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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conceção de um Programa de Intervenção na Memória para Idosos com Défice Cognitivo Ligeiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Mild cognitive impairment is the transition between the cognitive changes of aging and early stage of dementia. Older people with mild cognitive impairment are more likely to develop dementia frames in short time, so it is important to intervene early, namely with cognitive stimulation programs. These programs aim to empower individuals and their families/caregivers to live with cognitive impairment, providing them with information and strategies to improve their daily lives. Its main purpose is to systematize the contents of a memory stimulation program for seniors with amnestic mild cognitive impairment. The method used was Delphi technique, involving the use of a panel of 29 experts in the field to validate the contents of an intervention program memory. The final program validated by experts consists of 8 weeks, a group session held with elderly per week for 8 weeks and 2 group sessions with family members in the second and sixth weeks. The program also consists of three stages of evaluation, an initial and a final follow-up 3 months after the end of the program. The program consists of a set of activities, organized and structured in sessions, aimed at training the memory. The proposed program has several advantages for clinical practice, such can be applied in different contexts; gathers strategies and interventions of various programs and different authors, can be applied by any health care professional with training in the area. It's a simple and easy to apply, irrespective of the means available. Because little drive can be adapted to the context and participants, which may serve as a standard instrument that guides professionals working in this area.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[défice cognitivo ligeiro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Conce&ccedil;&atilde;o de um Programa de Interven&ccedil;&atilde;o na Mem&oacute;ria para Idosos com D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Lia Sousa*; Carlos Sequeira**</b></p>

	    <p>*Enfermeira Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Servi&ccedil;o de Neurologia Adultos do Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o, EPE, <a href="mailto:liasousa_27@hotmail.com">liasousa_27@hotmail.com</a></p>

	    <p>**Professor Coordenador, Doutor em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem do Porto, <a href="mailto:carlossequeira@esenf.pt">carlossequeira@esenf.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>O D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro (DCL) &eacute; a fase de transi&ccedil;&atilde;o entre as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas pr&oacute;prias do envelhecimento e o est&aacute;dio inicial de uma dem&ecirc;ncia. Os idosos com DCL t&ecirc;m maior probabilidade de desenvolver quadros dem&ecirc;ncias em curtos espa&ccedil;os de tempo, pelo que &eacute; importante intervir precocemente, nomeadamente atrav&eacute;s de programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o. Estes programas visam capacitar os indiv&iacute;duos e as suas fam&iacute;lias/cuidadores para conviverem com as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas, dotando&#45;os de informa&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gias capazes de melhorar o seu quotidiano.</p>

	    <p>O objetivo &eacute; sistematizar o conte&uacute;do m&iacute;nimo que deve integrar um programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL amn&eacute;sico.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O m&eacute;todo utilizado foi a t&eacute;cnica de Delphi, recorrendo&#45;se a um painel de 29 peritos na &aacute;rea para validar o conte&uacute;do de um programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria em grupo.</p>

	    <p>O programa final validado pelos peritos tem dura&ccedil;&atilde;o de 8 semanas, sendo realizada 1 sess&atilde;o de grupo com os idosos por semana e 2 sess&otilde;es de grupo com os familiares, na segunda e sextas semanas. O programa compreende ainda 3 momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, um inicial, um final e um <i>follow&#45;up</i> 3 meses ap&oacute;s o final do programa.</p>

	    <p>O programa consiste num conjunto de atividades, organizadas e estruturadas em sess&otilde;es, que visam o treino da mem&oacute;ria. O programa proposto tem diversas vantagens para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, nomeadamente pode ser aplicado em diferentes contextos; re&uacute;ne estrat&eacute;gias e interven&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios programas e de diferentes autores; pode ser aplicado por qualquer profissional de sa&uacute;de com forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea.</p>

	    <p>&Eacute; um programa simples e de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, independentemente dos meios dispon&iacute;veis. Por ser pouco r&iacute;gido pode ser adaptado ao contexto e aos participantes, podendo servir como um instrumento padr&atilde;o que oriente os profissionais que atuam nesta &aacute;rea.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> d&eacute;fice cognitivo ligeiro; programa cognitivo; mem&oacute;ria; idosos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>Mild cognitive impairment is the transition between the cognitive changes of aging and early stage of dementia. Older people with mild cognitive impairment are more likely to develop dementia frames in short time, so it is important to intervene early, namely with cognitive stimulation programs. These programs aim to empower individuals and their families/caregivers to live with cognitive impairment, providing them with information and strategies to improve their daily lives.</p>

	    <p>Its main purpose is to systematize the contents of a memory stimulation program for seniors with amnestic mild cognitive impairment.</p>

	    <p>The method used was Delphi technique, involving the use of a panel of 29 experts in the field to validate the contents of an intervention program memory.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The final program validated by experts consists of 8 weeks, a group session held with elderly per week for 8 weeks and 2 group sessions with family members in the second and sixth weeks. The program also consists of three stages of evaluation, an initial and a final follow&#45;up 3 months after the end of the program.</p>

	    <p>The program consists of a set of activities, organized and structured in sessions, aimed at training the memory.</p>

	    <p>The proposed program has several advantages for clinical practice, such can be applied in different contexts; gathers strategies and interventions of various programs and different authors, can be applied by any health care professional with training in the area. It's a simple and easy to apply, irrespective of the means available. Because little drive can be adapted to the context and participants, which may serve as a standard instrument that guides professionals working in this area.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> mild cognitive impairment; cognitive program; memory; elderly.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>O envelhecimento &eacute; um processo complexo, din&acirc;mico e gradual, comum a todos os seres humanos. Neste processo ocorrem modifica&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas, funcionais, bioqu&iacute;micas e psicol&oacute;gicas que levam a uma maior vulnerabilidade e um aumento dos processos patol&oacute;gicos, culminando na morte (Netto, cit. por Freitas <i>et al</i>., 2002). Entre as mudan&ccedil;as esperadas para esta etapa da vida e as altera&ccedil;&otilde;es de cariz patol&oacute;gico existe uma linha muito t&eacute;nue.</p>

