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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In accordance with Kolcaba (1991; 2003) we considered comfort as a state in which the basic human needs of relief, tranquility and transcendence are met in the four contexts of experience - physical, "psychospiritual", sociocultural and environmental - and verified that psychiatric inpatients experience discomfort related to the symptoms that result from their illness and from hospitalization. Aim: To describe the characteristics of comfort/discomfort of inpatients in clinical psychiatric facilities. Method: Descriptive study using the Psychiatric Inpatients Comfort Scale (PICS), 5 point Likert type, based on the conceptual structure of Kolcaba (2003). Sample: 393 individuals, 215 women and 178 men, mean age 41.26; SD 13.36. Previous studies have demonstrated the psychometric properties of PICS (Apóstolo et al., 2007). For the sample under analysis Cronbach&#8217;s alfa of the total scale is 0.91. Results: In the total scale 27.48% of patients experience a high or moderate level of discomfort. The dimensions transcendence and "psychospiritual" were the ones in which patients referred higher discomfort with, respectively, 46.05% and 41.47%. Conclusion: Patients feel greater discomfort relating to the conscience of self, meaning of life, self-esteem, self-concept, as well as the potential to make plans, control one&#8217;s destiny and solve one&#8217;s problems. There are previous results from qualitative studies (Apóstolo, 2009; 2010) that support this evidence having shown that patients feel imprisoned in their illness and limited in the development of their life project. In this way, interventions ought to be oriented towards these aspects.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Conforto/Desconforto em Doentes Internados em Cl&iacute;nica Psiqui&aacute;trica</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Jo&atilde;o Ap&oacute;stolo*; Maria Antunes**; Aida Mendes***; In&ecirc;s Castro****</b></p>

	    <p>*RN, PhD; Professor adjunto &#45; Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Portugal. Apartado 55, 3001&#45;901, Coimbra, Portugal, <a href="mailto:apostolo@esenfc.pt">apostolo@esenfc.pt</a></p>

	    <p>**PhD; Professora Coordenadora &#45; Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, <a href="mailto:tcalvario@esenfc.pt">tcalvario@esenfc.pt</a></p>

	    <p>***RN, PhD; Professora Coordenadora &#45; Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, <a href="mailto:amendes@esenfc.pt">amendes@esenfc.pt</a></p>

	    <p>****Bolseira de Integra&ccedil;&atilde;o na Investiga&ccedil;&atilde;o (BII) da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: dom&iacute;nio de Enfermagem (UICISA&#45;dE), <a href="mailto:castrines@gmail.com">castrines@gmail.com</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando o conforto, de acordo com Kolcaba (1991; 2003), como um estado em que est&atilde;o satisfeitas as necessidades humanas b&aacute;sicas relativamente ao al&iacute;vio, tranquilidade e transcend&ecirc;ncia nos quatro contextos da experi&ecirc;ncia &#45; f&iacute;sico, "psicoespiritual", sociocultural e ambiental &#45;, verific&aacute;mos que os doentes internados em psiquiatria cl&iacute;nica experienciam uma condi&ccedil;&atilde;o de desconforto relacionado com os sintomas que resultam da doen&ccedil;a e do internamento em si mesmo.</p>

	    <p><b>Objectivo:</b> Descrever as caracter&iacute;sticas do conforto/ desconforto de doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica.</p>

	    <p><b>M&eacute;todo:</b> Estudo descritivo com utiliza&ccedil;&atilde;o da Escala para a Avalia&ccedil;&atilde;o do Conforto em Doentes Internados em Servi&ccedil;os de Cl&iacute;nica Psiqui&aacute;trica (ECIP), tipo Likert com 5 pontos, baseada na estrutura conceptual de Kolcaba (2003). Amostra: 393 indiv&iacute;duos, 215 mulheres e 178 homens, com idade m&eacute;dia 41,26; DP 13,36 anos.</p>

