<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-2160</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-2160</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-21602012000200009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidados Continuados em Saúde Mental: Reflexão sobre Respostas para Pessoas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Narigão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Ângelo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Direção-Geral da Saúde Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<numero>8</numero>
<fpage>58</fpage>
<lpage>62</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602012000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602012000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602012000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A consciencialização da importância da pessoa e dos seus direitos, que ocorreu durante o séc. XX com maior evidência na segunda metade do século, transformou a nossa perspetiva em relação à característica das respostas dos serviços para pessoas com doença mental. Passamos a valorizar uma intervenção abrangente e integradora mais centrada na saúde mental e menos na intervenção psiquiátrica. Esta mudança traduziu-se na reforma dos grandes centros psiquiátricos e na disponibilização de respostas na comunidade adaptadas às necessidades da pessoa com doença mental. Esta tendência encontra-se igualmente contemplada no nosso Plano Nacional de Saúde Mental e no projeto de Cuidados Continuados Integrados para a Saúde Mental (CCISM), que se inspirou em experiências internacionais relevantes onde existem pontos de contacto com a nossa realidade sociológica. As experiências ocorridas em vários países e regiões que puseram em prática reformas de saúde mental, mostram que as opções escolhidas foram influenciadas pelos contextos sociais e políticos determinando diferenças nos modelos. Apesar disto, podemos encontrar princípios orientadores comuns que sustentaram e possibilitaram a construção de alternativas reabilitativas para pessoas com doença mental grave.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The awareness of the importance of the individual and his rights that occurred during the century XX prominently in the second half of the century has transformed our perspective in relation to the responses of services for people with mental illness. We come to value a more integrative and comprehensive intervention focused on mental health and less on psychiatric intervention. This change resulted in the reform of large psychiatric centres and the availability of community responses tailored to the needs of people with mental illness. This trend is also included in our National Mental Health Plan (Plano Nacional de Saúde Mental) and in design programmes and services for the psychosocial rehabilitation of people with severe mental illness (Cuidados Continuados Integrados para a Saúde Mental), which was inspired by relevant international experiences where there are points of contact with our sociological reality. The mental health reforms that have taken place in several countries and regions show that the options taken were influenced by social and political contexts determining differences in the models. Despite this, we can find common guiding principles that underpinned and enabled the construction of rehabilitative alternatives for people with severe mental illness.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desinstitucionalização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde Mental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Reabilitação Psicossocial]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Deinstitutionalization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mental Health]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychosocial Rehabilitation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Cuidados Continuados em Sa&uacute;de Mental: Reflex&atilde;o sobre Respostas para Pessoas</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><b>Miguel &Acirc;ngelo Narig&atilde;o*</b></p>

	    <p>*Enfermeiro Especialista em Sa&uacute;de Mental, Mestre em Sa&uacute;de Mental, Dire&ccedil;&atilde;o&#45;Geral da Sa&uacute;de: PNPCT, <a href="mailto:miguelnarigao@dgs.pt">miguelnarigao@dgs.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>A consciencializa&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da pessoa e dos seus direitos, que ocorreu durante o s&eacute;c. XX com maior evid&ecirc;ncia na segunda metade do s&eacute;culo, transformou a nossa perspetiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; caracter&iacute;stica das respostas dos servi&ccedil;os para pessoas com doen&ccedil;a mental. Passamos a valorizar uma interven&ccedil;&atilde;o abrangente e integradora mais centrada na sa&uacute;de mental e menos na interven&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica. Esta mudan&ccedil;a traduziu&#45;se na reforma dos grandes centros psiqui&aacute;tricos e na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de respostas na comunidade adaptadas &agrave;s necessidades da pessoa com doen&ccedil;a mental. Esta tend&ecirc;ncia encontra&#45;se igualmente contemplada no nosso Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental e no projeto de Cuidados Continuados Integrados para a Sa&uacute;de Mental (CCISM), que se inspirou em experi&ecirc;ncias internacionais relevantes onde existem pontos de contacto com a nossa realidade sociol&oacute;gica. As experi&ecirc;ncias ocorridas em v&aacute;rios pa&iacute;ses e regi&otilde;es que puseram em pr&aacute;tica reformas de sa&uacute;de mental, mostram que as op&ccedil;&otilde;es escolhidas foram influenciadas pelos contextos sociais e pol&iacute;ticos determinando diferen&ccedil;as nos modelos. Apesar disto, podemos encontrar princ&iacute;pios orientadores comuns que sustentaram e possibilitaram a constru&ccedil;&atilde;o de alternativas reabilitativas para pessoas com doen&ccedil;a mental grave.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o; Sa&uacute;de Mental; Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>The awareness of the importance of the individual and his rights that occurred during the century XX prominently in the second half of the century has transformed our perspective in relation to the responses of services for people with mental illness. We come to value a more integrative and comprehensive intervention focused on mental health and less on psychiatric intervention. This change resulted in the reform of large psychiatric centres and the availability of community responses tailored to the needs of people with mental illness. This trend is also included in our National Mental Health Plan (Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental) and in design programmes and services for the psychosocial rehabilitation of people with severe mental illness (Cuidados Continuados Integrados para a Sa&uacute;de Mental), which was inspired by relevant international experiences where there are points of contact with our sociological reality. The mental health reforms that have taken place in several countries and regions show that the options taken were influenced by social and political contexts determining differences in the models. Despite this, we can find common guiding principles that underpinned and enabled the construction of rehabilitative alternatives for people with severe mental illness.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Deinstitutionalization; Mental Health, Psychosocial Rehabilitation.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>A evolu&ccedil;&atilde;o dos modelos de cuidados continuados para a sa&uacute;de mental, reflete a multiplicidade de vari&aacute;veis que influenciaram estes projetos e as caracter&iacute;sticas das respostas surgidas em cada contexto. As condicionantes resultam da hist&oacute;ria e cultura de cada regi&atilde;o e das motiva&ccedil;&otilde;es que desencadearam os processos, na maior parte das situa&ccedil;&otilde;es tendo como primeiro objetivo o encerramento das institui&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas em resposta a uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o e defesa dos direitos humanos das pessoas em desvantagem social. Mas igualmente outros aspetos essenciais da organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e sociais, como, o econ&oacute;mico numa l&oacute;gica de melhor custo&#150;beneficio dos servi&ccedil;os prestados, a disponibilidade e forma&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos, a conce&ccedil;&atilde;o sobre o papel dos cuidados continuados na continuidade de cuidados, contribu&iacute;ram para a mudan&ccedil;a de perspetiva em rela&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os a disponibilizar para as pessoas com doen&ccedil;a mental grave (DMG) e suas fam&iacute;lias. Deste modo n&atilde;o se pode falar de uma hist&oacute;ria de cuidados continuados para a sa&uacute;de mental, mas de v&aacute;rias hist&oacute;rias que se revelam diferentes de pa&iacute;s para pa&iacute;s e em alguns pa&iacute;ses, de regi&atilde;o para regi&atilde;o.</p>

