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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Treino de competências sociais - uma estratégia em saúde mental: conceptualização e modelos teóricos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents a literature review on the subject Social Skills Training and aims: i) describe basic concepts, including assertiveness, social skills and social competence; ii) present some of the theoretical models that support the training of social skills; iii) contribute to support assistance from specialist nurses in mental health and psychiatry and iv) encourage reflection on the need for further studies in the development of social skills/mental health promotion. In an attempt to aggregate what is known about this subject in a clear and objective way, highlight some concepts related to the subject as assertiveness, social skills and social competence. We compared the perspectives of different authors and presented some of the theoretical models that support the training social skills, in particular the social Model of Perception of Argyle, the model of operant conditioning of Skinner&#8217;s Model and the Model of Assertiveness Bandura&#8217;s social Learning. With regard to assertiveness, we describe the various communication styles (assertive, aggressive, passive and manipulative) based on observable behavior (verbal, nonverbal and verbal), thought patterns, feelings and emotions and the consequences for each of the communication styles. Expose a brief reflective analysis on the theoretical contributions to the production of scientific knowledge in mental health nursing.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[enfermagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[competências sociais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Treino de compet&ecirc;ncias sociais &#150; uma estrat&eacute;gia em sa&uacute;de mental: conceptualiza&ccedil;&atilde;o e modelos te&oacute;ricos</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>C&acirc;ndida Loureiro</b>*</p>

	    <p>*Professora Adjunta, Mestre em Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental, Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem 
	de Coimbra, <a href="mailto:candida@esenfc.pt">candida@esenfc.pt</a>.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>Este artigo apresenta uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica realizada sobre a tem&aacute;tica Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais e tem como objectivos: i) descrever conceitos basilares, nomeadamente assertividade, habilidade social e compet&ecirc;ncia social; ii) apresentar alguns dos modelos te&oacute;ricos que sustentam o treino de compet&ecirc;ncias sociais; iii) contribuir para fundamentar as interven&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros especialistas em sa&uacute;de mental e psiquiatria e iv) fomentar a reflex&atilde;o sobre a necessidade de se realizarem estudos no &acirc;mbito do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais/promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental. Na tentativa de agregar o que se sabe sobre este assunto de uma forma clara e objectiva destacamos alguns conceitos relacionados com a tem&aacute;tica como, assertividade, habilidade social e compet&ecirc;ncia social. Comparamos as perspectivas de diferentes autores e apresentamos alguns dos modelos te&oacute;ricos que sustentam o treino de compet&ecirc;ncias sociais, nomeadamente, o Modelo de Percep&ccedil;&atilde;o Social de Argyle, o Modelo do Condicionamento Operante de Skinner, o Modelo da Assertividade e o Modelo da Aprendizagem Social de Bandura. Relativamente &agrave; assertividade descrevemos os v&aacute;rios estilos comunicacionais (assertivo, agressivo, passivo e manipulativo) tendo por base o comportamento observ&aacute;vel (verbal, n&atilde;o verbal e para verbal), os padr&otilde;es de pensamento, os sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es e as consequ&ecirc;ncias, para cada um dos estilos comunicacionais. Apresentamos uma breve an&aacute;lise reflexiva sobre os contributos te&oacute;ricos para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico na enfermagem de sa&uacute;de mental.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> enfermagem; compet&ecirc;ncias sociais; programas; treino.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>This article presents a literature review on the subject Social Skills Training and aims: i) describe basic concepts, including assertiveness, social skills and social competence; ii) present some of the theoretical models that support the training of social skills; iii) contribute to support assistance from specialist nurses in mental health and psychiatry and iv) encourage reflection on the need for further studies in the development of social skills/mental health promotion. In an attempt to aggregate what is known about this subject in a clear and objective way, highlight some concepts related to the subject as assertiveness, social skills and social competence. We compared the perspectives of different authors and presented some of the theoretical models that support the training social skills, in particular the social Model of Perception of Argyle, the model of operant conditioning of Skinner&rsquo;s Model and the Model of Assertiveness Bandura&rsquo;s social Learning. With regard to assertiveness, we describe the various communication styles (assertive, aggressive, passive and manipulative) based on observable behavior (verbal, nonverbal and verbal), thought patterns, feelings and emotions and the consequences for each of the communication styles. Expose a brief reflective analysis on the theoretical contributions to the production of scientific knowledge in mental health nursing.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> nursing; social skills; programs; training.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Aprender a relacionar&#45;se e a comportar&#45;se de forma positiva fazem parte de um crescimento e desenvolvimento saud&aacute;vel. Esse relacionamento corresponde a um comportamento social que engloba um conjunto de ac&ccedil;&otilde;es, atitudes e pensamentos que a pessoa apresenta relativamente aos outros com quem interage, e em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prio. O desenvolvimento do auto&#45;conhecimento e da assertividade correspondem a duas das compet&ecirc;ncias comuns dos enfermeiros especialistas, no dom&iacute;nio das aprendizagens profissionais conforme Regulamento das Compet&ecirc;ncias Comuns do Enfermeiro Especialista (no122/2011). Particularmente, no &acirc;mbito da Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria espera&#45;se que o enfermeiro especialista seja um perito ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, uma vez que utiliza esse saber e a si pr&oacute;prio como ferramenta terap&ecirc;utica na interac&ccedil;&atilde;o com os outros. Entendemos ser indispens&aacute;vel aprofundar o conhecimento em enfermagem que fundamente e oriente a pr&aacute;tica cl&iacute;nica numa base s&oacute;lida de interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas (Teixeira, Meireles &amp; Carvalho, 2010) e nesse sentido apresentamos, a partir de pesquisa bibliogr&aacute;fica, aspectos te&oacute;ricos relacionados com o treino de compet&ecirc;ncias sociais enquanto m&eacute;todo de interven&ccedil;&atilde;o inserido nas terapias breves, j&aacute; bastante utilizado na enfermagem.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Objectivos</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Os aspectos relacionados com o bem&#45;estar das pessoas s&atilde;o dos principais focos de aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros. De entre outros, podemos afirmar que um desenvolvimento adequado ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais e consequentemente, o estabelecimento de relacionamentos interpessoais satisfat&oacute;rios, contribuem para uma melhor sa&uacute;de mental, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia do presente artigo que tem como objectivos:</p>