	    <p><b>Resultados:</b> No global da escala 27,48% dos doentes experienciaram um grau de desconforto elevado ou moderado. Foi nas dimens&otilde;es transcend&ecirc;ncia e "psicoespiritual" que os doentes referiram maior desconforto com, respectivamente, 46,05% e 41,47%.</p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o:</b> Os doentes sentem maior desconforto relativamente &agrave; consci&ecirc;ncia de si, ao sentido de vida, auto&#45;estima, auto&#45;conceito, bem como no potencial para planear, controlar o seu destino e resolver os seus problemas. A suportar esta evid&ecirc;ncia existem resultados anteriores, com recurso a metodologia qualitativa (Ap&oacute;stolo, 2009; 2010), revelando que estes doentes se sentem aprisionados na doen&ccedil;a e limitados no desenvolvimento do seu projecto de vida. Assim, a interven&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser orientada, essencialmente, para estes aspectos.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Conforto; avalia&ccedil;&atilde;o; psiquiatria; hospital</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>In accordance with Kolcaba (1991; 2003) we considered comfort as a state in which the basic human needs of relief, tranquility and transcendence are met in the four contexts of experience &#150; physical, "psychospiritual", sociocultural and environmental &#150; and verified that psychiatric inpatients experience discomfort related to the symptoms that result from their illness and from hospitalization.</p>

	    <p><b>Aim:</b> To describe the characteristics of comfort/discomfort of inpatients in clinical psychiatric facilities.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Method:</b> Descriptive study using the Psychiatric Inpatients Comfort Scale (PICS), 5 point Likert type, based on the conceptual structure of Kolcaba (2003). Sample: 393 individuals, 215 women and 178 men, mean age 41.26; SD 13.36. Previous studies have demonstrated the psychometric properties of PICS (Ap&oacute;stolo et al., 2007). For the sample under analysis Cronbach&rsquo;s alfa of the total scale is 0.91.</p>

	    <p><b>Results:</b> In the total scale 27.48% of patients experience a high or moderate level of discomfort. The dimensions transcendence and "psychospiritual" were the ones in which patients referred higher discomfort with, respectively, 46.05% and 41.47%.</p>

	    <p><b>Conclusion:</b> Patients feel greater discomfort relating to the conscience of self, meaning of life, self&#45;esteem, self&#45;concept, as well as the potential to make plans, control one&rsquo;s destiny and solve one&rsquo;s problems. There are previous results from qualitative studies (Ap&oacute;stolo, 2009; 2010) that support this evidence having shown that patients feel imprisoned in their illness and limited in the development of their life project. In this way, interventions ought to be oriented towards these aspects.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Comfort; assessment; psychiatry; hospital</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>Apesar de diferentes modelos de cuidados comunit&aacute;rios se terem desenvolvido devido &agrave; gravidade da doen&ccedil;a mental e dos seus sintomas, &eacute; necess&aacute;ria, muitas vezes, interven&ccedil;&atilde;o especializada ao n&iacute;vel hospitalar, levando o doente e a fam&iacute;lia a suportar e a escolher esta op&ccedil;&atilde;o como uma oportunidade para a reconstru&ccedil;&atilde;o pessoal. O internamento, apesar de ser necess&aacute;rio para o restabelecimento da sa&uacute;de, providenciando suporte t&eacute;cnico, ambiente controlado e seguro, pode tamb&eacute;m ser respons&aacute;vel pela separa&ccedil;&atilde;o da pessoa do seu contexto e das suas circunst&acirc;ncias gerando, a par com a doen&ccedil;a, sofrimento e desconforto. O conforto tem assumido um papel relevante na filosofia dos cuidados de enfermagem e &eacute; reconhecido como um resultado hol&iacute;stico que diz respeito &agrave;s respostas da pessoa como um todo (Kolcaba, 2003). A teoria do conforto tem sido usada para explicar e predizer fen&oacute;menos de interesse relativos &agrave;s respostas humanas no percurso sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a, contribuindo tamb&eacute;m para uma avalia&ccedil;&atilde;o fundamentada dos cuidados e medi&ccedil;&atilde;o dos resultados das interven&ccedil;&otilde;es. Neste contexto, o conforto, seja ele considerado como um processo, o de confortar, ou como um resultado, o das interven&ccedil;&otilde;es, &eacute; um conceito nobre e subjacente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de que interv&ecirc;m no processo de sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a e nas respostas humanas a este processo.</p>

