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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article framed within the area of clinical supervision, aims to identify attributes to the quality of supervision in the clinical teaching of mental health nursing. Is a qualitative study, using the perspective of supervisors. As a tool for collecting data we applied a semi-structured interview, the seven participants who voluntarily joined the study were selected intentionally. The results revealed different categories described in three thematic areas: structure, process and outcome. As part of the structure, were reported the organizational resources, material resources and the participants training. In the process they referred, the importance of partnerships, the qualities of the supervisor, the role of the supervisor and the supervisory processes and their contributions. Finally the result in which is referred the instruments of assessment, the evaluation periods and the instruments to measure human resources. This study intends to be a major contribution to reflect on the attributes required for the quality of supervision.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Mental Health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Refletindo sobre a Qualidade da Supervis&atilde;o no Ensino Cl&iacute;nico de Enfermagem em Sa&uacute;de Mental: Perspectiva dos Supervisores</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Carla Fernandes*; Bruno Santos**; Raquel Torres***; Victor Lobo****</b></p>

	    <p>*Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de enfermagem no ICBAS, <a href="mailto:carlasilviaf@iol.pt">carlasilviaf@iol.pt</a></p>

	    <p>**Enfermeiro Especialista em Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica, Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental, Irm&atilde;s Hospitaleiras &#150; Braga, <a href="mailto:santosbmc@gmail.com">santosbmc@gmail.com</a></p>

	    <p>***Enfermeira Especialista em Enfermagem M&eacute;dico&#45;cir&uacute;rgica. A frequentar p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em enfermagem</p>

	    <p>****Enfermeiro Especialista em Enfermagem Medico cir&uacute;rgica. A frequentar p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em enfermagem</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo, enquadrado no &acirc;mbito da &aacute;rea da supervis&atilde;o clinica, pretende identificar atributos para a qualidade da supervis&atilde;o do ensino clinico de enfermagem em Sa&uacute;de Mental. Constitui&#45;se como um estudo de natureza qualitativa, recorrendo &agrave; perspetiva dos supervisores. Recorremos &agrave; entrevista semiestruturada como instrumento de colheita de dados. Os sete participantes que voluntariamente integraram o estudo foram selecionados de modo intencional. Os resultados revelaram diferentes categorias descritas em tr&ecirc;s &aacute;reas tem&aacute;ticas sendo elas a estrutura, o processo e o resultado. No &acirc;mbito da estrutura foram referidos os recursos organizacionais, recursos materiais e a forma&ccedil;&atilde;o dos intervenientes. No processo &eacute; referido, a import&acirc;ncia das parcerias, as qualidades do supervisor, o papel do supervisor, os processos de supervis&atilde;o e os seus contributos. Por &uacute;ltimo, o resultado no qual &eacute; referido os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, instrumentos para avaliar os recursos humanos. Este estudo pretende ser um contributo v&aacute;lido para refletir sobre os atributos necess&aacute;rios para a qualidade da supervis&atilde;o.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Enfermagem; Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica; Sa&uacute;de Mental.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>This article framed within the area of clinical supervision, aims to identify attributes to the quality of supervision in the clinical teaching of mental health nursing. Is a qualitative study, using the perspective of supervisors. As a tool for collecting data we applied a semi&#45;structured interview, the seven participants who voluntarily joined the study were selected intentionally. The results revealed different categories described in three thematic areas: structure, process and outcome. As part of the structure, were reported the organizational resources, material resources and the participants training. In the process they referred, the importance of partnerships, the qualities of the supervisor, the role of the supervisor and the supervisory processes and their contributions.</p>

	    <p>Finally the result in which is referred the instruments of assessment, the evaluation periods and the instruments to measure human resources. This study intends to be a major contribution to reflect on the attributes required for the quality of supervision.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Nursing; Clinical Supervision; Mental Health.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>O presente artigo pretende refletir sobre a qualidade da supervis&atilde;o de estudantes em ensino clinico de sa&uacute;de mental. A qualidade atualmente &eacute; algo inquestion&aacute;vel que pressup&otilde;e an&aacute;lise, monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o numa perspetiva cont&iacute;nua de melhoria. "O processo de forma&ccedil;&atilde;o em enfermagem, nomeadamente o inicial, tal como e qualquer processo formativo, tem vindo a ser problematizado e questionado, pensado e repensado pelo lugar de destaque que assume nos contextos de mudan&ccedil;a." (Fonseca, 2006, p. 9). O ensino cl&iacute;nico &eacute; uma fase crucial da forma&ccedil;&atilde;o para a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias. O processo de supervis&atilde;o no acompanhamento destes processos n&atilde;o &eacute; um processo recente. No entanto, a conceptualiza&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o cl&iacute;nica surge como consequ&ecirc;ncia da reorganiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do ensino em enfermagem, da evolu&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o e, igualmente, das novas metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o de acredita&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cuidados (Garrido, Sim&otilde;es &amp; Pires, 2008). Ao supervisor cl&iacute;nico &eacute; pedido que assuma uma tr&iacute;ade de pap&eacute;is: professor, enfermeiro e pessoa (Nascimento, 2007).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cientes da particularidade deste papel, os autores pretenderam: analisar a qualidade da supervis&atilde;o cl&iacute;nica de estudantes em enfermagem no &acirc;mbito da sa&uacute;de mental, com base na perspetiva dos supervisores; identificar fatores que contribuam para a qualidade da supervis&atilde;o cl&iacute;nica de estudantes em enfermagem no &acirc;mbito da sa&uacute;de mental; descrever estrat&eacute;gias utilizadas para a qualidade da supervis&atilde;o cl&iacute;nica de estudantes em enfermagem no &acirc;mbito da sa&uacute;de mental. Constru&iacute;do num paradigma qualitativo, este trabalho ser&aacute; &uacute;til para refletir sobre os atributos necess&aacute;rios para a qualidade da supervis&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Sobre o Tema</b></p>

