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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This quasi-experimental quantitative study, type pre-test post-test, involved a process of teachers&#8217; education (psychoeducational intervention aimed to train teachers on emotional competence). The study was a purposive sample (N=6) teachers who taught on Escola Básica e Secundária de Ourém, in which it was applied MHI-5 and Escala Veiga Branco Capacidades da Inteligência Emocional (EVBCIE). The scales were applied before and after psychoeducational intervention. Underlies the construction of the EVBCIE and content psychoeducational intervention are founded on Goleman&#8217;s. The EVBCIE consists of five subscales: self-consciousness, managing emotions, motivation, empathy and managing emotions on group. The basic psychoeducational intervention consisted on eight weekly sessions on two months. It is verified that after psychoeducational intervention averages obtained at the level of mental health, self-awareness, managing emotions, motivation, empathy and managing emotions and group emotional competence (total) are higher than those before the intervention. After statistical analysis with Wilcoxon test for paired samples with significance level of p<0.05, it was found that the differences before and after intervention were statistically significant for the self-consciousness subscales (p=0.046), management of emotions (p=0.028), emotions management group (p=0.046) and for EVBCIE in total (p=0.046). The differences were not statistically significant at the level of mental health and self-motivation and empathy dimensions. In Portugal there are no quasi-experimental comparative studies. However, in Spain, Ibáñez and Alzina (2006) obtained improvements in coping of teachers and consequently in the interpersonal relationship with students in the classroom. The basic psychoeducational intervention used in this study allowed the process of teacher training that aimed to improve the quality of life and health. On future, the replication of this study will be required, as well as the use of a control group to strengthen the results.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inteligência Emocional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Compet&ecirc;ncia Emocional em Professores &#150; Contributos da Psicoeduca&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>L&eacute;nea Verde Martins Coelho*</b></p>

	    <p>*Enfermeira, Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica, ACES M&eacute;dio Tejo &#45; Unidade de Sa&uacute;de de F&aacute;tima &#45; Unidade de Cuidados na Cova da Iria, <a href="mailto:leneacoelho@gmail.com">leneacoelho@gmail.com</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>Estudo quantitativo <i>quasi</i>&#45;experimental, do tipo pr&eacute;&#45;teste p&oacute;s&#45;teste, que envolveu um processo de educa&ccedil;&atilde;o de professores (interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa orientada para capacitar professores face &agrave; compet&ecirc;ncia emocional). A popula&ccedil;&atilde;o&#45;alvo foi uma amostra intencional de seis professores na Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m. Foi aplicada a Escala MHI&#45;5 e a Escala Veiga Branco das Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional (EVBCIE). As escalas foram aplicadas antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa. Est&aacute; subjacente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da EVBCIE e aos conte&uacute;dos da interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa o modelo te&oacute;rico da Intelig&ecirc;ncia Emocional de Goleman. A EVBCIE &eacute; composta por cinco subescalas: autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia, e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo. A interven&ccedil;&atilde;o de base psicoeducativa foi constitu&iacute;da por oito sess&otilde;es semanais que decorreram em dois meses. Verifica&#45;se que ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa as m&eacute;dias obtidas no n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo e na compet&ecirc;ncia emocional (total) s&atilde;o superiores &agrave;s m&eacute;dias antes da interven&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s tratamento estat&iacute;stico com Teste de Wilcoxon para amostras emparelhadas, com grau de signific&acirc;ncia para <i>p</i>&lt;0.05, verificou&#45;se que as diferen&ccedil;as antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas para as subescalas autoconsci&ecirc;ncia (<i>p</i>=0.046), gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es (<i>p</i>=0.028), gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo (<i>p</i>=0.046) e para a EVBCIE no seu total (<i>p</i>=0.046). As diferen&ccedil;as foram estatisticamente n&atilde;o significativas no n&iacute;vel de sa&uacute;de mental e nas dimens&otilde;es automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia. Em Portugal n&atilde;o existem estudos <i>quasi</i>&#45;experimentais comparativos contudo, em Espanha, Ib&aacute;&ntilde;ez e Alzina (2006) obtiveram melhorias no <i>coping</i> dos professores e, consequentemente, na rela&ccedil;&atilde;o interpessoal com os alunos em sala de aula. A interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa permitiu um processo de capacita&ccedil;&atilde;o dos professores que visou a melhoria da qualidade de vida e sa&uacute;de. No futuro ser&atilde;o necess&aacute;rias replica&ccedil;&otilde;es do estudo e constituir grupo de controlo para refor&ccedil;ar os resultados.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Intelig&ecirc;ncia Emocional; Professores; Educa&ccedil;&atilde;o</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>This quasi&#45;experimental quantitative study, type pre&#45;test post&#45;test, involved a process of teachers&rsquo; education (psychoeducational intervention aimed to train teachers on emotional competence). The study was a purposive sample (N=6) teachers who taught on Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m, in which it was applied MHI&#45;5 and Escala Veiga Branco Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional (EVBCIE). The scales were applied before and after psychoeducational intervention. Underlies the construction of the EVBCIE and content psychoeducational intervention are founded on Goleman&rsquo;s. The EVBCIE consists of five subscales: self&#45;consciousness, managing emotions, motivation, empathy and managing emotions on group. The basic psychoeducational intervention consisted on eight weekly sessions on two months. It is verified that after psychoeducational intervention averages obtained at the level of mental health, self&#45;awareness, managing emotions, motivation, empathy and managing emotions and group emotional competence (total) are higher than those before the intervention. After statistical analysis with Wilcoxon test for paired samples with significance level of <i>p</i>&lt;0.05, it was found that the differences before and after intervention were statistically significant for the self&#45;consciousness subscales (<i>p</i>=0.046), management of emotions (<i>p</i>=0.028), emotions management group (<i>p</i>=0.046) and for EVBCIE in total (<i>p</i>=0.046). The differences were not statistically significant at the level of mental health and self&#45;motivation and empathy dimensions. In Portugal there are no quasi&#45;experimental comparative studies. However, in Spain, Ib&aacute;&ntilde;ez and Alzina (2006) obtained improvements in coping of teachers and consequently in the interpersonal relationship with students in the classroom. The basic psychoeducational intervention used in this study allowed the process of teacher training that aimed to improve the quality of life and health. On future, the replication of this study will be required, as well as the use of a control group to strengthen the results.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Emotional Intelligence; Teachers; Education.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>A profiss&atilde;o de professor &eacute;, por natureza, delicada e complexa e, por isso, certamente nunca existiram &eacute;pocas em que fosse f&aacute;cil exerc&ecirc;&#45;la. Num mundo em crise social e ambiental global, os professores exercem a sua profiss&atilde;o em sociedades cada vez mais abertas e cheias de desequil&iacute;brios de natureza v&aacute;ria e em escolas que, no meio de sucessivas reformas, tardam em encontrar um rumo que v&aacute; ao encontro das necessidades dos diferentes alunos e pais.</p>

