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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Terapia de Grupo para Familiares de Pessoas com Perturbação Mental Grave: Estudo de Caso Múltiplo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The family plays a key role in caring people with severe mental disorder. However, this entails not only benefits but also an impact on their health and quality of life. Therefore, it is necessary that nurses develop interventions to improve their welfare. The evidence also point to group therapy as an excellent resource to promote the resolution of family problems and to reduce social isolation and burden on families. There by it was developed a research toassess the impact of group therapy at the level of solving problems of relatives from people with severe mental disorder, performed by specialists nurses in mental health. This research it’s about a multiple case study with an exploratory experiments, given that each participant of the sample completed a questionnaire to assess the family problems before and after the intervention, using the Questionário dos Problemas Familiares, translated and adapted to Portuguese by Xavier and Caldas de Almeida in 2002. All the formal and ethical aspects were respected. Sample selection was non-probabilistic intentional and was composed by three elements. This intervention consisted in nine sessions, developed in a weekly bases, for a period of one hour and thirty minutes. In all the sessions, several specialized interventions in mental health nursing, appropriate to each participant, were developed. The data obtained was processed in computer, using the Statistic Package for Social Sciences program, 14.0 version for Windows XP, and using the descriptive statistics (absolute frequencies). The results highlight the importance of this type of intervention to solve problems of family members of people with severe mental disorder. However, these results were not clear in one case.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde mental]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia de grupo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Terapia de Grupo para Familiares de Pessoas com Perturba&ccedil;&atilde;o Mental Grave: Estudo de Caso M&uacute;ltiplo</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Marina Heleno Pereira*; Jos&eacute; Carlos Gomes**</b></p>

	    <p>*Enfermeira, Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Centro de Sa&uacute;de Dr. Arnaldo Sampaio, <a href="mailto:marina_leiria@hotmail.com">marina_leiria@hotmail.com</a></p>

	    <p>**Professor Coordenador, Escola Superior de Sa&uacute;de de Leiria do Instituto Polit&eacute;cnico de Leiria, <a href="mailto:jcrgomes@ipleiria.pt">jcrgomes@ipleiria.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>A fam&iacute;lia desempenha um papel fundamental no processo do cuidar da pessoa com perturba&ccedil;&atilde;o mental grave. Este facto acarreta n&atilde;o s&oacute; benef&iacute;cios mas tamb&eacute;m repercuss&otilde;es na sua sa&uacute;de e qualidade de vida dos familiares, sendo necess&aacute;rio que os enfermeiros desenvolvam interven&ccedil;&otilde;es que visem tamb&eacute;m o seu bem&#45;estar.</p>

	    <p>As evid&ecirc;ncias apontam ainda para que as interven&ccedil;&otilde;es em grupo familiares promovam a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas, a redu&ccedil;&atilde;o do isolamento social bem como da sobrecarga das fam&iacute;lias.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desenvolveu&#45;se assim um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o que pretendeu avaliar o impacto da terapia de grupo ao n&iacute;vel da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de familiares de pessoas com perturba&ccedil;&atilde;o mental grave, realizada por enfermeiros especialistas em sa&uacute;de mental.</p>

	    <p>Tratou&#45;se de um estudo de caso m&uacute;ltiplo do tipo explorat&oacute;rio com experimenta&ccedil;&atilde;o, dado que antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o foram avaliadas os problemas familiares com recurso ao Question&aacute;rio dos Problemas Familiares, traduzido e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Xavier e Caldas de Almeida em 2002. Foram respeitados todos os aspetos formais e &eacute;ticos. A sele&ccedil;&atilde;o da amostra realizou&#45;se de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica/intencional, tendo sido constitu&iacute;da por tr&ecirc;s elementos.</p>

	    <p>Esta interven&ccedil;&atilde;o desenrolou&#45;se ao longo de nove sess&otilde;es, durante nove semanas, com a dura&ccedil;&atilde;o de uma hora e trinta minutos. Para cada sess&atilde;o foram desenvolvidas antecipadamente v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem especializadas em sa&uacute;de mental adequadas aos elementos participantes.</p>

	    <p>O tratamento dos dados foi efetuado informaticamente, com recurso ao programa <i>Statistic Package for the Social Sciences,</i> vers&atilde;o 14.0 para <i>Windows XP</i>, sendo utilizada a estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias absolutas).</p>

	    <p>Os resultados obtidos real&ccedil;am a import&acirc;ncia deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de familiares de pessoas com perturba&ccedil;&atilde;o mental grave, n&atilde;o tendo sido contudo evidente num caso.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Sa&uacute;de mental; Fam&iacute;lia; Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; Terapia de grupo</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>The family plays a key role in caring people with severe mental disorder. However, this entails not only benefits but also an impact on their health and quality of life. Therefore, it is necessary that nurses develop interventions to improve their welfare.</p>

	    <p>The evidence also point to group therapy as an excellent resource to promote the resolution of family problems and to reduce social isolation and burden on families.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>There by it was developed a research toassess the impact of group therapy at the level of solving problems of relatives from people with severe mental disorder, performed by specialists nurses in mental health.</p>

	    <p>This research it&rsquo;s about a multiple case study with an exploratory experiments, given that each participant of the sample completed a questionnaire to assess the family problems before and after the intervention, using the <i>Question&aacute;rio dos Problemas Familiares</i>, translated and adapted to Portuguese by <i>Xavier</i> and <i>Caldas de Almeida</i> in 2002. All the formal and ethical aspects were respected. Sample selection was non&#45;probabilistic intentional and was composed by three elements.</p>

