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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da Gestão da Ansiedade em Pessoas Internadas com o Diagnóstico de Depressão]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study addresses the impact of the Management of Anxiety in people hospitalized for depression. The need to help manage the symptom "anxiety" in people hospitalized for depression is critical for their recovery (CORDEIRO, 2003). For this Nurses Specialists Mental Health assume this responsibility, as is provided in the Unit of Competency F4.2. Regulation of Specific Skills Nurse Specialist in Mental Health Nursing - "Develops and psychotherapeutic processes sociotherapists to restore the client&#8217;s mental health and prevent disability, mobilizing the processes that best suit the client and the situation." The methodology used was the multiple case study with the application of the Scale of Zung Anxiety Self-evaluation, validated for the Portuguese population by PONCIANO, E., SERRA, A. e RELVAS, J. (1982), the two people hospitalized for depression at the Acute Psychiatric Services Local Health Unit of the Northern Alentejano, EPE, which were then subject to a specialized nursing intervention that consisted of five sessions to help manage the symptom "anxiety". At the end of the five sessions was the same applied Anxiety Self Assessment Scale, in order to assess whether the intervention of skilled nursing or not decreased the level of anxiety in these two people. This study was an exploratory nature and the choice of this sample was not probabilistic by convenience according to the study endpoint. We can conclude that, despite the results of this study are not generalizable, the methodology may be useful for people with depression learn to manage it more appropriate to their anxiety, because there was a decrease in anxiety levels in both cases after the intervention of skilled nursing. This intervention allowed to intervene at the level of cognitive process in order to help the person to control negative thoughts and to correct the misinterpretation of reality in order to adequately manage their level of anxiety. In this context suggests that this intervention can be prolonged in time in order to further reduce the level of anxiety, and that must be parameterized in SAPE.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão da Ansiedade]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Anxiety Management]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Impacto da Gest&atilde;o da Ansiedade em Pessoas Internadas com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Celso da Silva*; Manuel Brand&atilde;o**</b></p>

	    <p>*Enfermeiro Especialista em Sa&uacute;de Mental, Departamento de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental da Unidade Local de Sa&uacute;de do Norte Alentejano, EPE, <a href="mailto:celsosilva30@gmail.com">celsosilva30@gmail.com</a></p>

	    <p>**Enfermeiro Especialista em Sa&uacute;de Mental, Departamento de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental da Unidade Local de Sa&uacute;de do Norte Alentejano, EPE, <a href="mailto:quintadobacelo@sapo.pt">quintadobacelo@sapo.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Resumo</b></p>

	    <p>O presente estudo aborda o Impacto da Gest&atilde;o da Ansiedade em pessoas internadas por Depress&atilde;o. A necessidade de ajudar a gerir o sintoma "ansiedade" em pessoas internadas por Depress&atilde;o &eacute; fundamental para a sua recupera&ccedil;&atilde;o (CORDEIRO, 2003).</p>

	    <p>Para isso os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental assumem essa compet&ecirc;ncia, conforme est&aacute; previsto na Unidade de Compet&ecirc;ncia F4.2. do Regulamento das Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental &#150; "Desenvolve processos psicoterap&ecirc;uticos e socioterap&ecirc;uticos para restaurar a sa&uacute;de mental do cliente e prevenir a incapacidade, mobilizando os processos que melhor se adaptam ao cliente e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o". A metodologia utilizada foi a de Estudo de Caso M&uacute;ltiplo com a aplica&ccedil;&atilde;o da Escala de Autoavalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung, validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por PONCIANO, E., SERRA, A. e RELVAS, J. (1982), a duas pessoas internadas por Depress&atilde;o no Servi&ccedil;o de Psiquiatria Agudos da Unidade Local de Sa&uacute;de do Norte Alentejano, EPE, que posteriormente foram sujeitas a uma interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem especializada que consistiu em cinco sess&otilde;es de ajuda para gerir o sintoma "ansiedade".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No final das cinco sess&otilde;es foi aplicada a mesma Escala de Autoavalia&ccedil;&atilde;o da Ansiedade, com o objectivo de avaliar se a interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem especializada diminuiu ou n&atilde;o o n&iacute;vel de ansiedade nessas duas pessoas.</p>

	    <p>Este estudo teve uma natureza explorat&oacute;ria e a escolha desta amostra foi n&atilde;o probabil&iacute;stica por conveni&ecirc;ncia de acordo com o objectivo do estudo. Podemos concluir que, n&atilde;o obstante os resultados deste estudo n&atilde;o serem generaliz&aacute;veis, a metodologia utilizada poder&aacute; ser &uacute;til para as pessoas com Depress&atilde;o aprenderem a gerir de forma mais adequada a sua Ansiedade, pois verificou&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade em ambos os casos ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem especializada. Esta interven&ccedil;&atilde;o permitiu intervir ao n&iacute;vel do processo cognitivo, de modo a ajudar a pessoa a controlar os pensamentos negativos e a corrigir as interpreta&ccedil;&otilde;es inadequadas da realidade, de modo a gerir de uma forma adequada o seu n&iacute;vel de Ansiedade. Neste contexto sugere&#45;se que esta interven&ccedil;&atilde;o possa ser prolongada no tempo de modo a diminuir ainda mais o n&iacute;vel de ansiedade, e que deva ser parametrizada no SAPE.</p>

	

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Depress&atilde;o; Enfermagem; Gest&atilde;o da Ansiedade</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Abstract</b></p>

	    <p>The present study addresses the impact of the Management of Anxiety in people hospitalized for depression. The need to help manage the symptom "anxiety" in people hospitalized for depression is critical for their recovery (CORDEIRO, 2003).</p>