	    <p>&#45; Descrever conceitos basilares, nomeadamente assertividade, habilidade social e compet&ecirc;ncia social como aspectos importantes a ter presentes na pr&aacute;tica da enfermagem de sa&uacute;de mental;</p>

	    <p>&#45; Apresentar alguns dos modelos te&oacute;ricos que sustentam o treino de compet&ecirc;ncias sociais;</p>

	    <p>&#45; Contribuir para fundamentar as interven&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros, em particular, dos enfermeiros especialistas em sa&uacute;de mental e psiquiatria, orientando a sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p>

	    <p>&#45; Fomentar a reflex&atilde;o sobre a necessidade de se realizarem estudos no &acirc;mbito do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais/promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, no sentido de poder contribuir para o desenvolvimento do conhecimento em sa&uacute;de mental.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo recorremos sobretudo, &agrave; consulta de obras de refer&ecirc;ncia sobre a tem&aacute;tica, no entanto a pesquisa bibliogr&aacute;fica recaiu tamb&eacute;m sobre teses, artigos de revis&atilde;o e artigos com resultados de estudos emp&iacute;ricos, nacionais e internacionais. Para isso, utilizamos o motor de busca B&#45;on em variadas bases de dados, nomeadamente, EBSCO, Elsevier&#45;Science Direct, Springer Link, Taylor &amp; Francis, ISI, Wiley. As palavras de pesquisa usadas foram: <i>social</i>, <i>skills</i>, <i>training</i>, <i>nursing</i>, <i>intervention</i>. Tamb&eacute;m recorremos a documentos legislativos, particularmente os respeitantes ao regulamento das compet&ecirc;ncias dos enfermeiros especialistas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi utilizada uma metodologia descritiva com componente reflexiva.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Revis&atilde;o Bibliogr&aacute;fica</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Principais conceitos em treino de compet&ecirc;ncias sociais</b></p>

	    <p>O estudo das compet&ecirc;ncias sociais teve o seu in&iacute;cio em 1949 com o americano Salter, precursor da terapia comportamental, mas cujas ideias &agrave; &eacute;poca n&atilde;o tiveram grande reflexo.</p>

	    <p>Posteriormente Wolpe em 1958, retoma as ideias de Salter e refere&#45;se pela primeira vez ao <i>comportamento assertivo</i> como sin&oacute;nimo de compet&ecirc;ncia social (Caballo, 2009). Ao encontrarmos na literatura v&aacute;rias designa&ccedil;&otilde;es que podem parecer similares ou por vezes sin&oacute;nimos, importa clarificar os conceitos de assertividade, habilidade (aptid&atilde;o) social e compet&ecirc;ncia social, &agrave; luz dos estudos realizados e da investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida nesta &aacute;rea.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Assertividade/Comportamento Assertivo</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; assertividade, palavra que tem origem no latim <i>assertus</i>, partic&iacute;pio passado do verbo <i>asserere</i>, que significa clamar direitos sobre algo, reivindicar, afirmar, defender. A assertividade "(...) envolve o assumir de um papel activo, ter uma atitude positiva, cuidar e n&atilde;o julgar os outros. Salvaguardar os seus direitos e, sem negar os dos outros, comunicar o que pretende de forma clara directa, sem amea&ccedil;as ou ataques" (Scott, 1996 cit. por Riley, 2004, p.9). Alberti e Emmons (1983, p.18) definiram comportamento assertivo como "aquele que torna a pessoa capaz de agir em seus pr&oacute;prios interesses, a se afirmar sem ansiedade indevida, a expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou a exercitar os seus pr&oacute;prios direitos". Em poucas palavras, ser assertivo significa afirmar por palavras o que quer, sente e pensa sem se sentir mal por isso, deixando espa&ccedil;o ao outro para fazer o mesmo. Castanyer (2004, p.21) considera que "o facto de uma interac&ccedil;&atilde;o resultar satisfat&oacute;ria depende de nos sentirmos valorizados e respeitados e isto, por sua vez, n&atilde;o depende tanto dos outros, mas do facto de possuirmos uma s&eacute;rie de compet&ecirc;ncias para responder correctamente e uma s&eacute;rie de convic&ccedil;&otilde;es (...) que nos fa&ccedil;am sentir bem connosco pr&oacute;prios". A autora relaciona a assertividade com a auto&#45;estima uma vez que quanto maior for o valor, o respeito e o carinho que temos por n&oacute;s pr&oacute;prios mais f&aacute;cil &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o com os outros, estando assim associada a um desempenho social bem sucedido. No entanto n&atilde;o conseguimos ser sempre assertivos em todas as situa&ccedil;&otilde;es e com todas as pessoas, pois nem sempre temos a energia necess&aacute;ria ou o desejo de nos expormos ou de expressar os nossos direitos. A assertividade ou comunica&ccedil;&atilde;o assertiva &eacute; por isso uma quest&atilde;o de op&ccedil;&atilde;o e requer uma aprendizagem cont&iacute;nua e um treino sistem&aacute;tico (Riley, 2004; Jardim, 2007). Na literatura, para al&eacute;m do comportamento assertivo encontramos outros tipos de comportamentos comunicacionais que as pessoas adoptam em determinadas situa&ccedil;&otilde;es e que podem tamb&eacute;m variar na mesma pessoa: o comportamento agressivo, o comportamento passivo (ou n&atilde;o assertivo) e o comportamento manipulador.</p>