	    <p>A estrutura conceptual que suporta este estudo deriva da teoria de m&eacute;dio alcance do conforto de Kolcaba (1991). A autora define conforto como "a satisfa&ccedil;&atilde;o (activa, passiva ou cooperativa) das necessidades humanas b&aacute;sicas de al&iacute;vio, tranquilidade e transcend&ecirc;ncia que emergem de situa&ccedil;&otilde;es causadoras de stresse" (Kolcaba, 1994, p. 1178).</p>

	    <p>O termo conforto deriva do latim <i>confortare</i>, que significa restituir as for&ccedil;as f&iacute;sicas, o vigor e a energia; tornar forte, fortalecer, revigorar (Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, 2001). &Agrave; luz destes significados, o conceito conforto poderia ser mal interpretado e considerado demasiado vago para ser estudado, e medido, como componente da sa&uacute;de e bem&#45;estar do indiv&iacute;duo. Para al&eacute;m disso, o conforto ter&aacute; um significado muito mais complexo e diferenciado, do que aquele que depreendemos da etimologia. A teoria de enfermagem tem demonstrado que &eacute; uma dimens&atilde;o ou uma componente de processos, de experi&ecirc;ncias e de conceitos din&acirc;micos tais como, a qualidade de vida, a esperan&ccedil;a, o controlo e a tomada de decis&atilde;o. Assim, o controlo e aus&ecirc;ncia de dor &eacute; considerado, muitas vezes, sin&oacute;nimo de conforto, enquanto a presen&ccedil;a e sensa&ccedil;&atilde;o de dor descreve, variadas vezes, o sentido da palavra desconforto. Ao mesmo tempo, o desconforto &eacute; tipicamente relatado como a n&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o de algumas necessidades que, quando satisfeitas, resultam na experi&ecirc;ncia de conforto. No entanto, o estado de conforto n&atilde;o pressup&otilde;e a aus&ecirc;ncia total do desconforto, uma vez que a sensibilidade para o desconforto &eacute; relativa, variando de pessoa para pessoa (Kolcaba, 2003).</p>

	    <p>Kolcaba &amp; Kolcaba (1991) consideram os seguintes significados do conforto. O primeiro significado diz respeito ao conforto como uma causa de al&iacute;vio do estado de desconforto ou uma causa do estado de conforto.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo significado remete para o conforto como um estado de tranquilidade e de pac&iacute;fico contentamento.</p>

	    <p>Assim, o conforto como uma causa (primeiro significado) produz, supostamente, o conforto como um efeito (segundo significado). Certas condi&ccedil;&otilde;es de vida, como preocupa&ccedil;&otilde;es, dor ou sofrimento implicam uma aus&ecirc;ncia do estado de conforto. A exist&ecirc;ncia destas condi&ccedil;&otilde;es &eacute; denominada de desconforto, cujo estado resultante &eacute; contr&aacute;rio ao estado de conforto. Contudo, &eacute; de salientar que o estado de conforto pode existir sem que antes tenha existido desconforto (estado de tranquilidade). Quando o desconforto n&atilde;o pode ser evitado, &eacute; comum atenu&aacute;&#45;lo com confortos adicionais, aliviando o desconforto.</p>

	    <p>O terceiro significado refere&#45;se ao conforto como sendo o al&iacute;vio do desconforto, o que pode ser explicado atrav&eacute;s dos dois significados anteriores. A causa de al&iacute;vio &eacute; explicada pelo primeiro significado, ao passo que o estado de conforto &eacute; especificado pelo segundo. Embora o al&iacute;vio em si mesmo seja apelidado de conforto, pode n&atilde;o ser equivalente ao estado de conforto, uma vez que este pode ser incompleto, parcial ou tempor&aacute;rio, dado que pode constituir o al&iacute;vio de apenas um de muitos desconfortos. Pode ainda ser parcial porque se atingiu apenas um grau de al&iacute;vio tempor&aacute;rio, uma vez que este pode perdurar apenas at&eacute; o desconforto surgir novamente. Deste modo, o estado de conforto tem subjacente a inexist&ecirc;ncia de qualquer desconforto e um grau elevado e duradouro de al&iacute;vio do desconforto. O quarto significado aponta o conforto como o que torna a vida f&aacute;cil e agrad&aacute;vel. Este significado refere&#45;se &agrave; fun&ccedil;&atilde;o de maximizar o prazer e, por esta raz&atilde;o, est&aacute; fora do &acirc;mbito dos cuidados de enfermagem.</p>

