<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-2160</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-2160</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-21602013000100005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Concepção dos Profissionais de Saúde acerca da Reabilitação Psicossocial nos Eixos: Morar, Rede Social e Trabalho dos Usuários de Substâncias Psicoativas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paula Hayasi]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Márcia Ferreira de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Claro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Heloisa Garcia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Odete]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marilia Mastrocolla de]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem Departamento Materno Infantil e Psiquiátrico]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>9</numero>
<fpage>29</fpage>
<lpage>35</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Estudo exploratório de abordagem qualitativa desenvolvido em um Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, no estado de São Paulo - Brasil. Objetivou identificar as concepções de profissionais da saúde acerca dos três eixos que fundamentam a Reabilitação Psicossocial: morar/habitar, trocar identidades/rede social e trabalho/produzir e trocar mercadorias. Onze profissionais da saúde de nível superior foram submetidos à entrevista semi estruturada. Os dados foram analisados segundo os pressupostos da Hermenêutica Dialética, que originou a categoria Reabilitação Psicossocial. Os resultados evidenciaram que na concepção dos profissionais a Reabilitação Psicossocial se dá na realização de oficinas terapêuticas, atividades externas e no estabelecimento de parcerias com outras instituições. Conclui-se que o conceito de Reabilitação Psicossocial que mais se evidencia na concepção desses sujeitos, ainda está associado ao modelo psiquiátrico tradicional, ou seja, atrelado à lógica da normalidade social, sendo esse o principal desafio a ser superado quando se considera o modelo psicossocial de atenção aos usuários de álcool e outras drogas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Qualitative exploratory study developed in a Reference Center of Alcohol, Tobacco and Other Drugs, in the state of São Paulo - Brazil. Had as its main objective to identify the conception of the health professionals about Psychosocial Rehabilitation and its three axes: live, work and social network from a reference Center for the treatment of alcohol and other drugs related problems. The sample consisted of eleven health professionals with an academic degree, submitted to semi-structured interviews. The data analysis was made according to the hermeneutic dialectic method which originated the Psychosocial Rehabilitation category. The data demonstrated that in the professional's conception, the Psychosocial Rehabilitation is given in the realization of therapeutic workshops, outdoor activities, and the estabilishment of a partnership with other foundations. It is concluded that the concept of Psychosocial Rehabilitation that was made clear in the conception of these subjects is still associated to the traditional psychiatric model, which is attached to the logic of social normality, the main challenge to the psychosocial model of assistance to the alcohol and other drugs users.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Serviços de saúde mental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos relacionados ao uso de substâncias]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Reabilitação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pessoal de saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mental health services]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Substance-related disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Rehabilitation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health personnel]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>A Concep&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de Sa&uacute;de acerca da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial nos Eixos: Morar, Rede Social e Trabalho dos Usu&aacute;rios de Subst&acirc;ncias Psicoativas</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Paula Hayasi Pinho*; M&aacute;rcia Ferreira de Oliveira**; Heloisa Garcia Claro***; Maria Odete Pereira****; Marilia Mastrocolla de Almeida*****</b></p>

	    <p>*Psic&oacute;loga, Mestre em Enfermagem Psiqui&aacute;trica, Doutoranda do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem (PPGE) da Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; SP &#150; Brasil, <a href="mailto:paulapinho@usp.br">paulapinho@usp.br</a></p>

	    <p>**Enfermeira, Professora Livre&#45;docente do Departamento Materno Infantil e Psiqui&aacute;trico da Escola de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; SP &#150; Brasil, <a href="mailto:marciaap@usp.br">marciaap@usp.br</a></p>

	    <p>***Enfermeira, Mestre em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Doutoranda do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem (PPGE) da Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; SP &#150; Brasil, &nbsp;<a href="mailto:heloisa.claro@usp.br">heloisa.claro@usp.br</a></p>

	    <p>****Enfermeira, Mestre em Enfermagem Psiqui&aacute;trica, Doutora em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, P&oacute;s Doutoranda do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem (PPGE) da Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; SP &#150; Brasil, <a href="mailto:m.odetepereira@gmail.com">m.odetepereira@gmail.com</a></p>

	    <p>*****Terapeuta Ocupacional, Mestre em Psicologia, Doutora em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, <a href="mailto:mastrocolla@usp.br">mastrocolla@usp.br</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>Estudo explorat&oacute;rio de abordagem qualitativa desenvolvido em um Centro de Refer&ecirc;ncia de &Aacute;lcool, Tabaco e Outras Drogas, no estado de S&atilde;o Paulo &#150; Brasil. Objetivou identificar as concep&ccedil;&otilde;es de profissionais da sa&uacute;de acerca dos tr&ecirc;s eixos que fundamentam a Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial: morar/habitar, trocar identidades/rede social e trabalho/produzir e trocar mercadorias. Onze profissionais da sa&uacute;de de n&iacute;vel superior foram submetidos &agrave; entrevista semi estruturada. Os dados foram analisados segundo os pressupostos da Hermen&ecirc;utica Dial&eacute;tica, que originou a categoria Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial. Os resultados evidenciaram que na concep&ccedil;&atilde;o dos profissionais a Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial se d&aacute; na realiza&ccedil;&atilde;o de oficinas terap&ecirc;uticas, atividades externas e no estabelecimento de parcerias com outras institui&ccedil;&otilde;es. Conclui&#45;se que o conceito de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial que mais se evidencia na concep&ccedil;&atilde;o desses sujeitos, ainda est&aacute; associado ao modelo psiqui&aacute;trico tradicional, ou seja, atrelado &agrave; l&oacute;gica da normalidade social, sendo esse o principal desafio a ser superado quando se considera o modelo psicossocial de aten&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas.</p>

