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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da Adesão Regime Terapêutico dos Utentes Seguidos na Consulta Externa de Psiquiatria do Centro Hospitalar Barlavento Algarvio]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P.  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[International studies have shown that in general there is a low level of psychiatric treatment adherence (ART) and the reduction or abandonment of the therapy is related to several factors such as age, gender, education, cohabitation, income, unemployment or lack of job stability and polypharmacy. In Portugal, there is a dearth of information on therapy in psychiatric patients, which is a concern expressed in the National Mental Health 2007-2016. Thus, this study aims to assess the level of the users of psychiatric therapy followed in outpatient psychiatric Hospital Center Western Algarve (CHBA) and identify the factors that influence this adherence in order to adapt the plan of care to these clients for the promotion of effective management of the therapy. The sample consists of 61 individuals, corresponding to all users with psychiatric disorders who attended the consultation in the period 17 April to 5 May 2011, willing and able to participate in the study. A questionnaire was composed of socio-demographic and socio-economic, social status Index (Graff) and the scale of Measure Adherence to Treatment (MAT). The sample is characterized by individuals aged 24 to 76 years, mean 48 ± 12.9 years, 57.4% are women, only 26.2% of clients are married / cohabiting de facto while the remaining are single (45.9%), widowed (9.8%) or divorced / separated (18.0%), 80.3% do not work and source of income for retirement is 62.3%, 44.3% have level monthly income less than 250 Euros and 29.5% receiving 250 to 500 Euros, 80.3% live in their own home or rented. As for treatment, most users take 3-5 drugs (57.4%), 23% were not able to purchase all prescription drugs, 18% indicated transportation problems in the acquisition and 68.9% of the therapeutic benefits of the special arrangements of reimbursement. With regard to adherence to psychiatric therapy, the rate of MAT indicates that 50.8% of participants adhered to the therapeutic treatment, and the lower levels of adherence were observed in questions related to forgetfulness (4.52 ± 1.11), the time of taking the drug (4.62 ± 1.14) and the effect of the drug in their healing process (4.90 ± 1.11). Additionally it was found that the rate of MAT is influenced by age, education and social class, and the lower levels of adherence were seen in older individuals with lower education levels and lower social class. The results confirm that the level of psychiatric treatment adherence in this population is low. The conditioning factors established were age, educational level and social class and there were no significant influence of factors related to therapy and the acquisition of medicines. Thus, it is suggested that these factors are taken into account in planning actions to increase the psychiatric treatment adherence in this population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Adesão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da Ades&atilde;o Regime Terap&ecirc;utico dos Utentes Seguidos na Consulta Externa de Psiquiatria do Centro Hospitalar Barlavento Algarvio</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>L&iacute;gia Monterroso*; Ludmila Pierdevara**; Nat&eacute;rcia Joaquim***</b></p>

	    <p>*Doutoranda no Instituto Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de &#45; Lisboa (Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa); ARS Algarve, I.P., <a href="mailto:gimonterroso@hotmail.com">gimonterroso@hotmail.com</a></p>

	    <p>**Enfermeira (ESS Jean Piaget de Algarve) &#150; sem rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego, <a href="mailto:pierdevara@hotmail.com">pierdevara@hotmail.com</a></p>

	    <p>***Professora Adjunta ESS Jean Piaget de Algarve, <a href="mailto:njoaquim@silves.ipiaget.org">njoaquim@silves.ipiaget.org</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>Estudos internacionais t&ecirc;m evidenciado que, de forma geral verifica&#45;se um baixo n&iacute;vel de ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico (ART) psiqui&aacute;trico, e que a diminui&ccedil;&atilde;o ou abandono do regime terap&ecirc;utico (RT) est&aacute; relacionado com diversos factores como idade, g&eacute;nero, escolaridade, co&#45;habita&ccedil;&atilde;o, rendimento, desemprego ou falta de estabilidade no emprego e a polimedica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, verifica&#45;se uma escassez de informa&ccedil;&atilde;o sobre a ART em doentes do foro psiqui&aacute;trico, sendo esta uma preocupa&ccedil;&atilde;o manifestada no Programa Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007&#45;2016. Assim, este estudo tem como objectivos avaliar o n&iacute;vel de ART dos utentes seguidos na consulta externa de psiquiatria do Centro Hospitalar Barlavento Algarvio (CHBA) e identificar os factores que condicionam essa ades&atilde;o de modo adequar o plano de cuidados a estes utentes para a promo&ccedil;&atilde;o de uma eficaz gest&atilde;o do seu RT.</p>