	    <p>A Ordem dos Enfermeiros (2010, p. 23) definiu como uma das &aacute;reas priorit&aacute;ria de investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem a "capacita&ccedil;&atilde;o (<i>empowerment</i>) dos clientes", surgindo o contributo da psicoeduca&ccedil;&atilde;o na compet&ecirc;ncia emocional dos professores, num sentido de capacita&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Neste estudo pretendeu&#45;se avaliar o contributo da psicoeduca&ccedil;&atilde;o no perfil de Compet&ecirc;ncia Emocional dos Professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m (EBSO).</p>

	    <p>A pertin&ecirc;ncia deste trabalho reside na import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental com base na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias. Lehtinen (2008, p. 40) refere que:</p>

	    <p>"O desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, tais como o autoconhecimento, a melhoria da autoestima, um sentimento de controlo e de auto efic&aacute;cia, as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e compet&ecirc;ncias comunicacionais, a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e estilos de <i>coping</i> tem demonstrado promover a sa&uacute;de mental e ajudar as pessoas a exercer mais controlo sobre a sua vida e sobre o ambiente em que vivem".</p>

	    <p>Para trabalhar estas compet&ecirc;ncias &eacute; necess&aacute;rio compreender o comportamento humano, no seu agir e no seu sentir. Nesta perspetiva, Goleman (2006, p. 54) evidencia o conceito de Intelig&ecirc;ncia Emocional como:</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;"a capacidade de a pessoa se motivar a si mesma e persistir a despeito das frustra&ccedil;&otilde;es: de controlar os impulsos e adiar a recompensa; de regular o seu pr&oacute;prio estado de esp&iacute;rito e impedir que o desanimo subjugue a faculdade de pensar; de sentir empatia e de ter esperan&ccedil;a".</p>

	    <p>O Regulamento n&ordm; 129/2011 de 18 de fevereiro (p. 8672), refere que o enfermeiro especialista em sa&uacute;de mental "coordena, desenvolve e implementa programas de psicoeduca&ccedil;&atilde;o", sendo que esta interven&ccedil;&atilde;o visa contribuir para a capacita&ccedil;&atilde;o. Deste modo emergiu a interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o" para capacitar os professores face &agrave; compet&ecirc;ncia emocional.</p>

	    <p>Os professores assumem uma enorme responsabilidade educativa. Estrela (2010, p. 35) refere que "a compreens&atilde;o que o professor tiver da sua hist&oacute;ria de vida o poder&aacute; ajudar a lidar de forma eficaz com as incertezas e d&uacute;vidas no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o" e, consequentemente, adotar comportamentos mais adequados. Na mesma linha de pensamento surge outro conceito &#45; <i>empowerment</i> centrado nas pessoas.</p>

	    <p>Numa vertente nacional, o Plano Nacional de Sa&uacute;de Escolar, segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2006, p. 22), &eacute; mais espec&iacute;fico, referindo a execu&ccedil;&atilde;o de programas "dando prioridade a novas &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o, como as metodologias de interven&ccedil;&atilde;o activas&#45;participativas, o trabalho interpares, e a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais, pelo potencial de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal que promovem na escola".</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o" pretende ser o vetor desta capacita&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a positiva. Como educador o professor &eacute; uma figura modelo para o aluno. Veiga Branco (2005) refere que as tonalidades emocionais do professor na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica geram emo&ccedil;&otilde;es e comportamentos nos alunos, e este processo remete&#45;nos para import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o emocional.</p>

	    <p>Pensando num contexto escolar, e conjugando com a &aacute;rea da investiga&ccedil;&atilde;o, sobressai o dom&iacute;nio das compet&ecirc;ncias dos professores. Num estudo nacional com professores, Veiga Branco (2005, p. 70) refere que:</p>

	    <p>&nbsp;"H&aacute; dois factores n&atilde;o ultrapass&aacute;veis: primeiro, os cidad&atilde;os do futuro dependem das escolas do presente, e no presente as escolas dependem dos professores que t&ecirc;m (...) e por conseguinte, t&ecirc;m de ser detentores de caracter&iacute;sticas competenciais, para operacionalizar de forma eficaz, o que lhe &eacute; atribu&iacute;do: a educa&ccedil;&atilde;o".</p>

	    <p>Articulando os referenciais legais e concetuais capacitar professores, na sua dimens&atilde;o emocional, &eacute; pertinente, sendo tamb&eacute;m uma necessidade sentida pelos professores, tal como corrobora Estrela (2010, p. 53) referindo que "os professores sabem que h&aacute; necessidade de autorregularem as suas emo&ccedil;&otilde;es, de forma a evitarem o descontrolo emocional que pode ter reflexos negativos na sua a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica".</p>

	    <p>A Compet&ecirc;ncia Emocional deriva do conceito "Intelig&ecirc;ncia Emocional" muito estudado por Goleman (2006, p. 65), que salienta cinco dom&iacute;nios:</p>

