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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[BACKGROUND: Circadian rhythms in humans, as well as being aligned or synchronized by zeitgebers of physical nature, are also synchronized by zeitgebers of social nature. Changing the zeitgebersexposes the person to great possibilities of becoming ill. Several opinions suggest that people addicted to illicit psychoactive substances have their own rhythms that do not synchronize with the rhythms of society, nor with biological rhythms. AIM: To describe the Social Rhythms (SMR) and the social Activity Level Index (ALI) of people in methadone substitution program. METHODS: 47 subjects with opioid dependence attending a methadone substitution program. Instruments: Social Rhythms Metric; Graffar Index and Socio-Demographic and Clinical Data Questionnaire. All ethical procedures were respected. For statistical analysis we used the IBM SPSS Statistics, version 19.0. Was considered statistically significant a p value < .05. RESULTS: The separated/divorced had higher ALI, followed by single and married. The unemployed had higher ALI than employees. Employees showed lower values of SMR. Individuals with children had lower ALI and SMR. The subjects showed regularity of social rhythms, although showing very low level of social activity. CONCLUSIONS: In addition to the significant relationships to socio-demographic variables, the data also show that individuals have social rhythmicity, although with poor social relationships, which indicates a decrease in social interaction, with implicit negative health consequences.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[CONTEXTO: Los ritmos circadianos en los seres humanos, así como estar alineados o sincronizados por zeitgebers de la naturaleza física (por ejemplo, ciclo de luz/oscuridad), también están sincronizados por zeitgebers naturaleza social. El alteración los zeitgebers expone la persona a las grandes posibilidades de enfermarse. Opiniones diversas sugieren que las personas dependientes de las drogas ilegales tienen sus propios ritmos que no se sincronizan con los ritmos de la sociedad y los ritmos biológicos OBJETIVO: Describir los ritmos sociales (MRS) y el nivel de actividad social (INA) de las personas en el programa de sustitución con metadona. METODOLOGÍA: 47 sujetos con dependencia de opiáceos integrados en un programa de sustitución con metadona. Instrumentos: Métrica de los Ritmos Sociales; Índice de Graffar e Cuestionario de Datos Socio Demográficos y Clínicos. Todos los procedimientos éticos fueron respetados. Para el análisis estadístico se utilizó el IBM SPSS Statistics, versión 19.0. Se consideró estadísticamente significativo un valor de p < .05. RESULTADOS: Los separados/divorciados tuvieron mayor INA, seguido de solteros y casados. Los desempleados tenían una mayor actividad social que los empleados. Los empleados mostraron valores inferiores de MRS. Las personas con hijos tuvieron menor INA y MRS. Los sujetos mostraron regularidad de los ritmos sociales, aunque con muy bajo nivel de actividad social. CONCLUSIONES:Además de las relaciones significativas con las variables sociodemográficas, los datos también decir que los individuos tienen la ritmicidad social, aunque con pobres relaciones sociales, lo que indica una disminución de la interacción social, con consecuencias negativas para la salud.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos cronobiológicos]]></kwd>
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<kwd lng="es"><![CDATA[Trastornos relacionados con sustancias]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Participación social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ritmos sociais e volume de atividade social de pessoas em programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Social rhythms and volume of social activity of people on methadone substitution program</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ritmos sociales y volumen de la actividad social de las personas en programa de sustituci&oacute;n con metadona</b></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Ermelinda Macedo*, e Carlos Fernandes da Silva**</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>*Doutora em Psicologia; Enfermeira especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica; Professora Adjunta na Universidade do Minho, Escola Superior de Enfermagem, Edif&iacute;cio da Biblioteca, 3&ordm; Piso, Campus de Gualtar, 4710&#45;057 Braga, Portugal. E&#45;mail: <a href="mailto:emacedo@ese.uminho.pt">emacedo@ese.uminho.pt</a></p>