	    <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 61 indiv&iacute;duos, correspondendo a todos os utentes portadores de transtornos psiqui&aacute;tricos, que compareceram na consulta no per&iacute;odo 17 de Abril a 5 de Maio de 2011, com vontade e capacidade de participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Foi aplicado um question&aacute;rio, composto por caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;fica e s&oacute;cio&#45;econ&oacute;mica, classifica&ccedil;&atilde;o social (&Iacute;ndice de Graffar) e a escala de Medida de Ades&atilde;o aos Tratamentos (MAT). A amostra estudada &eacute; caracterizada por indiv&iacute;duos com idade de 24 a 76 anos, com m&eacute;dia de 48&plusmn;12,9 anos; 57,4% s&atilde;o mulheres; apenas 26,2% dos utentes s&atilde;o casados/unidos de facto enquanto os restantes s&atilde;o solteiros (45,9%), vi&uacute;vos (9,8%) ou divorciados/separados (18,0%); 80,3% n&atilde;o trabalham e a fonte de rendimentos de 62,3% &eacute; a reforma; 44,3% tem n&iacute;vel de rendimentos mensal inferior a 250 euros e 29,5% recebe de 250 a 500 euros; 80,3% reside em casa pr&oacute;pria ou alugada. Quanto &agrave; terap&ecirc;utica, a maioria dos utentes toma 3&#45;5 f&aacute;rmacos (57,4%); 23% refere n&atilde;o conseguir adquirir todos os medicamentos prescritos, 18% indica problemas de transporte na aquisi&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica e 68,9% beneficia do regime especial de comparticipa&ccedil;&atilde;o. Relativamente &agrave; ART, o &iacute;ndice de MAT indica que 50,8% dos participantes adere ao RT, sendo que os n&iacute;veis mais baixos de ades&atilde;o foram observados nas quest&otilde;es relacionadas com o esquecimento (4,52&plusmn;1,11), o hor&aacute;rio da toma do medicamento (4,62&plusmn;1,14) e o efeito do medicamento no seu processo de cura (4,90&plusmn;1,11). Adicionalmente verificou&#45;se que o &iacute;ndice de MAT &eacute; influenciado pela idade, escolaridade e classe social, sendo que os n&iacute;veis mais baixos de ades&atilde;o se verificaram nos indiv&iacute;duos mais velhos, com n&iacute;vel de escolaridade mais baixo e classe social mais baixa.</p>

	    <p>Os resultados confirmam que o n&iacute;vel de ART nesta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; baixo. Os factores condicionantes apurados foram a idade, a escolaridade e a classe social, n&atilde;o se verificando influ&ecirc;ncia significativa de factores ligados ao regime terap&ecirc;utico e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o dos medicamentos. Assim, sugere&#45;se que estes factores sejam tidos em considera&ccedil;&atilde;o no planeamento de ac&ccedil;&otilde;es destinadas a aumentar a ART nesta popula&ccedil;&atilde;o.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Ades&atilde;o; Cumprimento; Regime terap&ecirc;utico; Transtornos psiqui&aacute;tricos</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>International studies have shown that in general there is a low level of psychiatric treatment adherence (ART) and the reduction or abandonment of the therapy is related to several factors such as age, gender, education, cohabitation, income, unemployment or lack of job stability and polypharmacy.</p>

	    <p>In Portugal, there is a dearth of information on therapy in psychiatric patients, which is a concern expressed in the National Mental Health 2007&#45;2016. Thus, this study aims to assess the level of the users of psychiatric therapy followed in outpatient psychiatric Hospital Center Western Algarve (CHBA) and identify the factors that influence this adherence in order to adapt the plan of care to these clients for the promotion of effective management of the therapy.</p>

	    <p>The sample consists of 61 individuals, corresponding to all users with psychiatric disorders who attended the consultation in the period 17 April to 5 May 2011, willing and able to participate in the study. A questionnaire was composed of socio&#45;demographic and socio&#45;economic, social status Index (Graff) and the scale of Measure Adherence to Treatment (MAT).</p>

	    <p>The sample is characterized by individuals aged 24 to 76 years, mean 48 &plusmn; 12.9 years, 57.4% are women, only 26.2% of clients are married / cohabiting de facto while the remaining are single (45.9%), widowed (9.8%) or divorced / separated (18.0%), 80.3% do not work and source of income for retirement is 62.3%, 44.3% have level monthly income less than 250 Euros and 29.5% receiving 250 to 500 Euros, 80.3% live in their own home or rented. As for treatment, most users take 3&#45;5 drugs (57.4%), 23% were not able to purchase all prescription drugs, 18% indicated transportation problems in the acquisition and 68.9% of the therapeutic benefits of the special arrangements of reimbursement.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>With regard to adherence to psychiatric therapy, the rate of MAT indicates that 50.8% of participants adhered to the therapeutic treatment, and the lower levels of adherence were observed in questions related to forgetfulness (4.52 &plusmn; 1.11), the time of taking the drug (4.62 &plusmn; 1.14) and the effect of the drug in their healing process (4.90 &plusmn; 1.11). Additionally it was found that the rate of MAT is influenced by age, education and social class, and the lower levels of adherence were seen in older individuals with lower education levels and lower social class.</p>

