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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Domínio Relações Sociais da Qualidade de Vida: Um Foco de Intervenção em Pessoas com Doenças do Humor]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The mental health and psychiatry care, for several reasons, have always been implicit successive challenges related to mental health care itself, to its history, to the major legislative changes in this area, to the adjustment of the assistance to those changes and also to research. Given the national and international guides to mental health and psychiatry, quality of life (QOL) of people with mental illness becomes a key area of research, given its unquestionable importance in the assessment of intervention measures. Thus, this study aims to contribute to a better understanding of the relationship between quality of life and mental illness. Methodology: The present study is a comparative study of a quantitative approach, among people with mood disorders and people from general population without diagnosed mental disorders as part of a larger study. This paper analyses only the Social Relations Domain of QOL. Participants: The sample consists of 39 subjects with mood disorders and 39 subjects from general population. Instruments: i) World Health Organization (WHOQO-Bref), ii) Questionnaire Sociodemographic Data and iii) Graffar Index. Results: The data indicate the presence of worse QOL in Social Relationships subjects from this sample with mood disorders, when compared with the subjects from general population. This difference is reflected mainly in relation to sexual activity and personal relationships facets. Conclusions: These results allow reflection on a set of implications of mood disorders in Social Relations Domain of QOL. Also, these results reinforce the importance of respecting the personal relationships, sexual activity and social support variables in health assistance for this specific population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[doença do humor]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[social support]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais da Qualidade de Vida: Um Foco de Interven&ccedil;&atilde;o em Pessoas com Doen&ccedil;as do Humor</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ermelinda Macedo*</b></p>

	    <p>*Enfermeira e Professora Adjunta; Universidade do Minho &#45; Escola Superior de Enfermagem, <a href="mailto:emacedo@ese.uminho.pt">emacedo@ese.uminho.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados em sa&uacute;de mental e psiquiatria, por diversos motivos, incluindo os que a ligam &agrave; sua hist&oacute;ria, teve sempre impl&iacute;citos desafios sucessivos ligados &agrave; pr&oacute;pria assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de mental, &agrave;s grandes altera&ccedil;&otilde;es legislativas nesta &aacute;rea, &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia a essas altera&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o. Atendendo &agrave; conjuntura nacional e internacional que norteia a sa&uacute;de mental e psiquiatria, a Qualidade De Vida (QDV) das pessoas com doen&ccedil;a mental torna&#45;se uma &aacute;rea fundamental de investiga&ccedil;&atilde;o, tendo em conta a sua inquestion&aacute;vel import&acirc;ncia na aferi&ccedil;&atilde;o de medidas de interven&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, este estudo pretendeu contribuir para uma melhor compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a qualidade de vida e a doen&ccedil;a mental.</p>
	
	    <p><b>Metodologia:</b> O estudo apresentado &eacute; um estudo comparativo, de abordagem quantitativa, entre pessoas com doen&ccedil;as do humor e pessoas da popula&ccedil;&atilde;o geral sem doen&ccedil;a mental diagnosticada integrado num estudo mais alargado. Neste trabalho &eacute; analisado apenas o Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais da QDV.</p>

	    <p><b>Participantes:</b> A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 39 sujeitos com doen&ccedil;as do humor e 39 sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral. Instrumentos: i) World Health Organization (WHO&#45;QOL&#45;Bref ), ii) Question&aacute;rio de Dados S&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficos e iii) &Iacute;ndice de Graffar.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados:</b> Os dados apontam para a presen&ccedil;a de pior QDV no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais nos sujeitos desta amostra com doen&ccedil;a do humor, quando comparados com os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral. Esta diferen&ccedil;a reflecte&#45;se essencialmente no que respeita &agrave;s facetas actividade sexual e rela&ccedil;&otilde;es pessoais.</p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Os resultados deste estudo permitem a reflex&atilde;o sobre um conjunto de implica&ccedil;&otilde;es das doen&ccedil;as do humor no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais da QDV, refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia de se respeitarem as vari&aacute;veis rela&ccedil;&otilde;es pessoais, actividade sexual e apoio social na assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de a esta popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Qualidade de vida; doen&ccedil;a do humor; actividade sexual; apoio social; rela&ccedil;&otilde;es pessoais.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>The mental health and psychiatry care, for several reasons, have always been implicit successive challenges related to mental health care itself, to its history, to the major legislative changes in this area, to the adjustment of the assistance to those changes and also to research. Given the national and international guides to mental health and psychiatry, quality of life (QOL) of people with mental illness becomes a key area of research, given its unquestionable importance in the assessment of intervention measures. Thus, this study aims to contribute to a better understanding of the relationship between quality of life and mental illness.</p>

