de press&atilde;o alta posso doar? (CS 1);</p>     <p>Como fa&ccedil;o para levar o Hemoce at&eacute; a minha igreja [...]? (CS2);</p>     <p>Eu tentei doar sangue 2 vezes e deu que eu estava sem ferro. Como posso fazer para inverter essa situa&ccedil;&atilde;o? Porque eu gostaria muito de doar. (CS3); </p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel, no Hemoce, receber vacinas como hepatite e HPV? (CS4).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina, recurso pr&oacute;prio do <i>Facebook</i>, classifica o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o do curtidor/seguidor em rela&ccedil;&atilde;o ao produto, servi&ccedil;o ou experi&ecirc;ncia com a institui&ccedil;&atilde;o (Facebook, 2017). A parametriza&ccedil;&atilde;o utilizada &eacute; a ‘escala de pontua&ccedil;&atilde;o 5 estrelas', onde 1 representa a insatisfa&ccedil;&atilde;o e 5 a plena satisfa&ccedil;&atilde;o com a institui&ccedil;&atilde;o. O Hemoce apresentou em dezembro de 2017 nota 4,8 no universo de 955 avaliadores, sendo que 861 pessoas pontuaram a p&aacute;gina com 5 estrelas.</p>     <p>Alguns relatos retratam o sentimento do curtidor/seguidor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o, o que pode ser utilizado para captar o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao hemocentro (Hemoce, 2018). Em sua maioria, os depoimentos s&atilde;o positivos:</p>     <p>Atendimento incr&iacute;vel! Pessoas am&aacute;veis, atenciosas, s&eacute;rias e extremamente cordiais! Fui com bastante receio, assim como todos os doadores de primeira viagem, mas sa&iacute; de l&aacute; com a certeza de que voltarei e levarei quem puder comigo! (CS5); </p>     <p>Sou doadora porque amo o que fa&ccedil;o e serei at&eacute; enquanto puder... fa&ccedil;o isso porque hoje eu salvo vidas, amanh&atilde; algu&eacute;m poder&aacute; salvar a minha [...]. Parab&eacute;ns &agrave;s pessoas que nos atendem l&aacute;, s&atilde;o super simp&aacute;ticas e atenciosas [...] (CS6).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros relatos apontam sugest&otilde;es e, at&eacute; mesmo reclama&ccedil;&otilde;es, que podem ser consideradas como demanda na gest&atilde;o de marketing para aprimorar o atendimento e a experi&ecirc;ncia do doador com a institui&ccedil;&atilde;o21, inclusive apontando poss&iacute;veis falhas nos processos: </p>     <p>Doei pela 25&ordf; vez no Hemoce e n&atilde;o deixarei de fazer jamais, mas o lanche diminui a cada dia e o sinal <i>wi-fi</i> nada no local! Isso tem de mudar para se tornar um atrativo e n&atilde;o o contr&aacute;rio! (CS7); </p>     <p>Procuro sempre um posto itinerante do Hemoce mais perto de mim. Gostaria de sugerir que esta p&aacute;gina publique os locais de doa&ccedil;&atilde;o da semana toda. Assim, podemos nos programar com anteced&ecirc;ncia, convidar amigos (CS8)</p>     <p>A Gest&atilde;o de Relacionamento com o Cliente (<i>Customer Relationship Management</i> - CRM) empregada no mundo digital comporta-se de forma diferente do CRM tradicional (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017). No mundo digital, a gest&atilde;o do relacionamento &eacute; voltada para o cliente e a partir dele, visto que este n&atilde;o observa o hor&aacute;rio comercial de atendimento e espera por respostas instant&acirc;neas e personalizadas. Os autores apontam tr&ecirc;s formas de uso do CRM social: ouvir o cliente, captando ideias de conversas e relatos; envolver a marca nos di&aacute;logos, participando das conversas e sugerindo solu&ccedil;&otilde;es por meio da empresa; e trabalhar as reclama&ccedil;&otilde;es antes que a informa&ccedil;&atilde;o viralize (dissemine no mundo digital), sendo ideal que a empresa apresente solu&ccedil;&otilde;es para os problemas (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017).</p>     <p>Para facilitar a leitura da intera&ccedil;&atilde;o baseada no comportamento dos curtidores/seguidores, classificaram-se as publica&ccedil;&otilde;es do hemocentro em seis t&oacute;picos (<a href="#t1">tabela 1</a>). Assim, foi poss&iacute;vel identificar, a partir das visualiza&ccedil;&otilde;es, que os curtidores/seguidores, de um modo geral, se engajam com as publica&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a09t1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No per&iacute;odo estudado foram publicados 594 <i>posts, </i>no formato de imagens e <i>gifs</i> (imagens em movimento), e mais de 2.280.000 pessoas visualizaram qualquer conte&uacute;do associado &agrave; p&aacute;gina. O Hemoce n&atilde;o utiliza o recurso de promover publica&ccedil;&otilde;es pagas. Todas as postagens s&atilde;o org&acirc;nicas e o &uacute;nico custo &eacute; o operacional. Atualmente, a p&aacute;gina &eacute; mantida pela Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o (Hemoce, 2018). Ainda nesse per&iacute;odo, o n&uacute;mero m&eacute;dio di&aacute;rio de pessoas que visitaram a p&aacute;gina ou visualizaram uma de suas publica&ccedil;&otilde;es no <i>feed </i>de not&iacute;cias foi de aproximadamente 2.125 curtidores.