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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Factores Determinantes para as Necessidades em Saúde das Pessoas Consumidoras de Drogas: Uma Revisão Bibliográfica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The provision of care aimed the health needs satisfaction has followed the practice and research in nursing. The health needs can be understood as essential to a better well-being, better functional ability and satisfaction enables a greater likelihood of sickness absence. The determinants of health needs arising from individual factors (genetic, biological, behavioural and psychological), environmental, economic, social and cultural. Are related to lifestyles throughout the life cycle. Are essential for assessing the health of populations. It is relevant to the relationship between needs and satisfaction as a right, and in this case, there may be no correlation between the perception of people about their needs and the nurses. We performed a literature review in order to identify the state of the art in regard to determining the health needs of people who consume drugs. We conducted a search in the databases scielo and b-on repositories of universities, as well as some specialized publications. We select studies on needs assessment with drug addicts, studies that characterized people integrated into treatment programs, intervention reports and expert opinion. Were analysed 32 articles, 2 monographs, thesis 2 and 5 institutional reports. The descriptors were: needs assessment, outcome, severity of addiction, quality of life. We researched data about people consuming over 35 years of age. The current study revealed the importance of three significant determinants for the health needs of drug users. The determinants are: the poly-substances; co-morbidities and aging consuming substances. The population that uses the services of specialized care and community intervention studies show an increasing polydrug use of different substances, show a significant percentage of physical and psychological co-morbidities, and the units are meeting with increasingly advanced age showing the perspective of chronic illness. It is these factors that will largely determine the health needs and will direct the practice of nursing. Many diagnoses materialize attention needs altered by these factors. Are related to physiological needs, psychosocial and psycho spiritual.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Enfermagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Toxicodependência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Necessidades em saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Determinantes de saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Addiction]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[determinants of health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Factores Determinantes para as Necessidades em Sa&uacute;de das Pessoas Consumidoras de Drogas: Uma Revis&atilde;o Bibliogr&aacute;fica.</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Paulo Seabra*; Luis S&aacute;**</b></p>

	    <p>*Professor Assistente, Doutorando em Enfermagem, Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, <a href="mailto:pauloseabra@ics.lisboa.ucp.pt">pauloseabra@ics.lisboa.ucp.pt</a></p>

	    <p>**Professor Auxiliar, Doutor em Sa&uacute;de Mental, Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de &#150; Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Center for Interdisciplinary Research in Health (CIIS &#150; UCP), <a href="mailto:lsa@porto.ucp.pt">lsa@porto.ucp.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, visando a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades em sa&uacute;de, tem acompanhado a pr&aacute;tica e a investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem. As necessidades em sa&uacute;de podem ser entendidas como essenciais para um melhor bem&#45; estar e melhor aptid&atilde;o funcional. A sua satisfa&ccedil;&atilde;o possibilita uma maior probabilidade de aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a.</p>

	    <p>Os factores determinantes das necessidades em sa&uacute;de decorrem de factores individuais, ambientais, econ&oacute;micos, sociais e culturais. Est&atilde;o relacionados com os estilos de vida ao longo do ciclo vital. S&atilde;o essenciais para uma avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; relevante a rela&ccedil;&atilde;o entre as necessidades e a sua satisfa&ccedil;&atilde;o como um direito, e neste caso, pode n&atilde;o haver concord&acirc;ncia entre a percep&ccedil;&atilde;o da pessoa acerca das suas necessidades e a do enfermeiro.</p>

	    <p>Realizamos uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica com a finalidade de identificar o estado da arte no que se refere aos determinantes para as necessidades em sa&uacute;de das pessoas consumidoras de drogas.</p>

	    <p>Pesquisamos nas bases de dados scielo e b&#45;on, reposit&oacute;rios de universidades, assim como algumas publica&ccedil;&otilde;es especializadas. Seleccionamos estudos sobre avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades com dependentes de drogas, estudos que caracterizavam popula&ccedil;&otilde;es integradas em programas de tratamento, relat&oacute;rios de interven&ccedil;&otilde;es e opini&atilde;o de peritos. Foram analisados 32 artigos, 2 monografias, 2 disserta&ccedil;&atilde;o e 5 relat&oacute;rios institucionais. Os descritores foram; avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades, resultados, severidade da adi&ccedil;&atilde;o, qualidade de vida. Pesquisava&#45;mos dados sobre as pessoas consumidoras acima dos 35 anos de idade.</p>

	    <p>O estudo revelou a import&acirc;ncia actual de 3 determinantes significativos para as necessidades em sa&uacute;de dos consumidores de subst&acirc;ncias: o policonsumo de subst&acirc;ncias; as comorbilidades e o envelhecimento a consumir subst&acirc;ncias.</p>