	    <p>Para melhor ilustrar as caracter&iacute;sticas de cada um dos estilos comunicacionais iremos descrev&ecirc;&#45;los tendo por base o comportamento observ&aacute;vel (verbal, n&atilde;o verbal e para verbal), os padr&otilde;es de pensamento, os sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es e as consequ&ecirc;ncias de cada comportamento (Azevedo, 1999; Castanyer, 2004; Caballo, 2008).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Comportamento assertivo</b></p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel n&atilde;o verbal</i>: Postura direita e descontra&iacute;da, ombros direitos, movimentos casuais com as m&atilde;os, ar pensativo, s&eacute;rio, interessado, atencioso, sorriso genu&iacute;no, mant&eacute;m contacto visual.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel para verbal</i>: Voz clara, firme agrad&aacute;vel, suave, mant&eacute;m o tom de voz, risos associados ao humor.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel verbal</i>: Gostaria; Quero; Penso; Sinto; Acho; N&atilde;o gosto; O que pensa?; Como poderemos resolver isto?; Concorda?; Compreendo; Obrigada; (...).</p>

	    <p>&#45; <i>Padr&otilde;es de pensamento</i>: Conhecem e acreditam nos pr&oacute;prios direitos. T&ecirc;m cren&ccedil;as racionais. N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para domina&ccedil;&atilde;o, dissimula&ccedil;&atilde;o ou depend&ecirc;ncia. Importa a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos atrav&eacute;s da negocia&ccedil;&atilde;o (ganhar/ ganhar).</p>

	    <p>&#45; <i>Sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es</i>: Auto&#45;estima saud&aacute;vel; Satisfa&ccedil;&atilde;o nos relacionamentos; Respeito por si pr&oacute;prio; Sensa&ccedil;&atilde;o de controlo emocional.</p>

	    <p>&#45; <i>Consequ&ecirc;ncias</i>: Desarmam quem os atacar. Os outros sentem&#45;se respeitados e valorizados. Esclarecem equ&iacute;vocos. S&atilde;o considerados pessoas "boas" mas n&atilde;o "tontas".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Comportamento agressivo</b></p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel n&atilde;o verbal</i>: Postura direita, tensa, r&iacute;gida, ombros para tr&aacute;s, queixo levantado ou para a frente. Rosto tenso, sobrancelhas carregadas, olhos fulminantes e muito abertos ou semicerrados. Aponta com o dedo, bate na mesa. Discurso preciso e calculado recorrendo a insultos ou amea&ccedil;as.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel para verbal</i>: Tom de voz alto ou baixo, &aacute;spero. Risos sarc&aacute;sticos. Interrompe o outro com frequ&ecirc;ncia.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel verbal</i>: Vai porque eu quero; N&atilde;o sabe; Deveria; Deve estar a brincar...; Cale&#45;se; Quem manda aqui sou eu; Tem que fazer sen&atilde;o...; (...).</p>

	    <p>&#45; <i>Padr&otilde;es de pensamento</i>: "Agora s&oacute; conto eu, o que tu pensas/sentes n&atilde;o me interessa". "Se n&atilde;o for assim fico demasiado vulner&aacute;vel". "De outra maneira ningu&eacute;m me respeita". Tudo se restringe a ganhar ou perder. Cren&ccedil;as irracionais.</p>

	    <p>&#45; <i>Sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es</i>: Ansiedade crescente, solid&atilde;o, sensa&ccedil;&atilde;o de incompreens&atilde;o, culpa e frustra&ccedil;&atilde;o. Baixa auto&#45; estima, sensa&ccedil;&atilde;o de falta de controlo, irrita&ccedil;&atilde;o crescente que se estende a mais pessoas e mais situa&ccedil;&otilde;es. Honestidade emocional.</p>

	    <p>&#45; <i>Consequ&ecirc;ncias</i>: Rejei&ccedil;&atilde;o ou evitamento pelos outros, solid&atilde;o. "C&iacute;rculo vicioso".</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Comportamento passivo</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel n&atilde;o verbal</i>: Postura contra&iacute;da, ombros encolhidos, muitos movimentos com as m&atilde;os. Rosto tenso, sobrancelhas levantadas, evita o contacto ocular.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel para verbal</i>: Voz sumida e apagada, hesita&ccedil;&otilde;es, p&aacute;ra no meio do discurso, sil&ecirc;ncios. Riso nervoso e for&ccedil;ado</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel verbal</i>: Talvez; Quem sabe...; Desculpe, mas...; Realmente, n&atilde;o &eacute; importante; N&atilde;o se incomode; N&atilde;o tem import&acirc;ncia; N&atilde;o vale a pena...; Pergunto&#45; me se poder&iacute;amos...; N&atilde;o gosto de criar problemas...; (...).</p>

	    <p>&#45; <i>Padr&otilde;es de pensamento</i>: Evitam incomodar ou ofender os outros. Sensa&ccedil;&atilde;o constante de ser incompreendido, manipulado, ignorado. Muita energia mental e pouca exterior. Cren&ccedil;as irracionais.</p>

	    <p>&#45; <i>Sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es</i>: Inseguran&ccedil;a, sentem&#45;se pessoas sacrificadas, culpabilidade, ansiedade e frustra&ccedil;&atilde;o. Fuga, submiss&atilde;o e depend&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos acontecimentos e aos outros. Baixa auto&#45;estima e desonestidade emocional</p>

	    <p>&#45; <i>Consequ&ecirc;ncias</i>: Perda de auto&#45;estima e do apre&ccedil;o das outras pessoas. Pouco respeitados, fazem os outros sentirem&#45;se culpados ou superiores. Problemas som&aacute;ticos, ansiedade, depress&atilde;o, acessos repentinos de agressividade. Solid&atilde;o e sensa&ccedil;&atilde;o de falta de controlo.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Comportamento manipulativo</b></p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel</i>: Tom de voz baixo, pouca clareza no discurso. Incongru&ecirc;ncia entre a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e n&atilde;o verbal. Pressiona/for&ccedil;a o outro. Compara desfavoravelmente/evita indirectamente a tarefa. &Eacute; mais h&aacute;bil em criar conflitos, do que em reduzir as tens&otilde;es existentes. Apresenta discursos diferentes, conforme o interlocutor. N&atilde;o se aproxima quando h&aacute; debate: fala baixo e por "segredinhos". Consegue os seus objectivos sem se afirmar abertamente. Explora as vulnerabilidades do interlocutor. Desculpas para obter compaix&atilde;o.</p>