	    <p>"Autoconsci&ecirc;ncia &#150; conhecer as nossas pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es, reconhecer um sentimento enquanto ele est&aacute; a acontecer &#150; &eacute; a pedra base da intelig&ecirc;ncia emocional, crucial a introspec&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e o autoconhecimento.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gerir as emo&ccedil;&otilde;es &#150; lidar com as sensa&ccedil;&otilde;es de modo apropriado &eacute; uma capacidade que nasce do autoconhecimento.</p>

	    <p>Motivarmo&#45;nos a n&oacute;s mesmos &#150; mobilizar as emo&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o de um objetivo &eacute; essencial para concentrar a aten&ccedil;&atilde;o, para a compet&ecirc;ncia e para a criatividade. O autocontrolo emocional &#150; adiar a recompensa e dominar a impulsividade &#150; est&aacute; subjacente a todo o tipo de realiza&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Reconhecer as emo&ccedil;&otilde;es dos outros &#150; a empatia, outra capacidade que nasce da autoconsci&ecirc;ncia, &eacute; a mais fundamental das aptid&otilde;es pessoais.</p>

	    <p>Gerir relacionamentos &#150; a arte de nos relacionarmos &eacute;, em grande medida, a aptid&atilde;o para gerir as emo&ccedil;&otilde;es dos outros. Est&atilde;o na base da lideran&ccedil;a e efic&aacute;cia interpessoal".</p>

	    <p>Goleman (2006, p. 66) distingue a autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e automotiva&ccedil;&atilde;o,classificando&#45;as como compet&ecirc;ncias pessoais (intrapessoais), pois "determinam a forma como nos gerimos a n&oacute;s pr&oacute;prios", e a empatia e gest&atilde;o de relacionamentos como compet&ecirc;ncias sociais (interpessoais), pois "determinam a forma como lidamos com as rela&ccedil;&otilde;es".</p>

	    <p>A psicoeduca&ccedil;&atilde;o tem sido uma interven&ccedil;&atilde;o dinamizada na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, contudo, direcionada para a doen&ccedil;a mental (perturba&ccedil;&atilde;o bipolar e esquizofrenia), como referem Gon&ccedil;alves&#45;Pereira, Xavier, Neves, Barahona&#45;Correa e Fadden (2006). Os mesmos autores abordam o conceito como um conjunto de abordagens para capacitar o indiv&iacute;duo/fam&iacute;lia para melhor lidar com os problemas, perspetivando uma melhoria nos seus comportamentos futuros. Katsuki <i>et al</i>. (2011) reconhecem a psicoeduca&ccedil;&atilde;o como um recurso importante e eficaz na capacita&ccedil;&atilde;o da pessoa.</p>

	    <p>Embora sejam escassos os estudos portugueses na &aacute;rea da Compet&ecirc;ncia Emocional/Intelig&ecirc;ncia Emocional, Veiga Branco, em 1999, cria a Escala Veiga Branco das Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional em Professores (EVBCIE) (N=250). A mesma autora em 2005 replicou o estudo noutro grupo de professores (N= 464), onde revalidou a escala, onde considerou que dever&atilde;o ser replicados no futuro outros estudos que visem o contexto dos professores, compreendendo os diversos n&iacute;veis do sistema educativo, desenvolvendo capacidades no sentido de uma melhor gest&atilde;o da profiss&atilde;o "professor".</p>

	    <p>Dada a pertin&ecirc;ncia desta escala, ela tem sido utilizada em outras &aacute;reas profissionais. Vilela, em 2006, validou&#45;a em enfermeiros. Em Espanha existem v&aacute;rios estudos sobre a educa&ccedil;&atilde;o emocional em contexto escolar (Ib&aacute;&ntilde;ez y Alzina, 2006; Pena e Repetto, 2008; P&eacute;rez&#45;Gonz&aacute;lez, 2008). Ao n&iacute;vel concetual, para al&eacute;m do modelo de Goleman, de 1995, Alzina (2003) e Seal e Andrews&#45;Brown (2010) revelam novas abordagens da intelig&ecirc;ncia emocional.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo classifica&#45;se como <i>quasi</i>&#45;experimental do tipo pr&eacute;&#45;teste p&oacute;s&#45;teste sem grupo de controlo (Fortin, 2003), dado que se pretende conhecer a influ&ecirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o (neste caso, psicoeduca&ccedil;&atilde;o em grupo) sobre a vari&aacute;vel em estudo.</p>

	    <p>O estudo foi constitu&iacute;do por dois tempos intercalados pela interven&ccedil;&atilde;o. No primeiro tempo efetuou&#45;se a avalia&ccedil;&atilde;o inicial das compet&ecirc;ncias emocionais em professores. Posteriormente, ocorreu a interven&ccedil;&atilde;o que assentou na psicoeduca&ccedil;&atilde;o contribuindo para o aumento dessas mesmas compet&ecirc;ncias. O segundo tempo baseou&#45;se numa nova avalia&ccedil;&atilde;o, de forma a verificar se a interven&ccedil;&atilde;o foi adequada e se existiram benef&iacute;cios para os professores. O quadro 1 sintetiza os objetivos principais de cada sess&atilde;o, com base na psicoeduca&ccedil;&atilde;o sobre intelig&ecirc;ncia emocional.&nbsp;</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 1 &#150; Estrutura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es de psicoeduca&ccedil;&atilde;o da Intelig&ecirc;ncia Emocional aos professores</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Com a elabora&ccedil;&atilde;o deste estudo pretendeu&#45;se avaliar o impacto da psicoeduca&ccedil;&atilde;o no perfil de Compet&ecirc;ncia Emocional em Professores. A interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o" consistiu em oito sess&otilde;es de 90 minutos cada, utilizando t&eacute;cnicas psicoterap&ecirc;uticas, psicodram&aacute;ticas e cognitivo&#45;comportamentais, com semelhan&ccedil;as com outros programas, tal como referem Pibernik&#45;Okanovic&#8242;, Adjukovic&#8242;, Lovrencic&#8242; e Hermanns (2011), que elaboraram uma interven&ccedil;&atilde;o baseada de psicoeduca&ccedil;&atilde;o com as seguintes carater&iacute;sticas: seis sess&otilde;es com intervalos semanais, com dura&ccedil;&atilde;o entre 60&#45;90 minutos, constitu&iacute;das por quatro a seis elementos; aplica&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas cognitivo&#45;comportamentais com enfoque nos problemas relacionados com a tem&aacute;tica a tratar; utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas promotoras de <i>coping</i> sendo pr&aacute;tica em todas as sess&otilde;es enviar trabalho para casa (TPC).</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o de psicoeduca&ccedil;&atilde;o estruturada tenta dar ao professor princ&iacute;pios e t&eacute;cnicas que lhe permitem compreender e intervir eficazmente no processo ensino&#45;aprendizagem, capacitando&#45;o nestes diferentes dom&iacute;nios da Compet&ecirc;ncia Emocional, levando a um funcionamento mais eficaz da din&acirc;mica escolar, tal como refere Fern&aacute;ndez&#45;Berrocal e Extremera (2002): "a capacidade do professor para captar, entender e controlar emo&ccedil;&otilde;es dos seus alunos &eacute; o melhor &iacute;ndice de equil&iacute;brio emocional da sua classe".</p>

