<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1647-2160</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></abbrev-journal-title>
<issn>1647-2160</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1647-21602013000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transtornos Mentais Orgânicos em um Ambulatório de Saúde Mental Brasileiro]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leonardo Naves dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra de Souza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lucilene]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gherardi-Donato]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edilaine Cristina da Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Departamento de enfermagem psiquiátrica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>9</numero>
<fpage>48</fpage>
<lpage>53</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602013000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo objetivou verificar as características sociodemográficas e a necessidade de internação em unidade psiquiátrica dos pacientes diagnosticados com o transtorno mental orgânico em tratamento em um serviço ambulatorial de saúde mental. Os dados foram extraídos dos prontuários de todos os pacientes em tratamento no referido serviço. Comparou-se o perfil dos pacientes diagnosticados com transtornos orgânicos com o perfil geral de pacientes do local. Comparou-se ainda os percentuais de pacientes que já necessitaram de internação psiquiátrica com transtornos orgânicos e outros diagnósticos. Constatou-se que a maioria dos pacientes diagnosticados com o transtorno mental orgânico, são do gênero masculino, com média de idade de 56,72 anos, nível de escolaridade predominante ensino fundamental, e que 24% já necessitaram de internação. Definiu-se então o perfil do paciente com transtorno orgânico, em grande parte dos casos como sendo homem, de idade acima da verificada da média observada no serviço de saúde, de baixa escolaridade e que muitas vezes pode necessitar de hospitalização psiquiátrica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We examined the sociodemographic characteristics and the need for hospitalization in psychiatric patients diagnosed with organic mental disorder under treatment in an outpatient mental health. Data were abstracted from medical records of all patients treated in that service. We compared the profile of patients diagnosed with organic disorders with the general profile of the local patients. We compared also the percentage of patients who have required psychiatric hospitalization with organic mental disorders and other diagnoses. It was found that most patients diagnosed with organic mental disorder were male, mean age of 56.72 years, the predominant level of education was basic education, and 24% have required hospitalization. Defined then the profile of patients with organic disorder, in most cases as a man, age verified above the average observed in the health service, with low education and that can often require psychiatric hospitalization.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[delirium]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[demência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[transtorno amnéstico e outros transtornos cognitivos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[epidemiologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[saúde mental]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[delirium]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[dementia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[amnestic, cognitive disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[epidemiology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[mental health]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Transtornos Mentais Org&acirc;nicos em um Ambulat&oacute;rio de Sa&uacute;de Mental Brasileiro</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Leonardo Naves dos Reis*; Sandra de Souza Pereira**; Lucilene Cardoso***; Edilaine Cristina da Silva Gherardi&#45;Donato****</b></p>

	    <p>*Enfermeiro, mestrando do programa de enfermagem psiqui&aacute;trica a Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto/SP da Universidade de S&atilde;o Paulo, e&#45;mail: <a href="mailto:leonareis1@hotmail.com">leonareis1@hotmail.com</a></p>

	    <p>**Enfermeira, mestranda do programa de enfermagem psiqui&aacute;trica da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto/SP da Universidade de S&atilde;o Paulo, e&#45;mail: <a href="mailto:sanpereira@usp.br">sanpereira@usp.br</a></p>

	    <p>***Prof. Dra. do Departamento de enfermagem psiqui&aacute;trica da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto/SP da Universidade de S&atilde;o Paulo, e&#45;mail: <a href="mailto:lucilene@eerp.usp.br">lucilene@eerp.usp.br</a></p>