	    <p>Por outro lado, podemos afirmar que a evolu&ccedil;&atilde;o de respostas em cuidados continuados de sa&uacute;de mental acompanhou a evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; conce&ccedil;&atilde;o da pessoa com DMG. Da refer&ecirc;ncia ancestral ao louco, transitou&#45;se para uma conce&ccedil;&atilde;o de doente, e finalmente para a do cidad&atilde;o com doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica ou mental, a quem se reconhece o direito pleno de exerc&iacute;cio da cidadania. Para esta transi&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;ram muito os processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o que ocorreram em v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, largamente influenciados pelas perspetivas "revolucion&aacute;rias" de Basaglia em Trieste (It&aacute;lia).</p>

	    <p>As primeiras respostas nesta &aacute;rea foram criadas essencialmente para promover a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o, numa perspetiva de transi&ccedil;&atilde;o das estruturas asilares para a comunidade, onde por via das caracter&iacute;sticas desta popula&ccedil;&atilde;o, existia uma componente terap&ecirc;utica acentuada. As respostas residenciais com o seu ambiente dom&eacute;stico, ainda que nesta fase inicial se destinassem predominantemente a pessoas com internamentos hospitalares muito prolongados e suposto menor potencial de reabilita&ccedil;&atilde;o, foram referidas como promotoras da melhoria da qualidade de vida e aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o dos residentes (Girolamo <i>et al</i>., 2007; Thornicroft, Bebbington, &amp; Leff, 2005).</p>

	    <p>Progressivamente foi&#45;se assistindo a uma maior autonomiza&ccedil;&atilde;o destas estruturas de reabilita&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental, relativamente aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, procurando adaptar&#45;se as respostas a diferentes necessidades. As primeiras unidades residenciais comunit&aacute;rias surgem com o objetivo de estimular a autonomia e capacidade de decis&atilde;o dos residentes, aumentar o potencial de adapta&ccedil;&atilde;o da pessoa com DMG a diferentes contextos e facilitar a sua integra&ccedil;&atilde;o social. Mas foi ocupando maior destaque o apoio residencial, como alternativa eficaz na promo&ccedil;&atilde;o da autonomia, iniciativa e integra&ccedil;&atilde;o social das pessoas em processo reabilitativo.</p>

	    <p>Conv&eacute;m salientar, que a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o obriga a cuidadosa pondera&ccedil;&atilde;o quanto ao seu impacto nas pessoas que t&ecirc;m de transitar para outro ambiente e estrutura. N&atilde;o obstante a sua inten&ccedil;&atilde;o beneficente, estes processos t&ecirc;m custos psicol&oacute;gicos para a pessoa envolvida, o que significa que devem ser cuidadosamente preparados para minimizar as dificuldades e sofrimento que podem resultar nesta transi&ccedil;&atilde;o (Farhall, Trauer, Newton, &amp; Cheung, 2003; Friedrich, Hellingsworth, Hradek, Friedrich, &amp; Culp, 1999).</p>

