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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although the onset of mental disorders often occur during adolescence and youth, many teenagers and youths do not seek help, having the low mental health literacy influence over the early recognition of the disorder and the help-seeking behaviors. In Portugal, there were no studies that evaluate mental health literacy of teenagers and youths. In the scope of the project "Mental Health Education and Sensibilization: A School-based Intervention Program for Adolescents and Young" (PTDC/ CPE-CED/112546/2009) a questionnaire is being applied with the aim of evaluate the mental health literacy of teenagers and youths. The QuALiSMental is the translated and adapted version of the Survey of Mental Health Literacy in Young People - Interview Version (Jorm, 1997; 2000) and has three vignettes describing a fictitious person with symptoms of depression, schizophrenia and abuse of substances (alcohol), respectively. The objective of this article is to characterize, starting from the results of QuALiSMental, the ability of the Portuguese youths living in the center of Portugal and that finished the 12o year in 2011 identify depression after reading a vignette as well as their beliefs about the help seeking for this situation. The data were collected from a cluster sample and this selection, although randomized, considerate the geographical and urban, semi urban and rural representativeness. It was verified that 32% of the sample identified accurately depression and that the intention of help seeking is 66, 3%. The limitations we have identified in mental health literacy of adolescents and youths can explain the non-recognition of the mental disturb and delays in help-seeking, which leads to longer treatments. Actions of education and awareness of mental health with adolescents and youths are needed, preferably school-based.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Reconhecimento da Depress&atilde;o e Cren&ccedil;as sobre Procura de Ajuda em Jovens Portugueses</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Lu&iacute;s Loureiro*; Ana Pedreiro**; Susana Correia***; Aida Mendes****</b></p>

	    <p>*Professor&#45;Adjunto na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; inscrito na Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de &#150; Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; <a href="mailto:luisloureiro@esenfc.pt">luisloureiro@esenfc.pt</a></p>

	    <p>**Bolseira de Investiga&ccedil;&atilde;o na Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de &#150; Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; <a href="mailto:apedreiro@esenfc.pt">apedreiro@esenfc.pt</a></p>

	    <p>***Enfermeira no CHUC &#150; Unidade Sobral Cid, Servi&ccedil;o de Adi&ccedil;&otilde;es; <a href="mailto:suscor82@gmail.com">suscor82@gmail.com</a></p>

	    <p>****Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; <a href="mailto:amendes@esenfc.pt">amendes@esenfc.pt</a></p>

	

