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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
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<issn>1647-2160</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O sofrimento no contexto da doença]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Suffering in the Context of Disease]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem do Porto  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Suffering is a biopshycosossial and spiritual process and it is present in all the contexts related to disease. But, suffering has repercussions not only on the person/family but also on the health professionals. In this context we will develop a short reflection about the suffering of people who lost their welfare and the nurses, who by their inherence of the function, are integrated in the centre of suffering.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sofrimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>O sofrimento no contexto da doen&ccedil;a</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Maria Jos&eacute; Peixoto</b>*; <b>Elizabete Borges</b>**</p>

	    <p>*Professora Coordenadora &#45; Escola Superior de Enfermagem do Porto, <a href="mailto:mariajose@esenf.pt">mariajose@esenf.pt</a></p>

	    <p>**Professora Adjunta &#45; Escola Superior de Enfermagem do Porto, <a href="mailto:elizabete@esenf.pt">elizabete@esenf.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>Sendo o sofrimento um fen&oacute;meno biopsicossocial e espiritual ele est&aacute; presente em todos os contextos associados &agrave; doen&ccedil;a. Mas, o sofrimento n&atilde;o tem repercuss&otilde;es s&oacute; para a pessoa/fam&iacute;lia mas tamb&eacute;m para os profissionais de sa&uacute;de. Neste contexto propomo&#45;nos elaborar uma pequena reflex&atilde;o sobre o sofrimento das pessoas/fam&iacute;lias que perderam o seu bem&#45;estar e os enfermeiros que pela iner&ecirc;ncia das suas fun&ccedil;&otilde;es est&atilde;o integrados no &acirc;mago do sofrimento.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Sofrimento; Enfermeiro; Fam&iacute;lia; Cliente.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Suffering in the Context of Disease</b></p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>Suffering is a biopshycosossial and spiritual process and it is present in all the contexts related to disease. But, suffering has repercussions not only on the person/family but also on the health professionals. In this context we will develop a short reflection about the suffering of people who lost their welfare and the nurses, who by their inherence of the function, are integrated in the centre of suffering.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Suffering; Nurse; Family; Client.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>O sofrimento &eacute; transversal nas v&aacute;rias dimens&otilde;es do ser humano, circunscreve caracter&iacute;sticas biopsicossociais e espirituais. Etimologicamente sofrimento "denota pena ou dor que se deve suportar (latim subferre, levar debaixo) Casera (2001, p. 1043).</p>

	    <p>Classicamente fala&#45;se no sofrimento f&iacute;sico, quando atribu&iacute;do ao corpo e mental quando conotado com a mente. B&eacute;f&eacute;cadu (1993) fala no "sofrimento do corpo &#150; a fonte f&iacute;sica, sofrimento nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais &#150; a fonte sociocultural, sofrimento na vontade, a fonte existencial&#45;espiritual e o sofrimento no sentimento de unidade e coer&ecirc;ncia do "eu" &#150; a fonte psicol&oacute;gica" (cit por Gameiro, 1999, p. 37). Para Biscaia (1995, p. 7) "a dor e o sofrimento humanos s&atilde;o atributos da pessoa j&aacute; que eles pressup&otilde;em, n&atilde;o s&oacute; uma componente neurol&oacute;gica, mas tamb&eacute;m a memoriza&ccedil;&atilde;o e o repercutir psicol&oacute;gico que lhe d&atilde;o uma clara implica&ccedil;&atilde;o em comportamentos futuros".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sofrimento &eacute; uma experi&ecirc;ncia pessoal, egoc&ecirc;ntrica e complexa que envolve um evento intensamente negativo ou uma amea&ccedil;a percebida. O sofrimento pode fazer&#45;se acompanhar de componentes f&iacute;sicas, cognitivas, afectivas, sociais e espirituais o que justifica a sua complexidade (Rodgers &amp; Cowles, 1997).</p>

