<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-2160</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-2160</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-21602011000200003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A perturbação de pós-stress traumático e o sentido de coerência em mulheres com cancro da mama]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Varela]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Margarida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Piaget ISEIT ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viseu ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Universitário  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>6</numero>
<fpage>15</fpage>
<lpage>19</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No presente estudo investigou-se a relação entre a perturbação de pós-stress traumático e o sentido de coerência, numa amostra de 84 mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama. Para tal, utilizou-se um protocolo de investigação constituído pelo Questionário de Identificação, o Questionário de Orientação para a Vida - QOV (Nunes, 1999) e a PTSD Checklist Civilian Version - PCL-C (Cordova, Andrykowski, Kenady, McGrath, Sloan & Redd, 1995). Os dados obtidos indicam que a perturbação de pós-stress traumático está associada a níveis inferiores de sentido de coerência. Podendo-se concluir que o facto de o mundo ser perspectivado como compreensível, flexível e com significado, promove a adaptação das mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama às contingências da doença, logo a exibição por parte destas de níveis inferiores de perturbação de pós-stress traumático.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the present study were investigated the posttraumatic stress disorder and the sense of coherence in a sample of 84 women with breast cancer. To this end, was developed a research protocol made of a Questionnaire of identification, the Orientation to Life Questionnaire - QOV (Nunes, 1999) and the PTSD Checklist Civilian Version - PCL-C (Cordova, Andrykowski, Kenady, McGrath, Sloan & Redd, 1995). The data obtained showed that that posttraumatic stress disorder were associated with a fewer degree of sense of coherence. We conclude that the fact that the world is viewed as comprehensive, flexible and meaningful, promotes the adaptation of women who were diagnosed with breast cancer to the problems of disease, so the lower levels of disturbance post-traumatic stress disorder.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cancro da mama]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perturbação de pós-stress traumático]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sentido de coerência]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[breast cancer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[posttraumatic stress disorder]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sense of coherence]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>A perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico e o sentido de coer&ecirc;ncia em mulheres com cancro da mama</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ana Margarida Varela</b>*; <b>Isabel Leal</b>**</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>*Professora Assistente, ISEIT/Instituto Piaget/Viseu, <a href="mailto:margaridavarela@gmail.com">margaridavarela@gmail.com</a></p>

	    <p>**Professora Associada, ISPA &#150; Instituto Universit&aacute;rio, <a href="mailto:ileal@ispa.pt">ileal@ispa.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>No presente estudo investigou&#45;se a rela&ccedil;&atilde;o entre a perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico e o sentido de coer&ecirc;ncia, numa amostra de 84 mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama. Para tal, utilizou&#45;se um protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;do pelo Question&aacute;rio de Identifica&ccedil;&atilde;o, o Question&aacute;rio de Orienta&ccedil;&atilde;o para a Vida &#45; QOV (Nunes, 1999) e a PTSD <i>Checklist Civilian Version</i> &#150; PCL&#45;C (Cordova, Andrykowski, Kenady, McGrath, Sloan &amp; Redd, 1995). Os dados obtidos indicam que a perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico est&aacute; associada a n&iacute;veis inferiores de sentido de coer&ecirc;ncia. Podendo&#45;se concluir que o facto de o mundo ser perspectivado como compreens&iacute;vel, flex&iacute;vel e com significado, promove a adapta&ccedil;&atilde;o das mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama &agrave;s conting&ecirc;ncias da doen&ccedil;a, logo a exibi&ccedil;&atilde;o por parte destas de n&iacute;veis inferiores de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico.</p>

	

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;chave:</b> cancro da mama; perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico; sentido de coer&ecirc;ncia.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>In the present study were investigated the posttraumatic stress disorder and the sense of coherence in a sample of 84 women with breast cancer. To this end, was developed a research protocol made of a Questionnaire of identification, the Orientation to Life Questionnaire &#45; QOV (Nunes, 1999) and the PTSD <i>Checklist Civilian Version</i> &#150; PCL&#45;C (Cordova, Andrykowski, Kenady, McGrath, Sloan &amp; Redd, 1995). The data obtained showed that that posttraumatic stress disorder were associated with a fewer degree of sense of coherence. We conclude that the fact that the world is viewed as comprehensive, flexible and meaningful, promotes the adaptation of women who were diagnosed with breast cancer to the problems of disease, so the lower levels of disturbance post&#45;traumatic stress disorder.</p>