	    <p>A popula&ccedil;&atilde;o que recorre aos servi&ccedil;os de atendimento especializado e os estudos de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria revelam cada vez maior policonsumo de diferentes subst&acirc;ncias, evidenciam uma significativa percentagem de comorbilidades f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas e s&atilde;o atendidas pessoas com a idade cada vez mais avan&ccedil;ada, o que evidencia a perspectiva de doen&ccedil;a cr&oacute;nica.</p>

	    <p>S&atilde;o estes factores que maioritariamente v&atilde;o determinar as necessidades em sa&uacute;de e v&atilde;o orientar a pr&aacute;tica dos cuidados de enfermagem. Muitos diagn&oacute;sticos elaborados materializam a aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades alteradas por estes determinantes. Est&atilde;o relacionados com as necessidades psicobiol&oacute;gicas, psicossociais e psicoespirituais.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Enfermagem; Toxicodepend&ecirc;ncia; Necessidades em sa&uacute;de; Determinantes de sa&uacute;de</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>The provision of care aimed the health needs satisfaction has followed the practice and research in nursing. The health needs can be understood as essential to a better well&#45;being, better functional ability and satisfaction enables a greater likelihood of sickness absence.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The determinants of health needs arising from individual factors (genetic, biological, behavioural and psychological), environmental, economic, social and cultural. Are related to lifestyles throughout the life cycle. Are essential for assessing the health of populations.</p>

	    <p>It is relevant to the relationship between needs and satisfaction as a right, and in this case, there may be no correlation between the perception of people about their needs and the nurses.</p>

	    <p>We performed a literature review in order to identify the state of the art in regard to determining the health needs of people who consume drugs.</p>

	    <p>We conducted a search in the databases scielo and b&#45;on repositories of universities, as well as some specialized publications. We select studies on needs assessment with drug addicts, studies that characterized people integrated into treatment programs, intervention reports and expert opinion. Were analysed 32 articles, 2 monographs, thesis 2 and 5 institutional reports. The descriptors were: needs assessment, outcome, severity of addiction, quality of life. We researched data about people consuming over 35 years of age.</p>

	    <p>The current study revealed the importance of three significant determinants for the health needs of drug users. The determinants are: the poly&#45;substances; co&#45;morbidities and aging consuming substances.</p>

	    <p>The population that uses the services of specialized care and community intervention studies show an increasing polydrug use of different substances, show a significant percentage of physical and psychological co&#45;morbidities, and the units are meeting with increasingly advanced age showing the perspective of chronic illness.</p>

	    <p>It is these factors that will largely determine the health needs and will direct the practice of nursing. Many diagnoses materialize attention needs altered by these factors. Are related to physiological needs, psychosocial and psycho spiritual.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Nursing; Addiction; Health needs; determinants of health.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, visando a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades em sa&uacute;de, tem acompanhado a pr&aacute;tica e a investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem. As necessidades em sa&uacute;de podem ser entendidas como essenciais para o bem&#45;estar, melhor aptid&atilde;o funcional e a sua satisfa&ccedil;&atilde;o possibilita maior probabilidade de aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a.</p>

	    <p>A globalidade do nosso sujeito de cuidados e a abrang&ecirc;ncia com que hoje definimos sa&uacute;de, coloca&#45;nos em parceria com o utente para a avalia&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o das suas necessidades.</p>

	    <p>Devemos entender necessidade como o que est&aacute; sendo enquanto est&aacute; sendo, o que &eacute; necess&aacute;rio e evidente num dado momento (Rosa &amp; Basto, 2009). Esta vis&atilde;o n&atilde;o minimiza a nossa capacidade de antecipar necessidades para prevenir risco e complica&ccedil;&otilde;es (Horta, 1979).</p>

	    <p>Necessidade &eacute; algo inerente ao ser humano e ao seu contexto que o indiv&iacute;duo sente como tal, com todas as condicionantes. Manifesta&#45;se quando o funcionamento psicol&oacute;gico e social funciona de forma insatisfat&oacute;ria ou est&aacute; em risco e necessita de uma interven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica (Almeida, 1997).</p>

	    <p>Quando pretendemos avaliar necessidades das pessoas, estamos a avaliar aspectos subjectivos (OE, 2001;Rodrigues, 2006) que podem ser expressos individualmente ou em grupo (fam&iacute;lia) e para os enfermeiros h&aacute; necessidade de formular necessidades a partir da praxis, tendo aten&ccedil;&atilde;o a cultura dos indiv&iacute;duos (Holmes &amp; Warelow, 1997).</p>