	    <p>O DCL &eacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre o envelhecimento normal e o diagn&oacute;stico prov&aacute;vel de uma dem&ecirc;ncia em est&aacute;dio inicial (Petersen, 2004). Esta transi&ccedil;&atilde;o pode apresentar per&iacute;odos de sobreposi&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; dificuldade associada a este diagn&oacute;stico, uma vez que as mudan&ccedil;as/queixas cognitivas podem ser muito subtis.</p>

	    <p>Os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico sobre esta entidade cl&iacute;nica foram institu&iacute;dos por Petersen (2004) e consistem em: 1) queixa de d&eacute;fice de mem&oacute;ria por parte do individuo, sendo esta corroborada por um informante; 2) d&eacute;fice objetivo de mem&oacute;ria para a idade do indiv&iacute;duo (mediante avalia&ccedil;&atilde;o neuro psicol&oacute;gica); 3) preserva&ccedil;&atilde;o das restantes fun&ccedil;&otilde;es cognitivas; 4) preserva&ccedil;&atilde;o da autonomia nas atividades de vida di&aacute;ria; e, 5) n&atilde;o ter crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos de dem&ecirc;ncia.</p>

	    <p>O "t&iacute;pico" indiv&iacute;duo com DCL &eacute; aquele que refere d&eacute;fice de mem&oacute;ria, mas mant&eacute;m a normalidade das restantes fun&ccedil;&otilde;es cognitivas. Contudo, devido &agrave; heterogeneidade deste conceito, atualmente, aceitam&#45;se alguns subtipos de DCL, sendo de acordo com Ghetu, Bordelon e Langan (2010): DCL amn&eacute;sico &#45; a principal manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; o d&eacute;fice objetivo de mem&oacute;ria, para a idade e n&iacute;vel de escolaridade, mantendo&#45;se a pessoa sem outras queixas cognitivas ou funcionais e sem crit&eacute;rios para ser considerado demente; DCL multidom&iacute;nios &#45; aplica&#45;se a indiv&iacute;duos com d&eacute;fices em v&aacute;rios dom&iacute;nios cognitivos e funcionais com d&eacute;fice de mem&oacute;ria (DCL multidom&iacute;nios amn&eacute;sico) ou sem d&eacute;fice de mem&oacute;ria (DCL multidom&iacute;nios n&atilde;o amn&eacute;sico) e DCL monodom&iacute;nio n&atilde;o amn&eacute;sico &#45; o indiv&iacute;duo apresenta um &uacute;nico d&eacute;fice no seu desempenho cognitivo ou funcional que n&atilde;o &eacute; a mem&oacute;ria.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A probabilidade de desenvolvimento de dem&ecirc;ncia est&aacute; aumentada nos indiv&iacute;duos com DCL. Aproximadamente 12% das pessoas com mais de 70 anos t&ecirc;m DCL, sendo que apresentam 3 a 4 vezes maior probabilidade de desenvolver Dem&ecirc;ncia de Alzheimer. Segundo alguns estudos longitudinais, entre 10 a 15% dos indiv&iacute;duos com DCL desenvolvem dem&ecirc;ncia no per&iacute;odo de um ano (Petersen <i>et al</i>., cit. por Simon e Ribeiro, 2011), enquanto pessoas saud&aacute;veis evoluem entre 1 a 2% ao ano. A maioria dos indiv&iacute;duos com DCL desenvolve dem&ecirc;ncia em 3 a 6 anos (Troyer <i>et al</i>., 2008).</p>

	    <p>Estes n&uacute;meros revelam a import&acirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o precoce e preventiva. Ainda n&atilde;o existe um tratamento eficaz para o DCL, mas os seus efeitos podem ser minimizados. A abordagem a este problema deve ser "combinada", contemplando uma vertente farmacol&oacute;gica e uma abordagem cognitiva, atrav&eacute;s da interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o consiste num processo de coopera&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo com d&eacute;fice cognitivo e os profissionais de sa&uacute;de, familiares e membros da comunidade mais ampla, tendo por objetivo compensar ou atenuar os d&eacute;fices cognitivos resultantes do dano neurol&oacute;gico (Wilson, cit. por Pais, 2008). Consiste num conjunto de estrat&eacute;gias e de t&eacute;cnicas cognitivas, que visam inicialmente a restaura&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de fun&ccedil;&otilde;es e, depois, a compensa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es, com o objetivo de minimizar os dist&uacute;rbios de aten&ccedil;&atilde;o, de linguagem, de processamento visual, mem&oacute;ria, racioc&iacute;nio e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, al&eacute;m dos de fun&ccedil;&otilde;es executivas (Capovilla, cit. por Pais, 2008).</p>

	    <p>Existem v&aacute;rias abordagens de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o. Segundo Pais (2008) podemos distinguir entre estimula&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o (consiste numa abordagem cognitiva mais abrangente), reabilita&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o (&eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o que se centra em estrat&eacute;gias de orienta&ccedil;&atilde;o temporal e espacial) e treino da cogni&ccedil;&atilde;o (diz respeito &agrave; pr&aacute;tica de tarefas/fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas). Estas abordagens podem ser desenvolvidas de forma individual ou em grupo.</p>

	    <p>Para que a efic&aacute;cia das diferentes t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o seja maximizada importa que sejam organizadas e realizadas de forma sequencial e peri&oacute;dica, com objetivos espec&iacute;ficos delineados, da&iacute; a import&acirc;ncia dos programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o para idosos.</p>

