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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Treino de Competências Sociais - Uma Estratégia em Saúde Mental: Técnicas e Procedimentos para a Intervenção]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The promotion of healthy interpersonal relationship through the development of social skills contributes to the well-being and mental health of people. The training programs of social skills are intended, on the first place, to provide a set of experiences that have not occurred naturally over the life cycle, it becomes necessary to teach them or develop them. The nurses specialists in mental health are privileged agents in the design, implementation and evaluation of programs to promote social skills, whether one is in a situation of health or disease and in all life cycle phases. This literature review article appears with the aim of contributing to develop training programs for social skills, which addresses the theoretical aspects of knowledge in this specific area of Social Skills Training, particularly Assertive Training, forms of assessment of social skills, structure and dynamics of the sessions of a training program and some of the techniques and procedures commonly used. It highlighted the competences of the mental health nurse as a therapist/trainer.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Enfermagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Promoção da saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamento social]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Nursing]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health promotion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Social behavior]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais &#150; Uma Estrat&eacute;gia em Sa&uacute;de Mental: T&eacute;cnicas e Procedimentos para a Interven&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>C&acirc;ndida Loureiro*</b></p>

	    <p>*Mestre em Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental, Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem; Professora Adjunta; Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, <a href="mailto:candida@esenfc.pt">candida@esenfc.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>A promo&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais saud&aacute;veis, atrav&eacute;s do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais contribui para o bem&#45;estar e sa&uacute;de mental das pessoas. Os programas de treino de compet&ecirc;ncias sociais destinam&#45;se prioritariamente a proporcionar um conjunto de experi&ecirc;ncias que, n&atilde;o tendo ocorrido naturalmente ao longo do ciclo vital, torna&#45;se necess&aacute;rio ensin&aacute;&#45;las ou desenvolve&#45;las. Os enfermeiros especialistas em enfermagem de sa&uacute;de mental s&atilde;o agentes privilegiados na conce&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de programas de promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais, quer a pessoa se encontre em situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de ou de doen&ccedil;a e em todas as fases do ciclo vital. Este artigo de revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica surge com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de programas de treino de compet&ecirc;ncias sociais. S&atilde;o abordados os aspetos te&oacute;ricos do conhecimento nesta &aacute;rea espec&iacute;fica de Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais, particularmente o Treino Assertivo. S&atilde;o apresentadas as diversas formas de avalia&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais, a estrutura e din&acirc;mica das sess&otilde;es de um programa de treino e algumas das t&eacute;cnicas e procedimentos habitualmente utilizados. S&atilde;o destacadas as compet&ecirc;ncias do enfermeiro de sa&uacute;de mental enquanto terapeuta/formador.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Enfermagem; Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; Comportamento social</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>The promotion of healthy interpersonal relationship through the development of social skills contributes to the well&#45;being and mental health of people.&nbsp; The training programs of social skills are intended, on the first place, to provide a set of experiences that have not occurred naturally over the life cycle, it becomes necessary to teach them or develop them. The nurses specialists in mental health are privileged agents in the design, implementation and evaluation of programs to promote social skills, whether one is in a situation of health or disease and in all life cycle phases. This literature review article appears with the aim of contributing to develop training programs for social skills, which addresses the theoretical aspects of knowledge in this specific area of Social Skills Training, particularly Assertive Training, forms of assessment of social skills, structure and dynamics of the sessions of a training program and some of the techniques and procedures commonly used. It highlighted the competences of the mental health nurse as a therapist/trainer.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Nursing; Health promotion; Social behavior</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>Os programas de Ensino de Habilidades de Vida, propostos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), consistem em desenvolver capacidades emocionais, sociais e cognitivas que podem ajudar os indiv&iacute;duos a lidar melhor com situa&ccedil;&otilde;es stressoras do dia&#45;a&#45;dia. O departamento da Sa&uacute;de Mental da OMS considera cinco &aacute;reas b&aacute;sicas espec&iacute;ficas em que as compet&ecirc;ncias de vida s&atilde;o relevantes em qualquer cultura, nomeadamente, a tomada de decis&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; o pensamento cr&iacute;tico e criativo; as compet&ecirc;ncias comunicacionais e interpessoais; o auto conhecimento e empatia; e mecanismos de coping para lidar com o stress e com as emo&ccedil;&otilde;es (WHO, 1999). Se nos reportarmos &agrave; &aacute;rea da Enfermagem de Sa&uacute;de Mental podemos afirmar que o foco priorit&aacute;rio &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e que o enfermeiro especialista nesta &aacute;rea tem subjacente um conjunto de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, das quais salientamos "Assiste a pessoa ao longo do ciclo de vida, fam&iacute;lia, grupos e comunidade na optimiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental", onde se prev&ecirc; que o enfermeiro coordene, implemente e desenvolva projetos de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, em locais de trabalho e escolas, esperando a redu&ccedil;&atilde;o de fatores de stress, a gest&atilde;o de conflitos e a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce (Ordem dos Enfermeiros Portugueses, 2011, p.8670) pelo que, na nossa opini&atilde;o, faz todo o sentido o desenvolvimento de programas de treino de compet&ecirc;ncias sociais como uma estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental. O Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais (TCS) teve a sua origem no campo da Psicologia Cl&iacute;nica e come&ccedil;ou a ser amplamente utilizado com sucesso, em conjunto com outras abordagens terap&ecirc;utica, no campo das perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas particularmente nas perturba&ccedil;&otilde;es depressivas, de ansiedade e fobia social quando o problema se coloca ao n&iacute;vel do comportamento social; nas perturba&ccedil;&otilde;es psic&oacute;ticas quando o problema se coloca ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. O objetivo desta abordagem terap&ecirc;utica &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social atrav&eacute;s do desenvolvimento ou aprendizagem de um repert&oacute;rio de habilidades sociais eficaz. Hoje em dia, o TCS tem um campo de a&ccedil;&atilde;o que vai muito al&eacute;m da abordagem terap&ecirc;utica para se envolver numa abordagem preventiva e educacional em variados contextos (familiar, escolar, profissional, social, ...) e nas v&aacute;rias etapas do ciclo vital; as altera&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias de cada etapa, com a consequente modifica&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo no seu processo de crescimento e desenvolvimento pessoal, na aquisi&ccedil;&atilde;o de novos pap&eacute;is e comportamentos sociais, pressup&otilde;em uma aprendizagem e refor&ccedil;o permanente de compet&ecirc;ncias sociais adaptadas aos novos contextos de vida. Assim TCS apresenta um amplo campo de aplica&ccedil;&atilde;o nesta dupla vertente, quer em situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de quer em situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a, e devido a esta realidade, apesar de se ter originado no campo da Psicologia Cl&iacute;nica alarga o seu campo de interesse hoje em dia a ci&ecirc;ncias como Antropologia, Filosofia, Sociologia, Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Objetivos</b></p>