	    <p>****Prof. Dra. do Departamento de enfermagem psiqui&aacute;trica da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto/SP da Universidade de S&atilde;o Paulo, e&#45;mail: <a href="mailto:nane@eerp.usp.br">nane@eerp.usp.br</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo objetivou verificar as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e a necessidade de interna&ccedil;&atilde;o em unidade psiqui&aacute;trica dos pacientes diagnosticados com o transtorno mental org&acirc;nico em tratamento em um servi&ccedil;o ambulatorial de sa&uacute;de mental. Os dados foram extra&iacute;dos dos prontu&aacute;rios de todos os pacientes em tratamento no referido servi&ccedil;o. Comparou&#45;se o perfil dos pacientes diagnosticados com transtornos org&acirc;nicos com o perfil geral de pacientes do local. Comparou&#45;se ainda os percentuais de pacientes que j&aacute; necessitaram de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica com transtornos org&acirc;nicos e outros diagn&oacute;sticos. Constatou&#45;se que a maioria dos pacientes diagnosticados com o transtorno mental org&acirc;nico, s&atilde;o do g&ecirc;nero masculino, com m&eacute;dia de idade de 56,72 anos, n&iacute;vel de escolaridade predominante ensino fundamental, e que 24% j&aacute; necessitaram de interna&ccedil;&atilde;o. Definiu&#45;se ent&atilde;o o perfil do paciente com transtorno org&acirc;nico, em grande parte dos casos como sendo homem, de idade acima da verificada da m&eacute;dia observada no servi&ccedil;o de sa&uacute;de, de baixa escolaridade e que muitas vezes pode necessitar de hospitaliza&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> delirium, dem&ecirc;ncia, transtorno amn&eacute;stico e outros transtornos cognitivos; epidemiologia; sa&uacute;de mental</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>We examined the sociodemographic characteristics and the need for hospitalization in psychiatric patients diagnosed with organic mental disorder under treatment in an outpatient mental health. Data were abstracted from medical records of all patients treated in that service. We compared the profile of patients diagnosed with organic disorders with the general profile of the local patients. We compared also the percentage of patients who have required psychiatric hospitalization with organic mental disorders and other diagnoses. It was found that most patients diagnosed with organic mental disorder were male, mean age of 56.72 years, the predominant level of education was basic education, and 24% have required hospitalization. Defined then the profile of patients with organic disorder, in most cases as a man, age verified above the average observed in the health service, with low education and that can often require psychiatric hospitalization.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> delirium, dementia, amnestic, cognitive disorders; epidemiology; mental health</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>Atualmente o sofrimento ps&iacute;quico tornou&#45;se mais evidente por adquirir propor&ccedil;&otilde;es alarmantes. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan&#45;Americana de Sa&uacute;de &#150; OPAS e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de houve nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas um crescente aumento da preval&ecirc;ncia de transtornos mentais na popula&ccedil;&atilde;o. Podemos entender o quanto essas doen&ccedil;as afetam a popula&ccedil;&atilde;o mundial, pois se estima, conforme essas organiza&ccedil;&otilde;es, que atualmente h&aacute; cerca de 450 milh&otilde;es de pessoas que sofrem de transtornos mentais ou neurobiol&oacute;gicos. &Eacute; importante ressaltar que os sofrimentos ps&iacute;quicos representam quatro das dez principais causas de incapacita&ccedil;&atilde;o em todo o mundo (Medeiros, 2005), integram o quadro de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, se apresentam como um problema de sa&uacute;de global e representa uma amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de e o desenvolvimento humano. As cargas dessas doen&ccedil;as recaem especialmente sobre pa&iacute;ses de baixa e m&eacute;dia renda (Volcan, Sousa &amp; Horta, 2003).</p>

	    <p>Proje&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas referentes &agrave; sa&uacute;de mental enfatizam a magnitude dos problemas mentais que tendem a aumentar nos pr&oacute;ximos anos e os diferentes transtornos t&ecirc;m contribu&iacute;do para contextualizar esse panorama. Neste trabalho abordou&#45;se como tema os transtornos mentais org&acirc;nicos, os quais s&atilde;o constitu&iacute;dos pelas dem&ecirc;ncias, transtornos relacionados a algum tipo de les&atilde;o ou disfun&ccedil;&atilde;o cerebral, delirium e s&iacute;ndrome amn&eacute;stica (ambos n&atilde;o induzidos pelo &aacute;lcool ou por subst&acirc;ncias psicoativas), sendo que estes dois &uacute;ltimos n&atilde;o ser&atilde;o abordados neste trabalho em raz&atilde;o de que no servi&ccedil;o de sa&uacute;de mental, utilizado como campo de pesquisa, n&atilde;o foram encontrados pacientes portadores destes transtornos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As s&iacute;ndromes demenciais s&atilde;o caracterizadas pela perda de v&aacute;rias habilidades cognitivas e funcionais, por um empobrecimento progressivo dos processos ps&iacute;quicos e afetivos e est&atilde;o relacionadas a doen&ccedil;as como Alzheimer e Parkinson. Em geral, acometem a popula&ccedil;&atilde;o mais idosa (Dalgalarrondo, 2000). Por tal raz&atilde;o, a maioria dos estudos encontrados &agrave; respeito, analisam popula&ccedil;&otilde;es de idosos.</p>

	    <p>Estudo realizado no Brasil, em um servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia em sa&uacute;de mental, com pessoas idosas, apontou os transtornos mentais org&acirc;nicos como a segunda causa mais frequente de atendimento (Almeida, 1999). Outro estudo, realizado em uma cidade do interior do estado de S&atilde;o Paulo, Brasil, com indiv&iacute;duos acima de 65 anos de idade, apontou que mais de 7% dos entrevistados apresentavam algum tipo de dem&ecirc;ncia (Herrera&#45;J&uacute;nior, Caramelli &amp; Nitrini, 1998).</p>

	    <p>J&aacute; os transtornos ocasionados por les&atilde;o cerebral, caracterizam&#45;se por les&otilde;es em determinadas &aacute;reas do c&eacute;rebro (frontal, temporal, &aacute;reas l&iacute;mbicas, n&uacute;cleos de base, etc.) e ocasionam, na maioria das vezes, perturba&ccedil;&otilde;es relacionadas ao humor, aos impulsos instintivos e &agrave; personalidade (Dalgalarrondo, 2000).</p>

