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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The domestic violence is considered by the World Health Organization (2002) a public health problem, with disastrous repercussions for the physical and mental health of the victim, and something that hampers the performance of the full family, social and labor. In this point of view the present investigation aimed to characterize the victims of domestic violence and describe the dimensions of personality in this population. For this, we performed a cross-sectional and descriptive study. The sample was selected through a kind of non-probability sample having been obtained by convenience consisting of 37 victims of domestic violence. To achieve the intended goals was applied a research protocol that consists on a sociodemographic questionnaire and the NEO-FFI-20 (Bertoquini e Pais-Ribeiro, 2006). The results show that victims of domestic violence are female, between 20 and 69 and unemployed, but not economically dependent on the abuser. The most practiced types of violence are: psychological and physical violence. The personality dimensions that characterize victims of domestic violence are conscientiousness and neuroticism.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>A Personalidade das V&iacute;timas de Viol&ecirc;ncia Conjugal</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Marisa Pinto*; Ana Margarida Varela**; Ant&oacute;nio Vinhal***</b></p>

	    <p>*Psic&oacute;loga Estagi&aacute;ria para a OPP, Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, <a href="mailto:marisapintopsi@gmail.com">marisapintopsi@gmail.com</a></p>

	    <p>**Professora Assistente do Curso de Psicologia, Instituto Piaget/ISEIT/Viseu, <a href="mailto:margaridavarela@gmail.com">margaridavarela@gmail.com</a></p>

	    <p>***Professor Auxiliar do Curso de Psicologia, Instituto Piaget, ISEIT/Viseu, <a href="mailto:antoniovinhal@hotmail.com">antoniovinhal@hotmail.com</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>A viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; considerada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2002) um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, com nefastas repercuss&otilde;es ao n&iacute;vel da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental da v&iacute;tima, dificultadoras do pleno desempenho familiar, social e laboral. Neste sentido a presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivos: caracterizar as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal e descrever as dimens&otilde;es da personalidade desta popula&ccedil;&atilde;o. Para tal, realizou&#45;se um estudo transversal e descritivo.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra foi selecionada atrav&eacute;s de um tipo de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica obtida por conveni&ecirc;ncia tendo ficado constitu&iacute;da por 37 v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal.</p>

	    <p>Para se alcan&ccedil;ar os objetivos pretendidos foi aplicado um protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o composto por um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e o NEO&#45;FFI&#45;20 (Bertoquini e Pais&#45;Ribeiro, 2006).</p>

	    <p>Os resultados obtidos revelam que as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal s&atilde;o do sexo feminino, t&ecirc;m entre 20 e 69 anos e encontram&#45;se desempregadas, embora n&atilde;o dependam economicamente do agressor. Relativamente aos tipos de viol&ecirc;ncia os mais praticados s&atilde;o a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e f&iacute;sica. As dimens&otilde;es de personalidade que caracterizam as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal s&atilde;o a conscienciosidade e o neuroticismo.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> viol&ecirc;ncia conjugal; v&iacute;timas; personalidade.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>The domestic violence is considered by the World Health Organization (2002) a public health problem, with disastrous repercussions for the physical and mental health of the victim, and something that hampers the performance of the full family, social and labor. In this point of view the present investigation aimed to characterize the victims of domestic violence and describe the dimensions of personality in this population. For this, we performed a cross&#45;sectional and descriptive study.</p>

	    <p>The sample was selected through a kind of non&#45;probability sample having been obtained by convenience consisting of 37 victims of domestic violence.</p>

	    <p>To achieve the intended goals was applied a research protocol that consists on a sociodemographic questionnaire and the NEO&#45;FFI&#45;20 (Bertoquini e Pais&#45;Ribeiro, 2006).</p>

	    <p>The results show that victims of domestic violence are female, between 20 and 69 and unemployed, but not economically dependent on the abuser. The most practiced types of violence are: psychological and physical violence. The personality dimensions that characterize victims of domestic violence are conscientiousness and neuroticism.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b><b>:</b> domestic violence, victims; personality.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>H&aacute; mais de uma d&eacute;cada que a viol&ecirc;ncia &eacute; considerada um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS, 2002). A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica engloba todos os comportamentos/omiss&otilde;es que tenham por objetivo proporcionar, repetidamente e com intensidade, danos f&iacute;sicos, sexuais, mentais, econ&oacute;micos ou at&eacute; mesmo o homic&iacute;dio, de forma directa ou indirecta a um indiv&iacute;duo que habite no mesmo agregado, ou que n&atilde;o habitando no mesmo agregado que o agressor seja c&ocirc;njuge/ex&#45;c&ocirc;njuge, ou companheiro marital/ex&#45;companheiro marital. Esta problem&aacute;tica atinge mulheres, homens, crian&ccedil;as, jovens, idosos, deficientes e dependentes (Matos, 2002).</p>

