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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comunicação terapêutica em enfermagem: Como a caraterizam os enfermeiros]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Comunicación terapéutica en enfermería: Como es caracterizado por los enfermeros]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Therapeutic communication in nursing: How it is characterized by nurses]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1647-21602014000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1647-21602014000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1647-21602014000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[CONTEXTO: A comunicação terapêutica usada deliberadamente na prestação de cuidados é, ainda, um desafio para alguns enfermeiros. Essencial para a enfermagem, a comunicação terapêutica é um processo consciente que, de forma intencional, permite identificar e responder às necessidades de cada pessoa contribuindo simultaneamente para a melhoria da prática de enfermagem. Apresenta-se neste artigo parte dos resultados da tese desenvolvida no âmbito do curso de doutoramento, com o objetivo de caraterizar os itens que integram a comunicação terapêutica. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de enfoque quantitativo, exploratório e descritivo. Os dados foram obtidos com a aplicação de um questionário online, com a colaboração da Ordem dos Enfermeiros Portugueses (OE), ao qual responderam 448 enfermeiros. RESULTADOS: Mais de 90% dos inquiridos afirmam que a comunicação terapêutica é necessária em mais do que apenas intervenções psicoterapêuticas e, 54% concordam que toda a comunicação utilizada pelo enfermeiro é comunicação terapêutica. A quase totalidade dos enfermeiros inquiridos concorda com a maioria dos aspetos caraterizadores da comunicação terapêutica, sendo relevante que respetivamente 23,5% e 35,6% não concordam com o uso intencional e com o valor clinico autónomo da mesma. CONCLUSÕES: Pelos resultados obtidos é possível identificar uma tendência de maior concordância nos inquiridos detentores do título de especialista pela OE, com mais tempo de exercício profissional e com grau académico mais elevado. RELEVÂNCIA PARA A PRÁTICA CLÍNICA:Os resultados apresentados permitem sugerir o aprofundamento de aspetos relacionados com comunicação terapêutica na formação dos enfermeiros o que irá refletir-se na qualidade dos cuidados prestados.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[CONTEXTO: La comunicación terapéutica utilizada deliberadamente en la prestación de cuidados, sigue siendo un desafío para algunos enfermeros. Esencial para la enfermería, la comunicación terapéutica es un proceso consciente que intencionalmente permite identificar y responder a las necesidades de cada persona contribuyendo para mejorar la práctica de enfermería. Se presentan en este trabajo algunos resultados de la tesis desarrollada en el ámbito del Phd, con el objetivo de caracterizar elementos que comprenden la comunicación terapéutica. METODOLOGÍA: Esto es un estudio cuantitativo, exploratorio y descriptivo. Datos obtenidos con la aplicación de cuestionario en línea, con la colaboración de la Orden de los Enfermeros Portugueses (OE), contestado por 448 enfermeros. RESULTADOS: Más del 90% de los encuestados afirman que es necesaria la comunicación terapéutica en más que simples intervenciones psicoterapéuticas, y 54% acuerdan que toda la comunicación utilizada en enfermería es comunicación terapéutica. Casi todos los enfermeros encuestados están de acuerdo con la mayoría de los aspectos caracterizadores de la comunicación terapéutica, siendo relevante que, respectivamente, 23,5% y 35,6% no acuerdan con el uso previsto y el valor clínico independiente de ella. CONCLUSIONES: Los resultados obtenidos permiten identificar una tendencia de mayor acuerdo entre los inquiridos titulares de la experta de la OE, con más tiempo de práctica profesional y más alto grado académico. RELEVANCIA PARA LA PRÁCTICA CLÍNICA: Los resultados permiten sugerirla profundización de los aspectos relacionados con la comunicación terapéutica en la formación de los enfermeros que se reflejará en la calidad de la atención prestada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[CONTEXT: Therapeutic communication used deliberately in care provision is still a challenge to some nurses. Essential to nursing, therapeutic communication is a conscious process that, in an intentional way, allows identification and response to the needs of each person and simultaneously contributes to the improvement of nursing practice. It is presented in this article part of the results of the thesis developed under the doctorate, with the purpose of characterizing the items which integrate therapeutic communication. METHODOLOGY: It is a study of quantitative, exploratory and descriptive focus. The data was obtained with an online survey application, with the collaboration of the Portuguese Nursing Order, to which 448 nurses responded. RESULTS: Over 90% of the inquired state that therapeutic communication is necessary in more than just psychotherapeutic interventions and 54% agree that all communication used by a nurse is therapeutic communication. Almost all the inquired nurses agree with most of the characterizing aspects of therapeutic communication and it is worth noting that respectively 23.5% and 35.6% don&#8217;t agree with the intentional use and autonomous clinical value of it. CONCLUSIONS: With the obtained results it is possible to identify a major agreement tendency in the inquired, holders of the specialist title by the Order, with more professional exercise time and a higher academic degree. RELEVANCE TO CLINICAL PRACTICE: The results presented allow us to suggest the deepening of aspects related to therapeutic communication in nursing education what will reflect on the quality of care provided.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comunicação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Nursing]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em enfermagem: Como a caraterizam os enfermeiros</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica en enfermer&iacute;a: Como es caracterizado por los enfermeros</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Therapeutic communication in nursing:</b> <b>How it is</b> <b>characterized by nurses</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Maria Teresa Vieira Coelho*, &amp;</b> <b>Carlos Sequeira**</b></p>

