<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-2160</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-2160</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-21602013000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ansiedade e Relacionamento Conjugal em Mulheres com Infertilidade: Impacto da Terapia de Grupo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cordeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina Sofia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Carlos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Leiria Escola Superior de Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>9</numero>
<fpage>7</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602013000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Milhões de pessoas em todo o mundo vêm dificultada a possibilidade de constituírem descendência devido a problemas de fertilidade. Esta situação tem repercussões muito negativas no bem-estar dos indivíduos, podendo desencadear sentimentos de perda, falha, exclusão e várias reações emocionais, entre as quais se destaca a ansiedade. Sendo o casal e o seu relacionamento afetado pela infertilidade, verifica-se que a mulher experiencia muito mais sintomas psicológicos que o homem. Os autores apontam a terapia de grupo como um bom recurso terapêutico a utilizar perante situações de infertilidade. No entanto, na realidade não foram encontrados estudos em Portugal nesta área, pelo que o seu desenvolvimento assume uma grande importância. Tendo isto em consideração, concebeu-se um estudo para avaliar o impacto de uma intervenção terapêutica em grupo, realizada por enfermeiras especialistas em enfermagem de saúde mental e psiquiatria, na ansiedade e relacionamento conjugal de mulheres com infertilidade. Metodologicamente, o presente trabalho consiste num estudo de casos múltiplos do tipo exploratório com experimentação, no qual se desenvolveu uma intervenção que consistiu na execução de 9 sessões de terapia de grupo de base psicoterapêutica e psicoeducativa, desenvolvidas semanalmente. Na intervenção abordaram-se estratégias terapêuticas de base cognitivo-comportamental para controlar a ansiedade e comunicacionais para melhorar o relacionamento conjugal. Foram utilizados como instrumentos centrais do estudo o Inventário de Ansiedade Estado-Traço de Spielberger na versão portuguesa de Américo Batista, validada para a população portuguesa por Silva, e a Escala de Ajustamento Diádico, traduzida e validada para a população portuguesa por Pedro Nobre. A intervenção foi desenvolvida com três mulheres com infertilidade, tendo-se obtido os seguintes resultados: em todos os casos ocorreu uma diminuição da ansiedade estado e em dois deles também da ansiedade traço; no relacionamento conjugal apenas duas das clientes beneficiaram com a terapia realizada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Millions of people around the world face difficulties to produce offspring due to fertility problems. This situation has very negative impact on the welfare of the individual, and it can cause feelings of loss, failure, and several negative emotional reactions, bringing an onset of anxiety. The couple&#8217;s relationship is always affected by infertility, however it appears that women experience more psychological symptoms than men. The authors point out that group therapy is an excellent therapeutic resource to use in infertility cases. Although no studies in this field have been found in Portugal, its research is of remarked importance. Moreover, having this in mind, a study was conducted to evaluate the impact of a nurse who conducted a group therapy of married women with infertility problems. As in for the methodology, a multiple case study was used, in which was developed an intervention conducted by two specialist nurses in mental health and psychiatry nursing. This intervention consisted in nine sessions of psychotherapeutic and psychoeducational group therapy, developed on a weekly basis. It was given emphasis to cognitive-behavioral therapy strategies to decrease anxiety, and communication strategies to improve marital relationship. As central instruments for evaluating the effectiveness of this study, the State-Trait Anxiety Inventory (Portuguese version from Américo Baptista and validated to Portuguese population by Silva) and the Dyadic Adjustment Scale (Portuguese version from Pedro Nobre) were used. The intervention was developed with three women with infertility, yielding the following results: in all cases there was a decrease of the state of anxiety and in two of them also in trait anxiety; in respect to marital relationship, only two women benefited with the therapy performed.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ansiedade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Relacionamento Conjugal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Infertilidade Feminina]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia de Grupo]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[anxiety]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[marital relationship]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[female infertility]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[group therapy]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Ansiedade e Relacionamento Conjugal em Mulheres com Infertilidade: Impacto da Terapia de Grupo</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Marina Sofia Cordeiro*; Jos&eacute; Carlos Gomes**</b></p>

	    <p>*Enfermeira, Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria, Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE, <a href="mailto:marinasscordeiro@gmail.com">marinasscordeiro@gmail.com</a></p>

	    <p>**Professor Coordenador, Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Leiria, <a href="mailto:jcrgomes@ipleiria.pt">jcrgomes@ipleiria.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>Milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo v&ecirc;m dificultada a possibilidade de constitu&iacute;rem descend&ecirc;ncia devido a problemas de fertilidade. Esta situa&ccedil;&atilde;o tem repercuss&otilde;es muito negativas no bem&#45;estar dos indiv&iacute;duos, podendo desencadear sentimentos de perda, falha, exclus&atilde;o e v&aacute;rias rea&ccedil;&otilde;es emocionais, entre as quais se destaca a ansiedade. Sendo o casal e o seu relacionamento afetado pela infertilidade, verifica&#45;se que a mulher experiencia muito mais sintomas psicol&oacute;gicos que o homem.</p>

	    <p>Os autores apontam a terapia de grupo como um bom recurso terap&ecirc;utico a utilizar perante situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade. No entanto, na realidade n&atilde;o foram encontrados estudos em Portugal nesta &aacute;rea, pelo que o seu desenvolvimento assume uma grande import&acirc;ncia. Tendo isto em considera&ccedil;&atilde;o, concebeu&#45;se um estudo para avaliar o impacto de uma interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em grupo, realizada por enfermeiras especialistas em enfermagem de sa&uacute;de mental e psiquiatria, na ansiedade e relacionamento conjugal de mulheres com infertilidade.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Metodologicamente, o presente trabalho consiste num estudo de casos m&uacute;ltiplos do tipo explorat&oacute;rio com experimenta&ccedil;&atilde;o, no qual se desenvolveu uma interven&ccedil;&atilde;o que consistiu na execu&ccedil;&atilde;o de 9 sess&otilde;es de terapia de grupo de base psicoterap&ecirc;utica e psicoeducativa, desenvolvidas semanalmente. Na interven&ccedil;&atilde;o abordaram&#45;se estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas de base cognitivo&#45;comportamental para controlar a ansiedade e comunicacionais para melhorar o relacionamento conjugal.</p>