	    <p>As primeiras resid&ecirc;ncias de cuidados continuados respondiam a uma necessidade de encerramento dos hospitais psiqui&aacute;tricos, e respetiva desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o das pessoas a&iacute; internadas, dirigindo&#45;se a pessoas com necessidades relativamente homog&eacute;neas para quem a simples mudan&ccedil;a de condi&ccedil;&otilde;es representava um avan&ccedil;o consider&aacute;vel. Gradativamente, assistiu&#45;se a uma mudan&ccedil;a na popula&ccedil;&atilde;o atendida (mais jovem), com necessidades heterog&eacute;neas e maior capacidade reivindicativa, que em v&aacute;rios pa&iacute;ses culminou na organiza&ccedil;&atilde;o de grupos de utentes e familiares com maior poder de exig&ecirc;ncia no acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o e emprego apoiados.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tend&ecirc;ncia atual na organiza&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados em sa&uacute;de mental traduz&#45;se num modelo misto, que inclui as dimens&otilde;es sa&uacute;de e social, procurando responder a diferentes exig&ecirc;ncias de cuidados, organizados em rede e promotores de aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias para a vida na comunidade.</p>

	    <p>Neste &acirc;mbito, alguns aspetos comuns &agrave;s diferentes experi&ecirc;ncias internacionais t&ecirc;m sido frequentemente referidos:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consenso quanto &agrave; import&acirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es na comunidade para uma evolu&ccedil;&atilde;o mais favor&aacute;vel da pessoa com DMG (Sylvestre, Nelson, Sabloff, &amp; Peddle, 2007);</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Programas com &ecirc;nfase na funcionalidade pessoal e social sustentada numa rede de servi&ccedil;os de apoio (Maria e Sousa, 2000; Nelson, Hall, &amp; Walsh&#45;Bowers, 1998; Nelson, &amp; Peddle, 2005; Sylvestre <i>et al</i>., 2007);</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cuidados baseados numa perspetiva de evolu&ccedil;&atilde;o gradual para a maior autonomia poss&iacute;vel;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Respostas que pressup&otilde;em transi&ccedil;&atilde;o progressiva para resid&ecirc;ncias com maior autonomia (<i>continuum residencial</i>) ou outras mudan&ccedil;as semelhantes s&atilde;o desestabilizadoras e n&atilde;o se traduzem em ganhos de compet&ecirc;ncias ou satisfa&ccedil;&atilde;o dos utilizadores (Marcelino <i>et al</i>., 2004; Maria e Sousa, 2000; Nelson, Aubry, &amp; Hutchinson, 2010);</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resid&ecirc;ncias de grande lota&ccedil;&atilde;o assim como ambientes restritivos ou demasiado protegidos diminuem a iniciativa, promovem a depend&ecirc;ncia e autonomia e diminuem a satisfa&ccedil;&atilde;o dos residentes (Macpherson, Shepherd, &amp; Edwards, 2011; Maria e Sousa, 2000; Mcinerney, Finnerty, Avalos, &amp; Walsh, 2010; Nelson, &amp; Peddle, 2005; Nelson <i>et al</i>., 2010; Piat, Wallace, Wohl, Minc, &amp; Hatton, 2002; Sylvestre <i>et al</i>., 2007).</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prefer&ecirc;ncia dos utilizadores por alojamentos com maior autonomia e maior privacidade (Macpherson <i>et al</i>., 2011; Nelson, &amp; Peddle, 2005; Nelson <i>et al</i>., 2010; Sylvestre <i>et al</i>., 2007).</p>

	    <p>As dificuldades surgem em rela&ccedil;&atilde;o a:</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caracter&iacute;sticas e n&uacute;mero de profissionais em cada dispositivo residencial, muito diversificado e dependendo da origem das respostas (sectores da sa&uacute;de ou social, p&uacute;blico ou privado, lucrativo ou n&atilde;o lucrativo...);</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diferentes metodologias e sele&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis utilizadas na avalia&ccedil;&atilde;o do impacto dos programas nos utentes, que n&atilde;o permite uma compara&ccedil;&atilde;o dos modelos de reabilita&ccedil;&atilde;o e respostas utilizados ainda que todos os resultados sejam animadores:</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Melhor ades&atilde;o aos tratamentos;</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Estabiliza&ccedil;&atilde;o da sintomatologia positiva e melhoria da negativa;</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Assun&ccedil;&atilde;o do papel nas atividades de vida di&aacute;ria;</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Maior iniciativa social e autonomia;</p>

	    <p>o&nbsp;&nbsp; Melhoria nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais;</p>