	    <p>A qualidade &eacute; preocupa&ccedil;&atilde;o a todos os n&iacute;veis assumindo a sua defini&ccedil;&atilde;o alguma complexidade. Hesbeen (2001) sublinha a dificuldade desta tarefa, afirmando que: "Se me pedissem para definir o que &eacute;, (...), come&ccedil;aria por sublinhar a sua complexidade, a sua subtileza, a sua din&acirc;mica, o seu contexto pol&iacute;tico, cultural, social, jur&iacute;dico, organizacional, econ&oacute;mico (...)" (2001, p. 49). Donabedian (2003) considerado por muitos o pai da qualidade, evidencia esta imprecis&atilde;o ao afirmar que a qualidade pode ser qualquer coisa, que qualquer um deseje. O autor desenvolveu um modelo que se tornou padr&atilde;o no dom&iacute;nio dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, consistindo na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade assente em tr&ecirc;s componentes essenciais a estrutura, processo e resultados. Esta tr&iacute;ade de elementos n&atilde;o &eacute; formada por partes aut&oacute;nomas e dissociadas entre si, mas por elementos intimamente ligados e interrelacionados que mant&ecirc;m uma linha de causalidade e efeito (Mezomo, 2001). Os autores ousaram a aplicabilidade deste conte&uacute;do ao contexto da supervis&atilde;o cl&iacute;nica, porque tal como refere Donabedian (2003), o seu modelo, devido &agrave; sua simplicidade e capacidade de utiliza&ccedil;&atilde;o intuitiva, facilita a conce&ccedil;&atilde;o de qualidade.</p>

	    <p>O ensino n&atilde;o tem sido alheio a esta tem&aacute;tica, tendo nos &uacute;ltimos anos assistido a altera&ccedil;&otilde;es de fundo nos processos de forma&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o surgir da ag&ecirc;ncia de acredita&ccedil;&atilde;o do ensino superior (A3ES). "A Ag&ecirc;ncia de Avalia&ccedil;&atilde;o e Acredita&ccedil;&atilde;o do Ensino Superior assumir&aacute; a responsabilidade pelos procedimentos de garantia da qualidade desse grau de ensino &#151; nomeadamente os de avalia&ccedil;&atilde;o e de acredita&ccedil;&atilde;o, bem como pela inser&ccedil;&atilde;o de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior." (Portugal, Decreto&#45;lei n&ordm; 369, 2007, p. 8042). No &acirc;mbito da enfermagem, "A preocupa&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o coloca&#45;se, na apropria&ccedil;&atilde;o de saberes te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos, que se refletem na qualidade dos cuidados de sa&uacute;de prestados &agrave; comunidade, na responsabilidade e autonomia dos cuidados de enfermagem patente na estrutura curricular do curso e no grau acad&eacute;mico que lhe &eacute; conferido." (Fonseca, 2006, p. 37). A forma&ccedil;&atilde;o em enfermagem comporta uma vertente te&oacute;rica, te&oacute;rico&#45;pr&aacute;tica e o ensino cl&iacute;nico, pelo que, "A forma&ccedil;&atilde;o em enfermagem s&oacute; se concretiza quando aos estudantes s&atilde;o proporcionadas as aprendizagens nos dois espa&ccedil;os formativos: a escola e as organiza&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de" (Carvalhal, 2003, p. 22). Os ensinos cl&iacute;nicos, vulgarmente designados por est&aacute;gios, permitem a consciencializa&ccedil;&atilde;o gradual dos diferentes pap&eacute;is que o enfermeiro &eacute; chamado a desenvolver e das compet&ecirc;ncias requeridas para o seu desempenho (Matos, 1997).</p>

	    <p>Consider&aacute;mos ensino cl&iacute;nico, todo o ensino que &eacute; realizado numa institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, onde se podem p&ocirc;r em pr&aacute;tica os conhecimentos adquiridos na escola e onde ser&atilde;o confrontados com as situa&ccedil;&otilde;es reais do trabalho de enfermagem (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008). Esta conjetura coloca&#45;nos perante a necessidade de novos atores nos processos de forma&ccedil;&atilde;o "os Supervisores Cl&iacute;nicos". "O conceito de supervis&atilde;o cl&iacute;nica em Enfermagem, refere&#45;se a uma rela&ccedil;&atilde;o profissional centrada na exig&ecirc;ncia, na forma&ccedil;&atilde;o, no trabalho e no desenvolvimento emocional, que envolve uma reflex&atilde;o sobre o desenvolvimento das pr&aacute;ticas orientadas por um profissional qualificado. Compreende um conjunto de estrat&eacute;gias (centradas no profissional e no grupo), incluindo perceptorship, mentorship, supervis&atilde;o da qualidade das pr&aacute;ticas, promo&ccedil;&atilde;o e acompanhamento dos crit&eacute;rios de qualidade." (Sim&otilde;es, 2004, p. 64). O recurso ao supervisor clinico agrega valor ao ensino cl&iacute;nico no sentido de ir ao encontro das necessidades de forma&ccedil;&atilde;o e maximizando as oportunidades de aprendizagem para os alunos durante as experi&ecirc;ncias reais (Henderson &amp; Tyler, 2011).</p>