	    <p>&#45; Contribuir para o desenvolvimento de programas de treino de compet&ecirc;ncias sociais no &acirc;mbito da enfermagem de sa&uacute;de mental;</p>

	    <p>&#45; Abordar conceptualmente o Treino Assertivo como aspeto basilar a ter presente na pr&aacute;tica dos enfermeiros de sa&uacute;de mental;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#45; Apresentar algumas formas de avalia&ccedil;&atilde;o, quer das compet&ecirc;ncias sociais quer dos programas de treino;</p>

	    <p>&#45; Apresentar a estrutura e din&acirc;mica das sess&otilde;es de um programa de treino;</p>

	    <p>&#45; Elencar algumas das t&eacute;cnicas e procedimentos habitualmente utilizados;</p>

	    <p>&#45; Destacar o papel do enfermeiro enquanto terapeuta/formador, em particular do enfermeiro especialista em sa&uacute;de mental e psiquiatria, no sentido de poder orientar a sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo recorremos sobretudo, &agrave; consulta de obras de refer&ecirc;ncia sobre a tem&aacute;tica, no entanto a pesquisa bibliogr&aacute;fica recaiu tamb&eacute;m sobre teses, artigos de revis&atilde;o e artigos com resultados de estudos emp&iacute;ricos, nacionais e internacionais. Para isso, utilizamos o motor de busca B&#45;on em variadas bases de dados, nomeadamente, EBSCO, Elsevier&#45;Science Direct, Springer Link, Taylor &amp; Francis, ISI, Wiley. As palavras de pesquisa usadas foram: <i>social, skills, training, nursing, intervention</i>. Tamb&eacute;m recorremos a documentos legislativos, particularmente os respeitantes ao regulamento das compet&ecirc;ncias dos enfermeiros especialistas. Foi utilizada uma metodologia descritiva e compreensiva.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REVIS&Atilde;O BIBLIOGR&Aacute;FICA</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Programas de Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais e Treino Assertivo</b></p>

	    <p>Estes programas surgem na d&eacute;cada de sessenta a partir dos trabalhos de Salter, Wolpe e Lazarus como uma evolu&ccedil;&atilde;o das terapias cognitivo&#45;comportamentais e t&ecirc;m como objetivos diminuir as dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o, mais concretamente desenvolver a comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal, praticar a assertividade, aprender habilidades sociais, resolver problemas sociais, enfrentar situa&ccedil;&otilde;es novas, ser capaz de resolver problemas. Existem v&aacute;rios modelos te&oacute;ricos que procuram uma explica&ccedil;&atilde;o para o d&eacute;fice/dificuldades no desenvolvimento das habilidades sociais, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o de problemas e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o (Loureiro, 2011). Neste sentido, Gresham (2009, p.22) considera a exist&ecirc;ncia de dois tipos de deficits em habilidades sociais, os deficits de aquisi&ccedil;&atilde;o e os deficits de desempenho. Os primeiros podem corresponder &agrave; falta de conhecimento sobre como desempenhar uma determinada habilidade social, "&agrave; inabilidade de apresentar fluentemente uma sequ&ecirc;ncia de comportamentos sociais" ou ainda dificuldade em discriminar qual &eacute; a habilidade social apropriada para determinada situa&ccedil;&atilde;o. Relativamente aos deficits de desempenho a dificuldade est&aacute; em transpor para a intera&ccedil;&atilde;o uma determinada habilidade social. A generaliza&ccedil;&atilde;o de comportamentos novos, aprendidos vai permitir ao indiv&iacute;duo a adapta&ccedil;&atilde;o a novas situa&ccedil;&otilde;es. Este objetivo &eacute; considerado por Spence (2003) como o maior desafio atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o dos programas de TCS, pois espera&#45;se que se produzam mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel do comportamento social, de tal forma que se consigam ampliar do setting para as intera&ccedil;&otilde;es sociais do mundo real. Tamb&eacute;m Gresham (2009) partilha desta vis&atilde;o, uma vez que para al&eacute;m de existirem dificuldades de generaliza&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais treinadas tamb&eacute;m a sua manuten&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo &eacute; muito dif&iacute;cil. Prop&otilde;e como solu&ccedil;&atilde;o um sistema de refor&ccedil;o positivo mais efetivo para os comportamentos sociais ajustados em contraposi&ccedil;&atilde;o aos desajustados.</p>

	    <p>Caballo (2008a) considera como classes de resposta ou habilidades sociais: iniciar, manter e finalizar uma conversa; falar em p&uacute;blico; expressar amor, agrado e afeto; defender os pr&oacute;prios direitos; pedir favores; fazer e recusar pedidos; falar com uma figura de autoridade; fazer um convite; cumprimentar; dar e receber elogios; exprimir desacordo; defender uma opini&atilde;o; lidar com a recusa; saber dizer n&atilde;o; lidar com as cr&iacute;ticas; pedir desculpa ou admitir ignor&acirc;ncia; pedir mudan&ccedil;a de comportamento; entre outros. Cada uma destas classes/habilidades ter&aacute; caracter&iacute;sticas diferentes tendo em conta a situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica vivenciada (formal, informal, l&uacute;dica, profissional, familiar, escolar, ...) o tipo de pessoa com quem nos relacionamos (aspetos como a idade, a posi&ccedil;&atilde;o social/profissional, o sexo) e as regras sociais vigentes. Por exemplo, &lsquo;exprimir desacordo&rsquo; pode ser diferente consoante se trate de uma pessoa com dificuldades na express&atilde;o verbal ou com uma pessoa idosa, assim como &lsquo;cumprimentar&rsquo; ser&aacute; diferente se a situa&ccedil;&atilde;o for de informalidade, na rua, com um colega ou numa situa&ccedil;&atilde;o formal com uma pessoa de refer&ecirc;ncia, por exemplo um conferencista convidado.</p>

	    <p>Dedicamos um espa&ccedil;o particular ao treino assertivo, pois apesar de integrar o TCS, a assertividade &eacute; considerada uma das compet&ecirc;ncias mais importantes e por isso descrevemos sumariamente cada uma das formas de comunica&ccedil;&atilde;o no comportamento assertivo:</p>

	    <p>Relativamente &agrave;s &lsquo;palavras expressas verbalmente&rsquo; devem ser de interesse para ambos os interlocutores, mantendo a aten&ccedil;&atilde;o focada na intera&ccedil;&atilde;o, deve existir condescend&ecirc;ncia e express&atilde;o de afetos positivos. Deve existir congru&ecirc;ncia entre o verbal e o n&atilde;o verbal. A dura&ccedil;&atilde;o do tempo da fala n&atilde;o deve ser em demasia nem de menos. Dar feedback e fazer perguntas mostra interesse pelo outro e a clareza na mensagem esclarece equ&iacute;vocos.</p>