	    <p>The results confirm that the level of psychiatric treatment adherence in this population is low. The conditioning factors established were age, educational level and social class and there were no significant influence of factors related to therapy and the acquisition of medicines. Thus, it is suggested that these factors are taken into account in planning actions to increase the psychiatric treatment adherence in this population.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Adherence; Compliance; therapeutic regimen; psychiatric disorders</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, em 2001, estimou que 450 milh&otilde;es de pessoas sofrem de alguma patologia mental e 
	que uma em cada quatro pessoas ter&aacute; um dist&uacute;rbio mental em alguma fase da sua vida; dez a vinte milh&otilde;es 
	tentam suic&iacute;dio, sendo que um milh&atilde;o &eacute; bem sucedido no seu intento. Assim, a patologia mental apresenta um grande impacto 
	com custos elevados a n&iacute;vel pessoal, familiar, social e econ&oacute;mico (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de sa&uacute;de &#91;OMS&#93;, 2001).Em Portugal, os dados dispon&iacute;veis indicam que a preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es mentais &eacute; bastante elevada e que os grupos mais vulner&aacute;veis (mulheres, pobres, idosos) pare&ccedil;am apresenta um risco mais elevado do que no resto da Europa. (Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de &#91;DGS&#93;, 2008).</p>

	    <p>Em Mar&ccedil;o de 2010 foram apresentados os resultados do primeiro estudo epidemiol&oacute;gico em sa&uacute;de mental realizado em Portugal (Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias de Portugal S.A. &#91;LUSA&#93;, 2010). Estes resultados demonstram uma alta preval&ecirc;ncia, uma vez que quase 43% de portugueses sofrem de perturba&ccedil;&otilde;es mentais ao longo da sua vida. Por outro lado, estes dados colocam Portugal com as taxas mais elevadas da Europa, cerca de 23%, e pr&oacute;ximo dos Estudos Unidos (26,4%). As perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas mais frequentes na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa s&atilde;o a ansiedade (16,5%) e a depress&atilde;o (7,9%).</p>

	    <p>A falha na ades&atilde;o ao tratamento &eacute; um dos principais obst&aacute;culos para o controle adequado da sintomatologia presente em doentes com transtornos mentais, tal como noutras patologias cr&oacute;nicas, sendo um dos principais factores do progn&oacute;stico, aumentando significativamente as probabilidades de reca&iacute;das, os n&uacute;meros e o tempo dos internamentos (Claros, 2009). Assim, a investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico (ART) tem motivado um interesse crescente, dadas as importantes repercuss&otilde;es que a falta de cumprimento do tratamento assume na sa&uacute;de p&uacute;blica (Dunbar&#45;Jacob &amp; Mortimer&#45;Stephens, 2001; Vermeire, Hearnshaw, VanRoyer, Denekens 2001; World Health Organization &#91;WHO&#93;, 2003; Bugalho &amp; Carneiro, 2004).</p>

	    <p>A n&iacute;vel internacional, diversos estudos t&ecirc;m sido desenvolvidos, envolvendo grupos de doentes psiqui&aacute;tricos, no sentido de quantificar quest&otilde;es complexas da n&atilde;o ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico psiqui&aacute;trico, nomeadamente em esquizofr&eacute;nicos (Rosa, Marcolin, Elkis, 2005; Rosa &amp; Elkis, 2007; Shirakawa, 2008; Baby, 2009), bipolares (Clatworthy et al., 2009) e deprimidos (WHO, 2003; Cunha, 2006; Tamburrino, 2009). Estes investigadores conclu&iacute;ram que as taxas de abandono ao RT s&atilde;o muito elevadas, podem mesmo em alguns casos atingir valores superiores a 50%. Quanto aos factores preditivos da baixa A RT v&aacute;rios estudos permitem concluir que os factores centram&#45;se nas caracter&iacute;sticas pessoais do utente (idade, sexo, esquecimento, escolaridade), no ambiente envolvente (apoio familiar, estado civil, situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica), na terap&ecirc;utica (complexidade do RT, cren&ccedil;as) e na rela&ccedil;&atilde;o com o profissional de sa&uacute;de (Rosa et al., 2005; Cooper et al., 2007; Taj et al., 2008).</p>