	    <p>Um programa de estimula&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o consiste num conjunto de estrat&eacute;gias e exerc&iacute;cios que visam potenciar determinadas &aacute;reas da cogni&ccedil;&atilde;o, podendo ser implementados individualmente ou em grupo, habitualmente realizados num determinado per&iacute;odo de tempo, procurando cumprir determinados objetivos espec&iacute;ficos.</p>

	    <p>Antes de iniciar qualquer tipo de programa de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o &eacute; importante avaliar o perfil cognitivo do indiv&iacute;duo, identificando as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas preservadas e comprometidas.</p>

	    <p>Claire e Woods (2004) fazem uma distin&ccedil;&atilde;o entre os diferentes tipos de programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o, podendo ser: A) de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva; B) de reabilita&ccedil;&atilde;o cognitiva; C) de treino cognitivo.</p>

	    <p>A)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os programas de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva envolvem estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva geral e abordagens de orienta&ccedil;&atilde;o para a realidade, englobando uma s&eacute;rie de atividades e discuss&otilde;es em grupo que visam obter uma melhoria geral do funcionamento cognitivo e social dos indiv&iacute;duos (Claire &amp; Woods, 2004). Estes programas n&atilde;o se focalizam em fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, mas visam estimular a cogni&ccedil;&atilde;o como um todo.</p>

	    <p>B)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os programas de reabilita&ccedil;&atilde;o cognitiva assentam numa abordagem biopsicossocial e tem como objetivo ajudar as pessoas a alcan&ccedil;ar ou manter um n&iacute;vel &oacute;timo de funcionamento f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social, no contexto dos d&eacute;fices espec&iacute;ficos decorrentes de doen&ccedil;a ou les&atilde;o, facilitando a participa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo em atividades significativas e valorizando a manuten&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is sociais (Claire, &amp; Woods, 2004). Esta abordagem foca&#45;se no desenvolvimento de tarefas que sejam significativas para o quotidiano do indiv&iacute;duo e da sua fam&iacute;lia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>C)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os programas de treino cognitivo envolvem geralmente a pr&aacute;tica guiada num conjunto de tarefas espec&iacute;ficas, que visam intervir em fun&ccedil;&otilde;es cognitivas concretas, como a mem&oacute;ria, a aten&ccedil;&atilde;o, a linguagem ou a fun&ccedil;&atilde;o executiva. Este tipo de programa baseia&#45;se no pressuposto de que a pr&aacute;tica regular de determinadas fun&ccedil;&otilde;es cognitivas pode ajudar a melhorar ou manter essa fun&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m do contexto da forma&ccedil;&atilde;o imediata (Claire, &amp; Woods, 2004). Dentro deste tipo de programas podemos incluir os programas de treino de mem&oacute;ria, cujo objetivo &eacute; treinar a mem&oacute;ria de forma a melhorar o desempenho di&aacute;rio dos indiv&iacute;duos, sendo essencial a realiza&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios di&aacute;rios e o treino de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria.</p>

	    <p>O programa apresentado focaliza&#45;se no treino de mem&oacute;ria, contudo, independentemente da estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o a utilizar existem alguns crit&eacute;rios essenciais para o seu sucesso, que se relacionam entre si. Esses crit&eacute;rios s&atilde;o: o envolvimento da fam&iacute;lia/cuidadores em todo o processo; a adapta&ccedil;&atilde;o do ambiente do idoso &agrave;s suas novas necessidades, sendo para tal essencial o apoio da fam&iacute;lia/cuidadores; o treino de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o e a possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios de estimula&ccedil;&atilde;o di&aacute;rios, numa perspetiva de estimula&ccedil;&atilde;o 24 horas, o que mais uma vez requer o envolvimento da fam&iacute;lia/cuidadores.</p>

	    <p>A import&acirc;ncia dos programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o revela&#45;se nos seus benef&iacute;cios, sendo eles amplamente divulgados em v&aacute;rios artigos cient&iacute;ficos. Como exemplo temos a melhoria da orienta&ccedil;&atilde;o do doente; melhoria das fun&ccedil;&otilde;es executivas, da linguagem e da mem&oacute;ria; melhoria da performance do doente nas atividades de vida di&aacute;rias; manuten&ccedil;&atilde;o da autonomia por mais tempo; diminui&ccedil;&atilde;o da sobrecarga dos cuidadores e/ou fam&iacute;lia; facilita&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o social e melhoria da qualidade de vida do idoso/fam&iacute;lia (Sequeira, 2007).</p>

	    <p>A sistematiza&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o, nomeadamente na mem&oacute;ria, s&atilde;o uma necessidade da sociedade atual, cada vez mais envelhecida. Atualmente em Portugal, 19% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; idosa (INE, 2011), o que favorece um aumento da incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia das dem&ecirc;ncias, sendo necess&aacute;rio intervir preventivamente nos idosos com DCL.</p>

	    <p>Para conhecer melhor a tem&aacute;tica, antes da conce&ccedil;&atilde;o do programa proposto realizou&#45;se uma revis&atilde;o da bibliografia para saber quais os estudos que existem na &aacute;rea e quais os principais resultados encontrados, de forma a compreender o que se tem feito e qual o estado atual do conhecimento. Para o efeito utilizou&#45;se o m&eacute;todo PICO (Sackett <i>et al.</i>, cit. por Santos, Pimenta e Nobre, 2007) para construir a pergunta de partida: "Qual a efetividade dos programas de interven&ccedil;&atilde;o cognitiva em idosos com DCL?". Para responder a esta quest&atilde;o recorreu&#45;se &agrave; revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, em bases de dados creditadas, selecionando&#45;se 6 artigos, dos 243 encontrados. A sele&ccedil;&atilde;o teve por base os seguintes crit&eacute;rios: 1&ordm;) a adequa&ccedil;&atilde;o ao tema da pesquisa, devendo ser referentes a programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o aplicados a idosos com DCL; 2&ordm;) datas de publica&ccedil;&atilde;o compreendida entre os anos de 2005 e 2012; 3&ordm;) o acesso ao texto integral ser gratuito; 4&ordm;) estarem escritos em Ingl&ecirc;s, Espanhol ou Portugu&ecirc;s.</p>