	    <p><b>Descritores:</b> Servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental; Transtornos relacionados ao uso de subst&acirc;ncias; Reabilita&ccedil;&atilde;o; Pessoal de sa&uacute;de</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>Qualitative exploratory study developed in a Reference Center of Alcohol, Tobacco and Other Drugs, in the state of S&atilde;o Paulo &#45; Brazil. Had as its main objective to identify the conception of the health professionals about Psychosocial Rehabilitation and its three axes: live, work and social network from a reference Center for the treatment of alcohol and other drugs related problems. The sample consisted of eleven health professionals with an academic degree, submitted to semi&#45;structured interviews. The data analysis was made according to the hermeneutic dialectic method which originated the Psychosocial Rehabilitation category. The data demonstrated that in the professional's conception, the Psychosocial Rehabilitation is given in the realization of therapeutic workshops, outdoor activities, and the estabilishment of a partnership with other foundations. It is concluded that the concept of Psychosocial Rehabilitation that was made clear in the conception of these subjects is still associated to the traditional psychiatric model, which is attached to the logic of social normality, the main challenge to the psychosocial model of assistance to the alcohol and other drugs users.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Mental health services; Substance&#45;related disorders; Rehabilitation; Health personnel</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>O uso abusivo de Subst&acirc;ncias Psicoativas &eacute; um problema grave e mundial de sa&uacute;de p&uacute;blica, o c&iacute;rculo vicioso tanto das drogas l&iacute;citas como das il&iacute;citas envolve danos biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos, sociais, econ&ocirc;micos, culturais, &eacute;tico&#45;legais e morais. O enfrentamento dessa problem&aacute;tica constituiu&#45;se em uma demanda mundial, uma vez que a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de afirma que 10% das popula&ccedil;&otilde;es dos centros urbanos do mundo, fazem uso abusivo de subst&acirc;ncias psicoativas, independentemente da idade, sexo, n&iacute;vel de escolaridade e classe social (OMS, 2001). No Brasil, uma pesquisa evidenciou que o uso na vida de &aacute;lcool foi de 74,6%, sendo que 12,3% das pessoas pesquisadas, com idades entre 12 e 65 anos, preenchem crit&eacute;rios para a depend&ecirc;ncia do &aacute;lcool. Os resultados desse levantamento indicam tamb&eacute;m que o consumo de &aacute;lcool tem se dado em faixas et&aacute;rias cada vez mais precoces sugerindo a necessidade de revis&atilde;o das medidas de controle, preven&ccedil;&atilde;o e tratamento (Carlini, 2006).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar desses percentuais, no que diz respeito &agrave;s estrat&eacute;gias de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; problem&aacute;tica, uma importante lacuna na hist&oacute;ria da sa&uacute;de p&uacute;blica brasileira foi se desenhando e a quest&atilde;o das drogas foi sendo deixada para as institui&ccedil;&otilde;es da justi&ccedil;a, da seguran&ccedil;a p&uacute;blica, da pedagogia, da benemer&ecirc;ncia e das associa&ccedil;&otilde;es religiosas (Brasil, 2004). Foi somente com o movimento iniciado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, conhecido como Reforma Psiqui&aacute;trica brasileira, que novos questionamentos vieram &agrave; discuss&atilde;o e culminaram na aprova&ccedil;&atilde;o de leis que propiciaram a transforma&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas e saberes. A Lei n&ordm; 10.216 de 2001 (Brasil, 2001) foi um marco ao garantir tanto aos usu&aacute;rios de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental, como aos que sofrem por transtornos decorrentes do consumo de &aacute;lcool e outras drogas, a territorializa&ccedil;&atilde;o do atendimento a partir da estrutura&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os mais pr&oacute;ximos do conv&iacute;vio social de seus usu&aacute;rios, configurando redes assistenciais mais adequadas &agrave;s variadas demandas desse segmento da popula&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Essa reestrutura&ccedil;&atilde;o no modelo assistencial tem, em &uacute;ltima an&aacute;lise, como eixo principal a Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial e a reinser&ccedil;&atilde;o social dos usu&aacute;rios de forma integrada ao meio cultural e &agrave; comunidade em que est&atilde;o inseridos, pressupostos norteados pelos princ&iacute;pios da Reforma Psiqui&aacute;trica.</p>

	    <p>Quando se trata de conceituar Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial &eacute; consenso entre os especialistas de que se trata de uma estrat&eacute;gia e uma vontade pol&iacute;tica de cuidados para pessoas vulner&aacute;veis socialmente, no sentido de que essas consigam gerenciar suas vidas com maior autonomia e capacidade de escolha, possibilitando o processo de trocas sociais, a restitui&ccedil;&atilde;o plena dos direitos, das vantagens e das posi&ccedil;&otilde;es que essas pessoas tinham ou poderiam vir a ter, se as barreiras fossem minimizadas ou desaparecessem (Bertolote, 2001; Pitta, 2001; Kinoshita, 2001).</p>

	    <p>Tendo como finalidade a amplia&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de negocia&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o das trocas sociais, a aten&ccedil;&atilde;o dos profissionais deve se voltar para os eixos norteadores do processo de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, que s&atilde;o: o habitat, a rede social e o trabalho; no qual est&atilde;o presentes as vari&aacute;veis reais operando contra ou a favor do aumento da contratualidade, e assim contra ou a favor da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>A finalidade de todo esse processo &eacute; devolver ao indiv&iacute;duo a capacidade de exercer a sua cidadania, o que implica no acesso ao direito de uma constitui&ccedil;&atilde;o afetiva, relacional, material, laboral e habitacional, estando assim inserido socialmente.</p>

	    <p>H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o estreita entre cidadania e sa&uacute;de mental, posto que um indiv&iacute;duo que n&atilde;o goze plenamente da cidadania &eacute; um risco para a sua sa&uacute;de mental, assim como um indiv&iacute;duo que n&atilde;o goze plenamente de sa&uacute;de mental estar&aacute; impedido de exercer sua plena cidadania social. Portanto, a quest&atilde;o central na Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial est&aacute; relacionada &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o do sujeito de sua condi&ccedil;&atilde;o de doente mental para a condi&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;o (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>Nesta dire&ccedil;&atilde;o, entendemos que somente a no&ccedil;&atilde;o de cidadania, a qual compreende o uso de drogas como uma quest&atilde;o de direito e n&atilde;o de crime, doen&ccedil;a ou pecado, permitir&aacute; uma maior reflex&atilde;o por parte dos servi&ccedil;os, dos profissionais de sa&uacute;de e da sociedade no que se refere aos "problemas" originados pela forma de compreendermos as drogas e n&atilde;o necessariamente pelo seu uso.</p>

	    <p>No que se refere &agrave; Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial voltada aos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas pouco se tem produzido sobre a tem&aacute;tica e segundo a literatura internacional n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o direta entre o conceito de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial e a preven&ccedil;&atilde;o ou tratamento de transtornos associados ao consumo de &aacute;lcool e drogas (Pinho, Oliveira, Almeida, 2008).</p>