	    <p>No que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas da comunica&ccedil;&atilde;o &lsquo;n&atilde;o verbal&rsquo; n&atilde;o podemos esquecer que est&aacute; impregnada de significados e tamb&eacute;m &eacute; uma forma de express&atilde;o emocional. Na pessoa assertiva &eacute; importante o olhar e a sua reciprocidade, a express&atilde;o facial e o sorriso, a postura corporal mais direita e descontra&iacute;da, a gest&atilde;o do espa&ccedil;o relativamente &agrave; dist&acirc;ncia mantida na intera&ccedil;&atilde;o, que dever&aacute; ser de proximidade e ao mesmo tempo confort&aacute;vel para os interlocutores. Os gestos devem transmitir seguran&ccedil;a e espontaneidade, os movimentos de cabe&ccedil;a revelam interesse e aten&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Por fim, a comunica&ccedil;&atilde;o &lsquo;para verbal&rsquo;, que se refere a qualquer som emitido que n&atilde;o as palavras, ou seja, o que acompanha a forma como falamos e cujos componentes s&atilde;o o volume que deve ser harmonioso e sem oscila&ccedil;&otilde;es, o tom de voz uniforme e bem modulado, a velocidade das palavras que deve manter&#45;se constante, nem muito r&aacute;pida nem muito lenta (Castanyer, 2004; Caballo, 2008b). Conv&eacute;m relembrar que os aspetos aqui focados n&atilde;o s&atilde;o universais e mais uma vez devem estar em conson&acirc;ncia com as pessoas, o contexto em que a rela&ccedil;&atilde;o acontece e com a cultura em que est&atilde;o inseridas.</p>

	    <p>Galassi e Galassi (1977) consideram que o d&eacute;fice de assertividade pode ter por base um conjunto de fatores que influenciaram na aprendizagem da pessoa n&atilde;o assertiva, como a puni&ccedil;&atilde;o, o refor&ccedil;o, a modela&ccedil;&atilde;o, a falta de oportunidade, a incerteza ou desconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o aos pr&oacute;prios direitos e as cren&ccedil;as pessoais e os padr&otilde;es culturais onde a pessoa se insere.</p>

	    <p>Os principais objetivos do treino assertivo passam por uma mudan&ccedil;a efetiva de comportamento atrav&eacute;s do desenvolvimento de um conjunto de respostas assertivas aos v&aacute;rios n&iacute;veis (verbal, n&atilde;o verbal e para verbal), pelo reconhecimento de respostas dos v&aacute;rios estilos comunicacionais (passivo, agressivo, manipulativo e assertivo), pela valoriza&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios direitos e dos direitos dos outros, pela identifica&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o de pensamentos irracionais presentes em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, pela identifica&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es em que a utiliza&ccedil;&atilde;o do comportamento assertivo &eacute; ben&eacute;fica, pela promo&ccedil;&atilde;o do comportamento assertivo nos outros e pela diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade em situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social.</p>

	    <p>Na literatura consultada encontramos descritos resultados positivos sobre os programas de TCS que englobam o treino assertivo. Da grande variedade dos estudos desenvolvidos com crian&ccedil;as, adolescentes e estudantes universit&aacute;rios podemos referir o desenvolvimento positivo ao n&iacute;vel das suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Jones &amp; Lavallee, 2009; Coplan, Schneider, Matheson &amp; Graham, 2010), na diminui&ccedil;&atilde;o da agressividade e conflitos interpessoais, como medida preventiva na ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco (Matos &amp; Equipa T&eacute;cnica Multidisciplinar, 2008; Qualter, Brown, Munn &amp; Rotenberg, 2010), em adolescentes com dist&uacute;rbio de ansiedade (Fischer, Masia&#45;Warner &amp; Klein, 2004) na promo&ccedil;&atilde;o do sucesso acad&eacute;mico em estudantes universit&aacute;rios (Dias, 2010) e o desenvolvimento da assertividade e da auto estima em estudantes de enfermagem e de medicina (Lin <i>et al</i>., 2004).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias Sociais</b></p>

	    <p>Considerando as formas de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais salientamos a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios procedimentos, nomeadamente, a sociometria, instrumentos de auto registo, escalas e/ou invent&aacute;rios, a avalia&ccedil;&atilde;o feita pelos professores, pais, ou outros significativos, registos de observa&ccedil;&atilde;o de ocorr&ecirc;ncias, testes de desempenho de papeis, entrevistas e avalia&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica (Del Prete &amp; Del Prette, 1999; Lemos &amp; Menezes, 2002; Spence, 2003). Um s&oacute; instrumento torna&#45;se muito redutor na dete&ccedil;&atilde;o de deficits de habilidades sociais espec&iacute;ficas e mesmo na avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia de um programa de TCS. Dada a abrang&ecirc;ncia e a multidimensionalidade das habilidades e compet&ecirc;ncias sociais, tanto o tipo de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o como a interpreta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos resultados deve ter em conta as v&aacute;rias dimens&otilde;es garantindo assim uma avalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa e completa. Caballo (2008a) salienta a import&acirc;ncia de quando avaliar um programa de treino, isto &eacute;, em que momentos durante o processo a avalia&ccedil;&atilde;o deva ser realizada. Prop&otilde;e quatro momentos: antes, durante e depois da implementa&ccedil;&atilde;o do programa e num per&iacute;odo de acompanhamento p&oacute;s&#45;programa. A avalia&ccedil;&atilde;o antes serve para identificar os deficits em HS. Na avalia&ccedil;&atilde;o durante a implementa&ccedil;&atilde;o do programa, vai&#45;se fazendo uma an&aacute;lise de como o comportamento se vai ou n&atilde;o modificando no sentido de minimizar os deficits identificados e de como a pr&oacute;pria pessoa avalia o seu progresso. Esta avalia&ccedil;&atilde;o vai permitir perceber se o programa pr&eacute;&#45;estabelecido est&aacute; de acordo com o previsto ou se por outro lado &eacute; necess&aacute;rios fazer pequenos ajustes e modificar a interven&ccedil;&atilde;o. Na avalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o programa, ficamos com a ideia de quais foram as altera&ccedil;&otilde;es verificadas comparativamente com o in&iacute;cio da implementa&ccedil;&atilde;o do programa. Na fase de acompanhamento p&oacute;s&#45;programa, a avalia&ccedil;&atilde;o permite perceber se as mudan&ccedil;as se mant&ecirc;m, se s&atilde;o efetivas e se houve a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o a outros contextos de vida di&aacute;ria, possibilitando avaliar a efic&aacute;cia do programa e o impacto do mesmo na vida da pessoa.</p>