</p>     <p>A Rock Content (2017) aponta que os registros de ‘compartilhamentos' e ‘coment&aacute;rios' refletem o genu&iacute;no engajamento do curtidor/seguidor com as ‘publica&ccedil;&otilde;es'. Assim, foram calculados dois indicadores - n1 e n2 - com o objetivo de demonstrar a efetividade das publica&ccedil;&otilde;es feitas na <i>FanPage </i>do Hemoce. A divis&atilde;o dos ‘compartilhamentos' com o ‘n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es' (<a href="#t1">tabela 1</a>), resultou em &ldquo;n1&rdquo; (<a href="#f1">gr&aacute;fico 1</a>). C&aacute;lculo similar foi utilizado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; coluna ‘coment&aacute;rios' e o ‘n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es' (<a href="#t1">tabela 1</a>), obtendo-se &ldquo;n2&rdquo; (<a href="#f1">gr&aacute;fico 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rist/n30/30a09f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Hemocentro tem investido fortemente em publica&ccedil;&otilde;es que divulguem os locais e hor&aacute;rios de coletas e que realizem chamadas para doa&ccedil;&atilde;o de sangue21. No entanto, a tem&aacute;tica que registra maior engajamento social (n1 = 15,6 e n2= 3,2) &eacute; a ‘Divulga&ccedil;&atilde;o de Campanhas', sugerindo o envolvimento dos curtidores/seguidores nesse tipo de comunica&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria na divulga&ccedil;&atilde;o das campanhas. A tem&aacute;tica ‘Chamada para Doa&ccedil;&atilde;o de Sangue' apresentou o segundo maior engajamento (n1 = 10,3 e n2 = 1,3), mostrando que o p&uacute;blico da <i>FanPage</i> se envolve na promo&ccedil;&atilde;o da doa&ccedil;&atilde;o de sangue e atua na constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de coletiva.</p>     <p>O ‘alcance viral' das publica&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina do hemocentro chegou a 1.847.143 pessoas no per&iacute;odo pesquisado. Entende-se por alcance viral o n&uacute;mero de pessoas que visitaram a p&aacute;gina ou uma de suas publica&ccedil;&otilde;es a partir de uma hist&oacute;ria compartilhada (Facebook, 2017), ou seja viraliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um termo que surgiu com o crescimento do n&uacute;mero de usu&aacute;rios das redes sociais e blogs, cuja palavra refere-se aos conte&uacute;dos ou hist&oacute;rias que geraram repercuss&atilde;o na web. Essas hist&oacute;rias incluem curtidas e publica&ccedil;&otilde;es na linha do tempo da p&aacute;gina, coment&aacute;rios, compartilhamento das publica&ccedil;&otilde;es, respostas a perguntas publicadas, respostas aos eventos criados, men&ccedil;&otilde;es &agrave; p&aacute;gina, marca&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina em uma foto ou <i>check-in</i> em uma das unidades do hemocentro.</p>     <p>Outrossim, o estudo da <i>FanPage</i> do Hemoce aponta o envolvimento cont&iacute;nuo de pessoas com a causa, registando uma m&eacute;dia de 602 curtidores/dia. Ressalta-se ainda que, no per&iacute;odo da coleta de dados, mais de 130 mil pessoas envolveram-se com a p&aacute;gina, seja por clique ou hist&oacute;ria criada, demonstrando o interesse em rede na tem&aacute;tica da doa&ccedil;&atilde;o de sangue e a disposi&ccedil;&atilde;o dos internautas em falar sobre o assunto (Hemoce, 2017). </p>     <p>A maior parte dos curtidores &eacute; do g&ecirc;nero feminino (67%) e encontra-se na faixa et&aacute;ria de 18 a 44 anos (56%) (Hemoce, 2017). J&aacute; o envolvimento com as publica&ccedil;&otilde;es acontece com 68% das mulheres e 32% dos homens. O <i>Facebook Business </i>define envolvimento como qualquer clique ou hist&oacute;ria criada a partir das publica&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina (Facebook, 2017).</p>     <p>Geograficamente, os curtidores concentram-se em Fortaleza (45.438), capital do Estado do Cear&aacute;, seguida pelos munic&iacute;pios de Maracana&uacute; (2.785), Sobral (1.610), Juazeiro do Norte (1.423), Caucaia (1.185) e a capital do Estado de S&atilde;o Paulo, com 1.097 f&atilde;s, presentes ainda, em aproximadamente 45 munic&iacute;pios de todo o Brasil (Hemoce, 2017). Verificou-se um n&uacute;mero consider&aacute;vel de curtidores em outros pa&iacute;ses, tais como: Portugal (153), Estados Unidos (106), It&aacute;lia (67), Angola (38), Canad&aacute; (28) e mais 40 outros pa&iacute;ses dos seis continentes. Desde a globaliza&ccedil;&atilde;o do <i>Facebook,</i> com a tradu&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina para 35 l&iacute;nguas, em 2008, a sua internacionaliza&ccedil;&atilde;o cresceu de forma exponencial (Kirckpatrick, 2011). Mark Zuckerberg afirma que o <i>Facebook </i>&eacute; destinado &agrave;s pessoas de um modo geral, sem privilegiar faixa et&aacute;ria, g&ecirc;nero ou localidade, fundamentando sua atua&ccedil;&atilde;o em pessoas reais e que compartilham informa&ccedil;&otilde;es livremente (Kirckpatrick, 2011).