	    <p>**Doutor em Psicologia; Psic&oacute;logo Cl&iacute;nico; Professor Catedr&aacute;tico na Universidade de Aveiro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, 3810&#45;193 Aveiro, Portugal. E&#45;mail: <a href="mailto:csilva@ua.pt">csilva@ua.pt</a></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p><b>CONTEXTO</b>: Os ritmos circadianos no ser humano, para al&eacute;m de serem alinhados ou sincronizados por zeitgebers de natureza f&iacute;sica, tamb&eacute;m s&atilde;o sincronizados por zeitgebers de natureza social. A altera&ccedil;&atilde;o do zeitgebers exp&otilde;e a pessoa a grandes possibilidades de adoecer. Diversas opini&otilde;es sugerem que pessoas dependentes de subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas t&ecirc;m ritmos pr&oacute;prios que n&atilde;o se sincronizam com os ritmos da sociedade, nem com os ritmos biol&oacute;gicos.</p>

	    <p><b>OBJETIVO</b>: Descrever os ritmos sociais (MRS) e o n&iacute;vel de atividade social (INA) de pessoas em programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona.</p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b>: Participaram 47 sujeitos com depend&ecirc;ncia opi&aacute;cea a frequentar um programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona. <i>Instrumentos</i>: M&eacute;trica dos Ritmos Sociais; &Iacute;ndice de Graffar e Question&aacute;rio de Dados Sociodemogr&aacute;ficos e Cl&iacute;nicos. Todos os procedimentos &eacute;ticos foram respeitados. Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica recorreu&#45;se <i>ao IBM SPSS Statistics, vers&atilde;o 19.0.</i> Foi considerado estatisticamente significativo um valor de <i>p</i> &lt;.05.</p>

	    <p><b>RESULTADOS</b>: Os separados/divorciados possu&iacute;am maior INA, seguidos dos solteiros e casados. Os desempregados possu&iacute;am maior lNA que os empregados. Os empregados revelaram valores inferiores de MRS. Os sujeitos com filhos apresentaram menor INA e MRS. Os sujeitos revelaram <i>regularidade dos ritmos sociais</i>, embora apresentassem <i>muito baixo n&iacute;vel de atividade social.</i></p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> Para al&eacute;m das rela&ccedil;&otilde;es significativas com algumas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, os dados tamb&eacute;m dizem que os sujeitos apresentam ritmicidade social, embora com rela&ccedil;&otilde;es sociais pobres, o que indica uma diminui&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o social, com as impl&iacute;citas consequ&ecirc;ncias negativas na sa&uacute;de.</p>

	    <p><b>Palavras&#150;Chave:</b> Transtornos cronobiol&oacute;gicos; Metadona; Transtornos relacionados ao uso de subst&acirc;ncias; Participa&ccedil;&atilde;o social</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p><b>BACKGROUND:</b> Circadian rhythms in humans, as well as being aligned or synchronized by zeitgebers of physical nature, are also synchronized by zeitgebers of social nature. Changing the zeitgebersexposes the person to great possibilities of becoming ill. Several opinions suggest that people addicted to illicit psychoactive substances have their own rhythms that do not synchronize with the rhythms of society, nor with biological rhythms.</p>

	    <p><b>AIM</b>: To describe the Social Rhythms (SMR) and the social Activity Level Index (ALI) of people in methadone substitution program.</p>

	    <p><b>METHODS:</b> 47 subjects with opioid dependence attending a methadone substitution program. <i>Instruments</i>: Social Rhythms Metric; Graffar Index and Socio&#45;Demographic and Clinical Data Questionnaire. All ethical procedures were respected. For statistical analysis we used the <i>IBM SPSS Statistics, version 19.0</i>. Was considered statistically significant a <i>p</i> value &lt; .05.</p>

	    <p><b>RESULTS</b>: The separated/divorced had higher ALI, followed by single and married. The unemployed had higher ALI than employees. Employees showed lower values of SMR. Individuals with children had lower ALI and SMR. The subjects showed regularity of social rhythms, although showing very low level of social activity.</p>