	    <p>No que concerne &agrave; efic&aacute;cia dos programas de compet&ecirc;ncias sociais, v&aacute;rios autores s&atilde;o da opini&atilde;o que as estrat&eacute;gias comportamentais t&ecirc;m apresentado resultados eficazes e melhorias a curto prazo em habilidades sociais espec&iacute;ficas (Gresham, 1981, 1985; cit. por Spence, 2003). Os autores s&atilde;o da opini&atilde;o que crian&ccedil;as mais pequenas respondem melhor &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias comportamentais do que a estrat&eacute;gias cognitivas. Tamb&eacute;m Gresham e Nagle (1980 cit. por Del Prette &amp; Del Prette, 1999) salientam a utiliza&ccedil;&atilde;o de &lsquo;Instru&ccedil;&otilde;es&rsquo; como t&eacute;cnica mais efetiva em crian&ccedil;as mais pequenas e o ensaio comportamental como mais eficaz em adolescentes. J&aacute; em estudantes universit&aacute;rios, Caballo e Carrobles (1988 cit. por Del Prette &amp; Del Prette, 1999) verificaram que a abordagem cognitivo&#45;comportamental foi a mais efetiva. Da investiga&ccedil;&atilde;o que vem sendo desenvolvida na implementa&ccedil;&atilde;o destes programas encontramos na literatura resultados muito positivos no que se reporta a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais em crian&ccedil;as e adolescentes (Durlak, Weissberg &amp; Pachan, 2010), na melhoria do auto conceito e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (Hay, Byrne &amp; Butler, 2000) e no aumento na utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de coping adaptativas (Correia &amp; Pinto, 2008).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Estrutura e Din&acirc;mica das Sess&otilde;es de um Programa de TCS</b></p>

	    <p>Seguimos as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas de Del Prette &amp; Del prette (1999) e Caballo (2008a) por considerarmos que apresentam estudos pertinentes e bastante desenvolvidos nesta &aacute;rea. Os programas de TCS apresentavam no in&iacute;cio, um formato de abordagem individual, tendo&#45;se implementando cada vez mais o formato de grupo, com as vantagens e inconvenientes inerentes a cada uma das abordagens. Abordaremos o formato grupal, cujas vantagens passamos a enumerar: a situa&ccedil;&atilde;o social em que o treino ocorre &eacute; real, dada a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios participantes; os participantes sentem&#45;se apoiados uns pelos outros e existe a possibilidade de se iniciar o treino simulado com os outros elementos facilitando a transposi&ccedil;&atilde;o do comportamento simulado para a vida real e maior motiva&ccedil;&atilde;o e envolvimento de todos; economia de tempo do terapeuta (formador, l&iacute;der, animador, coordenador).</p>

	    <p>Relativamente &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es, o n&uacute;mero de participantes por grupo pode alternar de 4 a 15 elementos, a dura&ccedil;&atilde;o de cada sess&atilde;o pode variar de 30 minutos a 2 horas, com frequ&ecirc;ncia semanal ou bissemanal &agrave; qual pode corresponder um per&iacute;odo de 4 ou 6 meses de dura&ccedil;&atilde;o. O local de treino requer um espa&ccedil;o suficientemente amplo para que os participantes utilizem cadeiras em semic&iacute;rculo e para que possam realizar os exerc&iacute;cios preconizados. O mobili&aacute;rio deve ser simples e suficiente para o desenrolar do programa (quadro branco, cadeiras, mesas, colch&otilde;es, projetor, aparelho de som) e outro material de apoio: canetas, papel, (...). Relativamente &agrave; din&acirc;mica das sess&otilde;es, existe alguma diferen&ccedil;a consoante se trate da primeira, da &uacute;ltima e das sess&otilde;es interm&eacute;dias. A primeira sess&atilde;o &eacute; muito importante, pois &eacute; o primeiro contacto formal com o grupo e do grupo em si. &Eacute; feita a apresenta&ccedil;&atilde;o do programa, estabelecem&#45;se as primeiras rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, as normas de confidencialidade e de compromisso pela participa&ccedil;&atilde;o no programa. &Eacute; o ponto de partida para uma mudan&ccedil;a esperada e aceite por todos.</p>

	    <p>Na &uacute;ltima sess&atilde;o &eacute; feito o balan&ccedil;o de todo o trabalho realizado at&eacute; a&iacute;, nomeadamente quais os ganhos pessoais e as dificuldades superadas. &Eacute; o momento de autoavalia&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o do programa e despedida. Como &eacute; propiciado um ambiente de proximidade entre todos, por vezes verificam&#45;se express&otilde;es de tristeza pela finaliza&ccedil;&atilde;o do programa e separa&ccedil;&atilde;o do grupo.</p>

	    <p>Aspetos comuns das sess&otilde;es interm&eacute;dias: cada sess&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s partes ou momentos. No momento inicial &eacute; feito o resumo da sess&atilde;o anterior, apresentadas as tarefas de casa e s&atilde;o realizados alguns exerc&iacute;cios de aquecimento ou jogos simples de &lsquo;quebra&#45;gelo&rsquo; para fomentar o conhecimento e coopera&ccedil;&atilde;o do grupo (5 a 10 minutos). De seguida &eacute; o momento de desenvolvimento da sess&atilde;o propriamente dita, em que se utilizam v&aacute;rios procedimentos, de acordo com os objetivos da sess&atilde;o. O &uacute;ltimo momento corresponde &agrave; finaliza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o. &Eacute; pedido a todos os participantes que avaliem a sess&atilde;o, o terapeuta faz um breve resumo da participa&ccedil;&atilde;o dos elementos com refor&ccedil;o positivo e rev&ecirc; o progresso alcan&ccedil;ado. Estabelece as tarefas para casa e d&aacute; por encerrada a sess&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>T&eacute;cnicas e Procedimentos habitualmente utilizados em TCS</b></p>

	    <p>S&atilde;o essencialmente comportamentais, como o ensaio comportamental, o role playing, a modela&ccedil;&atilde;o, o refor&ccedil;o, o feedback, o relaxamento progressivo de Jacobson e a t&eacute;cnica de controlo da respira&ccedil;&atilde;o, tarefas para casa e dessensibiliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica. A T&eacute;cnica de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas (TRP) insere&#45;se no paradigma cogitivo&#45;comportamental. As t&eacute;cnicas cognitivas utilizadas s&atilde;o a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva e as instru&ccedil;&otilde;es/ensino. Vamos caracterizar as t&eacute;cnicas referidas de uma forma sucinta tendo por base as perspetivas de Caballo (2008a), Caballo (2008b), Del Prette e Del Prette (1999).</p>

