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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem Centradas no Processo Familiar da Pessoa com Esquizofrenia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Considering the evidence on patients with schizophrenia who have children, and the experience gathered by the research held on schizophrenia in the family and its impact on children and spouses, from the present study emerges a set of results enhancers of useful information for mental health nurses, regarding diagnosis, interventions and outcomes criteria, contributing to a more effective approach to the family process focusing on the patient with schizophrenia.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Esquizofrenia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Diagn&oacute;sticos e Interven&ccedil;&otilde;es de Enfermagem Centradas no Processo Familiar da Pessoa com Esquizofrenia</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>Jos&eacute; Carlos Carvalho*</b></p>

	    <p>*Professor Adjunto, Doutor em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem do Porto, <a href="mailto:zecarlos@esenf.pt">zecarlos@esenf.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>Considerando a evid&ecirc;ncia sobre os doentes com esquizofrenia que t&ecirc;m filhos, e a experi&ecirc;ncia acumulada pelo estudo de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a esquizofrenia na fam&iacute;lia e repercuss&otilde;es nos filhos e c&ocirc;njuges, do presente estudo emerge um conjunto de resultados potenciadores de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para enfermeiros de sa&uacute;de mental no que concerne a diagn&oacute;stico, crit&eacute;rios de resultado e interven&ccedil;&otilde;es, contribuindo para uma abordagem mais eficaz ao processo familiar, na aten&ccedil;&atilde;o ao doente com esquizofrenia.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;chave:</b> Esquizofrenia; Fam&iacute;lia; Enfermagem; Processo Familiar.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>Considering the evidence on patients with schizophrenia who have children, and the experience gathered by the research held on schizophrenia in the family and its impact on children and spouses, from the present study emerges a set of results enhancers of useful information for mental health nurses, regarding diagnosis, interventions and outcomes criteria, contributing to a more effective approach to the family process focusing on the patient with schizophrenia.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Schizophrenia; Family; Nursing; Family Process.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&Eacute; crescente a preocupa&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de com a sa&uacute;de mental. Os enfermeiros t&ecirc;m um papel fundamental na reabilita&ccedil;&atilde;o das pessoas com perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas, sendo que, para tal, &eacute; necess&aacute;ria uma maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, j&aacute; defendida no Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007&#45;2016 (Portugal, 2008).</p>

	    <p>Este estudo aborda, de forma multidisciplinar, tem&aacute;ticas de sa&uacute;de mental, ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas, enfermagem e comportamento, contribuindo para uma compreens&atilde;o mais global da quest&atilde;o do processo familiar e sa&uacute;de mental e onde o mais importante n&atilde;o ser&aacute; delimitar &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o de cada profissional de sa&uacute;de mental, mas sim compreender e potenciar a sua complementaridade. No entanto e apesar da complementaridade, na pr&aacute;tica de enfermagem, revela&#45;se cada vez mais importante o investimento numa &aacute;rea de conhecimentos pr&oacute;prios, que permita aos profissionais de enfermagem tomarem decis&otilde;es aut&oacute;nomas (Carpenito&#45;Moyet, 2009).</p>

	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos focos de aten&ccedil;&atilde;o, a defini&ccedil;&atilde;o dos diagn&oacute;sticos de enfermagem e consequentes interven&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas, s&atilde;o umas das ferramentas mais importantes para a enfermagem enquanto profiss&atilde;o. Assim, esta investiga&ccedil;&atilde;o visou o estudo do doente e da sua fam&iacute;lia, focalizou&#45;se nos doentes com esquizofrenia que t&ecirc;m filhos e, de entre destes, aqueles que mant&ecirc;m contacto com eles.</p>

	    <p>Um dos nossos objetivos centrou&#45;se na contribui&ccedil;&atilde;o para o melhor conhecimento das caracter&iacute;sticas e necessidades destas fam&iacute;lias, podendo contribuir para a defini&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o no doente/fam&iacute;lia.</p>

	    <p>O conhecimento das caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia &eacute; fundamental, uma vez que cada uma tem as suas especificidades e singularidades, pelo que as abordagens devem ter em conta aspetos do desenvolvimento da fam&iacute;lia, do estado do doente, da doen&ccedil;a, da idade dos filhos, entre outros. No tratamento da pessoa com esquizofrenia, &eacute; vital haver uma continuidade dos cuidados, para que seja poss&iacute;vel uma gest&atilde;o eficaz ao regime terap&ecirc;utico e consequente reabilita&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do doente na sociedade, sendo fundamentais as redes de suporte em que a fam&iacute;lia pode ser um dos elos mais fortes.</p>