	    <p>Pesquisa realizada com idosos institucionalizados no Rio de Janeiro, Brasil, apontou que mais de 4% destes pacientes possu&iacute;am algum diagn&oacute;stico de transtorno mental relacionado &agrave; les&atilde;o ou disfun&ccedil;&atilde;o cerebral (Hansel, Motta &amp; Silva, 2008). Outro achado importante, verificado entre pacientes com este tipo de transtorno, refere&#45;se &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a doen&ccedil;a mental e a viol&ecirc;ncia, sendo que cerca de 60% dos pacientes com les&otilde;es frontais apresentam comportamento violento (Valen&ccedil;a &amp; Moraes, 2006).</p>

	    <p>Com a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &#150; SUS, lei 8.080/90, e com o andamento do processo de Reforma Psiqui&aacute;trica, lei 10.216/01, a sociedade brasileira conseguiu dar um grande passo para a conquista efetiva de um dos seus direitos sociais, a sa&uacute;de, reconhecida pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal Brasileira de 1988 como "direito de todos e dever do Estado, garantido mediante pol&iacute;ticas sociais e econ&ocirc;micas que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do risco de doen&ccedil;a e de outros agravos e ao acesso universal e igualit&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os para sua promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o" (Constitui&ccedil;&atilde;o da Republica Federativa do Brasil, 1988).</p>

	    <p>Estamos vivenciando um processo de transforma&ccedil;&otilde;es no modelo de assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de atrav&eacute;s da compreens&atilde;o do processo sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a e consequente pr&aacute;tica de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o (Campos &amp; Soares, 2003). Por muitos anos a doen&ccedil;a mental foi institucionalizada, trazendo consequ&ecirc;ncias como de&#45;socializa&ccedil;&atilde;o, nega&ccedil;&atilde;o da identidade, da subjetividade e perda de contratualidade. A Reforma Psiqui&aacute;trica surgiu para mudar o modelo assistencial, priorizando dispositivos de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de mental extra&#45;hospitalares de base comunit&aacute;ria (Paula, 2010). Para deter o fluxo de interna&ccedil;&otilde;es &eacute; necess&aacute;rio que o sistema ambulatorial seja eficiente, tenha resolutividade nos casos, impe&ccedil;a a interna&ccedil;&atilde;o e trabalhe pela amplia&ccedil;&atilde;o de recursos intermedi&aacute;rios entre o leito hospitalar e o ambulat&oacute;rio (Pezioli &amp; Moreira, 2007). Para o manejo do sofrimento ps&iacute;quico n&atilde;o basta aplica&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas, mas necessita de avan&ccedil;os na acessibilidade, na humaniza&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de que abordem de forma integral as quest&otilde;es sociais e de relacionamento interpessoal (Carvalho, Oliveira &amp; Rodrigues, 2010).</p>

	    <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em sa&uacute;de mental no Brasil disp&otilde;em sobre os direitos do indiv&iacute;duo e redirecionam o modelo assistencial. &Eacute; relevante que os estados e munic&iacute;pios alcancem uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental inclusa, equ&acirc;nime, extra&#45;hospitalar, de base comunit&aacute;ria (Heck <i>et al.</i>, 2008). &Eacute; poss&iacute;vel notar um aumento na demanda e ressaltar a import&acirc;ncia dos servi&ccedil;os de n&iacute;veis prim&aacute;rios e secund&aacute;rios em sa&uacute;de mental quando consideramos os esfor&ccedil;os direcionados para a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o somados aos fatores de aumento da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Este panorama facilita a observa&ccedil;&atilde;o de desafios a serem enfrentados por estes servi&ccedil;os, a fim de se adequarem e atenderem as necessidades de sua clientela de forma mais satisfat&oacute;ria.</p>

	    <p>Uma maneira de se melhorar as a&ccedil;&otilde;es do servi&ccedil;o corresponde em conhecer o perfil dos usu&aacute;rios, assim, torna&#45;se poss&iacute;vel direcionar a&ccedil;&otilde;es mais espec&iacute;ficas e apropriadas de acordo com o p&uacute;blico atendido.</p>

	    <p>Os princ&iacute;pios da equidade e integralidade merecem ser destacados, pois visam redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades e garantia de fornecimento de um conjunto articulado e cont&iacute;nuo de a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os preventivos, curativos e coletivos em todos os n&iacute;veis de assist&ecirc;ncia. Para fornecer dados capazes de apontar tais especificidades entre o p&uacute;blico atendido e tamb&eacute;m mostrar suas reais necessidades de sa&uacute;de, evidencia&#45;se a import&acirc;ncia do levantamento epidemiol&oacute;gico como ferramenta na manuten&ccedil;&atilde;o destes princ&iacute;pios (Sc&oacute;z &amp; Fenili, 2003).</p>