	    <p>Ensaio comportamental: Permite o desenvolvimento de novos comportamentos de modo a encontrar formas mais efetivas de enfrentar situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas da vida real. Espera&#45;se a simula&ccedil;&atilde;o de cenas reais relativamente a um problema recente ou que possa verificar&#45;se num futuro pr&oacute;ximo. Tem a vantagem de permitir ao terapeuta a observa&ccedil;&atilde;o direta do comportamento, o que melhora os n&iacute;veis de seguran&ccedil;a e confian&ccedil;a da pessoa na interven&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;mero de ensaios pode variar de 3 a 10.</p>

	    <p>Role playing: Pede&#45;se &agrave; pessoa que represente ou desempenhe determinado papel. &Eacute; importante o terapeuta fornecer informa&ccedil;&atilde;o acerca do comportamento esperado, a aceita&ccedil;&atilde;o da pessoa para participar, compromisso com o comportamento a representar e refor&ccedil;o pelo esfor&ccedil;o manifestado.</p>

	    <p>Modela&ccedil;&atilde;o: Tem a sua origem em Bandura, em que a aprendizagem &eacute; feita atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o do desempenho de outra pessoa (terapeuta). Este m&eacute;todo revelou&#45;se mais efetivo quando o modelo tem idade mais pr&oacute;xima e &eacute; do mesmo sexo do observador. Tem a vantagem de evidenciar os componentes &lsquo;n&atilde;o verbais&rsquo; e &lsquo;para verbais&rsquo; da comunica&ccedil;&atilde;o. Os resultados mostram que tempos mais longos de exposi&ccedil;&atilde;o ao modelo produzem resultados mais permanentes.</p>

	    <p>Refor&ccedil;o: O refor&ccedil;o positivo deve utilizar&#45;se logo no momento em que a pessoa conseguiu realizar um comportamento ou fez determinados progressos. O auto refor&ccedil;o deve tamb&eacute;m ser utilizado como uma forma de auto compensa&ccedil;&atilde;o e deve ser feito por auto verbaliza&ccedil;&otilde;es positivas. Nas sess&otilde;es importa iniciar pelos aspetos mais positivos, conquistas, sucessos e posteriormente passar para os aspetos mais negativos.</p>

	    <p>Feedback<i>:</i> Proporciona informa&ccedil;&atilde;o e promove o entendimento sobre o modo como a pessoa levou a cabo determinado comportamento. Esta informa&ccedil;&atilde;o deve ser detalhada, positiva e direta destacando&#45;se o elogio, a aceita&ccedil;&atilde;o e o est&iacute;mulo como influ&ecirc;ncias positivas na modifica&ccedil;&atilde;o da conduta social.</p>

	    <p>T&eacute;cnicas de relaxamento: Relaxamento Progressivo de Jacobson &eacute; utilizado quando a pessoa experiencia n&iacute;veis moderados ou elevados de ansiedade. Prop&otilde;e a diferencia&ccedil;&atilde;o entre as sensa&ccedil;&otilde;es de contra&ccedil;&atilde;o/descontra&ccedil;&atilde;o muscular e a concentra&ccedil;&atilde;o na respira&ccedil;&atilde;o. Deve realizar&#45;se um grupo muscular por sess&atilde;o, at&eacute; conseguir alcan&ccedil;ar a totalidade dos grupos musculares. Espera&#45;se que a pessoa consiga identificar quando est&aacute; com sintomatologia ansiosa e quais os m&uacute;sculos mais tensos para ser capaz de se auto relaxar. A T&eacute;cnica de Respira&ccedil;&atilde;o Abdominal tem como principal objetivo passar de uma respira&ccedil;&atilde;o tor&aacute;cica, superficial e involunt&aacute;ria para uma respira&ccedil;&atilde;o abdominal e mais profunda, requerendo para isso um controlo volunt&aacute;rio da respira&ccedil;&atilde;o. Estas t&eacute;cnicas visam diminuir a atividade do sistema nervoso simp&aacute;tico que se encontra ativado em situa&ccedil;&otilde;es de stress.</p>

	    <p>Tarefas para casa: Proporciona &agrave; pessoa, generalizar em contexto de vida di&aacute;ria o que foi aprendido nas sess&otilde;es. Permite a pr&aacute;tica dos novos padr&otilde;es de comportamento em privado, sem limita&ccedil;&otilde;es de tempo ou espa&ccedil;o, resultando um maior auto controlo. Estas tarefas devem ser planeadas com o pr&oacute;prio servindo de mote para finaliza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es e in&iacute;cio das sess&otilde;es subsequentes. &Eacute; importante o registo em fichas ou memorandos servindo para lembrar qual o comportamento a ter e como ocorreu em pormenor.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessensibiliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica: Baseia&#45;se no princ&iacute;pio de que um indiv&iacute;duo pode superar a ansiedade mal adaptativa provocada por uma situa&ccedil;&atilde;o ou objeto atrav&eacute;s da aproxima&ccedil;&atilde;o gradual &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es ou objetos temidos, num estado psicofisiol&oacute;gico que iniba a ansiedade. Das tr&ecirc;s etapas definidas para esta t&eacute;cnica o treino de relaxamento faz parte da primeira etapa. Na segunda etapa a pessoa deve fazer uma lista ou hierarquia de situa&ccedil;&otilde;es em ordem crescente de ansiedade. Por fim, na terceira etapa a dessensibiliza&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo, em que a pessoa se vai confrontando pela imagina&ccedil;&atilde;o, com os cen&aacute;rios menos provocadores de ansiedade at&eacute; aos mais provocadores. Quando conseguir imaginar a cena que lhe causa mais ansiedade experimentar&aacute; pouca ansiedade na situa&ccedil;&atilde;o real.</p>