	    <p>A viol&ecirc;ncia conjugal ocorre no seio de uma rela&ccedil;&atilde;o, nomeadamente quando uma das partes recorre ao uso da for&ccedil;a ou do constrangimento com a finalidade de promover ou perpetuar o dom&iacute;nio da outra parte. Neste fen&oacute;meno padece uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica, isto &eacute;, diferentes posi&ccedil;&otilde;es e poderes entre o casal (Alves, 2005; Nunes, 2003).</p>

	    <p>A personalidade est&aacute; relacionada com os diferentes desejos, sentimentos e com a forma de expressar tais sentimentos/emo&ccedil;&otilde;es. As pessoas diferem uma das outras pelo autoconceito, pelas suas perspectivas no que diz respeito ao mundo e ao futuro (Gleitman, Fridlund, &amp; Reisberg, 2009). A personalidade &eacute; o que torna o indiv&iacute;duo &uacute;nico, tendo sido identificadas cinco dimens&otilde;es que distinguem a individualidade &#150; Modelo<i>Big Five</i> (Dias, 2004; Hansenne, 2003). N&atilde;o h&aacute; um perfil delineado para as v&iacute;timas, apenas se constatam algumas caracter&iacute;sticas t&iacute;picas, nomeadamente, serem envergonhadas, caladas, incapazes de reagir, conformadas, passivas, emocionalmente dependentes e deprimidas (Alves, 2005). Actualmente, n&atilde;o se investiga se a personalidade influencia a sa&uacute;de, mas antes quais as circunst&acirc;ncias relativas a que aspectos da sa&uacute;de ou a que comportamentos saud&aacute;veis e com que implica&ccedil;&otilde;es praticas &eacute; que a personalidade influencia a sa&uacute;de. Para este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o, o modelo dos cinco factores evidencia&#45;se o mais adequado para ajudar a esclarecer a rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>self</i> psicol&oacute;gico e o <i>self</i> fisiol&oacute;gico (Holroyd, &amp; Coyne, 1987).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A popula&ccedil;&atilde;o em estudo foram as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, com idade superior ou igual a 18 anos. A amostra foi seleccionada atrav&eacute;s de um tipo de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica obtida por conveni&ecirc;ncia, uma vez que apenas foram inclu&iacute;das as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal que estavam dispon&iacute;veis ou que se voluntariaram para participar no estudo (Carmo e Ferreira, 1998).</p>

	    <p>No seguimento dos objectivos delineados para a presente investiga&ccedil;&atilde;o aplicaram&#45;se os instrumentos de recolha de dados a 37 v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, todos do g&eacute;nero feminino, ou seja, correspondem a 100% da amostra, n&atilde;o existindo nenhum sujeito do g&eacute;nero masculino. A idade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal da presente investiga&ccedil;&atilde;o varia entre os 20 e os 69 anos, sendo a m&eacute;dia das idades que comp&otilde;em a amostra de 38 anos. A maioria das v&iacute;timas s&atilde;o casadas (43,2%); t&ecirc;m filhos (81,1% &#45; 30 indiv&iacute;duos), variando o n&uacute;mero de filhos entre 1 e 8. Na sua maioria t&ecirc;m o 3&ordm; ciclo e est&atilde;o desempregadas.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>O protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o utilizado comp&otilde;em&#45;se de:</p>

	    <p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico elaborado pelo pr&oacute;prio investigador que permitiu recolher informa&ccedil;&otilde;es sobre a carateriza&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal;</p>

	    <p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp; NEO&#45;FFI&#45;20 desenvolvido por Bertoquini e Pais&#45;Ribeiro (2006) para avaliar a personalidade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, tendo por base o modelo dos cinco grandes fatores (Neuroticismo (N); Extrovers&atilde;o (E); Abertura &agrave; Experi&ecirc;ncia (O); Amabilidade (A); Conscienciosidade (C)).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimento</b></p>