	    <p>*Mestre em Teologia e &Eacute;tica da Sa&uacute;de; Professora Adjunta no Instituto Polit&eacute;cnico de Santar&eacute;m &#150; Escola Superior de Sa&uacute;de de Santar&eacute;m, Quinta do Mergulh&atilde;o, Senhora de Guia, 2005&#45;075 Santar&eacute;m, Portugal. E&#45;mail: <a href="mailto:teresa.coelho@essaude.ipsantarem.pt">teresa.coelho@essaude.ipsantarem.pt</a></p>

	    <p>**Doutor em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem; Presidente d&rsquo; A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental; Coordenador do Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o "NurID: Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento em Enfermagem" &#150; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto &#150; Center for Health Technology and Services Research; Professor Coordenador na Escola Superior de Enfermagem do Porto, Unidade Cient&iacute;fico&#45;Pedag&oacute;gica "Gest&atilde;o de Sinais e Sintomas", 4200&#45;072 Porto, Portugal. E&#45;mail: <a href="mailto:carlossequeira@esenf.pt">carlossequeira@esenf.pt</a></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p><b>CONTEXTO:</b> A comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica usada deliberadamente na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &eacute;, ainda, um desafio para alguns enfermeiros. Essencial para a enfermagem, a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; um processo consciente que, de forma intencional, permite identificar e responder &agrave;s necessidades de cada pessoa contribuindo simultaneamente para a melhoria da pr&aacute;tica de enfermagem.</p>

	    <p>Apresenta&#45;se neste artigo parte dos resultados da tese desenvolvida no &acirc;mbito do curso de doutoramento, com o objetivo de caraterizar os itens que integram a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.&nbsp;</p>

	    <p><b>METODOLOGIA:</b> Trata&#45;se de um estudo de enfoque quantitativo, explorat&oacute;rio e descritivo.</p>

	    <p>Os dados foram obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio online, com a colabora&ccedil;&atilde;o da Ordem dos Enfermeiros Portugueses (OE), ao qual responderam 448 enfermeiros.</p>

	    <p><b>RESULTADOS:</b> Mais de 90% dos inquiridos afirmam que a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; necess&aacute;ria em mais do que apenas interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas e, 54% concordam que toda a comunica&ccedil;&atilde;o utilizada pelo enfermeiro &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>

	    <p>A quase totalidade dos enfermeiros inquiridos concorda com a maioria dos aspetos caraterizadores da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, sendo relevante que respetivamente 23,5% e 35,6% n&atilde;o concordam com o uso intencional e com o valor clinico aut&oacute;nomo da mesma.</p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> Pelos resultados obtidos &eacute; poss&iacute;vel identificar uma tend&ecirc;ncia de maior concord&acirc;ncia nos inquiridos detentores do t&iacute;tulo de especialista pela OE, com mais tempo de exerc&iacute;cio profissional e com grau acad&eacute;mico mais elevado.</p>

	    <p><b>RELEV&Acirc;NCIA PARA A PR&Aacute;TICA CL&Iacute;NICA:</b>Os resultados apresentados permitem sugerir o aprofundamento de aspetos relacionados com comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica na forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros o que ir&aacute; refletir&#45;se na qualidade dos cuidados prestados.&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Comunica&ccedil;&atilde;o; Enfermagem</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMEN</b></p>

	    <p><b>CONTEXTO:</b> La comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica utilizada deliberadamente en la prestaci&oacute;n de cuidados, sigue siendo un desaf&iacute;o para algunos enfermeros. Esencial para la enfermer&iacute;a, la comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica es un proceso consciente que intencionalmente permite identificar y responder a las necesidades de cada persona contribuyendo para mejorar la pr&aacute;ctica de enfermer&iacute;a.</p>

	    <p>Se presentan en este trabajo algunos resultados de la tesis desarrollada en el &aacute;mbito del Phd, con el objetivo de caracterizar elementos que comprenden la comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica.    <br>
	<b>METODOLOG&Iacute;A:</b> Esto es un estudio cuantitativo, exploratorio y descriptivo.    <br>
	Datos obtenidos con la aplicaci&oacute;n de cuestionario en l&iacute;nea, con la colaboraci&oacute;n de la Orden de los Enfermeros Portugueses (OE), contestado por 448 enfermeros.</p>

	    <p><b>RESULTADOS:</b> M&aacute;s del 90% de los encuestados afirman que es necesaria la comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica en m&aacute;s que simples intervenciones psicoterap&eacute;uticas, y 54% acuerdan que toda la comunicaci&oacute;n utilizada en enfermer&iacute;a es comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica.    <br>
	Casi todos los enfermeros encuestados est&aacute;n de acuerdo con la mayor&iacute;a de los aspectos caracterizadores de la comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica, siendo relevante que, respectivamente, 23,5% y 35,6% no acuerdan con el uso previsto y el valor cl&iacute;nico independiente de ella.</p>

	    <p><b>CONCLUSIONES:</b> Los resultados obtenidos permiten identificar una tendencia de mayor acuerdo entre los inquiridos titulares de la experta de la OE, con m&aacute;s tiempo de pr&aacute;ctica profesional y m&aacute;s alto grado acad&eacute;mico.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RELEVANCIA PARA</b> <b>LA PR&Aacute;CTICA CL&Iacute;NICA:</b> Los resultados permiten sugerirla profundizaci&oacute;n de los aspectos relacionados con la comunicaci&oacute;n terap&eacute;utica en la formaci&oacute;n de los enfermeros que se reflejar&aacute; en la calidad de la atenci&oacute;n prestada.</p>