	    <p>Podemos definir necessidades em sa&uacute;de como uma gama complexa de caracter&iacute;sticas relacionadas aos indiv&iacute;duos ou comunidades, que indica a falta de uma ou mais condi&ccedil;&otilde;es para se obter a sa&uacute;de plena (Cec&iacute;lio, 2001). Incorporam as necessidades de cuidados e &eacute; algo considerado essencial para o desenvolvimento de qualquer pessoa, grupo ou comunidade, que as sente e expressa como n&atilde;o sendo capaz de satisfazer a si pr&oacute;pria ou, que algu&eacute;m (que pode ser um profissional) identifica como tal (J. Amendoeira, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 2011, Mar&ccedil;o 31). Conjugando com o conceito de sa&uacute;de (OE, 2001) podemos afirmar que o estado de sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o &eacute; "bom" sempre que se verifique a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades dessa popula&ccedil;&atilde;o em cuidados de sa&uacute;de.</p>

	    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades deve ser na globalidade da pessoa e n&atilde;o compartimenta&#45;la dependendo do contexto (Meleis, 1991; Watson, 2002).</p>

	    <p>Tentando definir necessidades como foco da aten&ccedil;&atilde;o para os enfermeiros Holmes &amp; Warelow (1997) afirmavam que na enfermagem, as necessidades surgem num contexto de depend&ecirc;ncia, as necessidades de uma pessoa s&atilde;o sempre diferentes de pessoa para pessoa. O desafio &eacute; saber se os enfermeiros conseguem distinguir quais necessidades e quais s&atilde;o relevantes num dado momento. Outro desafio ser&aacute; identificar quais s&atilde;o sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem (Henriques &amp; Gaspar, 2010).</p>

	    <p>Quando identificamos necessidades, importa a reflex&atilde;o sobre os seus determinantes. Entendemos determinantes em sa&uacute;de como os factores que influenciam, condicionam e determinam o aparecimento de necessidades numa pessoa ou grupo de pessoas. &Eacute; consensual que decorrem de factores individuais (gen&eacute;ticos, biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e comportamentais), ambientais, econ&oacute;micos, sociais e culturais (OMS, 2001; DGS, 2005). S&atilde;o essenciais para se fazer a correcta avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es (DGS, 2004). Inclui por exemplo a auto&#45;percep&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de e os comportamentos nocivos &agrave; sa&uacute;de.</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o em diferentes n&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o implica a aten&ccedil;&atilde;o a estes determinantes que se relacionam com os estilos de vida, ao longo do ciclo vital. A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados visando a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades, focada nos d&eacute;fices, tem que ser olhada de forma cr&iacute;tica (Basto &amp; Rosa, 2009). A promo&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o para a autonomia devem ser priorizadas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A percep&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros sobre as necessidades em sa&uacute;de das pessoas consumidoras de drogas pode tamb&eacute;m ser influenciada por factores pessoais e sociais (mitos, estigma, hist&oacute;rias de vida pessoal e familiar, g&eacute;nero e idade).</p>

	    <p>Ao abordarmos este foco da pr&aacute;tica dos enfermeiros, com este grupo de pessoas vulner&aacute;veis, evidenciam&#45;se algumas particularidades. &Eacute; relevante a rela&ccedil;&atilde;o entre as necessidades e a sua satisfa&ccedil;&atilde;o como um direito, e neste caso, pode n&atilde;o haver concord&acirc;ncia entre a percep&ccedil;&atilde;o da pessoa e do enfermeiro, tal como em outros contextos da pr&aacute;tica em sa&uacute;de mental e psiqui&aacute;trica. A continuidade de consumos, entre outras decis&otilde;es, faz parte da autonomia do doente. As implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas desta pr&aacute;tica colocam desafios complexos (Nunes, 2001; Ashton, 2004; Nabais, 2008).</p>

	    <p>&Eacute; muito importante avaliar o estado de sa&uacute;de das pessoas antes da entrada num programa com objectivos terap&ecirc;uticos e dir&iacute;amos ainda que &eacute; igualmente importante, identificarmos com a pessoa, o padr&atilde;o das necessidades a satisfazer com vista ao seu bem&#45;estar e a sua qualidade de vida.</p>

	    <p>Foi importante para a avalia&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades em sa&uacute;de dos consumidores de subst&acirc;ncias, a descriminaliza&ccedil;&atilde;o do consumo h&aacute; cerca de 10 anos. Possibilitou a assist&ecirc;ncia a diferentes n&iacute;veis e uma resposta &agrave;s necessidades. Consideramos que esta altera&ccedil;&atilde;o permitiu a sociedade encarar os determinantes destas necessidades de outra forma (Seabra <i>et al</i>., 2010).</p>

	    <p>Face a estas considera&ccedil;&otilde;es realizamos uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica com o <b>objectivo</b>: Identificar os determinantes mais relevantes para as necessidades em sa&uacute;de de pessoas consumidoras de drogas.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>Iniciamos esta revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica no &acirc;mbito de uma investiga&ccedil;&atilde;o acerca das necessidades em sa&uacute;de das pessoas consumidoras de drogas. Percebemos a import&acirc;ncia dos principais determinantes dessas mesmas necessidades.</p>