	    <p><b>CONCLUSIONS</b>: In addition to the significant relationships to socio&#45;demographic variables, the data also show that individuals have social rhythmicity, although with poor social relationships, which indicates a decrease in social interaction, with implicit negative health consequences.</p>

	    <p><b>Keywords:</b> Chronobiology disorders; Methadone; Substance&#45;related disorders; Social participation</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>RESUMEN</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONTEXTO:</b> Los ritmos circadianos en los seres humanos, as&iacute; como estar alineados o sincronizados por zeitgebers de la naturaleza f&iacute;sica (por ejemplo, ciclo de luz/oscuridad), tambi&eacute;n est&aacute;n sincronizados por zeitgebers naturaleza social. El alteraci&oacute;n los zeitgebers expone&nbsp; la persona a las grandes posibilidades de enfermarse. Opiniones diversas sugieren que las personas dependientes de las drogas ilegales tienen sus propios ritmos que no se sincronizan con los ritmos de la sociedad y los ritmos biol&oacute;gicos</p>

	    <p><b>OBJETIVO</b>: Describir los ritmos sociales (MRS) y el nivel de actividad social (INA) de las personas en el programa de sustituci&oacute;n con metadona.</p>

	    <p><b>METODOLOG&Iacute;A:</b> 47 sujetos con dependencia de opi&aacute;ceos integrados en un programa de sustituci&oacute;n con metadona. Instrumentos: M&eacute;trica de los Ritmos Sociales; &Iacute;ndice de Graffar e Cuestionario de Datos Socio Demogr&aacute;ficos y Cl&iacute;nicos. Todos los procedimientos &eacute;ticos fueron respetados. Para el an&aacute;lisis estad&iacute;stico se utiliz&oacute; el <i>IBM SPSS Statistics, versi&oacute;n 19.0</i>. Se consider&oacute; estad&iacute;sticamente significativo un valor de <i>p</i> &lt; .05.</p>

	    <p><b>RESULTADOS:</b> Los separados/divorciados tuvieron mayor INA, seguido de solteros y casados. Los desempleados ten&iacute;an una mayor actividad social que los empleados. Los empleados mostraron valores inferiores de MRS. Las personas con hijos tuvieron menor INA y MRS. Los sujetos mostraron regularidad de los ritmos sociales, aunque con muy bajo nivel de actividad social.</p>

	    <p><b>CONCLUSIONES:</b>Adem&aacute;s de las relaciones significativas con las variables sociodemogr&aacute;ficas, los datos tambi&eacute;n decir que los individuos tienen la ritmicidad social, aunque con pobres relaciones sociales, lo que indica una disminuci&oacute;n de la interacci&oacute;n social, con consecuencias negativas para la salud.</p>

	    <p><b>Descriptores:</b> Trastornos cronobiol&oacute;gicos; Metadona; Trastornos relacionados con sustancias; Participaci&oacute;n social</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>

	    <p>A cronobiologia (do grego, crono = tempo + bio = vida + logo = ci&ecirc;ncia) salienta o estudo do quando (ritmos), sendo a disciplina que estuda os ritmos biol&oacute;gicos, a sua origem, os processos de sincroniza&ccedil;&atilde;o com os ritmos ambientais, as altera&ccedil;&otilde;es da estrutura temporal dos organismos e a aplica&ccedil;&atilde;o destes conhecimentos na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e bem&#45;estar.</p>