	    <p>Portanto, para que a fun&ccedil;&atilde;o da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial seja poss&iacute;vel na aten&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas, s&atilde;o necess&aacute;rias discuss&otilde;es sobre as quest&otilde;es associadas &agrave;s "vari&aacute;veis reais", ou seja, o servi&ccedil;o de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, o significado do tratamento em si; os recursos dispon&iacute;veis &#150; humanos, comunit&aacute;rios e materiais e o contexto de vida do indiv&iacute;duo (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>Nessa perspectiva considerando que os recursos humanos, nesse caso os trabalhadores em sa&uacute;de, devem constituir segundo a literatura (Saraceno, 2001), objeto de estudos e discuss&otilde;es, julgou&#45;se oportuno realizar um estudo com o objetivo de identificar as concep&ccedil;&otilde;es de profissionais da sa&uacute;de de um Centro de Refer&ecirc;ncia para o tratamento dos problemas relacionados &agrave;s subst&acirc;ncias psicoativas acerca da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial e seus respectivos eixos norteadores.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>Trata&#45;se de estudo explorat&oacute;rio de abordagem qualitativa realizado em um Centro de Refer&ecirc;ncia para o tratamento dos problemas relacionados ao uso abusivo de subst&acirc;ncias psicoativas do Estado de S&atilde;o Paulo &#45; Brasil. A amostra constituiu&#45;se de onze profissionais da sa&uacute;de de n&iacute;vel superior. Os dados foram coletados entre julho e agosto de 2008, por meio de entrevistas semi estruturadas contendo quatro quest&otilde;es norteadoras. As entrevistas foram gravadas e transcritas lidas e relidas repetidas vezes, o que possibilitou a constitui&ccedil;&atilde;o do corpus de an&aacute;lise (Minayo, 2006). Da an&aacute;lise desses dados, segundo os pressupostos da Hermen&ecirc;utica Dial&eacute;tica (Minayo, 2006) emergiram duas categorias: Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial e Projeto Terap&ecirc;utico Institucional. O presente artigo se ocupa dos tr&ecirc;s eixos que fundamentam a categoria Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial: morar/habitar, trocar identidades/rede social e trabalho/produzir e trocar mercadorias. Para apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados os entrevistados foram identificados pela letra E, seguidos do n&uacute;mero correspondente &agrave; ordem da entrevista. Em conson&acirc;ncia com os pressupostos &eacute;ticos, esse estudo foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo (CEP&#45;EEUSP), e aprovado sob n&uacute;mero 722/2008 de 04/04/08.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESULTADOS</b></p>

	    <p><b><i>&nbsp;</i></b></p>

	    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Sujeitos da Pesquisa</b></p>

	    <p>Foram entrevistados 11 profissionais t&eacute;cnicos de n&iacute;vel superior, sendo sete (63,63 %) do sexo feminino e quatro (36,36%) do sexo masculino. A m&eacute;dia de idade dos trabalhadores &eacute; de 50 anos, sendo a maior idade de 59 anos e a menor idade de 34 anos. Foram entrevistados quatro psic&oacute;logos, um enfermeiro, um nutricionista, um educador f&iacute;sico, dois m&eacute;dicos e duas assistentes sociais. Com rela&ccedil;&atilde;o aos cursos de Especializa&ccedil;&atilde;o, dois dos profissionais possuem Especializa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, quatro dos trabalhadores possuem Especializa&ccedil;&atilde;o em Depend&ecirc;ncia Qu&iacute;mica, um dos profissionais possui Especializa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Mental e os demais profissionais (36,36%), n&atilde;o possuem especializa&ccedil;&atilde;o. O tempo de trabalho destes profissionais na &aacute;rea da Sa&uacute;de Mental &eacute; vari&aacute;vel, ou seja, 40% dos profissionais nunca haviam trabalhado com Sa&uacute;de Mental, enquanto os outros 60% variaram de 9 a 29 anos de experi&ecirc;ncia anterior na &aacute;rea da Sa&uacute;de Mental.</p>

	    <p>A an&aacute;lise da Categoria I: Concep&ccedil;&atilde;o de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial originou tr&ecirc;s subcategorias que correspondem aos tr&ecirc;s eixos da reabilita&ccedil;&atilde;o: morar/habitar, trocar identidades/rede social e trabalho/produzir e trocar mercadorias, que ser&atilde;o apresentadas na sequ&ecirc;ncia.</p>

	    <p><b><i>&nbsp;</i></b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Eixo 1 &#45; Morar/Habitar</b></p>

	    <p>As entrevistas possibilitaram identificar o entendimento dos profissionais acerca dos tr&ecirc;s eixos da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial. Observou&#45;se que na concep&ccedil;&atilde;o desses sujeitos o eixo morar/habitar &eacute; considerado pelos entrevistados como uma das maiores dificuldades para a reabilita&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o referenciada, j&aacute; que em sua grande maioria esta se constitui por moradores de rua da regi&atilde;o, conforme trecho abaixo:</p>

	    <p>E2. 38 "Na minha &aacute;rea a dificuldade &eacute; eles n&atilde;o terem casa, eles n&atilde;o terem moradia".</p>

	    <p>Percebemos que existe uma real preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais da equipe t&eacute;cnica com o morar, pois o morar faz parte do <i>hall</i> de necessidades b&aacute;sicas do ser humano. Devido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o atendida pelo servi&ccedil;o ser composta por moradores de rua, os profissionais preocupam&#45;se em sanar o problema da falta de moradia:</p>

	    <p>E4.29 "... aquele que t&aacute; em situa&ccedil;&atilde;o de rua a gente tenta viabilizar a entrada dele numa institui&ccedil;&atilde;o &eacute;... num equipamento de &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico, em albergue para que ele tenha pelo menos, minimamente um abrigo".</p>

	    <p>E6. 14 &#91;para os que n&atilde;o t&ecirc;m fam&iacute;lia&#93; "... investe muito em incentiv&aacute;&#45;lo &agrave; vaga fixa do albergue porque bem ou mal acaba que o albergue vira uma casa".</p>

	    <p>Para aqueles sujeitos que de alguma forma conseguem obter recursos para conseguir uma alternativa de moradia, os profissionais trabalham no sentido de auxili&aacute;&#45;lo a encontrar uma moradia e a valorizar a satisfa&ccedil;&atilde;o de algumas das necessidades b&aacute;sicas:</p>

	    <p>E6. 15 "aqueles que ganham dinheiro, que tem alguma possibilidade, a gente esta sempre batalhando para alugar um quartinho de hotel, ou outra coisa, pagar uma pens&atilde;o, a import&acirc;ncia de sair da rua, a import&acirc;ncia de dar valor ao banho, ao momento de deitar na cama, de ver TV, seja como for".</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Eixo 2 &#45; Trocar Identidades/Rede Social</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No eixo troca de identidades/rede social, foi observado que os entrevistados identificam a fam&iacute;lia e as atividades externas, realizadas pelo servi&ccedil;o, como sendo os &uacute;nicos dois fatores que propiciam trocas sociais aos usu&aacute;rios.</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, os entrevistados parecem identificar nos usu&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o um empobrecimento no n&uacute;cleo familiar, tanto que investem no resgate do v&iacute;nculo afetivo familiar e enfatizam que a fam&iacute;lia tem um papel importante na reabilita&ccedil;&atilde;o do sujeito:</p>

	    <p>E6. 12 &#91;Express&atilde;o da proposta da reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial&#93; "... eu acho isso importante o contato com a fam&iacute;lia muito, a gente trabalha principalmente o servi&ccedil;o social muito, com eles essa quest&atilde;o de deixar a gente ligar pra fam&iacute;lia vir buscar, deles voltarem a conviver com pai, m&atilde;e, filhos".</p>

