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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Editorial</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Prof. Doutor Carlos Sequeira*</b></p>

	    <p>*Presidente da Dire&ccedil;&atilde;o da SPESM</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Caros (as) colegas,</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>O n&uacute;mero 5 da revista da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental &eacute; editado em Junho de 2011, coincidido com a forma&ccedil;&atilde;o de um novo governo em Portugal, ao qual a SPESM deseja um bom trabalho em prol do futuro do nosso pa&iacute;s. Como &eacute; apan&aacute;gio da Sociedade, reiteramos a nossa disponibilidade para trabalhar na melhoria das pr&aacute;ticas em sa&uacute;de mental.</p>

	    <p>Apesar da crise, a nossa revista cient&iacute;fica continua a ser editada, apenas com o contributo dos s&oacute;cios e da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste n&uacute;mero inclu&iacute;mos artigos de investiga&ccedil;&atilde;o, artigos de pesquisa bibliogr&aacute;fica e artigos de opini&atilde;o. As tem&aacute;ticas foram seleccionadas a partir dos artigos submetidos. Neste primeiro semestre de 2011 recebemos, como t&ecirc;m sido h&aacute;bito, um n&uacute;mero elevado de artigos, pelo que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel edit&aacute;&#45;los todos. Alertamos os potenciais autores para a necessidade de cumprir as normas de submiss&atilde;o da revista, de forma a aumentarem as possibilidades de edi&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A edi&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero surge ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da <b>III reuni&atilde;o cient&iacute;fica da SPESM</b>, realizada a 20 de Maio em Viseu, dedicada &agrave; tem&aacute;tica das <b>prescri&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas e farmacol&oacute;gicas em Enfermagem</b>. Temos consci&ecirc;ncia que se trata de uma &aacute;rea com alguma pol&eacute;mica, em Portugal, atendendo ao conservadorismo reinante nos "casulos" da assist&ecirc;ncia. No entanto, somos da opini&atilde;o que se tratam (ou deveriam tratar&#45;se) de duas &aacute;reas nucleares, onde o exerc&iacute;cio dos enfermeiros Especialistas em ESMP, deveria ser mais significativo para as pessoas. Pensamos que chegou a hora de transferir os discursos para a pr&aacute;tica. N&atilde;o chega nos planos dizer que &eacute; necess&aacute;rio, em sa&uacute;de mental, mais interven&ccedil;&atilde;o de profissionais "n&atilde;o M&eacute;dicos" e depois nada fazer, e, proceder apenas a altera&ccedil;&otilde;es de cosm&eacute;tica. S&oacute; &eacute; poss&iacute;vel uma mudan&ccedil;a efectiva, quando a pr&aacute;tica, traduz o que est&aacute; explicitado nos planos. De outro modo nada serve fazer investir tantos recursos na planifica&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, &eacute; importante <b>adequar o financiamento &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es dos seus actores</b>. S&oacute; assim, se poder&aacute; ter um financiamento ajustado &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, programas ou institui&ccedil;&otilde;es. &Eacute; necess&aacute;rio incluir no financiamento, quer em regime de internamento, quer em regime de ambulat&oacute;rio, as interven&ccedil;&otilde;es de todos os profissionais e n&atilde;o apenas de um grupo espec&iacute;fico. Se uma institui&ccedil;&atilde;o tem consultas de enfermagem, consultas de monitoriza&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica, devidamente estruturadas, com contributos importantes para reduzir os reinternamentos e melhorar a qualidade de vida dos doentes, parece l&oacute;gico que as mesmas tamb&eacute;m sejam financiadas. Em nosso entender o financiamento dever&aacute; ser adequado &agrave;s necessidades das pessoas (diagn&oacute;sticos de enfermagem e diagn&oacute;sticos de outros profissionais) e &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o executadas pelos diferentes profissionais. Este desiderato adicionar&aacute; mais rigor e transpar&ecirc;ncia &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a oferta de cuidados e a obten&ccedil;&atilde;o de receitas. N&atilde;o implica num custo acrescido, apenas mais e melhor gest&atilde;o dos recursos.</p>

	    <p>Uma outra &aacute;rea que nos parece essencial &eacute; a necessidade de clarificar o conjunto de compet&ecirc;ncias especificas e acrescidas dos enfermeiros especialistas, de modo a que os mesmos sejam potenciados nestes dom&iacute;nios e n&atilde;o a desempenhar um conjuntos de interven&ccedil;&otilde;es de enfermeiros dos cuidados gerais. Neste registo, as interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas deveriam ser o denominador comum dos enfermeiros especialistas.</p>

	    <p>Relativamente &agrave;s <b>prescri&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas por enfermeiros</b> entendemos necess&aacute;rio clarificar a posi&ccedil;&atilde;o da SPESM, porque verificamos que h&aacute; algum "ru&iacute;do" no entendimento que &eacute; feito. Assim, queremos clarificar que os enfermeiros (especialistas), n&atilde;o defendem, nem pretendem prescrever em Patologias. N&atilde;o se trata de substituir ningu&eacute;m. Vejam os exemplos de Inglaterra, Estados Unidos, Canad&aacute;, (...).</p>