	

	    <p><b>Keywords</b>: breast cancer; posttraumatic stress disorder; sense of coherence.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>A preval&ecirc;ncia das doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas &eacute; significativa no contexto da sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es, tanto a n&iacute;vel nacional quanto internacional. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2009) o cancro &eacute; a segunda causa de morte em Portugal.</p>

	    <p>No que diz respeito, especificamente ao cancro da mama tem&#45;se assistido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a uma diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade, contudo a sua incid&ecirc;ncia tem vindo a aumentar (Costa, 2004).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificando&#45;se que apesar da efic&aacute;cia cada vez maior dos m&eacute;todos de tratamento do cancro, materializada na sobreviv&ecirc;ncia crescente. Os doentes continuam a ter que fazer face a uma doen&ccedil;a potencialmente debilitante, &agrave; dor, &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da auto&#45;imagem, &agrave; perda de fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e &agrave; morte (Andrade, 2000). Logo, a viv&ecirc;ncia do cancro envolve uma diversidade de stressores que v&atilde;o desde o diagn&oacute;stico, ao tratamento e &agrave; sobreviv&ecirc;ncia a longo prazo (Deep &amp; Leal, 2000).</p>

	    <p>Os eventos traum&aacute;ticos promovem altera&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas significativas nos indiv&iacute;duos que os vivenciam, podendo acarretar tanto consequ&ecirc;ncias negativas como positivas. &Agrave; luz desta perspectiva, o diagn&oacute;stico de cancro da mama, pode criar uma combina&ccedil;&atilde;o de formas de stress, que podem conduzir ao aparecimento de sintomas de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico (Andrykowski e col., 1995; Cella &amp; Tross, 1986; Varela &amp; Leal, 2008) ou de crescimento p&oacute;s&#45;traum&aacute;tico (Cordova, Cunningham, Carlson &amp; Andrykowski, 2001). Encontrando&#45;se ainda por esclarecer quais os factores de vulnerabilidade e resili&ecirc;ncia que explicam que a viv&ecirc;ncia do diagn&oacute;stico de cancro seja um fen&oacute;meno subjectivo e &uacute;nico.</p>

	    <p>Um dos factores identificado como determinante na mobiliza&ccedil;&atilde;o de respostas adaptativas perante situa&ccedil;&otilde;es extremas &eacute; o sentido de coer&ecirc;ncia. Segundo Antonovsky (1998) o sentido de coer&ecirc;ncia corresponde a uma disposi&ccedil;&atilde;o e forma vital de ver o mundo, em que este &eacute; perspectivado como compreens&iacute;vel, flex&iacute;vel e com significado. Sendo o sentido coer&ecirc;ncia constitu&iacute;do por tr&ecirc;s componentes que contribuem de forma complementar para o sentido de coer&ecirc;ncia, estes s&atilde;o: a capacidade de compreens&atilde;o, a capacidade de gest&atilde;o e a capacidade de investimento (Antonovsky, 1998).</p>

	    <p>Em que a capacidade de compreens&atilde;o diz respeito &agrave; tend&ecirc;ncia para percepcionar os acontecimentos como ordenados, consistentes, claros, estruturados e explic&aacute;veis (Antonovsky, 1993; Nunes, 1999; Pasikowski, Sek &amp; Scigala, 1994). A capacidade de gest&atilde;o &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo efectua dos recursos pessoais ou sociais dispon&iacute;veis para satisfazer as exig&ecirc;ncias requeridas pelo acontecimento (Antonovsky, 1993; Nunes, 1999; Pasikowski, Sek &amp; Scigala, 1994) e em que a capacidade de investimento se refere, &agrave; cren&ccedil;a do indiv&iacute;duo de que o investimento de energia e interesse na resolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o se justifica do ponto de vista emocional e existencial (Antonovsky, 1998; Nunes, 1999).</p>