	    <p><b>Methodology:</b> The present study is a comparative study of a quantitative approach, among people with mood disorders and people from general population without diagnosed mental disorders as part of a larger study. This paper analyses only the Social Relations Domain of QOL.</p>

	    <p><b>Participants:</b> The sample consists of 39 subjects with mood disorders and 39 subjects from general population. Instruments: i) World Health Organization (WHOQO&#45;Bref), ii) Questionnaire Sociodemographic Data and iii) Graffar Index.</p>

	    <p><b>Results:</b> The data indicate the presence of worse QOL in Social Relationships subjects from this sample with mood disorders, when compared with the subjects from general population. This difference is reflected mainly in relation to sexual activity and personal relationships facets.</p>

	    <p><b>Conclusions:</b> These results allow reflection on a set of implications of mood disorders in Social Relations Domain of QOL. Also, these results reinforce the importance of respecting the personal relationships, sexual activity and social support variables in health assistance for this specific population.</p>

	

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Quality of life; mood disorders; sexual activity; social support.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>Estamos num momento de grande viragem na forma como se equacionam as pr&aacute;ticas em sa&uacute;de mental e psiquiatria. N&atilde;o existem d&uacute;vidas que a pessoa com doen&ccedil;a mental foi muitas vezes e, por muitos de n&oacute;s, esquecida e negligenciada e que n&atilde;o havia o devido interesse na investiga&ccedil;&atilde;o que envolvesse doen&ccedil;as mentais e pessoas com doen&ccedil;a mental. Nos &uacute;ltimos anos a investiga&ccedil;&atilde;o tem crescido nesta &aacute;rea e a preocupa&ccedil;&atilde;o com a qualidade de cuidados prestados tem&#45;se sedimentado sendo transversal a todas as &aacute;reas do conhecimento que interv&ecirc;m na sa&uacute;de mental e psiquiatria.</p>

	    <p>As doen&ccedil;as do humor, especialmente a depress&atilde;o, revelam&#45;se um problema grave, n&atilde;o apenas devido &agrave; sua alta preval&ecirc;ncia (Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, 2010 &#45; dados preliminares do Primeiro Estudo Epidemiol&oacute;gico Portugu&ecirc;s apresentados em Mar&ccedil;o de 2010), mas principalmente &agrave;s suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas incapacitantes (Gusm&atilde;o, Xavier, Heitor, Bento, Caldas de Almeida, 2005). Por esta raz&atilde;o, facilmente se encara a necessidade de investigar o impacto dessas doen&ccedil;as na qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de (QVRS) e consequentemente na qualidade de vida geral (QDV) dos indiv&iacute;duos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Qualidade de vida e doen&ccedil;as do humor</b></p>

	    <p>No que respeita ao conhecimento sobre a QDV e doen&ccedil;as do humor, mais concretamente a depress&atilde;o, parece haver consenso quanto &agrave; evid&ecirc;ncia de pior QDV de pessoas com doen&ccedil;as do humor quando comparadas com pessoas da popula&ccedil;&atilde;o geral/grupos de controlo. Um estudo recente que procurou comparar a QDV entre sujeitos com depress&atilde;o major, sujeitos utentes de servi&ccedil;os de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral, revela que os primeiros apresentam pior QDV em todos os dom&iacute;nios e faceta geral da QDV do WHOQOL&#45;Bref (Gameiro, Carona, Silva, &amp; Canavarro, 2010).</p>