	    <p>This intervention consisted in nine sessions, developed in a weekly bases, for a period of one hour and thirty minutes. In all the sessions, several specialized interventions in mental health nursing, appropriate to each participant, were developed.</p>

	    <p>The data obtained was processed in computer, using the Statistic Package for Social Sciences program, 14.0 version for Windows XP, and using the descriptive statistics (absolute frequencies).</p>

	    <p>The results highlight the importance of this type of intervention to solve problems of family members of people with severe mental disorder. However, these results were not clear in one case.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Mental Health; Family; Problem Solving; Group Therapy</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>Os familiares s&atilde;o, frequentemente, os prestadores de cuidados mais importantes para as pessoas com perturba&ccedil;&atilde;o mental grave (PMG), sendo o tipo de apoio fornecido pela fam&iacute;lia dependente das necessidades e problemas do doente. Contudo, tamb&eacute;m apresentam necessidades que necessitam de serem satisfeitas, que muitas vezes n&atilde;o s&atilde;o valorizadas. O enfermeiro deve identificar na fam&iacute;lia as suas dificuldades e for&ccedil;as, para que dessa forma consigam estabelecer estrat&eacute;gias de satisfazer as necessidades familiares e contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (Waidman, &amp; Elsen, 2004).</p>

	    <p>Conviver com uma pessoa com PMG pode causar sobrecarga emocional, financeira e social pesada, na medida em que afeta o relacionamento familiar, trabalho e a vida social dos familiares que cuidam destas pessoas (Borba, Schwartz, &amp; Kantorski 2008; Campos 2009; Guedes, 2008; Jorge, Freitas, Luz, Cavaleiro e Costa, 2008). Melman (2001) e Saunders (2002, cit. por Zanetti e Galera, 2007) referem que o impacto da PMG na fam&iacute;lia traduz&#45;se em sofrimento, sobrecarga dos cuidadores e isolamento das atividades sociais. O mesmo autor refere que para a fam&iacute;lia a &uacute;nica alternativa para ajudar a pessoa com perturba&ccedil;&atilde;o mental &eacute; o isolamento, uma vez que n&atilde;o disp&otilde;em de redes de apoio na comunidade que lhes permita realizar atividades sociais. Tamb&eacute;m Sales, Schuhli, Santos, Waidman e Marcon (2010) referem a falta de suporte das redes sociais como fator primordial para a exist&ecirc;ncia da sobrecarga familiar.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta engloba habitualmente duas componentes:</p>

	    <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobrecarga objetiva (impacto concreto e observ&aacute;vel resultante da presen&ccedil;a da pessoa com perturba&ccedil;&atilde;o mental na fam&iacute;lia, como por exemplo altera&ccedil;&atilde;o das rotinas familiares, redu&ccedil;&atilde;o das atividades sociais, dificuldades no trabalho e financeiras) (Bandeira e Barroso, 2005; Gon&ccedil;alves&#45;Pereira, Xavier, Neves, Barahona&#45;Correa e Fadden, 2006).</p>

	    <p>&bull;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobrecarga subjetiva (conjunto de perce&ccedil;&otilde;es pessoais sobre a situa&ccedil;&atilde;o, incluindo sentimentos de tristeza, culpa, vergonha, perda, tens&atilde;o, medo) (Bandeira <i>et al.</i>, 2005; Gon&ccedil;alves&#45;Pereira <i>et al.</i>, 2006).</p>

	    <p>As mudan&ccedil;as que ocorrem devido &agrave; presen&ccedil;a de PMG na fam&iacute;lia v&atilde;o prejudicar o relacionamento e a manuten&ccedil;&atilde;o de sentimentos positivos no dia&#45;a&#45;dia, contribuindo para o aumento da sobrecarga subjetiva (Bandeira <i>et al.</i>, 2005). Estes autores referem ainda que a exist&ecirc;ncia de sobrecarga vai afetar a sa&uacute;de mental dos familiares e consequentemente a sua qualidade de vida e por outro lado pode ainda contribuir para o aumento de situa&ccedil;&otilde;es conflituosas na fam&iacute;lia.</p>

	    <p>O distanciamento social &eacute; comum nos familiares de pessoas com transtorno mental, bem como o cansa&ccedil;o f&iacute;sico e emocional. Apesar de surgirem frequentemente conflitos familiares, estas fam&iacute;lias preocupam&#45;se sempre com o bem&#45;estar do doente, ficando melhor preparadas para cuidar dos seus familiares se receberem informa&ccedil;&atilde;o adequada sobre a doen&ccedil;a e o tratamento, bem como se receberem aconselhamento familiar que lhes d&ecirc; apoio emocional e conselhos pr&aacute;ticos sobre como controlar o comportamento da pessoa doente (Navarini &amp; Hirdes, 2008).</p>

	    <p>Os grupos de apoio podem ser uma boa fonte de informa&ccedil;&atilde;o para a fam&iacute;lia, uma vez que as interven&ccedil;&otilde;es em grupo s&atilde;o feitas em fun&ccedil;&atilde;o dos problemas de vida quotidiana. A sua utilidade reside na possibilidade de melhorar as capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o, de ensino e de aprendizagem de estrat&eacute;gias para lidar com o <i>stress</i> para que a fam&iacute;lia consiga cuidar melhor da pessoa com PMG (Guim&oacute;n, 2002). Reduzem tamb&eacute;m o isolamento social e o estigma associado &agrave; poss&iacute;vel doen&ccedil;a ou ao sofrimento que a pr&oacute;pria pessoa se imp&otilde;e (Bechelli e Santos, 2004).</p>