	    <p>E7. 56 "... pra voc&ecirc; falar em reabilita&ccedil;&atilde;o voc&ecirc; tem que falar em fam&iacute;lia, se voc&ecirc; n&atilde;o tiver fam&iacute;lia eu duvido muito, porque &eacute; o grupo mais forte que defende o ser humano, mas &agrave;s vezes &eacute; tamb&eacute;m o mais forte que ataca, isso precisa estar equilibrado".</p>

	    <p>Al&eacute;m da aus&ecirc;ncia do suporte familiar, outros complicadores para a reabilita&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o usu&aacute;ria de subst&acirc;ncias psicoativas da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; a perda dos v&iacute;nculos empregat&iacute;cios e de amizades, que podem ser considerados elementos da rede social mais ampla:</p>

	    <p>E4. 15 "...n&atilde;o &eacute; aquele paciente que tem suporte familiar, eles j&aacute; perderam todos os v&iacute;nculos empregat&iacute;cios, o suporte da fam&iacute;lia, o contato com os amigos, ent&atilde;o &eacute; muito complicado trabalhar com essa popula&ccedil;&atilde;o".</p>

	    <p>Alguns profissionais consideram, ainda, que a troca social pode ocorrer no ambiente institucional, por meio de atividades que facilitem esta troca entre os pr&oacute;prios usu&aacute;rios:</p>

	    <p>E3. 42 "...o ambiente tamb&eacute;m favorece essa coisa de inser&ccedil;&atilde;o, &eacute; integra&ccedil;&atilde;o, eles se conhecerem mais, na pr&aacute;tica de esportes, na dan&ccedil;a circular, o v&iacute;nculo que o grupo de mulheres com o grupo de GESTO que s&atilde;o grupos diferentes, eles se unem mais, eles trocam figurinhas e ajuda na reabilita&ccedil;&atilde;o porque &agrave;s vezes uma fala da depend&ecirc;ncia dela, a ingest&atilde;o de comida. E a outra fala dos problemas da depend&ecirc;ncia, o que acarretou, depress&atilde;o, essas coisas todas que s&atilde;o as comorbidades que elas t&ecirc;m e ai elas percebem que s&atilde;o muito parecidos e ai &eacute; legal, eu percebo tamb&eacute;m que ajuda essa quest&atilde;o na reabilita&ccedil;&atilde;o".</p>

	    <p>As falas de um modo geral se referem &agrave; import&acirc;ncia da fam&iacute;lia e das atividades externas na tentativa de desviar o foco do uso das drogas para outras atividades que promovam o prazer:</p>

	    <p>E6. 13 "... as quest&otilde;es mais importantes que eu acho s&atilde;o essas duas: s&atilde;o as coisas externas que acontecem junto com o tratamento pra eles verem que existem prazeres em outras coisas que n&atilde;o s&atilde;o somente o &aacute;lcool e as drogas, eu acho, e o carinho da fam&iacute;lia".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Eixo 3 &#45; Trabalho/Produzir e Trocar Mercadorias</b></p>

	    <p>O trabalho, outro eixo fundamental para a Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, &eacute; reconhecido socialmente como um meio que possibilita ao ser humano reproduzir sua vida material para satisfazer suas necessidades b&aacute;sicas como: comer, vestir, beber, morar e tamb&eacute;m para reproduzir sua vida social como: o lazer, conviv&ecirc;ncia e liberdade.</p>

	    <p>Quest&otilde;es referentes a onde a pessoa mora? Como passeia? Como tem acesso aos bens culturais comunit&aacute;rios? Como se alimenta? E outras relacionadas ao gerenciamento de suas vidas, e que dependem da obten&ccedil;&atilde;o de renda, s&atilde;o apontadas como uma necessidade no cotidiano do conjunto das novas pr&aacute;ticas, e parecem fazer parte da realidade dos t&eacute;cnicos quando relatam:</p>

	    <p>E7.57 "... pra voc&ecirc; reabilitar o paciente, este tem que ter recursos dentro do seu talento de ganhar o seu sustento, ent&atilde;o passa por ali finan&ccedil;as".</p>

	    <p>Os entrevistados n&atilde;o mencionaram termos como cooperativas e trabalho protegido, no entanto, quando falaram sobre Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial automaticamente se referiram &agrave; possibilidade de trabalho para a popula&ccedil;&atilde;o atendida priorizando as parcerias:</p>

	    <p>E4.32 "...com os adolescentes encaminhamos para cursos, encaminhamos pra oportunidade de emprego".</p>

	    <p>E8.50 "... tem um trabalho tamb&eacute;m muito importante que a gente faz aqui, &eacute; um conv&ecirc;nio, &eacute; uma parceria que a gente faz com alguma institui&ccedil;&atilde;o que fornece cursos profissionalizantes ent&atilde;o, cabeleireiro, pedreiro, pintor de parede, a gente faz um encaminhamento desses pacientes pra l&aacute;. E a&iacute; n&oacute;s recebemos um retorno e a&iacute; quando termina o trabalho. O cara j&aacute; &eacute; um pintor, um cabeleireiro um eletricista, j&aacute; sai profissionalizado".</p>

	    <p>Os usu&aacute;rios que ainda mant&eacute;m a condi&ccedil;&atilde;o de trabalhador s&atilde;o considerados pelos profissionais como pessoas que ainda n&atilde;o tem a vida totalmente destru&iacute;da e, portanto como um fator positivo para a Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial:</p>

	    <p>E5.47 "... pontos favor&aacute;veis para quem j&aacute; est&aacute; trabalhando, porque est&aacute; com uma destrui&ccedil;&atilde;o de vida menos avan&ccedil;ada do que outros, ent&atilde;o a gente tamb&eacute;m tenta pontuar, segurar esses fatores para n&atilde;o ter uma perda maior".</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os entrevistados tamb&eacute;m citam as oficinas realizadas dentro da institui&ccedil;&atilde;o como possibilidade de inclus&atilde;o social do trabalho:</p>

	    <p>E4.40 "...pegam encomendas, se responsabilizam pelas encomendas tem alguns que j&aacute; vivem do trabalho que eles faziam aqui, tanto de p&atilde;es quanto de tapetes".</p>

	    <p>A institui&ccedil;&atilde;o possui a Associa&ccedil;&atilde;o Vida Ativa que &eacute; apontada como um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o coletiva sobre as quest&otilde;es relativas ao trabalho e que tamb&eacute;m torna poss&iacute;vel a comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, conforme a fala:</p>