	    <p>Ainda com o objectivo de avaliar ao impacto da sintomatologia depressiva na QDV dos indiv&iacute;duos da popula&ccedil;&atilde;o geral, Gameiro et al. (2008) conclu&iacute;ram que, conforme aumentam os n&iacute;veis de sintomas depressivos, pior se revela a QDV, sendo o dom&iacute;nio rela&ccedil;&otilde;es sociais um dos tr&ecirc;s dom&iacute;nios que mais se mostraram afectados.</p>

	    <p>Numa revis&atilde;o da literatura efectuada por Michalak, Yatham, &amp; Lam (2005) que aborda a avalia&ccedil;&atilde;o da QDV em sujeitos com doen&ccedil;a bipolar, conclui&#45;se que a QDV &eacute; marcadamente prejudicada em sujeitos com doen&ccedil;a bipolar mesmo quando s&atilde;o considerados eut&iacute;micos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando comparados sujeitos com doen&ccedil;as do humor e ansiedade, verifica&#45;se que os sujeitos com doen&ccedil;as do humor s&atilde;o os que apresentam pior QDV (Rapaport, Clary, Fayyad, &amp; Endicott, 2005).</p>

	    <p>Fleck et al. (2002) conclu&iacute;ram que ao associarem sintomas depressivos ao funcionamento social e &agrave; QDV, o funcionamento social &eacute; pior nas pessoas com sintomatologia depressiva do que nas pessoas sem essa sintomatologia.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Dom&iacute;nios e facetas da qualidade de vida</b></p>

	    <p>A QDV &eacute; um conceito muito amplo que envolve m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es. Tendo em conta a perspectiva da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e os instrumentos de medida gen&eacute;ricos que prop&otilde;e (WHOQOL&#45;100 e WHOQOL&#45;Bref), a QDV &eacute; avaliada atendendo a v&aacute;rios dom&iacute;nios: dom&iacute;nio f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, rela&ccedil;&otilde;es sociais, ambiente e espiritualidade/religi&atilde;o/cren&ccedil;as pessoais. Considerando que as doen&ccedil;as do humor t&ecirc;m repercuss&otilde;es em diferentes dom&iacute;nios da QDV e que cada dom&iacute;nio &eacute; composto por v&aacute;rias facetas, torna&#45;se tamb&eacute;m importante perceber como variam essas facetas entre sujeitos com doen&ccedil;as do humor e sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral. O dom&iacute;nio em an&aacute;lise neste artigo &eacute; o Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais do Health Organization Quality of Life (WHOQOL&#45;Bref) composto pelas facetas Rela&ccedil;&otilde;es Pessoais, Actividade Sexual e Apoio Social. Inicialmente pretende&#45;se fazer uma abordagem &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o apoio social, rela&ccedil;&otilde;es pessoais, actividade sexual e a doen&ccedil;a mental e, num segundo momento, apresentar&#45;se&#45;&aacute; a metodologia, os resultados e sua discuss&atilde;o e as conclus&otilde;es.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Apoio social, rela&ccedil;&otilde;es pessoais e doen&ccedil;a mental</b></p>

	    <p>Diversas defini&ccedil;&otilde;es de apoio social t&ecirc;m sido descritas, contudo, na sua maioria, real&ccedil;am diferentes aspectos funcionais e estruturais (Stroebe &amp; Stroebe, 1995). Segundo Cobb (1976), o apoio social &eacute; definido como o conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que leva o sujeito a acreditar que &eacute; tratado, amado e estimado e um membro de uma rede de m&uacute;tuas obriga&ccedil;&otilde;es. Na perspectiva deste autor, o apoio social facilita o enfrentamento &agrave;s crises e mudan&ccedil;as existentes na vida e ajuda na adapta&ccedil;&atilde;o. Parece haver rela&ccedil;&atilde;o entre o apoio social e os comportamentos que promovem a sa&uacute;de e as rela&ccedil;&otilde;es sociais podem tamb&eacute;m desempenhar um papel fundamental para a auto&#45;estima do sujeito (Stroebe &amp; Stroebe, 1995). Ainda, para os mesmos autores, um dos mais fortes recursos de coping externos &agrave; pessoa &eacute; o apoio social. &Eacute; tamb&eacute;m atrav&eacute;s do apoio social que as pessoas beneficiam no que diz respeito &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e sa&uacute;de mental (Lavall, Olschowsky, &amp; Kantorski, L., 2009) e que reduzem sintomas psiqui&aacute;tricos e hospitaliza&ccedil;&otilde;es (Huang, Sousa, Tsai, &amp; Hwang, 2008).</p>