</p>     <p>Ao integrar virtualmente pessoas, organiza&ccedil;&otilde;es, grupos e segmentos sociais em torno de assuntos comuns, emp&aacute;ticos e pol&ecirc;micos, o <i>Facebook </i>j&aacute; possibilitou a organiza&ccedil;&atilde;o de diversos movimentos e manifesta&ccedil;&otilde;es nas redes sociais. O monitoramento de rela&ccedil;&otilde;es discursivas e de poder, que se configuram de forma amb&iacute;gua e adversa, &eacute; o grande desafio da governan&ccedil;a em m&iacute;dias digitais que, a um s&oacute; tempo, promove e desacredita marcas, pessoas e institui&ccedil;&otilde;es (Prado, 2015). No contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia conhecer o perfil e o papel dos curtidores e seguidores das <i>FanPages</i> dos hemocentros para que possam ser estabelecidas a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os que motivem o acesso e o engajamento com a causa.</p>     <p><b>3.2 O papel dos curtidores/seguidores no exerc&iacute;cio da equidade para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O engajamento social e o poder de alcance do <i>Facebook </i>tem estimulado a participa&ccedil;&atilde;o social volunt&aacute;ria e ressignificado a rela&ccedil;&atilde;o da comunidade com as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas, tanto na dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, quanto na avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os. Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan (2017) afirmam que o objetivo mais relevante do <i>marketing </i>&eacute; conseguir evoluir a rela&ccedil;&atilde;o dos consumidores com a marca, partindo da assimila&ccedil;&atilde;o para a apologia. Para tanto, esses autores apontam tr&ecirc;s fontes principais de influencia&ccedil;&atilde;o: influ&ecirc;ncia externa, influ&ecirc;ncia do outro e influ&ecirc;ncia pr&oacute;pria. </p>     <p>As influ&ecirc;ncias ‘externa' e ‘do outro' s&atilde;o ex&oacute;genas ao indiv&iacute;duo e tendem a determinar comportamentos em massa e a funcionarem de forma pontual. A influ&ecirc;ncia pr&oacute;pria adv&eacute;m da pessoa e, geralmente, resulta da viv&ecirc;ncia do consumidor com a marca. As tr&ecirc;s formas de influencia&ccedil;&atilde;o possuem poder relevante e podem determinar a decis&atilde;o de apoiar ou n&atilde;o uma determinada marca, empresa ou causa social (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017).</p>     <p>A apologia &agrave; marca citada pelos autores, no caso da p&aacute;gina do Hemoce, pode ser percebida pelo marketing espont&acirc;neo, expresso nas falas dos curtidores/seguidores, e captadas no <i>feed</i> de not&iacute;cias e na se&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina:</p>     <p>Sou doador volunt&aacute;rio com orgulho e convoco todos os cidad&atilde;os para doarem vida nesse ato de caridade... Am&eacute;m!!! (CS9);</p>     <p>Neste per&iacute;odo, os acidentes aumentam. Temos que comparecer a um posto de coleta mais pr&oacute;ximo de casa... ‘Doe sangue, doe vida' &eacute; simplesmente uma furadinha... Parab&eacute;ns, voc&ecirc; ajudou a v&aacute;rias pessoas mesmo sem conhec&ecirc;-las. Am&eacute;m, sou doador! (CS10).</p>     <p>Na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, investir em a&ccedil;&otilde;es positivas, em manifesta&ccedil;&otilde;es e atitudes solid&aacute;rias e altru&iacute;stas contribui para fortalecer os princ&iacute;pios de universalidade, equidade e integralidade das a&ccedil;&otilde;es do SUS, presentes na Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de (Brasil, 1990). A Carta de Ottawa afirma que &ldquo;A sa&uacute;de deve ser vista como um recurso para a vida, e n&atilde;o como objetivo de viver&rdquo; e aponta os pr&eacute;-requisitos para a obten&ccedil;&atilde;o desse estado social: &ldquo;paz, habita&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, renda, ecossistema est&aacute;vel, recursos sustent&aacute;veis, justi&ccedil;a social e equidade&rdquo; (Carta de Otawa, 1986, p.1).