	    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o efectuada &agrave; volta do sofrimento traduz grande proximidade conceptual, verificam&#45;se experi&ecirc;ncias comuns e outras exclusivas que dependem n&atilde;o s&oacute; da causa do sofrimento mas tamb&eacute;m das especificidades do indiv&iacute;duo. Mas o foco do sofrimento n&atilde;o se deve propriamente &agrave; causa mas ao risco que representa para a identidade da pessoa (Gameiro, 1999). Apesar de n&atilde;o conseguirmos identificar a amplitude e o significado do sofrimento pelo qual a pessoa est&aacute; a passar, normalmente conseguimos perceber quando a pessoa est&aacute; a sofrer (Kahn &amp; Steeves, 1986). Sendo que "O ser humano &eacute; o &uacute;nico dotado de um sentimento intr&iacute;nseco, decorrente do excesso de algo, que incomoda, perturba ou provoca insatisfa&ccedil;&atilde;o" (Berlink cit.por Malavolta, 2000).</p>

	    <p>Na cultura ocidental, em que est&aacute; impl&iacute;cita a divis&atilde;o esp&iacute;rito&#45; corpo, o sofrimento &eacute; relacionado com o esp&iacute;rito e por isso a sua subjectividade. Mas para podermos entender o sofrimento, n&atilde;o podemos pensar numa l&oacute;gica de esp&iacute;rito versus mente, pois cada ser humano &eacute; um todo, esp&iacute;rito e corpo (Cassel, 1992, cit. por Ribeiro, 2005). Ao analisar o sofrimento em &acirc;mbito m&eacute;dico, refere que "a) o sofrimento n&atilde;o se confina aos sintomas f&iacute;sicos, b) o sofrimento deriva tanto da doen&ccedil;a como do tratamento, c) ningu&eacute;m pode antecipar o que o sujeito descrever&aacute; como fonte de sofrimento" Cassel (1992, cit. por Ribeiro, 2005, p. 223).</p>

	    <p>Como o ser humano &eacute; um ser biopsicossocial e o sofrimento pode abranger todas as suas dimens&otilde;es, este tamb&eacute;m pode ser desencadeado por qualquer aspecto da pessoa. O sofrimento acontece quando a pessoa se apercebe de algo que a pode colocar numa situa&ccedil;&atilde;o de risco, e termina quando consegue eliminar esse risco. Hallowell (2006) ao estudar mulheres com hist&oacute;ria familiar de cancro do ov&aacute;rio, constatou que estas percebem o risco da doen&ccedil;a pela experi&ecirc;ncia anterior da doen&ccedil;a e morte e encaram o futuro com sofrimento para elas e para os outros. Doentes com o diagn&oacute;stico de uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica apresentam sofrimento devido a perda de autonomia, diminui&ccedil;&atilde;o da auto&#45;estima, des&acirc;nimo (Morita et al., 2000) e percep&ccedil;&atilde;o da perda da integridade (Rodgers &amp; Cowles, 1997).</p>

	    <p>Visto que no sofrimento est&aacute; impl&iacute;cita a subjectividade, &eacute; &oacute;bvio que este n&atilde;o apresenta similaridade na sua express&atilde;o, n&atilde;o sendo atrav&eacute;s desta que o alcan&ccedil;&aacute;mos e que o podemos identificar. Mas tamb&eacute;m a habilidade para enfrentar o sofrimento &eacute; diferente e pessoal. Situa&ccedil;&otilde;es h&aacute; em que o ser humano descobre como viver com o seu sofrimento, n&atilde;o ser&aacute; o caso das pessoas que t&ecirc;m dores cr&oacute;nicas? H&aacute; situa&ccedil;&otilde;es que se apresentam consensuais, no que se refere a serem as geradoras de provocar sofrimento nas pessoas, como o caso da morte, doen&ccedil;a... Mas, outras h&aacute; que n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o lineares. Contudo esse sofrimento tamb&eacute;m deve ser considerado e n&atilde;o desvalorizado perante a pessoa que o est&aacute; a sentir (Ribeiro, 2005). Por vezes acontece que as pessoas doentes tentam proteger&#45;se a si e aos outros, escondendo o quanto est&atilde;o a sofrer e este &eacute; um comportamento causador de mais sofrimento ainda (Flaming, 1995). Numa perspectiva religiosa, o sofrimento pode gerar incerteza, mas tamb&eacute;m pode sustentar a confian&ccedil;a (Jaspard, 2004). Nesta &oacute;ptica o sofrimento n&atilde;o deve ser interpretado como um sinal de infort&uacute;nio, mas sim como um guia de novas expectativas, visto possibilitar ver as situa&ccedil;&otilde;es com outra clareza. Assim a pessoa ao assumi&#45; lo como uma manifesta&ccedil;&atilde;o de reden&ccedil;&atilde;o est&aacute; a proporcionar mais qualidade &agrave; vida (Pinto, 1996).</p>