	    <p>Para alcan&ccedil;ar os objectivos em estudo foi delineado um estudo transversal descritivo.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo enviou&#45;se um of&iacute;cio, a solicitar a autoriza&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo a 320 locais de atendimento a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal de Portugal, incluindo a Madeira e os A&ccedil;ores.</p>

	    <p>Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dessa autoriza&ccedil;&atilde;o foi solicitado o consentimento informado aos elementos que constitu&iacute;ram a amostra para a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria na investiga&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Findo o percurso de recolha de dados junto da amostra obtida, iniciou&#45;se a etapa referente ao tratamento estat&iacute;stico. Para tal, recorreu&#45;se ao <i>software</i> inform&aacute;tico <i>SPSS 19.0 Base Windows</i>, come&ccedil;ou&#45;se por construir a base de dados de acordo com os instrumentos utilizados onde foram inseridos os dados recolhidos. Para tal, recodificaram&#45;se os itens que eram cotados de forma invertida; de seguida efectuou&#45;se o c&aacute;lculo do valor das vari&aacute;veis de acordo com os autores dos instrumentos utilizados.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>A preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; um problema complexo que n&atilde;o ser&aacute; facilmente resolvido. Assim, o objectivo central deste estudo foi conhecer As caracter&iacute;sticas e a personalidade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal em Portugal.</p>

	    <p>Os dados obtidos nesta amostra revelam que as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal portuguesas: s&atilde;o do sexo feminino; t&ecirc;m idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos; casadas; com filhos, nomeadamente, entre 1 e 8 filhos. No que concerne &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias prevalece o 3&ordm; ciclo. Na sua maioria encontram&#45;se desempregadas, embora indiquem que n&atilde;o dependem economicamente do agressor. Quanto aos tipos de viol&ecirc;ncia predominantemente praticados s&atilde;o a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica. O detalhe da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica de que as v&iacute;timas normalmente s&atilde;o alvo &eacute; o uso da for&ccedil;a f&iacute;sica por parte do agressor. J&aacute; o detalhe da viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica mais executado contra a v&iacute;tima &eacute; o agressor chamar&#45;lhe de nomes, insult&aacute;&#45;la e atribuir&#45;lhe amantes. Enquanto o detalhe da viol&ecirc;ncia sexual que o agressor aplica &agrave; v&iacute;tima &eacute; a obriga&ccedil;&atilde;o em esta ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais contra a sua vontade. Por norma o agressor n&atilde;o possu&iacute;a nem utilizou armas no momento da viol&ecirc;ncia; estes s&atilde;o na sua maioria consumidores de &aacute;lcool, mas n&atilde;o consome estupefacientes. As situa&ccedil;&otilde;es violentas foram presenciadas por menores e a v&iacute;tima ficou com ferimentos ligeiros. O local onde foi praticada a viol&ecirc;ncia foi na resid&ecirc;ncia particular do casal e o motivo da agress&atilde;o esteve relacionado com o estado alterado do agressor devido ao consumo de &aacute;lcool e/ou drogas.</p>

	    <p>No que concerne &agrave;s dimens&otilde;es de personalidade que caracterizam as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, estas apresentam valores elevados ao n&iacute;vel da conscienciosidade e neuroticismo. De seguida surge a extrovers&atilde;o, a amabilidade e, por fim, a abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A literatura indica que os resultados obtidos em v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es realizadas no sentido de caracterizar as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal n&atilde;o permitem tirar conclus&otilde;es claras e objetivas (Costa e Duarte, 2000).</p>

	    <p>No que concerne &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra e tendo por base os dados estat&iacute;sticos mais recentes relativamente &agrave;s v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, recolhidos pela APAV em 2010, o presente estudo confirma que a viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; praticada maioritariamente contra as mulheres, uma vez que a amostra n&atilde;o inclui nenhum indiv&iacute;duo do sexo masculino.</p>

	    <p>Relativamente &agrave; idade das v&iacute;timas esta varia entre os 20 e os 69 anos, englobando assim as faixas et&aacute;rias (entre os 26 e os 45 anos) descritas na literatura como sendo o predominante.</p>