	    <p>Os autores apontam ainda para um quinto e sexto significados do conforto que remetem para a etimologia da palavra latina <i>confortare</i>, que significa "fortalecer grandemente". O quinto significado pode traduzir for&ccedil;a, encorajamento, incita&ccedil;&atilde;o, ajuda, socorro, suporte e contentamento. O conforto pode ainda indicar (sexto significado) influ&ecirc;ncia vigorosa ou refrescamento f&iacute;sico. Estes significados referem&#45;se a causas de renova&ccedil;&atilde;o, amplifica&ccedil;&otilde;es de poder, estados de esp&iacute;rito positivos e prepara&ccedil;&atilde;o para a ac&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, estar&atilde;o na origem do conforto as coisas que fortalecem e encorajam, suportam e/ou fisicamente refrescam ou vigorizam uma pessoa.</p>

	    <p>Em s&iacute;ntese, o conforto &eacute; um estado em que est&atilde;o satisfeitas as necessidades b&aacute;sicas relativamente ao al&iacute;vio, tranquilidade e transcend&ecirc;ncia (Kolcaba, 1991; 1994; 2003). Estes tr&ecirc;s estados &#150; al&iacute;vio, tranquilidade e transcend&ecirc;ncia &#150; s&atilde;o assim operacionalizados na teoria de Kolcaba. O al&iacute;vio &eacute; o estado em que uma necessidade foi satisfeita, sendo necess&aacute;rio para que a pessoa restabele&ccedil;a</p>

	    <p>o seu funcionamento habitual; o segundo estado, tranquilidade, &eacute; um estado de calma ou de satisfa&ccedil;&atilde;o, necess&aacute;rio para um desempenho eficiente; o terceiro estado, transcend&ecirc;ncia, &eacute; o estado no qual cada pessoa sente que tem compet&ecirc;ncias ou potencial para planear, controlar o seu destino e resolver os seus problemas. Este tipo de conforto &eacute; tamb&eacute;m chamado de renova&ccedil;&atilde;o. Estes tr&ecirc;s estados de conforto desenvolvem&#45;se em quatro contextos: f&iacute;sico, "psicoespiritual", sociocultural e ambiental. O contexto f&iacute;sico diz respeito &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es corporais; o contexto sociocultural &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, familiares e sociais; o contexto "psicoespiritual" &agrave; consci&ecirc;ncia de si, incluindo a auto&#45;estima e o auto&#45;conceito, a sexualidade e o sentido de vida, podendo tamb&eacute;m envolver uma rela&ccedil;&atilde;o com uma ordem ou ser superior; e o contexto ambiental envolve aspectos como a luz, barulho, equipamento (mobili&aacute;rio), cor, temperatura e elementos naturais ou artificiais do meio (Kolcaba, 1991; 2003).</p>

	    <p>Num diagrama, a intercep&ccedil;&atilde;o destes tr&ecirc;s estados com os quatro contextos em que ocorrem definem 12 c&eacute;lulas. O conjunto destas c&eacute;lulas representa a forma total do conforto hol&iacute;stico, sendo que cada atributo de conforto est&aacute; representado em cada uma das doze c&eacute;lulas da estrutura taxon&oacute;mica (Figura 1). Cada c&eacute;lula reflecte a s&iacute;ntese dos significados das duas dimens&otilde;es (estados e contextos), representando cada uma <i>per si</i>, uma faceta diferente do conforto. Por serem interdependentes, uma mudan&ccedil;a numa delas provoca uma mudan&ccedil;a nas outras (Kolcaba, 2003).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>FIGURA 1 &#150; Estrutura conceptual do conforto (Kolcaba, 1991)</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a06f1.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>Foi desenvolvido um estudo de tipo quantitativo descritivo, com as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>Q1: Quais os n&iacute;veis de conforto/desconforto experienciados pelos doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica?</p>

	    <p>Q2: Qual &eacute; a severidade do desconforto experienciado por estes doentes?</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Amostra</b></p>

	    <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 393 doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica de tr&ecirc;s hospitais psiqui&aacute;tricos da regi&atilde;o de Coimbra e um do Porto, 215 mulheres e 178 homens, com idade m&eacute;dia 41,26; DP 13,36 anos. 48,60% eram casados ou viviam em uni&atilde;o de facto, 34,86% solteiros, 13,49% divorciados e 3,05% vi&uacute;vos. Relativamente &agrave; escolaridade (em anos), 27,74% tinham 4, 40,20% entre 5 e 9, 16,28% entre 10 e 12 e 15,78% ensino superior.</p>