	    <p>Tamb&eacute;m Frankl (1984), ao analisar o sofrimento humano, defende que a dor e o sofrimento, de uma forma geral, s&atilde;o indispens&aacute;veis ao desenvolvimento humano.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Sofrimento e Fam&iacute;lia Cuidadora</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Ao longo do tempo tem existido alguma preocupa&ccedil;&atilde;o em estudar este fen&oacute;meno, mas, mais no contexto do sofrimento do utente e da dor, e n&atilde;o, na perspectiva da fam&iacute;lia cuidadora. Assiste&#45;se hoje a um incremento de fam&iacute;lias cuidadoras, e perante esta realidade parece l&iacute;cito ent&atilde;o questionar se essas fam&iacute;lias n&atilde;o passam por uma transi&ccedil;&atilde;o de vivencias durante per&iacute;odos de sofrimento. V&aacute;rios estudos (Martins, 2006; Fernandes et al. 2002; Gunnell et al. 2000) apontam para que nas fam&iacute;lias cuidadoras essencialmente, o familiar cuidador manifesta elevada sobrecarga f&iacute;sica, emocional e social. A doen&ccedil;a de um dos elementos da fam&iacute;lia vai implicar ruptura no quotidiano do pr&oacute;prio e da fam&iacute;lia, levando a altera&ccedil;&otilde;es das rotinas di&aacute;rias e por vezes &agrave; instaura&ccedil;&atilde;o de uma crise familiar. O impacto do diagn&oacute;stico de uma doen&ccedil;a n&atilde;o s&oacute; se repercute na pessoa, mas tamb&eacute;m na fam&iacute;lia (Hinds, 1992). "O doente sofre e tamb&eacute;m faz sofrer" (Bernardo, 1995, p.3). O aparecimento no seio familiar de algu&eacute;m que vai precisar de ajuda para a realiza&ccedil;&atilde;o das actividades di&aacute;rias, que normalmente resolve sozinho, vai acarretar altera&ccedil;&otilde;es substanciais na fam&iacute;lia (Roca et al. 1999). A doen&ccedil;a cr&oacute;nica, mais do que a aguda, significa n&atilde;o s&oacute; para a pessoa individual mas para a unidade familiar uma amea&ccedil;a (Bull et al 1997). Uma doen&ccedil;a grave traz uma s&eacute;rie de imposi&ccedil;&otilde;es e de altera&ccedil;&otilde;es para a fam&iacute;lia que colidem com a forma de viver o seu dia a dia. A doen&ccedil;a &eacute; uma das causas de sofrimento (Sebasti&atilde;o, 1995) e quer seja tempor&aacute;ria ou prolongada, em qualquer etapa do ciclo vital acarreta consigo diferentes n&iacute;veis de stresse (Hanson, 2005), o qual &eacute; um dos factores respons&aacute;veis pelo sofrimento (Borges, 2004).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>O Enfermeiro e o Sofrimento</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Flaming (1995) estudou a percep&ccedil;&atilde;o das enfermeiras em rela&ccedil;&atilde;o ao sofrimento dos utentes, visto aquelas pertencerem a um grupo de pessoas que no seu dia a dia de trabalho contactam constantemente com diferentes situa&ccedil;&otilde;es. Assim verificou que as enfermeiras na sua pr&aacute;tica di&aacute;ria identificaram o sofrimento existencial, o psicol&oacute;gico e o f&iacute;sico. O existencial, contempla o aspecto espiritual e o desespero pela situa&ccedil;&atilde;o, acontecendo quando a pessoa sente que essa dimens&atilde;o da sua vida perdeu o sentido. O sofrimento psicol&oacute;gico sucede frequentemente quando h&aacute; um acometimento &agrave; parte psicol&oacute;gica da pessoa, que se traduz pela incompreens&atilde;o. Esta n&atilde;o acredita no que est&aacute; a acontecer, sente&#45;se presa e n&atilde;o compreende a situa&ccedil;&atilde;o. O sofrimento f&iacute;sico associa&#45;se &agrave; dor corporal, podendo manifestar&#45;se de forma inflex&iacute;vel e exigente.</p>