	    <p>As avalia&ccedil;&otilde;es salientam sempre o maior risco das respostas residenciais, o risco de transinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o. Ou seja, o risco de repeti&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e ambientes n&atilde;o promotores de um processo de reabilita&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o da pessoa, representando apenas uma mudan&ccedil;a de uma "institui&ccedil;&atilde;o" para outra "institui&ccedil;&atilde;o". Este risco pode ser combatido atrav&eacute;s de medidas organizacionais e de controlo de qualidade, nomeadamente com o enquadramento claro em princ&iacute;pios que orientem os envolvidos nestas respostas, na defini&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prestados, na sele&ccedil;&atilde;o de profissionais, acompanhamento, forma&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos mesmos, na participa&ccedil;&atilde;o efetiva dos utentes na tomada de decis&atilde;o e na cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades para a sua integra&ccedil;&atilde;o na comunidade, numa avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos resultados obtidos.</p>

	    <p>Uma discuss&atilde;o habitual, interessante, que influencia as caracter&iacute;sticas das respostas em cuidados continuados na sa&uacute;de mental, tem sido a aus&ecirc;ncia de consenso em torno da operacionaliza&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conceito subjacente. As resid&ecirc;ncias para a reabilita&ccedil;&atilde;o da pessoa com DMG devem ser locais de tratamento, ou locais de habita&ccedil;&atilde;o de onde se parte para programas de reabilita&ccedil;&atilde;o e para os cuidados de sa&uacute;de em geral (Marcelino <i>et al</i>., 2004; Santone <i>et al</i>., 2005). A experi&ecirc;ncia pessoal, profissional dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de condiciona o posicionamento em rela&ccedil;&atilde;o ao que pensam ser a melhor solu&ccedil;&atilde;o para os seus utentes, mas o erro b&aacute;sico residir&aacute; exatamente nesta suposi&ccedil;&atilde;o baseada na experi&ecirc;ncia se n&atilde;o lhe for acrescentado o desejo e aspira&ccedil;&atilde;o das pessoas a quem se destinam estas respostas.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Alguns Exemplos</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <i>reforma psiqui&aacute;trica Italiana</i>, modelo relevante neste &acirc;mbito e que decorre desde 1978, tem ela pr&oacute;pria sido heterog&eacute;nea. Surgiram variadas estruturas residenciais, com diferen&ccedil;as consider&aacute;veis na composi&ccedil;&atilde;o das equipas e mesmo na conceptualiza&ccedil;&atilde;o dos processos de interven&ccedil;&atilde;o. As avalia&ccedil;&otilde;es realizadas em 2005 (Girolamo <i>et al</i>., 2005, Santone <i>et al</i>., 2005) tornaram evidente entre outros aspetos, que resid&ecirc;ncias com programas e funcionamento muito restritivo n&atilde;o satisfaziam os residentes, e que algumas atividades como reuni&otilde;es peri&oacute;dicas onde participavam profissionais e utentes eram sentidas como muito positivas, melhorando a sensa&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o na decis&atilde;o e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Como noutros contextos, a transi&ccedil;&atilde;o entre resid&ecirc;ncias n&atilde;o &eacute; vista como positiva, por n&atilde;o ser f&aacute;cil a transi&ccedil;&atilde;o de capacidades/compet&ecirc;ncias adquiridas, para outro contexto.</p>

	    <p>Uma das dificuldades apontadas no projeto Italiano (Girolamo <i>et al</i>., 2005, Santone <i>et al</i>., 2005) relaciona&#45;se com a aus&ecirc;ncia de caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atendida, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas necessidades e autonomia, e na sele&ccedil;&atilde;o da resid&ecirc;ncia que melhor se adequaria ao perfil da pessoa. A heterogeneidade de necessidades dos grupos presentes em cada resid&ecirc;ncia tem dificultado a implementa&ccedil;&atilde;o de atividades comuns e mesmo a sele&ccedil;&atilde;o dos profissionais com o perfil mais indicado para cada local. A maior parte das resid&ecirc;ncias em It&aacute;lia t&ecirc;m capacidade at&eacute; 10 residentes e 75% t&ecirc;m equipas em fun&ccedil;&otilde;es 24h, com predomin&acirc;ncia de enfermeiros e monitores/auxiliares.</p>

	    <p><i>Em Inglaterra</i> a exemplo de outros pa&iacute;ses com processos posteriores, os residentes manifestaram satisfa&ccedil;&atilde;o pelo aumento da autonomia, e 40%, ao fim de 1 ano Thornicroft <i>et al</i>., 2005), sentiam mudan&ccedil;as positivas desde que tinham deixado o hospital. Durante este per&iacute;odo n&atilde;o existiram grandes altera&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas, exceto na tend&ecirc;ncia para um comportamento social menos propenso a agir com base em ideias bizarras.</p>