	    <p>&#45; <i>Comportamento observ&aacute;vel verbal</i>: Nunca pensaria tal coisa...; N&atilde;o diria a mais ningu&eacute;m...; Diz&#45;se por a&iacute;...; Voc&ecirc; &eacute; que sabe, mas...; Tenho muito gosto em resolver isto se puder contar com...; N&atilde;o foi bem isso que eu pretendi dizer...; &Eacute; s&oacute; a sua opini&atilde;o...; (...).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#45; <i>Padr&otilde;es de pensamento</i>: Baixo respeito e desvaloriza&ccedil;&atilde;o pelos outros.</p>

	    <p>&#45; <i>Sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es</i>: Chantagem emocional, simp&aacute;tico em demasia, existe alguma forma de lisonja, insinua&ccedil;&atilde;o, chantagem, sarcasmo. Desconfia das inten&ccedil;&otilde;es do outro.</p>

	    <p>&#45; <i>Consequ&ecirc;ncias</i>: imediatas a perda de credibilidade e a longo prazo o fracasso, pois perde a capacidade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es com os outros com base na confian&ccedil;a rec&iacute;proca.</p>

	    <p>De acordo com os estilos comunicacionais expostos, podemos afirmar que as caracter&iacute;sticas da comunica&ccedil;&atilde;o humana na rela&ccedil;&atilde;o interpessoal s&atilde;o os aspectos que se destacam em cada um deles. Assim, para um comportamento resultar assertivo &eacute; necess&aacute;rio colocar em pr&aacute;tica v&aacute;rias habilidades que se enquadram no &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o verbal, n&atilde;o verbal e para verbal uma vez que a linguagem corporal fala mais alto. De acordo com os estudos relativos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o verbal sabe&#45;se que apenas conseguimos transmitir por palavras 7% dos pensamentos, 38% por sinais para verbais e 55% pelo corpo (Silva, 2002). Daqui se infere a import&acirc;ncia que tem o reconhecimento destes sinais no outro e a tomada de consci&ecirc;ncia para o fazermos de uma forma assertiva.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Habilidade Social e Compet&ecirc;ncia Social</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>No que respeita aos conceitos de habilidade social e compet&ecirc;ncia social, s&atilde;o muitas vezes definidos de acordo com a perspectiva te&oacute;rica que lhes est&aacute; subjacente. Caballo (2009) e Gresham (1981; cit. por Del Prette &amp; Del Prette, 1999) s&atilde;o da opini&atilde;o que o conceito de compet&ecirc;ncia social &eacute; um constructo amplo que engloba o conceito de habilidades sociais e o conceito de comportamento adaptativo. Por outro lado, McFall (1982) defende que, habilidade social e compet&ecirc;ncia social s&atilde;o dois conceitos distintos que se articulam num modelo mais abrangente. Importa referir que a dificuldade na defini&ccedil;&atilde;o dos conceitos tem tamb&eacute;m a ver com uma grande diversidade de factores inerentes ao comportamento social, nomeadamente a cultura, os padr&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o (variam em fun&ccedil;&atilde;o da idade, sexo, educa&ccedil;&atilde;o e cultura), e o pr&oacute;prio indiv&iacute;duo (cren&ccedil;as, atitudes, valores, estilo pr&oacute;prio de interac&ccedil;&atilde;o). Ou seja, dependendo da presen&ccedil;a de determinados factores (da situa&ccedil;&atilde;o particular no contexto relacional) assim o comportamento da pessoa se considera mais ou menos adequado socialmente, n&atilde;o existindo por isso, uma forma universal de se comportar correctamente. "Assim, duas pessoas podem comportar&#45;se de um modo totalmente diferente em uma mesma situa&ccedil;&atilde;o, ou a mesma pessoa em duas situa&ccedil;&otilde;es similares, e ambas as respostas serem consideradas com o mesmo grau de habilidade social" (Caballo, 2008, p.364). Entendemos ent&atilde;o, que a defini&ccedil;&atilde;o universal de um conjunto de habilidades sociais, fundamentais e ajustadas, para al&eacute;m de ser dif&iacute;cil, deve ter em conta a diversidade cultural em que o comportamento considerado socialmente competente se insere. Prosseguimos na tentativa de definir habilidade social e compet&ecirc;ncia social.</p>

	    <p>Retomando a perspectiva de McFall (1982), o conceito de habilidade social abarca dois pressupostos: por um lado, o de que o comportamento socialmente habilidoso &eacute; inato, correspondendo a um tra&ccedil;o da personalidade do indiv&iacute;duo; por outro, de que &eacute; adquirido, resultando de uma aprendizagem baseada na experi&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais podendo at&eacute; ser treinado. As habilidades sociais dizem respeito &agrave; capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o e relacionamento interpessoal, ao entendimento e compreens&atilde;o dos sentimentos dos outros e &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de grupo.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Argyle, Furnahm e Graham (1981 citados por Del Prette &amp; Del Prette, 1999) a defini&ccedil;&atilde;o de habilidade social assenta num constructo <i>descritivo</i>, que contempla um conjunto de aptid&otilde;es ou capacidades espec&iacute;ficas, presentes numa situa&ccedil;&atilde;o de interac&ccedil;&atilde;o pessoal, situa&ccedil;&atilde;o esta que para al&eacute;m da dimens&atilde;o pessoal abarca aspectos mais amplos como a dimens&atilde;o situacional e os padr&otilde;es culturais. Tamb&eacute;m Gresham (2009, p. 20) considera as habilidades sociais "comportamentos aprendidos e socialmente aceites que permitem ao indiv&iacute;duo interagir efectivamente com outros e evitar (...) comportamentos n&atilde;o aceit&aacute;veis que resultem em interac&ccedil;&otilde;es negativas". Caballo tem uma perspectiva um pouco diferente ao definir comportamento socialmente habilidoso como "o conjunto de comportamentos emitidos por um individuo num contexto interpessoal, que expressa os sentimentos, atitudes, desejos, opini&otilde;es ou direitos desse individuo de um modo adequado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, respeitando esses comportamentos nos demais, e que geralmente resolve os problemas imediatos da situa&ccedil;&atilde;o enquanto minimiza a probabilidade de futuros problemas" (2008b, p.365). &Eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o que se aproxima mais do comportamento assertivo, no entanto, tamb&eacute;m identifica um conjunto de aptid&otilde;es como componentes do constructo das Habilidades Sociais que denomina de &lsquo;Classes de resposta&rsquo; ou &lsquo;Dimens&otilde;es&rsquo;, tais como: Iniciar e manter conversa&ccedil;&otilde;es; Falar em p&uacute;blico; Express&atilde;o de amor, agrado e afecto; Defesa dos pr&oacute;prios direitos; Pedir favores; Recusar pedidos; Fazer obriga&ccedil;&otilde;es; Aceitar elogios; Expressar opini&atilde;o; Pedir desculpa; Confrontar; Lidar com cr&iacute;ticas.</p>