	    <p>A an&aacute;lise de estudos com animais diz&#45;nos que a simples presen&ccedil;a e o contacto f&iacute;sico afectivo com outro semelhante podem reduzir significativamente a reactividade cardiovascular (Lynch, 1970 in Stroebe &amp; Stroebe, 1995). O Modelo dos Zeitgebers Sociais (Ehlers, Frank, &amp; Krupfer, 1988) sugere que acontecimentos de vida podem ter o poder de desencadear um estado depressivo grave atrav&eacute;s das altera&ccedil;&otilde;es dos ritmos biol&oacute;gicos, nomeadamente o sono, para al&eacute;m do pr&oacute;prio significado do acontecimento. No entanto, a instabilidade e o aparecimento de sintomas podem ser mediados e/ou influenciados por vari&aacute;veis de natureza psicossocial e psicobiol&oacute;gica, entre elas o apoio social.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Actividade sexual e doen&ccedil;a mental</b></p>

	    <p>A literatura tem sido un&acirc;nime relativamente ao impacto negativo da sintomatologia depressiva na actividade sexual. Quando comparados indiv&iacute;duos (homens e mulheres) com depress&atilde;o verifica&#45;se que os mais deprimidos funcionam pior em termos de actividade sexual que os n&atilde;o deprimidos e &agrave; medida que aumenta a depress&atilde;o diminui a funcionalidade sexual (Moeda, 2008).</p>

	    <p>Os resultados do estudo realizado por Kennedy, Dickens, Eisfeld, &amp; Bagby (1999) indicam altos &iacute;ndices de diminui&ccedil;&atilde;o de interesse sexual e fun&ccedil;&atilde;o sexual em homens e mulheres durante um epis&oacute;dio depressivo major sem medica&ccedil;&atilde;o antidepressiva e cerca de metade das mulheres e um quarto dos homens deprimidos n&atilde;o relataram qualquer actividade sexual durante o m&ecirc;s anterior &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Segundo estudo realizado por Michael &amp; O &#769;Keane (2000) a disfun&ccedil;&atilde;o sexual ocorre na maioria das pessoas deprimidas e tem um grande impacto na qualidade de vida.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Objectivo</b></p>