	    <p>O processo de supervis&atilde;o em enfermagem poder&aacute; decorrer tendo como pano de fundo diversos cen&aacute;rios, assumindo, cada um deles, contornos bem distintos no que diz respeito quer ao papel do supervisor, quer ao papel do futuro enfermeiro. Nos &uacute;ltimos anos surgiram diferentes modelos de supervis&atilde;o cl&iacute;nica em enfermagem (Garrido, 2004). Podemos encontrar in&uacute;meros autores que contextualizam o processo ou ciclo de supervis&atilde;o em diferentes fases. Consideramos neste percurso o modelo proposto por Nicklin (1997), que compreende seis fases: an&aacute;lise da pr&aacute;tica, identifica&ccedil;&atilde;o do problema, objetivo, planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o, dado que conforme refere Abreu (2002) este modelo &eacute; o que melhor se enquadra &agrave; pr&aacute;tica clinica. "Neste sentido, &eacute; fundamental que os supervisores em ensino cl&iacute;nico de enfermagem desenvolvam as capacidades necess&aacute;rias para colocar em pr&aacute;tica diversas estrat&eacute;gias de supervis&atilde;o, de modo a criarem profissionais competentes a n&iacute;vel reflexivo." (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008, p. 28). A par com esta problem&aacute;tica surge neste percurso a especificidade do contexto "O ensino cl&iacute;nico em Sa&uacute;de Mental." Conforme nos referem estes autores (Florentim &amp; Franco, 2006), os servi&ccedil;os de psiquiatria e sa&uacute;de mental ainda constituem nos nossos dias fontes de "tabus" socialmente estabelecidos, sendo necess&aacute;rio a sua desmitifica&ccedil;&atilde;o. Schafer, Wood, &amp; Williams (2011) exacerbam os efeitos do estigma e da discrimina&ccedil;&atilde;o nas pessoas com altera&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de mental, entre os quais enfermeiros e alunos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b></p>

	    <p>O estudo insere&#45;se numa abordagem de natureza qualitativa, atrav&eacute;s de um estudo fenomenol&oacute;gico. A fenomenologia &eacute; uma corrente filos&oacute;fica com o prop&oacute;sito de "descrever um determinado fen&oacute;meno ou a apar&ecirc;ncia das coisas enquanto experi&ecirc;ncias vividas" (Streubert &amp; Carpenter, 2002, p. 49).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os participantes do estudo foram elementos escolhidos de modo intencional dado o conhecimento privilegiado que detinham sobre o fen&oacute;meno em estudo. O instrumento de recolha de dados foi a entrevista semiestruturada para o qual foi realizado um gui&atilde;o. Para todas as entrevistas foi realizado um consentimento informado tendo sido solicitado a autoriza&ccedil;&atilde;o por escrito. Ao longo do estudo foram salvaguardados os princ&iacute;pios &eacute;ticos inerentes a uma investiga&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A idade dos participantes oscilou entre os 28 e 46 anos, sendo a m&eacute;dia de idades de 38,1 anos. No que se refere &agrave; experi&ecirc;ncia no &acirc;mbito da supervis&atilde;o, o tempo oscilou entre os 3 e 15 anos, e a m&eacute;dia foi de 8,6 anos (Tabela 1). As entrevistas decorreram no in&iacute;cio do m&ecirc;s de Mar&ccedil;o de 2011, num total de sete. Posteriormente foram transcritas, codificadas, realizada uma pr&eacute;&#45;an&aacute;lise, explorado o conte&uacute;do e produzida a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados. (Bardin, 2004)</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>TABELA 1 &#150; Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Participantes</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a05t1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>An&aacute;lise e Discuss&atilde;o dos Dados</b></p>

	    <p>Da an&aacute;lise das entrevistas aos participantes emergiram &aacute;reas tem&aacute;ticas previamente determinadas sendo elas a estrutura, processo e resultado, e categorias e subcategorias resultantes das propriedades do texto e das unidades de registo. Conforme nos refere Bardin (2004) a categoriza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser fornecida previamente ou n&atilde;o, sendo neste caso utilizado os dois processos.</p>

	    <p>No desenrolar deste ponto ser&atilde;o confrontadas opini&otilde;es de outros investigadores com os resultados, sendo transcritas apenas algumas das unidades de registo para melhor interpreta&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno em estudo.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Estrutura</b></p>

	    <p>Relativamente &agrave; &aacute;rea tem&aacute;tica Estrutura surgiram as seguintes categorias: recursos organizacionais, recursos materiais, recursos humanos e forma&ccedil;&atilde;o dos intervenientes.</p>

	    <p>As diferentes organiza&ccedil;&otilde;es envolvidas s&atilde;o a escola, as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e neste caso concreto a especificidade dos servi&ccedil;os. Algumas das responsabilidades inerentes &agrave; qualidade da supervis&atilde;o cl&iacute;nica foram atribu&iacute;das &agrave;s escolas. "Relativamente &agrave; escola pode&#45;se considerar como elemento facilitador o programa de ensino, penso que &agrave;s vezes n&atilde;o facilitam muito no caso da minha experi&ecirc;ncia achava que tinha muitas lacunas relativamente a este est&aacute;gio especificamente e acho que tamb&eacute;m tinha a ver com o plano de estudos da escola."E1 Conforme nos refere Borges (2010), a escola deve identificar os problemas e dever&aacute; fazer uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre os conte&uacute;dos program&aacute;ticos e os problemas mais sentidos na pr&aacute;tica. As institui&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de, "dificultam &agrave;s vezes no acolhimento aos alunos, &agrave;s vezes l&aacute; est&aacute; se o contexto for facilitador ajuda, se o contexto for dificultador a n&iacute;vel de chefias, &eacute; mais dif&iacute;cil."E2. A este n&iacute;vel, de acordo com o Despacho Ministerial 1/87 de 21/4/87 e refor&ccedil;ado no Despacho 8/90 de 28/2/90 :"...os estabelecimentos e servi&ccedil;os dependentes do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de devem prestar a maior colabora&ccedil;&atilde;o &agrave;s Escolas Superiores de Enfermagem nomeadamente, facilitando campos de est&aacute;gio de natureza e qualidade adequados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de novos enfermeiros." (Portugal, Decreto de Lei n&ordm; 64, 1990, p. 2706). &Eacute; tamb&eacute;m evidenciada a import&acirc;ncia da escolha correta dos servi&ccedil;os. "&Eacute; importante o recrutamento dos melhores servi&ccedil;os para se organizarem os ensinos cl&iacute;nicos. Embora os objetivos estejam definidos nos planos de estudos para os estudantes fazerem um conjunto de pr&aacute;ticas relacionadas com aquelas aprendizagens tem que se tentar perceber se os locais dispon&iacute;veis permitem que aqueles objetivos sejam cumpridos."E7. A escola deve conhecer as caracter&iacute;sticas do local de ensino cl&iacute;nico, para adequa&ccedil;&atilde;o aos objetivos de est&aacute;gio, &agrave; dura&ccedil;&atilde;o, ao n&uacute;mero de alunos a colocar nesse campo de est&aacute;gio, pois estes s&atilde;o alguns dos fatores que podem influenciar a qualidade da supervis&atilde;o em ensino cl&iacute;nico (Silva &amp; Silva, 2004).</p>