	    <p><b>Descriptores:</b> Comunicaci&oacute;n; Enfermer&iacute;a</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p><b>CONTEXT:</b> Therapeutic communication used deliberately in care provision is still a challenge to some nurses. Essential to nursing, therapeutic communication is a conscious process that, in an intentional way, allows identification and response to the needs of each person and simultaneously contributes to the improvement of nursing practice.</p>

	    <p>It is presented in this article part of the results of the thesis developed under the doctorate, with the purpose of characterizing the items which integrate therapeutic communication.</p>

	    <p><b>METHODOLOGY:</b> It is a study of quantitative, exploratory and descriptive focus.</p>

	    <p>The data was obtained with an online survey application, with the collaboration of the Portuguese Nursing Order, to which 448 nurses responded.</p>

	    <p><b>RESULTS:</b> Over 90% of the inquired state that therapeutic communication is necessary in more than just psychotherapeutic interventions and 54% agree that all communication used by a nurse is therapeutic communication.</p>

	    <p>Almost all the inquired nurses agree with most of the characterizing aspects of therapeutic communication and it is worth noting that respectively 23.5% and 35.6% don&rsquo;t agree with the intentional use and autonomous clinical value of it.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUSIONS:</b> With the obtained results it is possible to identify a major agreement tendency in the inquired, holders of the specialist title by the Order, with more professional exercise time and a higher academic degree.</p>

	    <p><b>RELEVANCE</b> <b>TO CLINICAL PRACTICE:</b> The results presented allow us to suggest the deepening of aspects related to therapeutic communication in nursing education what will reflect on the quality of care provided.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Communication; Nursing</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A ideia de que vivemos numa sociedade de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje bastante generalizada. Conv&eacute;m no entanto n&atilde;o esquecer que, comunicar mais, pode n&atilde;o significar obrigatoriamente comunicar melhor.</p>

	    <p>Sendo esta uma ideia geral, pensamos ser pertinente a sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade espec&iacute;fica da enfermagem, em que o enfermeiro deve garantir o sucesso da comunica&ccedil;&atilde;o que utiliza no &acirc;mbito da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, uma vez que n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o eficazes conduzem a resultados mais positivos (Gomes, Amendoeira e Martins, 2012).</p>

	    <p>A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; tanto mais importante quanto a constata&ccedil;&atilde;o de que, comunicar com aqueles que nos rodeiam constitui uma das nossas principais atividades, pois a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; indispens&aacute;vel para a sobreviv&ecirc;ncia dos seres humanos.</p>

	    <p>Para Phaneuf (2005), numa comunica&ccedil;&atilde;o as nossas trocas compreendem duas componentes principais: uma parte informativa, ligada ao dom&iacute;nio cognitivo &#150; o qu&ecirc; da mensagem; e uma parte mais afetiva ligada &agrave; maneira como &eacute; transmitida &#150; o como.</p>

	    <p>&Eacute; vasta a literatura que aponta para a exist&ecirc;ncia de uma gama de elementos verbais e n&atilde;o&#45;verbais presentes no processo comunicativo, tornando assim a comunica&ccedil;&atilde;o numa totalidade que integra o verbal e o n&atilde;o&#45;verbal.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No processo comunicativo, sendo naturalmente importantes as trocas verbais, sabemos que estas representam uma pequena parcela no estabelecimento de uma boa comunica&ccedil;&atilde;o, pois estima&#45;se que apenas cerca de 7% do significado &eacute; transmitido por palavras, 38% por sinais paralingu&iacute;sticos e 55% por gestos corporais (Stuart &amp; Laraia, 2006).</p>

	    <p>A comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o&#45;verbal favorece uma perce&ccedil;&atilde;o mais l&uacute;cida e totalizadora dos processos comunicativos. O seu emprego na vida quotidiana acrescenta capacidade de prestar aten&ccedil;&atilde;o e reconhecer o que acontece para al&eacute;m das palavras, o que pode conduzir &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias mais adequadas (Rulicki &amp; Cherny, 2007) .</p>

	    <p>Como afirmam Bertone, Ribeiro, e Guimar&atilde;es (2007), a comunica&ccedil;&atilde;o deve fazer parte do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros, para que estes possam garantir o &ecirc;xito dos procedimentos t&eacute;cnicos e da conviv&ecirc;ncia que competem para uma melhor qualidade de vida da pessoa que necessita dos cuidados de enfermagem.</p>

	    <p>A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute;, desta forma, um denominador comum presente nas a&ccedil;&otilde;es de enfermagem que ter&aacute; influ&ecirc;ncia na maneira como o cuidado &eacute; prestado a cada pessoa e dever&aacute; garantir a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos terap&ecirc;uticos (Gomes et al., 2012).&nbsp;</p>

	    <p>Neste contexto surge a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, que &eacute; mais que comunicar&#45;se com a pessoa no exerc&iacute;cio do papel profissional de enfermeiro (Gefaell, 2007), &eacute; um m&eacute;todo de comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do qual o cuidador responde &agrave;s necessidades expl&iacute;citas e impl&iacute;citas da pessoa (Fuller, 2007), &eacute; um processo consciente e deliberado usado para reunir informa&ccedil;&otilde;es relacionadas com o estado de sa&uacute;de da pessoa como um todo e responder com uma abordagem verbal ou n&atilde;o verbal que promova o seu bem&#45;estar, melhore a forma como este entende os cuidados prestados (Wold, 2013) e permita estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (Williams &amp; Davis, 2005).</p>