	    <p>As pessoas podem ter problemas que necessitam de interven&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica e n&atilde;o s&atilde;o portadores de uma patologia espec&iacute;fica. Alguns destes problemas, podem ser denominados de <b>Diagn&oacute;sticos de Enfermagem</b>. &Eacute; nestes casos, que os enfermeiros especialistas em Sa&uacute;de Mental poderiam efectuar uma <b>prescri&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma</b>. Exemplo: quando algu&eacute;m tem uma ferida, cir&uacute;rgica, traum&aacute;tica, ulcerosa, etc., quem faz o tratamento &eacute; o enfermeiro, quem faz a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; o enfermeiro, mas quem prescreve &eacute; o m&eacute;dico. Isto faz algum sentido?. O que se constata &eacute; que outros profissionais prescrevem segundo as indica&ccedil;&otilde;es de enfermeiros, porque em alguns casos, n&atilde;o est&atilde;o na presen&ccedil;a do doente. Isto acontece nos internamentos e nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (Prescri&ccedil;&otilde;es por telefone). Apesar de ilegal, toda a gente sabe e pactua, porque de outra forma seria imposs&iacute;vel. J&aacute; imaginaram o que acontecia nas visitas domicili&aacute;rias de tratamentos, se os enfermeiros n&atilde;o adequassem o tratamento ao estado de evolu&ccedil;&atilde;o das feridas. Um outro Diagn&oacute;stico de Enfermagem &eacute; a ins&oacute;nia, sem patologia de base, devido a um problema relacional/ reactivo. O que as pessoas fazem &eacute; ir &agrave; farm&aacute;cia e compram um hipn&oacute;tico. N&atilde;o seria melhor serem acompanhados por um Enfermeiro Especialista em Sa&uacute;de Mental, em termos de <b>prescri&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o?</b> Sempre que se suspeitasse de uma patologia a pessoa seria encaminhada para o respectivo profissional. Quem ganhava com isto eram as pessoas. N&atilde;o ser&aacute; tamb&eacute;m uma vari&aacute;vel que contribui para o elevado consumos de psicof&aacute;rmacos em Portugal, sem qualquer monitoriza&ccedil;&atilde;o?</p>

	    <p>Por isso, defendemos que os Enfermeiros Especialistas, ou seja, algu&eacute;m com seis anos de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica no m&iacute;nimo, e com uma forma&ccedil;&atilde;o acrescida em farmacologia poderiam ter tr&ecirc;s tipos de prescri&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>1&#45; <b>prescri&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma</b>: centrada em Diagn&oacute;sticos de Enfermagem &#150; focos de aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros em que a sua avalia&ccedil;&atilde;o demonstra um impacte negativo no estado de sa&uacute;de da pessoa, pelo que necessita de interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem.</p>

	    <p>2 &#45; <b>prescri&ccedil;&atilde;o interdependente</b> &#45; Prescri&ccedil;&atilde;o de acordo com protocolos, como acontece em v&aacute;rios servi&ccedil;os (INEM; internamentos, ...)</p>

	    <p>3 &#150; <b>prescri&ccedil;&atilde;o complementar</b>, em situa&ccedil;&otilde;es de patologia cr&oacute;nica, em que quem faz a monitoriza&ccedil;&atilde;o e acompanhamento da gest&atilde;o dos sinais e sintomas &eacute; o enfermeiro, logo, deveria poder renovar as prescri&ccedil;&otilde;es, sempre que um quadro cl&iacute;nico se mant&eacute;m inalterado. Nas situa&ccedil;&otilde;es de d&uacute;vida, ou em que se verifica uma altera&ccedil;&atilde;o do quadro padr&atilde;o o respectivo encaminhamento seria obrigat&oacute;rio.</p>

	    <p>Desta forma, prestavam&#45;se melhores cuidados &agrave;s pessoas, com n&iacute;veis de qualidade superiores aos actuais e com custos mais reduzidos, como acontece em outros pa&iacute;ses.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Caso a legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja alterada sugere&#45;se que se penalize a prescri&ccedil;&atilde;o efectuada pelos enfermeiros, porque se trata de pr&aacute;tica ilegal.</p>

	    <p>Uma reforma nesta mat&eacute;ria poderia traduzir&#45;se em ganhos significativos para as pessoas, sem custo acrescido para o SNS.</p>

	    <p>Neste editorial queremos tamb&eacute;m sensibilizar os leitores para o nosso pr&oacute;ximo evento: <b>Congresso da SPESM 2011: Informa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de Mental</b>, a realizar nos dias <b>10 e 11 de Novembro</b> de 2011, no Audit&oacute;rio do Instituto Piaget, Campus Universit&aacute;rio de Silves. Este evento ser&aacute; dedicado &agrave; <b>literacia e sa&uacute;de mental</b>, porque considerarmos que se trata de uma &aacute;rea da maior import&acirc;ncia na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e no tratamento/reinser&ccedil;&atilde;o da pessoa com problem&aacute;tica mental. Desde j&aacute; agradecemos ao Instituto Piaget pela amabilidade demonstrada no acolhimento desta iniciativa da SPESM e possibilitar a sua realiza&ccedil;&atilde;o a sul, mais propriamente em Silves. Iremos preparar um programa cient&iacute;fico com potencialidade para acrescentar conhecimento aos actores em sa&uacute;de mental, com o intuito de estes serem os ve&iacute;culos da sua dissemina&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica. Por isso, enviem&#45;nos sugest&otilde;es dos vossos trabalhos, experi&ecirc;ncias que considerem mais&#45;valias e participem.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Vejam mais informa&ccedil;&otilde;es no site da SPESM.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>At&eacute; breve e boas f&eacute;rias a todos.</p>
     ]]></body>
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