	    <p>E8.38 "... nessas reuni&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a associa&ccedil;&atilde;o vida ativa que chama, que n&oacute;s vamos discutir com o paciente, onde essa mercadoria que ele produziu, como &eacute; que vai ser comercializada".</p>

	    <p>Seguindo outra dire&ccedil;&atilde;o, esse discurso valoriza o contexto de vida do sujeito, evidenciando o resgate da hist&oacute;ria laboral de cada indiv&iacute;duo, colaborando para revelar a aptid&atilde;o trazida pelo sujeito como forma do usu&aacute;rio ser inserido no trabalho :</p>

	    <p>E7.39 "eu penso assim (...) se eu sou bom pintor eu tenho que estimular o pintor, se o cara coloca bem o azulejo dele eu tenho que estimular o cara a colocar o azulejo at&eacute; o teto, ent&atilde;o esses profissionais eles teriam mais capacita&ccedil;&atilde;o, porque &agrave;s vezes o modelo pra determinado tipo de paciente, sem ele ta em risco de vida, de morte, seria mais um autoritarismo mesmo".</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>

	    <p>De acordo com os resultados obtidos, em rela&ccedil;&atilde;o ao eixo morar/habitar, identificamos que o conceito de morar que est&aacute; latente nas falas relaciona&#45;se &agrave; ideia de viver num espa&ccedil;o fechado e definido, de quatro paredes.</p>

	    <p>Para Saraceno (2001), a reabilita&ccedil;&atilde;o est&aacute; intrinsecamente ligada com a ideia de casa, de morar, ideias que, frequentemente, v&ecirc;m sobrepostas e s&atilde;o confundidas entre si, pois muitos pacientes "est&atilde;o" nos hospitais, em cl&iacute;nicas de reabilita&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo nas casas de suas fam&iacute;lias. Um dos principais elementos da qualidade de vida e da capacidade contratual de um sujeito &eacute; representado pelo quanto o pr&oacute;prio "estar" em determinado local se torna um "habitar" este local, pois entre estar e habitar existe um grande diferencial. Ainda, para Saraceno (2001):</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estar tem a ver com uma escassa ou nula propriedade (n&atilde;o s&oacute; material) do espa&ccedil;o por parte do indiv&iacute;duo, com uma anomia e anonimato do espa&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quele indiv&iacute;duo que no dito espa&ccedil;o n&atilde;o tem poder decisional, material e nem simb&oacute;lico. O habitar tem a ver com um grau sempre mais evolu&iacute;do de "propriedade" (mas n&atilde;o s&oacute; material) do espa&ccedil;o no qual se vive, um grau de contratualidade elevado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o material e simb&oacute;lica dos espa&ccedil;os e dos objetos, &agrave; sua divis&atilde;o afetiva com os outros" (p. 114).</p>

	    <p>A casa ou moradia em que vivemos n&atilde;o, necessariamente, seria um dos melhores lugares para exercitarmos a nossa contratualidade, ou seja, o poder e o prazer do habitar, pois mesmo nessa situa&ccedil;&atilde;o podemos experimentar a perda do poder contratual, material e simb&oacute;lico (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>Nesse sentido, o albergue pode efetivamente ser um abrigo para os que n&atilde;o t&ecirc;m recursos, mas avaliamos que no albergue n&atilde;o existe condi&ccedil;&otilde;es do sujeito habitar, pois na maior parte das vezes o albergue &eacute; um lugar de regras definidas e de grande rotatividade, onde as pessoas s&atilde;o tratadas da mesma forma e s&atilde;o obrigadas a fazer as mesmas coisas sendo, portanto um lugar onde o sujeito possa apenas <i>estar</i>.</p>

	    <p>Podemos inferir que talvez por essa raz&atilde;o, muitos moradores de rua prefiram o espa&ccedil;o da rua como habitar por experimentarem maior liberdade e independ&ecirc;ncia, mesmo com a precariedade e vulnerabilidade pr&oacute;pria dessa situa&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, o eixo habitar n&atilde;o est&aacute; associado &agrave; ideia de habita&ccedil;&atilde;o enquanto propriedade, mas sim de um espa&ccedil;o material ou simb&oacute;lico, onde o sujeito se sinta apropriado e part&iacute;cipe.</p>

	    <p>No entanto, a reabilita&ccedil;&atilde;o deve se ocupar da casa e tamb&eacute;m do habitar, considerando a habita&ccedil;&atilde;o/moradia um direito constitucional que se relaciona tamb&eacute;m &agrave; seguran&ccedil;a f&iacute;sica e &agrave; sa&uacute;de. A escolha da rua como moradia, portanto, n&atilde;o deve ser motivada por uma falta de op&ccedil;&atilde;o ou fuga de alguma situa&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel.</p>

	    <p>O habitar, na concep&ccedil;&atilde;o da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, est&aacute; ligado &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o de desejos e habilidades, sendo poss&iacute;vel trabalhar sobre o eixo habitar mesmo na aus&ecirc;ncia de uma casa concreta, considerada uma das formas poss&iacute;veis do habitar, mas n&atilde;o a exclusiva, pois os profissionais podem objetivar a transforma&ccedil;&atilde;o do habitat que &eacute; o processo de transforma&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o em lugar, onde quer que se encontre o sujeito, haver&aacute; um trabalho de habitar a ser feito em conjunto tornando o habitat qualquer lugar que o paciente possa estar. O t&eacute;cnico deveria assumir "a fun&ccedil;&atilde;o de intermedia&ccedil;&atilde;o" que &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o do t&eacute;cnico empenhado sobre o eixo habitat.</p>

	    <p>Ressaltamos que os percursos individuais que acompanham a experi&ecirc;ncia da aquisi&ccedil;&atilde;o da casa &eacute; um percurso fundamental para a reabilita&ccedil;&atilde;o, pois o direito n&atilde;o &eacute; somente &agrave; casa, mas tamb&eacute;m a sua aquisi&ccedil;&atilde;o como um processo de forma&ccedil;&atilde;o da cidadania do individuo. Portanto, o profissional deve ter em mente que a necessidade sobre a qual este deve atuar &eacute; o de habitar e n&atilde;o simplesmente de se ter uma casa. Pois quando se habita n&atilde;o h&aacute; o dormir regulado, o amar proibido ou culposamente tolerado, o comer apenas como nutri&ccedil;&atilde;o, negando a banalidade do viver, mas exatamente o contr&aacute;rio, estas a&ccedil;&otilde;es devem estar centradas nas demandas singulares de cada um, como acontece com os diferentes moradores de uma casa que se refletem nos atos do cotidiano com os quais n&oacute;s humanos executamos com naturalidade e liberdade (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>Os seres humanos necessitam do contato com o outro para se reconhecer, faz parte da vida cotidiana estabelecer rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, sejam elas comerciais, afetivas, materiais e at&eacute; mesmo de poder. Estas trocas podem acontecer em qualquer espa&ccedil;o seja nas ruas, nos bares, no mercado, nas escolas, nas institui&ccedil;&otilde;es religiosas, de sa&uacute;de, enfim em qualquer lugar onde existam mais de uma pessoa disposta a estabelecer trocas. A participa&ccedil;&atilde;o nessa troca com o outro, ou dos lugares onde essa troca torna&#45;se poss&iacute;vel constitui a chamada rede social.</p>