	    <p>Identificam&#45;se como objetivos:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caracterizar social e demograficamente os professores em estudo (N=6) da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental dos professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o psicoeduca&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar o perfil de compet&ecirc;ncia emocional dos professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o";</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o de psicoeduca&ccedil;&atilde;o no perfil da compet&ecirc;ncia emocional dos professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m.</p>

	    <p>Desta forma, com a elabora&ccedil;&atilde;o do quadro de refer&ecirc;ncias do presente estudo, foram elaboradas as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual &eacute; o impacto da interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o" na compet&ecirc;ncia emocional nos Professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m (N=6)?</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual &eacute; o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental dos professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o"?</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp; Qual &eacute; o perfil de compet&ecirc;ncia emocional dos professores da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o "psicoeduca&ccedil;&atilde;o"?</p>

	    <p>Assim, de acordo com o construto, foi definida a seguinte hip&oacute;tese:</p>

	    <p>H1 &#45; Existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental e o perfil da compet&ecirc;ncia emocional dos professores, antes e depois da psicoeduca&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Participantes</b></p>

	    <p>A popula&ccedil;&atilde;o deste estudo abrangeu os professores que lecionavam na EBSO no ano letivo 2010/2011. A amostra &eacute; intencional e compreendeu os professores interessados em participar no estudo. Para Maroco (2007, p. 31), neste tipo de amostra "os elementos s&atilde;o selecionados pela sua conveni&ecirc;ncia, por voluntariado".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>O instrumento utilizado foi um question&aacute;rio de quest&otilde;es fechadas (na sua grande maioria), constitu&iacute;do por duas partes, a primeira para colheita de dados sociodemogr&aacute;ficos dos professores em estudo, e a segunda inclui a escala MHI&#45;5, validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Pais Ribeiro (2001), e a Escala Veiga Branco das Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional (EVBCIE), constru&iacute;da e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Veiga Branco (2005).</p>

	    <p>O n&iacute;vel de sa&uacute;de mental da amostra foi avaliado pela escala Mental Health Inventory&#45;5 (MHI&#45;5) (Pais Ribeiro, 2001), destinada a caraterizar a mesma. Pais Ribeiro (2001, p. 86) refere que a escala &eacute; um "teste de rastreio &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental". &Eacute; uma escala constitu&iacute;da por 5 itens em que 3 itens t&ecirc;m cota&ccedil;&atilde;o invertida (quest&otilde;es n&ordm; 1, 3 e 4 que correspondem aos itens 17, 19 e 27 da escala MHI com 38 itens). Os resultados s&atilde;o constitu&iacute;dos pela soma dos valores brutos de cada item. Os itens s&atilde;o pontuados de 1 a 6, traduzindo&#45;se o resultado de 5 a 30. O resultado obtido tem que ser transformado segunda a f&oacute;rmula ((MHI5)&#45;5)x(100/25), obtendo valores entre 0 de 100, sendo o ponto de coorte 52.&nbsp;</p>

	    <p>A EVBCIE foi constru&iacute;da e utilizada para avaliar a Compet&ecirc;ncia Emocional dos professores, com um conjunto de 85 itens divididos por cinco subescalas. Cada uma destas subescalas representa uma das cinco Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional, segundo o modelo te&oacute;rico de Goleman, de 1995. Cada dom&iacute;nio (subescala) compreende v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es num total de 18. A cada um dos itens ou afirma&ccedil;&otilde;es corresponde a escala temporal, tipo <i>Likert</i>, de 1 a 7, sendo que 1 corresponde a nunca, 2 a raramente, 3 a pouco frequente, 4 a por norma, 5 a frequentemente, 6 a muito frequente e 7 corresponde a sempre. Os respondentes t&ecirc;m ainda a oportunidade de responder em cada conjunto de express&otilde;es a uma quest&atilde;o aberta, no item Outra. Os <i>scores</i> para cada item variam de 1 a 7. O quadro 2 aborda a carateriza&ccedil;&atilde;o da escala.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 2 &#45; Carater&iacute;sticas da Escala Veiga Branco das Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q2.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Segundo Veiga Branco (2005, p. 219), o instrumento inclui "as cinco categorias de contextos, perfeitamente diferentes entre si, onde aparecem situa&ccedil;&otilde;es hipot&eacute;ticas, com o objectivo de induzir o sujeito respondente a identificar&#45;se com elas. A cada uma das situa&ccedil;&otilde;es correspondem um ou mais conjuntos de express&otilde;es, e a cada uma destas express&otilde;es corresponde a escala de frequ&ecirc;ncia temporal. Tem como objectivo identificar a frequ&ecirc;ncia com que os comportamentos e as atitudes expressos, s&atilde;o vivenciados pelos respondentes".</p>