	    <p>For this Nurses Specialists Mental Health assume this responsibility, as is provided in the Unit of Competency F4.2. Regulation of Specific Skills Nurse Specialist in Mental Health Nursing &#150; "Develops and psychotherapeutic processes sociotherapists to restore the client&rsquo;s mental health and prevent disability, mobilizing the processes that best suit the client and the situation." The methodology used was the multiple case study with the application of the Scale of Zung Anxiety Self&#45;evaluation, validated for the Portuguese population by PONCIANO, E., SERRA, A. e RELVAS, J. (1982), the two people hospitalized for depression at the Acute Psychiatric Services Local Health Unit of the Northern Alentejano, EPE, which were then subject to a specialized nursing intervention that consisted of five sessions to help manage the symptom "anxiety".</p>

	    <p>At the end of the five sessions was the same applied Anxiety Self Assessment Scale, in order to assess whether the intervention of skilled nursing or not decreased the level of anxiety in these two people.</p>

	    <p>This study was an exploratory nature and the choice of this sample was not probabilistic by convenience according to the study endpoint. We can conclude that, despite the results of this study are not generalizable, the methodology may be useful for people with depression learn to manage it more appropriate to their anxiety, because there was a decrease in anxiety levels in both cases after the intervention of skilled nursing. This intervention allowed to intervene at the level of cognitive process in order to help the person to control negative thoughts and to correct the misinterpretation of reality in order to adequately manage their level of anxiety. In this context suggests that this intervention can be prolonged in time in order to further reduce the level of anxiety, and that must be parameterized in SAPE.</p>

	

	    <p><b>Keywords:</b> Depression; Nursing; Anxiety Management</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a pessoas com Depress&atilde;o obriga a uma abordagem global e ao seguimento de todo um plano terap&ecirc;utico. Um aspecto fundamental do plano terap&ecirc;utico &eacute; a gest&atilde;o do sintoma "ansiedade". CHABOT (2000) refere que as emo&ccedil;&otilde;es humanas s&atilde;o um universo no interior do qual gravitamos a todo o instante. Est&atilde;o presentes em todos os momentos da nossa vida, tendo n&oacute;s de "conviver" com as nossas emo&ccedil;&otilde;es e com as dos outros. Por isso, as emo&ccedil;&otilde;es desempenham um papel central na sa&uacute;de dos seres humanos. Podem fazer&#45;nos felizes ou tristes, podem&#45;nos tranquilizar ou nos inquietar.</p>

	    <p>Sendo as emo&ccedil;&otilde;es uma parte integrante da nossa vida, e sendo a Ansiedade uma emo&ccedil;&atilde;o frequente em pessoas com Depress&atilde;o, ajudar as pessoas a gerir a Ansiedade torna&#45;se imprescind&iacute;vel no plano terap&ecirc;utico mais global na Depress&atilde;o.</p>

	    <p>A Depress&atilde;o &eacute; caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas. De acordo com CORDEIRO (2003), a Depress&atilde;o &eacute; caracterizada por humor depressivo, em que est&aacute; presente um sentimento mon&oacute;tono de tristeza, a pessoa sente&#45;se desesperada e sem esperan&ccedil;a e pode apresentar labilidade emocional. O autor acrescenta que a pessoa n&atilde;o atribui valor a nada, o que leva ao alheamento, &agrave; inquieta&ccedil;&atilde;o, &agrave; irritabilidade, ao isolamento social, &agrave; falta de paci&ecirc;ncia com pequenas contrariedades da vida, ao desinteresse pelos objectos exteriores e &agrave; falta de entusiasmo pela vida &#150; a anedonia.</p>

	    <p>O plano terap&ecirc;utico na Depress&atilde;o inclui ajudar na gest&atilde;o dos v&aacute;rios sintomas da Depress&atilde;o, e no caso concreto, ajudar a gerir o sintoma "ansiedade" sendo fundamental para a recupera&ccedil;&atilde;o da pessoa, pois frequentemente este sintoma est&aacute; associado &agrave; Depress&atilde;o (CORDEIRO, 2003).</p>

	    <p>A Ansiedade caracteriza&#45;se por sentimentos de amea&ccedil;a, perigo, ou infelicidade sem causa conhecida, podendo ser acompanhados por p&acirc;nico, diminui&ccedil;&atilde;o da auto&#45;seguran&ccedil;a, aumento da tens&atilde;o muscular, aumento da frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca, sudorese, pele p&aacute;lida, pupilas dilatadas e voz tr&eacute;mula. (CIPE, Vers&atilde;o Beta 2, 2002. Traduzido pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Enfermeiros). KAPLAN, SADOCK, e GREBB (1997) referem que a sensa&ccedil;&atilde;o de Ansiedade &eacute; uma viv&ecirc;ncia comum a qualquer ser humano, e definem um conjunto de Sinais e Sintomas Fisiol&oacute;gicos e Psicol&oacute;gicos de Ansiedade (Quadro 1), que embora possam variar de pessoa para pessoa, permitem&#45;nos identificar uma pessoa com o sintoma "ansiedade".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 1 &#150; Sinais e Sintomas Fisiol&oacute;gicos e Psicol&oacute;gicos de Ansiedade</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a10q1.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Importa distinguir Ansiedade de Medo. KAPLAN, SADOCK &amp; GREBB (1997) consideram que a Ansiedade &eacute; um sinal de alerta, que avisa sobre um perigo eminente e que possibilita a tomada de medidas para enfrentar esse perigo. O Medo tamb&eacute;m &eacute; um sinal de alerta, mas distingue&#45;se da Ansiedade por ser uma resposta a uma amea&ccedil;a conhecida e externa. A Ansiedade &eacute; uma resposta a uma amea&ccedil;a desconhecida e interna.</p>