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora o despoletar das doen&ccedil;as mentais na adolesc&ecirc;ncia e juventude seja comum, muitos adolescentes e jovens n&atilde;o procuram ajuda, sendo a baixa literacia em sa&uacute;de mental apontada como tendo influ&ecirc;ncia sobre o reconhecimento precoce da perturba&ccedil;&atilde;o e os comportamentos de procura de ajuda. Em Portugal, n&atilde;o existiam estudos que avaliassem a literacia em sa&uacute;de mental de adolescentes e jovens. No &acirc;mbito do projeto "Educa&ccedil;&atilde;o e Sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de Mental: Um Programa de Interven&ccedil;&atilde;o com base na Escola para Adolescentes e Jovens" (PTDC/CPE&#45;CED/112546/2009) est&aacute; a ser administrado um question&aacute;rio cujo prop&oacute;sito &eacute; avaliar a literacia da sa&uacute;de mental de adolescentes e jovens. O QuALiSMental &eacute; a vers&atilde;o traduzida, adaptada e autorizada do Survey of Mental Health Literacy in Young People &#150; Interview Version (Jorm, 1997; 2000) e &eacute; composto por tr&ecirc;s vinhetas, descrevendo uma pessoa fict&iacute;cia com sintomas de depress&atilde;o, esquizofrenia e abuso de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool), respetivamente. O objetivo deste artigo &eacute; caraterizar, partindo da an&aacute;lise de resultados do QuALiSMental, a capacidade de jovens portugueses residentes na zona centro de Portugal e que terminaram o 12&ordm; ano em 2011 identificarem a depress&atilde;o atrav&eacute;s da leitura de uma vinheta bem como as suas cren&ccedil;as sobre a procura de ajuda para esta situa&ccedil;&atilde;o. Os dados foram colhidos partindo de uma amostra por conglomerados e esta sele&ccedil;&atilde;o, apesar de aleat&oacute;ria, teve em considera&ccedil;&atilde;o a representatividade em termos de indicadores geogr&aacute;ficos e contextos urbanos, semiurbanos e rurais. Verificou&#45;se que 32% da amostra identifica corretamente a depress&atilde;o e que a afirma&ccedil;&atilde;o de inten&ccedil;&atilde;o de procura de ajuda &eacute; de 66,3%. As limita&ccedil;&otilde;es encontradas ao n&iacute;vel da literacia em sa&uacute;de mental de adolescentes e jovens podem explicar o n&atilde;o reconhecimento das perturba&ccedil;&otilde;es mentais e o atraso na procura de ajuda, que leva a tratamentos mais demorados. S&atilde;o necess&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de mental junto de adolescentes e jovens, preferencialmente em contexto escolar.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Literacia; Sa&uacute;de Mental; Adolescentes e Jovens</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>Although the onset of mental disorders often occur during adolescence and youth, many teenagers and youths do not seek help, having the low mental health literacy influence over the early recognition of the disorder and the help&#45;seeking behaviors. In Portugal, there were no studies that evaluate mental health literacy of teenagers and youths. In the scope of the project "Mental Health Education and Sensibilization: A School&#45;based Intervention Program for Adolescents and Young" (PTDC/ CPE&#45;CED/112546/2009) a questionnaire is being applied with the aim of evaluate the mental health literacy of teenagers and youths. The QuALiSMental is the translated and adapted version of the Survey of Mental Health Literacy in Young People &#150; Interview Version (Jorm, 1997; 2000) and has three vignettes describing a fictitious person with symptoms of depression, schizophrenia and abuse of substances (alcohol), respectively. The objective of this article is to characterize, starting from the results of QuALiSMental, the ability of the Portuguese youths living in the center of Portugal and that finished the 12o year in 2011 identify depression after reading a vignette as well as their beliefs about the help seeking for this situation. The data were collected from a cluster sample and this selection, although randomized, considerate the geographical and urban, semi urban and rural representativeness. It was verified that 32% of the sample identified accurately depression and that the intention of help seeking is 66, 3%. The limitations we have identified in mental health literacy of adolescents and youths can explain the non&#45;recognition of the mental disturb and delays in help&#45;seeking, which leads to longer treatments. Actions of education and awareness of mental health with adolescents and youths are needed, preferably school&#45;based.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Literacy; Mental Health; Teenagers and Youth</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>Jorm et al. (1997a) introduziram o termo &lsquo;literacia em sa&uacute;de mental&rsquo; e definiram&#45;no como "o conhecimento e as cren&ccedil;as acerca das perturba&ccedil;&otilde;es mentais que ajudam no seu reconhecimento, gest&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o", circunscrevendo&#45;o ao campo das interven&ccedil;&otilde;es em adolescentes e jovens. A literacia em sa&uacute;de mental &eacute; composta por v&aacute;rios componentes: a) a capacidade de reconhecer perturba&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas ou diferentes tipos de sofrimento psicol&oacute;gico; b) conhecimentos e cren&ccedil;as sobre fatores de risco e causas; c) conhecimentos e cren&ccedil;as sobre interven&ccedil;&otilde;es de autoajuda; d) conhecimentos e cren&ccedil;as sobre ajuda profissional dispon&iacute;vel; e) atitudes que facilitam o reconhecimento e a procura de ajuda apropriada; e f) conhecimentos sobre como procurar informa&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de mental (Jorm, 2000). O mesmo autor (Jorm, 1997; 2000) tem estudado estas quest&otilde;es em adolescentes e jovens porque a adolesc&ecirc;ncia e a juventude (15&#45;24 anos) s&atilde;o etapas cr&iacute;ticas, caracterizadas por altera&ccedil;&otilde;es no contexto de vida dos indiv&iacute;duos, em que os problemas relacionados com o bem&#45;estar t&ecirc;m profundo impacto na vida adulta (Jorm, 2000; OMS, 2001). Nesta faixa et&aacute;ria o reduzido n&iacute;vel de literacia em sa&uacute;de mental &eacute; respons&aacute;vel pela perpetua&ccedil;&atilde;o do estigma, agravamento dos sintomas, adiamento da procura de ajuda profissional, agravado nos adolescentes e jovens com reduzido n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o com o sistema de sa&uacute;de.</p>