	    <p>No que respeita &agrave; realidade portuguesa, os dados sobre a ART ou cumprimento da prescri&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico, s&atilde;o muito escassos. Cabral e Silva (2010), desenvolveram um estudo dirigido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, com o objectivo de estudar as atitudes e comportamentos perante a prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Os autores constataram que a instabilidade habitacional, o facto de o paciente estar ou n&atilde;o inserido num n&uacute;cleo familiar estruturado e coeso, associado a um estado conjugal est&aacute;vel, bem como o apoio que o indiv&iacute;duo recebe das suas redes sociais para cumprir o tratamento, podem influenciar o seu comportamento no decorrer do tratamento. A baixa ades&atilde;o RT est&aacute; tamb&eacute;m relacionada com a dura&ccedil;&atilde;o e complexidade do tratamento, bem como o estado cognitivo e emocional do utente. Relativamente &agrave; sa&uacute;de mental, em 2008 foi realizado um estudo dirigido a 100 fam&iacute;lias e 75 psiquiatras portugueses com o objectivo conhecer a vida social e cl&iacute;nica dos doentes mentais graves &#150; pessoas que sofrem de esquizofrenia e perturba&ccedil;&atilde;o bipolar. O estudo portugu&ecirc;s, coordenado pelo prof. Jo&atilde;o Marques Teixeira, insere&#45;se no "Keeping Care Complete", da Federa&ccedil;&atilde;o Mundial para a Sa&uacute;de Mental, que abrange 9 pa&iacute;ses (World Federation for Mental Health &#91;WFMH&#93;, n.d.). Os dados do estudo revelam que 39% dos doentes mentais interrompe a sua medica&ccedil;&atilde;o sem consultar previamente o seu m&eacute;dico (Associa&ccedil;&atilde;o de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares &#91;ADEB&#93;, 2009).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ART &eacute; portanto um dos problemas que preocupa os profissionais de sa&uacute;de das diversas &aacute;reas. Sabe&#45;se que para prevenir, reabilitar e curar a maioria das patologias &eacute; necess&aacute;rio que o utente entenda a necessidade de cumprir criteriosamente o tratamento que lhe &eacute; sugerido. As equipas de sa&uacute;de s&oacute; podem melhorar a sua actua&ccedil;&atilde;o se conhecerem a realidade de cada &aacute;rea geogr&aacute;fica, para que adaptem os planos de interven&ccedil;&atilde;o ajustados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Os enfermeiros, em colabora&ccedil;&atilde;o com outros prestadores de cuidados de sa&uacute;de, desempenham um papel importante na optimiza&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o ao tratamento ao n&iacute;vel da pessoa, da fam&iacute;lia, da comunidade e do sistema de sa&uacute;de. Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es da Ordem dos Enfermeiros &eacute; garantir a qualidade na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, e que essa qualidade se reflita num aumento dos ganhos em sa&uacute;de e na consequente satisfa&ccedil;&atilde;o dos utentes. Assim, e esperando contribuir para conhecer os factores e o grau de ART dos utentes psiqui&aacute;tricos, estabeleceu&#45;se como objectivo geral avaliar o grau de ART dos utentes seguidos na consulta externa de Psiquiatria do CHBA e como objectivos espec&iacute;ficos: identificar e descrever os factores influenciadores da ART; identificar as causas que indiciam a n&atilde;o&#45;ades&atilde;o do RT medicamentoso e contribuir para melhorar a qualidade de vida do utente psiqui&aacute;trico. Para alcan&ccedil;ar os objectivos propostos para esta investiga&ccedil;&atilde;o realizou&#45;se um estudo do tipo descritivo/explorat&oacute;rio e correlacional. As implica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas deste estudo v&atilde;o ao encontro &agrave; car&ecirc;ncia de dados cient&iacute;ficos, no sentido de explorar do tema no contexto nacional e gerar hip&oacute;teses para novas investiga&ccedil;&otilde;es que venham somar conhecimento na &aacute;rea.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o realizou&#45;se no Servi&ccedil;o de Consulta Externa de Psiquiatria do Centro Hospitalar Barlavento Algarvio. Nesse local, decorrem as consultas de medicina psiqui&aacute;trica, consultas de Enfermagem e o Hospital de Dia. O servi&ccedil;o est&aacute; aberto de segunda a sexta&#45;feira das 10 &agrave;s 14 horas. Neste servi&ccedil;o, h&aacute; dois enfermeiros respons&aacute;veis pela articula&ccedil;&atilde;o com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, que se deslocam &agrave;s ter&ccedil;as&#45;feiras ao Centro de Sa&uacute;de de Silves e &agrave;s quintas&#45;feiras ao Centro de Sa&uacute;de de Monchique, com o objectivo de administrar a medica&ccedil;&atilde;o Decanoato aos utentes das respectivas &aacute;reas geogr&aacute;ficas.</p>