	    <p>Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o realiza&#45;se o "2&ordm; tempo", com a avalia&ccedil;&atilde;o das Compet&ecirc;ncias Emocionais em Professores e comparando os dados com os resultados do "1&ordm; tempo", a fim de verificar se as estrat&eacute;gias utilizadas da psicoeduca&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;ram para a melhoria dos dom&iacute;nios da Compet&ecirc;ncia Emocional dos Professores.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>A operacionaliza&ccedil;&atilde;o do estudo teve em conta os procedimentos formais e &eacute;ticos. Assim, nos procedimentos formais, primeiro foi efetuado o contacto com o Centro de Sa&uacute;de de Our&eacute;m &#150; UCC a fim de verificar a pertin&ecirc;ncia do estudo, pois &eacute; esta unidade funcional que articula com a Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Our&eacute;m (EBSO), o que mereceu resposta positiva.</p>

	    <p>Posteriormente, efetuou&#45;se o pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o, via <i>e&#45;mail</i>, para utiliza&ccedil;&atilde;o da Escala Veiga Branco das Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional &agrave; Doutora Maria Augusta Veiga Branco, tendo sido de imediato concedido. Ao n&iacute;vel da EBSO, foi solicitado e posteriormente concedido o pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo e interven&ccedil;&atilde;o nos professores da referida escola. Foi solicitada e concedida autoriza&ccedil;&atilde;o, via <i>e&#45;mail</i>, para a utiliza&ccedil;&atilde;o da escala MHI&#45;5 ao Doutor Jos&eacute; Lu&iacute;s Pais Ribeiro.</p>

	    <p>Foi explicado todo o processo do estudo aos professores, de modo a que, de livre vontade, pudessem escolher participar ou n&atilde;o, tendo sempre em conta os direitos e responsabilidades m&uacute;tuas, com vista a assegurar o consentimento informado. A confidencialidade de todos os dados dentro do grupo &eacute; outro dos aspetos a respeitar. Os instrumentos a preencher pelos participantes eram an&oacute;nimos.</p>

	    <p>No in&iacute;cio do estudo foi solicitado o consentimento informado para os professores da amostra. A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi efetuada em mar&ccedil;o de 2011 e maio de 2011, tendo a interven&ccedil;&atilde;o decorrido de mar&ccedil;o de 2011 a maio 2011.</p>

	    <p>Os dados estat&iacute;sticos foram processados no programa <i>PASW Statistics 18</i>, licenciado para o Instituto Polit&eacute;cnico de Leiria. Na an&aacute;lise dos dados recorreu&#45;se a diferentes procedimentos estat&iacute;sticos, nomeadamente &agrave; estat&iacute;stica descritiva, utilizando as frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas, medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia, mediana e moda), medidas de dispers&atilde;o (desvio&#45;padr&atilde;o e amplitude de varia&ccedil;&atilde;o).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dada a dimens&atilde;o da amostra e o tipo de estudo recorreu&#45;se a an&aacute;lise inferencial atrav&eacute;s de um teste n&atilde;o param&eacute;trico para amostras emparelhadas. Deste modo o Teste de Wilcoxon revelou&#45;se o mais adequado (Maroco, 2007).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>A amostra dos professores em estudo (N=6) carateriza&#45;se por ser uma amostra maioritariamente feminina (2 homens, 4 mulheres), com uma m&eacute;dia de idades de 49 anos (m&iacute;nimo de 34 e m&aacute;ximo de 59 anos). Cinco dos professores t&ecirc;m o grau acad&eacute;mico de licenciatura e de mestrado, com uma m&eacute;dia de 21 anos de doc&ecirc;ncia e com um desvio&#45;padr&atilde;o de 9.85 (m&iacute;nimo de 10 e m&aacute;ximo de 33 anos). A maioria leciona ao n&iacute;vel do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e do ensino secund&aacute;rio (4) e os restantes s&oacute; ao n&iacute;vel do secund&aacute;rio (2). Na escola onde foi realizado o estudo (EBSO), o tempo m&eacute;dio de doc&ecirc;ncia foi de 13 anos para um desvio&#45;padr&atilde;o de 11.98 (m&iacute;nimo de 2 e m&aacute;ximo de 28 anos).</p>