	    <p>Foram utilizados como instrumentos centrais do estudo o Invent&aacute;rio de Ansiedade Estado&#45;Tra&ccedil;o de Spielberger na vers&atilde;o portuguesa de Am&eacute;rico Batista, validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Silva, e a Escala de Ajustamento Di&aacute;dico, traduzida e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Pedro Nobre.</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o foi desenvolvida com tr&ecirc;s mulheres com infertilidade, tendo&#45;se obtido os seguintes resultados: em todos os casos ocorreu uma diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade estado e em dois deles tamb&eacute;m da ansiedade tra&ccedil;o; no relacionamento conjugal apenas duas das clientes beneficiaram com a terapia realizada.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Ansiedade; Relacionamento Conjugal; Infertilidade Feminina; Terapia de Grupo</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>Millions of people around the world face difficulties to produce offspring due to fertility problems. This situation has very negative impact on the welfare of the individual, and it can cause feelings of loss, failure, and several negative emotional reactions, bringing an onset of anxiety. The couple&rsquo;s relationship is always affected by infertility, however it appears that women experience more psychological symptoms than men.</p>

	    <p>The authors point out that group therapy is an excellent therapeutic resource to use in infertility cases. Although no studies in this field have been found in Portugal, its research is of remarked importance.</p>

	    <p>Moreover, having this in mind, a study was conducted to evaluate the impact of a nurse who conducted a group therapy of married women with infertility problems.</p>

	    <p>As in for the methodology, a multiple case study was used, in which was developed an intervention conducted by two specialist nurses in mental health and psychiatry nursing. This intervention consisted in nine sessions of psychotherapeutic and psychoeducational group therapy, developed on a weekly basis. It was given emphasis to cognitive&#45;behavioral therapy strategies to decrease anxiety, and communication strategies to improve marital relationship.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As central instruments for evaluating the effectiveness of this study, the State&#45;Trait Anxiety Inventory (Portuguese version from Am&eacute;rico Baptista and validated to Portuguese population by Silva) and the Dyadic Adjustment Scale (Portuguese version from Pedro Nobre) were used.</p>

	    <p>The intervention was developed with three women with infertility, yielding the following results: in all cases there was a decrease of the state of anxiety and in two of them also in trait anxiety; in respect to marital relationship, only two women benefited with the therapy performed.&nbsp;</p>

	    <p><b>Keywords:</b> anxiety; marital relationship; female infertility; group therapy</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>O desejo de ter um filho &eacute; parte integrante do projeto de vida da maioria dos indiv&iacute;duos, no entanto, milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo enfrentam problemas de fertilidade, sendo j&aacute; considerado uma problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de, 2008).</p>

	    <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o pode desencadear sentimentos de perda, falha, exclus&atilde;o e v&aacute;rias rea&ccedil;&otilde;es emocionais negativas, entre as quais se destaca a ansiedade, tendo tamb&eacute;m um grande impacto sobre o relacionamento conjugal (Abedinia, Ramezanzadeh, &amp; Noorbala, 2009; Avelar, Caetano, Moraes e Marinho, 200&#45;a; Broeck, Emery, Wischmann, &amp; Thorn, 2010; DGS, 2008; Domar, &amp; Prince, 2011; Farinati, 200&#45;; Melo, Leal e Faria, 2006; Moreira, Melo, Tomaz e Azevedo, 2006; Sopotorno, Silva e Lopes, 2008, cit. por Silva e Lopes, 2009).</p>

	    <p>Ambos os elementos do casal s&atilde;o afetados, mas a mulher experiencia muito mais sintomas, independentemente da causa de infertilidade ser sua ou do parceiro (Hammerli, Znoj, &amp; Barth, 2009; Miranda, 2005; Moreira <i>et al.</i>, 2006).</p>

	    <p>Broeck, Emery, Wischmann e Thorn (2010) afirmam que durante a pr&aacute;tica cl&iacute;nica de aconselhamento em infertilidade, os casais/indiv&iacute;duos procuram suporte em grupo, de forma a conhecerem outras pessoas em situa&ccedil;&otilde;es similares. Defendem igualmente que grupos educacionais em infertilidade devem permitir: uma partilha de experi&ecirc;ncias, receber informa&ccedil;&otilde;es, melhorar as compet&ecirc;ncias em comunica&ccedil;&atilde;o, a aprendizagem de t&eacute;cnicas de relaxamento e at&eacute; providenciar outras formas de suporte psicol&oacute;gico. Segundo Moreira e Azevedo (2010) e Broeck, Emery, Wischmann e Thorn (2010), a terapia de grupo &eacute; apontada como um bom recurso terap&ecirc;utico a utilizar perante estas situa&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>De acordo com Domar <i>et al</i> (2000), citados por Abedinia, Ramezanzadeh e Noorbala (2009), em situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade, as t&eacute;cnicas de tratamento psicol&oacute;gico que incluem psicoterapia e terapia cognitivo&#45;comportamental s&atilde;o conhecidas por prevenirem e curarem diversos problemas mentais, como a ansiedade e a depress&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es no relacionamento conjugal, tendo em conta a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o no seio de um casal em situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade, estas devem incidir no aperfei&ccedil;oamento das compet&ecirc;ncias em comunica&ccedil;&atilde;o e no fortalecimento da rela&ccedil;&atilde;o (Pasch, Dunkel&#45;Schetter, &amp; Christensen, 2001, Peterson, Pirritano, e Christencen, 2008, cit. por Broeck, Emery, Wischmann, &amp; Thorn, 2010).</p>

	    <p>Daniluk (2001, cit. por Moreira e Azevedo, 2010), considera que o atendimento em grupo para o casal inf&eacute;rtil tanto se pode desenvolver com o casal como com apenas um dos conjugues.</p>