	    <p>Sequeira (2006) defende que, associada &agrave; continuidade dos cuidados da equipa de enfermagem, existe uma revaloriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas dos enfermeiros, tendo como consequ&ecirc;ncia a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, a redu&ccedil;&atilde;o da morbilidade, a diminui&ccedil;&atilde;o dos custos associados, a maior satisfa&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais e, sobretudo, ganhos em sa&uacute;de.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Incorporamos as defini&ccedil;&otilde;es da CIPE<sup>&reg;</sup>, no que se refere ao diagn&oacute;stico "<i>r&oacute;tulo atribu&iacute;do por um enfermeiro &agrave; decis&atilde;o sobre um fen&oacute;meno que constitui o foco das interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem"</i> e &agrave; interven&ccedil;&atilde;o "<i>a&ccedil;&atilde;o tomada em resposta a um diagn&oacute;stico de enfermagem de modo a produzir um resultado de enfermagem</i>" (ICN, 2011, p. 16).</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem n&atilde;o s&atilde;o apenas instrumentos ou t&aacute;ticas mas tamb&eacute;m, tudo o que o enfermeiro diz ou faz com as fam&iacute;lias, influenciadores do sistema familiar (Hanson, 2005).</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es derivam da aplica&ccedil;&atilde;o das atividades de diagn&oacute;stico visando a identifica&ccedil;&atilde;o de problemas e t&ecirc;m um papel de extrema import&acirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o de um plano de cuidados para o doente/fam&iacute;lia.</p>

	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas mais relevantes reveste&#45;se de particular dificuldade, uma vez que todos eles poder&atilde;o concorrer para a melhoria dos sinais e sintomas e para a reabilita&ccedil;&atilde;o do doente. Em fun&ccedil;&atilde;o das manifesta&ccedil;&otilde;es clinicas da esquizofrenia, optamos por identificar focos relacionados com os sintomas positivos da doen&ccedil;a (del&iacute;rios, alucina&ccedil;&otilde;es, agressividade, ansiedade), mais evidentes a terceiros; e focos relacionados com os sintomas negativos (isolamento, apatia, abolia) da doen&ccedil;a, mais not&oacute;rios no seu c&iacute;rculo mais fechado de rela&ccedil;&otilde;es, sendo, possivelmente a fam&iacute;lia a primeira a percecionar estas diferen&ccedil;as de comportamento.</p>

	    <p>Consideramos pertinente esbo&ccedil;ar um plano de interven&ccedil;&atilde;o, como se de um cat&aacute;logo de interven&ccedil;&otilde;es se tratasse, para alguns diagn&oacute;sticos/interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem (Bulecheck <i>et al.</i>, 2010; ICN, 2011; Johnson <i>et al</i>., 2009; Moorhead <i>et al</i>., 2010<i>),</i> que est&atilde;o presentes nestes doentes/fam&iacute;lias, dentro da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros.</p>

	    <p>Enumeramos alguns dos potenciais diagn&oacute;sticos de enfermagem em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos com o presente trabalho e sobre os quais os enfermeiros devem ter especial aten&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Agita&ccedil;&atilde;o</b> &#91;Psicomotora&#93; / <b>Comportamento Agressivo</b> / Risco de <b>Comportamento Autodestrutivo</b> / <b>Hostilidade</b> / <b>Inquieta&ccedil;&atilde;o.</b></p>

	    <p>Como podemos constatar pelos resultados do Invent&aacute;rio Neuro Psiqui&aacute;trico &#45; <i>Neuro Psychiatric Inventory</i> (NPI) de <i>Cummings et al</i>. (1994), que nos permitiu avaliar em que medida a fam&iacute;lia teve contacto com alguma da sintomatologia psiqui&aacute;trica do doente, comportamentos que surgiram pela primeira vez desde o in&iacute;cio da doen&ccedil;a ou comportamentos que se mantiveram por algum per&iacute;odo de tempo, 65,2% tiveram epis&oacute;dios de agita&ccedil;&atilde;o psicomotora/irritabilidade, o que corrobora a import&acirc;ncia destes focos no tratamento de doente com esquizofrenia.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Del&iacute;rio</b> / Risco de <b>Del&iacute;rio</b> / <b>Pensamento comprometido</b> / <b>Processo de pensamento</b> comprometido /<b>Processo de Pensamento</b> Distorcido / <b>Alucina&ccedil;&atilde;o</b> &#91;Visual; Auditiva; Olfativa; Gustativa; T&aacute;ctil&#93;</p>