	    <p>O delineamento do perfil epidemiol&oacute;gico &eacute; importante para fornecer informa&ccedil;&otilde;es que possibilitem a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos de acordo com as caracter&iacute;sticas dos pacientes atendidos, independente dos servi&ccedil;os (Freitas, Maia e Iodes, 2006). Destaca&#45;se ainda sua import&acirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos para a tomada de decis&otilde;es frente &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do sistema e &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es destinadas a solu&ccedil;&atilde;o de problemas (Paim, 2003).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Visando melhorar os servi&ccedil;os, tanto em termos de recursos humanos quanto f&iacute;sicos, torna&#45;se indispens&aacute;vel planejar a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de mental que visem identificar a real demanda correspondente a cada tipo de transtorno, suas peculiaridades, curso da doen&ccedil;a, preju&iacute;zos sociais e tipo de tratamento.</p>

	    <p>Instrumentos como SIAB (Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica) e SAI (Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Ambulatoriais), denominados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil como instrumentos de gest&atilde;o, visam orientar o planejamento e a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de, pela tamanha import&acirc;ncia conferida ao conhecimento epidemiol&oacute;gico (Almeida e Ferreira, 2008).</p>

	    <p>Considerando a necessidade de um atendimento integral e equ&acirc;nime aos usu&aacute;rios de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental, somado a falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre o perfil epidemiol&oacute;gico da referida popula&ccedil;&atilde;o e especialmente visando aumentar as chances de interven&ccedil;&otilde;es direcionadas aos pacientes com transtornos mentais org&acirc;nicos, tais fatores fomentaram a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho com o objetivo de conhecer as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas destes pacientes, bem como a rela&ccedil;&atilde;o destas com a necessidade de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>Projeto aprovado pelo comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil (protocolo 1446/2011), atendendo &agrave;s normas estabelecidas pela Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</p>

	    <p>Realizou&#45;se um estudo quantitativo descritivo e explorat&oacute;rio, de natureza epidemiol&oacute;gica, de preval&ecirc;ncia e correlacional. A amostra foi composta por todos os indiv&iacute;duos em tratamento no N&uacute;cleo de Sa&uacute;de Mental (NSM) do Centro de Sa&uacute;de Escola da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto, Brasil, no per&iacute;odo da coleta de dados, nos meses de abril e maio de 2012. As informa&ccedil;&otilde;es foram extra&iacute;das dos prontu&aacute;rios dos pacientes classificados como ativos no cadastro do servi&ccedil;o. O NSM &eacute; um servi&ccedil;o de natureza secund&aacute;ria e disponibiliza atendimento ambulatorial em sa&uacute;de mental.</p>

	    <p>No que se refere &agrave; an&aacute;lise dos dados, realizou&#45;se a estat&iacute;stica descritiva das caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o de pacientes, sendo consideradas as vari&aacute;veis idade, em anos completos; sexo, dividido em masculino e feminino; diagn&oacute;stico, divididos conforme o cap&iacute;tulo V da CID&#45;10 e n&iacute;vel de escolaridade, divididos nas categorias n&atilde;o alfabetizado, ensino fundamental incompleto, ensino fundamental, ensino m&eacute;dio incompleto, ensino m&eacute;dio, superior incompleto e superior.</p>

	    <p>Descreveu&#45;se ainda a vari&aacute;vel denominada "interna&ccedil;&atilde;o", dividida em "sim", se o paciente j&aacute; foi internado em unidade psiqui&aacute;trica pelo menos uma vez e "n&atilde;o", caso nunca tenha sido submetido a interna&ccedil;&atilde;o. Por fim, realizou&#45;se a compara&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos pacientes diagnosticados com transtornos mentais org&acirc;nicos e o perfil geral do NSM.</p>

	    <p>Sabe&#45;se que o diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico depende de v&aacute;rios fatores, entre eles a forma de interpreta&ccedil;&atilde;o do profissional, e levando&#45;se em conta que o atendimento m&eacute;dico no NSM &eacute; feito por 3 psiquiatras diferentes,&nbsp; sendo que cerca de 93% dos pacientes s&atilde;o divididos entre eles e os aproximadamente 7% restantes s&atilde;o atendidos por m&eacute;dicos residentes, foi admitido um vi&eacute;s relacionado &agrave; vari&aacute;vel "diagn&oacute;stico" sendo aceito o diagn&oacute;stico mais recente constante no prontu&aacute;rio do paciente, independentemente do profissional respons&aacute;vel pelo seu tratamento (Dalgalarrondo, 2000).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>Verificou&#45;se que na ocasi&atilde;o da coleta de dados, havia 1281 pacientes em tratamento no NSM, destes, apenas 36 (aproximadamente 3%) apresentaram como diagn&oacute;stico principal algum transtorno org&acirc;nico, dos quais, a maioria (mais de 86%) apresentou o diagn&oacute;stico classificado pela CID&#45;10 como F06 (outros transtornos mentais devidos a les&atilde;o e disfun&ccedil;&atilde;o cerebral e doen&ccedil;a f&iacute;sica).</p>

