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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intervenção com Mães de Crianças Hospitalizadas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de Santarém Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental Serviço de Hospital de Dia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to help implement interventions / emotional support to 47 mothers who accompanied their children hospitalized for a period of seventeen months (January 2009/ May 2010), at de Department of Pediatrics of the Santarem&#8217;s Hospital. Mothers were referred to the nursing staff after detection of changes in their emotional state, particularly at the level of anxiety, depression and stress. The emotional support provided to mothers, reinforced the adaptation of these strengthened in the process of illness and hospitalization of her son. The interventions were developed in order to provide support, care, understanding, support, clarification of feelings and listen with their mothers. The development of this intervention led to a reflection on aspects that make the presence of parents clearly essential in what is now the care of hospitalized children and the need to care for families, especially at the level of emotional support.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mães de Crianças Hospitalizadas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Relação de Ajuda]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Enfermagem de Ligação]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mothers of hospitalized children]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Nursing Liaison]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Interven&ccedil;&atilde;o com M&atilde;es de Crian&ccedil;as Hospitalizadas</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Carla Ferreira*</b></p>

	    <p>*Enfermeira Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Servi&ccedil;o de Hospital de Dia do Departamento de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental do Hospital de Santar&eacute;m, <a href="mailto:carla.esmp@gmail.com">carla.esmp@gmail.com</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>O presente trabalho teve como objectivo implementar interven&ccedil;&otilde;es de ajuda/apoio emocional a 47 m&atilde;es que acompanhavam os seus filhos hospitalizados, durante um per&iacute;odo de dezassete meses (Janeiro 2009/Maio 2010).</p>

	    <p>As m&atilde;es foram referenciadas pela equipa de Enfermagem do Servi&ccedil;o de Pediatria, ap&oacute;s detec&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es do seu estado emocional, nomeadamente a n&iacute;vel da ansiedade, depress&atilde;o e stresse. O apoio emocional prestado &agrave;s m&atilde;es, refor&ccedil;ou a adapta&ccedil;&atilde;o destas no processo de doen&ccedil;a e hospitaliza&ccedil;&atilde;o do seu filho. As interven&ccedil;&otilde;es desenvolvidas foram no sentido de fornecer apoio, aten&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o, suporte, clarifica&ccedil;&atilde;o dos sentimentos e escuta com as m&atilde;es.</p>

	    <p>O desenvolvimento desta interven&ccedil;&atilde;o permitiu construir uma reflex&atilde;o sobre aspectos que tornam a presen&ccedil;a dos pais inequivocamente essencial no que &eacute; hoje a assist&ecirc;ncia &agrave; crian&ccedil;a hospitalizada e da necessidade de cuidados &agrave;s fam&iacute;lias, nomeadamente a n&iacute;vel do apoio emocional.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;Chave:</b> M&atilde;es de Crian&ccedil;as Hospitalizadas; Rela&ccedil;&atilde;o de Ajuda; Enfermagem de Liga&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>This study aimed to help implement interventions / emotional support to 47 mothers who accompanied their children hospitalized for a period of seventeen months (January 2009/ May 2010), at de Department of Pediatrics of the Santarem&rsquo;s Hospital.</p>

	    <p>Mothers were referred to the nursing staff after detection of changes in their emotional state, particularly at the level of anxiety, depression and stress. The emotional support provided to mothers, reinforced the adaptation of these strengthened in the process of illness and hospitalization of her son. The interventions were developed in order to provide support, care, understanding, support, clarification of feelings and listen with their mothers.</p>

	    <p>The development of this intervention led to a reflection on aspects that make the presence of parents clearly essential in what is now the care of hospitalized children and the need to care for families, especially at the level of emotional support.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Mothers of hospitalized children; Helping Relationship; Nursing Liaison.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A hospitaliza&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a transporta consigo grandes mudan&ccedil;as na vida quer da crian&ccedil;a, quer dos pais. A minimiza&ccedil;&atilde;o desta mudan&ccedil;a ou transi&ccedil;&atilde;o situacional no ciclo vital passa pela presen&ccedil;a cont&iacute;nua dos pais durante as 24 horas do dia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&atilde;o indiscut&iacute;veis as vantagens da perman&ecirc;ncia dos pais durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, quer para esta quer para aqueles. As mudan&ccedil;as verificadas implicam adapta&ccedil;&otilde;es dos pais a uma nova realidade que s&oacute; ser&aacute; ajustada de forma equilibrada se o hospital oferecer condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e humanas para isso. Estas condi&ccedil;&otilde;es passam por um acolhimento capaz de dar respostas &agrave;s suas necessidades perspectivando uma continuidade do papel parental.</p>