	    <p>Este estudo foi realizado tendo por base toda a popula&ccedil;&atilde;o seguida na consulta externa de psiquiatria do CHBA, perfazendo um total de 342 utentes. No processo de amostragem foram inclu&iacute;dos todos os utentes seguidos na consulta, medicados com terap&ecirc;utica psiqui&aacute;trica, orientados no tempo e no espa&ccedil;o, sem limita&ccedil;&otilde;es cognitivas para responder ao instrumento de colheita de dados e que aceitaram participar no estudo.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>Os resultados foram recolhidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio constitu&iacute;do por quatro partes: 1) caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica (idade, g&eacute;nero, estado civil, coabita&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o perante o trabalho); 2) caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica (classe social, fonte e n&iacute;vel de rendimentos e propriedade da habita&ccedil;&atilde;o); 3) caracteriza&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (n&uacute;mero de f&aacute;rmacos, tempo de dura&ccedil;&atilde;o do tratamento, opini&atilde;o sobre a necessidade de fazer a medica&ccedil;&atilde;o, capacidade de aquisi&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, regime de comparticipa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, dificuldades de transporte para aquisi&ccedil;&atilde;o dos medicamentos) e 4) Medida de Ades&atilde;o ao Tratamento (MAT). A classe social foi avaliada atrav&eacute;s do &Iacute;ndice de Graffar. Este &iacute;ndice &eacute; constitu&iacute;do por cinco dom&iacute;nios que caracterizam o n&iacute;vel s&oacute;cio&#45;econ&oacute;mico&#45;cultural de cada indiv&iacute;duo: profiss&atilde;o, grau de instru&ccedil;&atilde;o, origem dos rendimentos, qualidade da habita&ccedil;&atilde;o e tipo de zona residencial. Em cada dom&iacute;nio, s&atilde;o apresentadas cinco categorias de resposta, sendo atribu&iacute;do a cada uma, um valor de 1 a 5. A pontua&ccedil;&atilde;o total varia, assim, entre 5 e 25, sendo dividida em cinco intervalos, correspondendo cada um a uma classe ou n&iacute;vel social: n&iacute;vel I &#150; classe alta; n&iacute;vel II &#45; classe m&eacute;dia alta; n&iacute;vel III &#150; classe m&eacute;dia; n&iacute;vel IV &#150; classe m&eacute;dia baixa e o n&iacute;vel V &#150; classe baixa. A vers&atilde;o portuguesa resultou do trabalho de tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o efectuado por Fausto Amaro (Amaro, 1990), sendo actualmente um dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o social mais utilizado no nosso pa&iacute;s.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para determinar a ades&atilde;o &agrave; terapia medicamentosa da popula&ccedil;&atilde;o em estudo utilizou&#45;se o MAT, desenvolvido por Delgado e Lima (2001). Esta escala &eacute; composta por sete quest&otilde;es referentes &agrave; ades&atilde;o ao tratamento medicamentoso. Para cada quest&atilde;o, as respostas s&atilde;o apresentadas numa escala de Likert de 6 n&iacute;veis: sempre (1), quase sempre (2), com frequ&ecirc;ncia (3), &agrave;s vezes (4), raramente (5) e nunca (6). Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dos dados, as respostas de cada quest&atilde;o do MAT s&atilde;o somadas e divididas pelo n&uacute;mero total de quest&otilde;es, obtendo&#45;se o &Iacute;ndice de Ades&atilde;o ao Regime Terap&ecirc;utico. Os valores mais elevados representam maior n&iacute;vel de ades&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>A recolha de dados foi iniciada ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o do CHBA, tendo decorrido de 17 de Abril at&eacute; 5 de Maio de 2011. Os utentes foram abordados na consulta no sentido de participarem neste estudo, tendo sido explicados os objectivos, os procedimentos para o preenchimento do instrumento e garantida a confidencialidade dos dados. Em todas as situa&ccedil;&otilde;es os question&aacute;rios foram preenchidos por auto&#45;resposta tendo sido disponibilizados todos os esclarecimentos requeridos pelos participantes, por um dos autores do estudo, sempre presente no momento da recolha dos dados.</p>

	    <p>Para o tratamento estat&iacute;stico de acordo com a metodologia quantitativa, os dados foram trabalhados estatisticamente atrav&eacute;s do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), vers&atilde;o 19. Para a descri&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos recorreu&#45;se a estat&iacute;stica descritiva, com utiliza&ccedil;&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias (relativas e absolutas) para as vari&aacute;veis categ&oacute;ricas e medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia e mediana) e medidas de dispers&atilde;o (desvio padr&atilde;o), para as vari&aacute;veis num&eacute;ricas. Para identificar os factores influenciadores da ART, recorreu&#45;se &agrave; estat&iacute;stica inferencial. Tendo em conta que esta vari&aacute;vel apresenta distribui&ccedil;&atilde;o normal (Kolmogorov&#45;Smirnov: 0,104; p=0,096), foram aplicados testes param&eacute;tricos de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias (T&#45;Student e One&#45;way ANOVA), para as vari&aacute;veis nominais. Os testes de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman e Pearson foram aplicados para verificar a correla&ccedil;&atilde;o entre a ART e as vari&aacute;veis ordinais e a ART e as vari&aacute;veis num&eacute;ricas, respectivamente. O n&iacute;vel de confian&ccedil;a considerado foi de 95%.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>An&aacute;lise dos Resultados</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</b></p>