	    <p>Dos v&aacute;rios componentes da literacia apresentados depreende&#45;se que uma literacia em sa&uacute;de mental reduzida vai n&atilde;o s&oacute; impedir o reconhecimento precoce das perturba&ccedil;&otilde;es mentais, influenciar o comportamento de procura de ajuda e o acesso aos tratamentos mais adequados, como tamb&eacute;m perpetuar o estigma face aos doentes mentais. A elevada preval&ecirc;ncia das perturba&ccedil;&otilde;es mentais (50%, segundo Kessler et al., 1994, citado em Jorm, 2000), juntamente com os fatores referidos, reveste de enorme import&acirc;ncia o incremento da literacia em sa&uacute;de mental.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso da literacia em sa&uacute;de mental de adolescentes e jovens, este problema agudiza&#45;se porque se sabe que esta idade representa o ponto auge de in&iacute;cio de uma doen&ccedil;a mental, com metade dos indiv&iacute;duos que v&atilde;o sofrer de uma doen&ccedil;a mental a experienciar o seu primeiro epis&oacute;dio antes dos 18 anos (Kelly et al., 2011). Estima&#45;se na atualidade que nos adolescentes e jovens a preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es do foro mental como s&atilde;o a depress&atilde;o, o abuso de subst&acirc;ncias, os dist&uacute;rbios de ansiedade, os dist&uacute;rbios de comportamentos alimentares e inclusive as perturba&ccedil;&otilde;es psic&oacute;ticas, se situem entre os 15 e os 20%.</p>

	    <p>Contudo, os estudos t&ecirc;m demonstrado de forma consistente que a maioria dos adolescentes e jovens n&atilde;o procuram nem recebem a ajuda ou o tratamento adequados. A identifica&ccedil;&atilde;o e o tratamento precoces de dificuldades emocionais em adolescentes e jovens s&atilde;o uma prioridade tanto para os profissionais de sa&uacute;de como para os educadores (Santor et al., 2007).</p>

	    <p>O reconhecimento precoce e a procura de ajuda apropriada s&oacute; v&atilde;o ocorrer se os jovens e a sua fam&iacute;lia, professores e amigos souberem quais s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es precoces provocadas pelas perturba&ccedil;&otilde;es mentais, os melhores tipos de ajuda dispon&iacute;veis e como aceder a esta ajuda, conhecimentos e aptid&otilde;es que foram definidos como &lsquo;literacia em sa&uacute;de mental&rsquo;.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>A amostra deste estudo &eacute; constitu&iacute;da por jovens (n=860) com uma m&eacute;dia de idades de 18,74 anos (dp=1,67 anos), sendo a mediana de 18 anos e a moda tamb&eacute;m de 18 anos. No que respeita ao g&eacute;nero observa&#45;se que 84% s&atilde;o do g&eacute;nero feminino, representando o g&eacute;nero masculino apenas 16% da amostra. Em rela&ccedil;&atilde;o ao distrito onde residem, observa&#45;se que 27,4% residem no distrito de Coimbra, 16,5% em Leiria, 9,0% em Aveiro, 11,4% em Viseu, 5,9% em Castelo Branco e 25% noutros distritos lim&iacute;trofes aos distritos considerados, como s&atilde;o exemplo, Santar&eacute;m, Portalegre, Porto, entre outros (Quadro 1).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>QUADRO 1 &#150; Distribui&ccedil;&atilde;o percentual das vari&aacute;veis g&eacute;nero e distrito de resid&ecirc;ncia dos participantes</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a03q1.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p>Nas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais podemos verificar que a distribui&ccedil;&atilde;o, tanto no pai como na m&atilde;e, &eacute; relativamente semelhante (Quadro 2). As habilita&ccedil;&otilde;es do pai concentram&#45;se na sua maioria nos 4 primeiros &laquo;n&iacute;veis&raquo; (Ensino b&aacute;sico &#150; 1&ordm; Ciclo (antiga 4&ordf; classe); Ensino b&aacute;sico &#150; 2&ordm; Ciclo (Ensino preparat&oacute;rio &#150; antigo 6&ordm; ano); Ensino b&aacute;sico &#150; 3&ordm; Ciclo &#150; Curso geral dos liceus (9&ordm; ano); Ensino secund&aacute;rio (Curso complementar dos liceus).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 2 &#150; Habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a03q2.jpg"></p>
	