	    <p>Assim como observado no perfil geral do NSM, a maioria dos pacientes com transtornos org&acirc;nicos possui no m&aacute;ximo o ensino 
	fundamental, no entanto apresentam maior percentual de indiv&iacute;duos nesta categoria do que a popula&ccedil;&atilde;o total do NSM, 
	cerca de 86% contra quase 67%. Quanto aos n&iacute;veis secund&aacute;rios e terci&aacute;rios de instru&ccedil;&atilde;o, observa&#45;se o 
	oposto o que denota que os pacientes com transtornos org&acirc;nicos, em geral, possuem menor n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o se 
	comparados ao perfil geral do NSM (<a href="#g1">gr&aacute;fico 1</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>
<a name="g1">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a08g1.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>No que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por g&ecirc;nero, verificou&#45;se que no NSM as mulheres comp&otilde;em a grande 
	maioria (aproximadamente 69%). J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos pacientes diagnosticados com transtornos org&acirc;nicos observa&#45;se 
	o oposto, sendo que os homens representam quase 60% do total (<a href="#g2">gr&aacute;fico 2</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	
<a name="g2">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a08g2.jpg"></p>
	
	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p>J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, chama aten&ccedil;&atilde;o, no que diz respeito aos 
	pacientes com transtornos org&acirc;nicos, as faixas et&aacute;rias de 30 a 49 anos (cerca de 46% dos pacientes) e acima de 70 anos (22% dos 
	pacientes). Se tomarmos como refer&ecirc;ncia o perfil geral do NSM, estas faixas et&aacute;rias representam aproximadamente 40% e 8% 
	respectivamente (<a href="#g3">gr&aacute;fico 3</a>). Quanto &agrave; m&eacute;dia de idade dos pacientes diagnosticados com transtornos org&acirc;nicos, apurou&#45;se 56,72 anos, sendo o transtorno com maior m&eacute;dia de idade do NSM. J&aacute; a m&eacute;dia geral do NSM foi de 49,69 anos.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	
<a name="g3">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a08g3.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; necessidade de interna&ccedil;&atilde;o dos pacientes com transtornos org&acirc;nicos, o 
	<a href="#g4">gr&aacute;fico 4</a> apresenta o percentual de pacientes com este transtorno que j&aacute; necessitaram de ao menos uma interna&ccedil;&atilde;o ao longo da vida e o percentual daqueles que nunca foram submetidos a hospitaliza&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica. Para efeito de compara&ccedil;&atilde;o, o mesmo gr&aacute;fico exibe tais dados em rela&ccedil;&atilde;o a outros dois transtornos e ao perfil geral de pacientes do NSM.</p>
    <p>&nbsp;</p>

	
<a name="g4">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a08g4.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>
	    <p>Quanto aos transtornos org&acirc;nicos, cerca de 24% dos pacientes com este diagn&oacute;stico j&aacute; foram submetidos a 
	interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica; percentual acima daqueles verificados no perfil geral do NSM (em torno de 18%) e transtorno 
	depressivo (aproximadamente 5%), mas abaixo do observado para esquizofrenia (quase 37%).</p>

	
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p>Estudos realizados no Brasil, em servi&ccedil;os semelhantes ao NSM, apuraram que os pacientes com diagn&oacute;stico de transtorno mental org&acirc;nico representam entre 4 e 8% dos usu&aacute;rios destes servi&ccedil;os. Na cidade de Maring&aacute;/PR foi onde se verificou o maior percentual (8%) e em Jo&atilde;o Pessoa/PB o menor (4%) (Carvalho, Oliveira e Rodrigues, 2010; Paula, 2010; Porcu <i>et al.</i>, 2007). No NSM observou&#45;se percentual pouco abaixo (3%).</p>

	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a vari&aacute;vel escolaridade, os achados apontam que, de uma forma geral, no NSM os pacientes com transtornos mentais org&acirc;nicos possuem n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o abaixo da m&eacute;dia geral dos pacientes.</p>

	    <p>&Eacute; sabido que o grau de instru&ccedil;&atilde;o exerce forte influ&ecirc;ncia sobre a capacidade de a pessoa interagir socialmente. Evidencia&#45;se o fato de que a popula&ccedil;&atilde;o de pacientes com transtornos mentais sofre discrimina&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; doen&ccedil;a, o que de certa forma interfere no seu acesso &agrave; escola e consequentemente reflete em sua condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, tendo em vista que pesquisas apontam que quanto menor a escolaridade, menor a renda do indiv&iacute;duo. Sabe&#45;se tamb&eacute;m que a renda est&aacute; fortemente associado &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de&#45;doen&ccedil;a das pessoas (Souza, 2007).</p>

	    <p>A literatura demonstra que as pessoas com n&iacute;vel educacional inferior ao ensino fundamental tem escores mais altos para dem&ecirc;ncia que os sujeitos com ensino m&eacute;dio ou superior, o que sugere que quanto mais baixo o n&iacute;vel educacional do indiv&iacute;duo maior a possibilidade de ele apresentar transtorno mental (Souza, 2007). A maioria dos pacientes acometidos por transtornos mentais, neste estudo em especial aqueles com diagn&oacute;stico de transtorno mental org&acirc;nico, provavelmente n&atilde;o tiveram o acesso adequado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o por conta de discrimina&ccedil;&otilde;es ou limita&ccedil;&otilde;es relacionadas ao transtorno mental ou ainda por entraves causados pela condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.</p>