	    <p>O sentido de coer&ecirc;ncia assume desta forma, um car&aacute;cter marcadamente cognitivo e afectivo, permitindo ao indiv&iacute;duo estruturar a aparente desordem da sua vida, ou de um determinado acontecimento (Nunes, 1999) ou seja, o sentido de coer&ecirc;ncia traduz a forma como o indiv&iacute;duo interpreta os acontecimentos como ordenados e com sentido, o que determina a mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos adequados aos acontecimentos com que se depara.</p>

	    <p>Trata&#45;se de uma vari&aacute;vel que determina a capacidade dos indiv&iacute;duos lidarem com os stressores. Pois, embora seja uma caracter&iacute;stica pr&oacute;pria a todos os indiv&iacute;duos, &eacute; diferente de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo (Nunes, 1999).</p>

	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o e especifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas do indiv&iacute;duo, que facilitam a resolu&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o do stress resultante de acontecimentos de vida disruptivos permite compreender os processos que conduzem, por um lado &agrave; sa&uacute;de mental e por outro lado &agrave; patologia.</p>

	    <p>O diagn&oacute;stico e tratamentos efectuados para o cancro da mama afectam o bem&#45;estar ps&iacute;quico, f&iacute;sico e social do indiv&iacute;duo. A forma como a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; vivida e o impacto que tem no indiv&iacute;duo depende das caracter&iacute;sticas tanto intr&iacute;nsecas quanto extr&iacute;nsecas deste. A identifica&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o de factores intr&iacute;nsecos ao indiv&iacute;duo que contribuem para a compreens&atilde;o da multiplicidade de respostas exibidas pelos sujeitos, nesta situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, tem representado uma &aacute;rea de interesse emp&iacute;rico crescente. Sendo pertinente o estudo do sentido de coer&ecirc;ncia em doentes com cancro da mama, pois este determina a percep&ccedil;&atilde;o e o significado que se atribui aos acontecimentos, assim como a resposta do indiv&iacute;duo a estes (Antonovsky, 1998a).</p>

	    <p>Consideramos que, os indiv&iacute;duos que t&ecirc;m elevados n&iacute;veis de sentido de coer&ecirc;ncia, perante situa&ccedil;&otilde;es adversas, ir&atilde;o apresentar recursos mais eficazes, logo n&iacute;veis superiores de adapta&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Como tal, no presente estudo pretendeu&#45;se analisar se existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre o sentido de coer&ecirc;ncia e o

	desenvolvimento de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico em mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Tipo de estudo</b></p>

	    <p>Para alcan&ccedil;ar o objectivo acima referido delineou&#45;se um estudo transversal e correlacional.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>A popula&ccedil;&atilde;o&#45;alvo desta investiga&ccedil;&atilde;o foram mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama. Utilizou&#45;se uma amostra de conveni&ecirc;ncia, composta por sujeitos dispon&iacute;veis, cujos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram:</p>

	    <p>1) Diagn&oacute;stico de cancro da mama efectuado h&aacute; mais de um m&ecirc;s;</p>

	    <p>2) Idade superior a 18 anos;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3) N&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o que lhes permitisse compreender as quest&otilde;es colocadas;</p>

	    <p>4) Indiv&iacute;duos que n&atilde;o tivessem sido expostos a nenhum evento stressor capaz de desencadear perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico, para al&eacute;m do diagn&oacute;stico de cancro da mama.</p>

	    <p>Foram recolhidos ao todo, 89 protocolos de investiga&ccedil;&atilde;o que, ap&oacute;s verificados quanto ao preenchimento, tiveram algumas exclus&otilde;es.</p>