	    <p>Ao pesquisar verificou&#45;se que em Portugal n&atilde;o se encontraram estudos no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica em grupo em situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade, pelo que o seu desenvolvimento assumia uma grande import&acirc;ncia. Surgiu assim a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o de partida do presente estudo: qual &eacute; o impacto da terapia de grupo no n&iacute;vel de ansiedade e no relacionamento conjugal de mulheres com infertilidade, clientes da consulta de Medicina de Reprodu&ccedil;&atilde;o de um centro hospitalar de Lisboa? Tra&ccedil;ou&#45;se como objetivo avaliar o impacto da terapia de grupo realizada pelo enfermeiro especialista em enfermagem de sa&uacute;de mental e psiquiatria no n&iacute;vel de ansiedade e no relacionamento conjugal de mulheres com infertilidade, clientes da consulta de Medicina de Reprodu&ccedil;&atilde;o de um centro hospitalar de Lisboa.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>O estudo em causa fundamentou&#45;se numa metodologia de estudo de casos m&uacute;ltiplos do tipo explorat&oacute;rio com experimenta&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A interven&ccedil;&atilde;o consistiu na realiza&ccedil;&atilde;o de 9 sess&otilde;es de terapia de grupo de base psicoterap&ecirc;utica e psicoeducativa, desenvolvidas semanalmente, com dura&ccedil;&atilde;o de 1h 30m, por duas enfermeiras especialistas de enfermagem de sa&uacute;de mental e psiquiatria, sendo uma tamb&eacute;m terapeuta familiar. Foi dado &ecirc;nfase a estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas de base cognitivo&#45;comportamental para lidar com a ansiedade e comunicacionais para melhorar o relacionamento conjugal.</p>

	    <p>De uma forma resumida, ao longo da interven&ccedil;&atilde;o foram realizadas as seguintes interven&ccedil;&otilde;es: na primeira sess&atilde;o da terapia procedeu&#45;se &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de todos os elementos, recorrendo a uma din&acirc;mica de grupo, e dos objetivos e normas do grupo terap&ecirc;utico; na segunda sess&atilde;o foi estimulada a expressividade de emo&ccedil;&otilde;es e realizada psicoeduca&ccedil;&atilde;o sobre ansiedade; nas terceira e quarta sess&otilde;es abordaram&#45;se estrat&eacute;gias cognitivo&#45;comportamentais no controlo da ansiedade; a quinta sess&atilde;o foi dedicada a t&eacute;cnicas de relaxamento, com pr&aacute;tica; na sexta foi realizada psicoeduca&ccedil;&atilde;o sobre comportamento assertivo; na s&eacute;tima e oitava sess&otilde;es desenvolveu&#45;se psicoeduca&ccedil;&atilde;o sobre comunica&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gias comunicacionais a utilizar no relacionamento conjugal; na nona e &uacute;ltima sess&atilde;o foi programado o encerramento da terapia com avalia&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o. Em todas as sess&otilde;es foi estimulada a din&acirc;mica no grupo e fomentada a partilha de experiencias e sentimentos.</p>

	    <p>No que diz respeito &agrave; sele&ccedil;&atilde;o da amostra do estudo, esta realizou&#45;se de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica/intencional, tendo sido definidos como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: mulheres clientes da consulta de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o de um centro hospitalar de Lisboa, com diagn&oacute;stico de Infertilidade (mais de uma ano de rela&ccedil;&otilde;es sexuais regulares sem recurso a qualquer m&eacute;todo contracetivo); comunica&ccedil;&atilde;o fluente em portugu&ecirc;s; e aceitar participar no estudo.</p>

	    <p>A amostra do estudo foi constitu&iacute;da por tr&ecirc;s mulheres com infertilidade seguidas em consulta de Medicina de Reprodu&ccedil;&atilde;o de um centro hospitalar de Lisboa.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A colheita de dados foi desenvolvida com recurso a um question&aacute;rio composto por um conjunto de quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas e ginecol&oacute;gicas, tendo sido tamb&eacute;m utilizados dois instrumentos de medida em forma de question&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o da ansiedade (estado e tra&ccedil;o) e do relacionamento conjugal, sendo eles, respetivamente, o Invent&aacute;rio de Ansiedade Estado&#45;Tra&ccedil;o de Spielberger (1983) &#150; vers&atilde;o portuguesa de Am&eacute;rico Baptista e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Silva (2003), e a Escala de Ajustamento Di&aacute;dico (DAS) de Spanier (1976) &#150; traduzida e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Pedro Nobre (2003).&nbsp;</p>

	    <p>Excetuando o question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e ginecol&oacute;gico, os restantes instrumentos foram aplicados em dois momentos distintos: o primeiro antes da interven&ccedil;&atilde;o (terapia de grupo) e o segundo ap&oacute;s a mesma, o que permitiu uma compara&ccedil;&atilde;o dos scores obtidos antes e ap&oacute;s a terapia de grupo, com conclus&atilde;o do seu impacto.</p>

	    <p>A participa&ccedil;&atilde;o da amostra foi volunt&aacute;ria e todos os elementos assinaram o consentimento informado, de forma livre e esclarecida.</p>

	    <p>A confidencialidade dos dados obtidos no grupo foi garantida e respeitada, sendo que todas as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas foram identificadas com nomes falsos.</p>

	    <p>Quanto &agrave;s autoriza&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, foram pedidas formalmente ao Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Centro Hospitalar onde foi desenvolvido o trabalho, que o autorizou ap&oacute;s a sua an&aacute;lise pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica que, por sua vez, o considerou detentor de aceitabilidade &eacute;tica.</p>

	    <p>Foi igualmente pedida autoriza&ccedil;&atilde;o para utiliza&ccedil;&atilde;o da DAS ao autor da sua vers&atilde;o em portugu&ecirc;s (Pedro Nobre), tendo&#45;se obtido resposta positiva.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>Caso A</u></p>

	    <p>A Sra. A tinha 33 anos e residia no distrito de Lisboa. No que diz respeito &agrave;s suas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias tinha o grau de mestre e encontrava&#45;se a trabalhar na &aacute;rea de "especialistas das profiss&otilde;es intelectuais e cient&iacute;fica".</p>