	    <p>No &acirc;mbito dos recursos materiais &eacute; salientado a import&acirc;ncia deste tema "Algumas escolas preocupam&#45;se em fornecer documenta&ccedil;&atilde;o de apoio ao supervisor" E2. "N&oacute;s na escola temos um guia orientador do ensino cl&iacute;nico, ou seja do est&aacute;gio onde est&atilde;o referenciados os documentos, toda a bibliografia que ser&aacute; importante para os alunos. Esse documento &eacute; fornecido no in&iacute;cio do ano letivo, no in&iacute;cio de cada segmento, de cada est&aacute;gio e &eacute; uma lista interessante de documentos que a escola possui. A escola tem acesso a v&aacute;rias bases de dados, que &eacute; facultado aos alunos na pr&oacute;pria escola. Depois h&aacute; documentos, nomeadamente, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, guias que s&atilde;o fornecidos individualmente, pelo professor."E6 Sendo por&eacute;m referido a necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o das grelhas de avalia&ccedil;&atilde;o ao contexto da Sa&uacute;de Mental. "Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s grelhas de avalia&ccedil;&atilde;o que existem, pelo que eu percebo s&atilde;o elaboradas pela escola a pensar em todos os campos de est&aacute;gio, e a n&iacute;vel de sa&uacute;de mental / psiquiatria ... n&atilde;o funciona."E3.</p>

	    <p>Os recursos humanos s&atilde;o tamb&eacute;m visados conforme nos refere este entrevistado "Penso que o principal problema, poder&aacute; estar nos recursos humanos para a supervis&atilde;o. Penso que o problema est&aacute; mais centrado a&iacute;."E5, sendo referidos aspetos como o r&aacute;cio tutor/aluno, enfermeiro/doente e supervisor/aluno. Estes fatores tamb&eacute;m s&atilde;o referidos por Martins (2009), nomeadamente a quantidade de recurso humanos e materiais do ensino clinico, al&eacute;m da necessidade do n&uacute;mero adequado de alunos por tutor e por supervisor. "&Eacute; habitual um excesso de alunos por supervisor &eacute;, j&aacute; tive 11 alunos, &eacute; muito para orientar devidamente no mesmo momento de ensino clinico, mesmo per&iacute;odo de tempo."E2 "Um dos fatores mais dificultadores da minha experiencia &eacute; a sobrecarga dos enfermeiros na presta&ccedil;&atilde;o direta dos cuidados, isto &eacute;, esta sobrecarga limita&#45;os a umas tarefas que n&atilde;o deixam margem dispon&iacute;vel para executar algumas tarefas de maior exig&ecirc;ncia, de maior planifica&ccedil;&atilde;o e isto dificulta os alunos na perce&ccedil;&atilde;o desses tipos de atividades &eacute; uma das principais dificuldades que s&atilde;o detet&aacute;veis."E3.</p>

	    <p>A necessidade da forma&ccedil;&atilde;o dos intervenientes &eacute; salientada pelos entrevistados. "A n&iacute;vel de supervis&atilde;o clinica de enfermagem, eu penso que era muito necess&aacute;rio que isso fosse uma forma&ccedil;&atilde;o, eu j&aacute; nem digo que fosse uma coisa formal, mas que houvesse por parte das institui&ccedil;&otilde;es que acolhem os alunos, uma forma&ccedil;&atilde;o para profissionais que fossem trabalhar em supervis&atilde;o ou tuturia&ccedil;&atilde;o"E2. "A supervis&atilde;o ter&aacute; muito a evoluir se houver um maior investimento das institui&ccedil;&otilde;es em formar pessoas com capacidades de supervis&atilde;o e pessoas com capacidades de tutoria para serem elementos de maior refer&ecirc;ncia e com padr&otilde;es de acompanhamento mais estruturados para os alunos."E3. Este aspeto &eacute; visado por estes autores"(...) Importante e incontorn&aacute;vel &eacute; a necessidade de existir uma pol&iacute;tica formativa efetiva e sustentada, como condi&ccedil;&atilde;o fundamental, para a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o dos docentes, profissionais e estudantes" (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008, p. 67).</p>

	    <p>No referente aos supervisores &eacute; vis&iacute;vel o car&aacute;cter informal desta aprendizagem, decorrentes na maioria pela reprodu&ccedil;&atilde;o do comportamento dos pares. "Fui criando ao longo do tempo algumas estrat&eacute;gias, e tamb&eacute;m baseando&#45;me na observa&ccedil;&atilde;o de colegas que s&atilde;o supervisores pronto acabei por tirar algumas ideias como &eacute; &oacute;bvio dos outros supervisores que tinham mais experi&ecirc;ncia do que eu."E1. Tal como referem estes autores, &eacute; previs&iacute;vel que os enfermeiros na ascens&atilde;o deste papel fiquem perdidos, sem diretrizes para o seu desempenho, sem linhas orientadoras, sem rumo. (Silva, Pires &amp; Vilela, 2011).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Processo</b></p>