	    <p>No que se refere &agrave; vari&aacute;vel g&ecirc;nero, verificou&#45;se que entre aqueles com diagn&oacute;stico de Transtorno mental org&acirc;nico, a predomin&acirc;ncia &eacute; do g&ecirc;nero masculino (60%), assim como no munic&iacute;pio de Jo&atilde;o Pessoa/PB, onde as observa&ccedil;&otilde;es apontaram que os homens representavam 59% dos usu&aacute;rios (Medeiros, 2005). Diversos estudos tentam explicar as diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros relacionadas &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es dos transtornos mentais, com diferentes teorias e abordagens, no entanto, todos defendem a ideia do g&ecirc;nero como uma constru&ccedil;&atilde;o psicossocial que influenciar&aacute; inevitavelmente a express&atilde;o da sa&uacute;de mental (Rabasquinho e Pereira, 2007).</p>

	    <p>Chama aten&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria o fato de que cerca de 46% dos pacientes diagnosticados com transtornos org&acirc;nicos est&atilde;o dentro da faixa et&aacute;ria de 30 a 49 anos e 22% est&atilde;o acima de 70 anos. Algo semelhante foi encontrado em um estudo realizado em uma cidade do nordeste brasileiro. Dos 2422 pacientes diagnosticados com transtornos mentais org&acirc;nicos, inclusive os sintom&aacute;ticos, a maior concentra&ccedil;&atilde;o est&aacute; na faixa et&aacute;ria de 20 a 39 anos (849 sujeitos), seguido por 761 pacientes na faixa et&aacute;ria de 40 a 59 anos e 454 pacientes acima de 60 anos (Medeiros, 2005). No munic&iacute;pio de Maring&aacute; grande parte dos pacientes com o mesmo diagn&oacute;stico encontra&#45;se na faixa et&aacute;ria superior a 61 anos (Porcu <i>et al.</i>, 2007).</p>

	    <p>Estudo realizado em Campinas/SP, Brasil, mostrou que os pacientes com idade igual ou superior a 60 anos possuem 2,2 vezes mais risco de um desfecho menos favor&aacute;vel do que aqueles com menos de 60 anos no caso de necessitarem de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica. Foi evidenciado ainda que os pacientes com diagn&oacute;stico de transtorno psicorg&acirc;nico possuem, por exemplo, 2,7 vezes maior risco de um desfecho pior do que aqueles diagnosticados com transtornos de humor (Dalgalarrondo, Botega, &amp; Banzato, 2003). No NSM 24% dos pacientes com transtornos org&acirc;nicos j&aacute; necessitaram de ao menos uma interna&ccedil;&atilde;o durante a vida.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>Em s&iacute;ntese, caracterizou&#45;se o perfil dos usu&aacute;rios com transtornos mentais org&acirc;nicos como, em sua maioria, do g&ecirc;nero masculino, de baixa escolaridade e idade acima da m&eacute;dia observada para outros diagn&oacute;sticos. Muitos destes pacientes apresentam necessidade de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica.</p>

	    <p>Os estudos epidemiol&oacute;gicos em sa&uacute;de mental visam n&atilde;o apenas o diagn&oacute;stico comunit&aacute;rio, mas o estudo do funcionamento do servi&ccedil;o, dos transtornos mais comuns na sua &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia para assim direcionar as a&ccedil;&otilde;es apropriadas de acordo com a popula&ccedil;&atilde;o. Uma das formas de melhorar e aperfei&ccedil;oar a assist&ecirc;ncia consiste na caracteriza&ccedil;&atilde;o da clientela assistida.</p>

	    <p>Ressalta&#45;se a import&acirc;ncia de intensificar os cuidados ao portador de transtorno mental, atrav&eacute;s do cumprimento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de e tamb&eacute;m a&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel prim&aacute;rio que atendam esta popula&ccedil;&atilde;o prevenindo poss&iacute;veis interna&ccedil;&otilde;es. Cabe &agrave; equipe preparar a fam&iacute;lia para lidar com este paciente, neste caso, especialmente aqueles acometidos por transtornos org&acirc;nicos, atrav&eacute;s de orienta&ccedil;&otilde;es quanto aos sintomas, evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e efeitos dos medicamentos.</p>

	    <p>Salienta&#45;se que a taxa de atendimentos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o idosa tende a crescer devido ao envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Assim, os servi&ccedil;os devem estar preparados para lidar com problemas de sa&uacute;de caracter&iacute;sticos da terceira idade, como a dem&ecirc;ncia e outros transtornos org&acirc;nicos, que apresentam preval&ecirc;ncia aumentada em popula&ccedil;&otilde;es idosas.</p>