	    <p>Estes focos est&atilde;o na g&eacute;nese do diagn&oacute;stico da esquizofrenia e dos crit&eacute;rios da doen&ccedil;a. Quando se fala na sintomatologia, os sintomas mais evidentes s&atilde;o, sem d&uacute;vida, a atividade alucinat&oacute;ria e delirante.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Comunica&ccedil;&atilde;o</b> comprometida / <b>Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar</b> comprometida</p>

	    <p>A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre um dos focos centrais quando se trata do doente com esquizofrenia. A rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia &eacute; sempre prejudicada em fun&ccedil;&atilde;o das dificuldades que ocorrem ao n&iacute;vel da comunica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>O FACES IV &#45; <i>Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales</i> (Olson, 2011), permite caraterizar as fam&iacute;lias quanto aos n&iacute;veis de coes&atilde;o e de flexibilidade/adaptabilidade, assim como os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o familiar, uma das componentes que avalia &eacute;, justamente, o n&iacute;vel de comunica&ccedil;&atilde;o familiar, podendo ser &uacute;til &agrave; pr&aacute;tica da enfermagem no diagn&oacute;stico de problemas de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Sempre que se equaciona o tratamento do doente com esquizofrenia, um dos focos da aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros dever&aacute; ser as interven&ccedil;&otilde;es, no que se refere &agrave; melhoria dos aspetos comunicacionais do doente e da fam&iacute;lia. Na amostra estudada existiam razo&aacute;veis &iacute;ndices de comunica&ccedil;&atilde;o familiar.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Estigma</b></p>

	    <p><b>Conhecimento</b> sobre a patologia, pelos c&ocirc;njuges</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Carvalho (2012), os doentes e familiares, embora estivessem perante um enfermeiro especialista em Sa&uacute;de Mental, mostravam alguma dificuldade em verbalizar o nome da patologia <i>esquizofrenia</i>.</p>

	    <p>Na aceita&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o no estudo, colocavam como condi&ccedil;&atilde;o, o facto de n&atilde;o ser mencionado o nome da doen&ccedil;a aos filhos, pelo desconhecimento que estes t&ecirc;m da doen&ccedil;a dos progenitores.</p>

	    <p>No grupo de controlo, no primeiro contacto, sentimos alguma rea&ccedil;&atilde;o de desconfian&ccedil;a, uma vez que, na folha onde constava a informa&ccedil;&atilde;o para o consentimento informado, estava escrito o t&iacute;tulo do trabalho indicando o termo <i>esquizofrenia</i>. Por&eacute;m, depois de explicado as finalidades do estudo, os participantes aceitaram participar sem reservas.</p>

	    <p>Interpretamos tanto a atitude das fam&iacute;lias em que um dos progenitores tem esquizofrenia, como das fam&iacute;lias controlo, como um sinal do estigma social da doen&ccedil;a mental.</p>

	    <p>Os resultados do nosso trabalho poder&atilde;o, em nosso entender, contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o do estigma junto dos profissionais de sa&uacute;de e da popula&ccedil;&atilde;o em geral, relativamente ao conv&iacute;vio com a pessoa com esquizofrenia. Como se constata, apesar de estarem expostas a maiores fatores de vulnerabilidade, os filhos dos doentes com esquizofrenia n&atilde;o evidenciam diferen&ccedil;as significativas relativamente ao grupo de controlo.</p>

	    <p>Uma das quest&otilde;es sempre importantes, no relacionamento com os doentes e com os familiares, prende&#45;se com o conhecimento/informa&ccedil;&atilde;o que estes possuem da doen&ccedil;a.</p>

	    <p>Aquando da realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas, um dos aspetos mais salientados pelo c&ocirc;njuge foi a falta de informa&ccedil;&atilde;o e do acompanhamento pelos profissionais de sa&uacute;de mental. Tamb&eacute;m o desconhecimento da sintomatologia, das rea&ccedil;&otilde;es esperadas em fun&ccedil;&atilde;o do estadio da doen&ccedil;a e de como agir, foram algumas das quest&otilde;es colocadas, associadas ao desconhecimento de institui&ccedil;&otilde;es ou grupos de apoio/ajuda m&uacute;tua, segundo os familiares dos doentes com esquizofrenia.</p>