	    <p>Este estudo pretende analisar o comportamento das facetas do Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais do Health Organization Quality of Life (WHOQOL&#45;Bref) entre sujeitos com doen&ccedil;as do humor e sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>Para avaliar a QDV recorremos ao paradigma quantitativo de investiga&ccedil;&atilde;o. Este estudo insere&#45;se numa investiga&ccedil;&atilde;o mais alargada e trata&#45;se de um estudo comparativo entre pessoas com doen&ccedil;a de humor e pessoas da popula&ccedil;&atilde;o geral. Como j&aacute; foi referido no objectivo deste estudo, neste artigo ser&aacute; apenas analisado o Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais da QDV, tendo em conta apenas os dados extra&iacute;dos da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>Participaram no estudo 39 sujeitos com doen&ccedil;as do humor que realizavam tratamento em regime de consulta externa (tratamento em ambulat&oacute;rio), num departamento de psiquiatria e sa&uacute;de mental de um hospital da regi&atilde;o norte e 39 sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral, sem doen&ccedil;a mental diagnosticada. Ambos os grupos pertencem &agrave; mesma &aacute;rea geogr&aacute;fica (regi&atilde;o norte &#150; Portugal). Foram escolhidos sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral com caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s dos participantes com doen&ccedil;as do humor, uma vez que estas vari&aacute;veis, caso n&atilde;o controladas, poderiam, por si s&oacute;, explicar as diferen&ccedil;as entre os dois grupos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>Foi aplicado a todos os sujeitos a vers&atilde;o breve do World Health Organization Quality of Life (WHOQOL&#45;Bref ), vers&atilde;o portuguesa de Portugal (Canavarro et al., 2006; Rijo et al., 2006; Vaz Serra et al., 2006). Trata&#45;se de um question&aacute;rio constitu&iacute;do por 26 itens e que contempla quatro dom&iacute;nios (F&iacute;sico, Psicol&oacute;gico, Rela&ccedil;&otilde;es Sociais e Ambiente) e uma Faceta de QDV Geral. A avalia&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;fica foi realizada com um Question&aacute;rio de Dados S&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficos e a Classe Socioecon&oacute;mica foi avaliada pelo &Iacute;ndice de Graffar. O protocolo inclui ainda um Question&aacute;rio de Dados Cl&iacute;nicos no caso dos sujeitos com doen&ccedil;as do humor.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>Todos os sujeitos assinaram consentimento informado no qual eram explicados os objectivos do estudo, o papel da investigadora e o cumprimento da confidencialidade. De seguida foi&#45;lhes pedido que preenchessem os question&aacute;rios, mantendo&#45;se a investigadora dispon&iacute;vel para o esclarecimento de d&uacute;vidas eventuais (assistido pela Investigadora). Em alguns casos, quando as compet&ecirc;ncias de leitura eram limitadas, o question&aacute;rio foi administrado pela investigadora, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es contempladas nos procedimentos de administra&ccedil;&atilde;o do WHOQOL&#45;Bref. Os dados foram recolhidos nos domic&iacute;lios dos sujeitos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lises estat&iacute;sticas</b></p>

	    <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi feito com recurso ao programa IBM SPSS Statistics, vers&atilde;o 19.0. Realizou&#45;se uma an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva e inferencial dos dados com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05. Foi aplicado o teste t (teste t simult&acirc;neo para mais de uma m&eacute;dia) para analisar a import&acirc;ncia das facetas no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais entre os grupos com e sem doen&ccedil;a.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resultados</b></p>

	    <p>Quando analisamos as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas verifica&#45;se que em ambos os grupos predomina o g&eacute;nero feminino, o estado civil casado/uni&atilde;o de facto, a maioria possui entre um a quatro anos de escolaridade e a m&eacute;dia de idades situa&#45;se nos 52 anos. No que diz respeito &agrave; classe socioecon&oacute;mica, medida pelo &Iacute;ndice de Graffar, a classe predominante no grupo de sujeitos com doen&ccedil;as do humor &eacute; a classe social M&eacute;dia&#45;Baixa (48,7%) e no grupo dos sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral a classe social M&eacute;dia (64,1%).</p>

	    <p>Observando a Tabela 1 verificamos que os sujeitos com doen&ccedil;as do humor s&atilde;o aqueles que apresentam pior &iacute;ndice de QDV no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais do WHOQOL&#45;Bref, quando comparados com os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral e a diferen&ccedil;a encontrada &eacute; estatisticamente significativa.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>TABELA 1 &#150; Compara&ccedil;&atilde;o dos dois grupos no que respeita &agrave; QDV no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a04t1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As respostas dos sujeitos com doen&ccedil;as do humor e sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral &agrave;s quest&otilde;es i) At&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito(a) com as suas rela&ccedil;&otilde;es pessoais? (faceta rela&ccedil;&otilde;es pessoais), ii) At&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito(a) com a sua vida sexual? (faceta actividade sexual) e iii) At&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito(a) com o apoio que recebe dos seus amigos? (faceta apoio social) est&atilde;o apresentadas na Tabela 2. Cada resposta &eacute; classificada numa escala de Likert, onde "1" significa Muito Insatisfeito (M Ins.), "2" Insatisfeito (Ins.), "3" Nem satisfeito, Nem insatisfeito (N sat. N ins.), "4" Satisfeito (Sat.) e "5" (M Sat.).</p>