	    <p>Conclui&#45;se que o estado civil que prevalece nesta amostra &eacute; casado, corroborando com o estado de arte. Os dados obtidos confirmam que o tipo de fam&iacute;lia &eacute; nuclear com filhos, acrescentando&#45;se com a presente investiga&ccedil;&atilde;o que o n&uacute;mero de filhos varia entre 1 e 8 filhos por v&iacute;tima.</p>

	    <p>No que concerne &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias nesta amostra a maioria tem o 3&ordm; ciclo e o n&iacute;vel de ensino superior, sendo este &uacute;ltimo o predominante de acordo com a teoria, logo neste estudo os resultados obtidos n&atilde;o corroboram na totalidade. Contrariamente ao estado de arte a maioria encontra&#45;se desempregada e s&oacute; depois surgem as mulheres que se encontram empregadas, no entanto as participantes no estudo n&atilde;o dependem economicamente do agressor.</p>

	    <p>Tendo por base, novamente, os dados descritos pela APAV (2010), ao n&iacute;vel da viol&ecirc;ncia conjugal, os tipos de viol&ecirc;ncia mais praticados s&atilde;o os maus&#45;tratos psicol&oacute;gicos e os maus&#45;tratos f&iacute;sicos, corroborando com os resultados obtidos no presente estudo.</p>

	    <p>A vitimiza&ccedil;&atilde;o conjugal m&uacute;ltipla, de acordo com Pinto (2009), consiste em maus tratos f&iacute;sicos; isolamento social; maus tratos emocionais, verbais e psicol&oacute;gicos; recurso a privil&eacute;gios masculinos ou femininos; amea&ccedil;as; viol&ecirc;ncia sexual; e controlo econ&oacute;mico. Os dados auferidos acrescentam ao estado de arte os detalhes de cada tipo de viol&ecirc;ncia (f&iacute;sica, psicol&oacute;gica e sexual) que s&atilde;o frequentemente exercidos contra a v&iacute;tima. Assim, ao n&iacute;vel da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica o agressor na maioria das vezes utiliza a for&ccedil;a f&iacute;sica contra a v&iacute;tima; relativamente &agrave; viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica constata&#45;se que homem insulta e atribui amantes &agrave; mulher; e, por fim, no que diz respeito &agrave; viol&ecirc;ncia sexual o mais comum &eacute; o agressor obrigar a v&iacute;tima a ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais contra a sua vontade.</p>

	    <p>A literatura salienta que na maioria dos casos n&atilde;o h&aacute; recurso a arma na pr&aacute;tica do crime (APAV, 2010). Os dados obtidos no presente estudo corroboram com os resultados da APAV, uma vez que a maioria das v&iacute;timas nega o recurso a arma aquando do momento da agress&atilde;o.</p>

	    <p>Costa e Duarte (2000) referem que as pessoas alco&oacute;licas t&ecirc;m uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o para praticar a viol&ecirc;ncia conjugal, verificando&#45;se tal facto em 56,8% da presente amostra. A APAV (2010) constatou que a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia &eacute; maior quando o agressor &eacute; dependente de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool, drogas), contrariamente, neste estudo apenas uma minoria das v&iacute;timas afirma que o agressor &eacute; consumidor de estupefacientes.</p>

	    <p>A exist&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia na fam&iacute;lia de origem (emitida pelos pais atrav&eacute;s de maus&#45;tratos ou de uma disciplina severa; assim como terem assistido aos maus&#45;tratos conjugais) provoca consequ&ecirc;ncias diretas ou indiretas no indiv&iacute;duo, podendo este vir a ser violento na conjugalidade (Fernandes, 2002). Da&iacute; a relev&acirc;ncia em se identificar se os atos violentos foram praticados na presen&ccedil;a de menores, verificando&#45;se que em cerca de 59,5% dos casos os filhos assistiram &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal exercida entre os seus progenitores.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Almeida (2009) refere que as consequ&ecirc;ncias para a pessoa v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia conjugal s&atilde;o diversas e de extrema gravidade. Todavia, o estudo revela que a maioria das participantes ficou com ferimentos ligeiros.</p>

	    <p>Dias (2004) menciona que o local onde frequentemente se pratica a viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; no domic&iacute;lio onde habita a fam&iacute;lia, real&ccedil;ando igualmente este facto o presente estudo. Sendo a resid&ecirc;ncia particular do casal o local onde a maioria das mulheres admite ter sido alvo das agress&otilde;es.</p>