	    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o desenvolvida cinco anos ap&oacute;s a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o (Mcinerney <i>et al</i>., 2010), os resultados mostraram melhoria significativa no n&iacute;vel de interesse, de atividade e compet&ecirc;ncias na comunidade. No entanto, apesar da expectativa de que melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida na comunidade pudessem resultar em melhoria evidente nas pessoas, tal n&atilde;o foi muito evidente neste estudo. Os longos per&iacute;odos de internamento com processos de reabilita&ccedil;&atilde;o, conjugado com o facto de algumas destas respostas residenciais se terem transformado em novas "institui&ccedil;&otilde;es" na comunidade sem programas adequados de reabilita&ccedil;&atilde;o, contribu&iacute;ram para esses resultados. O n&iacute;vel de interesse que tinha subido durante o primeiro ano, para descer nos cinco anos seguintes, parece poder dever&#45;se a um investimento inicial da equipa, que n&atilde;o teve continuidade. Tornou&#45;se evidente a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e do refor&ccedil;o da motiva&ccedil;&atilde;o do pessoal envolvido nos projetos, para que uma verdadeira mudan&ccedil;a ocorra nas pessoas em processo de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A <i>experi&ecirc;ncia Andaluza</i> tem igualmente sido relevante na compreens&atilde;o dos ganhos em sa&uacute;de e em reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, decorrentes da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o de pessoas com DMG (Marcelino <i>et al</i>., 2004; Lopez, Laviana, Lopez, &amp; Tirado, 2007; Marcelino, 2009).</p>

	    <p>Os esfor&ccedil;os empreendidos pela <i>Fundaci&oacute;n Andaluza para la Integraci&oacute;n Social del Enfermo Mental</i> (FAISEM) tomam como objetivo primordial, favorecer a perman&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o ativa na vida social das pessoas com DMG, tendo as estruturas comunit&aacute;rias criado resposta para um conjunto de necessidades b&aacute;sicas da vida quotidiana dos seus utentes, como a habita&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o de cuidados b&aacute;sicos da vida di&aacute;ria (higiene, medica&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o da vida di&aacute;ria, etc.) e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais significativas. Segundo a FAISEM, estes objetivos cumprem&#45;se atrav&eacute;s da garantia aos utentes de alojamentos est&aacute;veis, com sistemas de apoio flex&iacute;veis, mas sem excluir a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es complementares da Sa&uacute;de, respons&aacute;vel pelos projetos de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial.</p>

	    <p>As estruturas residenciais s&atilde;o asseguradas predominantemente por monitores, sem forma&ccedil;&atilde;o profissional espec&iacute;fica e com o estatuto de "tarefeiros", que d&atilde;o suporte e desenvolvem com os residentes um plano de reabilita&ccedil;&atilde;o individual, <i>Programa Individualizado de</i> <i>Atenci&oacute;n Residencial</i> (PIAR), elaborado em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental. As respostas residenciais da FAISEM d&atilde;o continuidade a um <i>Plan Individualizado de Tratamiento</i> (PIT), para o qual contribuem m&uacute;ltiplos parceiros (fam&iacute;lia, utente, servi&ccedil;os de sa&uacute;de) e que inclui al&eacute;m do programa residencial, um programa ocupacional e laboral e outros de &acirc;mbito social relevantes para a reabilita&ccedil;&atilde;o da pessoa. Os programas t&ecirc;m por princ&iacute;pios orientadores basilares o respeito pelos direitos de cidadania, a autonomia e participa&ccedil;&atilde;o, a ocupa&ccedil;&atilde;o e o emprego.</p>

	    <p>No <i>Canad&aacute;,</i> a experi&ecirc;ncia de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o ocorre desde os anos 60. Atualmente, em Ontario, a tend&ecirc;ncia de cria&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncias tem sido no sentido de estruturas de apoio, que mantenham os princ&iacute;pios de cidadania e autonomia dos residentes, percebendo esta resposta como um meio de inser&ccedil;&atilde;o na comunidade, onde estrat&eacute;gias como o <i>case management</i> ou o <i>assertive community tratement</i> s&atilde;o apontados como metodologias eficazes para atingir aquele objetivo (George <i>et al</i>., 2005; Nelson, &amp; Peddle, 2005; Sylvestre <i>et al</i>., 2007).</p>

	    <p>Em Montreal foi desenvolvida uma experi&ecirc;ncia semelhante &agrave; da Andaluzia, de cariz eminentemente residencial, para pessoas com DMG, que n&atilde;o tinham sido capazes de viver noutras solu&ccedil;&otilde;es residenciais. Mas neste caso os profissionais tiveram forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ou tinham experi&ecirc;ncia profissional pr&eacute;via para a fun&ccedil;&atilde;o que exerciam. Esta experi&ecirc;ncia apresentou resultados preliminares animadores (Piat <i>et al</i>., 2002).</p>