	    <p>T&eacute;cnica de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas: &eacute; um processo cognitivo&#45;comportamental estruturado, que envolve cinco etapas e cujo fim &eacute; encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o eficaz para uma determinada situa&ccedil;&atilde;o que no momento &eacute; encarada como fonte de stress ou como problem&aacute;tica. Depois de encontrada uma resposta poss&iacute;vel ao problema, vai coloc&aacute;&#45;la em pr&aacute;tica, sendo este o resultado de todo o processo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Neste processo a pessoa vai aprender a ter dispon&iacute;vel uma variedade de respostas alternativas, aumentando assim a probabilidade de selecionar a resposta mais efetiva de entre as poss&iacute;veis. Vai adquirir habilidades para o levantamento de informa&ccedil;&otilde;es relevantes, entendendo e avaliando as consequ&ecirc;ncias e implica&ccedil;&otilde;es de cada a&ccedil;&atilde;o. A TRP &eacute; um ato volunt&aacute;rio, com uma abordagem l&oacute;gica e sistem&aacute;tica e cujas etapas s&atilde;o: Orienta&ccedil;&atilde;o para o problema (quais as situa&ccedil;&otilde;es cuja avalia&ccedil;&atilde;o pelo pr&oacute;prio desencadeiam respostas problem&aacute;ticas imediatas aos n&iacute;veis cognitivo, afetivo e comportamental. Identificar cren&ccedil;as e expectativas); Defini&ccedil;&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o do problema (reconhecer o problema, clarificar e compreender para uma avalia&ccedil;&atilde;o mais precisa. Identificar dificuldades e estabelecer objetivos realistas de resolu&ccedil;&atilde;o); Levantamento de alternativas (desafio &agrave; criatividade elencando um conjunto de poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es); Tomada de decis&atilde;o (avaliar, comparar, julgar as op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e escolher as que parecem ser mais efetivas); Implementa&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o (p&ocirc;r em pr&aacute;tica as solu&ccedil;&otilde;es escolhidas e avaliar os resultados em termos de efic&aacute;cia). Nesta t&eacute;cnica parte&#45;se dos problemas mais simples para os mais complexos (D&rsquo;Zurilla &amp; Goldfried, 1971 cit. por Caballo, 2008b).</p>

	    <p>T&eacute;cnica de reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva: Tem como principal objetivo corrigir ou substituir cogni&ccedil;&otilde;es que impedem o funcionamento social. Das v&aacute;rias t&eacute;cnicas conhecidas destacamos a Terapia Racional Emotiva Comportamental de Albert Ellis. Defendia que tanto as emo&ccedil;&otilde;es como os comportamentos s&atilde;o consequ&ecirc;ncia dos pensamentos e cren&ccedil;as individuais, ou seja, partiu do pressuposto de que n&atilde;o s&atilde;o as situa&ccedil;&otilde;es ou circunst&acirc;ncias que perturbam as pessoas mas a avalia&ccedil;&atilde;o que fazem das situa&ccedil;&otilde;es, pelo significado que lhes atribuem. Se esses significados ou avalia&ccedil;&otilde;es se basearem em cren&ccedil;as irracionais que distorcem a perce&ccedil;&atilde;o da realidade v&atilde;o provocar perturba&ccedil;&otilde;es emocionais que por sua vez v&atilde;o determinar comportamentos destrutivos que geram dificuldades nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Geralmente estas cren&ccedil;as t&ecirc;m um car&aacute;cter absolutista e r&iacute;gido. Assim, interessa a substitui&ccedil;&atilde;o desses pensamentos ou cren&ccedil;as irracionais por outros mais adaptativos e saud&aacute;veis. O modelo de Ellis &eacute; bastante simples, identificou&#45;o como o modelo A &#150; B &#150; C &#150; D, em que A s&atilde;o todos os acontecimentos adversos ou ativadores, B s&atilde;o os pensamentos ou auto verbaliza&ccedil;&otilde;es baseadas num sistema de cren&ccedil;as e as avalia&ccedil;&otilde;es das situa&ccedil;&otilde;es, C as consequ&ecirc;ncias que podem ser cognitivas, emocionais ou comportamentais e D o desafio &agrave;s cren&ccedil;as irracionais pelo debate filos&oacute;fico. Apesar do esquema ser linear tanto os pensamentos, como as emo&ccedil;&otilde;es e o comportamento est&atilde;o inter&#45;relacionados numa perspetiva sist&eacute;mica devendo por isso ser trabalhados em conjunto.</p>

	    <p>Instru&ccedil;&otilde;es/Ensino: As instru&ccedil;&otilde;es fazem parte de um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que para al&eacute;m dos aspetos espec&iacute;ficos e gerais dos programas de treino, abarcam explica&ccedil;&otilde;es claras e objetivas de como a pessoa se deve comportar numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de rela&ccedil;&atilde;o interpessoal, por exemplo <i>quero que pratique olhar diretamente para a outra pessoa quando est&aacute; a falar com ela</i>. O ensino, tamb&eacute;m denominado feedback corretivo, consiste na informa&ccedil;&atilde;o dada &agrave; pessoa acerca de como foi o seu comportamento tendo em conta crit&eacute;rios pr&eacute; estabelecidos, por exemplo <i>o seu contacto ocular foi muito breve, aumente&#45;o.</i></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>O Papel do Enfermeiro enquanto Terapeuta/Formador</b></p>

	    <p>No sentido de poder estabelecer uma compreens&atilde;o mais aprofundada sobre as compet&ecirc;ncias pessoais e profissionais dos enfermeiros, enquanto terapeutas/formadores no &acirc;mbito da sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica iremos debru&ccedil;ar&#45;nos sobre os aspetos te&oacute;ricos que alicer&ccedil;am estas compet&ecirc;ncias. Centramos a nossa abordagem em tr&ecirc;s teorias de enfermagem &#45; Teoria da Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais, Teoria do Cuidar e Teoria das Transi&ccedil;&otilde;es &#45; que, neste &acirc;mbito concreto do saber fazer, mais contributos te&oacute;ricos fornecem para a pr&aacute;tica de cuidados dos enfermeiros.</p>

	    <p>A Teoria da Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais de Hildegard Peplau tem como fontes te&oacute;ricas Sullivan, Maslow e Miller, centra&#45;se na rela&ccedil;&atilde;o enfermeiro/doente e &eacute; constru&iacute;da nos diferentes est&aacute;dios do desenvolvimento pessoal. Tem subjacente uma mudan&ccedil;a de paradigma, na qual o doente passa de uma vis&atilde;o meramente objetal e dependente dos cuidados do enfermeiro, para uma vis&atilde;o de igualdade, ao conceptualizar o doente como parceiro nos cuidados (Peplau, 1990). Aqui o conceito de enfermagem est&aacute; relacionado com um processo din&acirc;mico, terap&ecirc;utico e interpessoal, cujas a&ccedil;&otilde;es dependem da participa&ccedil;&atilde;o de duas ou mais pessoas que crescem com esta interven&ccedil;&atilde;o. O objetivo da enfermagem &eacute; o de produzir mudan&ccedil;as no cliente de modo a influenciar positivamente a sua sa&uacute;de. O conhecimento e a compreens&atilde;o dos aspetos cognitivos, psicossociais e morais ligados ao desenvolvimento de uma personalidade saud&aacute;vel, permitem aos enfermeiros um planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o de cuidados de qualidade.</p>