	    
<p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p>Observa&#45;se que apenas 11,3% dos pais t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o superior. Ao n&iacute;vel das m&atilde;es, os valores s&atilde;o ligeiramente diferentes dos pais j&aacute; que tanto no ensino b&aacute;sico &#150; 1&ordm; Ciclo (16,7%), como Ensino b&aacute;sico &#150; 2&ordm; Ciclo (17,3%), as percentagens s&atilde;o menores; 14,2 % das m&atilde;es t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do ensino superior. Para o global da amostra, tanto os pais como as m&atilde;es, t&ecirc;m na maioria os n&iacute;veis do Ensino b&aacute;sico &#150; 3&ordm; Ciclo &#150; Curso geral dos liceus (9&ordm; ano) e do Ensino secund&aacute;rio (Curso complementar dos liceus).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>Instrumento</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Question&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o da Literacia em Sa&uacute;de Mental (QuALiSMental), vers&atilde;o validada para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa por Loureiro, Pedreiro e Correia (2012), &eacute; composto por tr&ecirc;s cen&aacute;rios (depress&atilde;o, esquizofrenia e problemas associados ao consumo de &aacute;lcool), com nove sec&ccedil;&otilde;es que incluem os seguintes dom&iacute;nios: a) Reconhecimento das perturba&ccedil;&otilde;es; b) A&ccedil;&otilde;es de Procura de Ajuda e Barreiras percebidas; c) Cren&ccedil;as e inten&ccedil;&otilde;es sobre prestar a primeira ajuda; d) Cren&ccedil;as sobre interven&ccedil;&otilde;es; e) Cren&ccedil;as sobre Preven&ccedil;&atilde;o; f) Atitudes Estigmatizantes e Dist&acirc;ncia Social; g) Exposi&ccedil;&atilde;o (familiaridade) com as perturba&ccedil;&otilde;es mentais; h) Impacto das campanhas e da exposi&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Inclui ainda a vers&atilde;o breve do Invent&aacute;rio de Cren&ccedil;as acerca das Doen&ccedil;as e Doentes Mentais (ICDM) de Loureiro (2008).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>O question&aacute;rio foi realizado em contexto de sala de aula, na forma de autorrelato escrito, em sess&otilde;es coletivas, sempre com a presen&ccedil;a de um professor e um investigador. Ao aluno eram apresentadas tr&ecirc;s vinhetas que preenchiam os crit&eacute;rios para depress&atilde;o, esquizofrenia e abuso de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool), respetivamente, seguidas de 18 quest&otilde;es que pretendiam avaliar os conhecimentos dos adolescentes e jovens nos dom&iacute;nios referidos. A vinheta que descreve a depress&atilde;o, cujos resultados s&atilde;o aqui analisados, era a seguinte:</p>

	    <p>"A Joana &eacute; uma jovem de 16 anos que se tem sentido invulgarmente triste durante as &uacute;ltimas semanas. Sente&#45;se sempre cansada e tem problemas para adormecer e manter o sono. Perdeu o apetite e ultimamente tem vindo a perder peso. Tem dificuldade em concentrar&#45;se no estudo e as notas desceram. Mesmo as tarefas do dia&#45;a&#45;dia lhe parecem muito dif&iacute;ceis, pelo que tem adiado algumas decis&otilde;es. Os seus pais e amigos est&atilde;o muito preocupados com ela."</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>An&aacute;lise dos Resultados</b></p>

	    <p>As respostas consideradas corretas no reconhecimento do problema descrito na vinheta foram as que apresentavam obrigatoriamente a sele&ccedil;&atilde;o apenas de depress&atilde;o, e as v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es de depress&atilde;o com problemas psicol&oacute;gicos/emocionais/mentais, doen&ccedil;a mental, stresse e tem um problema. Na resposta &agrave; quest&atilde;o "Na tua opini&atilde;o, o que &eacute; que se passa com a Joana?", 32% da amostra reconhece como depress&atilde;o os sintomas descritos na vinheta.</p>