	    <p>Para este estudo foi considerado o grupo psicoterap&ecirc;utico e psicoeducacional com lideran&ccedil;a de um enfermeiro com forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental que possa intervir nas necessidades e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, de cada elemento participante, uma vez que a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o colocada foi: "Como &eacute; que a Terapia de Grupo promove a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas dos familiares de pessoas com PMG?". Definindo&#45;se como objetivo: avaliar o impacto da terapia de grupo ao n&iacute;vel da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de familiares de pessoas com PMG.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>O tipo de estudo utilizado para este trabalho foi o estudo de casos m&uacute;ltiplos, do tipo explorat&oacute;rio com experimenta&ccedil;&atilde;o (Fortin, 2003), dado que antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem, foram avaliados os problemas familiares com recurso a um question&aacute;rio, de cada elemento participante.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;do por duas partes. A primeira parte foi composta pelos dados pessoais, familiares e cl&iacute;nicos e a segunda parte foi constitu&iacute;da pelo Question&aacute;rio de Problemas Familiares (FPQ), traduzido e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Xavier e Caldas de Almeida em 2002.</p>

	    <p>A autoriza&ccedil;&atilde;o formal para a utiliza&ccedil;&atilde;o do FQP foi pedida e concedida por meio de correio eletr&oacute;nico pelo autor principal que mant&ecirc;m os direitos autorais do instrumento. Para se proceder ao estudo foi solicitado autoriza&ccedil;&atilde;o formal ao diretor executivo do Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de Oeste Norte para a recolha dos dados e antes do in&iacute;cio da mesma. A participa&ccedil;&atilde;o da amostra foi volunt&aacute;ria, tendo sido respeitados os princ&iacute;pios &eacute;ticos.</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o consistiu na realiza&ccedil;&atilde;o de 9 sess&otilde;es de terapia de grupo de base psicoterap&ecirc;utica e psicoeducativa, desenvolvidas semanalmente, durante uma hora e trinta minutos. Nesta, foi dado &ecirc;nfase a estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas de base cognitivo&#45;comportamental para lidar com os problemas familiares.</p>

	    <p>A sele&ccedil;&atilde;o da amostra realizou&#45;se de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica/intencional. Tendo sido constitu&iacute;da por tr&ecirc;s familiares de pessoas com PMG, em idade adulta, a efetuarem terap&ecirc;utica injet&aacute;vel psiqui&aacute;trica na unidade de sa&uacute;de, e a conviverem no mesmo domic&iacute;lio, que aceitaram participar no grupo.</p>

	    <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados recolhidos foi efetuado informaticamente, com recurso ao programa <i>Statistic Package for the Social Sciences</i>, vers&atilde;o 14.0 para <i>Windows XP</i>, sendo utilizada a estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias absolutas).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b></p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caso A</p>

	    <p>A senhora A com 30 anos &eacute; filha de uma utente com 60 anos, com o diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a bipolar. Vivia no momento da interven&ccedil;&atilde;o com ela, sendo a principal cuidadora da m&atilde;e. Acompanha frequentemente a m&atilde;e &agrave;s consultas de psiquiatria a n&iacute;vel privado e gere a terap&ecirc;utica no domic&iacute;lio, apesar de tentar que a m&atilde;e mantenha as suas atividades de vida di&aacute;rias de uma forma mais independente poss&iacute;vel.</p>

	    <p>Na entrevista inicial, com uma postura tensa e f&aacute;cies triste. Manteve um contacto f&aacute;cil e um humor depressivo. No que diz respeito &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e afetos, salientou&#45;se alguma labilidade emocional e preocupa&ccedil;&atilde;o, relacionada com a doen&ccedil;a da m&atilde;e e sobrecarga familiar. Manifestou interesse em adquirir algumas estrat&eacute;gias para <i>"ter paci&ecirc;ncia"</i>, pois nem sempre &eacute; f&aacute;cil lidar com ela e "<i>o que fazer quando a medica&ccedil;&atilde;o seja tomada quando estamos ausentes"</i> e <i>"apoios sociais, econ&oacute;micos e psicol&oacute;gicos existentes atualmente e tratamentos, medicamentos e ou t&eacute;cnicas mais eficazes"</i>.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de se encontrar desempregada, manifestou nas sess&otilde;es iniciais n&atilde;o ter tempo para si, nem para fazer algumas coisas de que gosta.</p>

	    <p>Os pais s&atilde;o divorciados h&aacute; cerca de 15 anos, tendo esta na altura ficado com a m&atilde;e e o irm&atilde;o, mais velho, ficado com o pai. Referiu manter um relacionamento com o pai e o irm&atilde;o distante mas cordial, considerando que para o div&oacute;rcio dos pais tamb&eacute;m contribuiu a incapacidade que o pai teve em conseguir lidar com a doen&ccedil;a da m&atilde;e.</p>

	    <p>Referiu que a m&atilde;e come&ccedil;ou a manifestar a doen&ccedil;a, a cerca 40 anos, tendo ficado mais exacerbada ap&oacute;s o seu nascimento, no entanto s&oacute; foi feito o diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a bipolar a cerca de 10 anos. Mencionou ainda que tamb&eacute;m tem um tio materno com o diagn&oacute;stico de esquizofrenia, sendo neste caso a principal cuidadora a av&oacute; com 92 anos, sentindo necessidade de a ajudar sempre que poss&iacute;vel.</p>