	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><a name="t2"></a><a href="#topt2">TABELA 2</a> &#150; Distribui&ccedil;&atilde;o das respostas dadas pelos sujeitos com doen&ccedil;a e sem doen&ccedil;a relativamente &agrave;s facetas do Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a04t2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>A diferen&ccedil;a de &#45;,79 (Tabela3) observada nos dois grupos quanto &agrave; faceta rela&ccedil;&otilde;es pessoais &eacute; estatisticamente significativa. A compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias mostra que os sujeitos com doen&ccedil;as do humor respondem mais negativamente &agrave; quest&atilde;o "at&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito(a) com as suas rela&ccedil;&otilde;es pessoais?" do que os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral. Observando a tabela de distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias (Tabela 2) verifica&#45;se que uma menor percentagem de sujeitos com doen&ccedil;as do humor est&aacute; satisfeita com as rela&ccedil;&otilde;es pessoais quando comparada com a percentagem de sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>TABELA 3 &#150; Compara&ccedil;&atilde;o dos dois grupos no que respeita &agrave;s Facetas do Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a04t3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; quest&atilde;o "at&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito(a) com a sua actividade sexual?" A diferen&ccedil;a de &#45;,90 (Tabela 3) observada nos dois grupos &eacute; tamb&eacute;m estatisticamente significativa. De novo, comparando as m&eacute;dias verifica&#45;se que os sujeitos com doen&ccedil;as do humor respondem mais negativamente a esta quest&atilde;o do que os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral (<a href="#t2">Tabela 2</a></sup><a name="topt2"></a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>

	    <p>O fen&oacute;meno QDV aplicado a uma popula&ccedil;&atilde;o com doen&ccedil;as do humor revela que estes sujeitos sentem dificuldades no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais. Ao avaliar as diferen&ccedil;as entre as facetas desse dom&iacute;nio: rela&ccedil;&otilde;es pessoais, actividade sexual e apoio social entre os sujeitos com doen&ccedil;as do humor e os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral, verifica&#45;se que essas diferen&ccedil;as se reflectem essencialmente no que respeita &agrave;s facetas actividade sexual e rela&ccedil;&otilde;es pessoais sendo essas diferen&ccedil;as significativas. Embora a diferen&ccedil;a da faceta apoio social n&atilde;o seja significativa, ela revela&#45;se com uma m&eacute;dia mais baixa nos sujeitos com doen&ccedil;a do humor.</p>

	    <p>Ao analisarmos estes resultados verificamos que o Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais merece ser alvo de aten&ccedil;&atilde;o tendo em conta as suas importantes repercuss&otilde;es na sa&uacute;de das pessoas. Estes resultados s&atilde;o apoiados pela evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que confirma a exist&ecirc;ncia de um impacto negativo da sintomatologia depressiva nas facetas em estudo, nomeadamente na actividade sexual (Kennedy et al., 1999; Michael &amp; O &#769;Keane, 2000; Moeda, 2008). Apesar de sentir menos a diferen&ccedil;a no apoio social quando comparada com a faceta actividade sexual e a faceta rela&ccedil;&otilde;es pessoais, este resultado n&atilde;o deixa de ser importante porque revelou ser, ainda assim, uma faceta onde os sujeitos com doen&ccedil;as do humor sentiam menor satisfa&ccedil;&atilde;o. Possibilita, desta forma, a percep&ccedil;&atilde;o do impacto negativo que a doen&ccedil;a do humor pode exercer no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais tendo em conta a compara&ccedil;&atilde;o entre os sujeitos com doen&ccedil;a e os sujeitos da popula&ccedil;&atilde;o geral. De facto, o apoio social e as rela&ccedil;&otilde;es pessoais t&ecirc;m sido merecedores de aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica, porque os achados sugerem a sua forte influ&ecirc;ncia na sa&uacute;de das pessoas em termos preventivos, promovendo a sa&uacute;de e a adapta&ccedil;&atilde;o (Stroebe &amp; Stroebe, 1995), na melhoria da sintomatologia depressiva e redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de internamentos (Huang et al., 2008) e na utiliza&ccedil;&atilde;o de menos servi&ccedil;os dentro da especialidade m&eacute;dica de psiquiatria por pessoas com depress&atilde;o, perturba&ccedil;&atilde;o de ansiedade generalizada, perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico e alcoolismo (Maulik, Eaton, Catherine, &amp; Bradshaw, 2009).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>Os resultados deste estudo permitem a reflex&atilde;o sobre um conjunto de implica&ccedil;&otilde;es das doen&ccedil;as do humor no Dom&iacute;nio Rela&ccedil;&otilde;es Sociais. No que respeita &agrave; vari&aacute;vel actividade sexual corrobora&#45;se a opini&atilde;o de Michael et al. (2000) que afirma a necessidade dos profissionais de sa&uacute;de investigarem, na rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem com os seus doentes, aspectos relacionados com a actividade e funcionamento sexual. A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sugere que pessoas com doen&ccedil;a mental revelam que o apoio social reduz sintomas psiqui&aacute;tricos e o n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es e que a actividade sexual est&aacute; comprometida em pessoas com sintomatologia depressiva. Estes factos levam&#45;nos a pensar sobre algumas medidas de interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica inclu&iacute;das na preven&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e acompanhamento/tratamento das pessoas com doen&ccedil;a do humor. Apesar da vertente psicofarmacol&oacute;gica ser fundamental no acompanhamento</p>