	    <p>Del Prette e Del Prette (2001, p.31) afirmam que o conceito de "habilidades sociais refere&#45;se &agrave; exist&ecirc;ncia de diferentes classes de comportamentos sociais no repert&oacute;rio do indiv&iacute;duo para lidar de maneira adequada com as demandas das situa&ccedil;&otilde;es interpessoais". Partilhamos assim a afirma&ccedil;&atilde;o que um comportamento social s&oacute; pode ser identificado como habilidade social quando, na interac&ccedil;&atilde;o social o seu fim se destina &agrave; compet&ecirc;ncia social (Gresham, 1983, 1986, 2002; cit. por Mota, 2008).</p>

	    <p>A compet&ecirc;ncia social para McFall (1982) &eacute; um conceito te&oacute;rico de car&aacute;cter avaliativo que reflecte sempre um ju&iacute;zo (baseado em determinados crit&eacute;rios) do pr&oacute;prio ou dos outros (pessoas significativas) acerca das capacidades espec&iacute;ficas (habilidades sociais) que permitem a uma pessoa executar com compet&ecirc;ncia determinadas tarefas sociais. Ainda nesta linha de pensamento Del Prette e Del Prette (2001, p.31) consideram que a compet&ecirc;ncia social tem subjacente uma avalia&ccedil;&atilde;o que "qualifica a profici&ecirc;ncia de um desempenho e se refere &agrave; capacidade do indiv&iacute;duo de organizar pensamentos, sentimentos e ac&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o dos seus valores e objectivos articulando&#45;as &agrave;s demandas imediatas e mediatas do ambiente". Tamb&eacute;m Gresham (2009) considera a compet&ecirc;ncia social um atributo avaliativo de um comportamento ou conjunto de comportamentos bem sucedidos em interac&ccedil;&atilde;o social que obedece a determinados crit&eacute;rios de funcionalidade.</p>

	    <p>Podemos ent&atilde;o afirmar que de uma forma geral <i>habilidade</i> <i>social</i> &eacute; um constructo descritivo, inclui uma s&eacute;rie de respostas verbais e n&atilde;o verbais que influenciam a percep&ccedil;&atilde;o e a resposta do outro na interac&ccedil;&atilde;o social. Representam a capacidade de executar determinados comportamentos sociais que s&atilde;o importantes para permitir &agrave; pessoa alcan&ccedil;ar a compet&ecirc;ncia social (Spence, 2003).</p>

	    <p><i>Compet&ecirc;ncia social</i> &eacute; um constructo avaliativo, multidimensional e interactivo nas suas diversas componentes, que Vaughn e Hogan (1990) identificaram como sendo as rela&ccedil;&otilde;es positivas com os pares, uma cogni&ccedil;&atilde;o social adequada &agrave; idade, a aus&ecirc;ncia de problemas de comportamento e habilidades sociais eficazes.</p>

	    <p>De acordo com Caballo (2009), o termo <i>social</i> emprega&#45;se com o prop&oacute;sito de qualificar os conceitos de <i>habilidade</i> e <i>compet&ecirc;ncia</i>, pois a conduta social conceptualiza&#45;se nas bases da reciprocidade, na influ&ecirc;ncia m&uacute;tua, na rela&ccedil;&atilde;o interpessoal. Como somos tratados pelos outros &eacute; em grande medida o reflexo do nosso comportamento para com eles.</p>

	    <p>Verificamos que a dificuldade em encontrar uma defini&ccedil;&atilde;o concreta para os conceitos expostos adv&eacute;m, por um lado, da complexidade do pr&oacute;prio fen&oacute;meno (habilidade e compet&ecirc;ncia social), e por outro lado, da grande variedade de abordagens te&oacute;ricas que se reportam muitas vezes a diferentes aspectos dessa mesma complexidade. Percebemos que a exist&ecirc;ncia de um repert&oacute;rio de habilidades sociais &eacute; importante mas n&atilde;o suficiente, por si s&oacute;, para alcan&ccedil;ar a compet&ecirc;ncia social, pois a defini&ccedil;&atilde;o de um conceito remete para a defini&ccedil;&atilde;o do outro.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Modelos te&oacute;ricos em treino de compet&ecirc;ncias sociais</b></p>