</p>     <p>Diversos relatos presentes na p&aacute;gina do Hemoce denotam uma associa&ccedil;&atilde;o direta da doa&ccedil;&atilde;o de sangue com a manuten&ccedil;&atilde;o da vida e a equidade, primando pela igualdade do acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, com olhar diferenciado para a diversidade e os mais necessitados (Zoboli, Fracolli &amp; Granja, 2010). </p>     <p>A doa&ccedil;&atilde;o de sangue traduz a promo&ccedil;&atilde;o da equidade pela pr&oacute;pria comunidade empoderada do conhecimento e do valor social do voluntariado21, como mostram os relatos:</p>     <p>Sou doador desde 2006 e aconselho aqueles que t&ecirc;m interesse ou curiosidade, iniciar o h&aacute;bito. Doa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria ajuda de formas diferentes, aproveitando os diversos componentes do sangue, que ser&atilde;o usados nos tratamentos de v&aacute;rios pacientes [...](CS11);</p>     <p>Vamos doar sangue minha gente! Afinal de contas, voc&ecirc; conhece ou conheceu algu&eacute;m que precise ou precisou de sangue. (CS12); e</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fa&ccedil;a o BEM sem ver a QUEM. Sou doador volunt&aacute;rio e &eacute; com imenso prazer que pratico essa excelente a&ccedil;&atilde;o, pelo menos, 3 vezes ao ano [...]. Seja DOADOR, inclusive de medula &oacute;ssea. (CS13)</p>     <p>4. Discuss&atilde;o</p>     <p>A globaliza&ccedil;&atilde;o gera paradoxos pol&iacute;tico-econ&ocirc;micos e socioculturais na sociedade e na constru&ccedil;&atilde;o de uma cultura global que influencia a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas em quest&otilde;es mundiais, regionais e locais. Esse sentido paradoxal suscita uma busca por continuidade, aproximando as pessoas e gerando uma preocupa&ccedil;&atilde;o com quest&otilde;es coletivas - desigualdade, sustentabilidade ambiental, participa&ccedil;&atilde;o social e responsabilidade comunit&aacute;ria (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2010).</p>     <p>As m&iacute;dias sociais entram no contexto da sa&uacute;de como um processo de comunica&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o, empoderando e influenciando a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade nas a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os, a partir da aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Nogara pontua que &ldquo;a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de visa estimular o protagonismo dos sujeitos, como forma de cidadania, em sua coletividade, exercendo-a pelas pr&aacute;ticas de elabora&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e implementa&ccedil;&atilde;o dentro de sua participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria&rdquo; (Nogara, 2015, p. 46).</p>     <p>Segundo Morais &amp; Moreira (2015), a utilizac&#807;a&#771;o do Facebook para prestac&#807;a&#771;o de servic&#807;os vem aumentando com rela&ccedil;&atilde;o a temas espec&iacute;ficos, e destacam a divulgac&#807;a&#771;o de solicitac&#807;o&#771;es de doac&#807;a&#771;o de sangue para familiares e pessoas pro&#769;ximas, a fim de atender a alguma demanda especi&#769;fica. Em seu trabalho, esses autores propo&#771;em o desenvolvimento de um aplicativo, o qual utiliza o potencial do Facebook para a captac&#807;a&#771;o, fidelizac&#807;a&#771;o e organizac&#807;a&#771;o de doadores de sangue (Morais &amp; Moreira, 2015).</p>     <p>Os resultados desta pesquisa corroboram com a afirma&ccedil;&atilde;o de R&ecirc;go (2010), segundo o qual o relacionamento com a popula&ccedil;&atilde;o proporciona a gest&atilde;o do sentimento de credibilidade entre o p&uacute;blico e a institui&ccedil;&atilde;o. No caso do Hemoce, o envolvimento org&acirc;nico dos seguidores est&aacute; estimado em 4,36%. Esses n&uacute;meros superam a m&eacute;trica m&eacute;dia do Brasil praticada atualmente, que &eacute; inferior a 2% (Rock Content, 2017). Exceder o alcance org&acirc;nico, ou seja, o alcance de postagens sem investimento, para al&eacute;m dos seguidores da p&aacute;gina, reflete o alto poder de divulga&ccedil;&atilde;o da ferramenta, possibilitando ampliar o universo de capta&ccedil;&atilde;o de doadores de sangue no universo de p&uacute;blico potencial.</p>     <p>O alcance do <i>marketing</i> digital ganha especial import&acirc;ncia no contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue no Brasil, onde o sistema de sa&uacute;de - incluindo os hemocentros - &eacute; formado por uma rede de provedores que envolve os segmentos p&uacute;blico e privado e onde a decis&atilde;o de realizar a doa&ccedil;&atilde;o &eacute; volunt&aacute;ria (Atrash &amp; Parker, 2010). Por mais importantes que sejam os programas de recrutamento de doadores de reposi&ccedil;&atilde;o entre os familiares e amigos dos indiv&iacute;duos hospitalizados (Carneiro-Proietti <i>et al.