	    <p>O modo como a fam&iacute;lia se adapta &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de ter uma crian&ccedil;a doente e hospitalizada, depende dos seus pr&oacute;prios recursos intr&iacute;nsecos, bem como de suportes familiares e sociais dispon&iacute;veis. A aten&ccedil;&atilde;o passa por conhecer os seus medos, dificuldades, sentimentos e necessidades, respeitando o conhecimento parental da crian&ccedil;a e o seu direito a participar na tomada de decis&otilde;es e no processo de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>

	    <p>Encontramos como respostas comuns dos pais da crian&ccedil;a hospitalizada, a nega&ccedil;&atilde;o (habitualmente reac&ccedil;&otilde;es iniciais), sentimentos de culpa, medo e ansiedade (relacionados com a gravidade da doen&ccedil;a e tipo de procedimentos/ tratamentos necess&aacute;rios e consequente trauma e dor que passam provocar na crian&ccedil;a), depress&atilde;o (que pode surgir ap&oacute;s a crise aguda e recupera&ccedil;&atilde;o total, sendo muitas vezes acompanhada de exaust&atilde;o f&iacute;sica e mental), impot&ecirc;ncia, revolta, e intensifica&ccedil;&atilde;o de problemas preexistentes (Bicho &amp; Pires, 2002 ao citar C&aacute;rter), tudo isto associado a n&iacute;veis elevados de stress. Estas reac&ccedil;&otilde;es ocorrem porque, segundo Schmitz (<i>in</i> Bicho &amp; Pires, 2002), s&atilde;o muitos os problemas que os pais enfrentam perante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o de um filho: medo da doen&ccedil;a e do desconhecido; ambival&ecirc;ncia para com o filho; aus&ecirc;ncia de controlo em rela&ccedil;&atilde;o ao meio hospitalar (pessoas, rotinas e equipamentos); mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos de vida e no atendimento das necessidades do filho doente e dos outros filhos; inseguran&ccedil;a quanto aos tratamentos e seus resultados; problemas financeiros, de emprego e outros de natureza social e por &uacute;ltimo padr&otilde;es comportamentais solicitados, diferentes dos habituais.</p>

	    <p>Reis &amp; Santos (1996), consideram que os cuidados centrados na fam&iacute;lia, prestados em parceria com esta, s&atilde;o a filosofia da enfermagem, sendo o Enfermeiro Especialista de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria o mais apto para tal. As cren&ccedil;as e valores que sustentam essa filosofia incluem o reconhecimento de que os pais s&atilde;o os melhores prestadores de cuidados &agrave; crian&ccedil;a. Para que os pais sejam um elemento efectivo da equipa assistencial, necessitam ser ajudados desde o primeiro momento na realiza&ccedil;&atilde;o do seu papel dentro da mesma (Jorge, 2004).</p>

	    <p>Os defensores da humaniza&ccedil;&atilde;o do atendimento (Moleiro, 1991; Reis &amp; Santos, 1996; Marinheiro, 2002) na sa&uacute;de/ doen&ccedil;a, preconizam a presen&ccedil;a do Enfermeiro de Liga&ccedil;&atilde;o <i>"todos os escritos de autores interessados (...) acentuam o papel da enfermeira (...) como algu&eacute;m que ajude e trate a fam&iacute;lia e a pessoa toda de cada um"</i> (Gomes, 1999: 153). A presen&ccedil;a do enfermeiro de liga&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de mental e psiquiatria &eacute; incontestavelmente uma mais&#45;valia para a equipa multidisciplinar, quer em termos directos destes profissionais na sua pr&aacute;tica dos cuidados, quer na colabora&ccedil;&atilde;o que &eacute; prestada &agrave; equipa na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados (Mota, 2000).</p>

	    <p>Neste sentido, efectuaram&#45;se interven&ccedil;&otilde;es de ajuda &agrave;s m&atilde;es durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, tendo como finalidade o apoio emocional. Estas tiveram um car&aacute;cter individual, assentes na cria&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e emp&aacute;tica, onde se pretendeu identificar e dissecar o problema precipitador da crise, identificar e implementar recursos emocionais, familiares, entre outros, que melhorassem o funcionamento emocional face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Este tipo de interven&ccedil;&atilde;o, pretende contribuir para uma melhoria da qualidade dos cuidados em enfermagem, tendo como parceiros efectivos na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados os pais/conviventes significativos e refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia do Enfermeiro de Liga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental no Servi&ccedil;o de Pediatria.</p>

	    <p>S&atilde;o objectivos deste trabalho:</p>

	    <p>&#45; Avaliar as respostas humanas das m&atilde;es face &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (ansiedade, depress&atilde;o e stresse);</p>