	    <p>O Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais (TCS) &eacute; uma forma de interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de deficits ou dificuldades interpessoais com o prop&oacute;sito de desenvolver o repert&oacute;rio de habilidades sociais maximizando as rela&ccedil;&otilde;es positivas em situa&ccedil;&atilde;o de interac&ccedil;&atilde;o social. Baseados na perspectiva de alguns autores (por ex. Mc Fall e Trower) Del Prette e Del Prette defendem que o TCS "carece de uma teoria integrativa que n&atilde;o apenas reveja os diferentes constructos explicativos, mas sobretudo que os integre de maneira sistem&aacute;tica, de modo a melhor articular os fen&oacute;menos a que se reporta, tais como habilidades sociais, interac&ccedil;&atilde;o social e comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal" (2010, p.105). Assim, do contributo das diversas &aacute;reas do conhecimento predominam duas importantes abordagens, a cognitiva e a comportamental. Neste sentido iremos descrever sucintamente os quatro modelos te&oacute;ricos que nos parecem ser os mais importantes na tentativa de analisar o campo te&oacute;rico&#45;pr&aacute;tico do TCS. Estes modelos procuram uma explica&ccedil;&atilde;o para o d&eacute;fice ou para as dificuldades no desenvolvimento das habilidades sociais, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o de problemas e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>&#45; Modelo de Percep&ccedil;&atilde;o Social de Argyle (1967/1994) &#150; De acordo com este modelo o desenvolvimento das habilidades sociais &eacute; feito essencialmente, atrav&eacute;s de processos cognitivos que procuram compreender o ambiente e o contexto social em que o indiv&iacute;duo se insere. Esta compreens&atilde;o implica uma leitura e descodifica&ccedil;&atilde;o correcta da situa&ccedil;&atilde;o/contexto social de modo a responder de uma forma socialmente competente, ou seja, deve permitir uma selec&ccedil;&atilde;o de comportamentos de acordo com o contexto e a tomada de decis&atilde;o de emiti&#45;los ou n&atilde;o. Quando existe uma falha numa destas etapas (leitura e/ou descodifica&ccedil;&atilde;o da mensagem verbal e n&atilde;o verbal) e na utiliza&ccedil;&atilde;o das normas e valores culturais inerentes ao contexto social, a resposta dada, por ser baseada em equ&iacute;vocos, pode ser dificultadora no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais ou ter mesmo consequ&ecirc;ncias negativas.</p>

	    <p>No TCS, o desenvolvimento das habilidades relacionadas com a percep&ccedil;&atilde;o social devem fazer parte dos objectivos do programa, particularmente o desenvolvimento da perspic&aacute;cia na descodifica&ccedil;&atilde;o dos est&iacute;mulos do meio ambiente f&iacute;sico e da situa&ccedil;&atilde;o social e na correcta identifica&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e regras sociais culturalmente determinadas (Morrison &amp; Bellack, 1981 citados por Del Prette &amp; Del Prette, 1999).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&#45; Modelo do Condicionamento Operante de Skinner (1904&#45; 1990) &#150; Insere&#45;se na abordagem comportamental e surge no seguimento dos estudos de Pavlov. Tem como principal objectivo a manipula&ccedil;&atilde;o do comportamento, isto &eacute;, parte do pressuposto de que os comportamentos problem&aacute;ticos ocorrem por ter havido uma aprendizagem errada e que podem ser corrigidos atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias apropriadas de aprendizagem (Townsend, 2002). Pavlov trabalhou o condicionamento cl&aacute;ssico que tinha por base as respostas involunt&aacute;rias, Skinner trabalhou o condicionamento operante que tinha por base as respostas volunt&aacute;rias. De uma forma simples, podemos afirmar que o condicionamento operante considera que um comportamento pode ser trabalhado ou modificado atrav&eacute;s da mudan&ccedil;a das vari&aacute;veis ou das condi&ccedil;&otilde;es que o rodeiam (Neeb, 2000). S&atilde;o tr&ecirc;s as componentes principais deste modelo: est&iacute;mulo (qualquer acontecimento que precede imediatamente o comportamento operante), resposta (qualquer comportamento observ&aacute;vel que possa ser estudado) e refor&ccedil;o (qualquer acontecimento que aumente a probabilidade de repeti&ccedil;&atilde;o do comportamento), podendo ser um refor&ccedil;o positivo (quando as consequ&ecirc;ncias agrad&aacute;veis de uma resposta aumentam a probabilidade desta ocorrer novamente) ou um refor&ccedil;o negativo (quando a remo&ccedil;&atilde;o ou o afastamento de algo desagrad&aacute;vel aumenta a probabilidade da resposta ocorrer novamente). O refor&ccedil;o tem sido utilizado como sin&oacute;nimo de recompensa, no entanto, s&atilde;o termos distintos, uma vez que as respostas s&atilde;o refor&ccedil;adas e os indiv&iacute;duos s&atilde;o recompensados. A puni&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m um elemento importante no modelo e &eacute; definida como a ocorr&ecirc;ncia de um est&iacute;mulo aversivo utilizada para enfraquecer ou suprimir uma resposta indesejada uma vez que reduz a probabilidade da resposta ocorrer novamente (Kaplan &amp; Sadock, 1990). Podemos concluir que neste modelo a &ecirc;nfase &eacute; colocada nas consequ&ecirc;ncias da resposta como uma abordagem &agrave; aprendizagem de novos comportamentos. Skinner foi influenciado pela Lei do efeito de Thorndike em que "a liga&ccedil;&atilde;o entre um est&iacute;mulo e a uma resposta &eacute; fortalecida ou enfraquecida pelas consequ&ecirc;ncias da resposta" (Townsend, 2002, p.218). A modelagem e o refor&ccedil;o s&atilde;o as principais t&eacute;cnicas utilizadas para a modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento e englobadas na metodologia do TCS.