	    <p>No &acirc;mbito da sa&uacute;de, a comunica&ccedil;&atilde;o precisa de ser terap&ecirc;utica, porque esta objetiva o cuidado e, atrav&eacute;s deste, favorece a tranquilidade, autoconfian&ccedil;a, respeito, individualidade, &eacute;tica, compreens&atilde;o e empatia pela pessoa cuidada (Bertone et al., 2007).</p>

	    <p>&Eacute; igualmente importante considerar que a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica tem a finalidade de identificar e atender as necessidades de sa&uacute;de de cada pessoa, e contribuir para melhorar a pr&aacute;tica de enfermagem.</p>

	    <p>Neste artigo pretende&#45;se apresentar parte dos resultados obtidos com o desenvolvimento da tese no &acirc;mbito do curso de Doutoramento em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, no Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar (ICBAS) &#150; Universidade do Porto, no que se refere ao objetivo caraterizar os itens que integram a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata&#45;se de um estudo com enfoque quantitativo, explorat&oacute;rio, descritivo e transversal. Para a dimens&atilde;o apresentada, tem como objetivo caraterizar os itens que integram a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>

	    <p>O instrumento de colheita de dados foi o question&aacute;rio constru&iacute;do por n&oacute;s, por n&atilde;o ter sido encontrado um instrumento que permitisse colher dados sobre as vari&aacute;veis em estudo, tornando assim o seu desenvolvimento parte do processo de investiga&ccedil;&atilde;o em si (Coutinho, 2011).</p>

	    <p>Na elabora&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, consider&aacute;mos as etapas descritas por Fortin ( 2009), tendo a constru&ccedil;&atilde;o do esbo&ccedil;o do mesmo sido precedida por revis&atilde;o da literatura. O esbo&ccedil;o do question&aacute;rio foi submetido a revis&atilde;o, pois s&oacute; com dados fi&aacute;veis se podem obter resultados v&aacute;lidos (Coutinho, 2011). Nesse sentido, procedeu&#45;se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. N&atilde;o tendo sido encontrada unanimidade quanto ao n&uacute;mero de peritos a mobilizar nesta etapa, consider&aacute;mos o referido por Lynn citado por Alexandre e Coluci (2011), que recomenda um m&iacute;nimo de 5 e um m&aacute;ximo de 10 pessoas participantes neste processo.</p>

	    <p>Cont&aacute;mos assim com a colabora&ccedil;&atilde;o de 7 peritos seleccionados de acordo com os seguintes crit&eacute;rios: grau acad&eacute;mico de doutor, experi&ecirc;ncia de pelo menos dois anos na &aacute;rea da sa&uacute;de/enfermagem ou como investigador na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o, pois, de acordo com Carvalho et al<i>.,</i> (2008), deve considerar&#45;se o tempo m&iacute;nimo de dois anos para quem est&aacute; no intervalo entre iniciado e perito. Ap&oacute;s a primeira avalia&ccedil;&atilde;o pelos ju&iacute;zes foram introduzidas no question&aacute;rio todas as sugest&otilde;es, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das que tinham a ver como uso da terminologia pr&oacute;pria dos autores mobilizados e identificados no mesmo. Ap&oacute;s esta etapa o question&aacute;rio foi de novo reenviado aos ju&iacute;zes tendo obtido a concord&acirc;ncia dos mesmos.</p>

	    <p>Procedeu&#45;se ainda ao pr&eacute; teste do question&aacute;rio, que foi aplicado a 12 indiv&iacute;duos com caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s da popula&ccedil;&atilde;o do estudo, tendo em conta, como afirma Fortin (2009), que este deve ocorrer numa pequena amostra da popula&ccedil;&atilde;o, entre 10 a 20 pessoas. Foi o question&aacute;rio resultante deste processo que foi utilizado no estudo. Trata&#45;se de um question&aacute;rio misto, no entanto, os resultados que apresentamos resultam de perguntas onde foi utilizada escala de Likert, com 5 op&ccedil;&otilde;es de resposta (1 discordo totalmente a 5 concordo totalmente).</p>

	    <p>Os participantes do estudo e de acordo com o crit&eacute;rio definido &#45; ser enfermeiro e estar inscrito na OE, constitu&iacute;ram&#45;se numa amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica acidental ou de conveni&ecirc;ncia.</p>

	    <p>A colheita de dados foi feita com a colabora&ccedil;&atilde;o da Ordem dos Enfermeiros (OE), atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o online do question&aacute;rio, cujo link de acesso ao mesmo esteve dispon&iacute;vel na p&aacute;gina da OE para todos os enfermeiros inscritos na mesma, entre os dias 4 e 25 de Novembro de 2013. Responderam ao question&aacute;rio, de forma v&aacute;lida, 448 enfermeiros.</p>

	    <p>O tratamento dos dados foi efectuado com recurso a estat&iacute;stica descritiva e com aux&iacute;lio do programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), vers&atilde;o 20. Os resultados s&atilde;o apresentados em tabelas e gr&aacute;ficos.</p>

	    <p>O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do ICBAS, Universidade do Porto. Foram tidos em conta os princ&iacute;pios &eacute;ticos de que se destacam o consentimento livre e esclarecido e o respeito pela confidencialidade de todas as informa&ccedil;&otilde;es.</p>