	    <p>Quanto &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es, v&aacute;rios estudos assinalam a limpeza, conforto e mobili&aacute;rio como os aspetos mais relevantes indicados pelos residentes, que interferem com o seu bem&#45;estar (Nelson, &amp; Peddle, 2005). A privacidade &eacute; das principais preocupa&ccedil;&otilde;es dos utentes, o que determina maior satisfa&ccedil;&atilde;o com resid&ecirc;ncias com menor n&uacute;mero de residentes. No entanto, &eacute; referida a sensa&ccedil;&atilde;o de solid&atilde;o e isolamento pelos que habitam sozinhos, o que levou os utilizadores a sugerirem a exist&ecirc;ncia de apartamentos com espa&ccedil;os comuns (Nelson, &amp; Peddle, 2005). As resid&ecirc;ncias com menos residentes est&atilde;o associadas a menor ansiedade, menor passividade, menor distanciamento dos outros, a uma maior considera&ccedil;&atilde;o positiva do envolvimento social e a maior autonomia (Nelson, &amp; Peddle, 2005).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>

	    <p>A reforma da sa&uacute;de mental em Portugal responde essencialmente a uma exig&ecirc;ncia de sa&uacute;de p&uacute;blica, mas representa igualmente um passo civilizacional na valoriza&ccedil;&atilde;o do respeito pelos direitos humanos. Numa &eacute;poca em que os problemas econ&oacute;micos acentuam a visibilidade dos problemas de sa&uacute;de mental e a dificuldade de resposta dos servi&ccedil;os a este fen&oacute;meno, torna&#45;se indispens&aacute;vel caminhar para modelos integrados e adaptados a novas exig&ecirc;ncias clinicas, transformadas por for&ccedil;a das representa&ccedil;&otilde;es socioculturais contempor&acirc;neas. Representa&ccedil;&otilde;es que imp&otilde;em &agrave; pessoa com doen&ccedil;a mental, como a outra qualquer pessoa, a necessidade e o desejo de exerc&iacute;cio da cidadania que provam a sua participa&ccedil;&atilde;o e exist&ecirc;ncia na comunidade. Os projetos de cuidados continuados devem responder a estas necessidades, desviando o foco de aten&ccedil;&atilde;o do doente para a pessoa, valorizando a sua autonomia e integra&ccedil;&atilde;o na comunidade. O n&atilde;o investimento neste tipo de alternativa representa um retrocesso na reforma da sa&uacute;de mental, condena&#45;nos a um futuro de maior desigualdade e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do estigma e descrimina&ccedil;&atilde;o, de aus&ecirc;ncia de oportunidade e de menor capacidade de resposta dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &agrave;s pessoas com doen&ccedil;a mental grave.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Farhall, J., Trauer, T., Newton, R., &amp; Cheung, P. (2003). Minimizing adverse effects on patients of involuntary reclocation from long&#45;stay wards to community residences. <i>Psychiatric Services, 54</i>(7), 1022&#45;1027.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1647-2160201200020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Friedrich, R., Hellingsworth, B., Hradek, E., Friedrich, H., &amp; Culp, K. (1999). Family and client perspectives on alternative residential settings for persons with severe mental illness. <i>Psychiatric Services, 50</i>(4), 509&#45;514.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1647-2160201200020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>George, L., Sylvestre, J., Aubry, T., Durbin, J., Nelson, G., Sabloff, A., &amp; Trainor, J. (2005). <i>Strengthening the housing system for people who have experienced serious mental illness: A value&#45;based and evidence&#45;based approach</i>. Technical report prepared for the Ontario Ministry of Health and Long&#45;Term Care.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1647-2160201200020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Girolamo, G., Picardi, A., Santone, G., Falloon, I., Morosini, P., Fioritti, A., &amp; Micciolo, R. (2005). The severely mentally ill in residential facilities; a national survey in Italy. <i>Psychological Medicine</i>, (35), 421&#45;431. doi: 10.1017/S0033291704003502&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1647-2160201200020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Girolamo, G., Bassi, M., Neri, M., Ruggeri, M., Santone, G., &amp; Picardi, A. (2007). The current state of mental health care in Italy: problems, perspectives, and lessons to learn. <i>European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences</i>, (257), 83&#45;91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1647-2160201200020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Lopez, M., Laviana, M., Lopez, A., &amp; Tirado, C. (2007). El sistema para la autonomia y la atenci&oacute;n a la depend&ecirc;ncia y las personas com transtorno mental grave. <i>Rehabilitacion psicossocial</i>, (4), 11&#45;27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1647-2160201200020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Macpherson, R., Shepherd, G., &amp; Edwards, T. (2011). Supported accommodation for people with severe mental illness: a review. <i>Advances in Psychiatric Treatment, 10</i>, 180&#45;188&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1647-2160201200020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcelino, A. (2009). <i>Los programas de apoyo social en la atenci&oacute;n comunitaria a personas transtornos mentales graves: Una visi&oacute;n desde Andalucia</i>. Fundaci&oacute;n Tutelar de la Rioja.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1647-2160201200020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Marcelino, A., Ladislao, L., Margarita, L., Luis F., Pablo G&#45;C., &amp; Andr&eacute;s L. (2004). Los programas residenciales para personas con trastorno mental severo: Revisi&oacute;n y propuestas. <i>Archivos de Psiquiatria, 67</i>(2), 101&#45;128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1647-2160201200020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Maria, S., &amp; Sousa, F. (2000). A desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e as alternativas habitacionais ao dispor de indiv&iacute;duos com perturba&ccedil;&otilde;es mentais: Um novo modelo habitacional &#150; A habita&ccedil;&atilde;o apoiada. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 2</i>(XVIII), 181&#45;189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1647-2160201200020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Mcinerney, S., Finnerty, S., Avalos, G., &amp; Walsh, E. (2010). Better off in the community? A 5&#45;year follow up study of long&#45;term psychiatric patients discharged into the community. <i>Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology</i>, (45), 469&#45;473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1647-2160201200020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Nelson, G., Hall, G., &amp; Walsh&#45;Bowers, R. (1998). The relationship between housing characteristics, emotional well&#45;being and the personal empowerment of psychiatric consumer/survivors. <i>Community Mental Health Journal, 34</i>(1), 57&#45;69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1647-2160201200020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Nelson, G., &amp; Peddle, S. (2005). Housing and support for people who have experienced serious mental illness: Value base and research evidence. Department