	    <p>De acordo com os resultados, percebemos que para os profissionais h&aacute; uma limita&ccedil;&atilde;o na possibilidade de reabilitar aqueles que n&atilde;o t&ecirc;m fam&iacute;lia, ou que possuem uma fam&iacute;lia que n&atilde;o acolhe, e que na experi&ecirc;ncia cotidiana revela ser a realidade de grande parte dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental.</p>

	    <p>Saraceno (2001) afirma que a desabilita&ccedil;&atilde;o dos sujeitos com sofrimento ps&iacute;quico tamb&eacute;m &eacute; o empobrecimento da sua rede social, que conta com perda qualitativa e quantitativa desde a primeira rede social dispon&iacute;vel que &eacute; o n&uacute;cleo familiar.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entendemos que certamente &eacute; mais "simples" conceber como &acirc;mbito de interven&ccedil;&atilde;o acerca da rede social o que &eacute; mais restrito &agrave; fam&iacute;lia, pois se trata de um universo mais reduzido e definido socialmente (para o paciente e para o profissional), em detrimento da interven&ccedil;&atilde;o na rede social mais ampla (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>As interven&ccedil;&otilde;es que possibilitam uma melhora no cen&aacute;rio familiar consequentemente geram expans&otilde;es na rede social como um todo, o que tamb&eacute;m &eacute; demonstrado em estudos internacionais que enfatizam o suporte social no tratamento como um facilitador na remo&ccedil;&atilde;o de atritos, melhorando a intera&ccedil;&atilde;o interpessoal dos usu&aacute;rios de drogas e a sociedade, auxiliando o usu&aacute;rio de drogas a assumir um novo papel social (Malhotra A, Maihotra S, Basu D, 2001).</p>

	    <p>O carinho (apoio) da fam&iacute;lia tamb&eacute;m &eacute; considerado pelos profissionais importante para a reabilita&ccedil;&atilde;o, e vai ao encontro de estudos internacionais que afirmam que o suporte social oferecido pela fam&iacute;lia, amigos e outros participantes na recupera&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios de drogas podem ter um papel vital na preven&ccedil;&atilde;o/desenvolvimento da reca&iacute;da (Malhotra A, Maihotra S, Basu D., 2001; McMahon RC., 2001).</p>

	    <p>Corroborando com esta vis&atilde;o, Fleeman (1997) demonstra uma forte evid&ecirc;ncia de que o suporte social auxilia e efetiva o tratamento ambulatorial e a desintoxica&ccedil;&atilde;o residencial. Existem tamb&eacute;m outras vantagens, como a redu&ccedil;&atilde;o do estigma do paciente internado e o maior envolvimento da fam&iacute;lia no suporte.</p>

	    <p>Vale ressaltar que n&atilde;o foi detectada nenhuma frase relacionada &agrave; rede social excetuando&#45;se a fam&iacute;lia, entretanto como j&aacute; apontamos, a rede social &eacute; muito mais do que a fam&iacute;lia e inclui a comunidade em geral.</p>

	    <p>Propiciar o desenvolvimento e a amplia&ccedil;&atilde;o da rede social, em outras palavras, favorecer as trocas sociais dos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas, envolve al&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o familiar, a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade cultural na qual est&atilde;o inseridos todos os atores envolvidos.</p>

	    <p>A rede social pode ser entendida, ainda, numa vertente mais ampliada, como conjunto de dispositivos extra&#45;hospitalares que, ao estabelecerem conex&otilde;es com os usu&aacute;rios, comp&otilde;e com estes &uacute;ltimos um campo de produ&ccedil;&atilde;o de sociabilidade, de sentido, de troca (Santos, 1997).</p>

	    <p>A psiquiatria, desde seu surgimento, associou o transtorno ps&iacute;quico &agrave; falta de adaptabilidade do homem ao processo produtivo, tomando&#45;o como um crit&eacute;rio diagn&oacute;stico que considera como saud&aacute;vel e normal somente &agrave;quele que disp&otilde;e de condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas para ser considerado habilitado como m&atilde;o&#45;de&#45;obra ou for&ccedil;a de trabalho dispon&iacute;vel para a subordina&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o ao processo de produ&ccedil;&atilde;o (Aranha e Silva, 1997).</p>

	    <p>O trabalho, neste sentido, designado para o portador de sofrimento ps&iacute;quico/usu&aacute;rio de &aacute;lcool e outras drogas, foi um trabalho de "faz de conta", aquele que conhecemos nas d&eacute;cadas de 70/80, do s&eacute;culo passado, em nossa forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, dentro de grandes asilos que n&atilde;o nasceram como um lugar de cuidado m&eacute;dico da loucura, mas sim, como um espa&ccedil;o de exclus&atilde;o, determinada, entre outras coisas, pela obriga&ccedil;&atilde;o moral do trabalho.</p>

	    <p>O paradigma psiqui&aacute;trico tradicional, que prioriza o olhar sobre a doen&ccedil;a, compreende o trabalho como um dispositivo de tratamento desenvolvido no interior das institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o considera as necessidades do indiv&iacute;duo, mas reproduz um valor moral e &eacute;tico produzido pelo nascimento do capitalismo, onde a ociosidade deve ser banida e todos devem se adequar &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o da forma capitalista. O trabalho, nessa concep&ccedil;&atilde;o, teria uma fun&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e pedag&oacute;gica, normatizante e integradora, que buscaria restituir a produtividade dos elementos desviantes da ordem social.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Aranha e Silva (1997) na perspectiva da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, o trabalho do usu&aacute;rio deixa de ocupar um lugar restrito a um dispositivo de tratamento, como era no tratamento moral, n&atilde;o servindo mais como dispositivo de adapta&ccedil;&atilde;o social proposto pelas ci&ecirc;ncias comportamentais.</p>

	    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho nas propostas reabilitadoras deve se configurar como um instrumento de inclus&atilde;o social e promo&ccedil;&atilde;o de cidadania das pessoas com transtorno mental, subvertendo a l&oacute;gica explorat&oacute;ria e terap&ecirc;utica do modelo manicomial (Brasil, 2005).</p>

	    <p>Percebemos, de acordo com os resultados, que no eixo referente ao trabalho os profissionais ainda centram&#45;se em parcerias ou oficinas, que acontecem na institui&ccedil;&atilde;o, com o fim de possibilitar algum ganho financeiro aos usu&aacute;rios em detrimento de a&ccedil;&otilde;es propostas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.&nbsp;</p>