	    <p>Os servi&ccedil;os de Sa&uacute;de Mental deveriam disponibilizar aos familiares do doente com esquizofrenia, um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a e como lidar com ela, assim como esta informa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o, deveria ser articulada com os diferentes profissionais de sa&uacute;de. Esta informa&ccedil;&atilde;o pode ser muito relevante, para a melhoria da ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico institu&iacute;do.</p>

	    <p>Cabe ao pessoal de enfermagem a responsabilidade de partilhar com os doentes e familiares as informa&ccedil;&otilde;es que considerarem relevantes em fun&ccedil;&atilde;o de cada caso e de os dotar de compet&ecirc;ncias para saberem lidar com as situa&ccedil;&otilde;es que se deparam no dia&#45;a&#45;dia. Esta prepara&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, na forma como lidam com o doente e com a doen&ccedil;a, dever&aacute; merecer aten&ccedil;&atilde;o privilegiada dos enfermeiros.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Socializa&ccedil;&atilde;o</b> Comprometida / Isolamento social</p>

	    <p>Como foi referenciado anteriormente, os sintomas negativos da doen&ccedil;a compreendem a falta de vontade e por rea&ccedil;&atilde;o tendem para o isolamento. Os valores mais baixos nos &iacute;ndices de qualidade de vida do c&ocirc;njuge (WHOQOL), situam&#45;se nas dimens&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es sociais e do meio ambiente.&nbsp;</p>

	    <p>As dificuldades que as fam&iacute;lias sentem correspondem a esta socializa&ccedil;&atilde;o comprometida. Centram&#45;se mais no seu n&uacute;cleo familiar, com um alheamento de terceiros, fruto das dificuldades da doen&ccedil;a e fruto tamb&eacute;m de n&atilde;o querer partilhar essas mesmas dificuldades tendo como resultado o isolamento social. Os diagn&oacute;sticos de enfermagem relativos ao isolamento social est&atilde;o intimamente ligados &agrave; problem&aacute;tica da esquizofrenia.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <b>Processo familiar</b> comprometido / <b>Crise Familiar</b> / <b>Fam&iacute;lia Disfuncional</b></p>

	    <p>Estes s&atilde;o claramente os diagn&oacute;sticos de enfermagem de elei&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia do doente com esquizofrenia. O processo familiar pode definir&#45;se como as "intera&ccedil;&otilde;es positivas ou negativas e os padr&otilde;es de relacionamento entre os membros da fam&iacute;lia" (ICN, 2011, p. 70).</p>

	    <p>Hanson (2005) considera&#45;o um foco relevante para a pr&aacute;tica da enfermagem, uma vez que integra &aacute;reas como: pap&eacute;is, comunica&ccedil;&atilde;o, poder, tomada de decis&atilde;o, satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal e as estrat&eacute;gias de <i>coping</i>.</p>

	    <p>Wright e Leahey (2009) refor&ccedil;am a ideia de que &eacute; indicada uma interven&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel da fam&iacute;lia, sempre que um membro da fam&iacute;lia apresenta um problema e que possa ter impacto nos outros membros.</p>

	    <p>Avaliar a din&acirc;mica familiar, as rela&ccedil;&otilde;es familiares, a fam&iacute;lia como um todo, deveria ser um dos aspetos a apostar pelos enfermeiros, uma vez que &eacute; assumida a sua import&acirc;ncia no tratamento e na reabilita&ccedil;&atilde;o do doente.</p>

	    <p>Salientamos que a aplica&ccedil;&atilde;o do FACES IV, como atividade diagn&oacute;stica, poderia ser uma mais&#45;valia para compreender e avaliar a din&acirc;mica/rela&ccedil;&otilde;es familiares. A no&ccedil;&atilde;o do tipo de fam&iacute;lia (mais: coesa, flex&iacute;vel, r&iacute;gida, ca&oacute;tica, ...) poderia permitir uma interven&ccedil;&atilde;o mais direcionada e consequentemente mais eficaz. As fam&iacute;lias com caracter&iacute;sticas mais r&iacute;gidas apresentam maior dificuldade em superar as dificuldades porque n&atilde;o permitem a ajuda externa.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem outros focos da &aacute;rea da sa&uacute;de mental que podem e devem ser alvo de aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros no contexto da esquizofrenia, mas que n&atilde;o foram alvo de an&aacute;lise neste trabalho &#45; <b>n&atilde;o ades&atilde;o</b> regime medicamentoso (Silva e Carvalho, 2011), <b><i>coping</i></b>, <b>autocontrolo</b>, <b>autocuidado</b>, assim como todos os diagn&oacute;sticos no dom&iacute;nio das fun&ccedil;&otilde;es, que podem fazer sentido em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, idade, estado f&iacute;sico do doente, comorbilidade entre outros.</p>