of Psychology Wilfrid Laurier University. Acedido em <a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;frm=1&amp;source=web&amp;cd=1&amp;sqi=2&amp;ved=0CC4QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sciencessociales.uottawa.ca%2Fcrecs%2Fpdf%2Fontariohousingpolicy&#45;nelsonlitreview%2520jan05.pdf&amp;ei=9vEjUY_IFMnDhAe55IHgDg&amp;usg=AFQjCNE8O6Zin9h3vDG9DD2I5xDnsBTj1A&amp;sig2=SzbDrFpN45QtLfF20lbDbg" target="_blank">http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;frm=1&amp;source=web&amp;cd=1&amp;sqi=2&amp;ved=0CC4QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sciencessociales.uottawa.ca%2Fcrecs%2Fpdf%2Fontariohousingpolicy&#45;nelsonlitreview%2520jan05.pdf&amp;ei=9vEjUY_IFMnDhAe55IHgDg&amp;usg=AFQjCNE8O6Zin9h3vDG9DD2I5xDnsBTj1A&amp;sig2=SzbDrFpN45QtLfF20lbDbg</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1647-2160201200020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nelson G., Aubry T., &amp; Hutchison J. (2010). Housing and Mental Health. In J. H. Stone &amp; M. Blouin (Eds.), <i>International Encyclopedia of Rehabilitation</i>. Acedido em <a href="http://cirrie.buffalo.edu/encyclopedia/en/article/132/" target="_blank">http://cirrie.buffalo.edu/encyclopedia/en/article/132/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1647-2160201200020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Piat, M., Lesage, A., Boyer, R., Dorvil, H., Couture, A., Grenier, G., &amp; Bloom, D. (2008). Housing for Persons With Serious Mental Illness: Consumer and Service Provider Preferences. <i>Psychiatric Services, 59</i>(9).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1647-2160201200020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Piat, M., &amp; Sabetti, J. (2010). <i>Residential Housing for Persons with Serious Mental Illness: The Fifty Year Experience with Foster Homes in Canada</i>. CIRRIE. Acedido em <a href="http://cirrie.buffalo.edu" target="_blank">http://cirrie.buffalo.edu</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1647-2160201200020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Piat, M., Wallace, T., Wohl, S., Minc, R., &amp; Hatton, L.&nbsp; (2002)&nbsp; Developing housing for Persons with severe mental illness: an innovative community foster home. <i>International Journal of Psychosocial Rehabilitation</i>, (7), 43&#45;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1647-2160201200020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Santone, G., Girolamo, G., Fallon, I., Fioritti, A., Miccioli, R., Picardi, A., &amp; Zanalda, E. (2005) The process of care in residential facilities A national survey in Italy. Society of Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, (40), 540&#150;550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1647-2160201200020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Sylvestre, J., Nelson, G., Sabloff, A., &amp; Peddle, S. (2007). Housing for people with serious mental ilness: a comparison of values and research. <i>American Journal of Community Psychology</i>, (40), 125&#45;137. doi: 10.1007/s10464&#45;007&#45;9129&#45;9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1647-2160201200020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sylvestre, J., George, L., Aubry, T., Durbin, S., Nelson, G., &amp; Trainor, J. (2007). Strengthening Ontario`s system of housing for people with serious mental illness. <i>Canadian Journal of Community Mental Health, 26</i>(1), 79&#45;95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1647-2160201200020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Thornicroft, G., Bebbington, P., &amp; Leff, J. (2005). Outcomes for Long&#45;Term Patients One Year After Discharge From a Psychiatric Hospital. <i>Psychiatric Services</i>, (56), 1416&#45;1422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1647-2160201200020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 25.09.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.12.2012</p>
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Farhall]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newton]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cheung]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Minimizing adverse effects on patients of involuntary reclocation from long-stay wards to community residences]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatric Services]]></source>
<year>2003</year>
<volume>54</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>1022-1027</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friedrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hellingsworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hradek]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friedrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Culp]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family and client perspectives on alternative residential settings for persons with severe mental illness]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatric Services]]></source>
<year>1999</year>
<volume>50</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>509-514</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[George]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sylvestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aubry]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Durbin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sabloff]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trainor]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strengthening the housing system for people who have experienced serious mental illness: A value-based and evidence-based approach]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Girolamo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Picardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santone]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falloon]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morosini]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fioritti]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Micciolo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The severely mentally ill in residential facilities: a national survey in Italy]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Medicine]]></source>
<year>2005</year>
<volume>35</volume>
<page-range>421-431</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Girolamo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neri]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruggeri]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santone]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Picardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The current state of mental health care in Italy: problems, perspectives, and lessons to learn]]></article-title>
<source><![CDATA[European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences]]></source>
<year>2007</year>
<volume>257</volume>
<page-range>83-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laviana]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tirado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El sistema para la autonomia y la atención a la dependência y las personas com transtorno mental grave]]></article-title>
<source><![CDATA[Rehabilitacion psicossocial]]></source>