	    <p>Face ao n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, os professores (N=6), antes da interven&ccedil;&atilde;o, apresentavam uma m&eacute;dia de 56.67 (DP=17.04), representando um valor indicativo de boa sa&uacute;de mental, verificando&#45;se um valor m&iacute;nimo de 28 e um valor m&aacute;ximo de 80. Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, os professores (N=6) apresentavam uma m&eacute;dia de 61.33 (DP=10.93) mantendo valores indicativos de boa sa&uacute;de mental, contudo o valor m&iacute;nimo aumentou para 44 e o valor m&aacute;ximo diminuiu para 76, tal como sugere o quadro 3.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 3 &#45; Compara&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de sa&uacute;de mental antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Verificou&#45;se que o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, a autoconsci&ecirc;ncia, a gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, a automotiva&ccedil;&atilde;o, a empatia, a gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo e a compet&ecirc;ncia emocional (total) apresentaram valores m&eacute;dios melhores depois da interven&ccedil;&atilde;o. Os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos de ambas as dimens&otilde;es em estudo, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do valor m&aacute;ximo da empatia depois, tamb&eacute;m apresentaram valores melhores depois da interven&ccedil;&atilde;o. No global dos valores apresentados verifica&#45;se uma melhoria ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, tal como se observa no quadro 4.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 4 &#150; Compara&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q4.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>De modo a ilustrar melhor os resultados apresentados no quadro anterior optou&#45;se por elaborar um gr&aacute;fico comparativo das m&eacute;dias antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o face &agrave;s diferentes dimens&otilde;es em estudo: autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo. Inclui&#45;se tamb&eacute;m a compet&ecirc;ncia emocional no seu total, bem como o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, tal como se pode observar no gr&aacute;fico 1.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>GR&Aacute;FICO 1 &#150;</b> <b>Compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias da autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo e o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03g1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>A n&iacute;vel nacional n&atilde;o existem estudos comparativos com a mesma metodologia. Veiga Branco aplicou a escala em dois estudos, contudo, num s&oacute; momento de avalia&ccedil;&atilde;o. Vilela (2006) adapta a EVBCIE a enfermeiros, mas com aplica&ccedil;&atilde;o da escala num &uacute;nico momento.&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para verifica&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese foi realizado o teste estat&iacute;stico de Wilcoxon para amostras emparelhadas. Relativamente ao n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, apesar da amostra apresentar melhores resultados ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, sugerindo uma melhoria da sa&uacute;de mental dos professores, segundo o teste estat&iacute;stico de Wilcoxon a diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; estatisticamente significativa (<i>Z</i>=&#45;0.527; <i>p</i>&gt;0.05). Verificaram&#45;se tamb&eacute;m tr&ecirc;s ordens positivas e tr&ecirc;s ordens negativas, tal como se verifica no quadro 5.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 5 &#45; Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do Teste Wilcoxon para o n&iacute;vel de sa&uacute;de mental</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q5.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Avaliando as diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o (no 1&ordm; e 2&ordm; tempo), para <i>p</i>&lt;0.05, face &agrave;s cinco subescalas da EVBCIE, verificou&#45;se que ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para as dimens&otilde;es autoconsci&ecirc;ncia (<i>Z</i>=&#45;1.992; <i>p</i>&#8804;0.05), gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es (<i>Z</i>=&#45;2.201; <i>p</i>&#8804;0.05) e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo (<i>Z</i>=&#45;1.997; <i>p</i>&#8804;0.05). Nas dimens&otilde;es automotiva&ccedil;&atilde;o (<i>Z</i>=&#45;1.363; <i>p</i>&gt;0.05) e empatia (<i>Z</i>=&#45;1.577; <i>p</i>&gt;0.05) verifica&#45;se que, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, as diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas. Deste modo, rejeita&#45;se a hip&oacute;tese nula para as dimens&otilde;es (subescalas) autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo. Verifica&#45;se a hip&oacute;tese nula para as dimens&otilde;es (subescalas) automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia.</p>

	    <p>Numa an&aacute;lise global dos resultados para o perfil de compet&ecirc;ncia emocional, verifica&#45;se que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na compet&ecirc;ncia emocional antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o (<i>Z</i>=&#45;1.992; <i>p</i>&#8804;0.05). Atrav&eacute;s do teste estat&iacute;stico de Wilcoxon verifica&#45;se que n&atilde;o existiram empates de ordem em qualquer das subescalas. Verifica&#45;se o melhor resultado para a gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, seguida da autoconsci&ecirc;ncia e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo, o que corrobora com as hip&oacute;teses verificadas. O quadro 6 aborda os resultados descritos da aplica&ccedil;&atilde;o do teste de Wilcoxon.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>QUADRO 6 &#45;</b> <b>Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do Teste de Wilcoxon para o perfil de compet&ecirc;ncia emocional</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a03q6.jpg"></p>

	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>Os resultados obtidos sugerem que a interven&ccedil;&atilde;o foi promotora de capacita&ccedil;&atilde;o dos professores, originando uma mudan&ccedil;a comportamental face &agrave; sua compet&ecirc;ncia emocional. A an&aacute;lise dos empates de ordem sugere que os professores melhoraram a sua compet&ecirc;ncia emocional, mas sobretudo na dimens&atilde;o autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>Analisando a interven&ccedil;&atilde;o realizada e os resultados obtidos, verifica&#45;se que as dimens&otilde;es autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo foram trabalhadas em duas sess&otilde;es para cada dimens&atilde;o. As dimens&otilde;es automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia, foram trabalhadas em apenas uma sess&atilde;o para cada. &Eacute; de valorizar o tempo despendido na abordagem de cada dimens&atilde;o. Numa pr&oacute;xima replica&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; pertinente aumentar o tempo dedicado &agrave;s dimens&otilde;es automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia.</p>

	    <p>Verifica&#45;se que os valores das m&eacute;dias, valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos melhoraram ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, com exce&ccedil;&atilde;o da empatia no 2&ordm; tempo, dado que confrontado com os resultados anteriormente descritos corroboram com o evidenciado.</p>

	    <p>Face &agrave; educa&ccedil;&atilde;o emocional, Alzina (2003) aborda a emo&ccedil;&atilde;o sobre tr&ecirc;s estados: neurofisiol&oacute;gico, cognitivo e comportamental. Dam&aacute;sio (2000) centra&#45;se numa abordagem neurofisiol&oacute;gica da emo&ccedil;&atilde;o. De uma forma mais global Seal e Andrews&#45;Brown (2010) abordam um modelo integrador da Intelig&ecirc;ncia Emocional, fazendo uma abordagem que incide em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: as capacidades inatas do indiv&iacute;duo (<i>emotional habilities</i>), os tra&ccedil;os emocionais (<i>emotional traits</i>) e os comportamentos aprendidos (<i>emotional competence</i>), no sentido de potenciar o indiv&iacute;duo a regular as suas emo&ccedil;&otilde;es e as dos outros.</p>

	    <p>Integrando os conceitos anteriores torna&#45;se importante, na interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa, fazer uma abordagem mais aprofundada &agrave;s capacidades do indiv&iacute;duo e aos seus tra&ccedil;os emocionais, que se revelam nos seus comportamentos, promovendo assim uma maior capacita&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo na sua compet&ecirc;ncia emocional.</p>