	    <p>A amostra do estudo &eacute; constitu&iacute;da por 61 participantes, com idade m&eacute;dia de 48&plusmn;12,9 anos, variando entre os 24 e 76 anos. Com vista &agrave; an&aacute;lise inferencial, foram considerados dois grupos et&aacute;rios &#150; adultos, com menos de 65 anos e idosos, com idade igual ou superior a 65 anos. Verificou&#45;se 85,2% (n=52) pertencem ao grupo adultos e 14,8% (n=9) s&atilde;o idosos. Quanto ao g&eacute;nero, apurou&#45;se que 57,4% dos participantes s&atilde;o do sexo feminino e 42,6% s&atilde;o do sexo masculino. Relativamente ao estado civil, apenas 26,2% dos utentes s&atilde;o casados ou unidos de facto enquanto os restantes s&atilde;o solteiros (45,9%), vi&uacute;vos (9,8%) ou divorciados/separados (18,0%). Quanto &agrave; coabita&ccedil;&atilde;o 23% dos utentes vivem sozinhos e os restantes com companhia. A avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o perante o trabalho revelou que apenas 19,7% est&atilde;o no activo (n=12) enquanto a grande maioria (80,3%) n&atilde;o trabalha (n=49). Relativamente classe social, verificou&#45;se que a maioria dos inquiridos pertence &agrave; classe m&eacute;dia (24,6%) e m&eacute;dia baixa (44,3%). A fonte de rendimentos para 62,3% dos participantes &eacute; a reforma, para 18,0% s&atilde;o rendimentos pessoais (neg&oacute;cios e bens acumulados durante a vida activa) e a ajuda de familiares para 16,4%; 44,3% dos utentes o n&iacute;vel de rendimentos &eacute; inferior a 250 euros mensais, 29,5% tem rendimentos entre os 250 e os 500 euros mensais e 16,4% entre os 500 e os 1000 euros mensais. &Eacute; de salientar que nenhum dos participantes referiu auferir rendimentos superiores a 1000 euros mensais. Quanto &agrave; propriedade da habita&ccedil;&atilde;o onde vive, 63,9% participantes refere residir em casa pr&oacute;pria e 16,4% em casa alugada. Quanto &agrave; terap&ecirc;utica, a maioria dos utentes toma 3&#45;5 f&aacute;rmacos (57,4%); 36,1% toma 1 a 2 f&aacute;rmacos enquanto apenas 6,6% referem tomar 6 ou mais f&aacute;rmacos. A maioria dos participantes refere fazer terap&ecirc;utica psiqui&aacute;trica h&aacute; mais de 10 anos (57,4%); 26,2% refere fazer medica&ccedil;&atilde;o h&aacute; menos de 5 anos e 16,4% de 5 a 10 anos. Questionados sobre a sua necessidade de fazer o tratamento medicamentoso, 90,2% refere que precisa fazer sempre. No entanto 8,2% refere que precisa fazer medica&ccedil;&atilde;o apenas quando tem reca&iacute;das e 1,6% (n=1) diz que nunca precisa. No que diz respeito &agrave; capacidade para adquirir todos os medicamentos prescritos, 23% dos utentes refere n&atilde;o conseguir adquirir a terap&ecirc;utica; 18% indica problemas de transporte na aquisi&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica e 68,9% beneficia do regime especial de comparticipa&ccedil;&atilde;o. Aplicou&#45;se o teste do qui&#45;quadrado para estudar a associa&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis e n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o n&atilde;o conseguir adquirir a medica&ccedil;&atilde;o e o regime de comparticipa&ccedil;&atilde;o ou as dificuldades com o transporte (p&gt;0,05).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ades&atilde;o ao Regime Terap&ecirc;utico (ART)</b></p>

	    <p>A ART foi avaliada atrav&eacute;s do &Iacute;ndice de ART obtido pelo MAT. Por outro lado, os autores da MAT sugerem que o &iacute;ndice de ART seja dicotomizado pela mediana, formando o grupo que n&atilde;o adere (valores &lt;5) e o que adere (valores &gt;=5) ao RT. Segundo este crit&eacute;rio, verificou&#45;se que 49,2% dos participantes n&atilde;o aderem ao regime terap&ecirc;utico. O &iacute;ndice de ART apresentou uma m&eacute;dia de 5,01&plusmn;0,68 com um m&iacute;nimo de 2,57 e um m&aacute;ximo de 6. Quando analisadas individualmente cada uma das quest&otilde;es do MAT (Tabela 1), verifica&#45;se que os n&iacute;veis mais baixos de ades&atilde;o se encontram nas quest&otilde;es relacionadas com o esquecimento (4,52&plusmn;1,11), o hor&aacute;rio da toma do medicamento (4,62&plusmn;1,14) e o efeito do medicamento no seu processo de cura (quando sentem que melhoram com o tratamento) (4,90&plusmn;1,11).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>TABELA 1 &#150; An&aacute;lise descritiva das respostas obtidas &agrave;s quest&otilde;es do &iacute;ndice de ART</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a07t1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Para conhecer os factores que condicionam a ART, estudou&#45;se a rela&ccedil;&atilde;o entre o &Iacute;ndice de ART e as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, socioecon&oacute;micas e ligadas &agrave; terap&ecirc;utica do grupo em estudo.</p>