	    <p>A Teoria do Cuidar de Jean Watson preconiza que os cuidados de enfermagem devem ser desenvolvidos numa perspetiva humanista tendo por base conhecimentos cient&iacute;ficos. Para Watson (2002) a ess&ecirc;ncia da enfermagem &eacute; o outro e constr&oacute;i&#45;se pela rela&ccedil;&atilde;o com ele. A humaniza&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o enfermeiro/doente atrav&eacute;s de uma vis&atilde;o hol&iacute;stica da pessoa permite olhar para o outro como um ser &uacute;nico e especial. A enfermagem n&atilde;o &eacute; uma mera conduta ou um conjunto descritivo de interven&ccedil;&otilde;es, &eacute; sobretudo a compreens&atilde;o do outro, do significado da vida humana sob uma perspetiva fenomenol&oacute;gica e existencial. Watson seguiu esta perspetiva alicer&ccedil;ada na psicologia e nas humanidades o que contribuiu para apresentar a enfermagem como uma ci&ecirc;ncia humana. Salienta as qualidades interpessoais do enfermeiro no processo do cuidar, tais como, senso de coer&ecirc;ncia, empatia, compreens&atilde;o, respeito caloroso e interesse genu&iacute;no e enfatiza os aspetos psicossociais das pessoas (enfermeiros e doentes) que se desenvolvem pela matura&ccedil;&atilde;o do pensamento, pela reflex&atilde;o interior, pelo crescimento pessoal e pelas capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Teoria das Transi&ccedil;&otilde;es de Meleis cujo conceito chave, transi&ccedil;&atilde;o, &eacute; considerado uma passagem de uma fase da vida, condi&ccedil;&atilde;o ou estado, para outro. As transi&ccedil;&otilde;es referem&#45;se ao processo e resultados das complexas intera&ccedil;&otilde;es pessoa&#45;ambiente (Chick &amp; Meleis, 2010). Esta teoria considera tr&ecirc;s dom&iacute;nios que correspondem, nomeadamente, &agrave; natureza das transi&ccedil;&otilde;es (tipos, padr&otilde;es e propriedades), &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de transi&ccedil;&atilde;o (tanto ao n&iacute;vel da pessoa como da comunidade e da sociedade) e aos padr&otilde;es de resposta (indicadores de processo e de resultado). A identifica&ccedil;&atilde;o dos indicadores de processo pelo enfermeiro permite&#45;lhe avaliar como a pessoa est&aacute; a vivenciar o seu processo de transi&ccedil;&atilde;o e consequentemente poder delinear uma interven&ccedil;&atilde;o direcionada &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de resultados positivos em sa&uacute;de. Por outro lado, os indicadores de resultado abrangem essencialmente a mestria, que corresponde ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e de comportamentos necess&aacute;rios para lidar com as novas situa&ccedil;&otilde;es, e a integra&ccedil;&atilde;o fluida da identidade, que corresponde ao desenvolvimento de uma nova identidade com uma din&acirc;mica pr&oacute;pria resultante de uma mudan&ccedil;a positiva. Meleis prop&otilde;e uma teoria em que d&aacute; &ecirc;nfase ao cuidado transacional no sentido da viv&ecirc;ncia da transi&ccedil;&atilde;o como um acontecimento positivo de desenvolvimento e maturidade pessoal. Os cuidados de enfermagem centram&#45;se na pessoa, mais concretamente na compreens&atilde;o acerca do conhecimento que a pessoa tem e do significado que a pessoa atribui &aacute; viv&ecirc;ncia experienciada, o que permite ao enfermeiro identificar os indicadores de processo que permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o correta da situa&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; implementar interven&ccedil;&otilde;es direcionadas &agrave;s necessidades identificadas contribuindo assim para indicadores de resultado positivos para a pessoa.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um marco conceptual igualmente importante para a Enfermagem foram as ideias de Carl Rogers concretizadas na sua Teoria da Abordagem Centrada na Pessoa com base numa Rela&ccedil;&atilde;o de Ajuda que influenciaram as perspetivas te&oacute;ricas de Peplau e Watson, integrando e concebendo a pr&aacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o de ajuda baseada em modelos interacionistas. De salientar o papel do enfermeiro, pela utiliza&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio como ferramenta terap&ecirc;utica e de ajuda, e como um modelo de mudan&ccedil;a. &Eacute; assim indispens&aacute;vel que o enfermeiro consiga desenvolver a capacidade de compreender&#45;se a si pr&oacute;prio para poder ajudar o outro, quer na identifica&ccedil;&atilde;o das suas necessidades quer no seu crescimento pessoal. Assim, destacamos as compet&ecirc;ncias do especialista em enfermagem de sa&uacute;de mental em que o enfermeiro "(...) para al&eacute;m da mobiliza&ccedil;&atilde;o de si mesmo como instrumento terap&ecirc;utico, desenvolve viv&ecirc;ncias, conhecimentos e capacidades de &acirc;mbito terap&ecirc;utico que lhe permitem (...) mobilizar compet&ecirc;ncias psicoterap&ecirc;uticas, socioterap&ecirc;uticas, psicossociais e psicoeducacionais. Esta pr&aacute;tica cl&iacute;nica permite estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a e parceria com o cliente, assim como aumentar o insight sobre os problemas e a capacidade de encontrar novas vias de resolu&ccedil;&atilde;o" (Ordem dos Enfermeiros, 2011, p.8669).</p>

	    <p>A capacidade de ouvir sem julgar, a descodifica&ccedil;&atilde;o correta dos sil&ecirc;ncios ou do que &eacute; dito de forma indireta, acreditar que as pessoas s&atilde;o capazes de mudar comportamentos menos saud&aacute;veis e manter comportamentos de sa&uacute;de positivos s&atilde;o compet&ecirc;ncias e cren&ccedil;as, que o enfermeiro deve ter desenvolvidas no &acirc;mbito da sua pr&aacute;tica dos cuidados.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>