	    <p>Os programas de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva apresentados nos 6 artigos selecionados apresentam alguns aspetos comuns entre si, nomeadamente, o n&uacute;mero de <b>participantes/amostra</b>, que varia entre 1 e 84 indiv&iacute;duos, sendo a m&eacute;dia de participantes de 35. A grande maioria das abordagens &eacute; em grupo. A <b>dura&ccedil;&atilde;o e n&uacute;mero de sess&otilde;es do programa</b> variam de tr&ecirc;s semanas e um ano e o n&uacute;mero de sess&otilde;es varia de di&aacute;rias e semanais. Quanto ao <b>tipo de interven&ccedil;&atilde;o</b>, a maioria dos estudos revistos utilizam treino cognitivo e estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva, dando especial aten&ccedil;&atilde;o ao treino de estrat&eacute;gias adaptativas, ao treino de mem&oacute;ria e ao fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es. Metade dos estudos incluiu a <b>fam&iacute;lia/cuidadores</b> no programa. Os <b>resultados</b> destes programas apontam para os benef&iacute;cios da sua implementa&ccedil;&atilde;o, contudo &eacute; necess&aacute;rio realizar mais estudos e aprofundar estes dados.</p>

	    <p>Os principais dados resultantes da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica podem ser observados no quadro 1.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 1 &#45; Resumo dos dados da revis&atilde;o da bibliografia</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q1.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica realizada n&atilde;o foram encontrados dados sobre a seria&ccedil;&atilde;o deste tipo de programas em Portugal, nem sobre o impacto da a&ccedil;&atilde;o dos Enfermeiros de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria neste &acirc;mbito.</p>

	    <p>Este estudo tem como principal objetivo sistematizar o conte&uacute;do de um programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL amn&eacute;sico, de modo a que possa ser testada e avaliada a sua efetividade em contexto clinico.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>O m&eacute;todo selecionado para realizar este estudo foi a T&eacute;cnica de Delphi. Esta t&eacute;cnica consiste num processo estruturado de recolha e s&iacute;ntese de conhecimentos sobre determinado assunto, atrav&eacute;s de um grupo pr&eacute;&#45;definido de peritos no tema, por meio da aplica&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de question&aacute;rios e de um feedback organizado das opini&otilde;es.</p>

	    <p>Para a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho segundo esta t&eacute;cnica percorreram&#45;se as etapas que constam no quadro 2.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 2 &#45; Etapas realizadas ao longo do estudo</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q2.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>1&ordf; Revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica</p>

	    <p>Utilizou&#45;se o m&eacute;todo PICO (Sackett <i>et al.</i>, cit. por Santos, Pimenta e Nobre, 2007) para construir a pergunta de partida: "Qual a efetividade dos programas de interven&ccedil;&atilde;o cognitiva em idosos com DCL?". Para responder a esta quest&atilde;o recorreu&#45;se &agrave; revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, em bases de dados creditadas, selecionando&#45;se 6 artigos.</p>

	    <p>2&ordf; Formula&ccedil;&atilde;o do programa</p>

	    <p>Constitui&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL amn&eacute;sico, atrav&eacute;s da sele&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias que constam em, pelo menos, 50% dos artigos analisados na revis&atilde;o da bibliografia.</p>

	    <p>3&ordf; Crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o dos peritos que integram o grupo</p>

	    <p>Os crit&eacute;rios estabelecidos para os participantes no grupo de peritos foram:</p>

	    <p>1)&nbsp; Experi&ecirc;ncia profissional, de pelo menos 2 anos, com idosos com d&eacute;fice cognitivo;</p>

	    <p>2)&nbsp; Forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da enfermagem de sa&uacute;de mental e psiquiatria, neurologia, psiquiatria ou psicologia.</p>

	    <p>4&ordf; Identifica&ccedil;&atilde;o dos peritos e obten&ccedil;&atilde;o dos contactos</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s de:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contacto via telefone e via correio eletr&oacute;nico com institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e associa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;governamentais que prestam cuidados a idosos com d&eacute;fices cognitivos e dem&ecirc;ncia, solicitando os nomes dos profissionais que atuam nesta &aacute;rea;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contacto com profissionais de sa&uacute;de com trabalho conhecido na &aacute;rea e solicita&ccedil;&atilde;o de nomes de outros peritos &#45; T&eacute;cnica de amostragem por redes ("bola de neve").</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contactos obtidos atrav&eacute;s da internet e via artigos cient&iacute;ficos publicados.</p>

	    <p>Identificou&#45;se um grupo de 69 peritos, composto por 44 enfermeiros de sa&uacute;de mental e psiquiatria; 10 neurologistas; 10 psic&oacute;logos e 5 psiquiatras, entre 19 Mar&ccedil;o e 13 Maio de 2012.</p>

	    <p>5&ordf; Envio da 1&ordf; ronda</p>

	    <p>A proposta de programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria foi convertida num question&aacute;rio eletr&oacute;nico, atrav&eacute;s do aplicativo Google <i>Docs</i> e foi enviado entre 31 Mar&ccedil;o e 13 Maio de 2012, aos 69 peritos identificados, solicitando&#45;se as respostas at&eacute; dia 31 Maio de 2012.</p>

	    <p>O question&aacute;rio era composto por tr&ecirc;s partes, a primeira abordava a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos peritos; na segunda colocavam&#45;se duas perguntas abertas e, finalmente, na terceira parte apresentava&#45;se cada um dos itens que comp&otilde;em o programa e pediu&#45;se aos peritos que assinalassem a sua concord&acirc;ncia atrav&eacute;s de uma escala tipo Likert.</p>