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&#45; Modelo da Assertividade (Wolpe, 1976; Lazarus, 1977) &#150; Este modelo aparece na linha te&oacute;rica do modelo anterior e considera duas vertentes explicativas para as dificuldades no campo do desempenho social. Por uma lado, a presen&ccedil;a de n&iacute;veis elevados de ansiedade quando o desempenho social se associa a est&iacute;mulos aversivos, inibindo assim as respostas assertivas (condicionamento cl&aacute;ssico), por outro lado, um controle ineficaz dos est&iacute;mulos no encadeamento de respostas sociais determinando assim dificuldades ao n&iacute;vel do desempenho social (condicionamento operante). Essas dificuldades adv&ecirc;m da aus&ecirc;ncia ou deficit de habilidades sociais e est&atilde;o relacionadas com uma aprendizagem pessoal n&atilde;o assertiva devida a puni&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos comportamentos assertivos, insufici&ecirc;ncia de refor&ccedil;o, recompensa pelo desempenho n&atilde;o assertivo, desconhecimentos dos seus direitos e incapacidade para discriminar adequadamente as situa&ccedil;&otilde;es em que deve emitir uma resposta assertiva (Castanyer, 2004). Particularmente na situa&ccedil;&atilde;o da inibi&ccedil;&atilde;o mediada pela ansiedade, Argyle (1967/1994) &eacute; da opini&atilde;o que as situa&ccedil;&otilde;es que provocam mais desconforto s&atilde;o o confronto de opini&otilde;es, falar com uma figura de autoridade, falar em p&uacute;blico, situa&ccedil;&otilde;es de grupo, expressar sentimentos, lutar pelos seus direitos e encetar rela&ccedil;&otilde;es com elementos do sexo oposto (cit. por Del Prette &amp; Del Prette, 1999). Neste sentido o TCS deve estruturar as suas interven&ccedil;&otilde;es sobre componentes emocionais e ambientais imprescind&iacute;veis para a aprendizagem, consolida&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos interpessoais assertivos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&#45; Modelo da Aprendizagem Social de Bandura (1961) &#150; A maior parte da aprendizagem &eacute; feita atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o dos outros significativos e das respectivas consequ&ecirc;ncias. A &ecirc;nfase &eacute; colocada na interac&ccedil;&atilde;o entre a situa&ccedil;&atilde;o observada e os processos cognitivos do observador, tendo como consequ&ecirc;ncia uma aprendizagem cujos mecanismos reguladores s&atilde;o processos cognitivos. O factor mais importante &eacute; a modela&ccedil;&atilde;o, ou seja, para a crian&ccedil;a e para o adolescente os modelos de refer&ecirc;ncia de interac&ccedil;&atilde;o pessoal s&atilde;o respectivamente, os pais e os pares, podendo as respostas sociais ser refor&ccedil;adas ou punidas. Nesta perspectiva, a pr&aacute;tica e o refor&ccedil;o s&atilde;o dois elementos indispens&aacute;veis para reproduzir comportamentalmente o que foi aprendido. Se por um lado os processos cognitivos s&atilde;o essenciais na aprendizagem, a forma de esta ser validada &eacute; essencialmente comportamental, surgindo ent&atilde;o uma aparente contradi&ccedil;&atilde;o ao modelo, que &eacute; harmonizada por Bandura (1977) pela formula&ccedil;&atilde;o da Teoria da Auto&#45;Efic&aacute;cia. Postula que apesar dos processos cognitivos serem essenciais para a mudan&ccedil;a, esta &eacute; mais eficaz se se verificarem experi&ecirc;ncias de sucesso no desempenho. A expectativa de auto&#45;efic&aacute;cia diz respeito &agrave; cren&ccedil;a acerca da capacidade para desempenhar com sucesso determinado comportamento e &eacute; considerada como o mecanismo central das ac&ccedil;&otilde;es humanas realizadas intencionalmente. Problemas ao n&iacute;vel dos processos cognitivos (auto&#45; avalia&ccedil;&otilde;es distorcidas, expectativas e cren&ccedil;as irracionais, pensamentos autom&aacute;ticos negativos) v&atilde;o reflectir&#45;se no desempenho social. A aprendizagem atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o de modelos, nomeadamente a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades de observa&ccedil;&atilde;o (do comportamento do outro e de si pr&oacute;prio) e o desenvolvimento de processos cognitivos e motivacionais devem fazer parte dos objectivos de um programa de TCS, bem como a utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes procedimentos como a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, a modelagem, o ensaio comportamental e o refor&ccedil;o (Del Prette &amp; Del Prette, 1999).</p>