	    <p>&#45; Identificar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas das m&atilde;es e as respostas humanas face &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#45; Identificar a rela&ccedil;&atilde;o que existe entre as caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as e as respostas humanas das m&atilde;es;</p>

	    <p>&#45; Identificar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre as caracter&iacute;sticas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e as respostas humanas das m&atilde;es.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>Participaram neste estudo 47 m&atilde;es que acompanharam os filhos hospitalizados. A m&eacute;dia de idade das m&atilde;es &eacute; de 33,17 anos (DP= 6,66), variando entre os 16 anos e os 50 anos.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>Para dar cumprimento aos objectivos do trabalho, foi seleccionado o seguinte instrumento de colheita de dados:</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#45; Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra em estudo que incluiu dados relativos aos pais e crian&ccedil;as: idade dos pais e crian&ccedil;as, condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas (estado civil, sexo, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, idade, situa&ccedil;&atilde;o laboral), e familiares (numero de irm&atilde;os). Incluiu ainda o conhecimento das caracter&iacute;sticas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o (hospitaliza&ccedil;&otilde;es anteriores, inicio da doen&ccedil;a e parentesco de quem acompanha a crian&ccedil;a).</p>

	    <p>&#45; Como instrumento de medida para o estudo foi utilizado a <i>Escala de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS)</i> (Lovibond &amp; Lovibond, 1995) &#150; Vers&atilde;o Portuguesa de Pais&#45;Ribeiro, Honrado e Leal (2004). Trata&#45;se de uma escala constitu&iacute;da por 21 itens, estando organizada em tr&ecirc;s sub&#45;escalas: <i>Depress&atilde;o, Ansiedade e Stress</i>, cada uma das quais constitu&iacute;da por sete itens. A pontua&ccedil;&atilde;o total da escala &eacute; fornecida atrav&eacute;s dos resultados de 3 sub&#45;escalas, variando de 0 (m&iacute;nimo) a 21 (m&aacute;ximo), no qual resultados mais elevados significam maiores n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Procedimento</b></p>

	    <p>A recolha de dados foi realizada entre Janeiro de 2009 e Maio de 2010, no Hospital de Santar&eacute;m, nomeadamente, no Servi&ccedil;o de internamento de Pediatria. O question&aacute;rio foi preenchido pelas m&atilde;es que acompanhavam o filho(a) internado. Foi explicado a finalidade e os objectivos principais do estudo a cada participante, e, obtido o seu consentimento informado.</p>

	    <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram os seguintes:</p>

	    <p>&#45; Pais que estivessem a acompanhar o filho durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o;</p>

	    <p>&#45; Pais de crian&ccedil;as com idades compreendidas entre 1 m&ecirc;s de idade e os catorze (14) anos;</p>

	    <p>&#45; Pais referenciados pela equipa de Enfermagem do Servi&ccedil;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lise dos Resultados</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caracter&iacute;sticas das M&atilde;es</b></p>

	    <p>Relativamente &agrave; vari&aacute;vel parentesco de quem acompanha a crian&ccedil;a, inclu&iacute;da no instrumento de colheita de dados, n&atilde;o &eacute; efectuada qualquer refer&ecirc;ncia a valores absolutos atendendo a que, durante o per&iacute;odo de colheita de dados, somente as m&atilde;es/mulheres acompanharam as crian&ccedil;as hospitalizadas. Apesar de a legisla&ccedil;&atilde;o prever a perman&ecirc;ncia de acompanhante da crian&ccedil;a, independentemente do sexo, no per&iacute;odo de recolha de dados estiveram presentes somente as m&atilde;es o que n&atilde;o significa que estas crian&ccedil;as, ao longo da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o usufru&iacute;ssem tamb&eacute;m da presen&ccedil;a do pai ou outros elementos significativos. A maior representatividade de indiv&iacute;duos do sexo feminino no acompanhamento dos filhos hospitalizados, tamb&eacute;m foi confirmada no estudo de Jorge (2004). A autora afirma que culturalmente, continua, ainda, a ser atribu&iacute;do um maior peso de responsabilidade &agrave; mulher, relativamente ao acompanhamento da crian&ccedil;a nos momentos em que esta necessita de mais cuidados particularmente nos per&iacute;odos de doen&ccedil;a. Um outro estudo realizado por Pedro (2009), faz refer&ecirc;ncia como sendo a mulher em 70% dos casos que assume a fun&ccedil;&atilde;o de cuidados ao membro doente, no papel da m&atilde;e, fruto de influ&ecirc;ncias culturais.</p>

	    <p>Constatou&#45;se que 11 m&atilde;es t&ecirc;m o 3&ordm; Ciclo do ensino b&aacute;sico (23,4%) e 10 m&atilde;es conclu&iacute;ram o ensino superior (21,3%). Com o 1&ordm; Ciclo e 2&ordm; ciclo, temos em igual n&uacute;mero, 9 m&atilde;es (19,1%), e 8 m&atilde;es com o secund&aacute;rio (17%).</p>