	    <p>Identificamos como principais limita&ccedil;&otilde;es deste estudo o facto de n&atilde;o termos encontrado outros estudos que permitissem a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados; a divulga&ccedil;&atilde;o do Link para acesso ao question&aacute;rio n&atilde;o ter chegado a todos os enfermeiros; e, o n&uacute;mero de question&aacute;rios respondidos n&atilde;o permitir extrapolar os resultados para a popula&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resultados</b></p>

	    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Participantes</b></p>

	    <p>Apresentam&#45;se no <a href="#q1">quadro n&ordm; 1</a> os dados que consideramos mais relevantes referentes &agrave;s vari&aacute;veis de caracteriza&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="q1">

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Aspetos Caraterizadores da Comunica&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica</b></p>

	    <p>Apresentamos de seguida dados que nos permitem caraterizar a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica de acordo com a opini&atilde;o dos 
	enfermeiros. Atrav&eacute;s dos resultados apresentados no <a href ="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q2.jpg">quadro n&ordm; 2</a>, podemos verificar que 94,2% dos enfermeiros 
	referem a sua discord&acirc;ncia quanto &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o "<i>a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica s&oacute; &eacute; 
	necess&aacute;ria nas interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas"</i>, sendo de salientar que 60,6% afirmam discordar totalmente. Em 
	rela&ccedil;&atilde;o &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o "<i>toda a comunica&ccedil;&atilde;o utilizada pelo enfermeiro &eacute; 
	comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica",</i> discordam 38,2%, no entanto, 54,7% dos enfermeiros assinalam a sua concord&acirc;ncia.</p>

	    
<p>Perante a constata&ccedil;&atilde;o de que para mais de 50% dos inquiridos toda a comunica&ccedil;&atilde;o utilizada pelo enfermeiro &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e n&atilde;o sendo esta, tamb&eacute;m para os te&oacute;ricos, uma afirma&ccedil;&atilde;o consensual, procedemos a uma an&aacute;lise cruzada com as vari&aacute;veis de carateriza&ccedil;&atilde;o dos inquiridos, de forma a melhor compreender e descrever este posicionamento.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como podemos verificar pelo <a href ="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q3.jpg">quadro n&ordm; 3</a>, que apresentamos de seguida, a 
	concord&acirc;ncia (concordo + concordo totalmente) com a express&atilde;o "<i>toda a comunica&ccedil;&atilde;o utilizada pelo enfermeiro 
	&eacute; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica</i>" &eacute; maior nos inquiridos do sexo feminino, com a categoria profissional de 
	enfermeiros e n&atilde;o detentores do t&iacute;tulo de especialista pela OE. Quanto ao grau acad&eacute;mico, o n&iacute;vel de 
	concord&acirc;ncia vai diminuindo ao longo do percurso acad&eacute;mico, sendo que, os doutores s&atilde;o os que menos concordam.</p>

	    
<p>Os dados do <a href ="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q4.jpg">quadro n&ordm; 4</a>, permitem&#45;nos verificar que h&aacute; uma 
	concord&acirc;ncia expressiva dos enfermeiros quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Para mais 
	de 90% dos enfermeiros questionados, a comunica&ccedil;&atilde;o para ser terap&ecirc;utica deve: atender &agrave; individualidade da pessoa; 
	identificar as verdadeiras necessidades de sa&uacute;de das pessoas; contribuir para a melhoria da pr&aacute;tica de enfermagem; responder 
	&agrave;s verdadeiras necessidades de sa&uacute;de das pessoas; aumentar a efic&aacute;cia da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica; 
	possuir valor terap&ecirc;utico complementar, aumentando ou complementando a efic&aacute;cia de outras interven&ccedil;&otilde;es. Quanto 
	aos itens "<i>ser utilizada de forma intencional</i>" e "<i>possuir valor cl&iacute;nico aut&oacute;nomo de outras 
	interven&ccedil;&otilde;es</i>", salienta&#45;se que, respetivamente 23,5% e 35,6% dos respondentes n&atilde;o concordaram (por 
	discord&acirc;ncia ou indecis&atilde;o) com estas afirma&ccedil;&otilde;es.</p>

	    
<p>Porque se destacam pela menor concord&acirc;ncia obtida, procedeu&#45;se ao cruzamento da concord&acirc;ncia dos enfermeiros quanto &agrave; express&atilde;o "<i>ser utilizada de forma intencional</i>" e "<i>possuir valor clinico aut&oacute;nomo de outras interven&ccedil;&otilde;es</i>", com as vari&aacute;veis de carateriza&ccedil;&atilde;o. Verifica&#45;se, de acordo com o <a href="#q5">quadro n&ordm; 5</a>, que a concord&acirc;ncia com a afirma&ccedil;&atilde;o "<i>ser utilizado de forma intencional</i>", &eacute; maior para os inquiridos com mais de 10 anos de experi&ecirc;ncia profissional, especialistas em enfermagem pela OE e docentes. Quanto ao grau acad&eacute;mico verifica&#45;se que todos os bachar&eacute;is concordam, sendo importante ter em conta a baixa percentagem de respondentes neste grupo e, em rela&ccedil;&atilde;o aos outros graus, o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia aumenta nos graus mais elevados, sendo que todos os doutores concordam.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="q5">