	    <p>Pesquisamos nas bases de dados scielo e b&#45;on, algumas publica&ccedil;&otilde;es especializadas de relevo quer nacionais quer internacionais. Consultamos ainda o reposit&oacute;rio dispon&iacute;vel de algumas universidades nacionais. Seleccionamos estudos sobre avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades com dependentes de drogas, estudos que caracterizavam popula&ccedil;&otilde;es integradas em programas de tratamento, relat&oacute;rios de interven&ccedil;&otilde;es e opini&atilde;o de peritos. Foram analisados 32 artigos, 2 monografias, 2 disserta&ccedil;&atilde;o, 4 relat&oacute;rios institucionais (IDT e WHO) e o Plano Nacional de Sa&uacute;de. Os descritores foram; avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades, resultados, severidade da adi&ccedil;&atilde;o, qualidade de vida. Pesquisavamos dados sobre as popula&ccedil;&otilde;es acima dos 36 anos que &eacute; a idade m&eacute;dia das pessoas que recorrem aos servi&ccedil;os especializados da rede p&uacute;blica (IDT, 2008). A escolha dos descritores, nomeadamente a severidade da adi&ccedil;&atilde;o e a qualidade de vida deveu&#45;se ao facto de serem reconhecidos e difundidos na investiga&ccedil;&atilde;o comparativa em sa&uacute;de e comportamentos de adi&ccedil;&atilde;o e porque &eacute; reconhecido na literatura que a gest&atilde;o de sintomas e a qualidade de vida s&atilde;o indicadores sens&iacute;veis a interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem (Irvine 2002; Johnson 2004;Henriques &amp; Gaspar, 2010; J. Amendoeira, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 2011, Mar&ccedil;o 31).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>

	    <p>Quando falamos nas necessidades em sa&uacute;de de consumidores de subst&acirc;ncias percebemos a abrang&ecirc;ncia de necessidades psicobiol&oacute;gicas, psicossociais e psicoespirituais (Horta, 1979; Sequeira, 2006; Seabra &amp; S&aacute;, 2011) e percebemos a influ&ecirc;ncia de alguns determinantes. Actualmente na literatura, evidenciam&#45;se tr&ecirc;s determinantes: o padr&atilde;o de policonsumo cada vez mais caracter&iacute;stico, as comorbilidades (f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas) e o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o consumidora.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Os Policonsumos</b></p>

	    <p>Podemos afirmar que os utentes consumidores de mais que uma subst&acirc;ncia t&ecirc;m aumentado. A associa&ccedil;&atilde;o &eacute; multivariada e se incluirmos o consumo associado de &aacute;lcool, ent&atilde;o, estamos perante quase todo o universo da popula&ccedil;&atilde;o utilizadora de centros p&uacute;blicos de ambulat&oacute;rio (IDT, 2008).</p>

	    <p>Tem havido uma altera&ccedil;&atilde;o nos padr&otilde;es de consumo em Portugal. Desde 2003, tem aumentado o n&uacute;mero de pessoas cuja droga principal &eacute; a coca&iacute;na, alterando o padr&atilde;o mais uniforme do consumo de hero&iacute;na das pessoas que procuravam ajuda. A preval&ecirc;ncia de consumo de drogas de s&iacute;ntese tem igualmente aumentado (IDT, 2008).</p>

	    <p>O policonsumo &eacute; transversal a v&aacute;rios factores relacionados com o consumo de drogas, como a idade, o g&eacute;nero, o acesso a diferentes programas de acompanhamento medicamentoso (Seabra, et al. 2010; Seabra &amp; S&aacute;, 2011). Relaciona&#45;se com necessidades percepcionadas de ordem psicobiol&oacute;gicas e psicossociais (Seabra &amp; S&aacute;, 2011).</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o junto de pessoas que consomem m&uacute;ltiplas subst&acirc;ncias, deve incluir a aten&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas de cada uma delas pois estas requerem respostas particulares. Umas com um potencial mais aditivo, outras mais destabilizadoras a n&iacute;vel f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico, outras com maior impacto social. Alguns estudos real&ccedil;am a hero&iacute;na como a subst&acirc;ncia psicoactivas que provoca mais efeitos nefastos na popula&ccedil;&atilde;o enquanto indiv&iacute;duos, outros defendem que o &aacute;lcool &eacute; a subst&acirc;ncia que mais afecta em termos sociais (Nutt, <i>et al</i>., 2010).</p>