	    <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o, tendo apenas faltado &agrave; sess&atilde;o n&uacute;mero quatro, foi evidente a mudan&ccedil;a de atitude e comportamento da senhora A. No final da interven&ccedil;&atilde;o, com uma apar&ecirc;ncia cuidada manteve uma postura expansiva e f&aacute;cies alegre. No que diz respeito &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e afetos, apesar de manifestar alguma preocupa&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e, n&atilde;o apresentou no entanto labilidade emocional. Conseguiu estabelecer alguns planos de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, bem como coloc&aacute;&#45;los em pr&aacute;tica, nomeadamente relativamente a forma de comunicar com a m&atilde;e e relacionamento com os seus familiares, indo de encontro ao descrito por Bechelli <i>et al.</i> (2004), Brito (2006), Guim&oacute;n (2002), Gon&ccedil;alves&#45;Pereira <i>et al</i> (2006), Navirini <i>et al.</i> (2008) e Pereira <i>e</i> Pereira Jr. (2003), que as interven&ccedil;&otilde;es em grupo facilitando a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos familiares melhoram as capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o e diminuem o isolamento social.</p>

	    <p>Relativamente aos resultados obtidos no question&aacute;rio estes encontram&#45;se descritos na figura 1.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Figura 1: Resultados obtidos no FQP &#150; Caso A</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a06f1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Dos problemas familiares avaliados pelo FQP salienta&#45;se os valores obtidos nas dimens&otilde;es da sobrecarga objetiva e subjetiva em que se verifica uma diminui&ccedil;&atilde;o em 13 pontos e 5 pontos antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o respetivamente. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o da ajuda recebida verifica um aumento em cerca de 7 pontos ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, uma vez que a utente recebeu ajuda dos profissionais de sa&uacute;de ao longo destas semanas, sendo esta uma necessidade evidenciada pela utente ao longo das sess&otilde;es. Verifica&#45;se ainda uma ligeira melhoria da atitude positiva bem como uma diminui&ccedil;&atilde;o da sua atitude cr&iacute;tica para como o familiar e situa&ccedil;&atilde;o de vida, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o indo de encontro &agrave;s atitudes e comportamentos demonstrados com o evoluir da interven&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em s&iacute;ntese a interven&ccedil;&atilde;o efetuada ao longo destas sess&otilde;es permitiu que a utente conseguisse adquirir estrat&eacute;gias de <i>coping</i> de forma a resolver alguns dos problemas identificados, tendo contribu&iacute;do para diminui&ccedil;&atilde;o da sobrecarga objetiva e subjetiva. Referiu manter atualmente um relacionamento com a m&atilde;e mais assertivo, contribuindo para o seu bem&#45;estar e familiar.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caso B</p>

	    <p>O senhor B com 53 anos, pai de um utente com 24 anos, com o diagn&oacute;stico de esquizofrenia e consumo de subst&acirc;ncias associado, e marido de uma utente com 61 anos, tamb&eacute;m com o diagn&oacute;stico de esquizofrenia. Coabitava, no momento da interven&ccedil;&atilde;o, com o filho, a esposa e a m&atilde;e desta, numa aldeia perto da cidade. Sendo o principal cuidador, acompanha os restantes elementos &agrave;s consultas de psiquiatria.</p>

	    <p>Com uma idade aparente superior &agrave; real (60 anos), na entrevista inicial, a sua motricidade apresentou&#45;se inquieta, com uma postura tensa e f&aacute;cies triste. Manteve um contacto f&aacute;cil e um humor depressivo. N&atilde;o apresentando altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel do discurso, no entanto manteve um pensamento perseverante quanto a necessidade de <i>"ajuda di&aacute;ria na gest&atilde;o de dinheiro</i>". No que diz respeito &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e afetos, salientou&#45;se alguma labilidade emocional e preocupa&ccedil;&atilde;o relacionada com a dificuldade em gerir a situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a na fam&iacute;lia. Mostrou interesse em adquirir algumas estrat&eacute;gias para ter <i>"paci&ecirc;ncia"</i> e alguns <i>"conhecimentos sobre a doen&ccedil;a e de como lidar com ela".&nbsp;</i></p>

	    <p>Encontrando&#45;se, no momento da interven&ccedil;&atilde;o, sem trabalho, ocupava algum do seu tempo na agricultura, n&atilde;o tendo vontade em sair de casa nem de manter outra atividade. N&atilde;o beneficiava de nenhum apoio social, vivendo dos rendimentos obtidos no caf&eacute;. Referiu ainda que os restantes elementos do agregado familiar usufru&iacute;am da reforma. Sendo com esse dinheiro, que conseguem gerir o or&ccedil;amento familiar.</p>

	    <p>Tinha seis irm&atilde;os com os quais mantinha uma boa rela&ccedil;&atilde;o, ajudando&#45;o pontualmente com o filho. Com este referiu que mantinha um relacionamento dif&iacute;cil e por vezes conflituoso, devido &agrave; quest&atilde;o da gest&atilde;o do dinheiro. Com a esposa e a sogra, mant&ecirc;m um relacionamento cordial, no entanto fica <i>"aborrecido"</i> quando estas ajudam o filho com dinheiro. Considera que a sogra sempre foi muito protetora e permissiva com o neto.</p>

	    <p>Mencionou tamb&eacute;m que a esposa j&aacute; teve v&aacute;rios internamentos, tendo sido o &uacute;ltimo a cerca de 14 anos, em Condeixa. Nessa altura, o filho teria 10 anos e come&ccedil;ou com altera&ccedil;&otilde;es do comportamento em casa e na escola. No entanto apenas com cerca de 20 anos e associado aos consumos de subst&acirc;ncias, foi&#45;lhe diagnosticado esquizofrenia.</p>