	    <p>Os ritmos biol&oacute;gicos s&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es do nosso organismo que variam no tempo de forma c&iacute;clica. A unidade do ritmo que se repete chama&#45;se "ciclo" (Silva, 2000). Existem diversos ritmos biol&oacute;gicos: os ritmos ultradianos, cuja frequ&ecirc;ncia &eacute; superior a um ciclo por dia (ex., ritmo card&iacute;aco), ritmos infradianos, quando a sua frequ&ecirc;ncia &eacute; inferior a um ciclo por dia (ex., ritmo menstrual) e ritmos circadianos, cuja frequ&ecirc;ncia &eacute; de cerca de 1 dia (ex., ritmo sono&#45;vig&iacute;lia) (Silva et al., 1996; Silva, 2000). Para os ritmos em que n&atilde;o se comprovou o car&aacute;ter end&oacute;geno fala&#45;se em ritmos ultradiais, infradiais e circadiais (Silva et al., 1996).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ritmos circadianos no ser humano, para al&eacute;m de serem alinhados ou sincronizados por zeitgebers (do alem&atilde;o zeit = tempo, geber = dar<i>)</i> de natureza f&iacute;sica (ex., ciclo claro/escuro), tamb&eacute;m s&atilde;o sincronizados por zeitgebers de natureza social (ex., hor&aacute;rios de trabalho, atividades de lazer, rotinas pessoais e sociais).</p>

	    <p>O comportamento humano di&aacute;rio &eacute; tamb&eacute;m influenciado pelas exig&ecirc;ncias quotidianas da vida social. O padr&atilde;o de rotinas sociais di&aacute;rio para a maior parte das pessoas desenrola&#45;se segundo uma sequ&ecirc;ncia espec&iacute;fica, ou seja, sono (durante a noite); trabalho (compreendido entre a manh&atilde; e a tarde) e; tempo livre (desde o fim do trabalho at&eacute; &agrave; hora de um novo per&iacute;odo de descanso). A forma como as atividades est&atilde;o estruturadas na sociedade tamb&eacute;m refor&ccedil;a esta sequ&ecirc;ncia (Silva, Rodrigues, Klein, &amp; Macedo, 2000). A altera&ccedil;&atilde;o do zeitgebers exp&otilde;e a pessoa a grandes possibilidades de adoecer em v&aacute;rias dimens&otilde;es apenas porque desalinha os ritmos biol&oacute;gicos (ex., ritmo sono/vig&iacute;lia, alimenta&ccedil;&atilde;o, ritmo card&iacute;aco, ritmos menstrual, entre outros).</p>

	    <p>A cronobiologia provoca, desta forma, reflex&atilde;o sobre a organiza&ccedil;&atilde;o temporal da sociedade e traz para o mundo acad&eacute;mico quest&otilde;es ligadas &agrave; qualidade de vida, seja no sentido estrito do mundo do trabalho, seja no sentido amplo do enriquecimento dos conceitos de qualidade do ambiente (Rotenberg, Marques, &amp; Menna&#45;Barreto, 1997).</p>

	    <p>Diversas opini&otilde;es sugerem que pessoas dependentes de subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas t&ecirc;m um estilo de vida pr&oacute;prio, isto &eacute;, ritmos pr&oacute;prios que n&atilde;o se sincronizam com os ritmos da sociedade, nem com os ritmos biol&oacute;gicos. Frequentemente o mundo &eacute; dividido em duas partes distintas: em "N&oacute;s" &#150; "endogrupo" e "Eles" &#150; "exogrupo" (Neto, 1998). O mesmo autor acrescenta que "O mero facto de categorizar as pessoas em dois grupos, um ao qual se pertence (endogrupo) e o outro a que n&atilde;o se pertence (exogrupo) tem influ&ecirc;ncia sobre o comportamento e a perce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo" (p. 543).</p>