	    <p>Tinha uma idade aparente semelhante &agrave; real e o que mais a caracterizava era o seu sorriso e olhar expressivo. Na sess&atilde;o inicial a sua motricidade apresentou&#45;se livre, com uma postura descontra&iacute;da e um f&aacute;cies alegre e expressivo, tendo revelado um contacto f&aacute;cil e um humor eut&iacute;mico.</p>

	    <p>Era casada e h&aacute; dois anos e sete meses (&agrave; data da colheita de dados) que tentava engravidar. Estava em vigil&acirc;ncia na consulta de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o h&aacute; um ano, e o diagn&oacute;stico da causa da sua infertilidade era endom&eacute;trio atr&oacute;fico. Nunca tinha estado gr&aacute;vida e n&atilde;o tinha hist&oacute;ria familiar de infertilidade e a sua infertilidade era prim&aacute;ria.</p>

	    <p>Desde que iniciou as consultas de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o, j&aacute; tinha realizado alguns exames e tratamentos: v&aacute;rias ecografias; uma histerossonossalpingografia; alguns ciclos de estimula&ccedil;&atilde;o dos ov&aacute;rios e indu&ccedil;&atilde;o da ovula&ccedil;&atilde;o (com Citrato de Clomifeno e gonadotrofinas); regulariza&ccedil;&atilde;o do ciclo menstrual com Dufaston<sup>&reg;</sup>; e estimula&ccedil;&atilde;o da prolifera&ccedil;&atilde;o do endom&eacute;trio com Estradiol.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><u>Caso B</u></p>

	    <p>A Sra. B tinha 35 anos, tinha o 12&ordm; ano e encontrava&#45;se a trabalhar na &aacute;rea de "pessoal administrativo, servi&ccedil;os e similares".</p>

	    <p>A sua idade aparente era semelhante &agrave; idade real e no contacto inicial a sua motricidade era livre, o f&aacute;cies expressivo, mas tinha uma postura um pouco tensa. Apresentou sempre um contacto f&aacute;cil e um humor eut&iacute;mico. Ao n&iacute;vel das emo&ccedil;&otilde;es, foi percet&iacute;vel alguma ansiedade vegetativa (secura na boca).</p>

	    <p>Era casada e h&aacute; tr&ecirc;s anos que estava a tentar engravidar. Tinha iniciado a sua vigil&acirc;ncia na consulta de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o h&aacute; pouco mais de um ano, no entanto, referiu que ainda n&atilde;o tinha a sua causa de infertilidade diagnosticada e que n&atilde;o existia hist&oacute;ria familiar de infertilidade, sendo a sua infertilidade secund&aacute;ria.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; tinha sido submetida a diversos tratamentos, dos quais se destacavam: uma histerossonossalpingografia; uma histeroscopia diagn&oacute;stica e cir&uacute;rgica; uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (laparoscopia diagn&oacute;stica+cromotuba&ccedil;&atilde;o+resse&ccedil;&atilde;o histeroscopica); regulariza&ccedil;&atilde;o do ciclo menstrual com Dufaston<sup>&reg;</sup>; alguns ciclos de estimula&ccedil;&atilde;o e indu&ccedil;&atilde;o da ovula&ccedil;&atilde;o (com Citrato de Clomifeno e gonadotrofinas).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><u>Caso C</u></p>

	    <p>A Sra. C tinha 37 anos, como habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias tinha a licenciatura e encontrava&#45;se desempregada.</p>

	    <p>Aparentava ter a sua idade real e no primeiro contacto apresentou motricidade livre, uma postura descontra&iacute;da e um f&aacute;cies alegre e expressivo, com contacto f&aacute;cil e humor eut&iacute;mico.</p>

	    <p>Era casada e referiu que h&aacute; um ano e seis meses que estava a tentar engravidar sem sucesso, estando a ser acompanhada na consulta de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o h&aacute; quase um ano, sem ainda lhe ser conhecida a causa de infertilidade. Tinha uma infertilidade prim&aacute;ria e afirmou n&atilde;o existir hist&oacute;ria familiar de infertilidade.</p>

	    <p>No &acirc;mbito da consulta de medicina de reprodu&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m sujeita a alguns exames e tratamentos: diversas ecografias; uma histerossonossalpingografia; uma cirurgia (histeroscopia diagn&oacute;stica+laparoscopia diagn&oacute;stica+cromotuba&ccedil;&atilde;o); e 2 ciclos de estimula&ccedil;&atilde;o e indu&ccedil;&atilde;o da ovula&ccedil;&atilde;o (com gonadotrofinas).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o dos N&iacute;veis de Ansiedade</b></p>

	    <p>Antes da interven&ccedil;&atilde;o os n&iacute;veis de ansiedade estado iniciais da Sra. A eram baixos e ap&oacute;s a 
	interven&ccedil;&atilde;o diminu&iacute;ram abaixo do valor m&iacute;nimo para se valorizar a ansiedade. J&aacute; o seu n&iacute;vel de 
	ansiedade tra&ccedil;o manteve&#45;se igual nas duas avalia&ccedil;&otilde;es e num valor n&atilde;o significativo para ansiedade (&lt;30), 
	como poder&aacute; ser observado nos gr&aacute;ficos <a href="#g1">1</a> e <a href="#g2">2</a>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="g1">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a02g1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
<a name="g2">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a02g2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>No caso B, a sua ansiedade estado inicialmente assumia um n&iacute;vel moderado que passou a reduzido ap&oacute;s a 
	interven&ccedil;&atilde;o, tendo igualmente diminu&iacute;do a sua ansiedade tra&ccedil;o, o que revelou o impacto positivo da terapia na 
	diminui&ccedil;&atilde;o da sua ansiedade (gr&aacute;fico <a href="#g1">1</a> e <a href="#g2">2</a>).</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao caso C, os resultados obtidos revelaram que inicialmente a Sra. possu&iacute;a um valor de ansiedade estado 
	baixo que diminuiu abaixo do valor m&iacute;nimo para se considerar a exist&ecirc;ncia de ansiedade em n&iacute;veis prejudiciais (&lt;30). 
	No que diz respeito &agrave; sua ansiedade tra&ccedil;o observou&#45;se igualmente um decr&eacute;scimo do valor, mas ambos se mantiveram 
	sempre abaixo do valor 30 (gr&aacute;fico <a href="#g1">1</a> e <a href="#g2">2</a>).</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do Relacionamento Conjugal</b></p>