	    <p>O senhor B esteve presente em todas as sess&otilde;es do grupo e com a evolu&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o, foram observadas algumas mudan&ccedil;as na atitude e comportamento. No final da interven&ccedil;&atilde;o, com uma apar&ecirc;ncia cuidada demonstrou uma postura expansiva e f&aacute;cies expressivo. Manteve um contacto f&aacute;cil e um humor eut&iacute;mico, n&atilde;o apresentando altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel do discurso nem do pensamento. No que diz respeito &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e afetos, manteve a preocupa&ccedil;&atilde;o relacionada com a dificuldade em gerir a situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a do filho na fam&iacute;lia, apesar de ter encontrado algumas solu&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o referindo altera&ccedil;&otilde;es das fun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas vitais, nomeadamente as idea&ccedil;&atilde;o suicida que manifestou durante algumas sess&otilde;es. Conseguiu tomar consci&ecirc;ncia da sua situa&ccedil;&atilde;o familiar e necessidade de estabelecer alguns planos de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas nomeadamente quanto a forma de conviver com a doen&ccedil;a dos seus familiares</p>

	    <p>Relativamente aos resultados obtidos no question&aacute;rio estes encontram&#45;se descritos na figura 2.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Figura 2: Resultados obtidos no FQP &#150; Caso B</b></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a06f2.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Dos problemas familiares avaliados pelo FQP no caso B, observa&#45;se que os valores obtidos na dimens&atilde;o da sobrecarga objetiva diminuem ligeiramente (4 pontos) depois da interven&ccedil;&atilde;o e que ocorre uma subida ligeira de 2 pontos na sobrecarga subjetiva. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o da ajuda recebida, observa&#45;se uma altera&ccedil;&atilde;o de 1 ponto nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o e no que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o do criticismo n&atilde;o se verifica qualquer varia&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, verifica&#45;se uma melhoria significativa (5 pontos) na dimens&atilde;o da atitude positiva, indo de encontro &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es observadas a n&iacute;vel da postura e comportamento ao longo das sess&otilde;es.</p>

	    <p>Em suma, a interven&ccedil;&atilde;o efetuada ao longo destas sess&otilde;es permitiu que o utente conseguisse identificar e exprimir os seus problemas, bem como executar algumas solu&ccedil;&otilde;es que foi encontrando ao longo da interven&ccedil;&atilde;o, tendo esse facto contribu&iacute;do para a diminui&ccedil;&atilde;o da sobrecarga objetiva. Quanto &agrave; sobrecarga subjetiva apesar de ter aumentado ligeiramente, verifica&#45;se que mant&eacute;m uma atitude mais positiva para com a situa&ccedil;&atilde;o, conseguindo identificar estrat&eacute;gias de <i>coping</i> ao longo das interven&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caso C</p>

	    <p>A senhora C, com 73 anos &eacute; m&atilde;e de uma utente com 33 anos, com esquizofrenia e hist&oacute;ria de consumos de subst&acirc;ncias associada durante cerca de 10 anos. Referiu no momento da interven&ccedil;&atilde;o, que a filha deixou de consumir h&aacute; cerca de 3 anos.</p>

	    <p>Vi&uacute;va vive em casa pr&oacute;pria com esta filha e com um filho que se encontra parapl&eacute;gico h&aacute; cerca de 7 anos e com a companheira do filho e a filha desta. Apesar de a filha ser independente nas atividades de vida di&aacute;ria, demonstra preocupa&ccedil;&atilde;o com a ocupa&ccedil;&atilde;o dela ao longo do dia, uma vez que n&atilde;o tem nenhuma atividade.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na entrevista inicial a sua motricidade apresentou&#45;se livre, com uma postura expansiva e f&aacute;cies expressivo. Manteve um contacto f&aacute;cil e um humor eut&iacute;mico. No que diz respeito &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e afetos, salienta&#45;se alguma preocupa&ccedil;&atilde;o relacionada com ao facto da sua filha ponderar deixar a medica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o mencionando altera&ccedil;&otilde;es das fun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas vitais, referiu altera&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria recente. Mostrou interesse em adquirir alguns conhecimentos para <i>"compreend&ecirc;&#45;la",</i> "<i>o que fazer quando est&aacute; com a crise.... Como &eacute; que devo lidar com a minha filha....".</i></p>

	    <p>Encontrando&#45;se reformada ocupando o seu tempo na lida da casa, passeios com as amigas e ida &agrave; igreja. Referiu ainda que mant&ecirc;m um relacionamento muito pr&oacute;ximo com os filhos, no entanto com a filha mais nova surgem alguns conflitos e dificuldades em conseguir comunicar com ela. Com os restantes elementos da fam&iacute;lia refere manter um bom relacionamento.</p>

	    <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foi evidente a mudan&ccedil;a de atitude e comportamento da Sra. A., dado a que ela s&oacute; participou em metade das sess&otilde;es previstas, tendo sido observado uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o e ansiedade com a situa&ccedil;&atilde;o familiar.</p>

	    <p>Relativamente aos resultados obtidos no question&aacute;rio estes encontram&#45;se descritos na figura 3.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Figura 3: Resultados obtidos no FQP &#45; Caso C</b></a></p>