	    <p>Frequentemente, chega&#45;nos informa&ccedil;&atilde;o sobre pessoas que usam no seu quotidiano subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas, que nos induz a pensar que vivem &agrave; margem das normas sociais institu&iacute;das, sem hor&aacute;rios determinados para as atividades di&aacute;rias, sem interesses (interesses da sociedade ou aquilo que a sociedade espera do cidad&atilde;o), &agrave;s quais s&atilde;o tamb&eacute;m atribu&iacute;dos os furtos na cidade, a maioria das perturba&ccedil;&otilde;es da ordem p&uacute;blica e at&eacute; a dissemina&ccedil;&atilde;o de algumas doen&ccedil;as. Importa referir que, como afirma Cabral (1998), &laquo;Quer se queira quer n&atilde;o a palavra "droga" tem ligada a si uma carga "moral" no sentido mais geral deste &uacute;ltimo conceito, isto &eacute;, referente a h&aacute;bitos de vida relacionados com condutas consideradas correctas e incorrectas&raquo; (p. 4).</p>

	    <p>Apesar de n&atilde;o se conhecer investiga&ccedil;&atilde;o sobre os ritmos sociais dos toxicodependentes, parece haver um elevado grau de concord&acirc;ncia entre a opini&atilde;o p&uacute;blica e a de profissionais de sa&uacute;de que trabalham de perto com toxicodependentes, no que respeita &agrave; dessincroniza&ccedil;&atilde;o do estilo de vida desse grupo &#150; "exogrupo".</p>

	    <p>Tendo por base a aprecia&ccedil;&atilde;o dos ritmos sociais do toxicodependente e a literatura que sugere que este tem uma forma de se relacionar com o tempo muito pr&oacute;pria e exclusiva, alterando o bem&#45;estar f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social, pretende&#45;se, com este estudo, identificar os ritmos sociais de sujeitos que consomem subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas integrados num programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Metodologia</b></p>

	    <p>Participantes<i>:</i>participaram no estudo 47 sujeitos toxicodependentes integrados no programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona de um centro de atendimento a toxicodependentes da zona norte de Portugal. A sele&ccedil;&atilde;o dos sujeitos foi efetuada de forma aleat&oacute;ria de entre o total de utentes inseridos nesse programa terap&ecirc;utico. Foram tidos em considera&ccedil;&atilde;o todos os procedimentos &eacute;ticos de acordo com os padr&otilde;es estabelecidos na Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Instrumentos<i>:</i> O Instrumento utilizado para a identifica&ccedil;&atilde;o dos ritmos sociais foi a M&eacute;trica de Ritmos Sociais desenvolvida por Monk, Flaherty, Frank, Hoskinson, &amp; Krupfer (1990). no &acirc;mbito de uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a poss&iacute;vel a&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&atilde;o dos zeitgeberssociais na etiologia da depress&atilde;o e traduzida e adaptada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Silva e Silv&eacute;rio (1997). Este instrumento foi preenchido pelos sujeitos durante duas semanas (14 dias consecutivos). Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra foi elaborado um question&aacute;rio de dados sociodemogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos. Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica foi aplicado o &Iacute;ndice de Graffar do qual resultam cinco n&iacute;veis de classes sociais: baixa; m&eacute;dia/baixa; m&eacute;dia; m&eacute;dia/alta e alta.</p>

	    <p>An&aacute;lise dos dados: Na an&aacute;lise estat&iacute;stica foram determinadas m&eacute;dias, medianas e desvios&#45;padr&atilde;o; efetuadas correla&ccedil;&otilde;es utilizando o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson e, ainda, realizadas estat&iacute;sticas n&atilde;o param&eacute;tricas com os testes de Kruskal&#45;Wallis e Mann&#45;Whitney. Para calcular o &iacute;ndice de ritmicidade social foi aplicado o algoritmo desenvolvido pelos autores (Monk et al., 1990, Monk, Kupfer, Frank, &amp; Ritenour, 1991) na vers&atilde;o inform&aacute;tica de cota&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica do Laborat&oacute;rio de Psicologia da Universidade do Minho. Em termos de cota&ccedil;&atilde;o, os dados relativos a cada semana foram analisados como uma unidade, de modo a chegar&#45;se a um score que pode variar entre 0 (m&iacute;nimo) e 7 (m&aacute;ximo). A um maior valor na cota&ccedil;&atilde;o corresponde uma maior regularidade dos ritmos sociais. Para a medi&ccedil;&atilde;o da quantidade ou volume das atividades sociais, foi desenvolvido o &Iacute;ndice do N&iacute;vel de Atividade Social (INA), independentemente da regularidade com que foram executadas. Este &iacute;ndice tem sempre uma refer&ecirc;ncia temporal semanal variando entre 0 e 119.O tratamento estat&iacute;stico para o teste das hip&oacute;teses foi efetuado com o programa <i>Statistical Package for Social Sciences &#150; IBM SPSS</i> <i>vers&atilde;o 19.0</i>. Em todas as an&aacute;lises foi considerado estatisticamente significativo um valor de <i>p &nbsp;</i>&lt;.05.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Resultados</b></p>