	    <p>Apesar da exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios modelos te&oacute;ricos explicativos para a compreens&atilde;o das dificuldades interpessoais e poss&iacute;veis interven&ccedil;&otilde;es pelo TCS, os estudos te&oacute;ricos devem prosseguir no sentido de aprofundar conhecimentos que permitam ampliar o quadro conceptual. Del Prette e Del Prette (1999) consideram necess&aacute;ria uma "teoria geral integradora que permita organizar os conceitos e modelos num sistema internamente mais coerente" (p.41), destacando os autores o paradigma interpessoal de Trower, uma vez que, "vincula os diferentes modelos conceptuais a uma perspectiva antropol&oacute;gica de an&aacute;lise evolutiva das formas de relacionamento da esp&eacute;cie humana" (p.40). Vislumbra&#45;se assim o TCS como um campo te&oacute;rico&#45;pr&aacute;tico de grande complexidade considerando&#45;se tamb&eacute;m a necessidade da estrutura&ccedil;&atilde;o de um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>An&aacute;lise Reflexiva</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Os referenciais te&oacute;ricos apresentados, nesta pesquisa, atestam a import&acirc;ncia do estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es intra e interpessoais saud&aacute;veis para um ajustamento psicossocial e para o desenvolvimento da sa&uacute;de mental na pessoa. Somos de opini&atilde;o que o conhecimento crescente sobre os factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o para comportamentos socialmente competentes pode contribuir para o desenvolvimento de programas de interven&ccedil;&atilde;o em enfermagem de sa&uacute;de mental, em diversos contextos e em diferentes etapas do ciclo vital. Entendemos que estes programas de treino podem ser implementados numa dupla vertente: na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e na reabilita&ccedil;&atilde;o, pela interven&ccedil;&atilde;o em doentes mentais (p.ex. com esquizofrenia) no sentido de melhorar as suas compet&ecirc;ncias sociais e consequentemente o relacionamento interfamiliar (Dogan, Dogan, Tel, Coker, Polatz &amp; Dogan, 2004). Na preocupa&ccedil;&atilde;o de contribuir para a evolu&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem, os enfermeiros procuram uma forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica (graduada e p&oacute;s&#45;graduada) e profissional cada vez mais actual, o que lhes permite produzir, divulgar e utilizar o conhecimento cient&iacute;fico. Esta necessidade vai ao encontro do que est&aacute; referido no Plano Nacional de Sa&uacute;de (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2004, p.144) sobre a valoriza&ccedil;&atilde;o das actividades de investiga&ccedil;&atilde;o "(...) com especial enfoque nos enfermeiros (...)" considerando assim a enfermagem como uma das &aacute;reas priorit&aacute;rias de investiga&ccedil;&atilde;o. Os enfermeiros especialistas em sa&uacute;de mental adquirem as compet&ecirc;ncias cient&iacute;ficas e t&eacute;cnicas que lhes permitem assumir um papel de relevo na concep&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o destes programas, sendo necess&aacute;rio ter sempre por base, os contributos te&oacute;ricos explicativos que sustentem uma abordagem aplicada.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Em s&iacute;ntese, podemos dizer que compet&ecirc;ncia social &eacute; um constructo te&oacute;rico, essencialmente avaliativo e que abrange as dimens&otilde;es, individual e colectiva. Concretiza&#45; se no comportamento adequado a determinada situa&ccedil;&atilde;o, observando&#45;se apenas os seus efeitos e n&atilde;o a compet&ecirc;ncia em si mesma. Dos quatro modelos apresentados (Modelo de Percep&ccedil;&atilde;o Social de Argyle; Modelo do Condicionamento Operante de Skinner; Modelo da Assertividade e Modelo da Aprendizagem Social de Bandura) n&atilde;o podemos afirmar que um &eacute; melhor do que os outros, at&eacute; porque se complementam em diversos aspectos, no entanto recomendamos que a escolha do(s) modelo(s) a ser(em) usado(s) tenha(m) em conta os objectivos da investiga&ccedil;&atilde;o, o contexto e as caracter&iacute;sticas das pessoas. A pesquisa demonstra que os modelos te&oacute;ricos permitem uma compreens&atilde;o mais apurada no &acirc;mbito dos deficits ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais e s&atilde;o fundamentais para o avan&ccedil;o do conhecimento.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Alberti, R.E. &amp; Emmons, M.L. (1983). Comportamento assertivo. Um guia de auto&#45;express&atilde;o. Belo Horizonte: Interlivros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1647-2160201100020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Azevedo, L. (1999). Comunicar com assertividade. (Colec&ccedil;&atilde;o Gest&atilde;o Criativa). Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1647-2160201100020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bandura A. (1977) Self&#45;efficacy: Toward a unifying theory of behavioral change. <i>Psychological Review</i>, 84, 191&#45;215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1647-2160201100020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Caballo, V.E. (2008). O treinamento em habilidades sociais. In: V. E. Caballo (Ed.). Manual de t&eacute;cnicas de terapia e modifica&ccedil;&atilde;o de comportamento. (3a reimpress&atilde;o). S&atilde;o Paulo: Editora Santos, pp.361&#45;398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1647-2160201100020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Caballo, V.E. (2009). Manual de evaluaci&oacute;n y entrenamiento de las habilidades sociales. (8a ed.). Madrid: Siglo Veintiuno.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1647-2160201100020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Castanyer, O. (2004). A assertividade, express&atilde;o de uma auto&#45;estima saud&aacute;vel. (3a ed.). Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Tenacitas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1647-2160201100020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Del Prette, Z.A.P. &amp; Del Prette, A. (1999). Psicologia das habilidades sociais, terapia e educa&ccedil;&atilde;o. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1647-2160201100020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Del Prette, Z.A.P. &amp; Del Prette, A. (2001). Psicologia das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e habilidades sociais: viv&ecirc;ncias para o trabalho em grupo. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201100020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Del Prette, Z.A.P. &amp; Del Prette, A.(2010). Habilidades sociais e an&aacute;lise do comportamento: Proximidade hist&oacute;rica e atualidades. <i>Revista perspectivas</i>, 1(2), 104&#45;115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1647-2160201100020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Dogan, S., Dogan, O., Tel, H., Coker, F., Polatz, O. &amp; Dogan, F. B. (2004). Psychosocial approaches in outpatients with schizophrenia. <i>Psychiatric Rehabilitation Journal</i>, 27(3), 279&#45; 282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1647-2160201100020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Gresham, F.M. (2009). An&aacute;lise do comportamento aplicada &agrave;s habilidades sociais. In: Z.A.P. Del Prette &amp; A. Del Prette (Eds.), Psicologia das habilidades sociais, diversidade te&oacute;rica e suas implica&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo: Vozes, pp.17&#45;56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1647-2160201100020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Jardim, M. J. A. (2007). Programa de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais: estudo para a promo&ccedil;&atilde;o do sucesso acad&eacute;mico. Aveiro: Universidade de Aveiro, Departamento de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1647-2160201100020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kaplan, H.I. &amp; Sadock, B.J. (1990). Comp&ecirc;ndio de psiquiatria. (2a ed.). Porto alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1647-2160201100020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McFall, R.M. (1982). A review and a reformulation of the concept of social skills. <i>Behavioral Assessment</i>, 4, 1&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1647-2160201100020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Mota, C.P. (2008). Dimens&otilde;es relacionais no processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de adolescentes: vulnerabilidade e resili&ecirc;ncia em institucionaliza&ccedil;&atilde;o, no div&oacute;rcio e em fam&iacute;lias intactas. Porto: Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1647-2160201100020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Regulamento n.o 129/2011. Regula as Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.a s&eacute;rie, n.o 35, 18 de Fevereiro, 8669&#45;8673.</p>

	    <p>Regulamento n.o 122/2011. Regulamento das Compet&ecirc;ncias Comuns do Enfermeiro Especialista. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.a S&eacute;rie, n.o 35, 18 de Fevereiro, 8648&#45;8653.</p>

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	    <!-- ref --><p>Silva, M. J. P. da (2002). Comunica&ccedil;&atilde;o tem rem&eacute;dio &#150; A comunica&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais em sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1647-2160201100020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Spence, S. H. (2003). Social skills training with children and young people: theory, evidence and practice. <i>Child and adolescent Mental Health</i>. (8)2, 84&#45;96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1647-2160201100020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Teixeira, J. C. A., Meireles, J. P. C. &amp; Carvalho, J. C. (Dezembro, 2010). A teoria das transi&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de mental. <i>Revista Portuguesa de Enfermagem Sa&uacute;de Mental</i>.4, 45&#45;52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1647-2160201100020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Townsend, M.C. (2002). Enfermagem Psiqui&aacute;trica &#150; Conceitos de Cuidados. (3a ed). Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1647-2160201100020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 01.09.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 18.11.2011</p>
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