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n8/n8a06f3.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Dos problemas familiares avaliados pelo FQP no caso C, observa&#45;se que os valores obtidos na dimens&atilde;o da sobrecarga objetiva aumentam um ponto depois da interven&ccedil;&atilde;o e que ocorre uma diminui&ccedil;&atilde;o ligeira de dois pontos na sobrecarga subjetiva. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o da ajuda recebida, observa&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o de dois pontos e no que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o da atitude positiva verifica&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o em quatro pontos entre os dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Observa&#45;se ainda um aumento de um ponto a n&iacute;vel da dimens&atilde;o do criticismo.</p>

	    <p>Em s&iacute;ntese, a interven&ccedil;&atilde;o efetuada ao longo destas sess&otilde;es, neste caso especifico apenas cinco, n&atilde;o mostrou ter causado impacto positivo, evidenciando&#45;se apenas uma diminui&ccedil;&atilde;o ligeira da sobrecarga subjetiva, tendo as outras dimens&otilde;es sofrido altera&ccedil;&otilde;es negativas.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica e psicoeducacional em grupo possibilitou que os intervenientes para al&eacute;m de reconhecer no outro semelhan&ccedil;as com a sua situa&ccedil;&atilde;o, permitiu a express&atilde;o de sentimentos relativos a mesma bem como desenvolver estrat&eacute;gias para fazer face aos problemas do dia a dia. Estes resultados v&atilde;o de encontro ao referido por Guim&oacute;n (2002), Bateman, Brown e Pedder (2003), Bechelli e Santos, (2005) e Guerra e Lima (2005) que referem a import&acirc;ncia da terapia de grupo neste aspeto, uma vez que os participantes podem mais facilmente descobrir como o seu comportamento e atitudes podem ser prejudiciais, permitindo ainda a comunica&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de sentimentos que de outra forma n&atilde;o aconteceria.</p>

	    <p>As primeiras sess&otilde;es foram importantes para o estabelecimento da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, tendo sido apenas efetuado interven&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel da express&atilde;o emocional. Tal como referem Bateman <i>et al.</i> (2003, p. 156), "o terapeuta pode assim facilitar, explicar e interpretar numa primeira fase &#91;...&#93; ajudar na cria&ccedil;&atilde;o de uma atmosfera terap&ecirc;utica e na descoberta, pelo grupo, das solu&ccedil;&otilde;es capacitadoras face &agrave;s inevit&aacute;veis tenta&ccedil;&otilde;es que ele experimenta." De salientar que os problemas identificados neste grupo foram de encontro ao descrito no enquadramento te&oacute;rico deste cap&iacute;tulo, no entanto, o planeamento da interven&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser sempre direcionado para os participantes em quest&atilde;o de forma a usufru&iacute;rem da interven&ccedil;&atilde;o na globalidade.</p>

	    <p>No que diz respeito aos resultados obtidos ao n&iacute;vel dos problemas familiares e mais concretamente &agrave; dimens&atilde;o da sobrecarga objetiva verifica&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o nos casos A e B e um aumento ligeiro no caso C. Enquanto a n&iacute;vel da sobrecarga subjetiva verifica&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o nos casos A e C e um aumento ligeiro no caso B. Tal como refere Borba <i>et al.</i> (2008), Brito (2006), Gon&ccedil;alves&#45;Pereira <i>et al.</i> (2006), Guedes (2008) e Jorge <i>et al.</i> (2008), a sobrecarga em familiares de pessoas com PMG &eacute; comum, sendo que as interven&ccedil;&otilde;es para fam&iacute;lias em grupo podem diminuir os n&iacute;veis da mesma. Nestes casos espec&iacute;ficos verifica&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o mais concreta a n&iacute;vel da sobrecarga objetiva relacionada com o impacto nas rotinas familiares, redu&ccedil;&atilde;o das atividades sociais e dificuldades financeiras.</p>

	    <p>Relativamente &agrave; dimens&atilde;o da ajuda recebida verifica&#45;se a n&iacute;vel do caso A um aumento significativo no segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante real&ccedil;ar que esta dimens&atilde;o estando relacionada com ajuda fornecida pelos profissionais de sa&uacute;de e rede social existente, foi uma necessidade evidenciada pela utente no in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o e obtida ao longo da mesma, n&atilde;o s&oacute; parte dos enfermeiros envolvidos na interven&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m pelos familiares da utente, tal como referido por esta em algumas sess&otilde;es. Brito (2006) e Waidman <i>et al.</i> (2004) referem tamb&eacute;m a import&acirc;ncia dos enfermeiros no desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es de forma a ajudar os familiares a satisfazerem as suas necessidades e contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. No que diz respeito ao caso B verificou&#45;se apenas o aumento de um valor, sugerindo que a ajuda recebida percecionada por este utente n&atilde;o se alterou significativamente, de notar no entanto que j&aacute; possu&iacute;a antes da interven&ccedil;&atilde;o de uma rede de apoio a n&iacute;vel da sa&uacute;de e de familiares a quem recorria com alguma frequ&ecirc;ncia. No que se refere ao caso C mais concretamente houve uma diminui&ccedil;&atilde;o de dois valores, sugerindo que a ajuda recebida ao longo da interven&ccedil;&atilde;o quer por parte dos profissionais de sa&uacute;de quer pelos familiares n&atilde;o foi percecionada. De ressalvar que no final da interven&ccedil;&atilde;o a utente referiu algumas dificuldades em conseguir conciliar os hor&aacute;rios da interven&ccedil;&atilde;o com as atividades dom&eacute;sticas, podendo tamb&eacute;m este facto ter contribu&iacute;do para o agravamento, mesmo que ligeiro, da sobrecarga objetiva.</p>