	    <p>A amostra ficou, ent&atilde;o, composta por 84 mulheres a quem foi efectuado o diagn&oacute;stico de cancro da mama, que eram seguidas no Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o situado na cidade do Porto (<i>n</i>=25; 29,76%), na Maternidade Alfredo da Costa situada na cidade de Lisboa (<i>n</i>=58; 69,05%) e no Centro de Sa&uacute;de da Cova da Piedade situado no concelho de Almada (<i>n</i>=1; 1,19%).</p>

	    <p>Relativamente &agrave; idade tratam&#45;se de mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 66 anos, a m&eacute;dia das idades foi de 47,86 anos (<i>dp</i>=9,28).</p>

	    <p>Quanto ao n&iacute;vel de escolaridade, 31 (36,9%), das mulheres que compuseram a amostra, frequentaram o primeiro ciclo, 9 (10,7%) o segundo ciclo, 11 (13,1%) o terceiro ciclo, 16 (19%) frequentaram o ensino secund&aacute;rio e 17 (20,2%) completaram o ensino superior/universit&aacute;rio ou polit&eacute;cnico.</p>

	    <p>Relativamente aos tratamentos efectuados para tratamento do cancro da mama, verificou&#45;se que 38 (45,2%) ainda estavam a efectuar tratamentos e 46 (54,8%) j&aacute; haviam terminado os mesmos.</p>

	    <p>Todas as mulheres que compuseram a amostra foram submetidas a cirurgia devido &agrave; doen&ccedil;a. Quanto ao tipo de cirurgia efectuada, 47 (56%) realizaram mastectomia a uma das mamas, 35 (41,7%) realizaram cirurgias mais conservadoras (mastectomia parcial ou lumpectomia) e 2 (2,4%) realizaram mastectomia a ambas as mamas.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Question&aacute;rio de Identifica&ccedil;&atilde;o Este question&aacute;rio permitiu a recolha de dados s&oacute;cio&#45; demogr&aacute;ficos e dados cl&iacute;nicos necess&aacute;rios para a selec&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra. Nomeadamente; permitiu ter acesso a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; idade, escolaridade e tratamentos efectuados. Por fim, solicitou&#45;se que os participantes identificassem acontecimentos de vida que tinham tido um impacto negativo. Esta quest&atilde;o permitiu identificar se entre a amostra existiam indiv&iacute;duos que, para al&eacute;m do diagn&oacute;stico de cancro da mama, j&aacute; haviam experenciado acontecimentos capazes de originar perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico (American Psychiatric Association, 2002).</p>

	    <p>b) Question&aacute;rio Orienta&ccedil;&atilde;o para a Vida O Question&aacute;rio Orienta&ccedil;&atilde;o para a Vida &eacute; um question&aacute;rio de auto&#45;resposta composto por 29 itens que permitem avaliar o sentido de coer&ecirc;ncia, distribu&iacute;do por tr&ecirc;s componentes: capacidade de investimento, capacidade de gest&atilde;o e capacidade de compreens&atilde;o. Foi aferido para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Nunes (1999), a partir da escala desenvolvida por Antonovsky (1987).</p>

	    <p>c) PTSD Checklist Civilian Version Trata&#45;se de uma medida auto&#45;administrada, que permite analisar o &iacute;ndice de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico em indiv&iacute;duos expostos a eventos traum&aacute;ticos de natureza civil. Constitu&iacute;da por 19 itens que remetem para os sintomas de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico enunciados no Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais. Posteriormente, a escala foi alterada e adaptada de forma a avaliar a perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico em indiv&iacute;duos com cancro, sendo o diagn&oacute;stico considerado o evento traum&aacute;tico. Esta adapta&ccedil;&atilde;o foi efectuada por Cordova, Andrykowski, Kenady, McGrath, Sloan e Redd em 1995.</p>

	    <p>Para cada um dos itens, os sujeitos assinalam o seu grau de concord&acirc;ncia, numa escala de Likert de cinco pontos. A cota&ccedil;&atilde;o da escala &eacute; obtida atrav&eacute;s do somat&oacute;rio dos itens. Sendo que, a n&iacute;veis mais elevados est&aacute; associada uma maior severidade de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico. A escala permite ainda, aceder aos sintomas associados a esta perturba&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da soma dos itens que remetem para cada tipo de sintomatologia.</p>