	    <p>No final deste ponto &eacute; exposto um gr&aacute;fico com os valores globais obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da DAS para os tr&ecirc;s casos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso A os valores iniciais da escala revelaram um bom ajustamento conjugal, que ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o teve uma ligeira melhoria (2 pontos), mais precisamente ao n&iacute;vel das subdimens&otilde;es: express&atilde;o de afeto (2 pontos) e coes&atilde;o (1 ponto), tendo a subdimens&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o diminu&iacute;do (1 ponto) e a subdimens&atilde;o consenso mantido.</p>

	    <p>Por outro lado, em rela&ccedil;&atilde;o ao caso B constatou&#45;se que na fase inicial o ajustamento conjugal assumia valores baixos e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o ainda diminuiu 6 valores, correspondendo j&aacute; a um desajustamento conjugal (&#8804;101), especialmente ao n&iacute;vel das subdimens&otilde;es consenso e satisfa&ccedil;&atilde;o (4 pontos cada). Nas subdimens&otilde;es coes&atilde;o e express&atilde;o de afeto observou&#45;se uma ligeira melhoria (1 ponto cada).</p>

	    <p>Por &uacute;ltimo, no caso C inicialmente avaliou&#45;se um bom relacionamento conjugal e com a interven&ccedil;&atilde;o observou&#45;se 
	uma pequena melhoria (5 pontos). As subdimens&otilde;es onde se observou um aumento dos scores foram a satisfa&ccedil;&atilde;o (4 pontos) e 
	a coes&atilde;o (1 ponto), tendo as restantes permanecido sem altera&ccedil;&otilde;es (<a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>
<a name="g3">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a02g3.jpg"></p>
	
	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p>Em todos os casos, os resultados obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos encontraram&#45;se concordantes com os comportamentos observados ao longo da terapia, tanto para a ansiedade como para o relacionamento conjugal.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>No que diz respeito aos n&iacute;veis de ansiedade encontrados inicialmente nos tr&ecirc;s casos, constatou&#45;se que apenas um apresentou um n&iacute;vel de ansiedade moderado.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Citando diversos estudos, Hammerli, Znoj e Barth (2009) referem que os n&iacute;veis de ang&uacute;stia, ansiedade e depress&atilde;o de pessoas com infertilidade n&atilde;o diferem da popula&ccedil;&atilde;o em geral, tanto a curto como longo prazo. Os mesmos autores, citando estudos de Dunkel&#45;Schetter e Lobel (1991), Eugster e Vingerhoets (1999) e Wischmann (2005), apontam ainda que, de uma forma geral, pacientes com infertilidade apresentam uma boa sa&uacute;de mental. No entanto, quando submetidos a tratamentos de reprodu&ccedil;&atilde;o medicamente assistida, relatam que os seus n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e ang&uacute;stia aumentam (Brkovich, &amp; Fisher, 1998, Cheen <i>et al.</i>, 2004, Eugster, &amp; Vingerhoets, 1999, Greil, 1997, cit. por Hammerli, Znoj, &amp; Barth, 2009).</p>

	    <p>Os dados obtidos neste sentido poder&atilde;o ent&atilde;o ser justificados de acordo com o n&uacute;mero de tratamentos a que as clientes j&aacute; foram submetidas: a cliente com maior n&iacute;vel de ansiedade foi aquela que mais tratamentos fez e a cliente com menor n&iacute;vel de ansiedade foi a que menos tratamentos teve.</p>

	    <p>Em todos os casos observou&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o em terapia de grupo, o que vai de encontro ao apontado pelos estudos nesta &aacute;rea. Bovin (2003, cit. por Domar, &amp; Prince, 2011), desenvolveu uma meta&#45;an&aacute;lise da literatura sobre interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas na infertilidade, tendo conclu&iacute;do que metade dos estudos revelou o efeito positivo das interven&ccedil;&otilde;es, especialmente na redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade e na diminui&ccedil;&atilde;o da ang&uacute;stia relacionadas com a infertilidade.</p>

	    <p>Domar e Prince (2011), com base numa pesquisa desenvolvida sobre v&aacute;rios estudos, afirmam que interven&ccedil;&otilde;es com pelo menos 5 sess&otilde;es de terapia de grupo resultam numa diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de depress&atilde;o, ansiedade e aumento dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o. Referem ainda, citando um estudo de Faramarzi <i>et al.</i> (2008), que a terapia cognitivo&#45;comportamental se mostrou mais eficaz na diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de depress&atilde;o de mulheres com diagn&oacute;stico de infertilidade que a pr&oacute;pria medica&ccedil;&atilde;o antidepressiva. Abedinia, Ramezanzadeh e Noorbala (2009), referindo estudos de Newton (1992), Domar (2000) e Terzioglu (2001), refor&ccedil;am a ideia afirmando que interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mental em grupo resultam numa diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade.</p>

	    <p>Liz e Strauss (2005), mencionados por Hammerli, Znoj e Barth (2009), demonstraram tamb&eacute;m a efic&aacute;cia da terapia de grupo na diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade, atrav&eacute;s de uma compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Por outro lado, num estudo desenvolvido por Hammerli, Znoj e Barth (2009), onde foi avaliado o impacto de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas sobre a ansiedade em 11 estudos, observou&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa da ansiedade estado e uma aus&ecirc;ncia de um efeito global na ansiedade tra&ccedil;o.</p>