	    <p>Na quest&atilde;o relativa &agrave; confian&ccedil;a que o jovem sente em procurar ajuda caso estivesse na mesma situa&ccedil;&atilde;o que a da vinheta ("Se estivesses a viver atualmente uma situa&ccedil;&atilde;o como a da Joana, procurarias ajuda?"), observa&#45;se que a afirma&ccedil;&atilde;o da inten&ccedil;&atilde;o de procura de ajuda &eacute; de 66,3%. Contudo, na op&ccedil;&atilde;o de resposta &laquo;N&atilde;o sei&raquo; se procuraria ajuda, os valores ainda correspondem a 29,7% da amostra. Apenas 4,1% da amostra refere que n&atilde;o procuraria ajuda caso estivesse numa situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; da Joana (Quadro 3).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>QUADRO 3 &#150; Distribui&ccedil;&atilde;o percentual das respostas ao item da procura de ajuda</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a03q3.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa ou pessoas a quem dirigiria o pedido de ajuda, foi utilizado o formato de resposta tipo Likert, de 1 (De modo nenhum) a 5 pontos (Seguramente). Observa&#45;se que os jovens elegeram a m&atilde;e como pessoa a quem pedir ajuda (valores m&eacute;dios de x=4,21), seguido dos namorados/as (valores m&eacute;dios de x=4,02). Salientam&#45;se ainda os valores m&eacute;dios reduzidos dos professores como pessoas a quem pedir ajuda (em redor dos 2 pontos).</p>

	    <p>Quando questionados em que medida se sentem confiantes para pedir ajuda &agrave;s pessoas selecionadas, verifica&#45;se que o n&iacute;vel de confian&ccedil;a em pedir ajuda situa&#45;se nos valores pr&oacute;ximos dos 3,00 pontos. O formato de resposta era novamente do tipo Likert de 1 (Muit&iacute;ssimo confiante) a 5 pontos (Nada confiante).</p>

	    <p>Nas quest&otilde;es relativas &agrave;s barreiras percebidas &agrave; procura de ajuda (quadro 4), verificamos que os impedimentos mais comuns &agrave; procura de ajuda s&atilde;o: considerar&#45;se uma pessoa t&iacute;mida (41,28%), a pessoa n&atilde;o valorizar o que se diz (36,63%), pensar que nada poder&aacute; ajudar (33,72%), seguido do medo da pessoa partilhar a informa&ccedil;&atilde;o sobre o problema com outra pessoa (28,02%).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 4 &#150; Distribui&ccedil;&atilde;o percentual das respostas (afirmativas) aos itens de impedimento &agrave; procura de ajuda</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a03q4.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na quest&atilde;o com quem estaria &agrave; vontade para falar, caso estivesse numa situa&ccedil;&atilde;o similar &agrave; da Joana (quadro 5), podemos observar que a pessoa de elei&ccedil;&atilde;o &eacute; a m&atilde;e (77,3%), seguida do pai (40,8%). A op&ccedil;&atilde;o &laquo;N&atilde;o sei&raquo; apresenta valores de 12,9%.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 5 &#150; Distribui&ccedil;&atilde;o percentual das respostas (concord&acirc;ncia) ao item da perce&ccedil;&atilde;o da pessoa com quem estaria &agrave; vontade para falar</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a03q5.jpg"></p>
	
	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>

	    <p>O reconhecimento da depress&atilde;o por estes jovens portugueses foi inferior ao observado em v&aacute;rios estudos de outros pa&iacute;ses, em que a identifica&ccedil;&atilde;o desta perturba&ccedil;&atilde;o rondou os 50% (Wright et al., 2005; Burns &amp; Rapee, 2006; Klineberg et al., 2010; Khan et al., 2010).</p>