</i>, 2010), &eacute; crucial o desenvolvimento de estrat&eacute;gias para atrair e fidelizar novos doadores. </p>     <p>O <i>marketing</i> social pode ser compreendido como a adapta&ccedil;&atilde;o das tecnologias do <i>marketing</i> tradicional na constitui&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es &aacute;geis que objetivam incentivar o comportamento volunt&aacute;rio de um p&uacute;blico com vistas ao bem-estar social (Andreasen, 2006). Nesse contexto, o <i>marketing </i>social se mostra &ldquo;como um meio adequado para providenciar &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas alternativas de pr&aacute;ticas mais eficientes e voltadas &agrave; minimiza&ccedil;&atilde;o das dificuldades de capta&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o dos doadores&rdquo; (Barbosa &amp; Costa, 2014, p. 1465).</p>     <p>Vale ressaltar outro desafio das estrat&eacute;gias para angariar doa&ccedil;&otilde;es de sangue - o direcionamento das campanhas ao usu&aacute;rio final. Nesse sentido, as a&ccedil;&otilde;es que buscam mudan&ccedil;as no comportamento social devem trabalhar a percep&ccedil;&atilde;o de valor que o indiv&iacute;duo tem acerca do comportamento volunt&aacute;rio e estimular o sentimento de altruism (Barbosa &amp; Costa, 2014).</p>     <p>Estudos mostram que tornar as informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas tamb&eacute;m ajuda a diminuir o medo da doa&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; a principal influ&ecirc;ncia negativa para essa a&ccedil;&atilde;o (Barbosa &amp; Costa, 2014; Atrash &amp; Parker, 2010). Autores ponderam que a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os crit&eacute;rios para doa&ccedil;&atilde;o de sangue, como o esclarecimento de d&uacute;vidas e a&ccedil;&otilde;es motivacionais s&atilde;o fatores positivos que estimulam a pr&aacute;tica da doa&ccedil;&atilde;o de sangue (Beerli-Pal&aacute;cio &amp; Martin-Santana, 2009; Ludwig &amp; Rodrigues, 2005). Nesse sentido, a divulga&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de informa&ccedil;&otilde;es na p&aacute;gina do <i>Facebook </i>do Hemoce contribui para o esclarecimento da popula&ccedil;&atilde;o e a capta&ccedil;&atilde;o de doadores. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bousquet, Aleluia &amp; Luz (2018) observaram que diversas estrate&#769;gias ve&#770;m sendo empregadas em diversas regio&#771;es do Brasil para estimular a doa&ccedil;&atilde;o de sangue e referem a implementac&#807;a&#771;o de tecnologias comunicacionais em diversos hemocentros, al&eacute;m do desenvolvimento de ac&#807;o&#771;es intersetoriais entre a sau&#769;de e a educac&#807;a&#771;o. Esses autores afirmam que essas estrate&#769;gias produzem resultados favora&#769;veis a&#768; divulgac&#807;a&#771;o de informac&#807;o&#771;es sobre o ato de doac&#807;a&#771;o de sangue e reforc&#807;am a necessidade de estudos de implementac&#807;a&#771;o dessas tecnologias e seus efeitos no processo de doac&#807;a&#771;o de sangue.</p>     <p>Um dos fatores motivacionais para a doa&ccedil;&atilde;o de sangue &eacute; a consci&ecirc;ncia da necessidade de sangue por parte de familiares e amigos, proporcionada pela distribui&ccedil;&atilde;o eficaz e pelo acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto (Shaz <i>et al.,</i> 2009). A doa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, sem uma necessidade direta, exige uma a&ccedil;&atilde;o altru&iacute;sta, uma vez que, na maioria das vezes, n&atilde;o se conhece o doador nem o receptor (Wymer, 2010).</p>     <p>Nesse sentido, a p&aacute;gina do <i>Facebook </i>em pauta personaliza as a&ccedil;&otilde;es, uma vez que a pessoa que afirma ter doado sangue e/ou plaquetas convida pessoas do seu ciclo de conviv&ecirc;ncia para a pr&aacute;tica da doa&ccedil;&atilde;o ou compartilha as publica&ccedil;&otilde;es, trazendo um car&aacute;ter pessoal para a import&acirc;ncia da doa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o <i>marketing</i> espont&acirc;neo, proporcionado pelos relatos dos doadores e publicados em suas linhas do tempo, t&ecirc;m uma grande capacidade de dispers&atilde;o, o que potencializa a mudan&ccedil;a social, ao trazer a proposta de novos valores e elementos que possibilitam a constru&ccedil;&atilde;o de ju&iacute;zos de valor positivos acerca da doa&ccedil;&atilde;o (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017).</p>     <p>Os resultados deste estudo demonstram que o <i>marketing</i> digital pelo <i>Facebook </i>do Hemoce atinge os objetivos de mobiliza&ccedil;&atilde;o e engajamento social no contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue. Al&eacute;m de divulgar as a&ccedil;&otilde;es do hemocentro, a p&aacute;gina do <i>Facebook </i>proporciona um espa&ccedil;o para o <i>marketing</i> espont&acirc;neo, demonstrando o n&uacute;mero de compartilhamentos das publica&ccedil;&otilde;es (<a href="#t2">tabela 2</a>) e as falas dos usu&aacute;rios (Smith, 2002).