	    <p>Da &aacute;rea tem&aacute;tica Processo emergiram as seguintes categorias: parcerias, qualidades do supervisor, papel do supervisor, processos da supervis&atilde;o e contributos. A parceria entre os diferentes intervenientes do processo &eacute; real&ccedil;ada como um atributo essencial, indo ao encontro dos resultados evidenciados por Borges (2010) no seu estudo sobre parcerias na supervis&atilde;o, referindo que "A cria&ccedil;&atilde;o de parcerias &eacute; apontada como uma alternativa na melhoria de todo o processo supervisivo." (Borges, 2010, p. 6) A este n&iacute;vel, s&atilde;o referidas a parceria entre a Escola/institui&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Supervisor/Escola, Tutores/escola, Institui&ccedil;&atilde;o/alunos, e entre os diferentes grupos profissionais, conforme se observa nos diferentes enxertos das entrevistas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>"A escola n&atilde;o pode despachar os alunos por correio, como muitas vezes &eacute; feito, enviam as avalia&ccedil;&otilde;es e os guias num envelope e s&atilde;o entregues nos servi&ccedil;os, tenho dificuldade em perceber isto desta forma."E6 Conforme nos refere o Entrevistado 7 "acho que deve haver um grande esfor&ccedil;o e uma tentativa constante de colocar em cima da mesa de ambas as partes a informa&ccedil;&atilde;o que seja relevante para tirar melhor partido deste contrato entre escola e institui&ccedil;&atilde;o."E7.</p>

	    <p>O Supervisor &eacute; referido por maior parte dos entrevistados como o elemento que faz a "Ponte" entre as duas institui&ccedil;&otilde;es (E1, E2, E4, E5, E7). No entanto, conforme nos refere o entrevistado 1 para "O supervisor poder fazer a ponte entre a escola e o est&aacute;gio tem de perceber quais os reais objetivos da escola e o que escola pretende realmente que o aluno desenvolva ao longo do est&aacute;gio, uma vez que o supervisor n&atilde;o est&aacute; por dentro do que &eacute; lecionado na escola."E1.</p>

	    <p>A parceria com os tutores tamb&eacute;m &eacute; real&ccedil;ada "A disponibilidade dos colegas tutores facilita muito todo o desenrolar do est&aacute;gio. (...) por vezes verifica&#45;se que os tutores n&atilde;o est&atilde;o devidamente informados sobre os objetivos do alunos e o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o do aluno"E3.</p>

	    <p>As rela&ccedil;&otilde;es existentes entre os profissionais de enfermagem dos locais de est&aacute;gio e os da escola caracterizam&#45;se sobretudo por alguma formalidade e distanciamento. Os enfermeiros mant&ecirc;m&#45;se, geralmente, &agrave; margem de todo o processo. (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008). Salienta&#45;se a necessidade do envolvimento dos alunos a n&iacute;vel institucional, "Enquanto supervisor tentei sempre que o estudante se sentisse envolvido n&atilde;o s&oacute; naquela enfermaria mas tamb&eacute;m no contexto global da unidade institucional. E acho que os estudantes beneficiam com isso, porque se sentem de certa forma tamb&eacute;m eles parte da pr&oacute;pria engrenagem da institui&ccedil;&atilde;o. Acho que um bom acolhimento por parte da organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental.E7.</p>

	    <p>Por &uacute;ltimo, a import&acirc;ncia da parceria entre os diferentes grupos profissionais do servi&ccedil;o. "Outro fator, que acho que pode ser facilitador ou dificultador, dependendo de como est&aacute; desenvolvido na organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; o trabalho ou a rela&ccedil;&atilde;o que existe entre os profissionais das diferentes &aacute;reas. N&oacute;s, na sa&uacute;de mental, encontramos muito disto. Os limites de cada &aacute;rea profissional e n&oacute;s aqui esbarramos e existem muitos conflitos por isso. Que se pode refletir no aluno. A boa defini&ccedil;&atilde;o do que cada um faz, &eacute; algo necess&aacute;rio e algo que deve ser trabalhado."E4. Deveremos investir no sentido de evoluirmos de uma supervis&atilde;o em colabora&ccedil;&atilde;o para uma supervis&atilde;o em parceria, que dever&aacute; constituir o grande objetivo final da supervis&atilde;o em ensino cl&iacute;nico. (Sim&otilde;es, 2004).</p>

	    <p>No que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas do supervisor, tal como nos referem estes autores, s&atilde;o um determinante no &ecirc;xito da forma&ccedil;&atilde;o dos diferentes profissionais, sendo apontados um leque alargado de qualidades que os supervisores devem possuir, nomeadamente empatia, autoestima positiva, facilidade no relacionamento interpessoal, saber ouvir, capacidade de observa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica, responsabilidade, lideran&ccedil;a, planeamento e organiza&ccedil;&atilde;o (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008). Neste estudo foram real&ccedil;adas as compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas, conhecimentos cient&iacute;ficos, empatia, disponibilidade, paci&ecirc;ncia, intelig&ecirc;ncia emocional, humildade, o conhecimento do contexto e a experi&ecirc;ncia profissional. Neste &uacute;ltimo item e devido &agrave;s caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas do contexto da sa&uacute;de mental o entrevistado 5 refere:</p>

	    <p>"N&atilde;o concordo, de todo, que algu&eacute;m possa ser supervisor de uma &aacute;rea sobre a qual nunca teve experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica sobre isso. (...) Portanto algu&eacute;m que tem especialidade em sa&uacute;de mental e nunca trabalhou no contexto, vai ser supervisor s&oacute; porque tem a especialidade? (...) dizer a algu&eacute;m que para ser supervisor em sa&uacute;de mental tem que ter x anos de experi&ecirc;ncia.(...) Esta falsa quest&atilde;o do contexto cl&iacute;nico deve ser bem esclarecida.</p>

	    <p>O contexto em sa&uacute;de mental &eacute; muito diversificado. (...) Quando refiro experi&ecirc;ncia no contexto cl&iacute;nico refiro&#45;me a experi&ecirc;ncia em contextos similares ao que vai fazer a supervis&atilde;o."E5.</p>