	    <p>No campo da sa&uacute;de mental, atendendo &agrave; multiplicidade de vari&aacute;veis associadas a um problema, entendemos que esta delimita&ccedil;&atilde;o concreta nem sempre &eacute; f&aacute;cil, pelo que para al&eacute;m das &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o de cada disciplina do conhecimento &eacute; importante que os profissionais de sa&uacute;de exer&ccedil;am a sua atividade de forma complementar, de modo a contribu&iacute;rem para os ganhos em sa&uacute;de efetivos nas pessoas. Por isso, neste contexto, a multidisciplinaridade n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de "ret&oacute;rica", mas sim uma necessidade que emerge da complexidade dos problemas das pessoas.</p>

	    <p>Iremos dar um exemplo, no que se reporta ao contributo que os enfermeiros podem dar em termos de interven&ccedil;&atilde;o, quer aut&oacute;noma, quer integrados numa equipa multidisciplinar. Pois s&oacute; existe multidisciplinaridade efetiva quando os diferentes intervenientes conhecem os trabalho se os integram na sua pr&aacute;tica profissional, de modo a que o todo, seja mais eficiente que a soma das partes na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas das pessoas.</p>

	    <p>Entendemos por processo de enfermagem o processo de racioc&iacute;nio cl&iacute;nico dos enfermeiros (Paiva e Silva, 2011) e todas as a&ccedil;&otilde;es que o enfermeiro necessita de realizar para obter os dados necess&aacute;rios &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico de enfermagem, porque se circunscreve a um foco de aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros, tendo por base as designa&ccedil;&otilde;es adotadas pela CIPE, vers&atilde;o 2 (ICN, 2011), bem como as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem que o enfermeiro poder&aacute; implementar no sentido de contribuir para resolu&ccedil;&atilde;o/minimiza&ccedil;&atilde;o do problema.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>PROCESSO FAMILIAR</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Atividades de Diagn&oacute;stico</b></p>

	    <p>Referimos &agrave;s a&ccedil;&otilde;es realizadas pelos enfermeiros com o objetivo de obter os dados necess&aacute;rios que lhe permitam emitir o ju&iacute;zo sobre a exist&ecirc;ncia ou a probabilidade de ocorrer um determinado problema, ou seja, que possa ser traduzido num diagn&oacute;stico de enfermagem (real ou potencial):</p>

	    <p>Avaliar comunica&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar satisfa&ccedil;&atilde;o familiar relativamente ao modo de express&atilde;o de sentimentos</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar a clareza da comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>Avaliar <i>coping</i> familiar</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar conhecimentos acerca da esquizofrenia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar os conhecimentos acerca do regime terap&ecirc;utico</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar os recursos de que a fam&iacute;lia disp&otilde;e para resolver os problemas</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar a forma de resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar conhecimentos sobre estrat&eacute;gias adaptativas para lidar com o familiar portador de esquizofrenia</p>

	    <p>Avaliar intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar satisfa&ccedil;&atilde;o com o papel desempenhado pelos membros da fam&iacute;lia (MF)</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar o consenso de papel desempenhado pelos MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar se houve altera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is familiares</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar satura&ccedil;&atilde;o de papel desempenhado pelos MF</p>

	    <p>Avaliar rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica&nbsp;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar o envolvimento familiar no processo terap&ecirc;utico</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Monitorizar coes&atilde;o e adaptabilidade da fam&iacute;lia (FACES)</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Dados Relevantes para o Diagn&oacute;stico</b></p>

	    <p>Associados &agrave; atividade diagn&oacute;stica, obt&eacute;m&#45;se um conjunto de dados que &eacute; necess&aacute;rio organizar, sistematizar e atribuir significado, ou seja, emitir um ju&iacute;zo.</p>