	    <p>Apesar do baixo reconhecimento da depress&atilde;o (32%), a inten&ccedil;&atilde;o de procura de ajuda face a este cen&aacute;rio atingiu mais de 66%, no entanto no estudo de Burns e Rapee (2006) este valor foi muito superior, uma vez que cerca de 93% dos participantes consideram necess&aacute;ria a ajuda de outra pessoa para lidar com o problema. Segundo Wright, Jorm e Mackinnon (2007) &eacute; na depress&atilde;o que se verifica uma maior inten&ccedil;&atilde;o de procurar ajuda, mas s&oacute; 16,4% dos jovens inquiridos por Klineberg et al. (2010) recorreriam ao m&eacute;dico se tivessem o mesmo problema.</p>

	    <p>As fontes informais privilegiadas na procura de ajuda s&atilde;o a fam&iacute;lia e os amigos e as formais s&atilde;o o m&eacute;dico e o psic&oacute;logo (Sheffield, Fiorenza &amp; Sfronoff, 2004). No estudo de Kelly, Jorm e Rodgers (2006) 23% dos adolescentes consideraram &uacute;til a ajuda do pai, de um professor ou de um conselheiro. J&aacute; estes jovens portugueses afirmam que seguramente se sentiriam confiantes para pedir ajuda &agrave; m&atilde;e e aos/&agrave;s namorados/as, sendo que dificilmente o fariam a um professor e s&oacute; 40,8% falaria sobre o assunto com o pai.</p>

	    <p>Relativamente &agrave;s barreiras percebidas na procura de ajuda Hernan et al. (2010) verificaram que os adolescentes valorizaram mais as barreiras pessoais em detrimento das log&iacute;sticas. Outros estudos analisados referem quest&otilde;es relacionadas com a confidencialidade, com os custos, com o facto de n&atilde;o saberem onde procurar ajuda e pensarem que resolvem os problemas sozinhos; d&uacute;vidas acerca da utilidade do tratamento; a vergonha e o n&atilde;o querer falar com desconhecidos; (Sheffield, Fiorenza &amp; Sfronoff, 2004; Speller, 2005; Wilson, Rickood &amp; Deane, 2007). &Agrave; semelhan&ccedil;a daqueles, os jovens portugueses referiram fatores relacionados com falta de confian&ccedil;a tanto em si pr&oacute;prios &#45; "considerar&#45;se uma pessoa t&iacute;mida" &#45; como nas pessoas que os poder&atilde;o ajudar, assinalando tanto a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o do problema sob o olhar do pr&oacute;prio &#150; "nada poder&aacute; ajudar", como das pessoas que poder&atilde;o ser vetores de ajuda &#150; "a pessoa n&atilde;o valorizar o que se diz".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>

	    <p>O reconhecimento da depress&atilde;o por parte desta amostra de jovens apresenta valores muito baixos para aquilo que seria expect&aacute;vel. Contudo, a inten&ccedil;&atilde;o de procura de ajuda apresenta valores mais elevados, demonstrando que apesar de n&atilde;o conseguirem reconhecer, muitos jovens procurariam ajuda se experienciassem um quadro de depress&atilde;o; tendo&#45;se verificado tamb&eacute;m que existem muitos jovens que n&atilde;o sabem se procurariam ajuda num caso como o da vinheta.</p>

	    <p>A m&atilde;e surge como primeira op&ccedil;&atilde;o para pedir ajuda, caso se encontrem na mesma situa&ccedil;&atilde;o que a da Joana. Estes resultados refletem a prefer&ecirc;ncia dos jovens por ajuda informal em vez de ajuda profissional quando confrontados com um problema de sa&uacute;de mental. Real&ccedil;amos tamb&eacute;m o papel relevante dos namorados/as como fonte de procura de ajuda se os jovens enfrentassem uma situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; Joana, enquanto os professores n&atilde;o surgem como uma fonte de ajuda preferencial. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; confian&ccedil;a para pedir ajuda a essa pessoa, verificou&#45;se que o n&iacute;vel de confian&ccedil;a &eacute; elevado.</p>

	    <p>Estes resultados implicam uma maior necessidade de promover a correta identifica&ccedil;&atilde;o do problema de forma a evitar grandes desfasamentos entre a linguagem do senso comum e a dos profissionais, o que permitir&aacute; a adequada procura de ajuda e facilitar&aacute; a intera&ccedil;&atilde;o entre todos os poss&iacute;veis atores deste processo. Focar aspetos relativos &agrave; procura de ajuda apropriada, como a procura de profissionais de sa&uacute;de especializados &eacute; importante na medida em que estes jovens s&oacute; valorizam o apoio informal.</p>