	    <p>Os estudos de valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o da PCL&#45;C espec&iacute;fica para doentes com cancro, efectuados por Cordova e colaboradores (1995; Leiderman&#45;Cerniglia, 2002) revelaram</p>

	    <p>que o instrumento apresenta qualidades psicom&eacute;tricas adequadas.</p>

	    <p>Dado que, no momento em que foi realizado o presente estudo, n&atilde;o havia sido efectuada nenhuma adapta&ccedil;&atilde;o para Portugal da vers&atilde;o da PCL&#45;C espec&iacute;fica para doentes com cancro, foi necess&aacute;rio proceder &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o transcultural da escala. O estudo das caracter&iacute;sticas da vers&atilde;o traduzida da PCL&#45;C, permitiu concluir estarmos em presen&ccedil;a de uma vers&atilde;o com boas qualidades de fidelidade, consist&ecirc;ncia interna e validade.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Procedimento</b></p>

	    <p>Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos objectivos do estudo junto dos coordenadores de cada Unidade M&eacute;dica e obtida a devida autoriza&ccedil;&atilde;o para contactar os doentes, procedeu&#45;se ao contacto destes atrav&eacute;s de carta.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes foram informados sobre o objectivo do estudo, a confidencialidade das suas respostas assim como, de estarem a participar num acto volunt&aacute;rio, tendo em considera&ccedil;&atilde;o as indica&ccedil;&otilde;es preconizadas pela Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial na declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia de 1964 e as emendas referidas na 52.a Assembleia Geral da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial (2000).</p>

	    <p>O protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o foi enviado por correio e junto a este seguia um envelope para que fosse poss&iacute;vel o retorno do protocolo ap&oacute;s o preenchimento. De uma forma geral, verificou&#45;se uma boa ades&atilde;o dos indiv&iacute;duos contactados.</p>

	    <p>De seguida, foi elaborada uma base de dados onde foram introduzidos os dados, estes foram analisados com a ajuda do programa <i>Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS) <i>for Windows</i>, vers&atilde;o 12. Antes de se proceder &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica, foram calculados os valores de cada escala e das subescalas que as constituem, seguindo as instru&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es dos autores das escalas.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Procedimento Estat&iacute;stico</b></p>

	    <p>Em primeiro lugar foi necess&aacute;rio determinar se a estat&iacute;stica a utilizar era param&eacute;trica ou n&atilde;o&#45;param&eacute;trica. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que as vari&aacute;veis em estudo eram ordinais, a estat&iacute;stica adequada seria a n&atilde;o&#45;param&eacute;trica. Por&eacute;m, de acordo com Pais&#45;Ribeiro (1999) caso se esteja em presen&ccedil;a de medidas ordinais de boa qualidade, chega&#45;se aos mesmos resultados quer se utilize estat&iacute;stica param&eacute;trica ou n&atilde;o&#45; param&eacute;trica. Por outro lado, dado o tamanho da amostra, decidiu&#45;se assumir que esta apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima da normalidade (Maroco, 2003) desta forma, optou&#45; se pela utiliza&ccedil;&atilde;o de estat&iacute;stica param&eacute;trica.</p>

	    <p>Uma vez que se trata de um estudo correlacional foi calculado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson o que permitiu avaliar a intensidade e a direc&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o. Assinale&#45;se que se consideraram como estatisticamente significativos os testes estat&iacute;sticos que tiveram articulados um valor de <i>p</i>&#8804;0.05.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>An&aacute;lise dos Resultados</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Ao proceder&#45;se ao estudo das correla&ccedil;&otilde;es entre o sentido de coer&ecirc;ncia, os seus componentes e o n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico relatado pelas mulheres que compunham a amostra, encontraram&#45;se correla&ccedil;&otilde;es negativas e bastante significativas (Tabela 1).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>TABELA 1 &#150; Correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre sentido de coer&ecirc;ncia e perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico (N=84)</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n6/n6a03t1.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>Os resultados obtidos nesta analise indicaram que quanto maior o sentido de coer&ecirc;ncia, a capacidade de compreens&atilde;o, a capacidade de gest&atilde;o e a capacidade de investimento menor o n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico relatado pelas mulheres a quem foi diagnosticado cancro da mama.</p>
	