	    <p>Para SPIELBERGER (1972), a Ansiedade &eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter emocional acompanhada de uma combina&ccedil;&atilde;o de sentimentos de tens&atilde;o, apreens&atilde;o, de nervosismo, pensamentos desagrad&aacute;veis e mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas. &Eacute; uma maneira pela qual cada indiv&iacute;duo encara um determinado est&iacute;mulo como amea&ccedil;ador ou como causador de stresse.</p>

	    <p>CALMEIRO, L. &amp; MATOS, M. (2004) acrescentam que a ansiedade est&aacute; associada a agita&ccedil;&atilde;o ou tens&atilde;o interior, a fadiga, a dificuldades de concentra&ccedil;&atilde;o, a irritabilidade, a tens&atilde;o muscular e a perturba&ccedil;&otilde;es do sono.</p>

	    <p>&Eacute; transversal &agrave; maioria das perturba&ccedil;&otilde;es e surge como consequ&ecirc;ncia de um d&eacute;fice psicol&oacute;gico, de um comportamento aditivo, de um conflito intraps&iacute;quico, ou da dificuldade em interpretar os acontecimentos. Sendo a Ansiedade transversal &agrave; maioria das perturba&ccedil;&otilde;es, e sabendo que est&aacute; frequentemente presente na Depress&atilde;o, importa definir estrat&eacute;gias que ajudem as pessoas deprimidas a avaliar elas pr&oacute;prias o seu n&iacute;vel de Ansiedade, isto &eacute;, ensinar as pessoas a observar e a controlar os pensamentos negativos, a examinar as evid&ecirc;ncias favor&aacute;veis e contr&aacute;rias aos pensamentos negativos, a corrigir as interpreta&ccedil;&otilde;es tendenciosas por interpreta&ccedil;&otilde;es baseadas na realidade.</p>

	    <p>A Ansiedade nem sempre &eacute; negativa, pois dependendo da intensidade pode funcionar como factor motivacional levando a pessoa a melhorar o seu desempenho. A Ansiedade torna&#45;se um problema quando atinge n&iacute;veis exagerados causando preju&iacute;zos (LEITE, 1999). KAPLAN, SADOCK &amp; GREBB (1997) consideram que a Ansiedade pode ter fun&ccedil;&otilde;es adaptativas, pois alerta sobre uma amea&ccedil;a interna ou externa, ajudando a preservar a vida. Isto &eacute;, a Ansiedade alerta para as amea&ccedil;as permitindo &agrave; pessoa tomar as medidas necess&aacute;rias para evitar a amea&ccedil;a ou atenuar as suas consequ&ecirc;ncias. A Ansiedade &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o. &Eacute; desagrad&aacute;vel, negativa, dirigida ao futuro, por vezes exagerada relativamente &agrave; amea&ccedil;a. Implica sintomas corporais subjectivos e manifestos. A Ansiedade est&aacute; relacionada com o processamento selectivo da informa&ccedil;&atilde;o por parte do sujeito que a interpreta como uma amea&ccedil;a ou um perigo ao seu pr&oacute;prio bem&#45;estar e &agrave; sua seguran&ccedil;a (GRAZIANI, 2005). O autor acrescenta que n&iacute;veis moderados de Ansiedade desempenham um papel&#45;protector perante diversos stressores. A Ansiedade facilita assim a adapta&ccedil;&atilde;o, ainda que seja desagrad&aacute;vel: mobiliza os recursos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos para enfrentar aquilo que amea&ccedil;a o sujeito, o que pode possibilitar transforma&ccedil;&otilde;es ben&eacute;ficas e facilitar o desenvolvimento psicol&oacute;gico.</p>

	    <p>Na mesma linha de pensamento, BAUER (2002), refere que a Ansiedade faz parte do nosso sistema de alarme e regula os nossos medos. &Eacute; um fen&oacute;meno natural. A diferen&ccedil;a entre o normal e o patol&oacute;gico &eacute; a intensidade da Ansiedade. Isto &eacute;, a Ansiedade, tamb&eacute;m pode ter repercuss&otilde;es negativas para a pessoa. Se for muito intensa e prolongada, em vez de contribuir para uma adapta&ccedil;&atilde;o a uma situa&ccedil;&atilde;o, causa sofrimento, limita, dificulta ou impossibilita a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Se a Ansiedade mobiliza recursos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, ent&atilde;o, ajudar a pessoa com Depress&atilde;o a gerir o seu n&iacute;vel de Ansiedade pode ajudar a uma mobiliza&ccedil;&atilde;o desses recursos de uma forma eficaz.</p>

	    <p>Importa intervir na Ansiedade ao n&iacute;vel cognitivo de modo a ajudar a pessoa a perceber que na maioria das vezes est&aacute; a sobrevalorizar negativamente uma determinada situa&ccedil;&atilde;o, e desvalorizando a sua capacidade de a enfrentar (HOFMANN, 2004). A interven&ccedil;&atilde;o na Ansiedade a n&iacute;vel cognitivo tem como objectivo ajudar a pessoa a observar e a controlar os pensamentos negativos e irracionais, a constatar as evid&ecirc;ncias favor&aacute;veis e contr&aacute;rias aos pensamentos negativos e irracionais, a correc&ccedil;&atilde;o das falsas interpreta&ccedil;&otilde;es por interpreta&ccedil;&otilde;es baseadas na realidade (CLARK &amp; MCMANUS, 2002), isto &eacute;, visa ajudar a pessoa a identificar os pensamentos autom&aacute;ticos distorcidos, questionar as bases desses pensamentos &agrave; luz das evid&ecirc;ncias reais e construir alternativas menos tendenciosas e padronizadas. Esta reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva consiste em corrigir as avalia&ccedil;&otilde;es erradas que a pessoa faz das sensa&ccedil;&otilde;es corporais vivenciadas como amea&ccedil;adoras. Para isso, ajudamos a pessoa a identificar pensamentos distorcidos para que possa substitu&iacute;&#45;los por outros mais objectivos, o que resultar&aacute; na modifica&ccedil;&atilde;o das suas cogni&ccedil;&otilde;es e atitudes perante eventos que causem Ansiedade (COSTA &amp; LANA, 2001), ajudando a baixar o n&iacute;vel de Ansiedade para par&acirc;metros adequados.</p>