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q5.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Quanto &agrave; concord&acirc;ncia dos inquiridos com a express&atilde;o "<i>possui valor cl&iacute;nico aut&oacute;nomo de outras interven&ccedil;&otilde;es</i>", e pela an&aacute;lise do <a href="#q6">quadro n&ordm; 6</a>, verifica&#45;se que esta &eacute; maior para os doutores, para os que t&ecirc;m o t&iacute;tulo de especialista pela OE, para os docentes e para os que t&ecirc;m mais de 10 anos de exerc&iacute;cio profissional.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="q6">

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n11/n11a05q6.jpg"></p>

	    
<p><b>&nbsp;</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>

	    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise conjunta dos resultados referentes aos aspetos caraterizadores da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, verifica&#45;se que os enfermeiros parecem n&atilde;o ter d&uacute;vidas de que a utiliza&ccedil;&atilde;o desta est&aacute; presente em mais do que interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas. No entanto, perante a afirma&ccedil;&atilde;o de que toda a comunica&ccedil;&atilde;o que o enfermeiro utiliza &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, as opini&otilde;es s&atilde;o menos un&acirc;nimes. Estamos assim, perante resultados que parecem confirmar a afirma&ccedil;&atilde;o de que comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; uma express&atilde;o empregue de diferentes maneiras no dom&iacute;nio dos cuidados de enfermagem, uma vez que, para alguns, ela pode ter uma abordagem terap&ecirc;utica espec&iacute;fica e, para outros, abranger todas as intera&ccedil;&otilde;es cuidador &#150; cuidado (Rubenfeld &amp; Scheffer,1999).</p>

	    <p>No entanto, &eacute; fundamental n&atilde;o esquecer que a comunica&ccedil;&atilde;o deve fazer parte do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros, para que estes possam garantir o &ecirc;xito dos procedimentos t&eacute;cnicos e da conviv&ecirc;ncia que competem para uma melhor qualidade de vida da pessoa que necessita dos cuidados de enfermagem (Bertone et al., 2007) pois esta constitui a principal ferramenta terap&ecirc;utica de que disp&otilde;e o enfermeiro (Phaneuf, 2005). Falamos desta forma da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que, sendo uma componente essencial dos cuidados de sa&uacute;de para qualquer cliente (Tamparo &amp; Lindh,2008), &eacute; a base da enfermagem (Gefaell, 2007).&nbsp;</p>

	    <p>&Eacute; igualmente importante que os enfermeiros tenham em conta que, de entre as mensagens emitidas, algumas s&atilde;o volunt&aacute;rias ou intencionais e respondem &agrave;s necessidades do momento, outras por&eacute;m s&atilde;o involunt&aacute;rias (Phaneuf, 2005), tornando dif&iacute;cil que toda a comunica&ccedil;&atilde;o seja terap&ecirc;utica.</p>

	    <p>A constata&ccedil;&atilde;o de que s&atilde;o os especialistas pela OE e os que t&ecirc;m mais forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica a concordar menos com a afirma&ccedil;&atilde;o de que toda a comunica&ccedil;&atilde;o utilizada pelo enfermeiro &eacute; terap&ecirc;utica, permite&#45;nos considerar a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o profissional e acad&eacute;mica na aten&ccedil;&atilde;o a esta tem&aacute;tica, sobretudo tendo em conta que a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; um comportamento adquirido, exige um compromisso ativo, n&atilde;o depende da sorte nem &eacute; casual (Fuller, 2007) o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o nesta mat&eacute;ria.</p>

	    <p>Nesta sequ&ecirc;ncia, quando s&atilde;o apresentados aos inquiridos alguns aspetos que de acordo com v&aacute;rios autores caraterizam a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, h&aacute;, como j&aacute; referimos, uma quase unanimidade com a maioria deles. Evidencia&#45;se por&eacute;m a menor concord&acirc;ncia com as afirma&ccedil;&otilde;es "<i>ser utilizada de forma intencional</i>" e "<i>possuir valor cl&iacute;nico aut&oacute;nomo de outras interven&ccedil;&otilde;es</i>".</p>

	    <p>O n&atilde;o reconhecimento, por parte de alguns enfermeiros, da import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o intencional da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, pode p&ocirc;r em causa a efic&aacute;cia da mesma e dessa forma contribuir para o insuficiente reconhecimento da dimens&atilde;o humana na sa&uacute;de, identificado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (2008), sendo que, pelo contr&aacute;rio, o seu uso efectivo pode constituir&#45;se num contributo importante para que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de adaptem as suas respostas &agrave; especificidade de cada individuo e comunidade, aumentando assim os ganhos em sa&uacute;de (OMS, 2008).</p>

	    <p>Estabelecer um paralelismo entre a afirma&ccedil;&atilde;o "<i>possuir valor terap&ecirc;utico complementar, aumentando ou complementando a efic&aacute;cia de outras interven&ccedil;&otilde;es</i>" onde a concord&acirc;ncia dos inquiridos foi quase total, com a afirma&ccedil;&atilde;o "<i>possuir valor cl&iacute;nico aut&oacute;nomo de outras interven&ccedil;&otilde;es</i>" em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qual 35,6% dos respondentes n&atilde;o concordaram, leva&#45;nos a refletir sobre as dimens&otilde;es interdependente e aut&oacute;noma dos cuidados de enfermagem. Ainda que a complementaridade da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica possa ocorrer tanto em rela&ccedil;&atilde;o a interven&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas como interdependentes, parece&#45;nos oportuno ter em conta que, e de acordo com o Regulamento do Exerc&iacute;cio Profissional dos Enfermeiros &#45; REPE (Decreto Lei n&ordm; 161/96 de 4 de setembro) no n&ordm; 2 do artigo 9&ordm;, se consideram "aut&oacute;nomas as a&ccedil;&otilde;es realizadas pelo enfermeiro sob sua &uacute;nica e exclusiva iniciativa e responsabilidade de acordo com as respetivas qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais...", o que parece incluir a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, pois, como afirma Gefaell (2007), a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; parte do papel aut&oacute;nomo do enfermeiro e requer pensar de uma maneira espec&iacute;fica.</p>