	    <p>No que diz respeito ao estado civil, 40 s&atilde;o casadas ou vivem em uni&atilde;o de facto (85,1%), seis s&atilde;o divorciadas (12,8%) e 1 &eacute; vi&uacute;va (2,1%).</p>

	    <p>Relativamente &agrave; resid&ecirc;ncia, 27 m&atilde;es (57,4%) vivem em meio rural, as restantes, que corresponde a 20 m&atilde;es (42,6%) vivem em meio urbano.</p>

	    <p>Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o profissional, sobressai que, no momento da recolha dos dados, 27 m&atilde;es (57,4%) encontravam&#45;se empregadas, estando as restantes desempregadas, 20 m&atilde;es (42,6%).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caracter&iacute;sticas das Crian&ccedil;as</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave; idade das crian&ccedil;as hospitalizadas, a m&eacute;dia de idades &eacute; de 3,13 anos (DP= 1,895), variando entre 1 m&ecirc;s de vida e os 14 anos.</p>

	    <p>Relativamente ao n&uacute;mero de irm&atilde;os, este varia entre nenhum e tr&ecirc;s, verificando&#45;se que 20 das crian&ccedil;as s&atilde;o filhos &uacute;nicos (42,6%), n&uacute;mero que se repete para as crian&ccedil;as que tem pelo menos um irm&atilde;o. Neste estudo &eacute; pouco representativo o n&uacute;mero mais elevado de irm&atilde;os.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caracter&iacute;sticas da Hospitaliza&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>Passando agora aos dados espec&iacute;ficos da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, verifica&#45;se que a maioria das crian&ccedil;as n&atilde;o tinha tido hospitaliza&ccedil;&otilde;es anteriores (85,1%) o que est&aacute; associado ao tipo de patologia e in&iacute;cio da doen&ccedil;a, sendo de aparecimento s&uacute;bito em 83,0% dos casos.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Escalas de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS)</b></p>