	    <p>Como a ades&atilde;o dos peritos foi baixa enviou&#45;se uma mensagem de correio electr&oacute;nico personalizada, a cada um deles, a apelar &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e enviou&#45;se novamente o question&aacute;rio. <b>No final do prazo, obtiveram&#45;se 29 respostas, de 23 enfermeiros de sa&uacute;de mental e psiquiatria; 2 neurologistas; 3 psic&oacute;logos e 1 psiquiatra.</b></p>

	    <p>6&ordf; An&aacute;lise estat&iacute;stica das respostas ao question&aacute;rio</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s dos operativos <i>Microsoft Excel 2010</i> e <i>Google Docs</i> calculou&#45;se:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias (frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa das respostas a cada item).</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>As respostas foram selecionadas atrav&eacute;s dos crit&eacute;rios de concord&acirc;ncia estabelecidos, seriam rejeitados os itens que n&atilde;o obtivessem "concord&acirc;ncia positiva":</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concord&acirc;ncia positiva = % respostas "concordo" + % respostas "concordo totalmente".</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concord&acirc;ncia positiva &#8805; 70%.</p>

	    <p>Os n&iacute;veis de consenso estabelecidos foram:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consenso perfeito &#45; 100% de respostas no "concordo totalmente".</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consenso forte &#45; 90% &#8804; Concord&acirc;ncia positiva &#8804;100%.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consenso moderado &#45; 70% &#8804; Concord&acirc;ncia positiva &lt;90%.</p>

	    <p>Como se alcan&ccedil;ou concord&acirc;ncia positiva em todos os itens, n&atilde;o se avan&ccedil;ou para a segunda volta.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>O que se prop&otilde;e &eacute; um programa de treino cognitivo, nomeadamente de treino de mem&oacute;ria, com uma abordagem te&oacute;rica e pr&aacute;tica, multifatorial (indiv&iacute;duo/fam&iacute;lia/intera&ccedil;&atilde;o social), cujo principal objetivo &eacute; estimular a mem&oacute;ria de idosos com DCL amn&eacute;sico e capacitar o utente e a sua fam&iacute;lia/cuidadores com conhecimentos e estrat&eacute;gias que permitam treinar a mem&oacute;ria no quotidiano e, consequentemente, potenciar a autonomia. Sendo que os seus objetivos espec&iacute;ficos s&atilde;o:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estimular a mem&oacute;ria de idosos com DCL amn&eacute;sico;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informar os idosos sobre o DCL;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ensinar e treinar estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Potenciar a autonomia do indiv&iacute;duo com DCL;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover a intera&ccedil;&atilde;o social dos participantes;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Capacitar a fam&iacute;lia/cuidadores com conhecimentos e estrat&eacute;gias que permitam treinar a mem&oacute;ria do indiv&iacute;duo no quotidiano e potenciar a autonomia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;Este programa poder&aacute; aplicar&#45;se a indiv&iacute;duos que consintam realiz&aacute;&#45;lo e que obede&ccedil;am aos seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Idosos com idades compreendidas entre os 65 e os 75 anos;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Idosos com DCL, com comprometimento da mem&oacute;ria (crit&eacute;rios de Petersen <i>et al</i>., 2004);</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Idosos sem diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de depress&atilde;o ou outra patologia de foro mental.</p>

	    <p>A dura&ccedil;&atilde;o do programa &eacute; de 8 semanas, sendo realizada uma sess&atilde;o em grupo por semana para os utentes, com dura&ccedil;&atilde;o de 90 minutos. Os grupos de participantes ser&atilde;o constitu&iacute;dos no m&aacute;ximo por 10 elementos.</p>

	    <p>O programa engloba a fam&iacute;lia/cuidadores, com duas sess&otilde;es de grupo, a realizar na segunda e sexta semana, com dura&ccedil;&atilde;o de 60 minutos/cada. Nestas sess&otilde;es, os objetivos s&atilde;o:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informar sobre DCL e sobre estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o a utilizar no quotidiano;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dar apoio emocional;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Discutir aspetos relevantes para a fam&iacute;lia/cuidadores;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esclarecer d&uacute;vidas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para atingir estes objetivos, as sess&otilde;es de grupo com os familiares/cuidadores centram&#45;se na transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, na partilha em grupo, no refor&ccedil;o e no treino de estrat&eacute;gias.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DOS RESULTADOS SOBRE O PROGRAMA</b></p>

	    <p>A primeira parte do question&aacute;rio visava a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos peritos. Estes s&atilde;o maioritariamente do sexo feminino, casados ou solteiros, enfermeiros de sa&uacute;de mental e psiquiatria, com experi&ecirc;ncia profissional com idosos com d&eacute;fice cognitivo entre 6 a 10 anos, atuando principalmente em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s.</p>

	    <p>O resumo da caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos peritos consta no quadro 3.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 3 &#45; Resumo da caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica do grupo de peritos</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Na segunda parte do question&aacute;rio propunha&#45;se ao grupo de peritos assinalar a sua concord&acirc;ncia relativamente aos objetivos e procedimentos delineados para cada uma das sess&otilde;es do programa, atrav&eacute;s de uma escala tipo <i>Likert</i>, composta por cinco n&iacute;veis, desde o discordo totalmente at&eacute; ao concordo totalmente.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os n&iacute;veis de consenso obtidos relativamente aos aspetos gerais do programa constam no quadro 4.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 4 &#45; N&iacute;veis de consenso obtidos nos aspetos gerais do programa proposto</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q4.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Neste artigo apresentam&#45;se apenas os pontos principiais de cada uma das sess&otilde;es do programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria proposto.</p>