	    <p>Existem por&eacute;m alguns enfermeiros para quem este aspeto parece n&atilde;o ser t&atilde;o claro, o que pode ter influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de utilizar ou mesmo na utiliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica na sua verdadeira abrang&ecirc;ncia, aspeto da maior relev&acirc;ncia, refor&ccedil;ado pelo estudo de Pontes, Leit&atilde;o e Ramos, (2008), ao concluir que o processo de comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica deve ser priorizado como actividade de enfermagem relevante e essencial, para efectivar a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica enfermeiro paciente.</p>

	    <p>O facto de se tratar, como temos vindo a referir, de aspetos que sendo importantes na caracteriza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica v&atilde;o influenciar na concretiza&ccedil;&atilde;o da mesma e que n&atilde;o congregam a unanimidade dos respondentes, levou&#45;nos a procurar de entre estes os que manifestaram maior concord&acirc;ncia. Encontramos uma tend&ecirc;ncia de maior concord&acirc;ncia nos enfermeiros que trabalham h&aacute; mais de 10 anos, s&atilde;o especialistas em enfermagem pela OE, s&atilde;o docentes, e doutores. A import&acirc;ncia dos aspetos apresentados &eacute; referida por autores como Carvalho <i>et al.,</i> (2008), ao identificar o tempo de servi&ccedil;o como indicador de experi&ecirc;ncia que influencia na tomada de decis&atilde;o, e por Benner (2001) que, ao ter por base a experi&ecirc;ncia, refere que s&atilde;o enfermeiros com mais experi&ecirc;ncia que est&atilde;o mais pr&oacute;ximos do estado de proficiente, aquele que &eacute; capaz de percecionar as situa&ccedil;&otilde;es na sua globalidade, ou de perito, que tem uma enorme experi&ecirc;ncia e compreende de maneira intuitiva cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verifica&#45;se assim, pelas respostas dos enfermeiros, que tanto o percurso profissional como o formativo, que acontecem frequentemente em simult&acirc;neo, t&ecirc;m influ&ecirc;ncia na forma como estes se posicionam em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, sendo que esta ideia pode ser refor&ccedil;ada por Negreiros<i>, Fernandes</i>, Macedo&#45;Costa e Silva (2010) ao apresentarem como conclus&atilde;o do seu estudo a import&acirc;ncia de um maior investimento na educa&ccedil;&atilde;o permanente, alertando e esclarecendo os profissionais sobre a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>

	    <p>O estudo efectuado permite concluir que, a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; considerada pelos enfermeiros necess&aacute;ria em mais do que s&oacute; interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas, havendo enfermeiros que consideram que toda a comunica&ccedil;&atilde;o que utilizam &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e outros que n&atilde;o comungam desta opini&atilde;o.&nbsp;</p>

	    <p>Globalmente existe uma manifesta concord&acirc;ncia dos inquiridos em rela&ccedil;&atilde;o aos aspetos caraterizadores da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, salientando&#45;se no entanto o facto de esta concord&acirc;ncia ser menor quando se refere ao uso intencional e ao valor cl&iacute;nico aut&oacute;nomo, fundamentais para o desenvolvimento da dimens&atilde;o aut&oacute;noma dos cuidados.</p>

	    <p>Salienta&#45;se tamb&eacute;m que os inquiridos que mais referem concordar com os itens caraterizadores da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica trabalham h&aacute; mais tempo, s&atilde;o especialistas pela OE, t&ecirc;m grau acad&eacute;mico mais elevado e s&atilde;o docentes, o que nos permite refletir no que se refere &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e &agrave; forma como esta &eacute; tida em conta pelos enfermeiros, na import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e profissional, e da experi&ecirc;ncia/ percurso profissional.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Relev&acirc;ncia para a Pr&aacute;tica Cl&iacute;nica</b></p>