	    <p>Analisando o quadro n&ordm; 1, que reporta para a an&aacute;lise descritiva da nossa amostra, verificamos estar perante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, uma vez que os valores de Skewness (assimetria) e Kurtosis (achatamento) encontram&#45;se dentro do intervalo &#93; &#45;1,1 &#91;. Consequentemente, foram utilizados testes param&eacute;tricos para efectuar as an&aacute;lises estat&iacute;sticas consideradas como pertinentes para a compreens&atilde;o da problem&aacute;tica em causa.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 1 &#150; An&aacute;lise das vari&aacute;veis EADS&#45;21</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>A resposta mais representativa das m&atilde;es face &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, foi o stresse (M= 10,30; DP= 4,288), seguindo&#45;se a ansiedade (M= 8,38; DP= 5,156) e por &uacute;ltimo a depress&atilde;o (M= 8,11; DP= 5,503).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o da Idade das M&atilde;es com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Categorizando a vari&aacute;vel independente idade da m&atilde;e aplicou&#45;se o One Way Anova para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias nas vari&aacute;veis dependentes: ansiedade, depress&atilde;o e stress. As m&atilde;es com idades compreendidas entre os 26 e 36 anos, obt&eacute;m m&eacute;dias mais altas para o stresse (M = 10,97, com DP= 3,980) e ansiedade (M= 9,17; DP= 5,176), com excep&ccedil;&atilde;o para os sintomas de depress&atilde;o, que apresenta uma m&eacute;dia mais elevada na faixa et&aacute;ria superior, dos 36 aos 46 anos (M = 9,88, com DP= 5,793) (Quadro 2).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 2 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis por grupos de idade das m&atilde;es</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q2.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rela&ccedil;&atilde;o da Escolaridade das M&atilde;es com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Correlacionando a vari&aacute;vel da escolaridade da m&atilde;e, com as nossas vari&aacute;veis dependentes (ansiedade, depress&atilde;o e stresse), verificou&#45;se, em todas elas, uma m&eacute;dia mais elevada nas m&atilde;es que conclu&iacute;ram o 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (stresse M= 11,91; ansiedade M= 9,70; depress&atilde;o M= 9,45, quadro 3).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 3 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis pelas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das m&atilde;es</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Estes resultados foram obtidos a partir do teste One Way Anova, n&atilde;o se encontrando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o do Estado Civil das M&atilde;es com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Da an&aacute;lise do quadro n&ordm; 4, observa&#45;se que o stresse continua a ser a dimens&atilde;o percepcionada como sendo a mais afectada, com uma m&eacute;dia mais elevada para o estado civil de viuvez (M=12,00). As m&atilde;es casadas s&atilde;o as que apresentam valores mais elevados de ansiedade (M= 8,67, com DP= 5,259). Isto poder&aacute; indicar que os n&iacute;veis de comprometimento, responsabilidade, aliados &agrave; press&atilde;o social, podem influenciar positivamente a ansiedade das m&atilde;es. Por sua vez, o estado civil, divorciada tem uma correla&ccedil;&atilde;o mais elevada na depress&atilde;o (M= 10,00, com DP= 5,431). Estes resultados foram obtidos a partir do teste One Way Anova, n&atilde;o se encontrando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 4 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis pelo estado civil das m&atilde;es</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q4.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o da Resid&ecirc;ncia das M&atilde;es com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Para an&aacute;lise dos resultados relativos &agrave;s vari&aacute;veis ansiedade, depress&atilde;o e stresse com a resid&ecirc;ncia das m&atilde;es, realizou&#45;se o T&#45;test de Student, onde mais uma vez n&atilde;o existe diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as vari&aacute;veis dependentes e a resid&ecirc;ncia das m&atilde;es. Verificou&#45;se uma m&eacute;dia de stresse mais elevado nas m&atilde;es que vivem em meio urbano (M&eacute;dia=11,05, com DP= 4,488) comparativamente &agrave;s que vivem em meio rural (M&eacute;dia=9,74, com DP= 4,166), ao contr&aacute;rio da ansiedade (M&eacute;dia=8,67, com DP= 5,088) e depress&atilde;o (M&eacute;dia=8,19, com DP= 6,020) com m&eacute;dias superiores para as m&atilde;es que vivem em meio rural (quadro 5).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 5 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis pela resid&ecirc;ncia das m&atilde;es</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q5.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rela&ccedil;&atilde;o da Situa&ccedil;&atilde;o Profissional das M&atilde;es com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Correlacionando as vari&aacute;veis dependentes com a situa&ccedil;&atilde;o profissional da m&atilde;e, constata&#45;se pela an&aacute;lise do quadro 6, que as m&atilde;es desempregadas, relativamente &agrave;s m&atilde;es empregadas s&atilde;o as que apresentam pontua&ccedil;&otilde;es mais satisfat&oacute;rias nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es da EADS&#45;21 (apesar das diferen&ccedil;as n&atilde;o serem estatisticamente significativas, com a aplica&ccedil;&atilde;o do T&#45;test). O stresse foi o sintoma mais representativo, com uma m&eacute;dia de 10,50, a ansiedade 8,89 e a depress&atilde;o 8,85.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 6 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis pela situa&ccedil;&atilde;o profissional das m&atilde;es</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q6.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o da Idade das Crian&ccedil;as com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Um outro dado interessante refere&#45;se &agrave; idade das crian&ccedil;as hospitalizadas. Nesta vari&aacute;vel, o grupo de crian&ccedil;as com mais de 12 anos (apesar de as diferen&ccedil;as n&atilde;o serem significativas com realiza&ccedil;&atilde;o teste One Way Anova), &eacute; aquele que apresenta pontua&ccedil;&otilde;es mais satisfat&oacute;rias nas dimens&otilde;es ansiedade (M= 10,29; DP= 5,908) e depress&atilde;o (M= 10,38; DP= 6,423) da EADS&#45;21. A dimens&atilde;o stresse tem uma m&eacute;dia mais elevada de 11,43 para as m&atilde;es de crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria dos 9&#45;12 anos (quadro 7).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 7 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis por grupos de idade das crian&ccedil;as</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q7.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o do N&uacute;mero de Irm&atilde;os da Crian&ccedil;a com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Compararam&#45;se os valores de depress&atilde;o, ansiedade e stresse com o n&uacute;mero de irm&atilde;os das crian&ccedil;as hospitalizadas, pela an&aacute;lise do quadro 8 verificou&#45;se que a dimens&atilde;o stresse tem uma m&eacute;dia mais elevada, de 12,50 nas m&atilde;es em que as crian&ccedil;as t&ecirc;m mais 2 irm&atilde;os. A dimens&atilde;o depress&atilde;o apresenta uma m&eacute;dia de 8,37 nas m&atilde;es em que as crian&ccedil;as t&ecirc;m apenas 1 irm&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 8 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis por n&uacute;mero de irm&atilde;os das crian&ccedil;as</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q8.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Na ansiedade, ao contr&aacute;rio das outras dimens&otilde;es, temos uma m&eacute;dia mais elevada (M=9,44; DP= 4,938) nas m&atilde;es de filho &uacute;nico, ou seja o filho que est&aacute; hospitalizado.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rela&ccedil;&atilde;o do Inicio da Doen&ccedil;a com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>O quadro 9 representa a compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias das vari&aacute;veis dependentes com a forma como a doen&ccedil;a se manifestou nas crian&ccedil;as, aplicou&#45;se o T&#45;test de Student onde mais uma vez n&atilde;o se verificou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Constatou&#45;se que a dimens&atilde;o stresse e a depress&atilde;o t&ecirc;m uma m&eacute;dia mais elevada nas manifesta&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a de in&iacute;cio insidioso (stresse M= 12,50; DP= 5,767 e depress&atilde;o M= 9,29; DP= 7,017) ao passo que a ansiedade tem valores mais elevados na doen&ccedil;a de in&iacute;cio s&uacute;bito (M= 8,41; DP= 4,924).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 9 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis por in&iacute;cio da doen&ccedil;a da crian&ccedil;a</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q9.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o de Hospitaliza&ccedil;&otilde;es Anteriores da Crian&ccedil;a com as Vari&aacute;veis Dependentes</b></p>

