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</front><body><![CDATA[ <div>      <p align="right"><b>EDITORIAL CONVIDADO</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Os novos desafios para a saúde mental na europa</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Setting the scene: the panorama of mental health in europe</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Raul Cordeiro*</b></p>      <p>*Doutor em Ciências e Tecnologias da Saúde; Enfermeiro especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica; Investigador no CINTESIS - Center for Health Technology and Services Research; Investigador no VALORIZA – Research Center for Endogenous Resource Valorization; Professor Adjunto no Polytechnic Institute of Portalegre, Nursing Research Unit for South and Islands, Praça do Município, 11, 7300-110 Portalegre, Portugal. E-mail: <a href="mailto:raulcordeiro@ipportalegre.pt">raulcordeiro@ipportalegre.pt</a></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No dia em que escrevo este Editorial comemoram-se 70 anos desde que a Assembleia Geral da organização das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, em 1948.</p>      <p>Neste documento são enunciados os direitos considerados fundamentais para a vida do ser humano. São referidos os direitos individuais e coletivos, sem discriminação de raça, género, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.</p>      <p>Sobre a saúde, a Declaração enuncia no seu Artigo 25.º:</p>      <p><i>&ldquo;toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a <u>saúde e o bem-estar</u>, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade&rdquo;.</i></p>      <p>A luta pelos direitos humanos é, assim, por natureza, uma luta infindável na satisfação dos direitos de todos os homens.</p>      <p>Todos os direitos estabelecidos nos tratados internacionais de direitos humanos se aplicam a pessoas com problemas de saúde mental. </p>      <p>Os instrumentos internacionais de direitos humanos protegem os direitos das pessoas com transtorno mental e portador de deficiência seja física ou intelectual. </p>      <p>Este princípio de universalidade é reforçado pelos princípios de igualdade e não-discriminação, que estão incluídos nos instrumentos de direitos humanos.</p>      <p>Num relatório elaborado para a ONU sobre direitos humanos e deficiência, Bruce et al. (2002) observam que o processo de assegurar que as pessoas com deficiência desfrutam dos seus direitos é &ldquo;lento e desigual&rdquo; e por isso exige das sociedades um esforço acrescido e uma atenção mais dedicada.</p>      <p>Às pessoas portadoras de doença mental aplica-se um pressuposto de igual complexidade.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se pensarmos na saúde mental, nos vários contextos da vida pessoal e social compreendemos bem o longo caminho a percorrer no sentido da universalidade dos direitos humanos e qual deverá ser o futuro dos cuidados de saúde mental, em especial na Europa.</p>      <p>Os transtornos da saúde mental são um dos maiores desafios de saúde pública na Europa. Um problema silencioso com grande carga de incapacidade associada. Problemas como a depressão, a ansiedade e a esquizofrenia reúnem uma parte significativa das causas de reforma antecipada por incapacidade na Europa com elevado peso económico e social. </p>      <p>O <i>European Mental Health Action Plan</i> 2013-2020 (2015) sintetiza de forma muito prática os objetivos, os valores e a visão que incorporam os grandes desafios para a saúde mental na Europa.</p>      <p>Desde logo manter as expetativas de bem-estar em tempos de novas realidades económicas, manter o comprometimento dos sistemas de saúde garantindo o acesso e a qualidade de cuidados de saúde ao mesmo tempo que se pensam reformas são desafios difíceis. Dois fatores emergem imediatamente desta realidade. o desemprego/estabilidade do emprego e o envelhecimento da população.</p>      <p>Ao nível da saúde mental, a Europa tem procurado proteger os seus cidadãos norteando os seus sistemas de saúde por valores fundamentais como a justiça, o empoderamento de doentes e famílias para lidar com a doença em contexto familiar e comunitário. Esse compromisso com a desinstitucionalização e o desenvolvimento de serviços de saúde mental baseados na comunidade mantem-se vivo, embora o progresso seja desigual em toda a Europa, com diferenças entre Norte e Sul e Este e Oeste. </p>      <p>O consenso é que cuidados e tratamento devem ser fornecidos em contextos locais, uma vez que grandes unidades hospitalares psiquiátricas conduzem, muitas vezes levam à negligência e à institucionalização sem retorno.</p>      <p>A realidade também demonstra que o estigma social associado à doença mental é um monstro de difícil combate e que a descriminação consequente diminui a procura de cuidados de saúde mental.</p>      <p>Um sistema de saúde integrando as respostas sem clivagens é essencial para o acesso das pessoas com doença mental. Um sistema mais comprometido com os resultados sociais da integração do que com os custos económicos do cuidado.</p>      <p>De uma forma sintética o <i>European Mental Health Action Plan</i> 2013-2020 (2015, p. 3) enumera quatro objetivos fundamentais para um plano de ação:</p>      <p><i>- Todas as pessoas têm iguais oportunidades para concretizar o seu bem-estar mental ao longo de sua vida, particularmente aqueles que estão mais vulneráveis ou em risco;</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>- As pessoas com problemas de saúde mental são cidadãos cujos direitos humanos são plenamente valorizados, protegidos e promovidos;</i></p>      <p><i>- Os serviços de saúde mental são acessíveis quer física quer financeiramente e estão disponíveis na comunidade de acordo com as necessidades;</i></p>      <p><i>- As pessoas têm direito a ser tratadas com respeito, segurança e eficácia.