	    <p>H&aacute; respostas medicamentosas de suporte &agrave; interven&ccedil;&atilde;o para algumas destas subst&acirc;ncias, mas para outras n&atilde;o existem solu&ccedil;&otilde;es com semelhante efeito ao n&iacute;vel do sistema nervoso central. Isto condiciona a abordagem terap&ecirc;utica a implementar (Patr&iacute;cio, 2002). &Eacute; preciso igualmente perceber a rela&ccedil;&atilde;o que cada pessoa tem com as diferentes subst&acirc;ncias (Rodrigues, 2006).</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o as quest&otilde;es de g&eacute;nero, as mulheres evidenciam uma escalada mais r&aacute;pida nos consumos, mais rapidamente ficam dependentes e a experiencia do consumo &eacute; vivida de forma diferente (Cook, 2005; Fornazier &amp; Siqueira, 2006).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O policonsumo interfere ao n&iacute;vel da qualidade de vida e nas necessidades em sa&uacute;de de diferentes maneiras. Mesmo consumindo a pessoa pode percepcionar qualidade de vida e diferentes subst&acirc;ncias afectam este indicador diferentemente. Por vezes mesmo suspendendo o consumo de uma subst&acirc;ncia mas mantendo outras, n&atilde;o se percepciona melhoria na qualidade de vida e mant&ecirc;m&#45;se muitas necessidades alteradas (Ashton, 2004).</p>

	    <p>O policonsumo acarreta um padr&atilde;o de altera&ccedil;&atilde;o de necessidades, que condiciona n&atilde;o s&oacute; o tratamento mas a longa manuten&ccedil;&atilde;o destas pessoas nos centros de tratamento (Murcho &amp; Pereira, 2011).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>As Comorbilidades</b></p>

	    <p>A depend&ecirc;ncia de drogas &eacute; respons&aacute;vel pelo aumento da taxa de mortalidade, da preval&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas cr&oacute;nicas e agudas associadas aos sintomas de depend&ecirc;ncia, infec&ccedil;&otilde;es e acidentes, e ainda incapacidades associadas ao consumo de drogas (Machado &amp; Klein, 2005; Gon&ccedil;alves &amp; Tavares, 2007). Por outro lado a exist&ecirc;ncia de comorbilidades dificulta o processo de recupera&ccedil;&atilde;o da adi&ccedil;&atilde;o (Ford, <i>et al</i>., 2008).</p>

	    <p>Parte da evid&ecirc;ncia de algumas comorbilidades como Hepatite C e B, Tuberculose, etc., est&aacute; associada a abordagem ao tratamento do VIH como uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica desde que haja ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico. Temos uma popula&ccedil;&atilde;o consumidora de drogas cada vez mais velha e cada vez mais doente (Reis &amp; Seabra, 2010).</p>

	    <p>As comorbilidades psiqui&aacute;tricas est&atilde;o presentes em 70% dos dependentes e as pessoas com dist&uacute;rbios mentais consomem mais subst&acirc;ncias. Depress&atilde;o e uso de drogas, s&atilde;o factores e risco uma da outra. Ansiedade e depress&atilde;o duplicam o risco de abuso de drogas, muitas vezes como automedica&ccedil;&atilde;o e tem rela&ccedil;&atilde;o com o suic&iacute;dio. A perturba&ccedil;&atilde;o da personalidade mais frequente &eacute; a personalidade anti&#45; social. As pessoas com personalidade borderline t&ecirc;m mais uso de drogas (opi&aacute;ceos) e mais risco de suic&iacute;dio (Almeida <i>et al</i>., 2005). O consumo de diferentes subst&acirc;ncias evidencia diferen&ccedil;as nas comorbilidades ps&iacute;quicas (Ashton, 2004; Escudeiro <i>et al</i>., 2006).</p>

	    <p>As mulheres t&ecirc;m mais problema de sa&uacute;de e mortalidade. Mais depress&atilde;o e ansiedade (Cook, 2005; Escudeiro <i>et al</i>., 2006).</p>

	    <p>H&aacute; uma evid&ecirc;ncia de n&iacute;veis elevados de comorbilidades f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas associadas a uma baixa percep&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida quer em pessoas em fase de consumos quer em fase de abstin&ecirc;ncia (Escudeiro <i>et al</i>., 2006). Apesar de tudo, o conceito de qualidade de vida sendo significativamente aceite na comunidade cient&iacute;fica &eacute; tamb&eacute;m subjectivo, e deve ser relativizado face a co&#45;morbilidade ps&iacute;quica (Torrens, 2008).</p>

	    <p>Este determinante influencia necessidades de ordem psicobiol&oacute;gicas, psicossociais e psicoespirituais (Seabra &amp; S&aacute;, 2011)</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>O Envelhecimento</b></p>

	    <p>A popula&ccedil;&atilde;o toxicodependente est&aacute; a mudar em termos et&aacute;rios. Est&atilde;o progressivamente mais velhos e mais doentes.</p>

	    <p>Sabemos que o n&uacute;mero de pessoas com mais de 50 anos e que continua a ter problemas com drogas, est&aacute; a aumentar. Nos EUA entre 2000 e 2020 estima&#45;se que se passe dos 1,7 milh&otilde;es para 4,4 milh&otilde;es e em Inglaterra, nos centros de atendimento de 2 regi&otilde;es, o n&uacute;mero de pessoas seguidas com mais de 50 anos triplicou de 1998 a 2005 (Gfroerer <i>et al</i>., 2003). Na Europa espera&#45;se que duplique (EMCDDA, 2008).</p>