	    <p>Esta &eacute;, de facto, uma &aacute;rea sens&iacute;vel onde &eacute; necess&aacute;rio valorizar os dados no seu todo. A ideia de consensualizar um conjunto de dados "<i>major</i>", ou um resumo m&iacute;nimo de dados (Pereira, 2007), visa reduzir algumas avalia&ccedil;&otilde;es subjetivas e conferir uma maior uniformidade nas avalia&ccedil;&otilde;es. &nbsp;No entanto, &eacute; importante que este conjunto de dados indispens&aacute;veis possa ser extra&iacute;do da evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica. &Eacute; neste sentido que este trabalho pode ser uma mais&#45;valia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os diagn&oacute;sticos devem ser mais sens&iacute;veis ao conjunto de dados que as pessoas manifestam e n&atilde;o &agrave; maior ou menor interpreta&ccedil;&atilde;o que a pessoa possa fazer dos mesmos dados. &Eacute; importante tamb&eacute;m referir que esta padroniza&ccedil;&atilde;o deve ser efetuada sem qualquer fundamentalismo e integrando a singularidade da pessoa na sua aprecia&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Processo familiar</b> comprometido se:</p>

	    <p><b>a)</b> Comunica&ccedil;&atilde;o comprometida</p>

	    <p><b>b)</b> <i>Coping</i> comprometido</p>

	    <p><b>c)</b> Intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is comprometida</p>

	    <p><b>d)</b> Rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica comprometida</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> <b>Comunica&ccedil;&atilde;o</b> comprometida se:</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o apresentam satisfa&ccedil;&atilde;o relativamente ao modo como expressam os sentimentos</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o s&atilde;o claros e diretos no discurso</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> <b><i>Coping</i></b>comprometido se:</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o det&ecirc;m conhecimentos acerca da esquizofrenia</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o det&ecirc;m conhecimentos acerca do regime terap&ecirc;utico</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o procuram resolver os problemas em conjunto</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o disp&otilde;em de recursos para resolver os problemas</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o identificam nem aplicam estrat&eacute;gias para lidar com o familiar portador de esquizofrenia</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> <b>Intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is</b> comprometida se:</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o se encontram satisfeitos com os pap&eacute;is desempenhados</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Existe satura&ccedil;&atilde;o de papel</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; N&atilde;o existe consenso de papel</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Existe altera&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is familiares</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>
	
	    <p><b>d)&nbsp;&nbsp;&nbsp;</b> <b>Rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica</b> comprometida se:</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Os MF n&atilde;o est&atilde;o envolvidos no processo terap&ecirc;utico</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Crit&eacute;rios de Resultado</b></p>

	    <p>Os crit&eacute;rios de resultado apresentados s&atilde;o obtidos atrav&eacute;s dos enunciados descritos no NOC (Moorhead <i>et al</i>., 2010). Pretende&#45;se, com estes crit&eacute;rios de resultados, sugerir formas de avalia&ccedil;&atilde;o em termos de melhoria do estado de sa&uacute;de das pessoas, neste caso com altera&ccedil;&atilde;o do <b>processo familiar</b>. Ainda que alguns possam parecer muito espec&iacute;ficos, s&atilde;o relevantes na medida em que nos permitem extrair "pequenos" ganhos em sa&uacute;de que, no contexto da esquizofrenia, se podem traduzir em grandes ganhos em termos autonomia, adapta&ccedil;&atilde;o&nbsp;e inser&ccedil;&atilde;o social.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A listagem n&atilde;o significa que eles possam ser avaliados em todos as pessoas, mas sim como poss&iacute;veis formas de avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es e da evolu&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; eficaz</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cuida dos membros dependentes da fam&iacute;lia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regula os comportamentos dos membros</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Distribui responsabilidades entre os MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Adapta&#45;se as crises inesperadas</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obt&eacute;m recursos adequados para atender &agrave;s necessidades dos MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cria&ccedil;&atilde;o de ambiente em que os membros se possam expressar livremente</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aceita a diversidade entre os MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Envolve os MF na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/conflitos</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF apoiam&#45;se e ajudam&#45;se mutuamente</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF sentem&#45;se satisfeitos com os pap&eacute;is desempenhados</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF adaptam&#45;se &agrave; altera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF expressam lealdade &agrave; fam&iacute;lia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF passam tempo uns com os outros</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF apresentam conhecimentos acerca da patologia e do regime terap&ecirc;utico</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MF sentem&#45;se envolvidos no processo terap&ecirc;utico: questionam, procuram informa&ccedil;&atilde;o e recursos para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o, solicitam aux&iacute;lio quando n&atilde;o conseguem lidar com a situa&ccedil;&atilde;o</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem</b> (atividades que as concretizam)</p>