	    <p>Os resultados demonstram que s&atilde;o necess&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de mental em contexto escolar, de forma a elevar os valores de literacia em sa&uacute;de mental dos adolescentes e jovens portugueses. O aumento da literacia em sa&uacute;de mental levar&aacute; a um reconhecimento precoce e correto das perturba&ccedil;&otilde;es mentais, levando a comportamentos de procura de ajuda adequados e melhores resultados futuros.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <p>Burns, J., &amp; Rapee, R. (2006). Adolescent mental health literacy: Young people&rsquo;s knowledge of depression and help seeking. Journal of Adolescence, 29, 225&#45;239.</p>

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	    <!-- ref --><p>Jorm, A., &amp; Wright, A. (2008). Influences on young people &#769;s stigmatizing attitudes towards peers with mental disorders: national survey of young Australians and their parents. The British Journal of Psychiatry, 192, 144&#45;149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1647-2160201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Kelly, C., Jorm, A., &amp; Rodgers, B. (2006). Adolescents&rsquo; responses to peers with depression or conduct disorder. The Australian and New Zealand Journal of Psychiatric, 40 (1), 63&#45;66.</p>

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	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Klineberg, E., Biddle, L., Donovan, J., &amp; Gunnell, D. (2010). Symptom recognition and help seeking for depression in young adults: a vignette study. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 46 (6), 495&#45;505.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1647-2160201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Loureiro, L., Dias, C., &amp; Arag&atilde;o, R. (2008). Cren&ccedil;as e atitudes acerca das doen&ccedil;as e dos doentes mentais: Contributos para o estudo das representa&ccedil;&otilde;es sociais da loucura. Refer&ecirc;ncia, II (8), 33&#45;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1647-2160201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Loureiro, L., Dias, C., Ferreira, R., &amp; Arag&atilde;o, R. (2008). Representa&ccedil;&otilde;es Sociais da Loucura. Uma Abordagem Qualitativa. Revista de Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, 18, 15&#45;28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1647-2160201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Loureiro, L., Pedreiro, A., &amp; Correia, S. (2012). Tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da literacia em sa&uacute;de mental (QuaLisMental) para adolescentes e jovens portugueses a partir de um focus group. Revista de Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, 25, 42&#45;48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1647-2160201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) (2001). Sa&uacute;de mental, nova concep&ccedil;&atilde;o, nova esperan&ccedil;a: Relat&oacute;rio sobre a Sa&uacute;de no Mundo. Genebra: OMS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1647-2160201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santor, D.; Poul&iacute;n, C.; LeBlanc, J.; Kusumakar, V.(2007). Facilitating Help Seeking Behavior and Referrals for Mental Health Difficulties in School Aged Boys and Girls: A School&#45;Based Intervention.Journal of Youth and Adolescence, 36(6): 741&#45;752.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1647-2160201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Sheffield, J., Fiorenza, E., &amp; Sfronoff, K. (2004). Adolescents&rsquo; willingness to seek psychological help: promotion and preventing factors. Journal of Youth and Adolescence, 33 (6), 495&#45;507.</p>

	    <!-- ref --><p>Speller, H. (2005). Mental health literacy: a comparative assessment of knowledge and opinions of mental illness between Asian American and Caucasian College Students. Boston: Boston College.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Wilson, C., Rickwood, D., &amp; Deane, F. (2007, Nov.). Depressive symptoms and help&#45;seeking intentions in young people. Clinical Psychologist, 11 (3), 98&#45;107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Wright, A., Jorm, A., &amp; Mackinnon, A. (2011, Mai.). Labels used by young people to describe mental disorders which ones predict effective help&#45;seeking choices?. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, DOI 10.1007/s00127&#45;011&#45;0399&#45;z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1647-2160201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p>Projeto inscrito na Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de &#45; Enfermagem (UICISA&#45;E) da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), financiado por fundos nacionais atrav&eacute;s da FCT/MCTES (PIDDAC) e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) atrav&eacute;s do COMPETE &#150; Programa Operacional Fatores de Competitividade (POFC) do QREN.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.03.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.05.2012</p>
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