	    <p>cl&iacute;nico das pessoas com doen&ccedil;as do humor, parece importante que se considerem fundamentais as vari&aacute;veis rela&ccedil;&otilde;es pessoais, actividade sexual e apoio social em todos os n&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o, visto serem fundamentais para a qualidade de vida das pessoas. Neste sentido, como refere Gameiro et al. (2010) as medidas de QDV na avalia&ccedil;&atilde;o dos cuidados prestados poder&atilde;o e dever&atilde;o servir para reduzir a disson&acirc;ncia entre as estrat&eacute;gias e objectivos de interven&ccedil;&atilde;o e as necessidades e recursos dos indiv&iacute;duos.</p>

	    <p>Por outro lado, o conhecimento que temos destas doen&ccedil;as e o contacto directo que tivemos com os sujeitos nos seus domic&iacute;lios confirmam a necessidade de uma an&aacute;lise profunda e possivelmente uma atitude mais abrangente no que respeita ao acompanhamento cl&iacute;nico destas pessoas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Reafirma&#45;se Fontes (2007) que nos diz que, com as altera&ccedil;&otilde;es previstas em termos de assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de mental e psiquiatria, se reconhece a import&acirc;ncia do apoio social, das rela&ccedil;&otilde;es sociais e redes sociais no que diz respeito &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o de um dia a dia muitas vezes perturbado pelo sofrimento e tamb&eacute;m como uma vari&aacute;vel que interfere positivamente no tratamento, a partir de outros recursos oferecidos por outros actores sociais. De facto, como refere Freyre (2006) para se trabalhar em profiss&otilde;es de sa&uacute;de &eacute; necess&aacute;rio ter um olhar mais amplo, desdobrado, um olhar que alcance as rela&ccedil;&otilde;es com as fam&iacute;lias, trabalho, amigos, aspira&ccedil;&otilde;es e esperan&ccedil;as, e valorizar os aspectos que n&atilde;o s&atilde;o observ&aacute;veis nas an&aacute;lises e nos raios X, pois estes "n&atilde;o acusam opress&otilde;es, n&atilde;o acusam marginaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o acusam desajustamento social, n&atilde;o acusam abandono" (p.30).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Canavarro, M., Vaz Serra, A., Pereira, M., Sim&otilde;es M., Quintais, L., &amp; Quartilho, M. (2006). Desenvolvimento do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (WHOQOL&#45;100) para portugu&ecirc;s de Portugal. Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27 (1), 15&#45; 23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Cobb, S. (1976). Social support as a moderator of life stress. Psychosomatic Medicine, 38, 5 300&#45;314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1647-2160201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias (2010). Ansiedade e depress&atilde;o s&atilde;o perturba&ccedil;&otilde;es mais frequentes em Portugal. Acedido em 4, Abril, 2011, em <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1526396"target="_blank">http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1526396</a></p>