	    <p>Na dimens&atilde;o da atitude positiva verifica uma melhoria significativa no caso A e B depois da interven&ccedil;&atilde;o, demonstrado que estes dois utentes se encontram mais satisfeitos com o seu familiar no que esse refere a coopera&ccedil;&atilde;o deste com a fam&iacute;lia e reconhecem neles mais qualidades, indo de encontro ao descrito por Maldonado, Ur&iacute;zar e Garc&iacute;a (2009) que as interven&ccedil;&otilde;es psicoeducativas modificam as atitudes negativas relativas ao familiar com PMG. De salientar o caso B que considerou inicialmente que o filho n&atilde;o teria qualidades numa das sess&otilde;es e onde se obteve mais altera&ccedil;&otilde;es em termos de resultado quantitativo depois da interven&ccedil;&atilde;o comparativamente com os outros casos. No que se refere ao caso C, obteve&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o da atitude positiva relativa &agrave; situa&ccedil;&atilde;o do familiar, destacando&#45;se no entanto a sua aus&ecirc;ncia em v&aacute;rias sess&otilde;es ao longo da interven&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>

	    <p>Brito (2006) e Gon&ccedil;alves&#45;Pereira <i>et al.</i> (2006) referem que as interven&ccedil;&otilde;es familiares, partindo das necessidades e problemas das fam&iacute;lias, devem ter pelo menos seis semanas de dura&ccedil;&atilde;o. De facto a utente do caso C apenas esteve presente em cinco sess&otilde;es e de forma descontinuada, sendo apenas poss&iacute;vel deduzir que ser&atilde;o necess&aacute;rias mais interven&ccedil;&otilde;es, no entanto de uma forma cont&iacute;nua no tempo, para que se possa avaliar a efic&aacute;cia da mesma na utente ou se por outro lado se mant&eacute;m os mesmos resultados. De facto a interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tendo sido efetuada de uma forma cont&iacute;nua, n&atilde;o permitiu que a utente estabelece com os intervenientes uma rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica nem conseguisse identificar os seus problemas ou desenvolver estrat&eacute;gias de <i>coping</i> para conseguir solucionar os mesmos.</p>

	    <p>Refletindo sobre os resultados obtidos no caso C e sabendo que existem vari&aacute;veis que n&atilde;o foram controladas, poderemos questionar o efeito negativo desta interven&ccedil;&atilde;o em caso de descontinuidade quer pela falta do utente ou pelo profissional de sa&uacute;de. Guim&oacute;n (2002) refere que na terapia de grupo orientada para a a&ccedil;&atilde;o, utilizando t&eacute;cnicas cognitivo comportamentais, &eacute; importante estabelecer o objetivo terap&ecirc;utico de uma forma clara, para que se consiga estabelecer o limite temporal da interven&ccedil;&atilde;o. Sendo o utente uma parte ativa da interven&ccedil;&atilde;o e respons&aacute;vel pelo resultado da interven&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental que se mantenha a assiduidade &agrave;s sess&otilde;es de forma a obter benef&iacute;cios, sendo tamb&eacute;m esta uma regra da terapia de grupo.</p>

	    <p>Apesar de se ter efetuado uma sess&atilde;o zero em que se procurou conhecer individualmente os participantes bem como as suas necessidades, pode ser necess&aacute;rio um per&iacute;odo inicial de terapia individual a fim de se conhecer melhor os mesmos e a que estes usufruam mais significativamente deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o. Boch e Aveline (1999) e Bateman <i>et al.</i> (2003) reconhecem a import&acirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o inicial entre terapeuta e utente, de modo a que se motivem os participantes para o tratamento e se consiga planear adequadamente a interven&ccedil;&atilde;o de acordo com as caracter&iacute;sticas dos elementos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos resultados obtidos na dimens&atilde;o do criticismo, esta relacionada com a satisfa&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o vivenciada e de se obter algo positivo apesar das condicionantes, verifica&#45;se altera&ccedil;&otilde;es pouco significativas nos tr&ecirc;s casos em estudo. Apenas no caso A se verifica uma diminui&ccedil;&atilde;o de um valor, obtendo&#45;se o inverso no caso C. Estes valores obtidos n&atilde;o v&atilde;o de encontro ao referindo por Bandeira <i>et al.</i> (2007) e Campos (2009) que falam das repercuss&otilde;es positivas percecionadas ao conviver com uma pessoa com PMG tais como a satisfa&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento pessoal.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados obtidos neste estudo podemos concluir que a interven&ccedil;&atilde;o efetuada em grupo com vista a avaliar o impacto ao n&iacute;vel da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas familiares de pessoas com PMG contribuiu para a resolu&ccedil;&atilde;o de alguns problemas identificados pelos participantes, n&atilde;o tendo sido contudo evidente ao n&iacute;vel do caso C.</p>

	    <p>Atrav&eacute;s das t&eacute;cnicas utilizadas em grupo foi poss&iacute;vel que os familiares identificassem as suas necessidades e problemas atuais, tendo sido &uacute;til na promo&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o de alguns problemas destes familiares de pessoas com PMG. Permitiu ainda a aproxima&ccedil;&atilde;o destes utentes aos cuidados de sa&uacute;de, estabelecimento de uma rede de ajuda e intera&ccedil;&atilde;o entre alguns elementos, identifica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de como atuar perante os problemas, diminui&ccedil;&atilde;o da sobrecarga e promo&ccedil;&atilde;o do bem&#45;estar.</p>