	    <p>Relativamente aos diagn&oacute;sticos psiqui&aacute;tricos, 50,89% dos doentes foram inclu&iacute;dos no grupo diagn&oacute;stico perturba&ccedil;&otilde;es do humor; 31,81% no grupo esquizofrenia, perturba&ccedil;&otilde;es esquizot&iacute;picas e perturba&ccedil;&otilde;es delirantes e 17,30% no grupo perturba&ccedil;&otilde;es neur&oacute;ticas, perturba&ccedil;&otilde;es relacionadas com o stresse e perturba&ccedil;&otilde;es somatoformes.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Instrumento</b></p>

	    <p>O instrumento de recolha de dados foi constitu&iacute;do por um conjunto de quest&otilde;es s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas e pela Escala de avalia&ccedil;&atilde;o do conforto em doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica (ECIP) (Ap&oacute;stolo et al., 2007).</p>

	    <p>A ECIP &eacute; um instrumento baseado no "modelo operacional do conforto" de Kolcaba (2003), constitu&iacute;do por 42 itens, que se prop&otilde;e medir o conforto de tr&ecirc;s estados (Al&iacute;vio, Tranquilidade e Transcend&ecirc;ncia) em quatro contextos (F&iacute;sico, Psico&#45;espiritual, S&oacute;cio&#45;cultural e Ambiental). &Eacute; uma escala do tipo Likert, de cinco pontos, que correspondem a cinco &acirc;ncoras: 1 &#45; n&atilde;o corresponde nada ao que se passa comigo; 2 &#45; corresponde pouco ao que se passa comigo; 3 &#45; corresponde bastante ao que se passa comigo; 4 &#45; corresponde muito ao que se passa comigo e 5 &#45; corresponde totalmente ao que se passa comigo.</p>

	    <p>Estudos pr&eacute;vios demonstraram as qualidades psicom&eacute;tricas da ECIP (Ap&oacute;stolo et al., 2007; Ap&oacute;stolo, 2010). Na amostra em estudo o alfa de Cronbach para o total da escala e dimens&otilde;es oscilou entre 0,72 e 0,91.</p>

	    <p>O grau de conforto/desconforto foi calculado, tendo como crit&eacute;rio as referidas &acirc;ncoras e considerando&#45;se as seguintes pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias para cada dimens&atilde;o e total: de 1 a 1,99 &#45; desconforto elevado; de 2 a 2,99 &#45; desconforto moderado; de 3 a 3,99 &#45; conforto moderado; de 4 a 5 &#45; conforto elevado.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>O estudo foi aprovado pelas Comiss&otilde;es de &Eacute;tica dos quatro hospitais psiqui&aacute;tricos em causa. Os doentes responderam aos question&aacute;rios ap&oacute;s assinarem o consentimento informado. Nos casos que n&atilde;o apresentavam limita&ccedil;&otilde;es na interpreta&ccedil;&atilde;o, os question&aacute;rios foram auto&#45;administrados. Aqueles que mostraram alguma limita&ccedil;&atilde;o contaram com a ajuda dos investigadores e colaboradores. Os dados foram colhidos em 2006 e 2007. Para analisar os dados foram utilizadas medidas estat&iacute;sticas, intervalo de confian&ccedil;a para a m&eacute;dia e frequ&ecirc;ncias.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resultados</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&iacute;veis de conforto/desconforto:</p>