	    <p>No que se refere ao Papel do Supervisor, "o supervisor tem um papel extremamente importante, 1o deve sempre fazer ver aos alunos, que acima de tudo devem ver nele o espelho, mesmo que a equipa n&atilde;o espelhe exatamente aquilo que deveria ser o trabalho do enfermeiro, devem ter no supervisor esse espelho."E2 "No caso do supervisor da sa&uacute;de mental, (...) o supervisor tem que assegurar, e conseguir a motiva&ccedil;&atilde;o dos estudantes para as pr&aacute;ticas que v&atilde;o realizar."E7 "precisa de ser moderador em todo este processo."E3 O supervisor deve promover a reflex&atilde;o "Isto porque se n&oacute;s conseguirmos pensar e assumir de uma vez por todas este papel, de que tudo aquilo que o aluno vai fazendo deve ser alvo de feedback ao longo do dia, ao longo do turno e ele aprende assim, esta reflex&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s ac&ccedil;&atilde;o".E4. Sim&otilde;es (2004) evidencia que "o papel do supervisor &eacute; acompanhar um indiv&iacute;duo ou grupo, no sentido de motivar e incentivar, dialogar, esclarecer e encaminhar para uma meta previamente determinada" (Sim&otilde;es, 2004, p. 83).</p>

	    <p>Na categoria referente aos processos da supervis&atilde;o salienta&#45;se o tempo destinado &agrave; supervis&atilde;o, o cronograma do ensino cl&iacute;nico e a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de um modelo de supervis&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme nos referem estes entrevistados "O tempo para dedicar &agrave; supervis&atilde;o &eacute; sempre pouco." E2 "Eu acho que o ideal era um acompanhamento permanente se poss&iacute;vel mesmo di&aacute;rio."E1 A valoriza&ccedil;&atilde;o do tempo de perman&ecirc;ncia dos supervisores tamb&eacute;m &eacute; real&ccedil;ada no estudo de Sim&otilde;es, Alarc&atilde;o, &amp; Costa (2008).</p>

	    <p>O cronograma do ensino cl&iacute;nico, nomeadamente o tempo destinado ao mesmo conforme referem estes entrevistados "Em termos do tempo que &eacute; dado para o ensino cl&iacute;nico, o que deve estar claro &eacute; qual &eacute; o tempo necess&aacute;rio para atingir determinado objetivo. Por exemplo, se o objetivo for s&oacute; de observa&ccedil;&atilde;o, se quer observar um doente a fazer electroconvulsivoterapia n&atilde;o preciso de um est&aacute;gio de 10 semanas. Uma ou duas semanas &eacute; o suficiente. Se tiver um est&aacute;gio quando o objetivo &eacute; treinar determinadas fun&ccedil;&otilde;es, interven&ccedil;&otilde;es, adquirir compet&ecirc;ncias do ponto de vista instrumental, j&aacute; preciso de um tempo maior. O que se faz habitualmente &eacute; o processo inverso."E5. Por outro lado "N&oacute;s achamos que a &aacute;rea que gostamos deve ser aquela que deve ter mais tempo. Mas acho que para um aluno de licenciatura, quatro semanas chega, desde que bem exploradas. E4. Por outro lado um dos entrevistados salienta que "Hoje em dia considero que seria mais vantajoso por exemplo em cada 5 dias de est&aacute;gio tirar 1 para o aluno estar na escola a fazer a sedimenta&ccedil;&atilde;o daquilo que foi observando, analisando e que foi vendo."E7.</p>

	    <p>"&Agrave; forma sistem&aacute;tica como a supervis&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; aplicada chama&#45;se modelo (...). Os modelos permitem&#45;nos estruturar e descrever para onde vamos, como vamos, e o que podemos utilizar no decurso da a&ccedil;&atilde;o." (Garrido, Sim&otilde;es, &amp; Pires, 2008, p. 16). A maioria dos entrevistados referiu n&atilde;o utilizar nenhum modelo de Supervis&atilde;o. (E1, E3,E4,E5,E7). Embora, esteja subjacente de modo informal em alguns enxertos das entrevistas a "1&ordf; fase era 1&ordm; perceber porque o aluno est&aacute; assim, porque o aluno cometeu aquele erro, ou porque n&atilde;o sabe aquilo, o que se est&aacute; a passar, porque est&aacute; com aquele comportamento/ problema. Depois de uma forma educativa, tentava&#45;lhe fazer ver estrat&eacute;gias para poder resolver esse problema, quer ele tenha sido um acontecimento, quer ele seja um comportamento, uma atitude."E2.</p>

	    <p>A Supervis&atilde;o cl&iacute;nica est&aacute; relacionada com o auto&#45;desenvolvimento, crescimento profissional e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias dos estudantes (Abiddin, 2008). Os resultados deste estudo reportam para contributos para a qualidade dos cuidados e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias dos alunos. "Os alunos trazem sempre experi&ecirc;ncias novas, cada um tem a sua experi&ecirc;ncia de vida e acabam por com maior ou menor frequ&ecirc;ncia trazer novo conhecimento para a equipa terap&ecirc;utica e se for devidamente trabalhado vai enriquecer a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.E3. "Costuma&#45;se dizer que os alunos s&atilde;o chatos porque fazem muitas perguntas, questionam muito os enfermeiros, mas obriga os enfermeiros a pensar, a reflectir as pr&aacute;ticas e claramente a melhorar."E6. A supervis&atilde;o &eacute; salientada como preponderante para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias do aluno "O aluno sem o supervisor n&atilde;o desenvolve, com certeza, compet&ecirc;ncias que desenvolveria se o tivesse. O supervisor acaba por ser um descodificador daquilo que o aluno vai encontrando no seu dia&#45;a&#45;dia e isto prova&#45;se pelas solicita&ccedil;&otilde;es que o aluno faz ao supervisor.E4. "Neste contexto espec&iacute;fico as compet&ecirc;ncias chave que o aluno deve desenvolver s&atilde;o a Rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, comunica&ccedil;&atilde;o mais dentro desse aspecto." E1.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resultado</b></p>