	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos factores identificados na literatura como determinante para a mobiliza&ccedil;&atilde;o das respostas perante situa&ccedil;&otilde;es extremas &eacute; o sentido de coer&ecirc;ncia. Este corresponde a uma disposi&ccedil;&atilde;o e forma vital de ver o mundo, acreditando que este &eacute; compreens&iacute;vel, flex&iacute;vel e que possui um significado (Antonovsky, 1998).</p>

	    <p>No que tange ao sentido de coer&ecirc;ncia das mulheres da amostra, os resultados obtidos permitem considerar que apesar da aparente desordem na vida, motivada pelo diagn&oacute;stico de uma neoplasia mam&aacute;ria, a capacidade de recuperar a ordem e integrarem o diagn&oacute;stico de cancro da mama na sua experi&ecirc;ncia de vida (Nunes, 1999) se correlaciona negativamente com os n&iacute;veis de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico.</p>

	    <p>Estes dados v&atilde;o ao encontro de outros estudos que t&ecirc;m demonstrado o efeito ben&eacute;fico que o sentido de coer&ecirc;ncia exerce no bem&#45;estar geral assim como, na sa&uacute;de f&iacute;sica e ps&iacute;quica dos sujeitos, revelando a sua ac&ccedil;&atilde;o moderadora no desenvolvimento de dist&uacute;rbios de ansiedade (Vilhena, 2005) e indicando que o sentido de coer&ecirc;ncia est&aacute; associado a uma menor vulnerabilidade psicol&oacute;gica.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Os resultados obtidos no presente estudo indicam que as mulheres que interpretam o diagn&oacute;stico de cancro como um acontecimento ordenado e com sentido apresentam n&iacute;veis inferiores de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico.</p>

	    <p>Podemos considerar que o sentido de coer&ecirc;ncia facilita a mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos adequados aos acontecimentos com que estas se ir&atilde;o deparar ao longo do processo de tratamento e recupera&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Influenciando desta forma, os &iacute;ndices de mortalidade e morbilidade entre as mulheres com cancro da mama. Pois tem sido evidenciado por v&aacute;rios estudos a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre o sentido de coer&ecirc;ncia, o bem&#45;estar geral (Vilhena, 2005), a qualidade de vida, a percep&ccedil;&atilde;o de controlo sobre a doen&ccedil;a (Pasikowski, Sek &amp; Scigala, 1994), os n&iacute;veis de stress (Gotay, Isaacs &amp; Pagano, 2004), assim como, a ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es e prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas (Cohen &amp; Kanter, 2004).</p>