	    <p>Os velhos utilizadores de droga t&ecirc;m uma morbilidade superior a popula&ccedil;&atilde;o em geral (Hser et al. citados por Roe, <i>et al</i>., 2010) e sofrem mais de isolamento social, stress e medo de ser vitimizados (Levy &amp; Anderson, 2005).</p>

	    <p>Os efeitos do consumo de drogas no envelhecimento evidenciam problemas de sa&uacute;de como consequ&ecirc;ncia do uso e a cronicidade de doen&ccedil;as f&iacute;sicas e mentais que por vezes levam a internamentos. Estudos (Roe, et al., 2010) demonstram problemas de sa&uacute;de associados ao envelhecimento: circulat&oacute;rios (tromboses venosas profundas, &uacute;lceras nos locais de pun&ccedil;&atilde;o), golpes, problemas respirat&oacute;rios, diabetes, hepatite e cirrose, malnutri&ccedil;&atilde;o, perda de peso, obesidade, mobilidade comprometida. Consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de mental, perda de mem&oacute;ria, paran&oacute;ia, mudan&ccedil;as de humor com ansiedade e f&uacute;ria. Les&otilde;es acidentais relacionadas com quedas e overdoses. Confrontam&#45;se com a morte com facilidade. Apesar de fazerem planos para o futuro, alguns manifestam vontade de continuar a consumir drogas, o que nos remete para a interven&ccedil;&atilde;o em redu&ccedil;&atilde;o de riscos e minimiza&ccedil;&atilde;o de danos. A interven&ccedil;&atilde;o nestes problemas (necessidades) &eacute; t&atilde;o ou mais importante que a abstin&ecirc;ncia (Rodrigues, 2006; Seabra, <i>et al</i>., 2010).</p>

	    <p>Quando pensamos na redu&ccedil;&atilde;o de riscos e minimiza&ccedil;&atilde;o de danos, importa ainda olhar o estudo de Roe, <i>et al</i>., (2010), em que os utilizadores referem as condi&ccedil;&otilde;es de vida e habitabilidade como factores de risco para os consumos, embora refiram mais cuidados com os riscos. Referem como maiores problemas o isolamento, as perdas de rela&ccedil;&otilde;es, os problemas de sa&uacute;de e estilos de vida, a vulnerabilidade a v&aacute;rios factores. No que se refere a assist&ecirc;ncia que recebem nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, apontam alguma falta de humaniza&ccedil;&atilde;o dos cuidados nos hospitais, mas referem gostar do atendimento nos centros especializados.</p>

	    <p>&Agrave;s consequ&ecirc;ncias negativas do uso de drogas, temos que acrescentar as consequ&ecirc;ncias do pr&oacute;prio envelhecimento (Beynon, <i>et al</i>., 2007; Roe, <i>et al</i>., 2010). Os efeitos negativos manifestam&#45;se na qualidade de vida, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, rede de apoio. As suas necessidades especiais devem ser reconhecidas. As necessidades de utilizadores mais velhos e com mais anos de consumo s&atilde;o diferentes das dos jovens. As conversas dos jovens sobre droga, roubos e vendedores n&atilde;o interessam aos mais velhos. S&atilde;o precisos servi&ccedil;os mais adaptados para atender as necessidades deste grupo vulner&aacute;vel (Roe, <i>et al</i>., 2010) para promover a proximidade ao sistema de sa&uacute;de (Aston, 2004; Seabra, <i>et al</i>., 2010).</p>

	    <p>Identificamos tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o a este determinante, uma influ&ecirc;ncia nas necessidades psicobiol&oacute;gicas, psicossociais e psicoespirituais.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>

	    <p>A depend&ecirc;ncia de drogas &eacute; hoje considerada uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica. A perspectiva dos cuidadores alterou&#45;se. O tratamento consistia num conjunto de interven&ccedil;&otilde;es visando a paragem de todos os consumos t&oacute;xicos, imaginando que a extin&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia f&iacute;sica seria a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas. Depois percebeu&#45;se que esta era uma vis&atilde;o limitada do tratamento e que s&oacute; levando em conta os aspectos psicol&oacute;gicos, a integra&ccedil;&atilde;o familiar, social e laboral podia&#45;se contribuir para uma abstin&ecirc;ncia mais s&oacute;lida (Patr&iacute;cio, 2002; Ashton, 2004; Rodrigues, 2006). A classifica&ccedil;&atilde;o como doen&ccedil;a cr&oacute;nica e suas implica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sustentadas em estudos longitudinais que demonstram a natureza cr&oacute;nica e de reca&iacute;das e necessidade de tratamento com estrat&eacute;gias de longo prazo (Conway &amp; Levy, <i>et al</i>., 2010) e pela classifica&ccedil;&atilde;o da OMS.</p>