	    <p>Ajudar as pessoas a adequar os seus n&iacute;veis de Ansiedade em fun&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es reais e concretas permite&#45;lhes gerir melhor o sintoma "ansiedade". A reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva levanta hip&oacute;teses relativamente &agrave; forma como a pessoa construiu a sua realidade e analisa os padr&otilde;es de pensamento gerados por essa constru&ccedil;&atilde;o. Se os pensamentos gerados forem desadequados pode criar conflitos e sofrimento na pessoa (SEQUEIRA, 2006). O autor acrescenta que as situa&ccedil;&otilde;es em si n&atilde;o determinam directamente como algu&eacute;m se ir&aacute; sentir, mas antes, s&atilde;o os seus ju&iacute;zos de valor e as suas cogni&ccedil;&otilde;es ou interpreta&ccedil;&otilde;es que provocam uma resposta emocional espec&iacute;fica.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva ajuda a pessoa a compreender que h&aacute; coisas positivas e negativas na vida, e que h&aacute; pessoas que gostam dela (familiares ou pessoas significativas). Permite ainda ajudar a encontrar estrat&eacute;gias para ultrapassar as dificuldades ou as situa&ccedil;&otilde;es stressantes quando estas surgem.</p>

	    <p>SEQUEIRA (2006) refere que podem ser programadas um conjunto de sess&otilde;es que podem ser realizadas em grupo. As sess&otilde;es realizadas em grupo permitem &agrave;s pessoas perceberem que n&atilde;o s&atilde;o as &uacute;nicas a ter problemas na vida, e que nem tudo &eacute; negativo na vida (SCHOPLER &amp; GALINSKY, 1993). Os autores acrescentam que h&aacute; um encontro de pessoas com problemas semelhantes dispostos a partilhar as suas experi&ecirc;ncias pessoais e a participar num processo comum.</p>

	    <p>Os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental t&ecirc;m compet&ecirc;ncia para desenvolver estes processos psicoterap&ecirc;uticos, conforme est&aacute; previsto na Unidade de Compet&ecirc;ncia F4.2. do Regulamento das Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental &#150; "Desenvolve processos psicoterap&ecirc;uticos e socioterap&ecirc;uticos para restaurar a sa&uacute;de mental do cliente e prevenir a incapacidade, mobilizando os processos que melhor se adaptam ao cliente e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>A op&ccedil;&atilde;o por este estudo decorre da necessidade dos enfermeiros em intervir no sintoma ansiedade em pessoas com Depress&atilde;o, procurando associar a evolu&ccedil;&atilde;o da ansiedade a uma interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem especializada. Isto &eacute;, saber se a interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem especializada diminui ou n&atilde;o os n&iacute;veis de ansiedade em pessoas com Depress&atilde;o.</p>

	    <p>Este estudo pretende obter informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre um fen&oacute;meno novo, com a salvaguarda de os resultados n&atilde;o poderem ser generalizados a outras popula&ccedil;&otilde;es ou situa&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Queremos Responder &agrave; Quest&atilde;o:</b></p>

	    <p>Qual o impacto da interven&ccedil;&atilde;o de base cognitivo&#45;comportamental do enfermeiro especialista na gest&atilde;o da ansiedade de doentes com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o? Para YIN (1994) o objectivo do Estudo de Caso &eacute; explorar, descrever ou explicar. GUBA &amp; LINCOLN (1994) acrescentam que o objectivo &eacute; descrever situa&ccedil;&otilde;es ou factos, proporcionar conhecimento acerca do fen&oacute;meno estudado e comprovar ou contrastar efeitos e rela&ccedil;&otilde;es presentes no caso. Por seu lado, PONTE (2006) afirma que o objectivo do Estudo de Caso &eacute; descrever e analisar. A estes dois MERRIAN (1998) acrescenta um terceiro objectivo, que &eacute; avaliar.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Objectivo Geral:</b></p>

	    <p>Este estudo pretende avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o do Enfermeiro Especialista na gest&atilde;o da ansiedade em doentes com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Objectivos espec&iacute;ficos:</b></p>

	    <p>&#45; Planear uma interven&ccedil;&atilde;o que ajude o doente a gerir a ansiedade;</p>

	    <p>&#45; Avaliar ganhos em sa&uacute;de, sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem especializados, na gest&atilde;o da ansiedade por parte dos doentes.</p>

	    <p>De acordo com CERVO, BERVIAN (1996) os estudos explorat&oacute;rios s&atilde;o utilizados quando pouco se conhece sobre o assunto, e quando se pretende conhecer melhor os fen&oacute;menos em causa ou descobrir novas ideias a respeito dos mesmos, por isso, este estudo tem uma natureza explorat&oacute;ria.</p>