	    <p>Quando a pessoa aceita a exist&ecirc;ncia do sofrimento torna&#45;se mais f&aacute;cil chegar a ela de forma a minimiz&aacute;&#45;lo, podendo ser atenuado caso o utente tenha coragem de o exprimir e de o encarar. Os profissionais de enfermagem pela sua experi&ecirc;ncia normalmente conseguem identificar a exist&ecirc;ncia de sofrimento na pessoa. Os enfermeiros consideram que a rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a que se estabelece entre eles e o utente, baseada na abertura e sinceridade, &eacute; crucial para conseguirem intervir a esse n&iacute;vel. &Eacute; imprescind&iacute;vel que a pessoa nunca se sinta abandonada, que seja respeitada, pois esta tem uma experi&ecirc;ncia de vida que pode ajudar a minimizar o sofrimento (Lindholm &amp; Eriksson, 1993). &Eacute; importante que os profissionais de enfermagem percebam a energia que &eacute; necess&aacute;ria para que a pessoa expresse os seus sentimentos. Este processo pode utilizar muita da energia quer da pessoa, quer do profissional. Os profissionais podem identificar o tipo de sofrimento que est&aacute; consciente ou inconscientemente a ser manifestado pelo utente, levando a que este entenda quais os tipos de sofrimento existente. Por vezes os utentes usam o sofrimento como um mecanismo de defesa, os profissionais devem entender esse comportamento e consider&aacute;&#45;lo. Os enfermeiros devem respeitar o espa&ccedil;o da pessoa, na medida em que esta pode sentir necessidade de estar s&oacute; (Flaming, 1995).</p>

	    <p>O enfermeiro por vezes tenta aliviar o sofrimento respondendo de imediato &agrave;s necessidades e ajudando o utente a resolver os seus problemas. Contudo devem ter sempre presente que nada deve ser imposto e que o caminho deve ser escolhido com a pessoa. Para isso &eacute; importante encontrar as raz&otilde;es do sofrimento conseguindo que os utentes o fa&ccedil;am conjuntamente com eles. &Eacute; tamb&eacute;m importante que o utente crie uma rela&ccedil;&atilde;o com uma pessoa que seja significativa para si. &Eacute; essencial que tenha coragem de encarar o sofrimento e caminhar em frente (Lindholm &amp; Eriksson, 1993). Mock et al. (2005) estudaram o sofrimento de um grupo de enfermeiras que tinham s&iacute;ndrome respirat&oacute;rio e conclu&iacute;ram que estas se tornaram mais "ricas" nas rela&ccedil;&otilde;es com as pessoas quer profissionalmente quer mesmo na sua vida pessoal. Passaram a ver o mundo na perspectiva dos utentes e consciencializaram&#45;se da import&acirc;ncia de ouvirem a pessoa e a fam&iacute;lia, respeitando&#45;os.</p>