	    <p>No que diz respeito aos resultados obtidos para o relacionamento conjugal, apenas dois casos apresentaram um aumento do ajustamento conjugal com a terapia. Schmidt, Thomsen, Boivin e Andersen (2005) afirmam que, de uma forma geral, apesar das revis&otilde;es de estudos sobre interven&ccedil;&otilde;es no relacionamento conjugal n&atilde;o mostrarem a exist&ecirc;ncia de benef&iacute;cios significativos no funcionamento conjugal, estudos de Tuschen&#45;Caffier <i>et al.</i> (1999) e Domar <i>et al.</i> (2000) reportaram uma diminui&ccedil;&atilde;o evidente dos problemas conjugais quando o casal &eacute; submetido a terapia de grupo, em compara&ccedil;&atilde;o com grupos de controlo. Referindo um estudo de Stewart <i>et al.</i> (1992), os mesmos autores escrevem que os participantes de um grupo apontaram o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o como respons&aacute;vel pela melhoria do relacionamento conjugal e do pr&oacute;prio bem&#45;estar.</p>

	    <p>Schmidt, Thomsen, Boivin e Andersen (2005) desenvolveram um estudo que consistia numa interven&ccedil;&atilde;o em grupo para casais, baseada num curso de 5 aulas e um encontro de fim de semana decorridos ao longo de 4 meses, onde eram abordados temas como: rea&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas perante a infertilidade e o seu tratamento; mitos sobre infertilidade e como lidar com eles; gest&atilde;o de stress e estrat&eacute;gias de defesa psicol&oacute;gicas; infertilidade e relacionamento conjugal; tomada de decis&atilde;o relacionada com o fim de tratamentos sem sucesso; ado&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gias para criar novos objetivos para o futuro. Os resultados encontrados ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, quando comparados com um grupo de controlo, revelaram tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o do stress conjugal e uma melhoria do entendimento no casal e da sua comunica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>No caso B, no entanto, os resultados obtidos antes da interven&ccedil;&atilde;o revelaram que possu&iacute;a o menor n&iacute;vel de ajustamento conjugal em compara&ccedil;&atilde;o com as outras clientes. De acordo com Gomez e Leal (2008), citando diversos autores, os valores atingidos com a DAS associam&#45;se inversamente aos n&iacute;veis de depress&atilde;o e ansiedade. Neste caso espec&iacute;fico essa constata&ccedil;&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel, uma vez que a Sra. B &eacute; tamb&eacute;m aquela que possui o n&iacute;vel de ansiedade mais alto.</p>

	    <p>No entanto, no mesmo sentido seria de esperar que os valores de ajustamento conjugal melhorassem com a diminui&ccedil;&atilde;o do seu n&iacute;vel de ansiedade, o que n&atilde;o se verificou. Na verdade, observou&#45;se uma diminui&ccedil;&atilde;o do ajustamento conjugal ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, assumindo este valores correspondentes a um desajustamento. Tendo em conta o que os autores referem e j&aacute; citado nas refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas do trabalho, tal poder&aacute; ser explicado pela ocorr&ecirc;ncia de dois fatores: a baixa assiduidade nas sess&otilde;es em que foi abordado o relacionamento conjugal; e a descoberta da causa masculina na infertilidade do casal, observando&#45;se sentimentos de dece&ccedil;&atilde;o e confus&atilde;o na cliente, alguma press&atilde;o exercida sobre o marido e algumas queixas que este n&atilde;o se envolvia tanto nos tratamentos. Broeck, Emery, Wischmann e Thorn (2010) ilustraram um caso semelhante, em que uma cliente descobriu que o seu marido possu&iacute;a altera&ccedil;&otilde;es severas do espermograma e que apenas conseguiria engravidar atrav&eacute;s de Fertiliza&ccedil;&atilde;o <i>in Vitro</i>. Sentimentos de confus&atilde;o e desilus&atilde;o foram tamb&eacute;m relatados pela cliente, enquanto o marido manifestou culpa e inutilidade, tendo estes sentimentos interferido no relacionamento conjugal.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o desenvolvida, Bovin (2003, cit. por Hammerli, Znoj, &amp; Barth, 2009) refere que as interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas com maior dura&ccedil;&atilde;o (entre seis e doze sess&otilde;es) s&atilde;o mais eficientes.</p>

	    <p>Hammerli, Znoj e Barth (2009) na sua meta&#45;an&aacute;lise desenvolvida sobre estudos que avaliavam a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas sobre a sa&uacute;de mental e taxas de gravidez de pacientes com infertilidade, conclu&iacute;ram que interven&ccedil;&otilde;es com uma dura&ccedil;&atilde;o curta n&atilde;o exibiram quaisquer efeitos na sua sa&uacute;de mental e afirmaram que n&atilde;o &eacute; promissor oferecer tratamentos psicol&oacute;gicos com cinco ou menos sess&otilde;es.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>No que diz respeito aos resultados obtidos com a an&aacute;lise dos tr&ecirc;s casos, pode&#45;se concluir que a terapia de grupo teve um impacto positivo sobre os n&iacute;veis de ansiedade das mulheres estudadas. No entanto, relativamente ao relacionamento conjugal os resultados n&atilde;o foram muito evidentes e, inclusive, num dos casos foi observado um agravamento do mesmo. Nos outros dois casos, por&eacute;m, observou&#45;se um discreto impacto positivo no relacionamento conjugal.</p>

	    <p>Apesar dos autores referirem que a ansiedade &eacute; constante em situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade, constatou&#45;se que em apenas um dos casos ela assumia valores consider&aacute;veis. A ansiedade pode de facto estar presente em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, como perante tratamentos ou pelo tempo de espera inerente, sendo considerada uma rea&ccedil;&atilde;o normal. No entanto, quando a pessoa n&atilde;o tem recursos internos suficientes para conseguir defender&#45;se das suas agress&otilde;es pode passar a interferir negativamente na sua vida, assumindo at&eacute; uma marca no seu tra&ccedil;o de personalidade, situa&ccedil;&atilde;o identificada no caso B.</p>