	    <p>Desta forma, considera&#45;se que o sentido de coer&ecirc;ncia &eacute; uma vari&aacute;vel mediadora da percep&ccedil;&atilde;o de controlo sobre a doen&ccedil;a, constituindo&#45;se como um factor que permite a diminui&ccedil;&atilde;o do sentimento de amea&ccedil;a e stress vinculado a esta, facilitando a adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, assim como a adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos que auxiliam a recupera&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Confrontados com a variabilidade humana, &eacute; razo&aacute;vel especular&#45;se sobre a contribui&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica desta para determinadas patologias. A constata&ccedil;&atilde;o efectiva, da exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas e o desenvolvimento de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico, contribui para a identifica&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos que integram o grupo de risco. A identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas associadas ao desenvolvimento de perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico, assume desta forma um papel profil&aacute;tico uma vez, que permite identificar os indiv&iacute;duos em risco e que como tal, podem ser alvo de ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o ou interven&ccedil;&atilde;o, com vista &agrave; minimiza&ccedil;&atilde;o das repercuss&otilde;es negativas do diagn&oacute;stico de cancro da mama.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (2002). <i>Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais</i> (4a ed. Revis&atilde;o de Texto). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201100020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Andrade, T. (2000). <i>Escutar o mar dentro da concha: Descritores do funcionamento psicossom&aacute;tico oncol&oacute;gico</i>. Tese de mestrado em Psicossom&aacute;tica, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1647-2160201100020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Andrykowski, M., Cordova, M., McGrath, P., Sloan, D. &amp; Kenady, D. (1995). Stability and change in posttraumatic stress disorder symptoms following breast cancer treatment: A 1&#45;year follow&#45;up. <i>Psycho&#45;Oncology</i>, 9 (1), 69&#45;78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1647-2160201100020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Antonovsky, A. (1987). <i>Unravelling the mystery of health: How people manage stress and stay well</i>. San Francisco: Jossey&#45;Bass, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1647-2160201100020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Antonovsky, A. (1993). The structure and properties of the sense of coherence scale. <i>Society of Scientific Medicine</i>, 36, (6), 725&#45;733.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1647-2160201100020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Antonosky, A. (1998). The sense of coherence: An historical and future perspective. In H. I. McCubbin, E. A. Thompson, A. I. Thompson, &amp; J. E. Fromer (Eds.), <i>Stress, coping and health in families: Sense of coherence and resilience</i> (pp. 3&#45;20). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201100020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial (2000). <i>Declaration of Helsinki: Ethical principles for medical research involving human subjects</i>. Edinburgh: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201100020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <p>Cella, D. &amp; Tross, S. (1986). Psychological adjustment to survival from Hodgkin&rsquo;s disease. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>, 54, 616&#45;622.</p>

	

	    <!-- ref --><p>Cohen, M. &amp; Kanter, Y. (2004). Relation between sense of coherence and glycemic control in type 1 and type 2 diabetes &#91;Abstract&#93;. <i>Behavioral Medicine</i>, 29 (4), 175&#45;183. Retrieved January 20, 2005 from PubMed database.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1647-2160201100020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cordova, M. Andrykowski, M., Kenady, D. McGrath, P., Sloan, D., &amp; Redd, W. (1995). Frequency and correlates of posttraumatic stress disorder like symptoms after treatment for breast cancer. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>, 63, 981&#45;986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201100020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Cordova, M., Cunningham, L., Carlson, C. &amp; Andrykowski. M. (2001). Posttraumatic growth following breast cancer: A controlled comparison study. <i>Health Psychology</i>, 20 (3), 176&#45; 185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1647-2160201100020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Costa, L. (2004). <i>O cancro tamb&eacute;m pode morrer</i>. Porto: &Acirc;mbar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1647-2160201100020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Deep, C. &amp; Leal, I. (2000). Necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es em doentes oncol&oacute;gicos. <i>Actas do 4&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de</i>. Lisboa: ISPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201100020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Gotay, C. Isaacs, P. &amp; Pagano, I. (2004). Quality of life in patients who survive a dire prognosis compared to control cancer survivors &#91;Abstract&#93;. <i>Psycho&#45;Oncology</i>, 13 (12), 882&#45; 892. Retrieved January 20, 2005 from PubMed database.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201100020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2009). <i>&Oacute;bitos por causa de morte</i>. Consultado em 30 de Junho de 2011 
	atrav&eacute;s de <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1647-2160201100020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Leiderman&#45;Cerniglia, L. (2002). <i>Psychological factors associated with resistance to PTSD symptoms in women with breast cancer</i> <i>(Doctoral dissertation, Hofstra University, 2001)</i>. Dissertation Abstracts International, 62, 10&#45;B.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1647-2160201100020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Maroco, J. (2003). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica. Com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201100020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Nunes, L. A. S. (1999). <i>O sentido de coer&ecirc;ncia: Operacionaliza&ccedil;&atilde;o de um conceito que influencia a sa&uacute;de mental e a qualidade de vida</i>. Lisboa: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201100020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Pais&#45;Ribeiro, J. L. (1999). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o em psicologia e sa&uacute;de</i>. Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201100020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pasikowski, T., Sek, H. &amp; Scigala, I. (1994). Sense of coherence and subjective health concepts. <i>Polish Psychological Bulletin</i>, 25 (1), 15&#45;23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1647-2160201100020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Varela, M. &amp; Leal, I. (2008). Perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s&#45;stress traum&aacute;tico, estrat&eacute;gias de coping e suporte social. In I. Leal, P. Ribeiro, I. Silva &amp; S. Marques (Org.) <i>Actas do 7&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de</i> (pp. 399&#45;402). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1647-2160201100020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	