	    <p>Relativamente &agrave; idade dos participantes, verificou&#45;se que existe uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e fraca com a ART (R=&#45;0,288; p=0,024). Adicionalmente, comparou&#45;se o &iacute;ndice de ART nos dois grupos et&aacute;rios considerados (gráfico 1) e verificou&#45;se que este &eacute; significativamente (p=0,042) mais elevado nos adultos (5,09&plusmn;0,61) relativamente aos idosos (4,59&plusmn;0,94).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GR&Aacute;FICO 1 &#150; Gr&aacute;fico representativo do &Iacute;ndice de ART (m&eacute;dia&plusmn;desvio padr&atilde;o) em fun&ccedil;&atilde;o do grupo et&aacute;rio</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a07g1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Relativamente ao g&eacute;nero, verificou&#45;se que o &iacute;ndice de ART no g&eacute;nero feminino (5,02&plusmn;0,630) &eacute; ligeiramente superior ao g&eacute;nero masculino (5,00&plusmn;0,766), sendo que n&atilde;o existe diferen&ccedil;as significativas entre g&eacute;neros (p=0,934). Quanto ao estado civil verificou&#45;se que os solteiros e os divorciados apresentam os n&iacute;veis de ades&atilde;o mais elevados, apesar de n&atilde;o se verificarem diferen&ccedil;as significativas entre os grupos (p=0,711). A coabita&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o apresenta influ&ecirc;ncia na ART uma vez que n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas (p=0,678) entre quem vive sozinho (5,08&plusmn;0,22) ou acompanhado (4,99&plusmn;0,09). Adicionalmente, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as na ART em fun&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o perante o trabalho (p=0,782).</p>

	    <p>A an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas e a ART revelou que se verifica uma correla&ccedil;&atilde;o negativa moderada (R=&#45;0,306; p=0,017) com a classe social (gráfico 2), indicando que os indiv&iacute;duos das classes mais baixas apresentam piores n&iacute;veis de ART. Analisando os componentes do &Iacute;ndice de Graffar, verificou&#45;se que existe correla&ccedil;&atilde;o negativa moderada com a escolaridade (r=&#45;0,304; p=0,017) e com o tipo de bairro onde habita (r=&#45;0,344; p=0,007). Por outro lado, n&atilde;o se verificou rela&ccedil;&atilde;o significativa com a fonte de rendimentos (p=0,978), com o n&iacute;vel de rendimentos (p=0,064) nem com a propriedade da habita&ccedil;&atilde;o (p=0,084).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>GR&Aacute;FICO 2 &#150; Gr&aacute;fico representativo do &Iacute;ndice de ART em fun&ccedil;&atilde;o da classe social (1 &#150; Classe alta; 2 &#150; Classe m&eacute;dia alta; 3 &#150; Classe m&eacute;dia; 4 &#150; Classe m&eacute;dia baixa; 5 &#150;Classe baixa)</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a07g2.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Finalmente, analisaram&#45;se factores ligados &agrave; terap&ecirc;utica. N&atilde;o se verificou influ&ecirc;ncia do n&uacute;mero de f&aacute;rmacos (p=0,060), do tempo de medica&ccedil;&atilde;o (p=0,504), da opini&atilde;o sobre a necessidade da medica&ccedil;&atilde;o (p=0,304), da capacidade para adquirir todos os medicamentos prescritos (p=0,358), das dificuldades de transporte para aquisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos (p=0,635) e do regime de comparticipa&ccedil;&atilde;o para a aquisi&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica medicamentosa (p=0,613).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>

	    <p>A ades&atilde;o ao tratamento, em pessoas com patologia mental &eacute; fulcral, para que tenham uma melhor qualidade de vida. Estudos internacionais realizados na &aacute;rea de ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico psiqui&aacute;trico s&atilde;o concordantes ao salientarem a import&acirc;ncia do conhecimento do n&iacute;vel da ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica psiqui&aacute;trica, por se tratar de uma quest&atilde;o fundamental para o sucesso do tratamento e o controle das condi&ccedil;&otilde;es cr&oacute;nicas. Assim, no presente estudo averiguou&#45;se o n&iacute;vel de ART nos utentes da consulta externa de psiquiatria do CHBA. O estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es ligadas ao facto da amostragem ter sido efectuada por conveni&ecirc;ncia e n&atilde;o de forma probabilista e por n&atilde;o terem sido consideradas as vari&aacute;veis ligadas &agrave; patologia do utente bem como a tipologia da medica&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, salienta&#45;se que a extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados para a popula&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser cuidadosa.</p>