	    <p>A escala utilizada na avalia&ccedil;&atilde;o da ansiedade poder&aacute; ter assumido algumas limita&ccedil;&otilde;es neste estudo. O facto de ter sido aplicada logo no primeiro encontro do grupo poder&aacute; ter influenciado os resultados para a ansiedade estado, na medida em que os valores encontrados poderiam estar associados a uma ansiedade perante uma situa&ccedil;&atilde;o desconhecida e, consequentemente, desconfort&aacute;vel. Por outro lado, a avalia&ccedil;&atilde;o da ansiedade tra&ccedil;o poder&aacute; ser a que mais evidencia os resultados positivos da interven&ccedil;&atilde;o. No entanto, os resultados obtidos neste &acirc;mbito n&atilde;o variaram muito. Para obter uma maior diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade tra&ccedil;o poder&aacute; ser necess&aacute;ria uma interven&ccedil;&atilde;o de maior dura&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>A fraca express&atilde;o dos resultados obtidos para o relacionamento conjugal, poder&aacute; ter derivado do n&uacute;mero reduzido de sess&otilde;es onde se abordou esta tem&aacute;tica e do facto de se ter trabalhado apenas com um dos elementos do casal. Esta poder&aacute; ser uma limita&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; sua efic&aacute;cia no relacionamento conjugal, no entanto, &eacute; tamb&eacute;m importante ter em considera&ccedil;&atilde;o a opini&atilde;o das clientes sobre o seu desejo de incluir os maridos na terapia.</p>

	    <p>Todas as clientes reconheceram a import&acirc;ncia deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o, principalmente pelo princ&iacute;pio de universalidade que lhe est&aacute; associado, referindo que se sentiam compreendidas no seio do grupo pois partilhavam viv&ecirc;ncias que todos os elementos sabiam bem o que significavam por tamb&eacute;m passarem por elas, o que n&atilde;o acontecia com as pessoas que as rodeavam na sua vida. A pr&oacute;pria partilha de experiencias e solu&ccedil;&otilde;es para lidar com os problemas foi apontada como um grande recurso no reconhecimento de "outras possibilidades" para superar as dificuldades encontradas no percurso longo e penoso associado a situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade.</p>