	    <p>No quadro 5 constam os procedimentos essenciais do 1&ordm;contacto com os idosos e suas fam&iacute;lias, da 1&ordf; e 2&ordf; sess&otilde;es de grupo com os idosos e da 1&ordf; sess&atilde;o com os familiares. Nestas sess&otilde;es utiliza&#45;se maioritariamente a terapia por reminisc&ecirc;ncias e a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 5 &#45; Principais aspetos que integram o programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL e consensos obtidos pelo grupo de peritos (1&ordm;contacto; 1&ordf; e 2&ordf; sess&otilde;es de grupo com os idosos e 1&ordf; sess&atilde;o com os familiares)</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q5.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>No quadro 6 constam os procedimentos essenciais da 3&ordf;, 4&ordf;, 5&ordf; e 6&ordf; sess&atilde;o de grupo com os idosos e da 2&ordf; sess&atilde;o com os familiares. Estas sess&otilde;es centram&#45;se no ensino e treino de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 6 &#45; Principais aspetos que integram o programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL e consensos obtidos pelo grupo de peritos (3&ordf;, 4&ordf;, 5&ordf; e 6&ordf; sess&otilde;es de grupo com os idosos e 2&ordf; sess&atilde;o com os familiares)</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q6.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>No quadro 7 constam os procedimentos essenciais da 7&ordf; e 8&ordf; sess&otilde;es de grupo com os idosos, do contacto final e do <i>follow&#45;up.</i> Nestas sess&otilde;es o foco &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o temporal e o refor&ccedil;o de estrat&eacute;gias.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Quadro 7 &#45; Principais aspetos que integram o programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para idosos com DCL e consensos obtidos pelo grupo de peritos (7&ordf; e 8&ordf; sess&otilde;es de grupo com os idosos, contacto final e <i>follow&#45;up</i>)</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a02q7.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>O programa proposto reuniu concord&acirc;ncia positiva por parte do grupo de peritos logo na primeira volta da t&eacute;cnica de Delphi, assim todos os itens que o constituem foram aprovados pelo grupo de peritos. Contudo existem alguns aspetos que geraram mais controv&eacute;rsia e que podem ser analisados.</p>

	    <p>Em primeiro lugar, apesar da <b>dura&ccedil;&atilde;o e constitui&ccedil;&atilde;o do programa</b> ter reunido um consenso moderado por parte dos peritos, n&atilde;o existe consenso na literatura sobre o tema. Os estudos realizados apresentam uma grande variedade de amplitude, com dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s semanas a um ano, variando de acordo com a tipologia do programa e com as t&eacute;cnicas utilizadas, sendo que esta diversifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; tamb&eacute;m relacionada com os objetivos estabelecidos para os programas. Na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica efetuada para este trabalho, os cinco estudos experimentais utilizados (Talassi <i>et al</i>., 2007; Greenaway, Hancnda, Lepore &amp; Smith, 2008; Troyer <i>et al</i>., 2008; Kurz, Ramsenthaler &amp; Sorg, 2009; Jean <i>et al</i>., 2010) apresentam uma m&eacute;dia de dura&ccedil;&atilde;o dos programas de 10 semanas, sendo realizadas desde sess&otilde;es &uacute;nicas a 5 sess&otilde;es por semana, dependendo da durabilidade do programa. Na revis&atilde;o sistem&aacute;tica (Simon e Ribeiro, 2011), a m&eacute;dia de dura&ccedil;&atilde;o dos programas foi de 11,5 semanas. Metade dos estudos apresenta programas de 8 semanas, ocorrendo entre 4 a 12 sess&otilde;es durante o programa. Nos estudos avaliados, a dura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es varia de 40 a 120 minutos, sendo que a sua m&eacute;dia de dura&ccedil;&atilde;o &eacute; de 72 minutos. Apesar de concordarem com a tipologia do programa proposto, o grupo de peritos sugeriu que se aumentasse o tempo de realiza&ccedil;&atilde;o do programa para o m&iacute;nimo de 4 meses e que se realizassem mais sess&otilde;es de grupo e com uma dura&ccedil;&atilde;o mais curta.</p>

	    <p>Relativamente aos <b>momentos de avalia&ccedil;&atilde;o</b>, os testes utilizados v&atilde;o de encontro aos achados bibliogr&aacute;ficos e o grupo de peritos demonstra concord&acirc;ncia positiva relativamente a eles. O especto mas controverso foi o timing do <i>follow&#45;up</i>, 3 meses, que apesar de ser o per&iacute;odo de tempo que surge mais vezes citado na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, os peritos referem que uma avalia&ccedil;&atilde;o mais estreita no tempo seria mais vantajosa.</p>

	    <p>Relativamente aos <b>objetivos e interven&ccedil;&otilde;es</b> propostas ao longo do programa, as que suscitaram mais discuss&atilde;o entre os peritos foram as relacionadas com o informar sobre o DCL e as suas implica&ccedil;&otilde;es no quotidiano, reunindo uma concord&acirc;ncia positiva de 89,66% (consenso moderado). O prop&oacute;sito desta interven&ccedil;&atilde;o &eacute; levar os participantes a refletir sobre a sua condi&ccedil;&atilde;o e sobre as dificuldades que sentem no quotidiano, promovendo assim a consciencializa&ccedil;&atilde;o e a partilha das dificuldades com os elementos do grupo. Alguns autores prop&otilde;em uma abordagem te&oacute;rica nos seus estudos, como &eacute; o caso de Kurz, Pohl, Ramsenthaler e Sorg (2009) que prop&otilde;em um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o cognitiva para o DCL com v&aacute;rias componentes, inclusivamente abordam aspetos de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de e de informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Estes autores conclu&iacute;ram que um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o cognitiva multivariado acarreta melhorias para as atividades de vida di&aacute;ria, para o humor e para as habilidades cognitivas de pessoas com DCL. Tamb&eacute;m Troyer <i>et al</i>. (2008) prop&otilde;em um programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria para indiv&iacute;duos com DCL, no qual integram aspetos informativos que v&atilde;o desde a nutri&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria e como principais resultados verificaram que os indiv&iacute;duos do grupo experimental demonstraram melhores conhecimentos e maior utiliza&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de mem&oacute;ria, tanto no laborat&oacute;rio, como no quotidiano, comparativamente ao grupo controlo. Apesar da mudan&ccedil;a de comportamentos ser dif&iacute;cil, nomeadamente na &aacute;rea da sa&uacute;de, os autores atribuem o sucesso do seu programa &agrave; abordagem te&oacute;rica que realizaram.</p>