	    <p>A ritmicidade social e o volume de atividade social foram avaliados em 47 sujeitos integrados num programa de substitui&ccedil;&atilde;o com metadona, os quais preencheram durante 14 dias consecutivos (2 semanas) a m&eacute;trica dos ritmos sociais (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="t1">

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/nspe2/spe2a13t1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Verific&aacute;mos que os indiv&iacute;duos da nossa amostra revelam regularidade dos ritmos sociais (M= 4.16; SD= 0.99), embora apresentem muito baixo n&iacute;vel de atividade social (M= 38.2; SD= 12.2) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="t2">

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpesm/nspe2/spe2a13t2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>A an&aacute;lise de Kruskal&#45;Wallis revelou que os solteiros, casados e separados/divorciados s&oacute; se distinguem entre si relativamente ao n&iacute;vel m&eacute;dio de atividade social (c<sup>2</sup>=12.00, p=.002), sendo os sujeitos casados ou a viverem em uni&atilde;o de facto que apresentam valores mais baixos (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	<a name="t3">

	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/nspe2/spe2a13t3.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Relativamente &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos sujeitos empregados e desempregados com o INA e o MRS, pelos postos m&eacute;dios, verificou&#45;se que os desempregados possu&iacute;am maior n&iacute;vel de atividade social (MR= 26.85) e maior ritmicidade social (MR= 25.42), apresentando um significado estat&iacute;stico residual no que diz respeito ao INA (U= 183.5, p= .077)&nbsp; . Pela an&aacute;lise de Mann&#45;Whitney, e pelos postos m&eacute;dios, verific&aacute;mos que os sujeitos que t&ecirc;m filhos possu&iacute;am menor INA (MR= 19.74) e menor MRS (MR= 21.76), encontrando&#45;se tamb&eacute;m um significado estat&iacute;stico marginal para o INA (U = 185, p =.079).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>

	    <p>Pela pesquisa realizada, deteta&#45;se que a cronobiologia n&atilde;o tem sido alvo de an&aacute;lise no que diz respeito aos comportamentos sociais das pessoas que consomem subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas. Neste sentido, os resultados deste estudo s&atilde;o dif&iacute;ceis de comparar devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de investiga&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno em estudo. Assim, a discuss&atilde;o destes resultados baseia&#45;se, essencialmente, na experi&ecirc;ncia que os investigadores possuem com este grupo cl&iacute;nico.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo, os sujeitos que t&ecirc;m uma ocupa&ccedil;&atilde;o, comparados com os que n&atilde;o t&ecirc;m, possuem valores de INA mais baixos, provavelmente pela indisponibilidade de tempo para se envolverem na realiza&ccedil;&atilde;o de atividades sociais. Por outro lado, a ritmicidade social dos sujeitos que t&ecirc;m uma ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais baixa do que a dos desempregados, talvez porque os hor&aacute;rios de trabalho n&atilde;o s&atilde;o cumpridos rigorosamente, o que altera as horas do di&aacute;rio das atividades medidas pela MRS. Tamb&eacute;m, a experi&ecirc;ncia que possu&iacute;mos com pessoas toxicodependentes, diz&#45;nos que, frequentemente, n&atilde;o se vinculam o suficiente &agrave; atividade profissional e que o absentismo &eacute; frequente. Por outro lado, os dados confirmam maiores valores de INA e de MRS para os desempregados. Arriscamos afirmar que, frequentemente, se observa que os toxicodependentes dependem de outrem (normalmente da fam&iacute;lia ou de institui&ccedil;&otilde;es que lhes oferecem abrigo) durante muito tempo e at&eacute; muito tarde. Este facto poder&aacute; ajudar a interpretar este resultado na medida em que os hor&aacute;rios destes sujeitos est&atilde;o dependentes, a maior parte das vezes, do agregado familiar ou das institui&ccedil;&otilde;es que os recebem. O volume de atividades sociais &eacute; mais elevado tamb&eacute;m nos sujeitos desempregados, provavelmente pela disponibilidade de tempo que lhe permite aumentar a intera&ccedil;&atilde;o social.</p>