	    <p>Na &uacute;ltima &aacute;rea tem&aacute;tica Resultado emergiram as seguintes categorias: estrat&eacute;gias para avaliar os processos, momentos de avalia&ccedil;&atilde;o e instrumentos para avaliar os recursos humanos.</p>

	    <p>"No que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, predominam v&aacute;rias formas e estrat&eacute;gias que t&ecirc;m sempre subjacente os princ&iacute;pios pedag&oacute;gicos e cient&iacute;ficos definidos pela escola, ou seja, a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida como cont&iacute;nua, din&acirc;mica e sistem&aacute;tica, que permite apreciar e quantificar os progressos da aprendizagem e a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias (conhecimentos, capacidades e atitudes necess&aacute;rias ao desempenho profissional futuro)." (Barroso, 2009, p. 25). Os resultados deste estudo salientam como estrat&eacute;gias para avaliar os processos: os estudos de caso, as reflex&otilde;es, o delineamento de objetivos espec&iacute;ficos, os incidentes cr&iacute;ticos, o relat&oacute;rio final, as reflex&otilde;es semanais, avalia&ccedil;&atilde;o. No &acirc;mbito espec&iacute;fico da Sa&uacute;de Mental, &eacute; referido que "Para al&eacute;m destes trabalhos, pedia para realizar uma atividade mais dentro das terapias de relaxamento, din&acirc;micas de grupo uma coisa simples porque eles n&atilde;o tinham conhecimento nenhuns acerca disso."E2.</p>

	    <p>Tamb&eacute;m cabe ao supervisor fazer a avalia&ccedil;&atilde;o formativa e sumativa, incutindo ao supervisor um papel mais formal. Assume&#45;se maior dificuldade na avalia&ccedil;&atilde;o sumativa, ou seja, na atribui&ccedil;&atilde;o de uma classifica&ccedil;&atilde;o (Fonseca, 2006). S&atilde;o referidos pelos entrevistados dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o intercalar e final. "Primeiro o aluno faz a sua auto&#45;avalia&ccedil;&atilde;o, depois o tutor d&aacute; a avalia&ccedil;&atilde;o do aluno em termos qualitativos, o aluno preenche a grelha de avalia&ccedil;&atilde;o enquanto instrumento de auto&#45;avalia&ccedil;&atilde;o e o supervisor pega nos dados e da informa&ccedil;&atilde;o que tem das actividades que vai supervisionando e preenche a grelha de avalia&ccedil;&atilde;o do aluno. Posteriormente, re&uacute;ne, individualmente, com cada um dos alunos, debatem e validam aquela grelha de avalia&ccedil;&atilde;o."E3. A avalia&ccedil;&atilde;o tem por objetivo a aferi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, compet&ecirc;ncias e capacidades dos estudantes e a verifica&ccedil;&atilde;o do grau de cumprimento dos objetivos fixados para determinado ensino clinico. Contudo, o &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; um terreno conceptualmente profuso e difuso; apesar de alicer&ccedil;ada em indicadores de sucesso (Barroso, 2009, p. 54).</p>

	    <p>Numa era marcada por uma preocupa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua relativamente &agrave; qualidade, a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho &eacute; um processo fundamental com vista ao desenvolvimento dos recursos humanos numa organiza&ccedil;&atilde;o e consiste em avaliar os indiv&iacute;duos no desempenho dos seus pap&eacute;is (Frederico &amp; Leit&atilde;o, 1999). Ao longo das entrevistas salientam a import&acirc;ncia desta avalia&ccedil;&atilde;o mas descrevem a sua aus&ecirc;ncia formal incidindo essencialmente sobre a autoavalia&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o pelos alunos "Nunca aconteceu formalmente nenhum tipo de avalia&ccedil;&atilde;o mas eu acho que era importante E2". "&Eacute; s&oacute; um processo de auto&#45;avalia&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o pessoal".E4.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que se refere &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o por parte dos alunos, este entrevistado refere que "Esta avalia&ccedil;&atilde;o podia ser mais e melhor trabalhada, porque o facto de a avalia&ccedil;&atilde;o ser feita num ambiente eletr&oacute;nico e n&atilde;o ser obrigat&oacute;ria, implica, por exemplo, se um supervisor der excelentes notas a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre positiva, se der notas piores ent&atilde;o os alunos que se sentem penalizados ou a nota &eacute; inferior utilizam a avalia&ccedil;&atilde;o para poder mostrar a sua insatisfa&ccedil;&atilde;o com o supervisor."E5 Sugerindo que "O supervisor deveria ser avaliado se cumpre todos os requisitos formais que est&atilde;o inerentes &agrave; supervis&atilde;o: Ele fez reuni&atilde;o pr&eacute;via com os alunos? Explicou os objetivos? Teve reuni&otilde;es de orienta&ccedil;&atilde;o? Disse aos alunos como poderiam ultrapassar as dificuldades? Portanto se cri&aacute;ssemos uma check&#45;list de coisas, fez n&atilde;o fez, se fez, como fez? A&iacute; sim, seria o ideal."E5.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>

	    <p>O trabalho aqui apresentado pretendeu refletir sobre a qualidade da supervis&atilde;o no Ensino Cl&iacute;nico de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental, atrav&eacute;s da perspetiva dos supervisores, evidenciando os atributos necess&aacute;rios para a qualidade dos processos de forma&ccedil;&atilde;o em ensino clinico de enfermagem. Foram identificados fatores que contribuem ou que poderiam contribuir para a melhoria deste processo, nomeadamente, os recursos organizacionais, recursos materiais, recurso humanos, a essencialidade da forma&ccedil;&atilde;o dos intervenientes, as parcerias, as qualidades e o papel do supervisor, os processos supervisivos, os contributos da supervis&atilde;o, os instrumentos e os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, e os instrumentos para avaliar os recursos humanos.</p>