	    <p>As respostas aos 42 itens da ECIP oscilam entre o valor m&aacute;ximo (5) e m&iacute;nimo (1). Analisando as pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias obtidas, verificamos que os doentes apresentam maiores n&iacute;veis de desconforto nos itens: 4, que avalia um sentimento de satisfa&ccedil;&atilde;o com o mundo (tranquilidade "psicoespiritual"); 5, que avalia satisfa&ccedil;&atilde;o com as rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas (transcend&ecirc;ncia "psicoespiritual"); 9, que avalia sentimento de liberdade (transcend&ecirc;ncia "psicoespiritual"); 29, que avalia for&ccedil;a f&iacute;sica (transcend&ecirc;ncia f&iacute;sica); 30, que avalia capacidade para resolver os problemas econ&oacute;micos (transcend&ecirc;ncia "psicoespiritual"); 32, que avalia necessidade de melhor informa&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a (al&iacute;vio social); e 40, que avalia relaxamento corporal (tranquilidade f&iacute;sica). Os valores m&eacute;dios nas respostas a estes itens oscilam entre 2,68 e 2,92, inferiores ao ponto mediano da escala. Os itens onde os doentes apresentam maior conforto s&atilde;o: o 3, que avalia sentimento de rejei&ccedil;&atilde;o familiar (al&iacute;vio sociocultural); 11, que avalia confian&ccedil;a nos profissionais de sa&uacute;de (tranquilidade social); 17, que avalia capacidade para colaborar no tratamento (transcend&ecirc;ncia "psicoespiritual"); 19, que avalia sentimento de protec&ccedil;&atilde;o no contexto terap&ecirc;utico (tranquilidade ambiental); e 37, que avalia n&aacute;useas ou enjoo (al&iacute;vio f&iacute;sico). Os valores m&eacute;dios nas respostas a estes itens oscilam entre 3,81 e 4,35.</p>

	    <p>Dimens&otilde;es em que &eacute; percepcionado maior conforto/ desconforto:</p>

	    <p>Ao analisar o Quadro 1 podemos verificar que os doentes percepcionam um n&iacute;vel m&eacute;dio de conforto global de 3,40, acima do n&iacute;vel m&eacute;dio da escala, IC 95% &#91;3,34; 3,46&#93;. Observa&#45;se uma tend&ecirc;ncia semelhante relativamente aos v&aacute;rios estados e contextos, cujos valores m&eacute;dios oscilam entre 3,16 (transcend&ecirc;ncia), IC 95% &#91;3,07; 3,25&#93; e 3,60 (al&iacute;vio), IC 95% &#91;3,53; 3,67&#93;.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 1 &#150; Valores m&iacute;nimos, m&aacute;ximos, m&eacute;dios e de dispers&atilde;o das dimens&otilde;es do conforto/desconforto de doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica (n=393).</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a06q1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>&Eacute; na transcend&ecirc;ncia que se verifica um n&iacute;vel m&eacute;dio de conforto mais baixo (3,16), mas esta &eacute;, tamb&eacute;m, a dimens&atilde;o onde o intervalo de confian&ccedil;a tem maior amplitude.</p>

	    <p>Severidade do desconforto:</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; severidade do desconforto podemos verificar (Tabela 1) que 27,48% dos doentes experienciam um grau de desconforto global elevado ou moderado. &Eacute; no estado de transcend&ecirc;ncia e no contexto "psicoespiritual" que os doentes percepcionam maior desconforto, com respectivamente 46,05% e 41,47% daqueles a apresentarem um grau elevado ou moderado.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>TABELA 1 &#150; Severidade do desconforto global, "psicoespiritual" e transcend&ecirc;ncia de doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica (n=393).</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a06t1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Quanto &agrave;s restantes dimens&otilde;es &eacute; percepcionado um grau elevado ou moderado de desconforto relativamente ao al&iacute;vio por 26,40% dos doentes; &agrave; tranquilidade por 25,19% dos doentes; ao conforto f&iacute;sico por 32,06% dos doentes; ao conforto ambiental por 24,69% dos doentes e ao conforto sociocultural por 30,02% dos doentes.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o e Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>Verificamos que &eacute; nas dimens&otilde;es "psicoespiritual" e transcend&ecirc;ncia que os doentes apresentam maior desconforto. &Eacute; nestas dimens&otilde;es que se verificam valores m&eacute;dios mais baixos e &eacute; tamb&eacute;m nestas que uma maior percentagem de doentes sente mais desconforto, sendo o maior valor atinente ao estado de transcend&ecirc;ncia, com cerca de 46% dos doentes a experienciar desconforto elevado ou moderado.</p>