</p>     <p>A p&aacute;gina tamb&eacute;m oferece um espa&ccedil;o para sugest&otilde;es, o que pode melhorar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, apoiando os processos de governan&ccedil;a dos &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis. Ademais, o s&iacute;tio eletr&ocirc;nico oferece m&eacute;tricas que apontam o perfil dos seguidores, o desempenho da p&aacute;gina e sua posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a outros servi&ccedil;os do mesmo segmento. Esse canal de comunica&ccedil;&atilde;o aberto e dispon&iacute;vel para o cidad&atilde;o oferece recursos de monitoramento de informa&ccedil;&otilde;es pertinentes &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com o servi&ccedil;o e ainda abre espa&ccedil;o para intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico, gerando proximidade e envolvimento pessoal com a institui&ccedil;&atilde;o (Kotler, Kartajaya &amp; Setiawan, 2017).</p>     <p>Outro fato relevante refere-se &agrave; estratifica&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica dos seguidores que a ferramenta oferece. Essas informa&ccedil;&otilde;es contribuem para avaliar o comportamento dos f&atilde;s e definir o perfil dos curtidores, al&eacute;m de identificar a frequ&ecirc;ncia de acesso, o hor&aacute;rio com maior fluxo de pessoas conectadas e o conte&uacute;do mais requerido.</p>     <p>5. Conclus&otilde;es</p>     <p>Neste estudo, foi poss&iacute;vel verificar os benef&iacute;cios e a potencialidade do <i>Facebook </i>no contexto da doa&ccedil;&atilde;o de sangue, demonstrando a sua aplicabilidade no hemocentro analisado, uma vez que contribui de forma importante para a amplia&ccedil;&atilde;o das possibilidades de comunica&ccedil;&atilde;o com a sociedade e a otimiza&ccedil;&atilde;o de recursos capazes de gerar empoderamento da popula&ccedil;&atilde;o sobre a causa.</p>     <p>Partindo-se do pressuposto que a doa&ccedil;&atilde;o de sangue &eacute; um recurso para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e que atende ao requisito da equidade social por meio do acesso irrestrito ao servi&ccedil;o transfusional, a utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>Facebook</i> pode ser entendida, neste estudo, como uma pr&aacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Por conseguinte, verifica-se que o Hemoce, a partir da sua <i>FanPage</i>, alcan&ccedil;a maior visibilidade e apoio da comunidade a partir desse recurso de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A pesquisa atendeu ao objetivo proposto e trouxe resposta &agrave; quest&atilde;o norteadora, uma vez que revela dados expressivos de engajamento social com a doa&ccedil;&atilde;o de sangue decorrentes do poder de mobiliza&ccedil;&atilde;o do <i>Facebook</i>, sendo este um recurso eficaz de comunica&ccedil;&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o social, instrumentalizando a governan&ccedil;a. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sugere-se a realiza&ccedil;&atilde;o de novas investiga&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de no sentido de verificar o alcance e a efic&aacute;cia da mobiliza&ccedil;&atilde;o social em prol da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de com a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Andreasen, A. R. (2006). <i>Social marketing in the 21st century</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999169&pid=S1646-9895201800050000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arena. (2013). <i>&ldquo;Meu Sangue &Eacute; Rubro-Negro&rdquo; ganha pr&ecirc;mios em Cannes</i>. Jun 19. Recuperado em 20 de janeiro, 2018, de <a href="https://arenarubronegra.com/noticias/meu-sangue-e-rubro-negro-ganha-premios-em-cannes" target="_blank">https://arenarubronegra.com/noticias/meu-sangue-e-rubro-negro-ganha-premios-em-cannes</a>.</p>     <!-- ref --><p>Atrash, H. K., &amp; Parker, C. S. (2010). The public health response to blood disorders. <i>Am J Prev Med</i>, 38(4Suppl): S451-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999172&pid=S1646-9895201800050000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> DOI: 10.1016 / j.amepre.2010.01.006</p>     <!-- ref --><p>Barboza, S. I. S., &amp; Costa, F. J. (2014). Marketing social para doa&ccedil;&atilde;o de sangue: an&aacute;lise da predisposi&ccedil;&atilde;o de novos doadores. <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> [peri&oacute;dico na Internet], 30(7). Recuperado em 6 de dezembro, 2017, de <a href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014000801463&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2014000801463&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00133512" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00133512</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999174&pid=S1646-9895201800050000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beerli-Palacio, A., &amp; Mart&iacute;n-Santana, J. D. (2009). Model explaining the predisposition to donate blood from the social marketing perspective. <i>Int. J.