	    <p>Espera&#45;se que este estudo possa incitar ou servir de modelo para o uso de ferramentas de cunho epidemiol&oacute;gico no planejamento das a&ccedil;&otilde;es e aten&ccedil;&atilde;o aos pacientes al&eacute;m de melhorar a articula&ccedil;&atilde;o da rede de sa&uacute;de e melhor sistematiza&ccedil;&atilde;o do cuidado.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Almeida, G.C.M.; Ferreira, M.A.F. (2008). Sa&uacute;de bucal no contexto do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o orientadas ao indiv&iacute;duo e ao coletivo. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 24(9):2131&#45;2140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1647-2160201300010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, O.P. (1999). Idosos atendidos em servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia de sa&uacute;de mental: caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas. Revista Brasileira de Psiquiatria 21(1):12&#45;18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1647-2160201300010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Campos, C.M.S.; Soares, C.B. (2003). A produ&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental: a concep&ccedil;&atilde;o de trabalhadores. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de coletiva. 8(2):621&#45;628.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1647-2160201300010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Carvalho, M.D.A.; Oliveira e Silva H.; Rodrigues, L.V. (2010). Perfil epidemiol&oacute;gico dos usu&aacute;rios da rede de sa&uacute;de mental do munic&iacute;pio de Iguatu, CE. SMAD, Revista Eletr&ocirc;nica Sa&uacute;de Mental &Aacute;lcool e Drogas. 6(2):337&#45;49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1647-2160201300010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil de 1988 (2010). Bras&iacute;lia. Recuperado em 15 de mar&ccedil;o de 2012 de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</a></p>

	    <!-- ref --><p>Dalgalarrondo, P. (2000). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: artes m&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1647-2160201300010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Dalgalarrondo, P.; Botega, N.J.; Banzato, C.E.M. (2003) Pacientes que se beneficiam de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica em hospital geral. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 37(5):629&#45;34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1647-2160201300010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Freitas, R.M.; Maia, F.D.; Iodes, A.M.F. (2006). Aten&ccedil;&atilde;o farmac&ecirc;utica aos usu&aacute;rios do centro de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial &#150; CAPS VI. Infarma. 18(9/10):12&#45;16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1647-2160201300010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Hansel, C.G.; Motta, C.C.R.; Silva, J. (2008). Aplica&ccedil;&atilde;o da escala de Katz (AVDs) na avalia&ccedil;&atilde;o funcional de idosos com transtorno mental institucionalizados. In: 15&ordm; Pesquisando em Enfermagem &#150; Departamento de Enfermagem fundamental da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ. Recuperado em 15 de mar&ccedil;o de 2012, de <a href="http://www.pesquisando.eean.ufrj.br/viewabstract.php?id=461&amp;cf=2" target="_blank">www.pesquisando.eean.ufrj.br/viewabstract.php?id=461&amp;cf=2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201300010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heck, R.M.; Bielemann, V.L.M.; Ceolin, L., Kantorski, L.P.; Wilhich, J.Q.; Chiavagatti, F.G (2008). Gest&atilde;o e sa&uacute;de mental: percep&ccedil;&otilde;es a partir de um Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial. Texto &amp; Contexto Enfermagem 17(4):647&#45;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1647-2160201300010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Herrera&#45;J&uacute;nior, E.; Caramelli, P.; Nitrini, R. (1998). Estudo epidemiol&oacute;gico populacional de dem&ecirc;ncia na cidade de Cantanduva &#150; estado de S&atilde;o Paulo. Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica 25(2):70&#45;3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1647-2160201300010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Medeiros, E.N. (2005). Preval&ecirc;ncia dos transtornos mentais e perfil socioecon&ocirc;mico dos usu&aacute;rios atendidos nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em munic&iacute;pios paraibanos. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal da Para&iacute;ba. Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1647-2160201300010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS): Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#150; CID&#45;10. Genebra: 2008.</p>

	    <!-- ref --><p>Paim, J.S. (2003). Epidemiologia e planejamento: a recomposi&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas epidemiol&oacute;gicas na gest&atilde;o do SUS. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de coletiva. 8(2):557&#45;67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1647-2160201300010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Paula, C.T.C. (2010). Perfil epidemiol&oacute;gico dos usu&aacute;rios de um centro de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial na cidade de Recife. Cadernos Brasileiros de Sa&uacute;de Mental. 2(4/5):94&#45;105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201300010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pesioli, C.L.; Moreira, A.K. (2007). Avalia&ccedil;&atilde;o de um centro de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial por meio do perfil de seus usu&aacute;rios. Mental. 5(8):61&#45;75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1647-2160201300010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Porcu, M., Previdelli, I.T.S.; Larini, M.C.F.; Mazaro, M.M.; Dias, T.G.C.; Oliveira, V.F. (2007). Preval&ecirc;ncia dos transtornos mentais em pacientes atendidos no ambulat&oacute;rio de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica de psiquiatria da Universidade Estadual de Maring&aacute;. Acta Scientiarum. Health Science 29(2):145&#45;149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1647-2160201300010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Rabasquinho, C.; Pereira, H. (2007). G&ecirc;nero e sa&uacute;de mental: Uma abordagem epidemiol&oacute;gica. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica. 3(25):439&#45;454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1647-2160201300010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Sc&oacute;z, T.M.X.; Fenili, R.M (2003). Como desenvolver projetos de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de mental no programa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Revista Eletr&ocirc;nica de Enfermagem Recuperado em 15 de mar&ccedil;o de 2012 de <a href="https://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/779/871" target="_blank">https://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/779/871</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1647-2160201300010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Souza, A.R. (2007). Centro de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial: perfil epidemiol&oacute;gico dos usu&aacute;rios. 2007. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal do Cear&aacute;. Faculdade de Farm&aacute;cia, Odontologia e Enfermagem.</p>