<year>2007</year>
<volume>4</volume>
<page-range>11-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macpherson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shepherd]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Supported accommodation for people with severe mental illness: a review]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in Psychiatric Treatment]]></source>
<year>2011</year>
<volume>10</volume>
<page-range>180-188</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marcelino]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los programas de apoyo social en la atención comunitaria a personas transtornos mentales graves: Una visión desde Andalucia]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[Fundación Tutelar de la Rioja]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marcelino]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ladislao]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Margarita]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luis]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pablo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G-C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrés]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los programas residenciales para personas con trastorno mental severo: Revisión y propuestas]]></article-title>
<source><![CDATA[Archivos de Psiquiatria]]></source>
<year>2004</year>
<volume>67</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>101-128</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maria]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A desinstitucionalização e as alternativas habitacionais ao dispor de indivíduos com perturbações mentais: Um novo modelo habitacional - A habitação apoiada]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2000</year>
<volume>2</volume>
<numero>XVIII</numero>
<issue>XVIII</issue>
<page-range>181-189</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mcinerney]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Finnerty]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Avalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Better off in the community?: A 5-year follow up study of long-term psychiatric patients discharged into the community]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>45</volume>
<page-range>469-473</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walsh-Bowers]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The relationship between housing characteristics, emotional well-being and the personal empowerment of psychiatric consumer/survivors]]></article-title>
<source><![CDATA[Community Mental Health Journal]]></source>
<year>1998</year>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>57-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peddle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Housing and support for people who have experienced serious mental illness: Value base and research evidence]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-name><![CDATA[Department of Psychology Wilfrid Laurier University]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aubry]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hutchison]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Housing and Mental Health]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Stone]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blouin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[International Encyclopedia of Rehabilitation]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piat]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lesage]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dorvil]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Couture]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grenier]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Housing for Persons With Serious Mental Illness: Consumer and Service Provider Preferences]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatric Services]]></source>
<year>2008</year>
<volume>59</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piat]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sabetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Residential Housing for Persons with Serious Mental Illness: The Fifty Year Experience with Foster Homes in Canada]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[CIRRIE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piat]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wallace]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wohl]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Minc]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hatton]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Developing housing for Persons with severe mental illness: an innovative community foster home]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Psychosocial Rehabilitation]]></source>
<year>2002</year>
<volume>7</volume>
<page-range>43-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santone]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Girolamo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fallon]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fioritti]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miccioli]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Picardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zanalda]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The process of care in residential facilities: A national survey in Italy]]></article-title>
<source><![CDATA[Society of Psychiatry and Psychiatric Epidemiology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>40</volume>
<page-range>540-550</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sylvestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sabloff]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peddle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Housing for people with serious mental ilness: a comparison of values and research]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Community Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>40</volume>
<page-range>125-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sylvestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[George]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aubry]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Durbin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trainor]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strengthening Ontario`s system of housing for people with serious mental illness]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Journal of Community Mental Health]]></source>
<year>2007</year>
<volume>26</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>79-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thornicroft]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bebbington]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leff]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcomes for Long-Term Patients One Year After Discharge From a Psychiatric Hospital]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatric Services]]></source>
<year>2005</year>
<volume>56</volume>
<page-range>1416-1422</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