	    <p>O policonsumo levanta&#45;nos problemas adicionais para a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades das pessoas. A resposta aos nossos cuidados &eacute; dificultada pela escassez de respostas medicamentosas abrangentes e pela ac&ccedil;&atilde;o variada em termos comportamentais. Condicionam de diferentes formas, o plano de cuidados para dar respostas as diferentes necessidades.</p>

	    <p>As co&#45;morbilidades f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas levam&#45;nos a tra&ccedil;ar com os utentes o objectivo da manuten&ccedil;&atilde;o de per&iacute;odos de abstin&ecirc;ncia, cada vez mais alargados. Outros objectivos ser&atilde;o a diminui&ccedil;&atilde;o dos consumos, altera&ccedil;&atilde;o da via de administra&ccedil;&atilde;o, a redu&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de risco, a melhoria da sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica e do funcionamento social, laboral e familiar, a redu&ccedil;&atilde;o da actividade criminal e a passagem da depend&ecirc;ncia a consumos ocasionais (Cruz, 2005; Rodrigues, 2006; Seabra, <i>et al.</i>, 2010).</p>

	    <p>Consideramos como relevante, o envelhecimento das popula&ccedil;&otilde;es utilizadoras de drogas e a aten&ccedil;&atilde;o que os t&eacute;cnicos de sa&uacute;de t&ecirc;m que desenvolver com os aspectos do "envelhecer a consumir drogas" ou a receber assist&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de especializados de tratamento. Requerem aten&ccedil;&atilde;o na generalidade dos servi&ccedil;os.</p>

	    <p>A dificuldade na transi&ccedil;&atilde;o da pessoa deve ser o foco de enfermagem (Conway &amp; Levy, <i>et al</i>., 2010). Acreditamos que os enfermeiros s&atilde;o t&eacute;cnicos de sa&uacute;de com especial capacidade para ajudar a pessoa toxicodependente nas suas necessidades, na melhoria da sua qualidade de vida e na gest&atilde;o da sua depend&ecirc;ncia (Seabra 2005, Sequeira &amp; Lopes, 2009, Lucas &amp; Grilo, 2009).</p>

	    <p>H&aacute; um longo caminho a percorrer quando pensamos nesta problem&aacute;tica e na necessidade de demonstrar que a integra&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros nas equipas &eacute; uma mais&#45;valia para os utentes. Ao pesquisar o "campo de actua&ccedil;&atilde;o" dos profissionais que trabalham em centros de ambulat&oacute;rio com pessoas adictas, evidencia&#45;se que os enfermeiros necessitam de ganhar mais espa&ccedil;o dentro das equipas, reconhecendo que a assist&ecirc;ncia cl&iacute;nica &eacute; minorit&aacute;ria no seu trabalho, atr&aacute;s de quest&otilde;es administrativas (Seabra, 2005; Her&eacute;dia &amp; Marziale, 2010).</p>

	    <p>O papel dos enfermeiros neste contexto &eacute; tamb&eacute;m garantir o direito aos cuidados, a justi&ccedil;a que visa ou n&atilde;o a descrimina&ccedil;&atilde;o das pessoas e a igualdade de oportunidades para efectivos ganhos em sa&uacute;de (Vieira, 2002).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face &agrave;s necessidades identificadas ou percepcionadas, consideramos estes determinantes (policonsumo, comorbilidades e envelhecimento) como os que mais influenciam as necessidades das pessoas, a frente de outros de base mais social, como o desemprego, a marginalidade, a rela&ccedil;&atilde;o familiar, a habita&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es afectivas. Estes s&atilde;o percepcionados como afectados por aqueles determinantes centrais.</p>

	    <p>Estes determinantes v&atilde;o influenciar claramente o estado funcional, o auto cuidado, a gest&atilde;o de sintomas, a dor e a seguran&ccedil;a, vari&aacute;veis fundamentais para a compreens&atilde;o das necessidades em sa&uacute;de.</p>

	    <p>Esta reflex&atilde;o e pesquisa revelou&#45;se pertinente pois poder&aacute; enquadrar a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, sinalizando os determinantes que melhor enquadram as problem&aacute;ticas das pessoas consumidoras de drogas.</p>

	    <p>O uso de m&uacute;ltiplos modelos de enfermagem podem ser aplicados &agrave;s necessidades, transcendendo os modelos cl&aacute;ssicos, baseados na satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades. Refere&#45; se a isto como uma "poliniza&ccedil;&atilde;o cruzada". Esta necessidade de cruzar formas de abordar parece revelar a evid&ecirc;ncia de que os enfermeiros percepcionam maioritariamente necessidades psicoemocionais e psicobiol&oacute;gicas e n&atilde;o percepcionam necessidades psicoespirituais.</p>