	    <p>Como se constata, dar informa&ccedil;&atilde;o aos participantes pode ser uma mais&#45;valia para a efic&aacute;cia de um programa de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o, pelo que, o que se pretende no programa proposto neste trabalho &eacute; informar sobre o DCL de uma forma simplificada, explicando aos participantes o que se est&aacute; a passar com eles, desmistificando o problema e explicando a import&acirc;ncia dos exerc&iacute;cios de treino da mem&oacute;ria e da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria no dia&#45;a&#45;dia. Com esta vertente orientadora pretende&#45;se aumentar a motiva&ccedil;&atilde;o e a ades&atilde;o dos participantes atrav&eacute;s da informa&ccedil;&atilde;o. Neste programa prop&otilde;e&#45;se um documento informativo para entregar aos participantes e aos familiares/cuidadores, que explica de forma simples e global o que &eacute; a mem&oacute;ria, o que &eacute; o DCL, quais os seus poss&iacute;veis fatores de risco e quais as possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o. O principal objetivo ao fornecer este material &eacute; informar atrav&eacute;s de um suporte de f&aacute;cil leitura e com uma linguagem clara e direta.</p>

	    <p>A aprendizagem e o treino de estrat&eacute;gias de mem&oacute;ria integram v&aacute;rios programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o. Exemplos disso s&atilde;o o estudo de Troyer <i>et al</i>. (2008), onde os autores fornecem aos participantes uma vis&atilde;o geral sobre as estrat&eacute;gias de mem&oacute;ria e instroem sobre a realiza&ccedil;&atilde;o de um "livro de mem&oacute;ria"; e o estudo de Greenaway <i>et al</i>. (2008), cujo estudo visava desenvolver e treinar o uso de um sistema compensat&oacute;rio de mem&oacute;ria. Atendendo a que o programa proposto neste trabalho se centra na mem&oacute;ria &eacute; indiscut&iacute;vel o papel relevante que as estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o assumem. Assim, das 8 sess&otilde;es de grupo propostas, 4 s&atilde;o dedicadas a esta tem&aacute;tica (3&ordf;, 4&ordf;, 5&ordf; e 8&ordf; sess&otilde;es). Estas interven&ccedil;&otilde;es reuniram um consenso forte pelo grupo de peritos, resultados que s&atilde;o conducentes com os dados da bibliografia, onde &eacute; afirmado que a interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria implica o desenvolvimento de habilidades e estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas, que raramente s&atilde;o utilizadas de forma espont&acirc;nea, necessitando de treino. O objetivo do treino de estrat&eacute;gias &eacute; melhorar o desempenho di&aacute;rio e, com os idosos, n&atilde;o s&oacute; &eacute; necess&aacute;rio treinar essas novas t&eacute;cnicas, mas tamb&eacute;m demonstrar&#45;lhes que estas trazem resultados positivos para a sua performance, da&iacute; a import&acirc;ncia da incorpora&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de treino de estrat&eacute;gias nos programas de treino de mem&oacute;ria.</p>

	    <p>Um aspeto fundamental nos programas de interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o &eacute; o <b>envolvimento da fam&iacute;lia/cuidadores</b>. Na revis&atilde;o da literatura n&atilde;o h&aacute; consenso sobre qual o <i>timing</i> e dura&ccedil;&atilde;o ideal para a interven&ccedil;&atilde;o junto dos familiares. Neste programa prop&otilde;e&#45;se a realiza&ccedil;&atilde;o de duas sess&otilde;es para os familiares, com dura&ccedil;&atilde;o de 60 minutos cada, na segunda e sexta semana do programa. Esta proposta reuniu um consenso moderado (79,31%) por parte do grupo de peritos, que referem ainda que a realiza&ccedil;&atilde;o de mais sess&otilde;es para a fam&iacute;lia/cuidadores de forma a aumentar a sua intera&ccedil;&atilde;o ao longo do programa.</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es sugeridas passam por: abordar o tema DCL, obter o <i>feedback</i> sobre o material did&aacute;tico que os seus familiares levaram para casa no final da &uacute;ltima sess&atilde;o, discutir em grupo quais os sinais/sintomas que os seus familiares apresentam e de que forma influenciam o quotidiano da fam&iacute;lia, informar sobre estilos de vida e gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico, abordar os d&eacute;fices de mem&oacute;ria e como influenciam o dia&#45;a&#45;dia dos seus familiares, apresentar de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o para os d&eacute;fices de mem&oacute;ria (listas, mnem&oacute;nicas, agendas, alarmes, di&aacute;rios, etc.) e incentivar a partilha de sentimentos entre o grupo de familiares.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para facilitar esta integra&ccedil;&atilde;o familiar no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; fornecido aos familiares/cuidadores uma lista com estrat&eacute;gias externas e internas de compensa&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria e um quadro de registo semanal, para puderem assinalar e comentar a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Sendo que a tarefa de casa proposta para os familiares passa exatamente por executar diariamente uma das estrat&eacute;gias de mem&oacute;ria e apontar no quadro de registo. Na segunda sess&atilde;o, al&eacute;m de se obter o feedback sobre a implementa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias utilizadas, realiza&#45;se o refor&ccedil;o das estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria e a partilha de experi&ecirc;ncias.</p>