	    <p>Quanto ao motivo da agress&atilde;o o que &eacute; mais real&ccedil;ado &eacute; o consumo de &aacute;lcool e/ou drogas n&atilde;o legais, o que vai de encontro a um dos motivos que as abordagens centradas no indiv&iacute;duo defendem (Cunha, 2009).</p>

	    <p>Desta forma, atingiu&#45;se o primeiro objetivo a que o estudo se prop&ocirc;s: descrever a caracteriza&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal.</p>

	    <p>O segundo objetivo centrou&#45;se na descri&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da personalidade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, concluindo que a dimens&atilde;o com maior predomin&acirc;ncia &eacute; a conscienciosidade, ou seja, s&atilde;o indiv&iacute;duos zelosos e disciplinados, apresentando caracter&iacute;sticas como honestidade, engenhosidade, cautela, organiza&ccedil;&atilde;o e persist&ecirc;ncia.</p>

	    <p>De seguida, os dados demonstram que o neuroticismo tamb&eacute;m est&aacute; fortemente presente na personalidade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, isto &eacute;, s&atilde;o pessoas que evidenciam instabilidade emocional e, por isso, tendem a ser bastante preocupados, melanc&oacute;licos e irritados; geralmente s&atilde;o ansiosos e apresentam mudan&ccedil;as frequentes de humor e depress&atilde;o; e tendem a sofrer de transtornos psicossom&aacute;ticos e apresentar rea&ccedil;&otilde;es muito intensas a todo tipo de est&iacute;mulos.</p>

	    <p>Em terceiro lugar, as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal apresentam como caracter&iacute;sticas de personalidade a extrovers&atilde;o, simbolizando assim que s&atilde;o pessoas ativas, com alto n&iacute;vel de energia, disposi&ccedil;&atilde;o, otimismo e afetuosidade.</p>

	    <p>De seguida surge a amabilidade como fator de personalidade presente nas caracter&iacute;sticas das v&iacute;timas, espelhando deste modo pessoas que s&atilde;o socialmente agrad&aacute;veis, calorosos, d&oacute;ceis, generosos e leais.</p>

	    <p>Por fim, identifica&#45;se a abertura &agrave; experi&ecirc;ncia como fator de personalidade enraizado neste tipo de amostra, ou seja, s&atilde;o mulheres com flexibilidade de pensamento, fantasia e imagina&ccedil;&atilde;o, interesses culturais, versatilidade e curiosidade (Silva, Schlottfeldt, Rozenberg, Santos e Lel&eacute;, 2007).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>

	    <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os dados obtidos neste estudo &eacute; poss&iacute;vel concluir que os estudos nesta &aacute;rea s&atilde;o pertinentes pois permitem identificar grupos de risco que possam ser alvo de ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o, assim como se poder&aacute; identificar as principais caracter&iacute;sticas e os tra&ccedil;os de personalidade predominantes nas v&iacute;timas. No seu conjunto, estes resultados demonstram o qu&atilde;o importante &eacute; o refor&ccedil;o das equipas t&eacute;cnicas, ao n&iacute;vel do apoio psicossocial a estas mulheres, uma vez que apresentam&#45;se desprovidas de qualquer suporte afectivo e emocional. Este aspecto dever&aacute; revestir&#45;se de singular import&acirc;ncia uma vez que, sem uma adequada estrutura mental, ser&aacute; muito dif&iacute;cil para estas mulheres reerguerem&#45;se e reiniciarem a sua vida em tranquilidade.</p>

	    <p>Com a presente investiga&ccedil;&atilde;o esperamos ter contribu&iacute;do de alguma forma para um aprofundamento do conhecimento sobre as caracter&iacute;sticas e a personalidade das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, podendo auxiliar na interven&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica com estas v&iacute;timas.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

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	    <!-- ref --><p>Pinto, J. M. C. (2009). <i>Impacto psicol&oacute;gico e psicopatol&oacute;gico da viol&ecirc;ncia conjugal em mulheres v&iacute;timas acolhidas em casas de abrigo. Estudo explorat&oacute;rio em duas casas de abrigo do Grande Porto</i>. Porto: Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas de Abel Salazar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201200020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 24.09.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.12.2012</p>
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