	    <p>Os dados sugerem, ainda, que os sujeitos que t&ecirc;m filhos apresentam um valor de INA mais baixo do que os que n&atilde;o t&ecirc;m filhos, provavelmente pela dificuldade que ainda mant&ecirc;m de socializa&ccedil;&atilde;o e de integra&ccedil;&atilde;o social.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>

	    <p>Os dados apontam para que os sujeitos da nossa amostra estejam sincronizados com os hor&aacute;rios que a sociedade estruturou para a vida di&aacute;ria e apresentem rela&ccedil;&otilde;es sociais pobres em termos de quantidade, isto &eacute;, revelam regularidade dos ritmos sociais (MRS) embora apresentem muito baixo n&iacute;vel de atividade social (INA).</p>

	    <p>Desta forma, constatamos que, no que diz respeito &agrave; ritmicidade social, atendendo ao indicador de &iacute;ndice de atividade social (INA), a nossa amostra est&aacute; empobrecida em termos de "volume" de atividades, o que nos indica uma diminui&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o social, com todas consequ&ecirc;ncias negativas que este facto tem para a sa&uacute;de.</p>

	    <p>No que diz respeito aos sujeitos desta amostra torna&#45;se necess&aacute;rio ter aten&ccedil;&atilde;o redobrada relativamente &agrave; vida social.A reinser&ccedil;&atilde;o social traz consigo altera&ccedil;&otilde;es positivas na intera&ccedil;&atilde;o social e, portanto, deve ser pensada logo desde o in&iacute;cio de qualquer processo terap&ecirc;utico. Tal como Patr&iacute;cio (2002) afirma, "Promover a inser&ccedil;&atilde;o social, profissional ou escolar, sem socializar &eacute; promover um equ&iacute;voco" (p.168).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Implica&ccedil;&otilde;es para a Pr&aacute;tica Cl&iacute;nica</b></p>

	    <p>Atendendo ao encontrado, o tratamento das pessoas dependentes de subst&acirc;ncias psicoativas deve proporcionar&#45;lhes rela&ccedil;&otilde;es sociais de qualidade e ajuda na cria&ccedil;&atilde;o de meios pessoais e humanos para conseguirem, para eles pr&oacute;prios, intera&ccedil;&otilde;es sociais satisfat&oacute;rias.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parece&#45;nos que a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de neste campo deve ser mais enfatizada, devendo tamb&eacute;m ter como objetivo preencher essa car&ecirc;ncia de socializa&ccedil;&atilde;o. A reinser&ccedil;&atilde;o social deve fazer parte de qualquer projeto terap&ecirc;utico nesta &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m da frequ&ecirc;ncia das consultas, da administra&ccedil;&atilde;o, neste contexto, da subst&acirc;ncia agonista, do apoio social, os toxicodependentes podem necessitar de outras estruturas de suporte, e alguns precisam, com os t&eacute;cnicos de sa&uacute;de, de fazer grandes esfor&ccedil;os para atingir um n&iacute;vel adequado de socializa&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Os centros de dia ou unidades socio&#45;ocupacionais s&atilde;o recursos que permitem promover a socializa&ccedil;&atilde;o e, ainda, potencializar o processo terap&ecirc;utico desenvolvido em regime ambulat&oacute;rio. O indiv&iacute;duo mant&eacute;m, regularmente, a frequ&ecirc;ncia das consultas e frequenta estas estruturas com as suas atividades de din&acirc;mica de grupo. Aqui, os toxicodependentes (re)aprendem a fazer a gest&atilde;o das atividades di&aacute;rias, atendendo ao tempo dispon&iacute;vel, do espa&ccedil;o e dos limites, desenvolvendo compet&ecirc;ncias de socializa&ccedil;&atilde;o e o treino da autonomia.</p>