	    <p>Ao n&iacute;vel nacional n&atilde;o existem estudos publicados com a metodologia <i>quasi</i>&#45;experimental sobre intelig&ecirc;ncia emocional em professores. Contudo, em Espanha Ib&aacute;&ntilde;ez e Alzina (2006), num estudo <i>quasi</i>&#45;experimental, avaliam quantitativa e qualitativamente um programa de educa&ccedil;&atilde;o emocional denominado <i>Programa Educativo de Conciencia Emocional, Regulaci&oacute;n y</i> <i>Afrontamiento</i> (PECERA). Verificou que os professores em estudo do grupo experimental, face ao grupo de controlo, melhoraram a dimens&atilde;o de <i>coping</i>, melhorando as suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com os alunos, capacitando&#45;os a lidar com situa&ccedil;&otilde;es de ira e frustra&ccedil;&atilde;o dos alunos, a diminuir a tens&atilde;o nas aulas e a promover a confian&ccedil;a dos alunos. Concluiu que o programa de educa&ccedil;&atilde;o emocional adotado produziu ganhos nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais dos professores com os alunos.</p>

	    <p>Por sua vez, P&eacute;rez&#45;Gonz&aacute;lez (2008) lan&ccedil;a uma proposta de avalia&ccedil;&atilde;o dos programas de educa&ccedil;&atilde;o emocional na escola, concluindo que os programas t&ecirc;m que ter uma base s&oacute;lida num modelo concetual da intelig&ecirc;ncia emocional. O mesmo autor salienta a necessidade de abordar a Intelig&ecirc;ncia Emocional como capacidade e carater&iacute;stica, fator igualmente salientado pelos autores Pena e Repetto (2008), referindo que na constru&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o emocional a intelig&ecirc;ncia emocional deve ser abordada como carater&iacute;stica e habilidade.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face a estes resultados, o presente estudo prima por um programa de psicoeduca&ccedil;&atilde;o baseado no modelo de Goleman, de 1995 (2006), que foi avaliado por uma escala com a mesma base de constru&ccedil;&atilde;o, validada e constru&iacute;da para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (professores), pelo que sobressai a congru&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa com o instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o, sugerindo ter sido favorecedor dos resultados alcan&ccedil;ados.</p>

	    <p>Outra sugest&atilde;o pertinente num estudo futuro &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um grupo de controlo, podendo tornar as conclus&otilde;es mais consistentes. Numa outra linha, parece vantajoso aumentar a dimens&atilde;o da amostra para este tipo de estudo. Contudo, em consequ&ecirc;ncia das din&acirc;micas usadas, n&atilde;o &eacute; aconselh&aacute;vel um grupo superior a 10 a 12 pessoas, segundo Guerra e Lima (2005).</p>

	    <p>Na globalidade houve capacita&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos face &agrave; autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo, independentemente do n&iacute;vel de sa&uacute;de mental.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>Os professores em estudo apresentaram melhores valores m&eacute;dios ao n&iacute;vel da sa&uacute;de mental, bem como em todas as dimens&otilde;es (autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, automotiva&ccedil;&atilde;o, empatia e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo), e compet&ecirc;ncia emocional na sua totalidade da EVBCIE ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa.</p>

	    <p>Destacam&#45;se as diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas dimens&otilde;es autoconsci&ecirc;ncia, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em grupo, tal como na compet&ecirc;ncia emocional na sua totalidade, antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o. O n&iacute;vel de sa&uacute;de mental, a automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia foram dimens&otilde;es que apresentaram melhorias das m&eacute;dias ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, contudo, a diferen&ccedil;a estat&iacute;stica n&atilde;o foi significativa. Estas compet&ecirc;ncias foram apenas abordados numa &uacute;nica sess&atilde;o, o que poder&aacute; ter contribu&iacute;do para este resultado.</p>

	    <p>Os resultados obtidos atendendo &agrave; amostra de professores n&atilde;o permite a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados para toda a popula&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, os dados obtidos d&atilde;o ind&iacute;cios de qual o caminho a seguir em futuros estudos com a mesma metodologia.</p>

	    <p>O presente estudo apresenta como fragilidades o tamanho da amostra, a inexist&ecirc;ncia de um grupo de controlo e a dura&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o. Apesar da utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de divulga&ccedil;&atilde;o adequadas (cartazes, panfletos, contato pessoal e reuni&otilde;es de professores) a ades&atilde;o foi baixa, sendo os motivos apresentados pelos professores o excesso de atividades, forma&ccedil;&atilde;o sem credita&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o estar contemplada no programa anual de forma&ccedil;&atilde;o. Perante esta realidade sugere&#45;se, no futuro, a inclus&atilde;o destas sess&otilde;es no plano anual de forma&ccedil;&atilde;o do estabelecimento de ensino e, se poss&iacute;vel, com a credita&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise realizada torna&#45;se pertinente a reformula&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o da psicoeduca&ccedil;&atilde;o, ou seja, aumentar o n&uacute;mero de sess&otilde;es e prolong&aacute;&#45;las por um per&iacute;odo de tempo correspondente a um per&iacute;odo letivo. Ser&aacute; como que criar um "clube de intelig&ecirc;ncia emocional", numa primeira fase envolvendo os professores e depois, consoante os resultados, porque n&atilde;o avan&ccedil;ar para os alunos, outros profissionais ligados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e pais? Afinal, estes s&atilde;o todos os intervenientes no processo educativo. Na abordagem psicoeducativa as t&eacute;cnicas a utilizar devem ser proativas e adaptadas ao grupo alvo, por forma a que todos os participantes criem identidade com o "clube de intelig&ecirc;ncia emocional".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A metodologia seguida neste estudo, investiga&ccedil;&atilde;o&#45;a&ccedil;&atilde;o com base numa interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa, revelou&#45;se uma boa estrat&eacute;gia de a&ccedil;&atilde;o, tendo promovido a capacita&ccedil;&atilde;o dos professores no &acirc;mbito da compet&ecirc;ncia emocional. Deste modo, faz sentido replicar o estudo envolvendo a mesma metodologia. &Eacute; pertinente, em estudos futuros, reformular o conte&uacute;do face &agrave; automotiva&ccedil;&atilde;o e empatia, integrando conceitos mais recentes da intelig&ecirc;ncia emocional, abordando o conceito como capacidade inata, tra&ccedil;o pessoal e comportamento aprendido.</p>