	    <p>PONTE (2006) considera que o Estudo de Caso &eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o que se foca no particular que se debru&ccedil;a deliberadamente sobre uma situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Assim, este estudo enquadra&#45;se no formato de Estudo de Caso M&uacute;ltiplo (ou comparativo), pois debru&ccedil;a&#45;se sobre uma quest&atilde;o concreta de dois doentes sendo poss&iacute;vel uma compara&ccedil;&atilde;o entre os dois e um conhecimento mais profundo sobre o fen&oacute;meno (YIN, 1994).</p>

	    <p>Este estudo foi desenvolvido durante os meses de Abril, Maio e Junho de 2011.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, com este estudo n&atilde;o se pretende uma generaliza&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, mas sim dar um contributo para uma poss&iacute;vel metodologia de interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem em pessoas com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o e que manifestem o sintoma "ansiedade".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>De acordo com STAKE (1995), n&atilde;o se estuda o caso para compreender outros casos. O Estudo de Caso tem o objectivo de compreender o "caso", e por isso, a amostra &eacute; n&atilde;o probabil&iacute;stica e sempre intencional quando se baseia em crit&eacute;rios pragm&aacute;ticos e te&oacute;ricos em vez de crit&eacute;rios probabil&iacute;sticos (BRAVO &amp; EISMAN, 1998). As autoras acrescentam que a amostragem pode ser seleccionada por conveni&ecirc;ncia.</p>

	    <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho foram escolhidas duas pessoas internadas no Servi&ccedil;o de Psiquiatria Agudos da Unidade Local de Sa&uacute;de do Norte Alentejano, EPE com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o e que manifestassem o sintoma "ansiedade". A escolha desta amostra foi n&atilde;o probabil&iacute;stica por conveni&ecirc;ncia de acordo com o objectivo do estudo. Foram escolhidos o NG e a AC. Sendo a interven&ccedil;&atilde;o que se prop&otilde;e neste estudo uma interven&ccedil;&atilde;o de base cognitivo&#45;comportamental, foram exclu&iacute;das pessoas com quadros psic&oacute;ticos, com actividade delirante e/ou alucinat&oacute;ria. A exclus&atilde;o de pessoas com estes quadros justifica&#45;se pelas altera&ccedil;&otilde;es do conte&uacute;do do pensamento, pelas altera&ccedil;&otilde;es da percep&ccedil;&atilde;o, e pela consequente perda de contacto com a realidade (STEVENS, 1997).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Caso 1 &#150; Antecedentes Pessoais do NG</b></p>

	    <p>NG, 32 anos, sexo masculino, caucasiano, casado, pai de dois filhos menores, possui o 12&ordm; ano de escolaridade, residente em Portalegre, foi internado no servi&ccedil;o por um "Quadro depressivo ansioso", em que manifestava humor deprimido, ins&oacute;nia inicial e final, acufenos, taquicardia, tonturas, sudorese intensa, inquieta&ccedil;&atilde;o. Refere que tem muitos medos inespec&iacute;ficos. Refere n&atilde;o conseguir ir trabalhar devido &agrave; sintomatologia, apesar de n&atilde;o haver qualquer problema nas rela&ccedil;&otilde;es no trabalho. Refere tamb&eacute;m que n&atilde;o h&aacute; problemas nas rela&ccedil;&otilde;es familiares. Aus&ecirc;ncia de idea&ccedil;&atilde;o suicida e de sintomatologia psic&oacute;tica. Quando questionado h&aacute; quanto tempo se sente assim, refere que desde os 18 anos. Na fam&iacute;lia h&aacute; refer&ecirc;ncia aos pais que sofrem de Depress&atilde;o. Fuma um ma&ccedil;o de cigarros por dia, nega h&aacute;bitos alco&oacute;licos ou consumos de outras subst&acirc;ncias. Discurso coerente, interac&ccedil;&atilde;o e comportamento adequados.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caso 2 &#150; Antecedentes Pessoais da AC</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>AC, 38 anos, sexo feminino, caucasiana, casada, sem filhos, trabalha como cozinheira num restaurante, possui o 6&ordm; ano de escolaridade, foi internada no servi&ccedil;o por "Depress&atilde;o", em que manifestava humor deprimido, taquicardia, desequil&iacute;brio, cansa&ccedil;o f&aacute;cil. Refere n&atilde;o conseguir trabalhar e "tomar conta da casa" devido &agrave; sintomatologia. Nega problemas no trabalho ou nas rela&ccedil;&otilde;es familiares. Aus&ecirc;ncia de idea&ccedil;&atilde;o suicida e de sintomatologia psic&oacute;tica. Quando questionada h&aacute; quanto tempo se sente assim, refere que &eacute; desde h&aacute; 7 meses, ocasi&atilde;o em que sofreu um aborto espont&acirc;neo. Na fam&iacute;lia n&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia de pessoas com problemas de sa&uacute;de relevantes. Nega h&aacute;bitos tab&aacute;gicos, alco&oacute;licos ou consumos de outras subst&acirc;ncias. Discurso coerente, interac&ccedil;&atilde;o e comportamento adequados.</p>