	    <p>Parece&#45;nos que o indiv&iacute;duo poder&aacute; ultrapassar dificuldades internas e relacionais atrav&eacute;s de atividades l&uacute;dicas, ocupacionais, pedag&oacute;gicas e pr&eacute;&#45;profissionais, possibilitando o reencontro do sujeito consigo mesmo e com os outros.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>

	    <!-- ref --><p>Cabral, J. (1998). 1&ordm; Semin&aacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas Sobre o Consumo de Drogas. A droga vista de fora: Algumas considera&ccedil;&otilde;es gerais. <i>Toxicodepend&ecirc;ncias</i>, <i>2</i>, 3&#45;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1647-2160201500010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Monk, T., Flaherty, J., Frank, E., Hoskinson, K., &amp; Krupfer, D. (1990). The social rhythm metric: an instrument to quantity the daily rhythms of life. <i>The Jounal of Nervous and Mental Disease</i>, <i>178</i>(2), 120&#45;126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1647-2160201500010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Monk, T., Kupfer, D., Frank, E., &amp; Ritenour, A. (1991). The social rhythm metric (SRM): Measuring daily social rhythms over 12 weeks. <i>Psychiatry Research</i>, <i>36</i>, 195&#45;207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1647-2160201500010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Neto, F. (1998). <i>Psicologia Social</i>. 1&ordm; vol. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1647-2160201500010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Patr&iacute;cio, L. (2002). <i>Droga &#150; para que se saiba</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Figueirinhas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1647-2160201500010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Rotenberg, L., Marques, N., &amp; Menna&#45;Barreto, L. (1997). Desenvolvimento da cronobiologia. In N. Marques, &amp; L. Menna&#45;Barreto (Eds.), <i>Cronobiologia: Princ&iacute;pios e aplica&ccedil;&otilde;es</i> (pp 23&#45;44). S&atilde;o Paulo: EDUSP, Editora Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1647-2160201500010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Silva, C., Pereira, A., Matos, P., Silv&eacute;rio, J., Parente, S., Domingos, M.,...&amp; Azevedo, M. (1996). <i>Manual Sinais Vitais: Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;s cronoci&ecirc;ncias</i>: Coimbra: Formasau &#150; Forma&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1647-2160201500010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Silva, C., e Silv&eacute;rio, J. (1997). <i>M&eacute;trica dos Ritmos Sociais</i>. Braga: Unidade Laboratorial de Neuropsicofisiologia da Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1647-2160201500010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Silva, C. (2000). Fundamentos te&oacute;ricos e aplica&ccedil;&otilde;es da cronobiologia. <i>Psicologia &#150; teoria, investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica</i>, <i>5</i>(2), Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1647-2160201500010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Silva, C., Rodrigues, P., Klein, J., &amp; Macedo, F. (2000). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o em Cronobiologia. Psicologia &#150; teoria, investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica</i>, <i>5</i>(2), Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1647-2160201500010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido a 25 de julho de 2014</p>

	    <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o a 30 de janeiro de 2015</p>

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