	    <p>Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil, 2005), o novo modelo de aten&ccedil;&atilde;o tem apresentado muitas experi&ecirc;ncias de "gera&ccedil;&atilde;o de renda", "cooperativas", "trabalho protegido" entre outras, e todas, tem como determinante &eacute;tico, a produ&ccedil;&atilde;o da autonomia e a inclus&atilde;o social dos usu&aacute;rios frente &agrave;s novas exig&ecirc;ncias de compreens&atilde;o que a vida di&aacute;ria com o mercado capitalista e com a sociedade excludente imp&otilde;e. Nesse campo, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em parceria com a Economia Solid&aacute;ria vem estimulando a cria&ccedil;&atilde;o de empreendimentos solid&aacute;rios no contexto da Reforma Psiqui&aacute;trica brasileira, por meio do programa de inclus&atilde;o social pelo trabalho, que entre outras coisas, estabelece um incentivo financeiro para os servi&ccedil;os que desenvolvam tais a&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Ainda, para Macedo (2005), o trabalho n&atilde;o pode estar desvinculado da vida do sujeito, nem da sua hist&oacute;ria e, portanto, &eacute; um dos pontos com o qual os profissionais devem estar atentos quando pensam em trabalho para a popula&ccedil;&atilde;o que atendem.</p>

	    <p>Segundo Brescia (2005), somente a partir deste resgate laboral &eacute; que o trabalho pode assumir um significado singular para cada um, pois na perspectiva da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial, o trabalho est&aacute; relacionado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de sentido na vida do usu&aacute;rio, al&eacute;m de permitir ao indiv&iacute;duo o acesso aos bens materiais necess&aacute;rios &agrave; sua sobreviv&ecirc;ncia.</p>

	    <p>Conforme pesquisa realizada por Aranha e Silva (1997, p.97):</p>

	    <p>Observa&#45;se por meio da afirma&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio trabalhador que o exerc&iacute;cio de uma atividade produtiva, associado a um tratamento, amplia seu potencial de rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva, altera o rigor com que julga sua auto&#45;imagem, interfere e modifica a trama da rede familiar nuclear, al&eacute;m de alterar a qualidade da conviv&ecirc;ncia no seu meio social mais pr&oacute;ximo, com parentes e vizinhos.</p>

	    <p>Observou&#45;se, nesse estudo, que a pr&aacute;tica reabilitat&oacute;ria nos seus tr&ecirc;s eixos ainda &eacute; vista pelos profissionais como de dif&iacute;cil execu&ccedil;&atilde;o sobretudo no eixo que se refere ao morar/habitar, visto que &eacute; trabalhado somente o aspecto do morar, em rela&ccedil;&atilde;o ao eixo da rede social as interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o direcionadas &agrave; fam&iacute;lia em detrimento da interven&ccedil;&atilde;o na rede social mais ampla e no eixo do trabalho as a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o voltadas &agrave;s parcerias e oficinas que na grande maioria das vezes est&aacute; vinculada a uma das principais caracter&iacute;sticas da psiquiatria tradicional, o <i>entretenimento</i> do doente. Entreter significa <i>ter dentro</i> e tamb&eacute;m <i>passar prazerosamente o tempo</i>, esperando que o doente melhore, ou piore e at&eacute; que ocorra uma mudan&ccedil;a no estado do indiv&iacute;duo, este permanece entretido com medicamentos, conversas, atividades recreativas e atividades ergoter&aacute;picas, que n&atilde;o possuem a capacidade de transformar a vida dos usu&aacute;rios (Saraceno, 2001).</p>

	    <p>Desta forma, n&atilde;o diferente da Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial das pessoas com transtornos mentais, percebe&#45;se que a constru&ccedil;&atilde;o de um referencial balizador te&oacute;rico nesta &aacute;rea, e especificamente no campo das subst&acirc;ncias psicoativas &eacute; um processo ainda complexo que envolve v&aacute;rias inst&acirc;ncias, desde o n&iacute;vel micro &#150; individual/familiar/institucional at&eacute; o macro &#150; comunidade, sociedade e pol&iacute;ticas de sa&uacute;de mental. Portanto, trata&#45; se de uma pr&aacute;tica &agrave; espera da teoria, situa&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria, pois n&atilde;o se pode pensar que h&aacute; pr&aacute;ticas eternamente sem teorias (Saraceno, 2001). Ser&aacute; no di&aacute;logo entre os saberes cient&iacute;ficos e pol&iacute;ticos e as pr&aacute;ticas por eles subsidiadas que se dar&aacute; o reordenamento da aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>

	    <p>Percebe&#45;se que o conceito de Reabilita&ccedil;&atilde;o Psicossocial que mais se evidencia ainda est&aacute; associado ao modelo psiqui&aacute;trico tradicional, ou seja, atrelado &agrave; l&oacute;gica da normalidade social, sendo esse o principal desafio a ser superado quando se considera o modelo psicossocial de aten&ccedil;&atilde;o. Para que as a&ccedil;&otilde;es reabilitat&oacute;rias desenvolvidas no servi&ccedil;o n&atilde;o reforcem o car&aacute;ter regulat&oacute;rio, mas desconstruam o paradigma psiqui&aacute;trico de exclus&atilde;o e controle social, o servi&ccedil;o deve estar compromissado com a transforma&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida dos usu&aacute;rios.</p>

	    <p>Colocamos ent&atilde;o, a necessidade de cada projeto da institui&ccedil;&atilde;o estar vinculado preferencialmente &agrave; quest&atilde;o dos direitos fundamentais da pessoa humana. O direito ao trabalho nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental tem que extrapolar o terap&ecirc;utico propriamente dito para buscar a reinser&ccedil;&atilde;o das pessoas sob os seus cuidados nas redes de produ&ccedil;&atilde;o, troca e de consumo. O direito ao lazer, &agrave; arte, &agrave; cultura e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m deve ser um eixo diferencial dos projetos direcionados aos usu&aacute;rios, assim como o direito fundamental &agrave; liberdade e o respeito &agrave; dignidade humana e &agrave; integridade devem constituir a base do conjunto de estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas utilizadas para o acolhimento, tratamento e acompanhamento destes sujeitos. Destarte, pode&#45;se dizer que o terap&ecirc;utico em si, encontra&#45;se inegavelmente associado ao efetivo reconhecimento do usu&aacute;rio dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de como um sujeito portador de direitos, como cidad&atilde;o, em um ambiente favorecedor da autonomia criativa e da participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Aranha e Silva, A.L. (1997). O Projeto Copiadora do CAPS: do trabalho de reproduzir coisas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de vida. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Escola de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo (SP), Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bertolote, J.M. (2001). Em busca de uma identidade para a reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial. In: Pitta, A. organizadora. Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial no Brasil. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; p. 155&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas (2005). Sa&uacute;de Mental e Economia Solid&aacute;ria: Inclus&atilde;o Social pelo Trabalho. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1647-2160201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de (2004). A Pol&iacute;tica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para Aten&ccedil;&atilde;o Integral a Usu&aacute;rios de &Aacute;lcool e Outras Drogas. 2&ordf; ed. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1647-2160201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Brasil. Lei n.10.216, de 6 de abril de 2001. Disp&otilde;e sobre a prote&ccedil;&atilde;o e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em sa&uacute;de mental. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia 9 abr. 2001. Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 3.</p>