</i> 14(3),205-214. Recuperado em 6 de dezembro, 2017, de <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/nvsm.352/abstract" target="_blank">http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/nvsm.352/abstract</a>. DOI: <a href="https://doi.org/10.1002/nvsm.352" target="_blank">https://doi.org/10.1002/nvsm.352</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999175&pid=S1646-9895201800050000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. (1990). <i>Lei n&ordm; 8.080, de 19 de setembro de 1990. Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de. Disp&otilde;e sobre as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Bras&iacute;lia: <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999176&pid=S1646-9895201800050000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil. (2001). <i>Lei n&ordm; 10.205, de 21 de mar&ccedil;o de 2001. Regulamenta o &sect; 4&ordm; do art. 199 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, relativo &agrave; coleta, processamento, estocagem, distribui&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do sangue, seus componentes e derivados, estabelece o ordenamento institucional indispens&aacute;vel &agrave; execu&ccedil;&atilde;o adequada dessas atividades, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Bras&iacute;lia: <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>. Recuperado em 22 outubro, 2017, de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10205.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10205.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999178&pid=S1646-9895201800050000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. (2014). <i>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de alerta que apenas 1,9% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; doadora de sangue</i>. Portal Brasil. Recuperado em 22 de outubro, 2017, de <a href="http://www.brasil.gov.br/eu-vou/ministerio-da-saude-alerta-que-apenas-1-9-da-populacao-e-doadora-de-sangue" target="_blank">http://www.brasil.gov.br/eu-vou/ministerio-da-saude-alerta-que-apenas-1-9-da-populacao-e-doadora-de-sangue</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999179&pid=S1646-9895201800050000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brasil. (2017). Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o Especializada e Tem&aacute;tica. <i>Caderno de informa&ccedil;&atilde;o: sangue e hemoderivados: dados de 2015 [recurso eletr&ocirc;nico]</i>. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o Especializada e Tem&aacute;tica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </p>     <!-- ref --><p>Bueno, W.C. (2015). Avaliando as organiza&ccedil;&otilde;es nas m&iacute;dias sociais: muito al&eacute;m das m&eacute;tricas. In: Bueno, W. C. (org). <i>Estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o nas m&iacute;dias sociais</i>. S&atilde;o Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999181&pid=S1646-9895201800050000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bousquet H M, Aleluia I R S, &amp; Luz, L A (2018). Fatores Decisivos e Estrat&eacute;gias para Capta&ccedil;&atilde;o de Doadores em Hemocentros: Revis&atilde;o Da Literatura. <i>Revista de Cie&#770;ncias Me&#769;dicas e Biolo&#769;gicas</i> , 17(1), 84-88. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.9771/cmbio.v17i1.17510" target="_blank">http://dx.doi.org/10.9771/cmbio.v17i1.17510</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999183&pid=S1646-9895201800050000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carneiro-Proietti, A. B., Sabino, E. C., Sampaio, D., Proietti, F. A., Gon&ccedil;alez, T.T., &amp; Oliveira, C. D. L.. (2010). Demographic profile of blood donors at three major Brazilian blood centers: results from the international REDS-II study, 2007 to 2008. <i>Transfusion</i>, 50, 918-25. DOI: 10.1111 / j.1537-2995.2009.02529&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999184&pid=S1646-9895201800050000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carta de Ottawa. (1986). <i>Primeira Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (pp. 1)</i>. Ottawa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999185&pid=S1646-9895201800050000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Centro de Hematologia e Hemoterapia do Cear&aacute;. (2017). <i>Plano Diretor de Regionaliza&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia Hemoter&aacute;pica do Estado do Cear&aacute; 2016-2019</i>. Fortaleza, CE: Secretaria da Sa&uacute;de do Estado do Cear&aacute;.</p>     <!