	    <p>Posteriormente h&aacute; que pensar no impacto da capacita&ccedil;&atilde;o dos professores face &agrave; compet&ecirc;ncia emocional no comportamento dos alunos, tal como Estrela (2010, p. 21) refere: "assiste&#45;se a uma viragem da investiga&ccedil;&atilde;o (...) passando a considerar a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis do comportamento do professor em sala de aula e o rendimento ou comportamento dos alunos". Nesta linha de pensamento parece pertinente a introdu&ccedil;&atilde;o de uma componente qualitativa num estudo futuro, tentando apurar as perce&ccedil;&otilde;es dos professores face aos seus resultados em sala de aula.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Alzina, R. B. (2003). Educaci&oacute;n Emocional y competencias b&aacute;sicas para la vida<i>. Revista de Investigaci&oacute;n Educativa, 21</i> (1), 7&#45;43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1647-2160201200020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Dam&aacute;sio, A. (2000). <i>Sentimento de si &#150; o corpo, a emo&ccedil;&atilde;o e a neurobiologia da consci&ecirc;ncia</i>. Lisboa: Europa&#45;Am&eacute;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1647-2160201200020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Estrela, M. T. (2010). <i>Profiss&atilde;o docente &#45; dimens&otilde;es afectivas e &eacute;ticas</i><b>.</b> Porto: Areal Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1647-2160201200020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez&#45;Berrocal, P., &amp; Extremera, N. (2002). La intelig&ecirc;ncia emocional como una habilidade essencial en la escuela. <i>Revista Iberoamericana de Educaci&oacute;n</i>, (29), 1&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1647-2160201200020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Fortin, M. F. (2003). <i>O processo de investiga&ccedil;&atilde;o &#150; da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o</i> (3&ordf; ed.). Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1647-2160201200020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Goleman, D. (2006). <i>Intelig&ecirc;ncia emocional</i><b>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1647-2160201200020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b> Espanha: Sic Idea y Creaci&oacute;n Editorial.</p>

	    <!-- ref --><p>Guerra, M., &amp; Lima, L. (2005). <i>Interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupos em contextos de sa&uacute;de</i> <b>(</b>1&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1647-2160201200020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Ib&aacute;&ntilde;ez, M. M., &amp; Alzina, R. B. (2006). Evaluaci&oacute;n de un programa de educaci&oacute;n emocional para la prevenci&oacute;n del estr&eacute;s psicosocial en el contexto del aula. <i>Revista Ansiedad e Estr&eacute;s, 12</i>(2&#45;3), 401&#45;412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1647-2160201200020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Katsuki, F., Takeuchi, H., Konishi, M., Sasaki, M., Murase, Y., Naito, A., Toyoda, H., Susuki, M., Shiraishi, N., Kubota, Y., Yoshimatsu, Y., &amp; Furukawa, T. A. (2011). <i>Pre&#45;post changes in psycosocial functioning among relatives of patients with depressive disorders after Brief Multifamily Psychoeducation: A pilot study</i>. <i>BMC Psychiatry, 11</i>(56), 1&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1647-2160201200020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Lehtinen, V. (Coord.) (2008). <i>Building up good mental health: Guidelines based on existing knowledge</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1647-2160201200020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Finl&acirc;ndia: Stakes.</p>

	    <!-- ref --><p>Maroco, J. (2007). <i>An&aacute;lise Estat&iacute;stic</i><i>a</i><i>: com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i> (3&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1647-2160201200020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2006). <i>Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar.</i> Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o&#45;Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1647-2160201200020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>

	    <!-- ref --><p>Ordem dos Enfermeiros (2010). <i>&Aacute;reas Priorit&aacute;rias para Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e Relat&oacute;rio Bienal</i>. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1647-2160201200020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pais Ribeiro, J. L. (2001). Mental Health Inventory: um estudo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>Psicologia, sa&uacute;de &amp; doen&ccedil;a, 2</i>(1), 77&#45;79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1647-2160201200020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pena, M., &amp; Reppeto, E. (2008). The state of research on Emotional Intelligence in Spain. <i>Electronic Journal of research in Education and Psychology, 15</i>(6), 400&#45;420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1647-2160201200020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>P&eacute;rez&#45;Gonz&aacute;lez, J. C. (2008). Propuesta para la evaluaci&oacute;n de programas de educaci&oacute;n socioemocional. <i>Revista eletr&oacute;nica de Investigaci&oacute;n Psicoeducativa, 6</i>(2), 523&#45;546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1647-2160201200020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pibernik&#45;Okanovic&#8242;, M., Adjukovic&#8242;, D., Lovrencic&#8242;, M., &amp; Hermanns, N. (2011). Does treatment of subsyndromal depression improve depression and diabetes related outcomes: protocol for a randomized controlled comparison of psycho&#45;education, physical exercise and treatment as usual<i>.</i> <i>Trials Journal, 12</i>(17), 1&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1647-2160201200020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Seal, C. R., &amp; Andrews&#45;Brown, A. (2010). An integrative model of emotional intelligence: emotional ability as a moderator of the mediated relationship of emotional quotient and emotional competence. <i>Organization Management Journal</i>, (7), 143&#45;152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1647-2160201200020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Veiga Branco, M. A. R. (2005). <i>Compet&ecirc;ncia emocional em professores, um estudo em discursos do campo educativo.</i> Tese de Doutoramento, Universidade do Porto,Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1647-2160201200020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Vilela, A. C. L. (2006). <i>Capacidades da Intelig&ecirc;ncia Emocional em enfermeiros: valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medida</i>. Tese de Mestrado, Universidade de Aveiro, Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1647-2160201200020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 09.07.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.10.2012</p>
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