	    <p>Um outro dado analisado refere&#45;se &agrave; experi&ecirc;ncia das m&atilde;es face a hospitaliza&ccedil;&otilde;es anteriores do filho doente. Nesta vari&aacute;vel, o grupo que referiu ter tido experiencias com hospitaliza&ccedil;&otilde;es anteriores do filho doente (apesar de as diferen&ccedil;as n&atilde;o serem significativas com realiza&ccedil;&atilde;o T&#45;test de Student), &eacute; aquele que apresenta pontua&ccedil;&otilde;es mais satisfat&oacute;rias nas dimens&otilde;es stresse e depress&atilde;o da EADS&#45;21 (stresse M= 10,71 e DP= 4,889 e depress&atilde;o M= 9,29 e DP= 6,525). Na ansiedade o mesmo n&atilde;o sucedeu, as m&atilde;es sem experi&ecirc;ncia de hospitaliza&ccedil;&otilde;es do filho apresentaram pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas, com uma m&eacute;dia de 8,66 (quadro 10).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Quadro n&ordm; 10 &#150; An&aacute;lise comparativa das vari&aacute;veis por hospitaliza&ccedil;&otilde;es anteriores da crian&ccedil;a</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/n5/n5a07q10.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>

	    <p>Os dados obtidos indicam que, tal como a literatura sugere, a hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a desencadeia sentimentos de inseguran&ccedil;a, medo, depress&atilde;o, stresse e ansiedade, provocando uma crise emocional na fam&iacute;lia, sendo consideradas reac&ccedil;&otilde;es normais e adaptativas (Ferreira, 2010; Jorge, 2004; Pedro, 2009).</p>

	    <p>As mulheres casadas apresentam uma maior incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as mentais (ansiedade, depress&atilde;o e stresse), do que as solteiras, exceptuando&#45;se as mulheres separadas ou divorciadas (Silva,1999). Estes dados est&atilde;o de acordo com o estudo, as m&atilde;es casadas foram as que apresentaram uma m&eacute;dia mais elevada de ansiedade, as m&atilde;es divorciadas apresentaram uma m&eacute;dia maior na depress&atilde;o e o stresse esteve mais presente nas m&atilde;es vi&uacute;vas.</p>

	    <p>De acordo com os resultados verificou&#45;se que ser m&atilde;e mais velha est&aacute; associado ao facto de apresentar mais sintomas depressivos (Bai&atilde;o, 2009).</p>

	    <p>As m&atilde;es com menos escolaridade apresentam ainda, &iacute;ndices de ansiedade, depress&atilde;o e stresse. No entanto estes dados vem confirmar os resultados de outros estudos, onde relacionam as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e respostas humanas (ansiedade, stresse e depress&atilde;o), concluindo&#45;se que as &uacute;ltimas assumem&#45;se de forma mais expressiva em elementos da amostra que possuem habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias iguais ou inferiores ao 9&ordm; ano de escolaridade (Silva, 1999). Numa tentativa de explica&ccedil;&atilde;o deste facto, Vaz Serra (2002) refere que o grau de instru&ccedil;&atilde;o determina comummente a forma como a pessoa se descreve. Se o grau de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; elevado as queixas tendem a ser &laquo;intelectualizadas&raquo;, enquanto os grupos iletrados incidem a sua aten&ccedil;&atilde;o nas perturba&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas.</p>

	    <p>Viver em meio rural, fora da abrang&ecirc;ncia do hospital provoca nas m&atilde;es &iacute;ndices de ansiedade e de depress&atilde;o mais elevados. O facto de as m&atilde;es n&atilde;o residirem na zona de abrang&ecirc;ncia do hospital influencia positivamente o seu estado emocional (Jorge, 2004).</p>