	    <!-- ref --><p>Valen&ccedil;a, A.M.; Moraes, T.M. (2006). Rela&ccedil;&atilde;o entre homic&iacute;dios e transtornos mentais. Revista Brasileira de Psiquiatria 28(2):62&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1647-2160201300010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Volcan, S.M.A.; Sousa P.L.R.; Mari J.J.; Horta, B.L. (2003). Rela&ccedil;&atilde;o entre bem estar espiritual e transtornos psiqui&aacute;tricos menores: estudo transversal. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 37(4):440&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1647-2160201300010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.06.2012</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.05.2013</p>
     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.C.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde bucal no contexto do Programa Saúde da Família: práticas de prevenção orientadas ao indivíduo e ao coletivo]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>2131-2140</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Idosos atendidos em serviço de emergência de saúde mental: características demográficas e clínicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Psiquiatria]]></source>
<year>1999</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>12-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.M.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A produção de serviços de saúde mental: a concepção de trabalhadores]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência & Saúde coletiva]]></source>
<year>2003</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>621-628</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.D.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira e Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil epidemiológico dos usuários da rede de saúde mental do município de Iguatu, CE]]></article-title>
<source><![CDATA[SMAD, Revista Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drogas]]></source>
<year>2010</year>
<volume>6</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>337-49</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dalgalarrondo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[artes médicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dalgalarrondo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Botega]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banzato]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.E.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pacientes que se beneficiam de internação psiquiátrica em hospital geral]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>37</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>629-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iodes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atenção farmacêutica aos usuários do centro de atenção psicossocial: CAPS VI]]></article-title>
<source><![CDATA[Infarma]]></source>
<year>2006</year>
<volume>18</volume>
<numero>9/10</numero>
<issue>9/10</issue>
<page-range>12-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hansel]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Motta]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.C.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aplicação da escala de Katz (AVDs) na avaliação funcional de idosos com transtorno mental institucionalizados]]></article-title>
<collab>Departamento de Enfermagem fundamental da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ</collab>
<source><![CDATA[15º Pesquisando em Enfermagem]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heck]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bielemann]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.L.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ceolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kantorski]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilhich]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.Q.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chiavagatti]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão e saúde mental: percepções a partir de um Centro de Atenção Psicossocial]]></article-title>
<source><![CDATA[Texto & Contexto Enfermagem]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>647-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herrera-Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caramelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nitrini]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo epidemiológico populacional de demência na cidade de Cantanduva: estado de São Paulo]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>1998</year>
<volume>25</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>70-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Medeiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prevalência dos transtornos mentais e perfil socioeconômico dos usuários atendidos nos serviços de saúde em municípios paraibanos]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Organização Mundial de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID-10]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia e planejamento: a recomposição das práticas epidemiológicas na gestão do SUS]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência & Saúde coletiva]]></source>
<year>2003</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>557-67</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paula]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.T.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil epidemiológico dos usuários de um centro de atenção psicossocial na cidade de Recife]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos Brasileiros de Saúde Mental]]></source>
<year>2010</year>
<volume>2</volume>
<numero>4/5</numero>
<issue>4/5</issue>
<page-range>94-105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pesioli]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de um centro de atenção psicossocial por meio do perfil de seus usuários]]></article-title>
<source><![CDATA[Mental]]></source>
<year>2007</year>
<volume>5</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>61-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Porcu]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Previdelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.T.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Larini]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mazaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.G.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência dos transtornos mentais em pacientes atendidos no ambulatório de residência médica de psiquiatria da Universidade Estadual de Maringá]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Scientiarum. Health Science]]></source>
<year>2007</year>
<volume>29</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>145-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rabasquinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gênero e saúde mental: Uma abordagem epidemiológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2007</year>
<volume>3</volume>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
<page-range>439-454</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scóz]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.X.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fenili]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Como desenvolver projetos de atenção à saúde mental no programa de saúde da família]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Eletrônica de Enfermagem]]></source>
<year>2003</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Centro de atenção psicossocial: perfil epidemiológico dos usuários]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valença]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre homicídios e transtornos mentais]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Psiquiatria]]></source>
<year>2006</year>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>62-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Volcan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.M.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.L.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mari]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horta]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre bem estar espiritual e transtornos psiquiátricos menores: estudo transversal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>37</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>440-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