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	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fleck, M., Lima, A., Louzada, S., Schestasky, G., Henriques, A., Borges, V. et al. (2002). Associa&ccedil;&atilde;o entre sintomas depressivos e funcionamento social em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios de sa&uacute;de. Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica, 36 (4), 431&#45;438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1647-2160201200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Fontes, B. (2007). Redes sociais e sa&uacute;de: sobre a forma&ccedil;&atilde;o de redes de apoio no cotidiano de portadores de transtorno mental. Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais, 26, 87&#45;104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1647-2160201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Freyre, F. (2006). Entre a hist&oacute;ria no papel e o papel na hist&oacute;ria no &acirc;mbito das doen&ccedil;as mentais. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Sociologia. Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais. Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1647-2160201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Gameiro, S., Carona, C., Pereira, M., Canavarro, M.C., Sim&otilde;es, M., Rijo, D. et al. (2008). Sintomatologia depressiva e qualidade de vida na popula&ccedil;&atilde;o geral. Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 9 (1), 103&#45;112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1647-2160201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Gameiro, S., Carona, C., Silva, S., &amp; Canavarro, M. (2010). Qualidade de vida e depress&atilde;o: um estudo comparativo com doentes com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de depress&atilde;o major, utentes de centros de sa&uacute;de e indiv&iacute;duos da popula&ccedil;&atilde;o geral. In M. C. Canavarro; A. Vaz Serra (Eds). Qualidade de vida e sa&uacute;de: Uma abordagem na perspectiva da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (pp. 299&#45;323). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1647-2160201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gusm&atilde;o, R., Xavier, M., Heitor, M., Bento, A., &amp; Caldas de Almeida, J. (2005). O peso das perturba&ccedil;&otilde;es depressivas &#150; aspectos epidemiol&oacute;gicos globais e necessidades de informa&ccedil;&atilde;o em Portugal. Acta M&eacute;dica Portuguesa, 15, 129&#45;146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Lavall, E., Olschowsky, A., &amp; Kantorski, L. (2009). Avalia&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia: rede de apoio social na aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental. Revista Ga&uacute;cha Enfermagem, 30 (2), 198&#45; 205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Maulik, P. K., Eaton, W. W., Catherine P., &amp; Bradshaw, C. P. (2009). The Role of Social Network and Support in Mental Health Service. Psychiatric Services, 60 (9), 1222&#45;1229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Michael, M., &amp; O &#769;Keane (2000). Sexual dysfunction in depression. Human psychopharmacology: Clinical and Experimental, 15 (5), 337&#45;345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1647-2160201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Michalak, E., Yatham, L., &amp; Lam, R. (2005). Quality of life in bipolar disorder: a review of the literature. 3, 72. Acedido em 2, Mar&ccedil;o, 2011 em <a href="http://www.hqlo.com/content/pdf/1477&#45;7525&#45;3&#45;72.pdf"target="_blank">http://www.hqlo.com/content/pdf/1477&#45;7525&#45;3&#45;72.pdf</a></p>

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	    <!-- ref --><p>Rapaport, M., Clary, R., Fayyad, R., &amp; Endicott, J. (2005). Quality&#45;of&#45;Life impairment in depressive and anxiety disorders. American Journal of Psychiatry, 132 (6) 1171&#45;1173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Rijo, D., Canavarro, M.C., Pereira, M., Sim&otilde;es, M., Vaz Serra, A., &amp; Quartilho, M. (2006). Especificidades da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: o processo de constru&ccedil;&atilde;o da faceta portuguesa do WHOQOL&#45;100. Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27 (1), 25&#45;30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1647-2160201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Canavarro, M.C., Sim&otilde;es, M., Pereira, M., Gameiro, S., &amp; Quartilho, M. (2006). Estudos psicom&eacute;tricos do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHOQOL&#45;Bref) para portugu&ecirc;s de Portugal. Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27 (1), 31&#45;40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1647-2160201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 10.06.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.04.2012</p>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento do instrumento de avaliação da qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-100) para português de Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
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