	    <p>Foi realizado o exame mental comparativo entre NG e AC para um melhor conhecimento dos casos em estudo (Quadro 2).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 2 &#150; Exame mental comparativo entre NG e AC</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a10q2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>No que se refere &agrave; recolha de dados, os instrumentos utilizados foram uma Grelha de Observa&ccedil;&atilde;o dos Sinais e Sintomas Fisiol&oacute;gicos e Psicol&oacute;gicos de Ansiedade, a Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa pelo Professor Vaz Serra num trabalho conjunto com outros autores em 1982 e a realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es para a gest&atilde;o da ansiedade (Quadro 3), por serem adequados ao objectivo do estudo e com as informa&ccedil;&otilde;es que pretendia recolher.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 3 &#150; Estrutura&ccedil;&atilde;o das Sess&otilde;es</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a10q3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>A Grelha de Observa&ccedil;&atilde;o dos Sinais e Sintomas Fisiol&oacute;gicos e Psicol&oacute;gicos de Ansiedade foi elaborada de forma a identificar objectivamente se o NG e a AC manifestavam os referidos sinais e sintomas, de forma a n&atilde;o haver d&uacute;vidas que a escolha destes participantes estava adequada em fun&ccedil;&atilde;o dos objectivos do estudo. A escolha da Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung deveu&#45;se ao facto de avaliar a ansiedade estado e n&atilde;o a ansiedade tra&ccedil;o. Isto &eacute;, permite avaliar o n&iacute;vel de Ansiedade face a situa&ccedil;&otilde;es desencadeadoras e n&atilde;o um tra&ccedil;o de personalidade.</p>

	    <p>Zung, na constru&ccedil;&atilde;o desta escala (Self Anxiety Scale) considerou as principais manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade descritas na literatura de &acirc;mbito psiqui&aacute;trico e tamb&eacute;m considerou os registos realizados pelos pr&oacute;prios doentes (PONCIANO, SERRA &amp; RELVAS, 1982). Zung pretendia com a Escala, encontrar um instrumento de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o, que o seu preenchimento fosse relativamente breve e que fosse preenchido pelo pr&oacute;prio indiv&iacute;duo, porque a pr&oacute;pria pessoa conhece melhor as vari&aacute;veis envolvidas.</p>

	    <p>A pessoa &eacute; solicitada a responder em que medida considera que aquele sintoma est&aacute; presente atrav&eacute;s de uma escala de likert de quatro n&iacute;veis. As vinte afirma&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em a Escala s&atilde;o as principais manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade referidas por doentes durante as sess&otilde;es cl&iacute;nicas.</p>

	    <p>A escala consiste em 20 itens que traduzem sintomas, dos quais a pessoa deve avaliar para cada um deles, escolhendo uma das quatro op&ccedil;&otilde;es aquela que melhor se adequa a si: "1 &#150; nenhuma ou raras vezes", "2 &#150; algumas vezes", "3 &#150; uma boa parte do tempo", "4 &#150; a maior parte ou totalidade do tempo". A pontua&ccedil;&atilde;o pode variar entre 20 e 80 pontos. Quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o maior o estado de ansiedade. Ponciano, E., Serra, A. &amp; Relvas, J., (1982) consideram "popula&ccedil;&atilde;o normal" uma pontua&ccedil;&atilde;o &lt; 40, e "popula&ccedil;&atilde;o doente" uma pontua&ccedil;&atilde;o &gt; 40. Os itens 5, 9, 13, 17 e 19 como s&atilde;o afirma&ccedil;&otilde;es pela positiva (aus&ecirc;ncia de sintoma/ansiedade) a sua cota&ccedil;&atilde;o &eacute; efectuada pela ordem inversa. A escala procura avaliar os quatro componentes da ansiedade:</p>

	    <p>cognitiva (quest&otilde;es de 1 &agrave; 5), motora (quest&otilde;es da 6 &agrave; 8), vegetativa (quest&otilde;es da 10 &agrave; 18), e do Sistema Nervoso Central (quest&otilde;es 19 e 20). PONCIANO, SERRA &amp; RELVAS (1982) aferiram a Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Zung numa amostra da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Nesta amostra predominavam sujeitos do ensino secund&aacute;rio e universit&aacute;rio. Pretendia&#45;se conhecer os valores para uma popula&ccedil;&atilde;o normal de modo a poderem ser comparados com outras popula&ccedil;&otilde;es. Os autores da valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (PONCIANO, E., SERRA, A. &amp; RELVAS, J., 1982) consideram uma escala com boa validade, fidedignidade e discrimina&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Interven&ccedil;&atilde;o de Enfermagem Especializada</b></p>

	    <p>Foi tamb&eacute;m utilizado, como j&aacute; referido, um Plano de Sess&otilde;es para a Gest&atilde;o da Ansiedade, em que foram realizadas sess&otilde;es com a dura&ccedil;&atilde;o de trinta minutos de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s dias. Estas sess&otilde;es foram adaptadas de SEQUEIRA (2006).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A interven&ccedil;&atilde;o cognitivo&#45;comportamental &eacute; uma forma de psicoterapia breve, estruturada e com o foco no presente. Tem como objectivo modificar os pensamentos e os comportamentos disfuncionais. Neste tipo de interven&ccedil;&atilde;o, os participantes devem estar envolvidos de modo a ser poss&iacute;vel trabalhar como uma equipa (D&rsquo;El REY &amp; MONTIEL, 2002).</p>

	    <p>Foram planeadas cinco sess&otilde;es por se considerar adequado &agrave; dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos internamentos no servi&ccedil;o e aos objectivos do estudo.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p><b>Aspectos &Eacute;ticos e Legais</b></p>

	    <p>Foi pedida autoriza&ccedil;&atilde;o ao Professor Doutor Adriano Vaz Serra para utiliza&ccedil;&atilde;o da Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung e a respectiva cota&ccedil;&atilde;o, visto que foi ele em conjunto com outros autores que validou a escala para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, o qual gentilmente cedeu os respectivos instrumentos via e&#45;mail.</p>

	    <p>Foi pedida autoriza&ccedil;&atilde;o ao Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da Unidade Local de Sa&uacute;de do Norte Alentejano, EPE, para a elabora&ccedil;&atilde;o do estudo, o qual respondeu positivamente.</p>