	    <p>Estas duas dimens&otilde;es traduzem a consci&ecirc;ncia de si, o sentido da vida, a auto&#45;estima, o auto&#45;conceito, bem como o potencial para planear, controlar o seu destino e resolver os seus problemas. S&atilde;o dimens&otilde;es que definem aspectos essenciais da condi&ccedil;&atilde;o humana. O ser humano &eacute; um sujeito auto&#45;reflexivo, que se interroga acerca de si, dos outros e do mundo, que procura a todo o instante conferir significados &agrave;s suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias e ao mundo que o rodeia. A capacidade de encontrar respostas coerentes e positivas nesta sua actividade mental &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial da sa&uacute;de mental. A doen&ccedil;a mental e o internamento hospitalar interferem, acima de tudo, com esta condi&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A suportar esta evid&ecirc;ncia est&atilde;o resultados anteriores, com recurso a metodologia qualitativa (Ap&oacute;stolo, 2009; 2010), revelando que estes doentes se sentem aprisionados na doen&ccedil;a e limitados no desenvolvimento do seu projecto de vida. De acordo com o autor, o hospital &eacute; percebido, simultaneamente, como um ref&uacute;gio, um espa&ccedil;o de liberdade, e tamb&eacute;m como um lugar onde a liberdade est&aacute; limitada pelo processo de doen&ccedil;a, pelo sofrimento, desconforto e mal&#45;estar inerentes &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o. O desconforto &eacute; essencialmente provocado pelo aprisionamento na doen&ccedil;a e, em oposi&ccedil;&atilde;o, considera&#45;se que o doente psiqui&aacute;trico se sente confort&aacute;vel quando n&atilde;o sente que o seu projecto de vida est&aacute; posto em causa, quando deixa de se sentir constrangido, encarcerado.</p>

	    <p>Para al&eacute;m destas dimens&otilde;es, conv&eacute;m referir que uma percentagem substancial de doentes, entre 25 e 32%, experienciam um grau de desconforto elevado ou moderado nos restantes estados e contextos. De facto, o desconforto f&iacute;sico &eacute; experienciado por cerca de 32% dos doentes, sendo um importante aspecto a considerar na concep&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem em contexto psiqui&aacute;trico e indicando a import&acirc;ncia do investimento terap&ecirc;utico nesta dimens&atilde;o.</p>

	    <p>De referir ainda dois dos itens da ECIP que apresentam valores m&eacute;dios de respostas mais elevados e que avaliam a confian&ccedil;a dos doentes nos profissionais de sa&uacute;de e a protec&ccedil;&atilde;o sentida no contexto terap&ecirc;utico. Estes v&ecirc;m confirmar os resultados do j&aacute; referido estudo qualitativo (Ap&oacute;stolo, 2010), segundo o qual o ambiente terap&ecirc;utico hospitalar &eacute; percebido pelos doentes como um espa&ccedil;o de ref&uacute;gio, de protec&ccedil;&atilde;o e de liberdade. De facto, a doen&ccedil;a aprisiona e &eacute; fonte das limita&ccedil;&otilde;es existenciais e de projectos futuros, de desconforto e de sofrimento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o surge, assim, como uma esperan&ccedil;a possibilitadora de reconstru&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>No processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica, t&ecirc;m sido proporcionadas outras interven&ccedil;&otilde;es aos doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica, como o relaxamento progressivo e a utiliza&ccedil;&atilde;o de imagens mentais positivas, com o objectivo de diminuir os n&iacute;veis de ansiedade e de stresse e promover o conforto, embora n&atilde;o se procedendo a uma avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados dessas interven&ccedil;&otilde;es de forma sistem&aacute;tica.</p>

	    <p>A literatura real&ccedil;a diversos estudos relativos ao efeito positivo destas interven&ccedil;&otilde;es na diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade, stresse e depress&atilde;o (McKinney et al., 1997; Suk &amp; Yoon, 2001; Sloman, 2002; Campbell&#45;Gillies, 2004), mas esses estudos foram desenvolvidos em contexto n&atilde;o psiqui&aacute;trico.</p>