-- ref --><p>Centro de Hematologia e Hemoterapia do Cear&aacute;. (2018). <i>Hemoce</i> (Oficial). Recuperado em 2 de janeiro, de 2018, de <a href="https://www.facebook.com/HemoceOficial/" target="_blank">https://www.facebook.com/HemoceOficial/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999188&pid=S1646-9895201800050000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Driessnack, M., Sousa, V. D., &amp; Mendes, I. A. C. (2007). Revis&atilde;o dos desenhos de pesquisa relevantes para enfermagem: Parte 3: M&eacute;todos mistos e m&uacute;ltiplos. <i>Rev. Latino-Am. Enfermagem</i>, 15(5): p. 1-5.</p>     <!-- ref --><p>Facebook Business. (2014). <i>Oito em cada dez brasileiros com acesso &agrave; Internet utilizam o Facebook</i>. set 11. Recuperado em 22 de novembro, 2017, de <a href="https://www.facebook.com/business/news/BR-Oito-em-cada-dez-brasileiros-com-acesso-a-Internet-usam-o-Facebook" target="_blank">https://www.facebook.com/business/news/BR-Oito-em-cada-dez-brasileiros-com-acesso-a-Internet-usam-o-Facebook</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999190&pid=S1646-9895201800050000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Facebook. (n.d.). <i>Facebook Business</i>. Recuperado em 22 de dezembro, 2017, de <a href="https://business.facebook.com/" target="_blank">https://business.facebook.com/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999191&pid=S1646-9895201800050000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (n.d.). <i>Proje&ccedil;&atilde;o da Popula&ccedil;&atilde;o das Unidades da Federa&ccedil;&atilde;o por sexo e idade: 2000-2030</i>. Recuperado em 22 de outubro, 2017, de <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2013/default_tab.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2013/default_tab.shtm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999192&pid=S1646-9895201800050000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kirkpatrick, D. (2011). <i>O efeito Facebook - os bastidores da hist&oacute;ria da empresa que conecta o mundo</i>. Rio de Janeiro: Intrinseca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999193&pid=S1646-9895201800050000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kotler, P., Kartajaya, H., &amp; Setiawan, I. (2010). <i>Marketing 3.0 - as for&ccedil;as que est&atilde;o definindo o novo marketing centrado no ser humano</i>. Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999195&pid=S1646-9895201800050000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kotler, P., Kartajaya, H., &amp; Setiawan, I. (2017). <i>Marketing 4.0 - do tradicional ao digital</i>. Rio de Janeiro: Sextante.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999197&pid=S1646-9895201800050000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kozinets, R. V. (2014). <i>Netnografia: Realizando pesquisa etnogr&aacute;fica online</i>. Porto Alegre: Penso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999199&pid=S1646-9895201800050000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lemos, A. (2012). A comunica&ccedil;&atilde;o das coisas: a Teoria Ator-Rede e cibercultura. S&atilde;o Paulo: Anna Blume.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999201&pid=S1646-9895201800050000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Longaray A A, Anselmo C R, Maia C, Lunardi G, &amp; Munhoz P (2018). Ana&#769;lise do emprego do F-commerce como impulsionador do desempenho organizacional em micro e pequenas empresas no Brasil. <i>RISTI - Revista Ib&eacute;rica de Sistemas e Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o</i>, (27), 67-85. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Paula, A. P. P. (2015). <i>Por uma nova gest&atilde;o p&uacute;blica</i>. Rio de Janeiro: FGV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999216&pid=S1646-9895201800050000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prado, M. (2015). <i>Ciberativismo e Notici&aacute;rio - da m&iacute;dia torpedista &agrave;s redes sociais</i>. Rio de Janeiro: Alta Books Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999218&pid=S1646-9895201800050000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prodanov, C.C., &amp; Freitas, E. C. (2013). <i>Metodologia do trabalho cient&iacute;fico: m&eacute;todos e t&eacute;cnicas da pesquisa e do trabalho acad&ecirc;mico</i>, (2a ed.). Novo Hamburgo: Feevale.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=999220&pid=S1646-9895201800050000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>R&ecirc;go, A. R. (2010). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o corporativa, marketing e pol&iacute;tica cultural: Brasil e Espanha. S&atilde;o Paulo</i>. Tese Doutorado em Comunica&ccedil;&atilde;o. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o. Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Reis, E. A., &amp; Reis, I. A. (n.d.). <i>An&aacute;lise Descritiva de Dados. Relat&oacute;rio T&eacute;cnico do Departamento de Estat&iacute;stica da UFMG</i>. 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