	    <!-- ref --><p>Brescia, M.F.Q. (2005). Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e economia solid&aacute;ria: possibilidades de interface com a sa&uacute;de mental. In: Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas (2005). Sa&uacute;de Mental e Economia Solid&aacute;ria: inclus&atilde;o social pelo trabalho. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>

	    <!-- ref --><p>Carlini, E.A. (2006). II Levantamento domiciliar sobre uso de drogas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do pa&iacute;s &#150; 2005. S&atilde;o Paulo: Centro Brasileiro de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Drogas Psicotr&oacute;picas, Departamento de Psicobiologia, Escola Paulista de Medicina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1647-2160201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Fleeman, N.D. (1997).&nbsp; Alcohol home detoxificacion: a literature review. Alcohol Alcohol, 32(6), 649&#45;56.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kinoshita, R.T. (2001). Contratualidade e reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial. In: Pitta, A. organizadora. Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial no Brasil. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; p. 55&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1647-2160201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Macedo, M.C. (2005) Instituto Municipal Nise da Silveira. In: Sa&uacute;de mental e economia solid&aacute;ria: inclus&atilde;o social pelo trabalho. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas (2005). Bras&iacute;lia.</p>

	    <!-- ref --><p>Malhotra, A., Maihotra, S., &amp; Basu, D. (2001). Social and cognitive approach in relapse prevention. Bengala Journal Psychiatry, 10(1), 79&#45;87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1647-2160201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McMahon, R.C. (2001). Personality, stress and social support in cocaine relapse prediction. Journal Substance Abuse Treatment., 21(2), 77&#45;87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1647-2160201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Minayo, M.C.S. (2006). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. 9&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1647-2160201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). Organiza&ccedil;&atilde;o Pan&#45;Americana da Sa&uacute;de (OPAS) (2001). Relat&oacute;rio Sobre a Sa&uacute;de no Mundo. Sa&uacute;de Mental: nova concep&ccedil;&atilde;o, nova esperan&ccedil;a. Genebra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1647-2160201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pinho, P.H., Oliveira, M.A., &amp; Almeida, M.M. (2008). A reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial na aten&ccedil;&atilde;o aos transtornos associados ao consumo de &aacute;lcool e outras drogas: uma estrat&eacute;gia poss&iacute;vel? Revista Psiquiatria Clinica. 35 Supl 1, 82&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1647-2160201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pitta, A. (2001). Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial no Brasil. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec. O que &eacute; reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial no Brasil, hoje?; p. 19&#45;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1647-2160201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Santos, A.R.C (1997). Desmontando por dentro: o projeto de reinser&ccedil;&atilde;o social dos usu&aacute;rios residentes da Casa de Sa&uacute;de Volta Redonda (sob interven&ccedil;&atilde;o). In: Ven&acirc;ncio, A.T., Leal, E.M., &amp; Delgado, P.G. organizadores. O campo da aten&ccedil;&atilde;o psicossocial: Anais do 1&ordm; Congresso de Sa&uacute;de Mental do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: T&eacute; Cora &#150; Instituto Franco Basaglia; p. 596&#45;603.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1647-2160201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Saraceno, B. (2001). Libertando identidades: da reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial &agrave; cidadania poss&iacute;vel. Belo Horizonte: T&eacute; Cora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1647-2160201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.03.2013</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.05.2013</p>
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aranha e Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Projeto Copiadora do CAPS: do trabalho de reproduzir coisas à produção de vida]]></source>
<year>1997</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bertolote]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Em busca de uma identidade para a reabilitação psicossocial]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pitta]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reabilitação psicossocial no Brasil]]></source>
<year>2001</year>
<edition>2</edition>
<page-range>155-8</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas</collab>
<source><![CDATA[Saúde Mental e Economia Solidária: Inclusão Social pelo Trabalho]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Atenção à Saúde</collab>
<source><![CDATA[A Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas]]></source>
<year>2004</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brescia]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.F.Q.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Políticas públicas e economia solidária: possibilidades de interface com a saúde mental]]></article-title>
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas</collab>
<source><![CDATA[Saúde Mental e Economia Solidária: inclusão social pelo trabalho]]></source>
<year>2005</year>
<month>20</month>
<day>05</day>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlini]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[II Levantamento domiciliar sobre uso de drogas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país - 2005]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Departamento de Psicobiologia, Escola Paulista de Medicina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fleeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcohol home detoxificacion: a literature review]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol and Alcoholism]]></source>
<year>1997</year>
<volume>32</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>649-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kinoshita]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contratualidade e reabilitação psicossocial]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pitta]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reabilitação psicossocial no Brasil]]></source>
<year>2001</year>
<edition>2</edition>
<page-range>55-9</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instituto Municipal Nise da Silveira]]></article-title>
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas</collab>
<source><![CDATA[Saúde mental e economia solidária: inclusão social pelo trabalho]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malhotra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maihotra]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Basu]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social and cognitive approach in relapse prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Bengala Journal Psychiatry]]></source>
<year>2001</year>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>79-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McMahon]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Personality, stress and social support in cocaine relapse prediction]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal Substance Abuse Treatment]]></source>
<year>2001</year>
<volume>21</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>77-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde]]></source>
<year>2006</year>
<edition>9</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Organização Mundial da Saúde^dOrganização Pan-Americana da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Relatório Sobre a Saúde no Mundo. Saúde Mental: nova concepção, nova esperança]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A reabilitação psicossocial na atenção aos transtornos associados ao consumo de álcool e outras drogas: uma estratégia possível?]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psiquiatria Clinica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>35</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>82-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O que é reabilitação psicossocial no Brasil, hoje?]]></article-title>
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pitta]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reabilitação psicossocial no Brasil]]></source>
<year>2001</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desmontando por dentro: o projeto de reinserção social dos usuários residentes da Casa de Saúde Volta Redonda (sob intervenção)]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Venâncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O campo da atenção psicossocial: Anais do 1º Congresso de Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>596-603</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Té Cora - Instituto Franco Basaglia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saraceno]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Libertando identidades: da reabilitação psicossocial à cidadania possível]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Té Cora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