	    <p>Previamente ao in&iacute;cio do estudo foi explicado aos participantes todo o contexto deste trabalho de forma adequada e intelig&iacute;vel. Foi explicado que os dados recolhidos destinam&#45;se exclusivamente ao desenvolvimento do trabalho e foi garantida a confidencialidade dos mesmos. Foi garantido ainda que a autoriza&ccedil;&atilde;o dos participantes pode ser retirada em qualquer momento, sem que isso cause qualquer preju&iacute;zo ou afecte os cuidados a prestar aos mesmos. Os participantes concordaram, assinando o consentimento informado.</p>

	    <p>Foi aplicada Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung antes da realiza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es (momento 1) e ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das mesmas (momento 2).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lise e Discuss&atilde;o dos Resultados</b></p>

	    <p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es verifica&#45;se pelo Quadro 4 que houve uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade entre o momento 1 e o momento 2, em que a AC e o NG obtiveram no momento 1, 54 e 62 pontos respectivamente, e no momento 2 a AC e o NG obtiveram 43 e 45 pontos respectivamente.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>QUADRO 4 &#150; N&iacute;vel de ansiedade observado em AC e NG no momento 1 e momento 2</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a10q4.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>O Gr&aacute;fico 1 mostra a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do n&iacute;vel de ansiedade observado em AC e NG no momento 1 e no momento 2.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>GR&Aacute;FICO 1 &#150; Representa&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de ansiedade observado em AC e NG no momento 1 e momento 2</p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n7/n7a10g1.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Verifica&#45;se que ambos os utentes diminu&iacute;ram os seus n&iacute;veis de ansiedade entre o momento 1 e o momento 2. No caso da AC diminuiu de 54 para 43, isto &eacute; diminuiu 11 pontos, ou seja 13,75% da intensidade inicial da ansiedade. No caso do NG diminuiu de 62 para 45, isto &eacute;, diminuiu 17 pontos ou seja, 21,25% da intensidade inicial da ansiedade.</p>

	    <p>De acordo com a cota&ccedil;&atilde;o da Escala de Auto&#45;Avalia&ccedil;&atilde;o de Ansiedade de Zung, que considera para uma popula&ccedil;&atilde;o normal uma pontua&ccedil;&atilde;o inferior a 40, e para uma popula&ccedil;&atilde;o doente uma pontua&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 40, ambos os utentes ainda mantiveram no momento 2 n&iacute;veis de ansiedade considerados patol&oacute;gicos, embora muito pr&oacute;ximos do limite que se considerariam mais adequados. Apesar dos n&iacute;veis de ansiedade permanecerem patol&oacute;gicos verificou&#45;se uma acentuada descida desses n&iacute;veis.</p>

	    <p>Em ambos os utentes, al&eacute;m da diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade provada no momento 2, verificou&#45;se que as suas posturas e comportamentos no decorrer do internamento foram compat&iacute;veis com essa diminui&ccedil;&atilde;o. Apesar de n&atilde;o ser poss&iacute;vel uma generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados, a constata&ccedil;&atilde;o da diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade nestes dois utentes permite&#45;nos afirmar que esta interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem pode ser replicada para outros utentes com o Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>

	    <p>Estas sess&otilde;es permitem intervir ao n&iacute;vel do processo cognitivo, de modo a ajudar a pessoa a controlar os pensamentos negativos, controlo esse baseado na evid&ecirc;ncia, isto &eacute;, o objectivo &eacute; ajudar a pessoa a corrigir interpreta&ccedil;&otilde;es inadequadas da realidade, de modo a gerir de uma forma adequada o seu n&iacute;vel de Ansiedade. A pessoa, na posse de novas estrat&eacute;gias para gerir a Ansiedade estar&aacute; melhor preparada para ultrapassar as dificuldades.</p>

	    <p>Em ambos os casos (AC e NG) verificou&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade, no entanto, em termos de diagn&oacute;sticos CIPE o diagn&oacute;stico "ansiedade" mant&eacute;m&#45;se, ainda que a um n&iacute;vel de intensidade inferior.</p>

	    <p>Os resultados demonstram que esta interven&ccedil;&atilde;o diminuiu os n&iacute;veis de ansiedade em ambos os casos, e considerando que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio investimento das institui&ccedil;&otilde;es em recursos financeiros e humanos para implementar esta interven&ccedil;&atilde;o, (sendo apenas necess&aacute;ria uma reorganiza&ccedil;&atilde;o da equipa de enfermagem e das suas pr&aacute;ticas) propomos que esta interven&ccedil;&atilde;o possa ser prolongada no tempo de modo a diminuir ainda mais o n&iacute;vel de ansiedade e que deva ser parametrizada no SAPE.</p>

	    <p>Considerando os resultados deste estudo e as compet&ecirc;ncias dos Enfermeiros Especialistas em Sa&uacute;de Mental, pensamos que devem ser prescritas interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas nos internamentos de psiquiatria, com o objectivo de ajudar as pessoas com Depress&atilde;o a gerir a sua ansiedade.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos explorat&oacute;rios s&atilde;o caracterizados por frequentemente as suas conclus&otilde;es gerarem hip&oacute;teses para pesquisas futuras (CERVO, BERVIAN, 1996), o que acontece neste estudo.</p>