	    <p>Ap&oacute;stolo (2010) desenvolveu um estudo quasi&#45;experimental numa amostra de 60 sujeitos internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica de curta dura&ccedil;&atilde;o. Os indiv&iacute;duos do grupo que foi sujeito &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, quando comparados com os do grupo de controlo, apresentaram um aumento significativo do conforto e uma diminui&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o, da ansiedade e do stresse. N&atilde;o se verificou efeito no conforto ambiental. A vari&acirc;ncia explicada pela interven&ccedil;&atilde;o oscilou entre 6 e 23%. Interven&ccedil;&otilde;es deste tipo, tendo demonstrado um efeito que consideramos substancial no aumento do conforto e na diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse, poder&atilde;o ser utilizadas como interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem nos doentes internados em cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica. Sendo uma interven&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de enfermagem, pode ser inclu&iacute;da no plano de cuidados dos doentes. Os riscos desta interven&ccedil;&atilde;o, desde que clinicamente acompanhada, s&atilde;o inexistentes, prevendo&#45;se uma rela&ccedil;&atilde;o custo&#45;benef&iacute;cio positiva.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa. Instituto de Lexicologia e Lexicografia (2001). Dicion&aacute;rio da l&iacute;ngua portuguesa contempor&acirc;nea. Lisboa: Editorial Verbo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1647-2160201200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A. (2009). Viv&ecirc;ncias do conforto&#45;desconforto nos doentes internados em servi&ccedil;os de cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica. Revista Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental, 2, 10&#45;17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1647-2160201200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A. (2010). O conforto pelas imagens mentais na depress&atilde;o ansiedade e stresse. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1647-2160201200010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Ap&oacute;stolo, J. L. A., Kolcaba, K., Azeredo, Z. A., Antunes, M. T. C., &amp; Mendes, A. C. (2007). Avalia&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas da escala de avalia&ccedil;&atilde;o do conforto em doentes psiqui&aacute;tricos. Psychologica, 44, 489&#45;504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1647-2160201200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Campbell&#45;Gillies, L. (2004). Guided imagery as treatment for anxiety and depression in breast cancer patients: A pilot study &#91;On line&#93;. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Johannesburg, SA: Rand Afrikaans University. &#91;Consult. 8&#45;2&#45;07&#93;. Dispon&iacute;vel: <a href="https://ujdigispace.uj.ac.za/bitstream/handle/10210/1427/GIreviseddissert2003130304.pdf?sequence=1"target="_blank">https://ujdigispace.uj.ac.za/bitstream/handle/10210/1427/GIreviseddissert2003130304.pdf?sequence=1</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1647-2160201200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. (1991). A taxonomic structure for the concept comfort. Image, 23 (4), 237&#45;240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1647-2160201200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. (1994). A theory of holistic comfort for nursing. Journal of Advanced Nursing, 19 (6), 1178&#45;1184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1647-2160201200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. (2001). Evolution of the mid range theory of comfort for outcomes research. Nursing Outlook, 49 (2), 86&#45;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1647-2160201200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. (2003). Comfort theory and practice. A vision for holistic health care and research. New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1647-2160201200010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. (2007). The comfort line (On line). &#91;Consult. 8&#45;4&#45;07&#93;. Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.thecomfortline.com"target="_blank">http://www.thecomfortline.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1647-2160201200010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kolcaba, K. Y. &amp; Kolcaba, R. J. (1991). An analysis of the concept of comfort. Journal of Advanced Nursing, 16 (11), 1301&#45;1310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1647-2160201200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McKinney, C. H., Antoni, M. H., Kumar, M., Times, F. C., &amp; McCabe, P. M. (1997). Effects of guided imagery and music (GIM) therapy on mood and cortisol in healthy adults. Health Psychology, 16 (4), 390&#45;400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201200010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Sloman, R. (2002). Relaxation and imagery for anxiety and depression control in community patients with advanced cancer. Cancer Nursing, 25 (6), 432&#45;435.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1647-2160201200010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Suk, M. H. &amp; Yoon, Y. M. (2001). Effects of guided imagery on stress of adolescents. Korean Journal of Child Health Nursing &#91;On line&#93;, 7 (3), 359&#45;370. &#91;Consult. 20&#45;8&#45;2007&#93;. Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.koreamed.org/SearchBasic.php?RID=1095KJCHN/2001.7.3.359&DT=1"target="_blank">http://www.koreamed.org/SearchBasic.php?RID=1095KJCHN/2001.7.3.359&DT=1</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1647-2160201200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.03.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.05.2012</p>
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<collab>Academia das Ciências de Lisboa^dInstituto de Lexicologia e Lexicografia</collab>
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<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
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