	    <p>Em intera&ccedil;&atilde;o social cada tarefa requer uma sofisticada capacidade de relacionamento interpessoal com o prop&oacute;sito de conseguir um resultado positivo nessa intera&ccedil;&atilde;o, pois todos as aspetos da comunica&ccedil;&atilde;o humana v&atilde;o determinar significativamente a impress&atilde;o que deixamos nos outros e a sua rea&ccedil;&atilde;o para connosco. Todos os estudos relativos ao treino assertivo e TCS revelam a import&acirc;ncia do comportamento assertivo como preditor de um desenvolvimento saud&aacute;vel e de uma viv&ecirc;ncia social apropriada com bons n&iacute;veis de auto estima e auto confian&ccedil;a. As caracter&iacute;sticas pessoais e compet&ecirc;ncias profissionais do terapeuta/formador s&atilde;o fatores importantes na determina&ccedil;&atilde;o do sucesso deste tipo de interven&ccedil;&otilde;es. Assim, o TCS revela ser uma boa estrat&eacute;gia ao n&iacute;vel da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e de comportamentos saud&aacute;veis. &Eacute; necess&aacute;rio que este tipo de interven&ccedil;&atilde;o seja divulgado entre os profissionais de enfermagem e que estes a utilizem de forma sistem&aacute;tica na sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica realizada, podemos concluir que o conhecimento cient&iacute;fico aliado a uma pr&aacute;tica de cuidados de qualidade s&atilde;o os alicerces para o processo do cuidar em enfermagem. O enfermeiro ao assumir o papel de terapeuta/formador, concretamente em TCS, ajuda a pessoa ao responsabiliz&aacute;&#45;la e capacit&aacute;&#45;la para a tomada de decis&atilde;o sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. O conhecimento mais diferenciado e a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que se revelaram eficazes em contextos espec&iacute;ficos remete&#45;nos para cuidados de maior qualidade num contexto de presta&ccedil;&atilde;o que esperamos ser de excel&ecirc;ncia.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Caballo, V.E. (2008a). <i>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o e treinamento das Habilidades sociais</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1647-2160201300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Caballo, V.E. (2008b). O treinamento em habilidades sociais. In: V. E. Caballo (Ed.), <i>Manual de t&eacute;cnicas de terapia e modifica&ccedil;&atilde;o de comportamento</i>. (3&ordf; reimpress&atilde;o). S&atilde;o Paulo: Editora Santos, pp.361&#45;398<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1647-2160201300010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>

	    <!-- ref --><p>Castanyer, O. (2004). <i>A assertividade, express&atilde;o de uma auto&#45;estima saud&aacute;vel</i>. (3&ordf;ed.). Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Tenacitas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1647-2160201300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Chick, N. &amp; Meleis, A. I. (2010). Transitions: a nursing concern. In A. Meleis (Ed.), <i>Transitions theory, middle&#45;range and situation&#45;specific theories in nursing research and practice.</i> (pp.24&#45;38). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1647-2160201300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Coplan, R. J., Schneider, B. H., Matheson, A. &amp; Graham, A. (2010). &lsquo;Play skills&rsquo; for children: development of a social skills facilitated play early intervention program for extremely inhibited preschoolers. <i>Infant and Child Development, 19,</i> 223&#45;237. doi:10.1002/icd.668</p>

	    <!-- ref --><p>Correia, K. S. L. &amp; Pinto, M. A. M. (2008). <i>Stress, coping</i> e adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para o segundo ciclo de escolaridade: efeitos de um programa de interven&ccedil;&atilde;o. <i>Altheia, 27(1),</i> 7&#45;22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1647-2160201300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Del Prette, Z.A.P. &amp; Del Prette, A. (1999). <i>Psicologia das habilidades sociais, terapia e educa&ccedil;&atilde;o</i>. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1647-2160201300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dias, M. I. P. S. (2010). Interven&ccedil;&atilde;o no ensino superior: promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias com jovens adultos. <i>Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 5(2),</i> 4&#45;14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1647-2160201300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Durlak, J. A., Weissberg, R. P. &amp; Pachan M. (2010). A meta&#45;analysis of after&#45;school programs that seek to promote personal and social skills in children and adolescents. <i>American Journal Community Psychologie, 45,</i> 294&#45;309. doi:10.1007/s10464&#45;010&#45;9300&#45;6</p>

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	    <!-- ref --><p>Gresham, F.M. (2009). An&aacute;lise do comportamento aplicada &agrave;s habilidades sociais. In: Z.A.P. Del Prette &amp; A. Del Prette (Eds.), <i>Psicologia das habilidades sociais, diversidade te&oacute;rica e suas implica&ccedil;&otilde;es.</i> S&atilde;o Paulo: Vozes, pp.17&#45;56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1647-2160201300010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Hay, I., Byrne, M. &amp; Butler, C. (2000). Evaluation of a conflict&#45;resolution and problem&#45;solving programme to enhance adolescents&rsquo; self&#45;concept. <i>British Journal of Guidance &amp; Counselling, 28(1),</i> 101&#45;113. doi:10.1080/030698800109646</p>

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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lemos, M. S. &amp; Meneses, H. I. (2002). A Avalia&ccedil;&atilde;o da Compet&ecirc;ncia Social: Vers&atilde;o Portuguesa da Forma para Professores do SSRS. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18(3),</i> 267&#45;274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1647-2160201300010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Lin, Y.; Shiah, I.; Chang, Y.; Lai, T.; Wang, K. &amp; Chou, K. (2004). Evaluation of an assertiveness training program on nursing and medical students&rsquo; assertiveness, self&#45;esteem, and interpersonal communication satisfaction. <i>Nurse Education Today, 24,</i> 656&#45;665. doi:10.1016/j.nedt.2004.09.004</p>

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	    <!-- ref --><p>Matos, M. G. &amp; Equipa T&eacute;cnica Multidisciplinar Aventura Social/2003&#45;2004 (2008). Promo&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social em meio escolar. In M. G. Matos (Ed.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o de conflitos e sa&uacute;de na escola</i> (pp.468&#45;501)<i>.</i> (4&ordf;ed.) Lisboa: CDI/FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201300010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Ordem dos Enfermeiros Portugueses, Regulamento n.&ordm; 129/2011. Regulamento das Compet&ecirc;ncias Espec&iacute;ficas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; S&eacute;rie, n.&ordm; 35, 18 de Fevereiro de 2011. pp.8669&#45;8673.</p>

	    <!-- ref --><p>Peplau, H. E. (1990). <i>Relaciones interpersonales en enfermeria: un marco de referencia conceptual para la enfermeria psicodin&acirc;mica</i>. Barcelona: Salvat Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1647-2160201300010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Qualter, P., Brown, S. L., Munn, P. &amp; Rotenberg, K. J. (2010). Childhood loneliness as a predictor of adolescent depressive symptoms: an 8&#45;year longitudinal study. <i>European Child Adolescent Psychiatry, 19</i>(6), 493&#45;501. doi:10.1007/s00787&#45;009&#45;0059&#45;y&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1647-2160201300010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Spence, S.H. (2003). Social skills training with children and young people: theory, evidence and practice. <i>Child and adolescent Mental Health. (8)</i>2, 84&#45;96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1647-2160201300010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Watson, J. (2002). <i>Enfermagem p&oacute;s&#45;moderna e futura: um novo paradigma da enfermagem.</i> (J. M. M. Enes Trad.). Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1647-2160201300010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>World Health Organization. (1999). Partners in life skills education in schools &#150; conclusions from a United Nations Inter&#45;Agency Meeting. World Health Organization, Geneva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1647-2160201300010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.03.2011</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.09.2012</p>
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