	    <p>Mas, &eacute; inevit&aacute;vel que quando se fala em sofrimento ligado &agrave; doen&ccedil;a, n&atilde;o s&oacute; se pense na pessoa doente e fam&iacute;lia, mas tamb&eacute;m nos profissionais de sa&uacute;de nomeadamente nos enfermeiros. Estes s&atilde;o confrontados na sua pr&aacute;tica di&aacute;ria com diversas formas de sofrimento humano (Kahn &amp; Steeves, 1986). Jaspard (2004) estudou como estes profissionais convivem constantemente com o sofrimento, considerando a sua orienta&ccedil;&atilde;o religiosa. Encontrou diferen&ccedil;as na forma como estes se referiam ao sofrimento, atendendo &agrave; &oacute;ptica religiosa ou n&atilde;o. Assim as enfermeiras que se suportavam numa religi&atilde;o responderem &agrave;s quest&otilde;es de forma distinta, enquanto as outras pelo contr&aacute;rio, tinham respostas id&ecirc;nticas. Os enfermeiros por vezes acabam por sofrer com a pessoa em sofrimento (Lindholm &amp; Eriksson, 1993).</p>

	    <p>Lemos, Cruz e Batom&eacute; (2002) quis estudar um grupo de profissionais de sa&uacute;de nomeadamente enfermeiros, t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem pois considerou&#45;os como sendo um grupo de trabalhadores, que constantemente, n&atilde;o s&oacute; assistem, mas tamb&eacute;m est&atilde;o integrados no cen&aacute;rio onde o sofrimento &eacute; detentor do papel principal. Mesmo assim estes continuam a trabalhar, tolerando o sofrimento, por isso pareceu&#45;lhe relevante perceber como &eacute; que estes profissionais gerem as adversidades. Para isso seleccionou como participantes os que trabalhavam em centros cir&uacute;rgicos de adultos, urg&ecirc;ncia, cl&iacute;nica e ambulat&oacute;rio de onco&#45;hematologia. A caracteriza&ccedil;&atilde;o dos processos de trabalho apontou para a presen&ccedil;a de cargas f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas. Constatou a exist&ecirc;ncia de sofrimento, causada por agentes relacionados com a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, nomeadamente escassez de recursos materiais e humanos que impossibilitavam a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados com qualidade. Mas visto que para os profissionais de sa&uacute;de &eacute; inevit&aacute;vel a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, Lemos, Cruz e Batom&eacute; (2002, p. 408) constatou a exist&ecirc;ncia de mecanismos de defesa que por vezes s&atilde;o utilizados sem os pr&oacute;prios terem consci&ecirc;ncia do facto, tais como a "nega&ccedil;&atilde;o, sublima&ccedil;&atilde;o, e a banaliza&ccedil;&atilde;o do sofrimento, da assist&ecirc;ncia e at&eacute; das informa&ccedil;&otilde;es prestadas aos pacientes e seus familiares". Borges (2004) ao estudar o sofrimento dos enfermeiros em Pediatria constatou que para estes profissionais a conviv&ecirc;ncia com o sofrimento das crian&ccedil;as, pais e familiares era factor desencadeante de sofrimento para os pr&oacute;prios. Este pode ser exacerbado pela "situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da crian&ccedil;a, a rela&ccedil;&atilde;o de proximidade com a crian&ccedil;a e os pais e os comportamentos adoptados pelos pais. N&atilde;o podemos deixar de referir os indicadores associados ao momento da morte, como o dia, as circunst&acirc;ncias e as condi&ccedil;&otilde;es que envolvem este acontecimento" (Borges, 2004, p. 129). Confrontados com o sofrimento das crian&ccedil;as os enfermeiros podem desenvolver dois tipos de comportamento, ou a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a e aos pais ou o distanciamento. Os enfermeiros em situa&ccedil;&otilde;es mais "pesadas" adoptam estrat&eacute;gias de coping centradas na emo&ccedil;&atilde;o e no problema. As emo&ccedil;&otilde;es podem ser geridas a n&iacute;vel individual ou de organiza&ccedil;&atilde;o, passando por "apoio psicol&oacute;gico, reestrutura&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica dos servi&ccedil;os, a forma&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho dos enfermeiros e a rotatividade pelos servi&ccedil;os" (Borges, 2004, p. 130). Nas situa&ccedil;&otilde;es de stress foram identificadas como respostas "Nega&ccedil;&atilde;o; Raiva e Frustra&ccedil;&atilde;o; Distress e Sa&uacute;de; Culpabilidade; Resposta Fisiol&oacute;gica e Emocionalidade Disf&oacute;rica" (Borges, 2004, p. 130). "O modo como cada enfermeiro enfrenta situa&ccedil;&otilde;es de crise, nomeadamente o sofrimento... reflecte a sua individualidade enquanto ser &uacute;nico e a rede de liga&ccedil;&otilde;es enquanto ser relacional" (Borges, 2004, p. 43).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>O sofrimento integra a vida do ser humano e est&aacute; presente em todas as situa&ccedil;&otilde;es que impliquem cuidados. Este n&atilde;o pode ser reduzido a apenas um sentimento ou uma dor; assistimos a sofrimento na vida e na morte, este &eacute; &uacute;nico, com intensidade vari&aacute;vel podendo ser aliviado mas n&atilde;o suprimido. Existe sofrimento com doen&ccedil;a sendo que as manifesta&ccedil;&otilde;es podem ser de tal forma diversas que se torne quase imposs&iacute;vel reconhec&ecirc;&#45;las (Lindholm &amp; Eriksson, 1993). O sofrer do ser humano n&atilde;o traz originalidade, mas pode ser considerado um desafio nos nossos dias, pois assiste&#45;se hoje a novas formas de sofrimento tais como press&otilde;es socio&#45; pol&iacute;ticas, desemprego, indefini&ccedil;&atilde;o do futuro. &Egrave; premente entender todos estes novos processos que desencadeiam o sofrimento (Malavolta, 2000). Entend&ecirc;&#45;lo &eacute; fundamental para os profissionais da sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; o fen&oacute;meno em si mas as estrat&eacute;gias de o diminuir. Mas, visto que este n&atilde;o acontece somente ao utente e fam&iacute;lia mas tamb&eacute;m aos profissionais de sa&uacute;de, torna&#45;se premente que sejam criadas condi&ccedil;&otilde;es para aliviar sen&atilde;o elimin&aacute;&#45;lo dos profissionais. &Eacute; imprescind&iacute;vel que os profissionais mantenham boa sa&uacute;de de forma a poderem ter um bom n&iacute;vel de bem&#45;estar e consequentemente prestarem cuidados de qualidade aos utentes/fam&iacute;lias.</p>