	    <p>O envolvimento da fam&iacute;lia/cuidadores &eacute; um fator fundamental para o &ecirc;xito da interven&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o. Interven&ccedil;&otilde;es de suporte para a fam&iacute;lia/cuidadores tem v&aacute;rios benef&iacute;cios, entre os quais reduzir sintomatologia psiqui&aacute;trica, melhorar a qualidade de vida do familiar e do idoso, alterar a estrutura familiar de forma a fortalecer v&iacute;nculos e a promover a adapta&ccedil;&atilde;o ao problema (Santos, Moura e Haase, 2008). Assim, "a associa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es para os idosos e para os seus cuidadores &eacute; mais promissora que interven&ccedil;&otilde;es isoladas" (Claire cit. por Idem, p. 26).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>Na sua generalidade o programa apresentado reuniu consenso forte pelos peritos, de tal modo que n&atilde;o foi necess&aacute;rio realizar a segunda ronda do question&aacute;rio, pois todos os itens abordados apresentaram uma concord&acirc;ncia positiva acima dos 70%.</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es de treino de estrat&eacute;gias de compensa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria e a inclus&atilde;o da fam&iacute;lia/cuidadores s&atilde;o os pontos que reuniram consenso forte pelos peritos (93,10% a 100,00%). Os pontos que suscitam mais discuss&atilde;o s&atilde;o o informar sobre o DCL e a tipologia do programa, que reuniram consenso moderado por parte dos peritos (de 72,42% a 89,66%).</p>

	    <p>O programa de interven&ccedil;&atilde;o na mem&oacute;ria resultante deste estudo apresenta vantagens para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos profissionais que trabalham com idosos com DCL e que se encontram em diferentes contextos, como os lares, a geriatria, a psiquiatria, mas principalmente na comunidade, ou seja, sob a vigil&acirc;ncia dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Este programa:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode ser aplicado em diferentes contextos.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Re&uacute;ne estrat&eacute;gias e interven&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios programas e de diferentes autores.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode ser aplicado por qualquer profissional de sa&uacute;de com forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode servir como linha orientadora para o desenvolvimento de outros estudos.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; um programa simples, econ&oacute;mico e de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, independentemente dos meios dispon&iacute;veis.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por ser pouco r&iacute;gido pode ser adaptado ao contexto e aos participantes.</p>

	    <p>Ap&oacute;s a conce&ccedil;&atilde;o deste programa, &eacute; de m&aacute;xima import&acirc;ncia divulga&#45;lo e implementa&#45;lo de modo a aferir na pr&aacute;tica a sua utilidade e validade cl&iacute;nica.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <p>Claire, L., &amp; Woods, R. (2004). Cognitive training and cognitive rehabilitation for people with early&#45;stage Alzheimer&rsquo;s disease: A review. <i>Neuropsychological Rehabilitation. 14</i> (4). Wales, 385&#45;401. Acedido em <a href="http://scottsdale.brainadvantage.com/PDF/clareandwoods2004neurorehab.pdf" target="_blank">http://scottsdale.brainadvantage.com/PDF/clareandwoods2004neurorehab.pdf</a></p>

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	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gehring, K., Aaronson, N. K., Taphoorn, M. J. B., &amp; Sitskoorn, M. M. (s.d.). A description of a cognitive rehabilitation programme evaluated in brain tumour patients with mild to moderate cognitive deficits. <i>Clinical Rehabilitation,</i> <i>25</i>(8), 675&#45;692. Acedido em <a href="http://web.ebscohost.com/ehost/pdfviewer/pdfviewer?vid=18&amp;hid=119&amp;sid=de37bfff&#45;96c4&#45;44ec&#45;a0b5&#45;710098faed92%40sessionmgr12" target="_blank">http://web.ebscohost.com/ehost/pdfviewer/pdfviewer?vid=18&amp;hid=119&amp;sid=de37bfff&#45;96c4&#45;44ec&#45;a0b5&#45;710098faed92%40sessionmgr12</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1647-2160201200020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ghetu, M. V., Bordelon, P. C., &amp; Langan, R. C. (2010). Diagnosis and Treatment of Mild Cognitive Impairment. <i>Clinical Geriatrics</i>, 30&#45;36. Acedido em <a href="http://www.clinicalgeriatrics.com/node/3612" target="_blank">http://www.clinicalgeriatrics.com/node/3612</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1647-2160201200020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Greenaway, M. C., Hanna, S. M., Lepore, S. W., &amp; Smith, G. E. (2008). A Behavioral Rehabilitation Intervention for Amnestic Mild Cognitive Impairment. <i>American Journal of Alzheimer&rsquo;s Disease &amp; Other Dementias, 2</i>(5), 450&#45;461. Acedido em <a href="http://aja.sagepub.com/content/23/5/451" target="_blank">http://aja.sagepub.com/content/23/5/451</a></p>

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	    <!-- ref --><p>Pais, J. (2008). Interven&ccedil;&atilde;o cognitiva na dem&ecirc;ncia. In B. Nunes, <i>Mem&oacute;ria: Funcionamento, perturba&ccedil;&otilde;es e treino</i> (pp. 311&#45;317). Porto: Lidel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1647-2160201200020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
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	    <!-- ref --><p>Simon, S. S., &amp; Ribeiro, M. P. O. (2011). Comprometimento cognitivo leve e reabilita&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica: uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. <i>Revista de Psicologia,</i> <i>20</i>(1), 93&#45;122. Acedido em <a href="http://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/viewFile/6795/4918" target="_blank">http://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/viewFile/6795/4918</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1647-2160201200020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Talassi, E., Guerreschi, M., Feriani, M., Fedi, V., Bianchetti, A., &amp; Trabucchi, M. (2007). Effectiveness of a cognitive rehabilitation program in mild dementia and mild cognitive impairment: a case control study. <i>Archives of gerontology and geriatrics</i>, 391&#45;199. Acedido em <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17317481" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17317481</a></p>

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	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.09.2012</p>

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