</i></p>      <p>No entanto realidade da Europa, nos últimos anos tem despertado desafios novos aos profissionais e à organização dos cuidados de saúde mental.</p>      <p>A Europa é hoje uma sociedade multicultural, multissocial, multirreligiosa e até multieconómica. Dela emergem novas realidades, novas interpretações e novos desafios para a intervenção em saúde mental. </p>      <p>Ao invés de uma população normatizada, existe hoje na Europa uma sociedade de modelos multiétnicos (Rosas, 2007) que exigem dos serviços de saúde abordagens diferenciadas.</p>      <p>Vejamos alguns ambientes com particular especificidade.</p>      <p>Desde logo o local de trabalho. Estão bem descritos no estudo de revisão conduzido por Lindberg et al. (2017) a lista de indicadores que caraterizam locais de trabalho saudáveis, promotores de saúde mental.</p>      <p>Outro local específico é a escola. </p>      <p>A infância e adolescência são etapas importantes para o desenvolvimento social e emocional. Ao mesmo tempo, ter boa saúde mental e física apoia os jovens na gestão dos desafios que enfrentam durante o seu desenvolvimento.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A saúde mental deve ser uma característica de todas as iniciativas de promoção da saúde na escola. Não só a fundação da saúde mental ao longo da vida é estabelecida nos primeiros anos, mas uma abordagem escolar completa também levará a uma maior ligação ao ambiente escolar como ambiente terapêutico.</p>      <p>As escolas podem desempenhar um papel importante na saúde mental e no bem-estar de seus estudantes e funcionários.</p>      <p>Outro desafio de âmbito cultural são as migrações.</p>      <p>Estudos já demonstram que as migrações estão muitas vezes associadas à falta de preparação social e cultural e consequente inadaptação ambiental causadores de sofrimento (Virupaksha, Kumar &amp; Nirmala, 2014).</p>      <p>Deixo-vos com alguns dos desafios que recentemente apresentei em Bruxelas na AIM Conference – The future of mental health (Cordeiro, 2018):</p>      <p>- Mental health at school;</p>      <p>- Mental health at workplace;</p>      <p>- Mental health and transculturality / cultural competencies;</p>      <p>- Mental health and migrations and minorities;</p>      <p>- Mental health on continuity care;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Mental health and new medications;</p>      <p>- Stigma and discrimination;</p>      <p>- &ldquo;The black dog – Depression and suicide&rdquo;.</p>      <p>Daqui irão certamente novas reflexões e novos estudos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências Bibliográficas</b></p>      <!-- ref --><p>Bruce, A., Quinn, G., Degener, T., Burke, C., Quinlivan, S., Castellino, J., ... &amp; Quinlivan S. (2002). <i>Human rights and disability: The current use and future potential of United Nations human rights instruments in the context of disability</i>. Geneva: United Nations Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1211331&pid=S1647-2160201800030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cordeiro, R. (2018). <i>Setting the scene: The panorama of mental health in Europe</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1211333&pid=S1647-2160201800030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Conference presented at AIM Conference – The future of mental health in Europe, 16 nov 2018, Brussels, Belgium.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lindberg, P., Karlsson, T., &amp; Vingård, E. (2016). <i>Determinants for positive mental health and wellbeing at work – a literature review</i>. Presented at the 4th Wellbeing at Work 2016, May 29th to June 1st, 2016, Amsterdam, Netherlands. Disponível em: <a href="http://urn.kb.se/resolve?urn=urn:nbn:se:hig:diva-23052">http://urn.kb.se/resolve?urn=urn:nbn:se:hig:diva-23052</a></p>      <!-- ref --><p>Rosas, J. (2007). Sociedade multicultural conceitos e modelos. <i>Relações Internacionais, 14</i>, 47-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1211336&pid=S1647-2160201800030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>UN General Assembly, Universal Declaration of Human Rights, 10 December 1948, 217 A (III), Disponível em: <a href="https://www.refworld.org/docid/3ae6b3712c.html">https://www.refworld.org/docid/3ae6b3712c.html</a></p>      <!-- ref --><p>Virupaksha, H. G., Kumar, A., &amp; Nirmala, B. P. (2014). Migration and mental health: An interface. <i>Journal of Natural Science, Biology, and Medicine</i>, <i>5</i>(2), 233-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1211339&pid=S1647-2160201800030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>World Health Organization – Europe. (&#8206;2015)&#8206;. <i>The European Mental Health Action Plan 2013–2020</i>. WHO Regional Office for Europe. Disponível em <a href="http://www.who.int/iris/handle/10665/175672">http://www.who.int/iris/handle/10665/175672</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1211341&pid=S1647-2160201800030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>  </div>       ]]></body><back>
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