	    <p>Os resultados deste estudo permitem conhecer n&atilde;o s&oacute; a forma como os enfermeiros relevam os aspetos apresentados, como tamb&eacute;m identificar vari&aacute;veis que influenciam a opini&atilde;o dos mesmos. Esta identifica&ccedil;&atilde;o permite&#45;nos sugerir a inclus&atilde;o e/ou o aprofundamento dos aspetos relacionados com a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, sobretudo na forma&ccedil;&atilde;o inicial dos enfermeiros e ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua desde o in&iacute;cio da atividade profissional, o que acreditamos se ir&aacute; refletir numa utiliza&ccedil;&atilde;o mais efectiva e adequada da comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, e, dessa forma, em cuidados de enfermagem que respondam &agrave;s verdadeiras necessidades de sa&uacute;de das pessoas em cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Alexandre, N. M., e Coluci, M. O. (2011). Validade de conte&uacute;do nos processos de constru&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de instrumentos de medidas. <i>Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, <i>16</i>(7),&nbsp; 3061&#45;3068. Acedido em <a href="http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n7/06.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n7/06.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1647-2160201400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benner, P. (2001). <i>De Iniciado a Perito.</i> Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1647-2160201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bertone, T. B., Ribeiro, A. P., e Guimar&atilde;es, J. (2007). Considera&ccedil;&otilde;es sobre o relacionamento interpessoal enfermeiro&#45;paciente. <i>Revista Fafibe On Line</i><i>, 3</i>, 1&#45;5. Acedido em <a href="http://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistafafibeonline/sumario/11/19042010141352.pdf" target="_blank">http://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistafafibeonline/sumario/11/19042010141352.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1647-2160201400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho, E. C., Mello, A. D., Napole&atilde;o, A. A., Bachion, M. M., Dalri, M. C., e Canini, S. R. (2008). Valida&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico de enfermagem: Reflex&atilde;o sobre dificulddaes enfrentadas por pesquisadores. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Enfermagem</i>, <i>10</i>(1), 235&#45;240. Acedido em <a href="http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n1/v10n1a22.htm" target="_blank">http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n1/v10n1a22.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1647-2160201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coutinho, C. P. (2011). <i>Metodologias de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e Huimanas: Teoria e Pr&aacute;tica.</i> Coimbra: Almedina.</p>

	    <p>Decreto Lei n&ordm; 161/96 de 4 de Setembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm;205/96 &#45; I S&eacute;rie &#45; A</i>. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Lisboa.</p>

	    <!-- ref --><p>Fortin, M. F. (2009). <i>Fundamentos e etapas do processo de investiga&ccedil;&atilde;o.</i> Loures: Lusodidacta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1647-2160201400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fuller, J. K. (2007). <i>Instrumentaci&oacute;n quir&uacute;rgica: Teoria, t&eacute;cnicas y procedimientos.</i> Quer&eacute;taro M&eacute;xico: Editorial Medica Panamericna.</p>

	    <!-- ref --><p>Gefaell, C. V. (2007). <i>Comunicaci&oacute;n Terap&eacute;utica en Enfermer&iacute;a.</i> Madrid: Difusi&oacute;n Avances de Enfermer&iacute;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1647-2160201400020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Gomes, F., Amendoeira, J., e Martins, M. (2012). A comunica&ccedil;&atilde;o no processo terap&ecirc;utico das familias de doentes mentais. <i>Revista Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental</i><i>, 7</i>, 54&#45;60. Acedido em <a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S1647-21602012000100009&script=sci_arttext&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S1647-21602012000100009&script=sci_arttext&tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1647-2160201400020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Negreiros, P. D., Fernandes, M. D., Macedo&#45;Costa, K. N., e Silva, G. R. (2010). C<i>omunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica entre enfermeiros e pacientes de uma unidade hospitalar.</i> Revista Eletr&ocirc;nica de Enfermagem, <i>12</i>(1), 120&#45;132. Acedido em <a href="http://revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/9529" target="_blank">http://revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/9529</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1647-2160201400020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (2008). <i>Relat&oacute;rio Mundial de Sa&uacute;de 2008: Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios Agora Mais que Nunca.</i> Lisboa: Alto Comissariado da Sa&uacute;de, Acedido em <a href="http://www.who.int/whr/2008/whr08_pr.pdf" target="_blank">http://www.who.int/whr/2008/whr08_pr.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1647-2160201400020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Phaneuf, M. (2005). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, entrevista, rela&ccedil;&atilde;o de ajuda e valida&ccedil;&atilde;o.</i> Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201400020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pontes, A. C., Leit&atilde;o, I. M., e Ramos, I. C. (2008<i>).</i> Comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em enfermagem: Instrumento essencial do cuidado<i>.</i> <i>Revista Brasileira de Enfermagem, 6</i>(3), 312&#45;318. Acedido em <a href="http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n3/a06v61n3.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n3/a06v61n3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201400020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubenfeld, M. G., &amp; Scheffer, B. K. (1999). <i>Raisonnement critique en soins infirmiers: Guide d'apprentissage.</i> Paris: De Boeck Universit&eacute; s.a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1647-2160201400020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Rulicki, S., &amp; Cherny, M. (2007). <i>Comunicaci&oacute;n No Verbal: Como la inteligencia emocional se expressa a trav&eacute;s de los gestos.</i> Buenos Aires: Ediciones Granica, S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1647-2160201400020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Stuart, G. W., &amp; Laraia, M. T. (2006). <i>Enfermer&iacute;a psiqui&aacute;trica: Principios y pr&aacute;ctica</i>(8&ordf; ed.). Madrid: Elsevier Espa&ntilde;a S. A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1647-2160201400020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Tamparo, C. T., &amp; lindh, W. Q. (2008). <i>Therapeutic Communication for Health Professionals</i> (3&ordf; ed.)<i>.</i> New York: Delmar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1647-2160201400020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Williams, C., &amp; Davis, C. (2005). <i>Therapeutic Interacton in Nursing.</i> London: Jones and Bartlett Publishers&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1647-2160201400020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wold, G. H. (2013). <i>Enfermagem Gerontol&oacute;gica</i> (5&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Elsevier Editora Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1647-2160201400020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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	    <p>Recebido em 25 de mar&ccedil;o de 2014</p>

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