	    <p>Entende&#45;se por interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem uma a&ccedil;&atilde;o realizada por um enfermeiro em resposta a um diagn&oacute;stico de enfermagem e que tem potencial para facilitar os processos de transi&ccedil;&atilde;o que a pessoa vivencia numa situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de/doen&ccedil;a, quer seja pela via da redu&ccedil;&atilde;o dos sinais/sintomas, quer pela via da capacita&ccedil;&atilde;o da pessoa para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem, sugeridas neste contexto, t&ecirc;m por base dois aspetos fundamentais:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; tem por alvo o conjunto de dados que habitualmente est&atilde;o presentes quando uma pessoa tem esquizofrenia e desse contexto resulta uma altera&ccedil;&atilde;o do processo familiar.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; tem como matriz para a sua sele&ccedil;&atilde;o, as interven&ccedil;&otilde;es propostas na Classifica&ccedil;&atilde;o das Interven&ccedil;&otilde;es de Enfermagem &#150; NIC (Bulechek <i>et al</i>., 2010). Apesar das especificidades socioculturais da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, parece&#45;nos que em termos gerais, estas interven&ccedil;&otilde;es podem ser implementadas neste contexto.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Se <b>comunica&ccedil;&atilde;o comprometida</b></p>

	    <p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover a comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encorajar a manuten&ccedil;&atilde;o do contacto com os MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Manter a flexibilidade dos hor&aacute;rios das visitas de acordo com as necessidades e a disponibilidade dos MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Providenciar mecanismos para que os membros da fam&iacute;lia mantenham contacto uns com os outros</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encorajar a express&atilde;o de sentimentos e expectativas dos MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Facilitar a congru&ecirc;ncia entre as expectativas do doente e dos MF</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Se <b><i>coping</i> comprometido</b></p>

	    <p>2. &nbsp;&nbsp;&nbsp;Educar sobre esquizofrenia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fornecer informa&ccedil;&atilde;o adequada &agrave; fam&iacute;lia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fornecer apoio familiar na busca de informa&ccedil;&atilde;o, se apropriado</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informar que a esquizofrenia se caracteriza por altera&ccedil;&otilde;es processo de pensamento, ins&oacute;nia, anedonia entre outras</p>

	    <p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ensinar estrat&eacute;gias adaptativas</p>

	    <p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ensinar sobre regime terap&ecirc;utico</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Educar sobre vigil&acirc;ncia dos efeitos terap&ecirc;uticos</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Educar sobre vigil&acirc;ncia das rea&ccedil;&otilde;es adversas</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Educar sobre hor&aacute;rio e dose dos f&aacute;rmacos</p>

	    <p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informar sobre recursos externos</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Informar sobre os mecanismos de apoio existentes</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Auxiliar a fam&iacute;lia a aceder a mecanismos de apoio social quando necess&aacute;rio</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Se <b>intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is comprometida</b></p>

	    <p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Negociar os pap&eacute;is familiares</p>

	    <p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover o suporte da fam&iacute;lia</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o de preocupa&ccedil;&otilde;es/sentimentos entre o doente e a fam&iacute;lia ou entre os MF</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover o contacto do doente com a fam&iacute;lia</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encorajar a focaliza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia em qualquer aspeto positivo da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do doente</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estabelecer metas real&iacute;sticas com o doente e fam&iacute;lia</p>

	    <p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover a comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Se <b>rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica comprometida</b></p>

	    <p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover o envolvimento da fam&iacute;lia</p>

	    <p>10.&nbsp;&nbsp; Promover a comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>11.&nbsp;&nbsp; Otimizar padr&atilde;o de liga&ccedil;&atilde;o dos membros da fam&iacute;lia</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>No final de todo este processo, o enfermeiro deve proceder &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das suas interven&ccedil;&otilde;es, que se designam por <b>atividades de avalia&ccedil;&atilde;o</b>, sendo:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar comunica&ccedil;&atilde;o familiar</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar <i>coping</i> familiar</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avaliar rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica funcional</p>