	    <p>A profiss&atilde;o parece ser protectora para as manifesta&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas, estatutos s&oacute;cioecon&oacute;micos mais desfavorecidos resultam em n&iacute;veis mais elevados de stresse, ansiedade e depress&atilde;o (Bai&atilde;o, 2009). Estes dados refor&ccedil;am os resultados do estudo, em que as m&atilde;es desempregadas, com estatutos socioecon&oacute;micos mais desfavorecidos, foram as que apresentaram maiores n&iacute;veis de stresse, ansiedade e depress&atilde;o.</p>

	    <p>Verificou&#45;se, contrariamente ao esperado, que as m&atilde;es de crian&ccedil;as mais velhas s&atilde;o as que apresentam maiores &iacute;ndices de ansiedade, depress&atilde;o e stresse. O mesmo sucedeu num estudo realizado por Bai&atilde;o, 2009, em que as m&atilde;es de crian&ccedil;as mais velhas revelaram, n&iacute;veis de stresse mais elevados em compara&ccedil;&atilde;o com as m&atilde;es de beb&eacute;s. Tendo em conta a literatura, os resultados obtidos poder&atilde;o estar relacionados com o estado cl&iacute;nico favor&aacute;vel dos beb&eacute;s&#45;alvo.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de ter mais filhos associa&#45;se a um maior n&uacute;mero de acontecimentos stressantes, os resultados est&atilde;o de acordo com os estudos (Bai&atilde;o, 2009; Jorge, 2004), em que ter mais filhos associa&#45;se a um maior n&uacute;mero de acontecimentos stressantes. A hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a traz dificuldades essencialmente a n&iacute;vel familiar e, mais relacionadas com o filho doente e os outros filhos, imaginando como suporte a fam&iacute;lia nuclear e de origem (Jorge, 2004). Foi poss&iacute;vel verificar neste estudo que as grandes fontes de stresse na fam&iacute;lia foram os filhos doentes, o hospitalizado e os outros.</p>

	    <p>As crian&ccedil;as hospitalizadas por doen&ccedil;a de in&iacute;cio s&uacute;bito provocaram nas m&atilde;es n&iacute;veis mais elevados de ansiedade, contrariamente &agrave; depress&atilde;o e stresse que se relacionam com doen&ccedil;as de in&iacute;cio insidioso. Nas doen&ccedil;as de in&iacute;cio s&uacute;bito, as mudan&ccedil;as comportamentais e afectivas requerem dos pais e fam&iacute;lia uma r&aacute;pida mobiliza&ccedil;&atilde;o das suas compet&ecirc;ncias para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de crise, enquanto nas doen&ccedil;as de aparecimento prolongado existe um per&iacute;odo de maior adapta&ccedil;&atilde;o (Jorge, 2004). Estes dados v&ecirc;m confirmar os resultados de um estudo realizado por Pereira e Lopes (2005), em que os autores referem que ap&oacute;s o primeiro impacto do diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a, os pais passam por uma fase tipicamente caracterizada por um per&iacute;odo de ansiedade, raiva, protesto, associado com sentimentos de culpabiliza&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A fase de in&iacute;cio insidioso, corresponde neste estudo &agrave;s doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, nesta fase ocorre o reconhecimento de que a condi&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a cr&oacute;nica existe. Nesta fase podem surgir sentimentos de depress&atilde;o, desespero e isolamento, no qual prevalece e encontra&#45;se exacerbado um sentimento de vulnerabilidade e solid&atilde;o associado a um sentido marcado de perda (Pereira &amp; Lopes, 2005). Nesta fase de doen&ccedil;a foram manifestados sentimentos de stresse por parte das m&atilde;es, pressup&otilde;e&#45;se que esteja relacionado com o facto de uma nova confronta&ccedil;&atilde;o com o processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o. A experi&ecirc;ncia da fam&iacute;lia de doen&ccedil;a e/ou hospitaliza&ccedil;&atilde;o, pode conduzir a situa&ccedil;&atilde;o de crise ou numa situa&ccedil;&atilde;o de crescimento ou matura&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia (Pedro, 2009).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>A hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a &eacute; um importante acontecimento na vida familiar podendo apresentar&#45;se como uma emerg&ecirc;ncia, atendendo a que a fam&iacute;lia necessita de ajuda externa para se proteger de uma mudan&ccedil;a n&atilde;o desejada. Pode ser o ponto de partida para a crise, quando o aux&iacute;lio externo n&atilde;o &eacute; suficiente para evitar a necessidade de uma mudan&ccedil;a qualitativa.</p>

	    <p>O modo como a fam&iacute;lia se adapta &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de ter uma crian&ccedil;a doente e hospitalizada, depende dos seus pr&oacute;prios recursos intr&iacute;nsecos, bem como de suportes familiares e sociais dispon&iacute;veis. A aten&ccedil;&atilde;o passa por conhecer os seus medos, dificuldades, sentimentos e necessidades, respeitando o conhecimento parental da crian&ccedil;a e o seu</p>