	    <p>Ao analisar os resultados questionamo&#45;nos quais os contributos que deste estudo poderiam advir para a qualidade da Supervis&atilde;o em Ensino Cl&iacute;nico de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental. Dadas as considera&ccedil;&otilde;es, explicita&ccedil;&otilde;es e sugest&otilde;es que deste estudo emergem, ousamos sugerir um modelo, para numa perspetiva de continuidade e n&atilde;o de t&eacute;rmino, possa ser replicado num novo estudo de car&aacute;cter quantitativo ou em outros contextos (Figura 1). Este diagrama reflete os resultados que emergem deste estudo que incorporam os atributos da qualidade descritos por Donabedian (2003),ao qual concili&aacute;mos o Modelo de Nicklin (1997), que incorpora as diferentes fases do processo de enfermagem, assim como, a perspetiva c&iacute;clica deste processo subjacente a um ciclo de melhoria cont&iacute;nua da qualidade.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>FIGURA 1 &#150; Modelo proposto pelos resultados</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a05f1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>O ensino cl&iacute;nico pretende ser um campo de experi&ecirc;ncias onde o estudante simultaneamente desenvolve conhecimentos e compet&ecirc;ncias que conduzem a uma interven&ccedil;&atilde;o refletida. Na medida, em que &eacute; fundamental que o aluno em ensino cl&iacute;nico de Sa&uacute;de Mental seja capaz de demonstrar capacidade para refletir, analisar e aplicar os conceitos de sa&uacute;de mental e psiqui&aacute;trica &agrave;s diferentes situa&ccedil;&otilde;es clinicas, o supervisor assume neste &acirc;mbito um papel preponderante para a evolu&ccedil;&atilde;o deste processo.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente trabalho forneceu dados importantes para os atributos considerados essenciais para garantir a qualidade deste papel. Isto porque, um caminho para a qualidade exige reflex&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a.</p>

	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Abiddin, N. (2008). Exploring Clinical Supervision to Facilitate the Creative Process of Supervision. Journal of Internacional Social Research, 13&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1647-2160201200010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Abreu, W. (2002). Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em Enfermagem: Pensar as pr&aacute;ticas, gerir a forma&ccedil;&atilde;o e promover a qualidade. Sinais Vitais, 45, 53&#45;57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1647-2160201200010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bardin, L. (2004). An&aacute;lise de Conte&uacute;do (3&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1647-2160201200010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Barroso, I. (2009). Ensino cl&iacute;nico no curso de licenciatura em enfermagem. Estudo sobre as experi&ecirc;ncias de aprendizagem, situa&ccedil;&otilde;es e factores geradores de stresse nos estudantes. Porto: ICBAS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1647-2160201200010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Borges, C. (2010). Supervis&atilde;o de Estudantes de Enfermagem em Ensino Cl&iacute;nico: Que Parcerias? Aveiro: Universidade de Aveiro: Departamento de Did&aacute;ctica e Tecnologia Educativa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1647-2160201200010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Carvalhal, R. (2003). Parcerias na forma&ccedil;&atilde;o &#45; Papel dos orientadores cl&iacute;nicos &#45; perspectiva dos actores. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201200010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Donabedian, A. (2003). An introduction to quality assurance in health care. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1647-2160201200010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Florentim, R., &amp; Franco, M. (Fevereiro de 2006). A qualidade dos cuidados de Sa&uacute;de prestados no departamento de psiquiatria e sa&uacute;de Mental do Centro Hospitalar da Cova da Beira: um estudo emp&iacute;rico. Revista Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, 13, 15&#45;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1647-2160201200010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Fonseca, M. J. (2006). Supervis&atilde;o em ensinos Cl&iacute;nicos de Enfermagem: Perspectiva do Docente. Coimbra: Formasau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1647-2160201200010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Frederico, M., &amp; Leit&atilde;o, M. (1999). Princ&iacute;pios de administra&ccedil;&atilde;o para enfermeiros. Coimbra: Formasau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1647-2160201200010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Garrido, A. (2004). Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica: Conceitos e Modelos. Nursing, 191, 34&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201200010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Garrido, A., Sim&otilde;es, J., &amp; Pires, R. (2008). Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em enfermagem &#45; perspectivas pr&aacute;ticas. Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201200010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Henderson, A., &amp; Tyler, S. (2011). Facilitating learning in clinical practice: Evaluation of a trial of a supervisor of clinical education role. Nurse Education in Practice, Volume 11, Issue 5, 288&#150;292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1647-2160201200010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Hesbeen, W. (2001). Qualidade em enfermagem: pensamento e ac&ccedil;&atilde;o na perspectiva do cuidar. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1647-2160201200010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Mezomo, J. C. (2001). Gest&atilde;o da qualidade na sa&uacute;de: princ&iacute;pios b&aacute;sicos (1a ed.). S&atilde;o Paulo: Editora Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1647-2160201200010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Nascimento, C. (2007). Docentes de Enfermagem: necessidades de forma&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o Cl&iacute;nica. In &Acirc;. Rodrigues, C. Nascimento, L. Antunes, G. Mestrinho, M. Serra, R. Madeira, V. Lopes, Processos de Forma&ccedil;&atilde;o na e para a pr&aacute;tica de cuidados (pp. 1&#45;41). Loures: Lusodidacta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1647-2160201200010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Nicklin, P. (1997). A pratice&#45;centred model of clinical supervision. (U. o. Department of Health Studies, Ed.) Nurs Times, 52&#45;54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1647-2160201200010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, J. (2004). Supervis&atilde;o em Ensino Cl&iacute;nico de Enfermagem &#45; a perspectiva dos cooperantes. Departamento de did&aacute;tica e tecnologia Educativa. Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201200010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sim&otilde;es, J., Alarc&atilde;o, I., &amp; Costa, N. (2008). Supervis&atilde;o em Ensino Cl&iacute;nico de Enfermagem: a perspectiva dos enfermeiros cooperantes. Revista Refer&ecirc;ncia, n&ordm; 6, 91&#45;108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1647-2160201200010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 09.03.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.05.2012</p>
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