	    <p>Este exerc&iacute;cio acad&eacute;mico que resulta do nosso trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o (Carvalho, 2012) leva&#45;nos a sugerir que esta &eacute; uma &aacute;rea que carece de investiga&ccedil;&atilde;o centrada nas possibilidades de resposta que os enfermeiros podem acrescentar aos processos de recupera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o das pessoas com esquizofrenia.</p>

	    <p>&Eacute; escassa a literatura &nbsp;dispon&iacute;vel em Portugal &nbsp;sobre cat&aacute;logos espec&iacute;ficos que guiem os enfermeiros, por padr&otilde;es de qualidade suportados na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, no que se reporta &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem &agrave; pessoa com esquizofrenia e aos seus familiares.</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inferidas a partir de outros contextos e da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de outros investigadores. Existe a evid&ecirc;ncia sobre os programas de psicoeduca&ccedil;&atilde;o (Guedes, 2008, Gon&ccedil;alves&#45;Pereira, 2010), quer em termos de estrutura, quer em termos de conte&uacute;do, mas globalmente sobre as altera&ccedil;&otilde;es do processo familiares e os fatores que lhe est&atilde;o associados, a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; quase inexistente.</p>

	    <p>Assim, esperamos que este trabalho possa ser um contributo para sensibilizar os enfermeiros para a problem&aacute;tica da esquizofrenia e das suas implica&ccedil;&otilde;es individuais, familiares e sociais.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>

	    <!-- ref --><p>Bulechek, G., Butcher, H., &amp; Dochterman, J. (2010). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem (NIC)</i> (4&ordf; ed.). Rio Janeiro: Mosby Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1647-2160201200020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>

	    <!-- ref --><p>Carpenito&#45;Moyet, L. (2009). <i>Diagn&oacute;sticos de Enfermagem: aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica</i> (11&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1647-2160201200020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Carvalho, J.C. (2012). <i>Esquizofrenia e fam&iacute;lia: repercuss&otilde;es nos filhos e c&ocirc;njuges</i>. Tese de Doutoramento, Instituto Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1647-2160201200020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves&#45;Pereira, M. (2010). <i>Fam&iacute;lias de pessoas com s&iacute;ndromes psic&oacute;ticas. An&aacute;lise dimensional e avalia&ccedil;&atilde;o da efectividade de uma interven&ccedil;&atilde;o em grupos de familiares</i>. Tese de Doutoramento, Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1647-2160201200020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Guedes, A. S. (2008). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do Impacto da Perturba&ccedil;&atilde;o Mental na Fam&iacute;lia e Implementa&ccedil;&atilde;o de um Programa Psicoeducacional</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1647-2160201200020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Hanson, S. (2005). <i>Enfermagem de Cuidados de Sa&uacute;de &agrave; Fam&iacute;lia: Teoria, Pr&aacute;tica e Investiga&ccedil;&atilde;o</i> (2&ordf; ed.). Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1647-2160201200020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>ICN (2011). <i>CIPE<sup>&reg;</sup> 2 Classifica&ccedil;&atilde;o internacional para a pr&aacute;tica de enfermagem</i>. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1647-2160201200020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Johnson, M., Bulecheck, G., Butcher, H., Dochterman, J., Mass, M., Moorhead, S., &amp; Swanson, E. (2009). <i>Liga&ccedil;&otilde;es entre NANDA, NOC e NIC: diagn&oacute;sticos, resultados e interven&ccedil;&otilde;es de Enfermagem</i>. (2&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S1647-2160201200020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Wright, L., &amp; Leahey, M. (2009). <i>Enfermeiras e Fam&iacute;lias &#45; Um guia para avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia</i>. (4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Roca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S1647-2160201200020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., &amp; Swanson, E. (2010). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o dos resultados de enfermagem (NOC)</i>. (4&ordf; ed.). Rio Janeiro: Mosby Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1647-2160201200020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Olson, D. (2011). FACES IV and the Circumflex Model: Validation study. <i>Journal of marital &amp; family Therapy, 3</i>(1), 64&#45;80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1647-2160201200020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <!-- ref --><p>Pereira, F. (2007). <i>Informa&ccedil;&atilde;o e Qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros: Estudo emp&iacute;rico sobre um Resumo M&iacute;nimo de Dados de Enfermagem</i>. Tese de Doutoramento, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1647-2160201200020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.06.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.10.2012</p>
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