	    <p>direito a participar na tomada de decis&otilde;es e no processo de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>

	    <p>As respostas dos pais &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o dependem da gravidade e emin&ecirc;ncia de amea&ccedil;a ao filho doente, capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos familiares, experi&ecirc;ncias anteriores, cren&ccedil;as e valores e outros. A culpa &eacute; uma resposta quase universal para os pais (Jorge, 2004).</p>

	    <p>Os cuidadas de enfermagem devem dar resposta as necessidades cognitivas, emocionais, comportamentais dos pais. Para estes, &eacute; importante: ver que os filhos est&atilde;o a receber os cuidados f&iacute;sicos competentes, compreender a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, sentir que s&atilde;o importantes para os seus filhos e capazes e que tenham oportunidade de discutir os sentimentos sobre a hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O papel do enfermeiro na ajuda aos pais passa pelo reconhecimento e a descoberta dos seus potenciais recursos, de acordo com a sua pr&oacute;pria personalidade, para a resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas. A ajuda s&oacute; ser&aacute; eficaz quando o enfermeiro interiorizar que s&oacute; o ajudado possui os recursos base para resolver o seu problema; este, apenas deve orientar e assistir e nunca decidir ou substituir no processo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Assim, a ajuda faz com que haja no outro crescimento, desenvolvimento, maturidade, um melhor funcionamento e uma maior capacidade para enfrentar a vida (Chalifour, 1993; Lazure, 1994). Com a no&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o subentende&#45;se a presen&ccedil;a de elos de contactos, de uma forma de coexist&ecirc;ncia.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Bai&atilde;o, Rute (2009). Stress Parental e Prematuridade &#91;Texto policopiado&#93;. Lisboa: Universidade de Lisboa: Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias de Educa&ccedil;&atilde;o. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1647-2160201100010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bicho, D; Pires, A. (2002) Comportamento de m&atilde;es de crian&ccedil;as hospitalizadas devido a queimaduras. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 1 (XX): 115&#45;129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1647-2160201100010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Chalifour, J. (1993). La relation d&rsquo;aide eu soins infirmiers: une perspective holistique&#45;humaniste. Montreal: G&acirc;etan Morin Editeur It&eacute;e.</p>

	    <!-- ref --><p>Ferreira, P. &#91;et al&#93;. (2010). Valida&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da precis&atilde;o da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do Needs of Parents Questionnaire. Jornal de Pediatria. Vol. 86, No 3, p. 221&#45;227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1647-2160201100010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gomes, P. (1999). A crian&ccedil;a e a Nova Pediatria. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1647-2160201100010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Jorge, A. (2004). Fam&iacute;lia e Hospitaliza&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a &#45; (Re) Pensar o Cuidado em Enfermagem. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1647-2160201100010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Lazure, H. (1994). Viver a rela&ccedil;&atilde;o de ajuda: abordagem te&oacute;rica e pr&aacute;tica de um crit&eacute;rio de compet&ecirc;ncia de enfermagem. Lisboa: Lusodidacta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1647-2160201100010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Marinheiro, P. (2002). Enfermagem de Liga&ccedil;&atilde;o. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1647-2160201100010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Moleiro, A. et al (1991). Humanizar o atendimento &agrave; crian&ccedil;a. Lisboa. Sec&ccedil;&atilde;o de Pediatria Social da Sociedade Portuguesa de Pediatria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1647-2160201100010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mota, A. (2000). Psiquiatria de Liga&ccedil;&atilde;o. Medicina Interna Vol. 7, N. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1647-2160201100010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pedro, J. (2009). Parceiros no Cuidar: A perspectiva do Enfermeiro no cuidar com a fam&iacute;lia, a crian&ccedil;a com doen&ccedil;a cr&oacute;nica &#91;texto policopiado&#93;. Porto: Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas de Abel Salazar. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1647-2160201100010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pereira, M. &amp; Lopes, C. (2005). O doente oncol&oacute;gico e a sua fam&iacute;lia: Manuais Universit&aacute;rios. 2&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1647-2160201100010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Reis, G. &amp; Santos, M. (1996). A import&acirc;ncia da presen&ccedil;a dos pais na unidade de cuidados intensivos do hospital pedi&aacute;trico de Coimbra. Sinais vitais, 8: 25&#45;28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1647-2160201100010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A. (2002). O stress na vida de todos os dias. Coimbra: Gr&aacute;fica de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1647-2160201100010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Submetido para publica&ccedil;&atilde;o em: 08.03.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 27.05.2011</p>
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