	    <p>Estamos a falar em compet&ecirc;ncias pessoais e de rela&ccedil;&atilde;o, recursos humanos e materiais, programas de forma&ccedil;&atilde;o, de reflex&atilde;o acerca do tema, de gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es. (Borges, 2004). Rushton et al. (2006) ao implementar e avaliar um programa de interven&ccedil;&atilde;o num servi&ccedil;o de cuidados paliativos verificou uma diminui&ccedil;&atilde;o do sofrimento nos profissionais de sa&uacute;de. Tal como refere McIntyre (1999, p. 24) "o sofrimento acarreta alguma forma de desregula&ccedil;&atilde;o emocional. (...) Torna&#45;se assim crucial que os profissionais de sa&uacute;de estejam preparados para reconhecer e lidar com as emo&ccedil;&otilde;es do doente e as suas pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es (...)".</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Bernardo, F. (1995). Ser e Estar Doente. <i>Divulga&ccedil;&atilde;o</i>, <i>34</i>, 3&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1647-2160201100020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Biscaia, J. (1995). Sofrimento e dor humana. <i>Cadernos de Bio&eacute;tica</i>, <i>9</i>, 7&#45;13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1647-2160201100020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Borges, E. (2006). O Sofrimento dos enfermeiros em pediatria. In P. Marques, J. C.</p>

	    ]]></body>
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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 16.06.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 16.12.2011</p>
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