	    <p>Ao perspectivar a ac&ccedil;&atilde;o destes determinantes para a g&eacute;nese de algumas necessidades em sa&uacute;de, parece&#45;nos que em qualquer interven&ccedil;&atilde;o junto de pessoas com este dist&uacute;rbio, deve ser inclu&iacute;do a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, da normaliza&ccedil;&atilde;o da vida quotidiana, a opini&atilde;o dos utentes e outros factores subjectivos como indicadores de resultado. O efeito do policonsumo e das comorbilidades acentua&#45;se no envelhecimento a consumir subst&acirc;ncias pois &eacute; cada vez maior o isolamento social e familiar.</p>

	    <p>Encontramos poucos estudos que abordem as necessidades, baseados na avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica com os utentes. Na maioria dos estudos encontrados os autores analisam as necessidades das pessoas com base na percep&ccedil;&atilde;o dos investigadores, pela an&aacute;lise das pr&aacute;ticas, pelos diagn&oacute;sticos mais elaborados pelos enfermeiros ou baseada nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Poucos se referem as necessidades reais, auto expressas, percepcionadas e transmitidas pelas pr&oacute;prias pessoas, pela sua "voz".</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Ashton, M. (2004). Burgered: quality of life and addiction treatment. Acedido em 30.11.2010, S&iacute;tio <a href="http://www.fead.org.uk/docs/Burgered%20latest.pdf" target="_blank">http://www.fead.org.uk/docs/Burgered%20latest.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1647-2160201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Almeida, J. (1997). A avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades de cuidados em sa&uacute;de mental. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 15 (4), 41&#45;45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1647-2160201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Beynon, C.; McVeigh, J. &amp; Roe, B. (2007). Problematic drug use, ageing and older people: trends in the age of drug users in northwest England. Ageing and Society, 27, 799&#150;810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1647-2160201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Conway, K. e Levy, J. et al., (2010). Measuring addiction propensy and severity: the need for a new instrument. Drug and alcohol dependence.</p>

	    <!-- ref --><p>Cec&iacute;lio, L. (2001). As necessidades de sa&uacute;de como conceito estruturante na luta pela integralidade e equidade na aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Os sentidos da integralidade na aten&ccedil;&atilde;o e no cuidado &agrave; sa&uacute;de. Rio de Janeiro: Abrasco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Cook, L.; Epperson, L. et. al., (2005). Determinig the need for Gender&#45;Specific Chemical Dependence Treatment: Assessment of Treatment variables, The American Journal of Addiction, 14, 328&#45;338.</p>

	    <!-- ref --><p>Cruz, M. (2005). Antes intervir que desviar o olhar &#150; como a redu&ccedil;&atilde;o de riscos se fez incontorn&aacute;vel. Toxicodepend&ecirc;ncias, 11 (2), 65&#45;72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1647-2160201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Escudeiro, R.; Lamach&atilde;o, S. et al., (2006). Qualidade de vida e toxicodepend&ecirc;ncia. Toxicodepend&ecirc;ncias. 12 (3), 65&#45;78.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>European monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (2008). Acedido em 20 de Novembro de 2010. S&iacute;tio: <a href="http://www.emcdda.europa.eu/drug&#45;situation" target="_blank">http://www.emcdda.europa.eu/drug&#45;situation</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ford, R.; Bammer, G. et al., (2008) &#45; The determinants of nurses` therapeutic attitude to patients who use illicit drugs and implications for workforce development. Journal of clinical nursing, 17, 2452&#45;2462.</p>

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	    <!-- ref --><p>Horta, W (1979). Processo de Enfermagem. S&atilde;o Paulo, Pedag&oacute;gica. 99p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1647-2160201100010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>IDT (2008). Relat&oacute;rio Anual 2008 &#45; A Situa&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s em Mat&eacute;ria de Drogas e Toxicodepend&ecirc;ncias. Acedido 10.8.2010. Sitio: <a href="http://www.idt.pt/PT/Estatistica/Paginas/ReducaodaProcuraConsumos.aspx" target="_blank">http://www.idt.pt/PT/Estatistica/Paginas/ReducaodaProcuraConsumos.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201100010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Irvine, D. (2002). Development of the nursing role effectiveness model. Toronto. Acedido 7.4.2011. Sitio: <a href="https://stti.confex.com/stti/sos13/techprogram/paper_11238.htm" target="_blank">https://stti.confex.com/stti/sos13/techprogram/paper_11238.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201100010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Johnson, M.; Maas, M. &amp; Moorhead, S. (2004). Classifica&ccedil;&atilde;o dos resultados de Enfermagem (NOC) (2&ordf; ed), Porto Alegre: Artmed. 639p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201100010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Submetido para publica&ccedil;&atilde;o em: 21.02.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.04.2011</p>

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