	    <p>Pensamos que seria interessante, como linha de investiga&ccedil;&atilde;o futura, a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo semelhante mas com uma amostra que permitisse generalizar os resultados, e assim, considerar esta interven&ccedil;&atilde;o como eficaz na gest&atilde;o do sintoma ansiedade em utentes com Depress&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Abreu, J. L. P. (2006). Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Psicopatologia Compreensiva. 4&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. ISBN 972&#45;3106&#45;39&#45;6;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201200010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Amaral, A. C. (2010). Prescri&ccedil;&otilde;es de Enfermagem em Sa&uacute;de Mental mediante a CIPE. Loures: Lusoci&ecirc;ncia. ISBN 978&#45;972&#45;8930&#45;55&#45;4;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201200010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bauer, S. (2002). Da Ansiedade &agrave; Depress&atilde;o &#150; da psicofarmacologia &agrave; psicoterapia. S&atilde;o Paulo: Livro Pleno;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201200010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Beck, A. T.; Rush, A. J.: Shaw, B. F.: Emery, G. (1979). Cognitive Therapy of Depression. New York: GuilFord Press;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1647-2160201200010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bravo, M. P. C. &amp; Eisman, L. B. (1998). Investigaci&oacute;n Educativa. 3 Edi&ccedil;&atilde;o. Sevilha: Ediciones Alfar;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1647-2160201200010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Calmeiro, L., &amp; Matos, M. (2004). Psicologia do Exerc&iacute;cio e da Sa&uacute;de. Tipografia Peres;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1647-2160201200010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Cervo, A.L.; Bervian, P.A. (1996). Metodologia Cient&iacute;fica. S&atilde;o Paulo: Makron Books. p. 209;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1647-2160201200010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Clark, D. M., &amp; Mcmanus, F. (2002). Information processing in social phobia. Biological Psychiatry;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1647-2160201200010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Chabot, P. (2000). Cultive a sua Intelig&ecirc;ncia Emocional. 1&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Cascais: Editora Pergaminho;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1647-2160201200010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Costa, M. R. de S., &amp; Lana, A. (2001). Psicoterapias Cognitivo&#45;Comportamentais &#150; Um Di&aacute;logo com a Psiquiatria. Porto Alegre: Artmed;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1647-2160201200010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Conselho Internacional de Enfermeiras (2002). Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem (CIPE), Vers&atilde;o Beta 2. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Enfermeiros;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1647-2160201200010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Cordeiro, J. C. D. (2003). Psiquiatria Forense. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1647-2160201200010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>D&rsquo;el Rei, G. J. F. &amp; Montiel J. M. (2002). Estrutura e forma da consulta em terapia cognitivo&#45;comportamental. Integra&ccedil;&atilde;o: Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o, Vol. 8 (2002), p. 280&#45;286;</p>

	    <!-- ref --><p>Graziani, P. (2005). Ansiedade e Perturba&ccedil;&otilde;es da Ansiedade. 1&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Climepsi Editores;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1647-2160201200010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
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	    <!-- ref --><p>Hofmann, S. G. (2004). Cognitive mediation of treatment change in phobia. Journal of Consulting and Clinical Psychology;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1647-2160201200010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Kaplan, H. I., Sadock, B. J. &amp; Grebb, J. A. (1997). Comp&ecirc;ndio de Psiquiatria. Ci&ecirc;ncias do Comportamento e Psiquiatria Cl&iacute;nica. 7a edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Artmed;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1647-2160201200010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Leite, S. M. C. (1999). Transtornos de Ansiedade: estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Esetec;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1647-2160201200010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Merriam, S. (1998). Qualitative Research and Case Studies Applications in Education: Revised and Expanded from Case Study Research in Education. San Francisco: Jossey&#45;Bass Publishers;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1647-2160201200010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ponciano, E., Serra, A. &amp; Relvas, J. (1982). Aferi&ccedil;&atilde;o da escala de auto&#45;avalia&ccedil;&atilde;o de ansiedade, de Zung, numa amostra de popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &#150; I. Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o numa amostra de popula&ccedil;&atilde;o normal. Psiquiatria Cl&iacute;nica, 3, (4), 191&#45;202;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1647-2160201200010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Ponte, J. P. (2006). Estudos de caso em educa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica. Bolema, 25, 105&#45;132;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1647-2160201200010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Regulamento n&ordm; 122/2011 da Ordem dos Enfermeiros. Regulamento das Compet&ecirc;ncias Comuns do Enfermeiro Especialista, de 18 de Fevereiro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica II S&eacute;rie. N&ordm; 35 (11&#45;02&#45;18), p. 8648&#45;8653;</p>

	    <p>Regulamento n&ordm; 129/2011 da Ordem dos Enfermeiros. Regulamento das Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental, de 18 de Fevereiro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica II S&eacute;rie. N&ordm; 35 (11&#45;02&#45;18), p. 8669&#45;8673;</p>

	    <!-- ref --><p>Schopler, J.H. &amp; Galinsk, M.J. (1993). Support groups as opens systems: A model for practice and research. Health &amp; Social Work. 18, 195&#45;207;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1647-2160201200010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Sequeira, C. (2006). Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica &#150; Do diagn&oacute;stico &agrave; interven&ccedil;&atilde;o em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica. Coimbra: Quarteto;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1647-2160201200010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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<body><![CDATA[<p>Spielberger, C. (1972). Anxiety as na emotional state. In Anxiety: Current trends in Theory and Research ed. Spielberger. Academic Press. New York;</p>

	    <!-- ref --><p>Stake, R. E. (1995). The Art of Case Study Research. Thousand Oaks, CA: Sage. Publications;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1647-2160201200010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Stevens, J. O. (1997). Tornar&#45;se Presente. Summus Editorial Ltda: S&atilde;o Paulo;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1647-2160201200010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Wolpe, J. (1973). The Practice of Behaviour Therapy. London: Pergamon Press;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1647-2160201200010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Yin, R. (1994). Case Study Research: Design and Methods. 2&ordf; Edic&ccedil;&atilde;o. Thousand Oaks, CA: SAGE Publications.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 16.02.2012</p>

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