	    <!-- ref --><p>Vilhena, C. (2005). <i>Resili&ecirc;ncia em contexto militar</i></a>. Tese de mestrado em Consulta Psicol&oacute;gica e familiar, Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1647-2160201100020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 10.08.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 18.11.2011</p>

	
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Psychiatric Association</collab>
<source><![CDATA[Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais]]></source>
<year>2002</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Escutar o mar dentro da concha: Descritores do funcionamento psicossomático oncológico]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrykowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cordova]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGrath]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sloan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kenady]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stability and change in posttraumatic stress disorder symptoms following breast cancer treatment: A 1-year follow-up]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>9</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>69-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antonovsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Unravelling the mystery of health: How people manage stress and stay well]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[San Francisco ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jossey-Bass]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antonovsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The structure and properties of the sense of coherence scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Society of Scientific Medicine]]></source>
<year>1993</year>
<volume>36</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>725-733</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antonosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The sense of coherence: An historical and future perspective]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[McCubbin]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fromer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Stress, coping and health in families: Sense of coherence and resilience]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>3-20</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Associação Médica Mundial</collab>
<source><![CDATA[Declaration of Helsinki: Ethical principles for medical research involving human subjects]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Edinburgh ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Author]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cella]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tross]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological adjustment to survival from Hodgkin&#8217;s disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consulting and Clinical Psychology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>54</volume>
<page-range>616-622</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kanter]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relation between sense of coherence and glycemic control in type 1 and type 2 diabetes Abstract]]></article-title>
<source><![CDATA[Behavioral Medicine]]></source>
<year>2004</year>
<volume>29</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>175-183</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cordova]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrykowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kenady]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGrath]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sloan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Redd]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Frequency and correlates of posttraumatic stress disorder like symptoms after treatment for breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consulting and Clinical Psychology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>63</volume>
<page-range>981-986</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cordova]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunningham]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrykowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posttraumatic growth following breast cancer: A controlled comparison study]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>20</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>176- 185</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O cancro também pode morrer]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Âmbar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Deep]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Necessidades e preocupações em doentes oncológicos]]></article-title>
<source><![CDATA[Actas do 4º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISPA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gotay]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Isaacs]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pagano]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality of life in patients who survive a dire prognosis compared to control cancer survivors Abstract]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>882- 892</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto Nacional de Estatística</collab>
<source><![CDATA[Óbitos por causa de morte]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leiderman-Cerniglia]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological factors associated with resistance to PTSD symptoms in women with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Dissertation Abstracts International]]></source>
<year>2002</year>
<numero>62</numero>
<issue>62</issue>
<page-range>10-B</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise estatística: Com utilização do SPSS]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O sentido de coerência: Operacionalização de um conceito que influencia a saúde mental e a qualidade de vida]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Investigação e avaliação em psicologia e saúde]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pasikowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sek]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scigala]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sense of coherence and subjective health concepts]]></article-title>
<source><![CDATA[Polish Psychological Bulletin]]></source>
<year>1994</year>
<volume>25</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>15-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Varela]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perturbação de pós-stress traumático, estratégias de coping e suporte social]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Actas do 7º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>399-402</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Superior de Psicologia Aplicada]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vilhena]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Resiliência em contexto militar]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