	    <p>O estudo evidenciou a import&acirc;ncia deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o nas situa&ccedil;&otilde;es de infertilidade estudadas, n&atilde;o s&oacute; pelos resultados obtidos da aplica&ccedil;&atilde;o das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o, mas acima de tudo pelo comportamento e verbaliza&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias clientes.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Futuramente, a interven&ccedil;&atilde;o dever&aacute; contar com um maior n&uacute;mero de sess&otilde;es, tendo em vista menores n&iacute;veis de ansiedade e um melhor ajustamento conjugal, bem como contribuir para o bem&#45;estar mental de mulheres com este diagn&oacute;stico.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Abedinia, N., Ramezanzadeh, F., &amp; Noorbala, A. A. (2009). Effects of a psychological intervention on Quality of life in infertile couples. <i>Journal of Family and Reproductive Health</i>, <i>3</i> (3), 87&#45;93. Acedido em 20 de Janeiro de 2012 em <a href="http://www.sid.ir/en/VEWSSID/J_pdf/1001420090304.pdf" target="_blank">http://www.sid.ir/en/VEWSSID/J_pdf/1001420090304.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1647-2160201300010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Avelar, C. M., Caetano, J. P. J., Moraes, L. A. M., &amp; Marinho, R. M. (200&#45;a.). <i>Infertilidade e</i> <i>Emo&ccedil;&atilde;o</i>. Belo Horizonte: Cl&iacute;nica Pro&#45;Criar. Acedido em 09 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.pro&#45;criar.com.br/downloads/infertilidade_emocao.pdf" target="_blank">http://www.pro&#45;criar.com.br/downloads/infertilidade_emocao.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1647-2160201300010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Broeck, U. V., Emery, M., Wischmann, T., &amp; Thorn, P. (2010). Counselling in infertility: Individual, couple and group interventions. <i>Patient Education and Counseling</i>, (81), 422&#45;428. Acedido em 07 de Janeiro de 2012, em <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21075589" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21075589</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201300010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2008). <i>Sa&uacute;de reprodutiva infertilidade</i>. Lisboa: DGS. Acedido em 09 de dezembro de 2010 em <a href="http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/upload/ficheiros/i009862.pdf" target="_blank">http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/upload/ficheiros/i009862.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1647-2160201300010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Domar, A. D., &amp; Prince, L. B. (2011). Impact of psychological interventions on IVF outcome. <i>Sexuality, Reproduction and Menopause Journal</i>, <i>9</i> (4), 26&#45;32. Acedido em 03 de Janeiro de 2012 em <a href="http://www.srm&#45;ejournal.com/article.asp?AID=9962" target="_blank">http://www.srm&#45;ejournal.com/article.asp?AID=9962</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201300010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Farinati, D. M. (200&#45;). <i>Aspetos Emocionais da Infertilidade e da Reprodu&ccedil;&atilde;o Medicamente Assistida</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica, Rio Grande do Sul. Acedido em 09 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.sig.org.br/_files/artigos/aspectosemocionaisdainfertilidadeedareproduomedicamenteassistida.pdf" target="_blank">http://www.sig.org.br/_files/artigos/aspectosemocionaisdainfertilidadeedareproduomedicamenteassistida.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1647-2160201300010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hammerli, K., Znoj, H., &amp; Barth, J. (2009). The efficacy of psychological interventions for infertile patients: a meta&#45;analysis examining mental health and pregnancy rate. <i>Human Reproduction Update</i>, <i>15</i> (3), 279&#45;295. Acedido em 03 de Janeiro de 2012 em <a href="http://www.juergen&#45;barth.de/en/wp&#45;content/uploads/2010/01/HaemmerliBarth2009.pdf" target="_blank">http://www.juergen&#45;barth.de/en/wp&#45;content/uploads/2010/01/HaemmerliBarth2009.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1647-2160201300010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomez, R., &amp; Leal, I. (2008). Ajustamento Conjugal: Caracter&iacute;sticas Psicom&eacute;tricas da Vers&atilde;o Portuguesa da <i>Dyadic Adjustment Scale</i>. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica,</i> <i>4</i> (XXVI), 625&#45;638. Acedido em 26 de janeiro de 2011 em <a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v26n4/v26n4a08.pdf" target="_blank">http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v26n4/v26n4a08.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1647-2160201300010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leal, I., &amp; Pereira, A. O. (2005). Infertilidade, algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre causas e consequ&ecirc;ncias. In I. Leal, <i>Psicologia da gravidez e da parentalidade</i> (pp. 151&#45;170). Lisboa: Fim de S&eacute;culo Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1647-2160201300010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Melo, V., Leal, I., &amp; Faria, C. (2006). Depress&atilde;o, Ansiedade e Stress em Sujeitos Infert&eacute;is. <i>Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de</i> (CNPS_UA2006) &#150; Actas (pp. 241&#45;246). Faro: Comiss&atilde;o Organizadora do 6&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de. Acedido em 09 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.isabel&#45;leal.com/portals/1/pdfs/livros_actas/Depressao_sujeitos_inferteis.pdf" target="_blank">http://www.isabel&#45;leal.com/portals/1/pdfs/livros_actas/Depressao_sujeitos_inferteis.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201300010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miranda, F. E. (2005). <i>A Infertilidade Feminina nas P&oacute;s&#45;Modernidade e Seus Reflexos na Subjectividade de Uma Mulher</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais: Belo Horizonte. Acedido em 11 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.pucminas.br/documentos/dissertacoes_fernanda_eleonora.pdf" target="_blank">http://www.pucminas.br/documentos/dissertacoes_fernanda_eleonora.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201300010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moreira, S., Melo, C. O. M., Tomaz, G., &amp; Azevedo, G. (2006). Estresse e Ansiedade em Mulheres Inf&eacute;rteis. <i>Revista Brasileira Ginecologia e Obstetr&iacute;cia</i>, <i>28</i> (6), 358&#45;364. Acedido em 09 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100&#45;72032006000600007&amp;script=sci_arttext" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100&#45;72032006000600007&amp;script=sci_arttext</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201300010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moreira, S. N. T., &amp;&nbsp; Azevedo, G. D. (2010). Estresse e Fun&ccedil;&atilde;o Reprodutiva Feminina. <i>Pol&eacute;mica Revista Electr&oacute;nica</i>, <i>9</i> (4), 58&#45;63. Acedido em 07 de Janeiro de 2011 em <a href="http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/67/135" target="_blank">http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/67/135</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1647-2160201300010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schmidt, L., Thomsen, T. T., Boivin, J., &amp; Andersen, A. N. (2005). Evaluation of a communication and stress management training programme for infertile couples. <i>Patient Education and Counseling</i>, (59), 252&#45;262. Acedido em 20 de Janeiro de 2012, em <a href="http://psych.cf.ac.uk/home2/boivin/Schmidt_2005Management.pdf" target="_blank">http://psych.cf.ac.uk/home2/boivin/Schmidt_2005Management.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201300010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, I. M., &amp; Lopes, R. C. S. (2009). Reprodu&ccedil;&atilde;o Assistida e Rela&ccedil;&atilde;o Conjugal Durante a Gravidez e Ap&oacute;s o Nascimento do Beb&eacute;: uma revis&atilde;o da literatura. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>14</i> (3), 223&#45;230. Acedido em 09 de Dezembro de 2010 em <a href="http://www.scielo.br/pdf/epsic/v14n3/a06v14n3.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/epsic/v14n3/a06v14n3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1647-2160201300010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.08.2012</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 31.01.2013</p>
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abedinia]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramezanzadeh]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noorbala]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of a psychological intervention on Quality of life in infertile couples]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family and Reproductive Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>3</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>87-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Avelar]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caetano]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Infertilidade e Emoção]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Clínica Pro-Criar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Broeck]]></surname>
<given-names><![CDATA[U. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emery]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wischmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thorn]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Counselling in infertility: Individual, couple and group interventions]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2010</year>
<volume>81</volume>
<page-range>422-428</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direção Geral de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Saúde reprodutiva infertilidade]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Domar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prince]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of psychological interventions on IVF outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Sexuality, Reproduction and Menopause Journal]]></source>
<year>2011</year>
<volume>9</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>26-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Farinati]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aspetos Emocionais da Infertilidade e da Reprodução Medicamente Assistida]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hammerli]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Znoj]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barth]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The efficacy of psychological interventions for infertile patients: a meta-analysis examining mental health and pregnancy rate]]></article-title>
<source><![CDATA[Human Reproduction Update]]></source>
<year>2009</year>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>279-295</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomez]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ajustamento Conjugal: Características Psicométricas da Versão Portuguesa da Dyadic Adjustment Scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>4</volume>
<numero>XXVI</numero>
<issue>XXVI</issue>
<page-range>625-638</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Infertilidade, algumas considerações sobre causas e consequências]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia da gravidez e da parentalidade]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>151-170</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fim de Século Edições]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Depressão, Ansiedade e Stress em Sujeitos Infertéis]]></article-title>
<source><![CDATA[Congresso Nacional de Psicologia da Saúde]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>241-246</page-range><publisher-loc><![CDATA[Faro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Comissão Organizadora do 6º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Infertilidade Feminina nas Pós-Modernidade e Seus Reflexos na Subjectividade de Uma Mulher]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tomaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estresse e Ansiedade em Mulheres Inférteis]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira Ginecologia e Obstetrícia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>28</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>358-364</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. N. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estresse e Função Reprodutiva Feminina]]></article-title>
<source><![CDATA[Polémica Revista Electrónica]]></source>
<year>2010</year>
<volume>9</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>58-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schmidt]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boivin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of a communication and stress management training programme for infertile couples]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2005</year>
<volume>59</volume>
<page-range>252-262</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reprodução Assistida e Relação Conjugal Durante a Gravidez e Após o Nascimento do Bebé: uma revisão da literatura]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2009</year>
<volume>14</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>223-230</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