	    <p>Nas condi&ccedil;&otilde;es do estudo realizado verificou&#45;se que a ART nestes utentes &eacute; baixa, com um n&iacute;vel de n&atilde;o ades&atilde;o de 49,2%. Estes resultados encontram&#45;se dentro dos n&iacute;veis de ades&atilde;o registados noutros estudos dirigidos a diversas patologias do foro psiqui&aacute;trico, em diversas popula&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel mundial (Rosa et al., 2005; Shirakawa, 2008). Por outro lado, verificou&#45;se que dos diversos factores s&oacute;cio&#45;demogr&aacute;ficos e socio&#45;econ&oacute;micos estudados, apenas a idade, n&iacute;vel de escolaridade e classe social, influenciam significativamente a ART. Osterberg e Blaschke (2005) sugerem que o baixo n&iacute;vel de escolaridade, mas sobretudo o baixo rendimento, o desemprego ou falta de estabilidade no emprego podem constituir barreiras significativas para uma ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica efectiva, devido a falta de recursos financeiros por parte dos doentes para obterem os medicamentos necess&aacute;rios a fim de prosseguir o tratamento de forma efectiva e eficaz. Para al&eacute;m da dificuldade em comprar os medicamentos por motivos econ&oacute;micos, outras condi&ccedil;&otilde;es negativas para a aquisi&ccedil;&atilde;o podem ainda a ser enumerados, tais como: o isolamento social do doente, a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica da farm&aacute;cia e dos servi&ccedil;os de cuidados de sa&uacute;de, que podem, obrigar a custos adicionais devido &agrave;s dist&acirc;ncias a percorrer (Bugalho &amp; Carneiro, 2004). No presente estudo n&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o entre aspectos ligados ao trabalho, fonte e n&iacute;vel de rendimento e a ART, tendo&#45;se por outro lado, evidenciado a influ&ecirc;ncia do factor escolaridade. Adicionalmente, n&atilde;o se observa evid&ecirc;ncia de que a n&atilde;o aquisi&ccedil;&atilde;o dos medicamentos esteja associada a dificuldades de transporte ou econ&oacute;micas, uma vez que se verificou que incapacidade de aquisi&ccedil;&atilde;o medicamentos &eacute; independente do regime de comparticipa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Por outro lado, contrariamente ao verificado por outros autores (Rosa &amp; Elkis, 2007; Taj et al., 2008) no presente estudo o n&uacute;mero de f&aacute;rmacos, o tempo de toma da medica&ccedil;&atilde;o e a opini&atilde;o sobre a necessidade da medica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o influenciam a ART.</p>

	    <p>Assim, o conjunto dos resultados deste estudo indica que os factores que condicionam de forma mais relevante a ART nesta popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o factores ligados &agrave; iliteracia em sa&uacute;de (baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica, baixa escolaridade) e &agrave; idade, com poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o a deficits cognitivos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>Os resultados confirmam que o n&iacute;vel de ART dos utentes seguidos na Consulta Externa de Psiquiatria do CHBA &eacute; baixo. Os factores condicionantes apurados foram a idade, a classe social e a escolaridade, n&atilde;o se verificando influ&ecirc;ncia significativa de factores ligados ao regime terap&ecirc;utico e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o dos medicamentos. Assim, sugere&#45;se que estes factores sejam tidos em considera&ccedil;&atilde;o no planeamento de ac&ccedil;&otilde;es destinadas a aumentar a ART nesta popula&ccedil;&atilde;o. Estudos futuros dever&atilde;o investigar factores ligados &agrave; patologia de modo a aumentar a especificidade dos resultados e das interven&ccedil;&otilde;es a aplicar a cada popula&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias de Portugal S.A. 2010. Estudo epidemiol&oacute;gico nacional de Sa&uacute;de Mental. 43% dos portugueses j&aacute; sofreu perturba&ccedil;&otilde;es mentais. &#91;<a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1526369"target="_blank">http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1526369</a>&#93; acedido em 28/10/2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1647-2160201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Associa&ccedil;&atilde;o de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares. (2009). Familiares dedicam 10 horas semanais a cuidar dos seus doentes. Revista Bipolar, 35, 18&#45;20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1647-2160201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Amaro, F. (1990). Escala de Graffar. In A.B. Costa et al. (Eds.). Curr&iacute;culos Funcionais. IIE, II.: Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1647-2160201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Baby, R. (2009). Attitudes and subjective reasons of medication compliance and noncompliance among outpatients with schizophrenia in India. The Internet Journal of Epidemiology, 7(1), 1&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1647-2160201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bugalho, A. &amp; Carneiro, A. (2004). Interven&ccedil;&otilde;es para Aumentar a Ades&atilde;o Terap&ecirc;utica em Patologias Cr&oacute;nicas. Lisboa: Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evid&ecirc;ncia, Faculdade de Medicina de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1647-2160201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Cabral, M.V. &amp; Silva, P.A. (2010). A Ades&atilde;o &agrave; Terap&ecirc;utica em Portugal. Atitudes e comportamentos da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa perante as prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1647-2160201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Claros, M. (2009). Tratamento em sa&uacute;de mental: ader&ecirc;ncia &agrave; terap&ecirc;utica medicamentosa e principais rea&ccedil;&otilde;es adversas de psicofarmacoter&aacute;picos. Santo Agostinho: Faculdade de Sa&uacute;de Santo Agostinho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Clatworthy, J., Bowskill, R., Parham, R., Rank, T., Scott, J. &amp; Horne, R. (2009). Understanding medication non&#45;adherence in bipolar disorders using a Necessity&#45;Concerns Framework. Affect Disord. 116(1&#45;2), 51&#45;55.</p>

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	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 11.11.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.04.2012</p>
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