	    <p>O n&uacute;mero de sess&otilde;es efetuadas bem como a amostra reduzida constituem limita&ccedil;&otilde;es do estudo na medida em que com um maior n&uacute;mero de sess&otilde;es e de participantes se poder&aacute; chegar a resultados mais cred&iacute;veis, apesar daqueles que se obtiveram indicarem que esta interven&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser uma op&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>O instrumento utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o dos problemas familiares revelou&#45;se &uacute;til na medida em que permitiu identific&aacute;&#45;los e reconhece&#45;los nos elementos em estudo, no entanto poderia ter sido utilizado um instrumento que permitisse avaliar mais concretamente a comunica&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lia, uma vez que este foi um dos problemas identificados pelos tr&ecirc;s casos.</p>

	    <p>A realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo evidenciou assim import&acirc;ncia deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de familiares de pessoas com PMG, n&atilde;o s&oacute; pelos resultados obtidos da aplica&ccedil;&atilde;o das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m pelo comportamento e verbaliza&ccedil;&atilde;o dos utentes. Foi tamb&eacute;m o ponto de partida, para que na unidade de sa&uacute;de onde decorreu se continuasse a desenvolver este tipo de interven&ccedil;&atilde;o com caracter&iacute;sticas semelhantes.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bandeira, M., &amp; Barroso, S. (2005). Sobrecarga das fam&iacute;lias de pacientes psiqui&aacute;tricos. <i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 54</i> (1), 34&#45;46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201200020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bandeira, M., Barroso, S., &amp; Nascimento, E. (2007). Sobrecarga de familiares de pacientes psiqui&aacute;tricos atendidos na rede p&uacute;blica. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 34</i> (6), 270&#45;277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1647-2160201200020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bateman, A., Brown, D., &amp; Pedder, J. (2003). <i>Princ&iacute;pios e pr&aacute;tica das psicoterapias</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1647-2160201200020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bechelli, L., &amp; Santos, M. (2004). Psicoterapia de grupo: como surgiu e evoluiu. <i>Revista Latino Americana de Enfermagem</i>, <i>12</i>, 242&#45;249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201200020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bechelli, L., &amp; Santos, M. (2005). O Paciente na Psicoterapia de Grupo. <i>Revista Latino Americana Enfermagem. 13</i> (1), 118&#45;125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201200020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Boch, S., &amp; Aveline, M. (1999). Psicoterapia de Grupo. In <i>Uma Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;s psicoterapias</i> (pp. 101&#45;129). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1647-2160201200020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Brito, M. (2006). Interven&ccedil;&otilde;es Psicoeducativas para fam&iacute;lias de pessoas com esquizofrenia. Revis&atilde;o Sistem&aacute;tica da Literatura<i>.</i> <i>Revista Portuguesa de Enfermagem</i>, (5), 15&#45;24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1647-2160201200020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Borba, L., Schwartz, E., &amp; Kantorski, L. (2008). A sobrecarga da fam&iacute;lia que convive com a realidade do transtorno mental. <i>Ata Paulista de Enfermagem</i>, (21), 588&#45;594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201200020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Campos, L. (2009). <i>Doen&ccedil;a Mental e presta&ccedil;&atilde;o de cuidados</i>. Lisboa: Universidade Cat&oacute;lica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201200020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Fortin, M. (2003). O Processo de Investiga&ccedil;&atilde;o: da conce&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o (3&ordf; ed.). Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201200020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves&#45;Pereira, M., Xavier, M., Neves, A., &amp; Barahona&#45;Correa e Fadden, G. (2006) Interven&ccedil;&otilde;es familiares na esquizofrenia. Dos aspetos Te&oacute;ricos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em Portugal<i>.</i> <i>Ata M&eacute;dica Portuguesa</i>, (19), 1&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1647-2160201200020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Guedes, A. (2008). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da perturba&ccedil;&atilde;o mental na fam&iacute;lia, e implementa&ccedil;&atilde;o de um programa psicoeducacional.</i> Tese de Mestrado. Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1647-2160201200020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Guerra, M., &amp; Lima, L. (2005). <i>Interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupos em contextos de sa&uacute;de.</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1647-2160201200020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Guim&oacute;n, J. (2002). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;s terapias de grupo</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1647-2160201200020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Jorge, M., Freitas, C., Luz, P., Cavaleiro, L., &amp; Costa, R. (2008). Enfermagem na aten&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de sa&uacute;de &agrave; fam&iacute;lia de pessoas com transtorno mental: estudo bibliogr&aacute;fico<i>.</i> <i>Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste</i>, (1), 129&#45;136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1647-2160201200020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Navarini, V., &amp; Hirdes, A. (2008). A fam&iacute;lia do portador de transtorno mental: identificando recursos adaptativos. <i>Texto &amp; Contexto &#150; Enfermagem</i>, (4), 680&#45;688.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1647-2160201200020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Pereira Jr, A. (2003). Transtorno Mental: dificuldades enfrentadas pela fam&iacute;lia. <i>Revista da Escola de Enfermagem da USP</i>, (4), 92&#45;100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1647-2160201200020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Sales, C., Schuhli, P., Santos, E., Waidman, M., &amp; Marcon, S. (2010). Viv&ecirc;ncias dos familiares ao cuidar de um ente esquizofr&eacute;nico: um enfoque fenomenol&oacute;gico<i>.</i> <i>Revista Eletr&oacute;nica de Enfermagem</i>, (12), 456&#45;463.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1647-2160201200020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Waidman, M., &amp; Elsen, I. (2004). Fam&iacute;lia e necessidades...revendo estudos. <i>Ata Scientiarum, Health Sciences</i>, (1), 147&#45;157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1647-2160201200020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 12.08.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.11.2012</p>
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